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SUSTENTABILIDADE

O maior vilão do setor está escondido atrás das máquinas paradas, gerando perda de tempo e dinheiro. Texto: Ada Caperuto

Diga não ao desperdício na indústria gráfica

T

intas, pa­péis ou outros insumos usa­ dos no acabamento? Qual deles é mais desperdiçado no dia a dia da produção na indústria gráfica? A res­ posta certa é: a baixa utilização de horas de má­ quinas produzindo, com efi­ciên­cia. “Os tempos perdidos em setups longos, horas improdutivas e ocio­sas, retrabalhos e erros de produção são as causas dos maiores des­per­d í­cios na nossa in­ dústria gráfica”, afirma o consultor Marcelo Fer­ reira, consultor de Produtividade e Qua­li­da­de da ABTG. De acordo com ele, no momento de elaborar seus planejamentos estratégicos, tá­ ticos e operacionais uma empresa gráfica deve identificar as principais causas de des­per­d í­cios invisíveis que levam àqueles visíveis. Em primeiro lugar é preciso ter em mente que o empresário gráfico não vende simples­ mente um produto impresso, mas sim as ho­ ras de suas máquinas na melhor configuração de velocidades e menor tempo nos setups para a obtenção destes. Ou seja, o setor é composto de empresas prestadoras de serviços, categoria

em que se enquadra a maioria delas, exceto por aquelas que fabricam e vendem os produtos, como cadernos, agendas e editoras. O consultor da ABTG explica que poucas são as gráficas que analisam os projetos dos clien­ tes em relação à capacidade de execuções em seus equipamentos e processos. Consequente­ mente, acabam assumindo a produção de tra­ balhos complexos e que demandarão mais tem­ po e cuidados do que os estimados pelas mé­dias dos orçamentos aprovados. Outro ponto a ser considerado é a es­pe­cia­ li­za­ção da empresa, o que permitiria a padro­ nização dos processos produtivos. “Muitos em­ pre­sá­r ios não consideram os tempos de setups, preparação e abastecimento de máquinas, tes­ tes e ensaios sobre as ma­té­r ias-​­primas e libe­ rações destes produtos para impressão ou aca­ bamento respeitando suas características pelo grupo ao qual pertencem. O ­ideal é termos pa­ râmetros de tempos de orçamentos e produção independentes para cada tipo de segmento em que atuar­mos”, aconselha o es­pe­cia­lis­ta. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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Revista Abigraf 272  
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