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GRÁFICA-SP

Os 90 anos da Foroni

Evolução do setor e mudança no perfil dos consumidores estão entre os grandes desafios enfrentados pela empresa ao longo desse período. Texto: Ada Caperuto

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m 1924 surgiu na capital paulista, no então bairro in­dus­t rial do Cam­ buci, uma pequena fábrica de ma­ teriais para papelaria, fundada pelo casal Primo e Yolanda Foroni. Passadas nove décadas, consolidada entre as três principais empresas de seu segmento, a Foroni Indústria Gráfica segue como um negócio de base fa­mi­ liar, presidida por Alberto Foroni e com direto­ ria integrada pela terceira geração de herdeiros. Para alcançar tal posição, a empresa soube bus­ car novos segmentos de atua­ção sempre que a economia do País e as ten­dên­cias de consumo apontaram outros caminhos. De acordo com o diretor co­mer­cial Ricardo Foroni, a mais recen­ te dessas “viradas” ocorreu na década de 1990, quando a empresa passou a produzir agendas

Ricardo Foroni, diretor comercial

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e cadernos para o consumidor final. Essa mu­ dança de trajetória se mostrou como funda­ mental para o futuro dos ne­gó­cios. “Na época, os livros fiscais e alguns impressos sofreram desuso devido à informatização, portanto, mu­ damos o foco da produção e migramos para esses produtos”, declara. Foram justamente as agendas, cadernos e produtos de papelaria que con­t ri­buí­ram para que a Foroni celebrasse mais uma participação bem-​­sucedida na Office Brasil Escolar 2014, rea­li­z a­d a de 11 a 14 de agosto. No evento, a empresa apresentou suas novas marcas li­cen­ cia­das, entre elas os principais personagens de desenhos animados e games, além das diversas coleções pró­prias que desenvolve para o público infantojuvenil e adulto. “Foi uma participação muito boa e positiva, atingimos todas as nossas expectativas em ne­gó­cios e re­la­cio­na­men­tos”, revela o diretor co­mer­cial. Modernizada tecnologicamente, a Foroni tem na inovação uma das es­t ra­té­g ias para se manter em um segmento de forte concorrência, inclusive in­ter­na­cio­nal. “O mercado está muito competitivo e a concorrência com os importa­ dos acontece mais fortemente no segmento de agendas. Por isso, sempre temos a necessidade de inovar e de apresentar lançamentos, além de investir na capacidade de produção”, apon­ ta Ricardo. Os cadernos e agendas são a princi­ pal fonte de faturamento, mas a empresa pro­ duz uma extensa linha de envelopes, impressos

Revista Abigraf 272  
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