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OTIMISMO LATINO

Fotos: Álvaro Motta

Também investindo em uma grande área de exposição, a Kodak alcançou resultados positivos. “A visitação de gráficos do Brasil e da América Latina superou todas as expectativas e nos provou, uma vez mais, que os em­pre­sá­r ios de nossa re­g ião querem soluções que os auxiliem a serem mais rentáveis, produtivos e competitivos”,

A maioria dos expositores entrevistados pela Revista Abigraf sinalizou uma expressiva visitação de gráficas de fora do Brasil, como na Heidelberg, que ocupou o maior estande. “Recebemos clien­tes de todos os Estados, de Manaus a Porto Alegre, porém o fluxo de estrangeiros nos surpreendeu. Tivemos grupos do México, Argentina, Peru, Equador, só para citar alguns”, afirmou José Luis Gu­tiér­rez, presidente da Heidelberg do Brasil. Superando as metas traçadas para o evento, a empresa divulgou a venda de mais de 90 castelos de impressão, 25 linhas de acabamento, cerca de 20 CtPs, sete impressoras digitais, sem contar contratos de manutenção, peças e consumíveis. Mesmo tendo como estrela a impressora offset plana CX 102+5+L com a nova tecnologia de secagem LE UV, a área de consumíveis e serviços foi bastante trabalhada, estratégia confirmada por Stephan Plenz, membro do Conselho de Administração da Heidelberger AG. “Temos de nos adaptar à rea­li­da­de do mercado, o que inclui o investimento na impressão digital e o fortalecimento em serviços e consumíveis, que hoje já representa 30% de nosso faturamento”, disse o executivo na feira. Entre os muitos argentinos que visitaram a feira estava Carlos Pedrini, chefe do departamento de planejamento, logística e produção da Arte Grafico Edi­to­r ial Argentino, sub­si­d iá­r ia do Grupo Clarín. Pela primeira vez em uma feira no Brasil, Carlos impressionou-​­se com a evolução da impressão digital, sobretudo no segmento de embalagem. O técnico afirmou ter feito vá­r ias cotações e já estava preparado para voltar à feira no dia seguinte. A Silvamarts, de Campinas (SP), foi além. Fechou na ExpoPrint a compra de uma impressora offset (ver matéria na página 51), com a qual planeja entrar no mercado de cartuchos. “Estou surpreso com a feira. Esperava algo menor. Vi vá­r ias soluções interessantes, principalmente na área de acabamento de embalagens”, comentou Danillo Maccari, gerente de mar­ke­ting.

disse Gilberto Fa­r ias, diretor geral da Kodak do Brasil e vice-​­presidente da Kodak América Latina. En­tu­sias­ma­do com o que viu, Jeffrey Clarke, que assumiu o comando da empresa em março deste ano, afirmou que a participação de mercado da América Latina, em es­pe­cial do Brasil, é destaque em algumas novas soluções da Kodak, como nas chapas offset sem processamento químico da linha Sonora e o CtP Flexcel NX para gravação de chapas flexográficas. Atuan­do igualmente no segmento de pré-​ ­impressão, Marcelo Chimelli, diretor co­mer­cial e de mar­ke­ting da IBF, mostrou-​­se bastante satisfeito. “É a melhor feira de que participo em 15 anos”. Segundo o executivo, os clien­tes estavam em busca de redução de custo ope­ra­cio­nal, necessidade respaldada pela linha de chapas offset Ecoplate. Para Luiz Ney ­A rias, presidente da IBF, a presença de latino-​­americanos foi decisiva: “Eles estão mais otimistas que os brasileiros”. Ainda na fase que antecede a impressão, a Konita Brasil atraiu os visitantes com a chapa térmica livre de processamento químico KTP-​­N P. “A feira foi excelente para a Konita. Fomos visitados por clien­tes e prospects que se

29 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

Revista Abigraf 272  
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