Page 1

en-6 ANO V - NUMERO 61 - DEZEMBRO 80

rg. EIV1 REVISTA

aqueles que nos prestigiaram desejamos que o ano de 1981 seja um reflexo das melhores impressões de 1980!

ASSOCIA ÇÃ O BRASILEIRA DA INDUSTRIA GRÁFICA REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO


HEIDELBERG OFFSET MO 48 x 66 cm COM NUMERAÇÃO

A nova máquina offset Heidelberg uma cor em formato meia folha 48 x 66 cm. Venha falar conosco e conhecer mais sobre a HEIDELBERG OFFSET MO. A máquina que será um verdadeiro sucesso no mercado gráfico.

Construção Heidelberg, robusta e duradoura.

Características técnicas:

Impressão da mais alta qualidade.

Formato máximo Formato minimo

480 x 660 mm 140 x 210 mm

Versátil e a única com numeração neste formato.

Velocidade máx.

8.000 p/h

Tinteiro

Com picote e corte central.

Rolos de tintagem Diâmetro

Acerto rápido.

4 57/53/51/55 mm

Altura das pilhas

Sistema de pré-registro "Bacher Control 2000" combinado com a mira circular Heidelberg. Facilidade e segurança de manejo.

Alimentador

600 mm

Saida

510 mm

Dimensões e pesos Altura Peso total incl. pilha

180 cm 3,000 Kg

Filiais:

Escritório Central:

Rio de Janeiro:

(021) 254-2218

Recife:

(081) 221-5742

Belo Horizonte:

(031) 226-9059

Setor Industrial:

Curitiba:

(041) 224-6193

Alameda Glete, 775 01215 São Paulo - Tel: 220-1504

Porto Alegre:

(051) 242-4862

Rua Conselheiro Nébias, 1111 01203 São Paulo - Caixa Postal 30.650 Telefone: PABX 221-9244 End. Telegráfico "Gutenberg" Telex n 1.121.170 GMMG/BR

(GUTENBERG) máquinas e materiais gráficos ltda.


' ( \7--2)/ -

Expediente

Orgao Oficial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de Sao Paulo Registrada no 2° Cartório de Registro de Títulos e Documentos da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, Republica Federativa do Brasil, sob número de ordem 915, no livro B, n" 02 da Matrícula de Oficinas Impressoras, Jornais e outros periódicos. Publicação registrada no Departamento de Policia Federal Divisão de Censura de Diversões Públicas de São Paulo sob n° 1.517 P. 209/73. Diretor Responsável:

Rubens Amat Ferreira Diretor Editor:

Rose Maria PrioIli Jornalista Responsável:

Saulo Barros MTPS 8312 Diagramador:

Valter Treyisan Consultores Técnicos:

Dráusio Basile Thomaz Frank Caspary Colaboradores:

Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss SENAI - ABTG - FIESP Circulação:

Benedict° Lopes dos Santos Composição e Fotolitos:

Empresa Jornalística Comércio & Indústria S.A. Rua Dr. Almeida Lima, 1.384 Fone: 292-7222 - São Paulo

EM REVISTA

A.

Capa

EM REVISTA

/

11 try4 I.Irsquen ,.,..sfiguouni

Capa: Criação de Jorge Luiz Salim Publicitário e professor das Faculdades Integradas Alcantara Machado e Instituto Metodista de Ensino na Cadeira de Produção Gráfica. Fotolito: Alunos da Escola SENAI "Theobaldo De Nigris"

Sumário Editorial

5

Controle de qualidade da tinta, papel e impressão offset e rotogravura Nova série de modelos com numerosas novidades ABTG Nossa impressão ABIGRAF/SIGESP FIESP/CIESP Bolsa de máquinas SENAI Flashes

Jurídico Regionais da ABIGRAF Delegados no Estado de São Paulo

7 20 22 24 25 28 30 31 33 35 37 38

Impressão:

Priolli & Cia. Ltda. Redação e Administração:

R. Marquês de Itu, 70- 12° and. Fones: 231-4733 - 231-4143 231-4923 e 231-4353 End. Telef.: "ABIGRAF" CP 7815 DEZEMBRO/1980

ABIGRAF EM REVISTA — ANO V — N.° 61 — dezembro de 1980 Publicação mensal distribuída aos empresários gráficos e afins ABIGRAF EM REVISTA -3


DAFFERNER-

o melhor negócio em

máquinas gráficas

apresentamos toda a lamina "catu"1

CATUSET 660

CAIU H-120

IMPRESSORA OFF-SET FORMATO MAX. DO PAPEL 660 x 480 mm.

GUILHOTINA HIDRÁULICA LARGURA DE CORTE 1200 mm.

CATU 380 IMPRESSORA TIPOGRAFICA AUTOMÁTICA FORM. DO PAPEL 380 x 280 mm.

CAIU 500

CAIU H-80 GUILHOTINA HIDRÁULICA LARGURA DE CORTE 800 mm.

M-487 IMPRESSORA MINERVA FORM. DO PAPEL 487 x 335 mm.

IMPRESSORA TIPOGRÁFICA AUTOMÁTICA FORMATO DO PAPEL 500 x 340 mm.

E como se fossem parte de uma família — uma família que vem aumentando desde 1946; onde cada nascimento é comemorado com júbilo. E se V. perguntar qual o signo das Máquinas CAIU, nós lhe diremos que todas elas nascem sob a proteção de um mesmo signo — o de uma vida útil e longa, de muita produtividade. Um signo que combina perfeitamente com os interesses de mais de 10.000 IP -960

CV 660

TIRA PROVAS OFF-SET FORMATO 960 x 660 mm.

CORTE E VINCO FORMATO DO PAPEL 660 x 490 mm.

"7670

DAFFERNER S.A.

Clientes

nossos, tanto do Brasil como da

America Latina e de outras partes do mundo.

MAQUINAS GRAFICAS

TELEFONES: 291-8355 - 93-9106 • 292-5250 - ENDEREÇO TELEGRÁFICO: RUA ITURAMA, 208 DAFFERNER • CAIXA POSTAL 6688 - CEP. 03035 - SAO PAULO - TELEX: 11-30207 DAFM-BR.


editorial

omen para adoção do MS A utilização e confecção gráfica dos documentos e livros fiscais do ISS já tiveram suas normas estabelecidas por meio de portaria expedida pelo secretário de Finanças do Município, Pedro Cipollari. Conforme a portaria, torna-se obrigatória a emissão em toda e qualquer prestação de serviços de Nota Fiscal de Serviços ou Nota Fiscal-Fatura de Serviços. Mas em substituição à Nota Fiscal de Serviços poderá ser autorizado, mediante regime especial, a emissão de tickets de máquinas registradoras. Portanto, a partir de 1. 0 de fevereiro de 1981, somente poderão prestar serviços aqueles que satisfizerem às normas afixadas e que tiverem os livros fiscais de acordo com o preestabelecido pela repartição competente, ou seja, aprovados pela portaria do secretário das Finanças, recentemente divulgada pelos principais órgãos de imprensa. A normalização dos documentos e livros fiscais vem de encontro aos anseios da Indústria Gráfica de pequeno e médio portes para a continuidade de seus trabalhos no campo de impressão, considerando-se, principalmente, que este tipo de serviço representa um grande quinhão no faturamento das empresas àcima. necessário apenas que as empresas gráficas tomem conhecimento das novas instruções baixadas, a fim de satisfazerem às necessidades de seus clientes e usuários. Informações mais detalhadas poderão ser fornecidas diretamente pela Secretaria de Finanças do Município.

DEZEMBRO/1980

ABIGRAF EM REVISTA-5


SOLNA OFFSET A qualidade, a eficiência e a rentabilidade da impressora OFFSET NACIONAL SOLNA 125 já são fatos comprovados. Geralmente quem adquire a primeira máquina em pouco tempo adquire a segunda e até mais unidades. Poderíamos citar diversos exemplos para comprovar o que afirmamos, porém, devido à falta de espaço para mencionarmos todos os casos numa página publicitária, mostramos como exemplo as fotos abaixo:

Em 25.03.79: duas unidades Em 18.6.79: duas unidades

Em 10.7.79: duas unidades Em 10.9.79: duas unidades

Em 15.03.80: duas unidades Em 7.04.80: duas unidades

Sim, num curto espaço de seis meses, a firma Van Moorsel, Andrade Er Cia. Ltda. estabelecida à Rua Souza Caldas 343/357, São Paulo - SP, adquiriu e já se encontram funcionando satisfatoriamente 12 (doze) impressoras OFFSET NACIONAL SOLNA 125. Dirija-se também b Companhia T. Janér, Com. e Ind., única fornecedora da impressora offset Solna 125 e adquira a impressora offset mais vendido no pais.

Representação Exclusiva • ,

irt%,.

CIA._ T. JANER COMERCIO E INDUSTRIA

Cia. T. Janèr, Comércio e Indústria Rua Fonseca Teles, 18 - Fone: 264-7422 - Rio de Janeiro Av. Henry Ford, 833 - Fone: 273-6011 - São Paulo Filiais:

Rio de Janeiro

C.P.960

São Paulo C.P.3593

Porto Alegre

Curitiba

Belo Horizonte

Salvador

Recite

Belem

C.P.1490

C.P.2712

C.P.615

C.P.338

C.P.328

C.P.479


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão offset e rotogravura MAURICE CARBONNIER Para fazer uma impressora, uma indústria assemelhada a toda grande indústria moderna, deve poder definir e julgar as características de execução do trabalho de impressão, suas qualidades gráficas, por um processo exato e objetivo independente do observador. Somente valores em números exatos, ou, na falta, valores de referência, podem conduzir a uma definição dessas qualidades, à elaboração das tolerâncias, imperativo aos métodos que permitam determinar a categoria de perfeição. Estes métodos são definidos em relação a critérios bem específicos, como discriminado a seguir: processos utilizados; tipos de máquinas, seus formatos, suas velocidades; exigências de qualidade; conjunto de características dos papéis utilizados; escolha das tintas mais indicadas. Certos testes de printabilidade válidos em offset, para máquinas a folha, nem sempre são válidos para rotativas do mesmo processo; existe um teste para cada processo de impressão. É bom conhecer as limitações destes métodos e usar prudência nas conclusões. Nos laboratórios gráficos, é atribuída muito mais importância aos testes de impressão e à relação tinta/papel, do que às propriedades físicas e mecânicas que, na maioria dos casos, resultam muito satisfatórias. Será necessário, para testes relativamente simples, avaliar a eficiência do papel para trabalhos de reprodução, em uma ou mais cores e selecionar as tintas que apresentem melhores características. Embora possamos estimar que a tinta de impressão oferece uma certa confiabilidade, ainda há e sempre haverá, um certo número de problemas a serem estudados, desde o campo da adaptação das tintas, até o papel suporte e às condições de tiragem. DEZEMBRO/1980

Qualquer problema destes, poderá ser estudado com antecedência nos laboratórios da gráfica. Isto, evidentemente, subentende o emprego de uma ficha que contenha todas as informações úteis, por ocasião da encomenda do papel. O objetivo a ser alcançado é de obter resultados correspondentes às previsões. Por conseguinte, os métodos para a avaliação da qualidade dos papéis, que permitam prever as diferenças possíveis no rendimento da impressão, são indispensáveis na escolha dos mesmos. Pelo que mencionamos até aqui, poderá parecer que damos mais importância ao estudo dos papéis e à relação tinta-papel do que somente à tinta, e isto pelas seguintes razões: — Na Europa e, talvez, mais particularmente na França, os papéis não são escolhidos e comprados pelo tipógrafo, mas pelos seus clientes; com efeito, as grandes gráficas, ditas "de fôlego", onde a produção está totalmente assegurada pela impressão de jornais, catálogos de vendas por correspondência ou publicitários, edições de livros, raramente estão ligados aos editores; ao contrário de certos países em que as Casas Editoras possuem suas próprias gráficas. — A seleção dos papéis pelos clientes, requer muito cuidado porque, mesmo se eles dão grande importância à qualidade do produto acabado, ou seja, à impressão fornecida pelo impressor, o critério n9 1 no momento da escolha será sempre o custo. Este hábito obriga-nos a estar muito atentos quanto aos controles que efetuamos desde a recepção das amostras ou do produto, quer em relação ao papel ou aos nossos clientes. Isto nos possibilita a fazer ressalvas, caso as entregas não estejam de acordo com o nível de qualidade fixado. No que concerne as tintas, a escolha não apresenta nenhum problema porque essa é nossa atribuição. A partir do momento em que aparecem problemas específicos, nós decidimos de comum acordo com os técnicos dos nossos fornecedores, quais os tipos

que melhor correspondem à qualidade do trabalho, às condições de emprego e de revenda.

Objeto dos Testes 1. Finalidade do exame dos papéis A fabricação moderna do papel, muito industrializada, exige métodos de controle para os produtos básicos, os processos de fabricação e os produtos acabados. O considerável desenvolvimento de nossos artigos, subentende urn estudo aprofundado das matérias-primas, antes e depois de sua transformação. Todo papel de fabricação recente deverá ser testado quanto ao seu rendimento e ao seu emprego determinado, em relação a outros propostos pela concorrência. O departamento de fabricação, assim como o de pesquisa, apóia-se, portanto, nos métodos aprovados pelo laboratório de provas. A química, a biologia, a física, o conhecimento e a experiência dos engenheiros especializados constituem as bases essenciais e indispensáveis ao exame dos materiais. A pesquisa de "qualidade" de um papel é realmente o objetivo principal de cada exame. Assim sendo, este termo não designa, um conceito preciso e bem definido; ao contrário, o que determina esta qualidade é a soma de diversas propriedades diferentes. Visto que as exigências de qualidade dependem essencialmente do emprego para o qual este papel está previsto, deve então ser tomado em consideração seu preço de revenda, naturalmente de toda a partida. A qualidade designa sobretudo um estado de realização ideal das melhores propriedades de um papel, fazendo o possível para que não seja de qualidade inferior em relação aos outros. Trata-se, portanto, de um estado constante de compromisso. De acordo com as informações desejadas a respeito da qualidade de um papel, o ABIGRAF EM REVISTA -7


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

exame deve ser realizado de maneiras diferentes. Podemos, por exemplo, nos limitar às seguintes pesquisas: - controlar a uniformidade da qualidade em todo o lote; - comparar a composição e as propriedades de diversas amostras, especialmente para um campo de emprego perfeitamente determinado; - confrontar a capacidade entre os resultados das provas e o comportamento do papel: quanto à sua transformação ou ao seu uso prático. Sempre levando em consideração a diferença entre as propriedades do passe de um lado, e as propriedades de printabilidade, de ou_ tro (Runability and Printability). procurar as amostras-padrão dos papéis em relação à utilização determinada. A escolha dos métodos depende do resultado da análise. 2. Condições gerais para a execução do exame dos papéis

Para uma boa interpretação dos resultados do exame dos papéis, é indispensável considerar as explicações complementares a seguir: As peculiaridades do material a ser examinado exercem desempenho predominante em relação aos processos de exame e aos resultados. O papel, por ser bastante complexo (uma espécie de colchão achatado de fibras feltradas), apresenta textura homogênea, devido ao seu processo de fabricação. Em consequência de uma orientação determinada das fibras, há sempre a possibilidade de diferenciar o sentido da máquina (sentido de fabricação) do sentido transversal. Como também o lado feltro pode ser muito diferente do lado tela. Não somente a textura, mais ou menos densa da folha, deve ser considerada por ocasião da análise, mas também seu equilíbrio de umidade em relação ao ar ambiente. As fibras celulósicas, por serem eminentemente higroscópicas, absorvem a água do meio ambiente com rapidez, o que se revela através de um aumento do seu diâmetro influindo no comportamento e nas propriedades do papel. Pelo contrário, se o ar for muito seco, 8- ABIGRAF EM REVISTA

o papel perde uma parte da sua umidade, tendendo a se enrugar. Os princípios básicos que intervêm nos resultados de uma análise são: - que as amostras submetidas ao exame sejam representativas de um lote completo de papel; - e que as provas possam ser repetidas, em todos os casos e em todos os pontos. As condições básicas de uma análise, para determinar objetivamente as características de um papel, excluem o emprego de amostras demasiado pequenas ou a retirada das mesmas sem discriminação. A escolha e a tomada de amostras são os primeiros critérios da análise. Para a reprodução dos resultados de uma análise, será necessário que a repetição dos exames seja efetuada em condições idênticas. Estas exigências severas, no entanto, requerem uma série de precauções. O condicionamento apropriado das amostras é a precaução principal na determinação das propriedades físicas e mecânicas a fim de que os resultados se refiram sempre a um coeficiente de umidade conhecido. As tensões a que são submetidas as amostras durante as provas, deverão ser idênticas em cada teste e determinadas química e fisicamente, na medida do possível. Os aparelhos técnicos e científicos de medição são instrumentos de alta precisão que exigem cuidados minuciosos, manipulação atenta, controle periódico de bom funcionamento, regulagem e aferição frequente. A experiência demonstra que a precisão e os resultados exatos, em grande parte, dependem do fator humano, razão pela qual, será indispensável haver pessoal qualificado para a manutenção desses aparelhos delicados e sensíveis. De fato, uma análise do resultado de um exame físico do papel não se limita somente à simples leitura de um número em um mostrador, mas sim, ao discernimento objetivo do comportamento de uma amostra, durante o exame a que é submetida. Os cálculos e expressões dos resultados da análise de um papel, frequentemente na prática apresentam resultados incertos por causa da sua diversificação. Está dentro da própria lógica pensar que somente os resultados de uma determinada análise sejam compará-

veis. Assim, por ocasião do exame de uma propriedade qualquer do papel, de acordo com diferentes métodos, amostras de dimensões diversas, com tempos de prova mais ou menos prolongados, condições de trabalho e de aclimatização variáveis, os resultados obtidos não podem ser comparados. A determinação das propriedades mais importantes do papel, por conseguinte, é normalizada. As normas dão uma definição das propriedades a serem medidas e levam a uma terminologia unificada. Os resultados do exame devem ser apresentados junto com a referência da norma segundo a qual foi conduzido o teste. Caso não exista uma norma, o procedimento a ser adotado para a determinação será descrevê-lo explicitamente e os valores medidos ficarão para ser definidos. 3. Exame dos papéis em relação às diferentes utilizações.

Outro fator importante no exame dos papéis consiste na procura da relação entre as diferentes características e seu comportamento no campo prático. As tensões a que é submetido o papel durante as transformações ou seu emprego prático são tão diversificadas como complexas, fazendo com que todas as suas características reunidas tenham sua própria importância. Na ocasião de um exame clássico de um papel, determina-se cada propriedade isoladamente, em condições de prova bem definidas, de modo a obter resultados o mais possível exatos. No caso de empregos diversificados no uso diário do papel, as condições climáticas são particularmente diversas das que existem no laboratório; o que significa que é necessário adaptar, na medida do possível, os resultados dos exames de laboratório às condições de emprego no domínio prático. arriscado tirar conclusões de ordem geral; mesmo as instruções técnicas fornecidas a respeito das características de um papel e seu emprego prático, devem ser aceitas com cautela, ou seja, previamente experimentadas e adaptadas ao casti específico. Isto demonstra que, não somente os exames físico-químicos dos papéis exigem conhecimentos profundos neste campo particular, mas especialDEZEMBRO/1980


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

mente, que a interpretação dos resultados e a adaptação na prática são da maior importância. Naturalmente será útil tomar por base dados estatísticos estabelecidos honestamente durante um longo período de tempo e por meio de exames efetuados periodicamente em determinado tipo de papel a fim de obter resultados de um certo valor prático.

4. Exigências relativas aos papéis de impressão Uma impressão é o resultado da aplicação de uma tinta apropriada, por meio de uma forma e de uma máquina para imprimir sobre papel. A ohtenção de uma impressão impecável depende, portanto, da perfeita coordenação entre todos os elementos citados. Isto, por conseguinte, subentende que o papel de impressão deverá ser examinado do ponto de vista de seu comportamento em relação à tinta, a. forma e à máquina, especificamente para o processo de impressão a ser aplicado. Por outro lado, para cada tipo de papel, existem fatores que influem, não diretamente mas de modo muito positivo, na qualidade da impressão. O exame dos papéis de impressão pode consistir na procura de um só fator importante para um determinado procedimento ou este fator pode ser obtido por meio de testes diretos de impressão. Uma prova de impressão fornece muitas indicações a respeito das deficiências eventuais que um papel pode apresentar. A experiência demonstra que um exame completo do comportamento de um papel na impressão requer uma prova prática e, também, a pesquisa de uma série de outros elementos importantes. As principais exigências formuladas a respeito dos papéis de impressão, e o comportamento destes em relação As tintas, são a transferência das mesmas nas folhas, e também a rapidez de secagem. O método de exame consiste, neste caso, em determinar a quantidade de tinta necessária, a equivalência para obter a intensidade da tinta desejada e o tempo de penetração e secagem. Por outro lado, por ocasião da tiragem em máquinas rápidas, o emprego de tintas com viscosidade muito alta DEZEMBRO/1980

pode causar decapagem na superfície do papel.

O sentido de fabricação é facilmente

O que pode ser examinado e como

Rasgo (comparação do comprimento das fibras nos 2 sentidos). - Sobreposição de duas partes cortadas em cada sentido (a parte que dobrar mais corresponderá ao sentido transversal). Imersão em água de duas partes cortadas em cada sentido (a parte que se alongar mais, sera aquela retirada no sentido transversal). Imersão em água de um disco de papel, após ser localizada a sua posição na folha. O disco, após algumas frações de segundo, se enrolará paralelamente ao sentido de fabricação. Estes últimos testes facilmente evidenciarão o sentido, uma vez que as mesmas tendem mais a inchar do que se alongar.

determinado por diferentes métodos:

Tomada de amostras As tomadas devem ser efetuadas em todas as entregas nas condições predeterminadas, mediante controle da U.R. (umidade relativa) para o papel em resmas. Estas amostras deverão ser colocadas em recipientes hidrófugos e acompanhadas de uma ficha contendo todas as indicações relativas ao seu recebimento. Nesta ficha serão anotadas todas as características da tiragem (procedimento, máquina, número de cores, tintagem, prazo etc.) Diante destas indicações, serão determinados a natureza e o número de testes que devem ser efetuados. A maior parte dos testes realizados nos laboratórios da gráfica visam aos problemas de impressão e à transferência da tinta para o papel.

Determinação do lado do papel (tela-feltro) A procura do melhor lado do papel é preponderante na impressão de somente uma das faces. Pode ser determinado por observação com lupa, no microscópio, com luz rasante, após imersão para intumescimento das fibras. De todo modo, o conjunto de testes de impressão, dados a seguir, darão confirmação suficiente.

Testes rápidos que não exigem equipamentos sofisticados Controle da umidade relativa O papel em folhas, geralmente, é en-

tregue em embalagens hidrófugas; assim, sera indispensável conhecer sua temperatura e umidade (U.R.), antes de ser desembalado. Um papel demaculado muito frio, logo formará em cima uma condensação que provocará deformações tornando-o inutilizável. Outro aspecto do papel que deve ser considerado é a sua planaridade. Na realidade, um papel pode ter um perfeito equilíbrio de temperatura e U.R., mas, se não for plano, durante a impressão apresentará enrugamentos. A falta de planaridade pode ser causada por deformações permanentes, originadas por contrações durante a secagem e retomada de umidade, o que provoca um relaxamento das tensões internas.

Determinação do sentido de fabricação

Reação "Floroglucinia" (presença de massa mecânica)

,

Teste que, mediante o emprego de uma solução normalizada, permite verificar a presença de massa mecânica em um suporte. Uma gota de reativo deve ser depositada no suporte a ser examinado; se for revelada uma coloração de rosaclaro a rosa-escuro (borra de vinho); presença de massa mecânica será função da intensidade do rosa. Este teste só é interessante em relação a um "caderno de carga"; a classificação AFNOR dos papéis considera somente a nobreza da massa utilizada, mas nunca as características de printabilidade.

Característica interessante a ser co-

Reativo a iodo (presença de amido)

nhecida tanto para a impressão quanto para o acabamento (exemplo: dobra da capa etc.).

Teste rápido que indica o tratamento do papel durante sua fabricação. ABIGRAF EM REVISTA -9


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

Pode ser realizado, colocando uma gota sobre o papel: se for revelada uma coloração escura, há presença de amido; ou ainda colocando a folha a ser examinada sobre um recipiente contendo a solução, de preferência aquecida. O exame desta última mancha, se for revelada, é interessante porque pode evidenciar diferenças de absorção devidas a um deslocamento adesivo na camada, por ocasião da secagem durante a aplicação do revestimento. Estas diferenças de absorção, às vezes, provocam um amontoado da primeira cor impressa em offset. Se a absorção no primeiro passo não for igual sobre toda a superfície impressa, será produzida nos grupos seguintes uma subtração na espessura da película de tinta, o que, no final, dará a esta primeira cor um aspecto enevoado.

pH da camada ou suporte Um suporte ácido pode provocar demora na secagem da tinta. Este efeito

será mais acentuado quando a umidade relativa do ambiente for mais elevada. Este teste pode ser realizado, colocando uma gota de um reativo colorido, ou medindo, no pH-metro, a acidez da solução na qual o papel foi deixado em suspensão Deve-se usar cautela ao interpretar os resultados; esses têm grande valor em um estudo comparativo, mas nem sempre têm significado real em relação à impressão, porque muitas vezes abrangem não só a camada superficial do papel, que entrará em contato com a tinta no momento da impressão, mas a totalidade do papel.

3. Testes que só podem ser realizados em laboratório equipado.

controles para pesquisas, de justificacão derivada de dificuldades encontradas durante a impressão (rupturas frequentes, rasgos etc.).

4. Testes simples obtidos da relação tinta/papel Teste do microcon torno Uma tinta especial, constituída de um pigmento granulométrico muito grosseiro e moído em óleo mineral de viscosidade média, é estendida sobre o suporte a ser testado. O óleo penetra parcialmente arrastando o pigmento. O que não pode penetrar, deposita-se nas irregularidades da superfície do suporte; a intensidade da coloração resultante é proporcional as profundidades e superfícies destas irregularidades. A intensidade da coloração geral da amostra será variada: fraca onde houver revestimento, forte onde não houver. Os defeitos da superfície devidos a um mau alisamento da solução de cobertura ou à tela e feltro da máquina são facilmente revelados.

Prova de porosidade com as tintas porométricas Consiste na medição visual da porosidade do papel, através de uma tinta composta de um verniz no qual tenha sido dissolvida uma fraca porcentagem de corante preto. A tinta ficará depositada na superfície a ser examinada e secará após o tempo determinado, de 7 - 30 - 60 - 120 segundos. Em seguida, serão examinadas e comparadas visualmente as diferentes manchas entre si. O papel que apresentar as manchas mais escuras, indicará o suporte mais permeável A. tinta. a) Curvas de absorção

Propriedades físicas, mecânicas e óticas. (Conteúdó de cinzas, rugosidade, porosidade, alisamento Bekk etc.) Todos estes testes no seu conjunto são normalizados, e são realizados de modo sistemático nos laboratórios das fábricas de papel, porque permitem o controle de todas as características do papel durante a fabricação. Nos laboratórios das gráficas, somente são efetuados nos casos especiais de sondagem e de especificações, de 10- ABIGRAF EM REVISTA

A partir das manchas realizadas com as tintas porométricas em diferentes tempos, medindo as densidades, pode-se traçar curvas de comparação. Estas permitem situar a capacidade de absorção, mas será muito importante considerar a ordenada maxima e a pendência destas curvas; são essas indicações juntamente com outras provas realizadas nos equipamentos de impressão, que permitem a orien-

tação na escolha da formulação da tinta. Observação: Ao traçar estas curvas, é muito importante situar a densidade ótica lida na "cometa" da mancha. Esta densidade, obtida após o contato da tinta com o papel durante uma fração de segundo (o tempo da secagem) será considerada como a densidade a tempo zero. A experiência prática permitiu situar as manchas realizadas entre 7 e 30 segundos, ou seja, 1a e 2. a manchas, considerando-as como as mais exatas na determinação prévia das possibilidades de brilho em uma impressão. Também pode ser útil subtrair a densidade a tempo zero das outras densidades, 7-30-60-120 segundos, ao efetuar este teste em papel com forte rugosidade (Dt - 13').

Fator PSE (Paper Surface Efficiency) Teste aperfeiçoado pela GATF. Os papéis de impressão são muito diferentes uns dos outros, nas suas características físicas de brilho, de textura, de capacidade em absorver a opacidade, de alvura e de neutralidade da cor. Quando se imprime em papéis variados, a coloração de uma tinta pode apresentar diferenças tão grandes que parecem ter sido usadas pigmentações diversas. Muitas vezes, não é possível perceber visualmente as diferenças. Por outro lado, a cor de uma tinta pode resultar a mesma em papéis em que a diferença aparece a olho nu. Mesmo as duas faces de um papel (tela e feltro) podem ser muito diferentes, a ponto de causar variações de tonalidades entre a página da direita e a da esquerda de um caderno aberto, correspondendo, cada uma, a uma face diferente do papel. Um método de avaliação qualitativa dos papéis, que permita prever as diferenças possíveis na cor das tintas de impressão, será indispensável na seleção dos papéis e na informação ao cliente, ajudando-o na escolha do suporte a fim de evitar que o mesmo tenha surpresas. Como determinar a eficiência da superfície de um papel. O fator PSE é uma combinação de brilho com a capacidade de absorção DEZEMBRO/ 1980


GUILHOTINAS AUTOMÁTICAS ELETRÓNICAS GUARANI

MODELO DIGIMATIC -120 cm ESTRS 4 UNIDADES FORAM RDOUIRIORS PELA FIRMA

TILIBRF1 SR BHURU

5P

Numa inusitada ocasião como esta, em que somente para uma empresa — TILIBRA S.A., de BAURU — são vendidas quatro GUILHOTINAS MODELO GUARANI DIGIMATIC — 120 cm de corte, com programação eletrônica, mesa pneumática, celula foto-elétrica e demais aperfeiçoamentos da mais sofisticada técnica moderna, a IRMÃOS DE ZORZI LTDA., fabricante das afamadas guilhotinas "GUARANI", vem agradecer, penhoradamente, à sua enorme clientela, as atenções, carinho e reconhecimento com que sempre a obsequiaram nesses 33 anos de sua existência, durante os quais, com a ajuda dos seus clientes, todos os obstáculos que se lhes antepuseram foram superados com esforço, eficiência, espírito de luta, técnica e acima de tudo competência e dedicação, mantendo sempre ótimo conceito na sua marca e qualidade de seus produtos. Hoje, no Brasil, o nome GUARANI é um dos mais tradicionais no setor de máquinas gráficas. Fundada em 1948, a DE ZORZI fabricava inicialmente impressoras tipo Minerva, passando a fabricar posteriormente, também, guilhotinas semi-automáticas. A tecnologia empregada na fabricação das guilhotinas foi de tal maneira sendo aperfeiçoada, o que lhes permitiu, a curto prazo, a fabricação de guilhotinas automáticas-mecânicas e em seguida, começar a fabricar guilhotinas automáticas eletrônicas de 82 cm — MODELO HE — e, depois, culminando por alcançar uma tecnologia

33 AtiOS

CIS

PRODUZ00 MAQUIlikS ORMI

de nível internacional, passou a fabricar as GUILHOTINAS AUTOMÁTICAS ELETRÔNICAS MODELO DIGIMATIC, sendo absolutamente certo que, a DE ZORZI é a (mica fabricante desses tipos de guilhotinas em todo o hemisfério sul. Englobando, no momento, duas fábricas na região do grande São Paulo, com um total de 7.000 m2 de área construída, com equipamento mecânico-operatriz moderníssimo, que inclue MANDRILHADORAS COM CONTROLE NUMÉRICO, a DE ZORZI fabrica mensalmente cerca de 25 guilhotinas, sendo que 12 são dos modelos ELETRÔNICOS, e destaS 8 são do modelo DIGIMATIC, podendo afirmar com galhardia que desde 1975 o Brasil não importa mais ... pelo

menos estes tipos de guilhotinas. Com a instalação da terceira fabrica, e o consequente aumento de produção, a DE ZORZI pretende agora, exportar os seus produtos, possuindo já em carteira, pedidos da Inglaterra e de alguns países da America Latina. A IRMÃOS DE ZORZI LTDA. deseja aos clientes e amigos, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

MAQUINAS GRAFICAS

IRMÃOS DE ZORZI LTDA. FABRICA E ESCRITÓRIO: Rua Jose Bernardo Pinto, 914 - Fone: (011) 264-6133 PBX CEP 02055 - Vila Guilherme - São Paulo - SP

FABRICA 2: Av. Bandeirantes do Sul, 807 - São Paulo


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

de um papel; estas duas características devem ser medidas. O brilho do papel é medido com a ajuda de um reflectômetro, onde a luz é refletida com um ângulo de 75°, e expresso em porcentagem. A medição da capacidade de absorção do papel é realizada de acordo com os princípios do ensaio porométrico, mas com uma tinta (K e N proveniente dos USA) de formulação diferente. Deixa-se a tinta sobre o papel durante 120 segundos, depois enxuga-se completamente. A intensidade da mancha de tinta que fica na amostra deve ser medida por meio de um densitômetro de reflexão. Quanto mais a mancha for escura, mais o papel é absorvente. Um diagrama estudado pela GATF permite converter a densidade de reflexão em porcentagem de capacidade de absorção. Depois, uma tabela de conversão, em base a esses dois dados permite: - 0/0 de brilho - 010 de capacidade de absorção. obter o fator de PSE em 010. Esta tabela de conversão está baseada na equação de prova: PSE — (100-A) + PG 2 na qual uma importância igual é dada ao brilho do papel (PG) e à capacidade de absorção (A). Este fator PSE pode ser uma ajuda relevante quando usado com outras medidas básicas. Pode servir para verificar se um papel é ou não adequado para um trabalho de reimpressão, quer por ser semelhante, quer para melhorar os resultados em relação à impressão precedente.

5. Testes de impressão - Os equipamentos A melhor maneira de estudar o comportamento de um papel e de uma tinta de impressão, evidentemente, consiste em imprimir em máquina com a tinta que deverá ser utilizada. É, porém, um método demorado, caro e que serve para aqueles que não tenham possibilidade de operar em condições perfeitamente conhecidas e reproduzíveis (pressão, velocidade, temperatura, espessura da película de tinta etc.). Equipamentos foram concebidos, a fim de permitir a realização rápida, e 12- ABIGRAF EM REVISTA

em condições perfeitamente conhecidas e que podem ser variadas, de faixas impressas, como também permitem estudar o comportamento quer da tinta, quer do papel, nestas condições de impressão. Estes equipamentos compõem-se de duas partes: o equipamento de impressão, propriamente dito, e o dispositivo de tintagem. Os mais usados são: - Aparelho FOGRA (Instituto de Munique) - Aparelho JOT (Instituto de Amsterdã) O arrancamento e o levantamento de fibras, ou partículas, são fenômenos produzidos quando a resistência tração da superfície impressa é inferior A força de separação da película de tinta entre o papel impresso e a forma entintada; Manifestam-se por deslocamento de uma parte do suporte (fibras ou partículas da superfície) que fica na forma entintada. Isto é acentuado pela velocidade de impressão, viscosidade e "tack" da tinta, pressão e carga de entintagem. Devemos levar em conta que o papel está em contato com a forma de impressão por um tempo que pode variar de acordo com a velocidade de impressão, de 1/50 a 1/1.000 de segundo; durante este tempo, muito curto, a superfície do papel sofre uma tração que pode variar de 1 a 100kg por cm2. As "Ceras Dennison" são raramente usadas nos laboratórios gráficos depois do emprego do "látex" na composição das camadas depositadas sobre os papéis.

A transferência Com uma mesma quantidade de tinta distribuída sobre a chapa, a quantidade que se depositará no papel, no momento da impressão, pode variar muitíssimo: a transferência da tinta, da forma ao papel, é uma característica importante do conjunto tinta/papel.

Brilho de uma impressab A prova do brilho é um complemento das indicações obtidas pelo teste de absorção e pelo PSE, a respeito da capacidade de um papel para produzir impressões brilhantes.

A qualidade do brilho, por sua vez, depende da penetração e do tempo de secagem. O nível do brilho pode ser facilmente avaliado, o que permitirá obter uma determinada combinação tinta/papel.

Maculatura Complemento dos testes porométricos; permite determinar, com tintas de formulação diferente, a micro e a macroporosidade do papel. De acordo com a porosidade do papel e o tipo de tinta empregado (monodispersiva ou polidispersiva; na primeira o veículo é composto de um produto com partículas homogêneas; na segunda, o veículo é composto de uma dispersão de produtos complexos, geralmente resinas sintéticas com grau de polimerização mais ou menos elevado), a penetração será total ou seletiva.

Molhagem - Resistência à água Esta característica do papel está muito próxima da sua resistência A decapagem, mas só interessa no caso de suportes destinados A impressão offset. A superfície de um papel após a modificação pode apresentar fragilidade mais elevada do que tinha anteriormente. Este fenômeno é mais sensível com os papéis revestidos ou de acordo com a formulação da camada; alguns dos seus componentes (caseína etc.) são mais ou menos sensíveis ação da água. Na impressão offset em máquinas para duas ou quatro cores, as Areas do papel entram em contato com a água de molhagem,As vezes no primeiro, ou no segundo elemento de impressão, de acordo com o serviço e as superfícies entintadas. Durante a impressão nos elementos seguintes, se a superfície do papel, enfraquecida pela água, tornou-se demasiado frágil, poderá haver uma decapagem, uma solubilização da camada, ou uma rejeição da tinta pela superfície úmida. Este teste também pode ser efetuado após pré-aquecimento a 120/140° C da faixa de papel, a fim de evidenciar os riscos de migrações no ligante da camada que a solubilizará. Esse fenômeno só é sensível em rotativas offset planetárias, depois da impressão do primeiro grupo e passagem pelo secaDEZEMBRO/1980


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

dor, produzindo um depósito sobre o cilindro de margem do segundo grupo.

Lisura - Compacidade da superfície do papel Este teste é particularmente in teressante no controle dos papéis destinados à impressão em rotogravura, ou ainda em tipografia, quando for prevista a impressão de clichés com retículas muito finas. As indicações obtidas complementam o teste do microcontorno; assim, neste teste de impressão realizado com carga de tinta muito fraca, será considerada, além do estado da superfície do papel, a sua compressibilidade. Velocidade de penetração Envernizamento

por meio de um clichê de reticulado linear. Se houve variação dimensional do papel entre duas impressões de cores diferentes, aparecerão interferências em que o aspecto situa a orientação da deformação. O controle da estabilidade dimensional também pode ser efetuado em uma câmara, onde o condicionamento do ambiente (temperatura e umidade relativas) pode ser controlado. As amostras de papel devem ser cortadas com formato determinado e presas entre duas pinças; as variações de alongamento ou de retração serão imediatamente registradas em um tambor.

6. Controle das tintas à recepção - Definição sumária da composição das tintas e suas características. Tintas Offset

O teste é efetuado com aparelho que utiliza um produto químico (ftalato de dibutil); deixa-se cair uma gota de volume exato sobre a moleta de impressão, justamente antes da passagem da faixa de papel. Dependendo de como a mancha aparecer, longa ou curta, poderá ser determinado o rendimento de brilho de impressão ou de envernizamento. Este teste confirma os resultados dos testes porométricos de absorção em geral e de rugosidade.

Engorduramento Teste que permite definir as modificações na tensão interfacial provocadas pelo papel, que são originadas pelo engorduramento dos pontos, na cobertura e impressão das áreas de contragrafismo, sem que a entintagem se modifique. Faixas de papel previamente molhadas a serem testadas são postas em contato com as tiras de alumínio. Depois de algum tempo, as tiras de alumínio são entintadas no aparelho JOT; nas zonas de contato, um papel oleado dará uma impressão, enquanto que um papel não oleado, não deixará nenhuma impressão.

Estabilidade dimensional dos papéis Controle realizável em pequena prensa de prova do tipo Van der Cook, DEZEMBRO/1980

As tintas destinadas ao processo offset consistem essencialmente de pigmentos coloridos dispersos em um veículo. Estes pigmentos são partículas sólidas muito finas. Calcula-se geralmente que, nas tintas finas, medem alguns décimos de microns, alguns microns nas tintas comuns. Na origem, o veículo era óleo de linhaça adensado por aquecimento em atmosfera inerte, chamada "Standolie". As características deste oleo estão tão modificadas que podem realizar tintas de viscosidade diferenciada. É evidente que não são os pigmentos que podem determinar as propriedades superficiais das tintas, mas sim, seu veículo, porque este envolve todas as partículas sólidas, praticamente isolando-as dos contatos externos. As tintas modernas, de tipo "heat seat", são formulações diversas, tendo como veículo uma solução de resina mais ou menos dura em um hidrocarbureto mineral fluido. Entre estes dois tipos extremos existe toda uma série de fórmulas intermediárias, entre as quais estão as tintas brilhantes e as tintas sintéticas. Reologia das tintas - A reologia é a subdivisão da física que estuda a fluidez e a deformação da matéria. As três propriedades reológicas mais importantes no que diz respeito as tintas ski: a viscosidade, a tixotropia e a aderência. Não é possível definir detalhadamente estas diferentes propriedades; serão

analisadas mais profundamente quando for tratada a fabricação das tintas. A viscosidade de um liquido define-se pelas fricções que nele exercem as camadas internas que deslizam umas sobre as outras sob o efeito de um embate externo. Estes deslizamentos encontram uma forte resistência mecânica nos líquidos densos, uma resistência leve nos líquidos móveis. A temperatura tem grande in fluência na viscosidade: quanto mais alta a temperatura, mais aumenta a mobilidade das moléculas que constituem o veículo. Um grau Celsius de aumento pode abaixar a viscosidade em 10%. A unidade de medida da viscosidade é a "poise". Diz-se que um meio fluido possui viscosidade de uma "poise" quando a força de um DINA, aplicada sobre ele, provoca um escorrimento átingindo a velocidade de um centímetro por segundo, entre duas placas imersas paralelamente, separadas por uma distância de um centímetro e apresentando uma superfície de um centímetro quadrado. A tixotropia define-se pela natureza do veículo e dos pigmentos, assim como, pelas proporções relativas de seus componentes. A tinta tixotrópica possui fraca viscosidade depois de ter sido agitada, e retoma uma viscosidade elevada após um certo tempo de repouso. Esta propriedade corresponde a um estado de pseudogel. Neste caso, a tinta para ser distribuída pode precisar do emprego de agitadores no tinteiro, a fim de romper a estrutura interna gradativamente e na medida em que se formar, mantendo uma fluidez conveniente. A pegajosidade ou "tack" é a resistência que a tinta opõe à separação da película, separação que se produz em diversos pontos da máquina: na distribuição, entre cada giro do rolo, entre os rolos entintadores e a chapa, entre a chapa e o cauchu e, enfim, entre o cauchu e o papel. Esta propriedade pode ser avaliada de duas maneiras: 1. a Dependendo de suas consequências, ou melhor, de acordo com a decapagem do papel provocado pela adesividade. 2 •a Com um dispositivo mecânico com que se integra, na medida certa, o fator tempo, ou mais exatamente a velocidade. ABIGRAF EM REVISTA-13


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

Os critérios que permitem ao impressor definir a boa qualidade das tintas são: pode colocar a tinta diretamente na máquina, sem demora ou precauções especiais; pode regular rapidamente a tintagem e a molhagem, mantendo boa estabilidade durante toda a tiragem; pode conservar durante toda a tiragem a mesma intensidade, a mesma nitidez do ponto de retícula, e o mesmo equilíbrio das cores; pode receber em pilhas planas e, quando necessário, repassar na máquina sem dificuldade; pode reduzir ao mínimo o emprego dos diversos aditivos; pode passar rapidamente à retirada 2 a 3 horas após a impressão do lado oposto; nas impressões em quadricromia ou mais cores, quando a tiragem for realizada, quer com uma ou duas máquinas de duas cores, quer com quatro máquinas de uma cor ou mais, pode realizar cada passagem com uma parada não superior a 2 ou 3 horas: pode tratar do acabamento dos impressos, sem inconvenientes, tão bem 3 horas após a impressão, como muitos dias depois. Certamente, todas estas propriedades só podem ser observadas, de modo definitivo, no decorrer da impressão em máquina industrial, mas as indicações obtidas durante as provas em laboratório permitem notar as caracteristicas essenciais de cada tinta e fazer comparação com as tintas de referência. d) Por meio de testes objetivamente realizados no laboratório de ensaios, podemos citar: — o controle do "tack" ou adesividade, no aparelho "tackmetro". — Estudo da variação do "tack" de um lado, em função do tempo e, de outro lado, em função da velocidade. Estas características diferem de acordo com a formulação das séries e as condições de seu emprego, por exemplo: máquinas a folha ou rotativas planetárias e cauchu/cauchu. Esta noção é de grande importância na disposição das tintas entre si e para adaptá-las ao suporte. Não devemos esquecer que a "pega" residual da tinta colocada sobre os rolos de uma máquina não é a mesma que a "pe14-ABIGRAF EM REVISTA

ga" da mesma tinta colocada em contato com um suporte poroso. Na realidade, a parte fluida de que se compõe a tinta penetra imediatamente nos poros do papel. Disso resulta um acréscimo repentino da concentração em pigmentos e resina. Por conseguinte, a viscosidade e a "pega" da tinta aumentam muito rapidamente desde o primeiro instante de seu contato com o suporte. O estudo da transferência utilizando o aparelho de impressão IGT ou FOGRA em uma série de papéis específicos que permitem definir a carga de tinta depositada pela densidade impressa e, portanto, a concentração e a influência da espessura da película de tinta no engrossamento dos pontos da retícula durante a tiragem. O repinte e, por relação, o tempo de secagem da impressão medida com o equipamento IGT ou FOGRA, sobre as tiras impressas que são colocadas por pressão contra uma tira de papel igual, no fim de 15, 30, 60 ou 120 segundos após a impressão. Mede-se em seguida a densidade ótica das tiras repintadas. importante considerar, na impressão em papel com camada mate, o risco de repinte que pode depender da formulação da tinta e de seu mau contato ao suporte, e a mancha que as vezes se produz durante o acabamento quando os cadernos são esfregados uns contra os outros. O equilíbrio tinta/água, método efetuado com o equipamento IGT provido de distribuidor, ao qual se junta um recipiente contendo água. Após ter distribuído uma determinada quantidade de tinta e entintado um disco aferido que fazemos imprimir, deixa-se virar o distribuidor de tinta de modo que a superfície da água toque de leve a parte inferior do cilindro. No fim de 5, 10, 15, 20 e 25 minutos, um novo disco é entintado outra vez e, após ter tomado certas precauções, realizam-se outras impressões. Os resultados são comparativos e observa-se a diminuição da intensidade da tinta entre a faixa de referência e as diferentes tiras. A tinta que possuir a melhor vedação á água de molhagem é aquela em que a densidade não diminui constantemente com o tempo. A formulação da tinta não deve provocar a repulsão da água na superfície, mas limitar a emulsão que,

necessariamente, vai se formar. Esta emulsão levará, forçosamente, a uma modificação da viscosidade e do "tack". — A intensidade e o poder de recobrir são determinados pelo método de gradação no branco. 7. Tintas para Rotogravura

O impressor dá muita importância ao extrato seco contido na tinta e sua intervenção ao nível de utilização e de reajuste da viscosidade no momento da tiragem, adicionando solventes e acertando a concentração (densidade impressa) com a ajuda de verniz. Quando o papel for muito poroso e desejarmos uma impressão brilhante, sera necessário encher os orifícios do suporte (poros) com bastante resina, sendo necessário, neste caso, que a tinta contenha quantidade elevada de extrato seco. Por outro lado as resinas de viscosidade fraca retardam ligeiramente a secagem, influindo na velocidade de impressão. Um compromisso de proporção deverá, portanto, ser encontrado entre o emprego de resina polimerizada (para não provocar retenções elevadas de solvente) e a concentração de extrato seco. Uma outra característica muito importante é o estado de dispersão dos pigmentos, e será útil determinar com cuidado em que circunstâncias o pigmento começa a flocular para formar aglomerados. O método consiste em diluir progressivamente uma amostra de tinta e observá-la ao microscópio para ver em que grau de diluição se inicia a floculação. Neste fenômeno, o tempo intervém também; portanto deverá ser observado o tempo de conservação da dispersão para uma determinada diluição. Sabemos que quando o pigmento flocula na tinta de rotogravura, a impressão pode tornar-se mate, ou semibrilhante e a qualidade da impressão depende estritamente das características medidas neste campo.

Os testes realizáveis em laboratório são: a) O controle da capacidade de alongamento com o emprego de um medidor de consistência. Para nossa finalidade, nós determinamos que 100g de DEZEMBRO/1980


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

tinta adicionados a 80cc de solvente deverão dar uma viscosidade de 40" com o medidor AFNOR de 2,5mm a 23°C. O controle da taxa de evaporação de todos os solventes que entram na formulação das tintas, inclusive os solventes recuperados no nível dos elementos de secagem das rotativas. O aparelho é realizado sob a forma de um túnel de forja, e compreende uma balança de precisão. No seu prato são depositadas 15g do solvente a ser testado, e observa-se a rapidez de evaporação, em diferentes momentos, a fim de traçar uma curva. O controle da curva de destilação efetuado por meio de sondagem do material por solicitação de fábricas e oficinas interessadas. O controle do fator de secagem das tintas determinado nas máquinas de prova do laboratório é regulável vontade. Aumenta-se a velocidade da tiragem desde o momento em que são observados os primeiros sintomas de colagem. Esta prova só é comparativa, porque os resultados são influenciados pela temperatura ambiente, pela qualidade do suporte e qualquer espécie de circunstância variável; obtemos sempre um significado quando a tinta provada for comparada a uma tinta-padrão. A intensidade e o poder de cobertura são características importantes pois a qualidade da imagem produzida por tricromia depende estritamente delas. Sera necessário realizar uma impressão com uma pequena máquina de laboratório em condições bem definidas. Em seguida, a densidade ótica deverá ser medida nas diferentes impressões realizadas em monocromia, bicromia e tricromia. Os resultados representarão, na rotogravura convencional, as variações da densidade ótica em função da prófundidade da gravação do cilindro. A trituração é controlada por meio de um medidor de moagem (tipo NORTH de 50 a O micra) que mede a dimensão média das partículas. E. a dimensão dos grãos de pigmento, quando insuficientemente moídos ou mal misturados que, formando uma pasta, causa a abrasividade da tinta e o desgaste prematuro dos cilindros gravados. Este controle é efetuado utilizando o DEZEMBRO/ 1980

aparelho "INK TESTER de G.T.A." que, por fricção (400 movimentos de vaivém) de um braço munido de feltro (sob pressão) numa amostra de tinta (viscosidade 40" — medidor AFNOR 2,5mm — 23°C), sobre uma placa de vidro recoberta de cromo depositado por metalização a vácuo, que permite medir, por densidade ótica de transparência, a taxa de abrasividade. Estas medidas são completadas com o exame microscópico das dimensões particulares dos elementos sólidos das tintas (pigmento, resina), sob luz polarizada ou não.

8. Testes aplicáveis As tintas offset e rotogravure A análise colorimétrica de uma gama de tintas comparativamente a uma série de amostras num aparelho espectrofotômetro. Estas observações completam as medidas obtidas por densitometria que são efetuadas nas oficinas e laboratórios e permitem situar os matizes das tonalidades de tintas utilizadas nos diversos diagramas da GATF. As amostras são impressas em prensas de prova offset e roto em condições determinadas. O aparelho por nós utilizado é de feixe duplo que possui uma definição ótica constante e um desenvolvimento espectral continuo. Um destes feixes é destinado à amostra de referência e o segundo à amostra a ser estudada. O cálculo dos componentes tricromáticos é obtido pelo método dos "comprimentos de ondas selecionados" utilizando, na faixa visível de 380 a 720 milimicrons, 35 comprimentos de onda, compondo os pontos de referência. Os resultados são dados sob forma de: 1. 0 Curvas espectrofotométricas. 2.° Números dados por uma impressão, especificando as coordenadas cromáticas: X, Y, Z, x y (permitindo o posicionamento no diagrama da C.I.E.), U , V, W, 0 3. A E em comparação com uma amostra colorida, de preferência.

Influência da cor do suporte no rendimento dos valores Grandes diferenças nas reproduções das tintas de cor ocorrem entre as tintas impressas em papéis "brancocreme" e as mesmas cores impressas em papéis brancos-fluorescentes. A razão é que os papéis creme têm um excesso de amarelo e de vermelho, enquanto que muitos papéis brancos são azulados e possuem fluorescência luz ultravioleta e azul do espectro. Mudanças importantes no rendimento das cores são devidas à própria cor do papel e dão os maiores efeitos com as tonalidades claras (em offset, menos de 50%). Existe menos efeito nas tonalidades escuras e pouco ou nada nas médias. A tensão interfacial, por exemplo, a fim de determinar em rotogravura o ângulo de contato entre a tinta e a forma para imprimir, eventualmente, a influência do papel. Nossas provas até hoje foram realizadas com o aparelho aperfeiçoado pelo dr. Kuntz da gráfica BURDA. Este aparelho permite tirar uma série de fotografias em tempo muito breve, por exemplo, no momento em que uma gota de tinta entra em contato com um cilindro cromado e de fixar fotograficamente a atração ou a rejeição desta tinta em contato com o metal. A prova é realizada em um recinto onde o índice de vaporização do solvente é mantido ao máximo, a fim de não influenciar, pela evaporação, a tensão interfacial tinta/metal. Estudos semelhantes podem ser tentados em offset para medir a tensão interfacial de uma tinta, com ou sem água de molhagem (eventualmente aditivos), e a chapa. A resistência à abrasão é determinada com um aparelho "abrasímetro" a fim de situar a resistência das impressões ao desgaste, considerando a relação tinta/papel em que cada um pode influenciar o outro. Este teste é particularmente interessante quando as impressões são destinadas a ter grande manipulação como capa de revistas. Os 2 parâmetros que intervêm nesta prova são: - a carga - o número de giros (em fricção) A título de informação, no aparelho ABIGRAF EM REVISTA-15


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

"usômetro" lhomargy, nossas impressões de capa em papel couche de tipo LWC de 64g/m2 resiste A carga de 4kg em 600 giros, sem anormalidades. c) A medição da resistência à luz é efetuada de acordo com as normas e por meio do aparelho "xenotest". A resistência é expressa em números de 1 a 8, ou seja de muito fraca a excepcional. Para informação: A fim de obter uma perfeita coordenação nas medidas densitometricas entre as oficinas do grupo, periodicamente nós estabelecemos, para a regulagem dos densitômetros de transparência e reflexão, tonalidades de filmes e impressos. No laboratório, um densitômetro está equipado com um traçador de curvas, para a medida da nossa tabela de cores.

9. Testes Fotográficos Cortes microtômicos - Método que permite examinar o comportamento da tinta depositada no papel. Uma amostra da impressão a ser examinada deve, ser acondicionada em plástico; depois, em uma máquina especial, cortam-se tiras na espessura de poucos microns. O exame visual será efetuado no microscópió. Fotos de superfície com luz rasante - Método que permite estabelecer uma relação entre os defeitos de impressão, os defeitos da superfície do papel. Estudo fotográfico da lisura do papel com o aparelho aperfeiçoado pelo Instituto FOGRA - Determina-se a lisura sob pressão de impressão, medindo o percentual de superfície de uma amostra de papel que entra em contato ótico com uma superfície plana. Seus princípios baseiam-se na diminuição do reflexo total na superfície de contato vidro-ar, por contato ótico da amostra.

Em offset: medição e controle da tiragem A medição das folhas impressas pode ser feita por densitometria e o controle da tiragem durante a impressão,

pode ser assegurado pelo exame .das diferentes tiras de controle. A medição é indispensável porque é ela que permite controlar a constância da qualidade da tiragem, mas também é importante para poder verificar as mudanças de densidade na secagem. Na realidade nós sabemos que a densidade da tinta diminui, mais ou menos logo após a impressão. A medição em imagens reticuladas é problemática porque requer uma superfície regular de diversos milímetros e porque esta superfície raramente existe nas ilustrações impressas. Esta precisa que seja colocada, ao longo da impressão, uma tira contendo as áreas de medida. Naturalmente, devese calcular a superfície do papel coberta por esta tira. Frequentemente os tipos, de papel, pelos levantamentos de densidade efetuados depois de 3, 5, 10, 20, 40, 60, 120 minutos e 24 horas depois da impressão, por diferença entre a impressão úmida e a impressão seca, dão uma redução media de 4 a 83/4 do valor final; as diferenças entre 30 segundos e 5 minutos situam-se na margem de erro do densitômetro.

1. Controle visual da Qualidade

Utilização e finalidade das diferentes tiras de controle A superfície e a dimensão dos pontos da retícula, quer na cópia quer na máquina, têm, pelo menos, tanta importância quanto a densidade das tintas. O emprego das tiras de controle assegura resultados precisos e objetivos, e facilitam consideravelmente o exame das impressões realizadas em impressoras a várias cores.

não podem faltar em nenhuma tiragem de qualidade, foi possível o controle das condições técnicas de impressão como também a procura das causas de derivações foi enormemente facilitada. Os elementos de controle, ao mesmo tempo, oferecem as bases para um controle de qualidade mais amplo, com a ajuda de aparelhos de medição. Uma referência eficaz e segura na impressão supõe uma qualidade de chapa de impressão perfeita e constante. Antes de tudo, será necessário que as chapas sejam expostas e reveladas de maneira ideal; será necessário também ysar uma referência, isto é, uma escal1 de controle. Os elementos de controle são reunidos em uma escala exposta no lado da pinça da chapa, a fim de não ultrapassar as áreas suplementares de papel por ocasião da impressão. Os fatores seguintes devem ser verif cados, respectivamente pesquisados, com uma escala de controle de chapa adequada: A transferência do ponto do filme reticulado na chapa. A exposição e a revelação certa da chapa. O poder de definição da chapa e do procedimento de cópia. Cada forma de controle de qualidade na impressão deve basear-se na fabricação segura das chapas. Os elementos de controle que são indispensáveis para a cópia com seleção de cores reticuladas nas chapas e que se destinam ao controle da qualidade de impressão, são:

Baseados em dados científicos e experiências práticas, diversos institutos de pesquisas e fornecedores aperfeiçoaram estes elementos de controle, individualmente ou agrupados em tiras, permitindo verificar as modificações havidas por ocasião da tiragem, particularmente nas impressões reticuladas por ampliações óticas.

Area chapada das cores primárias: cyan, amarelo e magenta, e do preto. Essas devem ser inseridas em tiras, com a maior frequência possível e a intervalos regulares, sobre toda a largura da folha, a fim de controlar a entintagem em trechos separados. Casos em que a metade contenha linhas muito finas e a outra metade contenha essas mesmas linhas curvadas a 90°.

Para tornar o controle visual mais eficiente, recomenda-se utilizar elementos de controle a serem impressos simultaneamente. Graças a estas referências constantes e permanentes que

Assim, uma parte destas linhas encontra-se no sentido da impressão e a outra encontra-se em perpendicular mesma. Isto permite o controle dos deslizamentos e da duplagem.


Um revestimento de cilindro vem causando a melhor impressão na indústria gráfica:

Vibrathane

A aplicação de Vibrathane, o pré-polímero de uretano desenvolvido pela Uniroyal, abrange também o setor gráfico através do revestimento dos cilindros. Formulado em várias faixas de dureza e de fácil processamento, Vibrathane soluciona os problemas de desgaste e manutenção sofridos pelos rolos impressores fabricados com materiais convencionais. Sua extrema versatilidade, resistência a abrasão, ao corte, ao inchamento por solventes e tintas, baixo índice de aquecimento em alta rotação, fazem com que Vibrathane supere outros tipos de revestimentos, proporcionando maior produção, economia e uma fidelidade de impressão incomparável. Exija que seu fornecedor recondicione seus cilindros com Vibrathane da Uniroyal. Você vai ter a melhor das impressões.

UNIROYAL DO BRASIL S. A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS Av. Morumbi, 7029 - Tel.: (011) 542-4422 Telex: (011) 23794 IBRP BR Telégr.: "Uniroyal" - Cx. Postal 30380 CEP 01000 - Sao Paulo - S.P. FILIAIS: Rio de Janeiro - Fone: (021) 264-1771. Porto Alegre - Fone: (0512) 21-4774.


Controle de qualidade da tinta, papel e impressão Offset e Rotogravura

Areas reticuladas com superfície entintada variável. Aqui, a retícula escolhida deverá ser a mais fina possível, porque com um número de pontos superior por superfície, a sensibilidade de impressão • aumentará, permitindo a revelação do aumento dos pontos de retícula. — Escala reticulada em 4 áreas para a sobreposição das cores primárias cyan, amarelo e magenta. O percentual de pontos das três cores nas 4 áreas da escala deverá ser composto de modo que, em sobreposição com uma tintagem normal, obter-se-á um tom gris neutro. Areas chapadas de cada cor primária cyan, amarelo, magenta, preto e suas sobreposições, tricromáticas e quadricromáticas. Esses elementos de controle tornam possível um julgamento da relação de tomada da cor das tintas. Sabemos que esta se modifica quando, por exemplo, uma cor é impressa sobre outra ao invés de ser impressa sobre o papel nu. Esta influência será maior ou menor de acordo com o fato de as cores impressas estarem secas ou úmidas. Os elementos de controle impressos como referência são eficientes e podem dar, por levantamentos estatísticos, informações muito interessantes. O consumo ligeiramente maior de papel é sem dúvida compensado, graças às informações obtidas, sob forma de maior produtividade e maior segurança por ocasião da impressão.

2. Controle de Qualidade mais amplo com escalas, aparelhos de medição e aproveitamento dos valores medidos. As escalas de controle permitem o julgamento visual das condições de impressão e também, o aproveitamento técnico das medições por meio de densitômetros. Sem dúvida, o aparelho medidor de densidades garante um controle objetivo, ou seja, sem a interpretação das condições de impressão. Isto não significa que devemos renunciar ao julgamento dos nossos sentidos. Mas, pelo contrário, o instrumento de medição só pode oferecer informações relativas, que nós devemos interpretar em consequência, e utilizar como complemen18- ABIG RAF EM REVISTA

to da impressão visual da imagem reproduzida.

Em Rotogravura: medição e controle da tiragem

O densitômetro é um aparelho de medição ótica que indica o grau de absorção da luz de um material. Será necessário diferenciar os aparelhos de transparência e os aparelhos por reflexão. No primeiro caso, materiais transparentes (filmes tom continuo, semitom ou de retícula) são atravessados pela luz a fim de conhecer o grau de transparência em relação a esta mesma luz recebida diretamente. Com um densitômetro de reflexão, a superfície de um material opaco (suporte impresso), refletindo fundamentalmente a luz, aclara-se e o grau de luminosidade, em relação ao reflexo completo da luz, é medido.

Estabelece-se uma tabela de cores a fim de conhecer todas as possibilidades de reprodução monocromática, bicromática e quadricromática, situando as condições da síntese tinta/papel e condições de impressão.

A carga de cor é medida por meio de um densitômetro de reflexão, com o qual se estabelece a importância da espessura da película de tinta depositada no papel impresso. A imagem inmpressa, dependendo das características de absorção (porosidade) e de brilho, sofre uma perda de contraste visível comparando-a com o original, obrigando-nos a compensar o mais possível esta perda mediante uma saturação maxima da cor. O aumento de entintagem nos chapados, certamente, tem seus limites. Por outro lado, há a retícula, utilizada para o rendimento de todas as escalas de tonalidades da ilustração que não permite uma quantidade de tinta ilimitada porque a superfície original do ponto da retícula seria modificada, e, por conseguinte, haveria um desvio indesejável do valor da tonalidade. Assim, é indispensável determinar entintagem maxima que se pode obter sem provocar o engrossamento do ponto da retícula e fixar a densidade da cor nos chapados e as tonalidades reticuladas com o fim de obter o maior contraste. Com entintagem fraca ? o contraste será forçosamente pequeno, e crescerá, saturando a cor, aumentando-a, para depois diminuí-la quando o ponto da retícula se alargar. É possível e interessante determinar o contraste da impressão ideal realizando provas. O mesmo pode ser calculado matematicamente de acordo com as densidades medidas nas áreas chapadas e de retícula.

Padrões são definidos para o conjunto de oficinas do grupo, com variações que podem ser adicionadas, como a efetuação de novos produtos ou uma mudança na linha de produção. Medições dos valores de impressão são efetuadas em impressos, de acordo com a aprovação da tiragem assinada pelo cliente. Estas medições densitométricas são feitas nas diferentes áreas da imagem. Levantamentos estatísticos dos valores médios são estabelecidos e comparados mensalmente ao padrão, a fim de verificar as variações e procurar as causas. Modificações na programação do retoque fotográfico ou a qualquer outro nível da produção, podem ser decididas em base às variações que puderam ser observadas e justificadas nos levantamentos estatísticos. Em conclusão... O controle dos elementos de impressão tinta/papel é fundamental; é evidente que as gráficas que possuam um laboratório levam uma vantagem tecnológica. Um controle estatístico a respeito do desenvolvimento da qualidade de impressão, depois de ter periodicamente anotado os resultados de medição, é também uma grande vantagem. O que foi descrito sucintamente tem, como único objetivo, demonstrar e evidenciar as possibilidades de aproveitamento dos valores medidos. No entanto, esses não podem indicar tudo e não se pode pretender, em caso algum, que a aplicação de um controle de qualidade por meio de medições técnicas, seja sem limite. Pelo contrário, em todos os casos, pode-se pretender que uma padronização do processo em seu conjunto, como também segurança em cada procedimento, seja em grande parte influenciada por um controle de qualidade bem aplicado. DEZEMBRO/1980


Na hora de criar, quanto mais purpurina, melhor. Mas, muitas vezes, esse brilho pode ficar tímido e apagado no papel. E isso dói na vista. Com Papel Simão, a sua imaginação salta aos olhos. Não só pela originalidade da idéia.

Também pela textura, qualidade e fidelidade do papel na reprodução. Simão dá ao anúncio, cartaz, folheto ou material promocional a cor e o destaque que eles merecem. Crie com mais liberdade. Chega daquele pode-não-

pode no momento de reproduzir uma idéia genial. Com Papel Simão poderá.

INDÚSTRIAS DE PAPEL SIMÃO S.A. marriz. R. do Manifesto, 931 - Tel.: 274-7633 Depto. Comercial: R. Lucas Obes, 627 Tela.: 274-5100, 63-3464 e 63-6204


Nova série de modelos com numerosas novidades Cinco meses depois da apresentação mundial da MO uma cor, em Chicago, a Heidelberg traz à Ipex'80, em Birmingham, as máquinas duas cores desta série, formato 48 x 66cm. Os modelos se apresentam para impressão frente (MOZ) ou impressão frente-e-verso (MOZP). Igual às máquinas de uma cor, do mesmo formato, as MO duas cores vêm equipadas de fábrica com margeador de pinças. Existe também uma versão especial com margeador de escamas. As MO quatro cores, a partir de 1981, serão produzidas para impressão frente (MOV) ou para impressão frente-e-verso (MOVP). EXTRAORDINÁRIA VERSATILIDADE

O sistema Heidelberg Offset M nas séries uma, duas e quatro cores, foi planejado para um melhor atendimento de pedidos no formato A2. Todos os modelos se caracterizam por sua grande versatilidade, além da impressão de qualidade, graças à possibilidade de numerar, aplicar uma cor adicional, perfurar e cortar centralmente. Todos estes trabalhos podem ser efetuados simultaneamente, em uma só passada pela máquina. PERFEIÇÃO EM TÉCNICA E IMPRESSÃO

Nos modelos do novo sistema Heidelberg Offset M se têm integradas as principais características técnicas das séries Offset Heidelberg de formatos maiores e menores. A robusta e duradoura construção Heidelberg se combina com a segurança do serviço e grande facilidade de manejo. SISTEMA COMPLETO DE MÁQUINAS COM AMPLO CAMPO DE APLICAÇÕES

Com as máquinas do novo sistema Heidelberg Offset M se põe em mãos dos impressores de todo o mundo um meio de produção adequado às transformações estruturais do mercado, observadas -desde fins dos anos 70, com tendência a tiragens menores e, às vezes, com entregas parceladas, também no formato A2. O campo de aplicação vai desde o mais simples formulário até a mais exigente policromia e a impressão de chapas, cheias ou vazadas. A velocidade máxima com margeador de pinças (stan20- ABIGRAF EM REVISTA

dard na máquina de uma e duas cores) é de 8.000 folhas/h. Comando da máquina por alavanca Heidelberg. Com margeador de escamas (standard na máquina de quatro cores e opcional nas de duas cores) a velocidade máxima é de 10.000 folhas/h. Nesse caso a máquina é comandada por um painel. Possibilidade de préseleção do número de impressões. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS MARGEADOR

As máquinas MO, uma e duas cores, vêm equipadas de fábrica com margeador de pinças: um margeador mil vezea aprovado, de funcionamento seguro e de fácil manejo. A altura

da pilha é de 600mm. Possibilidade de elevação manual da pilha com duas velocidades. Dispositivo préempilhador standard. Barra de aspiração com 20 aspiradores. Abastecimento de ar pela bomba pneumática Heidelberg. As quatro pinças de condução não necessitam de ajuste ao mudar o formato do material, transportam cuidadosamente a folha sobre a mesa de margeação curva, o que permite o tira-retira com rapidez e evita perdas de tempo de acerto antes da impressão seguinte. Controles pneumáticos incorporados para detectar falhas de folha e margeação oblíqua. As MO quatro cores são equipadas de fábrica com o aprovado margeador de escamas Heidelberg. DEZEMBRO/1980


Nas de duas cores o margeador de escama é opcional com 900mm de altura da pilha. O cabeçote aspirador Heidelberg é simples em seus ajustes e trabalha com segurança. Possibilidade de formato mínimo 210 x 280mm em MOZ e MOZP. Elevador elétrico da pilha. Saída non-stop como dispositivo especial. Vigilância do margeador de folhas mediante controle de folhas dobradas, duplas e folhas enviesadas. MARGEADOR A máquina com margeador de pingas tem sete guias laterais; a equipada com margeador de escamas, quatro. As guias laterais podem ser reguladas em conjunto durante o movimento da máquina. Condução das folhas ao cilindro impressor mediante o aprovado tambor de registro Heidelberg, tanto com margeador de pinças como com o margeador de escamas. Todos os transportes da folha importantes para a qualidade da impressão são feitos por pinças. O registro lateral das folhas é feito por guias móveis de empurrar no margeador de pinças, e por guias de tração no margeador de escamas. MECANISMO IMPRESSOR As máquinas Heidelberg de série Offset M vêm equipadas com robustos cilindros de fundição especial, dispostos em posição "cinco horas". Cilindros apoiados em rolamentos de agulhas e de estrema resistência, com duas fileiras de agulhas alternadas. Cilindro de chapa com suporte de três pontos. Todas as máquinas offset M imprimem com contato de anéis. As engrenagens com dentes oblíquos, externas, levam lubrificação continua. As. réguas de fixação rápida da chapa são standard. As máquinas Offset M vêm equipadas de fábrica com o sistema do registro BACHER CONTROL 2000 com mira circular Heidelberg. Depois de ser fixada, a chapa fica em absoluto paralelismo ao eixo e ajustada lateralmente. Brevíssimo tempo de acerto graças à regulagem de precisão dos registros circunferencial e lateral no cilindro de chapa em todos os corpos impressores. Regulagem do registro circunferencial em 360°, com possibilidade de fixação da posição básica do cilindro de chapa. MECANISMO DE TINTAGEM Todas as máquinas Offset M têm tinteiros idênticos, dispostos acima da chapa, com grande capacidade de armazenagem de tinta. Dezenove rolos, destes 4 dadores, de diferentes diâmetros, garantem tintagem perfeita. O início do movimento lateral de DEZEMBRO/1980

distribuição de tinta se regula A vontade. Regulagem da tinta graças aos parafusos do tinteiro. MECANISMO MOLHADOR O equipamento standard inclui mecanismo molhador elevador de cinco rolos, dos quais dois dadores de água. Fácil colocação e retirada sem ferramentas. Regulagem sem escala da faixa da molha entre O e 40mm. Depósito de 10 litros para alimentação continua do líquido junto aos rolos molhadores. Pode ser usada molha a álcool. SAIDA Saída com corrente com três sistemas de pinças, freio do papel acionado em separado com três elementos aspiradores móveis. A aspiração pode ser ajustada individualmente. A velocidade dos dois ventiladores deslocáveis pode ser regulada, de acordo com o tipo de papel. Quatro tubos sopradores cuidam adicionalmente de assegurar a saída do papel. Abertura das pinças de saída regulável durante a impressão. Pulverizador standard. Possibilidade de ligar e desligar a pressão nos grupos impressores — separado ou conjuntamente — desde a saída.

CONVERSÃO EM IMPRESSÃO FRENTE E VERSO Além da versão para impressão frente, as máquinas Offset M duas cores se fabricam também em versão conversível para impressão frente-everso. O sistema de pinças aprovado nas Heidelberg GTO e as Heidelberg Speedmaster, permite também nas Offset M multicolor trabalhar com um só sistema de pinças no tambor inversor. Deste modo podem entregar-se com registro perfeito os materiais mais difíceis. Graças A ro-

busta construção, as Offset M multicolor podem trabalhar em impressão de frente-e-verso A mesma velocidade que na impressão frente. O câmbio se efetua em poucos minutos. Controle pneumático do papel como na Heidelberg GTO. 3mm de tolerância no corte do papel na impressão frente-everso. IMPRESSÃO ADICIONAL Para a impressão adicional se dispõe de porta-clichês tamanho 35 x 45mm e 45 x 45mm, colocados sobre anéis que se distribuem no eixo móvel. Também é possível utilizar conchas porta-clichês para chapas curvas ou cliches individuais.

NUMERAÇÃO Fixam-se numeradores verticais e horizontais da Leibinger, sobre anéis. Os anéis podem dispor-se lado a lado sobre o eixo removível. Os numeradores são fixos circunferencialmente sobre os anéis. A mudança dos números pode ser ligada ou desligada durante a impressão, enquanto que, com a máquina parada, pode conectar-se e desconectar-se a pressão do mecanismo numerador e de impressão adicional. O mecanismo de tintagem separado tem 9 rolos. As zonas de tintagem se ajustam facilmente com parafusos. PERFURAÇÃO E CORTE CENTRAL Nas Offset M multicolor pode-se picotar junto com a impressão. Também é possível o corte central. Todos esses trabalhos podem ser efetuados junto com g impressão, em uma só passada do papel. Representante exclusivo para o Brasil GUTENBERG MÁQUINAS E MATERIAIS GRÁFICOS LTDA.

SÍMBOLO DE QUALIDADE

INTERCALl Alceadeira para byres e revistas

LINHA DE NOSSA FABRICAÇÃO: * Envernizadora e Parafinadora * Guilhotina Trilateral Plestificadora * Máquina para dobrar e colar caixas (cartuchos) * Lavadora de rolos molhadores de offset * Ambientador * Máquina para cortar e refilar bobinas de polietileno * Prensa pneumática para encadernação * Alceadeira automática

ricall indústria e comércio de máquinas industriais ltda. 01522

-

A. Dona Ana Nery, 702- Cx. Postal (P. 0. Box), 15189- Telegr.:RICALLMAQ Telex 011 21579 LUOP BR - Tel.: 278-4499 - São Paulo - SP - Brasil

ABIGRAF EM REVISTA-21


abtg

Resultados dos trabalhos nas comissões técnicas Após instituição do primeiro grupo de Comissões Técnicas, segue o primeiro balanço das atividades desenvolvidas, das conclusões e recomendações estabelecidas: Comissão Brasileira de Tecnologia Gráfica Foi constituída recentemente esta comissão, que serve a ABTG como órgão deliberador em assuntos técnicos. Tem-se verificado uma ampliação muito grande das atividades em geral, que demandam um melhor controle. Dentro da amplitude da indústria gráfica, uma análise profunda sobre as atividades técnicas, somente pode ser feita a partir de um grupo maior, congregando todos os conhecimentos, desafogando, com isso, a Diretoria e evitando análises subjetivas. A composição deste grupo é feita por um participante de cada Comissão Técnica e técnicos convidados, analisando inclusive as atividades das Comissões Técnicas, interelacionamentos e sobreposições, para garantir um trabalho mais homogêneo, além disso, fornecendo à diretoria subsídios sobre providências gerais ou específicas a serem tomadas. Em primeiro lugar houve uma preocupação em possibilitar as Comissões Técnicas um trabalho mais homogêneo, garantindo atividades que realmente levem a conclusões efetivas. Comissão Técnica de Metodologia de Originais O primeiro ponto atacado foi uma classificação básica dos originais, para construir gradativamente as soluções para os problemas enfrentados. Como primeiro ponto estão sendo analisados todos os originais para fixar os seus parâmetros de reprodução, densidades de textos, aplicação e vazamentos em fundos. Comissão Técnica de Composição Foi estabelecido um breve histórico sobre o desenvolvimento da composição, desde as suas origens, para poder analisar os avanços tecnológicos com mais segurança. Como segundo passo foram levantadas as diversas variáveis influentes na fotocomposição, com a finalidade 22- ABIGRAF EM REVISTA

de identificar os assuntos técnicos prioritários e a forma ideal do desenvolvimento dos recursos humanos. JA estão desenvolvidos questionários para pesquisas sobre equipamentos existentes e os problemas enfrentados pelos usuários, para ajudar constituir uma biblioteca geral de dados sobre a fotocomposição no Brasil. Comissão Técnica de Fotorreprodução Estão sendo desenvolvidos os parâmetros básicos de densitometria, inclusive uma possível análise de uniformizar a linguagem. Também são preocupações as classificações de originais e fixação de recomendações para as curvas de reprodução. Pela semelhança dos assuntos, momentaneamente, com a Comissão Técnica de Metodologia de Originais, as duas comissões estão trabalhando, durante algumas reuniões, em conjunto. Comissão Técnica de Impressão Offset Na atual fase está-se fazendo um levantamento completo sobre todos os fatores influentes na produtividade, qualidade e no custo da impressão offset, a partir dos originais, até a própria máquina e matéria-prima. Pelo fato da extrema complexidade deste sistema de impressão, o conhecimento desses fatores é fundamental, para que possam ser estabelecidas as prioridades, baseadas num conhecimento comum de todas as implicações. Comissão Técnica de Tintas e Vernizes Fundamentalmente, este setor tem dois problemas básicos: A falta de integração, sem poder de representação diante dos órgãos nacionais e internacionais e a falta de penetração e preparação para poder opinar sobre necessidades do público e possíveis exigências oficiais. Neste sentido estão sendo feitos levantamentos sobre problemas de toxidade, da tinta em si, e sobre suportes, substituição de subprodutos de petróleo, normalização, novas tecnologias e definição de uma terminologia oficial.

Comissão Técnica de Interrelacionamento Papel e Tinta na Impressão

Esta comissão tenta clarear um tripé de problemas bastante nebulosos e controvertidos, gerando um dos grandes campos de atrito na indústria gráfica, normalmente por falta de conhecimento sobre a real implicação desses três fatores na impressão. Participam desta reunido fábricas de papel, de tintas e gráficas, realizadas no IPT, Centro Técnico de Celulose e Papel, com participação da ABCP. Já foi estabelecida uma classificação técnica dos papéis para a impressão e os ensaios significativos de papel e tinta, para determinar, com antecedência, as condições de printabilidade. Além disso, já foram elaborados pedidos-padrão de papel e tinta, reclamações de papel e tinta e retornos sobre o comportamento do papel na impressão. Esses formulários visam conscientizar o gráfico sobre as diversas variáveis que podem influenciar o serviço e fornecer aos fornecedores de tinta e papel, não apenas a reclamação, mas, criar condições de dados que possibilitem analisar os reais problemas, determinando limites da matéria-prima ou seu uso inadequado, possibilitando criar um banco de dados, que ajude a todos melhorar efetivamente os seus produtos. Comissão Técnica de Metalgrafia Esta comissão foi criada devido aos problemas específicos existentes na área, a partir de um pedido de associados nesta área, para analisar tais assuntos. O primeiro trabalho foi uma análise sobre as implicações técnicas e possíveis alternativas, a respeito da Resolução 03/80 da Conmetro, limitando a impressão em três cores. As conclusões foram bastante críticas, concordando com os principios e as finalidades da resolução, no entanto, objetando conclusões técnicas sobre o assunto e, ainda, colocando sugestões para possíveis alternativas técnicas. Esta comissão deve-se juntar com a Comissão de Embalagem. DEZEMBRO/1980


abtg Comissão Técnica de Embalagem

As preocupações básicas são bastante diversificadas. Um ponto importante é a grande perda de alimentos no Brasil. Neste sentido, está-se analisando problemas de transporte, manuseio e armazenagem. Como segundo ponto entram os problemas possíveis de proteção, toxidade e qualidade de matéria-prima, frequentemente considerada insuficiente para atender às exigências finais de produto, a custos razoáveis. Outras preocupações estão voltadas para a normalização e a terminologia. Devido à extrema amplitude da área de embalagens, esta comissão deve criar subcomissões para estudo de problemas específicos, devendo ser uma das subcomissões de metalgrafia. Comissão Técnica de Normas As comissões técnicas, em geral, levam à criação de normas. Para separar esta atribuição dos trabalhos técnicos, foi criada a Comissão Técnica de Normas. Por conveniência, no entanto, sendo a ABTG sócia da ABNT resolveu-

se juntar esta Comissão com a Comissão de Tecnologia Gráfica da ABNT, encaminhando as normas já como normas da ABNT, sob supervisão desta entidade, dando a ela, no ramo gráfico, mais velocidade de trabalho e representatividade, para que não sejam criadas apenas normas, mas, também cheguem a ser utilizadas. Neste sentido a ABTG já encaminhou a análise de aproximadamente cem normas. O primeiro trabalho, no entanto, é equiparar as normas da ABNT com as normas internacionais da ISO, para ter mais liberdade de trabalho e poder forçar um acompanhamento efetivo das atividades da ISO. Esta equiparação deve estar resolvida dentro de duas a três reuniões. Na ABTG, os projetos de normas serão colocados à apreciação das diversas Comissões Técnicas. Comissão Técnica de Economia, Administração e Planejamento Estratégico

Uma das atribuições da ABTG, além dos trabalhos puramento técnicos, é a racionalização na indústria

gráfica.

Neste sentido, os problemas econô-

A

micos, administrativos e de planejamento estratégico são de relativa importância, para criar bases mais racionais de atuação, inclusive, diante do espírito empresarial e o ensino técnico. O primeiro trabalho foi uma completa classificação da indústria gráfica, por tipo de empreendimentos e produtos, sendo esta completada com a indicação dos dados que deveriam ser levantados. Os próximos assuntos entram em problemas gerais de formação profissional e as possíveis sugestões para esta área. A partir das próximas reuniões, tendo colocada a base, deve-se entrar em conceitos de planejamento estratégico, inclusive intercalando as reuniões com possíveis palestras. Observação Final As Comissões Técnicas foram criadas para discutir, encaminhar e solucionar problemas existentes em cada área e, principalmente, indicar à ABTG, quais os assuntos prioritários a serem tratados. Outras comissões técnicas estão em estudo para a sua formação, até conseguir abranger toda a amplitude de trabalhos gráficos.

Miruna

Modelo 3

A, Grampeadeira para Blocos, Cadernos, Revistas, Embalagens e outros fins Industriais.

O grau máximo em qualidade de grampeação, sinônimo de 30 anos de trabalho e dedicação no desenvolvimento de uma tecnologia inteiramente nacional por uma empresa especializada em máquinas de grampear.

MODELO 3 Para blocos, cadernos, revistas e embalagens

ESPECIFICAÇÕES TECNICAS Espessura da grampeação: O a 28 mm Largura do grampo: 14 mm Capacidade de produção: 220 pontos por minuto Arames Utilizados: 20 — 22 — 24 — 26 Graduação da mesa: 45 0 Largura da mesa: 200 mm Comprimento da Mesa: 600 mm Potência do motor: 0/5 CV Peso: 200 kg Area requerida: 1000 x 600 mm Com uma simples substituição mecânica no dispositivo formador do grampo ela produzirá os grampos Alça para fixação dos trabalhos em arquivos ou pastas, sem a necessidade de furação.

INDÚSTRIA DE MAQUINAS MIRUNA LTDA.

Rua Patagônia rig 225 — Vila Santa Catarina — Jabaquara — São Paulo FONES: 275-0366,276-9533, 577-9110 — Caixa Postal 18.671. DEZEMBRO/ 1980

ABIGRAF EM REVISTA-23


nossa impressão

PESTALOZZI

Figueiredo recebe répresentantes dos excepcionais

Revista Pestalozzi ()rob oficial da Federação Nacional das Sociedades Pestalozzi - FENASP. A FENASP, congrega as Sociedades Pestalozzi e congeneres no Pais, foi fundada em 1970, inspirada na necessidade de união de esforços visando medidas gerais em benefício do excepcional no Brasil.

‘111, ■

ADM I N 'STR ACAQ .

Administração e serviços Administração e serviços é uma publicação bimestral da Editora Jornalística Gazeta Mercantil S.A. Composta pela Editora Jornalística Gazeta Mercantil S.A. Impressão e acabamento: AGGS Indústrias Gráficas S.A.

24-ABIGRAF EM REVISTA

,

Na casa do

consumidor

O que a Volvo pretende

DEZEMBRO , 1980


abigraf/sigesp

Acordo salarial ATA DE REUNIÃO Aos doze dias do mês de novembro de hum mil novecentos e oitenta, reuniram-se nesta Delegacia Regional do Trabalho, sob a presidência do dr. Ricardo Nacim Saad, Delegado Regional do Trabalho, assistido pelos Inspetores do Trabalho, drs. Pedro Lourival Alpiste e Helio Mendes Rocha; o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de São Paulo, representado pelo seu Presidente, Sr. Waldemar Maffei, pelo diretortesoureiro, sr. Cláudio Caleffi, pelo diretor-secretário, sr. Marco Antônio Mazziero, acompanhados pelos seus bastante procuradores drs. Ibiapaba de Oliveira Martins e Arnaldo Mendes Garcia, como suscitado. Como suscitante o Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo, representado pelo seu presidente, sr. Henrique Nathaniel Coubé, pelo seu vice-presidente, Sr. Sidney Fernandes, pelo seu diretor-secretário, Sr. Rubens Amat Ferreira, pelo diretor Antônio Bolognesi, acompanhados pelo seu bastante procurador, dr. Antônio Fakhany Júnior, e por uma Comissão de empresários representada pelos senhores: Roberto Amorosino, Walter Osvaldo Buccolo D'Agostino, Reinaldo Sudatti Jr., Menaldo Montenegro e Plácido Loriggio. Abertos os trabalhos e após os debates chegou-se ao seguinte acordo: 1) Correção salarial: sobre o salário de maio de 1980, já corrigido pelo INPC de 37,7%, aplicar-se-á ao INPC de 35,9%, nos termos da lei, referente ao mês de novembro de 1980; 2) Aumento salarial: sobre os salários reajustados, na forma da cláusula anterior, aplicar-seão, a título de produtividade, de forma não cumulativa, os seguintes percentuais: a) 9% (nove por cento) para os empregados que percebiam em 1. 0 de maio de 1980, até Cr$ 17.366,40. b) 4,5% (quatro e meio por cento) para os empregados que percebiam em 1.°-5-80, de Cr$ 17.366,41 até Cr$ 57.888,00. c) 2% (dois por cento) para os empregados que percebiam em 1.°-5-1980, acima de Cr$ 57.888,00. d) Compensações: serão compensados todos os aumentos concedidos após a data-base, salvo os decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem. 4) Admissões após a data-base: para os empregados admitidos após

17-11-79, deverá ser observada a proporcionalidade de 1/6 (um sexto) por mês de serviço, no tocante à correção semestral automática (INPC) e 1/12 avos (um doze avos) por mês de serviço no que concerne à produtividade. 5) Salário normativo: fica assegurado para os empregados representados pela categoria profissional um salário normativo de Cr$ 7.488,00 (sete mil, quatrocentos e oitenta e oito cruzeiros), por mês, equivalente a Cr$ 31,20 (trinta e um cruzeiros e vinte centavos), por hora, excluídos os menores aprendizes na forma da lei. Parágrafo único: - o salário normativo previsto nesta cláusula, será corrigido em 1.5-81, com a aplicação do INPC respectivo em seu valor fixo, expresso no próprio ato, baixado pelo Poder Executivo. 6) Vigência: O presente acordo terá a vigência de hum ano, a partir de 17-11-1980 a 16-11-1981. Parágrafo primeiro: - Respeitada a database 17-11, ora ratificada, o aumento decorrente do presente acordo será pago a partir de 1.° de novembro de 1980, observados os dispositivos da lei salarial; Parágrafo segundo: - Os convenentes acordam com o reajustamento estabelecido na forma das cláusulas acima mencionadas, dentro dos entendimentos que vêm mantendo com a fixação da data-base dos futuros acordos ou Sentenças Normativas, em primeiro de janeiro. 7) As empresas se comprometem, obrigatoriamente, a fornecer comprovantes de pagamentos aos seus empregados, contendo a discriminação das importâncias pagas, descontos efetuados e indicação do valor mensal a ser recolhido ao FGTS, inclusive com a identificação do empregador. 8) Recolhimento da contribuição assistencial: Recolhimento a favor da entidade dos trabalhadores, do correspondente a 4 (quatro) horas de trabalho dos salários reajustados de desconto, por ocasião do pagamento efetuado em dezembro, destinado à construção de sedes sociais e para assistência das entidades dos trabalhadores e/ou aquisição de sedes sociais ou reforma da. sede e/ou Colônia de Férias; desconto esse a ser creditado pelas empregadoras ao respectivo sindicato; o desconto • assistencial ora estabelecido, deverá ser recolhido em conta vinculada sem limite à Caixa Econômica

Federal a favor da entidade suscitada. 9) Recolhimento da contribuição assistencial patronal: - As empresas recolherão em favor do Sindicato dos Empregadores, uma contribuição assistencial calculada à razão de Cr$ 100,00 (cem cruzeiros) por empregado que possua a seus serviços. Referida contribuição não poderá em nenhuma hipótese ser descontada dos empregados e será paga diretamente pelo empregador, seja ele associado ou não do Sindicato patronal. Essa importância será depositada em conta vinculada sem limite à Caixa Econômica Federal, revertendo o seu valor às obras assistenciais do Sindicato patronal, inclusive na construção/aquisição de sede própria. Recomendações: 1) Recomenda-se às empresas que concedam à empregada gestante garantia de emprego e salário até 60 (sessenta) dias após o término do período de afastamento legal; 2) Recomenda-se, de preferência, o aproveitamento de empregados sindicalizados da empresa, desde que portadores de certificados de curso de higiene e segurança do trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho ou órgão por ele autorizado, sem qualquer remuneração a este título, na constituição da Cipa, nas empresas sujeitas a essa exigência legal. 3) Recomenda-se, sempre que possível, prestigiar o dia 7 de fevereiro, como o Dig do Trabalhador Gráfico, desde que não traga ônus de qualquer natureza para a empresa. Em nenhuma hipótese, estará a empresa obrigada a dispensar funcionários com ou sem pagamento de horas de trabalho, e a forma de prestigiar ou não tal data, fica a critério exclusivo da empresa. Por estarem justos e acertados, e para que produza os seus jurídicos e legais efeitos, assinam as partes convenentes os termos do presente acordo, que fica depositado, para fins de registro e arquivo nesta Delegacia Regional do Trabalho. Pelo senhor Delegado Regional do Trabalho, foi dito que parabeniza as partes pela lisura e alto nível dos debates, deferindo o pedido acima. Nada mais havendo para constar, eu, Leila Nahas Terzi, lavrei a presente ata que vai assinada pelos interessados.


abigraf/sigesp

Empresas de fotolitografia enfrentam queda na produção "Os 150 empresários brasileiros que oferecem os serviços de fotolitografia ficarão bastante surpresos se o ano de 1980 fechar, pelo menos, com um crescimento de 1% na demanda de fotolito, em relação a 1979." 0 desabafo de Paulo Panossian, diretorpresidente do Studio 5 Fotolito Ltda. — empresa que detém 130/o da oferta nacional de serviços de fotolitografia dá a exata medida do desaquecimento que o setor vem sofrendo. "Com a limitação do crédito para capital de giro em 450/o, logo no inicio do ano — explica o empresário —, as empresas em geral e, particularmente, as pequenas e médias indústrias que representam cerca de 35 07o do faturamento total dos estúdios de fotolitografia, reduziram bruscamente as verbas destinadas à promoção e propaganda, o que gerou um reflexo imediato de queda na demanda dos serviços de litografia." Além da restrição do crédito, pela primeira vez desde a introdução da litografia no Brasil, em 1950, o setor foi surpreendido com aumentos bruscos no custo das matérias-primas. Panossian cita o exemplo de um rolo de 61m de filme médio, que em apenas

um ano sofreu um aumento de 279%, passando de Cr$ 9.512,68 para Cr$ 36.080,56. Há casos, inclusive, em que o aumento foi até superior. Foi o que ocorreu com a caixa de 25 x 30 do filme Separacion, que custava Cr$ 4.980,00 em novembro de 1979 e, atualmente, não é encontrada nem mesmo por Cr$ 21.100,00, com aumento de 323%. "Toda esta situação — explica ele — foi causada, primeiro, pela especulação da prata no mercado internacional, isto a partir de novembro de 1979. Em dezembro veio a maxidesvalorização que agravou ainda mais o preço dos filmes, em grande maioria importados. E, mais recentemente, o aumento de 15% de 10F sobre as importações puxou a elevação para o patamar dos 280 a 320%." Panossian garante que, embora os empresários do ramo repassem neste ano apenas 110% dos aumentos no custo da matéria-prima que ultrapassaram os 300%, isto foi suficiente, diante da conjuntura de falta de crédito, também para reduzir a demanda do serviço de litografia. "A situação está tão ruim — alerta — que duvido

muito que se entre março de 1981 sem várias empresas já estarem em processo de insolvência. Caso o quadro não se altere, o que é muito provável que aconteça, o atual nível de desemprego de 10%, no setor, chegará a 25% no inicio do próximo ano." O diretor-presidente do Studio 5' Fotolito Ltda. admite que a demanda de fotolito se encontra tão reduzida que já se está agravando o problema da concorrência predatória no setor. "Existem empresas por ai que estão trabalhando abaixo do custo, oferecendo descontos de até 500/o." E o ramo de litografia tem sido tão vulnerável que qualquer pronunciamento oficial é suficiente para provocar um impacto psicológico tanto favorável quanto negativo. "Mal o ministro Delfim Neto, do Planejamento, anunciou há cerca de dez dias a possibilidade de liberação das taxas de juros, e a demanda de serviços de litografia começou a melhorar, porque as indústrias passaram a soltar mais verba para promoção e publicidade", finalizou. Transcrito do CONSULTA DCI.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDUSTRIA GRÁFICA REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - SP Rua Marquês de l tu, 70 — 12.° — Tots.: 231-4733 - 231-4143 - 231-4923 — CP 7815 — Telegr.: - ABIGRAF" - 01223 - S. Paulo

LIVROS TÉCNICOS A VENDA NESTA SECRETARIA A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF) leva ao conheci- Classificação e Avaliação de Funmento dos interessados ções na Indústria Gráfica que estão à venda, na sede da entidade, as se- Custos na Indústria Gráfica guintes publicações de grande interesse do se- Tecnologia de Papel com ensaios tor, não esquecendo o de Laboratório leitor de que os pedidos deverão ser acompanha- Métodos de Ensaios nas Indústrias dos de cheque nominal de Celulose e Papel entidade no valor corresAssinatura da Revista pondente. 26- ABIGRAF EM REVISTA

Sócios

No Sócios

Cr$

420,00

Cr$

590,00

Cr$

400,00

Cr$

560,00

Cr$

320,00

Cr$

450,00

Cr$ 1.000,00

Cr$ 1.400,00

Cr$ 900,00

(Anual) DEZEMBRO '1980


CONGRESSO BRASILEIRO DA INDUSTRIA GRÁFICA DIAS: 21 22 23 DE MAIO DE 1981 Local: Centro de Convenções da Bahia.

AfiR;RAr

SALVADOR - BAHIA


fiesp/ciesp

ALADI será mais flexivel

Oto Ferreira Neves (centro) ouve indagação de empresário sobre a ALADI.

Reunido, dia 2 último, com indústriais paulistas na sede da FIESPCIESP, o secretário-executivo do Conselho de Política Aduaneira

(CPA), Oto Ferreira Neves, reiterou o ponto de vista de que a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), entidade que substituirá a ALALC, a partir de janeiro de 1981, funcionará com mecanismos bem mais flexíveis, ensejando boas perspectivas para as negociações bilaterais. No encontro promovido pelas Entidades, através de seu Departamento de Comércio Exterior (Decex), e que foi coordenado pelo chefe deste Departamento, Benedito de Sanctis Pires de Almeida, o secretárioexecutivo do CPA respondeu a numerosas indagações do segmento empresarial, esclarecendo dúvidas e sugerindo posicionamentos diante das renegociações. Reconheceu que essa maior flexibilidade pressupõe, ern contrapartida, certa instabilidade no tocante ao fluxo exportador.

Oto Ferreira Neves lembrou que o Brasil foi o "grande doador de concessões" ao tempo da ALALC. Com a criação da ALADI, chegou o mo28-ABIGRAF EM REVISTA

mento de se fazer uma espécie de revisão da lista nacional, já que ela não constitui mais um alçapão. Todavia, alertou para o fato de se negociar com cautela, em face da possibilidade de retaliações. Confirmou, igualmente, que as negociações com o grupo andino deverão ser reduzidas, já que não há muitos itens a pesar na balança.

Participaram do encontro, ainda, os srs. Fábio José Egypto da Silva, representante da CNI na Comissão Nacional de Assuntos da ALALC, o em-

presário Manoel da Costa Santo: Eduardo Baldassarre, representant do Comércio junto ao CPA, e Lui Pinto de Barros, chefe da Seção d Organismos Internacionais, d FIESP-CIESP. Pelo lado da Indústria, Benedito d Sanctis Pires de Almeida assinalou fato da necessidade de agilização d informações sobre os aspectos pm_ Bares de cada categoria econômica através de seus sindicatos, para que País possa dialogar com base na reali dade empresarial.

lapas faz campanha de esclarecimento às empresas para evitar intermediários Presidência da FIESP-CIESP, o IAPAS — Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social vem de comunicar a realização de uma campanha de esclarecimento às empresas, em nível nacional, com o lema "Evite Intermediário". Com essa finalidade encaminha o primeiro número da "Mala Direta", que é o instrumento de comunicação utilizado na Campanha. Nessa "Mala Direta" serão abordados te-

mas de interesse das empresas, como: preenchimento de guias de recolhimento, parcelamento de débitos e muitos outros. Para dirimir dúvidas, as empresas também poderão entrar em contato com as agências do IAPAS na Capital e no Interior, onde obterão todos os esclarecimentos necessários ao conhecimento de toda a sistemática do IAPAS, sem a interferência de terceiros. DEZEMBRO/1980


fiesp/ciesp

Não há país que não tenha subsidiado sua produção "Acredito que não haja pais que não subsidie ou não tenha subsidiado produtos de exportação. Na realidade, esta é uma area do comércio internacional extremamente movediça." Desta forma, o secretário Clemente Rodrigues Mourão Neto, da Divisão de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, respondeu a uma indagação formulada pelo diretor-adjunto do Departamento de Comércio Exterior da Fiesp-Ciesp, José Luís de Freitas Valle, sobre como é encarado o subsídio no âmbito do Acordo Geral de Tarifas e Comercio (Gatt) e, especificamente, se taxas de juros, frete e outros itens favorecidos podem caracterizar uma espécie de dumping. O diálogo entre Clemente e Freitas Valle ocorreu durante a palestra do secretário da Divisão de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores sobre Os Acordos Concluídos nas Negociações Comerciais Multilaterais do Gatt, dia 23 último, promovida por aquele departamento da Fiesp-Ciesp, no salão nobre das Entidades, e que contou com a presença de centena de empresários exportadores. O ENCONTRO "Este é o início de um programa que prevê .urn maior contato da Casa com o Itamaraty no sentido de manter a indústria sempre bem informada e, especificamente, os exportadores", afirmou o diretor do Departamento de Comércio Exterior, José Midlin, ao abrir a reunião. Mindlin apresentou o conferencista e passou a direção dos trabalhos ao companheiro Freitas Valle que, ao lado do chefe do Departamento, Benedito de Sanctis Pires de Almeida, ratificou o objetivo do Decex de pôr em prática uma série de reuniões visando atender o empresariado direta ou indiretamente ligado ao comércio exterior. Clemente observou que nos últimos 4 anos participou como representante do Brasil das tratativas para a assinatura de diversos acordos do chamado Ciclo de Tóquio. Lembrou que a Fiesp colaborou com sugestões e subsídios de toda sorte, na formulaDEZEMBRO/ 1980

Mindlin abre a reunião na qual Clemente falou sobre o GATT.

çã.o colegiada da política brasileira junto ao Gatt e, especialmente, na posição adotada com relação aos acordos firmados, muitos deles já incrementados em 1980. Por cerca de duas horas, Clemente fez um balanço dos referidos acordos, apontando características e abrangência e fazendo uma análise das vantagens e desvantagens, a par do interesse em participar ou não desses acordos. Os códigos de subsídios, de Antidumping, sobre Barreiras Técnicas ao Comércio, de Compras do Setor Público, de Licenças de Importação, de Valorização Alfandegária, a par dos acordos sobre o Comércio de Aeronaves Civis, sobre Comércio de Carnes e sobre Comércio de Produtos Lácteos foram enfocados por Clemente. Explicando as razões de o Brasil ter participado das negociações, Clemente alinhou, entre outras: a possibilidade de abertura de mercados e de um melhor ordenamento normativo do comércio internacional; o nãocomprometimento do processo negociador; o automatismo do recebimen-

to de pedidos de concessões; e a própria posição do País como parte contratante e o crescimento do peso comercial específico da Nação. Esclareceu que o Ciclo de Tóquio teve início em 1973, na capital nipônica, e, de forma prática, 3 a 4 anos após, superados problemas internos dos EUA e França. No fundo, foi um grande esforço multilateral para remover barreiras comerciais. Era a 7! rodada, desde 1947. Esse Ciclo caracterizou-se pela criação de códigos de conduta e acordos multinacionais e desarmamento tarifário (os signatários foram 25 países). Durante os debates — a maioria das perguntas giraram em torno de problemas de acusações de dumping e subsídio — o chefe do Decex informou que o assunto continuará em pauta, na Fiesp. No início de dezembro, a Casa promoverá um seminário sobre o Gatt, com expositor norteamericano que, na oportunidade, abordará o tema, através de um ângulo obviamente diferente do nosso, fato que ensejará um cotejo proveitoso de opiniões. ABIGRAF EM REVISTA -29


bolsa e maquinas MAQUINAS OFFSET (Monocolores) ROLAND - PARVA II - 1957 ROLAND - PARVA II - 1976 PLANETA 62x84 - 1966- (Reformada) HEIDELBERG KORD 46x64 - 1972 HEIDELBERG KORD 40x57 - 1970 HEIDELBERG KORD 52x72 - 1972 HEIDELBERG KORD 48x65 - 1970 SOLNAS - 125- 1974 e 1976 SOLNA - 124 modelo 8.000- 1968 R.OTAPLINT 1/4 de corrente c/numeradores ROTAPLINT 1/4- 1972 de corrente ADAST DOMINANT 714- 1978 ADAST ROMAIOR MOD. 512- 1/4 - 1972 c/CD COLORMETAL 76x1,12 - 1968 THOMPSON CROWN 57x37,8 - 1976

MAQUINAS OFFSET (Bicolores) AURELIA 72x1,02 - 1975 HEIDELBERG 72x1,02- 1972 SOLNA 425 de 4 CORES - 1970 ULTRAROLAND 89x1,26- 1948 (Reformada)

MAQUINA PARA DOU RAÇÃO Máquina p/purpurina completa c/exaustor p/acoplar em Offset

MAQUINA PARA ENVERNIZAR JAGENBERG 1,20 de boca

MAQUINAS TIPOGRAFICAS HEIDELBERG DE LEQUE- 1/8 HEIDELBERG KSBA - 1975 -46,5x58 HEIDELBERG 57x82 - SBB CATU 380- 1/8 automática CATU 500- 1/4 automática SUPERINTREPIDA 56x76 automática NEBIOLO 76x1,12 cilindro manual MERCEDES HOLANDESA

GUILHOTINAS GUARANI 82 de boca eletrônica GUARANI 82 de boca semi-aut. MONV ISO 1,06 de boca automática POLAR 82 de boca eletrônica

CORTE E VINCO POLIG RAF Alemã 66x96 automática FUNTIMOD 40x60 SUPERVINCO (a consultar)

LINOTIPOS Modelos: 5 - 8 - 31 e C-4

MAQUINAS P/TIRAR PROVAS FEV A 66x96 p/ offset CATU 66x96 p/offset

DOBRADEIRAS

MAQUINA PARA PLASTIFICAR RICALL - 1,00- 1975 RICALL - 0,70 - 1974 UBERABA 60 e 80 de boca 1978

BREHMEN aut. c/margeador Rotary 4 dobras, a anima c/serrilha KOLBUS 1/2 folha de 6 dobras, 4 bolsas e 2 facas paralelas automática

MAQUINA FOTOGRAFICA KL1MCH (Klimsch) Kondensofot 4 objetivas, luz xenon, redução 50% ampliação I lx, formato 50x60

DIVERSOS Gravadora americana Master, p/clichés automática 38x58 Prensa de contacto p/seleção de cores Klimsch 50x60 Gravadora Mitsui Japonesa p/zinco pre sensibilizado 36x54 Tornet 1,30 x 90 = 73x65 Prensa p/cópias de chapas ou filmes 60x80 americana.

(ATENÇÃO: OUTRAS MAQUINAS A CONSULTAR) Qualquer informação poderá ser obtida com o Sr. Garcia, Telefone 853-8420, São Paulo. (Atenção): Clientes fora de São Paulo, favor ligar das 17 horas em diante. 26-11-80

UM LEITOR ESPECIFICO E SELECIONADO PARA CONHECER SEU PRODUTO ANUNCIE EM

ABIGRAF EM REVISTA A REVISTA DO EMPRESÁRIO GRÁFICO BRASILEIRO

BASTA TELEFONAR PARA: 30-ABIGRAF EM REVISTA

231-4733/ 4143/ 4923 DEZEMBRO/1980


senai

Escola SENAI comemora seu 30° aniversário

A escola sr.rs AI A. Jacob Later, de Santo Andre, esta localizada na Avenida Santos Dumont, principal via de acesso as cidades de Mana, Riberão l'ires, Rio Grande da Serra, São Paulo e São Caetano do Sul.

Como parte das comemorações de seu 30.° aniversário, a Escola SENAI de Santo Andre ganhou um nome: ela passa a se chamar, neste final de 1980. "A. Jacob Lafer", nome de importante industrial paulista, já falecido, que se sobressaiu na liderança do Grupo Empresarial Klabin e da Metal Leve S.A. Indústria e Comércio. Em trinta anos de atividade, a Escola SENAI de Santo André preparou cerca de 80.000 trabalhadores, entre jovens e adultos, para a indústria da região, nos diversos cursos e programas de treinamento que ministra. Segundo o professor Ubajara Soares de Oliveira, Diretor daquela unidade escolar, "a Escola surgiu como pioneira numa região de rápido crescimento industrial: em 1947, Santo André já era o terceiro maior centro industrial brasileiro". Com capacidade semestral de 1.400 matriculas, a Escola SENAI "A. Jacob Lafer" mantém cursos nas modalidades de Aprendizagem Industrial. Qualificação Profissional, Aperfeiçoamento e Especialização Profissional, contemplando as ocupações de Ajustador Mecânico, Caldeireiro, DEZEMBRO/1980

Eletricista de Manutenção, Mecânico Geral, Ferramenteiro, Operador de Retificadores, entre outras. EX POSIÇÃO DE TRABALHOS

A Escola, por ocasião das comemorações de seu aniversário, está recebendo visitas de empresários da região — em especial dos ligados à pequena e à media empresa indústria — e de alunos da rede oficial e particular de ensino, que têm acesso as suas ins-

talações e 6. Exposição de Trabalhos Industrial montada na Escola, constituída de peças de Series Metódicas Ocupacionais produzidas por seus alunos. Nos dias 20 e 21 de dezembro, a Escola SENAI "A. Jacob Lafer" foi aberta à visitação pública, para que os interessados, de um modo geral pudessem conhecer suas dependências e o trabalho desenvolvido em prol das indústrias da região do ABCD.

Entre as várias ocupações ensinadas, a Escola forma Torneiros Mecânicos (ao Fundo) Mondadores e Reparadores de Comandos Elétricos (D) e Eletricistas Enroladores (E). ABIGRAF EM REVISTA -31


senai

Primeiro-ministro alemão visita Escola SENAI

" -

'

• ,

was ". is." • '

,

Jr 0

if

Acompanhado do Diretor da Escola SENAI "Roberto Simonsen", Pedro Barbieri (D), o Primeiro-Ministro visitou as oficinas daquela unidade escolar.

O primeiro-ministro de BadenWuerttemberg, Republica Federal da Alemanha, Lothar Spaeth, visitou no dia 4 de novembro ultimo, a Escola Senai "Roberto Simonsen". Na oportunidade, em entrevista coletiva imprensa paulista, o professor Paulo Ernesto Tolle, diretor-regional do Senai fez uma exposição sobre o Projeto de Cooperação Técnica InterGovernamental, visando à implantação, no Brasil, de Programas de Treinamento de Supervisores de Primeira Linha (Mestres Industriais) para as empresas industriais das áreas de Mecânica, Metalurgia e de Material Elétrico. A organização e execução desse Projeto, em São Paulo, ficarão a cargo do Departamento Regional do Senai, com o apoio da Camara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. O Acordo que formaliza essa coo32 - ABIGRAF EM REVISTA

peração técnica foi firmado dia 3 próximo passado, em Brasilia, pelo ministro Saraiva Guerreiro, das Relações Exteriores, e pelo primeiroministro do Estado de BadenWuerttemberg, Lothar Spaeth, representando o Governo da República Federal da Alemanha. FORMAÇÃO TÉCNICA As Programações de Treinamento para a formação de mestres para a indústria incluem uma complementação de conhecimentos básicos para todos os candidatos, que terão também a oportunidade de se atualizarem nos vários setores técnicos e nos mais modernos métodos de administração. Fazem parte igualmente desse curriculo conhecimentos especializados sobre máquinas para ferrameniaria e técnicas de regulagem, assim como treinamento de liderança. A programação curricular básica

para o treinamento foi elaborada por especialistas em formação profissional, do Brasil e da Republica Federal da Alemanha. O Estado de BadenWuerttemberg alocará, para o Proj eto, cerca de 55 milhões de cruzeiros, e o Departamento Regional do Senai de Sao Paulo, aproximadamente, 12,5 milhões de cruzeiros. Para a perfeita realização de toda a programação, dois técnicos alemães em formação de mestres industriais atuarão em São Paulo durante quatro anos, enquanto que dois docentes brasileiros estagiarão, durante dois anos, na República Federal da Alemanha, e, ao regressarem ao Brasil, darão prosseguimento a esse programa de formação profissional, em alto nível, de Supervisores de 1! linha ou Mestres para a indústria, principalmente, nas Areas de Mecânica, Metalurgia e de Material Elétrico. DEZEMBRO/1980


flashes

Sistema de embalagem para o consumidor Oferecendo um sistema completo, sem necessidade de acessórios, os Túneis de Encolhimento da Weldotron produzem encolhimento completo e uniforme com todas as películas encolhíveis existentes, inclusive o polietileno. Ventiladores possantes criam um sistema de circulação a alta velocidade que força o ar quente a atingir todas as faces da embalagem, garantindo um ajustamento envolvente em grande variedade de produtos dos mais diversos formatos. Elevada capacidade de calor controlado, velocidade variável do ar, velocidade variável da esteira transportadora de roletes giratórios e outras características exclusivas Weldotron tornam seus túneis extremamente versáteis. Esteira resfriada a ar mais câmaras de pré-aquecimento e resfriamento, bem como outros melhoramentos, são inovações adicionais que contribuem para o emprego satisfató-

Encoinmento ow Car. Encolbanonlo

TÚNEIS DE ENCOLHIMENTO Com sistema de velocidade variável

do ar circulante, que proporciona encolhimento uniforme em todas as faces da embalagem. rio de qualquer filme termoencolhível. Termostato e controles de alta qualidade asseguram o funcionamento eficiente embalagem após embalagem. Os Túneis de Encolhimento Weldotron podem ser encontrados em 6 di-

ferentes modelos, especificamente construídos para atender A grande variedade de tamanhos e tipos de embalagens. Suas características estão detalhadamente descritas em nossos folhetos técnicos.

Seladoras em "L" As Máquinas Seladoras Tipo L da Weldotron incorporam a mais avançada tecnologia da construção de máquinas de embalagem. Elas proporcionam um meio simples e de baixo custo para envolver os produtos em películas que dão vida, atração e apelo promocional as embalagens. Essas resistentes seladoras podem ser usadas para embalar uma grande variedade de produtos em películas encolhives de baixo custo.

mediante simples ajustagem adequada da temperatura conforme as exigências do polietileno, PVC e outras películas termoplásticas. A temperatura fixada é mantida automaticamente por um dispositivo compensador de calor, patenteado, que assegura perfeito funcionamento.

As inúmeras e extraordinárias características das Máquinas Seladoras Tipo L da Weldotron permitem ao operador produzir maior número de pacotes, mais rapidamente e com menor esforço que em outros sistemas.

Adicionalmente, estas unidades são equipadas com plataformas seladoras rapidamente ajustáveis A altura adequada para se obter uma linha de soldagem esteticamente disposta na embalagem.

Controles de temperatura ajustáveis permitem o uso de todos os tipos de películas encolhíveis existentes,

Conveniência, confiança, flexibilidade e eficiência estão integradas em cada máquina da Weldotron. Tome

DEZEMBRO/ 1980

em consideração as muitas características relacionadas em nossos folhetos técnicos. As Máquinas Seladoras Tipo L são fabricadas em vários modelos de diferentes tamanhos. Se você quiser saber como adaptar a versátil embalagem encolhível a seus produtos ou melhorar a eficiência de sua linha de embalagem, peça a visita de um representante da Weldotron. ABIGRAF EM REVISTA -33


flashes

7.a Stag contou com 525 participantes Levamos ao conhecimento do empresariado gráfico, para simples informação, que dos 525 participantes da 7.a Stag, tivemos as seguintes categorias agrupadas: das empresas gráficas de São Paulo, participou um total de 106; das empresas gráficas dó País, 119; das empresas gráficas do Exterior, 33; de outras empresas afins, 81; de empresas estatais, 62; de empresas fornecedoras de matériasprimas, 87; de empresas verticalizadas, 37. De São Paulo, 90 participantes foram de Indústrias Gráficas localizadas na cidade de São Paulo, 12 da Grande São Paulo e 4 do Interior. Lembramos que os números acima, se referem a participantes e não a empresas. Apenas 6 empresas de São Paulo (Capital), participaram com 40 inscrições, ou seja, quase 50%.

Setor de celulose e papel aumenta produção com redução do consumo de óleo Desenvolvendo um programa de redução do consumo de óleo combustível o setor de papel e celulose já conseguiu, desde 1978, um resultado acumulado da ordem de 23%. No primeiro semestre de 1980, segundo o informativo da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose sobre o "Estado de Produtividade do Oleo Combustível", que analisa os dados de consumo das fábricas a nível nacional, a redução do consumo foi de 11,1 olo em relação a igual período de 1979. Isso significa a utilização de menor quantidade de combustível por tonelada de produto. "Os dados são bastante significativos - diz Horácio Cherkassky, presidente da entidade - se verificarmos que nos primeiros três meses de 1980 a produção de celulose apresentou incremento de 31,4% e registrou-se uma queda no consumo de derivados de petróleo da ordem de 29,5%. Isso foi possível pela elevação do consumo de combustíveis alternativos, como a lenha, cuja utilização cresceu 227,7% no conjunto da indústria de celulose". 34-ABIGRAF EM REVISTA

PAPEL Cherkassky destaca que, junto às fábricas produtoras de papel, os primeiros três meses já tabulados de 1980 indicaram, para um aumento de produção de 13,6% em relação a igual período do ano anterior, um acréscimo de apenas 1,7% no consumo global de toneladas equivalentes de óleo combustível. "Mesmo; assim, para essa maior produção, as fábricas de papel reduziram 6,3% o consumo de derivados de petróleo, compensando suas necessidades energéticas com um aumento de 142,4% no consumo de material lenhoso."

Presidente da SBS aponta caminho: energia florestal O empresário Sérgio Lupattelli foi reconduzido à presidência da Sociedade Brasileira de Silvicultura para o biênio 80-82, em assembléia geral extraordinária da entidade. Nélson Luiz Ferreira Levy foi eleito vice presidente; Roberto de Mello Alvarenga, secretário-geral e Eduardo Domingues Brandão, diretor-financeiro. Fortalecendo as atividades da SBS ern todo o território nacional a mesma assembléia escolheu os senhores José Luiz Magalhães Netto, Antônio Celso Sganzerla e Mauro Lobo Nogueira, respectivamente, diretores regionais para o Centro, o Norte e o Sul. Os diretores setoriais, responsáveis pelas Câmaras Técnicas de Estudos, são os empresários e técnicos Athos de Santa Thereza Abilhoa, Amantino Ramos de Freitas, Nélson Barboza Leite, Maurício Hasenclever Borges, Luiz Ernesto Barrichelo, Fábio Poggiani e Antônio Celso Sganzerla. Além dos Conselhos Diretor e Consultivo, foram eleitos diretores os srs. Pieter Willen Prange, Luiz Augusto Garaldi de Almeida e Jorge Humberto Teixeira Boratto. ENERGIA FLORESTAL "Continuaremos nos empenhando, dentre outras atividades, na solução dos mais graves problemas brasileiros. Parece-nos — declarou o presidente Sérgio Carlos Lupattelli — que na produção florestal identificamos uma das respostas mais objetivas para a substituição dos insumos energéticos importados, na promoção da maior utilização da energia cabocla capaz de assegurar, em proporções adequadas, a continuidade do nosso desenvolvimento. Esse é um dos ca-

minhos que não podemos desperdiçar", concluiu Lupattelli, cuja posse ocorrerá no final de setembro em curso.

Tinta à base de água para superfícies vinilicas Uma nova tinta serigráfica à base de água para impressão em superfícies vinilicas acaba de ser lançada pela TEC-SCREEN Ind. Produtos Técnicos para Serigrafia Ltda. A nova tinta, que recebeu o nome de HIDROTEC, representa um grande avanço na indústria serigráfica, uma vez que sendo formulada à base de água, dispensa totalmente os solventes minerais, resultando em grande economia para o impressor. Hidrotec não é tóxica, não tem cheiro forte e sua aderência em plásticos, especialmente PVC (vinil), é excelente. Hidrotex está disponível em seis cores: preto, branco, amarelo-ouro, vermelho-china, verde-seda e azulultramar.

Programação de cursos para 1981, na ABCP Integração na Indústria de Celulose e Papel - de 16/2 a 20/2 Manutenção na Indústria de Celulose e Papel - de 23/2 a 25/2 Tecnologia da Fabricação de Papel de 12/3 a 7/5 Sistemas de Custos na Indústria de Celulose e Papel - de 23/3 a 25/3 Transportes Internos e Externos na Indústria de Celulose e Papel - de 27/4 a 29/4 Fabricação de Celulose - de 6/5 a l.°/7 Controle de Qualidade na Indústria de Celulose e Papel - de 18/5 a 27/5 Integração na Indústria de Celulose e Papel - de 2/7 a 3/7 Economia de Energia na Indústria de Celulose e Papel - de 13/7 a 17/7 Simplificação de Trabalhos na Industria de Celulose e Papel - de 24/8 a 26/8 Preparação da Massa - de 1.°/9 a 29/9 Controle de Qualidade na Indústria de Celulose e Papel - de 6/10 a 8/10 Integração na Indústria de Celulose e Papel -de 12/10 a 16/10 DEZEMBRO/ 1980


jurídico Trabalhista Aviso-Prévio - Horas Extras O valor das horas extraordinárias habituais in tegra o aviso-prévio indenizado.

"0 valor das horas extraordinárias habituais integra o avisoprévio indenizado." "Precedentes Jurisprudenciais: Processo E-RR2.038/74, AC-TP-631/74, publicado - DJ 14-6-74, rel.: min. Leão Velloso Evert; Processo E-RR2.188/77, AC-TP-389/80, publicado DJ 18-4-80, rel.: min. Alves de Almeida; Processo RR-883/78, Ac. 1.' T-I .909/78, publicado DJ 1.°-12-78, rel.: min. Fernando Franco; Processo RR-3.789/77, Ac. 2. 8 T-705/78, publicado - DJ 18-8-78, rel.: min. Mozart Victor Russomano; Processo RR1.778/78, Ac. 2. T-1.964/78, publicado - DJ 9-2-79, rel.: min. Mozart Victor Russomano; Processo RR-3.525/78, ac. l.a T-300/79, publicado - DJ 10-5-79, rel.: min. Fernando Franco; Processo RR4.228/77; Ac. l.a T-221/78, publicado - DJ 23-6-78, rel.: min. Hildebrando Bisaglia; Processo RR-5.098/78, Ac. 2.' T-1.459/78, publicado - DJ 1.°-12-78, rel.: min. Orlando Coutinho; Processo RR-2.261/78, Ac. 3.' T-2.934/78, publicado - DJ 23-4-79, rel.: min. Ary Campista; Processo RR1.439/78, Ac. 2.' T-1.958/78, publicado - DJ 9-2-79, rel.: min. Orlando Coutinho; Processo RR3.775/77, Ac. 1.a T-3.018/77, publicado - DJ 28-4-78, rel.: min. Raymundo de Souza Moura; Processo RR-4.418/77, Ac. 1. a T231/78, publicado - DJ 9-6-78, rel.: min. Raymundo de Souza Moura." - Súmula 94, do Tribunal Superior do Trabalho, em sessão plena, aprovada pela Resolução Administrativa 43, de 8-5-80 - DJU de 15-5-80, págs. 3.466/7, e alterada pela Resolução Administrativa 80, de 25-6-80. - DJU de 4-780, pág. 5.109. Alteração de horário lícito ao empregador a alteração do horário dentro do mesmo turno, salvo prova de prejuízo causado ao empregado.

Em embargos, que rejeitou, unanimemente, decidiu o TribuDEZEMBRO/1980

nal: "Alteração de Turno de Trabalho. Mediante o exercício do poder diretivo o empregador imprime um destino concreto (quanto ao espaço, e ao modo) as energias que o trabalhador põe, em bloco, à sua disposição (Barassi). O "ius variandi" do empregador é normal ou excepcional. O normal deriva do próprio poder diretivo, de um poder "ex facto" e "ex lege" o primeiro, decorrente de exigências técnicas da empresa, o segundo com assento no § único do artigo 456 da CLT (Gomes Gottschalk). Em princípio, a alteração do horário, dentro do mesmo turno, é lícita ao empregador, salvo prova de prejuízo causado ao empregado." - Acórdão 362, de 26-3-80, do TST, em sessão plena, nos E-RR2.747-77 (Coqueijo Costa, rel.). DJU de 11-4-80, pág. 2.250.

Fiscal Prescrição A constituição definitiva do crédito tributário só ocorre após o último ato do procedimento administrativo.

Em embargos, que recebeu em parte, por maioria, decidiu o Tribunal: "A constituição de tal crédito se dá pelo lançamento, assim entendido, nos termos do art. 142 do mesmo estatuto, o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Verifica-se, assim, que a mencionada constituição definitiva só ocorre depois de terem sido superadas todas estas fases, ou seja, constitui ela o último ato do referido procedimento administrativo. Consequentemente, como este procedimento teve início com a lavratura do auto de infração e imposição de multa, não resta a menor dúvida de que, ainda que ele possa ser considerado como lançamento, é evidente que não pode ser tomado como constituição definitiva do crédito." "Observa-se que a questão em debate nada tem a ver com a decadência, mas sim com a prescrição da ação de co-

brança (art. 174 do Código Tributário Nacional), que, como ë óbvio, pressupõe a existência de um título executivo, no caso formado pelo próprio credor, isto é, pelo Fisco. Portanto, antes da formação deste título, com a constituição definitiva do crédito tributário, não há falar em prescrição da ação, mas sim em decadência." - Acórdão de 28-9-78, do 2° Grupo de Cam. Civ. do I ° TASP, nos EI 241.132, de São Paulo (Martiniano de Azevedo, pres.; Souza Lima, rel.). - Julg. dos TASP, vol. 58, págs. 58/60. ISS Irrelevante para a incidência do IPI o fato de alguns serviços constantes da lista de serviços identificar-se com operações consideradas industrializadas.

Em recurso, decidiu o Conselho, unanimemente: "0 Decretolei n9 406-68 dispõe, especificamente, sobre conflitos de competência entre Estados e Municípios relativamente à incidência do ICM e do ISS. Irrelevante para a incidência do IF!, o fato de alguns dos serviços constantes da lista anexa aquele diploma legal identificar-se com operações consideradas industrializadas." - Acórdão 59.254, de 25-3-80, do 2° CC, no Rec. 71.869 (Lourierdes Fiúza dos Santos, pres. e rel.). DOU I de 7-5-80, pág. 8.068. -

-

Crédito Fiscal - Reconstituição de Escrita Assiste ao contribuinte direito de crédito sobre as matérias-primas adquiridas no periodo em que não possuía escrita fiscal, apurado em reconstituição de escrita.

Em recurso, decidiu o Conselho, unanimemente: "IPI Falta de lançamento de imposto, pela inexistência de escrita fiscal. Assiste o direito de crédito sobre as matérias-primas adquiridas no período, apuradas em reconstituição de escrita, a qual não pode ser recusada sob pena de ofensa ao princípio da não-cumulatividade do tributo." - Acórdão 59.249, de 25-3-80, do 2° CC, no Rec. 71.841 (Lourierdes Fiúza dos Santos, pres.; Emílson Torres dos Santos Lima, rel.). - DOU I de 7-5-80, pág. 8.066. -

-

ABIGRAF EM REVISTA -35


jurídico Crédito fiscal — máquinas, aparelhos e equipamentos As disposições da Port. 421/79 não se aplicam aos créditos de estímulo fiscal constituídos na forma do art. I.°, III, do Dec.-lei 1.287/73.

Em processo, o Coordenador do Sistema de Tributação aprovou seguinte ato: "0 Coordenador do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item II da Instrução Normativa SRF n.° 34, de 18 de setembro de 1974, e tendo em vista o Parecer CST/SIPE n.° 1.684/1980, declara, em caráter normativo, as Superintendências Regionais da Receita Federal e demais interessados, que as disposições da Portaria Ministerial n.° 421, de 27-4-79, não se aplicam aos créditos de estímulo fiscal constituídos na forma do artigo 1.0, item III do Decreto-lei n.° 1.287, de 8-10-73. — Jimir S. Doniak — coordenador." Ato Declaratório (Normativo) CST-19, de 18-6-80. — DOU-I de 4-7-80, pág. 13.364. Desclassificação — omissão de receitas Uma vez determinados os custos forjados e as receitas omitidas, sem necessidade de se abandonar a escrita, é de ser ela aproveitada.

Em recurso, decidiu o Conselho, unanimemente: "LUCRO REAL — Uma vez determinados os custos forjados e as receitas omitidas, sem necessidade de se abandonar a escrita, é de ser aproveitada, adicionando-se as receitas omitidas ao lucro real e glosandose os custos forjados, para efeito de determinação do lucro tributável." Acórdão CSRF/01-0.017, de 23-11-79, da Camara Superior de Recursos Fiscais (Amador Outere.lo Fernandez, pres.; Fernando Cicero Velloso, rel.) — DOU-I de 12-2-80, pág. 2.755. Guia de importação — Zona Franca de Manaus O ADN-CST-30/78 se refere As importações efetivadas no regime do Dec.-lei 288/67.

Em processo, o Coordenador do Sistema de Tributação aprovou seguinte ato: "0 Coordenador do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item II da Instrução Normativa SRF n.° 34, de 18 de setembro de 36- ABIGRAF EM REVISTA

1974, e tendo em vista o que consta dos processos n.'s 016800.303/80, 0168-02.070/80 e Pareceres CST n.° 817/80 e CST n.° 1.075/80, declara, em caráter normativo, à Superintendência Regional da Receita Federal na Região Fiscal e demais interessados, que a importação de mercadorias por importadores estabelecidos na área geográfica compreendida na Zona Franca de Manaus pode efetivar-se: a) No regime instituído pelo Decreto-lei n.° 288/67, hipótese em que se aplicam todas as disposições que disciplinam o regime de Zona Franca; b) No regime de importação prevalecente para todo o território nacional, hipótese em que se aplica a legislação que disciplina as importações em geral. Destarte, o Ato Declaratório (Normativo) CST n.° 30/78 se refere às importações enquadradas na alínea "a". Consequentemente, o artigo 37 do Decreto-lei n.° 1.455/76 não se dirige as importações enquadradas na alínea "b". Geraldo Magela Pinto Garcia — coordenador substituto." — Ato Declaratório (Normativo) CST-11, de 24-4-80. — DOU-! de 6-5-80, pág. 7.871. Crédito fiscal - Sucata - 0 ICM diferido na aquisição de sucata não dá direito a crédito.

Em recurso, a que deu provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "No caso sub judice, não se ha de cogitar de imposto pago na operação anterior, pelo simples fato de não ter havido pagamento algum nessa oportunidade; em verdade, nessa etapa, não houve nada, nem destaque, nem lançamento e nem pagamento, porque tudo isso ficou diferido para a fase ulterior, sem qualquer ofensa, repita-se a bem da clareza, ao princípio da não-cumulatividade, não sendo procedente a observação de que a falta de destaque na nota fiscal seja questão de somenos importância. Destinase o destaque para fins de indicação para controle fiscal, mas isso não é só, já que o destaque aponta o valor do imposto, separando-o do valor das mercadorias. O preço final é composto do preço das mercadorias e do preço do imposto. Sem destaque não há preço do imposto e sem preço do imposto

só há preço da mercadoria. Ainda que assim não fosse, a via escolhida pela impetrante não se presta ao fim colimado, uma vez que para a verificação de eventual crédito, como já decidiu o Excelso Supremo Tribunal Federal, fazia-se mister a apuração contábil, o que exorbita dos restritos limites do mandado de segurança, o que vale dizer que, nesse ponto, deveria a contribuinte utilizar-se dos meios ordinários (cf. RE 87.493-SP, relatado pelo min. Moreira Alves, julgado em 4 de abril de 1978, in "Revista dos Tribunais Informa", vol. 197/12)." — Acórdão de 20-9-78, da 2! Câm. Cív. do 1 Tasp, na Ap. 245.036, de Limeira (Ferreira Prado, pres.; Franciulli Netto, rel.). Julg. dos Tasp, vol. 58, págs. 33/35.

Comercial Prescrição A interrupção da prescrição em relação a um dos co-obrigados solidários não se estende ao outro.

Em recurso, a que negou provimento, por maioria, decidiu o Tribunal: "Jurídica e legalmente, certa a sentença, entretanto, à vista da autonomia das obrigações cambiais e tendo em conta o dispositivo do artigo 71 da Lei Cambiaria Uniforme: "A interrupção da prescrição só produz efeito em relação à pessoa para quem a interrupção foi feita." Pontes de Miranda, em ensinamento trazido aos debates pelo voto do Terceiro Juiz (Rafael Granato), assim se expressa: "Tão grande é essa individualização dos efeitos interruptivos que a interrupção contra o aceitante não é eficaz contra o seu avalista, nem a interrupção contra o seu avalista o é contra ele, nem a interrupção contra o endossante é eficaz contra o avalista, ou viceversa. Ainda mais: contra um endossante, um avalista, ou um aceitante, não é eficaz contra o coendossante, contra o co-avalista ou contra o co-aceitante ("Tratado de Direito Privado", t. 35, pág. 132, 2.a ed.)." — Acórdão de 26-9-78, da 6 a Câm. Civ. do 1 Tasp, na Ap. 242.040, de São Paulo (Marzagão Barbuto, pres.; Paula Bueno, rel. "ad hoc"). Julg. dos Tasp, vol. 58, págs. 44/45. .

DEZEMBRO/ 1980


Regionals da ABIGRAF Bahia - Sergipe- (Rua Chile, 22- Sala 1.401) Presidente: Ulisses de Carvalho Graça Empresa: Comercial Gráfica Reunida Editora S.A. Av. Frederico Pontes, 94- Fones: (0712) 2-1650/1875 CEP: 40.000 - Salvador - BA

Ceará - (Rua Senador Pompeu, 754) Presidente: Luiz Carvalho Filho Empresa: Rua Barão do Rio Branco, 1.302 - Fone: 226-9056 CEP: 60.000 - Fortaleza - CE Goias- (Rua 105, n.° 385 Loja 1 Setor Sul Fone: (062) 224 4417 Goiania GO) -

Diretoria da Associação Brasileira da Indústria Gráfica ABIGRAF Nacional

PRESIDENTE Sidney Fernandes (Sao Paulo)

-

-

-

-

-

Presidente: José Rocha Moreira Empresa: Gráfica Amparo Ltda. Rua Jaraguá, 174- Campinas - Fone: (062) 233-3082 CEP: 74.000 - Goiânia - GO Minas Gerais- (Rua Rio de Janeiro, 243 Sala 701 Fones: 222 6081/4 0402) -

-

-

-

Presidente: José Ribamar Chaves Cruz Empresa: Grafimar Impressora Ltda. Rua Guarani, 586 - Fones: (031) 226-2237; 224-0649; 222-3977 CEP: 30.000 - Belo Horizonte - MG

-

1.° VICE PRESIDENTE Rubens Amat Ferreira (São Paulo) -

-

2.° VICE - PRESIDENTE

Henry Victor Saatkamp (Rio Grande do Sul) VICE PRESIDENTES Cristóvam Linero Sobrinho - (Paraná) Henrique Nathaniel Coubé - (São Paulo) Jose Pepito Carrera - (Pernambuco) José Ribamar Chaves Cruz - (Minas Gerais) José Rocha Moreira - (Goiás) Lourenço de Miranda Freire - (Paraiba) Luiz Carvalho Filho - (Ceará) Udo Wagner - (Santa Catarina) Archimedes Curvelo - (Bahia) Carlos Alberto Rangel Proença - (Minas Gerais) Hilton Pinheiro Mendes - (Brasilia - DF) Jorge Aloisio Weber - (Paraná) Luiz Esteves Neto - (Ceará) Públio Paes de Barros - (Mato Grosso do Sul) Sidney de Morais - (Minas Gerais) Walfredo da Costa Lucena - (Amazonas) -

-

SECRETARIO Antônio Bolognesi Pereira (Sao Paulo) 2.° SECRETARIO Homero Villela de Andrade (Sao Paulo) TESOUREIRO Waldyr Priolli Sao Paulo) 2.° TESOUREIRO Jose Bignardi Netto (Sao Paulo) SUPLENTES George Schmidt - (Santa Catarina) José Luiz Spinola - (Sao Paulo) Jose Raphael Firmino Tiacci - (Sao Paulo) Mário Antunes Scartezini - (Goiás) Paulo Luiz Nora - (Rio Grande do Sul) Pery Bomeisel - (São Paulo) Sebastião Lesta Azeredo - (Minas Gerais) -

-

- (

-

CONSELHO FISCAL Irineu Thomaz - (São Paulo) Jost Aidar Filho - (São Paulo) Wilson Siviero - (São Paulo) SUPLENTES Driusio Basile - (São Paulo) ' Gildo Guarnieri Filho - (Hu - SP) Manoel Machado dos Santos - (Petropolis - RJ)

DEZEMB RO /1980

Paraiba Presidente: Lourenço Miranda Freire Empresa: Miranda Freire Comércio e Indústria S.A. Praça Antônio Rabelo, 12- Fones: 221-4355/4144 Fone: Fábrica 221-3118 - Caixa Postal 36 CEP: 58.000 - João Pessoa - PB Parana - (Rua José Loureiro, 464 9.° andar cj. 91 Fone: (041) 223 3705) -

-

-

-

Presidente: Cristovam Linero Sobrinho Empresa: Gráfica Vitória Rua André de Barros, 216- Fone: 32-4482 CEP: 80.000 - Curitiba - PR Pernambuco - (Avenida Cruz de Cabugá, 84 1. 0 andar) -

Presidente: José Pepito Carrera Empresa: Recife Gráfica Editora Ltda. Av. Norte, 930 - Santo Amaro - Fone: (081) 222-2601/2155 CEP: 50.000 - Recife - PE Rio Grande do Sul - (Tray. Francisco Leonardo Truda, 40 19. 0 andar (sede) -

Presidente: Henry Victor Saatkamp Rua Uruguai, 35 - 4.° andar - Salas 440/47 (Secretaria) Fones: (0512) 24-9478/2520/7349 - Ramal 008 Empresa: Indústria Gráfica de Embalagens S.A. Av. dos Gaúchos, 443 - Fones: 41-2402/3322/3554/1826 CEP: 90.000 - Porto Alegre - RS Santa Catarina - (Caixa Postal, 182) Presidente: Udo Wagner Empresa: Gráfica Avenida Ltda. Av. Getúlio Vargas, 350 - Fone: (0473) 72-0772/0592 CEP: 89.500 - Jaragua do Sul - SC São Paulo- (Rua Marquês de Itu, 70 12. 0 andar Fones: 231 4733/4143/4923/4353) -

-

-

Presidente: Henrique Nathaniel Coubé Empresa: Tilibra S.A. - Comércio e Indústria Gráfica Rua Bertolina Maria, 7/21 - V. Vermelha - CEP: 04298- Tel.: (011) 272-2836 CEP: 01223 - São Paulo - SP ABIGRAF EM REVISTA -37


Diretorias Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo PRESIDENTE: Henrique Nathaniel Coubé VICE-PRESIDENTE: Rubens Asnal Ferreira

Delegados no Estado de São Paulo ADAMANTINA Irmãos Brandini

Avenida Rio Branco, 94 Diretor: Valentim Brandini ARARAQUARA, SP Domingos Ferrari & Cia. Ltda.

Rua São Bento, 1134 — Fone: (0162) 22-1386 Diretor: José Eduardo Ferrari

2.° VICE-PRESIDENTE: ti id icy Fernandes SECRETARIO: A nono Bolognesi Pereira

2.° SECRETARIO: Dráusio Basile

BRAGANÇA PAULISTA, SP Gráfica Hernandes Ltda.

Rua Cel. Teófilo, 1.544 - Fones: 433-2919/0868 Diretor: Adarve Hernandes Acede

TESOUREIRO: Waldyr Priolli 2." TESOUREIRO lose •idar Eilho

CAMPINAS, SP

SUPLENTES:

Geraldo de Souza & Cia. Ltda.

Jose Bignardi Netto Wilson Siviero Renato Foroni Isaias Spina Arthur Andremti , AyrIon Perycles Conde lose I aiz Spinola

Rua Armando Salles de Oliveira, 650- Fone: (0192) 51-7197 Diretor: Antônio Carlos de Souza FRANCA, SP Ricardo Pucci Ltda. Indústria e Comércio

CONSELHO FISCAL: I I outdo illda de Andrade

Vitt° Jose Ciasca Jose Raphael Firmino Ilticci

Praça das Bandeiras, 1.077 - Fone: (016) 722-8700 Diretor: Elvio Pucci

SUPLENTES:

ITU, SP

°smut Maiaselli Paulo 'Easit

Indústria Gráfica flu Ltda.

Basilio Artero Sae, ,.,

Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo PRESIDENTE: II cio ninc N.101:rnicI (

nub,

VICE-PRESIDENTE: Shines Jet mimics

Rua Guido Guarnieri, 283 - Fones: 482-2894/2944/2969 Diretor: Gildo Guarnieri Filho JUNDIM, Si Cia. Litográfica Araguaia

Rua XV de Novembro, 320/344 - Fones: 436-3582 - 434-4848 Diretor: Rubens Robertoni

SECRETARIO: Rubens Asnal cru viva

LINS, SP

2.° SECRETARIO: Jose Aidar Filho

Gráfica Rio Branco

Rua Rio Branco, 402 - Caixa Postal 153 - Fones: (0145) 22-3900 - 32-1668 Diretor: Alberto Juan Rembado

TESOUREIRO: Wahlyr Priolli

2.° TESOUREIRO: Recaiu: I otoni DIRETOR DE RELAÇOES PUBLICAS:

SUPLENTES: An tonio Bolognesi Pereira

Jose Bignardi Netto Basilio A rtero Sanchez Asnos Spina Walter Oswaltlo Buccolo D'Agostino Manuel Casimir() de Souza Alfredo Vv'eisz flog

CONSELHO FISCAL: EFETIVOS: I 171111,1

1

1

L01.11,1

161 - Fone: (0432) 23-1350 Diretor: Alceu Malucelli

SÃO JOSE DO RIO PRETO, SP Giovinazzo Tipografia e Papelaria Ltda.

Rua Prudente de Moraes, 2.951 - Fone: (0172) 32-8185 Diretor: Vicente Francisco Giovinazzo

meci

[14'111.1/

1.111, 1, •

LONDRINA, PR Gráfica Ipê S.A. Rua Duque de Caxias,

Itrinicisel

O SlemJcs Filho

SUPLENTES: Alt ton Pet ides Clouveia Conde Wilson Sivicro Bernardo Sinatro

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO A FIESP: EFETIVOS: Theobaldo De Nigris Homero V illela de Andrade

SUPLENTES: Ruhens Amar Ferreira Driusio Basile

SECRETARIA: de 2." a h. feira

das 8 As 11,30 e das 13 as 17 horas SECRETARIO-GERAL: Elias Valentir

DEPARTAMENTO JURIDICO: Dr. Antônio Fakhany Jônior Dr. Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss Dra. Rose Maria Priolli Defesa dos associados na Justiça do Trabalho: Informaçães trabalhistas, fiscais, eiveis e criminais.

38- ABIGRAF EM REVISTA

SANTOS, SP Gráfica Bandeirantes Ltda.

Praça da Republica, 20/21 — Fone: (0132) 34-7417 Diretor: Afonso Franco SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP Bandeirante S.A. Indústria Gráfica

Rua Joaquim Nabuco, 351 - Fone: 452-3444 Diretor: Mário de Camargo TAU BATE, SP Tipografia .1. A. Querido & Cia.

Rua do Sacramento, 193 - Fone: (0122) 32-2835 Diretor: Joel Rossi Querido BAURU, SP Gráfica Bauru

Rua Ezequiel Ramos, 1.260 - Fone: (0142) 22-4467 Diretores: Alcides Bonora e Jose Esperidiao DEZEMBRO! 98O


Esta é a impressão que a Renner deixou nestes últimos dez anos.

I

r?_orn.rElri

• 1111.1.11Hille

ltlec V e rr

asp

I

011,

-'4411111141

jorTlal As erianeas executam seu plano, e beijam o papa_

14.7 0•4

Durante esse tempo todo a RENNER trabalhou duro para deixar bem visível uma coisa: a qualidade de suas tintas. Por isso estes dez anos não passaram em branco. A RENNER pesquisou, estudou, desenvolveu novas técnicas, ate chegara um padrão internacional de qualidade. Hoje as Tintas RENNER fazem parte do dia a dia da maioria das gráficas, e estão numa infinidade

de embalagens de papel, papelão, plástico; em latas, revistas, livros, jornais, formulários e tudo o que se imprime neste país. O que mostra t que só uma boa tinta consegue dar urna boa impressão. Para dar suaimpressão, fale com a RENNER. RENNER HERRMANN S.A. lutizistria de tiritas e Oleos

Divisão de Tintas Gráficas FUIrricu e Verulas:

Av, Sao Paulo, 400- Guar:4111os- SP Foils,: 208-1222- Telex (011)33978


NA GAMA VOCÊ TEM MAIS LAZER... ...Quando você executa um fotolito conosco, sobra mais tempo para o seu lazer.

Confira.

ittbielob libb

R. Teixeira Mendes, 40 -Cambuei - 01517 -Suo Paulo SP TI 279-2916.279-9429•270.5446•278•6088

Revista Abigraf 061  
Advertisement