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ANO V NUMERO 57 - AGOSTO 80

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EM REVISTA

ASSOCIAÇA0 BRASILEIRA DA INDUSTRIA GRÁFICA REGIONAL DO ESTADO DE

SA0 PAULO


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KODAK BRASILEIRA COMERCIO E INDUSTRIA LTDA. Sao Paulo: 05686- Rua George Eastman, 213- Morumbi - C.P. 225 - Fone: PABX (011) 542-0111 Rio de Janeiro: 20000- Campo de São Cristbvão, 268- C.P. 849- Fone: (021) 284-4722 Porto Alegre; 90000- Rua Cristóvão Colombo, 1385- C.P. 994- Fone: (0512122-9588 Recite: 50000- Rua Imperial, 1047/69 - C.P. 201 - Fone: (081) 224-7166


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()roc, oficial da Associação Brasileira da indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo

EM REVISTA

Rubens Amat Ferreira

Produtor:

Maria Lírio Sampaio Jornalista Responsável:

René Santini Filho MTPS 1203 Diagramador:

Valter Trevisan Consultores Técnicos:

Drausio Basile Thomaz Frank Caspary Colaboradores:

Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss SENAI - ABTG - FIESP Circulação:

Benedict° Lopes dos Santos Composição e Fotolitos

Empresa Jornalística Comércio & Indústria S.A. Rua Dr. Almeida Lima, 1.384 Fone:292-7222 - São Paulo

EM REVISTA

A.

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Capa: Criação e arte-final: Antonio Roberto Lovato Fotolitos: Alunos da Escola SENAI "Theobaldo De Nigris"

Diretor Responsável:

Rose Maria Prio

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Capa

Registrada no 2° Cartório de Registro de Titulos e Documentos da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, República Federativa do Brasil, sob número de ordem 915, no livro B, n.° 02 da Matricula de Oficinas Impressoras, Jornais e outros periódicos. Publicação registrada no Departamento de Policia Federal — Divisão de Censura de Diversões Públicas de Sao Paulo sob n.° 1.517P, 209/73.

Diretor Editor:

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Sumário Editorial Cartas Escalas e Sistemas de Controle - Fotolitografia - Offset

(conclusão) Heidelberg CPC IRS entrega prêmio "Jorge Duprat Figueiredo" ABTG - Resolução n° 02/80 da CONMETRO ABIGRAF/SIGESP - Eleição e Posse Nossa Impressão FIESP/CIESP - Formação Profissional: Fórum em debate Lei n° 6.297 Bolsa de Máquinas SENAI - SENAI: em 79, quase 280.000 matrículas nos cursos e treinamentos Flashes - Novas instalações da Gama

Jurídico Regionais da AB1GRAF Delegados no Estado de São Paulo

5 6 8 19 17 21 25 27 28 30 32 33 35 37 38

Impressão:

Priolli & Cia. Ltda. Redação e Administração:

R. Marquês de Itu, 70- 12° and. Fones: 231 -4733 - 231 -4143 7 31-4973 e 231-4353

End. Meg.: "AB1GRAF" CP 7815 8/1980

ABIGRAF EM REVISTA — ANO V — N.° 57— agosto de 1980 Publicação mensal distribuída aos empresários gráficos e afins 3


A MERGENTHALER LINOTYPE APRESENTA A PRIMEIRA FOTOCOMPOSITORA DIGITAL/CRT QUE e RÁPIDA, VERSÁTIL E ECONÔMICA A LINOTRON-202. Nossa nova Linotron-202 tem a velocidade de 450 linhas por minuto. È claro que existem fotocompositoras CRT mais rápidas — nós fabricamos duas delas — Linotron-404 e Linotron-606. O fato de fabricarmos compositoras para jornais e revistas, por mais de 90 anos, nos convenceu de que um cliente que tem por objetivo alta produtividade com qualidade procura algo mais que velocidade. Na fabricação da Linotron-202 insistimos em que o preço fosse tão importante quanto a velocidade. Decidimos fazer algo novo com referência ao alto preço das fontes digitais. E o mais importante: a Linotron-202 é um equipamento extremamente flexível. A flexibilidade e simplicidade de operação e manutenção são fatores muito importantes a se considerar em qualquer fotocompositora.

SIMPLICIDADE E UMA GRANDE VANTAGEM Todos os projetos vitoriosos devem ser simples. A Linotron-202 não possui lentes. Portanto, não possui partes móveis em todo o sistema de produção de caracteres. Projetamos a Linotron-202 de tal forma que é impossível cometer erros: seja de instalar um cartão incorretamente, ou de pressionar um botão equivocadamente. Instalamos os componentes e controles em lugares de fácil acesso.

O PREÇO MAIS BAIXO O preço da Linotron-202 é mais baixo do que o das outras fotocompositoras CRT. Com a finalidade de manter os preços ao mínimo e ao mesmo tempo diminuir os custos das fontes de caracteres, a Linotron-202 armazena fontes em discos magnéticos, «floppy disks», de baixo custo. Considerando que uma fonte de caracteres deve ser adquirida somente uma vez, a Linotron-202 compõe em 136 tamanhos diferentes, desde 4 1/2 até 72 pontos, a partir de uma mesma fonte.

LINOTYPO DO BRASIL COMERCIO E INDUSTRIA LTDA. Rio de Janeiro: Rua São Luiz Gonzaga, 600 — São Cristovão. (tel.: 254-2044) São Paulo: Rua Vitorino Carmilo, 650 — Barra Funda. (tel.: 67-6131).

SIMPLICIDADE NA MANUTENÇÃO A Linotron-202 simplifica a manutenção. Sua fabricação modular faz com que qualquer ajuste ou reparo seja feito de uma forma rápida e simples. AS 1.000 FONTES DE CARACTERES DA MERGENTHALER As 1.000 families de tipos (fontes de caracteres), de nossa sempre crescente tipologia, estão disponíveis para a Linotron-202. Nenhuma outra fotocompositora — de qualquer preço — pode oferecer uma seleção mais completa e variada. A Linotron-202 não tem concorrente por sua simplicidade, baixo preço, alta velocidade, recursos e qualidade gráfica.


editorial

Urna questão

de sobrevivência A crise do petróleo que concentra em si as dimensões política, econômica e monetária, contribui hoje para precipitar os acontecimentos e revelar que as nações se defrontam hoje como grande desafio de restaurar a ordem econômica. As necessidades de capital, principalmente na sofrida indústria gráfica, apresentam-se, nos próximos meses, como um dos maiores desafios a ser enfrentado. Um dos grandes problemas que vimos enfrentando ultimamente é a atitude adotada já há algum tempo pelos fornecedores de matériaprima e serviços que reduziram gradativamente os seus prazos de pagamento. Não são, porém, somente os fornecedores das gráficas. Todos os setores da sociedade econômica se defrontam com o mesmo problema. Isto foi também facilitado por estar o mercado francamente comprador. Ao lado disso, temos as medidas governamentais limitando a expansão das aplicações dos bancos em 45%, provocando uma retração no mercado bancário. Nossos clientes nos apertam por prazos de pagamento cada vez maiores. Temos que bancar o custo da matéria-prima que tem de ser encomendado com antecedência, ficando às vezes mais de 60 dias em nossos estoques e acrescentamos a isso o tempo de manufatura do produto impresso. As gráficas estão ficando sem fôlego tendo de subsidiar eventualmente com 60 ou 90 dias os impressos do cliente. Assim sendo, cada empresário deveria, de acordo com seu tipo de trabalho, traçar diretrizes de comercialização mais eficientes para um retorno mais rápido de suas vendas, pois, esta questão é, nos dias de hoje, uma das bases para nossa sobrevivência.

U.

8/1980

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cartas

Stag

20 a 24 outubro 1980

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Prezados Senhores: Gostaríamos de receber mensalmente a publicação "ABIGRAF em REVISTA". A mesma destina-se a consultas de nosso Departamento Técnico/Comercial. Assim sendo, ficamos no aguardo do pronunciamento de V .Sas., o que desde já agradecemos. Atenciosamente Metalfoto - Ind. e Com. de Fotofabricação Ltda. Prezados Senhores: É com prazer que me dirijo a V.Sas. com a finalidade de solicitar a assinatura da publicação "ABIGRAF em REVISTA", órgão oficial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica. Esta solicitação prende-se ao fato de as informações veiculadas vem ao encontro dos interesses dos estudantes de Comunicação Visual que recebem aulas nesta Oficina Gráfica. Agradecendo a atenção que V.Sas. possam dispensar, Atenciosamente Oficina Tipográfica do Centro de Artes e Comunicações Centro de Artes e Comunicações Universidade Federal de Pernambuco Cidade Universitária Prezados Senhores: A Revista deste grande expoente entre as Associações, há mais de um ano vinha-nos mantendo constantemente atualizados em nosso campo e, a sua ausência, consequentemente, não passou despercebida. Tendo já decorridos quatro meses desde que a carência de informações se faz sentir em nossa indústria, vimos solicitar-lhes a especial fineza de averiguar o ocorrido. Na certeza de poder contar com a

preciosa compreensão de V.Sas., agradecemos e reiteramos nossos protestos da mais alta estima e consideração. Atenciosamente Grafitex Indústria Gráfica Lida. Maceió - AL Prezados Senhores: Venho por meio desta solicitar aos senhores informações para a aquisição da assinatura da publicação "Abrigraf em Revista". Trabalhamos aqui em Manaus, no extremo norte do Brasil, sem o menor apoio das empresas, no sentido de aperfeiçoamento de mão de obra, pois os empresários acham que melhorando o nível, as despesas aumentarão. Tudo que fazemos é com esforço pessoal, lendo alguma coisa que aqui chega em nossas mãos, pois particularmente já estive em São Paulo, mas, apenas para comprar equipamentos gráficos e a demora foi pouca. Outrossim, solicito aos senhores, a gentileza de me enviarem algum número de vossa preciosa revista que fale da evolução histórica das Artes Gráficas, por ser de grande interesse para um trabalho que estou fazendo na Universidade, como também o endereço de editoras que forneçam material didático sobre Artes Gráficas pois por aqui, é muito difícil de se encontrar. Seria de suma importância, recebermos periodicamente a vossa publicação, para que possamos preencher este imenso vazio que é a falta de informação. Sem mais para o presente momento, agradeço vossa gentil atenção e aqui estou na certeza de que sendo a grande preocupação de V.Sas. a mão de obra da Indústria Gráfica, tudo farão para nos ajudar nesse sentido. Atenciosamente, Horácio Tavares Ribeiro Manaus - AM ABIGRAF EM REVISTA


Há 20 anos este homem dá uma boa impressão aos seus dientes.

"A qualidade da impressão que caracteriza esta casa foi alcançada com muito trabalho, técnica e dedicação, e com

uma rigorosa seleção dos homens, equipamentos e materiais gráficos. Venho acompanhando

os esforços do pessoal da Renner nestes últimos 10 anos e, modéstia á parte, ajudei-os a desenvolver suas tintas, que hoje são de qualidade comparável das melhores tintas estrangeiras

que eu conheço. Agora, juntos, Gráficos Brunner e Renner, imprimimos com padrão internacional de qualidade. Os Direi/os A utorais desta jot° Jo rum doados ti Academia Brasileira de História.

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SEMI\NIk TECN0LdG101 DE ARTES GP(FIGIS 16 A 20 DE OUTUBRO DE 1978 RENLIDCP,O , ESCO121 SENNI THEOBALDO CE NGRIS RUN BRESER 2315 MC:30g -S PAULO BRASIL

Mario Molinari "ESCALAS E SISTEMAS DE CONTROLE NA FOTOLITOGRAFIA - OFFSET"

Perito industrial gráfico, diplomado pelo "Magistero Professionale Grafico", de Verona, na Itália. Diplomou-se pela Escola de Ciências e Artes da Impressão, do Instituto Politécnico de Turim. Desde 1967 é professor de logia de Impressão, no Centro de Formação Profissional Gráfica e no Instituto Gráfico de Verona, na Itália. Participou de vários cursos técnicos do ramo, na Alemanha, França e Suíça, tendo organizado seminários de atualização para técnicos e professores da área gráfica. Em 1977 organizou e coordenou um curso anual para peritos e técnicos gráficos, capacitando elementos escolhidos para integrar quadros intermediários de funcionários de uma grande indústria gráfica italiana.

Tecno-

Continuação do anterior 8

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10.

Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset Fidelidade de reprodução: a estratificação do produto fotossensível, executado com critérios, equipamentos e controles industriais, permite dar uniformidade e constância à espessura, como não seria possível obter nas chapas sensibilizadas em fotolitografias. Além disso, o produto fotossensível es.tá menos exposto às variações termohigrometricas, em relação à gomaarábica bicromatada e também ao álcool polivinílico bicromatado. Estas características, unidas ao grande poder de definição na imagem dos diazocompostos permitem uma cópia de excelente fidelidade, comparável àquela obtida pela duplicação fotográfica. Porem, esta fidelidade de reprodução pode resultar, também como fator negativo, no sentido que os diapositivos devem ser de qualidade excelente. Caso -contrário, não há a possibilidade de compensar defeitos ocasionais presentes e provenientes da montagem na fase de exposição e revelação. Por outro lado, esta exigência corresponde à mentalidade de tipo industrial que se está desenvolvendo também no campo gráfico e que impõe uma padronização das várias fases operacionais. A velha mentalidade de tipo artesanal, que previa compensar nas operações posteriores, insuficiências e defeitos das execuções precedentes, agora já está desaparecendo. Cada fase operacional deve ser constante, repetitiva e boa, além de ter custos razoáveis. Segurança e constância de execução: na execução das chapas gravadas há muitas variações que podem influir no resultado final. Pelo contrário, nas chapas presensibilizadas, com métodos industriais rigorosos de controle em relação a produtos e fabricação e que reduzem ao mínimo e simplificam as operações destinadas ao fotolitógrafo, estes fatores variáveis ficam consideravelmente reduzidos. Termo-endurecimento: o defeito mais grave que apresentam as chapas pré-sensibilizadas, é representado pela limitada duração de tiragem. Por serem chapas de tipo "superficial" possuem áreas de impressão (grafismos) constituídas de uma camada de película em relevo no alumínio de base. Isto proporciona menor proteção e, por consequência, menor resistência à ação abrasiva dos rolos de tintagem e, prin8/1980

cipalmente, às partículas despreendidas do papel e depositadas no caucho. Por esta razão, as chapas presensibilizadas de melhor qualidade (e de custo mais elevado) raramente podem superar 100.000 — 200.000 cópias. Depois que a chapa foi revelada, é possível executar um tratamento térmico de "cozimento" que, aumentando consideravelmente sua resistência, permite extrair até 500.000 cópias ou mais. Este tratamento varia de acordo com o tipo da chapa, mas basicamente consiste em manter no forno, por 8/10 minutos na temperatura aproximada de 220/230° C, a chapa já revelada. Este tratamento térmico tem o efeito de polimerizar a resina contida no produto fotossensível junto com o diazo, aumentando a dureza e a fixação no alumínio. O processo deve ser executado com temperatura perfeitamente controlada, a fim de evitar que o calor excessivo provoque transformações cristalinas no alumínio, o que diminuiria sua resistência, planaridade e estabilidade dimensional. Visto as vantagens consideráveis que as chapas pré-sensibilizadas possuem e constando que, praticamente, seu único defeito consiste na resistência limitada da tiragem, o tratamento de termo-endurecimento está se afirmando, levando este tipo de chapa a suplantar as plurimetálicas também nas tiragens média-altas. 3. Chapas plurimetálicas ou chapas monometálicas pré-fabricadas? Já fizemos notar que as chapas plurimetálicas representavam um dos processos fundamentais da lito-offset. Isto, principalmente, por dois motivos: a) Grande resistência na tiragem e facilidade de manutenção da chapa: todos sabem que as chapas plurimetálicas resistem a mais de um milhão de cópias. Também, durante a impressão, a chapa não tende a velar, não tem necessidade de renovar a "preparação", ou de gomar durante as paradas. Quando o cobre dos grafismos e o cromo dos contragrafismos tenderem a oxidar, com tratamento adequado será fácil recuperar o comportamento certo. Trata-se de vantagens muito importantes que fizeram dessas chapas o tipo ideal, principalmente devido às tiragens que superam 80.000 - 100.000 cópias.

b) Melhor equilíbrio água-tinta: enquanto nas chapas monometálicas as zonas a serem impressas e aquelas que não levam impressão são constituídas do mesmo metal (alumínio) que deve realizar, contemporaneamente, duas funções opostas entre si, nas plurimetálicas os dois comportamentos estão a cargo de dois metais diversos: o cobre para as zonas a serem impressas e, normalmente, o cromo opaco para as zonas que não devem ser impressas. O fato de ter descoberto o comportamento hidrófilo e lipófilo dos diversos metais ter conseguido aplicá-lo ao princípio de impressão litográfica, representou um dos progressos tecnológicos determinantes, que mencionamos no início.

Realmente foi disso que derivou toda uma série de vantagens: menos água para o umedecimento, com consequente impressão mais brilhante e papel mais estável; ausência de granulação, proporcionando reprodução mais fina perfeita; eliminação das irremediáveis oxidações na máquina etc. As pré-sensibilizadas, porém, em relação às plurimetálicas, possuem consideráveis vantagens, que as estão levando a minar lentamente o campo de emprego das plurimetálicas: A facilidade e rapidez de execução: enquanto uma présensibilizada pode ser realizada, como média, em 10/15 minutos, para obter uma plurimetálica são necessários 60/80 minutos. Assim, se levarmos em consideração que o custo inicial dos dois tipos de chapas, isto é, o custo de aquisição é mais ou menos igual, chegamos à conclusão que o custo final efetivo é inferior para as presensibilizadas. Sem contar a economia em equipamentos, em materiais e outros produtos, além da rapidez em caso de paradas da máquina ou para refazer as chapas. A fidelidade e constância de reprodução: na execução de uma plurimetálica há uma operação crítica, que pode causar variações dimensionais nos grafismos: a gravação. Com esta operação deve-se corroer o metal hidrófilo (o cromo) para descobrir o metal lipó filo da camada inferior (o cobre). Porém, a solução para gravar (a base de ácido clorldrico) não retira o cromo somente em profundidade, mas, possuindo um fator característico de corrosão lateral, provoca um aumento na dimensão dos grafismos. Os fatores

que nesta fase podem causar variações

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Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset são múltiplos. Vejamos os mais importantes: a espessura do cromo; a temperatura; a concentração do ácido; a quantidade de óxido na superfície do cromo; a quantidade de ácido vertida na chapa em relação á superfície a ser gravada (na gravação manual); o grau de utilização do ácido, isto é, a quantidade de ions de cromo presentes na solução usada na gravação (na gravação automática) etc. c) Ausência de produtos poluentes nas Aguas usadas: a gravação das plurimetálicas produz ions de cromo altamente poluentes. As leis contra a poluicão são muito severas a esse respeito em vários países, que normalmente permitem só um conteúdo máximo de 0,05 milésimos de grama destes ions por litro de água usada. As chapas pré-sensibilizadas não causam estes problemas: esta vantagem tornar-se-á sempre mais importante nos próximos anos e deve ser levada em consideração. Enquanto as chapas pré-sensibilizadas estavam em desvantagem em relacão as plurimetálicas quanto à resistência e hidrofilia, as plurimetálicas eram preferidas também para pequenas tiragens. Mas agora, com os progressos apresentados especialmente pela anodização, pela melhora dos diazocompostos e dos fotopolímeros e pelo desenvolvimento do processo de termo-endurecimento, as pré-sensibilizadas tornaram-se decididamente convenientes também para as tiragens médias-altas. Há ainda uma outra vantagem nas pré-sensibilizadas que deve ser levada em consideração: o fato que tanto as provas na prensa, como na tiragem na máquina, são realizadas com o mesmo tipo de chapa. Ë fácil compreender a importância que este fato tem, pois proporciona maior correspondência entre a validez das provas e os resultados obtidos na máquina de imprimir. 4. Processo positivo ou negativo? Como sabemos, existe uma diferença de opinião muito nítida, entre Europa e Estados Unidos, a respeito da conveniência de usar o processo negativo ou positivo. Sem querer aprofundar a questão, velha de muitos anos, nesta rápida síntese a respeito das motivações para a escolha das chapas e dos processos, não podemos deixar de mencionar as 10

opiniões principais, contra ou a favor dos dois sistemas operacionais. Vamos limitar, porém, a comparação só ao setor das chapas monometálicas presensibilizadas, em que melhor se destacam as motivações a favor de um ou de outro processo.

fim de obter o negativo do produto fotocomposto positivo. b) Retoques manuais na chapa: também deste ponto de vista, o processo negativo apresenta vantagens, podemos até dizer ser esta, provavelmente, a vantagem mais decisiva para quem escolhe este processo. No processo positivo, as intervenções para eliminar os sinais da goma, as margens dos filmes, as várias sujeiras, são numerosas e demoradas. E nas pré-sensibilizadas, pelo tipo de produto usado para eliminar o diazo-composto, geralmente é uma operação mais delicada do que aquela necessária para as chapas gravadas. No processo negativo este problema está quase que completamente eliminado.

a) Custos: normalmente uma chapa pré-sensibilizada negativa pode ser obtida por um custo menos elevado quanto a materiais de execução fotográfica. 'Esta é uma realidade, tanto no caso de chapa obtida diretamente do negativo extraído diretamente do original (reticulagem direta), como no caso de se adotar a tee. nica da reticulagem indireta, isto é, primeiramente, obter um original de um negativo de tom continuo e desse extrair o positivo reticulado, em que será possível realizar as intervenE verdade que, com a técnica de exções manuais de correção cromática. posição dupla da mascaragem, também no processo positivo pode ser eliA primeira vista, caso na fotorrepro- minado quase que completamente o dução seja preferido o segundo método trabalho de retoque, mas, neste caso, (reticulagem indireta), poderia parecer nem sempre o custo da mascara comque o procedimento positivo é mais pensa a economia de tempo do retoque econômico, visto que, com os positivos manual. "trabalhados" é possível fazer diretamente as chapas. Na realidade não C) Resistência de tiragem: as preassim, porque agora ninguém mais sensibilizadas de tipo negativo podem aceita fazer as chapas usando filmes ter a camada fotossensível constituída com ponto do tipo "original", ainda de diazo-compostos ou de fotopolímemais tratando-se de "rebaixado". ros ou de uma mistura dos dois. NorPor conseguinte, também neste se- malmente os fotopolímeros têm maior os diazogundo caso, o processo negativo preci- resistência de tiragem do quetratamento sa de um filme e de uma operação a compostos. Por isso, sem o de termo-endurecimento, as prémenos. Portanto: sensibilizadas negativas, geralmente Original permitem tiragens mais elevadas. Negativo de tom continuo

Até aqui vimos os aspectos que levaram a preferir as chapas negativas. Vejamos agora o outro lado da questão:

Positivo reticulado (intervenções manuais)

Facilidade de montagem: a montagem com filmes negativos é consideravelmente mais difícil e demorada do que com os filmes positivos. A utilizaNegativo reticulado—processo negati- ção de sistemas de montagem mediante vo perfuração dos filmes, pode reduzir o problema, mas deste ponto de vista, ainda é preferível o processo positivo. Positivo reticulado —h. processo positivo Reduzir a intervenção dos retoques, é a vantagem principal para quem prefere o processo negativo, mas, a maior No entanto, o que dissemos é válido exatidão e facilidade de montagem, são somente para ilustrações. Mas não é as vantagens mais importantes para para o texto obtido de fotocomposi- quem segue o processo positivo. ção. Porque, se com o processo positiControle dos valores das tonalidavo forem n utilizadas diretamente os filmes produzidos pela fotocompositora, des nos reticulados: na impressão, os com o processo negativo será necessá- grafismos contidos na chapa tendem a ria uma passagem fotográfica a mais, a engrossar. ABIGRAF EM REVISTA


Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset Por este motivo prefere-se, na fase de copia fotolitográfica de obter um leve "abrilhantado": isto é, que os grafismos resultem ligeiramente menores do que no filme. Isto é fácil de obter nas chapas positivas, aumentando de maneira controlada a exposição, Porém, nas chapas negativas, um aumento de exposição provoca grafismos mais grossos. SITUAÇÃO ATUAL E PREVISÕES PARA O FUTURO PROXIMO

Atualmente, na Europa, a situação em linhas gerais é a seguinte: Tipos de chapas usadas Pelos motivos tecnológicos que viemos explicando até aqui, já se pode dizer que a escolha está concentrada em três tipos de chapa: - Chapas de aluminio "gravadas", sensibilizadas com álcool polivilínico bicromatado; - Chapas de alumínio présensibilizadas (prevalentemente de tipo positivo); - Chapas plurimetálicas "gravadas", isto é, com o metal lipófilo na camada interior. Relações percentuais entre os três tipos de chapas. Não dispomos de estatísticas oficiais, mas, ouvindo a opinião de alguns fabricantes de chapas offset, podemos afirmar que, como quantidade, os três tipos de chapas são percentualmente subdivididos aproximadamente assim: 20/25% de chapas "gravadas"; 40/50% de chapas pré-sensibilizadas; 30/40% de plurimetálicas., Previsões para o futuro próximo A tendência de preferir as présensibilizadas, especialmente de tipo positivo, anodizados ou não, torna-se sempre mais acentuada. Esta tendência foi notada, também por ocasião da recente feira internacional "DRUPA", em Dusseldorf, no mês de junho (1977). Julgamos que nos próximos anos haverá o desaparecimento quase que completo das chapas "gravadas" de alumínio microgranulado, assim como aconteceu, há dez anos, com as chapas de zinco. Também as plurimetálicas diminuíram percentualmente. A característica mais importante que pode levar a preferir as plurimetalicas, isto é, a resistência para grandes tiragens, tende a tornar-se de dia a dia, menos importante. De um lado, porque a resistência das pré-sensibilizadas está melhorando, de outro, porque a média da 8/1980

tiragem em offset tem tendência a diminuir; isto acontece porque o offset está conquistando cada vez mais o mercado em detrimento da tipografia, absorvendo assim, também os serviços de pequena tiragem, que, até poucos anos atrás eram mais convenientes em tipografia. O campo de emprego das plurimetálicas ficará restrito às empresas e aos casos de tiragens mais elevadas, onde haja exigência de arquivar as chapas já impressas ou de numerosas repetições de chapas já impressas, como, repetidas "colocações na máquina", com consequente resistência das dobras do metal. Fora desses casos, serão sempre mais convenientes e preferidas as présensibilizadas, nas diversas versões, aptas às exigências do trabalho: econômicas para as tiragens pequenas e os trabalhos normais; de melhor qualidade e anodizadas para tiragens grandes e/ou trabalhos finos; termo-endurecidas para as tiragens elevadas.

SEGUNDA PARTE Os Sistemas de Controle da Reprodução em Fotolitografia

operacionais, atualmente não é mais possível ganhar concorrência e sobreviver por longo tempo. Pode-se, assim, concluir que a decisão de adotar sistemas e instrumentos de controle, densitômetros ou de outro tipo, não foi uma livre escolha racional, mas uma imposição do mercado e da concorrência. O que se percebe pelas dificuldades, pelas resistências e pelas recusas, que em muitas empresas ainda dificultam a introdução dos sistemas de controle. Não há dúvida, porém, que em prazo muito breve essas resistências deverão ceder, para não sofrer o risco de serem superadas e eliminadas da concorrência. AS VARIANTES A SEREM CONTROLADAS EM FOTOLITOGRAFIA

Normalmente, os sistemas de controle são estudados de modo a poder controlar o inteiro processo offset: da fotorreprodução, à fotolitografia, até a impressão. Para esta finalidade, as escalas de controle contêm, elementos diversos, apropriados para controlar e medir as várias fases. Nós, porém, em coerência com o assunto que estamos tratando e para não alongar demais a conversa vamos nos ocupar somente dos sistemas, na medida que silo aptos a controlar a fase de cópia fololitográfica. As variantes mais importantes a serem mantidas sob controle em fotolitografia são: I . O contato entre a emulsão dos diapositivos da montagem e a camada fotossensivel sobre a chapa. Sabemos como todo contato defeituoso produz uma alteração dimensional nos grafismos que são reproduzidos na chapa: no caso de montagem com positivos, há uma redução dos próprios grafismos e o desaparecimento dos menores. Não é aconselhável confiar só no manômetro que, na prensa de exposição indica a depressão gerada entre a tela gomada e a chapa, porque pode dar valores falsos ou porque a falta de contato pode causar manchas. Quase todas as escalas de controle após a revelação da chapa, permitem perceber se o contato foi bom, e isto veremos a seguir. Alguns sistemas, porém, permitem a verificação, mesmo antes de efetuar a exposição, quando a montagem e a chapa estão no vácuo do expositor. Trata-se das escalas que contêm um —

Introdução

Na primeira parte desta conferência já mencionamos a mentalidade de tipo industrial que se está difundindo e consolidando no campo gráfico. Qualquer produção de tipo industrial não pode deixar de usar padronizações operacionais e, portanto, controles e cálculos das diversas fases operacionais e do produto final. A propósito, é justamente esta impostação produtiva que distingue a execução artístico-artesanal daquela industrial. A primeira baseia-se, principalmente, na experiência e na capacidade individual dos operadores, com consequentes riscos de imponderabilidade, inconstância, repetições; a segunda baseia-se nas padronizações operacionais, controles, cálculos e tolerâncias admitidas. Além disso, a impostação artesanal, justamente por estar baseada na capacidade, na experiência e na avaliação individual, é fonte de contínuas discussaes, tanto dentro da empresa, como com o cliente, a respeito da qualidade do produto. Assim, a maior parte das empresas gráficas percebeu que nestas condições

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Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset As escalas que contêm este tipo de indicações são: a Baker, a GATF com o elemento "SLUR", a FOGRA, a UGRA com o elemento de círculos concêntricos etc. elemento formado por linhas muito finas e próximas, orientadas diferentemente. Iluminando com lâmpada por-

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tátil, mantida em ângulo baixo, quando o contato for bom não aparece nenhum sinal; se, pelo contrário, houver uma certa distância entre as duas emulsões, a sombra das linhas perpendiculares à lâmpada projetada sobre a chapa mostrará estas linhas maiores do que as linhas paralelas ao feixe lumino-

so, fazendo aparecer um desenho, uma letra ou uma escrita. Este tipo de controle, executado alternadamente, permite observar imediatamente eventuais comportamentos anômalos da bomba, das juntas, ou da tela gomada.

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Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset 2. A exposição A incumbência dos grafismos (as partes pretas) dos diapositivos, é a de impedir que, durante e exposição, a luz venha a incidir sobre o produto fotossensível que está em correspondência com os mesmos na chapa. Portanto os grafismos devem impedir qualquer infiltração de luz através deles. Teoricamente um grafismo, visto em corte ao microscópio, deveria ter esta estrutura: Grallsmo

EFP"lora uisirà°11ca

sição é muito critica, por não haver latitude de exposição e, assim, as exposições crescentes corresponderão na chapa pontos reproduzidos sempre menores, porque a luz "queimará" zona de halo sempre maior. este o motivo pelo qual, atualmente em todas as firmas gráficas, para trabalhos em cores, exige-se que a fotorreprodução passe à fotolitografia diapositivos "duplicados". Também o ponto "duplicado", no entanto, está sujeito a pequenas variações na fase de copiagem, especialmente com os novos materiais fotográficos e as novas revelações não do tipo lith. Isso demonstra a importância de en-

contrar um padrão que permita manter a exposição sob controle.

As escalas de controle mais eficientes neste campo são as UGRA e o guia sensitometrico da GATF. Trata-se de uma escala de gris de tom continuo, com aumentos de densidade de 0.15, o que idealmente representa um semiponto "original" enormemente ampliado. Se, na realidade, pegarmos um ponto "original", o aumentarmos e, idealmente, dividirmos a metade em um certo número de "pequenas partes", estas terão densidade degradantes, como se pode compreender pelo desenho esquemático a seguir:

(..1 SWOT te

Um diapositivo que tivesse os grafismos desta forma e com densidade não inferios a 3.00, seria extremamente fácil de ser copiado: teria ampla latitude de exposição, suportando assim uma exposição duas ou três vezes superior da minima de otimização, sem sofrer alterações dimensionais consideráveis na chapa.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

No entanto, na prática as coisas não são assim. Na realidade existem dois tipos de diapositivos: diapositivos "originais" ou "primários", isto é, os obtidos diretamente 0 conceito em que estão baseadas esem fase de reticulagem, tendo os pontas escalas, para o controle da expositos com a seguinte estrutura: ção, é simples: se podemos controlar o Gra tismo que produz a exposição neste "semiponto aumentado", também podemos controlar o que acontece em todos os Emulsao Fotoor:M ■ outros pontos pequenos reais, visto terem o mesmo andamento densitométriSuporte co, das bordas em direção ao centro. Se levarmos em consideração que no diapositivos "duplicados" ou filme, os pontos são de tipo "duplica"secundários", obtidos dos diapositie não "original" e, por isso mesvos originais por duplicação fotográfi- do" mo, apresentando halo muito menor ca, com os pontos apresentando esta na escala de controle, o sistema é muito estrutura: eficaz: padronizando a exposição de modo que na escala apareça sempre a Gratismo mesma distância, pode-se ter a certeza f). aceitável de obter uma cópia constante.

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Sup o rtr-

E evidente que os pontos de tipo "original" são muito inconstantes na fase de copiagem na chapa, pois o halo que os circunda pode ser mais ou menos atravessado pela luz, dependendo do tempo de exposição. Neste caso a expo8/1980

Porque cada super-exposição produzirá como efeito uma "queimadura" das linhas finíssimas no campo positivo e um alargamento das mesmas no campo negativo. Pelo contrário, uma subexposição fará desaparecer as linhas negativas, enquanto copiará, ligeiramente alargadas, todas as positivas. Assim, a exposição ideal será a que copiar perfeitamente (ou que fizer desaparecer proporcionalmente) tanto as linhas positivas como aquelas negativas. Dissemos: "Fará desaparecer proporcionalmente", visto que estes sistemas permitem também controlar indiretamente a difusão da luz, o contato na prensa de exposição e a grande solvência do produto fotossensivel. Se de fato as linhas mais finas, tanto positivas como negativas, desaparecerem, esta será a medida do grau de difusão da luz ou do mau contato entre emulsão dos diapositivos e camada fotossensível sobre a chapa.

Um outro critério para determinar a exposição ideal e para o controle da mesma, adotado por diversas escalas (UGRA, FOGRA, BRUNNER etc.), baseia-se neste principio: ao copiar na chapa um desenho geométrico formado por linhas finissimas, metade em campo positivo e metade em campo neApresentamos, como exemplo, o degativo, haverá só um valor de exposi- talhe da escala UGRA, que adota este ção para garantir uma cópia perfeita. principio:

13


Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset

1

2 3 4 5 6 7 8

Como se pode ver neste exemplo, desapareceram as linhas do campo positivo nos primeiros três círculos concêntricos, enquanto foram copiadas as linhas no campo negativo: o que signifi-

1

a'

10

ca que houve uma exposição excessiva e por conseguinte, os pontos na chapa aparecerão com a superfície ligeiramente reduzida.

2.345 6 7 8 9 10

Neste exemplo, pelo contrário, foram fechadas as linhas no campo negativo, enquanto foram copiados todos os semi-círculos positivos: houve uma exposição escassa e, portanto, os pontos na chapa aparecerão engrossados. 3. A revelação (e a gravação nas plurimetilicas)

Na primeira parte da conferência, já fizemos notar a nítida preferência que estão tendo as chapas présensibilizadas. Nestas chapas, entre outras vantagens, não há nenhuma variação durante a revelação. Porque, a revelação, bem realizada, é sempre constante. Assim, a única variação a ser controlada é a exposição. O mesmo pode ser afirmado para o álcool polivinílico bicromatado. Por este motivo, quase que desapareceu na Europa o processo da goma arábica bicromatada; de fato, com este produto fotossensível, durante a revelação, era possível insistir mais ou menos na chapa, causando uma revelação diferenciada. O que poderia parecer uma vantagem por permitir também a utilização de diapositivos defeituosos e de qualidade inferior, mas na realidade é um grande defeito, porque introduz no processo outra variação perigosa.

ral do ácido pode provocar o engrossamento dos pontos. Para este fim, são muito úteis os graus com percentuais de ponto muito pequenos (1%, 2%, 3%, 4%, 5%) e muito grandes (96%, 97%, 98%, 99%) que quase todas as escalas contêm. E evidente que incisões excessivas produzirão, dependendo do grau de superincisão, o fechamento completo em correspondência de 99%, 98%, 97% e assim por diante. Pelo contrário, se na chapa, após a revelação, estiverem presentes os pontos pequeníssimos de 1%, 2%, 3% etc. e após a gravação não estiverem mais visíveis, é sinal que houve gravação insuficiente. Muito válida, deste ponto de vista, é a escala BRUNNER, coin microelementos. Trata-se de um elemento de 5 x 6mm, no qual estão contidos grande quantidade e elementos de controle muito úteis: as percentuais de ponto muito pequenas (0,5%, 1%, 2% ...) e muito grandes (... 98%, 99%, 99,5%); os cruzamentos com linhas de espessura progressivamente mais finas; quatro pontos colocados como tabuleiro de xadrez de 50% etc. E preciso, porém, acrescentar que, devido ao tamanho extremamente pequeno do entalhe de controle para uma boa visão, haverá necessidade de um pequeno microscópio de mesa ou do visor BRUNNER es-

Nas chapas plurimetálicas, pelo contrário, pré-sensibilizadas ou sensibili- pecial. zadas com álcool polivinílico, é necessário controlar tanto a exposição quanA escala BRUNNER possui outra to a gravação, porque a corrosão late- possibilidade muito útil: com o densi14

tômetro pode-se ler diretamente na chapa o grau de engrossamento ou de afinamento do ponto e, portanto, a fidelidade de cópia. Como sabemos, realizar diretamente na chapa leituras densitométricas, a fim de obter valores absolutos, é quase impossível, devido ao contraste insuficiente entre grafismos formados pelo diazo-composto e os contragrafismos em alumínio, ou entre a imagem em cobre e os contragrafismos em cromo opaco. Com o sistema BRUNNER, porém, não são feitas leituras densitometricas em valores absolutos, mas por comparação. Porque trata-se de ler, com o desintômetro de reflexão, a percentual de luz refletida por dois entalhes próximos: um constituído de pontilhado a 50% com linhas grosseiras (12 linhas por cm), e o outro de pontilhado igualmente a 50%, mas de linhas finas (60 linhas por cm). Evidentemente, visto a área coberta nos dois entalhes ser perfeitamente idêntica, as duas leituras deveriam dar dois valores absolutamente iguais: qualquer diferença entre a percentual de luz refletida pelos dois entalhes, revela que houve engrossamento ou afinamento dos pontos. O princípio em que está baseado este sistema de controle já é conhecido há muito tempo e já está sendo utilizado, por exemplo, pela escala visual com números de comparação da GATF ("Dot Gain Scale"). De acordo com este princípio, a variação dimensional dos pontilhados é diretamente proporcional a circunferência dos mesmos e portanto, as linhas de reticulagem. Em outras palavras: se tivermos dois entalhes reticulados com o mesmo percentual de area coberta (por exemplo 50%), mas com linhas grosseiras (por exemplo 12 linhas/cm), e outro com linhas finas (60 linhas/cm), enquanto a segunda está sujeita a variações em aumento ou em diminuição de percentual, a primeira é praticamente insensível e assim, em proporção, é reproduzida sempre de modo constante. Por isso, percentualmente, a diferença de luz refletida pelos dois entalhes pode ser tomada como valor na determinação do grau de fidelidade de reprodução. A realização da leitura densitométrica diretamente na chapa é uma operação muito delicada e que deve ser feita com muito cuidado, pois, as diferenças de densidade na chapa são mínimas ABIGRAF EM REVISTA

A


Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset (t 0.06);o que viria a demonstrar, caso produto fotossensível é definido pela fosse preciso, a extrema fidelidade de sua capacidade de copiar e de manter cópia obtida em fotolitografia, se os separadas aos pares linhas muito finas diapositivos forem de boa qualidade. e extremamente próximas; o poder de Daremos dois exemplos opostos: definição exprime-se com o número de pares de linhas que o produto fotossensível pode copiar em um centímetro. Esta é uma característica intrínseca dos produtos fotossensíveis, que varia com Retícula grossa: D = 0,78 o variar de sua formulação química, sua fabricação e da espessura da camaRetícula fina: D = 0,75 da. Porém no mesmo plano das caracteDiferença = — 0,03 rísticas relacionadas anteriormente, no Chapa "abrilhantada": isto é, os grau do poder de definição também grafismos estão ligeiramente reduzi- tem grande influência a geometria da dos; 50% do filme tornou-se 47% na chapa.

Retícula grossa: D = 0,78 Retícula fina:D = 0,80 Diferença = + 0,02 Chapa "macia", isto é, os grafismos estão ligeiramente aumentados; 50% do filme tornou-se 52% na chapa. Naturalmente, o primeiro caso '6 mais aconselhável do que o segundo, porque, em parte, compensa previamente o engrossamento que o reticulado deverá sofrer na impressão. Mas o fator mais importante é a constância entre (as duas chapas) pois, se também o percentual de aumento a obter na impressão foi padronizada, na fotorreprodução em fase de reticulagem, será possível corrigir previamente, de modo correto, os valores das tonalidades que forem desejadas na impressão. Após termos visto que nas escalas de controle há reticulados de percentual muito pequeno (0,5%, 1%, 2%, 3%...) e muito grandes (98%, 99%, 99,5%), naturalmente surge a pergunta: qual é o percentual mínimo e máximo que pode ser copiado nas chapas? Pelo que dissemos anteriormente e pelas provas práticas, pode-se responder que não há limite. Seria possível copiar bem 0,5% como 99,5%, se os reticulados dos filmes da montagem tivessem a mesma estrutura densitométrica das existentes nas escalas. Infelizmente, ainda não é assim, porque normalmente os diapositivos são programados de 5 - 10% e 99 - 95%. 4. 0 poder de definição do produto fotossensivel e o grau de difusão da luz.

O grau do poder de definição de um 8/1980

o 50

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.70

fonte luminosa, ou seja, se ela é puntiforme ou difusa. UM certo grau de difusão pode ser desejado, por exemplo, para diminuir as intervenções manuais na chapa após a revelação, a fim de eliminar as sujeiras e as margens do filme; ou para "estourar" as letras em fundos chapados. A maior parte das escalas de controle possuem elementos estudados para controlar o poder de definição e o grau de difusão. Na escala UGRA, este dado é obtido por meio de um campo de linhas pretas em fundo branco, e vice-versa, com espessura de 1 mm a 0,035 mm.

18 4I0 • 101•11 WO

N.B. À esquerda, reprodução perfeita; à direita difusão até cerca de 0,25mm.

Também a escala FOGRA possui um elemento análogo, com linhas que vão de 40 microns a 4 microns. Como se pode notar na reprodução apresentada abaixo, estas linhas não servem só para determinar a difusão e o poder de definição, mas também a exposição exata, com critério idêntico ao que foi ante-

riormente apresentado na escala UGRA. Com efeito, neste exemplo pode-ser ver claramente que a chapa não tem carência de poder de definição, mas teve exposição excessiva: como se pode ver, foram "queimadas" somente as linhas positivas, até cerca de 15 microns.

40 30 15 12

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10

8 6 4

n PMS 73 © Também a escala BRUNNER con- critério, com uma série de linhas com têm um elemento que adota o mesmo espessura de 20 microns a 4 microns. 15


Escalas e sistemas de controle na fotolitografia - offset

1111111111 1111111111111111111111111111 4 5,5 6,5 8

Os números que aparecem ao lado das linhas, nestes elementos de controle, referem-se á espessura das próprias linhas. Como o poder de definição se expressa em pares de linhas por centímetro, para obter o valor do poder de definição da chapa em questão, será necessário multiplicar por 2 o número menor reproduzido na chapa e depois dividir 10.000 (um centímetro transformado em micron) pelo número resultante. Por exemplo: Número Menor Reproduzido

4 5,5 6,5

8

Poder de definição (pares de linhas por centimerro)

1.250 (ou seja 10.000 909(10.000 11) 769(l0.000-- 13) 625(10.000— 16)

÷ 8)

11

13 16 20

Em fotolitografia, por exemplo, parece-nos mais conveniente a escala UGRA, devido à sua praticidade e resposta imediata no controle e avaliação dos padrões. Mas, na fase de impressão o sistema BRUNNER é mais prático, porque, pela leitura densitométriCONCLUSÕES A adoção de um sistema que permita ca, oferece a possibilidade de obter de controlar todo o ciclo produtivo offset modo imediato e seguro, tanto a densijá é uma exigência, para racionalizar e dade nos chapados como o grau de enpadronizar as diversas fases operacio- grossamento. nais e para eliminar (ou pelo menos di- Querendo, como é lógico, controlar tominuir) as discussões internas na em- do o ciclo produtivo, desde a duplicapresa ou em relação a empresas colabo- cão em fotorreprodução e até a impresradoras e do cliente. são, e não sendo possível, ou não Os sistemas de controle são todos váli- achando conveniente adotar ambas as dos e, sob muitos aspectos, são equiva- escalas, parece-nos aconselhável a eslentes. colha do sistema BRUNNER, por ser Uma certa distinção pode ser feita caso mais completo, mesmo sendo um pouse queira controlar uma fase específica co mais lento no controle da fase de da operação ou todo o ciclo produtivo. fotolitografia.

Com as melhores chapas presensibilizadas, expostas com luz puntiforme, alcançam-se valores de 800 1.000 pares de linhas por centímetro.

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ABIGRAF EM REVISTA


IRS entrega prêmio "Jorge Duprat Figueiredo" A figura do empresário Jorge Duprat Figueiredo, falecido em setembro de 1978 quando ocupava, entre outros cargos, a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria, a vicepresidência da Federação e Centro das Indústrias do Estado de Sao Paulo e a presidência da Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, foi lembrada pelo empresariado industrial paulista por ocasião da cerimônia de entrega do Prêmio "Jorge Duprat Figueiredo" - 79, outorgado, pela vez primeira, pelo Instituto "Roberto Simonsen". Criado em fins de 1978 por este organismo, visando perpetuar a memória de um dos empresários que mais batalhou pela causa da Segurança no Trabalho, a láurea distingue a empresa que tenha apresentado a melhor monografia sobre tema de Prevenção de Acidentes no campo industrial. O Prêmio, nesta versão, coube à Marersa Sociedade Anônima, que submeteu ao crivo dc comissão julgadora (formada por representantes da Fundacentro, DRT, Fiesp-Ciesp e IRS) o trabalho intitulado Prevenção é Solução. A solenidade de entrega do "Jorge Duprat Figueiredo" - placa de ouro e diploma realizou-se dia 11 ultimo, durante a parte da reunião plenária das diretorias da Fiesp-Ciesp, no salão nobre de sua sede (Av. Paulista, 1.313, 15.o andar) e na presença de centenas de empresários, familiares e amigos do saudoso industrial. Theobaldo De Nigris, presidente da Fiesp-Ciesp e do IRS; Eduardo Gabriel Saad, superintendente da Fundacentro, entidade que leva hoje o nome de Jorge Duprat Figueiredo; José Carlos do Couto Viana, presidente da Mafersa; e Hugo Renato Meira, superintendente da unidade industrial São Paulo, desta empresa, salientaram o vulto do Patrono, traçando o perfil humano daquele que, segundo os oradores, constitui-se em exemplo imorredouro da pfopria livre iniciativa. PERMANENTE HOMENAGEM

Afirmando que a Casa da Indústria abria suas portas para a realização de uma solenidade muito especial, na qual se fazia a entrega do Prêmio e prestava-se significativa homenagem ao saudoso companheiro, o presidente 8/1980

111111•11•010••••••mwmmminnn

"melhores e, cada vez mais, eficientes medidas de segurança para evitar acidentes, ao mesmo tempo em que lhes enseja a oportunidade de concorrerem a um prêmio que muito dignifica a quem o recebe; quer pelo honrado e ilustre nome do Patrono, quer pela rigorosa seleção feita pela comissão julgadora."

AGRADECIMENTO

Esta é a placa de ouro entregue á Mafersa

Falando em seguida, o superintendente da Fundacentro, Eduardo Gabriel Saad, disse cumprir, naquela oportunidade, múltiplos mandatos, sendo o 1.° deles conferido "pela figura veneranda de Nadir Dias de Figueiredo, genitor do Patrono deste Prêmio, e que me pediu que agradecesse a esta Casa e as empresas que concorreram

Theobaldo De Nigris, profundamente emocionado, ressaltou traços da personalidade de Jorge Duprat Figueiredo, "exponencial figura humana", descendente de grande representatividade no cenário do desenvolvimento industrial

querido filho, membro de uma família que vem há longos anos prestando serviços inestimáveis não só ao Estado de São Paulo mas ao Pais." Saad lembrou a própria atuação política de Morvan Dias de Figueiredo, irmão de

brasileiro, que deixou também a marca de sua personalidade gravada nos corações de todos aqueles que tiveram a felicidade de com ele conviver." E acrescentou: "Homem de empresa, dinâmico e empreendedor, sempre dedicou o melhor de seus esforços, de sua cultura e de sua capacidade em todas as áreas de sua atuação, deixando registrada, indelevelmente, sua contribuição real e objetiva para a paz social no Brasil." De Nigris assinalou, ainda, que mais justa se torna a homenagem quando se recorda que Jorge Duprat Figueiredo tinha uma especial e constante preocupação com os problemas pertinentes aos acidentes do trabalho, tendo devotado sempre o melhor de seus esforços na luta travada contra os mesmos. "Vale relembrar a sua destacada atividade na idealização e criação da Fundacentro, da qual foi um dos pioneiros", frisou o presidente da FiespCiesp, destacando que o companheiro Jorge exercera a presidência daquele organismo até o dia 14 de setembro de 1978, dando, durante sua gestão, notável impulso as atividades que têm grande significado social. Sobre o Prêmio, De Nigris acentuou seu caráter de estimulo as empresas industriais a prosseguirem na busca de

mais esta homenagem à figura de seu

Nadir, como ministro de Estado, a par da atuação deste que continua dirigindo as atividades industriais do grupo com a mesma coragem que modelou, também, o filho Jorge. O 2.° mandato a cumprir naquela solenidade lhe fora conferido pelo ministro do Trabalho, Murilo Macedo, que lhe solicitara que dirigisse algumas palavras. Primeiro aos diretores e funcionários da empresa laureada, pelo trabalho que estão desenvolvendo no campo prevencionista e, ainda, salientar que o pensamento do presidente da República continua voltado para a valorização do trabalhador, fato que torna a Nação mais rica e mais próspera. Nesse sentido, pôs em relevo que o exemplo dado por São Paulo no campo da infortunistica tem sido seguido por outros Estados, conforme preocupação reiterada pelo presidente João Figueiredo e pelo Ministério. Saad lembrou trecho de seu diálogo com o ministro Murilo Macedo quando este lhe solicitara expressamente: "Diga a De Nigris e aos industriais reunidos nesta solenidade que nós, os governantes, ao verificarmos o trabalho que os empresários de São Paulo vêm desenvolvendo neste campo, temos o direito de acreditar no futuro deste Pais." 17


Eduardo Gabriel Saad, com a voz embargada pela emoção, ressaltou, ainda, que falava, também, em nome do presidente da Fundação, Artur Rodrigues Quaresma, e em seu próprio, como amigo e colaborador de Jorge Duprat Figueiredo dentro da entidade. Reportou-se ao contato que mantivera com o então presidente Geisel, por ocasião da mudança de nome da Fundacentro sancionada pelo chefe da Nação, que conhecia e sensibilizava-se com o trabalho que Jorge desenvolvia em favor da segurança no trabalho, preocupação esta que a Revolução de 1964 sempre manifestou, como provam os indices de redução de acidentes no trabalho em todo o Pals. Saad pôs em relevo que a entidade tem prosseguido no mesmo caminho trilhado por Jorge Duprat Figueiredo, com vistas a uma maior segurança do trabalhador. Por oportuno, agradeceu a Theobaldo De Nigris o apoio que a Casa da Indústria tem feito em prol do homem, seja através do direcionamento de recursos que a Fundacentro está aplicando, seja pelo suporte dado através do Sesi e Senai. Destacou, voltando a falar da figura de Duprat, sua força empreendedora, lídima expressão da livre iniciativa, capacidade de realização que se voltava para a comunidade, dentro de uma visão humanistica extremamente abrangente. Após a fala do superintendente da Fundacentro, o presidente da Cipa Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - da empresa vencedora, Sergio Lombardi, recebeu das mãos de Nadir Dias Figueiredo a placa de ouro e diploma alusivos ao Premio. Agradecendo ao IRS a láurea recebida, discursaram, pela Mafersa, o presidente José Carlos do Couto Viana, e o superintendente da Regional de SP, Hugo Renato Meira. Aquele assinalou que a empresa recebia o Prêmio com extraordinária honra por vários motivos, entre os quais: por ser o I .° prêmio a ser concedido após sua instituicão em fins de 1978; por levar o nome de Jorge Duprat, insigne homem de empresa que dedicou boa parte de sua vida à luta contra os acidentes no trabalho. "Permitam-me a falta de modéstia, mas nossa empresa esperava receber este honroso prêmio", frisou Couto Viana que a distinção significava, em suma, "o reconhecimento do trabalho que estamos encetando dentro da empresa." In formou que esse esforço já tem cerca de 10 anos dentro da Mafersa, com vistas a uma efetiva segurança do trabalhador. Por oportuno, destacou ser contrário à institucionalização do chamado adicional de in18

De Nigris preside a solenidade de entrega do Prêmio "Jorge Duprat Figueiredo"

salubridade. Cabe, isto sim, no seu entender, a institucionalização de programas que preservem a saúde do trabalhador, muito mais legítimos do que uma recompensa pecuniária. Renato Meira, também, pôs em relevo a importância do premio, fato que incentiva a todos da empresa. Disse que a láurea ora recebida é dividida com todos seus empregados e funcionários da Cipa. Afiançou que o espírito prevencionista encontra-se arraigado dentro da Mafersa, como o próprio trabalho selecionado demonstra. A idéia principal é a de evitar que os pequenos problemas tornem-se grandes e, assim, comprometam a segurança dentro da empresa, observou o superintendente.

empresários, o presidente Theobaldo De Nigris reiterou, emocionado, palavras de carinho e admiração para com o companheiro Jorge Duprat Figueiredo, salientando que ele muito poderia dar, ainda, à causa do empresariado paulista e brasileiro no campo da prevenção de acidentes. Enfatizou, por oportuno, que a Indústria de São Paulo e, especialmente, a Casa de Roberto Simonsen não se ocupa e se preocupa apenas com a atividade empresarial em si. Os fatos e as entidades mostram, saciedade, o caráter abrangente de todo o trabalho desenvolvido no campo social e cultural, através do IRS, Sesi e Senai, como lembrara o superintendente da Fundacentro.

Voltou a afirmar que o empresariado paulista é, em verdade, um eterno AMPLA GAMA DE OBJETIVOS insatisfeito, procurando, sempre, fazer Ao encerrar a solenidade e agradecer mais e ampliando, assim, sua atuação a presença de expressivo número de em favor do bem comum.

Nadir Dias de Figueiredo faz a entrega do Prêmio ABIGRAF EM REVISTA


Heidelberg CPC

4.1.0

O dia 25 de junho de 1980 foi um dia especial para o ramo gráfico de São Paulo. E que, promovido pela Gutenberg - Máquinas e Materiais Gráficos Ltda., renomada fornecedora de produtos gráficos, houve um encontro com os gráficos da cidade, complementado por um almoço no Clube Transatlântico, para a apresentação do CPC, novo sistema de controle de inúmeras vantagens e economia, aplicado em máquinas Heidelberg Speedmaster. Para esse encontro, vieram exclusivamente da Alemanha, da Heidelberger Druckmaschinen Aktiengesellschaft, os srs. Dieter Dreizler e Guenter Kistenmacher, engenheiros técnicos dessa fábrica, que explicaram o CPC aos que lá estavam presentes. Foi também apresentado um filme mostrando a utilização do CPC na prática, tomando como exemplo a impressão de um prospecto de modas de alta qualidade. Este novo dispositivo, que sem dúvida vem revolucionar as técnicas de impressão em offset é para ser usado com todos os modelos Heidelberg Speedmaster. Consiste em duas partes: o CPC I para comando do registro circunferencial e lateral e da tintagem a 8/1980

distância e o CPC li para controle da qualidade por densitômetros acoplados. O CPC I pode ser usado sozinho, isto é, sem o CPC II — mas tem que ser encomendado juntamente com a Speedmaster, visto alguns componentes da máquina terem de ser especificamente adaptados a ele (tinteiros com servo-motores). O CPC II pode ser posteriormente montado, mas apenas em máquinas que já funcionem com o CPC I. Com o CPC I, o impressor comanda centralmente a partir de uma mesa perto da saída as seguintes funções em todas as unidades de impressão: cada zona individual de tinta, a quantidade total de tinta, o registro lateral e o registro circunferencial da unidade impressora. Os comandos de controle individuais afetam apenas a unidade de impressão pretendida. Cada zona de tintagem é controlada por um servo-motor para ajuste e um potenciômetro para informação. Para cada função há botões mais e menos e um mostrador luminoso na mesa de controle. O impressor assim recebe diretamente uma imagem ótica do ajuste efetuado e sua situação. Em cada zona de

tintagem, um motor elétrico aciona um fuso de rosca. Por meio de uma articulação gira-se um ajustador do fluxo de tinta. Entre dois anéis-suporte, o ajustador do fluxo de tinta excêntrico, de acordo com o ajuste, deixa passar mais ou menos tinta. Um potenciômetro

transmite para a mesa de controle a regulagem do ajustador do fluxo de tinta. Ali, aparece uma imagem exata,

sob a forma de pontos luminosos, do perfil da espessura da camada de tinta do rolo do tinteiro. Com o CPC II, o impressor controla a alimentação de tinta e a qualidade de impressão. Vinte cabeças densitométricas alinhadas numa fila simultaneamente e em poucos segundos determinam 20 valores de densidade e transmitem-nos a um microcomputador para cálculo. Desvios de valores de referência previamente entrados de densidades de fundos são imediatamente apresentados. Outros dados importantes, tais como contraste de impressão, ganhos no valor tonal etc. são automaticamente calculados e tornados visíveis no mostrador digital para as quatro cores simultaneamente. Com a tendência atual para tiragens 19


mais pequenas e impressão policrômica, no aspecto econômico aparece mais vantajoso reduzir os tempos de preparação do que aumentar a velocidade de produção. Assim se explica por que além das comodidades operacionais normais nas Speedmaster, tais como dispositivo de lavagem dos cauchus, criou-se a técnica de controle eletrônico e de comando CPC. A economia evidentissima de tempos de preparo, de longe, não é só o único beneficio que este sistema tem a oferecer. Muitos outros fatores contribuem para uma rápida amortização da unidade. O controle de qualidade pelo CPC II estabiliza o trabalho de producao, especialmente no caso de pequenas tiragens em que por razões de tempo não se utilizava o controle densitométrico da qualidade de produção. Uma outra questão cada vez de maior importância é a de número de empregados. O investimento adicional no CPC não obriga a custos adicionais com pessoal. Geralmente, para a preparação e para o trabalho de produção numa Speedmaster a quatro cores com CPC chegam dois funcionários. O CPC tem uma ação positiva em muitos campos da impressão. A aquisição do CPC compensa sempre que se verifica: quando as horas de preparação excedem as horas anuais de impressão; quando a impressão estandardizada necessária; quando se imprime material caro; quando se imprimem muitos trabalhos a mais de uma cor; quando há exigências de qualidade; quando são frequentes encomendas repetidas. Após a apresentação, vários participantes formularam perguntas ao sr. Dreizler, que revelaram a preocupação que o gráfico brasileiro tem com a qualidade de impressão, evidenciando, desta forma, que um sistema de controle de qualidade como o CPC I + II da Heidelberg, está perfeitamente adequado à realidade das gráficas brasileiras. A instalação do primeiro destes equipamentos está prevista em breve. Foi sem dúvida um encontro marcante, onde esteve presente o "jet set" das gráficas paulistanas para um encontro agradável e proveitoso. As duas fotos mostram instantâneos do acontecimento, sendo que na primeira delas visto o Sr. Dreizler, da Fábrica Heidelberg, ao lado do Sr. Metzler, da firma Gutenberg, representante das máquinas Heidelberg para todo o Brasil, explicando as qualidades do CPC. Na outra foto, um ângulo do Clube Transatlântico no decorrer do almoço. 20

Avanço da estatizacão preocupa o setor madeireiro em São Paulo O presidente da Associação Brasi- sença da empresa privada nacional é leira dos Produtores de Madeira, em- praticamente total, com mais de é um desperdício, ainda mais presário Renato Gomes Napoli, expressou ontem sua "apreensão pelo quando se sabe que o Estado de São avanço da estatização no setor madei- Paulo já dispõe de uma serraria para reiro". Segundo ele, o Estado de São pesquisas, a do IPT e o próprio InstiPaulo, através do Instituto Florestal, tuto Florestal mantém uma outra, em órgão da Secretaria da Agricultura, Manduri, já funcionando há 2 anos, está construindo em Itapetininga, no produzindo em pequena escala". Interior do Estado, uma serraria que, Renato Ná poll disse que "esse desquando pronta, sera "a maior serra- perdício de dinheiro público é tanto ria de pinus do Pals". mais flagrante quando se sabe que, na Renato Napoli disse que as explica- região de Itapetininga, onde estão sições do Instituto Florestal de que essa tuadas as florestas do IF, já existe falunidade industrial seria destinada a ta de toras de pin us para o abastecipesquisas "não faz sentido, uma vez mento das indústrias privadas ali insque, já na sua primeira fase de im- taladas. Tanto é que essa matériaplantação, ela terá uma capacidade prima está sendo levada de Campos provável de beneficiar 2 mil metros do Jordão para lá". cúbicos de pinus por mês, o que já lhe Segundo o presidente da Associadá, de início, o status de maior serração Brasileira de Produtores de Maria do Brasil". deira, a serraria pertencente ao IPT Os equipamentos para essa primei- está concorrendo com a empresa prira fase da serraria do Instituto Flores- vada, vendendo o pin us beneficiado. tal, encomendados A Metalúrgica E acrescenta que, "na região de ItaShiffer Ltda., do Panama, são tam- petininga, precisamente em Capão bém, de acordo com Napoli, "os Bonito, uma madeireira está sendo mais modernos do Pais, entre os posta A venda, devido A falta de quais se destacam serras circulares matéria-prima. Além disto, uma ouautomatizadas. E há a intenção de, tra empresa privada desistiu do projena segunda fase, instalar-se uma se- to de instalar, na região, uma grande gunda linha, com serra de fita, que serraria, pelos mesmos motivos". aumentaria a sua capacidade para "Como se justifica, pois — percerca de 4 mil metros cúbicos mensais gunta Napoli que o Estado invista de madeira de pin us". dinheiro público dessa maneira? E, vendo isto, é o caso de indagar o que DESPERDÍCIO no futuro, na região acontecerá, de diPara ele, "o investimento nheiro público num setor onde a pre- amazônica."

Produto da Mobil substitui importado O Mulrex 69, uma emulsão de óleo fabricada pela Mobil no Brasil e especialmente recomendada para a fabricação de lã mineral, foi aprovado pela empresa multinacional Carborundum para ser utilizado em fibra cerâmica. Ele irá substituir a emulsão base de silicone, que além de ser muito cara possui a inconveniência de ser importada. No processo de fabricação de lã de cerâmica, isolante térmico utilizado em fornos industriais e capaz de substituir os tijolos refratários, o produto

da Mobil apresentou, em relação ao silicone, três benefícios fundamentais: grande capacidade aglutinante, perfeita lubrificação das fibras e ação antipoluente. A Carborundum do Brasil já entrou em contato com a Carborundurn Ceramic Fiber Frax, em New Carlisle, Estados Unidos, e com a Toshiba Monofrax Company Ltda., em Narita, Japão, para as quais recomendou o produto cuja tecnologia de aplicação foi desenvolvida no Brasil. ABIGRAF EM REVISTA


abtg

Resolução n9 02/80 da CON M ETRO Foi objeto de análise preliminar, em reunião normal do dia 11-6-80, da Comissão Técnica de Metalgrafia, funcionando junto Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, ABTG, a Resolução n.o 02/80 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, Conmetro, publicado no Diário Oficial, do dia 20 de março de 1980, na seção 5.035, restringindo em 3 (três) cores o número máximo de impressões em latas litografadas para embalagem. Para análise desta resolução, também conhecida como Projeto Litografia, tomou-se como base, além da resolução, notícia publicada sobre declarações do Presidente do Instituto Nacional de Metrologia, no Jornal de Notícias 69, Suplemento da Revista Embalagem Vende e decretos sobre o uso do preto e cores para identificação de toxicidade. 1. Definições sobre cores 1.0.1. Persistem, hoje, embalagens com excesso de cores. 1.0.2. Considera-se excesso de cores todos os casos em que, estas mesmas, em tonalidades iguais ou aproximadas, poderiam ser conseguidas por sobreposições de duas ou mais cores, ou, quando se insiste em cores especiais, não ligadas a cores de marcas padronizadas nas empresas, que não podem ser obtidas por sobreposição na tonalidade exata, por insistência ou capricho do cliente. 1.0.3. Este excesso de cores, conforme tipo de artes, pode provocar redução de produtividade física nas máquinas de impressão. No entanto, tais fatores são acentuados por problemas de encaixes, registro de cores de maneira geral, retículas variadas, vazamentos etc. Isto é, existem artes que baixam a produtividade física das máquinas de impressão, pelo fato de não levar em conta particularidades especificas de impressão metalgráfica, não necessariamente ligadas à quantidade de cores impressas. 1.04. Qualquer outra definição de exces-' so de cores fica a critério do artista, agente de propaganda, profissional competente, para analisar a utilização de cores, conforme mensagem a ser transmitida ao consumidor, baseada em conceitos de marketing. 1.05. Desta forma, excesso de cores empregadas, não deve ser interpretado como prática mercadológica, mas, como falta de profissionalismo, em várias instâncias do projeto do produto. 1.06 Pela Teoria das Cores sabemos que, a partir de três cores subtrativas, amarelo, ciano e magenta, é possível a mistura de todas as cores espectrais, quando impressas sobre uma tonalidade totalmente neutra, o branco absoluto. Utilizando tintas transparentes sobre um fundo branco, mais o pre8/1980

to, é possível obter, inclusive, cores encobertas. 1.07. Nem o branco, nem o preto são considerados cores na Teoria das Cores. 1.08. Existem, portanto, cores não espectrais, como cores metálicas, fosforescentes, fluorescentes, branco e algumas cores èspeciais, que não podem ser obtidas com fidelidade por este processo. 1.09. Além disso, é impossível, com a matéria-prima disponível (inclusive importada), obter cores puras ao ponto de reproduzir todas as cores fielmente. 1.10. Existem problemas práticos. A chapa de impressão não capta e não reproduz determinadas faixas de retículas muito pequenas, devido 6. necessária granulação, ha esmagamento do ponto na máquina, a transferência da borracha não é absoluta, as máquinas impõem pontos corridos e as tintas não têm moagem suficientemente fina e aplicação que permita uma faixa de reticula muito restrita. 1.11. Todos esses problemas, na exigência de cores específicas, principalmente de marcas, impõem cores especiais. 1.12. Pela dinâmica das cores sabemos que, o preto, dependente da arte, não necessariamente é a cor mais legível. 1.13. Pela simbologia de cores, desconhecemos cores que identificam toxicidade, no máximo o vermelho, que pode assumir a conotação de perigo ou amarelo para chamar atenção. A eficácia destas cores neste sentido, também, depende da Dinâmica das Cores, isto é, no nosso caso, todo o conjunto de cores que o olho humano enxerga num produto impresso. Mercadologia 2.01. A ABTG, em várias oportunidades, tem ressaltado a necessidade de dessofisticar os produtos ao máximo. 2.02. A escassez de matéria-prima, que está numa curva ascendente e o fato de parte da inflação ser motivo de um aumento dos custos, devem mudar bastante os aspectos das práticas mercadológicas, fazendo do marketing uma ferramenta de consumir produtos menos sofisticados. 2.03. No entanto, propaganda, portanto, criação de rótulos etc., não é marketing, mas uma forma de comunicação com o consumidor. Propaganda é uma das ferramentas utilizadas pelo marketing. 2.04. Pode-se considerar válida a melhoria da qualidade de comunicação com o cliente, para persuadi-lo a gastar mais racionalmente.

tregue pela Metalgráfica, é devido ao processo de impressão (incluindo custo de máquina, tinta, combustível etc.). Os outros 90% dos custos se devem à chapa de flandres e seu tratamento obrigatório. 3.02. Uma redução das cores (considerando que em vez das 8 a 12 cores expostas, que não são regras, passamos de 6 para as 3 cores exigidas), deve levar a uma redução de produção de 50%, se trabalhássemos com máquinas de 1 cor e de 33%, se trabalhássemos com máquinas de 2 cores e automaticamente elevando os custos dos fatores de produção. Além disso, pode-se chegar dispensa de empregados. 3.03. 0 custo do combustível gasto pelas metalgráficas, excluindo-se a aplicação do verniz, considerando um consumo de 521/h por secador, trabalhando 24 horas por dia, em 300 dias de trabalho por ano, e a operação efetiva de 100 máquinas litográficas, com o preço médio de um litro de combustível (não o custo de importação) de Cr$ 20,00 é de aproximadamente Cr$ 750.000 milhões. A metade da utilização, com esses dados generosos, reduziria teoricamente os gastos do combustive! em Cr$ 375.000 milhões ao ano. Importação 4.01. 0 equipamento para impressão litográfica em latas deve ser considerado sem similar nacional. 4.02. Em equipamentos para impressão litográfica em papel, estão surgindo algumas máquinas, no entanto, de formatos ainda pequenos, que possam chegar a ser consideradas substitutas de máquinas importadas, dependendo muito das necessidades das empresas e dos serviços. 4.03. As tintas e os vernizes metalgráficos utilizam como veículos derivados de petróleo. 4.04. Na situação atual do mercado de chapas de flandres, surgem pressões para importação. Não temos dados confiáveis, apenas noticias de segunda mão, sobre a importação esporádica de chapas de flandres.

Análise 5.01. Foge da nossa competência analisar a necessidade de mais de 3 cores em latas, baseados em critérios de propaganda. 5.02. E evidente que, em tal situação, haja uma tendência de eliminar o branco fundo. Esta situação impossibilita ou dificulta a recuperação de chapas com defeitos de impressão, pois, hoje imprime-se o fundo base por cima das chapas rejeitadas, para reimprimir a imagem. Custo da Embalagem de Latas Litogra- 5.03. As empresas que consideram as três cores insuficientes, podem tentar imprimir fadas 3.01. Numa estimativa considerou-se rótulos, por causa das suas exigências na que, no máximo 10% do custo da lata en- arte e cores padrão de símbolos, cuja mu21


a btg dança significaria altos investimentos em propaganda, para levar ao conhecimento do público as mudanças ocorridas. Algumas empresas internacionais teriam problemas muito graves, quando suas marcas são idênticas em todos os países. 5.04. HA problemas de excesso de cores por desconhecimento da Teoria das Cores e, provavelmente, falta de dialogo entre criador da arte, cliente e metalgráfica, esclarecendo dificuldades específicas de impressão em lata. 5.05. A impressão de rótulos abre um novo mercado, onde temos, também, máquinas importadas (por faltd de similar nacional), utilização de papel, que falta no mercado, com dificuldade de suprimento de celulose, aumentando o consumo interno de uma matéria-prima, que está sendo colocada no mercado internacional e cuja exportação está prevista aumentar. 5.06.- Além disso, atualmente, na fabricagoo do papel é utilizado óleo combustível, numa proporção de aproximadamente 1,5t para cada tonelada de papel. Portanto, num rótulo hipotético de 200 x 300mm, com papel de 80 g/m2, gastaríamos para cada 200.000 rótulos ( + - 1 t de papel), 1,5t de óleo combustível. 5.07. Fabricas que hoje já não têm mais rotuladeiras em uma série de linhas, estariam obrigadas a colocá-las. 5.08. A amortização e o desgaste de uma máquina, não é diretamente proporcional à sua utilização, pois, uma máquina parada também tem desgaste. 5.09. A impressão de três cores, com equipamento nas empresas que trabalham com máquinas de duas cores, imporia às máquinas que imprimem apenas uma cor, um desgaste bastante superior ao normal. 5.10. Há uma substituição normal de maquinas velhas. 5.11. 0 custo da embalagem, aparentemente, não apresenta uma tendência de redução, pela baixa influência da impressão na sua composição, ainda analisando que devido As ressonâncias da resolução, os custos de fatores de produção, na média devem aumentar. 5.12. Devido a problemas operacionais de limpeza, higiene e tempo de aquecimento, hoje, as estufas de secagem tendem a estarem ligadas 24 horas por dia. Esta tendência não deve mudar, no máximo ter uma pequena redução. Portanto, a redução de cores de impressão provocaria uma redução de consumo de combustível bem menor do que proporcional, cujo gasto real somente poderia ser estabelecido a partir de uma análise de custo dos diversos fatores de produção. 5.13. A impressão de apenas três cores pode fazer cair a venda, obrigar as empresas a criar rótulos especiais para exportação e, criar problemas ao produto que concorre com outros produtos importados, no caso, que não se consegue criar uma arte convincente do rótulo. Fato que, novamente, implica um aumento dos custos de fatores. 6. Sugestões 6.01. Revisão conjunta das exigências de 22

impressão de apenas três cores, utilização de diversas cores especiais para assinalar os graus de toxidade e a utilização do preto para melhorar a legibilidade. 6.02. Incluir na Pauta da Comissão Técnica de Metodologia de Originais da ABTG, a análise e criação de recomendações, para artes de rótulos impressos em chapas litografadas. 6.03. Fixar recomendações para práticas de marketing, que inibem o consumo de matéria-prima escassa e revisão de consumo das empresas utilizadoras, para reduzir ao máximo a utilização de matérias-primas. Estas práticas devem ser utilizadas com muito cuidado, para não prejudicar certos segmentos da população e/ou ramos industriais, que Possam ter reflexos negativos sobre todo o desempenho da economia nacional. 6.04. Eliminar cores para assinalar toxidade, para substituí-las por símbolos, muito mais compreensíveis para o consumidor. 6.05. Eliminar o preto obrigatório, pois, não necessariamente é a cor mais legível. 6.06: Considera-se razoável para impressão de toda uma gama de cores possíveis, a utilização: de branco fundo, das três cores subtrativas e o preto, num total de 5 cores; e na não utilização de cores subtrativas, ou, também, conhecida por impressão de quadricomia, quatro cores especiais seriam possivelmente aceitáveis, incluindo o fundo branco ou não, ou de outra cor. 6.07. Acelerar junto à Comissão Técnica de Tintas e Vernizes, da ABTG e/ou nos Institutos oficiais de pesquisa: o desenvolvimento de vernizes impressos na máquina para o acabamento final das latas, alimentadas em caixa de água ou de tinta, para os casos de trabalho com máquinas de duas cores e número impar de impressos de cores; e o desenvolvimento de tintas e vernizes e seus equipamentos de secagem, por secagem ultravioleta, infravermelha, ultra-som ou microondas. Tintas e vernizes, secados por raios ultravioleta estão mais adiantados nos estudos, inclusive equipamento nacional de secagem. - As tintas e vernizes ultravioleta, no entanto, ainda dependem de importação de resinas especiais, que permitem a secagem por polimerização. Porém, possivelmente só se precisa de uma garantia de fabricação de lotes mínimos, para sua fabricação no Brasil. - As tintas ultravioletas impõem dificuldade de secagem com tintas metálicas, isto é, tintas cujo pigmento é metal, raras vezes usada em metalgrafia. - As tintas ultravioletas, ainda, são 6 vezes mais caras do que as tradicionais, no entanto, a sua aplicação deverá cair de 2.5 a 3mu de tinta hoje, para I mu na chapa de flandres. - Além disso, eliminando importações de algumas matérias-primas, o preço poderá cair, inclusive pelo aumento do consumo. - Tintas e vernizes ultravioletas elimina-

ram totalmente o uso dos derivados de petróleo, tanto na matéria-prima como na secagem. - O secador é acionado a eletricidade, no entanto, devido ao perigo de contaminação do ar por ozon, formado na secagem, deve estar totalmente provido de uma blindagem per feita e exaustão. Este equipamento, certamente, poderá ser fabricado no Brasil. O ozon poderia ser recuperado e comercializado ou utilizado diretamente em tratamento de esgotos da empresa. - Outra vantagem do secador ultravioleta é que ele praticamente está embutido ou poderá ser embutido na saída da máquina, eliminando uma Area de aproximadamente 60m2 para os secadores convencionais. As folhas saem totalmente secas e podem ser manuseadas em pilhas altas. Pode-se acoplar a sequência de duas máquinas a duas cores, imprimindo as quatro cores diretamente. - As máquinas impressoras trabalham hoje a aproximadamente 3.000 folhas por hora, sendo limitante de velocidade o secador convencional. Com secagem ultravioleta, a velocidade da máquina deverá aumentar para cerca de 4.500 folhas por hora, obtendo, portanto, um rendimento 50% superior. - Provavelmente, o verniz sanitário interno da lata, não poderá ser de secagem ultravioleta, devido a problemas de contaminagoo. - Em todos os sentidos, tintas e vernizes com secagem infravermelha, ultra-som e microondas são preferíveis, tendendo a custos mais baixos e, normalmente, não apresentando problemas ambientais e, fora disso, com as mesmas vantagens teóricas das tintas ultravioletas. As pesquisas neste campo, porém, são mais complexas e mais atrasadas. - No entanto, seria de extremo interesse conseguir resultados positivos, pois, as estufas para o verniz sanitário são mais potentes e os vernizes chegam a ate 40% de solventes, derivados de petróleo. 6.08. Incentivar o desenvolvimento de equipamento gráfico brasileiro, pelo menos nas áreas onde já ha uma certa infraestrutura de know-how nacional. 6.09. Sugerir a eliminação de impressões nas tampas de latas cilíndricas. 6.10. Padronizar tamanho de latas versus tamanho de chapas de flandres, para otimizar a utilização de uma matéria-prima escassa e responsável por aproximadamente 90% do custo deste tipo de embalagem. 6.11. Da mesma forma, padronizar o volume do produto nas latas, para otimizar seu aproveitamento interno. 7. Conclusão Consideramos de extremo interesse os objetivos da Resolução n° 02/80 da CONMETRO, no entanto, temos a convicção de que existem margens superiores de economia, analisando uma série de alternativas técnicas, sem que a qualidade do produto, nem qualquer grupo de interesses cheguem a ser prejudicados. ABIGRAF EM REVISTA


abigraf/sigesp Programação de Cursos da "Abigraf" para o 2? semestre de 1980:

01 a 5/Setembro Custos na Indústria Gráfica (curso básico)

15 a 18/Setembro Embalagem de Cartão (Cartuchos), Planejamento — Produção, Controle e Problemas Técnicos

06 a 09/Outubro Suprimentos na Indústria Gráfica — Um guia para o Comprador

20 a 24/Outubro Semana Tecnológica de Artes Gráficas — "Sétima STAG" — Escola Senai

03 a 06/Novembro Aumento da Produtividade na Indústria Gráfica

17 a 21/Novembro Custos na Indústria Gráfica (curso adiantado)

24 a 27/Novembro Aspectos do jogo de empresas efetuado no decorrer do Curso de Suprimentos na Indústria Gráfica.

Controle de Qualidade na Indústria Gráfica

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A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF) leva ao conhecimento dos interessados que estão a venda, na sede da entidade, as seguintes publicações de grande interesse do setor, não esquecendo o leitor de que os pedidos deverão ser acompanhados de cheque nominal á entidade no valor corres-

pondente. 8/ 1980

Sócios

Não Sócios

Classificação e Avaliação de Funções na Indústria Gráfica

Cr$ 210,00

Cr$

285,00

Custos na Indústria Gráfica

Cr$ 195,00

Cr$

275,00

Tecnologia de Papel com Ensaios de Laboratório

Cr$ 160,00

Cr$

250,00

Métodos de ensaios nas Indústrias de Celulose e Papel

Cr$ 800,00

Cr$ 1.000,00

Assinatura da Revista

Cr$ 900,00

(Anual) 23


SOLNA OFFSET A qualidade, a eficiência e a rentabilidade da impressora OFFSET NACIONAL SOLNA 125 já são fatos comprovados. Geralmente quem adquire a primeira máquina em pouco tempo adquire a segunda e até mais unidades. Poderíamos citar diversos exemplos para comprovar o que afirmamos, porém, devido b falta de espaço para mencionarmos todos os casos numa página publicitária, mostramos como exemplo as fotos abaixo:

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Em 25.03.79: duas unidades Em 18.6.79: duas unidades

Em 10.7.79: duas unidades Em 10.9.79: duas unidades

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abigraf/sigesp

Eleição e posse na Abigraf/Sigesp Foi eleita a nova diretoria da Abigraf Nacional, para o triênio de 1980/1983: PRESIDENTE:

Sidney Fernandes 19 VICE-PRESIDENTE:

Rubens Amat Ferreira 29 VICE-PRESIDENTE:

Henry Victor Saatkamp VICE-PRESIDENTES:

Cristovam Linero Sobrinho Henrique Nataniel Coubé José Pepito Carrera Jose Ribamar Chaves Cruz José Rocha Moreira Lourenço Miranda Freire Luiz Carvalho Filho Udo Wagner Archimedes Curvelo Carlos Alberto Rangel Proença Hilton Pinheiro Mendes Jorge Aloisio Weber Luiz Esteves Neto Públio Paes de Barros Sidney de Morais Walfredo da Costa Lucena SECRETARIO:

Antônio Bolognesi Pereira SECRETARIO:

Homero Villela de Andrade

Tomou posse no dia 27/7/80 a nova diretoria do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Sao Paulo, para o triênio 1980/83:

DIRETORIA EFETIVA PRESIDENTE Henrique Nathaniel C'oubé

VICE-PRESIDENTE Sidney Fernandes

SECRETARIO Rubens Amat Ferreira

SECRETARIO Jose Aidar Filho

TESOUREIRO Waldyr Priolli

2° TESOUREIRO Renato Foroni

DIRETOR DE RELAÇÕES PUBLICAS Pery Bom else!

SUPLENTES Antônio Bolognesi Pereira Jose Bignardi Netto Basilio Anew Sanchez Amos Spina Walter Oswaldo Buccolo D'Agostino Mange] Casimiro de Souza Alfredo Weisz flog

TESOUREIRO:

Waldyr Priolli 29 TESOUREIRO:

Jose Bignardi Netto

SUPLENTES: George Schmidt Jose Luiz Spinola José Raphael Firmino Tia cci Mário Antunes Scartezini Paulo Luiz Nora Pery Bom eisel Sebastião Lessa Azeredo

CONSELHO FISCAL lrineu Thomaz José Aidar Filho Wilson Siviero SUPLENTES:

Dráusio Basile Gildo Guarnieri Filho Manoel Machado dos Santos

r..

8/1980

CONSELHO FISCAL

EFETIVOS José Raphael Firmino Tiacci lrineu Thomaz Francisco Teodoro Mendes Filho

SUPLENTES Airton Péricles Gouveia Conde Wilson Siviero Bernardo Sina tro

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO A FIESP

EFETIVOS Theobaldo De Nigris Homero Villela de Andrade

SUPLENTES Rubens Amat Ferreira Dráusio Basile 25


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Secretário de Mão de Obra do Ministério do Trabalho

Falando em nome do presidente 'Theobaldo De Nigris na abertura do Forum de Debates sobre a Lei n.° 6.297/76, que trata de incentivos fiscais para a formação profissional, o diretor do Departamento de Produtividade (Deprov), da Fiesp/Ciesp, sr. Aristides Pileggi, sublinhou que a "Lei 6.297 abriu milhares de oportunidades

de empregar maiores e melhores meios que, corretamente utilizados, incrementarão o bem-estar da comunidade. É no fator humano que devemos concentrar nosso interesse. A história e o crescimento de uma empresa representam esforços e dependem de pessoal cujo aperfeiçoamento e desenvolvimento são tão essenciais como o capital o é para sua sobrevivência". 28

Profa. Maria -Braz agradece homenagem recebida do Sesi ABIGRAF EM REVISTA


fiesp/ciesp Pileggi lembrou, nesse sentido, o trabalho que a Indústria vem desenvolvendo na área de preparação de mão de obra, através do Senai, e, no âmbito da Fiesp/Ciesp, o esforço na especialização e reciclagem gerencial, desde 1960, com 800 cursos já realizados e 50.000 participantes, a par do Instituto "Roberto Simonsen", com seus programas em favor de treinamento na área tecnológica. O FORUM

Promovido pela Fiesp/Ciesp, através do Deprov, pelo Departamento Regional de São Paulo do Senai e pelo Instituto "Roberto Simonsen", com a colaboração da Delegacia Regional do Ciesp da zona Sul e AAPSA — Associação dos Administradores de Pessoal de Santo Amaro, no processo de desenvolvimento, oferecer uma constante elevação do padrão de vida e do nível de bem-estar social do trabalhador. Citou alguns dados que conformem o perfil da mão de obra brasileira: nossa força de trabalho é de 45 milhões de pessoas, 36,2% na Agricultura, 23,2% na Indústria, e 40,6% no Comércio e Serviços, Administração Pública e outras. Cerca de 10% da força de trabalho é composta de trabalhadores avulsos ou autônomos, marginais ao mercado formal; a mão de obra empregada na Agricultura exerce suas atividades em condições precárias e descontínuas, em decorrência de aspectos sazonais e estruturais, além de regionais. O secretário de Mão de Obra do Mi-

a-

Aristides Pileggi abre a reunião que debateu formação profissional

8/1980

Profa. Maria Braz e o presidente Theobaldo De Nigris

nistério do Trabalho alinhou ao plenario série de medidas que visam a agilizar todo o processo de apoio à formagoo e qualificação de mão de obra, desde ações para estruturação do Conselho Federal de Mão de Obra, de maneira a permitir seu funcionamento em condições adequadas para alcance de sua finalidade até montagem de adequado mecanismo de divulgação das atividades do Conselho. Na parte dos trabalhos, falaram os professores Luís Gonzaga Ferreira, diretor-executivo do Prodemo e membro do Conselho Federal de Mão de Obra; e Donal Nélson Uhlig, secretário-executivo do Conselho. O Fórum foi realizado no auditório da Escola Senai Suíço-Brasileira, à Av. Bento Branco de Andrade Filho, 331, em Santo Amaro, reunindo representantes da Indústria e do Governo, para analisar situação do sistema de incentivos à formação profissional, debater os aspectos da operacionalização da lei' e todo seu universo. A referida lei dispõe sobre a dedução do lucro tributável, para fins de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, do dobro das despesas realizadas em projetos de formação profissional. Durante a fase expositiva do encontro, além do diretor do Deprov, falou, também, o secretário de Mão de Obra, do Ministério do Trabalho, José Cândido Rodrigues Bueno, especialmente convidado, que pronunciou conferência abrangente sobre o esforço nacional com vistas à formação profissional, detendo-se em aspectos históricos, que marcaram o desenvolvimento dessa área no País. Especificamente sobre a lei, Rodrigues Bueno observou que "O Governo depositou confiança no em-

Paulo de Castro Correia, superintendente do Sesi, homenageia Maria Braz em nome da instituição

presariado brasileiro lançando a Lei 6.297, uma vez que os incentivos concedidos constituem ponderável parcela da receita federal; entretanto, busca com isso assegurar não só a incorporação ao processo de treinamento da potencialidade empresarial no que diz respeito ao preparo do homem para o trabalho. O diretor-regional do Senai, prof. Paulo Ernesto Tolle, que presidiu a abertura do encontro, observou a importância da palestra proferida pelo secretário de Mao de Obra do Ministério do Trabalho, bem como a manifestação do diretor do Deprov. Por oportuno, sugeriu que o Sr. secretário levasse em conta — dentro do processo de estruturação do Conselho — uma espécie de descentralização do organismo, a exemplo do que ocorre em entidades assemelhadas dentro do setor privado, passando, assim, a funcionar a níveis regionais, também Ernesto Tolle agradeceu, ainda, o apoio da Delegacia do Ciesp da Zona Sul, na pessoa de seu diretor Fernando Vaders. 29


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SENA!: em 79, quase 280.000 matrículas nos cursos e treinamentos O Departamento Regional do SENAI em São Paulo registrou, no exercício de 1979, o total de 278.080 matrículas, representando um aumento de 19% em relação ao exercício de 1978. Do total de alunos matriculados, 235.620 concluíram os diversos cursos e programações de treinamento mantidos pelo SENAI-SP para o atendimento das necessidades de mão-de-obra da indústria paulista.

Para os diversos setores industriais do Estado de São Paulo, o SENAI-SP formou, no total, em 1979, 229.585 trabalhadores, sendo que 50.341 concluíram os cursos desenvolvidos nos vários Centros de Formação Profissional ("Escolas SENAI") - Aprendizagem Industrial, Qualificação, Habilitação, Aperfeiçoamento e Especialização Profissional — e 179.244 as programações de treinamento nas modalidades Treinamento Operacional, de Menores, de Supervisores e de Especialistas de Treinamento, desenvolvidas, em grande parte, dentro das próprias empresas. Destacam-se ainda as programações referentes a treinamento de pessoal técnico, docente e administrativo do próprio Departamento Regional, de outros regionais e de empresas vinculadas ao sistema SENAI, registrando-se 6.035 conclusões. EXPANSÃO

mais um Centro de Formação Profissional em Itatiba, com capacidade para preparar 1.500 trabalhadores por ano em 19 diferentes modalidades ocupacionais. Foram ainda efetuadas ampliações significativas na Escola SENAI "Santos Dumont", de Sao Jose dos Campos, agora com capacidade para formar anualmente 5.000 alunos e na Escola SENAI "Antônio Adolpho Lobbe", de São Carlos, que passará a comportar 900 alunos por ano. Também a rede de Unidades Móveis foi acrescida de mais uma unidade — Automatização Hidráulica — com capacidade para treinar cerca de 250 trabalhadores por ano nessa área.

patíveis com os requeridos pelos diversos setores industriais, o Departamento Regional desenvolveu ainda uma série de estudos de mercado de trabalho industrial — destinados a analisar a estrutura, dinâmica e a composição da mão-de-obra ocupada — além de análises ocupacionais e estudos avaliativos de profissionais já formados pelo SENAI-SP.

1979 foi também o ano da elaboração do I Plano Trienal, que estabelece as diretrizes de ação do SENAI-SP para o período 1980/1982. Sua elaboração esteve apoiada em dois documentos produzidos pela entidade: "0 Papel do SENAI no Processo de Atualmente, o SENAI-SP conta com 83 Formação de Mão-de-obra" e "Evolução unidades de formação profissional em todo da Economia do Estado (1945-1975) e Teno Estado de Sao Paulo, sendo 48 Centros dências para os Anos de 1980". de Formação Profissional, 11 Centros de Treinamento e 24 Unidades Móveis. TECNOLOGIA EDUCACIONAL

O SENAI-SP também imprimiu grande im-

pulso, em 1979, As atividades destinadas a incentivar, planejar e avaliar a utilização de novas metodologias, aperfeiçoando o atual sistema de ensino-aprendizagem, em busca de novos caminhos para a formação profissional. Teve prosseguimento, no exercício, o Curso de Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico, pela televisão, com 170 telepostos instalados, atendendo a 4.144 trabalhadores de 172 empresas. Paralelamente, prosseguiu no exercício o planejamento de "currículos modulados" visando ao desenvolvimento do ensino a distância, destacando-se, entre os cursos programados, o de Auto-Instrução com Monitoria, a ser implantado ainda no corrente ano.

CNPq e FAPESP realizam o XV Congresso Jovens Cientistas

Com patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e Fundação de Amparo à Pesquisa de sac) Paulo - Fapesp, o XV Congresso Jovens Cientistas realizou-se no período de 30 de junho a 3 de julho no campus da Universidade de são Paulo. A organização do congresso ficou a cargo do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura - IBECC e seu objetivo principal foi incentivar os jovens das escolas de 1° e 2° graus na realização de trabalhos científicos.

ESTUDOS E PESQUISAS

Entre os 25 participantes classificados Para acompanhar esse crescimento, o Visando orientar suas atividades no sen- para este ano, quatro eram alunos das escoDepartamento Regional do SENAI-SP ampliou suas instalações físicas, instalando tido de formar profissionais em níveis com- las do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI. Representando a Escola SENAI "Francisco Matarazzo", a aluna Sueli Aparecida Luzetti apresentou o trabalho "Determinação do Calor de Algumas Reações Químicas", elaborado sob a orientação do professor Pedro Teruji MinamidaMÁQUIEEE E EQUIPAMMTOS OEMS ni.

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Da Escola SENAI "Armando de Arruda Pereira" classificaram-se os seguintes alunos e professores: Caetano Armando Parente, autor do trabalho "Obtenção do Óxido de Magnésio a partir da agua do mar e sua utilização em produto refratário", professor orientador: Elda Di Tullio Trindade; Iracema Felicia Soler Chui, autora do trabalho "Análise Comparativa dos Métodos Analíticos da Determinação do Manganas", professor orientador: Elda Di Tullio Trindade; Osvaldo Brito de Oliveira, autor do trabalho "Estudos Teóricos e Práticos de Materiais Coloidais Anaforeticos e Cataforéticos", professor orientador: Roberto Machevicius. ABIGRAF EM REVISTA


c.—

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flashes

Novas instalações da Gama

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Retoque

Nova

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Fundada em 1972 por Wilson Luiz A. Canhete, profissional com uma bagagem de mais de 20 anos no ramo de fotolito, a Gama Fotolito Ltda. surge como empresa muito bem estruturada tecnicamente. Em 1974, Roberto Cavallari, homem com larga experiência comercial na área da indústria gráfica, incorpora-se à sociedade. Daí para a frente, com a união desses elementos, um de formação técnica, outro de formação administrativa, preparou-se a Gama para atingir seus principais objetivos: não só o de oferecer um dos melhores padrões de serviços, mas também principalmente um ambiente de trabalho favorável ao desenvolvimento técnico e artístico do "Homem", como indivíduo e como profissional. Em março de 1977, a direção técnica da Gama foi confiada ao excelente profis8/1980

Provas

sional Waldemar Veiga, também com mais de 20 anos de atividade no setor, com este reforço técnico a empresa instruturou-se também comercialmente. Atualmente, sua equipe de vendas conta com os seguintes representantes: Rubens Arenas, Taiji Saito e Waldir Vitório Dónega. Hoje, na década de 80 quando por coincidência completa 8 anos de vida, a Gama pode orgulhar-se de cumprir amplamente as metas a que se propôs. Assim ampliando sua antiga área de 380m2, para 1.392m2, está inaugurando seu edifício com 5 pavimentos, totalmente planejado para proporcionar racionalização e funcionalidade de trabalho. O mesmo tratamento de qualidade foi dado tanto à diretoria quanto aos demais setores, levando-se em conta que o potencial humano de cada ele-

mento está diretamente ligado as condições ambientais propícias à integragoo entre indivíduos e equipes. As novas instalações da Gama foram dimensionadas para até 100 funcionários que poderão ser multiplicados por 2 turnos, e que estão distribuídos da seguinte forma: ANDAR TÉRREO: Recepção social, expedição, prova, cópia e manutenção. 1.° ANDAR: Administração, gerência técnica e de vendas e diretoria. Primeira unidade de 2.° ANDAR: processamento automático de filmes e montagem. 3.° ANDAR: Fotografia, retoque, segunda unidade de processamento automático de filmes. 4.° ANDAR: Fotografia, refeitório, cozinha, vestiário masculino e feminino e almoxarif ado central. -

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flashes Alto índice de expansão da indústria: Celulose e Pape! A Indústria Brasileira de Celulose e Papel registrou sensível expansão

no primeiro trimestre do ano em curso, com uma evolução de 17,9% na produção de papéis de todos os tipos e de 35,1 07o na fabricação de celulose em relação a igual período de 1978. Ao revelar os dados do levantamento estatístico da Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose, Horácio Cherkassky, Presidente da entidade, atribui o crescimento ao início de produção de algumas fábriKodak recepciona ABTG

Recebidos por Leopoldo Nishibayashi — especialista em Artes Gráficas para a América Latina e Oswaldir Rodrigues, Gerente Nacional de Vendas-Artes Gráficas, sócios e convidados da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica - ABTG reuniram-se na sede da Kodak Brasileira, prestigiando a solenidade de posse da nova diretoria daquela entidade. Diante de representantes de todas as áreas ligadas is Artes Gráficas - jornais, revistas, publicidade, embalagem, papel e tintas, importadores e fabricantes de equipamentos, entre outros, os novos diretores firmaram um compromisso de continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido. 34

cas que programaram expansão e entrada em funcionamento de novas unidades industriais, decorrência dos investimentos canalizados para o setor em função do Programa de Autosuficiência em Insumos Básicos. A produção de papéis atingiu a 1.423.004 toneladas, com um acréscimo de 216.165 em relação aos primeiros seis meses de 78, com maior participação no crescimento do papel para embalagem (16%). A fabricação de celulose evoluiu para 1.149.389t, mais 299.135t, sobre o primeiro semestre de 78 e expressiva participação do produto de fibra curta, (eucalipto) que teve uma produção de 834.873t.

gio Lupatelli, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura, ao informar que o "Simpósio IUFRO sobre Florestas de Rápido Crescimento" que a entidade promoverá entre 25 e 30 de agosto, em Aguas de São Pedro (SP), trará importante contribuição ao incremento da produção florestal do Brasil, capaz de evitar um colapso no fornecimento da matéria-prima madeira as indústrias de ponta. Lupatelli anunciou que o Simpósio, promovido em conjunto com a IUFRO - International Union of Forestry Research Organizations, reunirá os mais renomados técnicos, pesquisadores e cientistas florestais do mundo (já existem 250 trabalhos inscritos no conclave), e terá como ÍNDICE DE EMPREGO ênfase o processamento genético das florestas de rápido crescimento com No período o setor de celulose e vistas à obtenção de ciclos mais curpapel recolheu aos cofres federal, es- tos de produção. taduais e municipais, em impostos e taxas, a importância de Cr$ CORTE NO 3? ANO 2.839.077 mil, um aumento médio de "No passado — diz Lupatelli 94,65% sobre os primeiros seis meses de 78, absorvendo novos contingen- falar-se em um rendimento de 30 tes de mão de obra: o número de em- m3/ha/ano, representava um grande pregados da indústria cresceu 8,2% avanço já que as florestas nórdicas em junho último sobre igual mês de apresentavam incremento de 5 78 e a folha de pagamento do setor m3/ha/ano. Hoje estamos atingindo evoluiu, naquele mesmo mês de rendimentos surpreendentes de 60 78,9% sobre junho de 78, represen- m3/ha/ano em plantios extensivos e tando um salário médio da ordem de comerciais. Da mesma forma, quanCr$ 12,090 contra Cr$ 7.310 em ju- do falávamos em ciclos de corte de 6/7 anos no Brasil, causávamos esnho de 1978. panto, pois a silvicultura clássica desenvolvida nos países de maior tradiFlorestas cão florestal contemplava ciclos de corte de 50/80 anos. Agora já estahomogêneas mos colocando como meta a colheita de floresta no 3.° ano, quando a propodem ser dução de biomassa alcança seu pico. cortadas aos 3 por isso que estamos realizando no País uma silvicultura revolucionáanos ria". O presidente da SBS argumenta "Em 1977, quando o barril de petróleo custava USS 12, a SBS, como que isto está sendo conseguido pelo conclusão dos trabalhos apresenta- acionamento dos instrumentos da endos no Simpósio Floresta - Potencial genharia genética, da fertilização maEnergético Brasileiro, formulou pro- ciça e do manejo intensivo das floresposição para a utilização da biomas- tas plantadas, justamente os aspectos sa florestal derivada da madeira, co- que serão discutidos no conclave. mo alternativa para a criação de no- Desta forma, com o incremento por vas fontes energéticas, principalmen- unidade de área, acreditamos poder te no setor de carburantes líquidos. superar a crise de matéria-prima floAgora, com o preço do barril de pe- restal que deveremos enfrentar nesta tróleo a US$ 32, a proposta, viável década, não somente na área de paem 1977, torna-se exequível, tanto pel e celulose, mas também na área em termos tecnológicos como econô- de siderurgia a carvão vegetal e no atendimento de um programa energémicos." A declaração é do empresário Sér- tico. ABIGRAF EM REVISTA


jurídico

Trabalhista Adicional de Insalubridade Ao empregado admitido sob a égide do Decreto-lei 389, de 26-12-68, é devido o adicional de insalubridade a partir do ajuizamento da reclamação.

Em embargos, que recebeu, unanimemente, decidiu o Tribunal: "A empregado, admitido sob a égide do Decreto-lei 389, de 26-12-68, é devido 6.

adicional de insalubridade a partir do ajuizamento da reclamação." — Acórdão 3.244, de 27-2-80, do TST, em sessão plena, nos E-AI103/77 (Nélson Tapajós, Rel.). — DJU de 7-3-80 pág. 1.196. Mensalista — Trabalho em Dias de Repouso Se o empregado mensalista trabalha nos dias de repouso, sem folga compensatória, tem direito a receber em parcelas simples mais um dia de salário, a fim de que seja completada a dobra relativa it folga.

Em recurso, a que negou provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "A forma de pagamento descrita no recurso ordinário seria correta se a reclamada proporcionasse ao reclamante, e demais empregados sujeitos a trabalhar em dias de descanso, folga compensatória em outro dia da semana, mas isto não acontecia. Era o reclamante mensalista. Recebia o pagamento dos trabalhos prestados nos dias de descanso. Falta-lhe o pagamento da dobra, que a lei determina, correspondente a outra parcela simples, respeitada a prescrição, como bem determinou a Meretíssima Junta "a quo", cuja sentença merece ser integralmente mantida. Na remuneração mensal que o mensalista recebe incluem-se todos os dias do mês, inclusive os domingos e feriados. Se o empregado, porém, trabalha nesses dias, sem folga compensatória, tem direito a receber em parcelas simples mais um dia de salário correspondente a cada um desses dias, a fim de que seja completada a dobra relativa A folga compensatória." — Acórdão 1.536, de 28-1-80, da 2.' Turma do TRT da 2. Região, no Proc. TRT/SP-2.848/79, de São Paulo (Roberto Mário Rodrigues Martins, Pres.; Roberto Barretto Prado, Rel.). .

Aviso Prévio O empregado que recebe aviso em dinheiro não perde as vantagens 8/1980

concedidas à categoria dentro do respectivo prazo.

Em recurso, a que negou provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "No meu entender, o tempo correspondente ao aviso prévio é de serviço efetivo; para todos os efeitos legais, ele integra o contrato de trabalho. O fato de o recorrente ter sido despedido alguns dias antes do aumento geral, não dá A recorrente o direito de fazer discriminação. A despedida imotivada do empregado com pagamento antecipado do aviso prévio, só se efetiva com a expiração do respectivo prazo. Em consequência, o contrato de trabalho se prolonga até o término do pré-aviso. O empregado que recebe aviso prévio em dinheiro, não perde as vantagens concedidas A categoria dentro do respectivo prazo. O aumento concedido aos empregados, pela recorrente, ocorreu no dia 1. 0 de maio de 1979, portanto, durante o decurso do aviso prévio, não havendo dúvida de que a ele também faz jus o recorrido." Acórdão 12.043, de 19-11-79, da 1.' Turma do TRT da 2.' Região, no Proc. TRT/SP-5.346/79, de Sao Paulo (Homero Diniz Gonçalves, Pres.; Aurélio Mendes de Oliveira, Rel.). Trabalho em Horário de Descanso A inobservincia do horário para repouso e alimentação não enseja o recebimento como tempo extra, sujeitando a empress tis sanções administrativas.

Em recurso, a que deu provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "A inobservância do horário para repouso e alimentação não enseja o recebimento como tempo extra, sujeitando a empresa As sanções administrativas." Acórdão 2.307, de 5-3-80, da Turma do TST, no RR-2.092/79 (Expedito Amorim, Rel.). - DJU de 13-3-

80, pág. 1.349. Adicional Noturno Cessadas as razões que determinaram o trabalho noturno, cessa a obrigatoriedade de pagamento do adicional.

mento do adicional. A Súmula 60 não diz que cessado o trabalho noturno o pagamento do adicional deve persistir. Diz, isto sim, que, enquanto pago, o referido adicional integra o salário para o pagamento de férias, décimoterceiro salário e outros títulos. Inaplicável a referida Súmula ao caso em pauta. Ademais, não comprovou o reclamante que houvesse recebido o adicional com habitualidade." Acórdão 13.453, de 17-12-79, da 2. a Turma do TRT da 2. a Região, no Proc. TRT/SP-4.637/79, de Jacareí (Roberto Mário Rodrigues Martins, Pres.; Roberto Barretto Prado, Rel.). FGTS - Equivalência com Indenização Trabalhista Optando o empregado pelo regime do FGTS, é indevida, na recisão, qualquer diferença a titulo de equivalência com a indenização da CLT.

Em recurso, a que negou provimento, por maioria, decidiu o Tribunal: "0 reclamante é maior e capaz na ordem civil e já era ao tempo da opção ao regime do FGTS e da transação do seu tempo de serviço anterior A opção. Não provou vício na manifestação da sua vontade e recebeu os valores devidos na forma da lei. Quanto A diferença entre os valores do FGTS e o da indenizacão prevista na CLT, este Tribunal vem consagrando a jurisprudência de que a "equivalência" a que se refere o artigo 165, inc. III, da Constituição Federal, é meramente jurídica e não econômica. Atribuir à reclamada a responsabilidade por tal diferença, equivaleria, isto sim, A imposição do ressarcimento de dano a que não deu causa, com subversão aos princípios de direito obrigacional, e ofensa ao artigo 153, § 2.° da Constituição Federal que dispõe que "ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei"." Acórdão 295, de 14-1-80, da Turma do TRT da 2. a Região, no Proc. TRT/SP-3 .365/79, de Sorocaba (Helder Almeida de Carvalho, Pres.; Aurélio Mendes de Oliveira, Rel.).

Quitação Em recurso, a que negou provimenSe o empregado optou pelo FGTS, to, por maioria, decidiu o Tribunal: com efeito retroativo, transacio"Entendemos que o adicional noturno nando o tempo de serviço anterior, é um "plus" que deve ser satisfeito penão pode, sem demonstrar ter sido obrigado ou coagido, pretender torlo empregador, por haver necessidade nar nula a opção. de que o empregado trabalhe em horáEm recurso, a que negou provimenrio impróprio. Como o nome já diz, o motivo da existência do adicional é o to, por maioria, decidiu o Tribunal: trabalho noturno. Cessado este, não há "Quando a recorrente optou com efeirazão alguma para que persista o paga- to retroativo sabia antecipadamente 35-


jurídico que tinha optado pelo novo regime jurídico na relação jurídica contratual do seu trabalho. Não provou que foi obrigado, ou coagido. Aceitou a promessa de continuar no emprego, verbalmente. O ato jurídico da opção foi perfeito, atendidos os pressupostos que a lei exige, teve assistência do seu órgão de classe, não houve vício, não pode agora vir alegar que foi lesado nos seus direitos. O próprio reclamante negociou com a recorrida o seu tempo anterior de opção, numa transação perfeita. Deve não ter visto antes que não era um bom negócio, não vou analisar se o recorrente teve ou não prejuízo. Se alguma diferença existe, que deva reclamar em ação própria em outro juízo. Compete ao BNH, e não ao empregador, a gestão e a administração das importâncias em nome do empregado que trata a Lei 5.107/66. Ainda se levarmos em consideração que a lei facultou ao reclamante um ano para se retratar da opção feita. Se a Justiça determinasse que a reclamada fosse condenada a pagar a diferença entre o fundo e a indenização, estaria cometendo uma injustiça, pois que culpa tem a empresa, se o depósito com juros e correção monetária não corresponde á indenização em dobro que fala a CLT?" - Acórdão 295, de 14-1-80, da I .a Turma do TRT da 2.a Região, no Proc. TRT/SP - 3.365/79, de Sorocaba (Hélder Almeida de Carvalho, pres.; Aurélio Mendes de Oliveira, rel.).

Ac. 2." T-1.459/78, publicado - DJ 1.°-12-78, relator: min. Orlando Coutinho; Processo RR-2.261/78, Ac. 3. T-2.934/78, publicado - DJ 23-4-79, relator: min. Ary Campista; Processo RR-1.439/78, Ac. 2.a T-1.958/78, publicado - DJ 9-2-79, relator: min. Orlando Coutinho; Processo R R-3775/77, Ac. 1 .a T-3.018/77, publicado - DJ 28-4-78, relator: min. Raymundo de Souza Moura; Processo RR4.4,18/77, Ac. T-231/78, publicado - DJ 9-6-78, relator: min. Raymundo de Souza Moura." Súmula 94, do Tribunal Superior do Trabalho, em sessão plena, aprovada pela Resolução Administrativa 43, de 8-5-80. - DJU de 15-5-80, págs.

3.466/7.

1.715/79, Ac. 3." T-2.226/79, publicado - DJ 13-3-80, relator: min. Expedito Amorim; Processo RR-1.722/79, Ac. 2.a T-2.484/79, publicado - DJ 8-2-80, relator: min. Nélson Tapajós."

- Súmula 95, do Tribunal Superior do Trabalho, em sessão plena, aprovada pela Resolução Administrativa 44, Excedendo de 50% o salário do em- de 8-5-80. - Dili de 15-5-80, pág.

Diária para Viagem Reajustes Salariais

pregado, passam as diárias a integrar o mesmo, sobre elas devendo incidir, in totum, e não apenas na parte em que excedam, os reajustes

salariais.

Em recurso, a que deu provimento em parte, unanimemente, decidiu o Tribunal, seguindo o voto do relator: "Em verdade, a interpretação, a contrário senso, do dispositivo trabalhista em causa conduz, sem dúvida, á conclusão de que, quando excederem de cinquenta por cento o salário do trabalhador, passam as diárias de viagem a integrar o mesmo, sobre elas devendo incidir, in Mum, e não apenas na parte Aviso Prévio em que excedam os reajustes salariais. Horas extras - O valor das horas ex- Ai, as diárias incorporam-se integraltraordinárias habituais integra o mente ao salário e para todos os efeiaviso prévio indenizável. tos. Nada há, no texto legal, que possa "0 valor das horas extraordinárias conduzir ao raciocínio desenvolvido habituais integra o aviso prévio indeni- pelos recorrentes." zável: Precedentes Jurisprudenciais: - Acórdão de 9-11-78, do STF, em Processo E-RR-2.038/74, AC-TP631/74, publicado - DJ 14-6-74, rela- sessão plena, no 'RE 87.120, de São tor: min. Leão Velloso Even; Processo Paulo (Thompson Flores, pres.; Djaci E-RR-2.188/77, AC-TP-389/80, publi- Falcão, rel.) - RTJ 90, págs. cado - DJ 18-4-80, relator: mim Alves 1.001/1.006. de Almeida; Processo RR-883/78, Ac. 1." T-1.909/78, publicado - DJ 1.°-l2- FGTS - Prescrição 78, relator: min. Fernando Franco; trintenária a prescrição do direito Processo RR-3-789/77, Ac. 2. Tde reclamar contra o não-reco705/78, publicado - DJ 18-8-78, relalhimento da contribuição para o Fundo de Garantia de Tempo de tor: min. Mozart Victor Russomano; Serviço. Processo RR-1.778/78, Ac. 2.' T1.964/78, publicado - DJ 9-2-79, rel.: "É trintenária a prescrição do direimin. Mozart Victor Russomano; Pro- to de reclamar contra o nãocesso RR-3.525/78, Ac. 1.' T-300/79, recolhimento da contribuição para o publicado - DJ 10-5-79, relator: min. Fundo de Garantia de Tempo de ServiFernando Franco; Processo RR- ço. Precedentes jurisprudenciais: Pro4.228/77, Ac. 1 .J T-221/78, publicado cesso RR-2.110/78, Ac. 3. T- DJ 23-6-78, relator: min. Hildebran- 3.040/78, publicado - DJ 9-3-79, relado Bisaglia; Processo RR-5.098/78, tor: min. Barata Silva; Processo RR36

3.261/78, Ac. 3.a T-2.934/78, publicado - DJ 23-4-79, relator: min. Ary Campista; Processo RR-1.334/79, Ac. 1.a T-2.004/79, publicado - DJ 30-1179, relator: min. Fernando Franco; Processo RR-1.303/79, Ac. 2." T2.391/79, publicado - DJ 21-12-79, relator: min. Orlando Coutinho; Processo RR-1.823/79, Ac. 2.a T-2.849/79, publicado - DJ 7-3-80, relator: min. Thelio da Costa Monteiro; Processo RR-2.896/78, Ac. I .a T-3.155/78, publicado - DJ 16-4-79, relator: min. Marcelo Pimentel; Processõ RR-

3.467. FGTS - Aviso Prévio Não incide a contribuição do FGTS sobre o quantum pago a titulo de aviso prévio , por seu caráter indenizatório.

Em recurso, a que negou provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal, seguindo o voto do relator: "A 21 de fevereiro de 1978, assim decidiu esta Egrégia Turma, no RE 86.990 - SP, relator eminente ministro Leitão de Abreu: "Aviso prévio. Incidência de

contribuição previdenciária. Prejulgado do Ministério do Trabalho, segundo o qual, "as importâncias pagas a titulo de indenização, sem corresponderem a serviços efetivamente prestados, não dão ensejo á incidência da contribuição previdenciária." Obrigatória essa orientação para o INPS por força da lei, a este falece interesse para perseverar na discussão judiciária da matéria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal" RTJ 86/663. Nesse julgamento o eminente relator afastou os precedentes invocados tendo em vista o julgado no ERE 75.237, RE 75.720 e 74.092. No RE 89.328 - SP, de que fui relator, que concluiu pela não-incidência da contribuição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço sobre o quantum pago a título de aviso prévio, por seu ca-

ráter indenizatório, invoquei por igual, os julgados nos RE 76.700, 75.289, 73.720 e 74.092 - RTJ 87/701."

- Acórdão de 29-5-79, da 2." Turma do STF, no RE 87.131, de São Paulo (Djaci Falcão, pres.; Cordeiro Guerra, rel.). - RTJ 90, págs. 1.006/1.007. ABIGRAF EM REVISTA


Imw

a.

Regionais da ABIGRAF

Bahia - Sergipe

Pernambuco

Rua Chile, 22- Sala 1.401 Presidente: ULISSES DE CARVALHO GRAÇA

Avenida Cruz Cabugá, 84- 1° andar Presidente: JOSE MARIA RODRIGUES DA SILVA

Empresa: Comercial Gráfica Reunida Editora S.A. Av. Frederico Pontes, 94- Fones: (0712) 2-1650/1875 CEP 40000 - Salvador - BA

Empresa: Gráfica Olinda Ltda. - Olinda - PE Av. Cruz Cabugá, 84 - Fones: (0812) 22-4298/3467 CEP: 50000- Recife - PE

Ceará Rua Senador Pompeu, 754 Presidente: LUIZ CARVALHO FILHO

Rio Grande do Sul Tray. Francisco Leonardo Truda, 40- 19° andar - (Sede) Presidente: HENRY VICTOR SAATKAMP

Empresa: Rua Barão do Rio Branco, 1.302 - Fone: 226-9056 CEP 60000 - Fortaleza - CE Rua Uruguai, 35 -4° andar - salas 440/47 - (Secretaria) Fones: (0512) 24-9478/7349/2520 - ramal 008 Empresa: Indústria Gráfica de Embalagens S.A. Goiás Av. dos Gaúchos, 443 - Fones: 41-2402/3322/3554/1826 CEP 90000 - Porto Alegre - RS R. 105, n.o 385-Loja 1-Setor Sul - F.:(062) 224-44(7- 74000 GOIANIA - GO Presidente: JOSE ROCHA MOREIRA Empresa: Gráfica Piratininga Ltda. - Rua Quatro, 341 Fone: (062) 224-4417 - CEP 74000- Goiânia - GO

Minas Gerais Rua Rio de Janeiro, 243- Sala 701 - Fones: 222-6081/4-0402 Presidente: SIDNEY DE MORAES

Rio de Janeiro

Av. Brasil, 15.671 - Lucas - Fones: 230-4171/4747/391-1748 Presidente em exercício: RENATO PACHECO AMERICANO Empresa: IBGE (Gerente do Serviço Gráfico) Av. Brasil, 15.671 - Lucas - CEP 20000- Rio de Janeiro - RJ

Empresa: Minas Gráfica Editora - Rua Timbiras, 2.062 Fone: 226-4822 - CEP 30000- Belo Horizonte - MG

Santa Catarina

Paraiba

Caixa Postal, 182 Presidente: UDO WAGNER

Presidente: LOU RENÇO MIRANDA FREIRE Empresa: Miranda Freire Comércio e Indústria S.A. Praça Antônio Rabelo, 12- Fones: 221-4355/4144 Fone: Fábrica 221-3118 - Caixa Postal, 36- CEP 58000 João Pessoa - PB

Empresa: Gráfica Avenida Ltda. - Av. Getúlio Vargas, 350 F.:(0473) 72-0772/0592 - CEP 89500 - Jaraguá do Sul -SC

São Paulo Paraná R. José Loureiro, 464 - 9° and. - ci. 91 - F.:(041) 223-3705 Presidente: CRISTOVAM LINERO SOBRINHO Empresa: Gráfica Vitória - Rua André de Barros, 216 Fone: 32-4482 - CEP 80000 - Curitiba - PR 8/1980

Rua Marquês de Itu, 70- 12° andar Fones: 231-4733/4143/4923/4353 Presidente: HENRIQUE NATHANIEL COUBE Empresa: Tilibra S.A. - Comércio e Indústria Gráfica Rua Bertolina Maria,7/21-V.Vermelha-CEP 04298 -S.Paulo - SP 37


Diretorias

Delegados no Estado de São Paulo

Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo

ADAMANTINA Irmãos Brandini Avenida Rio Branco, 94 Diretor: Valentim Brandini

PRESIDENTE: Henrique Nathaniel Coube

VICE-PRESIDENTE: Rubens Amai Ferreira 2.° VICE-PRESIDENTE: Sidney Fernandes

ARARAGUARA, SP Domingos Ferrari & Cia. Ltda. Rua São Bento, 1134— Fone: (0162) 22-1386 Diretor: José Eduardo Ferrari

SECRETARIO: AMonio Boluenesi Pereira 2.° SECRETARIO: Drausio Basile

BRAGANÇA PAULISTA, SP Gráfica Hernandes Ltda. Rua Cel. Teófilo, 1.544 - Fones: 433-2919/0868 Diretor: Adarve Hernandes Acede

TESOUREIRO: Waldyr Priolli 2.° TESOUREIRO Nidar Filho

SUPLENTES: Jose Bignardi Netto Wilson Siviero Renato Foroni Isaias Spina Arthur Andi•coiii Ayrion Peryeles coodc Josè LAU/ Spinola

CONSELHO FISCAL: Hornero Litchi de Andiadc Vito Jost:Claw:I Josh Raphael

CAMPINAS, SP Geraldo de Souza & Cia. Ltda. Rua Armando Salles de Oliveira, 650- Fone: (0192) 51-7197 Diretor: Antônio Carlos de Souza FRANCA, SP Ricardo Pucci Ltda. Indústria e Comércio Praça das Bandeiras, 1.077 - Fone: (016) 722-8700 Diretor: Elvio Pucci

SUPLENTES: Osmar Matavelli Paulo Tavit Panossian Basta: Artero Sanché,

Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo PRESIDENTE: lei:: lain. Ahithainel

VICE-PRESIDENTE: Sidney Fernandes

ITU, SP Indústria Gráfica nu Ltda.

Rua Gild° Guarnieri, 283 - Fones: 482-2894/2944/2969 Diretor: Gildo Guarnieri Filho JUNDIAI, SP Cia. Litográfica Araguaia Rua XV de Novembro, 320/344 - Fones: 436-3582 - 434-4848 Diretor: Rubens Robertoni

SECRETARIO: Roberts Arnat

retra

2.° SECRETARIO: Aida: Fill::: TESOUREIRO: Priolli

LINS, SP Gráfica Rio Branco Rua Rio Branco, 402- Caixa Postal 153- Fones: (0145) 22-3900 - 32-1668 Diretor: Alberto Juan Rembado

2." TESOUREIRO: Rclialo Foroni DIRETOR DE RELAÇÕES PUBLICAS: Pei 13oineisel SUPLENTES: Antonio Bolognesi Pereira lose Bignardi Netto li:i lia Artero Sans:het 'smos Spina W alter Oswaldo Buccolo D'Agostino Manuel Casimir° de SOUZa Alfredo Weis/ flog

CONSELHO FISCAL: EFETIVOS: Jose Raphael V- irmino Tiacci Thomae Francisco Teodoro Mendes Filho

SUPLENTES: Airton Pericles Gouveia Conde Wilson Sisiero Bernardo Sinai to

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO A FIESP: EFETIVOS: Theobaldo De Nigris Homero Vitela de Andrade

SUPLENTES: Rubens Amat Ferreira Dr Ausio Baste

SECRETARIA: de 2.'1 a 6." feira das 8 as I I .30 e das 13 as 17 horas

SECRETARIO-GERAL: Elias Valentir

LONDRINA, PR Gráfica 10 S.A.

Rua Duque de Caxias, 161 - Fone: (0432) 23-1350 Diretor: Alceu Malucelli SÃO JOSE DO RIO PRETO, SP Giovinazzo Tipografia e Papelaria Ltda. Rua Prudente de Moraes, 2.951 - Fone: (0172) 32-8185 Diretor: Vicente Francisco Giovinazzo SANTOS, SP Gráfica Bandeiranles Ltda. Praça da Republica, 20/21 —

Fone: (0132) 34-7417

Diretor: Afonso Franco SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP Bandeirante S.A. Indústria Gráfica Rua Joaquim Nabuco, 351 - Fone: 452-3444 Diretor: Mario de Camargo TAU BATE, SP Tipografia J. A. Querido & Cia. Rua do Sacramento, 193 - Fone: (0122) 32-2835 Diretor: Joel Rossi Querido

DEPARTAMENTO JURIDICO: Dr. Antônio Fakhany Junior Dr. Lair. Carlos Cunha Vieira Weiss Dra. Rose Maria Priolli Defesa dos associados na .1ustiéa do Trabalho: Informações trabalhistas. fiscais, cheers e criminais.

38

BAURU, SP Gráfica Bauru Rua Ezequiel Ramos, 1.260 - Fone: (0142) 22-4467 Diretores: Alcides Bonora e José Esperidião ABIGRAF EM REVISTA


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Revista Abigraf 57  
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