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ANO V - NÚMERO 53 - ABRIL 80

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EM REVISTA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDUSTRIA GRÁFICA REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO


Existem 86 maneiras de alguém perder a visão por lesão na córnea. Mas só uma maneira de recuperar essa visão: um transplante de córnea. Todos nós podemos precisar de um transplante de córnea, um dia.Todos nós devemos ser doadores do Banco de Olhos, hoje. Emi I

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BANCO DE OLHOS

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Rua Pedro de Toledo, 1800 - S Paulo

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Quero inscrever-me como doador do Banco de Olhos para que, quando eu deixar este mundo, urn cego possa vê-lo graças a urn transplante de córnea. Nome: End . Bairro .

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Doe seus olhos ao Banco de Olhos. A inscrição também pode ser feita pelo Tel.: 70-0028


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Órgão oficial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo Registrada no 2.° Cartório de Registro de Títulos e Documentos da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, República Federativa do Brasil, sob número de ordem 915, no livro B, n.° 02 da Matrícula de Oficinas Impressoras, Jornais e outros periódicos. Publicação registrada no Departamento de Polícia Federal — Divisão de Censura de Diversões Públicas de São Paulo sob n.° 1.517-P, 209/73. Diretor Responsável: Rubens Amat Ferreira Diretor Editor: Rose Maria Priolli Produtor: Maria Lirio Sampaio Jornalista Responsável: Rend Santini Filho MTPS 1203 Diagramador:

Valter Trevisan Consultores Técnicos: Drausio Basile Thomaz Frank Caspary Colaboradores: Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss SENAI - ABTG - FIESP Circulação:

Capa: Criação e arte-final: Suely Cristina Haddad Fotolitos: Alunos da Escola SENAI "Theobaldo De Nigris"

Sumário Editorial

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Cartas

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A evolução das Artes Gráficas e capacidade de impressão no Brasil

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HANS A. W. BECKMANN — O acabamento na Indústria Gráfica 10 Mais um brasileiro recebe o troféu O Gato de Ouro

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Eduardo Nogueira — Legibilidade dos tipos

18

Paulo Cesar Bernardino, Wanderlei Procida e Paulo F. Heizennberg — Comparação de corte de tinta com branco transparente

20

ABTG -- Eleições 1980/82

21

ABIGRAF/SIGESP — 7.° Congresso Latinoamericano da Indústria Gráfica 25 ABIGRAF/SIGESP — Nova Diretoria ABIMAO

26

Nossa Impressão

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FIESP/CIESP — França quer investir em pequena e média

empresa Bolsa de Máquinas

28 30

Benedicto Lopes dos Santos

SENAI — SENAI investe 7,5 milhões em cooperação tecnológica 31

Composição Gráfica:

FLASHES — Polar-EMC diminui os tempos de preparo em

Cooperadora Gráfica Ltda. Impressão: Priolli & Cia. Ltda.

70,90% JURÍDICO — Trabalhista - Fiscal

35

JURÍDICO — Civil - Comercial

36

Regionais da ABIGRAF Redação e Administração: Rua Marquês de Itu, 70 - 12.° andar Fones: 231-4733 - 231-4143 - 231-4923

33

Delegados no Estado de São Paulo

37 38

e 231-4353 End. Teleg.: "ABIGRAF" - CP 7815

4/1980

ABIGRAF EM REVISTA — ANO V — N.° 53 — abril de 1980 I Publicação mensal distribuída aos empresários gráficos e afins 3


A MERGENTHALER LINOTYPE APRESENTA A PRIMEIRA FOTOCOMPOSITORA DIGITAL/CRT QUE E RÁPIDA, VERSÁTIL E ECONÔMICA A LINOTRON-202. Nossa nova Linotron-202 tem a velocidade de 450 linhas por minuto. E claro que existem fotocompositoras CRT mais rápidas — nós fabricamos duas delas — Linotron-404 e Linotron-606. O fato de fabricarmos compositoras para jornais e revistas, por mais de 90 anos, nos convenceu de que um cliente que tem por objetivo alta produtividade com qualidade procura algo mais que velocidade. Na fabricação da Linotron-202 insistimos em que o preço fosse tão importante quanto a velocidade. Decidimos fazer algo novo com referência ao alto preço das fontes digitais. E o mais importante: a Linotron-202 é um equipamento extremamente flexível. A flexibilidade e simplicidade de operação e manutenção são fatores muito importantes a se considerar em qualquer fotocompositora.

SIMPLICIDADE E UMA GRANDE VANTAGEM Todos os projetos vitoriosos devem ser simples. A Linotron-202 não possui lentes Portanto, não possui partes móveis em todo o sistema de produção de caracteres.

Projetamos a Linotron-202 de tal forma que é impossível cometer erros: seja de instalar um cartão incorretamente, ou de pressionar um botão equivocadamente. Instalamos os componentes e controles em lugares de fácil acesso.

O PREÇO MAIS BAIXO O preço da Linotron-202 é mais baixo do que o das outras fotocompositoras CRT. Com a finalidade de manter os preços ao mínimo e ao mesmo tempo diminuir os custos das fontes de caracteres, a Linotron-202 armazena fontes em discos magnéticos, 'floppy disks'', de baixo custo. Considerando que uma fonte de caracteres deve ser adquirida somente uma vez, a Linotron-202 compõe em 136 tamanhos diferentes, desde 4 1/2 até 72 pontos, a partir de uma mesma fonte.

LINOTYPO DO BRASIL COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. Rio de Janeiro: Rua São Luiz Gonzaga, 600 — Sao Cristovão. (tel.: 254-2044) São Paulo: Rua Vitorino Carmilo, 650 — Barra Funda. (tel.: 67-6131).

SIMPLICIDADE NA MANUTENÇÃO A Linotron-202 simpli fi ca a manutenção. Sua fabricação modular faz com que qualquer ajuste ou reparo seja feito de uma forma rápida e simples.

AS 1.000 FONTES DE CARACTERES DA MERGENTHALER As 1.000 famílias de tipos (fontes de caracteres), de nossa sempre crescente tipologia, estão disponíveis para a Linotron-202. Nenhuma outra fotocompositora — de qualquer preço — pode oferecer uma seleção mais completa e variada. A Linotron-202 não tem concorrente por sua simplicidade, baixo prego, alta velocidade, recursos e qualidade gráfica.


editorial

Nunca, como agora, as palavras de ordem foram "produtividade e economia" No inicio da década passada existiam cerca de 20 grandes gráficas entre as 100 mais importantes do mundo. Já não mais existem estas vinte mais importantes, pois, algumas "faleceram" e outras tomaram seu lugar. Seus epitáfios variam. Algumas foram aniquiladas pela tecnologia, outras não reagiram ás mudanças. Atrás porém da "enfermidade" especifica que derrubou cada uma delas havia um mal geral: Uma administração que não correspondeu ao ambiente cambiante de nossa época. Um dos fatores que auxiliam a tomada de decisões neste ambiente cambiante é o correto planejamento baseado em dados concretos da empresa. Quando falamos de planejamento empresarial, devemos subentender de que o planejamento técnico e organizacional da indústria esteja funcionando como urn relógio.

11101...

Infelizmente constatamos na nossa Indústria Gráfica que tais objetivos (o de planejar) não estão sendo alcançados. NÃO SE PLANEJA, a produtividade cai e o lucro "vai pro vinagre". Vamos utilizar alguns minutos do nosso dia para pensar, refletir, reorganizar, enfim, planejar para que possamos progredir no tempo e no espaço sob o lema:

"Produza mais e economize planejando melhor" 4/1980

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Prezado Senhor:

Prezados Senhores:

Coincidindo com a visita do Presidente João Figueiredo à Argentina e com as comemorações do IV Centenário de Buenos Aires, o Ministério das Relações Exteriores — Divisão de Feiras e Turismo — realizará de 12 a 25 de maio de 1980, uma Exposição brasileira em Buenos Aires, promoção conjunta dos governos Brasileiro e Argentino. Esse evento será de caráter comercial, artístico e cultural. Considerando a exigüidade do prazo, agradeceríamos a mais ampla e rápida divulgação possível do evento junto a seus associados.

Servimo-nos da presente para passar-lhes as mãos um exemplar do relatório elaborado pelo Dr. WERNER EGON SCHRAPPE, sobre o 7.° Congresso Latinoamericano da Indústria Gráfica, realizado de 20 a 25 de novembro p. passado, quando o mesmo lá se fez presente, representando a IMPRESSORA PARANAENSE S.A., destacada empresa paranaense do meio Industrial Gráfico. Sendo o que se nos apresenta, na oportunidade, firmamo-nos com estima e apreço, mui,

Para maiores informações e inscrições: Alcântara Machado Comércio e Empreendimentos Ltda. Rua Gabriel dos Santos, 385 - Santa Cecilia - 01231 - São Paulo, SP Telefone: (011) 826-9111 - Ramais: 279, 286, 287, 289 Telex: (011) 22398 AMCE, até o dia 30 de março.

Sérgio Machado Assistente Administrativo Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado do Paraná

Cordiais Saudações, Jacques Maillochon Diretor

Prezados Senhores:

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outubro

1980

Temos a grata satisfação de encaminhar em anexo, para a distribuição que for entendido mais aconselhável, exemplares de folheto informativo elaborado pela CESP Companhia Energética de São Paulo sobre "Conservação de Energia", o qual, pela oportunidade e atualidade da matéria que aborda, se nos revela de efetivo interesse para o empresariado industrial. Com cordiais cumprimentos, renovamos os protestos do nosso apreço e consideração.

Theobaldo De Nigris Presidente FIESP Recebemos, e tomamos as devidas providencias, e colocamo-nos a sua inteira disposição. 6

Atenciosamente

Recebemos e agradecemos sua carta de 28 de fevereiro p. findo e aproveitamos o ensejo para informá-lo de que estamos publicando na íntegra o relatório acima citado.

Prezados Senhores: A Unidade de Documentação da Rede Ferroviária Federal S/A - SR.1, gostaria de receber regularmente, a título de doação a seguinte publicação:

"ABIGRAF EM REVISTA" Sem mais para o momento, subscrevemo-nos Atenciosamente,

ZOYA CALMON Chefe da Unidade de Documentação do SPL.1 REDE FERROVIARIA FEDERAL S/A (REFSA) UNIDADE DE DOCUMENTAÇÃO Av. Rio Capibaribe, 147, 3.° andar CEP 50000 - Recife - PE Estamos encaminhando ao setor competente e serão tomadas as necessárias providências. ABIGRAF EM REVISTA


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A evolução das Artes Gráficas e capacidades de impressão no Brasil Conferência proferida por ocasião do II Congresso Brasileiro de Embalagens Thomas Frank Caspary

Falar sobre a evolução das Artes

Gráficas de um modo geral é nos dias de hoje bastante complexo e demorado. Não creio que iríamos atingir os objetivos a que este tema se propõe dentro do contexto "Economize embalando melhor". Eventualmente partiríamos do homem das cavernas, passando pelos Egípcios e Chineses pulando para Gutenberg e mais uma vez em curva ascendente aos dias de hoje que efetivamente atingimos neste exato momento. Considerações sobre a tecnologia na Indústria Gráfica e seu desenvolvimento

A situação atual da tecnologia gráfica mundial na qual podemos incluir o Brasil, é de grande desenvolvimento. Podemos observar que está crescendo a aplicação de computadores na composição gráfica, na seleção de cores, na confecção de matrizes, no controle de tintagem e outros controles de equipamentos gráficos bem como no controle qualitativo de processos e produtos. A reprodução das cores é hoje mais controlável e mais prática reduzindo a dependência das indústrias em tirar provas em papel e fazer diversos testes, diminuindo com isso a margem de erro. O Scanner, já de conhecimento de todos, foi sofisticado, usando-se nos dias de hoje o raio Laser e conjugando-o com sistemas de correção automática de cores, paginação, montagem de folhas e até gravação direta na matriz de impressão. Equipamentos de impressão e corte-e-vinco conjugadas, transformam uma bobina de papel ou cartão em cartuchos impressos a várias cores nos mais diversos tipos de substrato, com possibilidade de estampagem a quente, recortados, vincados e desprovidos de seu "esqueleto". Num passo 4/1980

posterior poderá ser conjugada uma máquina de fechamento de embalagens e o cartucho estará pronto para seguir à linha de embalagem do enco-

mendante. Novos tipos de tinta vêm surgindo, para que cada vez mais se imprima melhor e com maior rapidez. Tintas de secagem Ultravioleta e Infravermelho já são realidade no mercado. Fala-se agora de tintas com secagem Ultra-

sônica. Os processos de impressão mais utilizados para a impressão de embalagens no Brasil são os de impressão Offset, Rotogravura e Flexografia, sendo que a Serigrafia (Silk-Screen) por sua enorme flexibilidade está arrebatando mercados específicos na área de embalagem. Não cabe aqui, descrevermos os diversos processos de impressão que acredito serem de conhecimento da distinta platéia. Suprimento de matéria prima

Qualquer discussão sobre as tendências da indústria gráfica não seria completa, sem as considerações de alguns fatores críticos sobre o suprimento de Papel/Cartão e os efeitos na crise energética bem como os problemas do meio-ambiente. Para que possamos fazer uma melhor análise do setor, devemos dividir a matéria prima Papel/Cartão em três grandes grupos a saber: Matéria-prima para embalagem Papéis para imprimir e escrever Papéis industriais, higiênicos e

outros. O futuro da embalagem de papel e cartão neste final de século é dos mais promissores, pois a mesma: E de matéria-prima renovável

E reciclável E biodegradável E higiênica E econômica e barata.

O plástico após os anos 60 começou a concorrer violentamente com os mais variados tipos de matéria-prima para embalagem. Os acondicionamentos de Juta e Algodão, assim como o papel que também sentiram a presença do polipropileno. O primeiro poço de petróleo foi perfurado por Drake em 1895 nos Estados Unidos. 78 anos depois tem início o fim da curta era do petróleo na história da nossa civilização. Tudo faz crer que em 1995 quando completar seu centenário, a situação esteja bem mais grave do que atualmente. Em conseqüência, os derivados do petróleo como a Nafta de onde se originam muitos dos plásticos, sentirão o seu crescimento prejudicado pela falta de matéria-prima, enquanto vai se tornando mais rara, pelos seus preços proibitivos. Os plásticos para embalagem só permanecerão naquelas linhas onde por questões de ordem técnica e econômica, não for possível uma substituição. O consumo de papel de embalagem incluindo o cartão, cresce anualmente a uma taxa de 9% até 1982, sendo que as previsões feitas nos Estados Unidos indicam uma tendência de consumo com crescimento de 10.8% a.a. para os países latinoamericanos de 1981 a 1985. O que nos preocupa um pouco no Brasil é a qualidade da matéria-prima a nós apresentada. Poucos são os fabricantes de uma matéria-prima de boa qualidade. Infelizmente a qualidade desta não tem constância e portanto o grau de confiabilidade nestes materiais para embalagem 6. diminuido. Alegam os senhores fabricantes uma série de dificuldades com a prôpria matéria-prima e assim o prejudicado acaba sendo o gráfico que não entrega a embalagem em condições satisfatórias. Em outras palavras, o gráfico quase sempre "paga o pato". 7


A evolução das Artes Gráficas

e capacidades de impressão no Brasil

As preocupações da Indústria Gráfica A situação atual das indústrias gráficas no Brasil impõe uma série de preocupações, baseadas na configuração específica das indústrias consumidoras de embalagem. Devido a problemas, principalmente de qualidade e escassez de matérias primas, fatores estes que provocam uma inflação de custos, temos que dirigir nossos esforços no sentido de reduzir os custos dos produtos, pois o grande ganho de poder aquisitivo, numa situação de inflação de custos, não será atingido apenas por aumentos salariais. Temos ouvido constantemente queixas sobre os elevados preços dos produtos gráficos. Sobre isso tenho algumas dúvidas se realmente os preços são altos, porque o são e se foi feita uma análise do custo da embalagem e da eficiência dos retornos obtidos em função desta embalagem. No entanto posso afirmar de que as embalagens com raras excessões são encaminhadas às gráficas com uma extrema falta de profissionalismo, por motivos não necessariamente inerentes ao profissional. Na indústria gráfica não se fazem milagres mas os clientes não cessam de pedir para que os mesmos sejam feitos. Os prazos de entrega exigidos, provocados por uma cadeia de mau planejamento são muitas vezes tecnicamente impraticáveis. O gráfico diz: Prazo ou qualidade! O cliente exige os dois. Quando porém a resposta do gráfico é honesta de que as condições solicitadas são impossíveis de serem atendidas, o cliente não hesita eni procurar outra empresa que aceita as exigências. O cliente não aceita a embalagem nas condições estabelecidas pela primeira gráfica e acaba levando as gráficas fornecedoras a um ponto de obrigá-los a enganá-lo pois provoca esta situação consciente ou inconscientemente. O cliente não acredita na palavra da agência, a agência não acredita na palavra da gráfica sendo que cada um quer impor seu ponto de vista. Um bom cliente utiliza seu fornecedor como conselheiro em assuntos que ele não entende e que não tem nenhuma obrigação de entender. Mas o que acontece quando o fornecedor não 8

tem condições de dar uma boa assistência. O bom cliente se torna "mau cliente" pois simplesmente não soube escolher os seus fornecedores. No dia-a-dia da gráfica vemos clientes insistir em verdadeiros absurdos. O pessoal de arte ou mesmo pessoas totalmente alheias de implicações dos efeitos visuais, insiste em cores especiais quase que inatingíveis, não cedendo a cores aproximadas e desconhecendo o que se chama de tolerância. Insistem em cores especiais caríssimas, quando uma pequena mudança de tonalidade poderia baratear a embalagem em até 5% nada sofrendo a embalagem em suas características visuais. Por vezes recebemos pedidos onde a marca da matéria prima é definida excluindo portanto outros fornecedores em potencial que eventualmente até fabriquem M. P. de melhor qualidade. O cliente esquece que o técnico é o gráfico e que o cliente apenas deve indicar o que espera da embalagem em termos de aparência, resistências físicas e químicas. A falta de conhecimento do cliente com relação ao processo gráfico, o leva muitas vezes a fazer determinadas exigências como por exemplo espessura de materiais, cores, tipos de beneficiamento encarecendo sobremaneira a embalagem. Temos visto ultimamente um sem número de impressos em lamentáveis condições de qualidade. Estas condições não condizem com a capacidade qualitativa de impressão das nossas

gráficas. A explicação para tal fenômeno reside ao meu ver nos seguintes fatores: 1 — O cliente utilizou-se de uma gráfica não especializada em embalagens. 2 — O prazo de entrega imposto pelo cliente não ofereceu ao gráfico condições que lhe permitissem um trabalho decente. 3 — A pressão exercida em função de preços aliada à falta de especificações técnicas, obriga o gráfico a utilizar-se de M. P. de inferior qualidade. O problema do correto planejamento da embalagem, tanto no que diz respeito às características visuais, técnicas e mercadológicas como também o problema dos prazos de entrega, 6. hoje bastante grave. Chegamos a criticar o governo por suas atitudes Casuísticas. Acho que a falta de planejamento é um problema geral pois vivemos aqui no Brasil num constante oportunismo. Será que não sabemos o que queremos além de altos lucros? Se sabemos, porque então não conseguimos fazer um planejamento mais adequado? "Economize embalando melhor" seria portanto traduzido por "Economize planejando melhor". Desta maneira não somente os preços da Indústria Gráfica seriam reduzidos, mas estaríamos conseguindo uma embalagem boa, bonita, barata e principalmente no lugar e hora certa em que a necessitássemos, pois teríamos a empresa gráfica trabalhando com eficiência e presteza. ABIGRAF EM REVISTA


os boas vidas!

Boas vidas são os clientes da Promocional. Depois que nos entregam seus trabalhos, é aquela tranquilidade! Nada os preocupa. O preço ajustado foi excelente e o prazo e a qualidade Promocional são peixe no anzol, a garantia da satisfação de quem confia

em nosso trabalho. Mas toda essa luta, de bons preços, qualidade impecável e prazos rigorosamente cumpridos, tem um sentido para os homens da Promocional: eles também esperam, um dia, integrar a turma dos Boas Vidas deste país.

Rua Visconde de Parnaiba, 3164 Tels.: PBX 93-6131 - São Paulo - SP Fotolito — Seleção de Cores — Cópias Fotográficas.


SEMPINI\ TEcNoLdGia DE ARTES Gpi"Has 16 A 20 DE OUTUBRO DE 1978 1- EN,LIZNCIT,0 ESCDIA SENN THEOBALCO CE NG% RUN- f3RESSER 2315 1V(I)G1 - S. PAULO BRASIL

Hans A. W. Beckmann "0 ACABAMENTO NA INDÚSTRIA GRÁFICA"

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Nascido em 1938, na Alemanha, iniciou sua vida profissional como Tipógrafo, após ter concluído o respectivo Curso de Aprendizagem (em 3 anos). Prosseguiu os estudos de Indústria Gráfica, especializando-se em alguns de seus ramos: Impressão Tipográfica e Litográfica, Acabamento e Fotocomposição, incluindo ainda os setores de Planejamento, Orçamento e Contabilidade. Aplicou esses conhecimentos trabalhando, durante 4 anos, na função de Produtor Editorial, tendo-se ainda diplomado na Escola de Engenharia Técnico-Administrativa para a Indústria Gráfica, em Sututtgart. Em 1970 veio para o Brasil, iniciando suas atividades na Companhia Melhoramentos de São Paulo, na função de assistente técnico, ocupando atualmente o cargo de Gerente Técnico.

Exemplo para o aparelhamento técnico de uma oficina de encadernação de uma indústria de vários estágios Em muitas gráficas a encadernação representa uma Area de trabalho que tem sido tratada com uma certa indiferença, no que se refere as condições de espaço, ao aparelhamento técnico, bem como A. estruturação da mão-deobra. Obrigatoriamente chegou-se ao reconhecimento de que a encadernação deve ser integrada no contexto geral da indústria, e que é compensador dispensar a esta área de trabalho a mesma atenção que à composição e â impressão. Como deve ser planejada esta encadernação, dentro de uma gráfica? Tomemos por base uma encadernadora modelo, da ordem de grandeza de 50 a 60 funcionários, cuja atividade principal está situada na área de impressos comerciais. Trata-se aqui de produtos que em substância são cortados, dobrados e grampeados. Fazem parte ainda do programa de produção brochuras encadernadas por colagem, em tiragens de até aproximadamente 20.000 exemplares. Antes de nos ocuparmos individualmente de cada máquina investida, seria oportuno lembrar de um modo geral, que em todas as aquisições deve-se levar em consideração as múltiplas exigências formuladas a um acabamento gráfico. Justamente para uma gráfica-encadernadora onde se elabora principalmente volantes comerciais, são mais ABIGRAF EM REVISTA


O acabamento na Indústria Gráfica importantes as máquinas variáveis que as de formato único, as quais em muitos casos só raramente podem ser aproveitadas integralmente. A guilhotina com programação

A aquisição desta máquina deve ser orientada pelos formatos das máquinas impressoras existentes. Em primeiro lugar deve ser cortado papel para a impressão. Suponhamos que o formato máximo de impressão seja da ordem de 72 x 102 cm. Deveria se ter a possibilidade de efetuar um corte angular neste formato, antes da impressão. Este corte é especialmente necessário, quando é por exemplo impresso com pinça tombada. Também no caso de brochuras grampeadas, com imagens sangradas ocorrem sabidamente problemas, quando os papéis não estão cortados de modo exato. Mesa vibratória com saída it direita h esquerda

Para a alimentação da guilhotina, uma mesa vibratória deslocável, para cortador de papel, seria certamente um auxílio valioso. Recomendam-se mesas vibratórias que possam ser alteradas com saída A direita e A esquerda, a fim de que possam ser trabalhadas sem virar folhas de impressão com marcas de esquadro diversas. Esta mesa vibratória deveria ser deslocável, e estar colocada diretamente ao lado da guilhotina. Quando o cortador de papel desliga o movimento vibratório da máquina, ele puxa o vibrador para a frente da mesa de corte, nesta posição alimenta a guilhotina diretamente. Os fabricantes de máquinas oferecem soluções razoáveis para este problema. No volume de trabalho mencionado, provavelmente ainda não é rentável a admissão de um funcionário a mais, para esquadrejar as folhas e fornecê-las ao cortador. Portanto o manejo deste equipamento, por um só funcionário, deveria ser suficiente. Em casos excepcionais, porém, como por exemplo sobrecarga da capacidade produtiva, pode-se trabalhar também com um segundo funcionário, para essa operação. Elevadores de pilhas oferecem uma boa ajuda

Um outro auxílio, que economiza forças, e em última análise também 4/1980

aumenta o rendimento, é oferecido ao cortador de papel por um elevador de pilhas. E preferível um elevador de pilhas com uma plataforma, ao invés de um modelo com dois braços elevadores. Pensemos nas inúmeras construções diversificadas de "palettes" principalmente de via única, que recebemos diariamente no trabalho. Máquinas dobradeiras

Ern nosso exemplo recomenda-se uma máquina combinada, com alimentação a pilha baixa possibilitando 3 dobras. Basicamente, teremos uma série de formatos e tiragens pequenas, que devem ser dobradas. Neste tipo de trabalho, uma dobradeira com margeador Rotary, por exemplo, não seria muito conveniente, porque os formatos pequenos, ao serem transportados da mesa de alimentação para a margeadora, sofrem deslocamento em função dos cadarços transportadores no tombamento da folha. Com o margeador de pilha baixa, o tempo de acerto seria menor. Em virtude do formato de impressão existente, o formato da máquina dobradeira poderia ser de aproximadamente 70 cm de largura, possibilitando dobrar uma folha de 16 páginas no formato final de 21 x 29,7 cm, ou seja, 61 x 86 cm aberto. Além disso existe também a possibilidade, por exemplo, de manufaturar 1/4 de folha de 21 x 29,7 cm para produção dupla com corte de separação duplo ou triplo. Equipamento Técnico

A aquisição de uma dobradeira com mais de 2 bolsas superiores e 2 inferiores é condicionada ao tipo de trabalho que a mesma deverá realizar. Em indústrias onde só eventualmente ocorrem dobras especiais, a requisição de auxílio de terceiros seria a solução menos dispendiosa. Dispositivos especiais para dobradeiras

Para complementar o equipamento, não podemos esquecer o dispositivo para corte de separação duplo ou triplo, bem como a colagem de dorso. Em relação ao dispositivo de colagem de dorso, apresentamos a seguinte sugestão: Em função dos rolos com áreas rebaixadas, existe tendência A formação de rugas no primeiro estágio de dobra, nos trabalhos que não exigem

colagem de dorso e há a necessidade de alta velocidade. Isto ocorre principalmente em papéis finos e de pouca resistência. Para evitar isto, recomenda-se preencher o espaço vazio desies cilindros com um anel de borracha colado, de tamanho exato, que pode ser retirado novamente em caso de necessidade. O preço de instalação da colagem de dorso, incluindo 2 cilindros dobradores frezados, é de aproximadamente Cr$ 110.000,00. Via de regra, os prospectos, após a dobra, são embalados diretamente na máquina dobradeira. Aqui é de grande valia um dispositivo eletrônico de contagem, com regulagem de pré-seleção, que hoje em dia não deveria faltar em uma encadernadora. A fim de contar por lotes, o contador eletrônico, como se sabe, interrompe o fluxo de saída ao atingir a quantidade préselecionada; desta forma obteremos um pequeno intervalo na saída em escamas, possibilitando A embaladora a retirada da quantidade selecionada. O preço deste equipamento eletrônico de contagem é de aproximadamente Cr$ 130.000,00. Não podemos deixar de chamar a atenção para o dispositivo de dobra a janela. Pela experiência, sabemos que este tipo de dobra não é totalmente isento de problemas. Aqui são oferecidas várias soluções pelos fabricantes de máquinas. Pertence a uma das melhores soluções, um dispositivo de dobra desenvolvido especialmente para este trabalho, que torna desnecessário um cilindro dobrador frezado. Geralmente é exigido que as duas partes da folha, dobradas para dentro, fiquem a uma distância aproximada de 3 a 4 mm da dobra central, para atingir deste modo um bom resultado. Com um formato de 21 x 29,7 cm, pode ser alcançado, conforme a qualidade do papel, um rendimento de 2.000 a 4.000 exemplares por hora. O preço de aquisição deste equipamento está entre Cr$ 115.000,00 e Cr$ 155.000,00, conforme o fabricante. Grampeação (Ponto metálico)

Para a confecção de brochuras grampeadas, existem diversos estágios que complementam a grampeadoraintercaladora. O modelo mais simples seria com alimentação manual e posterior refile na guilhotina trilateral. A segunda possibilidade seria a aquisição de uma intercaladora com 11


O acabamento na Indústria Gráfica 2 ou 3 margeadores automáticos utilizando ainda a guilhotina trilateral como complemento. A quantidade de

margeadores será ajustada em relação linha de produção. Como terceira opção é oferecida a intercaladora totalmente automática com acoplamento de vários estágios: grampeadora, guilhotina trilateral e dispositivo de controle de folhas duplas. Para a nossa encadernadoraexemplo, devem ser mencionados alguns equipamentos especiais para esta máquina. Para as condições de trabalho mencionadas, poderia ser vantajosa a utilização de produção dupla. Seria recomendável uma largura de corte intermediário de 6 mm do total. Assim ficam 3 mm para o corte da cabeça do caderno inferior e para o corte do pé do superior, também 3 mm. Não se deve ir abaixo de 6 mm, porque deve haver uma certa folga para a montagem das páginas. A manutenção constante da largura de corte intermediário traz também vantagens desde a preparação do trabalho. O total de investimento necessário para este agregado adicional é de aproximadamente Cr$ 220.000,00. Poderia ser mencionado, como dispositivo especial, um furador duplo, para intervalo de 8 cm, acoplado trilateral. Este furador é utilizável para os formatos de 10,5 x 29 cm e 30 x 47 cm, com uma espessura máxima de brochura de 6 mm. Esta aquisição depende novamente da incidência de utilização e da tiragem a fim de justificar um valor de aquisição de aproximadamente Cr$ 40.000,00. Na saída da intercaladora, o sistema de escamas deu bons resultados na prática em comparação com uma saída de cadernos em pé, principalmente em produtos volumosos, os quais se abrem de novo, entrelaçando-se uns nos outros. O valor de investimento adicional é de aproximadamen-

te Cr$ 180.000,00. A embalagem

Via de regra, se usa na saída da

intercaladora, materiais de embalagem como papel Kraft, por exemplo. Uma máquina que proporciona o envolvimento do pacote com fio de poliester, de forma cruzada, muitas vezes é suficiente. Além da economia em termos de material, este sistema proporciona uma notável redução de

mão-de-obra. 12

Alceamento A máquina alceadora deveria ser construída de tal modo que os trabalhos existentes, como a compilação de folhas dobradas, listas de preços em edição de folha individual etc., pudessem ser realizados. Uma estação de alceamento manual para completar, no caso de uma segunda passagem pela máquina, seria de grande utilidade. Um acoplamento contra a máquina de colar não entraria neste caso em cogitação, tendo em vista o volume da tiragem bem como a grande variedade de trabalhos de alceamento que aparecem. Esta máquina será utilizada principalmente como máquina individual. A seguir, mais alguns exemplos de como pode ser aumentada a eficácia da máquina de alcear em função dos recursos opcionais da mesma: Alimentação continua da máquina, principalmente com papel de volume excessivo, segurança na colocação posterior no rebaixo correto, mediante correspondente disposição do local de trabalho, isto é, mesas de trabalho especiais, com cantoneiras margeadoras, numeração dos rebaixos, suspensão das folhas sobre a máquina, melhoria na saída, por exemplo "cris-cross", saída bilateral não esquecendo empilhadeiras de "palettes", e que a saída, geralmente, determina a velocidade operacional e com isto os custos reais desta importante operação. Em todas as alceadoras individuais, a saída contribui para uma redução considerável da velocidade efe-

A fim de evitar um armazenamento

intermediário sobre "palettes", as brochuras podem ser levadas para a guilhotina trilateral, por meio de uma esteira transportadora. Uma guilhotina trilateral semi-automática dá conta dos trabalhos existentes em nossa en-

cadernadora-exemplo. O planejamento

Quando V. Sa. se decidir pela instalação de uma encadernadora, ou quando V. Sa. adquire uma nova máquina, a qual altera a seqüência de trabalho que havia ate então, V. Sa. deverá determinar a seqüência exata de produção com o auxílio de um fluxograma em escala 1:50. Seguramente vale a pena investir algum tempo para a elaboração deste esquema, bem como para uma análise precisa das seqüências de trabalho. A estruturação organizada da seqüência de trabalho é sempre importante em qualquer área de produção, mas especialmente em área onde é movimentado muito material. Aqui é essencial reduzir percursos de transporte ao minim:), e eliminar percursos de trabalho desnecessários. Deve-se cuidar de possibilidades de armazenamento intermediário dependentes da produção. A encadernadora deveria situar-se o mais próximo possível da expedição, melhor ainda seria juntá-las em uma só

dependência.

tivamente possível.

Tais medidas de organização são importantes não só para grandes encadernadoras, mas também em igual escala para encadernadoras na ordem de grandeza mencionada.

Encadernação por colagem

Resumo

Para esta encadernadora-exemplo, é adequada uma máquina de alimentação manual para a colagem da capa. Máquinas desta ordem de grandeza geralmente são equipadas sem estação de gaze. Na aquisição da máquina deve ser verificado se ela foi programada para trabalhos de colagem a frio ou a quente. A frezagem das brochuras, necessária na colagem a frio, é totalmente indispensável para um rendimento da coladora de aproximadamente 1.200 a 1.500 exemplares por hora. Pode-se também contornar

O resumo de toda a instalação de máquinas, incluindo todos os equipamentos especiais mencionados, bem como outras pequenas máquinas auxiHares, como furadeira de mesa, máquina de perfurar e serrilhar, carro

este processo de trabalho, apoiando as brochuras sobre o lombo. Após 4 a 6 horas de tempo de secagem, ficam então 'a disposição, brochuras prontas para o refile. No processo de colagem a quente, pode-se cortar diretamente.

transportador etc., resulta em um valor total de investimento necessário, da ordem de aproximadamente Cr$ 10.000.000,00. Investimentos desta amplitude devem ser muito bem pensados. Por isso, cada aquisição deve ser examinada do ponto de vista da rentabilidade de trabalho. Em muitos casos a requisição de ajuda de terceiros é menos dispendiosa e mais racional que a criação de capacidades não utilizadas com todas as suas conseqüências fa-

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A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO entrega O GATO DE OURO ao Sr. José Raphael Firmino Tiacci pelos relevantes serviços prestados à indústria Gráfica 14

ABIGRAF EM REVISTA


Por ocasião do 50.° aniversário da Gráfica Cinelândia foi oferecido pelos seus Diretores Coquetel de confraternização aos amigos classistas da Indústria Gráfica. Neste evento Sr. José Raphael Firmino Tiacci proferiu o discurso que transcrevemos na 'Integra abaixo:

Numa inusitada ocasião como esta, em que nosso estabelecimento atinge meio século é necessário a palavra do Diretor desta casa, contrariando a funcão do GRÁFICO que é a de escrever através da composição e imprimir o que é escrito. A vida de uma gráfica é marcada por obstáculos a serem superados, com técnica, espírito de luta e acima de tudo competência. Para tal, a Cinelândia, procurou montar uma estrutura de trabalho, com máquinas modernas, capaz de enfrentar os desafios de sua produção, com garra e coragem, e sempre com classe e categoria, retirando de cada dificuldade uma lição. . para ser aplicada no futuro. 4/1980

O PERCURSO FOI DIFÍCIL, MAS A CHEGADA GRATIFICANTE! ... Minhas senhoras e meus senhores Companheiros de trabalho, Diz o poeta que o homem, aos cinquenta anos, traz consigo a experiência de duas vidas, porque ali reinicia a segunda caminhada pelo destino da vida. Na antevisão do seu passado, relembra os sonhos de sua juventude e as aventuras que coloriram a sua vida. No vigor dessa lembrança sempre renovada, fortalece o seu espírito, para olhar, com confiança, os dias futuros que o esperam. São assim, também, as coisas temporais. Hoje, no dia em que a Igreja lembra, nas honras dos altares, a figura de um homem que simboliza o trabalho, — São José aqui estamos nós, unidos em pensamento e ação, para assinalarmos os cinquenta anos desta empresa que, também, revive as suas gloriosas jornadas iniciais, quando pelo trabalho e dedicação de quem lhe abriu as portas, vislumbrou caminhada árdua, porém, sempre vitoriosa.

Foi, exatamente, em 1 de março de 1930 que se implantava, neste local, a GRÁFICA CINELANDIA, como semente sadia que haveria de brotar, para se tornar na árvore frondosa, a cuja sombra viveram algumas gerações de profissionais. O idealismo, a coragem, a confiança no futuro foram as virtudes encorajadoras com que contou Antonio Salerno, de saudosa memória, para fincar neste solo as bases de empreendimento que haveria de projetar-se, porque alicerçava-se no poder de trabalho honesto e na eficiência de homens que faziam da profissão a sua própria religião. Justo é reconhecer que esse longo caminhar foi tarjado de sacrifícios, de lutas, de persistência, mas, . . . também, ao longo do caminho, vicejaram as flores do entusiasmo, da dedicação, do companheirismo, e, principalmente, da amizade, porque NESTA EMPRESA EXISTE SIMPLESMENTE UMA FAMÍLIA. DOS VELHOS companheiros da primeira hora e que já se foram, guardamos a sua lembrança com saudade. DOS NOVOS, que os sucederam, estão eles aqui, compartilhando co15


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nosco desta festividade. Contudo, por princípio de justiça, que sempre foi o símbolo da nossa atividade, e que herdamos do fundador, cabe aqui, neste instante, render homenagem h figura de um homem simples, humilde, porém incansável profissional que há 50 anos está ao nosso lado e ainda hoje, presta inestimáveis serviços, e que não pode deixar de ser o símbolo profissional desta casa. Refiro-me ao velho companheiro ARMANDO RODRIGUES. Aos demais, alguns com longos anos de trabalho, também fica aqui a nossa gratidão eterna. A GRÁFICA CINELANDIA vive ardorosamente os seus cinquenta anos de vida. Estas lembranças justificam a honrosa presença de tão ilustres companheiros classistas, como de todos os demais que aqui se encontram. O justo orgulho que sentimos neste instante, sem NUANCES DE VAIDADE, nasce por força de um DEVER CUMPRIDO. . . . São cinqüenta anos de árduos trabalhos, mas, também, são cinquenta anos de vitórias, de alegrias compensadoras e de entusiasmo. Prosseguiremos na jornada. Os futuros continuadores desta missão, hão de se espelhar no feito dos que os precedem, porque aqui aprendem a grande lição de vida e aqui cultivam, desde cedo, o amor ao trabalho honesto que TUDO VENCE. Agradecemos a presença de todos, indistintamente, porque não seria possível engrandecer o significado desta data e desta hora, se a elas faltassem o calor humano de tantas presenças, ... Muito obrigado. 16

ABIGRAF EM REVISTA


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Legibilidade dos tipos Eduardo Nogueira

A função principal do tipo, é fazer-se legível. Toda sua beleza artística, deve ser construída ao redor da legibilidade e deve manter a facilidade de leitura. Segundo Benjamin Sherbow, tipógrafo americano, "0 tipo foi feito para ser lido... consequentemente, ele nada representa, quando não puder ser lido com facilidade". CONDIÇÕES QUE AFETAM A LEGIBILIDADE

Entre outros fatores, a ligibilidade do material impresso pode responder: do tamanho no qual é impresso; do papel no qual é impresso; da largura da medida na qual o tipo é composto; do espacejamento entre as linhas; das margens ou espaços em branco ao redor da parte impressa; Alguns tipos são mais legíveis que outros ,os de mais fácil leitura são os tipos de caixa baixa de estilo romano, que são também mais familiares aos olhos. Estamos acostumados a essa forma de letra e por isso mesmo "é mais simpática aos olhos". Qualquer modificação na forma ou na construção de uma letra, à qual a vista está habituada, interfere no conforto e na facilidade de leitura.

efghijklmnopqrstuwxyabcdefghijk, doze cíceros 6. a mais indicada. De acordo com essa teoria, os tipos de desenho maior requerem medidas de largura maior do que as letras normais, que utilizarão medidas mais estreitas. TABELA DE SHERBOW

Benjamin Sherbow, um proeminente perito no manejo eficaz dos tipos, fez uma tabela de largura de colunas, para os diversos tamanhos de tipos. 23 a 29 cíceros. 18 pontos 13 a 20 ciceros. 15 pontos 17 a 23 cíceros. 14 pontos 12 a 15 cíceros. 10 pontos 8 a 12 cíceros. 8 pontos 7 a 9 cíceros. 6 pontos Ela não contém estilos especiais de tipos, mas é suficientemente flexível para abrangê-los. Falando de um modo geral, coincide com a teoria vista anteriormente. DIFICULDADE DE LEITURA

Os tipos compostos compactamente, isto é, sem entrelinhas não são de leitura tão fácil quanto àqueles que são melhor entrelinhados. Em trabalhos encorporados não há espaço suficiente entre as linhas de

tipos, de modo a permitir que sobressaiam claramente as formas individuais dos tipos, enquanto as linhas são rapidamente examinadas. LEGIBILIDADE DAS COMPOSIÇÕES ENTRELINHADAS

Este texto é entrelinhado corn dois pontos e é de muito mais fácil leitura. As palavras são cercadas por suficiente espaço em branco, de modo a permitir que a vista apanhe suas formas prontamente e sem esforço Por outro lado, se a composição for entrelinhada em excesso, isto interferirá na facilidade de leitura. As linhas parecerão traços de cor desconexos através da página e a leitura será seguida com esforço para o leitor. Margens adequadas de espaço em branco, ao redor de um trecho ou página impressa aumentam a facilidade e o conforto na leitura do assunto. As margens isolam a parte impressa de outros elementos que poderiam desviar a atenção do material impresso. Formam ainda um acentuado contraste, que é necessário para atrair e conservar a atenção do leitor. Composições muito compridas são bem desinteressantes e cansativas ã leitura. Transcrito do CPG

LEGIBILIDADE DAS MAIÚSCULAS EM RELAÇÃO

AS MINÚSCULAS

As maiúsculas romanas são realmente bonitas e a sua imponência e uniformidade, as tornam bastante atraentes, mas impedem que sejam lidas com facilidade. TEORIA SOBRE LARGURA

Considera-se que a largura mais adequada para qualquer tipo de composição é aquela que equivale ao comprimento de um alfabeto e meio, dos tipos de caixa baixa. Aplicando essa teoria ao modelo de tipo que estamos usando temos: abcd 18

ABIGRAF EM REVISTA


OBST CUMPRE O QUE PROMETE SP 102-E Com o lançamento previsto para maio, a Bobst Brasil apresenta a sua primeira AUTOPLATINA SP 102 E inteiramente montada no Brasil, que promete ser uma verdadeira revolução para os fabricantes especializados em embalagens de cartão.

Autoplatina SP 102-E Formato: 72x 102 cm. Velocidade de produção 8.500 folhas /h. 7.500 folhas /h, com destacador. 200 Autoplatinas modelo 102, instaladas nos cinco Continentes, em 30 meses: êxito semelhante não é por acaso: merece ser destacado, por ser significativo em vários pontos. Racionais, as AUTOPLATINAS, beneficiam-se na relação direta entre preçoprodutividade das mais favoráveis, capaz de atingir velocidades reais de produção bem elevadas,devendo-se estas qualidades ao conceito dinâmico de seus elaboradores.

O seu formato (72 x 102 cm) se adapta perfeitamente a todas estas vantagens, haja visto que corresponde ao formato comum na utilização de impressoras para cartão e oferece, por conseguinte, aos usuários a possibilidade de realizar linhas completas de impressão-corte-e-vinco. As AUTOPLATINAS 102, por seus resultados e a tecnologia que guarda, têm convencido aos mais exigentes.

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Comparação de corte de tinta com branco transparente e solvente Paulo Cesar Benardino - Wanderley Procida - Paulo F. Heizemberg INTRODUÇÃO

"Cortar a tinta" significa diminuir o seu tom, sem alterar as propriedades específicas da tinta, tal como, peso específico, opacidade ou transparência, resistências físico-químicas, brilho e cobertura do suporte. Além disso, os fatores relacionados impressão (velocidade, pressão, secagem, suporte, viscosidade e dureza do cilindro de pressão) não deverão ter uma influência negativa na qualidade do produto final, visto que, estes agem como recursos técnicos a serem utilizados na melhoria final da qualidade.

um indivíduo carente de preparo técnico sobre tal. Isso porque, o excesso de branco transparente pode desbalancear toda a estrutura básica da tinta causando floculação (hiper-dispersão) e provocando defeitos de cobertura no impresso. Den.Idadea

CONCLUSÃO

CORTE COM BRANCO TRANSPARENTE

As tintas a base de branco transparentes são utilizados para se reduzir a força de intensidade de cor de uma determinada tinta, visto que, ajudam na dispersão de alguns pigmentos e também, permitem que os pigmentos mais pesados tenham maior e melhor homogenização na mistura da tinta. Dentre as aplicações das tintas branco-transparentes encontram-se três mais usadas: produzir tintas claras, completar o nível de tinta no tinteiro no final de uma produção e cortar o tom da tinta. recurso de se aditar determinada O tinta com branco-transparente é mais usado na Roto-embalagem. Por que? Porque nos acertos de cores destas áreas existem muitas variações dos padrões de cores durante o processo produtivo da tinta e também, porque a maioria das empresas compra as tintas já prontas, ou seja, não se faz misturas na sala de impressão. Daí surge a necessidade de acertos de tons requeridos, na própria máquina, em função das variações da profundidade dos alvéolos, regulagem de racles, condições ambientais e outras variáveis. Pequenas correções de tonalidades poderão ser facilmente executadas pelo impressor através da adição de branco transparente, sendo que, esta operação não deve ser executada por 20

outras características das quais o impressor poderá se valer para modificar a qualidade do impresso. A adição de solvente vai influenciar diretamente na tonalidade das tintas, densidades, como se pode observar no gráfico II, devido a uma maior dispersão dos pigmentos e conseqüentemente, uma diminuição da concentracão destes na tinta.

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Baseando-se no gráfico acima, pode-se concluir o seguinte: Nas densidades máximas o corte do tom é muito pouco sentido sendo mais perceptível, após a adição de 50% de branco transparente. 0 maior corte do tom ocorre justamente nas médias densidades. As mínimas densidades permanecem constantes ao longo do corte. O teste acima foi realizado com pressão e velocidade de impressão constantes onde, a profundidade máxima dos alvéolos continha 36u., as médias 20u e as mínimas 3u. Vale lembrar que, quanto ao brilho da tinta, este sofre pequeníssima mudança, devido a que, os pigmentos transparentes não refletem luz em sua superfície mas, transmitem luz ou permitem que esta passe através da película de tinta.

Como pode-se ver, existem dois elementos que agem diferentemente sobre duas áreas de densidades distintas, sendo que o branco transparente, age mais nas médias densidades e o solvente nas densidades máximas. Porém, como é sabido, a influência do solvente sobre a tinta é, em alguns casos, prejudicial a sua qualidade já que este tira o brilho do seu filme, provoca a hiper-dispersão quando a sua concentração estiver acima dos limites pré-determinados. Nem sempre sera viável o corte com solvente, visto que, a viscosidade da tinta está intimamente ligada velocidade de impressão e a cobertura final do impresso. Em função da impossibilidade de se alterar a viscosidade da tinta para diminuir o contraste da reprodução, faz-se necessário cortar a tinta com o branco transparente. E verdade que o corte da tinta com branco transparente, sem dúvida, um custo mais elevado numa proporção de 2.5:1., mas, mesmo assim, os resultados serãão mais satisfatórios e em alguns casos poderá até melhorar a qualidade final do impresso quando neste estiver ocorrendo a presença de floculação. Transcrito do CPG

CORTE COM SOLVENTE

A adição de solvente à tinta tem como finalidade principal diminuir a sua viscosidade para condicioná-la as exigências da impressão, tais como, velocidade e secagem. Fica claro que durante o período de impressão, o solvente será utilizado para manter a viscosidade da tinta, já que esta tem tendência a subir durante a tiragem. Além dessas duas funções que na verdade se fundem deve-se analisar

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ABIGRAF EM REVISTA


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Eleições 1980/1982 Ao dia 05/03/1980, as 20:30 h, em segunda convocação, realizou-se a Assembléia Geral Ordinária da Associacão Brasileira de Tecnologia Gráfica, em São Paulo, conforme convocações emitidas aos associados, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1) Relatório da Diretoria; 2) Eleição do Conselho Diretor; 3) Eleição do Conselho Fiscal e 4) Assuntos Diversos. 1. Relatório da Diretoria

Estamos hoje diante dos senhores, para prestar contas sobre as nossas atividades durante os últimos dois anos, od gestão que agora termina. Graças ao 5 seus esforços e sua colaboração tivemos a oportunidade de multiplicar os nossos esforços para uma melhoria no atendimento à indústria gráfica e a possibilidade de estabilizar a ABTG dentro do nosso âmbito de atuação. Como sempre acontece, podemos certificar aos senhores, que as nossas atividades não foram mais expressivas, devido a problemas de disponibilidade financeiras. Mesmo assim, defendendo o bom senso, de não criar uma estrutura volumosa, mas, mantendo uma organização menor possível, pudemos, colocar as nossas finanças em ordem, anulando dívidas inflacionadas de aproximadamente Cr$ 100.000,00, para um disponível atual em caixa de mais ou menos Cr$ 60.000,00, isso dentro de aumentos da taxa base, abaixo da inflação, calculando percentagens anuais acumulados de 80% contra uma inflação de mais ou menos 120%, no mesmo período. A partir do próximo trimestre, portanto, já fora da nossa gestão, colocamos um reajuste de mais de 20%. Um dos fatores principais, que nos permitiu essa melhora, foi a afluência de mais associados, crescendo de -± 110, no início da gestão, para 200 na situação atual. Consideramos esta participação, no entanto, excessivamente baixa e muito aquém das nossas previsões, por volta de 500 associados. Atribuimos esta situação a vários fatores: a) o 4/1980

nome bastante desgastado da ABTG, no início da nossa gestão; b) a própria inércia da indústria gráfica e c) a falta de ajuda dos associados, por contatos pessoais, em reverter a situação, angariando mais associados para a ABTG. Em 1971 a ABTG possuia por volta de 450 associados, fechando a gestão de então, com um disponível inflacionado de aproximadamente Cr$ 500.000,00. Portanto, podemos acreditar, que o mercado da ABTG tem uma potencialidade muito maior do que expressitm os valores atuais. O primeiro ano da nossa gestão foi gasto primordialmente em relações públicas para recolocar o nosso nome na praça, como associação consciente de seus deveres e responsabilidades diante a sociedade. Mantemos e estreitamos então contatos com a Associacão Brasileira da Indústria Gráfica, Associação Brasileira de Embalagem, Associação Técnica Brasileira de Celulose e Papel, Associação Nacional dos Homens de Venda em Celulose, Papel e Derivados, Associação Brasileira de Pape lão Ondulado, Associações Paulista e Nacional dos Fabricantes de Celulose e Papel, Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Gráficos, Associação Paulista de Propaganda, Clube dos Produtores Gráficos, Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas e a Câmara Brasileira do Livro, e a posterior filiação a Associação Brasileira de Normas Técnicas e uma boa integração com o Centro Técnico de Celulose e Papel, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Além disso, lançamos para teste, o primeiro seminário sobre "Princípios de Supervisão", para analisar a potencialidade deste mercado. Os resultados, deste seminário foram extremamente animadores em termos de retornos dos participantes, no entanto, sem vantagens financeiras. Portanto, tendo hoje o know-how necessário pars ministrar cursos e seminários de alta qualidade, aguardamos apenas oportunidades melhores para entrar efetivamente neste campo.

A outra problemática do nosso primeiro ano de gestão foi a definição de técnicos e das empresas, dispostos a colaborarem efetivamente nas atividades técnicas da ABTG. Como resposta tivemos as primeiras reuniões técnicas com objetivos definidos. Como material de divulgação, além de algumas circulares, definindo as intenções de programas da ABTG, não tivemos oportunidade de apresentar nada de significativo. Apenas iniciamos uma colaboração mais efetiva com a "Abigraf em Revista". Em fevereiro de 1979 tivemos a oportunidade de promover uma palestra do Sr. Harvey F. George, Diretor de Pesquisas da "Gravure Research Institute Inc." e Vice-Presidente da Assembléia da "International Association of Research Institutes of the Graphic Industries". Esta mesma palestra foi um pleno fracasso, devido ao total desinteresse dos associados e de outros convidados em participar numa troca de idéias com uma personalidade de reconhecido gabarito internacional. O último ano foi marcado, principalmente, pelo vigésimo aniversário da ABTG, tendo tido oportunidade de lançarmos uma série de eventos promocionais em volta deste assunto e, com isso, aprofundarmos contatos. Tivemos em agosto de 1979 um coquetel comemorativo de pleno sucesso, confeccionamos selos comemorativos, anúncios e folhetos profocionais e press-release, que foram publicados, na íntegra ou em resumo nas seguintes publicações: Abigraf em Revista, Pra paganda, O Papel, Catuzinho, O Grifo, Boletim da Abimaq, Embalagem Vende, Der Polygraph, Export Polygraph, Export Polygraph International e World Wide Printer/E1 Arte Tipografica. Com as mesmas revistas continuamos mantendo excelente intercâmbio, tendo sido publicadas outras notícias sobre a ABTG e artigos. Além disso, os sócios da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Gráficos — AMIMEG, se prontificaram em homenagear a ABTG, com uma placa comemorativa em seus equipamentos. 21


a btg Este último ano da nossa gestão, além disso, marcou a ABTG por suas atividades técnicas em reuniões específicas, principalmente de fotoreprodução, composição, tintas e interrelacionamento tinta e papel na impressão. Como resultados práticos pudemos assinalar normas sobre medidas padrão de composição, sinais de correção, lauda padrão, iluminação, escala cromática de tintas e vários ensaios. Estas mesmas normas estão sendo colocadas A disposição da ABNT, para oficialização. Outras vantagens assinaladas foram a troca de idéias e de conhecimentos entre técnicos e uma maior integração mútua, em benefício de todos os participantes. Começamos, também, a participar efetivamente em reuniões técnicas da ABCP sobre problemas de papel, fato que resultou em duas pesquisas sobre os problemas e a configuração dos papéis na indústria gráfica. Estes mesmos dados levaram à convocação da "Comissão Técnica de Interrelacionamento Papel e Tinta na Impressão", reuniões realizadas men, salmente no Centro Técnico de Celudose e Papel do IPT, onde estamos começando a definir uma classific a. ção técnica dos papéis e os ensaios correspondentes de papel e tinta. Atualmente, para desafogar os trabalhos da Diretoria e permitir um desenvolvimento mais rápido, estamos convocando e trabalhando com as seguintes Comissões Técnicas: Metodologia de Originais, Composição, Fotoreprodução, Metalografia, Impressão Offset, Interrelacionamento Papel e Tinta na Impressão, Tintas e Vernizes, Embalagem, Normas e Economia, Administração e Planejamento Estratégico, esperando dessas atividades um avanço fundamental da ABTG. Além da infra-estrutura para uma sempre melhor consultoria técnica, estamos hoje capacitados em dar assistências administrativas integradas, inclusive com seminários, trabalhando para uma ampliação sempre maior dessas atividades. Por último, em substituição de notícias, em forma de press-releases, estamos ainda, na gestão desta Diretoria, preparando o primeiro boletim da ABTG, inclusive com o intuito de ampliar ao máximo a comunicação com 22

os nossos associados, fato que também estamos começando a tentar por publicações de livros técnicos, cujos direitos estão em estudo. Terminamos esta gestão, com a certeza de termos lutado com sacrifícios próprios, para um engrandecimento da nossa associação e da indústria gráfica em geral. Temos falhado em muitos pontos, perdemos tempo em procurar o caminho ideal e ainda não podemos dizer que o achamos. Muita coisa poderia ser melhor, mas não sempre foi possível, devido a fatores externos e a quantidade estafante de atribuições que cairam sobre os nossos ombros. A atual Diretoria da ABTG, coloca-se a disposição do Conselho Dire-

tor a ser eleito hoje, com o mesmo espírito de luta e propósitos honestos da sua atual gestão, para continuar o caminho iniciado. Agradecemos ao Conselho Diretor atual por sua colaboração, a todas as associações e entidades que nos encorajaram nas nossas atividades, especialmente a Escola Senai "Theobaldo de Nigris", aos amigos que contribuiram com seus serviços para a ABTG, às empresas e aos técnicos que colaboraram efetivamente com nossas atividades técnicas, aos associados que estão do nosso lado mesmo durante os anos mais difíceis, aos novos associados que se juntaram a nós, e especialmente aos colegas que compuseram a Diretoria.

Eleição do Conselho Diretor Ganhou a chapa para Conselho Diretor, composta pelos seguintes nomes: Pery Bomeisel Presidente 0 Antonio Marianno de Almeida 1. Vice-Presidente 2.° Vice-Presidente - Ignaz Johann Sessler - Jurandyr de Carvalho Secretário Membros Efetivos — Dante Giosa Edison Souza Pinto John R. Warren José Ferre Salcedo Rudolf Conradt Fuerst Membros Suplentes — Horst O. Murrins Paulo Duarte Paulo T. Panossian Eleição do Conselho Fiscal Foram escolhidos os seguintes nomes para comporem o novo Conselho Fiscal: João D. Affonso Membros efetivos Juvenal Francisco de Oliveira Walter Dafferner Bruno Cialone Membros Suplentes Dante Aldrighi Roberto Fernandes Moreira 4. Reunião do Conselho Diretor

A primeira reunião do novo Conselho Diretor foi convocada pelo Presidente Pery Bomeisel, ainda junto à Assembléia Geral Ordinária, para o dia 13/03/1980, na sede da ABTG, em São Paulo, para As 18:00 h, a fim de eleger os nomes da Diretoria Executiva e deliberar sobre assuntos diversos. Desta forma foram confirmados os seguintes nomes estatutários para a Diretoria Executiva: Diretor Executivo Peter Rohl Diretor Secretário — Mário Carlos . Fontes Diretor Tesoureiro — Loester Fioravanti - Antonio Morcillo Ortiguela Diretor Cultural ABIGRAF EM REVISTA


a btg unto à reunião do Conselho Diretor foram discutidas as providências necessárias para um trabalho efetivo da ABTG, que devem, em diversos prazos, levar as seguintes atividades: a. vários boletins, com estruturas periodicidades diversas, de assuntos técnicos, normativos, sociais e diver-

sos e bibliográficos; b. manutenção e criação de quinze comissões técnicas, sobre problemas de Metodologia de Originais, Composição, Fotoreprodução, Impressão Offset, Metalografia, Interrelacionamento Tinta e Papel na Impressão, Normas, Tintas e Vernizes, Embalagem, Economia / Administração / Planejamento Estratégico, Impressão Rotogravura, Impressão Serigrafia, Impressão Flexografia, Acabamento e

a aquisição de setecentos livros , novos ate final da gestão e a assinatura de trinta revistas técnicas ou de interesse geral; serviço de notícias e artigos aos conselheiros, diretores e participantes das comissões e um serviço bibliográfico aos associados; intercâmbio com as principais associações e institutos de pesquisa na indústria gráfica e associação a IARIGAI (International Association of Researche Institutes of the Graphic Arts Industries); publicação de doze títulos de livros, até o final da gestão, nacionais e estrangeiros, para colocar literatura apropriada em português no mercado; assistência técnica efetivamente

Estudo de Novos Processos. c. criação de uma Biblioteca, a serviço da Diretoria nas suas pesquisas das Comissões Técnicas e dos associados de maneira geral, prevendo

criação de pelo menos dez cursos e/ou seminários;

trabalhando; assistência administrativa efetivamente trabalhando;

Primeiro Congresso Brasileiro de Tecnologia Gráfica em conjunto com o Primeiro Prêmio e Exposição Nacional da Mídia Impressa e, trabalho em laboratórios pró-

prios. Estas idéias, em termos genéricos, foram aprovadas como metas da ABTG, ficando a cargo da Diretoria Executiva elaborar um planejamento final, a partir das disponibilidades financeiras, com prazos definidos. 5. Diretoria Adjunta Para uma maior dinâmica das atividades, em termos de promoções e publicações, ensino superior, normas, formação profissional e pesquisas foram confirmados os seguintes diretores adjuntos: Ademar de Paula, Antonio Sodré Cardoso, Francesco Guglielmetti, Mário Caramillo e Roberto Hiraishi.

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abigraf/sigesp

7.o Congresso Latinoamericano da Indústria Gráfica Dr. Werner Egon Schrappe

Tendo representado a IMPRESSORA PARANAENSE S.A. e a ABIGRAF-PR Associação Brasileira da Indústria Gráfica — Regional do Paraná, no "7.° Congresso Latino Americano da Indústria Gráfica — CONLATINGRAF", tentarei resumir aqui, alguns dos assuntos debatidos que me pareceram mais interessantes significativos, colocando à disposição dos interessados em maiores detalhes, as atas e os trabalhos lá apresentados. A 7? CONLATINGRAF, que reuniu cerca de 250 industriais gráficos assemelhados, realizou-se de 20 a 25 de novembro de 1979, em Punta Del Este, República Oriental Del Uruguai, consistindo de um programa de três apresentações de temas, sob responsabilidade das delegações participantes, seguidas de debates livres, além de dois temas para discussão em mesa redonda. As apresentações lá feitas, a saber: ARGENTINA "La Pequeria y Mediana Empresa en la Economia Moderna" e "La Industria Grafica en el Periodo 1968-1985", MEXICO: "La Antropologia del Empresario Grafico" e BRASIL: "Presente e Futuro da Industria Grafica", além das mesas redondas versando sobre "Packaging" "Formulários Contínuos", nos deixaram realmente um vasto campo para meditar. Lembrou-se, por exemplo, que 80% das empresas em todo o mundo são pequenas e médias. E que estas para subsistirem devem acompanhar a evolução, cada vez mais rápida, não só no aspecto da tecnologia, como no das mutações sociais. Estas empresas, normalmente dirigidas por "impulso", e cujos preços são avaliados segundo "cinco variáveis oscilantes" (a mão direita do proprietário), além de se combaterem antropofagicamente entre si, são achatadas pela "mentalidade estatizante" que, no momento, é uma constante em todas as economias sul-americanas. 4/1980

Soluções milagrosas evidentemente não existem, todavia uma análise cuidadosa do passado nos pode possibilitar condições de fazer algumas conjecturas sobre o futuro. Na década de 1950, predominava na Argentina as grandes empresas poligráficas. Na década de 1960, sobreveio uma crise que atingiu pesadamente este setor. Diagnosticou-se: não adequação ao mercado, falta de especialização; apontando-se, também, que a grande empresa é, normalmente, mais lenta na absorção das mutações antes mencionadas. Estudaram-se, também, as reações das organizações que superaram esta fase, concluindo-se, como principais fatores positivos, os seguintes: . 1. rápida reação, no sentido de deixar de realizar toda a gama de serviços gráficos e preparatórios e especializar-se no que o mercado demande e o que se sabe e se pode fazer melhor; 2. descentralização das decisões, deixando de lado a idéia de que o principal executivo é o "eixo sobre o qual tudo gira". — Dentro desta análise, que nos parece válida para toda a indústria gráfica latino americana, quais seriam os fatores que mais deverão influenciar o setor nos próximos cinco anos? Novas Tecnologias

Não se esperam revoluções neste setor, mas inovações contínuas com a combinação de diversos sistemas, são possibilidades previsíveis, tendendo sempre à racionalização. Certo está, porém, que o técnico de hoje terá que voltar aos bancos escolares, pois o volume de informações que são absorvidas normalmente já não é suficiente para mantê-lo atualizado. Importância da Ecologia

As leis existentes deverão se tornar cada vez mais rígidas, obrigando as indústrias à instalarem equipamentos anti-poluição dispendiosos, mas, por

outro lado, oferecendo melhores condições a produtos e embalagens biodegradáveis e recicláveis. Situação Energética

Temos aí um ponto razoavelmente favorável, pois não há uma dependência direta da fonte de energia hoje mais utilizada, que é o petróleo. Todavia, a procura de fontes energéticas renováveis deverá ocasionar uma evolução bastante grande no custo da madeira. Suprimento de Matéria Prima

As estatísticas conhecidas indicam que a demanda de papel deverá se tornar superior à oferta a partir de 1982, pelo menos em âmbito mundial. Entretanto, no caso particular da América Latina, é provável que já estejamos em um processo de rarificação, devido às políticas cambiais adotadas pelos diversos países. Ainda sobre este assunto, comentou-se o desequilíbrio entre o preço internacional da celulose, cerca de 450 US/ton e o preço no mercado brasileiro, de 200 US/ton, o que vem a acarretar a diminuição da produção para o mercado interno, já que até a madeira originariamente destinada à fabricação de papel, vem sendo melhor remunerada para a transformação em carvão vegetal ou álcool. Ficaram ainda, além deste pequeno ensaio de futurologia, algumas sugestões em caráter amplo, a que a 7? CONLATINGRAF deu ênfase. A formação de jovens no interesse da indústria gráfica, mediante a concessão de bolsas de estudo em escolas especializadas ou estágios dentro das próprias indústrias. Quanto mais técnicos pudermos formar, maior poderá ser a evolução do ramo gráfico. A tentativa de representar por todos os meios e em todos os níveis, a classe industrial gráfica na sociedade, por intermédio de associações de classe e gerais, que possam ter acesso 25


abigraf/sigesp a influenciar favoravelmente as deci-

sões governamentais. — Fomento de contato entre organizações de mesmo nível e mesmos interesses e especialidades, com a finalidade de cerrar fileiras e evitar a "antropofagia", melhorando com isto o nível geral de concorrência. Queremos ressaltar também a repercussão muito favorável do relato do nosso Presidente Rubens Amat Ferreira, sobre a campanha encetada contra a estatização e verticalização da indústria gráfica no nosso Pais, luta na qual o Brasil parece ter assumido inconteste liderança. Aliás, também quanto à apresentação dos temas, parece-me ter sido o Brasil o melhor representado , com o elaborado trabalho da ABIGRAF, muito bem apresentado pelo Dr. Thomaz Frank Caspary, Diretor do Departamento Técnico dessa entidade. Não querendo me alongar nestas rápidas pinceladas sobre a 7." CONLATINGRAF, desejo poder transmitir a todos a mensagem de fé e otimismo que lá senti, dizendo que: "se com forte resolução encararmos as tarefas e os problemas que o futuro certamente nos trará, e trabalharmos unidos para o fim comum, certamente teremos o êxito que todos almejamos." "A UNIÃO FAZ A FORÇA"

ASSOCIAÇÃO

Nova Diretoria da

ABIMAQ/SINDIMAQ (biênio 1980/1982) Diretor Presidente: HÉLIO FURMANK1EWICZ 1. 0 Vice-Diretor Presidente: FERNANDO LARUMBE 2.° Vice-Diretor Presidente: MIGUEL RODRIGUES JR. 3 •0 Vice-Diretor Presidente: JOSÉ DE ZORZI 4.° Vice-Diretor Presidente: EUGÊNIO CONSANI Conselho Fiscal: LUIZ CARLOS DELBEN LEITE KAJ CHRISTER MOLITOR PETER LUDWIG PAPENBURG Suplentes do Conselho Fiscal:

FERDINANDO VADERS MARIA LÚCIA ROSSI ANTONIO BAUMHAK

BRASILEIRA DA INDUSTRIA GRÁFICA

REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Rua Marquês de I tu, 70 — 12.° — leis.: 231-4733 - 231-4143 - 231-4923 — C.P. 7815 — Telegr.: "ABIGRAF" - 01223 — S. Paulo - SP

Sócios

A Associação Brasilei-

Não Sócios

Classificação e Avaliação de Funções na

ra da Indústria Gráfica Indústria Gráfica (ABIGRAF) leva ao conhecimento dos inteCustos na Indústria Gráfica ressados que estão a Tecnologia de Papel com Ensaios de Lavenda na sede da entiboratório dade as seguintes publicações de grande Aumento da Produtividade na Indústria interesse do setor, não Gráfica esquecendo o leitor, Métodos de Ensaios nas Indústrias de Cede que os pedidos lulose e Papel deverão ser acompaA Granulação de Chapas de Zinco para nhados de cheque noOffset minal ã entidade no valor correspondente. Assinatura da Revista

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fiesp/ciesp

França quer investir em pequena e média empresa 3

O presidente da Câmara da indústria de Marselha

Objetivando conhecer as possibilidades de investimentos em pequenas e médias empresas em nosso País e intensificar o intercâmbio comercial França-Brasil, esteve em visita a sede da FIESP/CIESP uma delegação da Câmara de Comércio e Indústria de Marselha, chefiada pelo presidente da entidade, Sr. André Tourret. Recebendo-a, em seu gabinete, o presidente Theobaldo De Nigris apontou as áreas agro-industrial como as mais necessitadas de tecnologia, além dos setores da eletrônica e da mecânica de precisão, como as que, ainda, oferecem boas possibilidades para investimentos no campo da pequena e média empresa. Destacou o potencial agrícola brasileiro e o empenho do Governo em dotar esse setor de reais condições do máximo aproveitamento, através de medidas incentivadoras e da industrialização no que se refere a conservação de alimentos, estocagem e transporte são outros problemas para os 28

quaisquer, tão voltadas as atenções de empresários e do Governo, visando o incremento de nossas exportações para diminuir o nosso déficit na balança comercial. Prevê-se grandes produções agrícolas no Pais e sua escoação motivo de preocupação. Daí as possibilidades que se apresentam para investimentos em pequenas e médias empresas. Citou, também, o programa de álcool no Brasil, como incentivo é agriculturação e o investimento nesse campo agro-industrial. Deu outras explicações sobre a economia brasileira e a respeito de nossas pretensões no comércio exterior. Os empresários franceses, que constituiam apenas uma delegação de Câmara de Comércio e Indústria de Marselha, explicaram que sua vinda ao Brasil é mais de preparação para missões de homens de empresas especializados que virão, posteriormente, com o objetivo de entabolar negociações tanto no terreno do intercâmbio

comercial, quanto no de investimento pequenas e médias empresas. O Sr. André Tourret manifestou-se realmente satisfeito com as perspectivas que encontrou em nosso Pais para colocado capital francês, agradecendo ao presidente da FIESP/CIESP a acolhida e a explanação que, era muito, contribuirão para os futuros entendimentos. A delegação francesa esteve integrada, ainda, pelos Srs. Albert Bourbillon, vice-presidente; Henri Mercier, secretário; Henry O'Byrn; e Armand Paul, chefe do serviço de Comércio Exterior da Câmara. Acompanhava a delegação o Sr. Jacques Bignalet, adido comercial Consulado Geral da França em São Paulo. Estiveram, também, presentes ao encontro, os Srs. João DaIla Filho, chefe da assessoria da presidência da FIESP/ CIESP; Benedicto de Sanctis Pires de Almeida, chefe do DECEX — Departamento de Comércio Exterior das entidades e assessores. ABIGRAF EM REVISTA

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fiesp/ciesp

Empresários Nipo-Brasileiros querem agilizar relacionamento

Membros da comitiva da Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira

Comitiva da Camara de Comércio Indústria Nipo-Brasileira, chefiada pelo Diretor-Executivo Koichiro Shinomata esteve em visita ã Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, dia 6 último, sendo recebida pelo vice-presidente Mário Toledo de Moraes e diversos diretores. O estreitamento das relações empresariais entre as duas nações, a partir de um contato mais amiudado entre as entidade representativas da atividade empresarial, foi a tônica do encontro mantido no gabinete da Presidência da FIESP/CIESP (0 presidente Theobaldo de Nigris fora a Brasília). Segundo o Sr. Kichiro Shinomata, e

e diretores Mário Barroso Ramos e Carlos Lázaro, enfatizou o interesse

com que a Casa via a pretensão da Camara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira, em face do próprio estádio de desenvolvimento das relações políticas, econômicas e culturais entre os dois países. Lembrou, nesse sentido, o grau de

relacionamento empresarial que aproxima Brasil e Japão, a par da integração de grande número de japoneses ao processo social brasileiro, com sua indiscutível aculturação. Pos em relevo a possibilidade de se investir — de forma mais substancial — em "joint ventures", buscando complementar nossa economia.

que estava acompanhado dos Srs. Ryoji Kojima, Yasuo Hone, Flávio Tsuyoshi Oshikiri e Hajimu Kurama-

chi, coordenadores da Comissão de Assessoria Especial da Câmara, a entidade objetiva agilizar o relacionamento bilateral e remover entraves que, por vezes retardam o incremento pretendido. Mario Toledo de Moraes, tendo ao lado os presidentes Eméritos Nadir Dias de Figueiredo e Humberto Reis Costa, o vice-presidente José Polizotto 4/1980

Diálogo entre membros pa comitiva da Câmara e diretores da FIESP-CIESP 29


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SENAI investe 7,5 milhões cooperação tecnológica O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — SENAI começa a executar, no Departamento Regional de São Paulo, um projeto de cooperação técnica com a agência canadense "Canadian International Development Agency" — Cida — que será realizado com a vinda de técnicos canadenses para trabalhar no SENAI e a concessão de bolsas de estudo para técnicos brasileiros estudarem no Canadá. Esta cooperação técnica, que custard ao Senai paulista um investimento da ordem de 7,5 milhões de cruzeiros e 154 mil dólares canadenses à Cida, será desenvolvida em dois anos com abrangência para as seguintes áreas: têxtil, eletricidade, eletrônica, solda e ensino por computadores. A diretoria do Senai, ao estabelecer essas áreas industriais como prioritá-

rias para este projeto, levou em consideração a necessidade de acompanharmos as inovações tecnológicas que estão sendo introduzidas na fiação, malharia, acabamento e tinturaria de fios e tecidos e o problema de escassez do petróleo e seus derivados que exige que se busquem outras formas de energia e a intensificação da produção de energia elétrica. Este acordo de cooperação técnica, cujo projeto foi aprovado pela Secretaria de Cooperação Econômica e Técnica Internacional da Secretaria do Planejamento da Presidência da República, também julgou relevante o elevado número de empresas do ramo têxtil — 3.833 estabelecimentos com 199.263 trabalhadores — e de indústrias de Eletricidade e Eletrônica — 1960 firmas com 156.019 empregados.

Tendo introduzido recentemente, ao seu acervo de metodologias de ensino, as formas mais avançadas de tecnologia educacional, o Senai pretende obter do Canadá a experiência — já; comprovada naquele país — da aprendizagem com o auxílio do computador. Com a finalidade de estabelecer metas para implementação da cooperação técnica, já estão em São Paulo os canadenses R.H. Ironmonger especialista em educação técnica da CIDA e Raoul R. Korgold, diretor de Educação Permanente do Collége Algoriquin, para conhecer algumas Escolas Senai da Capital e o trabalho realizado pelas Divisões de Ensino, Tecnologia Educacional e Assistência às Empresas do Departamento Regional do Senai.

Redução de filmes a tom contínuo Wagner Fonseca Castro

O presente artigo refere-se a negativos de tom continuo. Por se tratar, o assunto, de negativos, quando se falar em sombras, refere-se às densidades mínimas; e quando se falar em luzes, refere-se As áreas densas (máximas) do filme exposto. O termo redução é sinônimo de rebaixamento, termo este muito empregado nas indústrias. REDUÇÃO

A redução fotográfica de uma imagem consiste em eliminar parte da prata, geralmente convertendo-a em um composto solúvel em água ou em um composto que seja solúvel em outro componente da solução redutora. 8 pois importante que a película passe por uma lavagem final para eliminar estes compostos. As desvantagens são que a maioria dos redutores ressaltam a estrutura da granulação do negativo; também pode ser que se exagere a redução e se destrua o negativo. Os negativos demasiados densos que são aptos para redução são divididos em três categorias: a) Os negativos sobre-expostos ou superexpostos (densos) ou ligeiramente velados, (grande nível de véu), requerem menos densidade sem mudança notável de con" traste. Os redutores que produzem este tipo de mudança chamam-se subtrativos porque sobtraem igual quantidade de prata de to4/1980

das densidades. Assim, a separação de tons é mais ou menos a mesma, exceto nas sombras onde densidades quase imperceptíveis chegam a desaparecer. Esta característica muito útil para redução do nível de véu em negativos ligeiramente velados. Os negativos ligeiramente sobre-revelados ou super-revelados (densos e contrastados) requerem menos densidades com redução de contraste, ao contrário da revelação. Isto se consegue com redutores proporcionais que reduzem na mesma proporcão todos os depósitos de prata no negativo. Daí se elimina mais prata das densidades das grandes luzes do que as sombras e se reduz o contraste. Os negativos ligeiramente sub-expostos e sobre-revelados (contrastados, com grandes luzes densas) requerem uma redução de contraste, mas não admitem demasiada perda de densidade nas sombras. Um redutor "super proporcional", como seu nome indica, elimina uma proporção de prata muito maior de densidades nas grandes luzes do que nas sombras. Trata-se de decorar os efeitos dos três tipos de redutor para as curvas características "antes e depois" da redução, já que os nomes e inclusive os diagramas de colunas podem induzir a erros. (Por exemplo: a redução proporcional pode ser interpretada erroneamente como a que reduz a densidade sem afetar em nada o contraste).

REDUTORES SUBTRATIVOS

O redutor subtrativo mais conhecido é a combinação ferricianeto de potássio e hipossulfito de sódio (tiossulfito sódico) utilizado primeiro por HOWARD FARMER o qual se conhece como "Redutor Farmer". São preparadas em duas soluções: SOLUÇÃO "A" Ferricianeto de Potássio (cristalino) 10% (guardar bem armazenado com luz atenuada). SOLUÇÃO "B" Hipossulfito de Sódio (cristalino) 20%. A solução ativa é preparada combinando proporções adequadas de "A" e "B". A prata da imagem oxida-se formando ferricianeto insolúvel, o hipossulfito o solubiliza. Uma combinação de uma parte de "A" por oito de "B" é de forte ação subtrativa. Quanto menos solução "A" se usa, o redutor é menos e mais proporcional. O normal é combinar "A" e "B" no momento preciso, porque a solução não se conserva (o que se percebe pela mudança de cor amarelo alaranjado normal e um azul esverdeado pálido). Verifica-se primeiro a força da solução em um negativo inútil, e dilui-se o redutor com água se é demasiado ativo. 31


senai Deve-se agitar o negativo durante a re-

dução e vigiá-lo atentamente. A ação do redutor é interrompida colocando o negativo em um recipiente onde haja água corrente. E aconselhável interromper de vez quando a ação já que uma imersão muito

/ 0

..... • ■ -

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1

demorada no redutor pode produzir man-

chas amarelas. Se é muita a densidade a reduzir do negativo, deve-se mudar a solução Farmer para cada três ou quatro minutos. O redutor pode também ser aplicado localmente corn um algodão. Alguns retocadores ou fotógrafos preferem usar as duas partes do redutor separadamente, passando o negativo de "A" a "B" e lavando em seguida.

Assim as soluções conservam-se melhor, mas é muito mais difícil controlar o grau exato de redução que for produzido em cada fase quando o negativo é tirado da solução "A" (0 detalhe das sombras pode desvanecer-se descontroladamente ao levar o negativo a solução hipossulfito). O redutor Farmer é provavelmente o mais popular de todos os tratamentos químicos posteriores. Suas aplicações vão desde uma aplicação local para os detalhes de uma janela em negativos de grande formato, no clareamento de grandes luzes um pouco veladas em cópias ou diapositivos. (Pode ser tentador encurtar a preparação da solução limitando-se a misturar alguns cristais de ferricianeto de potássio em uns poucos cc. de solução extraída de uma banho de fixador ácido. Porém a presença de ácido encurta muito a vida ativa da solução, e há perigo de manchar o negativo). Depois da redução Farmer o negativo deve ser lavado durante uns 10 ou 15 minutos. Outro redutor sobtrativo de uso menos freqüente, contém Permanganato de Potássio e Acido Sulfúrico. O Permanganato de Potássio oxida a prata da imagem formando óxido de Prata que, em presença do ácido, forma Sulfato de Prata solúvel. As soluções necessárias são: SOLUÇÃO "A" Permanganato de Potássio — 5% SOLUÇÃO "B"

Acido sulfúrico (concentrado) — 3% Estas soluções devem ser feitas com água destilada porque estes reagentes atacam as impurezas de água corrente. Para sua aplicação tome uma parte de "A", duas partes de "B" e 64 de água (preferível destilada). Para parar a ação e tirar mancha de Permanganato passa-se a película em uma solução de Bissulfito de Sódio ou Metabissulfito de sódio. Fixa-se em seguida e lava-se intensamente. Outros redutores subtrativos são: o Velitzki (Citrato Ferric° Potássico e fixados ácido) e as soluções a base de Cianeto de Potássio. Este último C. um veneno tão ativo que já não é usado hoje em dia pelos retocadores e fotógrafos profissionais. REDUTORES PROPORCIONAIS

E difícil formular um verdadeiro redutor proporcional que não tenda a ser subtrativo ou super proporcionalmente ativo. Provavelmente a solução mais eficaz e conveniente consiste em Tiossulfato de Amônta acidificado com endurecedor, (fixador 32

I

R

-4

Dist Figura 1: Redução de negativos de tom continuo. R = Negativo reduzido

O = Negativo original Nos

diagramas de coluna, as zonas ligeiramente sombreadas. Indicam

extraída de quatro densidades pare cada

rápido com endurecedor, mais 15 ou 30 gotas de ácido cítrico, por litro). Este se

assemelha ao de redução proporcional que vemos em negativos e cópias que ficaram muito tempo no fixador. Sua ação é bastante lenta e dura 15 minutos. Também pode-se usar uma solução muito diluída do redutor Farmer ou combinar um redutor subtrativo e um redutor super proporcional. Esta combinação consiste em Permanganato de Potássio e Persulfato de

Amônea. SOLUÇÃO "A" Permanganato de Potássio ... 0,02% Acido Sulfúrico (concentrado) 0,15% SOLUÇÃO "B" 2,5% Persulfato de Amemea preferível dissolver ambas com água destilada; guardá-las bem e separadas. Mistura-se uma parte de "A" por três de "B" e atua-se por inspeção. Depois pode-se eliminar a mancha de permanganato com uma solução de Bissulfito de Potássio a 1% seguida de uma lavagem de 20 minutos. REDUTORES SUPER PROPORCIONAIS

A redução super proporcional pode-se conseguir branqueando a imagem em uma solução de 2% de Ferricianeto de Potássio e 2% de Brometo de Potássio, e voltando

e prata

redutor.

a revelar parcialmente em uma solução diluída. Também pode-se preparar um redutor de uma s6 solução a partir de uma solução um pouco acidificada de sulfato de Am& nea ou Potássio e de Sulfato de prata, que são solúveis. A prata que se dissolve parece que tem um efeito catalizador que aumenta a redução nas grandes densidades. A solução necessária é s6 de 2,5% de Persulfato de Amônea ou Potássio ao que se adiciona uma gota de ácido sulfúrico para cada 100 cc. antes de usá-la. E se possível, deve-se empregar água destilada, porque os Cloretos e ferro da água corrente reagem com o Persulfato. A redução é verificada por inspeção; adverte-se que a ação acelera-se uma vez superando o período de inércia, com que é fácil ultrapassar na redução. Este redutor só se usa uma vez, e quando aparenta aspecto leitoso, deve ser eliminado e continuar com nova solução. Interrompe-se a ação colocando o negativo em uma solução a 10% de Sulfato de Sódio ou um banho de fixador Acido de itpo corrente (que seja lenta e requeira de 2 a 3 minutos). Depois lava-se durante 20 minutos. (Transcrito CPG)

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Nenhuma outra guilhotina rápida, com tal desempenho, tem sido aceita tão rapidamente no mercado, como a PO LAR. EMC Estas guilhotinas da nova geração foram apresentadas pela primeira vez ao público na DRUPA'77. A aceitação expontânea por parte dos entendimentos no ramo de guilhotinas para o corte de papel, conduziu a POLAR para que aumentasse a produção de suas EMC. As vantagens das guilhotinas com comando por micro-computador aparecem a partir do operador. A diferença dos preços é justificada comparada com os outros modelos POLAR CE ± CS, uma vez que as vantagens oferecidas diminuem as despesas. Somente assim pode-se explicar o fenômeno que a POLAR 155 fabrica hoje em dia, somente com a produção da EMC é que em caso da POLAR 115, a maior parte dessas máquinas programáveis também correspondem

execução EMC. No princípio, a POLAR-EMC se introduziu especialmente em países altamente industrializados, com expressivas indústrias gráficas, como por exemplo a Austrália, a Bélgica, a Dinamarca, a França, a Grã-Bretanha, a Itália, o Japão, o Canadá, a Holanda, 4/1980

a Austria, a Suíça, a Suécia, os E.U.A. e a Alemanha. Porém, cada vez mais, aumentou o número de compradores de outros países. Aqui vão alguns detalhes técnicos mais essenciais, que explicam o grande êxito de venda da POLAR-EMC: 1) Comando por micro-computador Graças ao desenvolvimento do campo da micro-eletrônica, os engenheiros da POLAR conseguiram conceber idéias completamente novas para a construção de guilhotinas rápidas de papel. A POLAR/EMC oferece mais conforto, é mais simples e trabalha mais economicamente no que se refere a custos e energia elétrica, comparada com outras construções conhecidas até agora. A POLAR/EMC pode ser programada mais rapidamente para novos trabalhos, com o esquadro parado. Os tempos de preparo diminuem em 70-90%, o que resulta numa grande vantagem, sobretudo para pequenas e médias tiragens. Livremente programável, a POLAR/EMC atende aos requisitos por exemplo, de, fabricantes de etiquetas, graças a sua calculadora integrada, correção da posição do demarcado programável, erc. Estes casos necessitam de uma exati-

Com o sistema de medição direta, junto com um controle constante de medidas, a POLAR/EMC garante a maior precisão possível de corte. O sistema trabalha independente da condição da rosca, o que quer dizer não sujeito a desgaste. Este sistema é mais complexo que outros, porém conhecemos as vantagens: depois de anos, as POLAR ainda trabalham com a mesma precisão como se fosse o primeiro dia de uso. Por isso, é oferecida então maior vantagem que o habitual. Lógica de comando simples

O painel de controle central com

proteção por barreira de luz, foi criado segundo os aspectos ergonômicos mais recentes. Não existe múltiplas indicações: as funções de comando se separam claramente. E isto de maneira lógica e visível. Em qualquer momento, o operador fica informado do que faz. Sistemas de medidas A POLAR oferece dois sitemas de medidas em uma máquina. As máquinas podem trabalhar segundo o sistema métrico ou sistema de polegadas. As medidas em polegadas podem introduzir-se até em valores fracionários. Isto é uma vantagem, desenvolvida pelos engenheiros da POLAR, pela primeira vez em guilhotinas

rápidas. Flexibilidade de programas O sistema direto de medição, a disposição ergonomicamente correta dos elementos de comando e o conforto maior no serviço, garantem um trabalho mais exato, mais cômodo e mais rápido com a POLAR/EMC. 33


flashes Foto 2

• •

3=ED

O

Vista do painel de comando central EMC (1. correção de provas; 2, ajuste de posição do registro; 3. tecla de posicionamento; 4. "calculadora de bolso" integrada; 5. computadorarepetidora). 8) Memória

A memória de dados junto com a calculadora, formam as partes essenciais, de um comando por computador. Na Polar/EMC trata-se de uma memória robusta, livre de desgaste, rapidamente intercambiável. Com somente um toque, a memória pode ser tirada da guilhotina, introduzindo-a depois em outra POLAR-EMC. Desta forma, a segunda guilhotina imediatamente fica preparada para funcionamento nos mesmos programas.

O

Ii1.111

8.1. Capacidade da memória

sem escalonamento durante o ajuste automático do programa. Este ajuste é efetuado no campo, de 1/100 mm. Programação automática de medidas. (posicionamento, foto 2, posição 3)

Porém, a POLAR oferece ainda mais: os programas de corte existentes são flexíveis. Podem ser adaptados de várias maneiras, conforme vão surgindo na prática, devido a influencias externas sobre o material a ser impresso ou devido a uma mudança de faca em meio a uma tiragem. 4.1. ajuste da posição de registro (foto 2, posição 2)

Diferenças no registro de corte podem ser programadas junto com o corte correspondente até mais ou menos 2,5 mm em cada lado do registro, compensando-se automaticamente. Até agora era necessário ajustar estas diferenças manualmente, para poder efetuar os primeiros cortes longitudinais e transversais. O campo de ajuste é indicado de forma digital, com uma precisão de 1/100 mm. 4.2. Correção de provas (foto 2, posição 1) Diferença na imagem impressa — cortes e a imagem impressa não coincidem — podem ser compensadas 34

As medidas individuais são introduzidas através do teclado com o esquadro parado. Com um "impulsador" o esquadro se posiciona automaticamente, com uma precisão de 1/100 mm. Isto tem grande importância no caso de desejar-se efetuar cortes individuais "intermediários". "Calculadora de bolso" integrada (foto 2, posição 4)

Com todas as operações básicas e memória própria. Especialmente vantajosa para o cálculo de programas para vários cortes, com medida irregular do primeiro corte. E possível indicar a medida real na condição da medida teórica. Adicionalmente: indicação de uma sobrecarga de capacidade e valores negativos. Computadora Repetidora (foto 2, posição 5)

Um computador no computador permite qualquer combinação de provas e cortes intermediários. (Este dispositivo, no caso da POLAR, não consiste somente numa sensível funcão multiplicadora. Em conjunto com a "calculadora de bolso" integrada fica ideal para a elaboração de etiquetas.

A capacidade de memorização da POLAR/EMC é ilimitada, graças a possibilidade de intercambiar memórias. Cada memória pode armazenar até 98 programas. Este banco elimina a necessidade de programar trabalhos repetidos. As funções adicionais, assim como cortes repetidos, não requerem espaço na memória, pois se programa junto com os cortes: 8.2. Segurança de dados Um comando protetor para a memória evita a perda de dados no caso em que faltar energia elétrica; 8.3. Copiar programas A possibilidade de intercambiar programas oferece mais vantagens. Uma delas é a possibilidade de copiar programas, existentes numa memória secundária. Esta característica tem uma especial importância para gráficas, que querem utilizar uma segunda POLAR/EMC, para efetuar o mesmo trabalho no caso de altas tiragens, ou pouco tempo disponível. Foto 3

A memória pode ser rapidamente retirada da POLAR com apenas um toque. As guilhotinas POLAR são representadas no Brasil pela GUTEMBERG — Máquinas e Materiais Gráficos Ltda., com sede em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e representantes em todo o País. ABIGRAF EM REVISTA

4011


jurídico hr■••

Trabalhista

INSTRUÇÃO NORMATIVA N.° 01, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1979

se situa o estabelecimento ou, even tualmente, no município mais pró-

RAIS — RELAÇÃO DE EMPREGADOS MENORES

Aprova o modelo de formulário e instruções gerais, e define os prazos, os meios e os locais de entrega das informações relativas ã RAIS, ano-base

ximo. 7 — O Manual de Orientação, contendo todas as informações necessárias ao preenchimento da RAIS, ano-base 1979, estará disponível, para

Portaria 3.007, de 7-1-80, do Min. do Trabalho, que aprova a RAIS como formulário da Relação de Empregados Menores; e Instrução Normativa 1, de 3-12-79, do Grupo Coordenador da RAIS, que aprova modelo de formulário, instruções gerais e define prazos de entrega das informações relativas à RAIS, ano-base 1979.

46.

Portaria n.° 3.007 de 7 de janeiro de 1980 O Ministro de Estado do Trabalho, no uso das atribuições que the confere o Art. 913 e face ao que preceitua a alínea a do Art. 433 da Consolida-

ção das Leis do Trabalho, atendendo, ainda, aos termos do Decreto n.° 83.740, de 18 de julho de 1979, que institui o Programa Nacional de Des-

burocratização, e Considerando que os elementos componentes da RAIS, instituída pelo Decreto n.° 76.900, de 23 de dezembro de 1975, preenchem as condições da relação de empregados menores prevista na CLT; Considerando que pela Portaria n.° 3.558/79 já foram tomadas providências", em situação semelhante, no sentido de exonerar-se os empregadores de encargos sociais decorrentes do preenchimento de dois formulários com a mesma finalidade; Considerando que o cumprimento do Programa Nacional de Desburocratização anima este Ministério a encontrar novas soluções para a simplificação de serviços, resolve: I — Fica aprovado como formulário da relação de empregados menores, exigida pela alínea a do Art. 433 da CLT, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), instituída pelo Decreto n.° 76.900, de 23 de dezembro de 1975. II — Em decorrência da aplicação do estabelecido no item I desta Portaria, as Empresas ficam desobrigadas, a partir desta data, da apresentação do formulário aprovado pela Portaria n.° 05, de 21 de janeiro de 1944. III — Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Murillo Macedo (DOU-I de 9-1-80, pág. 516.) 4/1980

1979

O Grupo Coordenador da Relação Anual de Informações Sociais — RAIS, criado pelo Decreto n.° 81.241, de 23-01-78, no uso de suas atribuições e de acordo com. a Portaria n.° 56, de 04-07-78, da Secretaria de Planejamento da Presidência da República, resolve:

1 — Ficam aprovados o modelo de formulário e as instruções gerais, em anexo, para a RAIS relativa ao ano-base de 1979. 2 — A RA IS, relativa ao ano-base 1979, deverá ser entregue, pelos respectivos declarantes, obedecidos os prazos a seguir fixados: de 02-01-80 a 15-02-80, para empresas com até 100 empregados; de 02-01-80 a 31-03-80, para empresas com mais de 100 empregados. 3 — As informações poderão ser prestadas por meio de formulários impressos ou por meio de fitas magnéticas de processamento de dados, a critério do declarante. 4 — As empresas que declararam a RATS, no ano passado (ano-base 1978), em formulários impressos, receberão, pelo Correio, uma cópia do Manual de Orientação-RAIS, ano-base 1979, além da RAIS pré-emitida; as empresas que declararam em fitas magnéticas receberão a Circular DS, emitida pelo SERPRO, que descreve os procedimentos específicos a serem adotados, complementares ao Manual de Orientação.

5 — A RATS de cada estabelecimento de empresa contribuinte do PIS deverá ser entregue em agência bancária credenciada pelo PIS, localizada no mesmo município onde se situa o estabelecimento ou, eventualmente, no

município mais próximo. 6 — A RAIS de entidade vinculada ao PASEP só poderá ser entregue em agência do Banco do Brasil S/A localizada no mesmo município onde

consulta por parte das empresas que acaso não tenham rdcebido seu exemplar pelo Correio, nas agências bancárias credenciadas pelo PIS. 8 — As especificações necessárias impressão do formulário da RAIS, ano-base 1979, bem como os respectivos fotolitos, estarão à disposição dos interessados nas seguintes dependências da Caixa Econômica Federal: Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1979 Amaro da Costa Monteiro, Coor-

denador

Fiscal CALENDÁRIOS COMERCIAIS Estão sujeitos ao tributo porque não constituem periódicos, para os efeitos da imunidade assegurada pelo art. 19, III, d, da Constituição Federal.

Em recurso, que não conheceu, unanimemente, decidiu o Tribunal, seguindo o voto do Relator: "Por periódico há de se entender qualquer outra forma impressa de publicação, além dos livros e jornais, que veiculem notícias, idéias ou pensamento. Os calendários comerciais, como as folhinhas e agendas, não são livros, jornais, revistas ou periódicos, no sentido de veículos da manifestação do pensamento humano. Constituem uma simples mercadoria de consumo, periodicamente posta em circulação, mas não são periódicos no sentido legal e constitucional, de modo a autorizar a pretendida imunidade. Como bem salientou o eminente Ministro Leitão de Abreu, "no seu significado comum, ligado à idéia de publicação, periódico é termo que indica "publicação que aparece em tempos determinados; termo designativo de obra ou publicação que aparece em tempos determinados; jornal com dias fixos para sua publicação". Esse mesmo sentido é consig35


jurídico nado na Lei 5.250, de 9-2-67, que regula a liberdade de manifestação de pensamento e de informações. "São empresas jornalísticas, para os fins da presente lei", preceitua o art. 3.°, § 4.°, desse ato legislativo — "aquelas que editarem jornais, revistas ou outros periódicos". O que conta, no que diz respeito à questão ora examinada, é que, na prescrição legal aí mencionada, se inclui o periódico no gênero a que pertencem os jornais e revistas, uma vez que outra coisa não quer dizer o art. 3.°, § 4.°, quando se refere a empresas que editarem jornais, revistas ou outros periódicos" (RE 77.867 — SP RTI 72/193 e 194)." — Acórdão de 15-12-78, da 2.' Turma do STF, no RE 87.663, de São Paulo (Djaci Falcão, Pres.; Cordeiro Guerra, Rel.). — RTJ 89, págs. 278/281.

lativos a levantamentos fiscais só podem ser efetuados após o encerramento do Balanço do exercício, tendo lugar, pois, no exercício subseqüente àquele em que ocorreram os fatos geradores. No caso em tela, discutindo-se operações realizadas em 1971, o levantamento fiscal do respectivo exercício só poderia ser feito em 1972, começando, conseqüentemente, a correr o prazo da decadência em 1.0 de janeiro de 1973, e terminando em 31 de dezembro de 1977."

GUIA DE INFORMAÇÃO E APURAÇÃO

PENHORA — COTAS DE SOCIEDADE LIMITADA

— Ementa 522, de 11-12-78, das Câmaras Reunidas do TIT de São Paulo, no Proc. DRT-2-1.547/77 (Roberto Pinheiro Dória, Rel.). — Boletim TIT 90, de 5-9-79, pág. 5.

Tribunal: "Assim, em conclusão, decreto a nulidade do processo, ou melhor dizendo e precisando, declaro nulos os atos subseqüentes ao da penhora, a fim de que, como requerido nas razões do apelo, intimado o advogado do executado e também intimada a mulher deste, tudo com observância das prescrições legais pertinentes, possam eles articular ação de embargos em oposição ã execução aforada." Diz a ementa: "Ocorrendo penhora em bens de raiz, torna-se imprescindível a citação da mulher do executado, sob pena de nulidade do processo." — Acórdão de 10-9-79, da 4.a Câm. Cív. do TJMG, na Ap. 51.755, de Eugenópolis (Lincoln Rocha, Pres.; Walter Machado, Rel.). — DJMG de 17-10-79, pág. 1.

Civil/Comercial PENHORA — EMBARGOS

O contribuinte que pratica operações não alcançadas pela incidência do ICM também deve entregar a GIA.

Em recurso, decidiu o Tribunal de Impostos e Taxas: "A entrega da GIA não é obrigatória apenas para aqueles que, inscritos na Repartição Fa-

zendária, tenham ICM a ser apurado, mas para todos que adquiriram a condição de contribuinte inscrito, haja ou não movimento de saídas de mercadorias, esteja ou não alcançado pela incidência do tributo estadual, vez que o propósito não se restringe apenas ã apuração, mas, também, ã informação indispensável a todo o controle da sistemática do ICM." — Decisão 507, de 2-10-78, das Câmaras Reunidas do TIT de São Paulo, no Proc. DRT-5-6.736/77 (Jamil Zanzut, Rel.). — Boletim TIT 89, de 16-8-79, pág. 3. DECADÊNCIA — PRAZO

Nas sociedades por cotas com participação limitada elas pertencem A sociedade e não aos sócios, razão pela qual são impenhoráveis.

Em recurso, a que deu provimento, por maioria, decidiu o Tribunal: "Na sociedade por cotas de participação limitada, elas são de responsabilidade do capital da sociedade. Não pertencem ao sócio, mas à sociedade e, por isso, são impenhoráveis. Se o sócio devedor não se pode penhorar o capital da sociedade para responder por sua dívida. Assim, na sociedade por cotas não se pode substituir um sócio, sem o acordo dos outros. Em resumo, as cotas pertencem à sociedade e esta não responde por dívida de sócio." — Acórdão de 10-9-79, da 1.a Câm. Cív. do TJMG, na Ap. 51.747, de Juiz de Fora (Hélio Costa, Pres.; Rubens Eulálio, Rel. "ad hoc"). — DJMG de 27-10-79, pág. 1. PENHORA — BENS IMÓVEIS

Discutindo-se operações realizadas em 1971, o levantamento fiscal correspondente só poderia ser feito em 1972, começando a correr o prazo decadencial em 1.4-73.

Ocorrendo penhora em bens de raiz, torna-se imprescindível a citação da mulher do executado, sob pena de nulidade do processo.

Em recurso, decidiu o Tribunal de Impostos e Taxas: "Os trabalhos re-

Em recurso, a que deu provimento em parte, unanimemente, decidiu o

36

No caso de intimação da penhora por termo nos autos, o prazo para oposição dos embargos à execução se conta a partir da assinatura pelo devedor.

Em recurso, a que deu provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "0 Prof. Humberto Theodoro Júnior, a respeito, escreve: "Quanto ao fato de ter o art. 738 se omitido quanto ao momento da juntada do mandado aos autos para efeito de contagem do prazo de embargos, prende-se à possibilidade de a intimação da penhora ser feita por outros meios além do mandado, como o edital (art. 654) e o termo aos autos (art. 657). Nessas últimas hipóteses, a contagem se faz a partir do vencimento do prazo fixado no próprio edital, ou da assinatura do termo pelo devedor. Daí ter falado o Código que o prazo de embargos corre simplesmente da intimação da penhora" ("Direito Processual Civil", pág. 50). E, assim, provido o agravo retido, julgo prejudicadas as apelações interpostas". Diz a ementa: "No caso de intimação da penhora por termo nos autos, o prazo para oposição dos embargos à execução se conta a partir da assinatura pelo devedor." — Acórdão de 28-8-79, da 3.a Câm. Cív. do TAMG, na Ap. 14.752, de Uberlândia (Danilo Furtado, Rel.). — DJMG de 27-12-79, pág. 3. ABIGRAF EM REVISTA

or!


Regionais da ABIGRAF O.*

Bahia - Sergipe

Pernambuco

Rua Chile, 22 - Sala 1401 Presidente:

Avenida Cruz Cabugd, 84 - 1.° andar

ULISSES DE CARVALHO GRAÇA Empresa: Comercial Gráfica Reunida Editora S/A. Avenida Frederico Pontes, 94 - Fones: (0712) 2-1650/1875 CEP 40000 - Salvador - BA

Ceará Rua Senador Potnpeu, 754 Presidente:

LUIZ CARVALHO FILHO

Presidente: JOSE MARIA RODRIGUES DA SILVA Empresa: Gráfica Olinda Ltda. - Olinda - PE Av. Cruz Cabugá, 84 - Fones: (0812) 224298/3467 CEP: 50000 / Recife / PE

Rio Grande do Sul Travessa Francisco Leonardo Truda, 40 - 19.° andar - (Sede)

Empresa: Rua Barão do Rio Branco, 1302 - Fone: 226-9056 CEP 60.000 Fortaleza - CE

Presidente: HENRY VICTOR SAATKAMP Rua Uruguai, 35 - 4.° andar - Salas 440/47 - (Secretaria) Fones: (0512) 24-9478/7349/2520 - ramal 008

Goiás

Empresa: Indústria Gráfica de Embalagens S/A. Av. dos G a. ilchos, 443 - Fones: 41-2402/3322/3554/1826 CEP 90000 - Porto Alegre - RS

Presidente: MÁRIO SCARTEZINI Empresa: Gráfica Piratininga Ltda. - Rua Quatro, 341 Fone: (062) 224-4417 - CEP 74000 - Goiânia - GO

Minas Gerais Rua Rio de Janeiro, 243 - Sala 701 - Fones: 222-6081/4-0402

Presidente: SIDNEY DE MORAES

Rio de Janeiro Av. Brasil, 15.671 - Lucas - Fones: 2304171/4747/391-1748 Presidente em Exercício:

RENATO PACHECO AMERICANO Empresa: IBGE (Gerente do Serviço Gráfico) Av. Brasil, 15.671 - Lucas - CEP 20000 - Rio de Janeiro - RJ

Empresa: Minas Gráfica Editora - Rua Timbiras, 2062 Fone: 226-4822 - CEP 30000 - Belo Horizonte - MG

Santa Catarina Paraiba Presidente: LOURENÇO MIRANDA FREIRE

Empresa: Miranda Freire Comércio e Indústria S/A Praça Antonio Rabelo, 12 - Fones: 221-4355/4144 Fone: Fábrica 221-3118 - Caixa Postal, 36 - CEP 58000 João Pessoa - PB

Caixa Postal, 182

Presidente: UDO WAGNER

Empresa: Gráfica Avenida Ltda. - Av. Getúlio Vargas, 350 Fones: (0473) 72-0772/0592 - CEP 89500 - Jaraguá do Sul - SC

São Paulo Paraná Rua José Loureiro, 464 - 9.° andar - cf. 91 - Fone: (041) 223-3705

Presidente: CRISTOVAM LINERO SOBRINHO

Empresa: Gráfica Vitória - Rua André de Barros, 216 Fone: 32-4482 - CEP 80000 - Curitiba - PR 4/1980

Rua Mania de Itu, 70 - 12.° andar Fones: 231-4733/4143/4923/4353

Presidente: HENRIQUE NATHANIEL COUBE Empresa: Tilibra S/A. - Comércio e Indsútria Gráfica Rua Bertolina Maria, 7/21 - Vila Vermelha - CEP 04298 São Paulo - SP 37


Diretorias Associação Brasileira da Indústria Gráfica

Regional do Estado de São Paulo Presidente: Henrique Nathaniel Coubé Vice-Presidente: Rubens Amat Ferreira 2.. Vice-Presidente: Sidney Fernandes Secretário: Antonio Bolognesl Pereira 2.• Secretário: Dráusio Basile Tesoureiro: Waldyr Pr loIll 2.. Tesoureiro: Jose Alder Filho Suplentes: Jose Bignardl Neto Wilson SIN/1er° Renato Foroni Isaias Spina Arthur Andreottl Ayrton Perycles Conde Jose Luiz Spinola Conselho Fiscal: Homero VIllela de Andrade Vitto Jose Ciasca Jose Raphael FIrmino Tiaccl Suplentes: Osmar Matavell1 Paulo Tav It Panossian Basilio Artero Sanches

Sindicato das Industries Gráficas no Estado de São Paulo Presidente: Rubens Amat Ferreira Vice-Presidente: Henrique Nathaniel Coube Secretário: Sidney Fernandes 2.. Secretário: José Alder Filho Tesoureiro: lrineu Thomaz 2.* Tesoureiro: Waldyr Prio III Diretor Relações Públicas: Pery Bomelsel Suplentes: Antonio Bolognesi Pereira Arlindo Spina Drausio Basile Homero \Miele de Andrade Ernanl Parise Jose Bignardi Neto Renato Foroni Conselho Fiscal: Jose Raphael Firmlno Tiacci Francisco Teodoro Mendes Filho Vitt° Jose Clasca Suplentes: Airton Conde Wilson SivIero Bernardo Slnatro Delegados representantes Junto h FIESP: Theobaldo De Nigrls Homero VIllela de,Andrade

ADAMANTINA Irmãos Brandini Avenida Rio Branco, 94 Diretor: VALENTIM BRANDINI

ARARAQUARA, SP Domingos Ferrari & Cia. Ltda. Rua São Bento, 1134 — Fone: (0162) 22-1386 Diretor: JOSE EDUARDO FERRARI

BRAGANÇA PAULISTA, SP Gráfica Hernandes Ltda. Rua Cel. Teófilo, 1544 — Fones: 433-2919/0868 Diretor: ADARVE HERNANDES ACEDE

CAMPINAS, SP Geraldo de Souza & Cia. Ltda. Rua Armando SaIles de Oliveira, 650 — Fone: (0192) 51-7197 Diretor: ANTONIO CARLOS DE SOUZA

FRANCA, SP Ricardo Pucci Ltda. Indústria e Comércio Praça das Bandeiras, 1.077 — Fone: (016) 722-8700 Diretor: ELVIO PUCCI

ITU, SP

Indústria Gráfica Itu Ltda. Rua Gildo Guarnieri, 283 — Fones: 482-2894/2944/2969 Diretor: GILDO GUARNIERI FILHO

JUNDIAI, SP Cia. Litográfica Araguaia Rua XV de Novembro, 320/344 — Fones: 436-3582 — 434-4848 Diretor: RUBENS ROBERTONI

LINS, SP Gráfica Rio Branco Rua Rio Branco, 402 — Caixa Postal, 153 — Fones: (0145) 22-3900 — 32-1668 Diretor: ALBERTO JUAN REMBADO

LONDRINA, PR Gráfica Ipe S/A. Rua Duque de Caxias, 161 — Fone: (0432) 23-1350 Diretor: ALCEU MALUCELLI

SÃO JOSE DO RIO PRETO, SP

Giovinazzo Tipografia e Papelaria Ltda. Rua Prudente de Moraes, 2951 — Fone: (0172) 32-8185 Diretor: VICENTE FRANCISCO GIOVINAZZO

SANTOS, SP Gráfica Bandeirantes Ltda. Praça da Republica, 20/21 — Fone: (0132) 34-7417 Diretor: AFONSO FRANCO

SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP

Bandeirante S/A. Indústria Gráfica

Suplentes: Sidney Fernandes Dráusio Basile

Rua Joaquim Nabuco, 351 — Fone: 452-3444 Diretor: MARIO DE CAMARGO

Secretaria: das 8 as 11,30 e das 13 as 17 horas Aos sábados não ha expediente.

TAUBATE, SP

Secretário Geral Elias Valentlr Departamento Jurídico: Dr. Antonio Fakhany Júnior Dr. Luiz Carlos Cunha VieIra Weiss Dra. Rose Marla Pr lolli Defesa dos associados na Justiça do Trabalho: Informações trabalhistas e fiscais, cfveis e criminals.

38

Delegados no Estado de São Paulo

Tipografia J. A. Querido & Cia. Rua do Sacramento, 193 — Fone: (0122) 32-2835 Diretor: JOEL ROSS! QUERIDO

BAURU, SP Gráfica Bauru Rua Ezequiel Ramos, 1260 — Fone: (0142) 22-4467 Diretores: Alcides Bonora e José Esperidião ABIGRAF EM REVISTA


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Revista Abigraf 53