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h 4,0=( ANO V - NÚMERO 50 - JANEIRO 80

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EM REVISTA

Órgão oficial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo Registrada no 2.° Cartório de Registro de Títulos e Documentos da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, Republica Federativa do Brasil, sob número de ordem 915, no livro B. n.° 02

Capa: Criação e arte-final: Josué Alves Borges Fotolitos: Alunos da Escola SENAI "Theobaldo De Nigris"

da Matrícula de Oficinas Impressoras, Jornais e outros periódicos. Publicação registrada no Departamento de Polícia Federal — Divisão de Censura de Diversões Públicas de São Paulo sob n.° 1.517-P, 209/73. Diretor Responsável: Rubens Amat Ferreira Diretor Editor: Rose Maria Priolli Produtor: Maria Line Sampaio

Sumário Editorial

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Cartas

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Princípios de Desenvolvimento Econômico

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Roll-On/Roll-Off: Opção Econômica de Transporte

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Jornalista Responsável: René Santini Filho MTPS 1203

ABIGRAF/SIGESP — Agradecimento aos votos de Boas Festas

14

FIESP/CIESP — Petróleo: em 1984 Brasil poderá importar só 498 mil barris por dia

18

Diagramador: Natal B. Pepe

Inaugurado o NDI com a presença de Camilo Penna titular do MIC

24

Consultores Técnicos: Drausio Basile Thomaz Frank Caspary

Nossa Impressão

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ABTG — Características colorimétricas de uma escala de tintas para tipografia e offset

28

Indústria de Papel-Celulose cresceu em 1979 enfrentando dificuldades

30

SENAI — Município de ltatiba terá Ensino Industrial

32

Bolsa de Máquinas

34

FLASHES — Cores e sorrisos: É de São Paulo o vencedor

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JURÍDICO — Trabalhista

39

JURÍDICO — Comercial e Administrativo

40

Regionais da ABIGRAF

41

Delegados no Estado de São Paulo

42

Colaboradores: Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss SENAI - ABTG - FIESP Circulação: Benedicto Lopes dos Santos Composição Gráfica: Cooperadora Gráfica Ltda. Impressão: Priolli & Cia. Ltda. Redação e Administração: Rua Marquês de ltu, 70 - 12.° andar Fones: 231-4733 - 231-4143 - 231-4923 e 231-4353 End. Teleg.: "ABIGRAF" - CP 7815

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ABIGRAF EM REVISTA — ANO V — N.° 50 — janeiro de 1980 Publicação mensal distribuída aos empresários gráficos e afins 3


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editorial

Oitenta No início de cada ano, costumamos fazer previsões sobre o que esperamos que aconteça nos doze meses que se seguem. Não somos, porém,

astrólogos e muito menos futurólogos, mas podemos afirmar que este ano deverá ser um ano de reflexões, de revisão dos anos setenta, de planejamento para os anos OITENTA. Os revezes e sucessos dos últimos anos devem ser pesados e analisados a fim de que possamos olhar para o sucesso nos anos

vindouros. Orientação mercadológica, administração de suprimentos, estrutura de pedidos, política de pregos e administração industrial, devem ser a base de nossos esforços baseados na produtividade de nossas empresas e na qualidade de nossos produtos. Isto porque a demanda de novos e melhores produtos de consumo será sentida

não só no Brasil mas em toda latinoamérica. O crescente ingresso de novos consumidores seja de embalagens ou de material promocional ou ainda nas áreas de educação e turismo, gera para a indústria gráfica a necessidade de uma infra-estrutura compatível com a época. Neste sentido, a ABIGRAF ,

consciente de sua responsabilidade coloca

et disposição do Gráfico a sua Entidade, promovendo cursos de atualização nos segmentos tecnológicos e administrativos e assessorando o companheiro em problemas fiscais e trabalhistas.

Tudo isso para melhorar, ainda mais, o desempenho de nossa indústria gráfica no tocante et sua eficiência e lucratividade. Porque só assim estaremos ajudando nosso país.

Thomaz F. Caspary

1/1980

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cartas

Prezados Senhores: Considerando que a elevada qualidade das matérias publicadas ABIGRAF EM REVISTA despertam nosso real interesse em sua leitura regular, muito apreciaríamos merecer de V. Sas. a inclusão da Bittencourt & Rubiniak em sua listagem de distribuição. Para melhor julgamento, informamos ser a Bittencourt & Rubiniak Ltda. uma empresa especializada em marketing industrial, notadamente nos setores de celulose, papel e embalagens de papel e papelão ondulado. Na expectativa de vermos atendida esta nossa solicitação, antecipamos nossos agradecimentos, colocando-nos disposição. Atenciosamente, Bittencourt & Rubiniak Ltda. Zultna C. Bittencourt e Silvia R. Rubiniak

Consultoria Mercadológica Rua Tabapuã, 821, 7.°, cj. 81 SAO PAULO - SP Agradecemos suas palavras, e informamos-lhes que estamos tomando as devidas providências.

Prezado Senhor: Damos em nosso poder sua circular de 18 de dezembro passado, comunicando a eleição da nova Diretoria que irá dirigir os destinos da categoria gráfica no triênio 1979/82. Apresentando a V. Sa. e aos demais componentes da Diretoria, nossos efusivos cumprimentos e votos de entusiasmo para uma profícua gestão em prol do engrandecimento e progresso da indústria gráfica de São Paulo e do Brasil. 6

Queira, outrossim, transmitir ã Diretoria anterior nossas congratulações pela feliz e diligente administração dos interesses da classe, bem como agradecer o apoio e colaboração dispensados. Receba, para tanto, a par de tais expressões congratulatórias, nossos cumprimentos muito cordiais. Henry Victor Saatkamp

Presidente da ABIGRAF Regional do Estado do Rio Grande do Sul A ABIGRAF — Regional do Estado de São Paulo sente-se honrada pelos cumprimentos de V. Sa. e continua ao seu inteiro dispor.

A ABIGRAF EM REVISTA: Estamos informando o início de nossas atividades no endereço abaixo. Pedimos o obséquio de sermos incluídos em seu Mailing List. Atenciosamente Ana Albert

Departamento de Mídia Ponto de Venda Av. Vieira de Carvalho, 141, 1.° and. Sala 13 - Telefone 223-6619 SÃO PAULO - SP Atendemos, com prazer, a solicitacão de V. Sa. e colocamo-nos, também, ao seu inteiro dispor.

Prezado Senhor: Senhor Presidente: Recebemos com satisfação a circular n.° 22/79, em a qual V. Sa. nos cientifica da eleição dos novos membros da ABIGRAF, realizada no dia 7 de dezembro p. findo. Pelo evento queremos neste ensejo cumprimentar V. Sa. formulando-lhe votos de profícua gestão extensivos aos seus dignos pares. Apresentando-lhe protestos do nosso apreço, queira receber nossas cordiais saudações, Walfredo da Costa Lucena

Presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Manaus Av. Getúlio Vargas, 1116, 5.° MANAUS — AMAZONAS Agradecemos em nome do Presidente da ABIGRAF — Regional do Estado de São Paulo, Sr. Henrique N. Coubé.

Acusando o recebimento de sua comunicação sobre a eleição da nova Diretoria dessa co-irmã desejamos saudar o auspicioso evento. Temos certeza de que os novos dirigentes da ABIGRAF — Regional do Estado de São Paulo serão um reforço e um alento na defesa de nossos interesses comuns assegurando a rápida conquista de todos nossos objetivos. Agradecendo a gentileza do comunicado auguramos o melhor êxito nova administração, enquanto afirmamos nosso apoio fraterno aos caríssimos amigos por cuja companhia nos sentimos muito honrados. Atenciosamente, ABIGRAF - Regional do Ceará Rua Senador Pompeu, 754 60000 — FORTALEZA - Ceará Agradecemos sensibilizados os votos de sucesso e o apoio à nova gestão, ABIGRAF EM REVISTA


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Peter Rad

Princípios de Desenvolvimento Econômico (Desenvolvimento, Educação e Expansão Demográfica)

01. Sinopse

Desenvolvimento, educação e expansão demográfica são os três conceitos básicos mais importantes da "Teoria do Desenvolvimento Econômico". Esta última, por sua vez, reflete o conhecimento básico, relativo aos problemas de aceleração do desenvolvimento nos países pobres e a manutenção do mesmo nos países ricos. De maneira simplificada poderíamos definir que o desenvolvimento econômico um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per cápita aumentará. Se, no entanto, examinarmos o processo mais detalhadamente, veremos que muitas outras variações, cada uma de caráter peculiar, acompanham o aumento do produto nacional. Conforme T. W. Schultz, em Economic Organisation of Agriculture, essas variações devem ser classificadas nos dois fatores principais: oferta de fatores fundamentais e variações na estrutura da demands de produtos. Consideramos fundamental, sem pretensão de considerar a nossa análise como verdade absoluta, que as análises econômicas feitas sobre a conjuntura econômica 8

levem em conta alguns conceitos básicos da "Teoria do Desenvolvimento", longe de uma análise demasiadamente simplificada na base de números e estatísticas. E esta uma contribuição para levar a um raciocínio básico sobre esses problemas. 02. Considerações Básicas

A Economia é, como sabemos, uma ciência social e, como tal, corre o perigo de análises subjetivas. Além disso, como dá respostas a problemas da nossa vida diária, muitas vezes chega a ser influenciada pela emotividade pessoal, por quem a estuda. O pensamento positivo ou negativo, freqüentemente, distorce uma conclusão final, a favor ou contra uma certa previsão, faz encarar a realidade por um prisma de sentimentos ou, ainda, o desejo daquilo que se quer que aconteça, leva a percorrer um caminho errado, o que encontra seu ponto máximo, quando se parte de uma premissa já formulada e tida como verdadeira, sem uma sustentação apenas analítica e lógica. A verdadeira ciência só pode assinalar progressos, quando livre de preconceitos e dogmas, deixando o caminho sem obstáculos para seu desenvolvimento livre.

Não queremos defender a Economia como ciência exata, baseada em dados matemáticos exatos, ao contrário, conhecemos perfeitamente a dificuldade da abstenção subjetiva e sabemos que na prática, de certo, é impraticável. Porém, sentimos necessário definir nossa filosofia básica: E necessário dominar as influencias da própria personalidade, quando se estuda problemas econômicos, para abster-se, o máximo possível, de análises subjetivas e considerações emocionais. Isso não significa que defendemos o ponto de vista do tecnocrata, insensível aos problemas sociais, no entanto, a Economia como toda a ciência deve procurar chegar a conculsões mais exatas possíveis. E importante penetrar no problema puro e tentar resolvê-lo logicamente. A aplicação de problemas matemáticos e estatisticos, porem, considera-se apenas como ferramentas, que podem ser ou não levados em conta, conforme uma análise lógica da temática, baseada num conhecimento pra fundo do assunto em estudo. Uma outra dificuldade que se apresenta é um problema de comunicação, que leva freqüentemente a interpretações dúbias, devido a subjetividade do sentido atribuido a determinados termos e, muitas vezes, ate a falta de definição clara desses termos, cujo campo de definição é apenas sentido ABIGRAF EM REVISTA


absorvido, quase que no subconsciente, embora não deixam de ser, com aparente conhecimento de causa, amplamente aplicados. Não pretendemos, aqui, perder-nos em considerações semânticas, porém, introduzir e justificar, principalmente, os três próximos capítulos: o que, ao nosso entender, é desenvolvimento, educação e expansão demográfica e apresentar idéias claras e precisas, que devem servir de base para todo o desenvolvimento deste estudo. 03. Desenvolvimento

Desenvolvimento pode ser definido como crescimento de corpos organizados ou a extensão progressiva de estruturas. Podemos ainda acrescentar, que é um processo de movimento e de mudança, a passagem de estruturas inferiores para superiores e do velho para o novo, na natureza, na sociedade e no pensamento. A origem do desenvolvimento é a contradição implícita da vida, nas coisas e nos símbolos. No entanto, já que estamos estudando o desenvolvimento econômico, surgem as perguntas: O que é crescimento da Economia quais as suas estruturas, cuja extensão progressiva está em jogo? Como podemos definir o movimento e a mudança de estruturas inferiores para superiores, a passagem de uma situação vigente ou velha para uma nova? Qual é a contradição implícita na Economia que gera o desenvolvimento? Não devemos nos esquecer, contudo, uma vez definido o desenvolvimento como movimento, que nossa análise cai sempre sobre eventos passados ou presentes, aos quais podemos atribuir uma posição futura, isto é, o desenvolvimento não é nenhum estágio fixo, mas, uma passagem continua, apresentando a mesma relatividade do tempo, seja isso em chamados países subdesenvolvimentos, em desenvolvimento ou desenvolvidos, expressões, aliás, que contém em si um sentido peculiar, pois, um pais sempre está se desenvolvendo de alguma forma. Assim o tempo passa, embora em progressão relativa, não só pela velocidade, como, também pela direção. Enquanto não chegamos ao bidimensionalismo, e isso seria a eternidade e, em questão de desenvolvimento, os céus na terra, o que seria pouco provável, continua válido conceito, que nada se perde, tudo se transforma, que cada efeito tem sua causa. Assim, sabemos que o desenvolvimento contínuo, embora relativo, em velocidade direção. Fato, aliás, que contradiz a primeira definição, pois, de tal maneira, também, pode haver um desenvolvimento para estruturas inferiores. Porém, ignoraremos essa última definição, em prol de um conceito geral, que encara o desenvolvimento como movimento positivo. Neste sentido, é importante, deixar clara a interligação de desenvolvimento econômico e social, pois, desconsiderando o último deixaríamos de responder its questões básicas da Economia: o que, como, para quem produzir? O desenvolvimento, outrossim, é uma consideração importante para a explicação de mudanças sociais, e, muitas vezes, é utilizado como sinônimo de progresso. Enquanto, porém, o progresso significa uma adaptação sempre melhor ao mundo natural, em que vivemos, em termos técnicos, econômicos, sociais e culturais, o desenvolvimento pressupõe uma ló1/1980

gica de movimentos, que levam a novas formas sociais. Portanto, pouco vale o desenvolvimento apenas, quando não acompanhado pelo progresso respectivo, proporcionando uma adaptação ao mundo e aos fatores ecológicos em evolução. Ao contrário, pode até desmerecer ou prejudicar a vida social. Muitos cientistas tentaram, procurando uma lei de desenvolvimento, estabelecer uma série de graus de desenvolvimento, os quais teriam sua forma inicial na vida primitiva e, que se repetem de forma semelhante em todos os povos. No entanto, sabe-se hoje, que os povos primitivos também têm sua história. Mesmo vivendo nos níveis mais baixos, existe uma estrutura social definida. A idéia romântica de povos primitivos sem males, livres de influências históricas, é errônea. Eles têm culturas claramente estabelecidas, que variam apenas, em graus de conhecimentos gerais e reconhecimento dos fatores nautrais, com outros povos. Portanto, deve-se rejeitar que o desenvolvimento é uma linha continua, a partir dos tempos primitivos, até os nossos dias. Tirando uma fotografia do desenvolvimento até hoje, a representação de um tronco, com diversas ramificações, em extensões variadas, seria mais exata. Mas, não somente a lógica do processo de movimento decide sobre a extensão dos ramos, ao contrário, existe uma série de motivos exôgenos, que, possivelmente, chegam a influenciar, de maneira mais ou menos acentuada, o desenvolvimento. Assim, observamos reduções populacionais repentinas, devido a guerras, epidemias e catástrofes ou retrocessos econômicos, por problemas climáticos. O sentido de desenvolvimento apresenta-se, desde os tempos primitivos, como um acúmulo progressivo de técnicas e conhecimentos, que permitem uma adaptação, sempre melhor, ao meio. Isso favorece a construção de sociedades crescentes, e a sua remodelação e readaptação a novas estruturas internas de poderes, economia e classes. Ao lado do desenvolvimento técnico e cultural, verificamos uma adaptação espiritual e social, a qual, normalmente, segue ao desenvolvimento técnico e econômico com algum atraso. Desta maneira, devemos negar a opinião, que existe um desenvolvimento natural e sincronizado entre as diversas partes de uma sociedade. Isso leva a crises de adaptação, principalmente, quando devido a invenções ou inovações, a economia assinala um avanço acelerado, o qual, não é acompanhado por outras instituições sociais, como família, educação, direito e religião, em outras palavras, o avanço econômico é absorvido com dificuldade pela sociedade, que se sente desnorteada e sem defesa e princípios diante a nova realidade. Como a adaptação cultural posterior, o conhecimento racional tende a se sobrepor a explicações irracionais. Ao lado das habilidades técnicas e atitudes primitivas de magia e superstição, impõe-se a razão, como unidade independente, proporcionando, assim, a possibilidade de um planejamento racional, isto te, provoca um desenvolvimento harmonioso de toda a sociedade e leva, realmente, ao progresso. Quando, hoje em dia, aplicamos os conceitos de subdesenvolvimento, desenvolvimento e seus estágios intermediários, temos de estar cientes de seus significados parti-

culares. De maneira geral, estão totalmente voltados para o mundo materialista. Neste sentido chama-se de subdesenvolvidos, países, cuja renda per capita está sensivelmente abaixo da dos Estados Unidos, Canadá e a maioria dos países da Europa Ocidental, portanto, podemos dizer, que a maioria do mundo atual toma o modelo dos países altamente industrializados e de alto consumo em massal (Estados Unidos, etc.) como exemplo das metas de seu desenvolvimento, isto é, alta renda per capita, tecnologia avançada, níveis máximos de escolaridade, assistência médica e social, etc. Não pretendemos, aqui, discutir a validade dos conceitos acima. Há, no entanto, quem se proponha a definir os valores humanos na equação: Felicidade =

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onde a expressão maxima da felicidade seria igual a 1. 0 desejo por consumo material deve ser entendido como procura por bens, economicamente significantes. Assim, quando o desejo (procura) é baixo, o consumo material igualmente pode ser baixo, sem afetar o valor máximo da felicidade. Numa ilha isolada, uma tribo indígena pode viver perfeitamente em plena felicidade, dentro da relação acima, satisfazendo apenas suas necessidades primárias de consumo, como alimento, vestimento e habitacão. Ao pisarmos nessa ilha, diríamos ter encontrado um povo subdesenvolvido, embora, ern aparente equilíbrio. O conhecimento de novos bens vai aumentar os desejos, sem possibilidades imediatas de satisfazê-los por consumo material. Provocamos uma contradição implícita na Economia. Basicamente, foi colocada a pedra fundamental para o desenvolvimento, provocado pelos desejos superiores ao consumo possível. Assim, temos de entender, a partir dessa colocação, que sem o conhecimento não há ação para o desenvolvimento. Para poder consumir mais precisa-se produzir mais e melhor, provocando um crescimento econômico. Para, porém, alcançar tais propósitos, torna-se necessário alterar as estruturas sobre as quais a tribo estava solidificada, passando de modelos simples para mais avançadas e a situação vigente se torna inadequada e tem que ceder a uma nova concepção, isto é, sem o reconhecimento não há progresso. No entanto, é necessário entender, que a felicidade e, portanto, a sua obtenção são conceitos extremamente subjetivos. Por causa disso, manteremos a nossa discussão dentro dos modelos amplamente aceitos, abstendo-nos, inclusive, de uma definição, nestes modelos, das delimintações entre as várias modalidades e os vários estágios de desenvolvimento. Afirmamos, apenas, que dentro dos conceitos aplicados, tomando países como os Estados Unidos como modelo, existem nações em níveis de desenvolvimento atrasados e adiantados com uma gama numerosa de estágios intermediários. Finalmente, porém, queremos assinalar, por razões já anteriormente expostas, que não acreditamos em desenvolvimento, baseado unicamente, na satisfação crescente 1) Definiclo proposta por W. W. Rostow, em Etapas do Desenvolvimento Económico, Zahar Editores, Rio de Janeiro. 9


de bens e serviços, portanto, altos indices de desejos e consumo material, mas, que em conjunto, deve haver uma ascensão da sociedade para formas de vide mais elevadas, a fim de possibilitar um progresso racional, isto é, uma melhor adaptação ao novo meio. Junto ao desenvolvimento econômico e material, é necessário haver um desenvolvimento espiritual proporcional, para manter a sociedade em harmonia e equilíbrio.

04. Educação

Sobre educação, em termos genéricos, podemos entender a formação, principalmente espiritual, do homem, sendo a ele transmitido valores culturais, por formas dinâmicas, isto é, proCessos de educação, ou, como forma estática, isto é, o resultado da educação. Igual à instrução, a educação tem como efeito uma elevação dos valores pessoais. mister esclarecer as diferenças entre educação e instrução. Ambas se dirigem integralmente ao homem, a instrução mais formação moral e ao caráter pessoal e a educação mais à formação estética e As capacidades intelectuais. A instrução sucede, em primeira linha, pelo contato direto entre professor e aluno, a educação, mais por absorção e compreensão de valores culturais. A educação necesista, desta maneira, devido a uma constante ampliação, diferenciação e apuramento da cultura, sempre mais pessoas capacitadas e instituições adequadas, como intermediários entre os bens educacionais e o homem em formação. Assim, o aumento dos valores culturais significam esforços adicionais de educação. Como função direta da cultura mais ou menos avançada, de certa região e época, a educação é um conceito relativo ao tempo espaço, e se encontra em constante modificação. No velho Oriente, em países como India, Egito e Israel, foram os sacerdotes que dominavam os valores culturais, transmitindo A educação um caráter religioso e teológico. Já os gregos desenvolveram um ideal de educação dirigido ao mundo exterior, unindo o bom e o belo tendo como objetivo um desenvolvimento harmônico entre corpo e espírito, baseado em sete disciplinas: a gramática, retórica, dialética, aritmética, geometria, astronomia e música. Os romanos pegaram dos gregos estas sete artes livres (artes liberales), livres porque somente estavam destinadas ao homem livre. Mas, como tinham de aprender o grego como lingua estrangeira, colocaram na base da educação, a gramática. Os dois tipos das três disciplinas literárias e quatro disciplinas gramaticais caracterizam a escola inferior e a escola superior na Idade Média. Tal educação espiritual, posteriormente recebeu inovação pela educação cavalheiresca, a qual, vinda da França, transmitiu ao homem, já na renascença, a libertação do indivíduo, um novo ideal de educação, dirigido, ao mundo exterior e como os gregos, preocupado em valores estéticos e universais (Uomo universale). No século XIX, devido ao desenvolvimento das ciências naturais, a educação formou ideais baseados em fatos reais, fortemente influenciado pelo ilutninismo. Até este ponto, a educação era, primordialmente dirigida a uma classe privilegiada. A partir da influência de Pestallozzi, porém, cresceram idéias democrálo

ticas de uma educação dirigida ao povo em geral. A situação atual, devido a um constante aumento de disciplinas e novos conhecimentos, se caracteriza por uma intelectualização e falta de definição clara e uniforme da educação. A subvalorização de uma educação pura, enriquecendo o homem individual contrapõe-se h superestimação da educação escolar, que levam a anacronismos como a educação aparente, formando pessoas com conhecimentos vagos, soltos, sem interligação, mais baseados em decorar fatos do que compreendê-los. A educação verdadeira exige um espaço vital que vai além do limite da utilidade formação profissional. Ela necessita de conhecimentos variados, entreligados pelo pensamento e pela compreensão, formando um todo, capaz de crescer de dentro para fora. A educação somente pode ser entendida como uma faculdade dinâmica, não simplesmente o ter ou o ser, mas um constante vir-a-ser, e, portanto, nunca fechado em si mesma, até, quando se tratar de uma simples formação profissional. Assim, a educação se forma e se mantém pela absorção de valores espirituais, em forma de conhecimentos (educação material), pelo exercício das faculdades mentais (educação formal) e pela inclusão do novo saber no organismo espiritual do ha mem em formação. O valor da educação de um homem não deve ser avaliado pelo conteúdo e menos ainda, pela quantidade de conhecimento, porém, pela profundidade do saber, concluido para um todo, a faculdade de diferenciar o importante do secundário, e a capacidade de um homem em saber utilizar seus conhecimentos. Uma das provas da educação é o relacionamento do homem com a lingua, principalmente a lingua materna. A educação verdadeira proporciona uma boa capacidade de expressão e respeito pela lingua falada. A educação aparente tem, freqüentemente, como consequência uma capacidade baixa de expressão leva h despreocupação na utilização da lingua e fácil absorção de modismos no linguajar. A maneira e o grau de educação dependem tanto mais da vontade do indivíduo, da capacidade de separar o importante do secundário, do entender dos valores interiores e das faculdades mentais, quanto mais longe está colocada a sua meta. No entanto, tal esforço pessoal não deve levar a um entendimento subjetivo e unilateral da educação própria, desconsiderando a educação como saber universal e sobrepessoal. De outro lado, a educação objetiva e unilateral (educação tem aquele que sabe certas coisas) se apoia, principalmente, no valor do conhecimento adquirido e subestima, portanto, o significado da capacidade de absorção de valores espirituais e interiores. Levando em conta estas considerações ,chegamos h conclusão, que a didática deve se preocupar em conciliar o valor objetivo e subjetivo dos bens de educação, negando o domínio absoluto a uma das duas tendncias, em separado, sendo que consideramos os valores objetivos c omo estáticos é a, situação atual da cultura é o ponto onde cada bom cidadão deve chegar, subestimando assim, facilmente, a experincia pessoal e levando a dogmas e outras posições definitivas a respeito de possíveis assuntos, sem possibilidade de

evolução. Os valores subjetivos, ao contrário, elevam os conhecimentos próprios como fonte do saber. A instrução, normalmente, é subordinada h educação e em sentido mais lato entende a totalidade dos esforços de instrução e educação. Para tal, a instrução se baseia em normas éticas, morais e em conhecimentos correspondentes ao lugar e ao tempo. Conforme as metas estabelecidas, que a instrução deve alcançar, podem coexistir idéias diferentes e serem transmitidas para as mesmas pessoas, sem uma excluir a outra. Enquanto a educação se refere ao global e constante renovação e progresso, a instrução se restringe especificamente em aquilo que existe, até dado momento, em valores culturais e conhecimentos a transferir. O sucesso da instrução se baseia na utilização racional dos meios de ensino. O valor e os efeitos de tais meios, porém, dependem fundamentalmente da capacidade do próprio instrutor. Ressaltamos, desta maneira, a importância qualitativa das instituições educacionais, dos seus meios e do pessoal. Existe, porém, pela democratizacão da educação, uma exigência quantitativa a observar, isto é, proporcionar a toda uma população a possibilidade de instrução e, não apenas, reservar estes direitos a uma classe privilegiada. Separamos neste capítulo, os conceitos de educação e instrução, embora a última pode ser considerada contida na primeira, para deixar explicitas algumas idéias. Ern seguida voltaremos a nos referir, primordialmente ao termo educação, já que inclui no seu sentido a totalidade dos conceitos requeridos. Assim, queremos advertir quanto ao conceito, que não enxerga nada mais na educação, do que simples idéias quantitativas e qualitativas de instrução. Embora, admitimos que para um estudo econômico tais considerações sejam colocadas em primeiro plano, chamamos a atenção para o valor profundo que a educação adquire em nível individual e nacional, que vai muito além de escolas, professores e livros. 05. Expansão Demográfica

A expansão demográfica se refere ao crescimento populacional dentro de um certo espaço territorial, e sua relação estatística, como percentagem de crescimento natural, imigração, nascimentos, óbitos e densidades demográficas. E um conceito simples, o qual, porém, deve ser sustentado por uma idéia exata sobre o conceito população. Sobre população entendemos a totalidade de habitantes de uma região, uma cidade, um país, etc. ou parte de habitantes, por exemplo, a população urbana e rural, população casada, população solteira, imigrada, etc. A estrutura da população é expressa por dados como relação proporcional entre os dois sexos, distribuição conforme idade, ocupação, profissão, confessão, escolaridade, renda e descendência. A estrutura depende, essencialmente, em cada caso, do desenvolvimento econômico e social e do nível da industrialização da região, além de determinadas particularidades da vida social. São estes os dados principais, captados pela estatística populacional, ou, pela deAB1GRAF EM REVISTA


mografia. Os dados levantados nos revelam, a situação, e com uma análise, o movimento da população. A parte natural do movimento populacional obtemos pela quantidade de nascimentos e óbitos, casamentos e divórcios. Além disso levantam-se dados sobre emigração e imigração. A migração interne já é um fato mais difícil de conhecer, embora tem-se idéia sobre a sua direção, normalmente, movimentos de regiões mais pobres para mais ricas, sendo principal a migração rural para os centros urbanos. A situação populacional, como levantados nos sensos, deve nos revelar dados exatos sobre a época atual, que são completados e comparados com dados anteriores, para poder determinar o comportamento e os movimentos reais da população. Dados importantes são sexo, idade, profissão, renda, se casado ou solteiro e quantidade de filhos. Destes dados tiram-se outras conclusões, como por exemplo, a população ociosa e ocupada por sexo, mulheres na idade fértil, mortalidade infantil e média de filhos por casal„ subdividido ainda em diversas classes de renda. Tais apuramentos podem fornecer uma série de conclusões sobre o comportamento da população. Os sensos são apenas fotografias de uma situação atual permitindo uma análise estática, enquanto as análises dinâmicas se baseiam em estudos comparativos de sensos anteriores e outros dados, para determinar o movimento populacional. Enquanto uma política populacional qualitativa se preocupa pelo aprimoramento das estruturas e instituições para melhorar as condições gerais, a política quantitativa se subdivide em dois polos contrários: o aumento ou a redução da taxa de crescimento populacional, sem desconsiderar uma terceira, inexpressiva, mas, bastante numerosa, a qual se prima pela despreocupação, em geral: Como está, está bom. O perigo de uma superpopulação já é uma questão velha que data ate aos povos primitivos. Aliás, exatamente entre estes povos podemos verificar uma atitude biológica natural, comum a uma grande série de animais, de reduzir sua população, quando ameaçado o equilíbrio ecológico. Assim, sabemos de matanças de recém-nascidos, de moças e de velhos, ate de mulheres ou de homens cujo par morreu ou, entre os esquimós, a matança de segundo gêmeo. Além disso, o espaço territorial, considerado vital, era defendido a todo o custo e, quando considerado pequeno ou esgotado, levava a anexões por guerras ou migrações. A moral e a ética de tais práticos sustentaram-se, normalmente, em sólidas crenças religiosas. O mundo, principalmente, desde Malthus varia entre o medo da superpopulação e a necessidade do aumento da população devido a problemas econômicos, fatos, pelos quais muitos países incentivaram e, hoje em dia, desincentivam a imigração. O homem moderno, dificilmente, poderá justificar uma redução populacional com uma simples crença religiosa, que permitiria qualquer tipo de matança coma entre os povos primitivos. Porém, o nosso meio de vida é a terra e, ao percebermos de quebrarmos o equilíbrio ecológico, temos de tomar as medidas necessárias. Não podemos destruir o nosso meio de vida, isso seria matar a nós mesmos, só de uma for1/1980

ma não tão declarada. Vários cientistas já alertaram da tendência de eliminação por stress entre os homens, atitude biológica comum entre os animais. E, realmente, a ecologia desequilibrada elimina o homem por si ou pelo homem. E só pegar as estatísticas e verificar quantas pessoas morrem em acidentes de trânsito. Os jornais e as revistas nos alertam quase diariamente das doenças modernas. O barulho que provoca uma série de doenças circulatórias e de origem nervosa, a poluição do ar e assim por diante, fatores que levam muita gente a uma morte prematura, como, por exemplo, o enfarte, que já está aparecendo até entre as populações jovens. As imensas aglomerações urbanas estão tornando qualquer doença contagiosa, novamente, um perigo para a população inteira, e, se a Medicina, não estivesse tão adiantada com efeitos, provavelmente, piores do que as epidemias na Idade Média. Além disso, se não se mata mais as pessoas como nas épocas primitivas, o aborto nas civilizações modernas, oficial ou inoficialmente, é uma prática comum, os suicídios aumentam, as aglomerações urbanas levam os homens ao não envolvimento emocional, verifica-se uma agressividade anormal e uma concorrência desenfreada. O próximo está se tornando está se tornando um inimigo em potencial, é ameaça ao bem-estar próprio e a tranqüilidade, devendo ser mantido mais longe possível. Além disso, os meios de vida sempre mais reduzidos, podem levar os homens a se confrontarem em guerras, para garantir o espaço vital necessário. Muita gente está esperando o desenvolvimento econômico dos países subdesenvolvidos resolver a superpovoação em ascensão, pela suposta redução da taxa de crescimento demográfico, mas, mesmo considerando que isso em algum tempo possa chegar a acontecer, até chegarmos ao desenvolvimento nestes dois terços do mundo, a pressão demográfica já deve estar em níveis extremamente críticas, senão, em posição de difícil solução racional e humana. No entretempo, pelo menos, devemos ter conseguido uma poluição ambiental, devido A maior quantidade de bens que a população em crescimento demands, que passa dos limites imaginários. Além disso, verificamos uma pressão social em regime de angústia generalizada. Tal estado de transe leva a situações de anarquismo ou ao desejo de governos fortes e, em conseqüência a posição de totalitarismo, devido A insegurança pessoal e social, dificultando mais ainda qualquer solução pacifica. Seguindo nosso pensamento neste sentido, chegamos ao isolacionismo politico e ao protecionismo comercial, hoje em dia já existentes, que se esquecem da advertência de Hegel: "Quem não respeita a histria, está condenado a repeti-la". E a história sempre se repete, pois, na maioria dos casos ela é apenas um conhecimento estático, simplesmente decorado. Tendemos absorver as desgraças ocorridas no passado, sem usar os conhecimentos ao ponto de evitar outras desgraças. E, podemos confirmar tranqüilamente, que o desequilíbrio ecológico se faz sentir sempre mais. No entanto, a grande solução ainda é o mar, quase que totalmente inexplorado. Infelizmente devemos explorá-lo

bem rápido, pois, os cardumes de peixes já estão escasseando e a poluição já está tomando conta de vastas regiões, destruindo fauna e flora marítimas. homem é a única parte racional do meio, portanto, o único que pode agir deliberadamente sobre a natureza, pelo domínio parcial que adquiria sobre ela. Portanto, em ser racional, vendo que existe um desequilíbrio ecológico, é o único que se pode antecipar As forças naturais, para evitar que estas forças tomem proporções catastróficas. Analisamos três pontos fundamentais: a) Como age a natureza? Entendemos como natureza o nosso meio de vida, em termos globais toda a terra. equilíbrio da natureza é condição necessária para a harmonia e para a sua sobrevivência como um todo. A natureza mostra uma evolução constante, na qual, ela por si só, procura eliminar todos os fatores de desequilíbrio, por ação química, física ou biológica.

.13) Influências externas sobre a natureza. Vamos supor que a Lua, por qualquer motivo, seja forçada a mudar a sua trajetória. Por conseqüência teríamos alterações nas mares e nas direções dos golfos marítimos. Isso levaria a inundações de certas partes da Terra coom surgimento de outras. Além disso, pela alteração dos golfos marítimos haveria uma mudança climática no globo. A natureza se incumbiria a achar um novo equilíbrio. c) O homem racional como fator externo. homem racional está se desprendendo da natureza, mas, os fatores biológicos vitais continuam como elo de ligação. Como ser racional ele se está utilizando da natureza, como ser biológico está sofrendo influência negativa, que sua ação racional pode ter sobre a natureza. Portanto, já que sua ação racional provocou desequilíbrios (e a superpopulação é efeito de sua ação racional, pois, se não tivesse desenvolvido a higiene e a medicina, não teríamos superpopulação), nada mais lógico do que usar a razão para voltar ao equilibria antes que a natureza o force por meios catastróficos e tornando o homem seu próprio "aprendiz de feiticeiro". A natureza, aparentemente tão complexa, permite conclusões simples. Ou o homem domina e conserva seu meio de vida, ou o meio domina a homem e o destrói, até voltar a um novo equilibria. O homem A parte da natureza, e, como tal, não pode agir contra a natureza, sem atingir a si próprio. Diante de tais fatos não existem motivos morais que possam impedir um controle demográfico, ao contrário, existem motivos morais que obrigam o homem ao controle demográfico. Uma prática, aliás, que pelo avanço atual da tecnologia e das ciências de maneira geral, não deve ser difícil de ser implantado. Toda a evolução necessita de uma adaptação e não vemos porque ainda defender o nascimento e a morte de crianças e pessoas sub-nutridas, ou o nascimento de homens que se acabam no seu próprio meio de vida. (Continua no próximo número) 11


Richard Klien alinha as vantagens do sistema RO/RO

ROLL-ON/ROLL-OFF: Opção Econômica de Transporte Falando durante a primeira parte da reunião plenária das Diretorias da FIESP-CIESP sobre o sistema "Roll-On/Roll-Off no Brasil", — carga embarcada ou desembarcada sobre rodas, sem auxílio de equipamentos de terra — o diretor-superintendente da Transporte Fink S. A., Richard Klien, alinhou aos industriais as vantagens de sua implantação, entre as quais: criação de nova alternativa de transporte; serviço com qualidade igual ou superior â proporcionada pelo modo rodoviário, com reduzido tempo de trânsito e com atendimento porta a porta; garantia de sucessivas reduções dos fretes em relação ao modo rodoviário puro, uma vez que os itens de custo (salários e combustíveis) têm participação menor no sistema Ro/Ro; garantia de transporte de cargas agressivas, cuja movimentação pelas rodovias tende a ser restringida; e compatibilidade com os demais modos de transporte. 12

A REUNIÃO

A conferência, que foi realizada no salão nobre da nova sede da FIESP-CIESP (Av. Paulista, 1313, 15.° andar), foi aberta pelo 1. 0 vicepresidente Francisco da Silva Villela que, em nome do presidente Theobaldo De Nigris, fez a apresentação do conferencista. Lembrando que Richard Klien exporia aspectos do sistema Ro/Ro, com ênfase especial para o início de operações do navio "Pioneiro" da Transrol Navegação S.A., na linha Santos-Salvador-Santos, o Sr. Francisco da Silva Villela salientou a importância dessa alternativa, "porque não têm sido poucas as dificuldades do empresariado em dar escoamento A produção, por falta de praça e navios, o que obriga o deslocamento da demanda para o transporte rodoviário, implicando o dispêndio de elevados gastos com fretes, consumo maior de combustível e formação de verdadei-

ros corredores de caminhões ao longo das estradas". E acrescentou: "A iniciativa da Transrol abrirá novas perspectivas na área de transportes ao longo da costa brasileira, de vez que a linha Santos-Salvador-Santos será coberta em 6 dias". Richard Klien, que estava acompanhado do diretor da Transportes Fink S. A. em São Paulo, Sr. Carlos Penkaitis, observou, ao início de sua palestra, que "o impacto do consumo de derivados de petróleo na nossa balança comercial tem sido enorme e impõe uma maior utilização dos modos de transporte que apresentem maior rendimento ton-Km por litro de combustível, a hidrovia e a ferrovia". Segundo ele, dadas as características brasileiras, uma maior participação das hidrovias e ferrovias só pode ser conseguida através da integração com o modo rodoviário e levando em conta suas particularidades. "0 sistema Ro/Ro 6. o único que perABIGRAF EM REVISTA


mite uma integração rodo-marítima TRAFEGO E DESTINOS em grande escala, convivendo harmoRichard Mien informou, ainda, que nicamente com a estrutura atual e atisistema de transporte em implantavando a navegação de cabotagem", ção atenderá inicialmente ao tráfego destacou Klien. entre Santos e Salvador, abrangendo Sobre o Roll-On/Roll-Off, assina- origens ou destinos na Grande São lou ter este sistema um conceito am- Paulo e na Grande Salvador. "Em plo, abrangendo navios para trans- etapas sucessivas e com a incorporaporte de trens, containers, automóveis cão de novos meios de transporte, o e caminhões convencionais. "Podem sistema será ampliado de modo a atenser utilizadas todas as combinações, der também aos portos do Recife, tais como: automóveis/caminhões, au- Rio de Janeiro, Rio Grande e Buenos tomóveis/containers, caminhões/con- Aires e suas respectivas zonas de intainers/containers ou automóveis/ca- fluência", ressaltou, reiterando que minhões/containers, dependendo ape- os navios (a é de 4) podenas das conveniências do armador", rão carregar previsão cargas indivisíveis informou, acentuando que estas com- até 55 ton, 6,8 m de largura e 6de m binações não são apenas hipotéticas: de altura, containers ISO de todos os existem inúmeros navios destes difee tamanhos, cargas paletizadas rentes tipos de operação, com pleno tipos veículos de qualquer tipo, dispondo sucesso, e foi a solução que a Transrol de terminais exclusivos nos portos. adotou no projeto do navio"Pioneiro", ora em construção na Espanha e que será entregue até o final do mês. Ex- ECONOMIA plicou aos empresários que o navio DE COMBUSTIVEL é do tipo "multi-purpose" de 3.a geO conferencista destacou que o sisração, capaz de transportar diferentes tema Ro/Ro representa uma econocombinações de carga, como containers mia de combustível da ordem de 60% vazios, automóveis tipo VW-1300 e em relação ao modo rodoviário puro semi-reboques. O navio possui quareduz sensivelmente (94%) a utilitro conveses fixos e dois conveses zação e o conseqüente desgaste das móveis para transporte de automó- rodovias, retirando destas o transporveis. A di-ea útil dos fixos é de 6.800 te de cargas denominadas agressivas, m2 e dos móveis, 2.800 m2. que representam risco. Quanto à re-

dução do frete, KJien informou que a redução será da ordem de 5%, ao início das operações, em relação ao modo rodoviário, mas que essa reducão atingirá de 30 a 35% menos. "Para se ter uma idéia, o custo do transporte de 1 container de até 20 ton na linha Santos-Salvador-Santos será da ordem de 1600 dólares, com 60% na ida e 40% na volta", adiantou. Ao final da palestra, Theobaldo De Nigris, que assumira a presidência da mesa, franqueou a palavra para debate, após projeção de slides (ilustrações do navio em construção e tipos de carga e operações nos portos). Richard Mien, respondendo a indagações de diretores e empresários, informou, ainda: a) a princípio, os fretes serão de containers simples; b) cerca de 90% serão "porta a ports"; c) prazo médio de 5 a 6 dias; d) os navios não pararão para reparos, já que a manutenção será feita com o navio operando (nesse sentido, lembrou que o barco terá 4 motores, funcionando com apenas 1, sendo que na atracagem serão operados 2 motores. O conferencista ressaltou que o Governo e as empresas estão investindo 2 bilhões de dólares, na 1.a fase de implantação do sistema.

Richard Klien fala sobre essa alternativa de transporte 111980

13


abigraf/sigesp

Agradecimento aos votos de Boas Festas

ABIGRAF/SIGESP agradecem àque les que gentilmente desejaram-lhes Boas Festas e Feliz 1980 e espera

Monte Verde Comércio e Representação Ltda. ABIPLA — Associação Bras. das Inds. de Prods. de Limpeza e Afins M. G. Mestanza Jr. Gráfica Noviello Ltda. Iolanda Jabur Sindicato da Indústria da Cordoalha e Estopa no Estado de São Paulo Banco Brasileiro de Descontos S/A Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas de São Paulo Gráfica Sal les Ltda. Empresa de Asses. e Consult. de P. M. Internacional Ltda. Irwa Indústria Gráfica Ltda. Concentra S/A Tintas e Equipamentos Gráficos Kodak Brasileira Pro-Tec Centro Escolar e Editorial Ltda. Sindicato das Inds. de Prods. Químicos P/Fins Inds. P. Est. S. Paulo Artes Gráficas Garantia Ltda. Prodesan Progresso e Desenvolvimento de Santos S/A Sidney Fernandes Maia Farina Assessoria Empresarial Ltda. Bússola Edições e Cursos Ltda. Jurandyr de Carvalho Hilton Pinheiro Mendes — Presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Brasilia

Limpophone Escritório de Contabilidade "Arrivabene" S/C Ltda. Artes Gráficas Garantia Ltda. Indústria Gráfica Jurubatuba Ltda. Câmara dos Deputados — Sr. José Camargo Câmara dos Deputados — Sr. Ulysses Guimarães NE! — Noticiário de Equipos Industriales

Rufer

contar novamente com o apoio e consideração de todos quantos de alguma maneira trouxeram incentivo, e sua colaboração durante o ano que passou. Ministério da Educação e Cultura Sindicato dos Trabalhadores nas Inds. Gráficas de S. Paulo Dr. Paulo A. Aranha — Cartográfica Francisco Mazza Funtimod S/A — Máquinas e Materiais Gráficos Instituto Iguatemi de Clinicas e Pronto Socorro Câmara dos Deputados — Sr. Benedito Marcílio Deputado Federal PMD Mala Direta Instituto Roberto Simonsen Cia. Suzano de Papel e Celulose Ind. de P. LeonFeffer S/A Bússola Contab. & Assuntos Fiscais S/C Ltda. Sr. Thomaz Frank Caspary Madote Mão de Obra Temporário Stahl S/A Indústria de Máquinas Gráficas Sindicato da Ind. de Art. e Equip. Odontol. Méd. e Hosp. do Estado de São Paulo Gráfica Cinelândia Ltda. DIAGRAM Orestes Quércia — Senado Federal Cia. Melhoramentos de São Paulo Indústrias de Papel Bittencourt & Rubiniak Ltda.

Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose Lorilleux do Brasil — Sr. R. Braga Mello Lorilleux do Brasil — Sr. Milton Lima de Peretti Ramos Diretriz Empreendimentos S/A Associação Brasileira dos Fabricantes de Rôlhas Metálicas Sr. Franco Montoro — Senador Srs. Roberto Giacon e Ismael Marcelino IRIS — Sr. Isaias Spina Coluna S/A Gráfica Jogos e Brinquedos Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica 14

Câmara dos Deputados — João Cunha Soma Relações e Comunicações Offset Cópia Ltda. Indústria Gráfica Pancrom Indústria Gráfica Ltda. Deputado Pedro Faria Calderon y Compariia Oliveira Filho Empreendimentos Ltda. Speed Copy Rotaprint Equipamentos Gráficos Ltda. Sindicato das Indústrias Gráficas do Munic. do Rio de Janeiro Basilio Artero Sanchez Reprograf Comércio de Máqs., Mat. e Serv. de Cópias Ltda. Rica 11 Ind. e Com. de Máquinas Industriais Ltda. Areanova Propaganda Limeira S/A Indústria de Papel e Cartolina ABIGRAF EM REVISTA


abigraf/sigesp Sindicel Gráfica Olinda Termoprint Indústria e Comércio Ltda. Artimpress Indústria Gráfica Ltda.

Bioko Consultores Associados em Congressos Ltda. Gama Fotolito Vicgraf Ltda. Ind. e Com. Gráfica Conselheiro Ltda. Tipografia Pannon S/A Copibrasa Artes Gráficas Ltda. Prof. Eduardo Celestino Rodrigues Alumigraf Indústria e Comércio Ltda. Rebizzi S/A Gráfica e- Editora Graphimport

Confederação Nacional da Indústria Celulosa Argentina

Associação Comercial do Distrito Federal Cooperadora Gráfica Ltda. Grupo Empresarial Edemar Pereira Lima Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de Pernambuco Sr. Sebastião de Paula Coelho — Secretário Justo Rodero e Hijos S.A.I.C. Luiz Ferreira Martins — Secretário José Aidar Filho Sindicato das Inds. Gráfs. do Município do Rio de Janeiro Grupo Permanente de Mobilização Indl. da Federação Sindicato da Ind. de Café Solúvel do Estado de São Paulo

ASSOCIAÇÃO

Champion Papel e Celulose S/A Câmara Brasileira do Livro Assoc. Bras. da Ind. de Máquinas e Equipamentos Grupo Garavelo Gráfica Reggio Ltda. Republica Indústria Gráfica Ltda. Print-Export S/A Linoletra Linotipadora e Assessoria Gráfica Ltda. Centro das Indústrias do Estado de São Paulo Editorial Estructura S/A Compeila General Fabril Financeira S/A Indústria Gráfica de Copiadores Flarrig Ltda. Secretaria de Relações do Trabalho Werner Egon Schrappe Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal Confederação Nacional da Indústria Andigraf

Neusa Martins de Sá Linotypo do Brasil Comércio e Indústria Ltda. Bárbara Vasconcelos de Andrade Jornal do Brasil Gráfica Gasparini S/A Casa Faro — Turismo e Câmbio S/A APAE — Feira de Bondade EM Comunicação & Publicidade Ltda. Priolli & Cia. Ltda.

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Cr$

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Classificação e Avaliação de Funções na Indústria Gráfica

Custos na Indústria Gráfica Tecnologia de Papel com Ensaios de Laboratório

Aumento da Produtividade na

Indústria

75,00

75,00

(Anual)

15


abigraf/sigesp PAPEL E CELULOSE:

Cresce produção, mas consumo é baixo Uma expressiva expansão vem sendo registrada pelo setor de celulose e papel que, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose, apresentou um incremento anual médio, entre 1970 e 1979, da ordem de 11,9% e de 16,1% respectivamente. A produção passou de 1,9 milhão de toneladas para 2,9 milhões de t de papel e de 665 mil para 2,4 milhões de t de celulose. Para esse incremento concorreram 157 fábricas em todo o país, 106 das quais de porte pequeno e médio, com produção de até 50 t/dia de papel e 45 indústrias de celulose, 34 delas também de pequeno e médio porte, com capacidade de até 150 t/dia. Para Horácio Cherkassky, presidente das Associações Nacional e Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose, esse crescimento deverá ser mantido em 1980 e pode ser atribuído, "em grande parte, ao programa de reflorestamento incentivado e à abertura de financiamento do BNDE a partir de 1967. Advertiu, contudo, que há necessidade de novos projetos no setor, pois os implantados ou em fase final de execução tiverem início há 3 ou 4 anos e, "não obstante o Brasil tenha atingido a auto-suficiência no setor, galgando a posição de 8.° produtor mundial de celulose e de 12.° de papel, o nosso consumo "per capita" é ainda muito baixo em termos mundiais". As exportações brasileiras de papel pularam de 42.249 t em 1977 para 124.019 t, em 79, e as de celulose foram de 94.631 t para 630.065 t no mesmo período. Mas ainda importamos, sobretudo papel de imprensa: houve compra de 260.212 t, de um total de 346.006 t de papéis de todos os tipos, com importação autorizada pela CACEX em 79. 16

QUADROS ESTATÍSTICOS Perfil evolutivo da indústria de celulose e papel Evolução da Produção Brasileira (em 1000 t) Ano

Papel

Celulose

1970 1975 1978 1979

1.099 1.688 2.535 2.936

665 1.189 1.814 2.496

Fonte: ANFPC/Unipress PAPEL: COMERCIO EXTERIOR Importação Ano

.

1.000 t

1970

186

1975 1978 1979*

203 266 346

Exportação US$ Fb o (1.000)

1.000 t

47.830 115.353 131.326 181.364

2 13 104 124

US$ Fob (1.000)

571 9.382 53.345 81.320

* Estimativa - Fonte: ANFPC/Unipress CELULOSE: COMERCIO EXTERIOR Importação Ano

1970 1975 1978 1979*

1.000 t

48 115 71 77

Exportação US$ Fob ( 1 .000)

1.000 t

10.354 42.501 25.701 35.281

40 153 268 630

US$ Fob 1 .000) (

5.709 30.572 57.484 170.419

* Estimativa - Fonte: ANFPC/Unipress EVOLUÇÃO DO CONSUMO DE PAPEL NO BRASIL "Per capita"

Global Ano

1.000 t

Variação anual (%)

kg/hab.

Variação anual (%)

1970 1975 1978 1979

1.283 1.879 2.697 3.158

(17,99) 9,01 17,09

13,8 17,5 23,2 26,4

(20,09) 5,94 13,80

Fonte: ANFPC/Unipress ABIGRAF EM REVISTA


Os dias de dúvidas já passaram. Quem não possui fotocomposigão tem que pa rtir para ela. Quem já tem, precisará de equipamento mais sofisticado para uma maior e melhor produção. Allallsmank

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texto já corrigido, editado e armazenado em disco esteja sendo fotocomposto). A unidade de fotocomposição pode ter duas diferentes configurações: a do Linoterm-Standard, que é exatamente igual à já conhecida Linocomp II (17 linhas por minuto) e a do Linoterm-High Speed (50 linhas por minuto e justificação com hifenação automática igual á da VIP). Ambas podem trabalhar com programa de unidades de largura de 1/54 do "M", com 4 fontes individuais de tipos, além de inúmeras outras revolucionárias características destinadas a facilitar e dinamizar as operações de composição gráfica!

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fiespiciesp Petróleo: em 1984 Brasil poderá importar só 498 mil

barris por dia Na utilização de fontes alternativas, não podemos abrir um leque enorme; devemos atacar pouca coisa com eficiência. A implementação de projetos de fontes de energia não convencionais deve ser feita a posteriori, desenvolvendo-se, antes, programas que atendam nossas vocações naturais, sem se "inventar moda". Costumo afirmar que o Fundo (Fundo Energético) tem fundo... Escrever (projetar planos) é fácil, fazer é difícil! As ponderações são do Prof. Eduardo Celestino Rodrigues, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, e foram feitas durante reunião plenária das Diretorias das entidades, em sua palestra sobre o problema energético e a substituição dos derivados de petróleo, ocasião em que fez projeções dos programas alternativos até 1985. Membro da Comissão Nacional de Energia e coordenador da Comissão de Energia criada no âmbito da FIESP-CIESP, o Prof. Celestino Rodrigues defendeu, no diálogo com os empresários na sede destas entidades, a agilização de programas de fontes nas quais o País tem pleno domínio de suas tecnologias (álcool e carvão, por exemplo) e criticou a expansão do programa nuclear. Para ele, Angra foi uma decisão certíssima, ao passo que a implantação prevista — 8 usinas — é uma "loucura", especialmente pelo custo (1 usina está orçada em 2,5 bilhões de dólares.) Defendeu a idéia de ampliação do Proálcool, cujos investimentos suplementares girariam em torno do custo de duas usinas nucleares. Dessa forma — afirmou — o País tornar-se-ia independente dos fornecedores de petróleo e nós estaríamos transferindo o dinheiro para os brasileiros e utilizando mão-de-obra e engenharia nacionais. A REUNIÃO

A reunião foi aberta pelo presidente da FIESP-CIESP, Sr. Theobaldo De Nigris, que disse da importância do trabalho que a Nação vem desenvol18

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O Prof. Eduardo Celestino Rodrigues fala aos empresários de São Paulo sobre a progressiva substituição de derivados de petróleo

vendo no esforço de substituição do petróleo. Sublinhou que, para tanto, Governo e Empresariado têm somado, como prova a criação da Comissão Nacional de Energia, na qual Celestino Rodrigues, ao lado de Mário Garnero, empresta seu decidido apoio. Partindo da medida aprovada pela Comissão Nacional de Energia conter o consumo de petróleo importado a um nível não superior a 960 mil barris/dia — Celestino Rodrigues desenvolveu sua palestra, com base em dois quadros demonstrativos do que vem sendo feito (com projeções até 1985) no campo de fontes alternativas, alinhando os programas específicos que visam a evitar, a princípio, maior importação. Tratar de economizar todos os subprodutos e criar-se uma política de preços (há vários estudos em marcha), tal como estabelecer preço de referência puro para gasolina e cortar subsídio ao carvão mineral, são medidas indispensáveis. Sobre a economia em si, Celestino Rodrigues disse ser este "o jeito mais fácil de criar energia", assinalando que esse objetivo vem sendo atingido, tendo a gasolina registrado uma redução de mais de 10% em seu consumo. Essa meta pode ser consolidada através do trans-

porte de massa. Observou que, na área industrial, há planos para reducão de consumo de óleo combustível nos setores de cimento, papel e celulose, que ensejará uma economia de 10 a 12%. Adiantou que o mesmo tem sido perseguido entre outros ramos consumidores daquele derivado (cerâmica e fundição, por exemplo). "Todavia, acredito que, com facilidade, poderemos economizar de 15 a 30% do consumo atual", afirmou Celestino Rodrigues, salientando que no campo siderúrgico há possibilidade de se fazer enorme economia com pequenos investimentos. Citando número contidos em gráfico distribuído em plenário, Celestino Rodrigues adiantou que, se não houvesse nenhum programa de contenção de petróleo, e tomando-se por base um crescimento médio de 7% a.a., o Pais estaria consumindo, em 1985, 1.800.000 barris/dia. Reiterou, em forma de apelo, que a indústria deve se organizar para ativação de programas de economia, enfatizando que a primeira solução é a substituição de gasolina por etanol, considerando-se, numa primeira fase, a mistura de álcool ã gasolina até 20%, como volante. Lembrou a fabricação de 250 ABIGRAF EM REVISTA


fiesp/ciesp mil veículos com motores a álcool, em 1980, e 300 mil, em 1981, a par da conversão de 80 mil veículos, ano quem vem, para que passem a consumir, exclusivamente, etanol, acrescentando que esse processo deve começar pelas frotas cativas. Destacou a dificuldade de substituição do diesel, sublinhando a necessidade de se forçar a economia de gasolina (medida em execução) e aditar este subproduto ao diesel, fato tecnicamente aceitável até 30%. Informou, ainda, que a gasolina, hoje, não está sendo exportada, mas adicionada àquele derivado. "A médio prazo, seria utilizado o álcool com aditivo (nitrato, a partir do próprio álcool", ressaltou, lembrando que seriam necessários 2 bilhões de litros de aditivo, na medida em que seriam misturados cerca de 12% de aditivo. Uma segunda idéia é a do diesel com óleo vegetal, que enfrenta problemos ligados à área para plantio (dada a pequena produção por hectare/ano, exceção do dendê) e a custo. Celestino não descarta a utilização de gasogênio para caminhões e máquinas agrícolas, como solução regional. Nesse sentido, citou exemplo de experiência feita na Suécia, pelo Exército daquele país, de mistura de diesel gasogênio. Entendo que o óleo combustível mais fácil de ser substituído pelas indústrias de cimento (maiores consumidoras), refinarias, siderúrgicas, petroquímicas, de cerâmica, produtos alimentícios, papel e celulose, termoelétricas e têxteis, alinhando os substitutos: carvão, gás, lenha, cervão vegetal e eletricidade. Analisando situação e perspectivas de cada um deles, eis algumas das opiniões expendidas pelo Prof. Celestino Rodrigues: sobre carvão, há programa, cuja estrutura estará pronta em 1984, com economia prevista de 170.000 barris/dia, em 1985 (carvão mineral), e 100.000 barris/dia de petróleo, via carvão vegetal. O programa do mineral já foi aprovado pela CNE do vegetal encontra-se em estudo. Considera a madeira grande alternativa, prevendo, com esta fonte, uma substituição de 100.000 barris/dia, através da queima da lenha (producão de gusa com carvão, utilizando-se cerrado, a recuperação de florestas e o próprio reflorestamento.) Pela ele1/1980

tricidade, poderia haver uma substituição ao redor de 116.000 barris/dia, com sua utilização no aquecimento de lingotes, fundição de aço, produção de alumínio e do vidro, que ele considera como casos economicamente viáveis, entre os quais ele insere a novidade de processos de soldas por microondas. Ponderou que a utilização da energia elétrica não vai criar crise alguma junto ao mercado consumidor, já que a substituição de petróleo seria feita com a economia prevista neste campo (10% do consumo elétrico total obtido por economia e admitindo uso de eletricidade produzindo calor quando o processo produzir em média o equivalente a 3.000 kal/kWh.) PETRÓLEO: 500.000

O Prof. Celestino Rodrigues fala sobre os programas brasileiros que substituirão em boa parte a importação de petróleo

Lembrando que o País conta hoje com reservas medidas de petróleo ao redor do dobro das registradas em mais: que o esforço de economia re1975, Celestino Rodrigues elogiou o sultará em prol da sobrevivência da trabalho que vem sendo feito, atual- própria indústria. Ao acenar com aquele risco, Celesmente, ao contrário do que ocorreu há algum tempo, quando tentaram tino Rodrigues observou que a crise queimar etapas, sem resultado práti- de 1973 foi de preço, enquanto a de co. Prevê-se, para 1984, uma produ- 1979 é do petróleo em si, gerada pela ção interna de 500.000 barris/dia, o escassez. Portanto, é factível a próque somada às outras substituições pria falta do produto. • No diálogo que manteve com a pla(622.000 barris/dia), mais à economia de 180.000 delineada pelos pro- téia (presentes estavam, entre outros, gramas de contenção do consumo, os Srs. Vicente Chiaverini, vice-presiredundaria numa substituição total dente do Conselho Estadual de Ciênde 1.302.000 de barris/dia. Como a cia e Tecnologia, representando o seprevisão do consumo estaria por vol- cretário Oswaldo Palma, da Indústria, ta de 1.800.000, restaria uma impor- Comércio, Ciência e Tecnolgoia; e o tação teórica de exatamente 498.000 Prof. Lucas Nogueira Garcez), o conbarris/dia, em 1984. Entende Celes- ferencista afirniou que o País está no tino RoAlrigues que este número po- caminho certo, ao contrário de certas derá ser reduzido, se o País incre- nações, que nada ou quase nada têm mentar a produção de álcool (São feito no sentido de reduzir sua depenPaulo — segundo seus dados — tem dência externa em termos de fornecicapacidade para produção de 21 bi- mento de petróleo. lhões de litros). Reiterou que, para a Sobre os desacertos verificados enampliação do programa do álcool em tre produção do álcool e demanda, mais 10,2 bilhões de litros e, poste- Celestino Rodrigues debitou-os à fase riormente, em outros 8 bilhões de de implantação do processo, dificullitros, os investimentos necessários se- dades inerentes a tudo que é novo e riam equivalentes a duas nucleares. que, sem dúvida, alguma, necessita de Ao final, reiterou seu ponto de vis- um certo tempo para acomodar sua ta, conclamando os empresários a pro- engrenagem. Encerrando a reunião, o presidente moverem drásticos programas de redução de consumo de derivados de Theobaldo De Nigris agradeceu ao petróleo, acentuando que este é um companheiro de Diretoria, reiterando problema de consciência nacional. sua confiança no propósito brasileiro Chamou a atenção de todos para o de utilização intensiva de fontes alterrisco que o Pais corre de sofrer cor- nativas, capaz de reduzir drasticamentes no fornecimento de petróleo. Disse te nossas importações. 19


fiesp/ciesp DE NIGRIS:

Experiência do empresário deve ser ouvida Empresários da Capital e do Interior, presidentes de Sindicatos da Indústria e jornalistas compareceram ao almoço de confraternização das diretorias da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, realizado no salão promocional do edifício-sede das entidades e do SESI No seu pronunciamento, o presidente Theobaldo De Nigris qualificou

O presidente Theobaldo De Nigris falando na confraternização anual da FIESP-CIESP 20

o encontro como tradição que as entidades inscrevem em seus anais, como instante de esperança, no limiar do ano, "e que há de revigorar o nosso ânimo em face das adversidades que encontraremos em nossos caminhos de empresários. Uma nova década que se abre, dentro de dias, em que há incertezas, temores, perplexidades, mas, também, confiança em nossos destinos". Assinalou que o ano transcorrido, "que se despede abalado por impactos político-econômicos, exigiu do empresariado industrial sensibilidade e capacidade de assumir riscos, e de enfrentar a problemática social que emergiu, como conseqüência, do processo de abertura política". Fez citações sobre as modificações surgidas no panorama politico, observando "que as medidas liberalizantes, que aplaudimos pela sua oportunidade, não foram impostas ã Revolução; elas as desejou, na conjuntura conveniente, e no interesse do País". Afirmou: "Somos solidários, com a abertura democrática, sim, meus amigos, porque somos brasileiros e empresários. A livre empresa, em regime de mercado, só floresce nos quadros institucionais de liberdade. Mas façamos como os vigilantes guardiães, uma das mãos ã rabiça do arado, no duro trabalho da produção, a outra empunhando a arma da vigilância". Referindo-se a influência da conjuntura internacional política e econômica na economia brasileira, principalmente no setor energético, apontou a dependência energética como "o grande desafio das duas derradeiras décadas do século". Disse: "0 Brasil, com hábitos de consumo que relutam em adaptar-se a regime de contenção e austeridade, tem opções alternativas de combustíveis que sua extensão territorial e a graça divina do sol esplêndido, lhe asseguram. O petróleo que, cada vez mais, se reveste de caráter

politico discriminatório, não pode ser o fato básico de nenhuma economia que o receba do exterior. Nesse sentido, ainda que sujeitos aos riscos naturais da iniciativa, os esforços do Governador Paulo Maluf, instituindo a "Paulipetro", um consórcio CESPI.P.T., são dignos de aplauso e apoio. E é justo assinalar que, no planejamento e formulação da política de exploração de petróleo deste consórcio, destaca-se a inteligência, operosidade e espírito empresarial de um dos vice-presidentes de nossa Casa, Oswaldo Palma, Secretário da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado". Analisando o

O presidente Theobaldo De Nigris e outros de confraternização da classe ABIGRAF EM REVISTA


fiespiciesp

problema da inflação, Theobaldo De Nigris lembrou que "o recente "pacote" de medidas financeiras e fiscais, que o Governo editou, sob sua única responsabilidade, é um esforço para contê-la. g preciso, por ser justo, que a inflação não seja combatida só a expensas do empresariado, impondolhe ônus e obstáculos injusto e contraproducentes, sobretudo As médias e pequenas empresas e às empresas nacionais que não dispõem de realimentação financeira procedente do exterior". Manifestando confiança na política econômico-financeira do Governo, aduziu: "Esperamos que as medidas complementares sejam adequadas aos

kspecto da confraternização anual realizada na FIESP-C1ESP

objetivos anti-inflacionários, e que a nóssa experiência — já que somos Ds que produzem — seja ouvida". Sobre seus propósitos para o limiar da década de 80, declarou: "Pretendemos, com a ajuda de nossos órgãos colegiados, enfrentar as dificuldades que advirão. Confortanos, em meio a tantos problemas já enfrentados, o estimulo, a colaboração e o apoio de tantos companheiros e de tantos sindicatos integrantes de nossas entidades — apoio, colaboração e estímulo que nos animam a prosseguir na luta, como resultado dessa vontade". E concluiu: "Estejam, entretanto, todos certos de que, deferida que nos seja a decisão do sufrágio, seremos o mesmo homem leal a serviço das entidades". MENSAGEM DO GOVERNADOR

diretores da FIESP-CIESP no almoço 1/1980

O secretário da Indústria, Comércio e Tecnologia do Estado, dr. Oswaldo Palma, também vice-presidente da FIESP-CIESP, leu na oportunidade mensagem do governador Paulo Salim Maluf ao empresariado industrial, na qual salienta: "Estamos encerrando um ano e uma década. Durante este ano e os dez desta década, todos enfrentamos muitas dificuldades, tivemos problemas e numerosas questões

a resolver. A maioria deles consistindo em desafios de uma nação em desenvolvimento acelerado, para atender ao permanente reclamo de elevada população. Olho para trás, alongando a vista por toda a década e, especialmente, pelo ano que findou, e me sinto confortado, sinceramente, com a certeza do dever cumprido. Estou seguro de que todos os meus colegas empresários aqui presentes partilham esse mesmo sentimento. Tenho inabalável confiança no Brasil e nos seus diligentes e dinâmicos empresários". E salienta: "Em poucas décadas de trabalho, sacrifício, arrojo, disposição para a luta, construimos a décima nação industrializada do mundo". Falou, também, da extraordinária rapidez como se processou a industrialização do Brasil. "A nação, que há apenas cinqüenta anos, quando da fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, produzia só alguns artigos, de preferência alimentícios, hoje produz quase todo o elenco de produtos industriais. Aos industriais aqui presentes, empresários como eu, através de Theobaldo De Nigris, Presidente da FIESPCIESP, e líder da classe, formulo os melhores votos de êxito no Ano Novo e na nova década que se abrem diante de nós" — concluiu. 21


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Inaugurado o NDI com a presença de Camilo Penna titular do MIC O Sr. Theobaldo De Nigris, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, presidiu â solenidade de inauguração das instalações do NDI-CIESP — Núcleo de Desenho Industrial do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Viaduto D. Paulina, 80, 13.° andar), com abertura simultânea da Exposicão MOMA-Design (Museu de Arte Moderna, de Nova Iorque, Estados Unidos. Prestigiaram o acontecimento o ministro Camilo Penna, da Indústria e do Comércio; e Oswaldo Palma, secretário de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado — órgão patrocinador da iniciativa. Fez-se presente, também, grande número de diretores das entidades

representativas da indústria, além de empresários industriais. O PAPEL DO DESENHO

Depois de saudar as autoridades demais presentes, o presidente Theobaldo De Nigris lembrou ter o CIESP criado o Núcleo de Desenho Industrial devido ao alto nível atingido pelas atividades industriais no Brasil, a requerer "o ensino da técnica do desenho industrial — autêntica especialização ainda pouco divulgada entre nós. 8 o que faz agora". Ao mesmo tempo — disse — o CIESP apresentava a Exposição MOMA Design, do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. A seu ver, aquela mostra, por e

O Ministro Camilo Penna, o secretário Oswaldo Palma e o Sr. Nadir Dias Figueiredo em visita it Exposição MOMA-Design 24

Publicações sobre a arte de decoração, integrandc de Desenho Industrial do Centro das Indústrias

sua qualificação e origem, enobrecia a própria instalação do NDI-CIESP, evidenciando a oportunidade e importância de sua concretização. De Nigris salientou o grande poder de criatividade do brasileiro, incontestável pelo consenso unânime, sendo, igualmente, um inovador. Assim, no campo industrial, "é preciso que se estimule o artista que se dedica especialidade de desenhar componentes, peças ou produtos, dando-lhes vida e expressão nativas". Frisou que "já é tempo de se marcar com mais vigor e propriedade aquilo que fazemos. Há que valorizar-se a originalidade de nossa capacidade criativa industrial. O Brasil mesmo precisa conhecê-la. E, mais do que o Brasil, o consumidor de fora. O desenho é poderoso elemento de divulgação que, aliado a outros, fará nosso produto mais competitivo". Concluindo, afirmou De Nigris: "Eis porque, ao ensejo da abertura da Exposição MOMA Design, do Museu de Arte de Nova Torque, e da inauguração do Núcleo de Desenho Industrial, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo congratula-se com o empresariado industrial do nosso Estado e do Pais por mais esta auspiciosa iniciativa em prol do desenvolvimento nacional". Em seguida, foram projetados audiovisuais sobre a importância do desenho industrial nas linhas de produtos, tanto estética quanto funcional e quaABIGRAF EM REVISTA


altamente competitivos "pois não podemos depender mais da exportação basicamente calcada em produtos primários e/ou alimentares. A propósito, deve ser entendido — quanto ao problema mundial da escassez de alimentos — que onde há fome não existe dinheiro para comprá-los. Precisamos entrar em novos mercados, pela necessidade de exportar 40 bilhões de dólares até 1985. Quer dizer que a exportação de manufaturados e de serviços precisa crescer de 14% a 16% anualmente, no período em questão. E o alcance dessa meta, sem dúvida, pode ser ajudado por iniciativas como esta voltada para o desenvolvimento do desenho industrial. Aliás, em sua opinião, o presidente Figueiredo ficaria satisfeito em saber de sua concretização, pela enorme utilidade que representa na valorizacão estética e funcional de nossos produtos industriais. a Exposição MOM A-Design, do Núcleo do Estado de São Paulo

litativamente, com depoimentos esclarecedores de vários empresários e técnicos.

CONFIANÇA NO BRASIL

Disse o ministro Camilo Penna, em outro ponto, de que jamais se deverá perder a confiança no Brasil. Não temos o direito de descrer porque se o

mundo veneer a atual crise econômica que atravessa, o Brasil também saberá vencer a sua crise interna, galhardamente. Tudo é questão de entendimento, de diálogo, para o encontro de soluções adequadas. Há pouco, ainda, o presidente Figueiredo sancionou lei que concilia interesses (até então conflitantes) da indústria automobilística e da rede comercial distribuidora de autoveículos. Terminou o ministro por afirmar ter absoluta fé em que o novo bandeirantismo de São Paulo, pelo qual se rege o seu processo industrializante, possa se estender, como é intenção prioritária do Governo Figueiredo, pelos quadrantes do Brasil. O Sr. Theobaldo De Nigris agradeceu as palavras do ministro Camilo Penna, a presença do secretário Oswaldo Palma e de todos que compareciam para prestigiar mais um acontecimento ligado ao desenvolvimento da economia brasileira. O programa foi encerrado com visita as instalações do NDI-CIESP e Exposição MOMA Design, e o oferecimento de um coquetel.

FATOR DE EXPORTAÇÃO

Posteriormente, fez uso da palavra o ministro Camilo Penna, lembrando a sua condição de antigo frequentador da FIESP-CIESP muito antes de assumir a Pasta que hoje ocupa. Mas nem por isso deixou de vir a S. Paulo vezes diversas, para fazer novos amigos, em outros setores de atividade. E como ministro se encontrava na Casa da Indústria paulista pela segunda vez, fato que the dava muita satisfação, principalmente porque ali se cultua a alma brasileira, a capacidade brasileira, pois o belo também é funcional. Esse trabalho, a seu ver, é, ao mesmo tempo, pragmático e cultural, uma necessidade não específica, mas tão importante quanto a beleza. Nesse critério, o Brasil tem produtos industriais bem fabricados e com boa qualidade, fatos que, aliados aos de preço, podem contribuir para o alargamento do mercado interno e externo, cabendo ao empresariado papel relevante na consecução dessa meta. Ë fundamental — realçou o ministro — que praticamente 2/3 de nossa população também se beneficiem do desenvolvimento industrial alcançado. A idéia, igualmente, é conquistar mercados externos oferecendo-lhes produtos 1/1980

Aspecto da Exposição MOMA-Design 25


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Racionalizar a distribuição de glp: o tema do encontro.

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Revista trimestral, editada pel Serviço de Relações Públicas da Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS) - Av. República do Chile, 65 - 20.° andar - Rio de Janeiro - RJ.

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a btg

Características colorimétricas de uma escala de tintas para tipografia e offset Em várias reuniões mantidas sobre os problemas cromáticos das escalas de tinta usadas no Brasil, a Comissão Especial 001/T, convocada pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, chegou a conclusões definitivas para introdução de uma escala normalizada no Brasil. O objetivo foi definir as características colorimétricas de uma escala de tintas padronizada das cores primárias, na impressão tipográfica e de offset, para tricomias ou quadricromias e descrever o método de controle correspondente. A norma estabelecida devia permitir à fotoreprodução preparar a seleção de cores, baseada sobre os mesmos valores colorimétricos, e, possibilitar

Cores primárias e secundárias

sua reunião numa mesma forma de impressão, mesmo com originais eventualmente diferentes, e, à fotoreproducão e à impressão permitir de adquirir tintas que, aplicadas sobre um suporte de referência, com espessura de aplicação normalizada, apresentem resultados conforme especificações. Os valores da escala de tintas deviam permitir a alocação da matériaprima no mercado nacional e corresponder às normas ISO 2845 e 2846 e às especificações correspondentes CEI 12-66 e CEI 13-67, do Comitê Europeu das Associações dos Fabricantes de Tintas e Tintas de Impressão, definindo uma Escala Européia para as cores primárias na impressão tipográfica e de Offset, largamente conhecidas como "Escala Europa". Coordenadas de cromaticidade

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A norma estabelecida define excclusivamente os valores das grandezas colorimétricas das tintas amarelo, magenta e ciano. Ela não abrange outras propriedades, como concentração da pigmentação, características reológicas, etc., e, não avalia variações decorrentes da utilização de suportes com características diversificadas, nem as diferenças de espessura de aplicação nas máquinas de impressão. As cores escolhidas são aquelas que oferecem as melhores condições de resistência à luz e resistência a solventes, com a finalidade que os impressos possam ser envernizados. Os valores estabelecidos, baseados nas recomendações da reunião da CIE de 1931, são os seguintes:

Coeficiente Espacial Cromático Uniforme CIE - 1964 U*

w*

Amarelo

0,437

0,494

77,8

19,1

70,9

89,7

2,3

Magenta

0,464

0,232

17,1

112,0

- 12,7

47,4

5,0

Ciano

0,153

0,196

21,9

- 54,5

-50,9

52,9

3,0

Amarelo + Magenta Ciano Amarelo

0,613

0,324

16,3

139,8

21,8

46,4

7,3

0,194

0,526

16,5

- 69,1

28,1

46,7

5,3

Magenta + Ciano

0,179

0,101

2,8

35,4

18,1

8,0

Em conjunto foram definidos os testes correspondentes para obtenção valores colorimétricos e análises sobre transparência, resistência à luz e resistência a solventes. O prazo de carência para a introdução da "Escala Europa", conforme os valores retro citados, foi estabelecido para 30-6-80, sendo que, no entretempo devem ser feitos os diversos testes para obtenção das tintas certas. A ABTG acredita, com a ajuda de fabricantes e consumidores, participantes da Comissão Especial, ter dado um importante passo, para a melhoria dentro do ramo gráfico, introdução de normas industriais e, com isso, a 28

v*

Tolerância A ECIE

-

colocação inicial para elevar o ramo gráfico e seus fornecedores, a um nível internacionalmente aceito. Dentro deste espírito devem surgir atividades subseqüentes, visando a melhoria dentro de uma série de ramos industriais gráficos e ligados a eles. Participantes da Comissão Especial 0001/T: Abimael Pereira da Silva (Cromos), Ademar Antonio de Paula (Laserchrom), Adolfo Cyriaco (Supercor), Antonio M. Ortiguela (ABTG), Carlos Schultz (ABTG), Ernesto Mina (Glória Indústria Gráfica), Euripedes Trevisan (Lastri), Francesco Guglielmetti (SENAI), Gilberto Soares

3,6

-

(Supercor), Ignaz Johann Sessler (ABTG), José Flávio Ribeiro de Castro (Concentra), Juvenal Francisco de Oliveira (Renner), Klaus Martins (Cromos), Kurt Walter Fuchs (Supercor), Luiz Alberto Franco (Abril), Luiz M. Guardia Negressi (Concentra), Manuel Berruezo Salazar (Vecchi), Marc Paul Cavrero (Lorilleux), Omir Segovia Espadini (SENAI), Osmar Barbin (Lorilleux), Paulo Roberto Magalhães (Abril), Roberto E. Lindmayer (Concentra), Sérgio André de Andrade (AGGS), Thomas Frank Caspary (ABIGRAF), Walter Sandrini Marchi (Supercor), Ildoaro Gomes (SENAI) e Francisco Latorre (Vecchi). ABIGRAF EM REVISTA


a btg Norma elaborada para fontes iluminantes Um dos pontos de constante divergência entre clientes e gráficos é o fato que, todos os impressos, como resultado final são analisados visualmente. Isso impõe uma série de fatores subjetivos, principalmente, na avaliação de reproduções coloridas. Para eliminar, pelo menos, uma parte importante desses valores subjetivos, a Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, por intermédio de sua Comissão de Fotoreprodução, decidiu estabelecer fontes iluminantes para gráficas, estúdios de f otoreproducão e clientes, que permitem visualização e análise homogêneas de originais opacos e transparentes, provas e impressos, sem distorções de luzes, e, com o mínimo de influências exôgenas. A premissa básica foi, que as fontes iluminantes devem apresentar uma exata reprodução de cor e permitir

perfeita visualização e análise de originais, provas e impressos. VALORES

Assim a norma elaborada estabelece, para análise de originais opacos, provas e impressos, os seguintes valores sobre o plano iluminado: Temperatura de cor = 5000°K; índice mínimo de reprodução de cor = 90; intensidade da luz 2000 ± 500 lux; homogeneidade mínima = 80%. Para mesas de retoque e montagem foram estabelecidas, apenas, os valores da temperatura de cor = 5000°K; reprodução minima de cor = 90; homogeneidade minima = 80%; com os valores estabelecidos sobre o plano luminoso. Para visores propõem-se os mesmos valores e uma intensidade de luz de 1270 -± 320 cd/m2 . Os outros

ambientes apenas devem obedecer a temperatura de cor = 5000°K e o índice mínimo de reprodução de cor = 90. COMISSÃO DE FOTOREPRODUÇÃO

Participantes da Comissão de Fotoreprodução: Adernar Antonio de Paula (Repro), Antonio Carlos Parise (Philips), Antonio M. Ortiguela (ABTG), Antonio Sakaguti (Philips), Bruno Cialone (EFI), Dante Aldrighi (Kromia), Ernesto Mina (Glória Indústria Gráfica), Loester Fioravanti (Bosatelli), Luiz Armando de Souza (Estúdio 5), Luiz Carlos Mazzo (Kromia), Luiz do Prado (Bosatelli), Oswaldir ForIan Rodrigues (Lastri), Paulo Panossian (Estúdio 5), Peter Rõhl (ABTG), Reinaldo Guerreiro (Lastri) e Ricardo Salamon (ABTG).

URGENTE:

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Abigraf/Sigesp 1/1980

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Indústria de Papel-Celulose cresceu em 1979 enfrentando dificuldades

O presidente Jamil Nicohiu falando no encontro do Papel e Celulose, vendo-se ainda os Srs. Horácio Cherkassky e Francisco da Silva Vitela, I.° vice-presidente da FIESP-CIESP

O almoço de confraternização da categoria econômica, anualmente promovido pelo Sindicato da Indústria do Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel no Estado de São Paulo, Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose e Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose, realizou-se nos salões do Clube Atlético Paulistano. Representando o presidente Theobaldo De Nigris, da FIESPCIESP, compareceu o Sr. Francisco da Silva Villela, 1. 0 vice-presidente das entidades da indústria paulista, e à mesa de cabeceira, presidida por Jamil Nicoláu Aun, também tomaram assento os srs. Horácio Cherkassky, presidente da APFPC e da ANFPC, Mário Toledo de Moraes, delegado do Sindi30

cato junto ao Conselho de Representantes e vice-presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo; Abílio Santos, presidente da ABECEL; Raul Baptista Trombini, presidente da ABPO; José Carlos Reis Pereira, presidente da Associação do Nordeste; Alfredo Leon, presidente da ABCP; José Valente, da Federação dos Trabalhadores; Luiz Antônio Vianna, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico — BNDE; Mário Amato, presidente do Sindicato da Indústria de Artefatos de Papelão, Papel e vice da FIESPCIESP; Manoel Vieira, presidente da ABRE — Associação Brasileira de Embalagem, além de outras personalidades dirigentes e convidados especiais.

Na primeira parte do programa organizado para a ocasião foram entregues, pelas entidades promotoras, os prêmios anualmente conferidos a autores de trabalhos técnicos relacionados com processos e desenvolvimento das indústrias setoriais. HOMENAGEM PÓSTUMA

Antes de seu pronunciamento propriamente dito, o presidente Jamil Nicoláu Aun, líder do Sindicato da Indústria do Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel no Estado de São Paulo, proferiu breves palavras de homenagem póstuma a um dos pioneiros do setor e empresário dos mais destacados de sua classe, o saudoso Samuel Klabin, a quem se deve, entre ABIGRAF EM REVISTA


,

outras realizações, a implantação da indústria de papel de imprensa no País. Lembrou Aun que Klabin foi criador da CICEPLA, da qual era presidente; membro efetivo da FAO no Comitê Permanente de Celulose e Madeira; e também presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose. "A Samuel Klabin, a nossa homenagem, na certeza de que contimiamos lutando pelos mesmos ideais de engrandecer a indústria de papel e celulose que ele tanto enalteceu", ressaltou o orador. O SETOR EM 1979

O presidente Jamil Nicoldu Aun fez um retrospecto do setor no ano que findou, lembrando as dificuldades enfrentadas com o suprimento de produtos essenciais, como óleo combustível, madeira, cloro e mesmo celulose. Não obstante, conseguiu-se aumentar a produção de celulose e de papel, ampliar o mercado interno e incrementar as exportações. Na parte social destinada aos trabalhado-

res do setor, recordou que foi inaugurada a primeira parte do novo hospital do SEPACO, dando lugar ao atendimento no ambulatório clínico, Raio X e exames de laboratório. O projeto completo prevê a instalação de mais de 200 leitos, numa área construída de 12.700 m2, destinados a atender os trabalhadores e seus dependentes, sem ônus, em assistência médica, hospitalar, cirúrgica e odontológica.

toneladas a diferença entre a produção e a demanda de madeira, em 1985, segundo documento elaborado pelo Grupo Interministerial do Carvão Vegetal". Para diminuir o deficit e as inevitáveis importações que daí adviriam, o documento sugere investimentos de 4,8 bilhões de dólares, a cargo de entidades governamentais e particulares, no período 1980/85.

DEFASAGEM Falou, depois, sobre a defasagem de abastecimento de madeira "quando em 1979, esperava-se que as dotações para o reflorestamento fossem num montante de 13 bilhões de cruzeiros, somente foram liberados para o IBF 6 milhões, impondo uma redução de praticamente 50% sobre o que era esperado, numa hora em que é pública e notória a tendência da demanda para outros fins, inclusive como alternativa energética. Como se isso não bastasse, sabemos que será de 34 bilhões de

No tocante à celulose, disse que o Brasil de importador passou a exportador de celulose, sendo que em agosto de 79 constava entre os 20 produtos brasileiros mais exportados com mais de 100 milhões de dólares vendidos. Ao terminar, Ann propôs uma série de questões que o Governo deverá resolver, tendo em vista erradicar a baixa rentabilidade que vem caracterizando o setor, de máxima importância para a expansão econômica do Pais.

MAIS DE 100 MILHÕES DE DÓLARES VENDIDOS

Aspecto do almoço de confraternização de final de ano do setor papel-celulose, realizado no Paulistano 1/1980

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Município de ltatiba terá Ensino Industrial

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Aspecto externo do Centro de Treinamento SENA I em Itatiba

Trabalhadores do município de I tatiba podem agora contar com várias oportunidades de qualificação e aperfeiçoamento profissional oferecidas pelo novo Centro de Treinamento do SENAI, que foi inaugurado, proporcionando ensino gratuito para operários das indústrias têxteis, mecânicas e do mobiliário, principalmente de móveis coloniais. Localizada â. Rua Alfredo Massaretti, 191, no Parque Ferraz Costa, em Itatiba, esta unidade de ensino tern 3.847,62 m2 de área construída em terreno de 16.200 m2 doado ao SENAI pela Prefeitura de Itatiba. A capacidade inicial de atendimento 6. de 382 alunos, com programas de 32

duração variável de um a dois semestres, nas seguintes áreas: Preparação básica — ocupações da Mecânica geral, incluindo Desenho Técnico Mecânico, Tecnologia Mecânica e Cálculo Técnico Mecânico; preparação â Tecelagem, compreendendo programas para urdideira, espuladeira eremetina, Tecelagem para tear mecânico e automático; Tornearia e Ajustagem Mecânica, Montador de Móveis Coloniais Operador de Máquinas de Madeira. COLABORAÇÃO

As indústrias locais, representadas pela AICITA — Associação Industrial Comercial de Itatiba e a Prefeitura colaboraram com o SENAI no estudo

das necessidades industriais prioritárias e também através de doação de máquinas e equipamentos necessários instalação dos cursos. O empenho da comunidade itatibense revela a confiança de que o Centro de Treinamento do SENAI influirá de maneira decisiva no aperfeiçoamento da mão-de-obra industrial. RECONHECIMENTO

E para manifestar seu reconhecimento, durante a cerimônia de inauguração, a cidade entregará ao Sr. Theobaldo De Nigris, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o título de " diploma honorífico de co' itação mais importante que o de c adão. GRAF EM REVISTA


OP"

senai MÃO-DE-OBRA-QUALIFICADA PARA A PETROQUÍMICA DO NORDESTE

Regionais do SENAI darão também a sua colaboração a essa iniciativa, para a qual contam com a especial cooperação do Departamento Nacional do SENAI.

A fim de verificar a possibilidade de o Departamento Regional do SENAI em São Paulo colaborar na TREINAMENTO formação de técnicos do nordeste na DE MAO-DE-OBRA área de plásticos, para o seu aprovei- EM EQUIPAMENTOS tamento nas frentes de trabalho do polo petroquímico daquela região, vi- METROVIARIOS sitaram a Escola SENAI "Frederico O Serviço Nacional de AprendizaJacob", no Tatuapé, nesta Capital, gem Industrial (SENAI) e a CompaJoaquim Coutinho, do Centro de Pes- nhia do Metropolitano de São Paulo quisas e Desenvolvimento do Estado firmaram convênio de mútua colaboda Bahia (CEPED); Márcia Alves de ração para organizar e executar proSouza, da Superintendência do Desen- gramas de treinamento para as ocupavolvimento do Nordeste (SUDENE), ções de auxiliar de movimento e opee Marcos Antônio Martins Dourado, rador de equipamentos metroviários, do Banco Nacional de Desenvolvi- destinados a funcionários do Metrô mento Econômico S/A, que estavam ou a outros que a empresa indicar. acompanhados pelo coordenador do Os treinamentos terão duração vaPrograma Intensivo de Preparação de riável, de acordo com os respectivos Mão-de-Obra (PIPMO) em São Paulo, programas, podendo desenvolver-se em Pedro Senna. período integral, em turno, de segunOs visitantes — que integram a da a sexta-feira, tanto nos Centros de equipe técnica responsável pela elabo- Formação Profissional do SENAI ração de documento sobre o "Progra- quanto em dependências do Metrô, ma de Desenvolvimento de Recursos conforme as disponibilidades de equiHumanos para a Indústria de Trans- pamentos, instrutores e locais. formação Petroquímica do Nordeste — Plásticos e Elastômeros" — pude- O CONVÉNIO O convênio foi firmado pelo presiram conhecer os recursos técnicos, as programações curriculares e a siste- dente do Conselho Regional e pelo mática adotada pelo SENAI paulista diretor regional do SENAI, respectivana formação profissional de seus téc- mente Theobaldo De Nigris e Paulo nicos industriais de nível médio em Ernesto Tolle, e pelo presidente do Metrô, José Maria Siqueira de Barros, plásticos. Após a visita àquela Escola do especificando as obrigações de cada SENAI, a equipe técnica foi recebida parte. Compete ao SENAI ceder equipsna sede do Departamento Regional da mentos e ferramentas, colaborar na Entidade pelo seu diretor regional, elaboração do material didático, preprofessor Paulo Ernesto Tolle, com parar instrutores, oferecer vagas em quem trocaram informações sobre as possíveis modalidades de colaboração suas unidades de formação profissioa ser prestada pelo SENAI de São nal aos empregados do Metrô, expePaulo à qualificação profissional dos dir certificados de conclusão e estarecursos humanos necessários à con- belecer, de acordo com a Companhia, solidação do Parque Transformador as programações de treinamento, conde Petroquímicos Finais — Plásticos dições de freqüência e critérios de avaliação. e Elastômeros — no Nordeste. Os visitantes participaram ainda de Cabe ao Metrô recrutar o pessoal reunião técnica com o coordenador do a ser treinado, ceder equipamentos e Ensino e Treinamento do SENAI ferramentas para os treinamentos reapaulista, professor João Baptista lizados em suas dependências, desigSalles da Silva, tendo informado que, nar e remunerar seus instrutores, propossivelmente, outros Departamentos porcionar estágios a técnicos e instru1/1980

tores indicados pelo SENAI e estruturar as programações de treinamento. Ambos — SENAI e Metrô — se responsabilizarão pela coordenação das medidas necessárias à execução do convênio, que tem vigência de dois anos, com possibilidade de renovação. FIESP ENTREGA PRË1310 PARA USO DO SENAI Theobaldo De Nigris, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo — FIESP — e do Conselho Regional do SENAI, procedeu oficialmente, a entrega do prédio situado na Avenida Paulista, 750, para uso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — SENAI. Em cerimônia realizada às 11h30', à qual compareceram vários empresários, Diretores da FIESP, o Diretor Regional do SENAI, professor Paulo Ernesto Tolle e autoridades ligadas ao ensino, o industrial Nadir Dias de Figueiredo descerrou uma placa que registra a construção e a ocupação do prédio na administração de Theobaldo De Nigris. O edifício foi construído em terreno de 3.500 m2, com 29.752.50 m2 de área distribuídos em 25 pavimentos. Neste prédio acha-se instalada a administração regional do SENAI, responsável não só pela elaboração dos processos do ensino que é ministrado nas 80 unidades de Formação Profissional que a entidade mantém em todo o Estado de São Paulo, como pelo apoio administrativo — em recursos materiais e humanos — requeridos para o bom funcionamento das Escolas da rede. O edifício apresenta construção de linhas sóbrias em concreto aparente. Quanto a arquitetura interna, deu-se preferência a simplicidade e à distribuição de espaço bastante racional que aproveita integralmente a concepcão estrutural, com Areas livres, sem pilares, totalmente desimpedidas e que oferecem maior flexibilidade a eventuais mudanças de "lay-out" (arranjo físico). Graças a essas condições ambientais foi possível ao Departamento Regional do SENAI instalar adequadamente todos os órgãos da sua administração. 33


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Narbal Knabben, de São Paulo, Capital, foi o vencedor do Grande Prêmio "Cores e Sorrisos do Brasil" e viajará para a França graças â Kodak e Air France, promotoras do concurso. Narbal fez jús a duas passagens de ida e volta a Paris e mais Cr$ 25.000,00 com o "slide" "Saravá - III".

Uma guilhotina programável desenvolvida por uma firma britânica para a indústria gráfica, incorpora um microprocessador para fornecer controle automático combinado com operação simples. Três programas diferentes estão incluídos na guilhotina programável Victory 825 MP (825 mm ou 32 1/2 polegadas). Cada programa fornece 32 posições de corte diferentes. Um mostruário digital de fácil leitura com um largo ângulo de visão

"VIVENDO NAS NUVENS"

O primeiro prêmio da Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo, no valor de Cr$ 25.000,00, foi concedido a uma das fotos que melhor destacou as imagens do Estado: o "slide" "Vivendo nas Nuvens", de Graça Maria Pinto Ferreira, de São Paulo. E Silvio José Canavarro Coelho, do Rio de Janeiro, deverá receber Cr$ 10.000,00 por sua 1.a colocação na categoria filmes 126/110. INOVAÇÃO

Este ano, o concurso trouxe uma inovação: prêmios concedidos pela Embratur a conjuntos de três fotos em 135, obtidas em Estados brasileiros diferentes. 0 1.° colocado nessa categoria foi Raimar Richers, de São Paulo, Capital, que receberá como prêmio viagem de 20 dias pelo Brasil e mais Cr$ 10.000,00. JÚRI

Formaram o júri de classificação do concurso, os fotógrafos profissionais Ella Durst, Miro, Maureen Bisilliat e Vânia Toledo; o artista plástico Wesley Duke Lee; a publicitária Helga Miethke; Dan Fialdini, representando o Masp; Silvino Gaona, presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos do Estado de S. Paulo; Sebastião Barbosa, pela Embratur; Maria Christine Gebara, pela Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de S. Paulo; Madeleine Archer, pela Air France, que estiveram reunidos por, praticamente, dois dias inteiros para analisar as quase 7 mil fotos

concorrentes. 36

MIRUNA - MODELO 7

mostra comprimentos de corte e os programas podem ser ajustados rapidamente dando uma alta velocidade de produção. Um dispositivo para guardar as fitas pode ser fornecido opcionalmente se se requer facilidades adicionais de armazenamento. O sistema elimina os problemas inerentes aos sistemas de fita-magnética padrão.

Botões de controle fornecem operacão manual semi-automática ou automática e ajustam a máquina para a programação. O botão "run" indica operação automática ou semi-automática e o botão "cutinhibit" é usado para programar ou verificar um programa sem fazer um corte real. Há indicação de que se deve tentar fazer a máquina exceder uma capacidade de armazenar 80 posições de corte em até nove ciclos de operação. Uma alavanca de controle é empregada manualmente para mover a bitola posterior do equipamento em direção da faca ou para afastá-la da mesma. Baterias suplementares são fornecidas para manter os programas.

Sugestão de uso: trabalhos de impressão. Endereço: Cameo Machinery Ltd., PO Box 7, Icknield Way, Letchworth, Hertfordshire SG 6 1 EY, England. Telefone - Letchworth 6464 - Telex: 826951. Cables: Cameo. Tradução: Profa. Regina Célia Rolland Novaes Galvão — Escola SENAI "Theobaldo De Nigris"

Grampeadeira para fechamento de sacos plásticos de macarrão, balas, especiarias, farmacêuticos, telegramas, caixas, amostras de tecidos, apostilas, cintos, bolsas, avisos bancários, e outros fins industriais e comerciais. Especificações técnicas — Grossura grampeações: 0,4 mm; Largura do grampo: 10 mm; Pontos por minuto: 200; Comprimento do braço: 220 mm; Altura da máquina; 1345 mm; Peso da máquina: 50 quilos; Motor 1/8 110/220; Arame: n.° 22, 24 e 26. Indústria de Máquinas Miruna Ltda. — Rua Patagônia, 225 (V. Sta. Catarina - Jabaquara). Tels.: 275-0366 e 276-9533. ABIGRAF EM REVISTA


flashes A IMPRENSA COM A VELOCIDADE DO RAIO LASER Um novo e decisivo capítulo da história da Imprensa brasileira começava a ser escrito a partir de 6 de novembro, com a inauguração, pela Gazeta Mercantil, do primeiro Sistema Laser de informação da América Latina. A inovação permite impressão -simultânea do jornal, especializado em negócios, nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. A Gazeta Mercantil é o oitavo jornal do mundo a usar o raio laser para transmitir suas páginas a diferentes cidades onde elas serão impressas, um investimento que exigiu a quantia de 1 milhão de dólares. A avançada tecnologia ainda representa uma ampliação das atividades jornalísticas e gráficas brasileiras. O PROCESSO

O processo desenvolve-se a partir da "leitura" de um original a ser impresso que é convertido em sinais lógicos, transmitidos através de sinais de televisão, via Embratel, para uma ou mais unidades receptoras em outras cidades, que executa o processo inverso, sensibilizando filme idêntico ou a própria matriz para impressão. Ao mesmo tempo, no local

da transmissão, é sensibilizado filme idêntico ou a própria matriz para impressão. Na leitura do original é usado raio laser visível de baixa potência e na sensibilização do filme ou da matriz, raio laser ultra-violeta de alta potência. O processo é utilizado nos Estados Unidos, Europa e Japão há menos de dois anos, notadamente pelos jornais de negócios. RIO-SÃO PAULO

Numa primeira fase, ele funcionará cobrindo o eixo Rio-São Paulo, mas ainda durante este ano deverá ser estendido a Brasilia e, depois, a outras capitais do País, cobrindo todo o território nacional. Este avanço tecnológico, que pode ser colocado no mesmo plano de invenções revolucionárias como o rádio e a televisão, vem preencher uma lacuna até então sentida no setor de distribuição de jornais em um país das dimensões geográficas do Brasil. O jornal possui, atualmente, uma rede de informações especializada que inclui 4 sucursais e correspondentes em todos os cantos do país e ainda em Londres, Washington,

FOTO E TEXTO

Paris e Bruxelas — sede do Mercado Comum Europeu. A implantação do novo equipamento colocará essas informações ao alcance dos homens de negócios do Brasil, nas primeiras horas do dia, servindo de base para decisões rápidas. PLANOS DA EMPRESA

Os planos da empresa, no entanto, não ficam por aí. Ela, que já edita as revistas Balanço Anual, Balanço Financeiro e Administração e Serviços, deverá aproveitar toda a potencialidade do seu sistema de comunicações para edição de novas revistas e livros. Terceiros também poderão utilizar seus serviços, quando interessados em transmitir com fidelidade e urgência qualquer documento entre dois pontos distantes. O Sistema Laser é parte dos pianos de expansão da empresa, preocupada em adquirir equipamentos próprios. O primeiro passo nesse sentido foi dado em 1978, quando foi implantado o seu sistema de fotocomposição com entrada de dados, através de discos magnéticos, abandonando o processo convencional de fitas perfuradas ou leitura ótica.

Equipamento usado na indústria de impressão para encadernar revistas e livros de bolso é submetido a uma reforma completa na fábrica de uma companhia britânica especializada no recondicionamento de maquinaria de segunda mão para as indústrias de impressão, plásticos e conversão de papel. A companhia compra maquinaria de mais de oitenta mil clientes em todo o mundo e a qualquer hora mais de 800 itens de equipamento se encontram em processo de recondicionamento em sua fábrica no norte da Inglaterra. (Milthorp International, Monckton Road, Wakefield, West Yorkshire, WF2 7AS, England). REVESTIMENTO DE CILINDROS Massintex: o 1. 0 produto que conquistou o mercado para revestimentos de cilindros

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1/1980

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flashes CONCENTRA S/A ganha Prêmio "Qualidade Brasil 1979" Iniciando suas atividades em 1972 com apenas uma linha de tintas e um programa reduzido de produtos auxiliares, atendia seus primeiros clientes em São Paulo. Hoje oferece uma ampla gama de tintas para máquinas offset e tipográficas, planas e rotativas, vernizes para sobre impressão, aditivos para água e auxiliares para tintas em geral ao mercado nacional e internacional. Conta para isto com esforço e dedicação permanentes do seu pessoal qualificado, com um parque maquinário moderníssimo e um laboratório completamente equipado para assegurar o controle de qualidade de matéria-prima a ser utilizada e de todos os produtos elaborados. Em estreita colaboração com os seus clientes, conseguiu a Concentra S/A em poucos anos de atividade, tornarse conhecida por sua constante preocupação em manter sempre o mais alto padrão de seus produtos. A matriz situa-se â rua dos Inocentes, 820, no bairro de Socorro — São Paulo. com filial de vendas no Rio de Janeiro, Estrada do Quitungo, 1.440.

No momento de receber o Prêmio Qualidade Brasil 79 outorgado pela International Exporter's Importer's agradece a todos os seus funcionários

e colaboradores, a todos os seus clientes e amigos, pois cada um deles contribuiu no sucesso que hoje festejamos.

NOVIDADES DA FUNDAÇÃO DE ARTES GRÁFICAS FUNDAÇÃO PUBLICA LIVROS SOBRE OFFSET ROTATIVAS

MAS NAS ROTATIVAS OFFSET" reteve uma estrutura organizada de fácil uso. Ele notou também que a Pittisb urgo Pensilvânia PROBLE- publicação reeditada foi acrescida de MAS NAS ROTATIVAS OFFSET. novidades incluída de proNa Fundação Técnica em Artes Grá- muitas gresso na impressão de rotativas ficas, os livros mais populares foram offset durante a última década. revisados e reeditados. E uma publiEspecialmente útil na forma das cação que auxilia os impressores a evitar muitos problemas, comuns na revisões acabadas, relatou Mr. impressão em offset, enquanto oferece BLAIR, e que a Gatf's possui extenrealmente soluções para outros pro- sa pesquisa naquele campo de reblemas, esta é a 3.a edição da Gatf's produções de Artes Gráficas. — Problemas nas Rotativas Offset a As publicações editoriais da Gatf's ser publicada. enfatizou que um considerável voluA Fundação revisou novamente me de materiais novos foi adicionado "PROBLEMAS NAS ROTATIVAS nas áreas de sistemas de umedeciOFFSET" e foi reescrita por DAVID mento em máquinas de offset rotaB. CROUSE, engenheiro supervisor tivas, defeitos em papel, armazenado DEPARTAMENTO DE PES- mento e manuseio, controle de quaQUISAS DA GATF'S, com a assis- lidade, problemas de registros, sistetência de outros membros do grupo ma de misturas de tintas, ajustamento, controle de sistema de tempeda Fundação Técnica. ratura, arrepelamento e tração conRAYMOND N. BLAIR, editor de trolada. publicações para o Departamento de Novas fotos dos últimos equipaEducação da Fundação, notou que a edição revisada da Gatf's "PROBLE- mentos, assim como diagramas têm -

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sido acrescidas ao livro cuidadosamente e ilustrado claramente, dando informações e os pontos chaves de uma ilustração bem feita. GATF'S PROBLEMAS NAS ROTATIVAS OFFSET — Disse Mister Blair: é o primeiro livro da Fundação a receber um desenho básico, transformação planejada para todos os livros da Gait's em 1980. No futuro, todos os livros da fundação, revisados e novos, incorporarão o desenho básico de elementos compactados, estilo moderno e convenientemente de uso ligado com padrões certos de editorial, desenho, tipografia e impressão. PROBLEMAS NAS GATF'S ROTATIVAS OFFSET, é cobrado a Cr$ 32,00 por não sócios da Fundação. Toda compra requisitada deverá ser enviada à atenção do Departamento de Pedidos da Fundação — 4615 Forbes Avenue, Pittsburgh, Pa. 15213 — U.S.A. —

ABIGRAF EM REVISTA


jurídico Trabalhista FGTS - Equivalência entre FGTS e indenização trabalhista A equivalência entre os regimes do FGTS e estabilidade com indenização é jurídica e não econômica.

Em recurso, a que negou provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "Equivalência — estabilidade — FGTS. Jurídica é a equivalência prevista no inciso XIII, do artigo 165 da Constituição Federal entre os regimes da estabilidade com indenização e do fundo de garantia do tempo de serviço. Se meramente econômica não seria auto-aplicável pois sobre os dois sistemas vigentes incide especifica legislação ordinária regulamentadora. Tornaria, por outro lado, desnecessária a opção e eivaria de inconstitucionalidade a Lei 5.107/77, acarretando como conseqüência a nulidade das opções pelo seu regime manifestadas." Acórdão 915, de 13-6-79, da 2.° Turma do TST, no RR4.887/78 (Roberto Mário, Rd.). DJU de 22-6-79, pág. 4.925.

Empregado que está disposição do empregador 24 horas por dia - "Bip" Empregado que é obrigado a portar "BIP", para atender prontamente ao chamamento do empregador, em casa ou em outro lugar onde estiver, inclusive sábados e domingos, está disposição por 24 horas diárias, com direito às horas extras.

Em recurso, a que deu provimento par-

cial, por maioria, decidiu o Tribunal: "0 recorrido, como Chefe da Seção de Projetos de Distribuição, cumpre o horário de 8:30 As 12:00 e das 13:00 As 17:00 horas, com folga aos sábados e domingos. Esses

os dizeres da resposta. Sucede, contudo, que ausentando-se do recinto da empregadora é obrigado a portar um instrumento receptor de ondas eletromagnéticas vulgarmente tratado por BIP. Assim, em casa, ou em outro local que estiver, se solicitado, deverá prontamente atender ao chamamento do empregador. Com muita justiça entendeu a sentença recorrida que durante as 24 horas do dia, então, está o empregado h disposição do empregador, e condenou o último em horas extras com suas repercussões e repousos duplos. Não há como modificar-se o decidido. Que o empregado fica A disposição do empregador não resta dúvida. E de aplicação, assim, a norma do artigo 4.° da CLT. Contudo, os sábados não são devidos em dobro por não constituírem dias de repouso." Acórdão 3.343, de 234.79, da 1.0 Turma do TRT da 2.' Região, no Proc. TRT/SP12.714/78, de São Paulo (Nélson Ferreira de Souza, Pres.; Octávio Pupo Nogueira Filho, Rel.). 1/1980

Férias proporcionais Empregado com menos de um ano de serviços que pede demissão, não faz jus its férias proporcionais.

Em recurso, a que negou provimento, unanimemente, decidiu o Tribunal: "Adotado o relatório constante da sentença de fls., assim decidem, em consonância com o parecer da Douta Procuradoria Regional, porque razão não assiste ao recite, no recurso de fls., ao reiterar a postulação atinente As férias proporcionais. Sustenta que não perdeu direito a tais férias pelo fato de haver pedido demissão com menos de um ano de serviço. O empregado com menos de um ano de serviço só faz jus a férias proporcionais, quando despedido, nos termos do art. 26 da Lei n.° 5.107/66. Se tem a iniciativa de retirar-se do emprego, não pode postular férias proporcionais." Diz a ementa: "0 empregado com menos de um ano de serviço s6 faz jus a férias proporcionais quando despedido, nos termos do art. 26 da Lei n.° 5.107/66. Se tem a iniciativa de retirar-se do emprego, não pode postular férias proporcionais." Acórdão 2.996, de 9-4-79, da 3.° Turma do TRT da 2.° Região, no Proc. TRT/SP6.889/78, de São Paulo (José Anchieta Falleiros, Pres.; Wilson de Souza Campos Batalha, Rel.).

Aviso Prévio O aviso-prévio concedido sem que haja redução da jornada em duas horas, de modo que permits ao empregado a procura de novo emprego, hi de ser tido como não concedido.

Em recurso, a que deu provimento, por maioria, decidiu o Tribunal: "Temos pois que o aviso-prévio, durante cujo lapso de tempo de duração, seja frustrado ao empregado o período necessário para a busca do novo emprego, ou seja, durante cuja vigência, não se beneficie o empregado da redução da jornada imposta na lei, hi de ser tido como não concedido. Indevido é o trabalho do empregado, por sua jornada completa, na oportunidade, sempre indubitável a obrigação de restituição que cabe ao empregador. E se a norma legal, atendendo ao interesse social, dimensiona a duração do aviso-prévio, isto o faz, também, porque no correr de tal período, que terá o empregado a possibilidade de outra colocação e de prevenir prejuízos. Logo, não reduzida a jornada do empregado, como no caso presente comprovadamente ocorreu, haverá de se considerar como não dado o aviso-prévio, por isso mesmo que daquela noticia nenhum proveito ad veio ao empregado, como é o desejo da norma legal." Acórdão 3.100, de 16-4-79, da 2.° Turma do TRT da 2.• Região, no Proc. TRT/SP5.895/78, de São Paulo (Júlio de Araújo Franco Filho, Pres.; Francisco Garcia Monreal Júnior, Rel.).

Cancelamento e parcelamento de débitos Decreto-lei 1.699, de 16-10-79, que dispõe sobre cancelamento e parcelamento de débitos e institui a "Guia de Recolhimento da Dívida Ativa da Previdência Social — GRPS". DECRETO-LEI N.° 1.699, DE 16 DE OUTUBRO DE 1979 Dispõe sobre cancelamento e parcelamento de débitos, no âmbito da Previdência Social, e di outras providências O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe confere o art. 55, item

II, da Constituição, decreta: Art. 1.° — Ficam cancelados os débitos de qualquer natureza para com a Previdência Social e os provenientes de contribuições por lei devidas a terceiros e arrecadados pelo Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social — IAPAS, de valor originário igual ou inferior a Cr$ 3.000,00 (três mil cruzeiros), constituídos até 30 de setembro de 1979, arquivando-se os respectivos processos administrativos. § I.° — Os autos das ações de cobrança dos débitos de que trata este artigo serão arquivados mediante despacho do Juiz, ciente o representante judicial do IAPAS. § 2.° — Para os efeitos deste artigo, o valor será considerado por processo entendendo-se por valor originário o que corresponda ao débito, excluídas as parcelas de que trata o art. 146 da Consolidação das Leis da Previdência Social, expedida pelo Decreto n.° 77.077, de 24 de janeiro de 1976. Art. 2.' — Ficam igualmente cancelados, desde que o valor originário seja igual ou inferior a Cr$ 3.000,00 (três mil cruzeiros): os saldos devedores, existentes em 30 de setembro de 1979, concernentes a operações imobiliárias, encerrando-se a respectiva operação; os débitos remanescentes, existentes em 30 de setembro de 1979, de locações imobiliárias, desde que o devedor tenha deixado ou venha a deixar livre e desembaraçado o imóvel, objeto da locação, até 31 de dezembro de 1979; os débitos existentes em 30 de setembro de 1979, de ex-servidores falecidos ou que se encontrem em local incerto ou ignorado; os débitos oriundos de locação de serviços, rescindida até 30 de setembro de 1979. § 1.0 — A partir da data da notificação

do encerramento da operação imobiliária a que se refere a alínea "a", cessará o pagamento, pela entidade previdenciária, de impostos, taxas, condomínios e demais encargos relativos ao imóvel, os quais passarão a correr por conta do favorecido. § 2.° — Para os fins deste artigo, considera-se como valor originário o que corresponda ao débito, excluídos juros de mora, multa e correção monetária. Art. 3.° — Ficam também cancelados os débitos, de qualquer valor, relativos a fi39


jurídico nanciamentos para compra de caminhões efetuados pelo extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas — IAPETC. Art. 4.° — Os débitos previdenciários dos Estados e Municípios, e respectivas Autarquias, bem como os das Entidades de Fins Filantrópicos, não cancelados na forma do art. 1.0, poderão ser parcelados em até 120 (cento e vinte) prestações mensais e consecutivas. § 1.0 — Os interessados terão o prazo de 6 (seis) meses, a partir do início da vigência deste Decreto-Lei, para requererem o parcelamento. § 2.0 — Os débitos, inclusive os remanescentes de cotas de previdência, relevadas as multas, mas acrescidos de correção monetária e dos juros de mora, serão consolidados na data em que os interessados apresentarem o requerimento. § 3.° — Nenhuma parcela poderá ser inferior a duas vezes o maior valor-de-referência vigente no País. § 4.° — Os que deixarem de recolher três ou mais parcelas, consecutivas ou não, serão considerados inadimplentes, quanto ao parcelamento concedido nos termos deste Decreto-lei e terão reconstituídos os respectivos débitos, com atualização da correção monetária e dos juros de mora. § 5.° — O disposto no "caput" deste artigo aplica-se às dívidas que estejam em fase de cobrança judicial, mas ainda não alcançadas por sentença, desde que os devedores efetuem o pagamento das custas e honorários advocatícios devidos, promovendo o IAPAS a suspensão do procedimento judicial. Art. 5.° — Os parcelamentos em vigor concedidos a Estados e Municípios, e respectivas Autarquias, bem como a Entidades de Fins Filantrópicos, poderão ser reconstituídos pelos saldos remanescentes e reparcelados de conformidade com o disposto no art. 4.° e seus pardgrafos. Art. 6.° — Fica instituída a "Guia de Recolhimento da Dívida Ativa da Previdência Social — GRPS", destinada ao recolhimento judicial de débitos para com a Previdência Social e o Fundo de Garantia do tempo de Serviço. § único — A definição do modelo, a expedição e o controle da GRPS ficarão a cargo da Procuradoria-Geral do IAPAS. Art. 7.° — O cancelamento de débitos decorrentes deste Decreto-lei não dará direito h restituição de contribuições ou de qualquer outra importância recolhida antes da sua publicação. Art. 8. 0 — As disposições deste Decretolei não se aplicam its importâncias devidas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, salvo o art. 6.°. Art. 9.° — Caberá ao Ministro da Previdência e Assistência Social baixar as instruções necessárias h execução deste Decreto-Lei. Art. 10 — Este Decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasilia, 16 de outubro de 1979; 158. 0 da Independência e 91.0 da República. João Figueiredo Jair Soares (DOU-I de 18-10-79, pág. 15297). 40

Comercial Pagamento com cheque sem fundos Não vale o pagamento efetuado me-

diante cheque sem fundos.

Em recurso, a que negou provimento, por maioria, decidiu o Tribunal: "A douta sentença apelada merece confirmação por seus próprios fundamentos que passam a integrar o presente Acórdão." "SENTENÇA — ..."O emitente das promissórias entregou ao Credor, para solver a dívida, um cheque de sua emissão, que não tinha fundos. E o credor, ao recebê-lo, não devolveu as promissórias. Terá havido pagamento dos títulos? Evidentemente, não. O pagamento pressupõe "animus solvendi" que o devedor não o tinha, tanto que entregou um cheque sem fundos. Também não tinha o credor o ânimo de estar recebendo a dívida, tanto que não devolveu os títulos, e assim não permitiu sequer se formasse a presunção a que alude o CC., 945: "A entrega do título ao devedor firma a presunção de pagamento". Nem o devedor pagou, nem o credor recebeu. As promissórias continuaram de pé e a fraude da emissão de cheque sem fundos está sendo apurada no Juízo Criminal. Se o ânimo de não pagar por meio daquele cheque, afirmado nesta sentença, é circunstância importante à configuração ou não do delito, não é matéria a ser decidida nesta instância. Aqui, pagamento não houve, as promiss6rias perduram insolvidas e podem ser cobradas ao emitente." Acórdão de 18-4-75, da 6.• Câm. Cív. do TJRJ, na Ap. 91.791 (Basileu Ribeiro Filho, Pres. e Rel.). — Rev. de Jur. do TJRJ, vol. 43, págs. 261/263.

Correção monetária Promissórias representativas de divida de valor, quando não pagas,

estão sujeitas a correção monetária. Em embargos, que rejeitou, unanimemente, decidiu o Tribunal: "De fato, como se sublinha o acórdão embargado, "a dívida, durante longos anos corporificadas em notas promissórias, títulos não honrados, era uma dívida de valor, pois, representava parte do patrimônio societário. O acordo de então e a soma de Cr$ em que se exprimia em dinheiro, era a tradução monetária na data do acordo não cumprido. Transformar dívida de valor em dívida de dinheiro e procrastinar a solução desta, é manobra vil, é lesão, é enriquecimento sem causa." "Desonrada a promessa de pagamento, tal como foi acordado, pelo não oportuno pagamento dos títulos cambiais que traduzem a prestação, reinstalando-se a obrigação não solvida na sua mesma natureza. As notas promissórias pro solvendo são, como já disse NELSON HUNGRIA, divulgando entre nós a expressão de STAUB, "uma tentativa de pagamento", que frustrada, restaura a relação funda-

mental, subjacente, segundo SARAIVA, PONTES DE MIRANDA e ASCARELLI. E no caso, é bom repetir, a relação creditícia fundamental era dívida de valor, como de outra forma não merece definir quota-parte de patrimônio social. Mas ainda que se tratasse de dívida de Dinnheiro, cabível seria a correção monetária. O nominalismo da moeda é construcão jurídica abstrata, calcada na necessidade histórica do curso forçado da moeda, para torná-la instrumento liberatório das obrigações." Acórdão de 27-8-75, do 2. 0 Grupo de Câmaras Cíveis do TJRJ, nos EI na Ap. 88.390 (Itabaiana de Oliveira, Pres.; Vivalde Brandão, Rel.). — Rev. de Jur. do TJRJ, vol. 42, págs. 100/102.

Administrativo Reconhecimento de firmas Lei 2.144, de 18-10-79, que dispensa o reconhecimento de firmas em documentos que transitem pela Administração Pública estadual direta e indireta.

LEI N.° 2.144, DE 18 DE OUTUBRO DE 1979 Dispensa o reconhecimento de firmas em documentos que transitem pela Administração Pública, direta e indireta, e dá outras providências. O Governador do Estado de São Paulo Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Art. 1.° — Fica dispensada a exigência de reconhecimento de firma em qualquer documento produzido no Pais, quando apresentado para fazer prova perante repartições e entidades públicas estaduais da administração direta e indireta, salvo naquelas em que lei federal expressamente determine. Art. 2. 0 — Verificada, em qualquer tempo, falsificação de assinatura em documento público ou privado, a repartição ou entidade considerará não satisfeita a exigência documental e dará conhecimento do fato autoridade competente, dentro do prazo improrrogável de 5 (cinco) dias, para instauração do processo criminal. Art. 3.° — Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 18 de outubro de 1979 Paulo Salim Maluf José Carlos Ferreira de Oliveira, Secretário da Justiça Publicada na Assessoria Técnico-legislativa, aos 18 de outubro de 1979. Nélson Petersen da Costa Diretor (Divisão Nível II) Subst.° (DOE., de 19-10-79, pág. 1.) ABIGRAF EM REVISTA

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Regionais da ABIGRAF BAHIA

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SERGIPE

Rua Chile, 22 — Sala 1401 Presidente: ULISSES DE CARVALHO GRAÇA Residência: Rua Pedro Lessa, 8 — 4.° andar Fone: 7-6814 Empresa: Comercial Gráfica Reunida Editora S/A Avenida Frederico Pontes, 94 — Fones: (0712) 2-3061 2-1650 - 2-1875 - 2-3101 CEP 40000 — SALVADOR - BA

PERNAMBUCO Avenida Cruz Cabuga, 84 — 1. 0 andar Presidente: JOSE MARIA RODRIGUES DA SILVA Residência: Rua José Augusto da Silva Braga, 387 OLINDA — PE Empresa: Gráfica Olinda Ltda. Av. Cruz Cabuga, 84 — Fones: (0812) 22-4298 - 22-3467 CEP 50000 — RECIFE - PE RIO GRANDE DO SUL

CEARA

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Rua Senador Pompeu, 754 Presidente: LUIZ CARVALHO FILHO Residência: Rua Caramuru, 63 — Fone: 223-6882 Empresa: Rua Barão do Rio Branco, 1302 Fone: 226-9056 — CEP 60000 — FORTALEZA - CE GOIÁS

Presidente: JOSE ROCHA MOREIRA Rua 85 n.° 865 esq. c/ Rua 105 — Loja 1 — Setor Sul Fone: (062) 224-4417 — 74000 — GOIÂNIA - GO MINAS GERAIS Rua Rio de Janeiro, 243 — Sala 701 Fones: (031) 222-6081 - 224-0402 Presidente: SIDNEY DE MORAIS Residência: Rua Ouro Preto, 1.700 — Fone: 337-1616 Empresa: Minas Gráfica Editora Rua Timbiras, 2062 — Fone: 226-4822 — CEP 30000 BELO HORIZONTE - MG PARAIBA

Travessa Francisco Leonardo Truda, 40 - 19. 0 andar - Caixa Postal, 845 - Telex 051 1046 Presidente: HENRY VICTOR SAATKAMP Residência: Rua Riachuelo, 785 - Apto. 14 Fone: (0512) 25-1675 Empresa: Indústria Gráfica de Embalagens S. A. Avenida dos Gaúchos, 443 - Telefones: (0512) 41-2402, 41-3322, 41-3554, 31-1826 - CEP 90000 PORTO ALEGRE - RS RIO DE JANEIRO Avenida Brasil, 15.671 — Lucas — Fones: 230-4171 230-4747 - 391-1748 Presidente em Exercício: RENATO PACHECO AMERICANO Residência: Rua Marechal Taumaturgo de Azevedo, 51 Apto. 101 — Fone: 258-3529 Empresa: IBGE (Gerente do Serviço Gráfico) Avenida Brasil, 15.671 — Lucas - RIO DE JANEIRO - RJ SANTA CATARINA

Presidente: LOURENÇO MIRANDA FREIRE Residência: Av. Getúlio Vargas, 137 Fone: (083) 221-2661 Empresa: Miranda Freire Comércio e Indústria S/A Fone: 222-0093 Praça Antonio Rabelo, 12 — Fones: 221-4355 - 221-4144 (221-3118 — Fábrica) Caixa Postal 36 — CEP 58000 — JOÃO PESSOA - PB

Caixa Posta 182 Presidente: UDO WAGNER Residência: Avenida Getúlio Vargas, 350 Fone: (0473) 72-0118 Empresa: Gráfica Avenida Ltda. Av. Getúlio Vargas, 350 — Fones: (0473) 72-0772 e 72-0592 — CEP 89250 — JARAGUli DO SUL - SC

PARANÁ

SAO PAULO

Rua José Loureiro, 464 — 9.° andar — Conj. 91 Fone: (041) 223-3705 Presidente: CRISTOVAM LINERO SOBRINHO Residência: Rua Alcides Munhoz, 947 — Fone: 34-6549 Empresa: Gráfica Vitória Rua André de Barros, 216 — Fone: 324482 — CEP 80000 CURITIBA — PR

Rua Marquês de Itu, 70 — 12.° andar — CEP 01223 Fones: 231-4733 - 231-4143 - 231-4923 - 231-4353 Presidente: HENRIQUE NATHANIEL COUBE Empresa: Tilibra S.A. Comércio e Indústria Gráfica Rua Bertolino Maia, 7/21 — Vila Vermelha CEP 04298 SÃO PAULO - SP

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Diretorias

Delegados no Estado de São Paulo .r.

Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo Presidente:

Henrique Nathaniel Coube Vice -Presidente:

Rubens Amat Ferreira 2.. Vice -Presidente:

Sidney Fernandes

ADAMANTINA Irmãos Brandini Avenida Rio Branco, 94 Diretor: VALENTIM BRANDINI

ARARAQUARA, SP Domingos Ferrari & Cia. Ltda. Rua São Bento, 1134 — Fone: 22-4054 Diretor: JOSE EDUARDO FERRARI

Secretário:

Antonio Bolognes1 Pereira 2.. Secretário:

Dráusio Basile Tesoureiro:

Waidyr Prioill 2.0 Tesoureiro:

Jose Aidar Filho Suplentes:

Jose Bignardi Neto Wilson Siviero Renato Foroni Isaias Spina Arthur Andreottl Ayrton Perycies Conde Jose Luiz Spinala Conselho Fiscal:

Homero Villela de Andrade Vitt° Jose Clasea. Jose Raphael Firmino Tlaccl Suplentes:

Osmar MateyoIII Paulo Tavit Panossian Basilio Artero Sanches

Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo Presidente:

Rubens Amat Ferreira Vice-Presidente:

BRAGANÇA PAULISTA, SP Gráfica Hernandes Ltda. Rua Cel. Teófilo, 1544 — Fones: 433-2919 - 433-0868 Diretor: ADARVE HERNANDES ACEDE

CAMPINAS, SP Geraldo de Souza & Cia. Ltda. Rua Armando Sa Iles de Oliveira, 650 — Fones: 51-7197 - 51-3887 (0192) Diretor: ANTONIO CARLOS DE SOUZA

FRANCA, SP Ricardo Pucci Ltda. Indústria e Comércio

Rua Saldanha Marinho, 1254 — Fone: 722-8700 Diretor: ELVIO PUCCI

ITU, SP Indústria Gráfica Itu Ltda. Rua Gildo Guarnieri, 283 — Fones: 482-2894 - 482-2944 - 482-2969 Diretor: GILDO GUARNIERI FILHO

JUNDIA1, SP Cia. Litográfica Araguaia Rua XV de Novembro, 320/344 — Fones: 6-3582 - 6-4963 Diretor: RUBENS ROBERTONI

Henrique Nathaniel Coube Secretário:

Sidney Fernandes 2.. Secretario:

Jose Aidar Filho Tesoureiro:

irineu Thomaz 2.• Tesoureiro:

Waldyr Priolli Diretor Relações Públicas:

Pery Bomeisel Suplentes:

Antonio Bolognesi Pereira Arlindo Spina Drausio Basile Homero Villela de Andrade Ernani Parise Jose Bignardi Neto Renato Foroni Conselho Fiscal:

Jose Raphael Firmino Tiacci Francisco Teodoro Mendes Filho Vino Jose Clasca Suplentes:

Airton.Conde Wilson Siviero Bernardo Sinatro Delegados representantes Junto h FIESP:

Theobaido De Nigris Homero Villela de Andrade Suplentes:

Sidney Fernandes Dráusio Basile

LINS, SP Gráfica Rio Branco Rua Rio Branco, 402 — Caixa Postal 153 — Fones: 2-650 - 3-344 Diretor: JOÃO ALVES DA COSTA

LONDRINA, PR Gráfica 10' S/A Rua Duque de Caxias, 161 Diretor: ALCEU MALUCELLI

SAO JOSE DO RIO PRETO, SP Giovinazzi Tipografia e Papelaria Ltda. Rua Prudente de Moraes, 2951 — Fone: 2049 Diretor: VICENTE FRANCISCO GIOVINAZZI

SANTOS, SP Gráfica Bandeirantes Ltda. Praça da República, 20 — Fone: 34-7417 (0132) Diretor: AFONSO FRANCO

SAO BERNARDO DO CAMPO, SP Bandeirante S/A Indústria Gráfica Rua Joaquim Nabuco, 351 — Fones: 443-3449 - 443-3444 Diretor: MÁRIO DE CAMARGO

Secretaria:

das 8 os 11,30 e das 13 es 17 horas Aos sábados não há expediente. Secretário Geral

Elias Vaientir Departamento Jurídico:

Dr. Antonio Fakhany Júnior Dr. Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss Dra. Rose Marla PrioIli Defesa dos associados na Justiça do Trabalho: informações trabalhistas e fiscais, cíveis e criminals.

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TAUBATE, SP Tipografia J. A. Querido & Cia. Rua do Sacramento, 193 — Fone: 22-835 (0122) Diretor: JOSE AUGUSTO QUERIDO

BAURU, SP Gráfica Bauru Rua Ezequiel Ramos, 1260 — Fone: 22-4467 Diretor: ALCIDES BONORA ABIGRAF EM REVISTA


COMMUNICATIONS AND INFORIVIATION HANDLING

Sistemas de fotocomposicão para jornais - A HARRIS tem desenvolvido nos últimos anos uma série de sistemas de fotocomposição para jornais, adequados para jornais de grande, médio e pequeno porte. O lançamento mais recente neste setor, corresponde à serie HARRIS 2530, o modelo 2531, menor, corresponde a um computador de controle com capacidade de 128K, uma reserva "fria" de igual capacidade, 4 terminais de controle com visor (HARRIS 1700) para a composição de textos e classificados, duas bases de dados com 66 megabytes cada. O modelo HARRIS 2532 já comporta 8 terminais HARRIS 1700, possuindo computador de controle de 128K e uma reserva "quente" de 128k, 2 entradas para OCR e o sistema de "lay-out" (composição de página inteira) HARRIS 2200. Os modelos HARRIS 2533 e 2534 permitem cada um deles uma produção cada vez maior, incluindo terminais remotos para repórteres (a informação chega ao computador por telefone). Além desta série nova, 2530, há ainda os sistemas de fotocomposição para jornais da HARRIS já consagrados há algum tempo, que culminam com o modelo 2570 para jornais de grandissimo porte. Sistema de fotocomposição lay-out: HARRIS 2200 - O sistema HARRIS.2200 compreende um terminal de video e um computador que podem trabalhar isolados ou conectados a um sistema de fotocomposição. O sistema 2200 permite compor na tela do' video um anúncio completo, com linhas verticais e horizontais. Por simples aperto de tecla os elementos do anúncio podem ser remanejados de qualquer forma. Somente quando o anúncio está completo na tela e em definitivo, um comando inicia a perfuração da fita devida ou então o armazenamento de todos os comandos no computador central. O operador não se precisa preocupar em definir distâncias, corpos, eritrelinhamentos etc, pois pode compor todo o anúncio de forma visual. O computador calcula ele mesmo todos os parâmetros de composição. As fotocompositoras FOTOTRONIC - Há dois modelos de fotocompositoras convencionais (fotográficas com discos de tipos) no programa HARRIS: o modelo FOTOTRONIC TXT

Escritório Central: Rua Conselheiro Nébias, 1111 01.203 São Paulo - Caixa Pontal 30.650 Telefone: FAB% 221-9244 End. Telegráfico "Gutenberg"

que mistura 10 fontes em 12 corpos e compõe ate 42 paicas e o modelo FOTOTRONIC 4000 que mistura 15 fontes em 24 corpos e compõe ate 54 paicas. Há também a série FOTOTRONIC 7000 que corresponde a fotocompositoras CRT ( tubo de raio catódico) onde as fontes não são matrizesfotográficas, mas sim programações eletrônicàs para o tubo de raios catódicos. Há o modelo FOTOTRONIC 7400 para linhas de 68 paicas e o modelo 7600 para 100 paicas. Linha computype - Por fim, o programa de fotocompositoras HARRIS ainda compreende a linha de produtos computype. Nesta linha se destacam os terminais de edição e composição CompuEdit com tela de video, de baixissimo custo e compatíveis com todos os sistemas de fotocomposição no código ITS. Também merece destaque a unidade de processamento MicroStorcom uma base de memória de 600 KBformada por um disco magnético (floppy disc) de densidade dupla. O MicroStor permite a conexão direta de 6 terminais compuEdit, podendo funcionar isoladamente, isto é, acoplada diretamente a umafotocompositora, ou então, em conjunto com um sistema de fotocomposição amplo, onde tem a função de aumentar a capacidade. O sistema CompuEdit com MicroStor também pode ser utilizado para a composição comercial. Assistência técnica e garantia HARRIS - A HARRIS fornece com cada sistema de fotocomposição toda a "software" (programação) para a utilização prática e racional do sistema. Os programas da HARRIS são todos amplamente testados e se encontram em uso nos maiores jornais de todo o mundo. A HARRIS garante também a assistência técnica de todos os seus equipamentos por técnicos especializados. No Brasil os equipamentos de fotocomposição HARRIS são representados pela firma GUTENBERG - Máquinas e Materiais Gráficos Ltda., sita à Rua Conselheiro Nébias, São Paulo; e com filiais no Rio de Janeiro, recife, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, e que possui técnicos treinados na própria fábrica HARRIS para garantir a assistência técnica. No Brasil, muitosjornais e editora de grande porte trabalham com sistemas de fotocompositoras HARRIS.

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Industrial:

RECIFE SALVADOR BELO HORIZONTE RIO DE JANEIRO CURITIBA


Parabelis 1879: há cem anos, nascia Albert Einstein

120 anoi

4SSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOCIA GRAFICA

1959: ha', vinte anos, nascia a kssociação Brasileira de Tecnologia Grafien RUA SERGIPE 787, CEP 01243, TEL. 257-4232

e 256-5401, SÃO PAULO. BRASIL

Revista Abigraf 50