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Cores fluorescentes e seu desenvolvimento técnico A tecnologia empregada no uso de pigmentos fluorescentes para colorir pinturas, tintas de impressão e materials sintéticos tem passado por uma grande evolução nos dias atuais

Tais pigmentos desenvolveram-se originalmente durante a Segunda Guerra Mundial, para fins militares, de sinalização e de identificação. Hoje em dia, o nível técnico em que se encontra o uso de cores fluorescentes é muito alto, sendo aplicado para vestidos, tapetes, objetos de arte, assim como produtos impressos de todas as classes, especialmente na serigrafia ou silk-screen. O que captamos como cor tem sua origem na mudança de características que a luz branca sofre ao refletir numa superfície pigmentada. Diferentes fontes de luz dão diferentes sensações visíveis. As fontes de luz branca podem ser tão diferentes como as radiações solares, uma lâmpada de incandescência ou a luz fluorescente. A distribuição espectral na luz do sol, em relação b. lâmpada de incandescência ou â luz fluorescente, não é igual. A luz solar, em determinadas regiões do globo terrestre, apresenta uma distribuição bastante uniforme. A luz fluorescente é mais rica no extremo violeta do espectro e mais incompleta na gama do vermelho. No caso de uma lâmpada de incandescência é exatamente o contrário. Quando a luz branca incide em uma superfície, são possíveis diversos efeitos ou combinações: a) Reflexão total, com a qual se consegue o efeito do branco, pois as radiações luminosas que atingem os órgãos visuais do observador, não variam de forma notável. 8

Impressão visual

Absorção total, quando pouca ou nenhuma radiação se reflete e a sensação visível é de uma superfície preta. Absorção seletiva, quando a superfície tem a propriedade de absorver seletivamente determinadas gamas do espectro luminoso. Neste caso as radiações absorvidas faltam na luz refletida ou são muito poucas. Os comprimentos da onda de luz refletida provocam correspondente sensação de cor. Uma superfície parece VERMELHA quando reflete a luz vermelha na faixa de comprimento de onda de uns 680770 milimicra. Os comprimentos de onda absorvidos faltarão na refletida. No caso da reflexão do vermelho a absorção tem lugar principalmente na luz cyan, na gama de comprimento de onda de uns 490 milimicra. Denominamos cyan a cor complementar do vermelho. Se nossa superfície vermelha apresentasse um véu de cor azul ou laranja poderíamos chegar à conclusão que uma determinada quantidade de luz dos comprimentos correspondentes de onda foi igualmente refletida pela superfície, juntamente com o vermelho dominante.

A denominação "FLUORESCÊNCIA DE LUZ DIURNA se usa para diferenciar da grande quantidade de substâncias fluorescentes quando são estimuladas por uma radiação ultravioleta e a quantidade de materiais, relativamente pequena, que podem mudar de características com a luz visível. Quando uma superfície está pigmentada com corantes fluorescentes a impressão visual que causa sob a luz diurna é similar â de uma cor luminescente. De forma análoga aos corantes convencionais, as matérias fluorescentes, sob a luz diurna, absorvem seletivamente alguns componentes da luz branca, provocando, por reflexão, uma impressão de cor. A diferença importante está na forma que se emprega a energia radiante absorvida. Enquanto os materiais convencionais transformam a energia radiante absorvida em calor, os materiais fluorescentes têm a capacidade de voltar a irradiar, sob a forma de luz visível, uma parte da energia absorvida. Este processo de emissão reforça a impressão visual, fazendo com que, para o observador, a cor em questão torne-se três ou quatro vezes mais brilhante. Como a capacidade de percepção da maior parte dos observadores está acostumada a esperar da luz refletida pelos objetos uma determinada gama de intensidade, as cores fluorescentes, sob a luz diurna, destacamse claramente no campo visual de qualquer observador. ABIGRAF EM REVISTA

Revista Abigraf 044  
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