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A Associação Brasileira da Indústria Gráfica ofereceu dia 22 de junho, no Salão Kyoei, um jantar de confraternização ao Empresariado Gráfico e a seus colaboradores, em comemoração ao 14. 0 aniversário e ao Dia do Gráfico

A mesa presidencial, com a finalidade precípua de homenagear o "Melhor Companheiro de Trabalho", foi composta por personalidades do mundo gráfico, tais como: Ignaz Johann Sessler, Walter Dafferner, Homero Vilella de Andrade, Akio Shishido, Jurandyr de Carvalho, Rubens Amat Ferreira, Miguel Rodrigues Junior, Pery Bomeisel, Orestes Bonfante, Eugenio Consani e Irineu Thomaz. Num gesto de amizade e fraternidade, o Mestre de Cerimônias, Sr. Henrique Nataniel Coube pediu que todos se dessem as mãos. Reconhecimento Gratidão

O discurso do Sr. Walter Dafferner sensibilizou a tantos quantos estavam presentes a efeméride, que com singelas palavras abaixo transcritas demonstrou todo o seu reconhecimento gratidão à ABIGRAF. Por mim mesmo e pelos demais diretores da Empresa que represento, quero expressar em rápidas palavras quanto nos sentimos felizes por estarmos participando desta reunião comemorativa ao 14.° aniversário da ABIGRAF. Associamo-nos gostosamente aqueles que nesta oportunidade se reúnem para comungar das mesmas alegrias, dos mesmos sentimentos de união de uma categoria empresarial bastante representativa no cenário da Indústria Nacional. Essa representatividade, cabeça, corpo e alma das indústrias gráficas, es-

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Flagrante da mesa presidencial que contou com a presença de personalidades do mundo gráfico.

truturada em São Paulo e ao mesmo tempo presente em todo o Brasil, é a Associação Brasileira da Indústria Gráfica, identificada carinhosamente por todos nós pela sigla ABIGRAF. Um organismo que nasceu há catorze anos, por iniciativa de um pugilo de homens que sentiram, num determinado momento, a necessidade de possuir uma organização que se dedicasse a zelar pelos interesses dos industriais gráficos. VIGILÂNCIA, DEFESA, ORIENTAÇÃO LEGAL E PROFISSIONAL para os seus associados — têm sido as principais bandeiras da ABIGRAF nestes seus catorze anos de atividades, que hoje comemoramos, com a felicidade de podermos engalanar esta festividade com as cores e com os sorrisos também dos familiares, que, ao longo de dias e noites, ano inteiro, constituem a retaguarda de calor humano, onde os homens, empresários ou não, recarregam as baterias de nervos desgastados no envolvimento com o seu trabalho estafante.

Sr. Walter Dafferner quando discursava.

ABIGRAF EM REVISTA

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dades. E, havendo perto de 10.000 Por tudo isso é que em meu nome gráficas no país, posso afirmar que e da Dafferner S. A. Máquinas isso nos dá a honrosa média de duas Gráficas deixo aqui o meu sincero máquinas "CA TU" para cada gráfica reconhecimento a todos vocês da brasileira. E o fato é que não teríamos ABIGRAF, aniversariante a quem chegado, onde hoje estamos situados. cumprimentamos pelos seus profícuos, fecundos 14 anos, augurando-lhe longa De modo especial agradeço vida e sucesso cada vez maior nas suas Quem lhes fala não é nenhum dono ABIGRAF, ao seu atual Presidente, de tipografia, nem proprietário de Dr. Rubens Amat Ferreira, bem como atividades de representação dos legíqualquer estabelecimento gráfico, e aos seus demais Diretores, pelo apoio timos interesses do setor gráfico do bem o sabem os que já me conhecem. e pela solidariedade que sempre deram nosso país. Muitíssimo obrigado. Mas quem lhes fala tem conhecimento as causas da Dafferner. Bem entendiAproveitou a oportunidade e oferede causa desse setor. Um conheci- do, causas justas, aspirações justas, mento nascido da familiaridade du- muitas delas identificadas com os mes- ceu um álbum de fotografias a Walter rante mais de trinta anos com os em- mos interesses de natureza comum do Gunter Toma, Henrique Nataniel presários, com os técnicos em artes setor gráfico. Posso afirmar, com ab- Coube, Prof. Jurandyr de Carvalho, gráficas, com os impressores, com as soluta justiça, e com profunda grati- Dra. Rose Maria Friolli, Dr. Luiz Cardão, que a Dafferner (CA TU) não se- los Weiss, Sra. Maria Evangelina Ramáquinas, com tudo, enfim, que diz respeito à classe representada pela ria o que é, atualmente, se não tivesse mos, Miguel Rodrigues, Waldir FrioIli recebido tanta colaboração como ja- como lembrança de visita feita ã sua ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INmais lhe foi negada pela Associação Indústria, por ocasião do Dia da InDUSTRIA GRÁFICA. dústria. Digo isso porque a Empresa Brasileira da Indústria Gráfica. Dafferner, ou, como é mais popularmente conhecida, a "CATU", esteve sempre intimamente relacionada com essa batalhadora classe dos gráficos em geral. Sentindo no dia-a-dia e, partilhando muitas vezes, os seus problemas, suas aspirações e ideais. A "CATU" não é mais a pequenina fábrica de minervas de 40 anos passados. Não estou dizendo que somos os maiores do mundo. Mas a "CA TU" desfruta hoje de uma posição ímpar, não apenas no cenário nacional, pois esta reconhecidamente classificada entre os poucos fabricantes mundiais de impressoras "offset". Esta situação muito nos envaidece. Não a ponto de ficarmos com a cabeça fora do lugar e esquecer o quanto devemos a essa gente boa do setor gráfico. Gente que trabalha e produz com as máquinas que fabricamos. Gente que acredita no produto nacional. Sem essa gente, sem vocês, não teríamos fabricado e vendido as vinte mil máquinas "CATU" que lançamos no mercado nestes quarenta anos de ativi- Sr. Miguel Rodrigues Junior sendo homenageado.

7/1979

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Revista Abigraf 044  
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