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fiesp/ciesp Grécia: maior comércio

para equilibrar balança Lazaros Efraimoglu, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Atenas, em recente entrevista com o Sr. Theobaldo De Nigris, Presidente da FIESP, enfatizou, na oportunidade, o interesse de seu pais em incrementar as relações empresariais com o Brasil

Intensificar as relações empresariais e, paulatinamente, equilibrar a balança comercial, que é superavitária para o Brasil, são objetivos que o Governo e os empresários gregos estão propondo as respectivas áreas brasileiras. Recentemente, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Atenas, Lazaros Efraimoglu, acompanhado do cônsul grego em São Paulo, Panayotis Synodinos, avistou-se com o presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Sr. Theobaldo De Nigris, oportunidade em que enfatizou o interesse de seu país em incrementar as relações empresariais com o Brasil, envolvendo não só o comércio mas, também, as chamadas "joint ventures". No contato mantido com os industriais paulistas, na tarde do dia 7 último, Lazaros Efraimoglu entregou a De Nigris uma lista de itens exportáveis, na qual se incluem produtos alimentícios, tabaco, matérias-primas, minerais, bens de consumo e artesanato.

Contatos diretos O presidente da FIESP-CIESP, tendo ao lado o vice-presidente e diretor do Departamento de Comércio Exterior das entidades, José Mindlin, entregou a lista a seu departamento técnico para que este levante os produtos que, potencialmente, teriam maior demanda junto ao mercado brasileiro, sugerindo — assim como José Mindlin — que os setores identificados procurassem entrar em contato mais direto com os respectivos segmentos. Vale notar que o consul Panayotis Synodinos reiterou o interesse de seu Governo em estreitar as relações bilaterais nas áreas do comércio e da indústria, assim como em termos politicos e culturais. Lembrou que, há cerca de 1 mês, o primeiro ministro grego esteve em visita ao Brasil cumprindo missão nesse sentido.

Situação e números Tendo uma das principais marinhas mercantes do mundo e uma indústria turística tradicional, setores que lhe garantem divisas significativas, a Grécia vem acumulando déficits em suas trocas com o Brasil. Importando café em grão (cerca de 80% de sua pauta), além de tops de lã cardados, máquinas de costura, cacau, entre outros, a Grécia vendeu ao Brasil, em 1977, por exemplo, soda cáustica, uréia, lâminas para aparelho de barbear, sendo que os dois primeiros itens representaram 28,5% e 37,5% do total exportado. Naquele ano, nosso país exportara 35,1 milhões de dólares e importara somente 496 mil dólares (FOB), verificando-se um superavit de 34,6 milhões em números redondos. No diálogo, o cônsul Panayotis Synodinos lembrou aos empresários que a Grécia vai entrar para o Mercado Comum Europeu, o que será um fato auspicioso para os exportadores, inclusive. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Atenas, que veio ao Pais acompanhado do conselheiro Athanasios Kostopoulos, já manteve uma série de contatos a nível oficial, expressando, basicamente, a necessidade de se explorar melhor o potencial de comércio existente entre ambas as nações.

Theobaldo De Nigris, Presidente da FIESP, cumprimentando o Presidente da Câmara de Comércio de Atenas. 18

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J•11

Revista Abigraf 044  
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