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Thonnaz Frank Caspary

Produtividade na Indústria Gráfica face aos equipamentos modernos Resumo da palestra proferida durante a VIII FIEPAG'79

A indústria gráfica no ano de 1979 se exprime por três características, cuja importância aumenta constantemente: As sempre crescentes exigências de qualidade. Os prazos cada vez mais curtos. A pressão sobre os preços cada vez mais forte por parte dos clientes. A grande concorrência no mercado força hoje todas as empresas a procurarem métodos de produção mais racionais e econômicos. A pressão dos custos cada vez mais fortes — em parte poderíamos falar já de uma inflação de custos — diminui cada vez mais a margem entre o custo e o faturamento das empresas. Isto nos força a olhar com mais atenção para novos meios e novas possibilidades de trabalho, que nos permitam uma produção a preços mais baixos. Pode-se conseguir uma produção econômica com a especialização da empresa em determinados trabalhos. Mas isto só terá sentido quando se puder contar a longo prazo com os clientes e com os pedidos correspondentes. Que saída para este dilema existe por parte das gráficas? A única solução para agir contra o aumento dos custos consiste em produzir com as mesmas despesas, mais rápido e assim mais barato. Isto significa: maior racionalização. 12

sobre tempos e movimentos, métodos e racionalização mas sim dar uma no-

Muitos ainda pensam que o aumento da produtividade só se consegue com aumento de pessoal e renovação de equipamento. Não existe dúvida que estes fatores são bastante importantes mas não essenciais. Como falamos em produtividade, palavra que muitos ainda confundem com produção, gostaria que ficasse esclarecido o seguinte: PRODUTIVIDADE é a faculdade de produzir, enquanto que — PRODUÇÃO é o ato de produzir. De acordo com a Comissão Européia de Produtividade, o conceito da palavra é o seguinte: "Produtividade é o quociente da produção por um dos fatores desta produção". Produção Produtividade -= Tempo empregado na produção Se quisermos aumentar o quociente da fração — (produtividade), admitindo-se que o numerador se conserve inalterado, vamos ter que reduzir o valor do denominador, isto é, o tempo empregado na produção, tornando-o o menor possível. Não pretendo nesta curta explanação, apresentar um estudo completo

ção sumária das possibilidades que temos em nosso setor gráfico. Não nos sobra tempo para nos aprofundarmos demasiadamente na teoria que pode ser encontrada em uma centena de livros especializados sobre o assunto. Tanto o setor de custos como a estatística de produção, nos mostram em muitos casos, que os novos equipamentos adquiridos em função da racionalização técnica não produzem os efeitos esperados ou só os fazem com restrição. Ao nos conscientizarmos destes fatos, reconhecemos que só a modernização em equipamentos não suficiente. De que nos adianta uma SUPERMAQUINA totalmente dotada de sistemas eletrônicos, com DOIS ENGENHEIROS para fazê-la funcionar, se os mesmos têm que esperar por chapa ou papel? Este é sem dúvida um exemplo bastante exagerado, mostrando, no entanto, com bastante clareza uma das falhas de organização com a qual nos deparamos freqüentemente em nossas oficinas. Outras vezes vemos serviços parados por falta de dados nas ordens de produção ou por falta de originais ou ainda por outra das inúmeras razões que podem gerar a paralisação de um serviço. Devemos portanto antes de introduzirmos urn sistema ou equipamento moderno regularizar todas estas falhas de organização. ABIGRAF EM REVISTA

Revista Abigraf 044  
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