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ABRIL 2014 | Nº 273 | ANO XXIV

INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS

CAPACITAÇÕES PARA O SETOR CALÇADISTA INICIAM EM ABRIL Confira a grade de cursos formada em parceria com a ESPM-Sul e o Istituto Europeo di Design. Página 5

ABICALÇADOS APRESENTA NOVO PORTFÓLIO DE PRODUTOS Entidade busca otimizar atendimento às necessidades do setor calçadista brasileiro. Página 3

PRÊMIO DIREÇÕES SERÁ ENTREGUE NO DIA 10

GIRA CALÇADOS TEM LANÇAMENTO NA FIMEC 2014

A Abicalçados preparou uma grande confraternização setorial para a entrega da segunda edição do Prêmio Direções. Com o objetivo de destacar referências positivas para a indústria calçadista nacional nas áreas de marketing, comercial, industrial, design e de internacionalização, a premiação será entregue no dia 10 de abril. Um público de empresários, lideranças setoriais e jornalistas irá conferir de perto o evento que será realizado no Espaço TAO, em Novo Hamburgo/RS a partir das 20h. O patrocínio ouro da iniciativa é da Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Apex-Brasil, Couromoda, Francal Feiras e VPSA. Os patrocinadores prata são Lectra, Fastcargo e New Profissionais da Imagem. Confira a cobertura completa do evento na edição do Abinforma do mês de maio.

O Gira Calçados 2014 foi lançado oficialmente durante a Fimec, em Novo Hamburgo/RS. A gestora do Arranjo Produtivo Local (APL) das indústrias de calçados e afins do Sebrae/PB, Ericka Vasconcelos Albuquerque, detalhou os atrativos da feira. O evento ocorre de 3 a 5 de junho, na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, em Campina Grande/PB.

ANATOMIC EM PREMIAÇÃO INTERNACIONAL A calçadista de Franca, Anatomic & Co, foi indicada para receber o prêmio de melhor marca masculina de calçados do ano pela Drapers Footwear and Acessories Awards. Conforme a assessoria internacional da marca, é a terceira vez que a empresa francana está na lista. “Eu gostaria de agradecer todo o suporte da equipe da Abicalçados que nos ajudou a chegar onde estamos”, ressalta Vanessa Olivo, executiva de marketing da Anatomic & Co. A premiação será entregue no dia 1º de maio no Hilton Park Lane, em Londres.

Uma das características do evento é apresentar a região Nordeste como um importante centro de inovação e tecnologia e o maior produtor e exportador de calçados do Brasil. Mais informações pelo 0800 570 0800 ou no www.giracalcados.com.br.

PARLAMENTARES PEDEM RETOMADA DO REINTEGRA A Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e Plástico do Brasil promoveu no último dia 19 de março um café da manhã para discutir a importância da aprovação do Reintegra na Medida Provisória 628. Criado em 2011 com o intuito de compensar resíduos tributários não desonerados nas exportações de bens manufaturados, o Reintegra se encerrou em dezembro de 2013 e por enquanto o Governo não sinalizou sobre a sua prorrogação. Diversos presidentes de Frentes Parlamentares que defendem a indústria assinaram um documento de apoio a retomada do Regime.


editorial

A COPA DOS IMPORTADOS O ano do mundial de futebol, evento histórico no Brasil, não tem sido animador para a indústria de calçados. Infelizmente, a alegria do anúncio do nosso País, há sete anos, como berço do evento esportivo mais relevante do mundo e que deveria trazer impactos importantes para a indústria nacional, foi logo substituída pela incerteza. A desvalorização do dólar fazia com que as importações disparassem. Após a incerteza veio a confirmação, através dos dados oficiais, de que o setor calçadista brasileiro não seria beneficiado pelo Mundial. Muito pelo contrário, a Copa seria – e será - dos importadores. Heitor Klein Presidente-executivo da Abicalçados

Não se trata de pessimismo. O crescimento no varejo brasileiro de calçados, de 4% no primeiro mês deste ano no comparativo com igual mês de 2013, de acordo com o IBGE, contrasta com a queda na produção de calçados. No mesmo mês, ainda conforme o Instituto, a queda ficou em 3,1% no comparativo com o primeiro mês do ano passado. Já as importações no primeiro bimestre deste ano aumentaram 31% (de US$ 92 milhões para US$ 120,8 milhões). Mais de 50% delas eram do segmento esportivo (US$ 62,2 milhões), que no mesmo período cresceu 85,8%, muito acima do já incômodo índice das importações gerais. Não somos contra as importações, condições essenciais para

o livre mercado, ideologia que norteia as ações da Abicalçados. Somos contra as importações predatórias, praticantes de dumping e que têm impacto avassalador na indústria brasileira. A partir de 2010, quando finalmente conseguimos instalar a tarifa antidumping contra o calçado da China, os importadores do mesmo país encontraram formas – até certo ponto simples – de burlar a legislação. Hoje, como já alertamos inúmeras vezes as autoridades, são claros os processos de elisão fiscal através da circunvenção e triangulação das importações. Os mesmos produtos seguem entrando no Brasil com carimbo de outros países ou simplesmente chegam aqui desmontados para mera colagem das peças, já que o direito antidumping contra a China não é aplicado para partes de calçados. O nosso alerta é no sentido de demonstrar para as autoridades que as importações predatórias estão destruindo a indústria nacional de calçados e que, mais uma vez, isso não se trata de pessimismo. Medidas precisam ser tomadas com urgência tanto para a defesa comercial do setor como para devolução da competitividade através da contínua desoneração tributária, reforma trabalhista e investimento em infraestrutura e logística. Caso contrário, a Copa já iniciará, neste quesito, com um perdedor: o Brasil.

CONSELHO DELIBERATIVO PRESIDENTE: Paulo Schefer

CONSELHEIROS Caetano Bianco Neto, Caio Borges Ferreira, José Carlos Brigagão Do Couto, Júnior César Silva, Lioveral Bacher, Marco Lourenço Müller, Milton Cardoso, Paulo Roberto Schefer, Paulo Vicente Bender,

Renato Klein, Ricardo José Wirth, Rosnei Alfredo da Silva, Sérgio Gracia e Thiago Borges.

PRESIDENTE-EXECUTIVO:

ABINFORMA é o informativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

Heitor Klein

Nº 273 Abril | 2014 Ano XXIV

CONSULTORES

EDIÇÃO

Adimar Schievelbein, Edson Morais Garcez e Rogério Dreyer

Alice Rodrigues (Mtb. 12.832) e Diego Rosinha (Mtb. 13.096)

O ANO DO MUNDIAL DE FUTEBOL, EVENTO HISTÓRICO NO BRASIL, NÃO TEM SIDO ANIMADOR PARA A INDÚSTRIA DE CALÇADOS

TEXTOS

CONTATO

Alice Rodrigues Diego Rosinha Roberta Ramos

Rua Júlio de Castilhos, 561 Novo Hamburgo/RS - Cep: 93510-130 Fone: 51 3594-7011 Fax: 51 3594-8011

FOTOS Equipe Abicalçados e divulgação

PRODUÇÃO GRÁFICA Gabriel Dias

E-mail: imprensa@abicalcados.com.br abicalcados@abicalcados.com.br www.abicalcados.com.br @abicalcados fb.com/abicalcados

abi na mídia %HermesFileInfo:B-3:20140305:

O ESTADO DE S. PAULO

QUARTA-FEIRA, 5 DE MARÇO DE 2014

Mercosul tenta fechar proposta para a UE

PROBLEMAS EM SÉRIE ● Argentina

A crise cambial enfrentada pelos argentinos piorou uma relação comercial que sempre enfrentou percalços. Para segurar dólares e evitar a queda nas reservas cambiais, o governo de Cristina Kirchner dificultou ainda mais as importações – compras acima de US$ 300 mil precisam de autorização especial do Banco Central. Os setores de calçados, têxtil e de autopeças brasileiros têm sido os mais afetados ● Venezuela

Com o caixa baixo, o governo venezuelano vem segurando o pagamento das importações. A estimativa é que só ao Brasil esse débito chegue a US$ 1,5 bilhão. O setor de carne e derivados é um dos maiores prejudicados

Negociações esbarram, porém, nas relações conturbadas entre os países do bloco Lisandra Paraguassu BRASÍLIA

Nos próximos dias, o Mercosul tenta finalizar em conjunto uma oferta para abrir, ainda em março, as negociações para um acordo comercial com a União Europeia. A ação integrada, no entanto, não consegue esconder que, entre si, os cinco países do bloco mal conseguem se entender como parceiros preferenciais de comércio. Entrebarreirascadavezmaiores da Argentina, calotes a fornecedoresnaVenezuelae triangulação de produtos chineses no Paraguai, o Brasil tem tantas dores de cabeça quanto benefíciosaotentaradministrararelação com os vizinhos. Apontadacomoumapromessa de grandes negócios ao ser incorporada quase na marra ao Mercosul, a Venezuela hoje se transformou em mais um problema. O governo de Nicolás Maduro, ao contrário da Argentina, não tem o menor problema em importar quase tudo o queconsome.Adificuldadereside em pagar as contas, o que não vem ocorrendo. O governo

não revela o número, mas não sãopoucas as empresasque ainda não viram a cor dos dólares devidos. Estimativas apontam que a Venezuela está devendo no mercado algo próximo a US$1,5 bilhão apenas aoBrasil – US$ 10 bilhões no total. O governo brasileiro vem negociando desde outubro, mas sem sucesso. A falta de caixa dos venezuelanos é conhecida, especialmente depois que a exportaçãodepetróleoparaosEstadosUnidoscaiudrasticamente no último ano, mas o calote prejudica até mesmo a tentativa de estabilização política do país,jáqueaescassez sóaumenta.“Uma empresa quenão receba antecipadamente simplesmente não vende mais. Ninguém tem coragem”, conta o presidentedaAssociaçãodeComércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro. Básicos. Com quatro taxas de câmbio, indo desde a oficial, em 6,30 bolívares por dólar, até o câmbio negro, que chega a 87 por dólar, só consegue importar a empresa para quem o governovenezuelanolibera recursos no oficial. Normalmente

Economia B3

JUAN MABROMATA/AFP-25/4/2013

● Paraguai

No caso paraguaio, a maior reclamação dos grupos brasileiros é em relação à “triangulação”: produtos chineses entram no país e são vendidos ao Brasil como sendo fabricados no Paraguai

Elo. Dilma Rousseff, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina: relação comercial mais difícil produtosdeprimeiranecessidade. A indústria brasileira de carne e derivados é uma das maiores prejudicadas. No entanto, a AssociaçãoBrasileiradasIndústrias Exportadoras de Carne prefere nem tocar no assunto. Consultada pelo Estado, limitou-se a enviar uma nota em que classifica o país vizinho como “um importante mercado” edeclara o interesse em “estreitar relações” com a Venezuela. No outro lado do Mercosul, a sempre complicada relação ● Calote

US$ 10 bi

é o valor total de dívidas da Venezuela no mercado. Só com o Brasil, débito é de US$ 1,5 bi

com a Argentina ficou pior nos últimos meses, e a crise cambial enfrentadapelo paísnãopermite ver nenhuma melhoria futura. As estimativas mais otimistasdaAEBsãodequeasexportações cairão US$ 3 bilhões este ano, ou mais de 15% em relação a 2013. A combinação de um peso fraco, falta de reservas cambiais e as consequentes barreiras impostas para tentar minimizar os problemas financeiros terão impacto direto nas exportações brasileiras. “Os já tradicionais problemasque temos coma Argentina ficaram um pouco piores. A situação está difícil e o cenário econômicodopaís, muitopreocupante. Claro que nós seremos os mais afetados”, disse Castro. No início de dezembro, a Argentina anunciou redução

Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados), Heitor Klein. “Há uma total imprevisibilidade. É muito difícil fazer negócio assim.” Recentemente, o governo argentino acrescentou mais uma dificuldadeaosnegócios:comprasacima de US$ 300 mil precisarão deautorização especial do BancoCentralpara emissãode divisas, o que deve aumentar ainda mais os prazos e, em muitos casos, simplesmente impedir importações.

de27,5%nasimportaçõesdeveículos só no primeiro semestre de2014. Oimpacto diretona balança comercial brasileira não serápequeno,já que87%dasexportaçõesdaindústria automobilística vão para a Argentina. Demora. Os problemas com a

Argentina começam nas Declarações Juradas Antecipadas de Importações(DJAIs),quedeveriam ter prazo máximo, em casos excepcionais, de 60 dias, mas têm levado até um ano. São uma forma de a Argentina segurarasaídadedólares.Ossetores calçadista, têxtil e de autopeças têm sido os mais afetados. “Tivemos um sério prejuízo em 2013, uma venda de mais de 400 mil pares que não se concretizou. Até agora, nada mudou”, explica o presidente da

NA WEB

Foco. Para Dilma, relação com UE está mais madura estadao.com.br/e/uniaoeuropeia

‘Triangulação’ é a maior queixa

Informe institucional

de brasileiros contra o Paraguai 05/03/2014 D O Estado de S. Paulo Economia | Pág. 3

Jornalista Responsável: Maria Silvia Carneiro - MTb - 19.466 | Ano 32 | Nº 1660 | 5 de março de 2014

WILTON JUNIOR/ESTADÃO-22/3/2006

Segundo empresários, país vizinho compra da China e revende ao Brasil como se fosse produção própria BRASÍLIA

Aberto a investimentos e sem nenhum problema para importar o que for preciso, o Paraguai acrescenta outra dificuldade na listade reclamaçõesdosempresários brasileiros: a chamada triangulação. O país importadiversos produtos, especialmentedaChina, e “lava”suafabricação, vendendo no Mercosul como produto próprio. Também nisso têxteis e calçados têm sido os mais afetados. Em 2013, o Paraguai vendeu ao Brasil 553 mil pares de sapatos e 5,4 milhões de peças, em negócios que chegam a US$ 31 milhões. O detalhe é que o Paraguai tem cerca de 500 fábricas de calçados, quase artesanais, que produzem 5 milhões de pares por ano. Apenas a cidade de Franca, em São Paulo, um dos polos calçadistas do País, tem a mesma quantidade de indústrias. “Oscalçados vêmdaÁsia, fazem um passeio pelo Paraguai, ganham validade e escapam dos impostos, que chegam a 35% no caso dos calçados prontos e 18% para as par-

Seminário focaliza garantias das edificações

ia 13/3, das 8h45 às 12 horas, o Secovi-SP realiza o seminário “Garantias das Edicações - Aspectos técnicos e jurídicos no contexto das recentes normas técnicas de reforma, manutenção e desempenho”. Realizado pela vice-presidência de Tecnologia e Qualidade do Sindicato, o evento é dirigido a diretores e gestores técnicos e nanceiros de empresas, incorporadoras, construtoras, empresas de projeto e administradoras de condomínios. “Nosso objetivo é contextualizar neste novo cenário os

prossionais atuantes no setor de edicações, ajudando-os a interpretar as novas normas e a colocá-las em prática, tanto em projetos quanto nas incorporações, construções, manutenção e administração de imóveis, que passam a ter a obrigação de cumprir os novos requisitos”, explica Marcos Velletri, diretor de Insumos do Secovi-SP. Um dos pontos principais, segundo Velletri, é que o atendimento às novas exigências é a forma de assegurar as garantias dadas pelo incorporador ao edifício. “É essencial estar

Marcos Velletri

atento, em especial as administradoras, que devem informar e orientar os condomínios”, arma. Informações: (11) 55911304 a 1308 e centralderelacionamento@secovi.com.br.

Curso orienta parcelamento do solo urbano

Mercosul tenta fechar O proposta para a UE Nos próximos dias, o Mercosul tenta finalizar em conjunto uma oferta para abrir as negociações para um acordo comercial com a União Europeia. A ação integrada, no entanto, não consegue esconder que, entre si, os cinco países do bloco mal conseguem se entender como parceiros preferenciais de comércio. [...] Os problemas com a Argentina começam nas DJAIs, que deveriam ter prazo máximo, em casos excepcionais, de 60 dias, mas têm levado até um ano. São uma forma de a Argentina segurar a saída de dólares. Os setores calçadista, têxtil e de autopeças têm sido os mais afetados. Fitch mantém a nota de crédito do Uruguai

● A Fitch Ratings reafirmou a

nota de crédito de longo prazo do Uruguai em BBB-, com perspectiva estável. A taxa média de crescimento do país nos últimos cinco anos é o dobro da mediana dos países BBB, graças à criação de empregos e de um investimen-

2

Fronteira. Paraguai é porta de entrada de importados tes”, explica Hélio Klein.

Sem reclamações. Por en-

quanto, apenas do Uruguai os exportadores brasileiros não têm queixas. Aberto, o país não cria barreiras e nem problemas. No entanto, com um PIB deUS$55bilhõeseumapopulaçãode 3,4milhões depessoas, o pequeno país do Sul não conse-

to considerável no setor primário, assim como em iniciativas de grande escala na indústria. Um mercado de mão de obra apertado, com crescimento alto dos salários reais, e a falta de trabalhadores especializados deverão limitar o crescimento do Uruguai no futuro, a não ser que novos investimentos e ganhos de produtividade ocorram, aponta a Fitch. A agência espera que o país cresça, em média, 2,2% em 2014 e 2015. / DOW JONES NEWSWIRES

gue compensar os problemas dos demais vizinhos. Comumacorrentedecomércio próxima de US$ 50 bilhões em 2013, o Brasil tem um superávit próximo a US$ 10 bilhões comobloco.Noentanto,oMercosul é apenas o quarto parceiro comercial do País, e suas trocas comerciais são a metade daquelas com a União Europeia.

Vicente C. Amadei

mercado de loteamentos vem atraindo diversas empresas, inclusive construtoras e incorporadoras de grande porte interessadas em atuar nesse segmento imobi-

liário. Em razão desse processo, é imprescindível conhecer em profundidade o funcionamento do mercado e evitar prejuízos e sanções administrativas e criminais por falta de informação sobre a legislação, os procedimentos e os cuidados necessários para o desenvolvimento e a aprovação de projetos. A partir de 7/4, a Universidade Secovi oferece mais uma turma do curso “Desenvolvimento e Aprovação de Projetos de Parcelamento do Solo Urbano”. Voltado a engenheiros, arquitetos, estudantes, prossionais e téc-

nicos, o curso é coordenado pelo consultor do Sindicato Vicente C. Amadei. Com mais de 50 anos de experiência na área, Amadei atuou em empresas e entidades públicas e privadas, deixando a marca indelével de sua competência e seu incomparável conhecimento técnico. Em 2012, lançou a segunda versão do livro “Como lotear uma gleba”, que será entregue aos alunos que zerem o curso completo (os quatro módulos). Inscrições: 5591-1304 A 1308 ou universidade@secovi.com. br. Vagas limitadas.

Guardião das águas – Em atendimento à solicitação da Sabesp, a vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP está em campanha para incentivar a economia de água nos edifícios. “Milhares de folhetos estão sendo distribuídos com dicas sobre como controlar o consumo. Cada um de nós deve ser um ‘guardião das águas’ e não desperdiçar”, arma o vice-presidente Hubert Gebara. Vender, vender e vender – Dia 20/3, das 18 às 23 horas, a Rede Secovi de Imóveis realiza evento com palestra de Ciro Bottini, expert em vendas pela televisão. Na oportunidade, ocorre o lançamento do Manual de Parcerias e dos novos cursos do CERSIM – Corretor Especialista da Rede Secovi de Imóveis. Reservas: telefones (11) 5591-1304 a 1308.

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abinforma - abril 2014

Exportadores de calçados brasileiros conseguem novos destinos Mercados tradicionais, Estados Unidos, França, Rússia e Argentina começaram 2014 perdendo espaço entre os destinos das exportações brasileiras de calçados. Ainda são os principais compradores, mas crises políticas e econômicas fazem os empresários apostar em outros países. Angola foi uma surpresa nestes primeiros meses. Assumiu o quarto lugar no ranking de destinos do calçado brasileiro. Compraram mais de três milhões de pares, com um valor total 79% superior ao mesmo período de 2013.

14/03/2014 ClicRBS | Blog Acerto de Contas Geral

14/03/2014 Portal da Propaganda portaldapropaganda.com.br

ESPM-Sul apresenta programa de cursos em parceria com a Abicalçados A ESPM-Sul apresentou nesta quinta-feira, 13 de março, em Novo Hamburgo, os cursos específicos para profissionais do setor calçadista, para este primeiro semestre, em parceria com a Abicalçados. Na oportunidade, que contou com grande participação de empresários e estudantes, os professores Genaro Galli e Christian Tudesco apresentaram as palestras Branding e Desafios Multiconectados, respectivamente. As palestras foram um preview dos cursos realizados na parceria entre as duas instituições.

Pesquisa revela o gosto feminino por calçados Dos 864 milhões de pares de calçados produzidos no Brasil, 490 milhões são adquiridos por mulheres. Detentor de um maior poder de consumo, o sexo feminino é o grande alvo do setor para alavancar as vendas a cada nova temporada. E para entender o comportamento delas neste mercado, a Focal Pesquisas desenvolveu a segunda edição do estudo Azimute 720, apresentado ontem na sede da Abicalçados, em Novo Hamburgo. Foram 2.429 entrevistadas ao longo de 2013, com idade média de 34 anos, nas seis principais capitais do País — Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

18/03/2014 Jornal NH Negócios | Pág. 14

22/03/2014 Zero Hora Economia | Pág. 15

Sapato chinês feito no Brasil Tem muito sapato no mercado com etiqueta Made in Brazil feito com peças vindas da China. Montar calçados com componentes importados do principal concorrente brasileiro virou prática corriqueira de ateliês, principalmente no Vale do Sinos. [...] Usar o conhecimento da região – uma das maiores concentrações de calçadistas do país, apesar de não ser ilegal, incomoda os líderes do setor. A Abicalçados tenta que o governo crie medidas de proteção. Além disso, finalizar o processo aqui seria uma forma de escapar da tarifa antidumping, que impõe acréscimo de US$ 13,85 para cada par produzido na China e vendido no Brasil.

Fabricantes de calçados buscam mercado chinês pela internet Fabricantes de calçados da Espanha, Portugal e Brasil participam da terceira edição da feira MICAM Xangai, iniciada nesta semana e que aparece como o principal encontro do setor no gigante asiático, onde a internet cada vez mais assume a função de abrir o mercado. Os organizadores defendem o uso da internet como uma ferramenta capaz de favorecer os contatos entre participantes e distribuidores chineses. [...] O diretor de projetos internacionais da Abicalçados, Cristiano Körbes, vê “uma evolução muita rápida no mercado chinês”.

25/03/2014 Portal Exame | exame.abril.com.br Geral


especial

ABICALÇADOS APRESENTA PORTFÓLIO DE PRODUTOS P

romover o crescimento do setor calçadista brasileiro sempre foi o propósito principal da Abicalçados. E para isso, a entidade historicamente reúne esforços em ações de defesa comercial e promoção do setor. Agora a Abicalçados lança seu portfólio de produtos, que além de atender essas duas diretrizes, apresenta ações de capacitação e desenvolvimento, como cursos, workshops e seminários com foco em temas relevantes para os calçadistas brasileiros. O trabalho foi desenvolvido pela Galli & Vasconcellos Assessoria de Marketing, em conjunto com os coordenadores da Associação. “O desenvolvimento do portfólio foi fundamental para que pudéssemos visualizar todos os produtos e serviços que oferecemos ao mercado de forma organizada, agregando valor e apresentando possíveis resultados”, comentou Cristiano Körbes, gestor de projetos da Abicalçados. Dividido em seis categorias, o material apresenta uma organização que faz sentido de fora para dentro. “Desenvolvemos junto com a equipe da Abicalçados um pacote de produtos e serviços orientado às necessidades do setor. A lógica foi de fora para dentro, cocriamos um portfólio onde cada categoria e seus respectivos produtos tem como foco central o benefício proporcionado para os associados e setor”, explicou Genaro Galli, um dos consultores que trabalhou para o portfólio. O processo acabou por reorganizar também internamente a entidade, que criou unidades com base na divisão dos serviços.

Talk Shoe, que são palestras rápidas e objetivas sobre marketing e temas derivados. É também nessa categoria que estão o SNIC – Seminário Nacional da Indústria de Calçados e o Prêmio Direções, que acontece no dia 10 deste mês. O coordenador da Unidade de Desenvolvimento, Cristian Schlindwein, ressaltou a importância desses serviços e ações para o crescimento da indústria. “Estamos trabalhando em uma segmentação dos nossos associados para que possamos atuar de forma mais efetiva junto àqueles que precisam de capacitação em alguma área específica. Queremos, com isso, tornar nossa indústria cada vez mais competitiva, tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional”, declarou. Por fim, seguindo o direcionamento de promoção do setor, entram as categorias de Promoção Comercial e Promoção de Imagem de Marcas. A primeira atua essencialmente com plataformas de venda internacional, como feiras, missões comerciais e projetos compradores. Mas a coordenadora desta unidade, Letícia Sperb Masselli, reforça que novas plataformas estão sendo pensadas para o futuro. “Para complementar e incrementar nosso esforço nas feiras, pensamos em promover novas plataformas de comércio B2B para tornar o setor calçadista cada vez mais importante no cenário econômico brasileiro”, disse. A Unidade de Promoção de Imagem, que coordena as ações da categoria de mesmo nome, é responsável pelo trabalho de marca das empresas do setor calçadista. Entre as ações, o projeto Fashion Bloggers, que traz famosas blogueiras internacionais para uma seção de fotos no Brasil, o Calçado da Fama, que proporciona que marcas brasileiras calcem celebridades americanas e internacionais, e o Projeto Imagem, que convida jornalistas e formadores de opinião estrangeiros para os principais eventos do setor. “As ações de imagem são destinadas às empresas que entendem a importância do investimento em marca própria, que buscam se diferenciar no mercado agregando valor aos seus produtos”, comentou Roberta Ramos, que coordena essa área.

Principal atividade da entidade, a categoria Representação do Setor ressalta a forte parceria entre Abicalçados e empresas calçadistas. Com serviços que resultam em benefícios de defesa comercial, representação na mídia e gestão de projetos, essa categoria apresenta para o mercado a razão maior de a Abicalçados existir. “Antes de desenvolver ações para capacitação e promoção do setor, a Abicalçados cuida dos interesses de suas empresas junto ao governo, atua fortemente na mídia especializada e, desta forma, evidencia a importância do calçado na economia brasileira”, “É UMA SOLUÇÃO declarou Heitor Klein, presidenteDA ABICALÇADOS executivo da entidade.

Nas duas últimas categorias, a maior parte dos produtos e serviços fazem parte do Brazilian Footwear, prograPARA CADA ma de promoção das exportações de NECESSIDADE DA Alinhadas ao foco estratégico de desenmarcas brasileiras de calçados, uma volvimento estão três categorias: Inforparceria entre Abicalçados e Agência EMPRESA” mações de Mercado, Assessoria e ProBrasileira de Promoção de ExportaCristiano Körbes, gestor de Projetos jetos e Capacitação e Desenvolvimento. ções e Investimentos (Apex-Brasil). A primeira traz produtos já conhecidos “Antes havia uma divisão muito forte do mercado calçadista, como o Abinentre o que era parte do Programa forma, o site da Abicalçados e os estudos de mercado. Produtos e o que era iniciativa da própria entidade. Com o portfólio, os feitos para manter os associados informados e preparados para serviços passam a fazer sentido em função do seu benefício”, as mudanças do setor. Em Assessoria e Projetos, serviços que explicou Körbes. Para a Abicalçados, o portfólio de produtos reapoiam as empresas em áreas como jurídica ambiental, projetos e presenta um marco histórico. “Pela primeira vez, identificamos sistemas, esclarecendo dúvidas e preparando para a utilização de produtos e serviços para empresas de todos os portes e segferramentas que contribuem para o aumento da competitividade. mentos. É uma solução da Abicalçados para cada necessidade Por fim, a categoria de Capacitação apresenta eventos como o da empresa”, finalizou o gestor.

OLHAR DE ESPECIALISTA

A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DO PORTFÓLIO DE PRODUTOS PARA UMA EMPRESA OU ASSOCIAÇÃO Artur Paiva de Vasconcellos*

Um dos pilares essenciais de qualquer organização, inclusive de entidades setoriais como a Abicalçados, é o seu portfólio de produtos e serviços, ou seja, o conjunto de soluções que são oferecidas para atender diversas necessidades de seus associados ou clientes. Você sabe dizer quantos e quais são todos os produtos e serviços que são disponibilizados pelas empresas das quais é cliente ou das entidades das quais é associado? É difícil a resposta dessa pergunta, quando somos soterrados por um grande número de informação e de peças de comunicação de diversas organizações com as quais interagimos. Nesta sociedade do excesso, muitas vezes podemos deixar de prestar atenção em algo que é realmente relevante, perdendo tempo com conteúdo ou peças que não têm tanta importância para os nossos negócios. Neste sentido, principalmente as organizações de serviços, que oferecem soluções intangíveis, têm buscado apresentar de maneira clara, objetiva e organizada, o seu portfólio, criando elementos gráficos que através de cores e ícones distintos classifiquem suas soluções em categorias, e, principalmente, apresentem os seus benefícios. Com a tangibilização do portfólio e clareza com que as soluções se apresentam para as diversas necessidades dos clientes ou associados, fica muito mais fácil para que cada empresa compradora ou pessoa consumidora saiba escolher quais os produtos ou serviços que atendem com precisão suas necessidades específicas e como pode tirar o máximo proveito de alguma empresa ou associação da qual é cliente ou faz parte, compreendendo os benefícios que ela oferece. Além disso, as estratégias de comunicação, divulgando e promovendo a organização, ficam muito melhor orientadas a partir do pacote de benefícios que ela oferece ao mercado, representado graficamente na figura do portfólio e de suas respectivas categorias. Desenhado o portfólio, inicia-se então uma etapa importante que é a comunicação e disseminação do mesmo para todos os seus públicos de interesse, envolvendo colaboradores, clientes, prospects, fornecedores e imprensa. Os diversos meios de comunicação, tanto online quando offline devem apresentar o portfólio para que todos saibam efetivamente como podem contar com esta organização. *Consultor de Marketing da Abicalçados e professor coordenador de MBA da ESPM.

abril 2014 - abinforma

3


abinotícias

FIMEC 2014 SUPERA EDIÇÃO ANTERIOR Conforme a promotora, as vendas cresceram 10% na comparação com o ano passado

A

38ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), que aconteceu entre os dias 18 e 21 de março, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/ RS, superou as expectativas iniciais. O transporte facilitado com a chegada da Trensurb à estação Fenac também alavancou uma visitação expressiva. Conforme a promotora, a visita de cerca de 40 mil pessoas de 41 países fez com que o resultado das vendas fosse 10% superior ao registrado na mostra de 2013. Foram 600 expositores que representaram aproximadamente 1,2 mil marcas da indústria de base para o setor calçadista. “Os cartazes de equipamentos vendidos e as afirmações de muitos empresários informando suas projeções de vendas durante a feira indicam um crescimento de no mínimo 10% com relação ao ano passado. Fizemos um trabalho muito focado nos principais polos calçadistas brasileiros e também em outros países, o que se refletiu em visitantes muito qualificados, com poder de decisão”, afirmou o diretor-presidente da Fenac, Elivir Desiam. Ele conclamou as entidades representativas do setor para que trabalhem em união e estabeleçam metas conjuntas. Uma delas é alcançar 1 bilhão de pares vendidos no mercado interno e no exterior até o final de 2015. Atualmente,

Os 45 trabalhadores que estiveram à frente do processo criativo dos sapatos na Fábrica Conceito também foram homenageados pelos organizadores. Há cinco anos, a fábrica montada dentro da feira possibilita uma visibilidade extrema ao processo produtivo e o industriário Osmar Silva, que participa desde a primeira edição, recebeu uma placa em homenagem à sua dedicação ao projeto.

conforme o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a produção está em cerca de 900 milhões de pares anuais.

“Couro sintético não existe” Na avaliação do presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Fernando Bello, a Fimec tem uma importância fundamental para o setor. “Tivemos aqui dois momentos de grande importância. Primeiro, nossa presença no lounge na entrada da feira, onde podemos apresentar a Lei do Couro, que nada mais é do que explicar: couro é couro e sintético é sintético, não existe couro sintético. Esta foi uma grande oportunidade de poder explicar isso.

O outro grande momento importante foi trabalhar para facilitar a vida dos curtumes nacionais, reforçando, e acima de tudo, mostrando a força do couro brasileiro”. Para a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), a feira é sempre um ponto de encontro do setor. “Estamos satisfeitos em, mais uma vez, poder mostrar nossos produtos, lançamentos, novidades, aquilo que nossos associados apresentam aqui. O Projeto Comprador teve a presença de empresários de toda a América Latina, o que demonstra que estamos sendo cobiçados pelo mercado externo e, nesse sentido, temos

também de fazer um trabalho de proteção de nosso mercado. É importante observar este crescimento, com toda a certeza, mas precisamos estar atentos à valorização do produto nacional, que emprega tanta gente e também tem grande participação nos números de exportação”, avaliou o representante da entidade, Fernando Nicory.

Projetos paralelos Além de realizar bons negócios para o setor, a Fimec contou com eventos paralelos como a Fábrica Conceito e o Estúdio Fimec. O primeiro apresentou todo o ciclo de produção de um calçado para os visitantes e o segundo as inspirações e o processo criativo de designers.

A Fimec é uma realização da Fenac e da Prefeitura de Novo Hamburgo, com o patrocínio da Transduarte e Sicoob/Ecocredi, e conta com a parceria da Associação Brasileira de Estilo e Cultura Calçadista (Abecca), Associação Brasileira de Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (Abqtic), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV), Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), Assintecal; CICB; Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) e Universidade Feevale. No ano que vem, a segunda maior feira da indústria de base para o setor calçadista do mundo acontece de 17 a 20 de março, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

GUIA DO COURO 2014 É LANÇADO DURANTE A FEIRA

ASSINTECAL RENOVA CONVÊNIO COM APEX-BRASIL

A Fimec foi, mais uma vez, palco para o lançamento do Guia Brasileiro do Couro. A publicação da Abqtic foi apresentada no dia 18 de março, no mezanino da Fenac. O Guia apresenta um cadastro completo de curtumes, químicos, máquinas, equipamentos, serviços, entidades, além de dados estatísticos do setor.

A Assintecal e a ApexBrasil assinaram, durante a Fimec, a renovação do convênio Footwear Components by Brasil (FCBB), no valor de R$ 15 milhões. O acordo visa ampliar a participação de componentes brasileiros nos mercados mundiais cou-

Entre as metas do convênio até o final de 2015 estão o aumento em mais de 20% no número de empresas participantes do

Foto: Criativa Foto e Filmagem

Para o presidente da Abqtic, Cezar Müller, “a publicação é uma ferramenta imprescindível para o setor couro e para a sociedade, em virtude de sua confiabilidade e credibilidade nas informações, servindo de auxílio para inúmeras ações e segmentos”.

reiro-calçadistas, agregando atributos brasileiros de design, tecnologia e originalidade nos produtos.

Lisiane Kunst (Diretora Artecola), Maurício Borges (Presidente Apex Brasil), William Marcelo Nicolau (Presidente Assintecal), Luis Lauermann (Prefeito Novo Hamburgo) e Nelson Cancellara (Diretor Carbim)

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projeto, aumento de 15% no volume de exportação dos participantes e 20% a mais no volume exportado para os mercados-alvo do Projeto. O investimento também prevê o aumento de empresas participantes, que devem passar de 308 (número de empresas em 2013) para 380 até 2015. Para o segmento de químicos, os mercados-alvo são: Índia, Turquia, Vietnã, Indonésia. No segmento de componentes em geral os mercados-alvo são: Equador, Estados Unidos e Alemanha. México, Colômbia, Peru e China são mercados-alvo comum para os dois segmentos.


abinotícias

MULHERES NO COMANDO Maior pesquisa de consumo feminino de calçados tem patrocínio exclusivo da Abicalçados

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epresentando uma fatia de 56% do consumo da produção nacional de calçados, as mulheres estão definitivamente no comando. De olho neste potencial, a Focal Pesquisas ouviu 2.429 mulheres nas seis principais capitais brasileiras - Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo – e lançou a segunda edição do Azimute 720. A mais ampla pesquisa do segmento no Brasil teve patrocínio exclusivo da Abicalçados.

Quanto às características dos produtos, 63,8% das mulheres disseram serem fundamentais o calce e o conforto. Já 53,5% respondeu que preza por design e estilo e 38,7% pelo material. A marca só vai aparecer depois do preço (38,4%), com 25,8%. Já na escolha do estabelecimento de compra, 62,1% das mulheres disse levar em consideração primeiro o atendimento. O quesito foi seguido de perto por preço (62%). Para 45,7% delas o importante é ter variedade.

O presidente-executivo da entidade calçadista, Heitor Klein, destaca que o estudo serve como um guia tanto para a indústria quanto para o varejo de calçados. Segundo ele, a parcela da produção voltada para as mulheres está em crescimento, inclusive em polos calçadistas em que a produção de outros segmentos ainda predomina. A apresentação do relatório, que aconteceu primeiramente na sede da Abicalçados no dia 17 de março, em Novo Hamburgo/RS, e depois partiu para os polos calçadistas de São Paulo, ficou a cargo do diretor da Focal Pesquisas, Gustavo Campos. O especialista ressaltou que 88% das mulheres ouvidas possui renda própria. “Elas são mais independentes”, disse Campos. Conforme a pesquisa, 72,3% das entrevistadas não muda o estilo conforme ocasião. No primeiro relatório, publicado em 2011, esse número era de 53,5%. Ainda segundo o levantamento, 76% das entrevistadas não são representadas por uma marca de calçado. “É uma dificuldade maior para as empresas, que precisam investir mais em promoção da marca”, acrescentou.

Nos polos

Apesar da queda na compra per capita, o consumo de calçados femininos ainda é significativo e deve fazer a indústria repensar a velocidade nos lançamentos de coleções. “O ciclo da moda está cada vez mais rápido e a indústria precisa acompanhar”, afirmou Campos. A média per capita em 2013 ficou em 5,7 pares, número que era de 7,5 no relatório de 2011. Campos destacou a importância da moda para a indústria. Segundo a pesquisa, 53,3% das mulheres não se importam de pagar mais caro por

produtos que estão na moda. “Então é importante se criar uma articulação com a moda, informar a mulher sobre o que está na moda. Por isso, não desistam das feiras, do marketing digital ou das publicações segmentadas”, aconselhou.

Multimarcas O relatório Azimute 720 de 2013 também aponta para a importância das lojas multimarcas. Para 65,5% das entrevistadas, a preferência é por sapatarias multimarcas. “A mulher atual quer opções, quer comparar os produtos antes de comprar”, explicou Campos.

O Azimute 720 também foi apresentado nos polos calçadistas de São Paulo no final do mês de março. Em Birigui, polo reconhecido pela excelência do calçado infantil, a palestra aconteceu no Sindicato das Indústrias de Calçado e Vestuário (Sinbi). O roadshow continuou com apresentações em Franca e Jaú (foto), o primeiro polo onde a predominância ainda é dos masculinos – mas que tem no segmento feminino uma força crescente – e o segundo com a produção voltada quase integralmente para as mulheres. O relatório, que tem mais de mil páginas e traduz o sentimento feminino na compra do calçado, traz ainda informações sobre faixas de preços, marcas mais lembradas, lojas preferidas, entre outros aspectos para o auxílio na tomada de decisões estratégicas. Ele está disponível para a venda pelo site www.azimute720.com.br. Mais informações através do e-mail campos@focal.com.br.

A VEZ DA CAPACITAÇÃO Abicalçados fecha parceria com renomadas escolas e lança cursos voltados para o setor calçadista Visando capacitar o setor calçadista brasileiro, a Abicalçados firmou parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPMSul) e o Istituto Europeo Di Design (IED) para a promoção de cursos na sede da entidade, em Novo Hamburgo/RS.  O lançamento dos cursos para o primeiro semestre em parceria com a ESPM-Sul (foto) aconteceu no último dia 13 de março, na sede da Abicalçados. Na oportunidade, os professores Genaro Galli e Christian Tudesco apre-

sentaram as palestras “Branding” e “Desafios Multiconectados”, respectivamente. Na primeira exposição, sobre Branding, Galli listou os sete princípios da construção da marca: ter produtos e serviços de qualidade, pois “sem um bom produto é impossível construir uma marca de sucesso”; ter um propósito, saber “qual é a promessa da sua marca”; ter pessoas comprometidas com o negócio; ter um público-alvo definido, ou seja, saber “para quem é a promessa”; criar

conexões emocionais; construir uma plataforma experiencial, os chamados “pontos de contato” do pré-venda, venda e pós-venda; e gerenciar relacionamentos. Tudesco, por sua vez, falou sobre os desafios contemporâneos impostos pela multiconectividade. “O principal deles são as redes sociais, que são dinâmicas e merecem muita atenção”, disse, lembrando a compra do Whatsapp pelo Facebook recentemente. “Foi pago US$ 42 por pessoa conectada. Não foi loucura, Mark Zuckerberg soube identificar as necessidades de conectividade”, acrescentou. As palestras foram um preview de parte do que será tratado nos cursos realizados na parceria entre Abicalçados e ESPM com foco no setor calçadista. O primeiro curso, de E-commerce, inicia no próximo dia 11 de abril. Na sequência, serão ministrados os cursos de Gestão de Vendas (início no dia 26 de abril), Liderança e Gestão de Equipes (16 de maio) e Branding: Construção e Gerenciamento de Marcas (30 de maio). Para mais informações e inscrições acesse o site www.espm.br/abicalcados.

IED Nos mesmos moldes do lançamento das capacitações anteriores, a entidade recebeu a palestra de Meline Moumdjian para apresentar os cursos de “Planejamento e Montagem de Coleção” e “Playstorming e Design Estratégi-

co”, que serão realizados em parceria com o IED. O encontro aconteceu no dia 26 de março, na sede da Abicalçados. Além de enfatizar aspectos ligados à criação de artigos específicos para o segmento, os módulos ainda evidenciam temas como comunicação, pesquisa e branding. “No setor calçadista, ainda são poucas as empresas que sabem trabalhar a questão de marca e compreender os diferenciais necessários para que os produtos sejam melhor percebidos pelo consumidor”, destacou a especialista. O curso “Planejamento e Montagem de Coleção” tem início no dia 23 de abril, tendo inscrições abertas até dia 10 do mesmo mês. As aulas serão ministradas pela professora Meline Moumdjian e abordarão o planejamento estratégico do projeto de coleção, levando em consideração custos de desenvolvimentos e metas produtivas. Ministrado por Rodrigo Najar, o curso “Playstorming e Design Estratégico” inicia no dia 21 de maio e recebe inscrições até o dia 2 do mesmo mês. Conforme o programa, a proposta é, junto com o design, aplicar a metodologia do “Playstorming”, treinamento em criatividade e inovação focado em preparar pessoas para a inovação. Mais informações e matrículas pelo e-mail r.xavier@ied.edu.br ou (11) 3660 8000. abril 2014 - abinforma

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brazilian footwear

PROGRAMA DE PROMOÇÃO ÀS EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS, DESENVOLVIDO PELA ABICALÇADOS EM PARCERIA COM A APEX- BRASIL

CALÇADO BRASILEIRO VIAJA O MUNDO O Brazilian Footwear encerra seu calendário de feiras internacionais do primeiro semestre com muito a comemorar. As feiras theMicam, GDS e theMicam Shanghai trouxeram bons resultados e muitas expectativas para a indústria calçadista nacional.

NOVIDADES NA theMICAM

GDS DE BONS RESULTADOS

Apesar do sentimento de uma baixa na visitação, os 38 expositores verde-amarelos aproveitaram a theMicam, que ocorreu de 2 a 5 de março, em Milão, Itália, para estabelecer contato com compradores da Europa, américas do Norte e Central, Ásia, África e Oceania. Pelos estandes apoiados pelo Brazilian Footwear passaram 892 contatos, sendo 477 novos. Juntas, as empresas do Brasil fecharam 225 pedidos, que resultaram em US$ 6 milhões em negócios imediatos. A expectativa para os próximos 12 meses é alcançar o montante de US$ 17 milhões. “Mesmo observando um número menor de visitantes, as empresas nacionais fecharam bons negócios com clientes já tradicionais e conseguiram abrir novos mercados, o que sempre gera uma expectativa positiva para a estação”, destacou Cristiano Körbes, gestor de Projetos da Abicalçados.

A última feira de calçados da temporada outonoinverno na Europa resultou em bons contatos e negócios para as indústrias nacionais. De 12 a 14 de março, os brasileiros aproveitaram a GDS – International Event for Shoes & Accessories, em Düsseldorf, na Alemanha, para abrir mercados, manter clientes e ainda promover a imagem das marcas no concorrido mercado internacional. Juntos, os 15 expositores nacionais apoiados pelo Brazilian Footwear, fizeram 324 contatos, sendo 158 novos, com compradores do Oriente Médio, Arábia Saudita, Malta, Alemanha, Índia, Rússia, Kuwait, entre outros. Cerca de 100 pedidos foram fechados, que resultaram em cifras de US$ 3,1 milhões.

Participaram da feira as marcas: Cristófoli, Itapuã, Itsandal, Itsandal Kids, New Face, Biondini, Para Raio, Superstar, Starzinho, Paradoxo, Mary Pepper, Tradeffort, Anatomic & Co, Boaonda, Carrano, Cecconelo, Democrata, Huberto S. Muller, Miucha, Kildare, Lilly´s Closet, Dumond, Capodarte, Madeira Brasil, Sapatoterapia, Tanara Brasil, Kolosh Brasil, Werner, Vizzano, Beira Rio, Moleca, Molekinha, Modare, Zeket, Indiana, Sollu, Rider, Ipanema, Grendha, Ipanema GB, Tabita, Enrico Boaretto, Paolo Sesto, Capelli Rossi, Usaflex, Stéphanie Classic, Rio Couture, Andacco, Jorge Bischoff, Loucos e Santos, Guilhermina, Raphaella Booz e Sarah Chofakian. A próxima edição da theMicam ocorre de 31 de agosto a 3 de setembro e vai contar com uma nova formatação. Entre as novidades anunciadas estão serviços diferenciados para compradores, expositores e imprensa; novidades em plataforma digital e novo layout.

Com distribuição na Alemanha, a Wirth, de Dois Irmãos/ RS, está em constante evolução na GDS. “O fato de ter uma pessoa trabalhando a nossa marca no mercado alemão nos ajuda bastante. Essa edição, por exemplo, foi melhor do que a edição de março do ano passado, pois atendi mais compradores potenciais, embora a movimentação tenha sido menor”, contou Maurício Wendling, gerente de vendas da Wirth. Durante a mostra, a empresa abriu um grande cliente , que tem 120 lojas na Espanha e 80 lojas no México. Sob a bandeira verde-amarela participam da GDS as marcas Anatomic & Co, Rider, Ipanema, Grendha, Dumond, Lilly´s Closet, Ortopé, Bibi, Beira Rio, Vizzano, Molekinha, Moleca, BR Sport, Pegada, Piccadilly, Sapatoterapia, Wirth, Ramarim, Super Star, Jorge Bischoff, Amazonas Sandals e Sollu. A próxima edição da GDS está marcada para o período de 30 de julho a 1º de agosto.

GOL DE PLACA NA theMICAM SHANGHAI Entre grupos de empresários de diversos países, a delegação brasileira foi o grande destaque na theMicam Shanghai, que aconteceu de 24 a 26 de março em Xangai, China. Com uma montagem diferenciada, que fazia referência a Copa do Mundo de futebol, os brasileiros chamaram a atenção dos compradores e da imprensa chinesa. E para alavancar ainda mais os negócios, o Brazilian Footwear promoveu o sorteio de uma Brazuca, a bola oficial da Copa, entre compradores que visitaram o estande coletivo. Fruto de todo esse trabalho, as marcas que participaram do evento realizaram 580% mais negócios do que na edição de setembro do ano passado. Os números impressionam, mas César Yu, Chief Operating Officer do Centro de Negócios da Apex-Brasil, ressalta que o sucesso só foi possível devido ao trabalho de longo prazo que o Brazilian Footwear vem fazendo na China desde 2008. Outros fatores também foram citados como importantes para o crescimento dos negócios. “As empresas estão mais maduras e os compradores, por sua vez, mais decididos a importar. É também importante dar mérito à própria feira, que teve mais visitantes qualificados”, declarou Cristiano Körbes, gestor de Projetos da Abicalçados. Além da menção à qualidade dos contatos, os empresários se disseram felizes com a internacionalização da feira. No total, a mostra gerou negócios de US$ 600 mil, com expectativa de chegar a US$ 2,6 milhões no próximo ano. Participaram da feira através do Brazilian Footwear as marcas Bibi, Piccadilly, Cristófoli, Radamés/ Kontatto, Beira Rio, Sapatoterapia, Stéphanie Classic, Carrano, Pampili, Amazonas Sandals e Democrata.

BRASIL PARA GRINGO VER Que o Carnaval do Rio de Janeiro é sucesso todo mundo sabe. E a capacidade que a maior festa popular brasileira tem de emocionar os estrangeiros foi o que se viu durante a ação de relacionamento do Projeto Carnaval, realizado pela Apex-Brasil, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro/RJ. Através do Projeto; 45 empresas e 27 entidades setoriais brasileiras convidaram compradores e formadores de opinião internacionais para fazer negócios durante o evento e para saber mais sobre a cultura brasileira e sobre os diversos setores da economia que fazem sucesso além-fronteiras. Foram 314 convidados de mais de 50

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países, entre eles, seis formadores de opinião trazidos pela Abicalçados, que além de assistir os desfiles do Carnaval, cumpriram uma agenda de reuniões e visitas a exportadores da indústria calçadista brasileira na cidade de São Paulo . “Entendemos a importância dos eventos de relacionamento promovidos pela Apex e procuramos maximizá-los com uma agenda paralela mais direcionada para a promoção das marcas do nosso setor”, declarou Roberta Ramos, coordenadora da Unidade de Promoção de Imagem da Abicalçados. A Associação trouxe convidados de três países: Olivia Lopez e Michael Pagan, do blog norte americano Lustfor-

Life; Sabrina e Pierluigi Musco, do italiano FreakyFriday; Cathenine Villota, do colombiano FashionRadicals; e Pilar Castaño, do também colombiano PilarMode. Na agenda do grupo, visitas as marcas Dumond, Capodarte, Melissa, Jorge Bischoff e Zeferino. “É uma mistura de etnias que se reflete nos produtos”, falou Pagan, que acompanhou Olivia. Os convidados da Abicalçados postaram fotos e comentários durante todo o período em que estiveram no Brasil. Sabrina se mostrou uma amante dos calçados brasileiros. “Sei que muitas marcas brasileiras já vendem na Itália, mas ainda é pouco. Os italianos adoram os calçados brasileiros”, comentou a

blogueira. A colombiana Catherine destacou a qualidade e o design dos calçados brasileiros. “A Oscar Freire deixou de ser uma rua de marcas de

luxo, e deu espaço a marcas brasileiras, especialmente de couro, uma aposta na qualidade e design do produto nacional”, escreveu.


associados

MELISSA COMEMORA SHOWROOM NA ITÁLIA C

ercada de nomes internacionais, no coração milanês dos showrooms, a Melissa abriu sua primeira operação em terras europeias. O espaço de 245 metros quadrados, localizado na Via Vicenzo Forcella (foto maior), chega para acelerar o passo da marca Premium da Grendene no controle direto da distribuição. “A Itália é um importante mercado de moda, então decidimos ampliar e melhorar a nossa distribuição no País, onde estamos presentes desde 2008”, conta Fabiana Poli, CEO da Grendene na Itália (foto menor).

Irmãos Campana Aberto em fevereiro deste ano, o showroom italiano teve sua inauguração oficial em março, com um evento para compradores e imprensa que contou com os irmãos Campana. Em comemoração aos dez anos de colaboração de Fernando e Humberto Campana com a Melissa, o evento também serviu de palco para o lançamento da nova coleção dos artistas brasileiros para a marca. Batizada de Fitas, a coleção se originou de uma bandeja que, inicialmente, era o estudo de um biombo feito em tiras de papelão.

Com 150 pontos de vendas, o objetivo da Melissa é tornar a Itália um de seus cinco mercados-alvo, juntamente com Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Hong Kong. “É um desafio. Avançamos nessa estratégia importante e agora vamos sentir como o mercado reage”, frisa Fabiana, que conta com uma equipe de vendas formada por 15 colaboradores. Enquanto isso, a marca prepara sua nova flagship fora do Brasil, a Galeria Melissa Londres, em Covent Garden, que tem abertura prevista para este ano. Após, será a vez de a Ásia receber uma loja.

WEST COAST ESTUDA NOVA FÁBRICA EM SERGIPE Com três unidades no estado do Sergipe, a West Coast deve investir em mais uma instalação, dessa vez na cidade de Santa Rosa de Lima, próxima a sua sede em Nossa Senhora Aparecida. A fabricante de calçados West Coast mostrou interesse na implementação de uma nova fábrica em Sergipe. Para conversar sobre o processo de expansão, o diretor Operacional da empresa foi recebido pelo governador do Sergipe, Jackson Barreto, no Palácio do Veraneio, no fim de fevereiro. Segundo reportagem do site ITnet, durante a reunião o governador indicou o município de Santa Rosa de Lima, distante a 41 km da capital Aracaju, como uma das candidatas a receber a mais nova planta. A cidade se destaca por estar próxima à sede West Coast em Nossa Senhora Aparecida, na região agreste.

balança comercial

EXPORTAÇÕES GANHAM FORÇA EM NOVOS DESTINOS Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e elaborados pela Abicalçados apontam para uma leve recuperação nas exportações no mês de fevereiro. A performance foi garantida por uma maior diversificação de mercados. O relatório aponta que mercados mais tradicionais para os calçados brasileiros, abalados por crises políticas e econômicas, estão perdendo força. Em fevereiro foram embarcados 13,44 milhões de pares, que geraram US$ 102,46 milhões, números 25,3% superiores em pares e 3,2% em dólares no comparativo com o mesmo mês de 2013 (10,7 milhões de US$ 99,3 milhões). No acumulado dos dois primeiros meses, as exportações somaram 26 milhões de pares e uma receita de US$ 195,4 milhões, número 10,3% superior em volume e 1,5% inferior em dólares no comparativo com igual período do ano passado. Em 2014, mercados tradicionais como Estados Unidos, França, Rússia e Argentina perderam espaço, embora ainda figurem como os principais compradores. A surpresa do apanhado foi a Angola, que nos dois primeiros meses assumiu o posto de quarto principal mercado para o calçado verde-amarelo. No período, os angolanos compraram mais de 3 milhões de pares a um valor de US$ 11,6 milhões, 79% mais do que no mesmo período de 2013. Já os dados preliminares divulgados pelo MDIC indicam para uma queda nos embarques no mês de março. No mês três as exportações geraram US$ 79,2 milhões, resultado 22,7% inferior ao registrado em fevereiro deste ano e 4,2% menor do que o auferido em março do ano passado (US$ 82,7 milhões). Já no acumulado do primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 275 milhões, resultado 2,2% inferior ao registro do mesmo período do ano passado (US$ 281,1 milhões).

IMPORTAÇÕES DE ESPORTIVOS ASSUSTAM Já as importações de calçados no primeiro bimestre de 2014 seguiram a tendência de alta. Embaladas pelos eventos esportivos vindouros, as compras externas de calçados chegaram a US$ 120,8 milhões, 31,1% mais do que no mesmo período do ano passado. Nos dois meses entraram no Brasil 8,2 milhões de pares, 35% deles de produtos esportivos. Em valores pagos, a importação deste segmento já representa 52% do total (US$ 62,23 milhões). Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o aumento das importações de calçados esportivos já ultrapassa 85% na relação com o mesmo período do ano passado.

Fonte: MDIC/Abicalçados

Em partes de calçados, as importações brasileiras diminuíram 12,6% com relação ao primeiro bimestre de 2013. Nos dois meses entraram no Brasil o equivalente a US$ 5 milhões em cabedais, solas, saltos, palmilhas, entre outros materiais. abril 2014 - abinforma

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polos calçadistas

SÃO JOÃO BATISTA: UMA CIDADE QUE “RESPIRA” CALÇADO O município localizado no interior de Santa Catarina é um dos principais polos produtores de calçados femininos do Brasil

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om cerca de 26 mil habitantes, o município de São João Batista, no interior catarinense, tem mais de 80% do seu Produto Interno Bruto (PIB) proveniente da atividade calçadista. Conforme o Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (Sincasjb), as 170 indústrias calçadistas – a grande maioria de calçados femininos - do polo empregam mais de sete mil pessoas, ou seja, algo em torno de um terço da população local. O diretor-executivo do Sindicato, Rosenildo Amorim, destaca a força do cluster, que ainda possui curtumes e fornecedores de componentes de qualidade. Com 80 empresas associadas, o Sincasjb promove três feiras anuais – duas de calçados e uma de máquinas e componentes. A produção, que está na faixa de 24 milhões de pares anuais, de 7% a 10% tem como destino países da América Central. Segundo Amorim, o ano de 2013 foi de estagnação tanto no mercado interno como internacional. Para 2014, no entanto, a expectativa é de retomar o crescimento verificado em anos recentes. “A nossa meta é um incremento de 5% na produção de calçados”, projeta o dirigente.

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SC Trade Show A aposta no crescimento tem relação com a consolidação da feira SC Trade Show (fotos), que já vai para a sua 18ª edição- antes era chamada de Rodada de Negócios de SC. “A feira vem numa crescente. Ano passado comercializamos mais de um milhão de pares. A meta é repetir o feito”, aponta Amorim. A mostra, que acontece entre 13 e 15 de maio, em Balneário Camboriú/SC, já tem 50 expositores confirmados, a maioria do polo catarinense. As coleções de primavera-verão são aguardadas com ansiedade pelos lojistas locais e de boa parte do Brasil. “Devemos chegar a mais de 60 expositores, representando um universo de 150 marcas”, projeta o executivo. A visitação estimada em quatro mil pessoas deve ser impulsionada por uma parceria de divulgação que está sendo realizada junto à Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC). Amorim destaca que a mudança da mostra para Balneário Camboriú, há quatro anos, foi acertada. “A cidade praia é fantástica, todos têm vontade de conhecer. A estrutura é ótima,

tanto em hotéis como em gastronomia. Tudo é próximo, inclusive o aeroporto (de Navegantes, que fica a 30 minutos da cidade)”, destaca.

em São João Batista/SC. O objetivo é proporcionar a participação dos fabricantes locais e regionais em uma feira da indústria de base.

Seincc

Gargalo

Voltada para máquinas e componentes para a indústria de calçados, a 14ª Semana da Indústria Calçadista Catarinense (Seincc) acontece entre os dias 23 e 25 de setembro, no Centro Empresarial de São João Batista,

Mas nem tudo são flores no solo catarinense. Segundo o executivo, a mão de obra é um problema grave e que tem afetado a indústria local. “Infelizmente, a falta de pessoal acaba deixando a mão de obra ainda

mais cara”, lamenta. Amorim destaca que para solucionar o problema, está em andamento uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que através do Pronatec, promove cursos voltados à formação de mão de obra para a atividade calçadista. “Não existe setor mais carente. O problema é geral e estamos trabalhando para resolver isso com urgência”, conclui o dirigente.


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