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OUTUBRO 2013 | Nº 267 | ANO XXIII

INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS

FICANN GERA BONS CONTATOS, MAS TERÁ DATAS REVISTAS PARA MAIOR GERAÇÃO DE NEGÓCIOS Feira calçadista, que aconteceu entre os dias 24 e 26 de setembro, contou com mais de 150 expositores de dez estados brasileiros. Pág 5

UMA NOVA OPORTUNIDADE DE SER REFERÊNCIA PARA O SETOR Abicalçados lança segunda edição do Prêmio Direções, que terá inscrições abertas a partir do dia 17 deste mês. Pág 3

CARRANO E MELISSA BRILHAM NO EMMY

MDIC E MEC LANÇAM PRONATEC BRASIL MAIOR

O Emmy é conhecido não somente por premiar os melhores atores, atrizes e programas televisivos, mas também pelos maravilhosos eventos e festas antes e depois da premiação. Por isso, a Melissa e a Carrano participaram do Pre-Emmy Style Lounge, nos dias 19 e 20 de setembro, em West Hollywood. Eles presentearam alguns dos mais famosos atores e atrizes de TV. A lista de celebridades que receberam sapatos Melissa e Carrano inclui Laura Prepon, Michelle Williams, Rumer Willis, Matt LeBlanc, Audrina Patridge, Whitney Port, Karina Smirnoff, Ali Landry, Laura Bell Bundy, Lana Parrilla e muitos outros.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério da Educação lançaram no dia 19 de setembro o Pronatec Brasil Maior. Nessa nova fase, o programa de qualificação vai oferecer cursos de acordo com a demanda da indústria regional. Lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2011, o Pronatec já atendeu 4,3 milhões de jovens e adultos que já passaram ou estão matriculados em algum curso.

SEGUE IMPASSE COM ARGENTINA Conforme levantamento da Abicalçados, mais de 616 mil pares de calçados brasileiros, que representam US$ 10 milhões, seguem impedidos de entrar na Argentina por conta das Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs), mecanismo criado pelo governo Cristina Kirchner através da política “uno por uno”, que obriga o investimento de um dólar para cada dólar importado na Argentina. Nas últimas semanas importantes atores políticos têm se juntado à Abicalçados no esforço para uma saída no impasse criado. O Governo Federal, através da Secretaria de Comércio Exterior, tem negociado com o governo argentino uma solução diplomática, por enquanto com avanços tímidos.

Na solenidade, foi assinado um acordo de cooperação técnica, cujo objetivo é a solução dos gargalos de recursos humanos em setores estratégicos da economia identificados pelo Plano Brasil Maior. O Pronatec Brasil Maior, elaborado a partir da demanda da indústria, teve as vagas mapeadas pela Secretaria de Inovação do MDIC junto a empresas e associações representativas do setor produtivo. Mais de oito mil vagas já foram ofertadas, atendendo a 7% da demanda total dos setores pesquisados. Somente no setor calçadista, a demanda chega a 3.788 profissionais.

PICCADILLY NO NORDESTE? A Piccadilly está em tratativas para instalar uma unidade no Nordeste, a sétima do grupo e a primeira fora do RS. A direção da empresa se reuniu com representantes do governo do Ceará e da Prefeitura de Aracati, município que pode receber a nova unidade. A planta no Nordeste deve facilitar a distribuição de produtos na região, que hoje é responsável por quase 20% das vendas.


editorial

OSCILAÇÃO CAMBIAL PREJUDICA A INDÚSTRIA CALÇADISTA

Heitor Klein Presidente-executivo da Abicalçados

Com a crise que se abateu na maior economia mundial, os Estados Unidos, iniciada há cinco anos com a quebra do banco Lehman Brothers, o dólar perdeu valor rapidamente frente às moedas internacionais, entre elas o Real. Como não poderia deixar de ser, a desvalorização do dólar atingiu a indústria calçadista brasileira, que sempre ocupou espaço de destaque entre os países exportadores de calçados. O resultado foi uma queda brusca de quase 42% nas receitas geradas com os embarques entre 2008 (US$ 1,88 bilhão) e 2012 (US$ 1,09 bilhão). Para minimizar os impactos, o Governo Federal criou programas de estímulo à exportação, entre eles o Reintegra, que devolve 3% da receita gerada com os embarques para a indústria exportadora.

dólar alto é bom para o setor exportador não é novidade, mas a volatilidade preocupa na medida em que prejudica as negociações internacionais. Para se ter uma ideia, nos últimos 100 dias, a cotação do dólar variou nada menos do que 45 centavos de real. A notícia de que o Federal Reserve, banco central norteamericano, irá manter os estímulos monetários mensais da compra de US$ 85 bilhões em títulos, fez com que o dólar chegasse a R$ 2,19, valor bem abaixo da cotação de R$ 2,40, tida como ideal para o exportador. Toda essa turbulência cria uma instabilidade que não traz segurança para compradores e vendedores, desestimulando a indústria calçadista exportadora, tão otimista nos primeiros meses do ano.

A manutenção do veto presidencial ao fim da multa adicional de 10% do FGTS impôs mais uma grande derrota para a indústria brasileira, especialmente a calçadista, por ser intensiva em mão de obra. Tratase de um revés injustificável, pois o tributo foi criado de maneira provisória para saldar um rombo de mais de R$ 42 bilhões no FGTS, fruto dos desastrosos planos Verão e Collor, o que já foi completamente saldado – conforme a própria Caixa Econômica Federal.

Porém, com a gradual recuperação na economia norte-americana, de alguns meses para cá temos experimentado uma turbulência sem precedentes no mercado de capitais, o que tem prejudicado de sobremaneira o setor exportador na formação de preços. A dúvida é a palavra da vez no mercado externo. Que o

Escrevo estas linhas preocupado, especialmente porque a alta do dólar foi o argumento utilizado pelo Governo Federal para vetar o Reintegra para 2014. O programa de apoio, que desde o fim de 2011 já retornou mais de R$ 100 milhões para as indústrias de calçados exportadoras, é fundamental para a com-

O mês não foi só de notícias negativas para o setor. Como o leitor poderá conferir neste informativo, entre outros eventos positivos, tivemos uma boa participação nas principais feiras da Europa, através do Brazilian Footwear, e foi lançado o Núcleo de Inteligência Competitiva, que abrigará o Siscompete.

CONSELHOR DIRETOR PRESIDENTE:

PRESIDENTE-EXECUTIVO:

Paulo Schefer

Heitor Klein

VICE-PRESIDENTES

DIRETOR EXECUTIVO:

Caetano Bianco Neto; Caio Borges Ferreira; Junior Cesar Silva; Leandro Mosmann; Marco Lourenço Muller; Milton Cardoso dos Santos Filho; Renato Klein; Ricardo José Wirth; Roberto Argenta; Rosnei Alfredo da Silva; e Sérgio Gracia.

Rogério Dreyer

CONSULTORES Adimar Schievelbein, Cristov Becker, Edson Morais Garcez e Enio Klein

ABINFORMA é o informativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados Nº 267 Outubro | 2013 Ano XXIII

EDIÇÃO Alice Rodrigues (Mtb. 12.832) e Diego Rosinha (Mtb. 13.096)

petitividade e manutenção de mercados no exterior neste momento de dificuldades. Estamos alertando o poder público e demonstrando que o argumento da valorização cambial não é plausível.

Veto injustificável

TEXTOS

CONTATO

Alice Rodrigues Diego Rosinha Roberta Ramos

Rua Júlio de Castilhos, 561 Novo Hamburgo/RS - Cep: 93510-130 Fone: 51 3594-7011 Fax: 51 3594-8011

FOTOS Equipe Abicalçados e divulgação

PRODUÇÃO GRÁFICA Gabriel Dias

E-mail: imprensa@abicalcados.com.br abicalcados@abicalcados.com.br www.abicalcados.com.br @abicalcados fb.com/abicalcados

abi na mídia

Jornal Valor --- Página 4 da edição "06/09/2013 1a CAD B" ---- Impressa por ivsilva às 05/09/2013@21:19:17 Jornal Valor Econômico - CAD B - EMPRESAS - 6/9/2013 (21:19) - Página 4- Cor: BLACKCYANMAGENTAYELLOW Enxerto

B4

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Valor

|

Sexta-feira e fim de semana, 6, 7 e 8 de setembro de 2013

Pesquisa Recuo de 0,8% é menor que o obtido por outros bens de consumo; receita teve aumento real de 1,5%

No espelho

Números do mercado de produtos de higiene e beleza Vendas no varejo

Fina estampa No começo de 2012, o setor calçadista e têxtil tinha motivos para preocupação. O real valorizado ajudava as importações a crescer. O faturamento das empresas da área estava em queda e as empresas demitiam. No entanto, desde que o governo desonerou a folha de pagamento das companhias da área, esse cenário faz parte do passado. Números do primeiro bimestre de 2013, comparados com o mesmo período de 2012, mostram que a produção se ampliou, as contratações aumentaram e a exportações cresceram.

2

abinforma - outubro 2013

Total de bens de consumo*

Produtos de higiene e beleza Volume 2

Volume

Valor

4

12

2,5

Futebol

Guilherme Serodio Do Rio

A Justiça Federal não autorizou o acordo entre o Vasco da Gama e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para o parcelamento de uma dívida do clube no valor de R$ 87 milhões. Com a

2009, no qual os entrevistados indicaram em que setores pretendiam reduzir ou não os gastos na crise: 86% pretendiam manter as despesas com itens de beleza. “Nesse contexto atual de desaceleração da economia, o comportamento do consumidor tende a ser similar”, afirma. Apesar do PIB fraco e do maior endividamento da população, Maia considera que o cenário para o consumo continua positivo, beneficiado pela diminuição do desemprego e o aumento da renda nos últimos anos. A boa notícia para o varejo e a indústria é que os consumidores consideram a compra de produtos de beleza algo prazeroso, com muitas opções e lançamentos. Porém, a alta fidelidade a um grupo de marcas em que confiam desafia as fabricantes. Maia destaca a importância da execução nas lojas, já que o principal contato dos consumidores com as marcas ocorre no ponto de venda. Em pesquisa feita pela Nielsen a pedido da organização da Beauty Fair, as perfumarias foram eleitas o melhor local para se comprar produtos de higiene e beleza. O canal recebeu a maior nota média de 600 consumidoras de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Recife. Os outros canais avaliados foram internet, catálogos, farmácias, super-

mercados e hipermercados, lojas de departamento, salão de beleza e minimercado. As consumidoras associam à perfumaria as qualidades de conveniência, atendimento e novidades, atributos que também se relacionam com drogarias. Em 2012, as perfumarias foram destaque na venda de produtos de beleza, com alta de 25% no primeiro semestre. Neste ano, porém, o canal acumulou alta de apenas 3% até junho. Para Maia, essa desaceleração é explicada pelo cenário macroeconômico, mas também pelo desempenho das farmácias — que detém uma fatia maior no faturamento do setor e cresceram 10% até junho. Nos últimos dois anos, 970 perfumarias foram abertas, totalizando 18,3 mil unidades, e um milhão de novos lares passaram a comprar no local. “É um canal que está consolidado na percepção do consumidor, mas ainda tem bastante potencial de crescimento”, diz Maia. Dados da Nielsen mostram que 97% dos lares compram em mais de um canal — o restante compra apenas em supermercados e hipermercados. Cada canal se sobressai em determinada categoria. A perfumaria é destaque em depilação e coloração; a farmácia, em cutelaria e esmalte; e a venda direta, em maquiagem.

decisão, o clube não conseguirá emitir a Certidão Negativa de Débito (CND), necessária para firmar contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal. A juíza Fabíola Utzig Haselof, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, negou o acordo argumentando que as garantias oferecidas pelo Vasco em imóveis e contratos são insuficientes.

Na decisão, a juíza afirma que os contratos apresentados como garantia pelo clube já foram penhorados em outras execuções fiscais. Segundo a juíza, embora houvesse autorização do próprio Ministro da Fazenda e pelo Advogado-Geral da União para que o acordo fosse firmando, a própria PGFN considerou os contratos insuficientes como garantia.

Perfumaria Farmácia Mercearia Minimercado Super/hiper

8

8,3

Jan-Jun 2012/2011

Jan-Jun 2013/2012

4

-2,6

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Jan-Jun 2012/2011

Jan-Jun 2012 x 2011

As vendas de produtos de higiene e beleza no varejo brasileiro tiveram crescimento nominal de 8% (real de 1,5%) no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Nielsen. O desempenho está abaixo do avanço de 10% registrado em iguais meses de 2012, refletindo a piora do cenário macroeconômico. A expansão do faturamento ocorre devido à entrada do consumidor em novas categorias de produtos (caso da coloração para cabelos) e à compra de produtos mais sofisticados (como a opção pelos desodorantes em aerossol e por sabonetes líquidos e antibacterianos). Em volume, as vendas de higiene e beleza recuaram 0,8%, menos que a queda média de 2,6% para todos os bens de consumo. Com exceção dos itens de limpeza, que mostram alta no volume vendido, todos os outros setores tiveram uma queda mais acentuada. Os dados serão apresentados hoje na Beauty Fair, feira do setor que ocorre até terça-feira em São Paulo. O diretor de pesquisa com consumidor da Nielsen, Thiago Maia, resgata um estudo da empresa de

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0

0

-2

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Jan-Jun 2013/2012

Jan-Jun 2013/2012

Crescimento das vendas por canal (em %)

Adriana Meyge De São Paulo

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8,1

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Jan-Jun 2012/2011

Valor

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10,2

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Jan-Jun 2013 x 2012

25,2

2,9

12,4

10

7,6

Jan-Jun 2013/2012

Participação dos canais nas vendas (em %)

6%

Mercearia

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9,7

5,5

97%

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Farmácia

8%

Perfumaria

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6,5

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Jan-Jun 2013/2012

31%

20%

Minimercado

Supermercado/

dos lares brasileiros compram produtos de beleza em mais de um canal

55%

compram em três canais

hipermercado

Fonte: Nielsen *Cesta Nielsen é formada por 131 produtos

O Brasil é o primeiro mercado de salões de beleza na América Latina. São 342 mil estabelecimentos formais que faturam R$ 40 bilhões. No entanto, dos 1,5 milhão de profissionais que trabalham no setor, 1 milhão não possuem registro formal e apenas 15% têm treinamento adequado. Os dados são de um estudo feito pela L’Oréal, que lança amanhã o kit Master Results, de sua linha profissional Matrix, com foco nas classes C e D. “Temos salões muito bons, do nível de Nova York ou Londres. Mas também um número muito maior de profissionais que atuam sozinhas no morro do Alemão, na Rocinha e em áreas espalhadas por todo o país”, diz Mikael Henry, diretor-geral da divisão de produtos profissionais da L’Oréal. O kit Master Results virá com

DVDs de treinamento. Cada um ensina uma técnica: corte, tratamento (nutrição e cauterização) e coloração. A caixa mais simples, que vem com os vídeos, tesoura, pente fino, pincel, avental e bacia para tintura, custa R$ 200. Os produtos da linha — xampu, condicionador e máscara, também chamados de Master Results —, devem ser comprados separadamente. Segundo o executivo da L’Oréal, o Brasil é o primeiro mercado de coloração e tratamento de cabelos no mundo. Aqui, 80% das mulheres vão ao salão a cada quinze dias, enquanto na Europa elas só frequentam quatro vezes por ano. “Para a brasileira o cabelo é o cartão de visitas”, diz Henry. “E isto vale para todas as classes sociais”. Hoje, a linha Matrix já representa metade das vendas da divisão profissional da L’Oréal. A companhia francesa atende 60 mil cabeleireiros no Brasil tam-

bém com as marcas Redken, Kérastase e L’Oréal Professionnel. A Matrix concorre não só com linhas específicas para salões — como Wella Professionals, da Procter & Gamble, e Seda Professional, da Unilever —, mas também com os produtos do varejo. “É comum a cliente passar no supermercado e comprar tintura para o cabeleireiro aplicar”, diz Henry. Além disso, ele comenta que o mercado de salões voltados para as classes C e D é muito pulverizado e não há uma marca que seja referência. “Muitas vezes eles [esses salões] optam por produtos de varejo, que são mais fáceis de usar, não requerem conhecimento técnico. Os cabeleireiros desses salões não são fiéis a nenhuma marca.” A linha de produtos será oferecida também pela internet. “Hoje, 46% dos consumidores virtuais estão na classe C”, afirma Henry.

Acerca dos dois imóveis também apresentados como garantia, a decisão aponta que uma avaliação judicial negou os bens como garantia”. O Vasco ofereceu dois imóveis na rua Alexandre Ferreira, 175; e avenida Epitácio Pessoa, 8.920, ambos na Lagoa, bairro nobre do Rio. A juíza tampouco aceitou o pedido de segredo de justiça para o

processo solicitado pelo clube e pela União. O acordo chegou a ser publicado no Diário Oficial da União no dia 26 de agosto. O clube pagaria os R$ 87 milhões em sessenta meses (cinco anos). O Vasco pretendia obter a Certidão Negativa de Débito (CND) para firmar um contrato de patrocínio com a Caixa cujo valor pode chegar a R$ 15 milhões anuais, se-

gundo a imprensa esportiva. Procurado pelo Valor, o Vasco informou que vai recorrer da decisão. O clube, porém, continua negociando o patrocínio com a Caixa. O Vasco é o segundo clube do Rio, ao lado do Fluminense, a enfrentar problemas para quitar suas dívidas com a União. Apenas o Flamengo obteve a Certidão Negativa de Débito.

Paola de Moura Do Rio

Argentina dificulta entrada de mercadorias brasileiras Calçados e alimentos estão entre os produtos gaúchos que sofrem restrições do governo vizinho. No momento em que o volume de negócios entre Brasil e Argentina dá sinais claros de recuperação, indústrias gaúchas voltam a encontrar problemas para vender para o país vizinho. Além de sapatos, tênis e sandálias, cargas de alimentos são barradas na fronteira, causando prejuízo de mais de R$ 7 milhões por mês.

LUIS USHIROBIRA/VALOR

Calçados Do Rio

Ainda que a alta do dólar esteja ajudando as exportações da indústria de calçados nos últimos meses, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) é pessimista quanto aos resultados que a indústria pode conseguir com o mercado externo este ano. Em entrevista ao Valor, o presidente da associação, Heitor Klein, afirmou que não espera um resultado superior ao obtido com as exportações em 2012. “Se o valor [das exportações] conseguir se manter será uma façanha”, afirmou Klein. “Estamos com um crescimento das exportações em relação ao ano passado em termos de volume, mas com um empate no valor no acumulado deste ano até julho”, disse o executivo. Até julho, o Brasil exportou 69,5 milhões de pares de sapatos, o que somou US$ 628,2 milhões em vendas, segundo a associação. O número é alinhado com o valor das exportações registradas no mesmo período de 2012: US$ 628,3 milhões. O Brasil exporta cerca de 15% da produção de calçados nacional. Klein reconhece que a desvalorização do real frente ao dólar e a política de desoneração de exportações guiada pelo governo, com o Reintegra (que garante

crédito tributário de 3% do valor exportado) favorecem o setor. Para o empresário, no entanto, o cenário para os próximos meses ainda é incerto. “O importante é que o dólar se fixe no patamar que está ou um pouco mais elevado e se consolide porque está muito volátil e os agentes têm receio de firmar posições porque ainda não é seguro que ele vá se fixar nesse patamar”, afirma. Segundo Klein, o setor ainda não tem um número fechado para a expectativa de exportação em 2013 por conta da flutuação da moeda americana. O número só deve ser divulgado após setembro, mês em que ocorrem as feiras internacionais no hemisfério norte. “É a partir delas que a gente vai poder testar a reação do mercado a nossas ofertas com o novo custo”, disse. “Estamos estagnados em uma coisa em torno de US$ 1,1 bilhão por ano [no valor das exportações], mas a nossa performance padrão é US$ 1,8 bilhão”, disse, em referência ao ano de 2007. “A desvalorização já é sentida, mas não ainda em um volume que nos permita retornar àquela performance tradicional do setor”. O futuro do Reintegra é outro fator de preocupação para o setor no médio prazo. O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras está garantido por decreto da presidente Dilma até o fim do ano, mas há duas semanas

Bebidas

Anne-Sylvaine Chassany e Jonathan Soble Financial Times, de Londres e Tóquio

Klein, da Abicalçados, diz que dólar ajuda, mas não a ponto de reverter quadro

o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, afirmou que não há espaço fiscal para o prolongamento do incentivo. O assunto está previsto para ser discutido no Congresso no dia 17. “Estamos trabalhando pa-

ra que [o Reintegra] possa vigorar no próximo ano”, afirmou, durante uma discussão acerca de barreiras técnicas a exportações no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) esta semana. (GS)

A GlaxoSmithKline (GSK) está em negociações avançadas para vender a Lucozade e a Ribena à Suntory Beverages, do Japão. O negócio poderá avaliar as marcas de produtos de consumo em mais de 1 bilhão de libras esterlinas, disseram três pessoas bem-informadas sobre as negociações. As conversações seguem-se à decisão da GSK, tomada em abril, de vender as marcas veteranas como parte de uma iniciativa maior de se concentrar em medicamentos e produtos relacionados à saúde. Previa-se que poderia ser assinado um negócio ainda nesta semana com a Suntory, embora as empresas, até ontem, ainda não tivessem chegado a um acordo, disse uma das pessoas. A GSK preferiu não comentar, enquanto a Suntory declarou: “Nada foi decidido”. A GSK disse em abril que venderia a divisão das bebidas Lucozade e Ribena até o fim do ano, devido à sua concentração Reino Unido e nos países da Comunidade Britânica, e porque seus perfis de bebidas saudáveis são mais fracos que os de outros de seus produtos Analistas previam inicialmente que a venda geraria mais de 1,5 bilhão de libras esterlinas. A empresa também havia dito que reuniria seus medicamentos genéricos nu-

ma nova divisão de negócios que também poderia ser vendida. A Ribena, uma marca de bebida de fruta voltada para as crianças, e o isotônico Lucozade geraram cerca de 600 milhões de libras esterlinas em receita no ano passado. Sir Andrew Witty, principal executivo da GSK, disse em abril: “Adoramos essas marcas, achamos que fizemos um trabalho fabuloso, mas há outros proprietários potenciais capazes de gerar valor maior com uma base de distribuição melhor”. A Suntory, mais conhecida fora do Japão por sua divisão Orangina Schweppes, tem sido encarada como uma das mais sólidas compradoras das bebidas. Grupos como Blackstone, Lion Capital e PAI Partners ainda estudam uma proposta de compra da Ribena e do Lucozade caso seja realizado um leilão. A AG Barr, a fabricante escocesa da bebida cafeinada Irn-Bru, estudava uma possível oferta de 1 bilhão de libras esterlinas, disseram fontes em julho. As empresas japonesas de bebidas embarcaram numa farra de compras nos últimos anos. Gastaram mais de 1 trilhão de ienes (US$ 9,9 bilhões) em negócios no exterior desde 2006, na tentativa de compensar a queda da demanda doméstica. As vendas internas de cerveja — uma viga-mestra dos negócios — encolheram mais de um terço nos últimos dez anos, devido ao envelhecimento da população e a mudanças de hábitos. (Tradução de Rachel Warszawski)

06/09/2013 Zero Hora Pág. 16

13/09/2013 Jornal NH Pág. 17

Dólar alto estimula exportações de calçados A alta da cotação da moeda norte-americana foi um estímulo para os exportadores de calçados no mês de agosto, mês em que se registrou um incremento de 9,3% nas divisas geradas com os embarques com relação ao mesmo período do ano passado. Em agosto deste ano foram embarcados 9,3 milhões de pares que geraram US$ 92,66 milhões, receita que foi de US$ 84,76 milhões no mesmo mês de 2012. Já no acumulado, entre janeiro e agosto deste ano, foram embarcados 78,8 milhões de pares que renderam mais de US$ 720,87 milhões.

Dificuldade da Via Uno é fato isolado, avalia Klein A Via Uno ter entrado em processo de recuperação judicial é uma situação isolada dentro do setor calçadista e não representa sinais de que uma crise possa impactar o segmento. A manifestação é do presidente executivo da Abicalçados, Heitor Klein. “Infelizmente, a empresa teve problemas no desenvolvimento do seu projeto de franquias”, argumenta o dirigente. Essa questão, conforme Klein, ocasionou as dificuldades financeiras da companhia, que a fizeram promover um processo de reestruturação. 13

Quinta-feira 26 de setembro de 2013

Economia INDÚSTRIA

Dificuldade da Via Uno é fato isolado, avalia Klein Indústria calçadista entrou com pedido de recuperação judicial Jefferson Klein jefferson.klein@jornaldocomercio.com.br

A Via Uno ter entrado em processo de recuperação judicial é uma situação isolada dentro do setor calçadista e não representa sinais de que uma crise possa impactar o segmento. A manifestação é do presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. “Infelizmente, a empresa teve problemas no desenvolvimento do seu projeto de franquias”, argumenta o dirigente. Essa questão, conforme Klein, ocasionou as dificuldades financeiras da companhia, que a fizeram promover um processo de reestruturação. Fontes de mercado acreditam que o equívoco da Via Uno foi implementar uma estratégia “chique” para concorrer com a Arezzo. Klein discorda dessa visão. O presidente da Abicalçados comenta que a Arezzo possui um forte e exitoso processo de criação de pontos de venda. A empresa, de acordo com o dirigente, soube acompanhar a expansão na área de varejo, através de franquias, com a capitalização do grupo. Já

MARCO QUINTANA/JC

04/09/2013 Isto É Especial Pág. 284

‘Manter exportações de 2012 será uma façanha’ Ainda que a alta do dólar esteja ajudando as exportações da indústria de calçados nos últimos meses, a Abicalçados é pessimista quanto aos resultados que 06/09/2013 a indústria pode conseguir Zero Hora - Artigo Pág. 13 com o mercado externo este ano. Em entrevista ao Valor, Indústria calçadista Empresas | Tendências&Consumo o presidente-executivo da ameaçada associação, Klein, Cai o volumeHeitor de Uma pauta exportadora cada produtos beleza afirmou quedenão espera um vendidos até junho vez mais baseada em commoresultado superior ao obdities vem colocando em risco tido com as exportações L’Oréal mira cabeleireiros informais décadas de desenvolvimento em 2012. “Se o valor [das da indústria de transformação exportações] conseguir se no Brasil, entre elas a calçamanter será uma façanha”, dista. Recentemente a Fiesp afirmou Klein. divulgou estudo preocupante, Justiça nega acordo entre Vasco e Fazenda Nacional apontando que no ano passado a indústria de transfor‘Manter exportações de Glaxo negocia a venda 2012 será uma façanha’ de ativos para amação Suntory representou apenas 13,25% do PIB, uma queda de 14 pontos percentuais com relação ao patamar de 1985. Na indústria calçadista, a Abicalçados tem chamado a atenção das autoridades brasileiras para a alta carga tributária e a 06/09/2013 falta de incentivos para exporValor Econômico tações de manufaturados. Pág. 4

Heitor Klein comentou a situação

quanto à Via Uno, Klein diz que, embora não tenha a dimensão interna dos fatos, no decorrer da ampliação, houve alguns contratempos (que o dirigente não sabe precisar como observador externo). Esses obstáculos implicaram dificuldades e causaram o desfecho da recuperação judicial. Outro fator que complicou o desempenho da Via Uno foi a

concorrência com os produtos asiáticos, que apresentam um preço mais barato. Klein admite que essa circunstância afeta todas as companhias do setor indistintamente e acrescenta que as importações continuam crescendo. Sobre a questão cambial, o dirigente indica que o atual patamar do dólar está melhor do que foi no passado recente para o setor calçadista. No entanto, ainda não pode ser considerado como bom. Para Klein, a média ideal para a competitividade da indústria brasileira de calçados seria um dólar a R$ 2,45. Apesar desses elementos, o presidente da Abicalçados enfatiza que o setor, financeiramente, está bastante sólido. Particularmente sobre a Via Uno, o executivo aposta na melhora da companhia. A gaúcha Via Uno S. A. Calçados e Acessórios, com sede em Novo Hamburgo, é a gestora das marcas Via Uno e Naturezza. O grupo tem atuação internacional, com produtos vendidos em mais de 100 países nos cinco continentes. A empresa foi procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

Fabricantes de máquinas Intenção de investimentos e equipamentos faturam do setor de material de R$ 7,2 bilhões em agosto construção diminui

26/09/2013 Jornal do Comércio Pág. 13 A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de agosto com faturamento bruto real de R$ 7,266 bilhões, número que representa alta de 6,8% sobre julho. Na comparação com agosto de 2012, o faturamento bruto real foi 2,1% menor. No acumulado do ano até agosto, o setor faturou R$ 52,156 bilhões, baixa de 6,7% ante igual período do ano passado. Os números são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados ontem. O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 10,653 bilhões em agosto, recuo de 0,6% ante julho. Em relação a agosto de 2012, houve alta de 8,8%. No acumulado até agosto, o consumo aparente totalizou R$ 80,277 bilhões, avanço de 5,6% em relação a igual período de 2012. As exportações somaram US$ 1,249 bilhão em agosto, alta de 11,8% ante julho e queda de 3,2% ante o mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 2,722 bilhões em agosto, recuo de 4,6% ante julho e alta de 6,7% na comparação com agosto de 2012. No acumulado do ano até agosto, as exportações totalizaram US$ 7,897 bilhões, baixa de 10,3% ante o mesmo período do ano passado, enquanto as importações alcançaram US$ 21,749 bilhões, avanço de 7% entre os períodos.

A intenção de investir ao longo dos próximos 12 meses diminuiu entre empresários da indústria de materiais de construção. Em setembro, 67% manifestaram intenção de investir, patamar inferior aos 74% de agosto deste ano e aos 81% de setembro de 2012, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O nível atual de utilização da capacidade instalada se manteve em 83% em setembro, mesmo nível de agosto, mas abaixo dos 83% vistos no mesmo mês de 2012. A sondagem apontou que 60% das empresas estão indiferentes em relação à suas expectativas sobre as ações do governo para o desenvolvimento do setor a médio prazo. Outrs 21% das empresas estão pessimistas e 19%, otimistas. A Abramat atribuiu a queda nas intenções de investimento à incerteza sobre a desoneração do IPI para o setor de materiais de construção, após cinco anos de contínua desoneração. Também há incerteza sobre a velocidade de recuperação das vendas para o segmento da infraestrutura, que estiveram fracas em 2012 e neste ano. “As empresas estão em um momento importante de planejar seus investimentos e é um momento bom para o governo anunciar a desoneração para os próximos anos”, afirmou o presidente da associação, Walter Cover.


especial

NOVA OPORTUNIDADE PARA SER REFERÊNCIA DO SETOR C

om o objetivo de apontar os rumos para as práticas da indústria calçadista nacional, a Abicalçados lança a segunda edição do Prêmio Direções, este ano com novidade: foi aberta a categoria Direções Internacionais, que vai premiar a empresa com as melhores práticas no comércio exterior. O Prêmio, que abre inscrições no próximo dia 17 de outubro, terá ainda as categorias Direções Comerciais, Direções de Marketing, Direções Industriais, Direções de Design.

investimentos variam de R$ 300 a R$ 900 para associados da Abicalçados e R$ 600 a R$ 1.800 para não associados da entidade.

Assim como na edição anterior, a premiação irá destacar duas empresas em cada categoria, uma de micro/pequeno e outra de médio/grande porte. As categorias de Destaque Projeto de Sustentabilidade, Jornalista, Personalidade do Setor e Sindicato também foram mantidas.

Os ganhadores recebem Troféu 2º Prêmio Direções Abicalçados; permissão para uso do selo da respectiva edição; divulgação nos canais de comunicação do Prêmio e da Abicalçados; promoção na Revista Direções, publicação especial do 2º Prêmio Direções Abicalçados; promoção em universidades, escolas, congressos, seminários ou outro evento pertinente organizado pela Abicalçados; duas inscrições para o Curso Direções Abicalçados/ESPM; e participação em um anúncio institucional do Prêmio (com todos os vencedores) em edição da Vogue Brazilian Footwear.

As inscrições serão realizadas até o dia 10 de janeiro através do site www.premiodirecoes.com.br, onde a empresa deverá preencher formulário eletrônico que irá gerar login e senha para acesso. Os

Categorias

Direções comerciais Empresa calçadista brasileira que através de ações estruturadas teve incrementos significativos de venda no mercado brasileiro. Direções de marketing Empresa calçadista brasileira que através de ações estruturadas teve incrementos significativos do posicionamento de suas marcas no mercado brasileiro. O coordenador da Unidade de Inteligência da Abicalçados, Cristian Schlindwein, ressalta a importância de se apontar referências positivas para o desenvolvimento do setor calçadista brasileiro. Confira a entrevista: Abinforma: Qual a importância da iniciativa para o setor calçadista brasileiro? Cristian Schlindwein: O Prêmio Direções entrega para as empresas do setor dois grandes resultados: o reconhecimento e as referências em práticas de sucesso. Se por um lado é importante identificar e promover o sucesso de empresários calçadistas em práticas concretas de suas empresas, para o setor em geral também é importante olhar essas práticas como forma de aprendizado. Isso reforça o próprio objetivo da iniciativa em mostrar os caminhos para o crescimento da indústria. Abinforma: Como avalia a primeira edição do Prêmio, em 2012? Como foi a aceitação do mercado? Schlindwein: Acredito que fomos muito felizes na construção da primeira edição. Tivemos uma boa participação de empresas dos principais polos calçadistas do Brasil e o retorno de todos os participantes foi muito positivo em três quesitos: o material de apoio para inscrição dos casos práticos; a qualidade dos especialistas que avaliaram os cases e a premiação em si, que além do evento e troféu, contou com ações de divulgação dos vencedores e um curso exclusivo. Abinforma: A nova categoria, Direções Internacionais, é oportuna, já que aparece num momento de turbulências, no qual somente as empresas realmente fortes em posicionamento de marca sobrevivem no mercado externo. O que levou à formulação desta categoria? Schlindwein: A formulação da categoria foi devido ao próprio

A divulgação oficial do resultado será realizada no evento de premiação no dia 10 de abril de 2014, em Novo Hamburgo/RS. Os finalistas de cada categoria receberão dois convites cada para participar do evento.

Direções industriais Empresa calçadista brasileira que através de ações inovadoras e de gestão moderna desenvolveu sistemas/processos produtivos altamente eficientes e sustentáveis. Direções de design Empresa calçadista brasileira que desenvolve atividades de design de forma integrada e que efetivamente adota a cultura do projeto como uma estratégia empresarial. Direções Internacionais novidade Empresa calçadista brasileira que através de ações estruturadas de posicionamento da marca própria no mercado internacional teve incrementos significativos em vendas no exterior. feedback do mercado, além de estrategicamente criarmos essas referências na gestão de marcas calçadistas no mercado internacional. Por mais que o setor tenha um histórico longo em exportação, esse fato nem sempre tem uma ligação com a inteligência de criação de uma estratégia de internacionalização e de posicionar essa marca no exterior. São os bons exemplos do Prêmio que também nortearão as empresas que ainda não conseguiram ajustar essas estratégias. Abinforma: Como serão feitas as avaliações? Schlindwein: As análises dos casos práticos de todos os participantes são feitas por comitês de especialistas. A Abicalçados buscou estruturar uma rede de renomados profissionais nos temas relacionados às categorias para que a avaliação seja séria, qualificada e isenta de participação da entidade. O formato de avaliação (critérios e pesos) fica à disposição dos participantes já antes da inscrição, no próprio regulamento. Tivemos o cuidado com a transparência na metodologia para realmente ter excelência nos vencedores. Abinforma: Qual a sua expectativa para a segunda edição do Prêmio Direções? Schlindwein: A melhor possível. Além de uma categoria nova, percebemos que o Prêmio Direções já criou seu espaço e foi bem recebido pelos empresários. Não há dúvidas que teremos excelentes cases para apresentarmos ao setor em abril de 2014. Abinforma: Como apoiar a iniciativa? Schlindwein: O lançamento e abertura das inscrições nessa edição foram antecipados para dar ainda mais tempo das empresas realizarem a inscrição e concluir as etapas de diagnóstico e envio do caso prático. Todo o processo é realizado através do www.premiodirecoes.com.br e a partir do dia 17 de outubro será possível conhecer em detalhes o regulamento e iniciar a inscrição.

OLHAR DE ESPECIALISTA

INOVAÇÃO E BOAS PRÁTICAS NO CALÇADO BRASILEIRO Genaro Galli*

A Abicalçados criou, em 2012, o 1º Prêmio Direções Abicalçados, uma iniciativa nobre que tem como objetivo reconhecer empresas e suas boas práticas nas áreas de marketing, comercial, industrial, design e internacionalização. Este prêmio representa para o setor calçadista mais que uma premiação de reconhecimento, tem acima de tudo a missão de promover a inovação do setor, fomentando as melhores práticas de gestão e o compartilhamento de cases de sucesso. Esta iniciativa da Abicalçados vai ao encontro da visão contemporânea de gestão, onde a difusão do conhecimento é a chave para o desenvolvimento das empresas e de um setor. Segundo o guru Peter Drucker, o recurso econômico básico não é mais o capital, os recursos naturais nem a mão de obra, mas o conhecimento. O valor para as organizações é criado pela produtividade e pela inovação, que são aplicações do conhecimento ao trabalho. Diante deste contexto os principais grupos sociais do conhecimento serão os “trabalhadores do conhecimento”, ou seja, gestores que sabem como alocar conhecimento para se adaptar às mudanças contínuas do ambiente. Neste sentido o Prêmio Direções representa um importante caminho para o compartilhamento de conhecimentos e práticas do setor. Visando estimular a competitividade do setor de forma justa, as empresas que se inscreverem nas diversas categorias do prêmio irão competir com empresas do mesmo porte. A organização do Prêmio teve o cuidado de considerar o porte empresarial como critério de avaliação, ou seja, empresas de grande e médio porte e empresas de micro e pequeno porte competem em categorias distintas. Além disso, o júri de avaliação dos cases é formado por especialistas com grande conhecimento prático e teórico na categoria que julgam. Acredito que o Prêmio Direções seja uma oportunidade ímpar para as empresas mostrarem suas práticas inovadoras, independente do porte ou segmento de atuação. As diversas categorias do Prêmio apresentam possibilidades de inovação e trocas de conhecimentos entre as empresas do setor, o que beneficia não somente os vencedores do prêmio, mas todo o setor calçadista brasileiro, revelando as direções e o caminho de como a indústria calçadista brasileira pode se tornar mais competitiva. *Diretor de pós-graduação e extensão ESPM e membro do comitê avaliador da 1ª edição do Prêmio Direções

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abinotícias

ABICALÇADOS E ESPM LANÇAM CURSOS PARA O SETOR A

Abicalçados e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) lançaram uma novidade que promete movimentar o setor calçadista. A escola e a entidade agora contam com cursos de extensão em marketing com foco no setor que serão ministrados na sede da Abicalçados (Rua Júlio de Castilhos, 561, Novo Hamburgo). O primeiro curso, com início no dia 4 de outubro, será ministrado por Rafael Terra. Professor do MBA da ESPM e CEO da Fabulosa Ideia, o profissional será responsável pelas aulas de Marketing Digital. Na metodologia, assuntos que buscam fomentar a utilização adequada das ferramentas de marketing, ampliando a visão do aluno sobre os temas ligados ao estudo, como planejamento, mídia digital, mobile search, ecommerce, redes sociais e web analytics. Abordando Trade Marketing, o segundo curso será ministrado por Rubens Sant’Anna, também professor de MBA da ESPM e sócio diretor da Sant’Anna Inamoto. Com início mar-

Para o diretor dos cursos de Pós-Graduação e Extensão da ESPM, Genaro Galli, os cursos trazem temas contemporâneos ligados ao varejo e indústria de calçados. “Existe um entendimento de que marketing vai muito além da comunicação, servindo para orientar a indústria sobre os movimentos de mercado”, explica. Para o professor, a indústria calçadista tem percebido a importância do marketing nos seus diferentes aspectos, o que deve atrair uma boa participação para a iniciativa. “A nossa expectativa é desenvolver a competitividade do setor através de uma troca de alto nível, pois também buscamos aprender com os gestores”, projeta Galli.

Rafael Terra apresentou curso na sede da Abicalçados, no último dia 10 de setembro

cado para o dia 8 de novembro, o curso busca aplicar a experiência do Trade Marketing na estrutura de gestão das empresas dos ramos industrial, de serviços e varejo. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o setor calçadista, para enfrentar os desafios impostos pela forte con-

corrência nacional e internacional, precisa estar em constante atualização quanto às ferramentas de marketing. “E foi pensando nessa necessidade que a Abicalçados desenvolveu, em parceria com a ESPM, os cursos de Marketing Digital e Trade Marketing, que serão ministrados na sede da entidade a partir do próximo mês”, afirma o executivo.

Ambos os cursos terão as aulas ministradas nas sextas à noite (19h30min às 22h50min) e sábados pela manhã (8h às 13h). O investimento é de R$ 1.496,25, sendo que associados da Abicalçados recebem um desconto de 10%. Informações e inscrições podem ser acessadas no site espm.br/abicalcados.

SETOR CALÇADISTA GANHA NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA NO INTERIOR DE SP A cadeia coureiro-calçadista brasileira comemora mais uma ferramenta de competitividade. No dia 16 de setembro foi apresentado, em Jaú/ SP, o Núcleo de Inteligência Competitiva (NIC) Inova Paula Souza, que irá funcionar no campus da Faculdade de Tecnologia de Jahu (Fatec). O NIC, que tem o objetivo de gerar informações estratégicas para inteligência competitiva do setor coureiro-calçadista, é uma iniciativa da Fatec, Sebrae e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. Com uma estrutura própria de equipamentos e profissionais, o NIC abrigará o Siscompete, projeto desenvolvido pela Abicalçados com o apoio

Sebrae e que coleta e apresenta dados e informações de mercado no site www.siscompete.com.br. “O projeto para desenvolver um sistema de inteligência competitiva para a cadeia produtiva do couro, calçados e artefatos iniciou suas tratativas em 2008. Na pauta vinha a discussão do uso da inteligência competitiva como processo de monitorar e analisar informações relevantes no ambiente em que se está inserido para verificar tendências, desenvolver estratégias, descobrir oportunidades, avaliar riscos e tomar decisões”, explica Igor Hoelscher, da Unidade de Inteligência da Abicalçados e um dos coordenadores do projeto.

Siscompete A Abicalçados é a gestora do Siscompete, sistema que conta com o apoio de outras entidades representativas da cadeia produtiva: Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem (Abiacav). “O sistema viabiliza que o público encontre num único ambiente um conjunto de informações de cada um

dos elos da cadeia, facilitando a tomada de decisões”, destaca Hoelscher. Para o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o Siscompete entra na fase operacional plena com a implantação efetiva do NIC em Jaú. “É um passo relevante de avanço na competitividade da ca-

deia, que tem um ponto forte nessa demonstração de integração”, avalia o executivo. Além das entidades nacionais, participam do sistema de inteligência competitiva os sindicatos das indústrias de calçados de Jaú (Sindicalçados), de Birigui (Sinbi) e de Franca (Sindifranca), todos do interior de São Paulo.

CRÉDITO PRESUMIDO É MANTIDO NO RS A indústria calçadista gaúcha recebeu com alivio o anúncio da prorrogação do crédito presumido de 17% sobre o valor do ICMS para vendas interestaduais. O benefício, que venceu no dia 31 de agosto, foi prorrogado por mais dois meses, terminando em 31 de outubro de 2013. Para o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, a medida é um alívio para

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o setor calçadista gaúcho, que apesar das previsões otimistas de prorrogação, ainda aguardava a publicação no Diário Oficial do Governo do Estado. “Desde que o crédito entrou em vigor, em fevereiro deste ano, os calçadistas gaúchos experimentaram um melhor desempenho nas vendas para outros estados. O benefício reestabelece o equilíbrio no nível da competitividade da indústria Rio Grande do Sul”, avalia.


ficann

“OUVINDO O MERCADO”, FICANN TERÁ NOVA DATA EM 2014

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Feira Internacional de Calçados e Artefatos do Norte/ Nordeste (FICANN), que ocorreu entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, movimentou o setor calçadista das regiões Norte e Nordeste do Brasil com negócios e, especialmente, abertura de novos contatos para os mais de 150 expositores de dez estados brasileiros. Já as datas, que foram apontadas com unanimidade pelos expositores ouvidos pela Abicalçados como um obstáculo para o sucesso ainda maior da feira, serão revistas. “Nós ouvimos o mercado”, foi o recado do presidente da mostra, Abdala Jamil Abdala. Segundo o empresário, que também preside a Francal Feiras, a FICANN de setembro de 2014 será antecipada em três semanas, acontecendo do dia 1º a 3 daquele mês, enquanto que a edição de abril está sendo repensada, já que não poderá ser adiantada para março em vir-

tude da realização do encontro dos BRICs, marcado para o mês três do ano que vem. Para Abdala, a primeira edição da FICANN transcorreu dentro das expectativas. “Mas a avaliação positiva fica por conta de que quem está aqui quer e precisa da feira”, destaca. Segundo ele, fatores como as datas estão sendo repensados para o aproveitamento ainda maior do potencial do Norte e Nordeste, regiões que juntas somam mais de 18 mil CNPJs do varejo de calçados. O diretor-superintendente do Grupo Couromoda, que junto da Francal Feiras promove o evento, Jorge Alves de Souza, avalia que o potencial do mercado da região somado aos investimentos realizados tanto pelo Governo do Ceará como pelas promotoras, é motivo de otimismo para o desenvolvimento da FICANN. “A renda média do nordestino, apesar de ainda ser menor do

ABICALÇADOS PROMOVE TALK SHOE

que em estados do Sul e Sudeste, vem crescendo e este é um fator que será refletido positivamente na feira”, aposta o dirigente, ressaltando a profissionalização e qualificação dos compradores presentes nos três dias de evento. “Também tivemos importadores de países da Europa e América Latina, o que foi bastante positivo”, completa Souza. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o momento econômico vivido pelas regiões Norte e Nordeste do Brasil, com crescimento do potencial de consumo e o apoio dado pelo Governo do Ceará, são fatores que comprovam o acerto da iniciativa. “A Abicalçados apoia a FICANN e entende que é uma feira relevante para um setor pujante na região, que já responde por mais de 40% da produção nacional de calçados e tem na exportação um ponto muito forte, especialmente favorecido pela localização geográfica privilegiada”, ressalta. Segundo o executivo, a primeira edição da feira foi satisfatória e a atitude de revisão de datas é uma demonstração de que os promotores estão atentos aos anseios do mercado A FICANN foi realizada pelo Grupo Couromoda e Francal Feiras, contando com o apoio do Governo do Ceará, Abicalçados, Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac) e Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem (Abiacav). Paralelamente à feira de calçados, aconteceu a Nordeste Prê-à-Porter, mostra de vestuário promovida pelo Grupo Couromoda.

O palco para mais uma edição do Talk Shoe, evento promovido pela Abicalçados nas maiores feiras de calçados do Brasil, desta vez, foi a FICANN. Com grande público, o evento ocorreu no segundo e terceiro dias da mostra com palestras do diretor dos cursos de MBA da ESPM-Sul, Genaro Galli, e da professora de Marketing da Decision/ FGV, Simone Simon. A primeira palestra do dia 25 trouxe o tema “A Magia do Atendimento – Como se Diferenciar e Encantar o Cliente”, onde Simone Simon discorreu sobre a importância da experiência de compra para o consumidor. Inspirando-se nas ideias de Walt Disney, que busca capturar a magia muito além do produto, a professora ressaltou que 90% do valor do produto é experiência e somente 10% é custo. “Hoje o mercado está com produtos muito parecidos, então é cada vez mais importante que as empresas busquem os diferenciais, especialmente no atendimento”, frisou. Segundo ela, é preciso que o cliente seja tratado como um convidado es-

pecial, como ensina a filosofia de Walt Disney. Simone apontou que a qualificação da equipe de vendas é fundamental, devendo-se evitar a alta rotatividade através de uma melhor seleção, treinamento e reconhecimento

Marcas Sob o tema “Construindo Marcas em Mercados Competitivos”, o professor, Genaro Galli, falou sobre o peso das marcas na escolha dos consumidores. Ilustrando com diversos exemplos Galli ensinou como iniciar o “branding”. “É preciso criar, em primeiro lugar, um posicionamento de marca, que deve estar ligado a todos os pontos de contato com o cliente, desde a vitrine até o layout do ponto de venda e exposição do produto”, explicou. O posicionamento, segundo ele, consiste nas associações que a empresa deseja que sejam feitas à marca, através de um conceito claro que leve em consideração relevância, legitimidade e distinção. As palestras foram repetidas no último dia do evento, 26 de setembro.

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PROGRAMA DE PROMOÇÃO ÀS EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS, DESENVOLVIDO PELA ABICALÇADOS EM PARCERIA COM A APEX- BRASIL

MUDANÇA DE DATAS E CONCEITOS AGITAM O CALENDÁRIO DE FEIRAS INTERNACIONAIS E

m um mês que teve GDS, theMicam e Coterie - Sole Commerce, o que chamou a atenção não foram os negócios, o câmbio ou a diversidade de clientes. Este setembro foi marcado pela comunicação de mudanças consideráveis em algumas das maiores feiras

de calçados do mundo. Mudanças que alteram o cenário e, principalmente, o calendário para o próximo ano. A GDS se reposiciona para se transformar em uma feira de promoção das marcas junto ao comprador e, tam-

bém, ao consumidor final. As mudanças, além da antecipação das datas, mexem em localizações e consideram eventos na cidade de Dusseldorf. A theMicam reforça seu conceito de evento comercial, mas também antecipa datas e deve apresentar novida-

A participação de 39 empresas brasileiras na theMicam, que aconteceu entre 15 e 18 de setembro, em Milão, foi positiva, especialmente impulsionada pelo posicionamento de marca acertado e a valorização do dólar. A Democrata atendeu, sozinha, compradores de 36 diferentes países. “Os compradores estão voltando, acredito que em função da valorização do dólar. Foram muitos novos contatos aqui”, comentou Anderson Melo, gerente de exportação da marca.

A última edição da GDS, que aconteceu de 11 a 13 de setembro em Düsseldorf, na Alemanha, foi marcada por mudanças e bons contatos. Foram 17 empresas brasileiras expondo na mostra, que contou com a visita de mais de 20 mil compradores dos cinco continentes. As marcas verde-amarelas participaram através do Brazilian Footwear.

Empolgado com os resultados, João Conrado, diretor de negócios internacionais da Anatomic & Co, destaca o fato de ter tido a melhor feira dos últimos anos, com crescimento de 40% em vendas. Porém, aponta receio quanto às novas datas. “Como coincide com Ramadã (julho), acredito que teremos menos movimento de

carece de uma feira de cunho mais comercial, já que a Coterie se posiciona fortemente como uma feira conceitual e de moda. Leia mais:

www.brazilianfootwear.com.br

BRASILEIROS SÃO SUCESSO NA ITÁLIA

GDS ENCERRA COM NOVIDADES E BONS NEGÓCIOS

Entre as mudanças apresentadas para a próxima edição, um novo conceito que faz da feira uma plataforma para a promoção das marcas, que cada vez mais percebem a GDS como uma oportunidade para divulgação e posicionamento. “Fazer feira é muito importante para nos posicionarmos no mercado”, explica Marli Schuh, gerente de Exportação da Ortopé.

des em março de 2014, em um jantar de gala para expositores e compradores. Outra novidade é a intenção da theMicam em realizar uma feira em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que hoje tem a Costa Oeste atendida pela FN Platform, em Las Vegas, mas que

compradores do Oriente Médio”, prevê. Juntos, os brasileiros realizaram aproximadamente 570 contatos com compradores de mais de 40 países. A expectativa de negócios em decorrência da feira gira em torno de US$ 14 milhões. Cristiano Körbes, coordenador de projetos da Abicalçados, avalia os números e credita os resultados ao trabalho pré-feira realizado pelas empresas. “O agendamento de visitas e o mapeamento dos compradores chave para cada empresa é fundamental para o sucesso na mostra”, explica.

Além do câmbio, que impulsionou a competitividade dos calçados brasileiros na mostra, algumas marcas percebem na theMicam uma oportunidade de posicionamento de marca. Esse é o caso da Raphaella Booz, que expõe na seleta área de designers internacionais, o Visitors. “A participação na theMicam é importante para o posicionamento não só na Europa, mas em diversos países, já que a feira recebe compradores de várias partes do

mundo”, avaliou Marcos Vinícius Booz da Silva, gerente de exportação da marca. Juntos os expositores brasileiros realizaram 1.738 contatos, sendo 846 novos. O valor total de pedidos na feira foi de US$ 11,5 milhões, que podem ser somados a mais de US$ 51,3 milhões em negócios decorrentes da mostra nos próximos 12 meses. Para Cristiano Körbes, coordenador de projetos da Abicalçados, esses números representam a consolidação de um trabalho baseado em investimentos na conquista de novos mercados e na manutenção de clientes internacionais. “O dólar valorizado nos ajuda, mas é preciso um plano de negócios de longo prazo, foco em serviços e parcerias para concretizar a inserção da marca no mercado internacional”, concluiu o Körbes. A participação brasileira foi apoiada pelo Brazilian Footwear.

VAREJO NORTE-AMERICANO É FOCO NA COTERIE/SOLE COMMERCE Com a expectativa de bons dias na economia norteamericana, sete marcas nacionais mostraram seus lançamentos na Coterie/ Sole Commerce, feira que movimentou Nova Iorque, de 17 a 19 de setembro, na sequência da badalada semana de moda da cidade. Apoiadas pelo Brazilian Footwear, as empresas participam da mostra com o objetivo de construir e fortalecer a imagem, reforçar o posicionamento junto ao mercado e, é claro, fazer negócios. “Estar nessa feira é importante para reforçar nosso conceito e estar entre marcas de moda. Durante os três dias,

percebemos o impacto positivo dos compradores junto à marca”, avaliou John Linnehan, gerente de vendas da Ipanema nos Estados Unidos. Para ele, a coincidência de datas com a theMicam, em Milão, fez com que alguns compradores não visitassem a feira. Opinião compartilhada pela designer Irá Salles. “Acredito que muitos compradores estavam na theMicam, em Milão, e acabaram não visitando a feira”, frisou Irá. Juntos, os brasileiros fizeram 280 contatos com importadores de 17 países e fecharam mais de cem pedidos com Estados Unidos, Japão e Equador.

CHINA É O PRÓXIMO DESTINO DO BRAZILIAN FOOTWEAR Onze empresas brasileiras levam a tradição calçadista nacional para a China. Apoiadas pelo Brazilian Footwear, as marcas participam da Micam Shanghai de 11 a 13 de outubro. Stéphanie Classic, Democrata, Vizzano, Beira Rio, Moleca, Molekinha, Modare, Cristófoli, Piccadilly, Piccadilly for girls, Amazonas Sandals, Radamés, Kontatto, Pampili, Sapato-

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terapia, Bibi, Dumond e Capodarte apresentam suas criações voltadas para o potente mercado consumidor chinês, buscando entrar de vez no “Tigre Asiático” e consolidar a imagem verde-amarela. Esta será a segunda edição da mostra, que estreou em abril deste ano. Na edição passada participaram dez

empresas do Brasil, que juntas realizaram 220 contatos com compradores de países como Japão, Rússia, Cingapura, Coreia, Taiwan, Índia, Portugal, além da China. Durante a viagem à China, última parada internacional do Brazilian Footwear no ano, os calçadistas aproveitam para visitar o merca-

do local e também participam do Seminário Brazilian Footwear. No encontro, Cesar Yu, do Centro de Negócios Apex-Brasil em Beijing, abordará temas econômicos; Andreas Grimberg, professor na IFA Paris Shanghai e diretor da Intarsia Holding, falará sobre o mercado, a importância da marca e também trará cases de sucesso; Paulina Val-

verde, do Gold Millennium Group, consultoria contratada pelo Brazilian Footwear para promover match-makings durante a feira, trará os modelos de negócios na China; e Alessio Avancini, da Glimpse, empresa de relações públicas do Brazilian Footwear na China; vai falar sobre a promoção de marcas de moda naquele País.


PROGRAMA DE PROMOÇÃO ÀS EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS, DESENVOLVIDO PELA ABICALÇADOS EM PARCERIA COM A APEX- BRASIL

brazilian footwear

ÁFRICA DO SUL: UM NOVO PAÍS NA MIRA DO BRAZILIAN FOOTWEAR

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om uma população de mais de 51 milhões de habitantes e uma renda per capita de US$ 11 mil, a África do Sul tem chamado a atenção dos calçadistas brasileiros. Atualmente a maior economia do continente africano é considerada mercado-alvo pelo Brazilian Footwear, que entende o País como uma referência de compras para outros países do continente. Nesta direção, no próximo dia 1º de outubro, na sede da Abicalçados, em Novo Hamburgo, será apresentado o Workshop África do Sul, que tem o objetivo de iniciar a discussão junto às empresas associadas ao Brazilian Footwear para a elaboração de um Estudo Estratégico sobre aquele mercado. A apresentação do escopo do estudo será realizada pela consultora Liz Whitehouse, diretora da Whitehouse & Associates que possui mais de 20 anos de experiência em pesquisas de negócios no país sul africano.

Potencial A África do Sul, que registra um crescimento médio de 4% no PIB nos anos recentes, tem um consumo médio de quatro pares per capita, volume não atendido pela pro-

dução industrial estimada em pouco mais de 51 milhões de pares de calçados. Em 2011, o País foi o 13ª maior importador de calçados do mundo, tendo como principal fornecedor a China. Porém, dos 147 milhões de pares importados pelos sul africanos naquele ano, pouco mais de 600 mil eram verde-amarelos. Embora crescente (as exportações para lá aumentaram 56% no acumulado de janeiro a agosto de 2013 no comparativo com igual período do ano passado – de 486 mil para 757,8 mil pares), os embarques de calçados para África do Sul podem ganhar ainda mais impulso através da iniciativa do Brazilian Footwear. O coordenador da Unidade de Inteligência da Abicalçados, Cristian Schlindwein, destaca que o setor percebe a África do Sul não só como um mercado potencial consumidor, mas como uma porta de entrada para o continente africano. “Buscaremos através deste estudo estratégico entender o espaço que o calçado brasileiro pode ocupar, identificar potenciais parceiros de negócios, e principalmente traçar um plano de prospecção para as empresas participantes do Brazilian Footwear”. explica.

Serviço Evento: Workshop África do Sul Promoção: Brazilian Footwear Local: Abicalçados – Rua Julio de Castilhos, 561 - Novo Hamburgo/RS Horário: 18h Inscrições e informações: cristian@abicalcados.com.br

balança comercial COM DÓLAR ALTO, EXPORTAÇÕES DA INDÚSTRIA CALÇADISTA AUMENTAM Embora ainda muito longe da performance padrão, a alta da cotação da moeda norte-americana foi um estímulo para os exportadores de calçados no mês de agosto, mês em que se registrou um incremento de 9,3% nas divisas geradas com os embarques com relação ao mesmo período do ano passado. Em agosto deste ano foram embarcados 9,3 milhões de pares que geraram US$ 92,66 milhões, receita que foi de US$ 84,76 milhões no mesmo mês de 2012. O principal destino dos embarques no acumulado dos oito meses do ano foi os Estados Unidos, para onde foram enviados 6,42 milhões de pares que geraram US$ 121,42 milhões, valor 12,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2012. Apesar dos problemas enfrentados com o protecionismo dos “hermanos”, que já é responsável por mais de 616 mil pares verde-amarelos negociados e retidos na fronteira por questões burocráticas, as exportações para a Argentina aumentaram 21,5% nos oito meses deste ano no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os argentinos compraram 5,9 milhões de pares pelos quais pagaram US$ 87,3 milhões.

MESMO COM ANTIDUMPING, CHINA AUMENTA EMBARQUES PARA O BRASIL A importação, especialmente a de produtos de baixo valor, segue em alta e atrapalhando a vida do industrial no mercado doméstico. No mês passado entraram no Brasil 3,52 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 57,25 milhões, valor 12,6% maior do que agosto do ano de 2012. No acumulado do ano a alta já é de 18,5%. Desde janeiro até agosto deste ano foram importados 27,56 milhões de pares, o que equivale a quase US$ 400 milhões. As principais origens seguem sendo Vietnã e Indonésia, seguidos da China, que apesar do antidumping aumentou em 41% seus embarques para o Brasil no mês passado – comparando com o mesmo mês de 2012. Em agosto os chineses embarcaram o equivalente a US$ 4,87 milhões para terras tupiniquins. No acumulado, o “tigre asiático” segue no terceiro posto entre os exportadores de calçados para o Brasil, com US$ 43,9 milhões em vendas (aumento de 4,6% frente a 2012).

Fonte: MDIC/Abicalçados

No mês passado, o destaque nas importações ficou com a Tailândia. O novo agente do mercado brasileiro, que no mesmo mês de 2012 exportou US$ 618,8 mil, aumentou suas exportações em mais de quatro vezes, fechando agosto com US$ 3,22 milhões em vendas para o Brasil.

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polos calçadistas

COM PRODUÇÃO DE DOIS MILHÕES DE PARES MENSAIS, IGREJINHA SE DESTACA NO SUL DO BRASIL

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ão é exagero dizer que Igrejinha, cidade do interior gaúcho, respira calçado. Com pouco mais de 30 mil habitantes, o município tem sua base na indústria calçadista, que emprega mais de oito mil pessoas direta e indiretamente. O destaque da produção de mais de dois milhões de pares mensais é o segmento feminino (99% dos produtos desenvolvidos). O representante da indústria local é o Sindicato da Indústria de Calçados, Vestuário e Componentes de Igrejinha (Sindigrejinha), fundado em 1977. São 75 empresas associadas, mais de 70% delas de pequeno porte, que tem nas feiras SICC e Zero Grau, que acontecem em Gramado/RS, suas aliadas para o sucesso no Brasil e no mundo. O presidente do Sindigrejinha, Renato Klein, destaca que a média dos calçados exportados é de cerca de 15% da produção, uma vez que muitas empresas não exportam mais devido às dificuldades do mercado externo e a segurança do mercado doméstico. “A indústria calçadista é a principal atividade econômica do município. A vocação do calçado está estampada em cada rua da cidade”, afirma Klein, para quem o ano de 2012 foi bom, apesar da instabilidade econômica que assola o País. Para 2013, a expectativa do dirigente é de estabilidade, já que o mercado interno está recessivo e a valorização cambial ainda não 26.1x19.5.pdf resultou em pedidos. “É necessário 1 7/30/13 4:33 PM

que o câmbio se estabilize no patamar atual por mais alguns meses, para que haja algum reflexo positivo no mercado internacional”, ressalta.

Atuação Klein destaca que o Sindigrejinha vem buscando tornar-se uma entidade mais atuante, mais parceira das empresas associadas, contribuindo para a melhoria da competitividade das indústrias locais. Entre os projetos, uma lista que vai de sustentabilidade à capacitação de unidades de fornecimento, o último apoiado pela Abicalçados e Sebrae. O Caminho Sustentável é o carro-chefe do Sindicato. Trata-se de um programa que objetiva introduzir os conceitos da sustentabilidade nas empresas e comunidade local, desenvolvendo ações ambientais, sociais e culturais. “Tem atingido grande projeção no cenário calçadista nacional e é considerado um dos melhores projetos nesta área no País, tanto que recebeu o prêmio de melhor projeto de sustentabilidade no setor calçadista nacional da Abicalçados”, comenta Klein. Ainda no campo da sustentabilidade, a entidade promove o Projeto de Gestão dos Resíduos Industriais, que visa resolver um dos maiores problemas das indústrias do setor coureiro- calçadista, os resíduos industriais. Klein explica que os resíduos das empresas de Igrejinha agora não são mais enterrados nas Centrais de Resíduos Industriais. “Eles, a

partir do projeto, são transformados em adubo, o qual é exportado, ou recebem tratamento térmico e transformam-se em matéria prima para cimento e também em energia”, explica. A entidade mantém, ainda, o Programa de Capacitação das Unidades de Fornecimento da Indústria, que consiste num projeto que envolve mais de 40 pequenas empresas que fornecem serviços e produtos para as grandes indústrias calçadistas. Através deste projeto o Sindigrejinha está capacitando empresários e gerentes destas pequenas empresas, para melhorar a qualidade dos seus serviços, sua competitividade e rentabilidade.

Pleitos O Sindigrejinha está integrado na Agenda

2020 do Vale do Paranhana, contribuindo com as suas ações para atingir os objetivos propostos no programa. Além disso, a entidade trabalha em outros níveis, como a duplicação da RS 115, que trará desenvolvimento para a comunidade da região. “Também pleiteamos junto ao Senai a construção de uma nova Escola Técnica de Calçados na cidade, para aumentar e qualificar a oferta de mão de obra na região, um dos nossos principais gargalos. O terreno foi doado pela prefeitura e as obras estão iniciando”, relata. Nas esferas do poder público, junto com a Abicalçados, o sindicato trabalha pela redução da carga tributária e apoiando projetos de tratamento térmico dos resíduos industriais junto à Fepam.

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Abinforma - Outubro de 2013  

Informativo mensal da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

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