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novembro 2013 | Nº 268 | ANO XXIII

INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS

Prêmio Direções

Abicalçados 2014 é lançado COM NOVIDADE Inscrições se estendem até o dia 10 de janeiro do ano que vem. Página 5

Unidades industriais de fornecimento em pauta Qualificação e necessidade de regulamentação são fundamentais para o setor. Página 3

Congresso será no México

Automatização premiada

Já está confirmado o local para a 5ª edição do Congresso Mundial do Calçado, evento organizado pela Confederação Europeia da Indústria de Calçados. O encontro, que deve contar com a participação de mais de 600 líderes mundiais do setor, acontecerá na cidade de Leon, em Guanajuato, no México, em novembro de 2014. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, está confirmado. O dirigente irá levar o trabalho que tem sido realizado no Brasil e também os anseios do setor calçadista verde-amarelo, especialmente no que diz respeito à concorrência desleal imposta pelos asiáticos e o crescente protecionismo de parceiros comerciais importantes.

O Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (SOLA), desenvolvido pela Abicalçados e empresas do segmento com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI NH/CB/EV) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), foi vencedor do 16º Prêmio Automação da GS1 Brasil na categoria Inovação no Setor Calçadista. O evento de premiação aconteceu no dia 7 de novembro, em São Paulo/SP.

Bota do Mundo DE FUTEBOL A equipe da Abicalçados, em parceria com a Smile Flame, está organizando a primeira edição da Bota do Mundo, um projeto que visa a inclusão de crianças cadeirantes em uma verdadeira Copa do Mundo da solidariedade. Serão 32 jogadores e ex-jogadores profissionais convidados que farão duplas com crianças cadeirantes, sendo que cada uma delas representará um país participante da Copa do Mundo. O sorteio das duplas e das chaves acontecerá uma semana antes do certame, que será no dia 15 de dezembro na Arena do Grêmio, em Porto Alegre/RS. Veja a apresentação: www.slideshare.net/danielcmattos/ bota-do-mundo-by-smile. Quer colocar o seu nome neste evento histórico? O contato pode ser feito com Roberta Ramos pelo e-mail roberta@abicalcados.com.br.

O SOLA, que iniciará a fase de uso irrestrito ainda em novembro, é a aplicação web que tem a função de integrar a cadeia coureiro-calçadista no que tange a identificação, codificação e troca de mensagens EDI, permitindo que empresas fornecedoras de matéria-prima e fabricantes tenham um ambiente comum para agilizar toda a logística. Mais informações e cadastramento pelo e-mail janaina@abicalcados.com.br.

Atenção empresário Teve início no dia 1º de outubro a obrigatoriedade de preenchimento e entrega da Ficha de Conteúdo de Importação (FCI). Nele, as empresas que utilizam produtos importados na produção deverão preencher o percentual de matéria-prima importada utilizada, que se passar de 40% do preço final do produto terá alíquota do ICMS de 4% nas operações interestaduais e estaduais.


editorial

Esforços reconhecidos também no mercado externo A Abicalçados lançou, na segunda quinzena do final do mês de outubro (leia matéria na página 5), a segunda edição do Prêmio Direções, que mais uma vez irá reconhecer – e premiar – as indústrias do segmento com melhores práticas nas áreas de marketing, industrial, comercial e design. Porém, neste ano, a novidade será a premiação das melhores práticas no mercado externo, o que em tempos de concorrência cada vez mais feroz, por vezes desleal, é fundamental para a sobrevivência dos exportadores. A inclusão da categoria Direções Internacionais foi uma demanda do mercado ouvida pela Abicalçados. Heitor Klein Presidente-executivo da Abicalçados

O objetivo com a nova categoria é, acima de tudo, destacar as empresas que, com estratégias acertadas de promoção de marca no exterior, conseguiram almejar bons resultados mesmo com todas as dificuldades de ordem macroeconômicas e domésticas encontradas. Acreditamos que somente desta forma é possível retomar os patamares que levaram o Brasil para o ranking dos maiores exportadores de calçados do mundo, condição que infelizmente tem sido perdida com a competitividade enfraquecida pelo “Custo Brasil”, instabilidade cambial, crescente protecionismo de parceiros comerciais

importantes e pelas crises que se abatem nos nossos mercados mais tradicionais. Além das categorias listadas, que por uma questão de isonomia irão premiar duas empresas cada – uma de micro/pequeno e outra de médio/grande portes -, o Prêmio irá destacar o melhor projeto de sustentabilidade, o jornalista autor da melhor reportagem ou artigo, o sindicato com maior número de empresas engajadas na iniciativa e a personalidade do setor calçadista.

Expectativa A expectativa é de que, mais uma vez, tenhamos o setor calçadista brasileiro como o grande vencedor, já que as empresas destacadas devem servir como referência positiva, neste caso não para os “concorrentes”, mas para os agentes que fazem a excelência do produto verde-amarelo.

Convite Será mais uma grande festa do calçado brasileiro, marcada para acontecer no dia 10 de abril, ocasião em que também estaremos comemorando os 31 anos de atuação da Abicalçados. E vocês são todos convidados de honra!

CONSELHO DELIBERATIVO PRESIDENTE:

Renato Klein, Ricardo José Wirth, Rosnei Alfredo da Silva, Sérgio Gracia e Thiago Borges.

Paulo Schefer

CONSELHEIROS

PRESIDENTE-EXECUTIVO:

Caetano Bianco Neto, Caio Borges Ferreira, José Carlos Brigagão Do Couto, Júnior César Silva, Lioveral Bacher, Marco Lourenço Müller, Milton Cardoso, Paulo Roberto Schefer, Paulo Vicente Bender,

ABINFORMA é o informativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

Heitor Klein

Nº 268 Novembro | 2013 Ano XXIII

CONSULTORES

EDIÇÃO

Adimar Schievelbein, Edson Morais Garcez e Rogério Dreyer

Será mais umA grande festa do calçado brasileiro, e vocês todos são convidados de honra

Alice Rodrigues (Mtb. 12.832) e Diego Rosinha (Mtb. 13.096)

TEXTOS

CONTATO

Alice Rodrigues Diego Rosinha Roberta Ramos

Rua Júlio de Castilhos, 561 Novo Hamburgo/RS - Cep: 93510-130 Fone: 51 3594-7011 Fax: 51 3594-8011

FOTOS Equipe Abicalçados e divulgação

PRODUÇÃO GRÁFICA Gabriel Dias

E-mail: diego@abicalcados.com.br abicalcados@abicalcados.com.br www.abicalcados.com.br @abicalcados fb.com/abicalcados

abi na mídia 8

Quarta-feira 9 de outubro de 2013

Jornal do Comércio - Porto Alegre

Economia

Affonso Ritter

aritter20@gmail.com

Nova fase da Luterprev

A Luterprev Previdência Privada, de Porto Alegre, nascida sob o patrocínio e incentivo da Igreja de Confissão Luterana no Brasil e da Rede Sinodal de Educação, entra em nova fase no começo de novembro com a troca de seu diretor-geral, Éverson Oppermann, que iniciou e dirigiu com eficiência a entidade durante seus 20 anos. Tanto que os ativos ultrapassam hoje os R$ 100 milhões, liderando a comercialização de planos PRGP (Planos de Remuneração Garantida e Performance) no Brasil. Em paralelo a seus objetivos previdenciários, a Luterprev iniciou e patrocina até hoje duas importantes iniciativas de cunho social e educativo: os programas de Educação Financeira e de Comunidades Autossustentáveis.

Em seis idiomas

A comitiva da Fifa que vistoriou nesta semana as obras do estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo 2014 foi presenteada com um pen drive contendo material de divulgação do Inter em seis idiomas - inglês, espanhol, alemão, italiano, japonês e mandarim - versões preparadas pela Traduzca. O secretário-geral Jérôme Valcke recebeu ainda do presidente Giovanni Luigi uma placa em inglês de boas-vindas.

O sutiã solidário

A Gillerie Lingerie e Sleepwear lança, em parceira com o Imama, uma série especial e limitada de sutiã que terá parte do valor das vendas revertida para o Outubro Rosa. De microfibra rosa com aplicações em renda rosa e bojo em bolha, está à venda até 21 deste mês na loja Gillerie e no estande do Imama no Moinhos Shopping a R$ 59,90.

Nautos vai a feiras

04/10/2013 Exclusivo On Line exclusivo.com.br

A Nautos, de Caxias do Sul, se prepara para fechar 2013 em grande estilo, participando de duas das maiores feiras mundiais do setor náutico. De 10 a 14 deste mês, expõe no US Sail Boat Show, em Annapolis, estado de Maryland. E, de 19 a 21 de novembro, leva seus acessórios e ferragens para Marine Equipment Trade Show em Amsterdam. As exportações já representam 40% de suas vendas.

Novo site da Varal

O site da empresa gaúcha de cama, mesa e banho Varal passou por reformulações e está no ar com novos recursos e design modernizado, desenvolvido pela Grito Empresarial. A Varal cresceu rápido e já é hoje uma rede de seis lojas, localizadas em Porto Alegre e Canoas.

Padrão de segurança estilo Israel

África do Sul na mira dos calçadistas brasileiros Com um potencial de consumo em notável crescimento entre as nações emergentes, a África do Sul se destaca como um dos novos alvos da indústria calçadista nacional. Para analisar o atual cenário econômico e as oportunidades de negócios com o país, a Abicalçados promoveu, nesta terça-feira (1º de outubro), um workshop para apresentar dados sobre a indústria e o varejo locais. As informações foram analisadas pela Whitehouse & Associates, que mostrou dados relativos à importação de produtos e ainda apontou características do comportamento de compras sul-africano.

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abinforma - novembro 2013

A Squadra - Gestão de Riscos foi a responsável pelo plano de segurança na inauguração da nova unidade da AEL Sistemas em Porto Alegre, que aconteceu semana passada, com as presenças do governador Tarso Genro, do embaixador de Israel no Brasil e de comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha do Brasil. Embora a solenidade tenha sido só para convidados, o esquema de segurança foi com forte estrutura de controle de acessos, varredura antibombas e um grande perímetro livre para a circulação dos presentes. A AEL, considerada centro de excelência em tecnologia de defesa, faz parte do grupo israelense Elbit Systems, daí a preocupação em oferecer à solenidade um esquema de segurança ao estilo Israel.

ATENDIMENTO AO ASSINANTE.

LIGUE: (51) 3213.1313 de segunda a sexta-feira das 7h às 18h30min.

05/10/2013 Diário do Nordeste (CE) diariodonordeste.globo.com

COMÉRCIO EXTERIOR

Protesto bloqueia ingresso de caminhões argentinos Calçadistas reclamam da demora da Argentina para liberar as LIs Patrícia Comunello patriciacomunello@jornaldocomercio.com.br

Trabalhadores ligados aos setores calçadistas do Rio Grande do Sul bloquearam ontem em Uruguaiana o ingresso de caminhões oriundos da Argentina. O protesto, com mais de 220 participantes e que começou por volta de 9h, no lado brasileiro da ponte que liga a cidade gaúcha a Paso de los Libres, é uma retaliação informal à demora na liberação de licenças de importação (LIs) pelo governo portenho e que estaria gerando até agora estoque de mais de 600 mil pares de calçados já encomendados das indústrias do Estado. A ação vizinha pode afetar até 1 milhão de pares, considerando novos pedidos na largada da coleção primavera/verão. O acesso de caminhões foi liberado por volta de 20h30min, após o comunicado de decisão da Justiça para a liberação da ponte e de outros acessos rodoviários à região. Os líderes dos manifestantes informam que a medida, imposta pela Argentina para obter superávit em sua balança comercial, provoca demissões e fechamento de fábricas na região dos vales do Sinos e do Paranhana, onde está a maior parte das fabricantes. O protesto começou a ser programado há pouco mais de 15 dias. A decisão ocorreu logo após conversas com o governo estadual, que admitiu não ter ascendência na busca de soluções. Os deputados estaduais João Fischer (PP) e Álvaro Boéssio (PMDB) ajudaram na organização da ação e estavam no ato. Boéssio disse que reuniões com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e governo estadual não adiantaram. “O governo argentino resolve embargar e embarga”, resume o peemedebista. As medidas atingem ainda móveis e itens de alimentação exportados ao país. O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Taquara, Sílvio Antônio Kirsch, disse que em sua base são 4 mil trabalhadores. “Decidimos fazer o protesto e vamos ficar até quinta (amanhã). Só vai daqui para lá, de lá não vem para cá”, avisa Kirsch. O sapateiro informa que duas fábricas fecharam as portas em Taquara desde junho, devido aos problemas com a Argentina,

DANIEL GRASSMANN/DIVULGAÇÃO/JC

Longe de ser Observador brincadeira, mercado infantil chega a movimentar R$ 50 bi [...] O segmento infantil também vem se destacando no setor calçadista, crescendo acima dos índices da produção total de calçados. Dados da Abicalçados revelam que enquanto a produção global de calçados do País cresceu aproximadamente 5,5% entre 2011 e 2012, passando de 819 milhões para 864 milhões de pares, no segmento infantil o incremento foi de 12,7%, de 164 milhões para 184,9 milhões de pares.

Manifestação reuniu mais de 220 trabalhadores em Uruguaiana

gerando mais de 130 demissões. “Uma delas produzia 700 pares ao dia”, lamentou o dirigente sindical, que apontou cerca de dez dispensas por semana pelas fabricantes que enfrentam o regime de contingência. Não há número do total de demissões. Desde 2012, a imposição de licenças e prazos maiores, além dos previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), só aumentam. Os produtos solicitados por varejistas do país estariam em caminhões na fronteira, em transportadoras e nas próprias empresas. O volume é calculado pela Associação Brasileiras das Indústrias de Calçados (Abicalçados). A pressão tenta convencer o país vizinho, parceiro de Mercosul, a flexibilizar a contingência para que as mercadorias possam chegar às lojas a tempo do Dia das Mães na Argentina, comemorado no próximo fim de semana, quando também começam as vendas das coleções de primavera e verão. O consulado argentino em Uruguaiana disse que não poderia se manifestar sobre o ato, pois o tema deve ser tratado pela embaixada do país em Brasília. Em nota, o MDIC diz que está a par dos problemas ocorridos na fronteira com a liberação de mercadorias brasileiras e mantém contatos permanentes com autoridades argentinas com o

09/10/2013 Jornal do Comércio Pág. 8

objetivo de normalizar o fluxo comercial com o país vizinho. Segundo a assessoria de imprensa, o secretário executivo da pasta, o gaúcho Ricardo Schaefer, e o titular da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Daniel Godinho, estão fora do País em agendas em outros continentes. Nos últimos meses, dirigentes da Abicalçados e parlamentares têm se reunido com o governo federal em busca de ações para convencer o governo vizinho, que é irredutível. Desde agosto, a demora nas liberações cresce. O chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Uruguaiana, Jorge Nunes, explicou que por volta de 10h30min foi acertada a liberação do fluxo de veículos vindos do Estado para o lado argentino e de carros de passeio oriundos do território vizinho. No começo, o bloqueio foi total. Por volta de 11h30min, 11 caminhões que haviam sido parados sobre a ponte e impedidos de ingressar puderam seguir viagem para o Brasil. Nunes citou que os motoristas estavam sob o sol, sem água e comida, o que serviu de argumento para convencer os manifestantes. No fim do dia, estimava-se que mais de 500 caminhões estavam parados do lado Argentino, carregando principalmente componentes automotivos e carros. O fluxo diário de caminhões é estimado em 600.

Protesto bloqueia ingresso de caminhões argentinos Trabalhadores ligados aos setores calçadistas do Rio Grande do Sul bloquearam ontem em Uruguaiana o ingresso de caminhões oriundos da Argentina. O protesto, com mais de 220 participantes e que começou por volta de 9h, no lado brasileiro da ponte que liga a cidade gaúcha a Paso de los Libres, é uma retaliação informal à demora na liberação de licenças de importação (LIs) pelo governo portenho e que estaria gerando até agora estoque de mais de 750 mil pares de calçados já encomendados das indústrias do Estado.

Na casa do adversário Depois de muito sofrerem com a concorrência asiática, especialmente a chinesa, os fabricantes de calçados nacionais resolveram dar o troco na própria casa dos competidores. De olho no alto potencial do mercado consumidor da China, 18 marcas de 11 empresas brasileiras estão participando de uma feira em Xangai, até amanhã. Coordenador de projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes acredita que já há sinais positivos para as indústrias nacionais no varejo chinês, com base na experiência internacional da marca e na agregação de valor para o consumidor.

12/10/2013 Zero Hora - Maria Isabel Hammes Pág. 18

21/10/2013 Jornal NH Pág. 11

Prêmio Direções terá nova categoria em 2014 O Prêmio Direções, que foi bem recebido pelo setor calçadista em sua estreia neste ano, terá uma segunda edição em 2014. A Abicalçados divulgou o inicio das inscrições em evento na sede da entidade, em Novo Hamburgo. E para o segundo ano, a entidade lançou uma nova categoria, destinada a premiar a empresa com as melhores práticas no comércio exterior. Conforme o coordenador da Unidade de Inteligência da Abicalçados, Cristian Schlindwein, o novo destaque foi criado a partir do feedback do mercado. “Com isso, teremos 14 empresas ou projetos premiados em cinco categorias e quatro destaques”, detalha.

Sapatos brasileiros querem conquistar o mundo [...] Em um país com mais de 200 milhões de habitantes e uma dinâmica classe média com acesso a crédito, os sapatos têm um mercado interno vasto e seguro mas, agora, querem ir mais longe. O Brasil exporta seus sapatos para cerca de 150 países. O maior desafio é entrar no coração do maior produtor mundial, a China, que em 2011 produziu mais de 10 bilhões de pares de sapatos, segundo dados da Abicalçados. Um programa dessa associação com a promotora de exportações Apex estimula o plano. 31/10/13

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NOVA YORK, 31 OUT 2013 (AFP) - 31/10/2013 Lucro da ExxonMobil cai 18% no terceiro trimestre

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Atualidade Sapatos brasileiros querem conquistar o mundo

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Clássicos, simples ou ousados; de couro exótico ou de plástico colorido, a indústria de sapatos brasileira - a terceira maior do mundo - busca seu caminho no mercado internacional, tentando desviar de alguns percalços em termos de competitividade e qualidade. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes e uma dinâmica classe média com acesso a crédito, os sapatos têm um mercado interno vasto e seguro mas, agora, querem ir mais longe. Moda e sapatos são parte de uma indústria que está em festa com a 36ª edição da Semana de Moda de São Paulo, a maior da América Latina. "O crescimento do mercado doméstico foi muito significativo desde 2008", disse à AFP, Heitor Klein, presidente da associação industrial Abicalçados. Em 2012, a produção foi de 864 milhões de pares, 5,5% a mais que no ano anterior. Pouco mais da metade destinada ao segmento feminino. Contudo, as exportações (113 milhões de pares) caíram para 1,09 bilhão de dólares, 15,7% a menos em relação a 2011, o que demonstra que o país tem dificuldades para abrir caminho no mercado externo em um mundo atingido pela crise. "No Brasil a competitividade está desajustada. A ques tão tributária, a mão de obra e a falta de infraestrutura adequada para as exportações encarecem nossos produtos", comentou Klein. "A indústria brasileira se volta muito para o mercado interno. Não é competitiva no exterior nem tem qualidade para disputar mercados de primeira", disse Lauri Müller, representante para o Brasil da feira Global Shoes da Alemanha, uma das maiores do mundo. A conquista da China O Brasil exporta seus sapatos para cerca de 150 países, com Estados Unidos, Argentina e França na liderança, focando principalmente um

OUT 2013

segmento de mercado intermediário quanto à qualidade e preço. Trata-se, sobretudo, de sapatos vendidos a marcas estrangeiras que os comercializam com suas etiquetas, embora aos poucos venham aumentando as exportações de marcas próprias, entre as quais estão Capodarte, Azaleia, Via Uno e Arezzo, que já têm forte presença no mercado local. O maior desafio é entrar no coração do maior produtor mundial, a China, que em 2011 produziu mais de 10 bilhões de pares de sapatos, segundo dados da Abicalçados. Um programa dessa associação com a promotora de exportações Apex estimula o plano. "O processo começou há cerca de três anos com oito empresas e hoje já são 12 as interessadas", comentou Klein. O Brasil já exporta sapatos para a China desde 2011, mas é um processo ainda muito incipiente. Plástico ou couro de serpente? Os dois. O Brasil tem dois exemplos de marcas consagradas dentro e fora do país: as famosas Havaianas e os sapatos Melissa. Imitadas em todo o mundo, as Havaianas foram inspiradas nos chinelos usados pelos imigrantes japoneses. Os modelos mais simples podem ser comprados por cinco dólares, mas os preços aumentam à medida que as coleções são mais exclusivas. Essas sandálias de plástico eram usadas pelas classes mais pobres do Brasil, mas 50 anos depois, são objeto de desejo de todos. Hoje, as Havaianas obtêm 24% de sua receita fora do país. Em 2012, foram produzidos 229 milhões de pares. "As Havaianas se transformaram em uma marca muito associada à alegria, à cor e ao verão", disse à AFP Carla Schmitzberger, diretora da unidade de negócios. Criada em 1979, a Melissa já vende seus coloridos sapatos, também de plástico, em mais de cem países. Seus modelos muito elaborados com colaboração do designer Karl Lagerfeld ou da arquiteta Zara Hadid - incluem saltos altíssimos e aplicações de corações ou bocas vermelhas. A Melissa tem um local próprio em Nova York e para o primeiro semestre de 2014 pretende abrir um em Londres. Timidamente, o mercado dos sapatos de luxo também cresce, apesar de a moeda forte do país não colaborar para a produção local. A designer Paula Ferber produz sapatos caros em couros de crocodilo, de serpente ou de peixes amazônicos. Um par pode custar até 900 dólares. Atualmente, comentou à AFP, negocia com um dos sócios do grupo francês L'Occitane para expandir as vendas, sobretudo para a Europa e o Oriente Médio. "Estamos tentando reduzir custos. Por enquanto, não fazemos mais que 1.500 pares por mês", comentou. Gosto

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29/10/2013 Agence France Presse (AFP) afp.com NOSSAS FILIAIS

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especial

Unidades industriais de fornecimento em pauta

C

om mão de obra cada vez mais escassa, a indústria calçadista busca na regulamentação da terceirização uma saída para trabalhar com as unidades industriais de fornecimento, atividade fundamental para o setor. Paralelamente ao trabalho político de apoio ao Projeto 4330, que tramita no Congresso desde 2004 e que busca a regulamentação de uma atividade quase tão antiga quanto a indústria, a Abicalçados trabalha em sinergia com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ RS) para a capacitação das micro empresas no Rio Grande do Sul, mais especificamente nos vales do Sinos e Paranhana.

Estive recentemente na Câmara dos Deputados para defender a aprovação do Projeto de Lei 4.330 de 2004, do deputado Sandro Mabel, que regulamenta a terceirização de atividades pelas empresas. Ouvi naquela oportunidade os argumentos contrários e favoráveis ao mesmo. Diante de tudo que estava vendo e ouvindo fiquei pensando no seguinte: a empresa que terceiriza, terceiriza por quê? E as respostas que foram surgindo me auxiliaram a compreender melhor a questão e a reafirmar alguns pontos de vista.

Ações

Em novembro do ano passado aconteceu a Audiência Pública do Ministério Público do Trabalho em Novo Hamburgo. No encontro, em que participaram representantes da indústria calçadista, trabalhadores, procuradores, auditores fiscais do trabalho e profissionais do direito, foi distribuída uma Notificação Recomendatória aos empresários. No documento constavam requisitos mínimos para regular a terceirização na indústria calçadista. Na oportunidade, a procuradora do trabalho de Novo Hamburgo, Patrícia Sanfelice, comentou que existe uma grande quantidade de inquéritos civis em tramitação na Procuradoria e que é preciso encontrar uma forma de regular a atividade para dar segurança tanto ao trabalhador como ao empresário.

Insegurança jurídica Para o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, a regulamentação da terceirização na indústria irá trazer modernidade e uma maior proteção ao trabalhador. “A falta de regulamentação do trabalho terceirizado, essencial para setores como calçados, construção civil, petróleo e gás, para citar somente três, gera enorme insegurança jurídica, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras”, comenta, acrescentando que essa insegurança já gerou cerca de 13 mil ações no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre terceirização somente na administração pública. Segundo ele, o Projeto de Lei 4330 coloca o País na modernidade ao permitir a terceirização em qualquer atividade da empresa. Cabe exclusivamente à empresa decidir qual atividade terceirizar. “Ao contrário das centrais sindicais, como a CUT, que vociferam contra o projeto sem analisá-lo detidamente, o PL dá proteção aos trabalhadores terceirizados, pois fixa como regra a responsabilidade subsidiária (indireta) da empresa contratante no caso de não cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da empresa contratada”, afirma Furlan, citando, ainda, que o PL cria a garantia de 4% do valor do contrato como forma de dispor de recursos para eventual descumprimento dos direitos trabalhistas e estabelece que enquanto os serviços contratados forem executados nas dependências da contratante ou em local por ela designado os empregados da contratada deverão ter acesso aos mesmos serviços de alimentação, transporte e atendimento ambulatorial oferecidos

Terceirizando problemas Eduardo Pastore*

Para o consultor jurídico da Abicalçados, Rogério Dreyer, a terceirização é um caminho sem volta para a indústria. “Não queremos a precariedade do trabalho, pelo contrário, queremos a regulamentação para que as empresas tenham tranquilidade para trabalhar e os trabalhadores sejam protegidos. Sem regulamentação a proteção a eles também fica fragilizada”, afirma.

Desde 2009 a entidade calçadista trabalha forte junto aos órgãos públicos para a regulamentação do processo e também pela capacitação das prestadoras de serviços, para a qual conta com o apoio fundamental do Sebrae/RS. A aproximação com a Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego se deu a partir de 2011. “Em junho de 2012 instituímos o Comitê de Terceirização da Abicalçados, que reúne representantes das indústrias, especialistas do direito e representantes dos trabalhadores”, conta Dreyer. Antes da definição do Comitê, em maio do ano passado, a Abicalçados promoveu o Seminário da Terceirização, que contou com especialistas da indústria, do direito e dos trabalhadores. O evento trouxe à tona um debate importante e que a partir daquele momento não saiu mais do meio calçadista. Posteriormente, reuniões foram feitas em Brasília com o intuito de criar uma rede de apoio ao projeto de regulamentação do trabalho terceirizado.

Olhar de especialista

pela contratante ao seu quadro de pessoal. “Trabalho precário é, na verdade, o trabalho informal, em que o empregado não tem sua carteira assinada e, dessa forma, direito à Previdência Social e FGTS. O trabalhador tem todos os seus direitos trabalhistas garantidos com o PL”, conclui.

A visão dos trabalhadores O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados de Parobé, no Rio Grande do Sul, João Nadir Pires, afirma que a regulamentação da terceirização seria válida desde que não houvesse riscos e descumprimento dos direitos trabalhistas. Pires ressalta que o debate deve ser fomentado para que os trabalhadores, efetivamente, não percam direitos com a regulamentação. Segundo ele, parte da categoria tem se colocado contra a regulamentação por se preocupar com os efeitos negativos que isso pode causar. “Acredito que os pontos fracos estejam na possibilidade de contratação de prestadores para qualquer atividade, a redução de direitos e a preocupação com o desemprego”, aponta. Por outro lado, o sindicalista acredita que a aproximação entre as entidades patronais e dos trabalhadores é de extrema importância para o aperfeiçoamento do projeto, já que a terceirização é uma realidade crescente no segmento.

Capacitação Paralelo ao debate para a regulamentação da terceirização, a Abicalçados tem trabalhado em conjunto com o Sebrae/RS e o Sindicato das Indústrias de Calçados de Igrejinha pela capacitação das unidades industriais de fornecimento dos vales do Sinos e Paranhana. Lançado em janeiro deste ano, o Projeto de Capacitação das Unidades Industriais de Fornecimento tem como objetivo trabalhar a gestão nas micro e pequenas empresas prestadoras de serviços para médias e grandes indústrias de calçados (âncoras). No total são oito âncoras que indicaram uma centena de unidades para que o trabalho de capacitação fosse intensificado através da consultoria especializada do Sebrae. Uma das gestoras da iniciativa, Carolina Rostirolla, ressalta que a importância do projeto de capacitação se dá pelo fato de que a quase totalidade dos proprietários das empresas terceirizadas é formada por profissionais oriundos do setor industrial, os quais não foram preparados para gerir empresas. “São sapateiros empreendedores, que conhecem bem os processos produtivos mas, muitas vezes, não possuem conhecimentos para administrar uma empresa”, explica Carolina.

O fato mais evidente é que a empresa que terceiriza deseja que outra faça o que ela não faz. Além disso, deseja que quem realize essa função o faça com mais eficiência, visto que é especialista no que faz. E deseja também fazê-lo com segurança jurídica, já que vai entregar a execução de parte de sua atividade a um terceiro. Ou seja, a empresa terceirizadora precisa, necessariamente, cumprir com toda a legislação trabalhista, tributária e fiscal. O PL 4.330 prevê exatamente isso. Sua lógica é promover a terceirização com segurança jurídica e garantia de existência de trabalho decente. Para isso, dos seus 21 artigos, 17 tratam da proteção aos trabalhadores terceirizados. Os que são contrários ao projeto sustentam que as fraudes atualmente existentes com a terceirização não permitem que esta seja ampliada, nem mesmo regulamentada. Decorrente desta premissa, defendem que a terceirização deve ser simplesmente combatida até a sua extinção, uma vez que significa precarização das relações de trabalho. Ora, essa é uma premissa equivocada. Das 3 milhões de ações trabalhistas que ingressam anualmente nos tribunais do trabalho, 90% advêm da contratação direta de empregados e não de terceirizados. Partindose então do mesmo príncípio, justificaria dizer que a CLT deveria ser combatida, uma vez que é geradora de seu descumprimento. Nada mais insano, não é? O PL do deputado Sandro Mabel prevê ainda que se terceirize outras atividade além das atividades-meio da empresa. E isso porque as leis da competitividade estão exigindo esse ajuste. Afinal, as leis do trabalho são regidas pelas leis do mercado - ainda que aqueles que não pensem assim vejam essa posição como uma blasfêmia. É simples assim, e nossas empresas estão sofrendo com o problema. E enquanto assistia aos ataques irracionais contra o projeto da terceirização na Câmara dos Deputados, as empresas concorrentes das brasileiras continuavam ganhando competitividade e mercado, valendo-se cada vez mais da terceirização. No Brasil, sindicalistas com astigmatismo, o poder judiciário trabalhista com miopia e procuradores do trabalho desconectados da realidade da empresa, insistem no mantra da fraude, justificando que como esta existe - e não se nega que existe mesmo - então o Brasil deve optar pelo atraso, não regulamentando a terceirização. Para eles, devemos deixar tudo como está. Está ruim, mas está bom. E preferem não entender - sim, porque todos são inteligentes para saber - , que o PL defende o emprego terceirizado e não apenas os empregados. E quem gera emprego é a empresa, composta por trabalho e capital. O PL de Sandro Mabel olha para os dois. *Mestre em Relações Sociais pela Pontifícia Universidaade Católica de São Paulo (PUC-SP), é advogado trabalhista

Leia mais:

www.abicalcados.com.br novembro 2013 - abinforma

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abinotícias

Couromoda apresenta novidades para 2014 D

e olho no dinamismo do mercado calçadista brasileiro, o Grupo Couromoda prepara mudanças na organização da feira calçadista para 2014. A renovação foi apresentada no último dia 10 de outubro em seminário realizado em Novo Hamburgo/ RS, que contou com a presença de líderes do setor, empresários e imprensa. Durante o encontro, além das mudanças na mostra que acontecerá entre os dias 13 e 16 de janeiro no Anhembi, foram proferidas palestras sobre como maximizar a participação na feira e perspectivas do varejo para as vendas do final de ano e 2014. O seminário também visitou Franca/SP, no dia 17 de outubro; e São Paulo/SP, em 29 de outubro.

com entidades varejistas e Sebrae vislumbrando uma maior atração de lojistas de todo o Brasil, a volta dos desfiles de lançamentos expostos na feira – serão oito diariamente -, o esforço para a atração de mais de dois mil compradores internacionais e um estreitamento do relacionamento entre expositores e lojistas através de eventos paralelos de confraternização. “O nosso trabalho será no sentido, também, de aproveitar o atual momento para a exportação, com uma situação cambial melhor. Vamos focar nossas ações em mercados da América Latina, Europa e Oriente Médio”, explicou o presidente do Grupo Couromoda, Francisco Santos.

Entre as principais ações para 2014, destaque para o trabalho mais forte

A atração dos lojistas para os últimos dias da feira também será foco do tra-

Lojistas

balho da promotora para 2014 através da “Promoção ótimos negócios todos os dias”, que irá promover o sorteio de dois carros zero km para participantes que estiverem no último dia do evento. “Os cupons serão retirados somente no terceiro e quarto dias da Couromoda e só poderá levar o carro quem estiver no pavilhão no momento do sorteio – 16hs do dia 16”, ressaltou Santos. O trabalho será reforçado, ainda, pela iniciativa Couromoda Viagens, braço do Grupo que, através de parceria com a TAM, irá proporcionar passagens aéreas e pacotes diferenciados para os visitantes. De acordo com o projeto, as passagens compradas via site www.couromodaviagens.com.br para o período de 10 a 19 de janeiro de 2014 terão descontos de 25% para voos da TAM.

Perspectivas Apontando perspectivas para o varejo de calçados para o final de ano e 2014, o presidente da Ablac, Antoniel Lordelo e o conselheiro da entidade, Carlos Ajita, falaram sobre as experiências do varejo para as vendas de calçados nos próximos períodos. O presidente da associação dos lojis-

tas ressaltou que quando o comércio contabiliza bons resultados nas vendas para o Dia dos Pais, os negócios para o período de final de ano tendem a ser satisfatórios, fato que deve se concretizar também em 2013. “As expectativas para os últimos meses festivos deste ano são de um crescimento médio de 6%”, disse.

Seminário discute gestão de resíduos na indústria calçadista A importância da aplicação da sustentabilidade na gestão de resíduos foi a tônica do 1º Seminário de Resíduos Sólidos da Indústria Calçadista, que aconteceu no dia 2 de outubro, na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo/RS. O evento, promovido pela Feevale e Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul (SCIT-RS), teve o apoio da Abicalçados e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). Abrindo o painel de Inovação X Sustentabilidade X PNRS, a diretora do Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo (Lassu/USP), Teresa Cristina Carvalho, apresentou o Programa Origem Sustentável, uma iniciativa da Abicalçados

e Assintecal que tem como objetivo certificar as indústrias do setor que adotam processos de produção sustentáveis tanto do ponto de vista ambiental como social, cultural e econômico. Lançado no início deste ano, o programa já tem a adesão de 52 empresas. “Em recente pesquisa do MIT, foi registrado que 70% das indústrias já colocam a sustentabilidade nos seus modelos de inovação”, disse.

PNRS O cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/2010 e que entra em vigor a partir de 2014, também foi abordado pelos especialistas. Com ênfase na redução da geração de resíduos sólidos pela indústria, a legislação

pretende aumentar o nível de reciclagem, dar o destino adequado aos rejeitos, provocar a inclusão social dos catadores e a conscientização para um consumo sustentável na sociedade brasileira.

Cases No final do evento foram apresentados os cases do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas e o Sindicato das Indústrias de Calçados de Igrejinha. O primeiro, que desde 1996 possui o projeto Produção Consciente = Amanhã mais feliz, foi apresentado por Grasiele Huff, e o segundo, Caminho Sustentável, pelo consultor Luis Coelho. Ambos têm na gestão de resíduos e nas ações ambientais e sociais, especialmente na educação ambiental, seus mais fortes pilares.

Designer de São Leopoldo/RS ganha bolsa de estudos em Milão Um designer de São Leopoldo/RS foi o maior de todos os vitoriosos da 19ª edição do Prêmio Francal Top de Estilismo. Além do prêmio em dinheiro e troféu referente à terceira colocação na categoria “Bolsa”, o gaúcho foi contemplado com o prêmio máximo da noite ao ser sorteado para estudar três meses na Moda Pelle Academy, de Milão, uma das mais importantes escolas de design em calçados e bolsas do mundo. Eders Ovídio Kunrath não fez questão de esconder a emoção e revelou que ainda não assimilou todas as vitórias conquistadas por meio do Prêmio. “A ficha mal tinha caído com o troféu, quanto mais a bolsa de estudos em Milão. Quero aprender e absorver tudo o que puder nesses meses de viagem. Vou de mente aberta”. Para ter a oportunidade de estudar três meses na Itália, foi necessário que Kunrath ficasse entre os três primeiros de sua categoria e ainda tivesse seu nome sorteado ao final da cerimônia de premiação. Durante a festa também foram premiados outros 11 participantes. Os primeiros colocados em cada uma das quatro categorias levaram prêmio em dinheiro de R$ 2.250,00 e assinatura de 12 meses do portal de pesquisa on-line e da revista impressa UseFashion. Os segundos e terceiros colocados receberam R$ 1.750,00 e R$ 1.250,00, respectivamente.

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Realizada na “00 São Paulo”, no bairro Jardins, em São Paulo, a cerimônia de premiação do 19º Prêmio Francal Top de Estilismo contou com a presença de empresários, designers, modelistas e dirigentes ligados à indústria da moda em calçados e acessórios.

Vencedores do 19ª Prêmio Francal Top de Estilismo:

Parceria

1º Lugar: Erick Cardoso dos Santos (Buritizal/SP) 2º Lugar: Marília Dultra (Orlândia/SP) 3º Lugar: Clécio Jose de Lacerda Lima (Belo Jardim/PE)

Por sua importante colaboração à moda nacional em calçados e acessórios, o Prêmio Francal Top de Estilismo conta com a colaboração das principais entidades representativas do setor: Associação Brasileira dos Estilistas de Calçados e Afins (Abeca), Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Acessórios de Viagem (Abiacav), Abicalçados e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro Calçados e Artefatos (Assintecal), além da parceria com a Moda Pelle Academy (MPA).

Categoria Calçado Feminino:

Categoria Calçado Masculino: 1º Lugar: Cesar Fernandes Sousa (Franca/SP) 2º Lugar: Giovanni Feliciano (Franca/SP) 3º Lugar: Lincoln Stéfano de Oliveira (Franca/SP)

Categoria Bolsa: 1º Lugar: Antonio Cláudio Pereira (Rio de Janeiro/RJ) 2º Lugar: Caroline Marry Cavazzana (Londrina/PR) 3º Lugar: Eders Ovídio Kunrath (São Leopoldo/RS)

Categoria Calçado ou Bolsa em Material Reciclado: 1º Lugar: André Luís Garlet Denardin (Porto Alegre/RS) 2º Lugar: Samuel Pasqual Xavier (Franca/SP) 3º Lugar: Aulameides Pedrosa da Silva Costa (Denise/MT)


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Prêmio Direções Abicalçados terá nova categoria em 2014 Categoria inédita irá premiar empresa com melhores resultados nas exportações no ano corrente

A

Abicalçados lançou, no último dia 17 de outubro, a 2ª edição do Prêmio Direções, que irá apontar as melhores práticas da indústria calçadista nacional e destacar o melhor projeto de sustentabilidade, a personalidade do setor, o sindicato mais participativo e o jornalista com o melhor artigo ou reportagem sobre o segmento. O evento de lançamento aconteceu na sede da entidade, em Novo Hamburgo/RS, e contou com presenças de apoiadores, empresários e imprensa. A novidade deste ano fica por conta de uma nova categoria: Direções Internacionais, que vai premiar a empresa com as melhores práticas no comércio exterior. O coordenador do projeto, Cristian Schlindwein, apresentou o Prêmio. As inscrições se estendem até o dia 10 de janeiro de 2014, para posteriores fases de diagnóstico e avaliação dos casos práticos pelo comitê jurado. O ato de entrega do Prêmio Direções será no dia 10 de abril de 2014, no Espaço Tao, em Novo Hamburgo/RS. “Nesta edição aumentamos o prazo para inscrições e adotamos a categoria Dire-

calçados e de R$ 600 a R$ 1.800 para não associados. Os ganhadores recebem Troféu 2º Prêmio Direções Abicalçados, permissão para uso do selo da respectiva edição, divulgação nos canais de comunicação do Prêmio e da Abicalçados, promoção na Revista Direções, promoção em universidades, escolas, congressos, seminários ou outro evento pertinente organizado pela Abicalçados, duas inscrições para o Curso Direções Abicalçados/ESPM e participação em um anúncio institucional da iniciativa (com todos os vencedores) em edição da Vogue Brazilian Footwear.

ções Internacionais, atendendo a orientação dos próprios empresários”, comentou.

setor e sindicato com maior número de associados engajados na iniciativa.

Para a 2º edição serão 14 premiados, 10 empresas - cada categoria irá premiar duas, uma de micro/pequeno e outra de médio/grande portes - e quatro destaques – jornalista, projeto de sustentabilidade, personalidade do

Para a inscrição nas categorias Direções de Marketing, Direções Industriais, Direções Comerciais, Direções de Design e Direções Internacionais, o investimento necessário é de R$ 300 a R$ 900 para associados da Abi-

A realização do Prêmio Direções é da Abicalçados e os patrocínios ouro da Caixa Econômica Federal, Apex-Brasil, Grupo Couromoda, Francal Feiras e VPSA; e patrocínios prata da Lectra, Fastcargo e New Profissionais da Imagem. Mais informações e inscrições no site www. premiodirecoes.com.br, e-mail direcoes@abicalcados.com.br ou contato direto pelo telefone (51) 3594-7011 com Janaína Alves.

Abicalçados e ESPM-SUL lançam curso de Trade Marketing Cada vez mais necessário para o fortalecimento da indústria junto aos seus clientes, o Trade Marketing é atualmente uma importante ferramenta para o crescimento de qualquer marca. Para discutir o assunto e promover uma reflexão quanto às estratégias utilizadas pelo segmento coureiro-calçadista, a Abicalçados realizou, no dia 14 de outubro, uma palestra com o professor e sócio-diretor da Sant’Anna Inamoto, Rubens Sant’Anna. A atividade serviu para introduzir o curso intensivo sobre o tema – iniciativa promovida em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul) – cujas aulas iniciam no dia 8 deste mês.

Com foco nos desafios do setor e em práticas que levem ao incremento das relações com os canais de distribuição e consumidores finais, o especialista enfatizou a necessidade das indústrias construírem vantagens competitivas no canal de vendas. “Estamos em um momento de ruptura, onde é preciso acabar com a distância entre os setores de planejamento e de vendas e focar na figura do shopper que, cada vez mais, é incompreendido pelas empresas”, enfatizou Sant’Anna. O especialista destacou ainda o papel da ferramenta dentro das organizações, já que ela deve ser responsável por orientar as vendas elaboradas pelo se-

tor de marketing e, ao mesmo tempo, direcionar a área a atingir os resultados esperados.

Aulas O curso de Trade Marketing é uma parceria entre a Abicalçados e ESPM-Sul que tem como objetivo criar habilidades conceituais e práticas para o desenvolvimento de ações dentro da área, que é de fundamental importância na estrutura de gestão das empresas do setor calçadista. Com carga de 30 horas, as classes são ministradas às sextas-feiras (das 19h30min às 22h50min) e sábados (das 8h às 13h), de 8 a 30 de novembro, na sede da entidade.

Mais de 750 mil pares aguardam liberação para entrar na Argentina O mais recente levantamento da Abicalçados indica que o impasse comercial entre Brasil e Argentina segue longe de uma solução. Já são mais de 751 mil pares de calçados e um prejuízo de US$ 13,4 milhões para exportadores brasileiros, alguns que aguardam a liberação das licenças desde julho deste ano.

neses avançam no varejo argentino. A entidade calçadista, em nome dos associados, vem alertando o governo brasileiro que a prática, além de enfraquecer o Mercosul, vai contra as recomendações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que estabelece um prazo de liberação máximo de 60 dias.

A burocracia tem como motivo a Declaração Juramentada Antecipada das Importações (DJAI), mecanismo criado pelo governo Kirchner com o objetivo de regular a balança comercial argentina através da diminuição do fluxo das importações. A questão levantada pela Abicalçados é que, ao mesmo tempo em que os brasileiros perdem mercado lá, os chi-

No último dia 11 de outubro, em encontro ocorrido em Novo Hamburgo/RS pouco antes da formatura do PRONATEC, na Fenac, a Abicalçados, em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI NH/CP/EV), entregou

carta cobrando soluções para o impasse à presidente Dilma Rousseff. Recente pesquisa da entidade calçadista com associados apontou que 39% das empresas que exportavam para lá desistiram dos negócios devido à imprevisibilidade dos mesmos. “É desastroso! A Argentina ainda é o nosso segundo principal mercado, mas vem perdendo força devido ao protecionismo adotado pelo governo de Cristina Kirchner”, lamenta o presidenteexecutivo da Abicalçados, Heitor Klein.

Pesquisa A Argentina foi considerada a nação mais protecionista do mundo no ranking do relatório

global de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, divulgado outubro. O ranking faz uma análise de diversos indicadores e de pesquisas e opinião com especialistas. O levantamento indica como a imagem da presidente Cristina Kirchner está deteriorada no meio empresarial. A Argentina figura pior em todos os índices que tomam como base pesquisas com entrevistados. O ranking analisou dados de 148 países, e a Argentina teve o maior percentual de executivos que apontaram a existência de barreiras não tarifárias a importações como limitador de negócios. A Argentina enfrenta processos movidos por 32 países na OMC em função dessa prática. A informação é do jornal Valor Econômico.

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brazilian footwear

PROGRAMA DE PROMOÇÃO ÀS EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS, DESENVOLVIDO PELA ABICALÇADOS EM PARCERIA COM A APEX- BRASIL

China de portas abertas para o Brasil C

Estreias

om um mercado imenso para explorar, as 11 empresas nacionais que participaram da theMicam Shanghai voltaram para o Brasil vislumbrando um futuro promissor na China. Em sua segunda edição, a feira que ocorreu de 11 a 13 de outubro ajudou no trabalho de consolidação de imagem e proporcionou bons contatos. “Como a gente esperava, a feira está começando a se consolidar, assim como o calçado brasileiro está aumentando sua expansão na China. Os resultados da theMicam Shanghai foram positivos e as empresas conseguiram fazer contatos com compradores potenciais”, destacou Cristiano Körbes, coordenador de Projetos da Abicalçados.

Durante os três dias da mostra, as empresas nacionais realizaram 280 contatos, sendo 260 novos. Visitaram o estande coletivo do Brazilian Footwear compradores de países como Rússia, Taiwan, Cingapura, Japão, Líbia, Tailândia, França, Malásia, Ucrânia, Filipinas, além de China. Juntas, as marcas brasileiras esperam chegar a US$ 1,8 milhão em negócios nos próximos 12 meses em decorrência da feira. Para Cesar Yu, do Centro de Negócios Apex-Brasil em Pequim, as companhias brasileiras precisam continuar investindo no mercado. “Os consumidores chineses querem comprar produtos internacionais e o Brasil precisa vender toda sua tradição calçadista”, frisou o executivo, que participará de

Com a intenção de conhecer o mercado, a Democrata saiu da feira com a sensação de dever cumprido. Segundo Anderson Melo, gerente de exportação da marca, o objetivo era sentir a abordagem, entender como pode funcionar a operação no País e avaliar a coleção. “Precisamos primeiro entender como o mercado funciona e observar a aceitação do nosso produto, que no caso da feira foi ótima”, contou.

um encontro para entender melhor como funciona a zona franca que começou a operar em Xangai no início de outubro. “Pode ser uma oportunidade para as empresas terem seu espaço na China ou mesmo para o Brasil investir em um espaço do país, vendendo diferentes marcas”, sugeriu.

Mercado estratégico Dando continuidade ao trabalho iniciado na edição passada da theMicam Shanghai, em abril, a Bibi está fortalecendo sua presença no País. “Identificamos que existe um grande potencial para a marca, temos estratégia para dar seguimento à abertura do mercado, que é alvo para a empresa, e agora precisamos encontrar o parceiro certo para dar um passo

além. Essa é a hora e vamos seguir investindo em participação em feiras e eventos e na aproximação com potenciais compradores e distribuidores”, ressaltou Magnus Oliveira, gerente de exportação da Bibi. Durante a feira, a Sapatoterapia abriu um novo cliente que possui uma rede de lojas e voltou a fechar pedidos com outra rede que começou a trabalhar com a empresa na edição passada. “As coisas estão andando mais rápido do que eu esperava. O fato de termos um showroom em Dongguan nos ajuda bastante, pois mantemos nossa operação aqui. Prevejo um futuro bem promissor”, ressaltou Daniel Figueiredo, gerente de exportação da Sapatoterapia.

Para as marcas Piccadilly e Piccadilly for Girls, a theMicam Shanghai é vista como uma plataforma de negócios não só para a China, mas para a Ásia em geral. “Resolvemos expor para testar o mercado e sentimos que temos muito a explorar na Ásia como um todo. Agora é manter esse trabalho de aproximação”, ressaltou Felippe Tiago Fleck, representante das marcas. Participaram da theMicam Shanghai, com apoio do Brazilian Footwear, as empresas Calçados QSonho (marca Stéphanie Classic), Democrata Calçados, Calçados Beira Rio (marcas Vizzano, Beira Rio, Moleca, Molekinha e Modare), Crislli Calçados e Bolsas (marca Cristófoli), A Grings S.A (marcas Piccadilly e Piccadilly for girls), Amazonas, Radamés Artefatos de Couro (marcas Radamés e Kontatto), Pampili, Acrux Calçados (marca Sapatoterapia), Calçados Bibi, e Paquetá Calçados (marcas Dumond e Capodarte).

Boa notícia para os exportadores Um dia antes da theMicam Shanghai, o grupo brasileiro se reuniu no Seminário do Brazilian Footwear. Durante toda a manhã, os exportadores puderam conversar, trocar experiências e saber sobre os consumidores chineses, modelos de negócios e oportunidades. Com a pergunta “Você está preparado para China?”, Rafael Jimenez, diretor da Gold Millenium Group em Xangai, consultoria contratada pelo Brazilian Footwear para auxiliar na promoção comercial das empresas na China, deu uma boa notícia para os brasileiros. “Hoje temos duas situações na China, o mercado de baixa qualidade e o de produtos exclusivos, entretanto o governo está trabalhando para mudar esse cenário, investindo na classe média, que está crescendo. Com isso é muito importante criar uma mensagem adequada para esse novo consumidor.” A importância do registro de marcas no País e a necessidade de algumas adaptações em produto e imagem foram os temas tratados por Andreas Grimberg, professor na IFA Paris Shanghai e diretor da Intarsia Holding. O seminário contou ainda com a apresentação de Cesar Yu, da Apex-Brasil, e Alessio Avancini, da Glimpse, empresa de relações públicas do Brazilian Footwear no País.

Birigui recebeu a Oficina de Decodificação No dia 23 de outubro, Birigui/SP recebeu a Oficina de Decodificação do Brazilian Footwear. Essa foi a última edição da ação com foco no Verão 2015, que no segundo semestre deste ano ainda passou pelas cidades de Franca/SP e São João Batista/SC. O objetivo da iniciativa é auxiliar a traduzir as inspirações do mercado da moda apresentadas pelo Fórum de Inspirações no dia anterior ao do workshop. Para Maria Patrícia de Freitas, da Unidade de Eventos da Abicalçados, a oficina serve como uma referência para os participantes, que conseguem absorver todo o senti-

mento para a próxima temporada. “A Oficina de Decodificação tem um impacto positivo no desenvolvimento das coleções. De certa forma, os profissionais saem do evento com uma visão ampla das inspirações e tendências, com ótimas perspectivas para suas próximas criações”, destacou. Ministrada por Marnei Caminatti, designer com cursos de especialização em moda no Politecnico de Milão na Itália, a Oficina de Decodificação aconteceu durante a Semana da Indústria de Birigui, promovida pelo Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi).

Bottero participa do American Country Awards Uma das marcas mais queridas de calçados participa do 4º American Country Awards (ACAs), que ocorre no dia 10 de dezembro no Mandalay Bay em Las Vegas, nos Estados Unidos. Pela segunda vez, a Bottero marca presença no lounge do evento com o apoio do Brazilian Footwear. No ano passado, a Bottero fez sucesso no ACAs presenteando celebridades top com suas belíssimas botas, e esperam ter o mesmo impacto na premiação deste ano. Organizado pelo Backstage Creations, o American Country Awards vai reunir celebridades como Kerri Underwood, Taylor Swift, Miranda Lambert, LeAnn Rimes, Luke Bryant e Blake Shelton. O evento será apresentado pelo artista vencedor de discos de platina Trace Adkins e pela estrela do NASCAR, Danica Patrick. O gifting suíte está marcado para o dia 9 de dezembro e durante o show, no dia 10.

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associados

Programa Origem Sustentável é apresentado a calçadistaS

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unidade de Projetos da Abicalçados, representada por Robson Constante, e a diretora do Instituto By Brasil, Silvana Dilly, visitaram, na última semana de outubro, indústrias calçadistas nas quais apresentaram o Programa Origem Sustentável. Segundo Constante, a aceitação foi

muito boa. “O objetivo é aumentar a fatia de indústrias calçadistas engajadas no Programa”, afirma. O Programa Origem Sustentável é uma iniciativa da Abicalçados e Assintecal que tem como objetivo certificar as indústrias do setor que adotam pro-

cessos de produção sustentáveis tanto do ponto de vista ambiental como social, cultural e econômico. Lançado no início deste ano, o programa já tem a adesão de 52 empresas. Para conhecer mais sobre a iniciativa acesse www.origemsustentavel.org.br.

Klin comemora 30 anos com lançamento de linha retro Para comemorar suas três décadas de fundação, a Klin, indústria de calçados infantis de Birigui/ SP, relançou três linhas de produtos que fizeram sucesso: Balila, Cravinho e Baby Jogging.

Dakota recebe Prêmio Época ReclameAqui

Fundada em julho de 1983, a indústria produz 6 milhões de pares por ano, sendo que 8% deles são exportados para países da América Latina. Oriente Médio e Europa.

de muitas pessoas. Tornou-se adulta e viveu plenamente sua essência com alegria, criatividade e ousadia de uma criança. Buscamos realizar nossa proposta vivendo nossos valores e servindo sempre com excelência os nossos clientes, valorizando todos aqueles que conosco contribuem para o sucesso da marca”, comenta o presidente da empresa, Carlos Alberto Mestriner.

A calçadista Dakota, de Nova Petrópolis/ RS, foi uma das vencedoras do Prêmio Época ReclameAqui, que reconhece as melhores empresas para o consumidor. A cerimônia de premiação aconteceu em São Paulo e homenageou 62 campeãs. A Dakota levou o troféu pela categoria Calçadista – Fabricante.

“A Klin deixou de ser um sonho há muito tempo para tornar-se uma realidade na vida

Conheça mais sobre a história da empresa e a coleção retro no site www.klin.com.br.

O ReclameAqui é o maior site de reclamações do Brasil, com mais de nove milhões de acessos

por mês. Cerca de 90% das pessoas, no entanto, não visitam o portal para reclamar das empresas, mas sim para saber mais detalhes sobre sua reputação e descobrir se quem adquiriu seus produtos ou serviços está ou não satisfeito. Dos cerca de 7,5 milhões de consumidores cadastrados, 65% preferiram fazer sua reclamação no site em vez de ligar para o SAC das empresas.

balança comercial Exportações de calçados ultrapassam US$ 808 milhões Dados do MDIC apontam para uma leve queda nas exportações de setembro, quando o embarque de 9,54 milhões de pares gerou US$ 87,9 milhões - 8,5% menos em pares e 0,6% menos em dólares no comparativo com o mesmo mês de 2012. Nos nove meses de 2013 foram embarcados 88,35 milhões de pares que geraram US$ 808,8 milhões, aumento de 9,4% em pares e 0,9% em valores no comparativo com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano a queda na balança comercial já é de 15,7% frente a 2012 (US$ 353 milhões positivo). Impulsionados por uma gradual recuperação da economia norte-americana, os importadores daquele país compraram 761,9 mil pares pelos quais pagaram US$ 15,9 milhões, resultado financeiro 32,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2012. No acumulado, porém, os norte-americanos continuam registrando uma queda, agora menor, de 9% em dólares e 21,4% em pares. Nos nove meses os Estados Unidos compraram 7,2 milhões de pares, o que equivale a US$ 137,35 milhões. Em seguida aparece Argentina, com queda de 44% em dólares e 67,7% em pares com relação ao mesmo mês de 2012. Em setembro os “hermanos” importaram 866,5 mil pares pelos quais pagaram US$ 11,4 milhões. No acumulado dos nove meses, porém, ainda é registrada uma alta de 7% em valores pagos, chegando a US$ 98,7 milhões, e uma leve queda de 2,7% no número de pares (6,76 milhões).

Importações em alta Os números mostram que as importações continuam em crescimento, no mês de setembro o varejo brasileiro recebeu mais de 3,6 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 55,85 milhões, incrementos de 24,3% e 23%, respectivamente, frente ao mesmo mês de 2012. No acumulado do ano já entraram no Brasil mais de 31,17 milhões de pares a um custo de US$ 455,75 milhões, aumentos de 12,8% em pares e 19,1% em dólares no comparativo com os mesmos nove meses de 2012. Mais de 70% delas seguem sendo do Vietnã e Indonésia. O primeiro, que aumentou seus embarques em 18,8% em pares (chegando a 13,3 milhões) e 15% em dólares (US$ 241,3 milhões) nos nove meses do ano, segue na ponta como a principal origem do calçado importado. A Indonésia, que entre janeiro e setembro já vendeu 5,15 milhões de pares (aumento de 9,1% frente a 2012) pelos quais foram pagos US$ 84,95 milhões (aumento de 3,8%), segue como a segunda principal origem do calçado que entra no Brasil.

Fonte: MDIC/Abicalçados

Partes As importações de partes de calçados (cabedais e demais componentes) tiveram queda nos nove meses do ano. Entre janeiro e setembro entraram no Brasil o equivalente a US$ 68,15 milhões em partes (medidas em quilo) contra US$ 75,7 milhões no mesmo período de 2012. A queda foi de 10%. As origens seguem sendo China, Paraguai, Índia e Indonésia. novembro 2013 - abinforma

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polos calçadistas

Concorrência desleal prejudica indústria de Nova Serrana C

idade principal de um dos polos calçadistas mais fortes do Brasil, especialmente quando se trata de calçados esportivos, Nova Serrana tem sofrido com a concorrência dos produtos asiáticos e mantém sua produção estável mesmo com todas as oportunidades geradas nos últimos anos no país da Copa do Mundo. O Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana (Sindinova) aponta que a produção anual chega a 105 milhões de pares, sendo 3% do volume exportado, principalmente, para países do Mercosul. “A produção de Nova Serrana é voltada ao mercado doméstico, o pico de exportações aconteceu no ano de 2002, quando 5% da produção foi destinada ao mercado externo, tendo como principal destino a Argentina”, explica o presidente do Sindinova, Pedro Gomes da Silva. O dirigente destaca que a produção de calçados é estável desde 2011. “Este resultado se deve, além da transição no mix de produtos do polo que aumenta a produção de calçados femininos e reduz a de esportivos, à concorrência com o calçado importado”, avalia. Por outro lado, o presidente do Sindicato, aponta para o potencial de crescimento, o que depende dos incentivos governamentais e da defesa comercial contra a importação predatória. “Nossa expectativa é de crescimento, chegando a 8%. Sabemos que o Polo de Nova Serrana tem espaço para crescer, principalmente em função da mudança de perfil que estamos passando, ampliando nossa produção de calçado feminino”, aponta Pedro.

Ações O vice-presidente da entidade, Júnior

César Silva, destaca que além da importação predatória dos chineses, os principais gargalos são os altos tributos, a falta de mão de obra qualificada e as exigências da NR 12, que refletirão em grande investimento por parte do empresário em pequeno espaço de tempo. Para auxiliar os empresários na solução destas questões, o Sindinova realiza ações contínuas, como o oferecimento de cursos, palestras e seminários de qualificação profissional, a negociação com entidades e órgãos governamentais, pleiteando as soluções nas esferas estadual e federal e, mais recentemente, a busca, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), pela prorrogação do prazo para o cumprimento da NR 12. Outra importante atividade é o Programa de Apoio à Competitividade dos Arranjos Produtivos Locais (APL) de Minas Gerais, uma iniciativa para que as empresas possam produzir mais e melhor. O Programa foi criado através de uma parceria entre o Governo de Minas Gerais, o Sistema FIEMG, o SEBRAE/MG e o Banco Interamericano de Desenvolvimento com apoio dos sindicatos e associações envolvidos. “No APL de Calçados de Nova Serrana o Programa executa ações nas linhas de apoio: tecnologia e inovação, meio ambiente e desenvolvimento social, comercialização, prospecção de mercados, e fortalecimento da governança”, explica Júnior.

NR 12 Um dos principais focos de atuação do Sindinova tem sido a NR 12. Com a necessidade urgente de dilatação do

prazo para adequação, atualmente em apenas 45 dias após a notificação do Ministério do Trabalho e Emprego, a entidade busca sensibilizar os órgãos públicos. Conforme informações do sindicato, 1.399 empresas do Polo receberam notificações, o que reflete a dificuldade na execução das adequações, tanto em virtude do custo quanto em relação à falta de orientação técnica e, sobretudo, ao curto prazo. “Com intuito de conseguir a prorrogação do prazo, o Sindinova buscou aliados, como a FIEMG, o Sebrae, o Senai, o Sesi e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, conseguindo o agendamento de uma reunião junto à Superintendência do Trabalho no dia 5 de novembro, ocasião em que será apresentado um cronograma para cumprimento da norma”, explica o vice-presidente, destacando que o Sindinova conseguiu a suspensão temporária das notificações durante a fase de negociações. “A expectativa é de que o prazo seja estendido para dois anos para todas as adequações”, conta Júnior.

41ª Feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessórios de Moda

13.16 Janeiro 2014 Anhembi . São Paulo

A maior feira. Os melhores negócios.

www.couromoda.com

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