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MAIO 2014 | Nº 274 | ANO XXIV

INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS

BRAZILIAN FOOTWEAR PROMOVE PROJETO FASHION BLOGGERS Programa de apoio às exportações de calçados traz blogueiros internacionais à Gramado. Página 6

PRÊMIO DIREÇÕES DESTACOU A EXCELÊNCIA DO SETOR CALÇADISTA Vencedores e destaques foram conhecidos no último dia 10 de abril, em Novo Hamburgo/RS. Página 3

SEGUEM AS BARREIRAS COM A ARGENTINA A Argentina segue sendo uma pedra no sapato brasileiro. Conforme mais recente levantamento realizado pela Abicalçados, mais de 220 mil pares de calçados já negociados seguem impedidos de entrar em solo argentino por conta da demora na liberação das Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs). O prejuízo imediato é calculado em US$ 12,2 milhões (contando os 410 mil pedidos que foram cancelados em fevereiro passado). O mecanismo ilegal visa garantir o equilíbrio na balança comercial através da política do uno por uno (para cada dólar importado um deve ser investido no país). No trimestre, a importação argentina de calçados brasileiros já caiu 43%, em dólares, no comparativo com igual período de 2013.

HOTÉIS COM VAGAS, MESMO DURANTE A COPA Levantamento recente do Fórum de Operadores Hoteleiros no Brasil (FOHB) – entidade que representa importantes redes hoteleiras nacionais e internacionais com atuação no País - aponta que a hospedagem não será problema para os visitantes que se deslocarem a São Paulo para fazer negócios durante a Francal 2014. A feira começa no dia 15 de julho, dois dias depois da final da Copa do Mundo no Brasil. De acordo com os números de 12 redes associadas à FOHB – que somam mais de 17 mil unidades habitacionais na cidade – há uma média superior a 50% de vagas disponíveis em dias de jogos importantes na capital. Nos dias 8 e 9 de julho, por exemplo, quando serão jogadas as semifinais, a disponibilidade é de 55%.

EDUARDO FUGA REELEITO PRESIDENTE DA AICSUL A Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSul) realizou, no último dia 15 de abril, a assembleia de associados para a formação de seu novo Conselho Diretor. A chapa única foi eleita por aclamação, reconduzindo Eduardo Fuga ao cargo de presidente, com um mandato de dois anos. Antes da eleição, foi prestada homenagem a Flávio Krumenauer, que durante 30 anos dirigiu o Sindicato das Indústrias de Curtimento de Couros e Peles de Portão, foi importante diretor da AICSul, além de diretor do Curtume Krumenauer, que tem 103 anos de atividades. Fuga destacou que o cenário econômico tem se apresentado muito volúvel, “o que gera muitas dificuldades para a atividade produtiva”.

ATIVIDADE DO VAREJO CALÇADISTA EM DESAQUECIMENTO Depois de registrar bons índices de crescimento no ano passado, a atividade no varejo calçadista segue em queda. O índice medido pelo IBGE e que reflete o volume de vendas aponta que o comércio varejista de calçados teve uma queda de 0,5% em fevereiro no comparativo com janeiro, mês que já havia registrado queda de 1,1% ante dezembro de 2013. No acumulado dos 12 meses, porém, ainda é registrado um crescimento de 3,7%. Para a Abicalçados, a inflação e a oferta de bens concorrentes – especialmente da chamada linha branca – tem motivado o desaquecimento no consumo de calçados.


editorial

BRASIL PRESENTE NO CONGRESSO MUNDIAL DO CALÇADO

Heitor Klein Presidente-executivo da Abicalçados

No próximo mês de novembro, a indústria brasileira estará representada na 5ª edição do Congresso Mundial do Calçado, evento aguardado ansiosamente pelo setor calçadista internacional e que trará um panorama do atual momento do segmento e também traçará expectativas para o futuro. Os temas oficiais como comportamento do consumo, diferentes segmentos de produção, oportunidades, novos canais de distribuição, feiras comerciais, desafios como acesso à matéria-prima e concorrência global devem se misturar a temas discutidos nos bastidores, como novos atores globais, problemas regionais, criação de blocos comerciais, entre outros. Serão mais de 600 representantes dos maiores players na produção e comercialização de calçados no mundo enriquecendo um debate saudável pelo desenvolvimento de um segmento que produz mais de 18 bilhões de pares do produto anualmente. A nossa expectativa para o encontro que nesta oportunidade acontecerá no importante polo calçadista de Leon, no México, é a melhor possível. Além da oportunidade de debate com as lideranças internacionais, temos a garantia de uma orga-

nização impecável, que está a cargo da ANPIC, associação mexicana coorganizadora do evento promovido oficialmente pela Confederação Europeia da Indústria de Calçados (CEC).

Força

Para tanto, estamos preparando um programa de viagem atrativo que possibilite a participação de um expressivo número de empresários e técnicos do setor.

CONSELHO DELIBERATIVO PRESIDENTE:

Renato Klein, Ricardo José Wirth, Rosnei Alfredo da Silva, Sérgio Gracia e Thiago Borges.

Paulo Schefer

CONSELHEIROS

PRESIDENTE-EXECUTIVO:

Caetano Bianco Neto, Caio Borges Ferreira, José Carlos Brigagão Do Couto, Júnior César Silva, Lioveral Bacher, Marco Lourenço Müller, Milton Cardoso, Paulo Roberto Schefer, Paulo Vicente Bender,

ABINFORMA é o informativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

Heitor Klein

Nº 274 Maio | 2014 Ano XXIV

CONSULTORES

EDIÇÃO

Adimar Schievelbein, Edson Morais Garcez e Rogério Dreyer

Alice Rodrigues (Mtb. 12.832) e Diego Rosinha (Mtb. 13.096)

TEXTOS

CONTATO

Alice Rodrigues Diego Rosinha Roberta Ramos

Rua Júlio de Castilhos, 561 Novo Hamburgo/RS - Cep: 93510-130 Fone: 51 3594-7011 Fax: 51 3594-8011

FOTOS Equipe Abicalçados e divulgação Jornal Valor --- Página 3 da edição "22/04/2014 1a CAD A" ---- Impressa por CCassiano às 21/04/2014@20:46:29 Jornal Valor Econômico - CAD A - BRASIL - 22/4/2014 (20:46) - Página 3- Cor: BLACKCYANMAGENTAYELLOW

PRODUÇÃO GRÁFICA

Enxerto

Terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasil

Gabriel Dias

Comércio exterior Câmbio melhor não estimula venda de manufaturados

A falta de reação mais consistente na demanda da União Europeia e a concentrada pauta de exportação brasileira para os Estados Unidos em itens aeronáuticos devem dificultar a esperada recuperação no embarque de manufaturados ao exterior este ano, como resultado da desvalorização mais acentuada do real frente ao dólar desde o segundo semestre de 2013. A expectativa era que esses dois mercados — historicamente entre os mais importantes para exportação de manufaturados brasileiros — pudessem neutralizar o impacto da crise argentina na exportação brasileira. No primeiro trimestre, porém, a ex-

abi na mídia

portação de manufaturados caiu 8% contra iguais meses de 2013, queda mais acentuada que a média da exportação total, que recuou 2,5%. Na mesma comparação, o embarque de manufaturados para a União Europeia recuou 6,7% e, para a Argentina, 11,1%. A exportação de manufaturados para os Estados Unidos surpreendeu de forma positiva, com alta de 6,6%, mas sobretudo ancorada em aeronaves e suas partes e peças, o que joga dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento neste mercado. Nas últimas semanas, a mudança de sentido no câmbio, com a apreciação do real contra o dólar, levou algumas consultorias a revisar o patamar de dólar previsto para o fim do ano e trouxe mais incerteza para as in-

Embarque de manufaturados Participação na exportação total brasileira Fatia - em % 65

59,07

57,86 55

10 Brasil Econômico Quarta-feira, 2 de abril, 2014 38,44

45

BRASIL

36,05 35

1994

1996

1998

2000

2002

2004

2006

2008

2010 2011

2013

Demanda fraca Valor exportado por destinos selecionados - em US$ bilhões 1º tri./2013

1º tri./2014

4,0

3,69 3,5

Os chineses parecem ter encontrado um jeitinho brasileiro para driblar as medidas antidumping adotadas pelo governo federal em 2010 que visam proteger a indústria calçadista nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), é crescente o número de empresas gaúchas, situadas na região do Vale dos Sinos — tradicional polo calçadista do Rio Grande do Sul —, que fabricam sapatos utilizando componentes importados da China, acima da média de nacionalização de 40%. Essa parceria entre brasileiros e chineses tem resultado na fabricação de sapatos com valor 50% mais baixo que os similares fabricados apenas com componentes nacionais. “Trata-se de uma nova prática de concorrência desleal, porque, ao fabricar calçados com componentes chineses, ao invés de importar o calçado pronto vindo da China, o importador deixa de desembolsar a taxa de US$ 13,85 estabelecida pelo governo e ainda paga menos imposto, com redução de alíquota de 35% — que é o percentual que incide sobre o produto pronto —, para algo em torno dos 18%, que é a taxa dos componentes”, afirma Heitor Klein, presidente da Abicalçados, mencionando que a entidade pretende exigir que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) intensifique a fiscalização das importações de componentes no país. “Além dessa prática, também queremos que o governo investigue melhor as operações de importação de calçados e cabedais (que é a parte de cima do calçado) vindos do Paraguai para o Brasil. Até onde sabemos, a indústria paraguaia não tem capacidade de produção compatível com os volumes desembarcados de lá para cá. Por isso, acreditamos que há empresas chinesas escoando parte de suas produções pelo país vizinho, com o objetivo de se favorecer, inclusive, de incentivos fiscais concedidos pelo Brasil em acordos comerciais com países do Mercosul”, ressalta Klein, mencionando que desde que o governo lançou mão das medidas antidumping contra a China, a importação de calçados chineses caiu no país, atingindo US$ 107 milhões em receita no ano passado, sendo desbancada pelas im-

Queremos investigação da importação do Paraguai. Acreditamos que há empresas chinesas escoando suas produções pelo país vizinho, se favorecendo dos incentivos fiscais do Mercosul” Em nove anos, estoque de mão de obra do setor no país recuou de 400 mil trabalhadores para 328 mil

02/04/2014 Brasil Econômico Brasil | Pág. 10 Desde que o governo instituiu medidas de proteção à indústria brasileira em 2010, a importação de calçados chineses perdeu espaço no país para o Vietnã e a Indonésia

portações do Vietnã, que totalizaram US$ 295,7 milhões, e da Indonésia, com US$ 109,7 milhões. A Abicalçados suspeita de dumping desses dois países também. De acordo com Moacir Berger, presidente da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSUL), a importação irregular chinesa no mercado brasileiro gera impactos negativos não apenas para os fabricantes brasileiros de sapatos, mas também a toda cadeia produtiva do setor. “Essa concorrência desleal fragiliza os negócios dos fornecedores da indústria calçadista local. Nós, do

segmento de couro, percebemos ano a ano o encolhimento de nossa participação no mercado doméstico”, diz, mencionando que este ano a expectativa do segmento é exportar 75% da produção anual de 10 milhões de peças de couro, enquanto no ano passado o volume exportado foi de cerca de 50%. “A busca pelo mercado externo foi estratégia de sobrevivência para nós. O Brasil é o maior produtor mundial de couro e o ideal é que boa parte de nossa produção pudesse contar com espaço no mercado doméstico, mas o fato é que estamos perdendo mercado para o im-

Heitor Klein

Presidente da Abicalçados portado”, argumenta, mencionando que a alta do dólar no ano passado contribuiu para melhorar as receitas das exportações de couro do Rio Grande do Sul, que somaram US$ 506 mil em 2013. Em consonância, Heitor Klein afirma que cada par de sapato importado tira mercado do produtor brasileiro, reduzindo o nível da atividade e do emprego no país. Atualmente, a indústria calçadista brasileira conta com 1,8 mil fabricantes que geram 328 mil empregos, segundo dados da Abicalçados de 2013. “Nosso contingente de mãode-obra, que era de 400 mil trabalhadores no período entre 2004 e 2005, tem diminuído”. Segundo Klein, no Brasil são produzidos 894 milhões de pares de calçados, dos quais 122,9 milhões são exportados para países como Estados Unidos, Argentina, França, Paraguai e Angola. As importações, por sua vez, detém 18% de participação no mercado, somando 56 milhões de pares. O presidente da Abicalçados diz que o aspecto mais preocupante das importações asiáticas é o seu ritmo de crescimento. “No ano passado, as importações cresceram 12,5% em receita e 9,8% em consumo de pares no Brasil, enquanto as exportações nacionais registraram alta modesta de 0,2% e de 8,5% no número de pares”, argumenta.

China dribla antidumping no RS Os chineses parecem ter encontrado um jeitinho brasileiro para driblar as medidas antidumping adotadas pelo governo federal em 2010 que visam proteger a indústria calçadista nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), é crescente o número de empresas gaúchas, situadas na região do Vale dos Sinos— tradicional polo calçadista do Rio Grande do Sul —, que fabricam sapatos utilizando componentes importados da China, acima da média de nacionalização de 40%. Essa parceria entre brasileiros e chineses tem resultado na fabricação de sapatos com valor 50% mais baixo que os similares fabricados apenas com componentes nacionais.

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abinforma - maio 2014

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Segunda-feira, 7 de abril de 2014

JCEmpresas

Jornal do Comércio - Porto Alegre

& Negócios

ANA FRITSCH

anafritsch@jornaldocomercio.com.br

DE SALTO ALTO

INDÚSTRIA

Venda porta a porta

CONSUMO

Como elas compram A segunda edição do relatório Azimute 720, levantamento sobre o comportamento de compra feminino, aponta que as mulheres pagam mais por produtos que estão na moda e que compram sapatos em grande quantidade. “Cerca de 85% delas admitem serem viciadas em comprar sapatos”, diz o diretor da Focal Pesquisas, Gustavo Campos. A empresa, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ouviu 2.429 mulheres com idade média de 34 anos em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Campos conversou com a coluna sobre o relatório:

A Suaves Essêncyas, da farmacêutica Carla Lima de Nard (foto), resgata a comercialização no modelo porta a porta e no comissionamento de 30% sobre as vendas. Conforme Carla, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre os produtos e oportunizar o crescimento dos parceiros. “Nosso foco é proporcionar o bem-estar e levar autoestima, já que nos preocupamos em desenvolver e comercializar produtos de qualidade, mas que também realize os sonhos através de seus aromas”. Com uma linha diversificada, a Suaves Essêncyas tem como carro-chefe a aromaterapia e os Florais de Bach. “O objetivo é, por meio dos aromas, proporcionar sensações de equilíbrio mental, físico e emocional”, explica a empresária.

POR AÍ

Rosa Tatuada

Qual o objetivo do estudo?

Levar a voz da consumidora para a mesa de decisões de marca por parte dos gestores. Muitos consideram apenas as suas impressões de mercado e de alguns principais lojistas. Isso é muito filtro para os dias de hoje. Com o Azimute 720, eles podem escutar 2.429 mulheres, entrevistadas pessoalmente em suas cidades, representativas do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Quais resultados chamam a atenção?

JOÃO MATTOS/JC

Fotos Divulgação

Patrycia Monteiro Rizzotto pmonteiro@brasileconomico.com.br São Paulo

Como elas compram A segunda edição do relatório Azimute 720, levantamento sobre o comportamento de compra feminino, aponta que as mulheres pagam mais por produtos que estão na moda e que compram sapatos em grande quantidade. “Cerca de 85% delas admitem serem viciadas em comprar sapatos”, diz o diretor da Focal Pesquisas, Gustavo Campos. A empresa, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ouviu 2.429 mulheres com idade média de 34 anos em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Campos conversou com a coluna sobre o relatório:

AURACEBIO PEREIRA/ARTE/JC

Abicalçados suspeita que empresas gaúchas estejam montando sapatos no país com componentes chineses, desrespeitando índice de nacionalização do produto. Entidade vai pleitear mais rigor na fiscalização do governo

A grife gaúcha Rosa Tatuada, de Nova Petrópolis, faz 10 anos e se consolida no estilo fitness. Qualidade, estampas exclusivas e produção sem terceirização são o foco da empresa, que no início produzia apenas peças fitness. Anos mais tarde, expandiu para outras linhas de vestuário. Na coleção Winter Dreams, a referência é o seriado Game of Thrones, com suas paisagens geladas e vestimentas épicas.

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As mulheres adoram as lojas multimarcas. Isso é um traço cultural, de variedades e escolhas, e dificilmente uma loja monomarca consegue suprir. De 2011 para 2013, do primeiro para o segundo Azimute, as lojas multimarcas continuaram com o mesmo índice de preferência (65%). Mas as monomarcas perderam espaço na preferencia. Quem mais subiu foram as lojas de departamento, que buscando um novo posicionamento, estão agora atendendo a uma nova classe média, bem mais exigente. As mulheres também pagam mais por produtos que estão na moda. Mas para que isso ocorra, elas devem saber o que está na moda. Cabe às empresas gestoras de marcas continuarem a investir em mídias tradicionais e digitais, buscando esclarecer a sua interpretação de moda para a consumidora.

%

Como as mulheres consomem?

Elas compram sapatos em grande quantidade. Cerca de 85% delas se dizem viciadas em comprar sapatos. Mas elas não consomem marcas como os gestores de marca pensam. Normalmente no armário de uma mulher de classe A terão sapatos que, pelo posicionamento pretendido pelos gestores de marca, pertencem a classe C. As mulheres gostam da diversidade e entendem as marcas de calçados pela capacidade de entregar calce, conforto e beleza, no preço que elas consideram justo para o seu bolso. Existe um espaço enorme para o e-commerce de calçados pela internet. Mal começamos a engatinhar neste ponto. Não pense duas vezes, comece já a sua loja virtual de calçados. Os números mostram isso.

CARLOS SILLERO/DIVULGAÇÃO/JC

China dribla antidumping no RS

Experiências de bolso

07/04/2014 Jornal do Comércio Empresas & Negócios | Pág. 12 Em poucas palavras, como as mulheres consomem?

Posso dizer que enlouquecidamente. Os sapatos, em geral, estão conquistando uma parcela significativa de poder de decisão sobre o vestuário. Ou seja, primeiro escolhem o sapato e depois a roupa. Com saltos altos ou sapatilhas, as mulheres se acham mais sexies ou mais atraentes, respectivamente. E dentro de um contexto sócio-cultural, no qual a beleza muitas vezes influencia muito no sucesso na carreira, investir em bons sapatos pode ser decisivo para uma promoção. Nesta pesquisa ficou explícito que em alguns calçados, como os scarpins, as mulheres estão trocando de marcas, buscando alternativas melhores para a sua renda, que cresceu no período de dois anos, de 2011 para 2013.

O consumidor de luxo procura, hoje, por momentos rápidos, porém com qualidade e profundidade. “Ele quer experiências com excelência. Atualmente, o valor do consumo está ligado à felicidade, um facilitador de vida”, afirma Francesco Morace, italiano e presidente do Future Concept Lab. Ele esteve em Porto Alegre, recentemente, participando do evento “Cenário Internacional de Tendências”, da Luxo Brasil. “São as pocket experiences, ou experiências de bolso. Uma mudança de comportamento dos consumidores de

luxo, que deixam de ter um único estilo de vida - life style - para um estilo de pensamento – mind style”, completa Sabina Deweik, representante do Instituto no Brasil. Neste contexto, eles consomem conforme a ocasião de vida, de acordo com valores e desejos. E esta transformação se reflete nas classes sociais, que se mesclam a cada momento. Conforme Morace, o luxo não é ostentação, é exploração cultural. “O luxo do futuro precisa de sustentabilidade. Isso é a convergência da ética com estética”.

14/04/2014 Jornal NH Negócios | Pág. 11

Abicalçados reconhece os destaques do setor O reconhecimento do Prêmio Direções Abicalçados foi entregue na última quinta-feira, em noite de festa no Espaço TÃO, em Novo Hamburgo. O presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, ressaltou a maturidade da indústria calçadista nacional. “Além de comemorar o 31° ano da entidade, é importante destacar aqui as empresas e personalidades que encontram nesta atividade a realização do seu empreendedorismo e de suas carreiras profissionais”, discursou o executivo.

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Valor

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A3

JULIO BITTENCOURT/VALOR

E-mail: imprensa@abicalcados.com.br abicalcados@abicalcados.com.br www.abicalcados.com.br @abicalcados fb.com/abicalcados

Lenta recuperação de Europa e EUA vira barreira à exportação Marta Watanabe e Vanessa Jurgenfeld De São Paulo

[...] ESTAMOS PREPARANDO UM PROGRAMA ATRATIVO QUE POSSIBILITE A PARTICIPAÇÃO DE UM EXPRESSIVO NÚMERO DE EMPRESÁRIOS

Assim como no Congresso Mundial ocorrido no Rio de Janeiro/ RJ, em 2011, temos a responsabilidade de representar uma indústria forte e robusta, que mesmo com todas as adversidades de ordem macroeconômicas, vem conseguindo crescer (ano passado produzimos 900 milhões de pares, 40 milhões mais do que em 2012) com a aposta no mercado doméstico, na moda e qualidade que fazem do produto verde-amarelo objetivo de desejo em mais de 150 países. Evidentemente, pretendemos trazer ao debate assuntos urgentes necessários para a retomada da competitividade e do equilíbrio do setor, como a concorrência predatória imposta pelos produtores asiáticos, que não é problema exclusivo do Brasil.

Angola desbanca Argentina como terceiro principal comprador do calçado brasileiro Angola importou US$ 16,22 milhões em calçados brasileiros no primeiro trimestre do ano. O aumento foi de 55% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, os angolanos assumiram o posto de terceiro principal destino dos pares brasileiros. Com isso, desbancam a Argentina. O país vizinho reduziu em 43% importação e segue impondo barreiras para as compras.

14/04/2014 ClicRBS - Acerto de Contas clicrbs.com.br/acertodecontasGeral

3,59 3,35

3,28 2,98

3,0

2,8

2,5

Variação

Argentina

Estados Unidos

União Europeia

-11,1%

6,6%

-6,7%

Fonte: Mdic

dústrias exportadoras. “Além de ser uma alta concentrada em poucos itens, é uma exportação que não se sustenta no decorrer do ano”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos. Na avaliação das empresas, porém, apesar de não haver demanda robusta para diferentes itens, os Estados Unidos ainda são o mercado externo onde há mais expectativa de crescimento quando comparado com países da Europa. “Acredito numa recuperação mais rápida dos Estados Unidos do que na Europa”, disse Harry Schmelzer Jr., presidente da WEG. “Na Europa, é mais onde todo mundo sofreu. Os negócios não crescem, com exceção da Alemanha.” Schmelzer Jr. faz um comparativo que demonstra algumas diferenças entre as duas regiões. Cita que, nos últimos dois anos, o mercado de motores elétricos nos Estados Unidos caiu, mas a WEG cresceu em volume, ganhando participação de mercado. Em 2013, no entanto, a empresa constatou que o mercado americano de motores elétricos em geral não caiu. “E isso é um bom sinal [para a economia americana]”, diz, referindo-se à retomada . “Na Europa, a gente não tem essas informações. As notícias são de muita dificuldade ainda”, acrescentou. Na calçadista Democrata, Anderson Melo, gestor de exportação, explica que no primeiro trimestre o crescimento da exportação ocorreu por expansão de vendas para América Latina, que respondeu por 60% do aumento, Ásia (25%) e, em terceiro lugar, a Europa (15%). O mercado europeu, diz Melo, reage de forma leve e gradativa. “Há melhoras pontuais nas vendas para Espanha e Holanda.” Para os Estados Unidos, onde o fornecimento da

empresa é para marcas de terceiros, o volume ficou estável. Na Fundição Tupy, há algum otimismo com o mercado do Nafta, que inclui Estados Unidos, porque os segmentos de automóveis e veículos comerciais vêm apresentando sinais de crescimento, principalmente o mercado de picapes. Mas, segundo o presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, há dúvidas em relação ao mercado americano por conta do setor de mineração. “Em 2013, o segmento teve desempenho aquém do esperado e, em função disso, estamos cautelosos.” Em relação à Europa, Tarquínio é um dos poucos empresários que dizem ver alguns sinais positivos. “Apesar de 2013 ter começado bastante difícil, os últimos meses de 2013 passaram a esboçar um cenário de recuperação”, afirmou. Segundo Reinaldo Maykot, vicepresidente de vendas e marketing da Embraco, os Estados Unidos mostraram até agora uma recuperação mais acentuada do que os países da Europa. Maykot diz que o lado positivo é que pelo menos a Europa não está mais em queda. Para alguns economistas, o cenário para o resto do ano indica continuidade do baixo crescimento nos Estados Unidos e quase nenhuma expansão na Europa. A GO Associados estima 2,5% de crescimento da economia americana este ano. A taxa não é de um “crescimento extraordinário”, capaz de indicar elevação de demanda de manufaturados brasileiros, diz o economista Fabio Silveira. “A avaliação é de crescimento lento, já que há dúvida sobre o crescimento sustentado da indústria, da massa salarial e do varejo.” “Em relação à Europa, é preciso comprar um banquinho e sentar”, afirma Silveira. A consultoria estima crescimento de 0,6% para a zona do euro, o que é considerado um avanço para uma

Harry Schmelzer, da WEG: recuperação mais rápida nos EUA do que na Europa

região que até o ano passado apresentava retração econômica. “Mas entre a melhor situação fiscal dos países e a criação de um maior dinamismo econômico há um longo terreno a percorrer”, avalia. No primeiro trimestre, as exportações de manufaturados à União Europeia caíram 6,7% contra iguais meses de 2013. Para Lia Valls, economista do Ibre-FGV, o crescimento americano precisaria ser muito forte para permitir ao Brasil uma diversificação maior da pauta de exportação aos americanos. Em relação à Argentina, um vizinho considerado sempre imprevisível, e onde houve uma política de restrições de importações, Lia explica que os dados do primeiro trimestre, com queda de 11,1% no valor exportado de manufaturados, confirmam as perspectivas negativas.

Empresas acompanham queda do dólar com cautela De São Paulo

A valorização do real frente ao dólar nas últimas semanas, invertendo levemente a tendência de desvalorização mais acentuada que vinha ocorrendo, colocou os exportadores em compasso de espera. Na dúvida sobre qual o rumo da taxa de câmbio daqui para frente, algumas empresas estudam rever preços e planos de expansão de exportação que foram definidos quando o dólar estava mais forte. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que os exportadores de manufaturados já começam a revisar os preços praticados. O produto embarcado agora, diz ele, teve preço negociado há cerca de três ou quatro meses, quando o patamar de câmbio era outro. Mas ressalta que o impacto da valorização do real vai depender do que o exportador fez. “Ele pode ter adiantado o contrato de câmbio, ou pode ter optado por fazer a conversão em reais depois, já que havia expectativa de subida para o dólar.” Castro lembra que o exportador não é obrigado a fazer o câmbio imediatamente após o embarque, mas o proble-

ma é o fluxo de caixa em reais. “Estou observando o mercado”, diz Edgard Dutra, diretor comercial da Metalplan, do setor de bens de capital. Em 2012, os embarques da empresa praticamente dobraram em relação ao ano anterior, disse. No ano passado, a expectativa era de elevação de 30% em relação a 2012. O aumento, porém, ficou em 5% “O problema foi a Argentina, com as medidas restritivas à importação. O país é o nosso maior mercado de exportação.” Como estratégia para abrir novos mercados externos, a Metalplan traçou um plano de expansão de exportação tendo como alvos Peru e Colômbia. “Com um preço definido com dólar perto de R$ 2,40 e expectativa de alta para R$ 2,60 no decorrer de 2014, demos descontos e, com preços mais competitivos voltamos a atrair clientes”, diz Dutra. Com a mudança no patamar de câmbio, porém, a empresa pode ser obrigada a rever os planos. “Não sei se conseguirei manter os preços e se terei preços competitivos para exportar mais”, afirma . De forma geral, a desvalorização do real frente ao dólar, sobretudo no decorrer de 2013, permitiu preços mais competitivos pa-

ra a exportação da indústria de calçados. O receio da volatilidade, tanto do câmbio quanto do comportamento dos mercados, porém, impede redução maior de preços e programação de médio e longo prazos, segundo Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados). Para Klein, um dólar próximo a R$ 2,20 está dentro da banda de volatilidade prevista pela média dos calçadistas, mas o patamar acende uma luz amarela. Abaixo dessa cotação, diz, fica comprometida a elevação de volume de exportação e o ganho de mercado. Segundos dados preliminares da Abicalçados, as exportações de calçados no primeiro trimestre chegaram a US$ 275 milhões, resultado 2,2% inferior ao registro do mesmo período do ano passado (US$ 281,1 milhões). No primeiro bimestre do ano, os principais mercados foram Estados Unidos (US$ 29,6 milhões, queda de 9%), França (US$ 15,67 milhões, queda de 3,1%) e Rússia (US$ 12 milhões, queda de 24,8%). A Argentina, que até o ano passado era o segundo principal destino do calçado nacional, caiu para a sexta posição, com queda de 35% em dó-

lares (de US$ 16,26 milhões para US$ 10,56 milhões). A valorização recente do real frente ao dólar gera dúvidas para a comercialização da próxima coleção. Anderson Melo, gestor de exportação da Democrata, conta que no primeiro trimestre deste ano a empresa conseguiu elevar em 20% a quantidade de pares exportados, na comparação com mesmo período do ano passado. Em 2013, a elevação foi de 13% contra o ano anterior. Com a recente valorização da moeda nacional, diz Melo, a empresa pode perder parte da flexibilidade na negociação de preços. Segundo ele, a comercialização da coleção primavera/verão, que começa em maio, deverá levar em conta eventual mudança na composição de custos ou no câmbio. Reinaldo Maykot, vice-presidente de vendas e marketing da Embraco, explica que até fevereiro houve “estímulo elevado” para exportação, mas no fim de março houve uma mudança no cenário, porque o câmbio mostrou um sentido contrário, com a valorização do real. “Mas ainda assim é um câmbio que segue favorecendo a exportação”, afirmou. Maykot, no entanto, destaca que mais do que o patamar do câmbio, as exporta-

ções dependem do aquecimento, ou não, de economias internacionais, e esse é um cenário difícil, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. O presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, explica que a desvalorização cambial experimentada ao longo de 2013 e nos três primeiros meses de 2014, que trouxe o dólar para o R$ 2,30, beneficiou a empresa, porque 67% das suas receitas vêm do mercado externo. Segundo ele, o dólar a R$ 2,20 acaba, portanto, tendo efeitos negativos sobre a receita em moeda estrangeira, mas ressalta que a expansão geográfica da empresa e a diversificação de setores de atuação poderão ajudá-la nesse período. A WEG não revela as metas de exportação de 2014, mas Harry Schmelzer Jr., presidente da empresa, diz que não há revisão de preços a partir da valorização mais recente. “O preço dos nossos produtos é o mercado que dita. O fato de o dólar cair não significa que o preço será alterado, porque lá nos Estados Unidos, para outros fabricantes, nada mudou. Eu concorro com quem fabrica lá. Na China também nada mudou. Tenho que ser competitivo com o preço que está ali.” (MW e VJ)

Com pressão inflacionária, real pode manter a alta De São Paulo A pressão inflacionária deve concentrar as atenções do governo nos próximos meses. Por isso, no campo da política cambial, o controle da alta de preços deve ser prioridade em relação à competitividade para o comércio exterior, o que piora o quadro já pouco animador para a exportação de manufaturados, com perspectivas de uma continuidade da valorização da moeda nacional —no patamar atual, de R$ 2,20, ou mesmo a R$ 2,10. Essa é a opinião do economista Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados. “Há uma mudança de cenário em razão do calendário político, com eleições este ano, e por conta da impressionante elevação da inflação nos últimos meses”, diz o economista. Para ele, o patamar do dólar em torno de R$ 2,40 ficou para trás. “Agora a pergunta que fica é qual o piso da taxa de câmbio: R$ 2,10 ou R$ 2,20, um pouco mais ou um pouco menos?” “Por enquanto, a preocupação do governo federal é com a pressão inflacionária e não deve haver iniciativa para retorno da desvalorização cambial”, diz Lia Valls, do Ibre-FGV. A perspectiva para as indústrias exportadoras, diz Lia, não é boa, principalmente quando se leva em consideração a baixa demanda internacional por produtos dessa classe. Silveira lembra que com a apreciação do real frente à moeda americana o exportador perde flexibilidade de preços para exportação de manufaturados. “Um recuo do dólar de R$ 2,40 para algo em torno de R$ 2,20 dá diferença próxima a 10%, o que tira rentabilidade e compromete a competitividade no mercado externo.” (MW)

Acordo Mercosul-UE pode ampliar trocas em até € 9 bi ao ano Assis Moreira De Genebra Um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pode aumentar em € 9 bilhões por ano as trocas entre os dois blocos, além de permitir mais investimentos nas duas direções. A estimativa é da EUBrasil, entidade sediada em Bruxelas que procura estreitar as relações econômicas bilaterais.

Luigi Gambardella, presidente da EUBrasil, prepara visita ao Brasil e trará a mensagem de que empresas europeias querem explorar maneiras de apoiar o impulso final da negociação. Ele diz que o setor privado tanto da Europa como do Brasil consideram o acordo crucial, para reforçar comércio e investimentos entre as duas regiões. “O Brasil se beneficiará bastante de mais investimentos europeus e terá melhor acesso ao mercado co-

mum europeu, de 500 milhões de consumidores”, diz. Segundo Gambardella, os interesses não estão limitados a exportação agrícola pelo Brasil e Mercosul, e de outro por manufaturados europeus para o bloco do Cone Sul. “A realidade é que todos queremos produzir e comercializar produtos e componentes com alto valor agregado”, diz. “Todos temos, portanto, interesse em ampla abertura,”

22/04/2014 Valor Econômico Brasil | Pág. 4

O executivo diz que a industria brasileira, que apoia o acordo UE-Mercosul, não deve deixar o governo perder a oportunidade. Pede que Brasilia mantenha o compromisso de avançar na negociação, tambem de agora até a eleição, até porque o resto do mundo está fazendo progressos. “Todo mundo está negociando com todo mundo — EUA e Europa, EUA com parceiros do Pacífico, UE com Japão”, afirma Gam-

bardella. “O Brasil não pode se dar o luxo de ficar fora de acordos comerciais globais.” A Europa é o maior parceiro comercial do Brasil, representando 22% do comércio brasileiro, segundo dados da EUBrasil. Entre 2011 e 2013, as exportações do Brasil para os 27 países do bloco europeu caíram US$ 5,3 bilhões, enquanto as importações aumentaram US$ 4 bilhões , conforme dados da Organização Mundial do Comércio

(OMC). A UE é também o maior investidor no país, com mais de 40% do total. Os investimentos europeus no Mercosul alcançam mais de 285 bilhões, acima do total investido na China, Índia e Rússia. Depois de declarações do ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, de que a oferta do Mercosul estaria concluída, negociadores da UE mantiveram a prudência e esperam ter um sinal seguro nas próximas semanas.

Empresas acompanham queda do dólar com cautela A valorização do real frente ao dólar nas últimas semanas, invertendo levemente a tendência de desvalorização mais acentuada que vinha ocorrendo, colocou os exportadores em compasso de espera. [...] De forma geral, a desvalorização do real frente ao dólar, sobretudo no decorrer de 2013, permitiu preços mais competitivos para a exportação da indústria de calçados. O receio da volatilidade, tanto do câmbio quanto do comportamento dos mercados, porém, impede redução maior de preços e programação de médio e longo prazos, segundo Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados).

Tarifa maior, competitividade menor Passados dez dias do anúncio do aumento de 30,29% na tarifa de luz da indústria na área de abrangência da AES Sul, o impacto do reajuste - em vigor desde sábado passado - ainda preocupa e gera incertezas no setor. O sinal amarelo ligado com a alta, que surpreendeu negativamente também os consumidores residenciais - nesse caso o aumento foi de 28,99%-, gerou nota de indignação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). [...] O presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Calçado (Abicalçados), Heitor Klein, afirma que o tarifaço cria uma dificuldade a mais inclusive no processo de comercialização.

25/04/2014 Diário de Canoas Comunidade | Pág. 16


especial

UM BRINDE À EXCELÊNCIA DO SETOR CALÇADISTA BRASILEIRO A

noite do dia 10 de abril de 2014 ficará na história do setor calçadista brasileiro. Isso porque neste dia, no Espaço TAO, em Novo Hamburgo/RS, foi entregue a segunda edição do Prêmio Direções Abicalçados. Foram premiadas as indústrias com as melhores práticas nas categorias de Marketing, Industriais, Design e Internacionais. Além das empresas, receberam os troféus Destaque o jornalista com a melhor matéria sobre o setor calçadista ao longo de 2013, a personalidade do ano, o projeto destaque em sustentabilidade e o sindicato com mais associados engajados na iniciativa. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, ressaltou que o momento especial destaca a maturidade da indústria calçadista nacional. “Além de comemorar, nesta data, o 31º ano da entidade, é importante destacar aqui as empresas e personalidades que encontram nesta atividade a realização do seu empreendedorismo e de suas carreiras profissionais”, discursou o executivo, destacando também o objetivo de tornar as boas práticas evidenciadas pelo Prêmio estímulos e modelos para outras empresas e profissionais engajados no processo de desenvolvimento da competitividade do setor calçadista nacional.

André Henz (Kidy) recebe Prêmio na categoria Design - Médio e Grande Portes

Fabiano Bladt (Usthemp) -à direita - recebe Prêmio na categoria Design - Micro e Pequeno Portes

Denise Pomjé (Jorge Bischoff) recebe Prêmio na categoria de Marketing - Micro e Pequeno Portes

Rosnaldo Inácio da Silva (Bibi) - à esquerda recebe Prêmio na categoria Industriais - Médio e Grande Portes

Glaumir Pedro Kaiser (Dian Pátris) recebe Prêmio na categoria Industriais - Micro e Pequeno Portes

Saulo Pucci Bueno (Amazonas) - à direita - recebe Prêmio na categoria Internacionais - Médio Grande Portes

Renato Klein (Sind. Igrejinha) - à esquerda recebe Destaque Direções - Sindicato

Anderson Birman - à direita - recebe Destaque Direções Personalidade do Setor

Camila da Veiga da Silva (jornal Exclusivo) recebe Destaque Direções - Jornalista

Juliano Mapelli (Sind. Três Coroas) - à esquerda recebe Destaque Direções - Sustentabilidade

O fundador da Arezzo, Anderson Birman, que recebeu o Destaque Personalidade na oportunidade, ressaltou a importância da iniciativa e agradeceu a “família” que faz a empresa. “Mas o meu agradecimento especial é para o setor calçadista, do qual tenho orgulho de pertencer”, disse. A realização do Prêmio Direções é da Abicalçados e os patrocínios ouro da Caixa Econômica Federal, Apex-Brasil, Grupo Couromoda, Francal Feiras e VPSA; e patrocínios prata da Lectra, Fastcargo e New Profissionais da Imagem. Veja alguns registros do evento na página 8 do informativo.

CONFIRA A LISTA DOS VENCEDORES Direções de Design Médio/grande porte: Kidy Birigui Calçados Indústria e Comércio Ltda - Sticky: o tênis que aumenta de tamanho Micro/pequeno porte: Usthemp Indústria e Comércio de Calçados e Confecções Ltda Usthemp Jeans: design e sustentabilidade

Direções de Marketing Médio/grande porte: Rafarillo Indústria de Calçados Ltda - A nova cara da Rafarillo Micro/pequeno porte: Bischoff Creative Group - Celebration: A transformação de uma data em uma estratégia de marketing

Direções Industriais Médio/grande porte: Calçados Bibi Ltda - A Evolução na Análise da Eficiência Fabril – A Gestão Lucrativa dos Postos de Trabalho Bibi Micro/pequeno porte: Indústria de Calçados Dian Pátris Ltda - Projeto de Conversão Tecnológica e Sustentável

Direções Internacionais Médio/grande porte: Amazonas Produtos Para Calçados Ltda - Projeto CHINA EM AÇÃO Micro/pequeno porte: Ghetz Exportadora e Importadora Ltda - Anatomic & Co nos pés do mundo

Representantes da Rafarillo, vencedores na categoria Marketing, e da Ghetz, vencedores na categoria Internacionais receberam o prêmio posteriormente

Destaque Direções Jornalista: Camila da Veiga da Silva – Jornal Exclusivo/Grupo Sinos - O Brasil está na moda Projeto de Sustentabilidade: Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas – Conhecimento Nunca é D+ Sindicato: Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha Personalidade do Setor: Anderson Birman - Arezzo Cloves Cintra e Valter Cintra (Rafarillo)

Janaina Rezende, Veldecir Menezes, Wesley Vieira e Bruna Pini (Ghetz) maio 2014 - abinforma

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abinotícias

KLEIN É MEDIADOR DE DEBATE SOBRE FINANCIAMENTOS PARA SETOR CALÇADISTA Executivo da Abicalçados participou da abertura do VIII Simpósio de Biomecânica, em Novo Hamburgo

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presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, mediou, no último dia 8 de abril, durante a abertura do VIII Simpósio Brasileiro de Biomecânica do Calçado, na Universidade Feevale, a mesa “financiamentos para o setor calçadista”. Junto dele, participaram o presidente do Badesul, Marcelo Lopes, a diretora-presidente da Fapergs, Nádya Pesce da Silveira, e a CEO do Tecnosinos, Susana Kakuta. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC). Para o executivo da Abicalçados, o interesse de técnicos e gestores sobre o tema é motivo de satisfação. “Dentro de um contexto de perda da competitividade por motivos macroeconômicos, a saída é inovar e os recursos são importantes para viabilização dos investimentos”, disse. A CEO do Tecnosinos, Susana Kakuta, destacou que o setor calçadista deve apostar em inovação e tecnologia. “Só a intensificação da mão de obra não é o suficiente. Evidente

que temos problemas com uma alta carga tributária, custos elevados de estrutura, mas é preciso investir mais em inovação para a garantia da competitividade”. Ela citou o exemplo da Coreia do Sul, que apostando na economia baseada no conhecimento e inovação tecnológica saltou de um PIB per capita de US$ 100 para um de US$ 30 mil em 25 anos. Susana ressaltou que, do case do país asiático, ficam três lições para o investimento em inovação: é preciso capital institucional, governo e iniciativa privada comprometidas com a geração de conhecimento; conteúdo de fomento, disponibilidade de recursos para inovação e um calendário de editais previsível; e capital empreendedor, empresários que assumam o risco. “Aqui, no setor calçadista, temos um bom exemplo de inovação, o SOLA, que é um projeto promovido pela Abicalçados e que tem o objetivo de integrar e facilitar a logística entre calçadistas e fornecedores de insumos”, destacou. Reforçando o anúncio feito pela Fundação de Amparo à Pesquisa do

Rio Grande do Sul (Fapergs) no início de abril, sobre a disponibilização de mais de R$ 45 milhões em editais para fomentar a pesquisa científica no Estado, a diretora-presidente da Fundação, Nádya Pesce da Silveira, destacou a importância do financiamento público para projetos inovadores.

ABICALÇADOS E IED PROMOVEM CURSO ESPECÍFICO PARA CALÇADISTAS Teve início no último dia 23 de abril, na sede da Abicalçados, em Novo Hamburgo/RS, o curso de “Planejamento e Montagem de Coleção”. O objetivo do curso, ministrado pela professora Meline Moumdjian, do Istituto Europeo di Design (IED), é capacitar profissionais ligados à moda para que estejam aptos a enfrentar os desafios contemporâneos do segmento, que exige cada vez mais agilidade e diversificação de produtos. O coordenador da Unidade de Desenvolvimento da Abicalçados, Cristian Schlindwein, ressalta que criar oportunidade para o setor calçadista desenvolver suas empresas e profissionais é uma diretriz seguida pela entidade e que se consolida na parceria com um instituto renomado internacionalmente como o IED. “Temos a segurança de profissionais gabaritados com experiência de mercado que vão trazer aos alunos não só um apoio acadêmico, mas caminhos práticos da rotina de trabalho e uma rede de contatos importante para sua área de atuação”, avalia o gestor.

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abinforma - maio 2014

Conhecimento Conforme o programa, a montagem da coleção deve passar, invariavelmente, por um planejamento, pois os custos de desenvolvimento e metas produtivas da empresa devem ser levados em consideração na escolha das construções e todos os outros componentes aplicados ao projeto. Para Carolina Sétra Castanho, da Sugas Shoes, a iniciativa da parceria Abicalçados e IED é de extrema relevância para o setor calçadista brasileiro. “Gostei muito das aulas – ocorreram encontros nos dias 23 e 24 de abril -, especialmente da troca de informações entre alunos e a professora, favorecendo a consolidação ou até a mudança de conceitos arraigados em relação a sapatos, bolsas e marcas em geral”. A aluna Cristiane Mavszak, da Q. Sonho, fez coro á colega de classe, acrescentando que o curso concede a oportunidade de ampliação dos conhecimentos e a adaptação dos conceitos à realidade do mercado calçadista. “O conhecimento é importante para que se possa,

cada vez mais, oferecer produtos que realmente atendam às necessidades do nosso público-alvo”, disse.

Aulas O curso “Planejamento e Montagem de Coleção”, que teve início no dia 23 de abril, se estende até o próximo dia 15 de maio. São duas aulas semanais, nas quartas e quintas-feiras, ministradas na sede da Abicalçados. A parceria entre Abicalçados e IED promoverá, ainda, entre os dias 21 de maio e 29 de maio, nas quartas e quintas-feiras, das 19h30min às 22h30min, o curso “Playstorming e Design Estratégico”. Ministrado por Rodrigo Najar, do IED, ele tem o objetivo de, junto com o design, aplicar a metodologia do “Playstorming” - treinamento em criatividade e inovação focado em preparar pessoas para a inovação. Para o segundo curso ainda há vagas. Associados à Abicalçados têm 10% de desconto. Mais informações com Camila Oliveira, pelo telefone 51 3594-7011 ou pelo email camila@abicalcados.com.br.

Marcelo Lopes, presidente do Badesul, encerrou o ciclo de debates ressaltando a “agenda dura” que é investir em inovação tecnológica no setor calçadista. “Precisamos recuperar nossa capacidade industrial perdida ao longo dos anos. Para isso, é necessário avançar muito nos processos inovadores”, disse. Segundo

ele, é necessário posicionar os cientistas, cada vez mais, nas empresas. “Nos Estados Unidos, 80% dos cientistas estão nas empresas e 20% nas universidades. No Brasil é o contrário. Precisamos inverter urgentemente”, comentou. Segundo ele, inovação é o conhecimento comercializado e “universidade não vende nada”.

COMISSÃO APROVA PROJETO QUE PREVÊ PRORROGAÇÃO DO REINTEGRA A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados aprovou, em reunião no dia 23 de abril, parecer favorável ao projeto de Lei 6.647/13, de autoria do deputado Jorge Corte Real (PTB/PE), que prevê a prorrogação, até 31 de dezembro de 2016, do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (REINTEGRA). O relator do PL, deputado federal Renato Molling (PP/RS), falou da importância da medida. “Estamos reconstruíndo um caminho para a retomada do REINTEGRA, que foi suspenso em dezembro passado e não foi prorrogado pelo Governo Federal”, explicou o parlamentar. Para ele, o Regime que devolve 3% do que é exportado “é essencial principalmente para a indústria de transformação”. O PL 6.647 segue agora para análise das comissões de Finança, Tributação e Constituição e Justiça e depois tramitará no Senado Federal. O projeto está sujeito à apreciação conclusiva pelas Comissões, ou seja, não precisará ser votado no Plenário.


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FICANN E NORDESTE PRÊT-À-PORTER CHEGAM À 2º EDIÇÃO As duas feiras vão reunir cerca de 160 expositores de calçados, bolsas e vestuário

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ntre os dias 1 e 3 de setembro, a 2ª edição das feiras FICANN – Feira Internacional de Calçados e Artefatos Norte Nordeste e NORDESTE PRÊT-À-PORTER - Feira Internacional de Negócios para Indústria de Moda, Confecções e Acessórios – apresenta o melhor da moda em calçados, vestuário e acessórios para a temporada de alto verão. Nesta oportunidade, o Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, receberá 160 expositores que poderão realizar negócios com os lojistas das regiões Norte e Nordeste. Em 14 mil metros quadrados de área de exposição, as feiras apresentarão uma gama diversificada de produtos como calçados (femininos, masculinos e infantis), bolsas, artefatos de couro, artigos de viagem, artigos esportivos, acessórios de moda, confecções femininas e masculinas, camisaria, moda festa, malharia, tricô e jeans.

em um mercado com amplo potencial de crescimento. “Esta segunda edição vem consolidar a importância do evento e contribuir para o crescimento do Ceará que é um importante consumidor de produtos de moda alto verão”.

Apostando no crescimento

Um evento completo

FICANN e NORDESTE PRÊT-À-PORTER foram criadas para atender as necessidades do varejo de calçados e confecções do Norte e Nordeste, uma das regiões que mais cresce no cenário econômico, responsável por 16% de tudo que é consumido no País.

Jorge Souza, diretor superintendente do Grupo Couromoda, enfatiza a importância de reunir em um mesmo evento os setores de calçados e confecções. “Os lojistas do Norte e Nordeste vão encontrar na FICANN e NORDESTE PRÊT-À-PORTER todas as novidades para alto verão em calçados, acessórios e confecção. É uma oportunidade única para em apenas três dias, em um mesmo evento, conhecer as coleções de moda que vão abastecer as vitrines para as vendas de final de ano”, destaca Souza.

Estudos realizados pela empresa de consultoria LCA mostram que enquanto a previsão nacional para o PIB em 2014 é de um aumento de 2,9%, o Norte e Nordeste devem crescer 3,8%, ou seja, acima da média nacional; e até 2020 os estados da região serão os que mais crescerão em vendas em todo o País. Completando este cenário positivo, em 2013, o Estado do Ceará registrou o maior crescimento no Nordeste, segundo relatório trimestral do Banco Central. Abdala Jamil Abdala, presidente da FICANN e da Francal, destaca que é neste cenário de crescimento que as feiras acontecem gerando a oportunidade de indústria e varejo fazerem grandes negócios

A realização da FICCAN é uma iniciativa conjunta de duas das mais importantes promotoras de feiras do País, a Francal Feiras e o Grupo Couromoda (ambas com sede em São Paulo), que se associaram na constituição de uma empresa sediada em Fortaleza (FICANN Feiras Comerciais do Norte e Nordeste Ltda.) para gerir o evento e buscar novas oportunidades no setor. Já a NORDESTE PRÊT-À-PORTER é uma realização exclusiva do Grupo Couromoda.

GRAMADO RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO SICC A bela cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, receberá, entre os dias 26 e 28 de maio, a 13ª edição do Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC). O evento, que acontece nos pavilhões do Serra Park, apresentará as coleções de primavera-verão 2014/2015 de 350 expositores. A expectativa da Merkator Feiras e Eventos, é de comercializar a produção de dois meses. Lojistas de todo o país já estão confirmando presença da feira. Conforme a Merkator, promotora do evento, já estão confirmados lojistas de todos os estados do País, uma procura superior a do ano passado. Durante a feira, a Abicalçados promove mais uma edição do Projeto Comprador Regional, que trará quatro importadores, três do Equador e um da África do Sul. Além disso, a equipe da entidade acompanhará os blogueiros do projeto Fashion Bloggers em visita à mostra (leia as matérias na página 6). A feira, mais uma vez, é viabilizada como o apoio dos sindicatos das indústrias de calçados de Estância Velha, Ivoti, Igrejinha, Novo Hamburgo, Parobé, Sapiranga e Três Coroas.

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brazilian footwear

PROGRAMA DE PROMOÇÃO ÀS EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS, DESENVOLVIDO PELA ABICALÇADOS EM PARCERIA COM A APEX- BRASIL

BLOGUEIROS INTERNACIONAIS DESEMBARCAM EM GRAMADO A

cidade de Gramado/RS receberá a visita de dois influentes blogueiros de moda internacionais. A Italiana Alessia Milanese, do The Chili Cool, e o colombiano Gerson Rojas, do Maximo Official. A iniciativa é do Brazilian Footwear, programa de promoção de exportações brasileiras de calçados, uma parceria entre Abicalçados e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promove a terceira edição do projeto Fashion Bloggers. “Pela primeira vez estamos trazendo um blogueiro que trabalha tendências de moda masculina, cada vez mais fortes no cenário de moda internacional. Nossa expectativa é apresentar, de forma mais abrangente, a gama diversa de produtos que nossa indústria é capaz de fazer”, declarou Alice Rodrigues, analista da Unidade de Promoção de Imagem da Abicalçados e responsável pelo projeto. Essa é a terceira edição do Fashion Bloggers, que já trouxe a norte-americana Annie Greenberg, do Refinery29, a italiana Veronica Ferraro, do The Fashion Fruit, e a francesa Caroline Back de Surany, do Caroline Daily. Os convidados vêm ao Brasil para uma seção de fotos com calçados brasileiros, selecionados previamente por eles. A escolha das loca-

COMPRADORES INTERNACIONAIS CONHECEM POLOS CALÇADISTAS

ções é estratégica, de forma a mostrar novas paisagens do Brasil a cada edição do projeto. “Queremos que a experiência dos blogueiros seja completa. Além de conhecer a indústria e nossas marcas de calçados, eles devem entender a riqueza e a diversidade da cultura brasileira”, explicou Alice. O primeiro projeto aconteceu no Rio de Janeiro e o segundo em Salvador, na Bahia. Para a coordenadora da Unidade de Promoção de Imagem, Roberta Ramos, os blogs tornaram-se importantes canais de disseminação de moda e comportamento. “Os blogs de moda são hoje referência na construção

Maio também é mês de Projeto Comprador Regional com um grupo formado por compradores do Equador e da África do Sul. Parte do grupo inicia o trabalho por Franca/SP, polo conhecido como especialistas em calçados masculinos. De lá, eles vêm a Gramado, onde encontram outros convidados e participam do SICC, que vai de 26 a 28 de maio.

A Amazonas Sandals aproveitou a oportunidade para calçar essas celebridades e difundir o conceito ecológico da marca, que estava alinhado com os valores do próprio Coachella. “Ações como essa nos possibilitam atingir um público muito influente no cenário internacional. Através deles, conseguimos difundir não apenas a marca, que ainda é muito nova, mas o conceito de sustentabilidade que

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norteia nossas coleções”, declarou Daniel Maia, supervisor de exportação da empresa. Jax Taylor e Carmen Leslie, ambos do programa Vanderpump Rules, demonstraram a satisfação com as sandálias em seus próprios canais de mídias sociais. “Amazonas Sandals, suas sandálias pretas salvaram minha vida neste final de semana no Coachella. As mais confortáveis que já usei”, postou Taylor. No mesmo dia, Carmen postou: “Amazonas Sandals, estou apaixonada pelas minhas sandálias. Recuso-me a tirá-las.” No total, a marca alcançou mais de 9,8 milhões de visualizações na internet, além de artistas como Audrina Patridge, Christina Milian, Nathalia Ramos, Tiya Sircar, Jessica Lowndes, Billy Brown, Amber Rose, Chuck Liddell, Mikey Roe, Chris Wolstenholme e Big Boi calçando as sandálias da marca.

O projeto acontece de 26 a 30 de maio, mesma semana em que acontece o SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado, também em Gramado.

“Nossa intenção é aproveitar a oportunidade da vinda desses compradores e apresentar a maior gama possível de marcas brasileiras dispostas a exportar”, comentou Maria Patrícia Freitas, analista da Unidade de Promoção Comercial da Abicalçados, responsável pela ação. O Projeto Comprador Regional inicia no dia 21 de maio, e termina no dia 29, quando os compradores retornam aos seus países.

AMAZONAS SANDALS É DESTAQUE NO FESTIVAL NO COACHELLA Através do projeto Calçado da Fama, do Brazilian Footwear, a Amazonas Sandals participou de um dos mais badalados festivais de música do mundo, o Coachella. O evento aconteceu em Indio, nos Estados Unidos, de 11 a 13 de abril e contou com a presença massiva de celebridades internacionais, como Katy Perry, Fergie, Jared Leto, além de modelos, como Alessandra Ambrósio, e artistas consagrados do cinema americano.

de tendências e influenciam massivamente o comportamento de consumo. O Fashion Bloggers é um projeto que traz esses importantes formadores de opinião para perto da indústria calçadista brasileira, apresentando marcas, coleções e a riqueza da cultura do País. E é para mostrar essa pluralidade cultural que, a cada edição, escolhemos uma locação diferente e importante no cenário brasileiro.”


associados

GRUPO AMAZONAS EXPANDE NEGÓCIOS E INAUGURA NOVA UNIDADE EM CAMPO BOM, NO RIO GRANDE DO SUL

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ma nova unidade do Grupo Amazonas foi inaugurada em Campo Bom/RS, a 57 quilômetros da capital gaúcha, no dia 29 de abril. Esta unidade de 20 mil metros quadrados é resultado do processo de expansão da empresa, que tem sua matriz sediada em Franca, interior de São Paulo, e que atualmente possui seis fábricas no Brasil e no exterior - duas em Franca, duas em João Pessoa/PB, uma em Jequié/BA e uma em Montevidéu, no Uruguai; além de unidades de atendimento em Novo Hamburgo/RS, São João Batista/SC, São Paulo/SP, Americana/SP, Nova Serrana/MG e Buenos Aires, na Argentina. O Grupo Amazonas - responsável por mais de dois mil empregos diretos, sendo a maior fabricante de componentes para calçados, móveis e embalagens da América Latina e um dos maiores do mundo – leva para Campo Bom uma unidade de negócios completa. No local há showroom, laboratório e atendimento técnico em adesivos. Também contará com a unidade da Amazonas Logística (AM Log) - uma das mais completas da empresa e que conta com saídas diárias para diversos destinos. Além disso, a Amazonas Campo Bom contará com laboratório para criação e desenvolvimento de pinturas e

texturas especiais para solados laqueados. Vale lembrar que trata-se de uma mudança de município – já que a empresa está localizada em Novo Hamburgo há mais de 40 anos – impulsionada pela necessidade de crescimento e aprimoramento logístico, uma vez que o novo endereço gaúcho facilita o acesso que permeia toda a rota do Vale do Sinos. Além disso, a nova unidade oferece maior infraestrutura para agrupar no mesmo espaço todos os negócios do Grupo, incluindo depósito, laboratórios, showroom, atendimento e amplo espaço de armazenamento logístico; o que trará melhorias no atendimento inclusive a outros segmentos da Amazonas, como Embalagens, Moveleiro e Construção Civil. “A abertura desta nova unidade irá proporcionar novas oportunidades de negócios para todo o Grupo Amazonas, melhorando ainda mais nossa atuação na Região. O Rio Grande do Sul sempre foi de extrema importância para nós. Conta com um dos principais polos calçadistas do País e, com certeza, um dos mais estratégicos.  Somos acolhidos pela Região há 43 anos e temos os melhores laços com o Estado”, comemora Saulo Pucci Bueno, diretor do Grupo.

Quem se beneficia são todos, como aponta Faisal Karam, prefeito de Campo Bom. “É com orgulho e muita expectativa que a comunidade de Campo Bom recebe esta importante empresa que contribuirá muito para o desenvolvimento da cidade, gerando mais empregos, renda e fazendo girar a engrenagem da economia. Empresas do porte da  Amazonas são fundamentais para  a manutenção da qualidade de vida da comunida-

de de Campo Bom, uma cidade privilegiada em termos de infraestrutura e localização e que investe no futuro justamente por contar com  o privilégio de parcerias como a que se inicia com a do grupo Amazonas”. Amazonas possui mais de seis décadas de muita pesquisa e inovação tecnológica aplicada aos solados, adesivos, compostos e private label, exportados para os cinco continentes.

balança comercial

EXPORTAÇÕES REGISTRAM QUEDA EM MARÇO Depois de um mês de fevereiro de leve recuperação, as exportações de calçados voltaram a cair em março, quando foram exportados 10,2 milhões de pares que geraram US$ 79,2 milhões. Os números apontam para quedas de 4,3%, em receita, no comparativo com igual mês do ano passado e de 22,7% com relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de calçados continuam com resultados negativos no comparativo com igual período do ano passado. Nos três meses foram embarcados 33,45 milhões de pares que geraram US$ 274,6 milhões, resultado 2,3% inferior ao auferido no primeiro trimestre de 2013. Em pares, porém, foi registrada uma alta de 8,1%, explicada pela queda de 9,7% no preço médio pago pelo produto brasileiro, agora em US$ 7,59. Se as exportações seguem caindo, a tendência oposta é verificada nas importações. No mês três entrou no Brasil o equivalente a US$ 50,2 milhões, somando US$ 171 milhões no trimestre. No comparativo com o mesmo trimestre do ano passado o aumento é de 16,3%. O resultado é uma queda na balança comercial de calçados de 22,7%.

Angola já é o terceiro principal destino Crises macroeconômicas e turbulências políticas seguem atrapalhando o desempenho do calçado nacional em mercados mais tradicionais, como Estados Unidos, França e Argentina. No primeiro trimestre, as exportações para os Estados Unidos caíram 1,5% com relação a igual período do ano passado (de US$ 44,54 milhões para US$ 43,86 milhões). Já as vendas para a França caíram 4,2% (de US$ 20 milhões para US$ 19,2 milhões) e para a Argentina 43% (de US$ 24,75 milhões para US$ 14,13 milhões). A Angola desbancou a Argentina e agora é o terceiro principal destino do produto verde-amarelo. No primeiro trimestre os angolanos compraram o equivalente a US$ 16,22 milhões em calçados brasileiros, um incremento de 55% ante o mesmo período de 2013.

Importações de esportivos assustam Os importadores de calçados esportivos, especialmente dos provenientes da Ásia, seguem aproveitando o momento da Copa do Mundo para invadir as vitrines nacionais. Nos três primeiros meses, as importações destes produtos aumentaram muito mais do que as compras totais de calçados do exterior. Entre janeiro e março, entraram no Brasil o equivalente a US$ 85,16 milhões em produtos esportivos, 50% mais do que o registrado no mesmo período de 2013. Segundo a Abicalçados, muitas destas importações, que chegam com carimbo de países como Vietnã, Indonésia e até Paraguai, são, na realidade, provenientes da China. Em partes, porém, as importações caíram 18,4% em dólares. No primeiro trimestre deste ano entraram no Brasil o equivalente a US$ 21,5 milhões em cabedais, solas, saltos, palmilhas entre outros componentes. A principal origem segue sendo a China, que responde por 55% do total importado.

Fonte: MDIC/Abicalçados

maio 2014 - abinforma

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NOITE DE CONFRATERNIZAÇÃO DO SETOR Confira algumas das presenças na cerimônia de entrega do Prêmio Direções, no Espaço TAO, em Novo Hamburgo/RS

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Luis Felipe Nascimento (Unisinos), Ronise Ferreira dos Santos (PUCRJ), Cristian Schlindwein (Abicalçados) e Cláudio Senna Venzke (UFRGS)

Genaro Galli (ESPM-Sul) e Mariana Gomes (Apex-Brasil)

Marlim e Suzana Kohlrausch (Bibi) e Marco Kirsch (ACI)

Danilo Cristófoli (Cristófoli), Luciane Varisco (Grupo Sinos) e Cristiano Bet (Grendene)

Moacir Berger (AICSul), Ernani Reuter e Adalberto Leist (Paquetá)

Gilmar Dalla Rosa (Couromoda), Raul Klein (Kildare) e Marlos Schimitt (Abrameq)

Juliano e Tatiana Mapelli (Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas)

Renato Klein (Sindigrejinha e Piccadilly) e Micheline Grings (Piccadilly)

Saulo Pucci Bueno (Amazonas), Willian Marcelo Nicolau (Assintecal), Paulo Griebeler (IBTeC) e Daniel Noschang (Grupo Sinos)

João Fernando Hartz (Sunset Shoes) e Anderson Birman (Arezzo)

Luis Coelho (Sindigrejinha), Marco Copetti (Sebrae) e Rogério Dreyer (Abicalçados)

João Fischer (Deputado estadual) e Lioveral Bacher (Paquetá)

abinforma - maio 2014

Abinforma - Maio de 2014  

Informativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados)

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