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REPORT Shevat - Adar 5778

Tradução: Luiz Mourato Neto

Since 1976

Founded by Ari & Shira Sorko-Ram

O longa metragem conta a história de Yacov Damkani, ex-bandido, que se tornou o primeiro evangelista messiânico nas ruas de Israel.

“UM NOVO ESPÍRITO”: O FILME MAIS CONTROVERSO DE ISRAEL Shira Sorko-Ram

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ela primeira vez na história do moderno estado de Israel, um filme de cunho religioso baseado em Yeshua, o Messias, foi produzido e lança-

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do em todos os cinemas do país inteiro. “Um novo espírito” conta a verdadeira história de Yacov Damkani, ex-bandido de uma cidade israelense assolada pela pobreza, que fugiu para os Estados Unidos e aceitou Yeshua como o seu Messias. Damkani foi discipulado na comuni-

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dade do cantor Keith Green nos anos 70 e sua vida foi totalmente transformada. Ele voltou para casa e tornou-se o primeiro evangelista nas ruas de Israel, pregando de forma ousada a Boa Nova a curiosos judeus comuns e furiosos ultraortodoxos... e faz isso até os dias de hoje.

CONTRIBUIÇÕES BANCO DO BRASIL AGÊNCIA 203-8 - C/C 14.206-9


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O filme estreou em dezembro de 2017 na famosa Cinematheque de Tel Aviv para uma audiência animada de centenas de pessoas. Muitos outdoors e cartazes de “Um Novo Espírito” foram espalhados pelas ruas de Tel Aviv, Jerusalém e cidades vizinhas. Além disso, o programa noturno de notícias mais popular de Israel dedicou mais de 13 minutos de seu horário nobre para falar sobre o filme, que já ganhou prêmios de Melhor Ator e Cinematografia no Festival Internacional de Boston e Melhor Ator no Festival de Cinema de Madri - cada um com cerca de 200 filmes participantes. O Conselho de Imprensa de Israel deu ao filme um prêmio de “atuação inspiradora”. Doron Eran, que produziu e dirigiu o filme, é um conhecido cineasta israelense já há 25 anos. Ele produziu cerca de sessenta filmes, incluindo documentários e séries para a TV.

CINEASTA SE ENCONTRA COM EVANGELISTA Três anos atrás ele conheceu Yacov Damkani, quando lhe pediram para fazer um documentário de quarenta minutos sobre a Comunidade Messiânica em Israel. Ele entrevistou dez israelenses, e um deles foi Yacov. A entrevista durou apenas alguns minutos, mas Yacov deu-lhe o livro que contava a sua história de vida, chamado “Por que eu?” Quando Doron o leu, ele disse a si mesmo: “Isto é um filme para Hollywood!” Doron admite que não previu a forte reação que receberia dos israelenses. Ele explica que sempre fez filmes de natureza polêmica. “Estou acostumado a lidar com assuntos difíceis. Eu quero despertar a sociedade. Um dos filmes mais vistos que fiz foi sobre a circuncisão das meninas na comunidade beduína israelense. Na verdade, a maioria dos meus filmes lida com assuntos sociais. Muitas pessoas têm medo de dizer qualquer coisa - mesmo quando se deparam com uma flagrante injustiça”. Mas este filme sobre a descoberta de Yeshua por parte de Yacov é um mergulho na controvérsia mais profunda que

este cineasta já tenha feito. “Quando as pessoas na rua me reconhecem”, diz Doron, “elas são extremamente críticas com esse filme. Elas me dizem que o filme é ótimo - mas esse é o problema! É perigoso para os judeus assisti-lo”, ele relata.

Yacov Damkani, cuja história de vida é contada em “Um Novo Espírito”.

OS ULTRAORTODOXOS FIZERAM UMA LAVAGEM CEREBRAL NA NOSSA NAÇÃO Doron continua: “Eles gritam para mim: você não é mais judeu! Você é cristão! Você é um missionário! Você traiu seu próprio povo!” Quando eu respondo que Yeshua era judeu, eles gostam menos ainda. Esta foi a experiência mais estranha que já tive”, diz ele, e explica: “O nosso governo atual tem sido muito sábio ao lidar com todas as armadilhas diplomáticas e militares externas que têm como objetivo derrubar nossa nação. Mas, internamente, eu tenho visto esse mesmo governo permitir que os Haredim (ultraortodoxos) assumam o controle da alma da nossa nação. Eu sinto a ditadura dos Haredim”. “É uma ditadura religiosa. Eles estão lavando o cérebro da nossa nação. Agora me chamam de missionário; que não sou mais um judeu. É assustador e estou desapontado. Eu nasci judeu e morrerei judeu”.

“ISRAEL PRECISA DE MAIS UNS DEZ FILMES SOBRE YESHUA!” Em vez de deixar a rejeição desencorajá-lo, ele mostra sua força de caráter olhando para o futuro. “Israel vai precisar de mais uns dez filmes sobre Yeshua antes das pessoas começarem a absorver a verdade!”, conclui. “Eu recebi um telefonema de alguém que viu o filme, e ele me disse: ‘Você está à frente do seu tempo’”, observou Doron. No entanto ele crê que este filme precisa ser visto pelos israelenses. “Todos que assistirem a este filme terão a oportunidade de ver as coisas sob um ponto de vista completamente diferente. Eles só têm que assisti-lo!”

Antes de conhecer Yacov, Doron reconhece que não sabia nada sobre Yeshua. Na escola, ele aprendeu que Yeshua nasceu judeu, mas foi só. Doron explica: “Eu não sabia que Ele tinha vivido como judeu e que morreu como judeu. Só me disseram que ele era cristão. Nós não falávamos sobre Ele como ‘nosso Yeshua, o judeu’, mas sim ‘o Jesus Cristo deles (os gentios)’”. “Para mim foi um processo de três anos. Estou lendo o Novo Testamento; estou me aprofundando no processo de aprendizagem. Sou um estudante!” Reconhece Doron. Eu lembrei a ele que em hebraico a


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mo que seus pés nunca tenham tocado a Terra Santa enquanto ele estava vivo”. “Esta é uma crença muito estranha para a maioria dos israelenses, mas, tudo bem, pensam. Mas quando se trata de Yeshua, há um padrão duplo muito arraigado. Eles declaram que você não pode ser judeu e crer em Yeshua”. Até mesmo os atores do filme tiveram longas conversas entre si e com Doron. Eles disseram a ele: “Você não sabia que as pessoas ficariam iradas com você?” O ator principal, Imri Biton, também se viu em uma posição bem incomum. Frequentemente ele sofre ataques verbais e lhe perguntam se ele agora é cristão. Ele responde: “Veja o que Yeshua fez para Yacov. Ele era um bandido. E quando ele creu em Yeshua ele se tornou uma nova pessoa. Estes judeus messiânicos estão contando sua própria verdade. Como ator profissional, eu posso me juntar a eles”. Imri acrescentou que, como ator profissional, ele estava pronto para fazer o filme porque confiava na integridade das pessoas com quem estava trabalhando. Ele confiava em Doron, em seu produtor e em Yacov Damkani.

“EU ACREDITO QUE O FILME PODE MUDAR A FORMA DE PENSAR DAS PESSOAS”

palavra estudante é talmid. Talmid é a palavra que Yeshua usava para os seus seguidores. No Novo Testamento, talmid é a palavra usada para discípulo.

ALGUNS ULTRAORTODOXOS CREEM QUE SEU RABINO RESSUSCITOU Doron relatou uma conversa que ele havia tido no dia anterior em uma entrevista de rádio de trinta minutos: “Eles me perguntaram: Por que você precisava fazer um filme sobre Yeshua? Por que colocá-lo em nossa mistura religiosa?” “Minha resposta foi a seguinte: o

movimento Habad ao redor do mundo é muito popular. São judeus ultraortodoxos que geralmente são felizes e gentis e oferecem muita ajuda humanitária aos judeus em todo o mundo. Eles são bem quistos. No entanto, quando seu Lubavitcher Rebe, o rabino Menachem M. Schneerson, morreu em 1994, eles o enterraram em um túmulo no Queens, Nova York. O local é visitado por cerca de 50 mil judeus por ano. No entanto, muitos de seus seguidores creem piamente que ele não está naquele túmulo; que seu corpo já não está lá. Um dia, dizem eles, ele voltará a Israel e reinará como messias - mes-

Doron admite que muitos israelenses o veem como ingênuo. “Mas”, ele responde: “Eu sou um diretor que acredita profundamente que o filme é o instrumento mais poderoso inventado nos últimos 100 anos e que é capaz de mudar o pensamento do mundo”. “Hollywood mudou tudo”, diz ele. “Eles podem vender qualquer coisa. Eu quero usar esse meio para mudar a forma de pensar das pessoas”. E ele continua: “Um dia eu estava caminhando pela rua Dizzengoff (em Tel Aviv) e alguns proprietários de Cafés saíram e disseram: “Nós estamos falando sobre esse filme faz três dias!’ É isto que eu quero ouvir!” “Eu tenho acompanhado as discussões no Facebook por causa desse filme. Eu estimo que 70% dos posts são negativos


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Doron Eran, Produtor e Diretor de “Um Novo Espírito”.

e 30% positivos. Novamente, meu objetivo é convencer as pessoas a pensarem”.

YESHUA DESAFIOU A CORRUPÇÃO Doron lamenta verdadeiramente a corrupção e a ganância pelo poder que ele vê em todos os lugares. “Ao estudar o Novo Testamento, penso na Jerusalém do tempo de Yeshua na terra. Os políticos eram corruptos, os líderes religiosos eram corruptos, e Yeshua estava determinado a desafiar essa corrupção. Hoje é a mesma coisa. Se Yeshua estivesse em Jerusalém hoje, ele estaria confrontando o mal que existe com nossos líderes”. Doron fala dos objetivos originais dos primeiros pioneiros que vieram a Israel para construir uma nova nação honesta

Vocês podem ofertar nas seguintes contas da Maoz:

e de princípios. “Meu pai foi uma das duas pessoas que estabeleceram o Kibbutz Manara, na fronteira libanesa. Ele nunca teria sonhado que, neste novo Estado para o povo judeu, o primeiro-ministro seria um dia preso por corrupção, um presidente seria preso por estupro. Que o ministro das Finanças iria para a prisão por roubar dinheiro que pertencia aos sobreviventes do Holocausto, ou que o ministro das Comunicações também seria preso por roubo. Mesmo hoje”, diz o cineasta suavemente, “nosso governo está enterrado em investigações de corrupção. Da mesma forma como ocorreu

no tempo de Yeshua na terra”. Sem margens para erro, podemos admitir que Doron Eran é hoje o produtor/diretor de cinema mais incomum de Israel. E ele é certamente a voz mais corajosa entre aqueles na indústria cinematográfica israelense - de longe.

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POR QUE A GUATEMALA DISSE “SIM” PARA JERUSALÉM? Shira Sorko-Ram

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Guatemala é um pequeno paraíso onde o tempo é sempre agradável e as cidades maiores se localizam em encantadoras cadeias de montanhas. E se isso não bastasse, essa pequena nação oferece praias maravilhosas tanto no lado caribenho quanto no Oceano Pacífico. Mas a Guatemala também é um corredor para o tráfico de drogas entre Honduras e México. Seu litoral não patrulhado e as selvas parcamente povoadas são pontos de pouso populares para barcos e aviões que transportam drogas da América do Sul. Crime e corrupção sempre levam miséria para o povo de uma nação e a Guatemala teve sua quota. Eventos completamente além do controle da Guatemala, como a revolução marxista de Castro em 1959 na vizinha Cuba, ou um terremoto devastador em 1976, que deixou mais de 20 mil pessoas mortas e um milhão de desabrigados, além da pobreza atual de mais da metade de seus 17 milhões de cidadãos – que provoca mais crimes - desafiaram cada líder desta nação por mais de um século. Os cidadãos da Guatemala sofreram uma guerra civil de 36 anos, com ditadores “bons” e maus, que matou mais de 200 mil pessoas. Além disso, os líderes dos governos enfrentaram uma forte oposição de guerrilha até que, finalmente, acordos de paz foram assinados em 1996.

O presidente Jimmy Morales, com sua esposa, a primeira-dama, Hilda Marroquin, acena para a multidão, depois de ter feito o Juramento no dia 14 de janeiro de 2016. O evangélico comediante de televisão e recémchegado à política governa uma nação centro-americana tomada pela pobreza arraigada, pela corrupção e por violentas gangues criminosas. Os cristãos estão orando.

UM CONTRA-MOVIMENTO MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS Simultaneamente, uma nova onda de mudanças começou a surgir. Nesse país majoritariamente católico, a mensagem do Evangelho - levando a multidões salvação pessoal através de Jesus - espalhou-se por toda parte. As pessoas começaram a orar pela cura de sua nação. Uma nova constituição, com maior ênfase às garantias dos direitos humanos, foi aprovada em maio de 1985, resultando na primeira eleição de um presidente civil na Guatemala em quinze anos. Mas, com a saída dos ditadores e seu forte braço militar, várias facções de

guerrilhas marxistas e gangues criminosas encontraram novas oportunidades para se unirem em sua insurgência. Quando a instabilidade varreu a maior parte da América Central, os militares da Guatemala novamente tomaram as rédeas até 1996. Mas, apesar de todos os altos e baixos, o Corpo do Messias continuou a expandir-se, e agora estima-se que 40% dos guatemaltecos são evangélicos nascidos de novo. De acordo com a Aliança Evangélica, existem cerca de 27.000 igrejas evangélicas na Guatemala! E foi nesse cenário que a Guatemala escolheu Jimmy Morales, um evangélico, como presidente nas eleições de 2016.


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PRESIDENTE MORALES E TRUMP Os paralelos entre os dois presidentes são incríveis. O presidente Morales era conhecido como personalidade da mídia, ator, produtor e empresário. Ele é evangélico - e não apenas nominal. Seus estudos no primário e no colegial (Ensino Básico) foram realizados no Instituto Evangélico Latino-Americano. Também estudou teologia no Seminário Teológico Batista e produção audiovisual na Radio Televisión Española, em Madri, Espanha. Embora ele tenha vindo de uma família muito pobre, vendendo bananas na rua, ele se formou em vários cursos, foi professor universitário e fundou várias empresas. Assim como o presidente Trump, ele dirige um partido de direita e prega valores conservadores. Ele se identifica como nacionalista e se opõe ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à legalização de drogas. Em princípio, ninguém o levou muito a sério, já que ele nunca havia ocupado uma posição política. Mas, como Trump, Morales, o cavalo menos favorito e candidato subfinanciado da cor-

rida, veio por trás em uma pista com catorze aspirantes, ficando na frente no primeiro turno, derrotando uma ex-primeira-dama na corrida presidencial. Ele venceu uma onda de desgosto público para com a elite política e pelo sistema “fraudado” e, em outubro, correndo como um forasteiro, sem conexão com a classe política desacreditada, o Sr. Morales ganhou 67 por cento dos votos no segundo turno. O sucesso de Morales foi visto como um sinal da desconfiança de muitos guatemaltecos em relação à elite política que governou o país por décadas. O último presidente renunciou por corrupção. Na verdade, pelo menos dez parlamentares estão sob investigação no momento. Embora ninguém acuse o Sr. Morales de enriquecimento, este ano seu filho e seu irmão foram acusados de corrupção, e há uma investigação da ONU que afirma que ele não divulgou algumas contribuições para sua campanha presidencial. Por causa da difícil história da Guatemala, sua democracia ainda é frágil. Mas muitos líderes cristãos acreditam que foram as orações que ajudaram o país a navegar por sua última crise, sem

grandes violências ou um colapso no processo constitucional. Quando Morales assumiu o cargo, os cristãos sabiam que haveria muito em jogo e muito peso nos ombros dele. Muitos no Congresso estão manchados com ligação com o vasto submundo da Guatemala. Mais de dois terços da cocaína que entra nos Estados Unidos passam pelo país. Crime e insegurança - alimentados por gangues, extorsão e tráfico de drogas – extrapolam os gráficos. A economia está em farrapos. Por isso os cristãos levaram a sério a ordem do Senhor de orar por seus líderes.

ENTRA EM CENA O RABINO YOSEF GARMON O rabino da Guatemala, Yosef Garmon, é um rabino incomumente carismático e muito amado por judeus e cristãos. Nascido e educado em Israel, ele também é um brilhante estudioso e escritor. Seu calor humano e genuíno amor por seus semelhantes ganharam fortes laços com os líderes evangélicos guatemaltecos. Embora haja apenas cerca de 900 guatemaltecos judeus, o rabino Garmon goza de um favor e respeito excepcionais neste país. Como a Guatemala sempre mostrou um coração especialmente caloroso para com Israel, o rabino Garmon teve muitas oportunidades de representar os interesses de Israel e assessorar funcionários do governo. Na Guatemala, como em outros países latino-americanos, há um grupo oficial de parlamentares que apoia as causas de Israel.

EL SALVADOR

Há alguns meses, o rabino Garmon começou a encorajar mais membros do parlamento a se juntarem a esse grupo, e dentro de pouco tempo, 50 legisladores no Parlamento se juntaram à Liga dos Amigos de Israel.

A ONU VOTA PARA PROCLAMAR JERUSALÉM COMO SENDO PALESTINA No dia 30 de novembro de 2017, a Assembleia Geral da ONU, liderada pelos estados islâmicos, votou 151 a seis, com nove abstenções, afirmando


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Da esquerda para a direita: Cash Luna, pastor da igreja Casa de Dios, com 30.000 membros, na Cidade da Guatemala; o rabino da Guatemala Yosef Garmon; Ari Sorko-Ram; Robert Morris, pastor da Igreja Gateway, de 36 mil membros, em Southlake, Texas.

que Jerusalém não tem nada a ver com Israel. A Guatemala estava entre as 151. No entanto, imediatamente, os pastores cristãos se queixaram, protestando contra o voto do presidente contra Israel. As igrejas cristãs, juntamente com os cinquenta parlamentares liderados pelo rabino Garmon, e o prefeito da Cidade da Guatemala, pressionaram o presidente da Guatemala a apoiar Israel. Como resultado, a Guatemala fez uma “correção” em seu voto e rejeitou a medida da ONU. Em 6 de dezembro de 2017, quando o presidente Trump anunciou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, a Guatemala assistia a tudo. Duas semanas depois, o rabino descobriu que, no Peru, um grupo de parlamentares se preparava para pedir ao presidente do Peru que mudasse sua embaixada para Jerusalém. Ele então compartilhou a notícia com a Liga dos Amigos de Israel no parlamento da Guatemala, e eles decidiram fazer o mesmo.

Esses cinquenta parlamentares, juntamente com o prefeito da Cidade da Guatemala e pastores cristãos, pediram ao presidente da Guatemala que mudasse a embaixada do país para Jerusalém. Na véspera de Natal, o primeiro-ministro Netanyahu falou com o presidente Morales, pedindo-lhe que seguisse o exemplo do presidente Trump e anunciasse que ele também reconheceria Jerusalém como a capital de Israel. Naquela noite, ele fez exatamente isso.

JUDEUS E CRISTÃOS, TRABALHANDO JUNTOS, CONSEGUIRAM A VITÓRIA “Somos gratos ao nosso presidente por tomar esta atitude”, disse-nos um empresário cristão guatemalteco em um e-mail, “mas isso só aconteceu por causa da pressão de todos os pastores cristãos, do rabino e da Liga da Amizade no parlamento. Essa pressão finalmente o levou a tomar a decisão de mudar a Em-

baixada da Guatemala para Jerusalém”. O porta-voz do governo disse que a decisão foi tomada sem qualquer pressão ou sugestão dos Estados Unidos. A decisão foi deles de ser a segunda nação do mundo a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel! “Nosso presidente está recebendo os elogios, mas ele também tem que se posicionar ante uma tremenda pressão dos governos árabes, líderes palestinos e nações europeias para voltar atrás em sua decisão”, escreveu nosso amigo que tem muitos contatos no governo e com líderes de igrejas. É claro que Israel ficou extasiado. A primeira página do Jerusalem Post foi delirante: “Embora tenha sido corajoso por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desviar-se do consenso da ‘comunidade internacional’ e fazer o que é certo, para a Guatemala foi mais do que corajoso. E nós aqui no estado judeu somos muito gratos. Viva Guatemala!”


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Um grande número de parceiros já fez seu recadastramento (se você está entre eles, muito obrigado), mas ainda há muitos que não se manifestaram, o que, para nós, é uma indicação de que, talvez, tenham se mudado e não mais recebem nossas correspondências, e isto só endossa nossa decisão de procurarmos saber quem ainda recebe nossas revistas.

O nosso objetivo é enviar nosso material para o maior número possível de pessoas que desejam orar, difundir a nossa visão e ofertar a este Ministério, cujo objetivo final é abençoar o Corpo do Messias em Israel. Para fazer seu recadastramento é muito simples, basta enviar-nos um e-mail para qualquer um desses endereços eletrônicos: anderson@maozisrael.org e/ou luiz@maozisrael.org.

Temos muito a compartilhar com vocês sobre Israel - sob o ponto de vista de quem vive lá - e sobre o que temos feito no sentido de abençoar esse amado povo de Deus. E tudo o que temos feito lá só foi possível por causa de sua parceria, em oração e ofertas.

Para concluir, menciono aqui um dos princípios bíblicos que norteia a minha vida e tenho toda a convicção de que também se aplica a cada um de vocês, afinal, o Senhor mesmo o declara em Sua Palavra: os que abençoam Israel, são abençoados. E ponto final! É fato!

Shalom em Yeshua

Luiz Mourato

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February 2018 Maoz Israel Report - Portuguese  

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