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97%

Órgão oficial do Sindicato dos Padeiros, Confeiteiros, Balconistas, Gerentes, Caixas, Ajudantes, Faxineiros e demais trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Paulo – Diretor: Chiquinho Pereira – outuBRO – 2013

Chapa 1 é eleita com Resultado das urnas comprova: categoria quer continuidade do trabalho do Sindicato Paulo Rogério “Neguita”

dos votos

15.779 dos 18.139 trabalhadores com direito a voto vão às urnas e dão demonstração de responsabilidade e conscientização política votando e elegendo a Chapa 1, do Sindicato, com 97% dos votos válidos. O resultado mostra que a categoria votou para dar continuidade ao trabalho que o Sindicato vem desenvolvendo ao longo desses anos. Páginas 4 e 5

Campanha Salarial SP 2013-2014

Trabalhador, lute. SUa família merece muito mais!

Plenária da UGT cobra regulamentação de direitos básicos da Constituição Página 6

Padeiros e Abip juntos para acelerar setor Página 7

STF adia votação do PL 4.330 Página 7

Há 40 dias nas ruas e nas empresas, logo após a aprovação em assembleia da pauta de reivindicações, a ação e a mobilização dos nossos companheiros é total. Tanto empenho tem uma razão: não atrasar as negociações, afinal o maior prejudicado é o próprio trabalhador. Entre as reivindicações a extensão da cesta básica a todos os trabalhadores; aumento real de 10% no salário; adicional noturno de 60%.Negociações diretas com as empresas continua dando excelentes resultados na questão da cesta básica. Página3 Outubro – 2013

Associação dos Padeiros Aposentados tem nova diretoria Página 7

Pauta dos padeiros será unificada em todo o país Página 8 1


Editorial

Categoria mostra força nas urnas e nas negociações com o patronal F

inalizamos um dos mais importantes processos desse Sindicato: as eleições que elegeu a nova Diretoria que vai nortear os rumos dos nossos trabalhadores pelos próximos quatro anos. Urnas apuradas vem a notícia boa e que engrandece e fortalece qualquer categoria: 15.779 dos 18.139 trabalhadores com direito a voto foram às urnas dando vitória à Chapa 1 do Sindicato com 97% dos votos válidos. Resultado que nos trouxe satisfação e gratificação. Primeiro, porque mostra claramente que o trabalhador aprova e apoia o trabalho que vimos fazendo nesses anos todos. Em segundo, essa eleição nos mostrou que os tempos são outros. Mudaram os trabalhadores que hoje tem

mais consciência da importância de sua participação na vida do Sindicato - tanto é que até fila tinha para votar - e mudaram os patrões. Das mais de 1500 empresas que visitamos com as urnas itinerantes ou com urnas fixas onde fomos recebidos de forma cordial e até incentivadora, apenas uma empresa agiu de forma arbitrária tentando dificultar a votação dos trabalhadores. E adivinhem de quem é essa empresa? Nada menos que um dos diretores do Sindicato Patronal! Mas de forma geral, a recepção da maioria é a que vale e o resultado final é o que importa: nosso patronal amadureceu. Agora a hora é de arregaçar as mangas e darmos continuidade ao que vínha-

mos fazendo. A prioridade continua sendo a nossa Campanha Salarial SP – 2013/2014. Aprovada em assembleia por unanimidade dos trabalhadores, a pauta traz reivindicações como aumento real de do salário e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e aumento do abono do Dia dos Padeiros. Tem ainda a cesta básica, luta de várias campanhas salariais. Avançamos neste quesito porque estamos negociando direto com os patrões, mas ainda é muito pouco. Parte da nossa categoria ainda não recebe esse benefício. Mas para conquistarmos tudo isso e mais os outros itens da pauta, precisamos nos mobilizar e quanto mais trabalhadores vierem para as trincheiras, maior a

Chiquinho Pereira presidente do Sindicato

força da nossa categoria na hora de negociar com o patronal. E como todos nós sabemos, para enfrentar a choradeira desse patronal só mesmo uma categoria forte como a nossa. E é com essa força e com essa energia que vamos lutar para conquistar todos os itens da nossa pauta. Por isso, companheiro, não espere acontecer. Lute!

entre na luta do fgts e defenda seu Dinheiro O Sindicato está recolhendo adesões para a ação judicial destinada a reaver a correção do FGTS que vem sendo fraudada pelo governo desde 1999. A fraude abrange todos os trabalhadores que, a partir desse ano, tinham ou têm saldo na conta do FGTS.

Livro lembra "Greve dos 400 mil" em São Paulo A “Greve dos revidar com uma 400 mil”, deflagreve de repúdio grada em ouao que Juscelitubro de 1957, no alertou: “Não em São Paulo, é há greve contra um exemplo da a Justiça. Se vosituação política cês tiverem fore social pela qual ça que façam a o país passava revolução e, se no período do não derrubarem ex-presidente da o governo, o pau República Juscevai cantar”. lino Kubitschek. O movimento O episódio é relatado no livro dos padeiros na ocasião foi tão “Tempos de Luta e Glória – A forte que conquistamos o estaHistória do Sindicato dos Pa- belecimento de pisos salariais deiros de São Paulo – 1930- por função. O tema voltaria à 2010”, de autoria de Cláudio discussão na campanha salaBlanc e Chiquinho Pereira, rial de 1963, levando a catepresidente do nosso Sindicato. goria a deflagrar nova greve a A greve congregou as fim de garantir a conquista. O principais categorias de tra- presidente do nosso Sindicato balhadores por um aumen- foi preso e solto logo em seguito salarial de da porque os 25% e contou juízes do TRT O livro é distribuído com o apoio se recusaram graciosamente. de estudantes a julgá-lo sem O associado deve e políticos, ina sua presenprocurar o Sindicato para retirar o clusive do ença. O aumento seu exemplar. tão presidens a l a r i a l re i te Juscelino. O vindicado foi TST, contudo, reduziu o índice atendido, embora o TRT tenha para 18%. derrubado os pisos salariais Os trabalhadores tentaram por função. 2

A correção está prevista na lei do FGTS, mas o governo tem utilizado um índice de atualização monetária que não acompanha a desvalorização da moeda. Neste ano, por exemplo, para uma inflação de 3,16% até julho, a correção dos saldos do FGTS foi de apenas

0,0209%. A diferença acumulada desde 1999 até hoje já ultrapassa 90%. Para entrar com a ação, os companheiros devem assinar um termo de adesão e apresentar cópias simples do RG, CPF, Carteira de Trabalho, inscrição do Pis/Pasep, compro-

Participe do "Memória dos Padeiros"

CONHEÇA SEUs DIREITOs PISO SALARIAL EM SÃO PAULO VÁLIDO ATÉ 31/10/2013 Empresas com até 60 empregados ...................................... R$ 934,62 Empresas com mais de 60 empregados................................. R$ 1.009,36

PISO SALARIAl no abc VÁLIDO ATÉ 31/05/2014 Empresas com até 60 empregados........................................ R$ 985,00 Empresas com mais de 60 empregados................................. R$ 1.057,00 Órgão oficial do Sindicato dos Padeiros, Confeiteiros, Forneiros, Balconistas, Gerentes, Caixas, Ajudantes, Faxineiros e demais trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Araçariguama, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Suzano e Taboão da Serra. Diretor responsável: Chiquinho Pereira

vante de endereço e extrato do FGTS que é fornecido pela Caixa Econômica Federal. Os custos advocatícios serão pagos só em caso de vitória na Justiça. Quanto maior o número de adesões, mais força política teremos para reveter essa situação.

Diretoria executiva Presidente: Chiquinho Pereira Vice-presidente: Pedro Pereira de Sousa Secretário-geral: Valter da Silva Rocha Secretário adjunto: Geraldo Pereira de Sousa Secretário de Finanças: Benedito Pedro Gomes Secretário adjunto de Finanças: Fernando Antônio da Silva Secretário de assuntos jurídicos: José Alves de Santana Secretário para cultura, formação e educação: Ângelo Gabriel Victonte Secretário de comunicação e imprensa: José Francisco Simões

O Projeto Memória e Cultura do Sindicato dos Padeiros está recolhendo documentos antigos sobre o mundo do pão e dos padeiros. Se você tiver fotos ou outros materiais como cartazes e folhetos sobre o dia a dia dos padeiros entre em contato com o Sindicato ou os envie para a Sede à rua Major Diogo, 126, Cep 01234-000. Você também poderá enviar e-mail para c.blanc@mxb.com.br, para Claudio Blanc, coordenador do projeto. O material compilado será devolvido. Contribua! Sede: Rua Major Diogo, 126 – São Paulo CEP: 01324-000 – Fone: 3242-2355 Subsede Santo André - Travessa São João, 68 Fone: 4436-4791 Subsede São Miguel - Av. Nordestina, 95 Fone: 2956-0327 Subsede Osasco – Rua Mariano J. M. Ferraz, 545 – Fone: 3683-3332 Subsede Santo Amaro – Rua Brasílio Luz, 159 Fone: 5686-4959 Editor: Vicente Dianezi Filho Editor Assistente: Gláucia Padilha Editor de Arte: R. Simons Fotografia: Paulo Rogério “Neguita” Tiragem: 30 mil exemplares Impressão: Unisind Site: www.padeiros.org.br Outubro – 2013


Campanha Salarial SP 2013-2014

Trabalhadores não dão trégua e avançam na luta para ampliar conquistas Falta pouco! No que depender dos nossos trabalhadores, a nossa Campanha Salarial 20132014, que tem como data base 1º de novembro, estará concluída em 31 de outubro quando vence a convenção que está em vigor. Há 40 dias nas ruas e nas empresas, logo após a aprovação em assembleia da pauta de reivindicações, a mobilização dos nossos companheiros é total. Tanto empenho tem uma razão: não atrasar as negociações, afinal o maior prejudicado é o próprio trabalhador. E atraso é uma coisa que nós conhecemos bem, afinal todo ano em período de campanha salarial essa é a postura que o

Sindicato Patronal adota. Só para lembrar, na última campanha salarial nós encaminhamos a pauta de reivindicações ao patronal no prazo estipulado por lei e eles como sempre nos deram um chá de cadeira de mais de 20 dias para marcar a reunião de negociação. O atraso nas negociações é um problema sério que afeta não apenas os trabalhadores que recebem seu contracheque sem o reajuste, mas também todos os donos de padarias que têm interesse em pagar o trabalhador em dia e não podem pois os contadores não dispõe do percentual de aumento por conta da demora nas negociações.

Crescem as negociações diretas pela cesta básica Enquanto as negociações com o patronal seguem a passos lentos, as nossas reuniões com os donos de padarias sobre a cesta básica vão de vento em popa. Várias empresas já concedem o benefício ao trabalhador. “O avanço nas negociações por empresa é extremamente positivo no que diz respeito à cesta básica. Muitos patrões têm consciência da importância desse benefício na vida do trabalhador”, explica Chiquinho. Para um setor que faturou em 2012 R$ 70,2 bilhões, um aumento de 11,65% em relação

a 2011, com expectativa de crescer 8% neste ano, negar a cesta básica a seus trabalhadores é mesquinhez. Apesar de não constar ainda da nossa convenção, muitas empresas já concedem o benefício, fruto de acordos diretos com o nosso Sindicato. Hoje mais de 40 mil trabalhadores já desfrutam desse benefício. E não é só a cesta básica. Por exemplo, a alimentação no local de trabalho que entrou na convenção passada já faz parte da vida de muitas padarias. O valor do abono que na convenção de São Paulo é de R$ 65, em muitas em-

presas chega a R$ 200. Assim como o convênio médico gratuito e extensivo aos dependentes. “O patronal precisa ver que a realidade do setor hoje é outra. Não dá para ficar parado no passado”, diz Chiquinho. E caminhar a passos largos é o que está fazendo nossa categoria. Afinal não dá para perder tempo e também não podemos ficar sentados à espera de milagre. As negociações com o patronal, que neste ano começou no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), já teve três rodadas. A próxima está marcada para o dia 16.

Veja algumas das nossas reivindicações

Mesa redonda com o patronal no Ministério do Trabalho e Emprego

NOS DE OLHO LEI DA FORA

v Aumento real de 10% do salário; v Anuênio de 5% do salário para cada ano de trabalho; v PLR a todos os empregados; v Abono de R$ 500 para o Dia do Padeiro; v Abono de R$ 500 para o Dia do Aniversário; v Alimentação gratuita ou vale refeição de R$ 23; v Cesta básica; v Adicional noturno de 60%; v Jornada de 40 horas semanais sem redução do salário; v Convênio médico extensivo aos dependentes;

os direitos trabalhistas são sagrados. empresa irregular deve ser denunciada. se o patrão não registra em carteira, não paga horas extras, não dá folga e só lhe tira o couro, avise o sindicato!

veja a lista dAs padarias fora da lei que precisam se regularizar • BRANCOCO Confeitaria – Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro Km 61,5 – Vila Moraes – Mogi das Cruzes. • SATÉLITE SUPER – Avenida Ragueb Chohfi, 5.108 – Iguatemi. • Pães e Doces ANDRADE SILVA – Rua Lucy, 13 – Jardim Anchieta – Ferraz de Vasconcelos. • Restaurante RECANTO – Rua Belchior de Azevedo, 231 – Bela Aliança – Vila Leopoldina.

Outubro – 2013

v Convênio farmácia; v Inclusão digital; v Creches e pré-escolas; v Igualdade de salários e condições de trabalho entre homens e mulheres; v Combate ao assédio moral e sexual; v Contratação e manutenção de 20% do quadro de funcionários aos afrodescendentes, incluídos os demais candidatos independentemente de cor/sexo, idade, ou opção sexual e quaisquer outros critérios.

• NEW'S Empório e Padaria – Rua Pirapora, 187 – Vila Mariana – São Paulo.

• VERA CRUZ Confeitaria – Avenida Celso Garcia, 3.784 – Tatuapé.

• MAXIFOUR Produtos Alimentícios Rua Júlio Ribeiro, 66 – Brás.

• DO SR. AMARAL Panificadora Rua Paraguaçú, 251 – Perdizes.

• A POESIA Pães, Doces e Pizzaria Rua São Jorge, 373 – Tatuapé.

• SUAVE SABOR Doceria – Rua Antônio Camardo, 700 – Tatuapé.

• SANTA TEREZINHA – Praça João Mendes, 154 – Centro.

• PAN CHRISTIAN – Rua Serra de Bragança, 1.240 – Tatuapé.

• PATRIOPAN Padaria e Confeitaria • PRAÇA DOS PÃES – Rua Visconde Rua dos Patriotas, 681 – Jardim de Sousa Fontes, 56 – Parque da Moóca. Independência – Ipiranga.

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97%

Chapa 1 é eleita com Resultado das urnas mostra que o Sindicato está no caminho certo na luta por melhor qualidade de vida e dignidade dos nossos companheiros Nossos trabalhadores deram um exemplo de cidadania, responsabilidade e conscientização política nessas eleições que elegeram a nova Diretoria do nosso Sindicato para o mandato que se inicia no dia 16 de novembro, data de aniversário de fundação do Sindicato dos Padeiros. 15.779 dos 18.139 trabalhadores com direito a voto foram às urnas na semana de eleições que aconteceu entre 23 a 27 de setembro. E o resultado não poderia ter sido outro. Encabeçada pelo nosso atual presidente, Chiquinho Pereira, a vitória foi de lavada: 97% dos votos válidos eram para dar continuidade ao trabalho que a nossa Diretoria vem desenvolvendo nos últimos tempos. “Imagino o quão terrível seria para os trabalhadores de São Paulo caso o Chiquinho não fosse reeleito. A prova do reconhecimento do trabalho do Sindicato está aí nas urnas”, diz Fábio Bezerra, presidente da UGT do MS e do Sindicato dos Padeiros do MS. DECISÃO Centenas de pessoas acompanharam a apuração que aconteceu no início da noite de sexta-feira (27), entre elas líderes sindicais; o presidente da UGT e do Sindicato

dos Comerciários de São Paulo Ricardo Patah; o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de SP Tadeu Morais; o deputado estadual e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de SP Antonio de Sousa Ramalho; o presidente da UGT de Santa Catarina e do Sindicato dos Comerciários de Joinville Waldemar Schuls (Mazinho); Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (MS); Ildo Custódio, presidente do Sindicato dos Vigilantes do MS; entre outros. O governador Geraldo Alckmin não pode comparecer, mas enviou o assessor da Casa Civil Fabrício Cobra Arbex para representá-lo. Tadeu Morais falou sobre a Chapa1 do Sindicato. “O fato de ter uma chapa única nessa eleição só mostra a competência do Chiquinho à frente do Sindicato, e que, definitivamente, não há espaço para a oposição”. “Essa reeleição do Chiquinho acontece num momento importante em que a democracia cada vez mais se estabelece no meio sindical. O resultado mostra a valorização de um sindicato que sinaliza caminhos de luta, que mostra ca-

dos votos

minhos para um mundo melhor”, diz Patah. Para Ramalho a votação expressiva da Chapa 1 é resultado do trabalho que a diretoria deste Sindicato vem fazendo há muitos anos sob a liderança do Chiquinho. “Isso mostra o excelente trabalho de base e unidade da categoria”.

Avançar para continuar vencendo! Para continuar vencendo, precisamos intensificar a mobilização e luta por melhores condições de vida para os trabalhadores tanto na área trabalhista quanto social. Ao longo desses anos foram muitas as conquistas, mas ainda temos muito que avançar. Tudo o que já conquistamos não se esgota aqui e agora. Por isto, ampliar o leque de vitórias é a meta do nosso Sindicato para esses próximos quatro anos.

EMOÇão Bastante emocionado, Chiquinho agradeceu a todos que participaram das eleições e falou da satisfação de ver reconhecido o trabalho que o Sindicato vem desenvolvendo. “Todos nós sabemos da dificuldade que é organizar uma categoria como a dos padeiros. Então, alcançar 97% dos votos dos trabalhadores é uma honra para o nosso sindicato. Essa vitória não é minha, mas do nosso trabalho e de toda a categoria. O meu convite nesse momento é para que todos nós pudéssemos caminhar juntos, com uma diretoria renovada que tem como compromisso principal o trabalhador. Todos os brasileiros precisam encontrar um novo rumo. Precisamos todos desenhar um novo rumo para os trabalhadores”. Hoje nosso Sindicato conta com mais de 22 mil trabalhadores associados.

algumas de nossas bandeiras Redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução do salário; fim do fator previdenciário; ratificação das Convenções OIT 151 (práticas antissindicais) e 158 (demissão imotivada); igualdade de salários e condições de trabalho entre homens e mulheres; combate às empresas clandestinas e precarização das relações de trabalho; combate à informalidade; destinação de 10% do Orçamento da União à saúde e 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à educação; política de valorização dos aposentados; entre outras.

Dia de votação na Panco

Trabalhadores votam pela continuidade do trabalho

“Voto não apenas por uma questão de cidadania, mas para termos um sindicato que nos represente e sempre da forma como esse sindicato vem trabalhando por nós.” Elisvaldo de Jesus Barreto, líder de produção da Pullman.

“Estou votando agora novamente na Chapa 1, porque conheço o trabalho deles. Precisamos incentivar a participação dos colegas na vida do Sindicato”. Janaina Rodrigues Parreira, copeira da Cepam. 4

“O Sindicato sempre luta por mais benefícios para nós trabalhadores e por isso estou dando meu aval para que essa Diretoria continue o trabalho que vem desenvolvendo” Marcos J. Moreira, operador de máquina da Brico Bread.

“Em time que está ganhando não se mexe, por isso voto na Chapa 1 para dar continuidade ao trabalho que eles vêm desenvolvendo” Miriam da Silva Sousa, operadora de máquina da Panco.

Entre os dias 23 e 27 de setembro, por volta de 130 trabalhadores de vários sindicatos incluindo o dos Padeiros percorreram mais de 1500 padarias com urnas itinerantes e cobrindo todos os turnos das empresas. Em muitas empresas a adesão foi total e foi preciso muita paciência para enfrentar as filas para votar. É o caso da Panco. Dezenas de trabalhadores aproveitaram a hora do almoço para votar. “Foi graças ao trabalho do Sindicato que hoje temos não só esse lindo restaurante como o espaço onde tomamos café da manhã com toda a fartura que um trabalhador digno merece”, diz o operador de máquina, Lucas Ferraz de Almeida. Lucas acrescenta ainda sobre os outros benefícios trabalhistas e sociais que o Sindicato vem alcançando. “É um Sindicato atuante, que só

traz melhorias para todos nós. Por isso temos que votar para que esse trabalho continue”. Chiquinho que acompanhou grande parte da votação nas empresas se surpreendeu com a participação dos trabalhadores. “A adesão foi muito grande e isso demonstra maturidade, consciência política e reconhecimento do nosso trabalho”, afirmou. Na Bella Paulista, por exemplo, todos queriam votar, mas não sem antes confirmar que o Chiquinho estava encabeçando a Chapa 1. Perguntas como: “É o Chiquinho o presidente, né?” ou “O Chiquinho continua, né?” eram recorrentes. “Meu voto é principalmente para manter o Chiquinho na presidência. Sua administração é exemplar e todos nós sabemos que o que conquistamos até agora é resultado do trabalho que o Sindicato vem

fazendo”, afirma o forneiro Antonio Marcos Matos Chell. E a continuidade também é o desejo de Ana Cleide Matias, operadora de caixa da Bella Paulista. “Meu voto é pela continuidade. São muitas as conquistas, mas a cesta básica, em especial, foi o resultado de muita luta do Sindicato”. Esse também é o argumento da controladora de acesso Beatriz Meireles da Silva. “Nesses anos todos que eu trabalho aqui sei da luta que o Sindicato trava com as empresas para que tenhamos mais qualidade de vida e dignidade”, disse. Cristiano Fernandes da Silva, auxiliar de produção da Kim Pães, estava votando nas eleições do Sindicato pela primeira vez. “Tenho noção de que o meu voto representa muito na luta do Sindicato, pois quanto maior o número de trabalhadores, maior será

nossa vitória”. Há dez anos na Pullman, o operador de máquina, Evanildo Trindade Santos, é bastante explícito ao falar sobre seu voto. “Voto porque eu

me sinto bem representado pelo Sindicato. Sempre que precisamos do apoio deles nó temos. É um Sindicato que nunca deixa um trabalhador na mão”.

Agradecimento Apuração das eleições na Sede do Sindicato dos Padeiros

Da esq. p/ dir. Pedro Pereira, Ricardo Patah, Antonio de Sousa Ramalho, Tadeu Morais, Chiquinho Pereira

Outubro – 2013Outubro – 2013Outubro – 2013

Nosso Sindicato sai dessa eleição com mais convicção do quanto nosso Sindicato é importante e querido não apenas pelos nossos trabalhadores, mas por todos os companheiros sin-

dicalistas. Por isso, quero agradecer a todos os trabalhadores da nossa categoria que demonstraram nas urnas o apreço pelo nosso Sindicato; às empresas que abriram suas portas para

u Sindicato dos Trabs. nas Indústrias de Alimentação de Guarulhos u Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de São Paulo u Sindicato dos Trabs. em Serviços de Carro Forte do Estado de SP u Sindicato dos Comerciários de São Paulo u Sindicato dos Trabs. em Centrais de Abast. de Alim. de SP (Sindbast) u Sindicato Hoteleiro do ABC u Sindicato dos Comerciários de Santo André u Sind. dos Trabs. em Edifícios Comerciais e Residenciais de São Paulo u Sindicato dos Borracheiros de São Paulo u Sindicato dos Guincheiros do Estado de SP u Sindicato da Alimentação de São Paulo e Região (Sindeeia) u Sindicato da Construção Civil de São Paulo u Sindicato do Asseio e Conservação de São Paulo

que nossos trabalhadores votassem; e a todos os sindicatos que nos ajudaram nesse momento tão importante e decisivo para todos nós (veja lista ao lado). A todos o meu abraço!

u Sindicato dos Joalheiros de São Paulo u Sindicato Cargas Próprias de São Paulo u Sindicato dos Frentistas de São Paulo u Sindicato dos Gráficos de São Paulo u Sindicato dos Condutores de São Paulo u Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos u Sindicato dos Vigilantes de São Paulo (Seevissp) u Sindicato dos Minérios do ABC u Sindicato dos Vigilantes do MS u Sindicato dos Padeiros do MS u UGTs de SC e de MS u Sindicato dos Comerciários de Joinville (SC) u Sind. dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (MS) 5


97%

Chapa 1 é eleita com Resultado das urnas mostra que o Sindicato está no caminho certo na luta por melhor qualidade de vida e dignidade dos nossos companheiros Nossos trabalhadores deram um exemplo de cidadania, responsabilidade e conscientização política nessas eleições que elegeram a nova Diretoria do nosso Sindicato para o mandato que se inicia no dia 16 de novembro, data de aniversário de fundação do Sindicato dos Padeiros. 15.779 dos 18.139 trabalhadores com direito a voto foram às urnas na semana de eleições que aconteceu entre 23 a 27 de setembro. E o resultado não poderia ter sido outro. Encabeçada pelo nosso atual presidente, Chiquinho Pereira, a vitória foi de lavada: 97% dos votos válidos eram para dar continuidade ao trabalho que a nossa Diretoria vem desenvolvendo nos últimos tempos. “Imagino o quão terrível seria para os trabalhadores de São Paulo caso o Chiquinho não fosse reeleito. A prova do reconhecimento do trabalho do Sindicato está aí nas urnas”, diz Fábio Bezerra, presidente da UGT do MS e do Sindicato dos Padeiros do MS. DECISÃO Centenas de pessoas acompanharam a apuração que aconteceu no início da noite de sexta-feira (27), entre elas líderes sindicais; o presidente da UGT e do Sindicato

dos Comerciários de São Paulo Ricardo Patah; o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de SP Tadeu Morais; o deputado estadual e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de SP Antonio de Sousa Ramalho; o presidente da UGT de Santa Catarina e do Sindicato dos Comerciários de Joinville Waldemar Schuls (Mazinho); Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (MS); Ildo Custódio, presidente do Sindicato dos Vigilantes do MS; entre outros. O governador Geraldo Alckmin não pode comparecer, mas enviou o assessor da Casa Civil Fabrício Cobra Arbex para representá-lo. Tadeu Morais falou sobre a Chapa1 do Sindicato. “O fato de ter uma chapa única nessa eleição só mostra a competência do Chiquinho à frente do Sindicato, e que, definitivamente, não há espaço para a oposição”. “Essa reeleição do Chiquinho acontece num momento importante em que a democracia cada vez mais se estabelece no meio sindical. O resultado mostra a valorização de um sindicato que sinaliza caminhos de luta, que mostra ca-

dos votos

minhos para um mundo melhor”, diz Patah. Para Ramalho a votação expressiva da Chapa 1 é resultado do trabalho que a diretoria deste Sindicato vem fazendo há muitos anos sob a liderança do Chiquinho. “Isso mostra o excelente trabalho de base e unidade da categoria”.

Avançar para continuar vencendo! Para continuar vencendo, precisamos intensificar a mobilização e luta por melhores condições de vida para os trabalhadores tanto na área trabalhista quanto social. Ao longo desses anos foram muitas as conquistas, mas ainda temos muito que avançar. Tudo o que já conquistamos não se esgota aqui e agora. Por isto, ampliar o leque de vitórias é a meta do nosso Sindicato para esses próximos quatro anos.

EMOÇão Bastante emocionado, Chiquinho agradeceu a todos que participaram das eleições e falou da satisfação de ver reconhecido o trabalho que o Sindicato vem desenvolvendo. “Todos nós sabemos da dificuldade que é organizar uma categoria como a dos padeiros. Então, alcançar 97% dos votos dos trabalhadores é uma honra para o nosso sindicato. Essa vitória não é minha, mas do nosso trabalho e de toda a categoria. O meu convite nesse momento é para que todos nós pudéssemos caminhar juntos, com uma diretoria renovada que tem como compromisso principal o trabalhador. Todos os brasileiros precisam encontrar um novo rumo. Precisamos todos desenhar um novo rumo para os trabalhadores”. Hoje nosso Sindicato conta com mais de 22 mil trabalhadores associados.

algumas de nossas bandeiras Redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução do salário; fim do fator previdenciário; ratificação das Convenções OIT 151 (práticas antissindicais) e 158 (demissão imotivada); igualdade de salários e condições de trabalho entre homens e mulheres; combate às empresas clandestinas e precarização das relações de trabalho; combate à informalidade; destinação de 10% do Orçamento da União à saúde e 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à educação; política de valorização dos aposentados; entre outras.

Dia de votação na Panco

Trabalhadores votam pela continuidade do trabalho

“Voto não apenas por uma questão de cidadania, mas para termos um sindicato que nos represente e sempre da forma como esse sindicato vem trabalhando por nós.” Elisvaldo de Jesus Barreto, líder de produção da Pullman.

“Estou votando agora novamente na Chapa 1, porque conheço o trabalho deles. Precisamos incentivar a participação dos colegas na vida do Sindicato”. Janaina Rodrigues Parreira, copeira da Cepam. 4

“O Sindicato sempre luta por mais benefícios para nós trabalhadores e por isso estou dando meu aval para que essa Diretoria continue o trabalho que vem desenvolvendo” Marcos J. Moreira, operador de máquina da Brico Bread.

“Em time que está ganhando não se mexe, por isso voto na Chapa 1 para dar continuidade ao trabalho que eles vêm desenvolvendo” Miriam da Silva Sousa, operadora de máquina da Panco.

Entre os dias 23 e 27 de setembro, por volta de 130 trabalhadores de vários sindicatos incluindo o dos Padeiros percorreram mais de 1500 padarias com urnas itinerantes e cobrindo todos os turnos das empresas. Em muitas empresas a adesão foi total e foi preciso muita paciência para enfrentar as filas para votar. É o caso da Panco. Dezenas de trabalhadores aproveitaram a hora do almoço para votar. “Foi graças ao trabalho do Sindicato que hoje temos não só esse lindo restaurante como o espaço onde tomamos café da manhã com toda a fartura que um trabalhador digno merece”, diz o operador de máquina, Lucas Ferraz de Almeida. Lucas acrescenta ainda sobre os outros benefícios trabalhistas e sociais que o Sindicato vem alcançando. “É um Sindicato atuante, que só

traz melhorias para todos nós. Por isso temos que votar para que esse trabalho continue”. Chiquinho que acompanhou grande parte da votação nas empresas se surpreendeu com a participação dos trabalhadores. “A adesão foi muito grande e isso demonstra maturidade, consciência política e reconhecimento do nosso trabalho”, afirmou. Na Bella Paulista, por exemplo, todos queriam votar, mas não sem antes confirmar que o Chiquinho estava encabeçando a Chapa 1. Perguntas como: “É o Chiquinho o presidente, né?” ou “O Chiquinho continua, né?” eram recorrentes. “Meu voto é principalmente para manter o Chiquinho na presidência. Sua administração é exemplar e todos nós sabemos que o que conquistamos até agora é resultado do trabalho que o Sindicato vem

fazendo”, afirma o forneiro Antonio Marcos Matos Chell. E a continuidade também é o desejo de Ana Cleide Matias, operadora de caixa da Bella Paulista. “Meu voto é pela continuidade. São muitas as conquistas, mas a cesta básica, em especial, foi o resultado de muita luta do Sindicato”. Esse também é o argumento da controladora de acesso Beatriz Meireles da Silva. “Nesses anos todos que eu trabalho aqui sei da luta que o Sindicato trava com as empresas para que tenhamos mais qualidade de vida e dignidade”, disse. Cristiano Fernandes da Silva, auxiliar de produção da Kim Pães, estava votando nas eleições do Sindicato pela primeira vez. “Tenho noção de que o meu voto representa muito na luta do Sindicato, pois quanto maior o número de trabalhadores, maior será

nossa vitória”. Há dez anos na Pullman, o operador de máquina, Evanildo Trindade Santos, é bastante explícito ao falar sobre seu voto. “Voto porque eu

me sinto bem representado pelo Sindicato. Sempre que precisamos do apoio deles nó temos. É um Sindicato que nunca deixa um trabalhador na mão”.

Agradecimento Apuração das eleições na Sede do Sindicato dos Padeiros

Da esq. p/ dir. Pedro Pereira, Ricardo Patah, Antonio de Sousa Ramalho, Tadeu Morais, Chiquinho Pereira

Outubro – 2013Outubro – 2013Outubro – 2013

Nosso Sindicato sai dessa eleição com mais convicção do quanto nosso Sindicato é importante e querido não apenas pelos nossos trabalhadores, mas por todos os companheiros sin-

dicalistas. Por isso, quero agradecer a todos os trabalhadores da nossa categoria que demonstraram nas urnas o apreço pelo nosso Sindicato; às empresas que abriram suas portas para

u Sindicato dos Trabs. nas Indústrias de Alimentação de Guarulhos u Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de São Paulo u Sindicato dos Trabs. em Serviços de Carro Forte do Estado de SP u Sindicato dos Comerciários de São Paulo u Sindicato dos Trabs. em Centrais de Abast. de Alim. de SP (Sindbast) u Sindicato Hoteleiro do ABC u Sindicato dos Comerciários de Santo André u Sind. dos Trabs. em Edifícios Comerciais e Residenciais de São Paulo u Sindicato dos Borracheiros de São Paulo u Sindicato dos Guincheiros do Estado de SP u Sindicato da Alimentação de São Paulo e Região (Sindeeia) u Sindicato da Construção Civil de São Paulo u Sindicato do Asseio e Conservação de São Paulo

que nossos trabalhadores votassem; e a todos os sindicatos que nos ajudaram nesse momento tão importante e decisivo para todos nós (veja lista ao lado). A todos o meu abraço!

u Sindicato dos Joalheiros de São Paulo u Sindicato Cargas Próprias de São Paulo u Sindicato dos Frentistas de São Paulo u Sindicato dos Gráficos de São Paulo u Sindicato dos Condutores de São Paulo u Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos u Sindicato dos Vigilantes de São Paulo (Seevissp) u Sindicato dos Minérios do ABC u Sindicato dos Vigilantes do MS u Sindicato dos Padeiros do MS u UGTs de SC e de MS u Sindicato dos Comerciários de Joinville (SC) u Sind. dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (MS) 5


Constituição Brasileira faz 25 anos de redemocratização

Dia 5 de outubro de 1988. Esta é uma data que brasileiro nenhum pode esquecer. Neste dia nosso povo ganhou uma nova Constituição, Carta considerada até hoje uma das mais avançadas e democráticas do mundo, no que diz respeito aos direitos e garantias individuais do cidadão com seus 250 artigos e um ato com 94 disposições constitucionais transitórias. Promulgada pelo então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, a Constituição foi o início da consolidação da democracia do Brasil, país recém saído do regime militar e em clima de efervescência, com

a luta por eleições diretas, o processo de abertura política, o fim do regime militar e a transição para o regime democrático. Eleita exclusivamente para este fim em 1986, a Assembleia Nacional Constituinte foi instalada pelo então presidente do STF, ministro Moreira Alves, em 1º de fevereiro de 87. Durante um ano e sete meses os constituintes trabalharam minuciosamente para analisar quase 40 mil emendas apresentadas. Presidente da República à época, o senador José Sarney foi o primeiro a prestar juramento à nova Constituição, que pela primeira vez na história do país garantiu direitos como educação, saúde, habitação e previdência social, infância, lazer e segurança, indicou objetivos e garantiu as fontes de recursos. Apesar de

suas críticas a alguns pontos da Constituição, Sarney faz mea culpa e reconhece que nos capítulos dos Direitos Individuais, dos Direitos Humanos e Direitos Sociais, a Constituição: “... é irrepreensível, das mais avançadas do mundo”. Para o ministro do STF e

presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, a democracia política, econômica e social só foi consolidada a partir da Carta de 88. Em entrevista também recentemente, constituintes, juristas e advogados admitem que a Constituição de 88 cum-

pre o objetivo idealizado por Ulysses. Eles lembram como se fosse hoje quando Ulysses foi para a tribuna e disse: “nós viemos aqui para escrever uma Constituição e não para ter medo. Essa Constituição terá cheiro de amanhã e não cheiro de mofo”.

direitos de trabalhadores na constituição não têm regulamentação No dia 5 de outubro, nossa Constituição Federal, a Carta Magna que rege os princípios e direitos de todos os cidadãos brasileiros, completou 25 anos. Promulgada em 1988 para, principalmente, garantir direitos democráticos básicos e fundamentais do cidadão após a ditadura militar, dezenas de direitos sociais aprovados na carta ainda dependem de regulamentação pelo Congresso Nacional. Na Carta esses direitos constam como “obrigação a ser cumprida”, mas com a ressalva na “forma da lei”. Quer dizer, teremos esses direitos apenas

quando o nosso Congresso promulgar. Foi sobre esse tema que mais de mil sindicalistas de todo o país se debruçou na 2ª Plenária Nacional das Entidades Filiadas à UGT, que aconteceu nos dias 13 e 14 de agosto, na Expo Center, em São Paulo. Segundo o relatório apresentado pelos técnicos do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) 117 direitos sociais esperam regulamentação, entre eles vários que interessam diretamente aos trabalhadores da nossa categoria.

Só para citar alguns 4 Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa (Art. 7, Inciso I), que por sinal é uma das nossas bandeiras de luta. 4 Aposentadoria especial para trabalhadores em atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física (Art. 201, Parágrafo Primeiro). 4 Plano nacional de educação através de ações integradas dos poderes públicos das três esferas do governo que conduza a erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar, melhoria da qualidade de ensino, formação para o trabalho (Art. 214). 6

Valor do salário mínimo não atende direito imposto pela Constituição Anunciado recentemente pelo governo, o salário mínimo previsto para 2014 será de R$ 722,90, um aumento de apenas 6,62% sobre o valor atual de R$ 678. Essa é mais uma das distorções e do não cumprimento do que a nossa Constituição diz: Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: IV - salário mínimo, fixado em

lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família como, moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência

social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o salário mínimo ideal para atender as necessidades do trabalhador brasileiro conforme reza a Constituição seria de R$ 2.750,83, quatro vezes mais que o valor atual. Outubro – 2013


Federação dos Padeiros e abip se unem para acelerar crescimento do setor Trabalhadores e empresários reunidos em nosso sindicato, no início de setembro, decidiram se unir para acelerar o crescimento do setor de panificação no país. O acordo foi selado entre o nosso presidente, Chiquinho Pereira, e o novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip), José Batista de Oliveira. Estavam presentes integrantes das diretorias da Abip e da Federação Nacional dos Padeiros, também presidida por Chiquinho Pereira. O objetivo é eliminar problemas que atravancam o desenvolvimento e crescimento do setor. O primeiro passo está sendo dado. A Federação e a Abip estão elaborando um documento que será enviado ao ministro chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, solicitando ao governo que reveja a classificação do nosso setor no CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). É que as inúmeras exigên-

Chiquinho Pereira e José Batista de Oliveira (no alto) com diretores da Abip (à dir.) e da Federação Nacional dos Padeiros (à esq.):

cias na hora de abrir uma empresa acabam fazendo com que o empresário desista e mude de segmento. “É o mesmo nível de exigência que uma indústria química recebe. Padaria não polui e nem agride o meio ambiente”, contesta Chiquinho. Outro ponto de ação co-

mum das duas entidades será a busca de políticas oficiais voltadas à expansão da produção de trigo no país. As entidades também vão unir forças para que o governo reveja o Simples Nacional que só penaliza as empresas entravando o desenvolvimento e o crescimento do setor.

A criação de linhas oficiais de financiamento para acelerar o processo de implementação do Anexo VI da NR12 foi outro ponto abordado pelos presentes. Chiquinho relatou que em São Paulo estão em curso negociações com o governador Geraldo Alckmin – para quem os padeiros são os

Pressão das centrais sindicais adia votação do PL 4.330

verdadeiros responsáveis pelo sucesso das padarias paulistas colocadas entre as melhores do mundo – a abertura de linhas de crédito. “Se chegarmos a bom termo, será um passo para conseguirmos o mesmo em outros estados e em todo o país”, preconizou Chiquino Pereira.

aposentados elegem nova direção Os companheiros aposentados também elegeram a nova diretoria da Associação dos Padeiros e Confeiteiros Aposentados (APCASP), que comandará a entidade até novembro de 2017. Segue a composição da diretoria eleita: Diretoria Executiva Presidente: José Carlos Lino Coelho; Vice presidente: Izilda Allves Álvares; Secretário Geral: Osvaldo Frutuoso dos Anjos; Secretário de Finanças: Jorge Feliciano de Moura; Secretário de Assuntos Jurídícos: José Ivo de Melo.

Manifestação da UGT em frente ao prédio da Fiesp contra a terceirização.

A pressão exercida pelas centrais sindicais contra a tentativa de generalização do uso de mão de obra terceirizada pelas empresas proposta pelo Projeto de Lei 4.330, em discussão na Câmara dos Deputados, ganhou um importante apoio político no final de agosto. Dezenove dos 26 ministros que integram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) se manifestaram à Comissão de Constituição e Justiça, onde o projeto se encontra em discussão, apontando os males que a terceirização proposta Outubro – 2013

causará às relações trabalhistas no país. O projeto provoca “gravíssima lesão de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários”, alertaram os ministros, acrescentando que a generalização da terceirização deflagrará “impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais”. A proposta, advertem, esvazia o conceito de categoria: padeiros, metalúrgicos ou bancários, por exemplo, serão transformados em simples trabalhadores prestadores de serviço.

A manifestação dos ministros somouse aos protestos que as centrais sindicais vêm realizando na Câmara dos Deputados e em todo o país, como o ocorrido diante do prédio da Fiesp, na avenida Paulista, no final de agosto passado, com a participação dos trabalhadores da nossa categoria. Segundo recente levantamento do Dieese, os terceirizados ficam 2,6 anos a menos no emprego, têm jornada semanal de três horas a mais, e ganham 27% menos que os demais trabalhadores.

Suplentes da Executiva Natanael Felix da Silva; Manuelito Antônio dos Santos; Amandio de Jesus Domingos; Valmir Cardoso de Souza; João Caetano da Silva. Conselho Fiscal Raimundo Ferreira Lima; Marli de Souza Oliveira; Eurico José da Silva; Edivaldo Noronha da Costa. Suplentes do Conselho Fiscal Maria Hermínia de Souza; Manoel Francisco da Silva; Jacinta Maria da Conceição; Sérgio Luiz Rodrigues. 7


Padeiros terão pauta única em todo o País Dirigentes dos sindicatos de padeiros da nossa Federação Nacional decidiram, no final de agosto passado, unificar as reivindicações da categoria em todo o país. Essa foi uma das decisões da terceira reunião deste ano da Federação Nacional realizada em Vitória, capital do estado do Espírito Santo. “Vamos ter uma pauta nacional de reivindicações unificada e nivelada por cima”, afirmou Chiquinho Pereira, presidente do nosso sindicato. Nivelar por cima significa lutar em nível nacional pela implementação dos benefícios trabalhistas já conquistados em nivel regional que sejam mais favoráveis à categoria. “Esse é o caminho para acumularmos força”, defendeu Chiquinho Pereira, que também preside a Federação

Chiquinho Pereira e Ari Floriano (à esq.): pauta nacional unificada.

Nacional dos Padeiros. O universo de atuação da federação nacional é compos-

to por mais de 63 mil padarias e indústrias de panificação sendo quase metade localiza-

da nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O número

de companheiros do setor também é expressivo: o setor registra cerca de 800 mil empregos diretos e outros 1,8 milhão de empregos indiretos. A Federação Nacional dos Padeiros já vinha unificando a luta da categoria em outras frentes como a implementação do Anexo VI da Norma Reguladora 12 que obriga todas as panificadoras a substituirem máquinas obsoletas por equipamentos seguros, até 2016, em todo o país. Além de participarem da reunião, os dirigentes foram para a rua apoiar a luta dos padeiros capixabas que se encontravam em campanha salarial sob o comando de Ari Floriano, presidente do Sindicato dos Padeiros de Vitória e da UGT do estado do Espírito Santo.

Prefeito de São Caetano recebe livro dos padeiros COLÔNIA ganha ACADEMIA DE GINÁSTICA Além do lazer, do descanso e das praias convidativas, a colônia de férias do Sindicato está oferecendo uma academia de ginástica ao ar livre. Dez equipamentos especializados estão à disposição dos sócios interessados em manter a forma física em dia, sem falar na quadra oficial de futebol society revestida com grama artificial.

O prefeito de São Caetano do Sul, Paulo Nunes Pinheiro, baiano de nascimento, recebeu um exemplar do livro sobre a história de lutas dos padeiros das mãos do nosso presidente Chiquinho Pereira, que estava acompanhado do nosso vice-presidente Pedro Pereira. São Caetano é a cidade que exibe o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Para isso muito contribuíram as levas de migrantes italianos e nordestinos. E são justamente os nordestinos que formam

O sindicato organiza a luta por melhores condições de vida e de trabalho porque tem uma direção atenta e leal na defesa dos interesses da nossa categoria. Essa é a natureza da nossa ação sindical, alimentada pela participação dos companheiros na luta e no trabalho de sindicalização, que se torna mais forte a cada dia que passa. Foi por conta da união e da participação da categoria nas nossas lutas específicas e na dos trabalhadores em geral que obtivemos inúmeras conquistas: 13º salário, férias de 30 dias, vale transporte, jornada de 44 horas semanais e muitas outras. Obtivemos essas conquistas, mas preci8

80% da categoria dos padeiros. Além de contar a história de 80 anos de vida da nossa categoria, Chiquinho explicou ao prefeito que o livro cumpre com outro objetivo: a partir da leitura de sua própria história, o trabalhador é incentivado a retomar o caminho da escola. E a dedicação aos estudos, defendeu Chiquinho, é base para o crescimento e desenvolvimento dos indivíduos, especialmente quando, como hoje, o mercado se ressente da falta de mão de obra qualificada.

COMPANHEIRO! VENHA PARA O SINDICATO!

VEM AÍ O TORNEIO DE FUTEBOL DOS PADEIROS Já está sendo organizado o Torneio de Futebol Society. Mas, enquanto aguardam, os padeiros atletas podem calçar as chuteiras todas as quartas-feiras nos "rachões" promovidos pelo Sindicato. Para participar basta calçar as chuteiras, ter disposição para a luta e muita fome de bola, além, é claro, de ser sócio do Sindicato.

samos de mais benefícios. Para avançarmos com mais força, pedimos aos companheiros ainda não sindicalizados para que se filiem. Aos companheiros já sindicalizados pedimos que continuem a participar da luta, a defender nossa entidade e a ampliar o nosso quadro associativo. SEDE Rua Major Diogo, 126 – Bela Vista – Centro Fone: 3242-2355 Subsedes Santo André: Travessa São João, 68 – Fone: 4436-4791 – São Miguel Paulista: Avenida Nordestina, 95 – Fone: 2956-0327 – Osasco: Rua Mariano J. M. Ferraz, 545 – Fone: 36833332 – Santo Amaro: Rua Brasílio Luz, 159 – Fone: 5686-4959 Outubro – 2013

A Massa - Outubro / 2013  

A Massa - Outubro / 2013 (Sindicato dos Padeiros de SP)

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