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REVISTA ACADร‰MICA DA MADEIRA

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É BONITO PLANTAR ÁRVORES?

ALEX FARIA Vice-Presidente da Direcção da Académica da Madeira

Tendemos, cada vez mais, a seguir novos fenómenos que aparecem constantemente nas nossas vidas. Um dos movimentos mais recentes nas redes sociais é o #trashtag challenge, um desafio ambientalista que pretende mobilizar as pessoas a realizarem actividades em prol do meio ambiente. Desde 2017, com a criação do nosso sistema You Print, é possível informar os utilizadores do impacto ambiental das impressões em diversas áreas, entre as quais, o número de árvores que foram consumidas para produzir a quantidade de papel utilizado. Estes dados foram a base da criação de um compromisso sustentável que estabelecemos com a natureza: o programa You Print, We Plant. Com esta informação, conseguimos contabilizar, de forma aproximada, o número de árvores utilizadas e devolver à floresta numa quantidade muito superior ao consumido, através de acções de plantação, de manutenção e de conservação no Parque Ecológico do Funchal. Só este ano, já foram realizadas quatro intervenções no âmbito do You Print, We Plant, permitindo consciencializar os nossos colegas da limitação dos recursos existentes e do dever de preservação do nosso planeta, a começar na nossa própria região. Se ainda não o fizeste, também existem outras formas de ajudar no meio académico: por exemplo, através da simples separação do lixo nos ecopontos do Reciclar+, apoiado pela Académica, ao longo de todo o ano lectivo. Plantar árvores e respeitar o ambiente não deve ser uma atitude pontual nem tão-pouco porque fica bonito na fotografia, mas sim porque tem impacto em todas as nossas vidas. Já está mais do que na hora de agirmos, em conjunto, de forma consciente.

FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: #86 · PROPRIEDADE: Académica da Madeira · EDITORA: Imprensa Académica · COORDENADOR: Andreia Nascimento · EDITOR: Beatriz Freitas · REVISÃO: Carlos Diogo Pereira · REVISÃO DE TEXTOS EM INGLÊS: James Garn · DESIGN GRÁFICO: Pedro Pessoa · CAPA E CONTRACAPA: Pedro Pessoa · TEXTO DA CONTRACAPA: Cristina Pinheiro · AUTORES DOS TEXTOS: Estudantes, antigos estudantes e professores da Universidade da Madeira; voluntários europeus dos programas da Académica e entidades externas · ISSN: 2184-5646 O CONTEÚDO DESTA PUBLICAÇÃO NÃO PODE SER REPRODUZIDO NO TODO, OU EM PARTE, SEM AUTORIZAÇÃO ESCRITA DA EDITORA AS OPINIÕES EXPRESSAS NA REVISTA SÃO AS DOS AUTORES E NÃO NECESSARIAMENTE AS DA ACADÉMICA DA MADEIRA. A REVISTA ET AL. É ESCRITA COM A ANTIGA ORTOGRAFIA, SALVO OS ARTIGOS ASSINALADOS.

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EM PORTUGUÊS ESCORREITO HELENA REBELO Professora da UMa

AS PALAVRAS: UMA INVENÇÃO INIGUALÁVEL Consegue imaginar um mundo sem palavras? Sem elas, teríamos, decerto, uma vivência pré-histórica, em que uma gravura na rocha poderia significar mais do que um gesto ou um grunhido.

Diz-se que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Para quem não saiba, talvez seja assim, mas, para quem souber mil ou mais palavras, estas podem valer mais do que uma imagem. Uma criança em idade pré-escolar não as possuirá e preferirá um desenho. A análise deste permitirá aceder ao seu mundo interior, já que retratará a sua vivência feliz ou infeliz. Há adultos que são como essa criança. Não conseguem “encontrar” as palavras para explicar o que sentem ou vivem. Alguns preferem o desenho, a música, a dança ou outra forma artística para se expressarem. Porém, contarão com o contributo da linguagem verbal (oral ou escrita), quando o desejarem, na medida do que forem capazes de dizer ou escrever. A invenção da escrita data, sensivelmente, de 4 000 anos a.C., mas a da palavra dita é, garantidamente, muito anterior. Não é fantástica esta possibilidade? É inigualável porque, com um número finito e bem circunscrito de fonemas, se produz um número infinito e completamente aberto de monemas (morfemas, lexemas, palavras, vocábulos – os nomes vão variando, sendo ou não sinónimos, consoantes os contextos), isto é, “unidades mínimas significativas”, segundo o linguista André Martinet. Os falantes de uma comunidade vão produzindo palavras porque precisam delas. Assim, um “eurodeputado” é diferente de um “deputado”. Todos sabemos que uma “esferográfica” não é uma “caneta” ou que uma “sopa” não é um “caldo”. As diferenças são substanciais, embora haja quem confunda as palavras e empregue uma pela outra como poderá suceder com uma imagem. O desenho de um coração equivalerá a “apreciar”, “gostar”, “amar” ou “adorar”? Como representar “espoletar”/ “despoletar” ou “vitelo”/ “novilho”/ “bezerro”?


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73%

· Despoletar - 73% · Espoletar - 27%

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47%

· Novilho - 6% · Bezerro - 47% · Vitelo - 47%

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Eles pretenderam .......................... uma guerra interna com notícias falsas

A cria da vaca, ao nascer, é o .......................... .

Preencher o espaço com a forma certa: espoletar/ despoletar.

Preencher o espaço com a forma certa: vitelo/ novilho/ bezerro.

Solução: Eles pretenderam espoletar uma guerra interna com notícias falsas.

Solução: A cria da vaca, ao nascer, é o bezerro.

Explicação: Na área do armamento, o verbo “espoletar” significa “colocar espoleta em” (“espoleta” é o elemento que inflama a pólvora nas armas de fogo). O oposto é “despoletar”, significando “tirar a espoleta”. Logo, “despoletar” é sinónimo de “desarmar”. No entanto, com o significado de “desencadear”, é inadequadamente usado em vez de “espoletar”. Significando o contrário, não podem ser sinónimos.

Explicação: A palavra “bezerro” (ou “bezerra”) corresponde à cria da vaca desde o nascimento até cerca de um ano. Terá uma origem controversa, podendo ser ibérica. O conceito de “vitelo” equivale ao mesmo animal, mas por volta de um ano. O “novilho” é um boi novo, sendo mesmo essa a origem espanhola (“novillo”=“novo”). Os citadinos, mais ignorantes do que os camponeses nesta área, reencontram a diferença entre “vitelo” e “novilho”, por exemplo, quando compram carne.


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Ainda bem que não ficaste calado! RICARDO MARTINS Académica da Madeira

No seguimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, foi disponibilizada, aos alunos matriculados em Licenciaturas, em Mestrados e em Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), uma plataforma online a partir da qual estes puderam indicar, através do preenchimento de um formulário, as situações de incumprimento que os tenham prejudicado ao longo do semestre. As notificações podem ser de vários tipos, desde infracções ao Regulamento de Avaliação da

Aprendizagem dos Alunos (RAAA) da UMa a incumprimentos de pontualidade, de assiduidade ou outras, sendo que cada notificação pode incluir um ou mais tipos de infracção. O formulário foi disponibilizado durante todo o semestre, de forma a garantir que os alunos pudessem fazer chegar a informação sempre que se verificasse uma situação de incumprimento, preservando a sua anonimidade ao longo de todo o processo. Em comparação com os semestres anteriores, a distribuição das notificações por tipo foi mais equilibrada, com apenas 10% de diferença entre as duas razões mais apontadas pelos estudantes.


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Este facto permite-nos assumir que todos os docentes, sem excepção, procederam ao lançamento destas com, pelo menos, 72 horas de antecedência face ao respectivo exame de recurso, algo inédito desde a implementação da plataforma TODOS TEMOS DEVERES.

Figura 1 – Distribuição das notificações por tipo.

Outro dado relevante foi o facto de as notificações relativas a incumprimentos de prazos de divulgação de notas não referirem atrasos nas avaliações finais da época normal.

Figura 3 – Evolução da % de notificações de atrasos no lançamento de notas finais da época normal.

Figura 2 – Notificações relativas a atrasos na divulgação de notas.


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Analisadas, todas as reclamações recebidas, apresentamos na Figura 4, os cinco cursos que mais notificações receberam. De realçar o facto destes cinco cursos serem responsáveis por 80% das reclamações e a predominância dos cursos de 1.º Ciclo.

A Figura 5 apresenta as cinco unidades curriculares mais visadas e que, em conjunto, totalizam quase 60% das notificações. Estatística I e Redes Neuronais foram as que mais reclamações recolheram.

Figura 4 – Cursos mais visados pelas notificações.

Figura 5 – Unidades Curriculares com mais reclamações.


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Ainda no que diz respeito às unidades curriculares, verificamos que, desde a entrada em vigor da plataforma TODOS TEMOS DEVERES, em 2016-2017, apenas três unidades curriculares são presença constante em todas as análises do primeiro semestre lectivo.

É inegável que esta iniciativa tem vindo a ter um impacto muito positivo na comunidade académica. O facto do número de notificações neste último semestre ser inferior, em quase 80%, face ao número de reclamações recebidas no 1.º semestre de 2016-2017 demonstra esse impacto.

Figura 6 – Unidades Curriculares reincidentes.

Figura 8 – Evolução do número de reclamações recebidas.

Após serem reportados incumprimentos, é dado início a uma série de procedimentos com a intenção de se resolverem as situações comunicadas. Constatamos que a maioria (quase 60%) das notificações recebidas no último semestre foram solucionadas logo na primeira fase, ou seja, através do contacto com os docentes da respectiva unidade curricular, o que demonstra abertura e sensibilidade, por parte da maioria dos docentes, face às situações reportadas.

Os indicadores positivos registados neste semestre são resultado do trabalho contínuo que tem vindo a ser desenvolvido, por um lado através da consciencialização dos alunos para os seus direitos e para o conhecimento do RAAA e, por outro lado, através dos canais formais de resolução das situações de incumprimento reportadas, junto dos respectivos docentes, Directores de Curso e, quando necessário, junto da equipa Reitoral. Apelamos a todos os representantes dos alunos nos Conselhos de Curso, conforme disposto nas suas competências, que estejam atentos a todas as anomalias detectadas no funcionamento dos cursos, pois juntos conseguiremos proporcionar melhores condições de ensino.

Figura 7 – Distribuição das reclamações por etapa de resolução.


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Entre os finais do século XIX e os inícios do XX, tipificaram-se curiosos remates de barro cozido nas edificações madeirenses, especialmente com pombinhas e cabeças de menino, tradição que o desaparecimento das antigas olarias onde se produziam coloca bastante em risco.

REDESCOBRIR A MADEIRA

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Os remates de telhado madeirenses RUI CARITA Professor da UMa

Esta tradição bastante rara no continente, embora ainda sobrevivente, entre outras áreas, nas de Aveiro e do Algarve, por exemplo, deve ter raízes nos cultos de fertilidade pré-cristãs e que sobreviveram, depois, no culto do Espírito Santo, acarinhado pela Igreja Católica. Embora não conheçamos exemplares madeirenses anteriores ao século XIX, parece não restarem dúvidas que devem ter existido, resistindo, inclusivamente, um ou outro exemplar pré-industrial, como na residência paroquial de São Pedro, no Funchal. O gosto orientalista, dito chinoiserie, parece ser também responsável por certas decorações mais elaboradas, como algumas cristas sobre os telhados, igualmente dotados destes elementos decorativos e informará também alguns aspetos das decorações fim de século e arte nova. A divulgação desta temática, no entanto, parece bem

mais popular, aparecendo de certa forma ligada às edificações dos chamados demeraristas dos finais do XIX, emigrantes retornados da América Central e responsáveis por uma ampla campanha de construções dispersas por quase toda a ilha, com especial incidência nas áreas rurais e periurbanas. Os elementos base parecem ser as pombinhas em repouso ou de asas levantadas, tal como cabecinhas de menino e de menina. Estamos, assim, perante elementos do culto da fertilidade e patentes, por exemplo, em ditados populares, como “Quem casa, quer casa”. Posteriormente diversificou-se, encontrando-se variantes representando papagaios, tais como cães (quase sempre buldogues), gatos, galos (figurações mais raras) e, inclusivamente, grifos e dragões de nítida inspiração chinesa. Paralelamente, existem estilizações cerâmicas de folhas de acanto ou pontas de setas, pontualmente muito estetizadas, ou, simplesmente, obtidas pela fragmentação das telhas.


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Os remates mais antigos aparecem em telhados de telha marselha, por vezes fibrocimento. Parecem, mais recentes, os remates cerâmicos que acompanham os telhados de telha romana, ou telha de meia cana, por certo, em campanhas de obras posteriores. A expansão deste gosto na Madeira levou à sua industrialização, criando-se uma vasta coleção de tipos, que, se não atingem na sua maioria grande qualidade artística, pela sua variedade e multiplicidade, atingem uma muito interessante qualidade plástica e decorativa. TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.

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1 Cabeça de menino, antigo mercado do Porto Santo, 1920(c.). 2 Pomba esvoaçante, Camacha, Porto Santo, 1960(c.). 3 Cabeça de senhora, Camacha, Lombo de Baixo, Faial, 1920(c.). 4 Galo, Azinhada de São Pedro, 1970(c.). 5 Folha de acanto, Canhas, 1940(c.). 6 Gato, Canhas, 1950(c.).


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Empadão de peixe, outra vez? ANDREIA MICAELA NASCIMENTO Académica da Madeira

A qualidade no ensino superior não se resume ao processo de ensino-aprendizagem, centrado na relação entre o professor e o estudante. Esta deverá, também, ser garantida pelos serviços prestados na biblioteca, no bar, na cantina, nos serviços de acção social, nos serviços académicos, na associação académica e nos mais diversos serviços da Instituição. Um pouco por todo o país as instituições de ensino superior avaliam os seus serviços e tornam públicos os resultados. Incentivam e valorizam a crítica. Alguns serviços já aqui mencionados também o fazem, contudo não seria inédito se as avaliações de carácter negativo fossem eliminadas como se de um inquérito inválido ou incompleto se

tratasse. Carlos Abreu, Presidente da Direcção da Académica da Madeira encontra uma justificação para que tal aconteça e sem qualquer consequência. Afirmou, no âmbito das comemorações do Dia da UMa que “a nossa Universidade não fomenta nem aceita, de forma natural, o inconformismo dos seus estudantes, as suas reclamações ou a sua voz. Tende-se a minimizar a sua relevância e existência. Pede-se uma juventude activa e interventiva, mas prefere-se uma juventude passiva e conformada.”. Considera que urge falar. Urge incentivar a falar. Urge conhecer, urge incentivar a conhecer. Urge actuar. Os serviços da Cantina são muito requisitados pelos estudantes. Não apenas pelo preço, mas também pela qualidade da ementa, de acordo com os resultados do inquérito aplicado no início do mês de Maio. Longe vão os tempos em que encon-


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Remonta a 2008 um dos textos mais comentados desta publicação. O “Empadão de Peixe” traria à discussão, audível, frontal, inédita e necessária, os serviços prestados pelo sector de alimentação da Universidade da Madeira. Hoje, uma década depois, estão as sugestões e reclamações a serem ouvidas e tratadas? Ou vamos pelo empadão de peixe, outra vez? trávamos 4 funcionários entre a recolha da senha e a distribuição da sopa e centenas de estudantes a compor uma fila que levava cerca de 20 minutos até estar servida. Contudo, a experiência de usufruir de uma refeição na Cantina da UMa continua a exigir melhorias significativas. Dividido em 3 partes – ambiente externo, ambiente interno e pratos – o inquérito de satisfação permitia, ainda, a escrita de algumas recomendações e sugestões, à semelhança do que os SASUMa têm vindo a recolher, ao longo do ano lectivo. Entre algumas exigências expressas, nomeadamente da necessidade de “existência de uma maior variedade de sumos”, “maior quantidade de pratos de carne” ou “eliminação de alguns pratos de peixe” encontramos, igualmente, outras de carácter mais premente dado que poderão ter consequências na segurança dos utentes.

A avaliação ao ambiente externo revelou uma grande homogeneidade nas respostas. O estado de conservação do edifício (pavimento e tecto, essencialmente) e a segurança são tidos como os piores items com uma avaliação de “Mau” e “Muito mau”. Com uma avaliação “Muito Boa” foi indicada a localização e a acessibilidade do edifício. A avaliação interna segue esta mesma tendência. Na sua generalidade assume uma avaliação de “Mau” com especial enfoque na dimensão do espaço disponível, na conservação do mobiliário e na higiene do espaço. A iluminação do espaço foi o item com melhor classificação na avaliação do ambiente interno. Não obstante a importância do ambiente onde se usufrui da refeição, a avaliação dos pratos que são disponibilizados – variedade, temperatura, higiene, apresentação, quantidade, qualidade,


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alternativas – é a que mais pesa quando se opta pela refeição paga ou trazida de casa. Neste âmbito, a avaliação geral é positiva tendo, apenas, sido registada avaliação negativa na existência de alternativas à ementa do dia e à quantidade e temperatura. Os restantes items receberam avaliação de “Bom” e "Muito Bom". Os resultados dizem-nos ainda mais. Dizem-nos que é necessário saber ouvir, saber criticar e saber fazer chegar a quem de direito a opinião dos utentes, dos estudantes. Não deve

ser necessário registar uma queixa para que os problemas, existentes em todo e qualquer serviço, rumem à resolução. Eles existem e vão sempre existir enquanto servirem pessoas, com opiniões, com necessidades, com experiências e com graus de exigência diferentes. Como tal, deveria ser suficiente o diálogo. O discutir do que é urgente melhorar e receber retorno – sincero e imune de pressões e represálias – dessa discussão. E não, não há nenhum problema com o empadão de peixe!


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Foi dito … em 2008!

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Foi dito … em 2019!

"Diz-me onde comes e dir-te-ei quem és."

"Diz-me onde comes e dir-te-ei quem és. "

"A ementa típica de um almoço inclui uma sopa juliana. Depois, empadão de peixe, consoante o almoço do dia anterior."

"Urge a melhoria do interior do espaço e variedade."

"A sobremesa é iogurte, quase sempre de aromas, consoante o prazo de validade, ou uma peça de fruta. A acompanhar as refeições, água da torneira ou sumo pouco concentrado". "Almoçar na cantina não é para qualquer estômago." "Quatro empregados circulam da vitrina de sobremesas, passando pela área de pratos quentes, até aos recipientes de sumo e água. O número de utentes aumenta e o de funcionários decresce." "Os serviços de alimentação possuem certificado de qualidade, que mesmo visível para todos os utentes, é contestado por muitos."

"Devem reduzir a enorme quantidade de arroz, massa e batata e equilibrar com legumes e o peixe/carne." "Se a meteorologia prevê chuva e trovoadas, um almoço no bar ou no restaurante torna-se uma verdadeira odisseia." "A cantina deveria abrir ao Sábado." "Deveria existir maior variedade pensando em pessoas vegetarianas e vegan." "Deveriam reforçar a quantidade de comida e aumentar os lugares para almoço." "Deveriam ouvir as reclamações dos estudantes." "Deveriam alargar o perímetro de almoço e dar melhores condições e quantidade de comida." "A acessibilidade poderia ser melhorada pela introdução de uma passadeira." "As condições de segurança deveriam ser revistas tendo em conta que em dias de chuva a água inunda o espaço." "O chão deveria ser completamente substituído." "As tomadas não funcionam." "Não há as condições mínimas nas casas de banho." "Os estudantes deveriam ser mais exigentes com os serviços que estão a pagar." "As casas de banho são uma vergonha." "Insistir na variedade da ementa."


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Maintaining a Union Project co-financed by:

FLORE PAUMEN Students' Union Dutch Volunteer

The next elections for the European Parliament are almost here and more then ever can these elections affect the future of the European Parliament. Up until now most of the decisions were made by the major parties but this year this could change because of the growing support for smaller parties. Because of this the decision making in the European Parliament might become more open and democratic. In this way the European Parliament might start to look more like the Dutch parliament where multiple smaller parties form the majority instead of just two big parties. The Netherlands was one of the first countries to be part of the ‘European Coal and Steel Community’ which eventually became the European Union. With this many of the new European rules and laws were implemented in the Netherlands. In the last decade more and more people in the Netherlands have started the question the positive effects of the European Union. One of the main reasons for these negative views is the fact that the Netherlands pays more money to the EU then they receive. Though many people see the negative side of our participation in the EU, we still see the positive sides as well. For example, many people in the Netherlands value the possibility to travel freely within Europe. One of the other positive aspects of the EU is

the Erasmus programme, which brought all of us volunteers to Madeira. In this way we can see how the EU affects Madeira. Another way to see this is by looking at the infrastructure on Madeira. Many of the roads and constructions on Madeira have been funded by the EU to improve the conditions of the island to make it more attractive for tourism. The money that was used for these projects was most likely paid by countries in the EU that pay more money to the EU then they receive, the Netherlands being one of them. As expected, citizens of these paying countries are starting to question the EU and its effectiveness. A challenge for the EU is to maintain support from all European citizens. A great example for this is Brexit. With the UK leaving the EU, the EU risks other countries following the UK. For the EU it is important to keep the membership of the EU relevant for all countries, even the ones that have grown sceptic of its effectiveness. The EU will be most effective and significant when there are many different countries involved that all have their own culture and input so that we can make Europe a place that houses many different stories, languages and cultures of the countries all working together to create the best possible connection between them so that in the future we can be as ‘united in diversity’ as possible.


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Não é nada connosco? Compreendem-se os resultados todos, os votos brancos, os nulos todos enquanto repercutores da opinião de cada um - mas não se entende, não se adivinha, nem se pode interpretar fielmente, valores altíssimos como os da abstenção.

VERA DUARTE Alumnus

Quando leres este artigo, já as eleições europeias tiveram lugar e estarão os nossos representantes mais do que escolhidos. Mas continuaremos a sentir o papel da União Europeia nas nossas vidas, mesmo que isso passe ao lado dos mais distraídos. Talvez essa distração possa até ser uma das respostas para a crescente abstenção que temos vindo a assistir nos últimos anos em diversos atos eleitorais. A distração, o desinteresse…mas porquê? Não é nada connosco? É! A União Europeia, através das suas políticas, tem tido responsabilidade de garantir que os jovens beneficiam das mesmas oportunidades e desafios. Aliás, além dos jovens, tem a responsabilidade de chegar à vida das nossas famílias e da nossa terra. E tem chegado. As conquistas a que temos assistido nos últimos tempos, graças aos fundos comunitários, não nos podem deixar indiferentes a uma profunda reflexão sobre o nosso papel na Europa e no mundo. E esse papel tem um enorme peso na urna, quando decidimos o nosso futuro, quando escolhemos quem nos representará, quando damos voz à nossa opinião, através desse grande exercício de cidadania que é o voto – livre, pessoal e secreto. E isso da cidadania…não é nada connosco? É!

É e custou muito, principalmente às mulheres, conseguir votar. Em Portugal, só em 1931, nós, mulheres, tivemos o direito de voto, ainda que, com várias restrições. Passados vários anos e muitas mudanças depois, a lei eleitoral, como a conhecemos hoje, foi aprovada em 1979. E 1979, foi mesmo ontem. Significa que a dádiva da liberdade e da democracia, o poder de escolha e de rejeição, o escrutínio e o voto só praticamente ontem nos foram concedidos. A todos, por igual. É por isso, por essa proximidade com a falta de liberdade, que temos a responsabilidade de honrar as lutas daqueles que nos deram a oportunidade de viver em democracia, dando-nos um papel


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ativo no futuro da nossa Região, do nosso País e da União Europeia. Não se trata somente de uma luta político-partidária, trata-se de participar, ter voz, escolher, ser cidadão do mundo, através de um simples ato. Compreendem-se os resultados todos, os votos brancos, os nulos - todos enquanto repercutores da opinião de cada um - mas não se entende, não se adivinha, nem se pode interpretar fielmente, valores altíssimos como os da abstenção. Veja-se o exemplo de 2014, em que nas eleições para o Parlamento Europeu apenas 42,5% dos europeus foi votar, ou o de 2017, em que nas eleições autárquicas, 45% dos portugueses decidiu ficar em casa.

Não é nada connosco? É. Os jovens estão entre aqueles que menos votam e são aqueles que fazem parte da geração mais bem preparada de sempre, a que tem mais acesso à informação, a mais formada, mas, pelos vistos, a menos interessada. Não é compreensível que, na era da informação, chutemos para canto um ato tão simples mas tão valioso como o voto. Informem-se. Não se esquivam. Não sejam campeões de facebook e cidadãos de segunda. Votem. Participem. Afinal, tem tudo a ver connosco.

TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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European elections and the future of European Union Project co-financed by:

ANNA SOŁTYS Students' Union Polish Volunteer

Nowadays European Union must face with many challenges which affect image of this institution Elections for European Parliament are coming, which means this is only one occasion for the nearest 5 years for citizens of Europe to have an influence on shape of UE body structure as European Parliament is the only one institution among UE which is chosen through elections in UE countries. This is very important institution as it approves most of legal acts and budget for European projects, at the same time it is the most transparent and open organization. In the time that UE face a lot of problems as migration crisis, Brexit, braking European values, social system, protection of boundaries or climate politics it is even more important to take a part in elections. This and economic problems such as implications of financial crisis from 2008, which are still being felt in some countries can threaten budget and realization of next projects among UE. However, in my opinion one of the biggest problems in functioning of UE is decreasing possibility to make real influence and draw consequences in case of real threat. This can lead to drop of trust to UE. When it comes to image of UE projects in my

homeland, Poland, usually people appreciate possibilities which UE gives. There are a lot of investments which have been made since Poland is in UE, such as: building new roads, support of entrepreneurship, development of rural areas, educational project etc. In general, donations cause growth of economy. There are also projects which enable young people to get international and intercultural experience as Erasmus and Erasmus+. On the other hand, there are some disadvantages which Poland must face after joining to UE, for example: emigrations of qualified workforce, limitation of national independence or strange norms (e.g. fine for overproduction of milk). Taking all this into consideration, EU projects are mostly evaluated positively but as always, some bureaucratic stuff can be frustrating.   When it is about place are live currently, Madeira, I think joining to UE has positive impact on development of tourism sector which is one of the most important for economy of this island. The borders became open and in the same time investments in infrastructure have been started, both these factors made Madeira more open and friendly destinations for tourists. I hope that Europe which I would see in the next 50 years will be safe place.


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MEMORANDUM

Os sete dias da semana, herança do Mundo Antigo TELMO REIS Professor da UMa

Poderíamos pensar que a influência dos corpos celestes nos assuntos humanos é uma excentricidade de astrólogos e de supersticiosos, mas ela é bem real. Vamos ocupar-nos de um caso manifesto: os sete dias da semana. O agrupar dos dias em ciclos de sete tem a sua origem na antiga Babilónia e resulta da observação das fases da Lua. A duração do ciclo lunar completo é de cerca de 28 dias. Partindo desta noção, os astrónomos Caldeus verificaram que, a cada fase, correspondiam muito aproximadamente sete dias e daqui vem a nossa «semana» (vocábulo com origem no latim septimana, ou seja, «sete manhãs»). Os Hebreus cedo adoptaram esta organização

e ela ficou consagrada no livro do Génesis, tradicionalmente atribuído a Moisés, onde a Criação do Mundo se articula em seis dias de trabalho e um sétimo dia de descanso. Nele se fixou o shabbat, consagrado ao descanso e à oração. Quanto às suas denominações, os Caldeus designaram cada um dos sete dias pelos nomes dos corpos do seu sistema planetário: o Sol e a Lua, em primeiro lugar, e depois os restantes, pela seguinte ordem: Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus e Saturno. Este sistema passou depois para a Ásia Menor e Egipto, para Gregos e Romanos. Estes deram aos sete dias as seguintes designações: Solis dies, Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Iouis dies, Veneris dies e Saturni dies. Daqui resulta a maioria das designações que conhecemos nas várias línguas românicas. Assim, em francês temos: dimanche, lundi,


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Partindo da observação das fases da Lua, os antigos Caldeus inventaram a semana constituída por sete dias. Este sistema, adoptado entretanto por outros povos, viria a ser transmitido por Roma a todo o Mundo Ocidental. mardi, mercredi, jeudi, vendredi e samedi. Em castelhano e italiano, as designações são semelhantes. Notemos que, nestas línguas, tal como em português, o primeiro e o sétimo dia trocaram as suas designações para «domingo» (do latim dies Dominica, ou seja, «dia do Senhor», nome de origem cristã, por ter sido o dia da Ressurreição) e «sábado» (do latim sabbatum, designação de origem hebraica). Como os restantes dias tinham nomes de divindades pagãs, facilmente se compreende que a Igreja Cristã olhasse para eles com desagrado e, por isso, adoptou um conjunto de designações baseado no sistema numérico (antes criado pelos Hebreus), acrescentando-lhes a palavra latina feria («dia de festa» ou «dia de oração»). Assim, em latim passou a dizer-se: secunda feria, tertia feria, quarta feria, quinta feria e sexta feria. Este sistema apenas vin-

gou em Portugal (e também na Grécia!). As línguas germânicas e escandinavas receberam o sistema pagão utilizado pelos Romanos, mas adaptaram-no ao nome das suas divindades correlativas dos deuses romanos. Assim, em inglês temos: Sunday, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday e Saturday. Note-se que o sábado e o domingo conservaram aqui as antigas designações. As línguas da Escandinávia mantiveram este sistema, mas introduziram uma novidade: o sétimo dia passou a ser o «dia do banho» (em norueguês e dinamarquês lørdag, em sueco lördag). Quando organizarmos as nossas vidas em ciclos de sete dias, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, estamos, sem disso termos consciência, a reger-nos pelas fases da Lua: uma herança do Mundo Antigo que nos foi legada por Roma.


HÉLDER SPÍNOLA Coordenador do Programa Eco-Escolas no Politécnico da Universidade da Madeira

Temos um novo desafio! A Universidade da Madeira, através do ensino Politécnico, inscreveu-se no Programa Eco-Escolas e quer que o seu desempenho ambiental seja mais sustentável. Já começa a ser visível a transformação, mas o caminho é permanente e só pode ser percorrido com base na persistência, envolvimento de todos e aposta na melhoria contínua. O Eco-Escolas é um programa internacional da Fundação para a Educação Ambiental, e em Portugal é desenvolvido pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), tendo como grande objetivo promover a literacia ambiental e, quando merecido, reconhecer a qualidade do trabalho desenvolvido pelos estabelecimentos de

ensino, atribuindo o Galardão Bandeira Verde. A oportunidade de abraçar o Programa Eco-Escolas surgiu quando, em dezembro de 2018, o projeto Reciclar Mais na Universidade da Madeira (Reciclar+UMa) foi o grande vencedor da Região Autónoma da Madeira no desafio Novo Verde Packaging Universities Award. A partir daí, fez todo o sentido juntar, aos cuidados com a gestão dos resíduos, outros mais, nomeadamente os relacionados com o uso da água e o consumo de energia, para além da proteção florestal. Para começar, algumas das principais medidas inscritas no plano de ação centram-se na necessidade de reduzir a produção de resíduos e melhorar a sua separação para reciclagem. O diagnóstico previamente efetuado revelou a necessidade de melhorar a sinalética nos ecopontos que a Universidade dispõe, algo que, pelo investimento e


A Universidade da Madeira no Programa Eco-Escolas Promover a correta separação dos resíduos para reciclagem é um dos objetivos mais imediatos do Plano de Ação do Programa Eco-Escolas na Universidade da Madeira.

empenho da Associação Académica, foi entretanto executado, e esclarecer a Comunidade Académica relativamente às dúvidas mais frequentes, como o local correto para a colocação dos copos de café descartáveis (que apesar de serem de papel não são recicláveis por possuírem outros materiais contaminantes e, por isso, devem ser colocados no contentor do lixo geral) e as toalhitas de papel utilizadas para enxugar as mãos na casa de banho (o papel molhado causa problemas à reciclagem pelos bolores e degradação que provoca até o material chegar à indústria, por isso, o papel molhado deve ser colocado no lixo geral, não é reciclável). Relativamente à melhoria na gestão dos resíduos, o Programa Eco-Escolas procura também diminuir a presença de terminados materiais, nomeadamente plásticos e papel não reciclável, pelo que, mais uma vez com a importante colaboração da Acadé-

mica da Madeira, depois da eliminação dos copos e paletinas descartáveis de plástico, pretende-se promover o uso do copo reutilizável individual nas máquinas de venda de café. Para diminuir o uso de toalhitas de papel para enxugar as mãos nas casas de banho, a alternativa a promover serão os lenços de pano individuais, outrora de uso muito comum, e, assim que possível, a instalação de secadores elétricos. Muitas outras medidas estão previstas, mas o objetivo primeiro é conseguir o envolvimento e empenho de toda a Comunidade Académica para, juntos, melhorarmos a qualidade ambiental.

TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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The European Union and Austria Project co-financed by:

JANA BERCHTOLD Students' Union Austrian Volunteer

On the 26th of may, the people of my country, Austria, will be going to the polls and elect the members of the next European Parliament. With us, many other people all over Europe will vote and in this way we will change the future of the European Union. At the moment, we as Europeans are facing many challenges and difficulties. The Brexit (or whatever it’s gonna be?), the immigration issue and climate change problems are just the tip of the iceberg. All of these things could be solved easier, if the European Union would work together properly – but currently that’s not the case. Right wing and anti-European parties are taking the lead in more and more countries and are trying to achieve the best for their country, no matter what it will cost another one. In my opinion, nationalistic ideas are the biggest threat for the European project. For the newly elected European Parliament, the greatest challenge will be to reunite all countries and define common goals. Being from Austria, a country where there’s a right wing party part of the government, I can say that a lot of people have their difficulties with the European Union and don’t like the idea that

“someone in Brussels” makes their laws and tells them what to do. But on the other hand, there are many Austrians who are proud and happy to be part of this united Europe, they accept that there are some things going wrong (and need to be solved!) and they don’t give up in believing in this project. It’s mostly young and educated people that see and get to experience the advantages of the European Union, elder people appreciate it mostly because of the peace it brought to our continent. As I’m part of a European project by doing this volunteer service, I can see the advantages firsthand. In this project on Madeira we are currently volunteers from many different countries, living and working together, making new friends and sharing experiences – something that wouldn’t be possible without the EU. It gives us all the chance to abandon our prejudices (and believe me, there are many!), learn to respect other cultures and traditions and appreciate the diversity of Europe. If you ask me what kind of Europe I’d like to see in 50 years, it’s an easy answer. A united but diverse one. Peaceful countries working together, not against each other. A renewed constitution as a basis of a new European Union, that is ready to face all the challenges that will come in the future.


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Estilo de vida sustentável! Acções promotoras da Qualidade de Vida e da Conscientização Socio ambiental

Com o apoio:

MARCOS NASCIMENTO Académica da Madeira

Durantes muitos anos apelou-se à adopção de um estilo de vida saudável. Hoje, esse apelo estende-se não apenas à mudança de hábitos alimentares ou à prática desportiva, passando a incluir aquilo que compramos, o que usamos, a forma como nos divertimos e a modo como nos relacionamos com o ambiente. A qualidade de vida está intimamente relacionada com a qualidade ambiental sendo influenciada por factores culturais, sociais, geográficos e históricos. O mundo tem mudado vertiginosamente não apenas pelo avanço da ciência e da tecnologia, mas também pelas mudanças profundas no mundo económico, político e social fazendo com que, nos últimos anos, as questões ambientais e de promoção de práticas e iniciativas sustentáveis tenham ganhado voz. Apela-se ao uso inteligente dos recursos naturais. Exige-se compromisso ético-ambiental. Pro-


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O programa de responsabilidade ambiental da Académica da Madeira.

move-se, não apenas os estilos de vida saudáveis, mas sobretudo os estilos de vida sustentáveis. Neste contexto, têm sido desenvolvidas algumas acções promotoras da qualidade de vida e da conscientização socioambiental não apenas com inciativas de educação ambiental mas também acções de reflorestação diversas. O programa You Print, We Plant, cujo objectivo passa por devolver à natureza o número de árvores equivalentes à quantidade total de papel utilizado no serviço de cópias autónomo – You Print – tem reunido, mensalmente, dezenas de voluntários nas serras do Funchal. Em parceria com o Parque Ecológico do Funchal, têm sido desenvolvidas não apenas actividades de plantação no terreno, mas

também actividades de viveiro, de controlo de espécies invasoras e até mesmo de recolha de lixo e marcação de percursos pedestres. Desde o início desde programa, em 2018, já foram plantadas algumas centenas espécies de flora indígena, como os Loureiros, as Faias, as Leitugas, os Massarocos, os Goivos da Rocha, as Isoplexis e as Estreleiras, permitido a sensibilização de jovens portugueses e estrangeiros para a importância na participação de acções que ajudam a diminuir a pegada ambiental e a transmissão de valores fundamentais como o companheirismo e o espírito de equipa, levando a que as boas práticas ambientais ultrapassem os muros da universidade.


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Dia Internacional da Visibilidade Trans EDUARDO MORAIS E FELIPE EANNES Académica da Madeira

Desde 2009, comemora-se a nível mundial o Dia Internacional da Visibilidade Trans. Apesar de maior e melhor tratado nos últimos anos, as pautas do movimento Transsexual ainda são grande tabu por todo o mundo. Quando nascem, às pessoas lhe são atribuídos um sexo em suas certidões de nascimento, porém, aqueles que não se sentem representados por esta definição são considerados transsexuais ou transgêneros, pois o seu gênero não corresponde ao sexo que lhe foi determinado. A transexualidade é dada como condição de disforia, em que o psicológico da pessoa se vê de uma forma diferente ao seu corpo físico, tendo então a pessoa que adaptar a sua aparência, através de processos hormonais e cirúrgicos, para atingirem o corpo físico com o qual se sentem mais confortáveis e condizente com seu gênero. O Dia Internacional da Visibilidade Transsexual foi uma data criada para tornar a efeméride não só uma comemoração onde é questionada a transfobia, mas também para enaltecer e divulgar informações e dar visibilidade a pessoas transsexuais e transgêneros de todo o mundo. Comemorada desde 2009, quando a ativista Rachel Crandall questionou a falta de uma data para vangloriar a cultura transsexual. Até então, a única data em que se discutiam pautas específicas a respeito dos direitos transsexuais era o dia 20 de novembro, o “Dia da Memória Transsexual”, onde se eram lembradas as diversas vítimas, mártires e figuras que marcaram o movimento. Todavia, percebeu-se como a data possuía um tom melancólico, onde não se enaltecia o movimento de forma totalmente positiva.


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É o programa da Académica da Madeira que organiza e apoia ações de sensibilização, de educação e de promoção das temáticas que envolvem o universo LGBT+. Assim a ativista iniciou, pelo Facebook, uma discussão onde pessoas transsexuais do mundo colocassem discursos a respeito de suas vivências e realidades, surgindo então o Dia Internacional da Visibilidade Trans, comemorado todos os anos a 31 de março. Contudo, os transsexuais são ainda muito marginalizados. Em Portugal, apesar de considerado um país seguro para LGBT, existem diversas falhas nas leis que protegem e/ou auxiliam os transsexuais. Os transsexuais portugueses enfrentam, sobretudo, a luta pela autodeterminação. Para que inicie os seus tratamentos hormonais, de cirurgia de redesignação ou alterar os seus documentos, é necessário um laudo médico psicológico e psiquiátrico. O problema é a burocracia envolvida, pois a obtenção desse laudo está sob as condições de quem irá analisar a pessoa que deseja adaptar seu corpo e identidade a como ela realmente se sente. A autodeterminação declara que o Estado deve levar em conta a própria fala da pessoa em si, sem a necessidade de um processo dificultoso. Apenas em 2018, a Organização Mundial da Saúde deixou de listar a transexualidade como uma patologia mental, tornando-se apenas então uma condição de saúde. A falta de visibilidade traz uma imagem de que os transsexuais são pessoas doentes ou anormais. A importância da educação quanto as pautas devem acontecer não só para acabar com o estigma, mas também para evitar que mais vítimas da transfobia, ou seja, a repulsa e/ou preconceito contra pessoas transsexuais, transgêneros e travestis, surjam.

TEXTO REDIGIDO DE ACORDO COM A NORMA BRASILEIRA DO PORTUGUÊS.


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Uma experiência argentina GONÇALO MARTINS Alumnus

Concluído o mestrado em Bioquímica Aplicada, continuei a minha actividade como investigador no Centro de Química da Madeira (CQM) ao abrigo do projecto PREMIUM1 – Preserving Bacteria with Oligosaccharides and Eco-friendly Processes. Este é um programa internacional onde participam instituições de ensino superior e empresas do sector industrial e tem como objectivo a produção de probióticos (bactérias) estabilizados com açúcares. Assim, em meados do ano passado fui convidado pela Professora Paula Castilho (docente da UMa) a integrar este projecto e a fazer um secondment (um estágio) em La Plata, na Argentina, mais propriamente, no Centro de Investigacíon y Desarollo en Criotecnologia de Alimentos (CIDCA), durante três meses, sob a supervisão da Doutora Andrea Gómez-Zavaglia. Tinha, então, como objectivos o estudo de novas técnicas e metodologias para a extracção de açúcares a partir de fontes vegetais e para a caracterização e estudo destes compostos – estas são as tarefas atribuídas ao grupo do CQM no âmbito do PREMIUM. Foi uma experiência inesquecível, mas também desafiante. Já tinha viajado para o estrangeiro, mas nunca sozinho, nunca em trabalho, nunca por tanto tempo. Tinha muitas dúvidas e receios – trata-se, então, de um país no outro lado do mundo, com uma língua diferente, uma moeda diferente, estações do ano diferentes, enfim, tudo diferente. Mesmo assim achei que seria uma oportunidade


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para provar a mim próprio que seria capaz de ter sucesso fora do conforto do meu meio familiar e do meio académico que já conhecia e pertencia há sete anos. Nunca me passou pela cabeça recusar. Após dois dias de viagem, cheguei à cidade de La Plata. Até parece que aquelas viagens de avião foram mais longas do que a minha estadia no país - passou tudo tão rápido pois adaptei-me facilmente. A cidade era agradável e com uma organização urbana muito acessível, com uma planta desenhada como uma grelha, com ruas paralelas e diagonais a ligá-las a todas, convergindo em praças, sendo por isso conhecida como a “cidade das diagonais”. As pessoas receberam-me muito bem, o trabalho correu como esperado, os objectivos foram cumpridos, e nem a língua pareceu um problema depois de lá estar. Tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas e de várias nacionalidades: os investigadores com quem trabalhava, estudantes

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em programas de intercâmbio e outros colegas do projecto PREMIUM, que se tinham deslocado para a Argentina com o mesmo propósito que eu. Este contacto foi importante pois ajudou-me a sentir-me como em casa e tinha com quem partilhar as minhas experiências e momentos de lazer, por exemplo quando nos deslocávamos a conhecer a cidade de Buenos Aires, capital do país. Pela altura do Natal já estava de volta à Madeira, onde recordava com carinho todo o tempo passado na Argentina. Foi uma grande aventura que ficará para sempre na minha memória e servirá de referência para mim no futuro. Estou grato a todos os que me proporcionaram esta oportunidade e a todos que me acolheram tão bem. Se fosse hoje, faria tudo de novo! 1 Projecto com referência: PREMIUM Horizon 2020 – MSCA – RISE – 2017, n.º 777657.


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European elections and the future of European Union Project co-financed by:

LÉO CHEREL Students' Union French Volunteer

About the European project and the next elections, France is quite divided, such as numerous countries in the Union. First about the elections for the European Parliament, France is not really involved, the people don’t really care about this election, this one of the elections with the highest rate of people who don’t vote. And this is for many reasons, first because Brussels and the Parliament always seem to be far away from the National needs. There is also a big lack of trust in the European institution. Like in almost all the European countries people are afraid to lose political power and ability to take some decision in profit of the European Parliament. But this election is still important, create a lot of debate, between supporter of EU but also between EU supporter and those who are against the EU. The thing about this election is that people usually use this one to vote against the actual government of France, voting as a sanction of the national politics and not voting for a European project. So I had the feelings that in France the European Project as a union of Nations is nowadays a bit of a dead end, people who supported European

Union do not agree with each other. There are so many different visions about the European Union and what it should be that nobody is in agreement with each other. The major threat for the EU is for me that following Brexit more and more political parties want to leave EU, in France but also in almost all Europe. And this is mainly because EU suffer of a lack of communication about what the institution really do, so it much easier for the political parties to criticize the EU, and people mostly see the bad aspect of it. One of the biggest challenge for EU is to manage to stay united and not to be divided. The Brexit was from some political parties in France the proof, that we need to leave the EU as fast as possible, but the main part of population in France is more for staying, because the difficulties of the Brexit show to everyone that leaving is not an easy solution. Otherwise an EU without France will be not possible or stupid in regards of the historical past of EU construction. About Europe in 50 years, we are the leading proof that the EU is full of benefit for the people, for knowing more about each other and building a project.


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European elections and the future of European Union HELEN GRUEGGE Students' Union German Volunteer

Project co-financed by:

In a short time, it will be May 23-26, time for the next elections for the European Parliament. These elections are especially important, as they concern the future of Europe and its standing towards important subjects such as work, security, migration and climate change, some of the most discussed topics, be it in global or local politics. Topics which have a huge influence on our future and well-being in said future. These elections may also mark an important turning point, seeing as the European Union is trying, and often struggling, to fight against the apathy of its citizens and the strong populist tide many countries seem to find themselves in. The situation in my country, Germany, may be described as borderline apathy: European challenges such as the Brexit have proven to us, that, though many like to criticise, there are more than enough advantages for staying in the EU. In fact, three out of four Germans believe the European membership to be success bringing for Germany, in contrast to a more nationalist solution. It is also agreed on, that challenges such as the climate change must be fought against together,

however, as of now, Germany has, despite this belief, stayed rather passive in contributing to find compromises and final solutions. Hopefully, the coming elections will be able to compete with these threats, seeing as the European Union has brought so many advantages to its citizens, especially my generation is able to enjoy a mobility unknown to our parents or grandparents. Thanks to programmes, such as ERASMUS programmes, Europe’s inhabitants can study or take part in voluntary projects all over our continent, or, as it is in our case, support the University of Madeira here in Funchal. Moreover, this is not the only benefit of the European Union, to take Madeira as an example again, most of its modern infrastructure, which allows people to travel all around the island in a matter of hours and not, as previously, days and weeks, was payed for, by the European Union. Consequently, I hope that the coming elections are our first stop towards a European Union fitting its motto “United in diversity� and that, in 50 years, the EU will be appreciated as a way to unite people, ideas and live-changing innovations.


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Livro Azul PEDRO VALE Estudante da UMa

Olá! Eu sou o Pedro Vale, professor de primeiro ciclo e aluno universitário de Cultura na UMa. Vivo na ilha desde 2002 e adoro. Quando não estou a trabalhar ou a estudar leio e vou aos espetáculos. Gosto de fotografar à noite sempre em busca de uma nova narrativa e mergulho frequentemente, quer nas levadas da Laurissilva, quer no azul do mar. Em casa, se não estiver a ler ou a ver um filme, encontro-me geralmente a cozinhar ou a trabalhar na perfeição das bolas de lama brilhantes japonesas, chamadas “Hikaru Dorodango”. A parte preferida do meu dia é quando fico uns minutos a olhar para o teto sem pensar em nada. Azul Instantâneo é o meu primeiro livro e resulta de um exercício de escrita imediata e livre empreendido no Facebook durante um ano e meio. Poesia lírica, dadaísta, visual e concreta, filosofia, observação, experimentalismo e até haikus formam uma obra de arte portátil que apela diretamente aos sentidos dos leitores, resultando numa provocadora viagem sensorial. Convido-vos desde já à sua descoberta. A segunda edição está aí à porta! Podem acompanhar a caminhada azul instantânea no Facebook nos perfis “Pedro Vale” e “Livro Azul Instantâneo”, no Instagram em “pedro.vale.1293” e “pedro_a._vale” e no Twitter em “vale10pedro” e “livro_azul”.

Por vezes Acontece entrarmos Num maravilhoso jardim árabe E sentarmo-nos logo ali No primeiro banco de pedra lisa Imaginando o azul do mar. Talvez um dia recordes num qualquer espelho torto quão simples fora a tua salva e te lembres daquela vez em que ceáramos apenas meia laranja e nada de pão naquela casa cega com o telhado a verter lágrimas de fel. Os meus sonhos são simples. Um coreto atual, uma praça ficcional, mistura de estranho jardim, bordel e prisão, um vestido dormido, milhões de línguas cortesãs, uma maçã trincada, jazz moderno, uma imposição vitoriana, talento comercial, cruzamentos, estações por abandonar, sorrisos satânicos, belas rameiras, uma precetora desenhada e cobras, e mais cobras. Os meus sonhos não sei se são simples.

TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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Como se posiciona face ao futuro e à vida? CARLA VALE LUCAS, FILIPA OLIVEIRA E LUÍSA SOARES Serviço de Psicologia da UMa

Na vida assume, tendencialmente, o papel de condutor ou de passageiro? Ainda que não tenha controlo sobre todos os acontecimentos, pode decidir como se posiciona face aos mesmos, ou seja, se assume uma postura mais proativa ou mais reativa. O futuro é um projeto de autor. Não vale fazer cábula ao projeto de outra pessoa. Por isso, quando excessivo, o papel de “passageiro” é perigoso – são as escolhas e os caminhos do outro, certamente não alinhados com quem é. Por outro lado, uma postura mais ativa - de “condutor”, está associada a níveis mais elevados de autoeficácia e bem-estar. Estudos da psicologia positiva mostram que

indivíduos com maior bem-estar psicológico são mais capazes de “alargar e construir”, ou seja, são mais capazes de ativar recursos pessoais e sociais, superar adversidades e adotar uma postura de resolução de problemas, elementos essenciais na construção de um projeto de vida. A reflexão sobre estas questões tem servido de mote para iniciativas desenvolvidas neste 2.º semestre (ex.: workshops integrados no Projeto “Investe em ti. Ganha vantagem competitiva na transição para o mercado de trabalho”; workshops em contexto de sala de aula “Passion and Drive: caminhos para o sucesso” e colaboração no VII Fórum da Empregabilidade). A forma como perceciona os acontecimentos da vida e o que diz a si próprio sobre tal, influencia os comportamentos e atitudes que adota. Por isso, importa envidar esforços para substituir


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Ainda que não tenha controlo sobre todos os acontecimentos, pode decidir como se posiciona face aos mesmos, ou seja, se assume uma postura mais proativa ou mais reativa.

eventuais discursos mais reativos “não há nada a fazer”, “sou assim e pronto”, por outros mais flexíveis e assertivos “eu escolho fazer”, “vou procurar alternativas”. Assumir este papel de “condutor” implica preparação prévia, respondendo a perguntas como “Para onde quero ir? Que recursos tenho? Que skills preciso desenvolver?”. Implica ainda desenhar um plano de ação, definindo objetivos e passos a dar, antecipando dificuldades e planeando formas de as ultrapassar. Segue-se o colocar o plano em marcha, lidando com inquietações e dúvidas (“Irei conseguir? Será que tenho o que é necessário?”) e perseverando. Importa ressalvar que este plano deverá ser feito a “lápis”, porque é necessário fazer uma avaliação e reflexão contínuas, bem como proceder a ajustes no mesmo (ex.: o que corre bem e menos

bem, o que me aproxima/distancia dos objetivos). Ser curioso sobre a envolvente e sobre si próprio, experimentar com intenção, criar oportunidades, dar passos e tentar ser um pouco melhor do que ontem, numa postura de abertura à aprendizagem, são outros elementos essenciais para conseguir se posicionar na vida de forma mais proativa. E porque sem a ajuda e o feedback dos outros, a caminhada torna-se mais difícil, pode ser importante a escolha de se fazer acompanhar de um ou mais copilotos e assumir também este papel para si. Na UMa pode contar com o apoio dos psicólogos do Serviço de Psicologia. Saiba mais em scp.uma. pt e siga-nos no Facebook, onde partilhamos informação sobre o bem-estar psicológico. TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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Não espirre sobre este assunto, proteja-se!

“A nossa saúde é muitas das vezes afetada pelos microrganismos que são invisíveis, impercetíveis e que vivem despercebidos mesmo ao nosso lado...”

ESTER CALDEIRA Alumnus

Apesar do inverno estar a chegar ao fim, a gripe veio para ficar! A gripe é uma doença viral contagiosa, que afecta predominantemente as vias aéreas. O vírus é transmitido através do contacto com partículas de saliva (tosse e espirros), sendo que na maioria dos casos cura-se espontaneamente sem a necessidade de intervenção médica (SNS, 2018). A tosse, febre, mialgias e fadiga são alguns dos principais sintomas da gripe. A principal medida de prevenção da gripe é a vacinação, que tem como objectivo minimizar o risco de contrair a doença e as consequentes complicações. A vacina da gripe contem o vírus influenza sem o agente patogénico, ou seja, sem o agente causador da doença, assim sendo importa desmistificar a ideia de que a vacina provoca a doença. O que pode incorrectamente ser confundido como sintomas de gripe são os efeitos secundários da vacina, que apesar de não muito comuns podem manifestar-se. O vírus da gripe distingue-se de outros pela sua capacidade de mutação constante, que garante a sua sobrevivência às resistências criadas pelo

organismo. Deste modo importa relembrar que a vacina da gripe não é vitalícia, tendo a imunidade a duração de um ano. Uma das medidas de prevenção que é gratuita e indicada para todas as idades, é a protecção individual e colectiva através de uma etiqueta respiratória correcta. Estes pequenos gestos podem proteger a sua vida e a dos outros: · Quando tossir ou espirrar cubra a boca e o nariz com um lenço, ou então faça-o na direcção do braço e não para as mãos; · Descarte o material utilizado, imediatamente após essas acções; · Lave ou desinfecte as mãos com regularidade e sempre após o contacto com secreções e objectos contaminados como as maçanetas de portas, corrimões entre outros. A nossa saúde é muitas das vezes afetada pelos microrganismos que são invisíveis, imperceptíveis e que vivem despercebidos mesmo ao nosso lado, presentes no nosso dia a dia. Importe-se com a sua saúde e não espirre sobre este assunto, proteja-se!


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DUAS METADES, DOBRO DO SABOR!

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Together we can do better! Project co-financed by:

CRISTINA DEMURO Students' Union Italian Volunteer

In May, the call for European elections is opening and all European citizens are needed to express their desire to get involved in politics. These are not simple elections, this is an international event in which we are involved as protagonists because the future of the European Union depends on us. The EU is experiencing a moment of crisis due to the national political transformations that are happening, the international emergency related to the migratory fluxes that are occurring and the lack of common intents between the countries that constitute the monetary and economic Union. The number of populist parties that are rising in power in national contexts is increasing as a result of the boom in nationalism, economic autarky and political distrust. The aim of these parties is a counter-trend compared to the objectives of the EU, that can be summarised in the motto “United in diversity”. The hardest challenge that the European Union faces is promoting and convincing the European public to support its intent in order to transform the EU from an agglomeration of National States into the “United States of Europe”. This does not mean reducing the constitutional power that the single States have, but legislating common agreements.

In contrast, in Italy, even if the parties that are governing are Eurosceptic, they nevertheless complain about their indifference to the EU, for example concerning problems such as immigration. Due to this lack of concern and willingness to share the problem and help to solve it, Italy is not supporting the aims of the European project. Moreover, unfortunately the values that powerful parties are promoting do not allow the sense of belonging to a common European Union to grow. However, my expectations of the EU’s fate are encouraged by the experiences I am living, and by staying in contact with my Erasmus generation. The Evs project in Madeira and an Erasmus exchange through my university have enabled me to recognise the importance of bringing young people together from different projects across Europe. We are the future and what we are being shown, is that together we can do better. Autor: Cristina Demuro, 22 years and Italian. I am a globetrotter and a student of International and Diplomatic Science. I believe that “your vibe attracts your tribe”, that’s why I am in love with nature, animals and my friends! :)


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CC-BY-4.0: © European Union 2019 – Source: EP

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European elections and the future of European Union JONE ARETA Students' Union Basque Country Volunteer

Project co-financed by:

The elections to the European Parliament are approaching and, once again, millions of Europeans are called to vote. These elections are especially important, as crucial decisions will be taken in the coming years that will affect climate change, the resettlement of refugees and asylum seekers and the sovereignty of the peoples of Europe. However, we can say that elections to the European Parliament do not usually attract much interest in the population, at least in Spain, because the power of the European Commission is perceived as something limited and distant that does not have much impact on the member States. Even so, I believe that we are living a decisive period in terms of the continuity of the Union, since the resolutions adopted after the 2008 crisis and the subsequent rise of the extreme right worldwide have created a great discredit on the project of the European Union. This will be surely its biggest challenge for the next legislature because, although it is true that many wrong decisions were made during the crisis, the solution

should be to create a joint project in which we can all believe and trust, and not isolate ourselves behind our borders and see others as enemies. In spite of this, it would be perhaps interesting to review the current Treaties, I mean the one of Lisbon, because through it the European Union has taken some liberties related to international trade and consumer (un)protection (remember the TTIP and the CETA) that have profound labor, health and environmental consequences and whose negotiations have been made behind the European population’s back. Anyway, I think there is one aspect of the European Union in which we could all contribute, and it is the cohesion of the peoples of Europe. It is true that the European Commission will have to continue funding and promoting programs such as Erasmus or EVS to boost the feeling of unity of European citizens, but each one as an individual has the responsibility to have an open mind to what surrounds him/her; and to understand that, in the end, we are not so different.


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O peso da liberdade

Como já dizia o meu pai, “só quem esteve preso é que reconhece o peso da liberdade.” (embora ele mesmo haver garantido nunca ter visto o sol aos quadrados). Eis como os próprios filhos de Abril estão a assistir à queda da Democracia moderna em Portugal, e, mesmo assim, escolhem ficar na ignorância, ou são ignorados.

LISETA PEREIRA Estudante da UMa

A 21 de agosto de 1973, em Bissau, é realizada a primeira reunião clandestina do Movimento das Forças Armadas (MFA). Na noite de 24 de abril de 1974, às 22h55, o programa Limite, da Rádio Renascença, emite E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho, que alerta os revolucionários para se colocarem nas suas posições. Na madrugada do dia seguinte, às 00h20, é emitido o segundo sinal que dá início à revolução, pela voz de José Afonso com Grândola, Vila Morena. Durante as dezasseis horas que se seguiram, os regimentos militares irão ocupar a RTP, o Estado Maior do Exército, o Banco de Portugal, o Ministério do Exército e o Aeroporto de Lisboa. Entre as 16h00 e as 16h30, é feito o cerco ao Quartel do Carmo, liderado pelo capitão Salgueiro da Maia, onde estava refugiado Marcelo Caetano. Entretanto, após negociações, aquele que foi o último presidente do Conselho (equivalente a primeiro-ministro) do Es-

tado Novo acaba por ceder. O Quartel do Carmo hasteia a bandeira branca. Portugal sai, então, da Ditadura, e entra numa jornada para democratizar Portugal, realizando, no ano seguinte, as primeiras eleições livres em mais de 40 anos de repressão, que dariam a 1.ª Constituição Pós-Ditadura. Em 1989, o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusa a atribuir a Salgueiro Maia uma compensação. Isto acontece depois de, nas palavras de José Pedro Castanheira, autor do artigo “Cavaco tenta corrigir erro com 20 anos”, para a revista Expresso, “em 1988, o próprio Salgueiro Maia [teria requerido] a concessão de uma pensão destinada a contemplar os chamados “serviços excecionais ou relevantes prestados ao país””. Apesar de Cavaco ter, no final, decidido homenagear o capitão, não pôde evitar uma grande onda de protesto popular. Para as pessoas que, haviam participado ativamente na revolução, ou dela tivessem conhecimento na década seguinte, foi um murro no peito. Para elas, não conceder uma pensão a


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Maia era não reconhecer os valores de Abril. Era não reconhecer todas e quaisquer pessoas que lutaram pelo derrube de uma Ditadura que deixou Portugal moral e materialmente pobre. Era não reconhecer cada injustiça, restrição dor ou humilhação a que havia sido submetidos pelo Regime. Era uma chapada na cara da Revolução. Em 2015, de acordo com os dados da PORDATA, a Base de Dados de Portugal Contemporâneo, a taxa de abstenção de votos para a Assembleia da República foi de 44,1%. Em 1975, foi de 8,5%. Ora, isto deve-se a muitas razões. Deve-se, por exemplo, ao desinteresse da população mais jovem. Vivemos numa altura em que estamos a ser constantemente bombardeados por informação, vinda de várias fontes. O nosso cérebro não pode processar tudo, porque tem prioridades, e a política parece não ser uma delas. Há uma falta de identificação com o sistema político vigente. A 5 de janeiro de 2014, O Público apresentou a opinião de oito jovens, nascidos no período compreendido entre 1980 e 1990. Para quatro

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deles “Os jovens não estão desinteressados, não se revêem é nas formas e nos mecanismos convencionais de fazer política em Portugal, com os partidos e com os políticos.” Ao que lhes parece, a política não é orientada para os mais novos e que nem sempre se trata da falta de vontade de participação, mas sim também da recusa ao reconhecimento desta minoria política. Foi 25 de abril de 1974 que Portugal saiu de uma Ditadura que o governara por quatro décadas. Em 2019, mais de quarenta anos depois, há eleitores portugueses que não se sentem ouvidos pelos políticos. Estes últimos, são uma classe caída em cada vez maior descrédito e assolada de escândalos, sobretudo num ano em que se elegem os legisladores europeus, nacionais e regionais. Não tarda nada e Paulo de Carvalho estará a cantar E Depois Do Adeus à Democracia, e não será para dar as boas-vindas.

TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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Mensagens de Valor Acrescentado MARIA DA GRAÇA MONIZ Diretora do Serviço de Defesa do Consumidor

Na Era do Digital em que vivemos, os Consumidores, de um modo geral, já subscreveram – uns de modo mais refletido que outros - os denominados “Serviços de Valor Acrescentado” (SVA) baseados no envio de mensagens (SMS - short message service e MMS - multimedia messaging service). Tais serviços, como a própria designação indica, envolvem o pagamento de um valor acrescido sobre o respetivo preço, onde se inclui o serviço telefónico móvel. Por regra, os SVA consistem na receção, de modo reiterado, de mensagens (SMS e/ou MMS) com conteúdos de natureza informativa ou lúdica, como é o caso de imagens, músicas, notícias, jogos, toques, após um registo efetuado na Internet ou o envio de uma mensagem curta para um número determinado. O custo dessas mensagens vem refletido na fatura do serviço de suporte (ex. serviço de telefone móvel) mas, por serem serviços tecnicamente dissociáveis, o serviço de suporte não pode ser suspenso/cortado, em consequência da falta de pagamento dos SVA. Quem presta tais serviços encontra-se sujeito ao cumprimento de várias obrigações legais, de entre as quais consta a obrigação de enviar ao cliente, gratuitamente e antes de o serviço ser prestado, uma mensagem clara e inequívoca que contenha: a) a identificação do prestador; b) a natureza do serviço a prestar; c) o período contratual mínimo, quando aplicável, e tratando-se de um serviço de prestação continuada, a forma de proceder à denúncia do contrato; d) o preço total do serviço e e) o pedido de confirmação da solicitação do serviço.

A falta de resposta por parte do utilizador ao pedido de confirmação da solicitação do serviço implica a inexistência de contrato. Outra das obrigações é garantir que, à partida e por regra, o acesso a serviços que tenham conteúdo erótico ou sexual ou aqueles que impliquem o envio de mais de uma mensagem ou o envio de mensagens de forma periódica ou continuada) se encontra barrado. Em tal caso, o acesso a tais serviços só pode ser ativado após um pedido escrito efetuado pelos assinantes ou através de outro suporte durável à sua disposição (ex. um e-mail). No caso de o acesso ter sido desbarrado, as empresas de comunicações eletrónicas que sirvam de suporte à prestação de SVA devem, gratuitamente e a pedido dos assinantes, barrar as comunicações para tais serviços, até 24 horas após o pedido. Em geral, a atividade pode ser desenvolvida por entidades que se registem na Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) e que utilizem indicativos de acesso específicos por si atribuídos. A ANACOM é a entidade competente para proceder à fiscalização da conformidade dos serviços prestados com os indicativos de acesso atribuídos, bem como, do cumprimento das regras legais em vigor sobre as condições de prestação dos serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem. Esta matéria, acentuadamente técnica, justifica maior esclarecimento, proporcionando aos consumidores a máxima informação.

Legislação aplicável: Decreto-Lei n.º 177/99, de 21 de maio (republicado pelo Decreto-Lei n.º 8/2013, de 18 de janeiro).

TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990.


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European elections and the future of European Union Project co-financed by:

ANNI RUSKELA Students' Union Finnish Volunteer

Europe is going through quite difficult times; facing turbulent times and a big important questions coming along forces EU to think how it is going to shape its future. What kind of solutions it will be able to make and how well they will work eventually. European Union has survived always before so now it just needs to focus on solving problems in an innovative way and try to keep people trusting and believing on the work of Union. Europe has to be able to react quickly for changing reality and to turn the challenges in to possibilities. This next citation is about the motto of EU (”United in diversity”) and so, according to the European Commission: “The motto means that, via the EU, Europeans are united in working together for peace and prosperity, and that the many different cultures, traditions and languages in Europe are a positive asset for the continent. This amounts to the embracement of multiculturalism as the goal of European integration, as opposed to the goal of an emerging European identity which had been advocated in the 1990s.” A total of 751 Members of the European Parlia-

ment, MEPs, currently represent more than 512 million people from 28 member states of Union. In February 2018 the European Parliament voted to decrease the number of MEPs from 751 to 705 after the United Kingdom withdraws from the European Union on the current schedule. The EU has so called Northern Ireland issue in its hands. A proposal to manage the unique situation of Ireland and in particular, Northern Ireland, created as a result of Brexit, consists of allocating the extra MEP seats for Ireland and giving them to Northern Ireland. In that proposal, EU has faced multiple critics; some consider that as a dangerous precedent, some again that ”any attempt by an Irish government to allow for the election of representatives to speak on behalf of Northern Ireland would renege upon commitments given as part of the Northern Ireland peace process”. That kind of issue would most likely need an agreement from Northern Ireland, the United Kingdom and the European Union. On the official page of European Union they have published a text collection called White Pa-


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CC-BY-4.0: © European Union 2019 – Source: EP

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per of the future of Europe and it includes more information about these challenges that EU is facing at the moment. First of all, new technologies are invented all the time and they are all the time more and more effective so therefore EU should be able to solve possible problems that the increased use of technology and automation on the job market and industry could cause. Other big and significant thing is climate change, the Union needs to bring more innovative environmental solutions to market, at home and also abroad. As well it would be important to make some decisions in the field of migration; the main challenge is to protect our borders while preserving the right to free movement in Europe. Today we are facing also many kinds of security threats, at our doors and within the Union, for instance war and terrorism in the Middle East and Africa and the mission of building up troops at eastern borders. Europe also has to deal with the legacy of economic crisis; long-term unemployment and high public and private debt. Aging population causes challenges in its own part; Union should find

the way to modernise our social welfare systems. One significant challenge is likewise the rise of populist and nationalist rhetoric. Challenge is to restore people´s trust, deliver according to expectations and to build consensus between member states. Furthermore, other things that involve challenges for Union are shrinking population and waning economic power. At the same time President Trump´s skepticism of the EU and his reported assessment of the bloc as an economic competitor has induced some concerns. Some European Union countries cause challenges to the Union for instance Greece, Italy and Spain. Greece, and therefore European Union, are still caring the legacy of crisis in Greece. Spain and Italy are in so called danger zone because of their huge amount of debt. Also Russia causes some challenges because of its way to hit the wedge between the unity of members of the European Union. Naturally Brexit, Britain´s decision to separate itself from European Union, still affects to the Union and probably the relationships of its countries.


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NUTRIÇÃO

Por uma alimentação sustentável… BRUNO SOUSA Nutricionista

Nos dias de hoje, é cada vez mais emergente, realçar a importância da sustentabilidade alimentar, partindo do pressuposto que depende de cada um de nós, e que temos de agir rapidamente para que esta seja uma realidade a curto prazo. Aqui ficam algumas dicas:

Elabore uma lista de compras e adquira apenas os alimentos necessários; Opte pelos alimentos locais e da época; Privilegie os alimentos de origem vegetal; Opte pelas embalagens familiares. Deve também preferir os produtos avulso; Verifique a data de validade dos produtos e consuma em primeiro lugar os alimentos com a data mais próxima; Opte por consumir os alimentos mais perecíveis, em primeiro lugar; Respeite a Roda da Alimentação Mediterrânica e tenha em consideração as necessidades energéticas e nutricionais de cada indivíduo; Aumente o consumo de leguminosas. Em algumas refeições, a carne, pescado e ovos, podem ser substituídos pelas leguminosas; Limite o consumo das carnes vermelhas e processadas; Minimize o desperdício quer na preparação quer na confeção dos alimentos; Opte por cozer a vapor. Desta forma, coze mais rápido, poupa energia, e é mais nutritivo; Enquanto cozinha, tente manter a panela tapada; Acondicione bem os alimentos; Verifique frequentemente se a temperatura da refrigeração e da congelação estão adequadas; Reaproveite as sobras das refeições; Organize uma horta familiar ou até um canteiro com ervas aromáticas; Faça compostagem dos resíduos orgânicos. Pode servir de fertilizante na horta familiar. Desta forma, possibilita-se uma alimentação mais saudável e o ambiente agradece.


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Que prenda oferecias à Universidade da Madeira neste seu 31.º aniversário?

HUGO FREITAS, Ciências da Educação, 2.º ano

Oferecia cadeiras para os corredores para esperar pelas aulas ou aumentava o número de impressoras.

Foi dito… JOÃO RODRIGUES, Eng. Elect. e Telec., 3.º ano

Oferecia materiais de electrónica por exemplo kits de rádio.

GUSTAVO SANTOS, Artes Visuais, 1.º ano

Oferecia materiais de artes visuais em geral.


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JOÃO BRÁS, Engenharia Electrónica, 3.º ano

CRISTIANO JESUS, Gestão, 1.º ano

DIOGO ESCÓRCIO, Gestão, 2.º ano

Oferecia equipamento de electrónica.

Oferecia mais materiais como por exemplo projectores.

Oferecia um parque de estacionamento melhor, criava mais centros cívicos, oferecia mais mestrados devido ao facto da oferta educativa ser fraca em relação à qualidade da estrutura da UMa, acabaria com as cadeiras sobrepostas e criaria mais interacção entre os cursos.

PETRA FERNANDES, Estudos de Cultura, 1.º ano

RUBINA SARGO, Economia, 1.º ano

Oferecia novas cadeiras e mesas para as salas de aulas.

Oferecia cadeiras.

SOFIA SILVA, Estudos de Cultura, 1.º ano

MARIA ADÃO, Engenharia Informática, 1.º ano

Oferecia mais cursos, abrindo a oferta educativa e criando mais diversidade.

Oferecia novos projectores e cadeiras.


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European elections and the future of European Union Project co-financed by:

CC-BY-4.0: Š European Union 2019 – Source: EP

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JAMES GARN Students' Union UK Volunteer

To summarise the intricacies and complexities of European Union is no mean feat, especially to do so in roughly 200 words. The European Union is facing its most difficult challenge to date as people in the member states are increasingly becoming apathetic or down right adversarial towards the EU. With the situation of Brexit being a predominant political problem, that will be felt by most people throughout the continent and to the rest of the world, the EU will have to weather this storm if it is to maintain the integrity and diplomatic relations with the rest of the union member states. The EU needs to be strong when confronting Britain as they have to show other countries that leaving the Union is disastrous. The elections in May, look like they will be held with one less member. As my country (The United Kingdom) is on course for a shambolic fall out from the EU without a considerable deal in place. The short term consequences will heap havoc on all governments and people involved for a multitude of reasons. The European Union has many faults and problems and if they do not start correcting these issues then fellow Union members will follow in the same footsteps as Great Britain. The European Union has implemented salient laws especially

around the environment. But I believe that the economic policies of the EU is what drives a lot of anti-EU sentiment across the whole continent. Over the last ten years since the Great Recession across Europe, the European Central Bank (ECB) has established extremely harsh austerity measures on the periphery members such as Greece, Italy, and Portugal (effects were felt in Madeira as well). And the boom and bust cycle looks likely to repeat itself, as Spain, for example is trying to get out of its economic depression by a substantial increase in consumer spending and the rise in private debt. This is what put most of Europe into the depression in the first place. It is not the refugees that so many on the right would like to point fingers at, which is causing problems in Europe, but macro-economic deflationary forces and economic mismanagement by the ECB which is giving rise to a crumbling Europe. Immediate and well thought out investment needs to take place as soon as possible because discontent as the UK has shown recently, highlights the many Europeans who believe that there is no solution from our political systems. A radical change in the EU’s economic policies needs to happen to save the Union from further political crisis and member departures.


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Coca-Cola e o Disco Vermelho são marcas registadas de The Coca-Cola Company.

É HORA DE NOS JUNTARMOS PARA COMER

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HERANÇA MADEIRENSE partilhando o nosso legado

A Herança Madeirense, que congrega a oferta cultural e turística desenvolvida pela Associação Académica da Universidade da Madeira, pretende difundir e preservar o património material e imaterial da nossa região. Visite-nos:

www.madeiranheritage.pt


et al.

é abreviatura da expressão latina et alii (“e outros”). Os alii são com frequência aqueles que não se nomeiam, que não se identificam, que não deixam memória da sua vida. Os outros são aqueles que não aparecem, que se remetem a um silêncio social e cultural que oblitera a sua identidade. Et al. será certamente um indicador do que a academia tem de mais precioso: a busca do conhecimento, da compreensão, da mudança, busca que resulta inevitavelmente em inclusão e tolerância.

ISSN 2184-5646

9 772184 564005

Profile for Académica da Madeira

et al. #86  

Revista da Académica da Madeira, publicada pela sua chancela editorial, a Imprensa Académica.

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