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PROATIVIDADE: um MUST HAVE! Tem procurado exercitar a sua pró-atividade no dia a dia? Considera-se cidadão do mundo? SERVIÇO DE CONSULTA PSICOLÓGICA DA UNIVERSIDADE DA MADEIRA

Num mundo em constante mudança e de crescentes desafios, falamos cada vez mais da importância de adoptarmos uma postura pró-ativa no local de trabalho/universidade, na procura de emprego e na vida em geral, como forma de melhor nos adaptarmos e de sermos cidadãos participativos na comunidade. No entanto, saberemos efetivamente o que significa ser pró-ativo e o que implica? A pró-atividade é a capacidade para iniciar atividades, antecipar, prever e planear eventos futuros, ir à procura de novos desafios e ser autodidata. A pró-atividade está associada ao fazer as coisas acontecerem, ao invés de ficar à espera que aconteçam. Tudo isto, requer desenvolver uma visão estratégica do futuro, saber onde estamos, para onde vamos, porque e como vamos. Ser pró-ativo é, pois, um must have nos dias de hoje. É tida como uma das competências mais valorizadas pelas entidades empregadoras na contratação dos trabalhadores. Tem procurado exercitar a sua pró-atividade no dia a dia? Por vezes, a dificultar a emergência da proatividade estão as barreiras “psicológicas” que existem na nossa mente como o medo de sair da zona de conforto, por julgarmos não ser capazes ou por acharmos que as coisas simplesmente acabarão por se solucionar. Estas barreiras contribuem para que fiquemos acomodados “entre 4 paredes”. Deste modo, em primeiro lugar, é fundamental que identifiquemos estas barreiras e definamos um plano para as derrubar. Não podemos esquecer, que o ser pró-ativo traduz-se numa postura que necessita ser exercitada

diariamente. Precisamos desenvolver uma atitude de curiosidade e abertura face ao que nos rodeia; pensar mais além e em perspetiva; refletir sobre o que desejamos; definir prioridades; traçar um plano de ação; bem como adotar uma abordagem focada na resolução de problemas, de forma criativa. Participar em projetos, atividades extracurriculares, voluntariado, propor e sugerir novas ideias, no trabalho de grupo, na sala de aula... são outras formas possíveis de “praticar” a proatividade. À questão da pró-atividade, acrescentamos algo que é de algum modo indissociável e que constitui uma necessidade premente num mundo em mudança: Considera-se cidadão do mundo? Independentemente de viver ou não numa ilha, todos nós podemos sê-lo! Não se trata apenas de acumular visitas a outros países ou residências no estrangeiro. Ser cidadão do mundo caracteriza-se sobretudo pela forma de pensar, questionar, perspetivar o mundo, abraçar e acolher a diferença, bem como agir, local e globalmente, no sentido de contribuir para o desenvolvimento da humanidade. Ser cidadão do mundo é ter raízes e asas, isto é, não ter qualquer fronteira ao nível de pensamento, estando disponível para aprender em conhecimento, experiências e em intercâmbio com a diferença. Está, por isso, disposto a abraçar os novos desafios do mundo, com pró-atividade e aprender a pensar além fronteiras, mesmo localmente? Se a sua resposta é afirmativa, então ponha-se a caminho... exercite estas competências! TEXTO ESCRITO AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO.

et al. #80  

Revista da Associação Académica da Universidade da Madeira.

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