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EDIÇÃO AAUBI 24 MAR 2014 | ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

Entrevista ao

Reitor António Fidalgo AAUBI Recolhe roupa para os mais carênciados

Equipas de desporto universitário apuram-se para CNU’s 14

Contagem decrescente para a tua Semana Académica PATROCIONADORES OFICIAIS


Presidente da AAUBI Marco Saldanha Diretor Editorial: José Carlos Costa

Associação Academica da Universidade da Beira Interior

Colaboradores Editoriais: Anabela Carvalho

Equipa de Designers:

Com Colaboração:

Paulina Fonseca Beatriz Ferreira André Vaz

Redação:

UBImedia

Nucleo de estudantes de Ciências da Comunicação

Paulina Fonseca Design&Fotography

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Cátia Damas Daniela Berrincha Luís Felício Débora Lopes Cristiana Borges Ana Moreira Luís Almeida Joana Vilar Sofia Rustrian Liliana Santos Ana Duarte Mariana Saraiva Diana Morais José Gonçalves Adriana Ribeiro


Editorial No ano em que a Associação Académica da Universidade da Beira Interior cumpre os seus 25 anos de vida, é intenção desta Direcção manter uma postura de proximidade com os Estudantes, com a Universidade e com toda a comunidade Covilhanense. Com este intuito surgiu então a vontade de reconstruir um espaço escrito por parte da AAUBI com a colaboração de estudantes de diversas áreas da nossa Academia, o Jornal “+ Academia”. Após alguns anos sem a AAUBI possuir este tipo de espaço considerámos de primordial importância que este importante ano da história, bem como todos os eventos que irão decorrer, ficassem registados e publicamente disponíveis a toda a comunidade. Pretendemos assim melhorar a nossa comunicação com os Estudantes de modo a estes poderem estar sempre informados da actividade da Associação. Este Jornal surge de uma reestruturação e muito trabalho por parte da Secção de Imagem e Comunicação da AAUBI que se encontra agora capacitada para desenvolver tal trabalho. Com este projecto pretendemos ainda dar a possibilidade aos Estudantes para que possam contribuir com notícias informativas e espaços de opinião relativos a diversas áreas como a saúde, pedagogia, desporto, economia, política, entre outras. Esta primeira edição do “+ Academia” reflete já todas as actividades e notícias que foram desenvolvidas nestes primeiros dois meses de mandato da Direcção, Núcleos e Desporto da AAUBI. Fazemos votos que este espaço seja do agrado de toda a comunidade e que esta seja a primeira edição de muitas.

O Presidente da AAUBI Marco Saldanha

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Espaço UBI Entrevista ao Reitor António Fidalgo

Professor e Investigador há mais de 20 anos, António Fidalgo, de 58 anos, assumiu a 5 de Setembro de 2013 uma nova aventura: a Reitoria da Universidade da Beira Interior. E foi precisamente aí que nos recebeu. É quinta-feira, 6 de Março. Na primeira edição do jornal Academia e na altura em que completa seis meses à frente dos desígnios da UBI, António Fidalgo, o atual Reitor da Academia, aceitou conceder uma entrevista onde fala dos seus projectos para a Universidade, da sua relação com a Associação Académica e onde faz uma leitura dos principais desafios da Academia. O jornal Academia deixa um agradecimento pela disponibilidade e prontidão demonstrada pelo Reitor ao conceder a presente entrevista. Por: Liliana Santos

J. A. - Tomou posse a 5 de Setembro do ano anterior e este é o seu primeiro mandato enquanto Reitor da Universidade onde lecciona há mais de 20 anos. Qual é o balanço que faz do primeiro semestre à frente dos desígnios da UBI?

mente mas enquanto docente e investigador da Academia já acompanhava com alguma proximidade o trajecto da Associação Académica. Qual é a sua opinião relativamente ao percurso que a AAUBI tem trilhado nos últimos anos?

A. F. - Na minha perspectiva, consigo dividir este primeiro mandato em dois momentos: um momento de aprendizagem e de habituação ao cargo e outro de implementação das medidas mais rápidas, que era dinamizar a Universidade, através de alterações de regulamentos e através da dinamização do espaço, nomeadamente a Biblioteca. Durante este tempo fizeram-se partes importantes daquilo que é a vida na universidade, tanto a nível de ensino como a nível de investigação, bem como de organização da universidade. Ocorreram eleições para todos os órgãos (Conselho Científico, Presidentes das Faculdades, Presidentes dos Departamentos, Conselhos Pedagógicos). Este primeiro semestre foi marcado também pelo início do ano lectivo e pelas candidaturas à Fundação para a Ciência e Tecnologia. Portanto, foi um semestre muito cheio mas acho que muito positivo.

A. F. – Dentro da Universidade, a AAUBI teve um período de crise, que foi grave. Tiveram alturas em que não houve sequer uma lista a candidatar-se às eleições. Talvez há 7/8 anos. Neste momento, eu vejo com muito regozijo a revitalização da Associação. É uma coisa que deixa qualquer Reitor extremamente satisfeito.

J. A. - A nova direcção da Associação Académica da Universidade da Beira Interior tomou posse a 16 de Janeiro do ano corrente. Como descreve a relação que está a nascer entre a reitoria e a nova direcção da AAUBI? A. F. – A relação com a AAUBI tem sido boa. E neste momento, da minha perspectiva, a relação é muito boa. J. A. - Assumiu a função de Reitor da UBI recente-

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J. A. - Fala-se de um desfasamento cada vez maior entre as universidades do litoral e as do interior. O que é necessário para haver um maior equilíbrio entre as universidades da periferia e as universidades do interior como a UBI? A. F. – As universidades do litoral são universidades com uma base demográfica forte, e lá que estão os alunos. Quer queiramos quer não, o interior está muito envelhecido. Verificamos muita emigração, até mesmo para o litoral, e portanto, são os nossos alunos que se deslocam. Um aluno do Porto fica, regra geral, no Porto. Um aluno de Lisboa fica em Lisboa. Normalmente os do Porto não vão para Lisboa e vice-versa. E nesse aspecto, a Universidade da Beira Interior até consegue ser uma universidade nacional. Em vez de ser uma universidade regional, a captação de alunos que a UBI faz é a nível nacional até porque não temos alunos suficientes na região para alimentar uma universidade. Eu acho que tem que haver


uma discriminação positiva, não só no contexto da universidade, mas a nível do interior. Isto pode ocorrer de duas maneiras: ou apoiar-se directamente a Universidade da Beira Interior (que é o que o governo está a fazer através da Bolsa de Mobilidade), o que por si só não é suficiente, ou conseguir investimentos para o interior no sentido de conseguir fixar aqui gente nova. Se tivéssemos grandes investimentos aqui no interior aí a Universidade teria uma sociedade (em termos económicos, culturais, demográficos) suficiente para termos os candidatos necessários para preencher todas as vagas. A criação de emprego aqui na zona era fundamental. As empresas que viessem para o interior se tivessem uma fiscalidade mais reduzida, estou certo que aí conseguiríamos atrair emprego. Não é só preciso apoiar directamente as universidades, tem que haver uma política de território, que eu acho que tem faltado. Temos um país desequilibrado onde a maioria da população está toda ali entre Braga e Setúbal e depois temos grande parte do território desertificado, o que acarreta graves consequências para as pessoas que lá estão. O que nós pretendemos é que haja políticas de território que conduzam a um melhor equilíbrio demográfico e a uma coesão nacional. J. A. - Para alguns o futuro parece passar por uma reorganização do ensino superior, nomeadamente pela integração de politécnicos nas universidades. No que diz respeito ao ensino superior na região, tem se falado da integração do Instituto Politécnico da Guarda e o Instituto Politécnico de Castelo Branco na UBI. Qual é o ponto da situação? A. F. – Isso é uma das variantes que está em cima da mesa. Isso existe no Algarve em que o Politécnico do Algarve está integrado na Universidade do Algarve. Também temos Escolas Politécnicas dentro da Universidade de Aveiro. E mesmo o Minho também tem um ensino politécnico que é a Escola de Enfermagem. Temos duas grandes universidades portuguesas com muito ensino politécnico: Algarve e Aveiro. E depois temos mais 5/6 universidades que tem uma escola politécnica, ou seja uma unidade orgânica. A ideia era juntar mais as instituições de ensino superior da região. Mas isso, com ou estabelecendo pontos de contacto com associações emsem o Governo, está a ser feito. As três instituições estão presariais e com as autarquias. a aproximar-se. Claro que com a Guarda estamos num estado mais adiantado, mas também temos uma boa coJ. A. - Que tipo de medidas estão planeadas a nível de laboração com Castelo Branco. requalificação de infra-estruturas físicas? J. A. - Quais são as grandes metas do Plano de ActivA. F. – Neste momento, precisámos sobretudo de entrar idades para 2014, aprovado pelo Conselho Geral no maioritariamente na parte social que é onde tem de haver passado dia 21 de Fevereiro? intervenções mais de fundo, até porque a Universidade luta com problemas de financiamento devido ao corte de A. F. – O Plano de Actividades está fundamentalmente verbas da parte do Estado. direcionado para cumprir a missão da Universidade: o de ser um ensino de grande qualidade, o de ter uma investiJ. A. - O seu plano de candidatura à reitoria da UBI regação competitiva e de estabelecer um esforço de parcealçava que “a Biblioteca da Universidade da Beira Inria com a região na transferência tecnológica, terior, comparativamente com outras bibliotecas uni-

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versitárias seculares, é ainda muito jovem e por isso mente foi a concessão de alguns bares da Universiprecisa de consolidar-se”. Quais são efectivamente dade da Beira Interior. Depois da concessão a privado os passos a dar na maturação da biblioteca da UBI? do Bar da Biblioteca e do Bar da 6ª fase, está prevista a concessão de mais algum bar ou cantina? A. F. - A Biblioteca e não só. A Universidade toda. Nós somos uma jovem Universidade. Neste momento o que tem A. F. – Não, neste momento não está prevista a concessão acontecido é um grande esforço de dinamização da Bib- de mais algum bar ou cantina. lioteca através da criação de salas de trabalho em grupo, por manter o horário de encerramento até as 23:00h J. A. - Nos últimos anos tem sido hábito a interrupção e também sobretudo nas áreas de suporte, nomeada- das actividades lectivas durante o período de Receção mente pela concessão do bar, que veio alterar a maneira ao Caloiro. O que é que os alunos podem esperar na de vivência da Biblioteca. Receção ao Caloiro deste ano? J. A. - Os orçamentos para o ensino superior tem sido cada vez mais reduzidos, uma consequência também da crise económico financeira que atravessa Portugal. Como pode a UBI, enquanto estabelecimento de ensino superior público, lidar com esses cortes? A. F. – Nós temos feito um grande esforço no apoio social. Não alteramos nenhuma taxa, pelo contrário, conseguimos até reduzir os preços na área da alimentação. Neste momento, estamos a rever o preço de taxas e emolumentos. Queremos enfrentar a crise dando melhores serviços aos estudantes, melhor qualidade, a menor preço. Há muitas pessoas que neste momento com as dificuldades financeiras deixaram de estudar e, por isso, temos vindo a aumentar o apoio social para fazer face a essa situação de carência. Por outro lado, considero que tem havido uma desvalorização da educação e isso é uma coisa que não se pode fazer. Considero que a melhor forma de um jovem se afirmar no mercado de trabalho é a sua qualificação académica. Mesmo que tenham que emigrar é muito melhor que levem o curso na algibeira do que irem de mãos vazias. J. A. - Uma das medidas que alguns estabelecimentos do ensino superior podem tomar para atenuar as dificuldades orçamentais é o aumento das propinas. Falando concretamente da UBI, há alguma previsão de aumento das propinas para o próximo ano lectivo?

A. F. – Enquanto Reitor da UBI, considero a Recepção ao Caloiro muito importante. É importante que os alunos estejam presentes. Por vezes, o que acontece é que nós damos essa semana sem aulas e muitos alunos, nomeadamente de primeiro ano, vão para casa. Isso não é bom. Um Reitor tem interesse que a Recepção ao Caloiro decorra bem, com alegria e num ambiente de festa. O que não podemos fazer é deixar a Universidade fechada. E, portanto, eu não sou partidário, da interrupção das aulas, porque isso leva a que muitas pessoas da Universidade a não estejam sequer na cidade (porque muitos são deslocados e vão para casa). J. A. - Enquanto Reitor da Universidade da Beira Interior, que medidas pretende levar a cabo num futuro próximo?

A. F. – Fundamentalmente pretendo levar a cabo as medidas que estão inscritas no plano de actividades. Neste momento temos a melhoria do ensino que é a questão fundamental e a consolidação da investigação. Em termos práticos, o que nós temos neste momento para ver é a criação de salas de trabalho e de estudo na Biblioteca e nas cinco faculdades, a padronização do calendário escolar (que não seja só para o próximo ano escolar mas para daqui a dois anos, porque é uma medida que pode vir a captar mais alunos internacionais), temos a implementação de bolsas de Doutoramento e Pós- Doutoramento. E não menos importante, a reorganização dos serviços A. F. – Não, não está planeado. Neste momento o au- académicos para os alunos terem um serviço muito mais mento planeado não está de certeza. Neste momento, célere. ainda é muito cedo para decidir. Para começar, essa é uma decisão do Conselho Geral, sob proposta do reitor. J. A. - Que mensagem final gostaria de deixar aos esMas a seu tempo falaremos nisso. tudantes da UBI? J. A. - Que medidas a UBI pode por em prática para A. F. – A UBI é uma Universidade que lhes presta atenção que os seus estudantes não abandonem o ensino su- na qualidade de ensino e nas condições de estudo. Os esperior por falta de recursos financeiros? tudantes passam aqui pelo menos três anos da sua vida e, neste sentido, a UBI pretende ser não apenas um local A. F. – Tal como já referi anteriormente, através da criação, de aulas mas uma Universidade com vivência académica. em boa hora, do Fundo de Acção Social, que temos vindo a reforçar. J. A. - Uma das medidas postas em prática recente-

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Destaques

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Contagem decrescente para a tua Semana Académica

No passado dia 13 a AAUBI apresentou o cartaz oficial para cinco noites de folia que prometem agitar o ritmo da Cidade Neve. O evento decorrerá entre os dias 25 e 29 de Março. Por: Diana Morais Para uns a primeira para outros certamente a última, a Semana Académica de 2014 está a chegar e com ela vem também nomes bem sonantes. A Semana inicia-se na Terça-Feira com a habitual Serenata no Calvário, com a atuação do grupo de fados da UBI. Posteriormente, os estudantes ubianos e restante comunidade vão ter oportunidade de se deslocar até ao Bar Académico para o after com a atuação do vencedor do concurso de Dj’s. O primeiro dia de atuações no Pavilhão da Anil, tem inicio com a atuação das Tunas, As Moçoilas e Já B’UBI & Tokuskopus, segue-se Virgílio Faleiro, já considerado da família e indispensável para animar as festas da cerveja da AAUBI. Precede a banda 100 ensaios e a dupla de Dj’s, Meninos da Vadiagem, vão animar o público e brindar da melhor forma o inicio da Semana Académica 2014. Com ritmos para agradar a todos os gostos irão também passar pelo palco estudantil no dia 27 de Março, nomes como Mundo Segundo & Sam the Kid, Quem é o Bob?, GOMAD!&Monster e Dj Miguel Seixas. Antes dos nomes citados, as tunas académicas Encantatuna e Desertuna abrem as hostes. Na Sexta-Feira, atuam as Tunas, C’a Tuna aos Saltos e Tuna-Mus, precede a já conhecida banda de todos os ubianos, Klepht. Vindos da Alemanha Cosmo Klein & Tim Royko prometem entusiasmar o público com as conhecidas músicas Feel Alive e Beutiful Lie, no fecho do dia atua Mr. Viziny, Dj residente do Bar Académico. A fechar a tua semana com chave de ouro, Nelson Freitas foi o artista escolhido para adoçar a última noite com muito mel. Antes do cantor de Kizomba, atua o vencedor do Concurso de Bandas e a banda Osíris. Por fim a tua Semana Académica AAUBI 2014 termina com os Dj’s Funk you 2 e Eddie Ferrer. A Associação Académica celebra este ano 25 anos e conta com uma nova equipa liderada por Marco Saldanha que apresenta assim os seus primeiros trunfos. As expectativas são altas nos festejos de encerramento de mais um ano letivo. Os preços dos bilhetes gerais variam entre 25€ e 35€ que darão acesso a mais uma Semana Académica que promete ficar na memória dos Ubianos.

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Espaço Núcleos BioMedUBI organiza 5ª Edição das Jornadas Nacionais de Biomédicas

UBI recebe a 5ª edição das Jornadas Nacionais Ciências Biomédicas. Teve como temas principais a investigação e o empreendedorismo e mais uma vez contou com o interesse e dinamismo de alunos de todo o país. Por: José Gonçalves A palavra empreendedorismo foi palavra-chave neste encontro. Catarina Nascimento, estudante de Ciências Biomédicas na UBI, salientou que “a parte do empreendedorismo foi bem explorada”, acrescentando que a organização apostou “em novas ideias”. De entre todos os participantes, é comum a opinião de que é importante a realização deste tipo de eventos. O Professor Doutor José Pinto da Costa, que expôs o tema “A Atualidade da Medicina Forense”, afirma “tudo o que seja refletir sobre aquilo que se passa das dificuldades e os projectos, os anseios em andar para a frente, é altamente positivo”.

Realizado pela quinta vez, as Jornadas Nacionais de Ciência Biomédicas, tiveram como berço Aveiro. Um grupo de estudantes deliberou que se deveria efetivar todo o conhecimento da área num encontro nacional, reunindo todos os interessados. Este encontro teve lugar na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, de dia 13 a 16 de março. As temáticas apresentadas nas jornadas anteriores centravam-se principalmente na área da investigação, por sua vez este ano a organização quis “trazer as empresas do ramo de biomédicas às universidades que saíram do ramo académico e criaram a sua própria empresa, de forma a colmatar as falhas que o sistema ainda tem, tal como a falta de fundos”, declarou Luís Espínola, Presidente do Núcleo de Ciências Biomédicas da UBI.

Com um programa aliciante para qualquer jovem investigador, as jornadas têm uma grande afluência por parte da comunidade biomédica. Presidente do Núcleo de Ciências Biomédicas da UBI, Luís Espínola, incita que “a adesão se tem mantido mais ou menos linear, as condições económicas limita o evento a alguns estudantes”, no entanto, “é preocupação do núcleo tentar ajudar no transporte para que todos se sintam integrados neste evento”. As Jornadas contam assim com o espírito dinâmico dos jovens, que em contacto com todas estas realidades vão construindo o seu futuro. A 6ª edição das Jornadas Nacionais de Ciências Biomédicas vai ter lugar na Universidade de Algarve.

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Realizar o “inalcançavel”

O núcleo de estudantes do curso de Psicologia da UBI (Psicubi) deu origem em Outubro passado ao “Fundo de Responsabilidade Social”, que quer aproximar os estudantes e a Covilhã. Por: Adriana Ribeiro Com o intuito de simplificar as dificuldades de instituições da cidade, este fundo propõem-se a ajudar sob diversas formas. Para além de valores monetários, existe a possibilidade de disponibilizar recursos humanos, mediar contatos e facilitar parcerias. A ajuda também poderá estender-se a alunos de Psicologia com dificuldades no pagamento dos estudos ou com necessidades especiais. Neste momento, os lucros do Fundo provêm de uma percentagem das receitas geradas ao longo do ano com a venda de merchandising, festas e eventos organizados pelo núcleo de estudantes. O presidente do núcleo, Nuno Mimoso admite a possibilidade de no futuro existir uma conta onde qualquer pessoa possa fazer doações espontâneas e anónimas. Em fase de divulgação do projeto, os pedidos de ajuda ainda não surgiram. Nuno Mimoso explica, “por ser novidade, é normal que exista algum ceticismo em relação à capacidade da medida, mas com o tempo acredito que isso vá mudar.” “Um projeto que não traz nenhum mistério na sua criação” diz o presidente, que defende a atuação direta no meio social enquanto entidade com recursos e meios. Com este Fundo, existe também o apelo ao civismo e à responsabilidade, que dá origem ao nome da iniciativa.

Jorge Mimoso (à direita) e Filipe Vieira (à esquerda), Presidente da Assembleia Geral do Psicubi. Foto: Urbi et Orbi

Este espaço pode ser seu | 10


I Jornadas de Ciência Politica e Relações Internacionais Realizaram-se nos passados dias 25, 26 e 27 de Fevereiro na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas as I Jornadas de Ciência Politica e Relações Internacionais. O núcleo de CPRI contou com a presença de conferencistas de renome. Por: Cátia Damas As jornadas iniciaram-se com o discurso do Vice-presidente da bancada parlamentar do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos com o tema “ Esquerda, Portugal e Europa. Que futuro?”. Num momento em que o país atravessa uma crise económica, Pedro Santos reforçou a ideia da criação de uma política de aliança entre países, também eles afetados pela crise: “ Portugal para forçar a mudança na Europa, deve desde logo promover uma política de aliança. Infelizmente, assistimos por parte dos chefes de estado do governo dos países afetados pela crise, uma falta de iniciativa para coordenar ações e acho que esse é o principal instrumento e igualmente importante para que Portugal, Grécia e Espanha consigam falar numa só voz. A verdade é que só juntos coordenando ações é que podemos forçar os nossos parceiros a darem resposta à crise”, afirma o político. Contudo o Vice-Presidente da bancada do PS não esqueceu os jovens e não poupou elogios a esta geração que pode ter um papel importante para a realização de uma mudança no futuro: “ Esta é uma geração que cresceu na União Europeia. Muitos dos jovens hoje nas academias, nas universidades estudaram noutros países ao abrigo do programa Erasmus, e esta é talvez a primeira geração que se sente europeia. É também uma geração que tem sofrido como nenhuma outra as consequências da crise e por todos estes motivos acredito que fará a mudança. Não tenho muitas dúvidas disso e tenho muita esperança, porque senão era um regresso ao passado, ao isolamento perdendo também a grande realização que foi a Europa e já agora o Modelo Social Europeu” refere Pedro Santos. Futuro, Europa e mudança foram os temas centrais destes três dias de conferências e o presidente do núcleo de CPRI João Rebelo acredita que o objetivo deste projeto tenha sido conseguido: “ O grande objetivo foi complementar a parte empírica e a parte estrutural das aulas com uma parte mais lúdica, mais prática, daquilo que é o nosso saber e do saber de alguém que não nos dá aulas e não convivemos todos os dias. Ter estes pequenos debates , os alunos podem dar a sua opinião e trocam ideias e uns ensinam os outros. Ao trazermos pessoas de fora, essas mesmas pessoas contribuem com o seu conhecimento” diz João Rebelo. Apesar de este projeto ainda ser embrionário o presidente do núcleo afirma ser

um objetivo continuar a realização destes eventos:” As jornadas são para continuar, não é um projeto para este ano, é um projeto feito para continuar ao longo dos anos e é um legado que queremos deixar. É também um objetivo melhorar e ao melhorar seria interessante trazer também os outros núcleos de estudantes à Universidade Da Beira Interior para participarem nas nossas jornadas de CPRI” diz o presidente. Estas jornadas tiveram o intuito de alertar os estudantes para os problemas mundiais bem como a troca de ideias no sentido de encontrarem soluções. Exemplo disso foi a implementação de uma Simulação Plenária da Organização das Nações Unidas no primeiro e ultimo dias da jornada onde os estudantes discutiram os problemas mundiais. O aluno de Ciência Politica e Relações Internacionais, YaYa Dialló descendente de Africa expôs as suas ideias e opinião acerca do seu país onde gerou uma discussão sobre valores e culturas nesta Simulação Plenária da ONU: “ Foi interessante porque chegámos a um ponto em que já estávamos todos en-

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volvidos no debate. Acabamos por ver ideias e horizontes que cada um tem. Por exemplo, eu que vim de África estive ali a expor as minhas ideias, enquanto africano e enquanto alguém que está fora do sistema capitalista” diz o aluno de CPRI. A professora de Relações Internacionais, Liliana reis conferenciou nestas jornadas e expos a sua opinião acerca deste projeto inicial do núcleo de CPRI: “ São bastante importantes em dois vetores fundamentais. Primeiro pela dinamização dos próprios ciclos de estudos do 1º ciclo de estudo de Ciências Politicas e Relações Internacionais e no 2º ciclo de estudo de Relações Internacionais e Ciência Politica. E depois porque este associativismo ao nível dos núcleos fomenta uma participação cívica e de cidadania dos alunos que de outra forma na própria sala de aula não têm. Para além disso temos também o prazer de receber convidados externos que são de valor acrescentado como é óbvio para a instituição” afirma a professora. Liliana acrescenta ainda que estas jornadas “permitem um intercâmbio entre alunos de diversas áreas”. Este projeto pioneiro contou com a colaboração de estudantes, coordenadores e professores com o intuito de alertar os estudantes para o futuro. Uma geração, que segundo os conferencistas, tem os meios para fazer a mudança.

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“Construção e Reabilitação” na primeira jornada do 14º Ciclo de Conferências de Civil “O papel da Engenharia nos dias de hoje” é o tema do Ciclo de Conferências de Civil 2014 e a primeira sessão ocorreu no dia 27 de fevereiro na Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior. O núcleo de Engenharia Civil (NECUBI) aproveitou a ocasião e celebrou o seu 23º aniversário. Por: Joana Vilar Joana Raposo, presidente do NECUBI, fez a abertura da sessão com uma mensagem para os alunos e um agradecimento aos convidados. Joana Raposo salientou o valor das palestras na partilha de experiências e conhecimentos dos oradores para os alunos.

alunos expandirem os seus conhecimentos na área e no mercado de trabalho: “ Os alunos têm contacto com o mercado, consolidam novas informações, interagem com profissionais capacitados e veem a possibilidade de uma saída para o futuro”. A empregabilidade de Engenheiros Civis em Portugal tem diminuído, contudo Pedro acredita O primeiro painel foi apresentado por Bruno Costa, pro- haver soluções para o futuro: “ Investir no património já fessor da UBI, com uma abordagem à “Reabilitação de existente em vez de construir de novo e valorizar o pasPontes Metálicas Antigas: Projeto, Execução e Mono- sado da profissão em vista no futuro”. torização”. As pontes de aço são ainda hoje utilizadas, contudo a sua idade é um problema para as entidades O ciclo de conferências de Civil está na 14ª edição e tem gestoras. “As condições de tráfego são cada vez maiores agendadas mais duas jornadas. A segunda jornada realie os projetos não estavam preparados para as condições za-se no dia 20 de março com o tema “Estruturas” e a úlatuais. Têm de ser tomadas medidas rápidas e preventi- tima jornada intitulada de “Abastecimentos e Hidráulica” vas”, afirma o Professor. no dia 8 de Maio. “Reabilitar: Vontade ou obrigação?” foi a questão que José Raimundo Mendes da Silva, Professor da Universidade de Coimbra, propôs ao público. De acordo com o Professor, a reabilitação não estrutural de “edifícios recentes precocemente deteriorados, monumentos, empreendimentos dos anos 50 e os edifícios antigos ” é fundamental para um futuro sustentável das cidades. José Carlos Lino, Engenheiro Civil, afirma que o conceito Building Information Modeling (BIM) procura modelar a construção e os seus elementos, de modo a retirar informação do ponto de vista “físico, tridimensional, quantificação das quantidades e gestão de compatibilidades dos projetos”. De acordo com José Lino, BIM “encerra o modelo no B ou seja, na construção e no objeto a construir, no I que é a base de dados e no M que são as tecnologias de informação.” As empresas portuguesas não se encontram preparadas para o BIM, o sistema é tradicional. Contudo, as Universidades devem seguir este modelo para “estar na vanguarda do conhecimento, estar à frente na indústria” e assegurar uma “construção mais rápida, eficaz, eficiente e económica”, conclui José Carlos Lino. Pedro Vilas Boas, aluno e membro do NECUBI, considera este tipo de eventos uma oportunidade para os

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Mais uma iniciativa do NAUBI

“Metodologia, concepção e representação do projecto académico” foi o tema da palestra realizada pelo núcleo de arquitectura. Por: Sofia Rustrián No passado dia 26 de Fevereiro de 2014 ocorreu no pólo das engenharias da Universidade da Beira Interior uma palestra direcionada aos alunos de arquitetura. Esta teve como convidado Jorge Marum, professor da disciplina nuclear do curso de Arquitetura, Projeto, que apresentou uma síntese da sua tese de doutoramento, realizada em 2012 na UBI, acerca do tema referido. Ao longo desta apresentação, Jorge Marum não só explicou a origem do curso de Arquitetura nesta universidade em 2008 como também algumas ideias fundamentais presentes neste, tais como a ideia de conceito, criação, o papel que a universidade tem sobre os alunos, as técnicas de representação e as várias fases que constituem o projeto e os seus objectivos, e ainda mencionou as questões mas discutidas entre projeto e a arquitetura. Em conversa com Jorge Marum, este aclarou a nossa curiosidade acerca do seu atual projeto, apresentado no final da palestra, o qual consiste na “realização de um “draft” de um manual que irá servir de auxílio para os alunos deste curso”, sublinhando ainda que o ““jovem” curso de arquitectura na Universidade da Beira Interior, apesar de já ter tido vários alunos premiados nas várias vertentes, continua em constante desenvolvimento”. Hélder Jesus, aluno de Arquitetura demonstrou o seu interesse pelo tema, referindo que “este tipo de apresentações tem sempre um balanço positivo, pois ajuda a compreender aquilo que os professores pretendem”. Quanto à opinião sobre o curso, Hélder Jesus ainda não tem nada em concreto pois, “por um lado a UBI dá maior importância ao ramo das engenharias e da realização dos projectos, sendo um aspeto positivo. Por outro lado, a UBI não dá particular atenção ao perfecionismo dos projetos. Para nós é importante a parte das engenharias mas, se calhar a parte das ideias e a sua apresentação não está tão bem consolidada”, sublinhou Hélder Jesus.

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Curiosidade AAUBI realiza formação a núcleos

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior realizou no dia 1 de Março, uma formação ao nível da Contabilidade. Uma aposta na preparação e formação dos dirigentes associativos dos núcleos de estudantes e culturais.


Tokuskopus 2014 IV Feitiço encanta Covilhã Para comemorar os seus 25 anos, a Tuna “Orquestra Académica Já b’UBI & Tokuskopus” organizou mais um festival. Este ano, a festa realizou-se no dia 22 de Fevereiro no Teatro Municipal da Covilhã. Por: Ana Raquel Moreira Para além de muita música e animação, o Tokuskopus 2014 contou com quatro tunas convidadas: a Tuna Masculina do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa (Agricultuna), a Tuna Masculina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Bagatuna), a Estudantina Académica do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (EAISEL), e a Tuna de Contabilidade do Porto (TCP). Para apresentar o evento, a Tuna Ubiana convidou José Freixo e Donaltim, que garantiram gargalhadas no público. No fim da noite, a grande vencedora foi a Estudantina Académica do ISEL que levou para casa os prémios de melhor pandeireta, melhor estandarte, melhor instrumental e melhor Tuna. Os prémios de melhor Solista e Tuna mais Tuna foram entregues á tuna Portuense. A agriculTUNA arrecadou o Melhor Original, e o Melhor PasaCalles foi ganho pela tuna de Rio Maior. A Covilhã voltou a impressionar enquanto cidade académica. “O espírito é muito bom e as tunas foram bem recebidas na rua” confessa Diogo Gomes, membro da Bagatuna, Tuna de Desporto de Rio Maior.

O Teatro Municipal da Covilhã recebeu no passado dia 8 de Março a quarta edição do festival de tunas organizado pela EncantaTuna, Tuna Feminina da Universidade da Beira Interior. Por: Ana Raquel Moreira A Cidade da Covilhã recebeu durante o fim-de-semana de 7 e 8 de Março, cinco tunas convidadas para participar no festival. A Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico (TFIST), Tuna Feminina de Direito do Porto (Legislatuna), Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra (TFMUC), Tuna Feminina da Universidade Católica Portuguesa (TFUCP) e Tuna Feminina da Escola Superior de Educação de Setúbal (Tuna Sadina), foram as escolhidas para animar as duas noites. Esta edição do feitiço foi inovadora já que “contou com mais tunas a concurso do que o habitual, e a decoração do teatro foi relativa à tuna da UBI, que adornou o espaço com gatos, bruxas e teias de aranha”, explica Adília Nunes, tesoureira da EncantaTuna. O evento acabou por ter mais adesão do que o esperado, possibilitando a realização de um bom festival. No final da noite de Sábado, os prémios foram distribuídos e a boa disposição prolongou-se até de madrugada. “As tunas estiveram muito divertidas durante o festival inteiro. Mesmo nas festas, ficaram sempre até ao fim” revela Augusto Domingues, um dos guias do Feitiço. As tunas convidadas ficaram alojadas no Pólo de Ciências do Desporto da Universidade. “Cada tuna tinha uma sala para si, e aquecimento e colchões. Apenas uma tuna ficou nas camaratas”, refere Adília Nunes. O “espírito académico e a cidade acolhedora que é a Covilhã” impressionaram, como confessou Sofia Girão, um dos membros da Tuna Feminina de Direito do Porto.

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UBIPharma organiza workshop de Soft Skills

Pelo segundo ano consecutivo a UBIPharma organiza o workshop de Soft Skills que procura dar aos participantes uma visão mais ampla das suas capacidades. Por: José Gonçalves Nos passados dias 20 e 21 de Fevereiro, o núcleo UBIPharma promoveu o workshop de Soft Skills. Evento realizado pela segunda vez, devido à quantidade de alunos interessados e que na edição do ano anterior não puderam participar devido ao número de vagas.

volver é necessário experiência e sendo este um evento realizado de estudantes para estudantes, “acaba por resultar numa maior proximidade, portanto como nós somos alunos acabamos por ter mais consciência das necessidades de um estudante”, refere Sara Torgal, oradora deste workshop e aluna de Ciências Farmacêuticas na Conceito pouco conhecido, “Soft Skills” ou em português Universidade de Lisboa. “habilidades comportamentais”, são um conjunto de competências pessoais e profissionais inerentes a cada pes- Com a organização deste evento é pretendido “dar aos soa. Para Rodrigo Ramos, aluno do curso de Ciências alunos mais capacidades a nível de “skills” e oferecer acFarmacêuticas o principal objectivo neste workshop é tividades que não constem nas unidades curriculares do ganhar “características em termos de dinâmica pessoal, nosso curso”, explica Sofia Maximiano, Presidente da Dital como a posição que devemos adoptar numa entrev- reção do Núcleo de Ciências Farmacêuticas da Universiista de trabalho, o contacto visual, a linguagem pessoal. dade da Beira Interior. De uma maneira geral aprendemos a conhecer melhor as nossas próprias características”. Para futuro a UBIPharma tem em vista todo um leque de actividades, entre elas o Projecto Farmácia Piloto, a parTodo este conceito recai sobre a capacidade de comuni- ticipação na ESPA e também para os mais desportivos a cação, a capacidade de gestão de problemas, isto é, todo “PharmaRun” que se vai desenvolver em módulos idêntio espírito de cooperação e entre ajuda. Para as desen- cos ao Color Run.

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Competências para a empregabilidade

O núcleo de Ciências do Desporto realizou no dia 11 de março a palestra “Competências para a empregabilidade”. A criação de um Curriculum Vitae, o uso do portal do emprego e os programas de mobilidade, estágio e saídas profissionais foram os temas destacados pelos oradores Sofia Lemos e Carlos Andrade. A procura ativa de emprego exige ao jovem recém – licenciado capacidade de mobilização e adaptação a diferentes ambientes. O Curriculum Vitae tem um peso considerável na empregabilidade e conta com o conhecimento académico e formativo do Erasmus para a sua valorização. Sofia Lemos, responsável pelo gabinete de internacionalização e saídas profissionais da UBI, iniciou a sua apresentação com os estágios e programas mais aconselhados para os alunos, entre os quais as bolsas ibero – americanas, Erasmus e outros programas de intercâmbio. De acordo com Sofia Lemos, as saídas para o exterior são uma mais – valia para os estudantes: “Novas experiências, uma agenda de contactos e uma cultura de responsabilização acrescida são alguns dos valores que podem acrescentar ao vosso currículo”. Os obstáculos para a inscrição nestes programas são poucos, contudo o momento financeiro actual tem proporcionado uma indecisão por parte dos alunos.

Por: Joana Vilar Carlos Andrade, representante da empresa Animativa (gestão de instalações desportivas e organização de eventos), apresentou as vantagens de um currículo completo para o futuro. Expôs também a necessidade de consolidar os conteúdos adquiridos na licenciatura de Ciências do Desporto na prática laboral. “Trabalhar numa empresa permitiu-me ganhar experiência, aprender com os meus erros, ser mais responsável, inovador e realizar os meus projetos”, considerou o representante. “Ser proactivo, pontual e ter poder de adaptação” são as características que o distinguiu e que definiu como as ideais para um futuro candidato. O núcleo de Ciências do Desporto (Despubi) realiza este tipo de iniciativas extra – curriculares com o intuito de colmatar as falhas existentes nas aulas. Cédric Vieira, presidente do Despubi, afirma que a palestra foi de encontro ao esperado: “A sessão atingiu as expetativas. A sala estava repleta, os alunos mostraram-se bastante participativos”. Para Cédric Vieira, a adesão positiva a este tipo de eventos motiva o núcleo para próximas edições: “Ver o nosso trabalho reconhecido dá-nos alento. O Núcleo tem uma série de atividades pensadas que vão de encontro ao que tem sido feito nos últimos anos”.

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Espaço Desporto AAUBI conquista medalhas nos CNU’s de atletismo pista coberta

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) conquistou cinco medalhas nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU) de pista coberta. Os atletas ubianos alcançaram uma medalha de ouro, três de prata e uma de bronze. Por: Luis Almeida Os CNU de pista coberta, realizados em Pombal, correram de feição às equipas da Universidade da Beira Interior (UBI). Amaro Teixeira e Luís Pássaro ocuparam os dois lugares mais altos do pódio na categoria de 5000 metros marcha masculino. Alexandre Almeida, no lançamento do peso, e a equipa de 4x200 metros conquistaram a medalha de prata. Joana Teixeira também conseguiu intrometer-se no pódio, alcançando o terceiro lugar nos 800 metros femininos. Amaro Teixeira, além de medalhado nos 5000 metros marcha, foi o treinador da comitiva da AAUBI e mostrou-se orgulhoso pelos resultados alcançados, já que considera “o balanço positivo” pois os atletas conquistaram mais medalhas que no ano passado.

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Apesar dos bons resultados, Amaro Teixeira, treinador da AAUBI, considera que os atletas da sua universidade partem em desvantagem para os campeonatos. O complexo disponibilizado para os atletas ubianos é “um bom espaço”, diz Amaro Teixeira, mas o facto de não ser coberto dificulta os treinos, isto porque alguns atletas ficam reticentes a treinar sobre as condições climatéricas adversas que se fazem sentir, principalmente no Inverno, na Covilhã. Outro problema identificado pelo treinador da AAUBI é a inexistência de grandes clubes na região. Segundo Amaro Teixeira, algumas Associações Académicas só têm de procurar nos clubes das suas regiões um atleta interessado em representar a Universidade e inscrevê-lo, enquanto a AAUBI tem de treinar os seus atletas. Para o que resta da temporada, o objetivo aos olhos do treinador é simples: “trazer mais umas quantas medalhas para a Universidade”.


AAUBI organiza CNU’s das modalidades de raquetes

Ténis de Pares, Ténis de Mesa e Badminton foram as modalidades disputadas no regresso dos Campeonatos Nacionais Universitários à Covilhã. A AAUBI conquistou a medalha por intermédio dos irmãos Martins. Por: José Carlos Pereira Costa Nos dias 20 e 21 de Fevereiro Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) em conjunto com a Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), organizou os Campeonatos Nacionais Universitários (CNU’s) de Ténis de Pares, Ténis de Mesa e Badminton. Para Marco Saldanha, Presidente da AAUBI, o regresso de uma fase final dos CNU’s à cidade da Covilhã, “significa uma importante aposta por parte da AAUBI no Desporto Universitário, depois da organização das fases finais dos CNU’s no ano passado e com a organização de diversos CNU’s individuais e torneios de apuramento no ano que decorre”.

dos, e a Universidade do Porto arrecadou duas medalhas de ouro nos pares femininos e mistos. Conquistas que deixam Raquel Mateus, atleta portuense, “muito feliz, porque estou sempre a representar a Universidade do Porto, adoro estar neste ambiente universitário, junto das pessoas que mais gosto e souberam muito bem as vitórias”. Vitórias que não são virgens, porque “já no ano passado ganhei medalhas no Campeonato Nacional de Equipas e no individual conquistei a medalha de ouro”, refere Raquel Mateus.

O dirigente associativo fez “um balanço extremamente positivo destes CNU’s, onde participaram centenas de atletas que representaram associações e universidades de norte a sul do país, e é de realçar os resultados obtidos pelos atletas, destaque para os tenistas João Martins e Paulo Martins que conquistaram a medalha de prata em representação da AAUBI”. No ténis de mesa, a Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, destacou-se pela presença nos três pódios da competição masculína, feminina e pares. Segundo Afonso Ferreira, treinador da Associação lisboeta, este é um sucesso que premeia o trabalhos dos alunos: “Apesar de estudarmos no Instituto Superior Técnico, que consideramos uma faculdade exigente, temos tempo para praticar o nosso desporto favorito e é bom vir aqui numa competição equilibrada e demonstrar todo o nosso potencial e valor”. No Badminton, a Associação Académica da Universidade de Aveiro conquistou a medalha de bronze nos pares mistos e a medalha de ouro nos pares femininos. Para Ana Reis, atleta da equipa aveirense, conquistar duas medalhas é uma sensação “excelente, ainda para mis ser campeã nacional pela minha primeira vez é muito bom, para além do mais era a última oportunidade que tinha de conquistar uma medalha universitária”. Já o Ténis de Pares, contou com um inicio de competição atribulado, fruto do mau tempo que se fez sentir na cidade serrana. Contudo, os vencedores foram encontra-

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AAUBI garante acesso às fases finais

O II Torneio de Apuramento de Futebol 11 masculino decorreu nas Cidades de Covilhã e Belmonte, de 26 a 28 de Fevereiro. Organizado pela Federação Académica do Desporto Universitário, em parceria com a Associação Académica da Universidade da Beira Interior, a prova serviu para escolher as equipas que vão disputar as fases finais do Campeonato Nacional Universitário de Futebol 11 Por: Luís Felício “Em cada torneio de apuramento existe uma classificação geral. Consoante a classificação em cada grupo são atribuídos pontos, cujo somatório dos dois torneios de apuramento dá um total de pontos. As duas equipas com mais pontos apuram directamente para a fase final, e a terceira e a quarta vão a play-off de acesso”, explicou o técnico desportivo da FADU, Marco Oliveira

resposta dada pela sua equipa, que assegurou o play-off de acesso à próxima fase.

“O nosso objectivo era conseguirmos a qualificação para a fase final. Daqui para a frente, é pensar jogo a jogo e ver até onde conseguimos chegar”, afirmou Ricardo Silva, sublinhando ainda que os resultados da sua equipa dependerão “das condições que a universidade e a Depois dos maus resultados alcançados no I Torneio de Câmara Municipal da Covilhã oferecerem”, dado que se Apuramento, em Faro, terminando em último lugar no gru- encontram desde o início do ano lectivo sem campo de po com um ponto - correspondente a 20 pontos na tabela treino. geral - os estudantes covilhanenses estavam obrigados, no mínimo, a chegar à final desta segunda etapa de qual- No final, os universitários de Coimbra e do Minho eram ificação. A jogar na sua cidade, a equipa da AAUBI não os mais felizes, garantindo o apuramento directo para as desapontou os seus adeptos e venceu todas as partidas Fases Finais, no conjunto de pontos dos dois torneios de até à final, onde acabou por perder frente aos campeões apuramento. Já a AAUBI e a AAUAlg confirmaram um em título, a AAUM, por grandes penalidades (1-3). lugar no play-off de acesso à competição, contudo a ausência das académicas das ilhas no play-off permitem o Ainda assim, o treinador da equipa da Universidade da acesso destas equipas aos CNU’s do presente ano. Beira Interior, Ricardo Silva, mostrou-se satisfeito com a

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Torneio de Sueca Performance Ubitec desportiva academia AAUBI

Entre jogadas, risos e boa disposição decorreu o torneio de sueca, organizado pelo UBITEC. Com o objetivo de promover o convívio entre Aposta feita há pouco mais de um ano, colhe os ubianos e a comunidade covilhanense, inau- frutos no presente ano letivo, já com dois títulos gurou-se desta forma o início de mais um se- conquistados. mestre letivo para os estudantes da Covilhã. Por: Débora Lopes O evento que decorreu no CCD Oriental de S.Martinho, dia 19 de Fevereiro, contou com a participação de dez equipas, entre alunos da UBI e outros aficionados por este jogo que também se inscreveram. Os alunos concordam com a organização deste tipo de iniciativas, “importantes pela confraternização que proporcionam” afirma Rúben Cardoso. Para este ano letivo os alunos podem ainda contar com “Workshops, festas e convívios, bem como a organização de um encontro, na Covilhã, de estudantes de informática de todo o país, tudo organizado pelo UBITEC”, explica Ângelo Fonseca, presidente do núcleo. No final, feitas as contas, a dupla constituida por Miguel Neto e Marco Bernardo ocuparam o lugar mais baixo do pódio, a segunda posição foi atribuida a Nuno Sanches e Rodrigo Alves. Os grandes vencedores foi a dupla José Lourenço e Rui Antunes, par que alcançou no passado dia 19 de Março a vitória no Torneio de Sueca da AAUBI

Por: José Carlos Pereira Costa A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) com o objetivo de se aproximar da comunidade regional, abriu as Academias de formação. São já centenas os atletas que semana após semana praticam futsal e patinagem artística. Uma aposta por parte da académica covilhanense, que começa agora a colher frutos com o alcançar de duas vitórias em competições de futsal da Associação de Futebol de Castelo Branco e com excelente prestações nos testes de iniciação de patinagem. No futsal, a equipa de Iniciados comandada por Bruno Xavier, conquistou na presente época desportiva o Torneio de Abertura do escalão, com um impressionante registo de sete vitórias e apenas uma derrota, terminando com seis pontos de vantagem sobre a Desportiva do Fundão e o Cariense. Atualmente encontra-se a disputar o Campeonato Distrital e em quatro jogos, somou quatro vitórias, perspetivando-se mais uma conquista para esta equipa. No escalão de Juvenis, a Associação Académica tem feito uma boa época. Encontra-se atualmente no terceiro lugar em perseguição aos segundos classificados, a União Desportiva Cariense. No topo da tabela, o Vitória de Sernache caminha a passos largos para o título. A época 2013/2014, significou também a entrada, pela primeira vez, da equipa de Futsal Feminino da AAUBI, nas provas distritais. Um forte inicio deste projeto, com as vitórias no Torneio de Abertura e no Campeonato Distrital. A equipa enfrenta agora o Campeonato Nacional da modalidade, onde enfrenta a Caranguejeira e o Serpinense. Na Patinagem Artística, a AAUBI esteve presente no dia 23 de Fevereiro em Mira com seis atletas e no dia nove de Março em Ourém com 16 atletas, onde sete atletas alcançaram o nível um da modalidade. O mesmo número de atletas ficou com o nível dois, uma atleta está atualmente com o nível três e outra com o nível quatro.

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Qualificação Equipas CNU’s

As equipas que representam a Associação Académica apuraram-se para os Campeonatos Nacionais Universitários 2014. Por: Mariana Saraiva Com o aproximar das fases finais concentradas dos Campeonatos Nacionais Universitários 2014 (CNU’s), disputaram-se durante os meses de Fevereiro e Março diversos torneios de apuramento em vários pontos do país, nomeadamente em Guimarães, Covilhã e Faro. De 26 a 28 de Fevereiro, a cidade da Covilhã recebeu o II Torneio de Apuramento de Futebol para os CNU’S, sagrando-se finalistas a equipa da casa e a Associação Académica da Universidade do Minho. A partida terminou com um empate sem golos o que levou à marcação de grandes penalidades, onde venceu a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) por 3-1.

o terceiro e quarto lugares, onde conquistou a terceira posição. No berço da Nação, a equipa de Andebol Masculino nos dias 19 e 20 de Março entrou a perder frente à Briosa por 14-19. Uma vitória que “espicaçou” os nossos atletas que puxaram dos galões e venceram os restantes jogos da fase de grupos por 13-17 frente ao IPV e contra a AAUTAD por 12-19. Seguiu-se o jogo das meias-finais frente aos campeões nacionais a AAUM e os covilhanenses saíram derrotados por 21-11. Na disputa do 3º lugar, a AAUBI após empate no tempo regulamentar vingou-se da Associação Académica de Coimbra por 18-17, após os atletas de Coimbra terem alcançado o terceiro lugar no I torneio de apuramento disputado na Covilhã frente à equipa da casa, também por intermédio da cobrança de livres de sete metros.

Em Faro, nos dias 20 e 21 de Fevereiro, realizou-se o Torneio de Apuramento de Basquetebol Masculino. A Associação Académica da Universidade da Beira Interior começou bem o torneio frente ao Instituto Politécnico de Viseu (IPV) numa vitória por 45-17, seguiram-se duas Os Campeonatos Nacionais Universitários deste ano, irão derrotas frente as académicas de Aveiro e do Minho, pos- decorrer entre os dias 7 e 12 de abril, na cidade da Maia. teriormente defrontou a Associação Académica da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD) para

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Dentro de ti há sangue... Antes que perguntes, digo-te desde já que tenho a certeza do que para aqui vou escrever, porque sou um perito nesta matéria. Com efeito, escrevo que em cada um de nós há um perito e ainda acrescento mais: quem disser que não, é porque não percebe nada disto. Ser perito é isto mesmo, é saber tudo sobre todos os temas que se desconhecem. Não faz sentido nenhum, mas ser perito também tem pouco de lógico.

Artigo de Opinião

Se calhar a Sagres é que tem razão e nós somos mesmo futebol (ou o futebol somos nós), mas também podíamos ser outras coisas. Melhor: podíamos ser outras coisas permanentemente e não só quando essas coisas ganham. Porque quando se ganha é fácil gostar de tudo, mas quando as coisas correm mal os estádios parecem lojas de gelados na Gronelândia. Não peço, eu nem ninguém, que os peritos se interessem por todas as modalidades e que as apoiem incondicionalmente, mas ou as apoiam Convido-te a fazer comigo um exercício de limitação. Lim- em todos os momentos ou então nas vitórias calem-se. itemos, só hoje e só nesta crónica, o nosso rico Portugal Calem-se para sempre, se possível. aos três célebres F’s de Fado, Fátima e Futebol. No Fado cada perito sabe de si. No que toca a Fátima, cada perito sabe de si e da sua fé. No futebol, cada perito sabe de si, da sua fé e da fé dos outros. No futebol, e no desporto em geral, toda gente tem um ponto de vista irrefutável e uma visão mais nítida do que uma lente Canon. No meio de tantos especialistas, experts e «paineleiros» (vem de painel, já agora), também eu quero dar aqui uma de perito. Afinal de contas, toda gente pode. Os peritos são aquela laia desprovida de qualquer tipo de sensibilidade racional, que acha que a sua opinião é sempre bem-vinda. Bem, vou aqui informar em primeira mão que ninguém quer saber o que é que eles acham. O mundo do desporto é tão acessível a todos, que às tantas toda gente se acha, como diria o outro, um catedrático no assunto. Principalmente no futebol, toda gente sabe tudo de tudo. São os triângulos invertidos, os avançados em cunha, é o quadrado mágico e o trequartista. No final dos jogos, acabamos todos a chamar nomes ao árbitro e a assobiar para o lado enquanto os nossos super-heróis de fim-de-semana ganham milhões todos os meses. Os outros desportos acabam por ser modalidades periféricas num país pequeno e «futebolodependente» como o nosso. Ainda assim, os peritos não deixam de meter a sua colher de ignorância e cultura básica em tudo o que podem. O português não sabia jogar ténis até o João Sousa entrar no top 50 do ranking mundial. O português não sabia jogar rugby até «os Lobos» serem campeões europeus de sevens umas cinco vezes consecutivas. A Vanessa Fernandes era um símbolo nacional até deixar de ganhar provas, actualmente é conhecida apenas por ter um corpo igual ao de um miúdo em plena puberdade. O Nélson Évora era um atleta feérico até se lesionar gravemente, hoje destaca-se mais em anúncios do kinder bueno do que por louvores populares. Podia falar de Tiago Monteiro, Rui Silva, Naíde Gomes, Ticha Penicheiro, Carlos Resende, Rui Costa, Telma Monteiro ou Reinaldo Ventura. Todos estes, e muitos outros, são ídolos durante meses e esquecidos durante anos…

Por: Pedro Bento

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DespUBI toma iniciativa

Núcleo de Ciências do Desporto organiza liga intra-universitária de Voleibol e Futsal. Por: Mariana Saraiva Este torneio contou com a presença de diversos cursos Desporto, mostra o seu entusiasmo com esta iniciativa ao da Universidade da Beira Interior, entre camaradagem e elogiar os seus jogadores. espírito competitivo visou aumentar e incentivar a prática de desporto nesta Academia Paulo Gonçalves, aluno de mestrado da equipa de Optometria, explica, “sempre pratiquei esta modalidade, só “Excelente iniciativa” foi a frase mais sonante neste que tive de abandonar devido aos estudos pois não tinha torneio, segundo Daniel Ramos o torneio tinha como prin- capacidade de os conciliar”. Ainda fez parte da equipa da cipal objectivo fundamentar tanto o espírito académico AAUBI, mas no fim da licenciatura teve de optar apenas como o de camaradagem existentes na UBI. Realçando por um deles. Afirma também o seu contentamento com que “esta iniciativa funciona como uma pequena amostra esta iniciativa e entristece o fato de jogar apenas no ano daquilo que é o nosso curso”. em que já se encontra de despedida da universidade. Com apenas 5 equipas, a modalidade de voleibol fez um Sendo, um projeto pioneiro não teve muita adesão por mini-campenato contando como vencedor a equipa de parte dos Ubianos. Num total de 30 cursos que tem a Ciências Biomédicas. Ciências Farmacêuticas ocupou Universidade da Beira Interior, a modalidade de voleibol o segundo lugar, Psicologia e Gestão ocuparam os seapenas contou com 5 equipas, já futsal teve 15 equipas a guintes lugares, respectivamente. disputar o título da liga intra-universitária. Poucas foram as participações, contudo as opiniões das Das 15 equipas, apenas 8 disputaram os quartos de final, equipas acerca desta iniciativa foram muito semelhanforam elas os cursos de Gestão, Economia, Marketing, tes. Mostraram o seu contentamento pela paixão pela Engenharia Eletromecânica, Tecnologia e Sistemas da prática desta modalidade e o elevado companheirismo, Informação, Engenharia Informática, Ciências do Despor- se cria entre os cursos e as próprias equipas. to e Engenharia Aeronáutica. Assim, o DespUBI foi bem sucedido nos seus objetivos, A final foi disputada pelas equipas de Ciências do Despor- onde pretendiam oferecer uma componente prática do to e Economia, a partida acabou empatada a três bolas, seu curso aos estudantes desta Academia. No entanto, o que levou à marcação de grandes penalidades, onde futuramente espera ter uma maior adesão e mais apoios se sagrou vencedora a equipa de Ciências do Desporto. das entidades. Rui, um dos vencedores da liga, manifestou a sua grande paixão pela modalidade, que um dia deseja praticar profissionalmente. Pedro, treinador da equipa de Ciências do

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Espaço Cultural Anacronismo vanguardista Quatro miúdos decidiram juntar-se para fazer música, em Northamptonshire, na Inglaterra. Já passaram quase dois anos e já há quem os apelide de “Tame Impala ingleses”. Tudo isto nos pode parecer estranho, na medida em que estamos a falar de uma banda que acabou de lançar o seu primeiro álbum. Mas a estranheza desvanece-se após uma audição cuidada de “Sun Structures”.

Artigo de Opinião

Chamam-se Temples e o seu som vai beber ao psicadelismo dos Beatles finais e dos Pink Floyd da era Syd Barrett. A comparação com Tame Impala também não é, de todo, descabida, mas o vocalista dos Temples, James Edward Bagshaw, desvaloriza-a, ao afirmar que “Provavelmente ouvimos os mesmos discos, lemos os mesmos livros e gostamos das mesmas guitarras”. Mas o “truque” dos Temples é não se pegarem a todos estes rótulos e fazer do seu álbum de estreia um trabalho que tem qualidade em 2014 tal como teria se fosse lançado nos anos 60, o que os coloca, nunca atrás, e bem ao lado das influências mencionadas. Não será ao acaso que os britânicos vão abrir concertos para os Rolling Stones e que músicos como Johnny Marr (The Smiths) e Noel Gallagher (Oasis) os invoquem como “a melhor banda de Pop actual do Reino Unido”. A banda é, também, um dos destaques do dia de arranque do festival Optimus Alive, onde apresentará, pela primeira vez ao público português, o seu tão bem cotado disco de estreia, subindo ao Palco Heineken a 10 de Julho. Em suma, “Sun Structures”, lançado dia 14 de Fevereiro, parece tudo menos um álbum de estreia. Desde as palpitações que os teclados ecoam, ao som etéreo e espacial e os riffs mais ou menos sujos, que nos fazem navegar num tempo de espiritualidade e elevação de um Rock Psicadélico que está vivo, de boa saúde, e bem representado em terras de sua majestade. OUVIR COM ATENÇÃO: The Golden Throne, Test Of Time e Sun Structures.

Por: Bruno Coelho 25 |


TeatrUBI comemora 25 anos

O TeatrUBI em parceria com a Asta organizaram o 18º Festival de Teatro Universitário que se prolonga de 14 a 29 de Março no Teatro Municipal. Por: José Carlos Costa Diagnóstico: Desgosto Patológico” foi a peça que abriu o Para além da história que diz ter sido “muito bem escol18º Festival de Teatro Universitário. hida”, Ana Moreira, espectadora, elogia todo o trabalho técnico que vem realçar a ótima qualidade da peça e que Para assinalar a comemoração do seu 25º aniversário, o tomou como a sua preferida das apresentadas pelo gruTeatrUBI estreou uma nova peça que vem a ser prepa- po. rada desde outubro. Os sentimentos de revolta e tristeza que ficam ao fim de uma relação terminada pela traição, O evento é tomado como uma mais valia para a oferta de foi o tema adaptado de uma obra de Sara Kane. cultura na Covilhã, já que apresenta um vasto leque de peças nacionais e internacionais a um preço acessível. Gonçalo de Morais, ator do TeatrUBI, diz que “esta peça A peça dirigida por Rui Pires, segue agora para Espanha transmite emoções muito fortes. O espetador fica preso onde já tem espetáculos agendados. às palavras e aos movimentos porque em algum momento se vai identificar com o que estamos a representar”.

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Espaço Ciências e Tecnologia Grafeno Em 2004, dois cientistas russos recorreram ao uso de fita-cola e um bloco de grafite para descobrirem o grafeno. Graças a esta descoberta que valeu o Prémio Nobel da Física de 2010 aos Professores André Geim e Kostantin Novoselov, o mundo ficou a conhecer um estrondoso e revolucionário material que poderá vir a transformar as nossas vidas. Mas o que é o grafeno? Sempre presente na Natureza, não surge como um elemento criado em laboratório, tendo sido descoberto de uma forma tão simples que pode parecer ingénuo. A Natureza encarregou-se de produzir este elemento ao longo de milhões de anos, empilhando um número gigantesco de planos de hexágonos que constituem a grafite (ou carvão).

O grafeno surge da ideia de remover uma única camada de hexágonos deste material. Como foi possível? Simplesmente usar fita-cola para esfoliar a superfície da grafite, em analogia a quem depila as pernas usando cera. Tal como os pelos vêm agarrados à cera, também as folhas de grafeno vêm agarradas à fita-cola. Pressionando a fita-cola numa superfície de vidro e com recurso a um microscópio convencional procura-se um plano nos resíduos colados no vidro. É o material mais fino, e o único bidimensional, apenas com um átomo de espessura. Seriam precisas 3 milhões de camadas sobrepostas para igualar a espessura de um risco de lápis. Quais as suas características? O mais extraordinário do ponto de vista da física fundamental é o comportamento dos eletrões no grafeno, ou seja, comportam-se como partículas sem massa, tal como os fotões, e entram no campo denominado ultra-relativista. Apesar de ser o material mais leve existente, é também o mais forte, mais duro que o diamante e 200 vezes mais resistente que

Artigo de Opinião

o aço. É maleável, praticamente transparente, é o melhor condutor elétrico e térmico de que há conhecimento e só é permeável a água. Propriedades que estimulam a imaginação e o interesse da comunidade científica. De que maneira estas características únicas do grafeno poderão ajudar o mundo em que vivemos? Imagina um ecrã de smartphone flexível, uma televisão tão fina como papel de parede, que podes enrolar e levar contigo, aeronaves mais fortes e no entanto mais leves, que consomem menos combustível, baterias mais eficientes e duradouras, componentes eletrónicos com uma dimensão muito reduzida e uma grande velocidade de processamento. Características distintas e particulares do arranjo especial de átomos de carbono podem ditar o fim do silício na indústria eletrónica.

Com a sua supercondutividade, o grafeno irá também contribuir para o futuro da energia solar bem como revolucionar os carros elétricos, potenciando as suas baterias. Este material provou ser um bom anticorrosivo para o metal, uma vez que é transparente, fino e com uma maior durabilidade do que qualquer outro protetor. Apesar de tudo, a utilização mais importante no futuro será talvez a filtragem e dessalinização da água do mar. A sua capacidade ímpar de remover facilmente o sal da água irá certamente satisfazer as necessidades de milhões de pessoas por todo o mundo, transformando a água dos oceanos em água potável. Com este espantoso material a atrair tantas atenções dos investigadores por todo o mundo, não deverá demorar muito tempo até termos acesso a estas novas tecnologias.

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Posto isto, surge uma questão. Qual o motivo para ainda não existir uma aplicação pratica para o grafeno? O inevitável progresso da tecnologia vai acabar brevemente por esbarrar na Lei de Moore, isto é, o número de transístores dos chips tem um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. O grafeno surge como mais um balão de oxigénio para os fabricantes contornarem este obstáculo. O grande desafio tecnológico prende-se com as propriedades físicas do grafeno, ou seja, a condução elétrica ocorre na banda de valência e na banda de condução separadas por uma barreira energética, embora controverso, essa barreira não existe no grafeno. Os circuitos lógicos não funcionam com a corrente a fluir em ambos os sentidos. Eles atuam seletivamente e apenas permitem fluir a corrente num sentido e é com base nisso que assenta a eletrónica digital e os circuitos lógicos. É necessário criar uma barreira energética que separe estas duas bandas de condução. As pesquisas apontam para a agregação de determinadas impurezas por forma a dopar o material e a conferir-lhe as características de um semicondutor ideal

O futuro do grafeno de larga escala passa pelos processadores de alta frequência. Um dos indicadores da velocidade de processamento de transístores é a mobilidade dos eletrões ou lacunas que no grafeno são dez vezes superior ao do silício, no entanto, como no grafeno de larga área não existe a tal barreira energética a competição entre o grafeno e os transístores de silício parece ter um futuro comprometido. A prestigiada revista Science num artigo com a data de 5 de Fevereiro de 2010 relata a conceção de um transístor de grafeno de larga área capaz de operar com uma frequência de 100 gigahertz, deixando arrebatada a concorrência dos transístores que tem como base o silício. Os responsáveis, uma equipa de investigadores da IBM que tem como objeção para a produção industrial o comportamento de saturação indesejado. Questão demasiado técnica para ser abordada neste artigo. Apesar das várias objeções e desafios a ultrapassar o Internacional Technology Roadmap for Semiconductors (ITRS) recomenda vivamente o aumento de pesquisas usando o grafeno. Foi inclusivamente eleito como candidato para substituir o silício em todos os dispositivos eletrónicos. Com este espantoso material a atrair tantas atenções dos investigadores por todo o mundo, não deverá demorar muito tempo até termos acesso a estas novas tecnologias.

Por: Fábio Brito e Diogo Carrilho

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Espaço Ensino Superior Covilha recebe ENDA em Junho

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) participou nos dias 7, 8 e 9 de Março no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que decorreu em Leiria. Este evento reúne as associações de estudantes e académicas de todo o país. A reestruturação da rede de ensino superior e investigação cientifica foram os principais temas abordados neste encontro. Por: Anabela Carvalho A AAUBI candidatou-se á realização do próximo ENDA na cidade da Covilhã. Esta candidatura foi aprovada por unanimidade, e realizar-se-á em Junho deste ano. Desde 2005 que a cidade não recebia este encontro, e regressa no ano em que a AAUBI comemora 25 anos de existência.

taria de Estado do Ensino Superior, para que o abandono escolar seja detectado e evitado de uma forma mais eficaz.

Várias foram as proposta discutidas e debatidas neste encontro, uma delas a injustiça relativa às dívidas tributárias e contributivas. O Movimento Associativo Nacional propôs A AAUBI apresentou e fez aprovar uma proposta inseri- a calendarização da revisão da Atribuição de Bolsas de da no programa “+superior”. Esta requer á Secretaria de Estudo. Estado do Ensino Superior a revelação de mais informações, visto que, as únicas que chegam ao movimento A nível da reestruturação da rede de Ensino Superior foi associativo são as transmitidas pela Comunicação social. solicitado a integração de Escolas não integradas nos Dentro da proposta, é ainda realçada a importância do Politécnicos, bem como a fusão de Universidades ou apoio aos Estudantes carenciados que frequentam o En- Politécnicos. sino Superior. Foram por fim, criadas três Comissões, onde a Associação Académica da Universidade da Beira Interior esA proposta da participação de um representante das fed- tará presente: comemorações do Dia do Estudante; orerações das associações académicas e dos estudantes ganização das Jornadas da Ciência com o objetivo de no programa “+superior”, foi outra das propostas da AABI. debater o modelo científico nacional, os seus problemas O movimento associativo realçou a importância de uma e possíveis soluções; e descobrir quais as razões que lereestruturação do Programa “Retomar”, perante a Secre- varam á diminuição de frequentadores das cantinas nas Instituições do Ensino Superior.

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É Preciso Repensar o Ensino Superior! Ao longo dos anos, e desde a referência histórica do 25 de Abril, que temos assistido a uma reformulação no Ensino Superior Português e na sua massificação de forma pouco constante e demasiadamente abrupta para as necessidades formativas, que este realmente deve conter e oferecer a todos os seus candidatos. Em meados da década de 80, assistimos a uma expansão das instituições de ensino superior, onde o número crescente das mesmas, veio colmatar a procura elevada dos Estudantes desta época, em que o valor de alunos a frequentar este ensino se situaria próximo dos 30 000 e aumentou exponencialmente para os 400 000 registados em 2000, o que levou a um aumento pouco racional de ciclos de estudos lecionados, bem com um decréscimo da qualidade do Ensino Superior Português.

Artigo de Opinião

Assim, foi apresentada a proposta em Encontro Nacional de Direções Associativas no passado dia 7 e 8 de Março, pela AAUBI, onde é pedido junto do Ministério da Educação e Ciência e da Secretaria de Estado do Ensino Superior mais esclarecimentos sobre este mesmo programa, bem como a inclusão de um representante das AAEE’s no processo de regulamentação de atribuição destas bolsas de mobilidade, tendo esta proposta sido aprovada pelo movimento associativo nacional aprovado aguardando assim parecer por parte da tutela para esta questão. Foi também votada a favor a proposta para a comemoração do dia do Estudante, no ano da comemoração dos 40 anos do 25 de Abril, onde se pretende recolher as revindicações dos estudantes, a nível nacional, e compilar num caderno para entregar junto do MEC e ser assim uma voz ativa de todos os estudantes quanto às Numa altura em que este tema da racionalização e reor- suas preocupações. ganização da rede reaparece no topo das preocupações, após a discussão e reformulação da lei de Bases do Com isto, temos a convicção de que esta é uma região sistema educativo iniciada em 2000, com a posterior in- de enorme potencialidade, não só de infraestruturas, mas trodução do Processo de Bolonha em 2005, existe agora também com uma enorme qualidade de Ensino Superia preocupação inerente sobre a escassez de candidatos or e de condições adjacente para o bom sucesso dos e o número de vagas que ficam por preencher, onde é ex- seus estudantes e como tal, deve ser repensada estraemplo o ano transato com a colocação de apenas 41 481 tegicamente entre todos os parceiros desta negociação alunos em todas as instituições de Ensino Superior Pú- de modo a reforçar a coesão territorial e assim contribuir blico. Estes valores leva-nos para realidades de regiões, para o desenvolvimento económico dos mesmos. como as do arco do Interior, onde há o funcionamento de ciclos de Estudo com apenas um aluno ou mesmo de inPor: Tiago Alexandre stituições onde não foi colocado qualquer aluno em áreas específicas, como as Engenharias. Pereira Abrantes Deste modo, e numa estratégia de automação e resolução desta temática, o Ministério da Educação e Ciência, propõem às instituições a fusão em consórcios de modo a criar “mega agrupamentos” nestas regiões, onde se faz o aproveitamento eficaz recursos materiais e humanos, mas no nosso entender a solução mais viável para esta problemática não passa pela deslocalização dessas instituições e a perda de riqueza para essa região apenas para colmatar a baixa densidade populacional que se assiste nesses mesmo sítios. Numa visão mais alargada do assunto, é necessário criar mecanismos de cativação para estas regiões e procurar estratégias de fixação dos jovens após a sua mudança para estes locais, no qual, a nosso entender o Programa “+Superior” pode vir a ser uma das soluções viáveis para estar problemática, sendo que com a informação disponível até ao momento não nos permite tirar grandes ilações apenas de saudar a iniciativa de combater da discriminação que se assiste entre o litoral e as regiões do interior, onde o Ensino superior representa apenas 16% do orçamento das Universidades Públicas Portuguesas.

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Coordenador da Secção Pedagógica da AAUBI

Este espaço pode ser seu


Espaço Saúde Dia Mundial das doenças raras marcado por ação de sensibilização

No dia 28 de Fevereiro, “celebrou-se” o Dia Mundial das doenças raras, através de uma ação de sensibilização da Associação Académica da Universidade da Beira Interior numa superfície comercial covilhanense. Por: José Carlos Costa O Serra Shopping, recebeu no último dia do mês de Fevereiro, uma ação de sensibilização relativa às doenças raras. A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) não quis deixar passar em vão o Dia Mundial das doenças raras e em parceria com a Raríssimas, o Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira e , informou os cidadãos relativamente às doenças raras e em particular para o rastreio de uma doença hereditária com um grande número de casos na cidade da Covilhã, a Paramiloidose, também conhecida como “Doença dos pezinhos”. A doença foi detetada pela primeira vez na freguesia de Unhais da Serra em 1984. A partir desse momento, o Centro de Saúde da Covilhã acompanhou de perto os casos detetados e o evoluir dos mesmos. Segundo Maria José Carrega, enfermeira responsável da consulta da Paramiloidose, “no momento em que foi detetado, foi feito o rastreio a 60 famílias, onde foram encontrados imensos portadores, pelo que o Centro de Saúde da Covilhã passou a acompanhar os doentes através de consulta especializada de Paramiloidose, conhecida como doença dos pezinhos, devido ao enfraquecimento muscular dos pés”. O acompanhamento da doença permitiu prolongar as condições de vida dos doentes afetados, “e desde 1992 já foram transplantados 14 a 16 doentes. Um transplante de fígado impede a progressão da doença e, posteriormente, o surgimento de medicação permitiu aumentar a qualidade de vida”. Esta ação de sensibilização insere-se num projeto da área de saúde da Associação Académica relativo a problemas na região da Cova da Beira, como explica Jorge Pereira, coordenador da secção de saúde e ação social da AAUBI: “Enquanto Associação Académica, na área da saúde é isto que pretendemos continuar a fazer, informar e desenvolver ações de sensibilização, em conjunto com as entidades competentes, como a AceS Cova da Beira, entre outros, para mostrar à população local,

quais os problemas prevalentes na zona da Cova da Beira”. Jorge Pereira faz um balanço positivo da iniciativa que mostrou ser “bastante atrativa para os transeuntes, pois o ‘stand’ montado em forma de exposição, permitiu às pessoas passar, ver, questionar e informarem-se sobre esta temática, onde ficou patente a necessidade de informar continuamente a população sobre os focos de incidência de problemas de saúde na região”.

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Pré Semana Académica

Entre os dias 17 e 20 de Março, os polos da Universidade da Beira Interior (UBI) abre portas para uma iniciativa de solidariedade organizada pelos estudantes. A iniciativa começou na Faculdade De Ciências da Saúde terminando na Faculdade de Ciências Sociais e humanas. Por: Cátia Damas

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior ( AAUBI) quis alertar os estudantes para a realidade social. Durante quatro dias, os alunos voluntários estiveram nos quatro polos da UBI onde faziam a recolha da roupa ao longo do dia. O objetivo era ajudar o maior número de pessoas e famílias carenciadas. O coordenador da ação social, Jorge Pereira acredita que esta iniciativa pôde ajudar varias pessoas carenciadas e acredita ser pioneira no país: “ O objetivo maior é conseguir juntar o maior número de peças de roupa e ajudar diversas pessoas. Aquilo que nós vamos fazer é numa semana académica, numa festa de estudantes para estudantes, mas não só, também para a comunidade da Covilhã e tentar entregar e ajudar com este grupo solidário” refere o coordenador. Ainda acerca desta iniciativa o coordenador acha importante os alunos terem vontade de participar em eventos destes e não exclui no futuro mais iniciativas destas: “ Isto é uma atividade de estudantes para a comunidade que tem de ser lançada com as bases, cimentada, conseguir a partir daqui fazer mais e queremos com esta iniciativa ajudar o maior número de pessoas e famílias. Queremos lançar também a partir daqui uma outra atividade que estará em suspense até ao dia da entrega da roupa, dia 29 de Março” diz Jorge Pereira. Esta ação insere-se na “Pré-semana académica”( PréSA), a semana festiva dos estudantes que tem inicio no dia 25 de Março. A entrega de roupa será feita no último dia da SA, dia 29 de Março, à Cruz Vermelha que, posteriormente, fará chegar às instituições de solidariedade. Durante estes dias a AAUBI organizou também no Bar Académico torneios de sueca, matraquilhos e festas dos cursos de Arquitectura, Gestão, Desporto e da equipa de basquetebol da AAUBI. Os alunos aderiram a esta campanha mostrando que todos juntos podem ajudar.

Correr pela Saúde

Artigo de Opinião

A prática de desporto é uma importante componente para uma vida saudável. A Organização Mundial de Saúde reconhece o desporto como um meio para prevenir várias doenças (cardiovasculares, AVCs, entre outras). Assim, o sedentarismo apresenta-se como fator determinante para o aparecimento de doenças à semelhança do consumo de tabaco e má alimentação. A prática diária de exercício físico reduz o risco de desenvolvimento de diabetes e hipertensão arterial (para além de auxiliar a redução do nível da mesma), diminui o sentimento de depressão e ansiedade, auxilia também o controlo de peso, e ajuda a manter os ossos, músculos e articulações saudáveis.

A aluna de medicina Rita Cunha aprovou esta iniciativa: “ Acho esta campanha uma iniciativa extremamente importante e acho que devemos promover mais coisas destas. Ainda não trouxe o meu donativo mas espero amanhã contribuir” refere a aluna. A secção de apoio social responsável por esta iniciativa foi criada em 2012 No caso dos estudantes, a prática de desporto traz dentro do núcleo da Associação Académica da Universi- benefícios que se podem refletir tanto a nível social como dade da Beira Interior. académico: em desportos coletivos, por exemplo, permite conhecer novas pessoas e aprender a colaborar com personalidades diferentes para objetivos comuns; em época de exames ajudando num melhor controlo do stress quan-

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do praticado durante pouco tempo e de forma intensa. Na Universidade da Beira Interior, estão disponíveis várias modalidades nas quais todos os alunos podem participar de forma gratuita, entre as quais: voleibol, natação, futsal, ténis,… Para além destes desportos existem vários campos disponíveis e um ginásio com mensalidade reduzida. Somos o fruto das nossas escolhas, não escolhas ficar parado!

Por: Ana Peixoto e Rita Cruz

Dia Mundial da Árvore

No dia 21 de Março os estudantes celebraram o Dia Mundial da Árvore com a plantação de uma árvore na Faculdade de Ciências da Saúde. Por: Cátia Damas

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) não deixou passar o dia da árvore e a árvore escolhida foi um carvalho, símbolo da natureza portuguesa. O professor e Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), Taborda Barata não esconde a importância desta iniciativa bem como a preocupação do ambiente: “ Este dia para nós foi um dia extremamente importante, porque reconhecemos o grande interesse da iniciativa da AAUBI, uma vez que é crucial que nos insiramos de uma forma bastante correta no meio ambiente. Sob esse ponto de vista devo também ressaltar que a FSC está muito atenta para esse tipo de problemática. Iniciamos também há já alguns anos uma política ecológica e o nosso objetivo é em termos de futuro acabarmos por ter a faculdade a funcionar de uma forma muito significativa com base nas energias alternativas” diz o professor. Como presidente da Faculdade de Ciências da Saúde, não poderia deixar de demonstrar o interesse da faculdade entre a ligação da saúde e o meio ambiente: “ De uma forma mais interventiva nós queremos intervir no meio ambiente na medida em que queremos identificar problemas que hoje no meio ambiente possam ter percussões na saúde. Isto é uma Faculdade de Ciências da Saúde e portanto temos criada recentemente uma unidade de saúde e ambiente que tem uma série de iniciativas não só educação para saúde, das pessoas em relação ao meio ambiente, preservação, identificação dos principais problemas que há e identificação de medidas que poderão ajudar a resolver alguns problemas identificados. A unidade tem também a preocupação de tentar caraterizar geograficamente zonas que podem ser mais problemáticas e estar preparada para alterações climáticas que haja” refere o presidente da faculdade.

Esta iniciativa por parte da associação académica contou também com a presença do Diretor adjunto do ambiente da AMI, Gonçalo Santos que demonstrou o seu interesse na parceria ente a AMI e a Universidade da Beira Interior:” A AMI assenta a sua atividade enquanto pilares básicos, ação humanitária, ação social, ação ambiental e alertar consciências. Hoje aqui foi um exemplo raro, em que se cruzaram dois vetores da AMI, raro no bom sentido, no sentido de haver uma iniciativa, uma força e intenção dos estudantes em ter atenção à questão ambiental que se cruzam exatamente com o nosso projeto e também para alertar consciências. É também importante que a juventude comece o mais cedo possível a ter atenção a estas questões ambientais e portanto a nossa presença aqui, a plantação simbólica da árvore, representa a nossa esperança que assim seja na parceria longa entre a AMI e a UBI” refere o diretor adjunto. O aluno e coordenador da Ação Social da AAUBI, Jorge Pereira, refere a importância de iniciativas ambientais como esta: “ A AAUBI vê no ambiente um tema necessário. É preciso zelar por ele, é preciso contruir atividades com ele e nesse sentido decidimos lançar neste dia o projeto a AAUBI Mais Verde, que consiste em sensibilizar os estudantes para o ambiente, para esta temática e com ele construir mais, onde destaco três exemplos concretos. Primeiro temos duas alunas em mestrado em Engenharia e Gestão Industrial que estão a trabalhar connosco num plano para melhorar a eficiência energética da casa azul, da associação académica, da sede. Em segundo temos também dois alunos de arquitetura que estão no âmbito do plano curricular com um projeto que é procurar espaços abandonados para puderem ser recuperados em zonas verdes, ou seja, criar projetos que possam ser viabilizados pelas entidades competentes. E por fim , aquilo que foi feito hoje, plantarmos uma árvore, que teve presente também o diretor adjunto da parte ambiental da AMI e com eles lançar alguma campanhas que achamos pertinentes para a comunidade estudantil e não só, também para a comunidade da Covilhã” refere Jorge Pereira. Iniciativas como estas vão ser cada vez mais produzidas pelos alunos que cada vez mais demonstram a sua preocupação com o meio ambiente Neste dia Mundial da Árvore, a Covilhã recebeu mais uma árvore no jardim da Faculdade de Ciências da Saúde.

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À descoberta da Covilhã Que vantagens podes encontrar numa universidade situada perto de uma montanha? Muitas possibilidades de passeios, não só na própria cidade da Covilhã, como também à volta da mesma. Quer estejas só, com os teus amigos, ou com a tua cara metade. Para tirar fotografias, ler um livro, praticar desporto ou simplesmente apreciar as paisagens, neste artigo vais encontrar cinco sítios que merecem sem dúvida alguma a tua visita.

Terlamonte Leva os teus amigos para beber umas cervejas ou tirar fotografias à cidade, preferencialmente à noite. O caminho é de terra batida e precisas de um carro para lá chegar, mas vale a pena. A seara do Terlamonte é uma espécie de planalto com vista de 360 graus para a região. Ponte da Carpinteira Já ganhou vários prémios de engenharia e arquitectura e é sem dúvida uma das imagens de marca da Covilhã. A Ponte da Carpinteira eleva-se a mais de 50 metros de altura sobre a ribeira com o mesmo nome e liga a cidade aos Penedos Altos. É ainda o local ideal para fazeres jogging.

Parque da Floresta – Circuito de Manutenção Começamos este roteiro de forma saudável. O circuito possui mais de 10 estações distintas, num percurso com cerca de 4 quilómetros. Mas é o contacto com a natureza que é o verdadeiro trunfo do Parque da Floresta. Fica logo à saída da Covilhã em direção às Penhas da Saúde. Podes subir a pé ou de carro. Jardim do Lago Agora que a Primavera chegou e os dias estão cada vez Miradouro da Nossa Senhora da Conceição maiores, um passeio de gaivota pelo lago pode muito Um dos miradouros mais bonitos da cidade da Covilhã bem ser o melhor fim de tarde que podes ter. O Jardim do é também um local emblemático para os estudantes da Lago prima pelos espaços verdes e pelas várias esplanaUBI: É aqui que se realiza a Benção das Pastas. A camin- das ao longo do mesmo. Fica junto ao terminal rodoviário. ho das residências de Santo António, este é um lugar excelente para ler um livro ou apreciar a paisagem da Cova da Beira.

Por: Pedro Affalo

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Jornal + Academia - AAUBI (1ª Edição - 24 Março)