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Este fotolivro conta uma história que começou em 2008, e os personagens que permeiam essa trajetória são como os que vemos nos livros: corajosos e determinados a preencher um espaço muito carente na educação científica do nordeste do país. Com uma equipe focada em concretizar os planos até então apenas sonhados, o projeto audacioso foi ganhando forma, parágrafo por parágrafo, nas propostas pensadas, escritas e analisadas por uma equipe multidisciplinar, que tinha como objetivo promover a educação científica gratuita para alunos da rede pública, a fim de oferecer e difundir os princípios básicos do método científico, bem como o exercício da formação científica que não está ao alcance de todos os setores da sociedade, contribuindo para o processo de inclusão social. Desta forma, a AASDAP, como instituição integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), através do projeto denominado INceMaq - Instituto Nacional de Interface Cérebro-Máquina, e valendo-se dos princípios de seu fundador, o neurocientista Miguel Nicolelis, atribuiu ao já projetado Instituto Internacional de Neurociência de Natal – Edmond e Lily Safra, a missão de ampliar o desenvolvimento do programa de iniciação científica adotado pelo INceMaq, se estendendo aos alunos do ensino médio da rede pública de ensino, visando contribuir na construção de uma sociedade inclusiva e democrática. Assim, surgiu o que hoje temos orgulho de apresentar.

O Programa

CIENTISTAS DO FUTURO


O PROJETO


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Acreditamos que os projetos cientĂ­ficos precisam servir Ă coletividade, favorecendo a diversidade no modo de enxergar e compreender a realidade, para poder transformĂĄ-la sempre em patamares mais humanos.


A PRÁTICA CIENTÍFICA A seleção, a disseminação e a interpretação das informações são essenciais para o desenvolvimento humano e também para a manutenção da soberania das nações. Desta maneira, conferimos ao Programa Cientistas do Futuro a contribuição para a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática, disseminando a cidadania crítica e bem informada que a prática da ciência promove. Ao darmos vida ao projeto, atendemos ainda à necessidade de identificar e nutrir talentos científicos excepcionais, atraindo-os para um ambiente de produção científica e acadêmica de ponta onde possam amadurecer suas aptidões.


MÃOS À OBRA Os alunos participantes do projeto foram selecionados dentre os que frequentaram previamente o Centro de Educação Científica Alfredo J. Monteverde e que estavam ingressando no ensino médio. As atividades aconteciam sempre no turno contrário ao da escola regular e em dois ambientes: no Instituto Internacional de Neurociências – Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), orientados pelos alunos de mestrado e pesquisadores doutores com atividades vinculadas aos projetos de interface cérebro-máquina; e na Oficina de Ciência e Comunicação, vinculada à Escola Alfredo J. Monteverde.


educacao cientifica


Com o intuito de adquirir conhecimento sobre o funcionamento do cérebro humano e as relações deste com as pesquisas desenvolvidas em interface cérebro-máquina, os alunos do Programa Cientistas do Futuro frequentavam aulas expositivas, que serviam como base para atividades práticas realizadas em laboratório. O desenvolvimento deste trabalho de Educação Científica possibilitou o entendimento de algumas das principais funções cerebrais, além de enriquecer debates em sala de aula, que favoreceram uma reflexão crítica e embasamento teórico capaz de oferecer recursos para a produção de textos e realização de pesquisas sobre temas relacionados. No acesso aos laboratórios, para as aulas práticas monitoradas pelos mestrandos e doutorandos do IIN-ELS, os alunos acompanhavam aulas sobre eletrofisiologia, manufatura de eletrônicos e de eletrodos utilizados nas pesquisas, neurofisiologia, Interface Cérebro-máquina, programação computacional, neurobiologia celular, neuroanatomia, biologia molecular e comportamento animal.


LABORATÓRIOS Os alunos desenvolviam atividades práticas nos laboratórios de: Eletrofisiologia - dedicado ao registro das atividades elétricas do cérebro de animais experimentais; Neurobiologia celular - dedicado ao processamento do tecido cerebral (preparação de lâminas e coloração histológica/imunohistoquímica); Neurobiologia molecular - dedicado ao processamento do tecido cerebral para análise molecular (genes envolvidos em determinado comportamento); Neuroengenharia - dedicado à manufatura de microeletrodos e desenvolvimento de aparatos utilizados em experimentos; Comportamento animal - dedicado aos experimentos comportamentais (observação e registro de determinado comportamento); Neuroinformática - dedicado às análises dos dados e simulações usando redes neurais.


ATIVIDADES COM MONITOR

Construção de modelo de olho humano em 3D, sob orientação do assistente de projetos. O material, composto por materiais recicláveis, apresentou as estruturas componentes do olho e dos fotorreceptores da retina e sua função na transdução da fonte luminosa em sinal eletroquímico, enviado ao cérebro (lobo occipital) para a formação e compreensão da imagem.


CENTRO CIRÚRGICO

Aula prática sobre implantação de eletrodos para registro de atividade neuronal.

COMPORTAMENTO ANIMAL

Aula sobre análise comportamental de camundongos para estudo de Parkinson.


NEUROBIOLOGIA CELULAR

Aula prática sobre preparação e coloração de lâminas com tecido cerebral.

NEUROBIOLOGIA COMPUTACIONAL

Aula de análise de dados e sinais neurais.


NEUROELETROFISIOLOGIA

NEUROIMAGEM

Alunos recebem instruções sobre as técnicas de eletrofisiologia.

Alunos analisam lâmina com corte cerebral com o auxílio de microscópio.


NEUROENGENHARIA

Aula de eletrônica e de manufatura de microeletrodos, para posterior aplicação em experiências com interface cérebro-máquina.


REALIDADE VIRTUAL

Aula de introdução a visualização 3D e a realidade virtual.


O Programa Cientistas do Futuro teve como foco oferecer uma proposta pedagĂłgica de carĂĄter libertador, para que os alunos pudessem se posicionar crĂ­tica e responsavelmente frente aos opressores da pedagogia das classes dominantes, em favor daqueles que defendem uma sociedade mais justa e menos desigual.


Conteudos abordados educacao cientifica


Com foco no trabalho de educação que possibilitava a aprendizagem dos conhecimentos e metodologia científicos, o Programa Cientistas do Futuro aplicava um conteúdo programático capaz de fornecer o embasamento necessário para a compreensão e interpretação das pesquisas científicas desenvolvidas acerca da tecnologia interface cérebro-máquina.


introdução neurociência

interface cérebro-máquina

aulas práticas

Doenças neurológicas do Sistema Nervoso Central - SNC e Sistema Nervoso Periférico – SNP Atlas cerebral de rato, camundongo e sagui Receptores Sensoriais: tipos de receptores e terminações nervosas associadas Sinapses, Potencial de ação e Neurotransmissores Sistema Endócrino (substâncias transmissoras - hormônios) Sistema Nervoso Periférico (SNP) e Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Sistema Nervoso Central - SNC - áreas cerebrais Prática e teoria de Eye Tracking Sistemas Neurais e processamento do sinal através do Potencial de Ação (PA) Controle Motor Prática e teoria de EEG Manufatura de microeletrodos: gabarito; colocação de fios; soldagem pcb-conector; passagem de prata líquida; matriz Prática do Standing (estabilização postural para pacientes lesionados na região medular) Prática e teoria do equipamento Zero G (marcha com sustentação) Prática com o robô Thymio Prática sobre técnica de eletrofisiologia Prática com o equipamento Lokomat (marcha robótica) Prática com o Phantom Omni Prática de cortes histológicos do cérebro de sagui no criostato Prática de imunohistoquímica (1° etapa: anticorpo 1° TH - cabra + Solução Bloqueadora) Prática de imunohistoquímica (preparo de soluções - KPBS) Prática de Free Flot e de soluções utilizadas na histologia/histoquímica Prática de histologia/histoquímica com cresil violeta (coloração de Nissl) e de microscopia Microscopia confocal Introdutória de Programação e prática com a Torre de Hanói Programação com Scratch (Animações, Torre de Hanói, Jogos, Calculadora) Programação com o Arduíno Craniotomia no centro cirúrgico: formação das janelas e retirada do crânio (casca ovo de galinha) Craniotomia no centro cirúrgico: retirada da dura-máter (membrana interna da casca do ovo)

órgãos e sistemas

Sistema Límbico Sistemas Respiratório e Circulatório: fisiologia do pulmão e do coração Sistema digestório: fisiologia do estômago e intestino relacionado ao sistema nervoso Órgãos do sentido: olfato, paladar e audição Óptica da visão e funções da retina

diversos

Comportamento Animal: desenvolvimento e evolução/ indivíduo, meio e sociedade, etologia vs behaviorismo Histologia Biossegurança Programação (analógico/digital) e partes do computador


Através das atividades propostas no dia a dia, acompanhamos a evolução de cada aluno com relação à escrita, por meio da produção de textos científicos; observamos o progresso na forma de questionar suas dúvidas e expressar suas opiniões em sala, permitindo que os demais colegas participassem de um debate que atribuiu um ganho coletivo de ideias e de grande produção intelectual.

métodos de avaliação

Durante a realização das atividades, os alunos contextualizavam a utilização da neurociência no cotidiano, através de trabalhos realizados em sala e nos laboratórios, de forma manual com a produção de cartazes e maquetes, ou textos digitalizados, que puderam ser expostos e apresentados ao público, na Mostra de Trabalhos e na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. As habilidades e autonomia para utilizar os espaços do Centro de Pesquisa e os equipamentos de forma adequada, a fim de compreender o objetivo de sua utilização e importância, também eram critérios avaliados pelo programa, bem como o envolvimento dos alunos em atividades que necessitam utilizar equipamentos de informática e laboratório, observando o cuidado e o entendimento de sua finalidade.


“Educação é mais do que ensino. É preciso passar do ensino a educação, dos programas aos planos de vida. Pensar e fazer uma escola que seja educadora do povo.” M. M. Pistrak


OFICINA DE CIENCIA E COMUNICACAO


A Oficina de Ciência e Comunicação discute toda a estrutura que envolve a Comunicação Social, bem como sua relação com a ciência, o papel de cada aluno como emissor e receptor nesse processo, e da apropriação do uso das tecnologias.

A partir desses conhecimentos, os alunos tiveram a oportunidade de assimilar criticamente os meios de comunicação ao redor, para que pudessem intervir na comunidade em que vivem, valorizando as suas ideias e percebendo a importância do olhar e ouvir atento, a si e ao outro.


Associada à Educação Científica, a Oficina de Ciência e Comunicação era frequentada duas vezes na semana, no intuito de estimular a busca por novos conhecimentos, além de propor aos alunos exercícios de abordagem específicas, como “ter consciência do que sabem” e “aprender a expressar o que sabem”. Com isso, a Oficina de Ciência e Comunicação pretendia: Que os alunos aprendessem a selecionar, interpretar e analisar informações criticamente a partir da compreensão do que são os meios de comunicação desde a sua estrutura, a tecnologia que os envolve até o papel de cada um como participante desses processos.

Desenvolver a escrita, a oralidade e a organização das ideias a partir dos registros compreendendo a importância destes para a comunicação.

Desenvolver produtos midiáticos relacionando conteúdos trabalhados nas demais oficinas dos Centros de Educação Científica e no IIN-ELS.

Investigar a forma como a ciência é abordada pela mídia e como os alunos poderiam conceber a sua inclusão nas produções da oficina.

Que os alunos aprendessem a selecionar e interpretar as mensagens produzidas pela comunicação de massa.


É significativo desmistificar o papel onipresente da mídia, dialogar sobre ela para estimular o interesse em nossos alunos e alunas em fazer uso dos processos dos meios de comunicação social, despertando, com isso, novos olhares.


conteudos abordados oficina de ciencia e comunicacao


Monitorados e orientados por um profissional da área de comunicação, os alunos que integraram a Oficina de Ciência e Comunicação produziram materiais relacionados a temas que envolviam a sociedade e a sua ligação com os veículos de comunicação em massa. Essa produção só foi possível graças à relação entre educação e comunicação - a chamada Educomunicação - que permitiu aos alunos desenvolverem ações comunicativas no ambiente escolar, utilizando ferramentas que possibilitavam a expressão de ideias, por meio de jornais impressos, programas de rádio e recursos fotográficos. Os planos de aula foram pensados e avaliados a fim de levantar questões que serviriam de fundamento para os alunos iniciarem suas pesquisas e, a partir de então, desenvolverem seus conteúdos midiáticos.


comunicação e sociedade

rádio

estrutura dos meios de comunicação

internet

O que é comunicação? Como ela atua em minha vida e na sociedade? Como usar a comunicação para beneficiar minha comunidade?

Onde, como e por que inventaram o rádio? Decibelímetro e frequência AM/FM O rádio no mundo e história do rádio no Brasil Analisar dados estatísticos sobre a utilização do rádio e da TV pela população brasileira Linguagem radiofônica Jingle, vinheta, spots, assinatura e testemunhal Produção de áudio: locução e gravação Pós-produção: operação de áudio, sonoplastia, edição, efeitos sonoros

Tipos de meios de comunicação (jornais, revistas e periódicos, rádio, TV, vídeo, internet, cinema) Diferença da linguagem usada no Jornal, Rádio, Televisão e Internet O papel do comunicador na sociedade Ética na comunicação

História da internet; a internet como espaço de memória Como a internet chega ao computador? Tecnologia analógica e digital – código binário A língua portuguesa na internet As variações linguísticas e ortográficas ocasionadas pela internet Os movimentos sociais e políticos na internet A divulgação da ciência e a interatividade digital O jornal impresso vai acabar? Criação do blog da Oficina de Ciência e Comunicação


Qual a relação com a sociedade? Linguagem jornalística Jornalismo on-line Jornalismo Literário Gêneros Jornalísticos Opinativos: a crônica, o editorial e o artigo Informativos: a notícia, a nota, a reportagem e a entrevista Produção de nota, notícia, reportagem e entrevista História da Fotografia Componentes da máquina fotográfica Linguagem fotográfica Fotojornalismo Diferença entre câmera analógica e digital Fotografia e Cinema de Animação O que é mídia? Histórico da relação Mídia X Políticos A mídia como instrumento político A mídia na Ditadura Militar A mídia como o quarto poder Influência da mídia nas Eleições História da Publicidade Pesquisas quantitativas ou qualitativas Capitalismo, Consumismo, Meio Ambiente Neuropropaganda Linguagem publicitária Slogans e jingles A matemática na publicidade: a persuasão em números Publicidade enganosa e abusiva Código de Defesa do Consumidor Legislação Publicitária Personagens nas publicidades: representação negra e homoafetiva Espectro de luz e os valores das cores

meios de comunicação

fotografia

mídia e política

publicidade e propaganda


resultados e producao


A aquisição de conhecimento propiciou aos jovens cientistas o compartilhamento de suas experiências com todos ao redor. Mais do que expor as competências adquiridas, as mostras de trabalho, exposições e, até mesmo a participação em simpósios de neurociência, fizeram com que a experiência fosse, de fato, completa e contextualizada. As apresentações ajudaram, inclusive, nas atividades cotidianas, possibilitando

ganho de confiança e segurança no ser e no falar. O Programa Cientistas do Futuro transformou o simples em algo rico de sabedoria, capaz de contribuir na autoestima e, assim, abriu portas para o futuro desses jovens. Todo o conhecimento adquirido servirá como ensinamento para a vida, pois a ciência se aplica em qualquer área do conhecimento humano.

“Todo esse conhecimento científico adquirido é muito importante para os nossos alunos terem como base para muitas outras atividades futuras que eles venham a desempenhar na vida”. André Luis Guedes de Sousa Assistente de Projetos 2015-2017


MOSTRA DE TRABALHOS

A convite do Instituto Santos Dumont de Ensino e Pesquisa, realizador do evento, os alunos do Programa Cientistas do Futuro participaram da Mostra de Trabalhos desde 2010. E, a cada ano, adquiriram mais confiança e expressividade nas suas apresentações. Por ser aberto ao público, o evento tornou-se conhecido pela forma participativa dos visitantes, além de promover a disseminação do conhecimento adquirido.


Durante a última participação na Mostra de Trabalhos, realizada em junho de 2017, os alunos apresentaram alguns dos trabalhos desenvolvidos durante o projeto. Sob os temas ‘Estudo do Processamento Histológico do Sistema Nervoso Central de Ratos’; ‘A Linguagem do Scratch e da Plataforma Arduino para Aprendizado Simples e Divertido’; ‘Aplicação da Programação com Algoritmos Usando os Comandos do Scratch com o Thymio’, os alunos exibiram as atividades em forma de painéis explicativos e demonstração de dispositivos desenvolvidos por eles, como o sensor que detecta obstáculos, por meio de um programa computacional no Arduino. A informação do sensor de distância se transforma em sinais de aviso (tátil com motor, sonoro com transdutor, e luminoso com LED). Este sistema, totalmente desenvolvido pelos alunos, foi testado em diversas partes do corpo como forma de auxílio para detecção de obstáculos e orientação espacial para deslocamento em ambientes sem luminosidade ou mesmo para uma pessoa com deficiência visual.


SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Promovida em todo o Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio do Departamento de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (DEPDI/SECIS), a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT – tem o intuito de aproximar e divulgar a produção científica no país. O Programa Cientistas do Futuro participa todos os anos, expondo conteúdo científico e apresentando diversos temas que unem teoria e prática, contextualizando a pesquisa e gerando grande aceitação do público visitante.


Sob o tema “Estudo teórico e prático da construção de matrizes de microeletrodos para implante no motor primário (M1) de ratos”, os alunos do Programa Cientistas do Futuro apresentaram, durante o II Simpósio de Neuroengenharia, em 2016, a metodologia utilizada na produção das matrizes e como ela pode ser futuramente aplicada em experimentos de registro de atividade elétrica neuronal com animais.

SIMPÓSIO DE NEUROENGENHARIA

André Luiz Guedes de Sousa (esq.) e os alunos Savio, Dayane, Jhonnys Mackenzy, Kelliene, Josevânia, Amanda, Gabriel e Isabel.

O Simpósio de Neuroengenharia, organizado pelo Instituto Internacional de Neurociências – Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), conta com a participação da comunidade científica, pesquisadores, professores e alunos do ensino médio, no intuito de promover as pesquisas e estudos científicos de neuroengenharia, compartilhando conhecimento e difundindo, no cenário internacional, o Rio Grande do Norte como grande polo em pesquisas da área.


Próximo às eleições municipais de 2012, os alunos realizaram uma reportagem sobre o que as pessoas sabiam ou pretendiam com as propostas dos candidatos a prefeito, voltadas para os problemas ambientais da cidade. Como gancho da matéria, foi realizada visita à COOPCICLA, uma cooperativa de agentes de reciclagem.

COMUNICAÇÃO IMPRESSA E MÍDIAS AUDIOVISUAIS Reunindo dados acerca de um levantamento realizado entre jovens, adultos e idosos a respeito do que sabem sobre a história de Natal e o significado de palavras utilizadas na linguagem da cultura potiguar, os alunos do Cientistas do Futuro produziram um fanzine – espécie de publicação independente feita à mão para a divulgação da pesquisa com a população.

Voltados para a prática da elaboração de roteiros, e, por consequência, a produção de reportagens e material jornalístico, os trabalhos da Oficina de Ciência e Comunicação abordavam temas relacionados à política, meio ambiente e sociedade. Os alunos, por sua vez, além de se aproximarem do universo midiático, ainda exercitavam o poder da crítica e refletiam sobre assuntos relevantes do dia a dia.


CURTAS-METRAGENS Abordando diferentes tipos de preconceito presentes na sociedade, os alunos desenvolveram três ensaios poéticos em formato de curta-metragem: Metanoia: vídeo que demonstra o preconceito racista; Diário de um Transexual: vídeo que retrata o preconceito homofóbico; Nordestinando: vídeo que retrata o preconceito gerado pela xenofobia. Com o tema surgimento do cinema, os alunos produziram outros quatro curtas “Máquina da Imaginação”, “Movimentando o Futuro”, “Viagem pelo Cinema” e “O Projeto”, todos eles ligados à história dos irmãos Lumière. Para isso, aprenderam sobre a linguagem cinematográfica - ângulos de câmera, movimentos e planos de filmagem - e deram início a pré-produção, com roteiro e a decupagem das cenas. Depois, partiram para a produção, pós-produção, com efeitos, músicas, entre outros detalhes na edição do vídeo, que foi editado nos moldes do cinema mudo. STOP MOTION SOBRE O RACISMO Durante a produção, cada turma fez um roteiro, escolhendo situações que representassem uma forma de racismo. Com essa proposta, foram criados os personagens com massinha de modelar e feita a sequência de fotos. No final, houve a edição e montagem do vídeo pelos próprios alunos.


INCEMAQ programa cientistas do futuro

Os alunos produziram artigos sobre a influência da cultura virtual na vida das pessoas. A seguir, o texto elaborado pelo aluno David Hudson, publicado no blog da Oficina de Ciências e Comunicação:

Internet: um vício alienante Nesses últimos anos, as pessoas estão cada vez mais criando o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo, principalmente depois que surgiu uma ferramenta bastante eficaz: a internet. Porém, como toda inovação, a internet tem seus males, e pessoas chegam a dividir suas vidas em duas: vida real e virtual. Uma das diversões preferidas dos jovens são as redes sociais. Um espaço no qual eles interagem com todo o mundo. Com isso as pessoas se alienam, mentem. Passam por indivíduos que não são, só para ganhar fama nesse meio. As redes sociais estão influenciando diretamente no nosso dia a dia. Dificilmente você vai ao shopping e não ver vários jovens manuseando aparelhos eletrônicos, como celulares, e deixando de lada a conversa falada cara a cara. Afinal, tudo demais vicia. Internet é algo que foi feito para todo mundo, mas não podemos nos alienar. Temos que saber dosar, usar com cautela. Não deixar que o seu perfil em uma rede social divida você em duas pessoas completamente diferentes. Temos que usar a internet em nosso benefício, adquirindo conhecimento que verdadeiramente seja útil para nossa vida. Quebre as correntes do vício! Seja livre e não manipulado pela internet.


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INCEMAQ

INCEMAQ

CONTEĂšDO IMPRESSO A MOSTRA EM ROBĂ“TICA

Natal/RN, Novembro de 2010

por Sabrina Lima, Jhons Phyllyppe e Fernanda Silva

Durante os estudos sobre jornal

O trabalho nos bastidores

impresso, os alunos aprenderam

O

VDOXQRVGR&HQWURGH(GXFDomR&LHQWt¿FD da Escola Alfredo J. Monteverde da unidade Natal, falam sobre suas expectativas e preparaçþes para a Mostra de 2010. Um dos trabalhos mais abordado Ê o sensor de ågua. A aluna Rayssa de Araújo diz que o sensor serå muito importante para sabermos como parar o nível de ågua depois do limite alcançado. AlÊm disso, outro trabalho DERUGDGRQDR¿FLQDpDERPEDGœiJXDTXHVHUYHSDUD transportar a ågua de um lugar para o outro com mais facilidade. O professor cordenador Itamar Bezerra fala que um dos trabalhos jå escolhido para mostra serå o R¿FLQDQHVVDPRVWUDpTXHVHXVWUDEDOKRVVLUYDPSDUD SODQL¿FDGRU GH VLQDLV GH 79 SRUTXH HOH VHUYH SDUD ajudar na evolução e na facilidade na robótica no nosso melhorar a qualidade da imagem. A expectativa da dia-a-dia.

Dora Montenegro fala sobre seu trabalho nos bastidores do projeto

por Arlyson Câmara

sobre parte da diagramação e toda a confecção de um periódico. Trabalhos como reportagens, enquetes e notícias foram

estudados em sala de aula, para,

ARTIGO DE OPINIĂƒO

A MĂ­dia e suas belezas fundamentais posteriormente, surgir o Jornal Incemaq.

RĂ DIO

Por Gyselle Marie

O

Brasil ĂŠ um paĂ­s tropical e, como todo faz jus a fama. suas belas praias, mulheres “corpo violĂŁoâ€?, pernas torneadas e bronze muito bronze. Quem nĂŁo quer ter um corpo sarado “modeloâ€?? No Brasil se vende beldades, mas serĂĄ que tudo isso vale a pena? A mĂ­dia transmitir o que ĂŠ aparentemente perfeito. A ditadura GDFKDSLQKDFDEHORVOLVRVGHVÂżOHVGH grife. Quem darĂĄ o maior lance, ou serĂĄ sem roupa? Preciso urgente de uma drenagem linfĂĄtica, um pouco de botox, preenchimento sobre a sobrancelha; realçar o olhar. Hoje em dia tudo se resolve, por que ser feio, se vocĂŞ

A

educadora Dora Montenegro, 71 anos de idade, desde 2005 trabalha no projeto. mudou-se para natal em janeiro de 2007 e desde entĂŁo trabalha diretamente no projeto.

Como foram seus primeiros dias no projeto? pode ser bonito? Basta apelar pra os recursos mais modernos. Mas nem todos tem acesso, serĂĄ que o sus cobre? NinguĂŠm se aceita mais. 9RFr SRGH PRGLÂżFDU WRGR R VHX corpo, basta nascer. Quem ĂŠ que vai querer cabelo crespo, ou sem seio, se vocĂŞ pode ter a boca de Angelina Jolie, ĂŠ os seios de PĂĄmela Anderson? Basta pagar. Ou melhor manda um vĂ­deo, assim jĂĄ entra no BBB e ainda de quebra, ĂŠ capa de novembro da PLAYBOY. Expor o corpo na televisĂŁo sem o menor pudor ou censura, transparecendo uma ideologia de beleza. Mas serĂĄ que essas pessoas sĂŁo felizes? HĂĄ quem diga que mulher bonita tem de tudo, fama, dinheiro, homens lindos. O que

Programação, edição, entrevistas, pautas, spots. Enfim, diversos conteúdos que compþem o universo do dia a dia de uma estação de rådio foram desenvolvidos pelos alunos do Programa Cientistas do Futuro, nas atividades relacionadas à Oficina de Ciência e Comunicação. Os alunos produziram desde a programação musical, passando por pesquisas sobre movimentos musicais brasileiros, como Hip-hop, Tropicålia, Reggae, Forró, AxÊ Music e Mangue Beat, atÊ a transmissão de mensagens de efeito, como por exemplo,

pode uma pessoa mais querer? NĂŁo precisa nem pensar bastar tirar a roupa e rebolar pra levantar a audiĂŞncia. Acredito que levantarĂĄ outra coisa: a insatisfação consigo mesma. Para ser feliz nĂŁo precisa sĂł ser bonito! Tem que se amar, se aceitar ĂŠ encarar de frente, sem precisar ultrapassar seus limites. Por que toda essa obsessĂŁo, por um corpo perfeito? NinguĂŠm mais quer ser si mesmo, com sonho de atingir realizaçþes pessoais e as idealizaçþes que pode trazer o culto do prĂłprio corpo, como uma obra meramente simĂŠtrica de Michelangelo. Como diz VinĂ­cius de Moraes: “Me desculpem as feias, mas beleza ĂŠ fundamentalâ€?. E eu pergunto: SerĂĄ?

3ULPHLUDPHQWHHVFUHYHQGRRSURMHWRGHHGXFDomRFLHQWtÂżFDEXVFDQGRUHFXUVRV para seu funcionamento, alugando o prĂŠdio em Natal e fazendo sua reforma, FRPSUDQGRRVHTXLSDPHQWRVFRQWUDWDQGRRVSURÂżVVLRQDLVFRQYLGDQGRRVDOXQRV GDVHVFRODVS~EOLFDVGHQDWDOSDUDSDUWLFLSDUGRSURMHWRGHLQLFLDomRFLHQWtÂżFDp iniciando as aulas.

Como ĂŠ trabalhar nos bastidores desde projeto?

É viver uma experiência que se renova o cada momento, principalmente TXDQGR SHUFHER QD SUiWLFD R TXDQWR QRVVRV DOXQRV VH EHQH¿FLDP GRV WUDEDOKRV GHVHQYROYLGRVHPQRVVRVFHQWURVGHHGXFDomRFLHQWt¿FD

Qual a maior dificuldade que enfrentou atĂŠ aqui no projeto?

$PDLRUGLÂżFXOGDGHpFRQVHJXLUUHFXUVRVSDUDRIXQFLRQDPHQWRGRSURMHWR

Qual o reconhecimento de trabalhar aqui?

Muito grande. Sinto-me uma pessoa privilegiada por ter a oportunidade de participar diretamente desse projeto.

EDITORIAL Se fosse escolher uma palavra para descrever o Jornal INCEMAQ seria democracia. Foi democraticamente, por votação, que os alunos escolheram o nome do jornal. Foi democraticamente, que na ausĂŞncia de vagas para todos, o sorteio seria a Ăşnica maneira de dar igual oportunidade a pessoas tĂŁo GLYHUVLÂżFDGDV SRLV FRPR disse o sociĂłlogo portuguĂŞs Boaventura, em ocasiĂŁo de entrevista, “temos direito de ser iguais quando a diferença nĂŁo inferioriza e direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracterizaâ€?. E para atendermos o direito de seres iguais e o direito a educação, ĂŠ que tentamos e conseguimos aumentar o nĂşmero de vagas para que todos os interessados em participar do projeto “Cientistas do Futuroâ€?, do qual hoje esse jornal ĂŠ fruto, tivessem a oportunidade. Segue nas pĂĄginas seguintes o trabalho de 18 jovens mentes, que estĂŁo no inĂ­cio da busca incessante pela informação e o conhecimento, espero que vocĂŞs aproveitem.

Deise Alves

sobre os riscos do uso de anabolizantes. A programação ia ao ar durante as manhãs e as tardes das segundas e terças-feiras; assim, organizados em grupos, os alunos desenvolviam toda a pesquisa da pauta, redação e escolha musical dos programas que levaram os seguintes nomes: Conexão Sonora, Base do Saber, A Nossa Voz e Arte Musical. Dentre as aulas de locução, operação de mesa de som e regulagem de microfone, os alunos tiveram a satisfação de receber a visita de dois monitores da Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, Cearå. Com eles, os alunos aprenderam a desenvolver programação radiofônica, edição de åudios no computador e a preparar roteiros e entrevistas.


INTERCÂMBIOS E VISITAS IN LOCO

Em visita ao Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, os alunos viram a exposição ‘Atos de Memória: Tradição e Cultura do Povo Potiguar’, dividida em quatro módulos: ‘O mundo encantado dos folguedos e das danças tradicionais do RN’; ‘O mundo mágico, encanto e encantamentos de João Redondo’; ‘Saberes e fazeres do povo potiguar’ e ‘Atos de memória: arte, já é religiosidade do povo’. Apreciaram, também, obras de diversos artistas da cultura popular, como Dona Militana, que, mesmo sem saber ler e escrever, é considerada por muitos a maior romanceira do Brasil, e do poeta popular Xexéu, um dos maiores cordelistas do país.


Em 2013, os alunos do Programa Cientistas do Futuro visitaram a Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, localizada em Nova Olinda/Ceará, com o objetivo de trocar experiências com os estudantes e educadores da Fundação que, desde 1992, desenvolvem projetos na área de comunicação, memória, artes, turismo e arqueologia. Com o objetivo de apresentar aos alunos diferentes projetos educativos que possam enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, o intercâmbio entre as instituições resultou em um trabalho muito rico, em que foram produzidos programas de rádio, vídeo, e a visita ao Museu de Paleontologia, da Universidade Regional do Cariri e o Geopark do Araripe, o único do continente americano.

“A viagem à Fundação Casa Grande, junto com os alunos, com a proposta pedagógica da nossa escola e com minhas concepções de vida e de educação, ganhou um profundo sentido, quase que uma epifania. Posso dizer que a minha experiência no INCEMAQ marcou profundamente a minha história como educadora. Diante da projeção do projeto eu me cobrava muito para fazer o melhor possível, pela grande admiração que nutria pelo trabalho até então produzido pelos antigos professores e alunos.” Eloíza Nayara do Nascimento Coordenadora da Oficina de Ciência e Comunicação 2011 - 2014


Lucia, olhar a fundo

Visão da sala de robótica

FOTOGRAFIA

Arte despercebida

Geometria imperceptível

Mostra de Fotografias: através das técnicas aprendidas na Oficina de Ciência e Comunicação, os alunos puderam trabalhar as regras fotográficas por meio de olhares e capturas pelos corredores da escola, buscando mostrar nesta exposição fotos de lugares e situações que passam despercebidos.

Não percebemos, mas somos percebidos


Perspectiva forçada: enquadrando pontos de vistas diferentes, fazendo com que as imagens ficassem com tamanhos opostos ao real.

Controlando o tempo de exposição e a abertura da câmera, os alunos aprenderam a técnica do Light Painting, criando diversas figuras com a luz de uma lanterna.


Aprender a diferenciar a cultura de massa da cultura popular foi uma das atividades desenvolvidas na Oficina de Ciência e Comunicação. Esse estudo resultou em um ensaio fotográfico em que os alunos expressaram suas ideias através de frases de efeito, mostrando o quão importante é a valorização da cultura popular, para que não seja absorvida pela de massa.


depoimentos


Posso destacar dois momentos significativos durante o período que coordenei a Oficina de Ciência e Comunicação. Um deles, foi o encerramento da primeira turma em 2012, onde os alunos produziram um documentário relatando suas trajetórias no Centro de Educação Científica, sendo eles alunos desde a fundação da escola, em 2007. O documentário foi exibido na escola e o Prof. Miguel Nicolelis esteve presente nesse dia, o que emocionou os alunos e a todos. Outro momento marcante foi a realização de um estudo do meio com a segunda turma em 2014, na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda – CE. Estivemos lá durante uma semana, imersos na cultura local, aprendendo e trocando experiências acerca da educomunicação. Guilherme Augusto Lopes

Coordenador da Oficina de Ciência e Comunicação – 2011 a 2015

No Programa Cientistas do Futuro aprendi sobre o papel da neurociência como agente social. Tivemos diversas aulas para compreender o funcionamento do cérebro e como ele está totalmente ligado a todos os trabalhos do nosso corpo, desde levantar o dedo até a tomada de decisão. Aprendemos a montar eletrodos e entender todo o processo para mapear o cérebro de animais, desde o momento em que ele será acompanhado até o momento da implantação do eletrodo no seu córtex. Participar do programa me permitiu compreender o papel tanto da neurociência como da mídia na sociedade. Sem dúvida, foi um aprendizado que guardarei comigo, aplicando, sempre que possível, no meu cotidiano. Jhons Phyllyppe Paz Rodrigues

Egresso do Programa Cientistas do Futuro Atualmente, Johns trabalha na Escola Alfredo J. Monteverde


O programa foi de grande importância em minha vida, tanto em formação como cidadã, quanto como profissional. Através dele, tive experiências únicas, pois participei de experimentos no IIN-ELS junto às equipes científicas. Posso usar como exemplo a perfusão com os roedores, que foi uma experiência que me marcou bastante, devido ao alto grau de concentração e precisão no que foi proposto pelos nossos instrutores. Foi muito empolgante trabalhar na montagem dos eletrodos, além da disponibilidade do Prof. Miguel Nicolelis de nos acompanhar e explicar a funcionalidade de cada um, como eram implantados e fabricados. Depois de uma breve explicação de como funcionavam os experimentos e qual a finalidade de todos os processos (construção do eletrodo/ implantação no roedor/ a perfusão para manter as informações intactas/ coloração do tecido / análises, entre outros passos), nós focamos na produção dos microeletrodos; foi um trabalho minucioso feito através de microscópios, pois os fios eram tão finos quanto um fio de cabelo. Já na Oficina de Comunicação, desenvolvi muito minha expressão oral e a escrita, e aprendi a ver que as diferenças é que fazem as coisas serem especiais. Leidiane Giselly da Silva

Egressa do Programa Cientistas do Futuro Atualmente, Leidiane trabalha na Escola Alfredo J. Monteverde

Todo esse conhecimento científico adquirido é muito importante para os nossos alunos terem como base para muitas outras atividades futuras que eles venham a desempenhar na vida. Até para mim que não me vejo como um profissional completo, até porque nunca somos, e é importante podermos estar sempre em constante construção do nosso ser. Ainda vejo e percebo junto com os nossos alunos, também, como esses novos conhecimentos estão sendo importantes para o meu desenvolvimento profissional dentro deste projeto. E, dessa forma, acabo revendo meus conceitos e conhecimentos, e vejo que precisamos aprender sempre, cada vez mais e em conjunto, com todos, e que nunca estamos prontos. Mas que estamos sim, sempre, por toda a vida, em plena construção do conhecimento. André Luiz Guedes de Sousa

Assistente de Projetos do Programa Cientistas de Futuro - 2015/2017


ALUNOS PARTICIPANTES Ítalo Bruno Sousa S. dos Santos Jaisia Vale da Costa Jamerson Luiz do N. Lima Jhonnys Mackenzy Da S. Rocha Jhons Phyllyppe Paz Rodrigues João Vitor Gomes da Silva Josevânia Stefany O. da Silva Juliana Flória da S. Rêgo Kelliene Gurgel Leidiane Giselly da S. Freire Leonardo Santos da Silva Liliane Rafaela de Sa E. Silva Lucas Matheus S. Oliveira Maria Allice G. de Moura Maria Eduarda M. de Lima Maria Sther A. de Farias Nathália A. de Oliveira Pablo Diogo B. do Nascimento Rayssa Rodrigues dos Santos Renato Ivan Costa Silva Sabrina Lima do Nascimento Samara de Araujo Correia Savio Santos de O. Silva Thalyta Costa de Lima Wilker Silva de Medeiros Willamy Soares R. da Silva Willyanne Gomes de Lima

Amanda Pereira Freire Ana Paula Alves Barreto Anderson Paulo do N. de Lima André Max da Silva Arlyson Santos da Camara Carla Edigania da Silva Carlos Eduardo de A. Idalino Claudiane Ferreira de Morais Cleidiane de Oliveira Melo Clélia Moreira de Macêdo Daniel Lucas da S. Rodrigues David Hudson C. Damasceno Dayane Pereira Duarte Daynara Gomes de Oliveira Dayse Hemily C. Damasceno Elielson da Silva Bernardo Elinara Rodrigues de Lima Eloiza Rodrigues da Silva Eloyza dos Reis Barreto Emily Mariano F. da Silva Fernanda Christina P. da Silva Fernanda Marques S. de Melo Flávio Júnior da S. Santos Gabriel Rodrigues Barbosa Gyselle Marie de M. Sousa Hadenia Rodrigues Ferreira Isabel Gilmara D. Ribeiro

Programa Cientistas do Futuro em

NÚMEROS

2008 a 2009 planejamento e implantação do programa

2010

54

3200

2017

início das alunos horas ano de atividades participantes aproximadamente encerramento de curso do programa


AGRADECIMENTOS “Não acredito que vimos e aprendemos tantos conteúdos sobre neurociências. Parece que foi ontem que chegamos aqui”, Isabel Gilmara Dantas Ribeiro, aluna da última turma, em relato durante autoavaliação. A declaração de Isabel é uma entre muitas que o Programa Cientistas do Futuro reuniu nesses anos todos de trabalho científico-pedagógico. A importância da realização deste projeto pôde ser notada já nos princípios da sua implementação, mas, certamente, será no futuro que ele fará ainda mais diferença. Ao chegarem, tímidos e com pouco conhecimento sobre os assuntos relacionados ao cérebro, os alunos logo descobriram a importância da participação neste programa. Sabiam sobre a oportunidade e que ela poderia levá-los a um lugar que, certamente, estava muito além das páginas de livros. Durante esses anos, a AASDAP geriu o Programa Cientistas do Futuro através do apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ao INCT INCeMaq. Todo o resultado mostrado neste fotolivro – sem contar outros ganhos subjacentes, que não competia listarmos nesta obra - foi em razão de um trabalho realizado com bastante dedicação, por uma equipe comprometida, aliado ao apoio imprescindível do CNPq. Nossos agradecimentos àqueles que doaram seus conhecimentos a esses jovens, e o fizeram de maneira solícita, responsável e comprometida. Aos que, talvez, não tenham real dimensão do impacto do programa na vida de cada participante, saibam que é o semblante de vocês que eles levarão pela vida, seja no âmbito acadêmico ou em outra atividade profissional. Ter gerado possibilidades na vida desses jovens só aumenta o nosso grau de satisfação naquilo que pretendíamos cumprir. E cumprimos. É por isso que temos muito a agradecer a equipe da Escola Alfredo J. Monteverde, em especial à Dora Montenegro, e aos cientistas e colaboradores dos Centros de Pesquisa de Natal e Macaíba, em especial à Edgard Morya. Ao estimularmos esses jovens a sonhar e irem em busca de realizar os seus propósitos, também colocamos em prática o nosso direito de almejar um país mais justo e igualitário. E esse nosso grande desejo nasceu da utopia do presidente da AASDAP, o neurocientista Miguel Nicolelis, cuja contribuição científica de uma vida inteira foi fundamentada naquilo em que ele realmente acredita: que a ciência pode ser um poderoso agente de transformação social. Professor Nicolelis, que diante de sua inspiração contagiante, a AASDAP possa sempre percorrer caminhos que promovam a transformação de vidas. Sejam elas renovadas pela ciência, educação ou pela saúde. Agradecemos em nome de todos que puderam ser beneficiados pela sua coragem e dedicação. Que este não seja o final feliz de uma história, e sim, a construção de novos parágrafos, a serem escritos por aqueles que receberam, através deste projeto, meios capazes de mudar não só o próprio futuro, mas o de todo um país. São Paulo, julho de 2017.


Realização:

Apoio:

Este material foi produzido e impresso sob responsabilidade da Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa, em julho de 2017, na cidade de São Paulo/SP.

Cientistas do Futuro  

Fotolivro 2008-2017