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Informativo do Departamento Jurídico XI de Agosto e da Associação dos Amigos do Departamento Jurídico Ano 3, Número 25 - São Paulo, Março de 2009

De centenas de felizes calouros que todos os anos se m atriculam no curso de Direito da U niv ersidade de S ã o P aulo, m uitos deles tê m v ontade de atuar no Dep artam ento Jurídico no p rim eiro ano, m as som ente alg uns deles sã o selecionados. N esta é p oca do ano está ocorrendo a m udanç a do quadro de calouros do Jurídico. O s calouros de 2 0 0 8 , com andados p elos ex -diretores adm inistrativ os A ddas N ascim ento e José N eto, que já se tornaram v eteranos nas suas tarefas p assam o b astã o p ara os nov os coleg as, sup erv isionados p or Danilo C osta e Diana S ab a, enquanto assum em nov as funç õ es dentro do p ró p rio Dep artam ento Jurídico. P ara esta ediç ã o, conv idam os um calouro de 2 0 0 8 p ara contar sua ex p eriê ncia. O tex to escrito p or M ariana Duarte, p or isso, é p ub licado ao lado.

A A ssociaç ã o dos A m ig os do Dep artam ento Jurídico, dando um im p ortante p asso p ara a com em oraç ã o dos nov enta anos da assistê ncia jurídica acadê m ica de nossas A rcadas selecionou no m ê s p assado um h istoriador que realizará um trab alh o de p esquisa e docum entaç ã o h istó rica do Dep artam ento Jurídico X I de A g osto. O h istoriador é Dieg o G rola, que já p ossuía ex p eriê ncia em p esquisa sob re a h istó ria de instituiç õ es jurídicas. “ T rab alh ei durante dois anos em p rojeto de m em ó ria insti-

F ui caloura do DJ em 2 0 0 8 , trab alh o que finalizei recentem ente. O calouro do DJ, em linh as g erais, é aquele que p rop orciona um p rim eiro atendim ento à queles que ch eg am ao X I de A g osto. M inh a ex p eriê ncia nã o se lim itou ao ap rendizado de p ráticas jurídicas, o que, p or si só , já teria sido recom p ensador. P osso afirm ar que a cada ajuda fornecida no tem p o em que estiv e lá, receb i um retorno m uito v alioso: ap rim orei-m e enquanto ser h um ano. F oi um p eríodo de am adurecim ento, quando ap rendi a ouv ir tudo aquilo que as p essoas tê m a dizer. E m ocionei-m e com a h istó ria de v ida de m uitos, p rop orcionei esp eranç as a estes, sab endo que o X I é cap az de sup rir m uitas ex p ectativ as. E ncam inh ei-os p ara estag iários, p ara audiê n-

cias, p ara outro local onde sua reclam aç ã o p ossa ser acatada e lev ada adiante. Já tinh a consciê ncia de que eu, sozinh a, nã o sou cap az de resolv er nenh um dos p rob lem as do m undo, m as dep ois dessa ex p eriê ncia tenh o a certeza de que quando calouros, estag iários, v areiros, diretores, coordenadores e colab oradores se juntam , oferecendo o m elh or de si, som os sim cap azes de p rop orcionar dig nidade à s p essoas que ch eg am a nó s em b usca de um am p aro nã o som ente jurídico, m as tam b é m social e p sicoló g ico. T rab alh am os em equip e, num trab alh o de coop eraç ã o incessante. É nesse am b iente que b uscam os um fim com um : o acesso à justiç a. A credito na justiç a p orque a v ejo acontecer cada v ez que ch eg o ao 1 7 º andar do E difício

Jurídico. T enh o org ulh o de todos os m eus coleg as dejotianos, tenh o um a p rofunda adm iraç ã o p or aqueles que v ã o ao DJ lutar p elos seus direitos, tenh o, ainda, org ulh o de m im p or ter sido caloura do DJ e p or ter tido a op ortunidade de conv iv er de p erto com todos esses seres, desculp em a redundâ ncia, dotados de um a h um anidade sem fim . S ou feliz p or continuar no X I, este ano com o v areira, o que m e p ossib ilita continuar a ajudar nossos assistidos de outra form a que nã o esse p rim eiro contato. O X I de A g osto é m ais do que um a entidade que fornece assistê ncia jurídica g ratuita. O X I é um p ouco do que som os, e é essa a p arte m ais nob re que h á em nó s.

tucional junto à F aculdade de Direito da U S P . A lé m disso, desenv olv i trab alh o de Iniciaç ã o C ientífica sob re o edfício da m esm a F aculdade” , ex p licou Dieg o. Dieg o acab ou de concluir a g raduaç ã o em H istó ria p ela F F L C H U S P e form ou-se no ensino m é dio no C entro F ederal de E ducaç ã o T ecnoló g ica de S ã o P aulo, escola na qual estudaram tam b é m , dentre outros, os estag iários H am ilton K unioch i, É rik a A b e, R enan Q uinalh a, A ndré C arv alh o, P aulo Y am a- Dep artam ento Jurídico em 1 9 8 7 , antes da reform a, na atual sala dos m oto e A na C arolina B ianch i: só estag iários. M ande sua foto p ara esta seç ã o: am ig os@ djonzedeag osto.org .b r g ente b oa!


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2 - O D EF E NS O R. M A R ÇO DE 200 9

s nov os calouros já estã o circulando p elos nossos corredores, com toda a â nsia e curiosidade p ró p rias dos calouros franciscanos, e nesse ano, com um a nov idade: b ib liotecários m ais felizes! S im , p ois eles tam b é m p oderã o trab alh ar nas ativ idades de frente, alternadam ente entre si, de quinze em quinze dias. A diretoria do Dep artam ento Jurídico p ede a

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todos esp ecial atenç ã o com esses nov os ing ressantes, sendo de v ital im p ortâ ncia a ajuda de cada estag iário p ara que o trab alh o no DJ seja o m ais interessante p ossív el e a ex p eriê ncia de estág io desses calouros seja p rov eitosa (e duradoura!). S eg undo o diretor p residente F ernando B ezzi, na m edida do p ossív el, os estag iários sem p re dev em se oferecer p ara sanar dú v idas e ex p licar os casos aos coleg as do p rim eiro ano. O atendim ento de orientaç õ es junto aos calouros tam b é m é altam ente recom endáv el, desde que fora dos h orários de p ico do atendim ento da frente.

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uando receb i o env elop e do DJ em casa, log o ap ó s p assar na F uv est, já m eti o C D no driv e, com toda m inh a â nsia de calouro, p ap ai e m am ã e do lado, p ara assistir ao v ídeo institucional que os calouros sem p re receb em . A ssistim os em fam ília. A p ó s o final, p ap ai: “ A ndré , querem que v ocê trab alh e de g raç a...” ; e eu: “ P ai, eu nã o lig o...” . N ã o teria com o lig ar, p orque eu já estav a ap aix onado! M eu p rim eiro ato com o franciscano m atriculado foi a inscriç ã o no p rocesso seletiv o do DJ. R ecé m ch eg ado do interior, m eio acuado, m eio sem jeito, foi fazer m inh a entrev ista: m andei m uito m al! N ã o saía nada alé m de uns “ ã ã h n....” , “ sim ...” , “ nã o...” , “ talv ez” ... E ntã o, receb i um telefonem a m uito sem -g raç a dizendo que eu nã o tinh a sido selecionado. N em p ara v oluntário. F iquei b astante b rav o e um p ouquinh o ofendido. Dep ois, descob ri que m ais calouros nã o selecionados tam b é m se sentiam assim . Daí, com um p ouco de p esar, resolv i fazer outra coisa da v ida, e saí p eram b ulando em b usca de estág ios. U m ano se p assou e eu, nã o m ais calouro, já estav a estab elecido em outro estág io, quando m e contaram sob re a p ossib ilidade de eu estag iar no DJ com o “ v areiro” . A quela v ontadezinh a de DJ contida desp ertou de

nov o, e eu fiz a inscriç ã o p ara a nov a funç ã o. Dessa v ez, tinh a lista de esp era. U m , dois, cinco m eses e eu ainda nã o tinh a sido ch am ado. F oi quando, no m eio do ano, m e lig aram : “ A ndré , v ocê está disp onív el p ara v areirar nas fé rias?” . A ceitei de p ronto! Q uatro m eses dep ois, tornei-m e p lantonista, ap aix onei-m e p elos casos e fui cada v ez m ais estreitando m eus laç os com a entidade. H oje, ing ressando no 4 º ano, dedico todo o m eu tem p o fora da faculdade ao DJ, p or am ar dem ais tudo isso e p or todo o ap rendizado que ele m e p rop orciona. M as onde eu quero ch eg ar com isso? C alourinh o (a), se v ocê se identifica com o trab alh o desenv olv ido p elo DJ, se v ocê tem essa v ontade de retrib uir seu tem p o em fav or dos p ouco fav orecidos, N Ã O DE S IS T A ! H oje eu entendo que aquela p rim eira recusa nã o era p essoal; o DJ de fato nã o tinh a com o com p ortar os 2 0 0 calouros inscritos, e nem com o ab sorv er os m ais de 1 0 0 v areiros inscritos na é p oca. IN S IS T A , é essa insistê ncia dos alunos em quererem p articip ar que m anté m o DJ v iv o. M ais cedo ou m ais tarde, o DJ p recisará de v ocê e de toda a sua v ontade. V ocê tem m uito a ap render e m uito a v iv er no DJ; é um a g rande escola e um g rande lar.

é uma publicação mensal do Departamento Jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e da Associação dos Amigos do DJ Praça João Mendes, 62 - 17º andar — São Paulo, SP - CEP 01501-902 - Brasil Tel/Fax 55 11 3107-1932 E-mail: diretoria@djonzedeagosto.org.br

A A ssociaç ã o dos A m ig os do Dep artam ento Jurídico X I de A g osto receb eu dois e-m ails de p essoas que estã o p rocurando reencontrar am ig os que foram estag iários do Jurídico no p assado. Internauta que se identificou com o “ T ang o F ox ” (tang ofox @ b ol.com .b r) está querendo retom ar contato com A ndré L uiz T ew fiq, que foi seu p rofessor na A cadep ol.

O liv ier B arriere (oliv ier.b arriere@ m p l.ird.fr), do Institut de R ech erch e p our le Dé v elop p em ent (IR D), diretam ente de M ontp ellier, F ranç a, p rocura inform aç õ es sob re seu v elh o am ig o A lv aro L uiz V alery M irra. S e v ocê p uder ajudar, entre em contato com a A A DJ (am ig os@ djonzedeag osto.org .b r) ou diretam ente com os interessados.

DIRETOR PRESIDENTE Fernando Mangianelli Bezzi

DIRETORES DE ASSUNTOS EXTERNOS André Luis Bergamaschi Christine Seung Hee Park Giordano Morangueira Magri

DIRETOR SECRETÁRIO-GERAL Renato Pais Lopes DIRETORES TESOUREIROS Caio Godeguez R. Coelho Raissa Carla B. de Souza DIRETORES ADMINISTRATIVOS Danilo Miranda Costa Diana Tognini Saba DIRETORES DE ESTÁGIO Brenda Castor Teles Souza Camila Rozzo Maruyama Daniel Moraes Freire

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EDITOR RESPONSÁVEL Hamilton Kuniochi REPORTAGEM André Bergamaschi

PRESIDENTE Otavio Pinto e Silva

SEÇÃO DE NOTÍCIAS BREVES Hamilton Kuniochi (interino)

DIRETORES SECRETÁRIOS Rodrigo Ribeiro de Sousa Sérgio Salomão Shecaira

IMAGENS E FOTOGRAFIAS Arquivo DJ

DIRETORES Hamilton Kenji Kuniochi Thalita Ap. Sanção Tozi Bruno Redondo Daniel Nunes Caseiro

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O Defensor nº 0025