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E-agora? Empresas do século XX, profissionais do século XXI - Setembro 2010 seu ambiente de trabalho e é vetado por seus superiores possivelmente se tornarão concorrentes. Aqui se encontra um perigo, pois em um mercado cada vez mais dinâmico que exige constantes atualizações de gestão, novos equipamentos tecnológicos e projetos mais criativos, ter um concorrente potencialmente inovador coloca em risco a sua posição na empresa. Claro que cada área tem o seu avanço, algumas são mais pioneiras do que outras. Gosto de citar o caso Bill Gates e Steve Jobs, que na década de oitenta eram dois jovens empreendedores que para as empresas não possuíam muito valor, porém hoje enxergamos a importância deles. Eles amadureceram, e como é comum se acomodaram, atualmente vemos empreendedores como os jovens do Google esquentando as cabeças dos veteranos com produtos novos. Uma situação que aconteceu com eles anos atrás está se repetindo, no entanto os mais jovens estão vencendo. O que as empresas ganham com esses talentos? Empresas que sabem aproveitar o potencial desses jovens ganham profissionais capacitados em inovação, com ótima percepção social, ou seja, percebem mais facilmente como satisfazer os clientes internos e externos. Sentemse mais engajados no ofício e não no emprego, fazem apenas o que gostam e isso aumenta muito os resultados quando bem posicionados.

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios cita que, para os jovens da Geração Y questões como barreiras geográficas, diferenças etárias ou socioeconômicas não possuem importância. Parte disso devido ao avanço tecnológico e consciência social que evoluiu muito. Então, não se surpreenda se aparecer um jovem do outro lado do mundo que compreendeu a necessidade do cliente melhor do que as empresas da região e agora vende para eles. Raul da Silva, diretor da RCS Consultores, afirmou em publicação, na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que os jovens têm mais ousadia, estão sempre dispostos a experimentar e começam do zero quantas vezes forem necessárias. Diante deste cenário, é importante engajá-los, mesmo que tenham que rever certas metodologias de gestão da empresa. Estão no mercado

de trabalho e trouxeram muita coisa interessante como ferramentas que eram consideradas diversão, hoje são ferramentas de muito potencial e que resultam em investimentos à empresa. Para estimulá-los não é preciso muito, entretanto poucas empresas estão dispostas a iniciar uma gestão mais horizontal e humanitária. Bonificações financeiras não possuem tanto valor. Os jovens da década de 80, ou seja, da Geração X já cantavam “Comida” com Arnaldo Antunes: A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. Se naquela época já pensavam assim, hoje em dia este conceito está cada dia mais presente. É válido refletir sobre esses aspectos, nem sempre o diretor ou gerente possui a razão e estes jovens gostam de ser ouvidos e valorizados quando acreditam que estão certos, e a empresa só tem a ganhar.

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Revista A Bordo da Comunicação  
Revista A Bordo da Comunicação  

Tema: E agora? Empresas do século XX e Profissionais do Século XXI

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