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Publicação trimestral I fevereiro 2018 l número I


Ficha Técnica

Revisão de textos: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Capa: Branca Mesquita Paginação e Maquetagem: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Fotografia: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Equipa redatorial: Professores, Ana Castro Silva, Ana Paula Coutinho, Branca Mesquita, Carla Almeida, Carlos Graciano, Catarina Cachapuz, Cristiana Queiróz, Manuela Melo, Manuela Lopes, Manuela Nogal, Margarida Teixeira, Rui Fidalgo, Sara Simões, Vânia Sousa Alunos, Alice Alves (5ºB), Raphaela Vilas Boas (5ºB), Vitória Bessa (5ºB), Helena Gouveia (5ºC), Mariana Pereira (5ºC), Margarida Teixeira (5ºD), Maria João Neves (5ºD), Rita Rosas (5ºE), Bárbara Oliveira (6ºD), Lídia Xu (6ºD), Pedro Antunes (7ºA2), Alexandra Irimia (9ºB2)

3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33.

Outros colaboradores: Teresa Mesquita, Jaime Santos Meili Gomez (5ºB), Alyosha Kanchev (5ºC), Matilde Santos (5ºD), Alexandre Sousa (5ºE), Nabiha Rahman (5ºE), Shan Dong (6ºA), Harley do Rosário (6ºB), Miguel Valsau (6ºB), Maria Sissé (6ºD), Mustafa Jacabi (6ºD), Geammal Dicu (7ºA2), Krishpa Panday (7ºD2)

34. 35.

Editorial / Homenagem ao prof. Luís Travassos Há dias que não se esquecem Histórias de encantar da Ajudaris Toda a ajuda faz a diferença /Voluntariado estudantil Saúde escolar A BE abre caminhos ao conhecimento Mês Internacional das Bibliotecas Escolares A escolha é tua / Semana da Ciência e Tecnologia: A Floresta e o Fogo Semana da Ciência e Tecnologia: A Floresta e o Fogo O Coliseu e a Cidade: 75 anos de histórias Celebrar o Magusto A Importância das visitas de estudo Uma aventura em … Portugal Pés para andar...pelos passadiços de Esmoriz / Feira de Minerais Vai cá uma seca! / À conversa com… A nossa Escola é um Mundo A nossa Escola é um Mundo Abertura da Feira do Livro Alecrim aos molhos Entrevista a Viriato Li e gostei Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Natal na Biblioteca Escolar / Há Música na Escola Momentos solidários Augusto Gil imbuída do espírito natalício Almoço de Natal na EBAG V Corta-mato do Agrupamento As meninas dançam? / Mente Sã, Corpo São Momentos de orgulho: cerimónia de entrega dos prémios do Concurso de Presépios da C.M.P. Ciência na Escola: 15ª edição do prémio Fundação Ilídio Pinho / Sobre a vida de Ilídio Pinho A escrever é que se aprende Passatempos, anedotas, adivinhas

Financiamento: Adão oculista /Ótica Adega VISEU no PORTO Northspirit / Centro de impressão O Escalar / Animais de estimação Paula Teixeira / Cabeleireiros Sabiamente / Centro de estudos

Os textos do A.GIL foram redigidos segundo as normas do acordo ortográfico.

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Coordenadoras: Ana Castro Silva e Branca Mesquita

Índice


Editorial

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Uma Escola para todos

m cada ano, a escola renova-se: alunos que aqui entram pela primeira vez e se sentem algo

perdidos nos primeiros dias; os mais velhos que interiorizam ser este o último elo de ligação a um espaço que os acolheu durante vários anos. Em cada ano, a escola acolhe: novos docentes, que entram pela primeira vez e logo são acolhidos pelos seus colegas mais velhos, formando um grupo coeso. Os assistentes operacionais que fazem desta escola, um pouco também, a sua casa e família. Em cada ano, a escola conhece: novos encarregados de educação que aqui procuram o melhor para os seus educandos. Em cada ano, a Escola Básica Augusto Gil ganha vida, ganha luz, ganha uma força para dar e receber melhor Educação. Em cada ano, esta, que é a nossa Escola, quer continuar a ser um espaço de aprendizagem, de convívio, de crescimento, mas também de multiculturalidade, de integração. Uma Escola de e para todos. Carla Almeida Coordenadora da Escola Básica Augusto Gil

Saudade “ A morte não é nada Apenas passei ao outro mundo (...) Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra A vida continua significando o que significou Continua sendo o que era (...) não estou longe Somente do outro lado do caminho. “

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Sto. Agostinho

Sentida homenagem da comunidade educativa da Escola Básica Augusto Gil ao professor Luís Fernando Pessoa Travassos. (15/09/1955-16/01/2018)


Há dias que não se esquecem os dias 12 de outubro e 8 de novembro de 2017, alunos da Escola Augusto Gil deslocaram-se ao Parque Biológico de Gaia para uma visita, em interação com a Natureza, com o objetivo de conhecerem seres vivos de Portugal e de compreenderem a sua importância nos ecossistemas. Os alunos de 6º ano, turmas A e D, fizeram a visita no dia 12 de outubro no âmbito do projeto “Matemática para a vida”, tendo desenvolvido observações, registos e cálculos com base num guião que lhes proporcionou condições para reflexões e para a observação mais atenta da informação disponível no Parque. No dia 8 de novembro, foi a vez dos alunos de 8º ano se deslocarem ao Parque e se debruçarem sobre as caraterísticas de diferentes animais aí presentes e sobre tecnologias e formas de intervenção do Homem nos ecossistemas. Responder ao guião da visita constituiu um desafio à atenção dos diferentes grupos de alunos que se empenharam na referida tarefa, construindo conhecimento sobre o grande número de seres vivos presentes no Parque e sobre a sua importância em contexto

Professora Manuela Lopes

Alunos do 6ºD em contacto direto com a fauna e flora do Parque

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de biodiversidade. As atividades desenvolvidas, em ambos os casos, permitiram enriquecer o espírito crítico dos alunos e o seu gosto pela interpretação da Natureza. Foram visitas interessantes e gratificantes, tendo sido cumpridos os objetivos propostos.


Histórias de Encantar da Ajudaris

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ecorreu no dia 28 de outubro, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, a festa de lançamento dos livros "Histórias da Ajudaris'17". Trata-se de um dos projetos mais inovadores e emblemáticos da Associação Ajudaris. Visa fomentar o gosto pela escrita, leitura, arte e solidariedade. É um projeto solidário, criativo e repleto de afetos. Este ano editaram oito volumes, com histórias escritas por pequenos grandes autores, pinceladas por artistas solidários. O tema aglutinante era a Família. O Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa está representado no volume VII, através da história escrita pelos alunos do 5ºD (2016/2017), da Escola Básica Augusto Gil. O trabalho foi desenvolvido nas aulas de Educação Cívica, sob a orientação da professora Branca Mesquita. Na festa de lançamento estiveram presentes a professora Branca Mesquita e os alunos Gonçalo Cavalheiro, Lassine Keita, Lello Queza, Mustafa Jacabi. O evento teve muita animação musical, circense e contou com a presença da Diretora da Associação, Dr.ª Rosa Vilas Boas e de alguns dos padrinhos deste projeto. Cada livro custa cinco euros. A venda solidária dos livros permite auxiliar crianças e famílias carenciadas.

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Professora Branca Mesquita

Da esquerda para a direita: Mustafa Jacabi, Lassine Keita, Dr.ª Rosa Vilas Boas, professora Branca Mesquita, Lello Queza, Gonçalo Cavalheiro


Toda a ajuda faz a diferença

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o início de novembro cinco alunos do 5º C, a Beatriz, a Mónica, a Zita, a Beatriz Sofia e o Diogo foram voluntários da AMI por alguns dias. Foi uma pequena contribuição para a realização de muitos projetos e missões desta Organização. A AMI fundada em 1984 pelo médico Fernando Nobre é uma Organização Não Governamental (ONG) portuguesa, privada, independente, apolítica e sem fins lucrativos que tem como objetivos lutar contra a pobreza, a exclusão social, o subdesenvolvimento, a fome e as sequelas da guerra, em qualquer parte do Mundo. Os nossos pequenos voluntários assumiram muito bem o seu papel e trouxeram para a escola, os donativos recolhidos, contribuindo para que toda a ajuda faça a diferença. Professora Ana Castro Silva

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ste é o sétimo ano que a Escola Básica Augusto Gil conta com o programa Voluntariado Estudantil, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e o projeto Porto de Futuro, promovido pela Câmara Municipal do Porto. Temos recebido cerca de vinte cinco estudantes universitários por ano escolar, provenientes da UP, de diferentes Faculdades ou Escolas Superiores, onde se encontram a frequentar uma licenciatura, um mestrado ou um doutoramento. Quando chegam à nossa escola, é-lhes atribuído um aluno sinalizado com dificuldades de integração, com frágil motivação para o sucesso educativo, ou com problemas nos seus sistemas pessoais, familiares e sociais. Como coordenadora do programa, aqui na escola, procuro primeiro conhecer as características e dificuldades de cada aluno sinalizado pelos diretores de turma, professores, encarregados de educação ou por mim própria, enquanto psicóloga neste SPO e, no momento da

entrevista com cada estudante universitário voluntário, avalio se o seu perfil se adequa a este ou aquele aluno. Muitos são os alunos que me pedem para continuar no projeto no ano seguinte e a grande maioria prefere ter o acompanhamento do mesmo voluntário. Do mesmo modo, também muitos dos voluntários que repetem a experiência ajustam o seu horário disponível aos alunos que acompanharam no ano anterior. Estes adolescentes normalmente ficam muito ligados aos seus “tutores”. Inicialmente é assim que os tratam. Depois, com o tempo, passam a chamá-los pelo nome. A relação vai sendo construída numa base de amizade. Os estudantes tornam-se, além de amigos, referências muito importantes, um modelo a seguir, alguém que na escola tem uma idade mais próxima da sua e não representa a autoridade do professor. Pode ser mais fácil a recetividade da informação (conteúdos escolares, temas culturais e sociais,..) veiculada por estes jovens que utilizam uma linguagem

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Voluntariado estudantil


correta, mas mais semelhante à sua. E é neste registo que é transmitido um “saber-fazer” nos comportamentos de estudo, no fazer a pasta de uma forma mais prática e eficaz, no como dizer isto ou aquilo ao colega, ao professor, ao pai ou à mãe, enfim… no crescer e autonomizaremse de uma forma saudável e feliz. Alguns estudantes mostram-se empenhados em partilhar as suas próprias experiências com os “seus” alunos de modo a mostrarem como encontraram soluções para problemas semelhantes aos que eles experienciam neste momento, motivando-os a procurar caminhos de sucesso. Muitas vezes, estes voluntários vêm ter comigo ao SPO para se aconselharem sobre o seu modo de agir, certificarem-se que as estratégias que têm em mente são praticáveis e podem ser úteis para o “seu” aluno e, sabendo que eu os conheço, pedem-me para antecipar reações e impactos. Procuro que cada tutor articule periodicamente com o diretor de turma do aluno que acompanha e que se vá inteirando do seu processo de aprendizagem, assim como também lhe passe alguma informação que lhe pareça importante que os professores tomem conhecimento (desde que o aluno dê essa autorização). Para além de uma avaliação muito positiva que todos os intervenientes fazem do programa, ao longo destes anos já ocorreram algumas situações muito interessantes, em que a figura deste “tutor” se revelou uma ajuda fortíssima e uma ponte estratégica e fundamental para a resolução de problemas. Um bem-haja ao programa! Margarida Frias Rocha Coordenadora do Voluntariado Estudantil no Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa

Saúde escolar

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o abrigo do Programa Nacional de Saúde Escolar, a Enfermeira Elisabete Coelho, da Unidade de Cuidados na Comunidade da Baixa do Porto, tem desenvolvido diversas atividades na nossa escola. Além do Gabinete de Apoio ao Aluno, disponível nas manhãs de segunda-feira em horário fixo e nos outros dias da semana, por marcação, a Enfermeira Elisabete, em parceria com o Serviço de Psicologia da escola, desenvolve um conjunto de ações de sensibilização para a Segurança, Higiene e Saúde. As turmas do sexto ano e uma turma do quinto já intervencionadas avaliaram a ação de uma forma muito positiva, muito útil e mostraram-se muito participativos. O programa vai ser alargado a outras turmas da escola. Margarida Frias Rocha


A Biblioteca Escolar abre caminhos ao conhecimento

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s atividades da Biblioteca Escolar tiveram início na última semana de Setembro com as Sessões de Formação de Utilizadores. Participaram todas as turmas do 5º Ano, tendo os alunos adquirido noções sobre organização, tipos de acervo e estrutura temática da Biblioteca Escolar. Também foi abordada a dinâmica e regras inerentes. Dentro do sistema educativo, as bibliotecas têm um papel muito importante no processo de ensino e de aprendizagem devido ao facto de serem fontes de informação privilegiadas, pela sua natureza e missão. No entanto, porque o volume da informação que circula é exponencial, requerem-se práticas de gestão e divulgação dessa mesma informação junto dos utilizadores. Esta comunicação pretende dar a conhecer a parte documental nos seus diferentes suportes, como se encontra estruturada a procura através do Sistema Decimal Universal, CDU e como utilizar os recursos existentes na pesquisa individual. Com este programa de formação pretende-se melhorar as competências em literacia e promover a autonomia dos utilizadores da nossa Biblioteca Escolar.

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Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar da EBAG


Outubro — mês internacional das Bibliotecas Escolares

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Mês Internacional das Bibliotecas surgiu através de um grupo de voluntários cujo entusiasmo pelas bibliotecas escolares os levou a juntar-se a trabalhar em conjunto, partilhar ideias, culturas e realizar atividades alusivas às comemorações deste mês. O grupo encontra-se aberto a todos os responsáveis por bibliotecas escolares, independentemente de serem ou não membros da International Association of School Librarianship (IASL), os quais podem colaborar na página web disponível para o efeito. O tema definido, para o ano 2017 foi, “Ligando Comunidades e Culturas”, debatido nas sessões de formação de utilizadores, sensibilizando os alunos para o tema. Também foram realizadas outras atividades integradas neste âmbito. Para 2017, o Gabinete da Rede de Bibliotecas estabeleceu o dia 23 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar, em Portugal. Para comemorar este dia houve cinema na Biblioteca da EBAG. O filme selecionado foi Persépolis, trata-se de um filme francês, de animação, baseado no romance gráfico autobiográfico de Marjane Satrapi, uma adolescente iraniana que foi estudar para Áustria. O filme sensibiliza-nos para outras culturas e outras realidades. Em outubro, dia 25, foi com agrado que recebemos a escritora Manuela Ribeiro. A autora, escreve

livros de histórias para os mais pequenos, poesia, rimas e aventuras. Estiveram presentes os alunos das turmas do 4º Ano das Escolas das Florinhas e Fernão de Magalhães e as turmas do5ºC e 5ºD da E.B. Augusto Gil. Estes alunos contagiaram com o seu entusiasmo e, no final, ofereceram trabalhos à escritora. A escritora encantou-nos com o humor das suas histórias. Para finalizar, no dia 30, foi realizada a atividade “Marcadores à Solta”. em que foram disponibilizados materiais para a elaboração de marcadores temáticos, de vários locais do mundo. A atividade decorreu ao longo do dia e os alunos participaram com interesse. Estas atividades pretenderam celebrar a importância das bibliotecas no desenvolvimento das novas competências da literacia e a consciência da sua importância na afirmação de uma cultura pedagógica que atenda às necessidades dos alunos do século XXI. Para além disso pretende-se desenvolver a leitura, a formação de leitores críticos com respeito pela inclusão social e cultural. Promove-se também a colaboração assente na interdisciplinaridade entre biblioteca e professores. Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar da EBAG


A escolha é tua

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ara assinalar o DIA INTERNACIONAL DO NÃO FUMADOR a nossa turma, o 5º C desenvolveu em Educação Cívica e Educação Visual, uma atividade intitulada “Maços de Poesia”. Nesse sentido, recolhemos embalagens de cigarros vazias, pintámo-las e no seu interior colocamos poemas enrolados em forma de cigarros. O produto final era, visualmente, muito atrativo! De seguida, percorremos alguns locais da escola oferendo a professores, funcionários e colegas, os ditos “cigarros”. No último tempo da manhã colocamos uma bancada, junto à entrada da escola, para que os encarregados de educação pudessem apreciar o nosso trabalho e, também, refletirem na mensagem expressa nos “Maços de

Poesia” – Vive a vida com alegria e magia.

A data, 17 de novembro visa sensibilizar a população para os fatores de risco associados ao consumo de tabaco. É um dia de reflexão, mas também (quem sabe?) de ação, podendo ser o dia ideal para se decidir a deixar de fumar! Alunos do 5º C

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o âmbito da comemoração da Semana da Ciência e Tecnologia no Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa, durante o período de 20 a 24 de novembro, o Núcleo de Estágio de Biologia e de Geologia convidou a Associação Florestal de Portugal - Forestis a dinamizar, com os alunos do 8ºano de escolaridade, uma atividade relacionada com a valorização e defesa da Floresta Portuguesa. A Forestis, Associação Florestal de Portugal, é um movimento associativo nacional sem fins lucrativos e de utilidade pública, fundado em 1992 com o intuito de apoiar a gestão, a defesa e o associativismo na floresta privada e comunitária. Em 2001, a Associação foi reconhecida como “Organização Não Governamental do Ambiente” e atualmente, conta com 31 Organizações (OPF) que representam e apoiam mais de 15.000 proprietários florestais.

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Semana da Ciência e Tecnologia A Floresta e o Fogo


A ação da Forestis é vasta, estando representados em diversos órgãos consultivos, colaborando com instituições de investigação, tais como universidades e institutos politécnicos, promovendo a gestão florestal, a formação cívica da sociedade e, nas escolas, a educação para a valorização e defesa da floresta portuguesa.

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A palestra intitulada de “A Floresta e o Fogo” foi apresentada no dia 22 de novembro pelas 10:30h, na Sala Museu da Escola Básica Augusto Gil, no âmbito da celebração da Semana da Ciência e Tecnologia e do Dia Nacional da Floresta Autóctone. Assistiram à palestra as três turmas de 8º ano da EBAG, a turma da Unidade de Ensino Especial e alguns docentes, tendo os alunos presentes participado ativamente com questões pertinentes. A palestra foi dinamizada pela Técnica de Comunicação e Educação Florestal da Forestis do Porto, Joana Bateira, que gentilmente aceitou o nosso convite e que aqui felicitamos pelo grande empenho na transmissão de valores favoráveis à defesa da floresta portuguesa. Ao longo da palestra, foram abordados vários temas, destacando-se os bens e serviços da floresta, a sua importância social e económica, os aspetos positivos e negativos do fogo, a gestão sustentável da floresta e a prevenção de riscos inerentes.

Neste último ano, o nosso país foi fortemente fustigado pelos incêndios florestais que destruíram mais de 500 mil hectares de terrenos. Tendo em conta que 60% do território português é ocupado por espaços florestais, estes dados são extremamente preocupantes. Milhares de toneladas de matéria prima proveniente das principais espécies florestais tais como o pinheiro bravo, o eucalipto e o sobreiro, foram rapidamente reduzidas a cinzas, junta-

mente com todo o ecossistema florestal. Embora existindo situações decorrentes de mão criminosa, a causa mais comum apresentada para a ocorrência destes incêndios são as queimadas realizadas para limpeza dos terrenos, empenhando-se aqui a Forestis em intervir no sentido de ajudar a fazer a gestão sustentável da floresta, alertando e informando a população. Na floresta encontra-se uma variedade infinita de recursos, como os produtos florestais lenhosos e não lenhosos que contribuem para a sobrevivência diária de um sector da população portuguesa, nomeadamente madeireiros, agricultores, donos e trabalhadores de empresas de cortiça, indústrias de papel e de colas, entre outros sendo muito elevado o valor da floresta em Portugal. A floresta representa 9,1% do total das exportações nacionais de bens, 2,2% do total de pessoas ao serviço das empresas em Portugal e 1,7% da população empregada total. Em 2001, o valor total da floresta portuguesa rondava os 1,3 mil milhões de euros, de acordo com os dados da Estratégia Nacional para as Florestas (ENF). O fogo florestal pode ser vantajoso se ocorrer de forma controlada mas, para isso, é necessário que todos tenham conhecimento dos modos de atuar, num correto processo de gestão florestal.

Os incêndios florestais acarretam a perda de vidas, de bens, de empregos, a destruição da paisagem com prejuízo das funções ambientais da floresta ocorrendo nomeadamente o aumento da erosão dos solos, a perda de biodiversidade, a contaminação das águas superficiais pelas cinzas e a diminuição da água nos lençóis freáticos. Em conclusão, gostaríamos de aqui deixar um alerta para a importância de estarmos atentos aos procedimentos de defesa da floresta, denunciando situações de falta de limpeza das matas e não permitindo que, na nossa presença, sejam atirados para as mesmas cigarros acesos, vidros ou lixo. É também importante que informemos as entidades competentes se virmos o início de um fogo florestal pois agir no momento certo pode fazer uma grande diferença e todos devemos ser cuidadores da floresta pois todos beneficiamos dos serviços de ecossistemas que nos lega. Núcleo de Estágio de Biologia e Geologia da EBAG, Cristiana Queiróz e Sara Simões


O Coliseu e a Cidade: 75 anos de histórias

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o dia 15 de novembro, a aula de Educação Visual do 9ºA2 foi diferente. A professora da disciplina, Ana Paula Coutinho, levou os alunos da turma a visitar a exposição comemorativa dos 75 anos do Coliseu do Porto, patente no átrio da entrada principal da Câmara Municipal do Porto. Conhecer o nosso património e as suas histórias para se aprender a valorizá-lo, é um dos grandes objetivos transversais da educação. Sair do espaço escolar para aprender, é uma das estratégias de motivação que facilita e inspira as aprendizagens. A proximidade da escola com o centro cultural e histórico da cidade, muitas vezes proporciona este tipo de aprendizagens, muito cativantes para os adolescentes, que apreciaram a experiência.

Alunos do 9ºA2

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Professora Ana Paula Coutinho


Celebrar o Magusto

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omos alunos desta escola e comunicamos atravĂŠs de sĂ­mbolos.


A importância das visitas de estudo

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ompreender a paisagem, de que fazemos parte, constitui um desafio, na medida em que a interpretação dos seus elementos implica o conhecimento de fatores como a litologia, o relevo, a biodiversidade, a hidrografia, o solo, a estrutura ecológica e expressões da atividade humana ao longo do tempo, bem como da forma como estes fatores interagem entre si. Não será o ensino desenvolvido com base na paisagem, em contexto real, o melhor modo de transmitir aos jovens a vontade de conhecer o mundo que os rodeia e a motivação para pertencerem a uma sociedade consciente da necessidade de “saber viver” em equilíbrio com a Natureza? Poderá o conhecimento das funções estética, ecológica e social da paisagem urbana, em visitas de estudo bem organizadas e orientadas por um guião de observação e interpretação, ser a chave para essa motivação e para a interiorização dos valores necessários à cidadania responsável e qualificada, num ensino de sucesso? Visitar uma área verde, com alunos, pode proporcionar a ponte para um mundo de descobertas: os líquenes, a biodiversidade, a visualização de fenómenos de polinização e as inúmeras outras relações bióticas que se estabelecem, as caraterísticas do solo, os indicadores climáticos, a beleza estética da Natureza, os testemunhos da intervenção humana… Após uma boa observação, com a realização de registos, os alunos devem ser orientados para a reflexão, para a análise crítica dos dados, para alguma pesquisa necessária e para a construção sólida de novos conhecimentos, constituintes de uma verdadeira e importante bagagem para a vida e enraizados em valores de admiração pela complexidade e diversidade natural. Não será esse o tipo de ensino capaz de fazer crescer jovens saudáveis e capazes de proteger conscientemente o património que a Natureza nos lega, sem margem para situações de incêndios por “fogo posto”? Provavelmente sim, porque protegemos sempre aquilo que aprendemos a valorizar e a amar. É importante referir, no entanto, que estas visitas de estudo devem ser encaradas como estratégias de nível, com a complexidade das tarefas adaptadas a grupos de alunos empenhados em aproveitar todas as potencialidades das atividades organizadas, de forma a rentabilizar situações que considero de excelência no contexto de ensino e aprendizagem.

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Professora Manuela Lopes


Uma aventura… em Portugal

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hristine Boedicker é estagiária do Mestrado de Psicologia da Universidade de Dresden, na Alemanha. Escolheu Portugal e a nossa escola para fazer o seu estágio, sendo orientada pela psicóloga, Drª Margarida Rocha. Fomos ao seu encontro e pedimos-lhe para nos falar um pouco mais de si. Nacionalidade: Alemã Idade: 26 anos Formação académica: Estudei na Humboldt Universitaet, em Berlim (a licenciatura) e depois na Technische Universitaet , em Dresden, no mestrado “Psicologia Clinica e Psicoterapia”. Como surgiu a ideia de vir a Portugal? A ideia surgiu porque quis aprender a falar Português melhor e conhecer o país. Por sorte, conheci uma professora desta escola, numa viagem ao Peru. Do que é que está a gostar mais em Portugal? Estou muito impressionada com a bondade das pessoas que conheci aqui. Além disso, gosto muito do bom clima, das praias e da arquitetura com os azulejos.

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O que leva de mais positivo da nossa escola? O mais positivo desta escola é, para mim, a boa colaboração entre todos e a diversidade de possibilidades de apoio para os alunos – como ter uma enfermeira, educação especial e uma psicóloga. Na minha escola não tivemos tantas pessoas atentas às nossas necessidades.

Aqui temos a palavra “saudade”. Como é que se traduz este sentimento em alemão? Sente saudades de casa? A palavra mais adequada em alemão é “Sehnsucht”, mas temos varias palavras para diferentes tipos de saudade: “Heimweh” é saudade de casa e “Fernweh” significa saudade de viajar. Às vezes tenho saudades de casa, mas, em geral, sinto-me muito feliz aqui. Estará de volta a Portugal? Um dia… Espero que sim! Indique, por favor, um livro e um filme preferido. O meu livro preferido é “O pequeno príncipe”, porque tem muita sabedoria em palavras simples. “Narziss e Goldmund” de Hermann Hesse e “O mundo de Sofia” também são livros importantes para mim. “ O Fabuloso Destino de Amélie” é o meu filme preferido. Fale um pouco de seus objetivos de vida, dos seus projetos para o futuro. No futuro, quero concluir a formação de psicoterapia, ajudar os outros tanto quanto puder, aprender mais sobre as pessoas e as suas vidas. O meu desejo é ter uma vida feliz num ambiente pacífico e, um dia, ter filhos. Raphaela Vilas Boas, 5º B Pedro Antunes, 7º A2


Pés para andar… pelos passadiços de Esmoriz

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Clube de Ar Livre da Escola Básica Augusto Gil, Pés Para Andar, realizou no dia 18 de novembro a primeira Caminhada de 2017/2018. O percurso escolhido foi os Passadiços da Barrinha de Esmoriz. Percorreram-se oito quilómetros de passadiços, que unem as margens das freguesias banhadas pela lagoa – Esmoriz, Ovar, Paramos e Espinho. Este percurso agradável, junto à costa, permitiu a observação da fauna e flora autóctones. Participaram nesta atividade alunos do segundo e terceiro ciclos, assim como pessoal docente e não docente. Professora Vânia Sousa

Fotografias de Jaime Santos

Feira de Minerais o âmbito das comemorações da Semana da Ciência, realizou-se uma Feira de Minerais na Escola Básica Augusto Gil, nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2017. Conhecer e saber valorizar os fantásticos recursos minerais que nos oferece o nosso Planeta constitui um atributo que deve caraterizar os nossos cidadãos, devendo fazer parte da cultura de cada um. Os alunos da Escola Augusto Gil mostraram-se merecedores desta mostra de pequenas preciosidades, tendo revelado admiração e entusiasmo por esta atividade que se revelou enriquecedora. Professora Manuela Lopes

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A

Vai cá uma seca!

agricultura sempre foi uma atividade condicionada pelas alterações climáticas ao longo do tempo. Hoje em dia, em Portugal a diminuição da precipitação e o aumento da temperatura, ameaçam uma seca preocupante, sendo a agricultura o setor mais afetado, pois é o que consome mais água. Os campos secos e sem pastagens fazem com que os alimentos para os animais escasseiem. Como não há água para regar os campos, as plantas não crescem e o gado não come, ficando sensível e fraco. Deste modo o agricultor terá de comprar ração para os animais e acabará por ficar em desvantagem na produção. Além da agricultura, outra atividade bastante afetada é o turismo. Na verdade, a seca potencia a poluição do ar e as paisagens deixam de ser as mesmas. Cada um de nós poderá tomar algumas medidas no sentido de poupar água. Por exemplo, fechar a torneira quando estamos a lavar os dentes, por as máquinas de lavar louça ou roupa a trabalhar, apenas quando estiverem cheias, lavar o carro com balde e esponja e, existem muitas outras. Vamos lá poupar a água, senão isto fica cá uma seca! Alexandra Irimia, 9ºB2

À conversa com...

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oi dia 7 de dezembro o nosso encontro com a escritora Margarida Frias Rocha, psicóloga a exercer funções no nosso agrupamento, e a primeira convidada dos debates “À Conversa com…”. A abertura esteve a cargo da Dra. Anabela Martins. Nesta sessão foram abordados temas relacionados com a adolescência, daí fazer sentido a presença de encarregados de educação, professores e outros colaboradores da escola. No debate, Margarida Frias Rocha alertou para diversas problemáticas da adolescência e como estas interferem de modo intrínseco no crescimento. Focou o tema da automutilação como sendo mais frequente do que realmente seria de esperar alertou, ainda, para os sinais de depressão nas crianças e jovens e referiu as melhores atitudes a tomar. Enaltece-se a importância destes registos, como sendo uma mais-valia para os presentes, visto tratarse de uma partilha de saberes e experiências profissionais da psicóloga e escritora. Um grande bem-haja, Margarida Frias Rocha! Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar da EBAG


A nossa escola é um Mundo! Chamo-me Miguel Valsau, nasci em Cabinda, Angola. Tenho 13 anos e estou há 4 anos em Portugal, nesta escola há 1 ano. Em Cabinda o recreio era em terra batida e lá , nós jogávamos à bola. As árvores faziam de baliza e se não as havia ao nosso jeito, então punhamos umas pedrinhas a marcar. Tenho saudades da comida da minha avó, de um prato que ela fazia com folhas de mandioqueira e camarão. Tão bom!

Sou a Nabiha Rahman, nasci em Dhaka, no Bangladesh. Tenho 10 anos. Vim para Portugal há sete anos. O clima era muito quente. Tenho muitas saudades da minha família que ainda vive lá. No entanto, prefiro viver em Portugal porque é um país mais seguro e calmo.

Chamo-me Harley do Rosário, nasci em São Vicente , Cabo Verde. Tenho 11 anos e estou em Portugal há 4 meses. Gosto desta escola, é muito diferente da minha. Tem muitas salas de aula e os professores não usam a palmatória como lá. A comida também é diferente! Em São Vicente comia muitas vezes feijão com carne ou pomba com arroz.

A escola é o reflexo da sociedade, por isso, assistimos atualmente, na nossa escola, a um grande ambiente de diversidade cultural, social e étnica. De um total de 469 alunos, a Escola Básica Augusto Gil integra dezenas de alunos, de 14 nacionalidades diferentes. Como consequência desta realidade, a escola teve que repensar estratégias para acolher alunos de diferentes línguas, religiões e costumes. O objetivo foi a sua plena integração na comunidade escolar ensinando-lhes competências que permitissem a sua inserção na sociedade em que vivem. Foi necessário criar aulas de apoio individualizado,

Chamo-me Shan Dong. Nasci em Fu Jian, na China. Tenho 12 anos. Vim para Portugal há 4 meses. O ensino na China era muito diferente, a minha turma tinha 56 alunos! Gosto muito do clima e dos monumentos de Portugal. A maior barreira é a língua, porque ainda não consigo falar português. Utilizo o Google tradutor.

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Chamo-me Mustafa Jacabi. Nasci em Bafat, na Guiné Bissau. Tenho 17 anos. Vim para Portugal há 7 anos, para a cidade da Póvoa de Varzim. Nunca tinha ido à escola, porque na Guiné Bissau trabalhava no campo. Sou muçulmano. Rezo cinco vezes por dia. Costumo ir rezar à mesquita Abu Bilaal. Tenho saudades da minha mãe e dos meus irmãos.


A nossa escola é um Mundo!

Chamo-me Chamo-me Geammal Dicu, tenho 15 anos, nasci em Bucareste, na Roménia e estou em Portugal há 3 anos. Gosto de estar nesta escola, adoro a minha diretora de turma e tenho bons colegas, apesar de não esquecer os meus amigos romenos, principalmente o Boja. Em casa tentamos falar sempre em português.

de se trabalhar nas aulas de Educação Cívica o valor do respeito pelas outras culturas e religiões, de modo a que os alunos se sentissem acolhidos e respeitados nas suas diferenças por toda a comunidade escolar. Importante, foi transmitir a ideia que a diferença é um valor que nos enriquece. Conhecer outras culturas, outras formas de estar e de pensar a realidade só nos pode enriquecer e tornar-nos mais capazes para nos aproximar e compreender os outros. Desafiamos alguns desses alunos a contarem a sua vivência na nossa escola e no nosso país. Ficam aqui os seus testemunhos.

Chamo-me Raphaela Vilas Boas, nasci em S. Paulo no Brasil. Tenho 11 anos e estou há 7 meses em Portugal. A maior diferença entre esta escola e a de S. Paulo é que aqui posso ir para casa sozinha. Lá, era a “Perua” (ónibus) que nos ia buscar e levar, pois embora vivesse perto da escola, era muito perigoso andar sozinha, ou com as outras garotas.

Professora Ana Castro Silva

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Chamo-me Meili Gomez, nasci em Charleroi na Bélgica. Tenho 10 anos e estou há 6 meses em Portugal. A minha escola tinha alunos desde o infantário até ao 4ºano. As minhas disciplinas preferidas eram Francês e Ciências. Não gostava muito de Matemática. Tenho saudades dos meus amigos. Gosto de viver no Porto, o clima é melhor.

Chamo-me Krishpa Panday, tenho 12 anos e nasci em Chitawan no Nepal. Estou no Porto há 3 anos. No início tive muitas dificuldades em aprender a língua portuguesa. Aqui na escola, tenho aulas de apoio e estou a melhorar. No Nepal eu usava uma farda azul quando ia à escola. Gosto bastante da comida portuguesa pois também é picante como no meu país.


Abertura da Feira do Livro as fragilidades emocionais e outras vivências com que Margarida Frias Rocha se depara no exercício da sua profissão como psicóloga e que tão bem soube retratar, numa narrativa sugestiva, atual e motivadora. Foram momentos emocionantes e únicos de partilha que aqui ficam registados. Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar da EBAG

Dr.ª Carla Almeida e Dr.ª Margarida Rocha

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o dia 27 de novembro, deu-se início à Feira do Livro no espaço da Biblioteca Escolar da E.B. Augusto Gil. Esta Feira teve como parceira o Grupo Leya, que disponibilizou uma variedade de obras dirigidas a toda a nossa Comunidade Escolar. Este ano, a abertura da Feira contou com uma convidada especial, a escritora Margarida Frias Rocha, que esteve presente com a sua obra “Alecrim”, procurando sensibilizar para a importância da leitura e da escrita. O tema do livro alerta-nos para


Alecrim aos molhos

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o âmbito da inauguração da Feira do Livro e, como resultado da sessão em comunicação, foi realizada a entrevista à Escritora Margarida Frias Rocha.

-- Sim, muito. As histórias de vida que eu acompanho são muitas vezes o mote para começar a escrever uma história ficcional. Por outro lado, para me organizar a nível de processo terapêutico, também vou escrevendo muito, sinto essa necessidade.

Lídia- Bom dia Dra. Margarida. Sabemos que é escritora e estamos aqui para realizar a entrevista que será publicada no nosso Jornal Escolar.

Bárbara- Sabemos que escreve contos. Qual nos aconselharia a ler?

Bárbara - Como e quando nasceu o seu interesse pela escrita?

--Bom dia. Eu sempre gostei de ler e de escrever. Comecei a ler muito cedo, talvez porque os meus pais tinham uma grande coleção de livros e sempre leram muito. Ler era um hábito que eu observava e me parecia natural. Nunca fui apreciadora de banda desenhada, como os meus amigos, que liam os “Tio Patinhas”, por exemplo. Com onze anos, lia livros de Hall Caine e Virginia Wolf, Charles Dikens; adorava a literatura inglesa, com os seus retratos sociais que me pareciam tão diferentes dos meus e, talvez por isso, muito atraentes. Quando eu tinha a vossa idade, aproximadamente, e frequentava o quinto ou o sexto ano de escolaridade, a minha professora de Português leu às suas turmas um texto que eu tinha escrito e esse facto deu-me coragem para mostrar mais o que escrevia.

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Lídia- O seu trabalho como Psicóloga influencia a sua escrita?

--Talvez o “Simão” ou o “Marquei encontro com a lua”, pois as temáticas relacionam-se com o universo escolar e vocês poderão identificar-se com as histórias ou com partes delas. Podem encontrar os meus contos no meu Blogue “alecrimmargaridafriasrocha” ou no site “Alecrim”. Depois dêem-me a vossa opinião… Será importante para mim. Lídia- Que mensagem daria aos jovens adolescentes?

--Leiam e escrevam muito! Ambos os exercícios são fundamentais para a vida de cada um, pois além de serem bons instrumentos de trabalho, de divertimento e de crescimento intelectual, podem, só por si, trazervos bem-estar e muitas alegrias. Bárbara e Lídia- Agradecemos a sua disponibilidade e opinião, que será de todo o interesse para os jovens adolescentes.

--Eu é que agradeço o Vosso interesse e atenção.

Bárbara Oliveira e Lídia Xu, 6ºD


Entrevista a Viriato 5º B – Parece que utiliza muitas vezes a tática da emboscada nos desfiladeiros, é verdade? Viriato – Sim, eu sou um bom estratega. Mas, claro que os meus guerreiros também são muito corajosos 5º B – Há quem diga que os próprios Romanos o admiram....

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5º B – Viva Viriato! Nós somos alunos da escola Augusto Gil e gostaríamos de lhe fazer algumas perguntas, pode ser? Viriato – Alunos??? Escola??? Augusto Gil???? Nunca tal ouvi falar na minha vida! Mas, enfim façam as perguntas que quiserem.... 5º B – Sabemos que a sua vida foi uma grande aventura.... Pode contar-nos como tudo começou? Viriato – Bom, quando eu nasci em 180 a.C. o meu pai era um grande proprietário de gado e, como acontecia com todas as crianças da minha idade, ele ensinou-me o ofício de pastor. Mais tarde tornei-me caçador e depois guerreiro! 5ºB – E ao que sabemos, um grande guerreiro! Viriato – Claro! Não é para me gabar, mas eu sou o melhor dos guerreiros da Lusitânia e não só! 5º B – Nós sabemos isso muito bem! Os seus compatriotas homenagearam-no com o título de Salvador e Benfeitor da Lusitânia…

Viriato – Isso não sei. Neste momento o meu problema é com o general Cipião que está farto de ser derrotado por mim e pelos meus guerreiros e não se rende! É que não há maneira! É teimoso! De modo que decidi enviar três comissários da minha confiança, Audas, Ditalco e Minuros para falarem com ele e forçarem-no a pedir a paz. Estou à espera deles, devem estar a chegar..... 5º B – Ah!! – gritamos todos ao mesmo tempo. Viriato - O que foi? Qual é o vosso espanto?! Parece que de repente ficaram preocupados?! 5ºB – Nada, nada, Viriato! – apressamo-nos a dizer Muito obrigada pelas suas palavras e ...e... muito boa sorte. Adeus. Viriato ficou pensativo, disse-nos adeus e voltou ao trabalho que estava a fazer. Nós sabíamos o resto da história. Aqueles “amigos” iam traí-lo, deixar-se subornar pelo general Cipião e nessa mesma noite assassina-lo enquanto dormia. Era o princípio do fim dos Lusitanos. Trabalho de investigação dos alunos do 5º B realizado nas aulas de História e Geografia de Portugal

Viriato – Sim eu sou um chefe, um líder! Mas, justo, honesto cumpro os tratados e as alianças que faço com os outros povos! Por isso detesto os Romanos.... 5º B – Sabemos que nem os pode ver.... Viriato – Claro! Eles querem conquistar a Península Ibérica, mas só por cima do meu cadáver é que isso acontecerá! Acabei de derrotar as tropas de Caio Vetílio no desfiladeiro de Ronda e outras vitórias sobre os romanos se irão seguir… Desenhos da autoria do aluno Alexandre Sousa, 5º E

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a nossa máquina do tempo recuámos ao século II a. C e partimos à procura do chefe dos Lusitanos para o entrevistar. Foi muito difícil encontrá-lo! Percorremos as várias tribos da Lusitânia à sua procura, até que finalmente o descobrimos no cimo de um monte, à porta de uma casa circular toda em pedra. Vestia uma espécie de túnica em pele e por cima um manto de lã grosseira.


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Li e gostei

“Menina que Sorria a Dormir” é uma obra muito interessante e engraçada. Achei curioso, o facto de a autora ter o cuidado de ao escrever o livro dirigir frases ao leitor! A personagem principal, Glória era uma menina igual às outras, mas tinha um problema: não conseguia dormir sem lhe contarem uma história. O pai não lhe conseguia contar historias, porque estava a trabalhar na cidade, mas os aldeões como gostavam dela, contavam-lhe historias. Então, todas noites, ía um aldeão a sua casa, contar uma história. Uma coisa engraçada é que todos os aldeões lhe contavam uma história diferente: a mulher do padeiro, por exemplo, contava histórias de terror e o tio contava contos tradicionais. O tempo foi passando e os aldeões começaram a sentir-se muito cansados, por causa de passarem as noites em branco. Então, quando o pai soube, mandou uma Fadinha De Olhos Fechados. De noite, a Glória pôs a fada na almofada, e antes do aldeão che-

gar, Glória já estava a dormir. A partir desse dia, em vez de ser a Glória a ouvir as histórias, era ela que as contava, todos os dias, aos aldeões. Concluindo, acho que devem ler este livro, pois mesmo sendo uma história pequena é muito bonita. Margarida Teixeira, 5ºD

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urante as aulas de Português, tive o privilégio de conhecer a obra: “A Noite de Natal”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, da qual gostei muito. Esta obra transmite uma mensagem: não devemos pensar só em nós, mas também nos outros, principalmente, naqueles que são mais pobres. Somos todos humanos, todos temos os mesmos direitos e as mesmas obrigações. Ser amigo de alguém é mesmo importante, pois torna-nos mais felizes! Por tudo o que referi, aconselho a leitura desta obra a todas as pessoas que acreditem que ajudar os outros é mais importante para cada um de nós. Rita Rosas, 5ºE

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livro “A Ilha dos Perdidos” é a história de uma aventura com os filhos dos quatro vilões mais malvados de sempre: Mal, filha de Maléfica, Evie, filha da Rainha Má, Jay, filho de Jafar, e Carlos, filho de Cruela de Vil. Vivem todos numa ilha chamada “Ilha dos Perdidos”, que é o nome deste livro. Maléfica, no filme “A Bela Adormecida”, tinha um corvo e ele, neste livro, voltou dizendo que tinha visto o Olho de Dragão (o ceptro poderoso de Maléfica). Maléfica, ouvindo-o, disse à sua filha Mal para o encontrar. Esta, não acreditava no corvo, mas fez o favor a sua mãe, porque não tinha escolha. Para isso, ela convidou os seus colegas de escola: Jay, Carlos e Evie (aluna nova). Eles, para o encontrar tiveram de passar por: gárgulas, areia movediça, e muitas outras coisas. Quando o encontraram, Mal queria que Evie fosse a primeira a tocar no ceptro, porque, quem tocasse nele, adormeceria durante mil anos. Mal definitivamente não gostava de Evie. Ela, na sua festa de aniversário, quando era pequena, não convidara Mal,

que assistira a tudo no parapeito da sua janela. Embora elas se odiassem, Mal não conseguiu adormecer Evie durante mil anos. Quem acabou por tocar no ceptro foi Mal. Do nada, um clarão de luz cegou os outros três colegas. Quando Mal acordou, o ceptro tinha desaparecido. Os quatro foram embora. Assim que Mal chegou a casa, a sua mãe tinha o ceptro. Como? A mãe explicou-lhe que tinha pedido ao corvo para os seguir e o clarão de luz tinha sido o corvo a pegar no ceptro! Este livro é muito interessante. Recomendo a sua leitura. Maria João Neves, 5ºD


lá, outra vez! De certeza que gostaram de ler a nossa notícia sobre o São Martinho! Então, aqui vão mais algumas noticias. Entretenham-se, é um desafio.

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Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


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Dia Internacional da Pessoa com DeficiĂŞncia


Natal na Biblioteca Escolar

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o Natal, a Biblioteca Escolar, encheu-se de cor e vida! Grandes estrelas ornamentavam o teto, e bolas de papel metalizado decoravam a árvore de Natal e outros locais da biblioteca. Esta encantadora decoração foi realizada pelos alunos do 5ºB,5ºD,5ºE, nas aulas de Educação Tecnológica, sob a orientação da Dra. Branca Mesquita. A nossa Feira de Natal contou com peças originais realizadas pelos alunos com Currículo Específico Individual, na Oficina de Expressões, sob a orien-

tação da Dra. Maria João Silva e da Dra. Branca Mesquita. Contámos também com a colaboração do Sr. Rui Garrido que, com muita minúcia, elaborou presépios e lindas peças natalícias, utilizando materiais diversificados, como madeira, rocha e cortiça. A equipa da Biblioteca Escolar agradece a todos os envolvidos, por terem trazido a magia do Natal para este espaço. Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar da EBAG

Há música na Escola o dia 12 de dezembro participamos, juntamente com os nossos colegas da turma do 5ºB e da Unidade de Multideficiência, na Audição Musical de Natal. Quando entramos na Sala Museu e vimos os nossos professores e colegas na assistência, ficamos um pouco nervosos mas, bastou o olhar confiante da professora de Educação Musical, para nos acalmar. Cantamos oito cancões sem desafinar, entre elas: “Livres para sonhar”, “Homem do chapéu”, “Dois barris em Avis” “Dezembro em Portugal”. Tocamos utilizando a flauta, o bombo o triângulo e outros instrumentos Orff. Fomos muito aplaudidos e enchemos a Sala Museu de música e de alegria. Alunos do 5ºC

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ealizou-se, no dia 13 de Dezembro o nosso Concerto de Natal. Participaram as turmas do 6º A, B, E e F. Constaram do seu repertório canções tradicionais portuguesas e uma viagem pelas canções de natal dos diferentes continentes. Participaram ainda os professores estagiários no Mestrado em Educação Musical, sob a orientação do professor Carlos Graciano. A sala Museu foi pequena para a quantidade de Encarregados de Educação e familiares dos nossos alunos. Era evidente a alegria e o entusiasmo de todos os presentes! Professor Carlos Graciano

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Momentos solidários


Augusto Gil imbuída do espírito natalício

O Natal O Natal está a chegar, As crianças sentem a magia no ar! O que será Que o Pai Natal lhes vai dar? O Natal é especial, Junta-se a família, Recebemos prendas É uma grande alegria! Fazemos o presépio Para festejar O nascimento de Jesus Que nos veio salvar.

Trabalhos realizados pelos alunos do 6ºD, nas aulas de Educação Visual, com base nas obras de Piet Mondrian e Vincent Van Gogh

Decoramos a casa, Com enfeites de Natal E uma grande árvore Com bolas de cristal! Velas a iluminar A grande mesa de Natal, Vamos todos comer Um manjar especial! Batatas com bacalhau é o tradicional Polvo, arroz doce … Bolo Rei, rabanadas … Também se come no Natal. Alice Alves, 5ºB

Trabalhos realizados pelos alunos do 5ºB,5ºD,5ºE,6ºD, nas aulas de Educação Tecnológica

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Desenhos de observação do presépio, realizados pelos alunos do 5ºB,5ºD,5ºE, nas aulas de Educação Visual


Presépio realizado pelos alunos com Currículo Específico Individual, na Oficina de Expressões, sob a orientação das professoras Branca Mesquita e Maria João Silva. Concorreu na Classe III, do Concurso de Presépios da C.M.P.

Presépio idealizado pelo conjunto de professores de Educação Visual e Educação Tecnológica do 2º ciclo e pela professora de Educação Visual do 3º ciclo. Colaboraram na sua concretização alunos dos 2º e 3º ciclos. Concorreu na Classe I, do Concurso de Presépios da C.M.P.

Almoço de Natal na EBAG

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ma vez mais, a escola encheu-se de brilho e cor para celebrar a quadra natalícia. No dia 19 de dezembro, professores antigos e atuais, membros da Direção do Agrupamento e pessoal não docente tiveram oportunidade de usufruir de um convívio habitual : o almoço de Natal. Numa cantina decorada a rigor e repleta de sorrisos e boa disposição, o bacalhau com broa, o cheiro da canela, da aletria (maravilhosa!) e das rabanadas, perfumou o ar. E foi neste agradável ambiente que a comunidade educativa, degustou sabores, partilhou conversas e se uniram afetos. No final, a Dra. Anabela Martins dirigiu algumas palavras a toda a audiência, aproveitando para agradecer a todos os que estiveram envolvidos na organização deste evento e dese-

jando aos presentes um Feliz Natal. Professora Ana Castro Silva


V Corta-mato do Agrupamento de Escolas

elo quinto ano consecutivo, alunos de todas os estabelecimentos de ensino do Agrupamento juntaram-se para participar no CortaMato escolar. Esta atividade conta com o apoio da Junta de Freguesia do Bonfim e da Auto Sueco. A organização é da responsabilidade dos professores de Educação Física, mas os alunos do 10º, 11º e 12º ano do Curso Profissional de Turismo dão uma preciosa ajuda. Foram 302 participantes, de várias idades, desde o 4.º até ao 12.º ano, que se apresentaram, entusiasmados, na linha de partida, fazendo do desporto uma verdadeira festa. À semelhança do ano passado, os alunos da Unidade de Multideficiência da EBAG voltaram a participar, abrilhantando com a sua presença uma prova que se quer aberta a todos. Estes alunos realizaram o percurso acompanhados por colegas, a quem foi entregue a MEDALHA FAIR PLAY: Beatriz Matos, Ana Beatriz Ribeiro e Cristiana Almeida todas do 9º A2 Para além do Prémio Fair-Play, este ano foram também distinguidas as turmas com maior número de participantes num prémio intitulado “TURMA MAIS ATIVA”. Na EBAG foram distinguidas, no 2º ciclo, as turmas 6º C, 6º B, 5º D, respetivamente 1º, 2º e 3º lugar e no 3º ciclo o 7º A2 obteve o 3º lugar. Esta prova serve também para apurar os representantes do Agrupamento no Corta-Mato Distrital que por sua vez seleciona os participantes do distrito do Porto no Corta-Mato Nacional - uma das mais emblemáticas provas do calendário desportivo anual do Programa do

Desporto Escolar. A todos e todas que na solarenga manhã de 10 de novembro participaram nesta prova escolar os nossos parabéns pela forma exemplar como o fizeram. Mas o desporto também é feito de resultados e por isso devemos destacar, dos participantes da EBAG, os alunos que conseguiram terminar a prova nos seis primeiros lugares, garantindo assim o apuramento para o Corta-Mato Distrital. »A Matilde Teixeira Vicente do 5º A e a Mafalda Maria Ribeiro, do 5º D que obtiveram respetivamente o 1º o 3º lugar na classificação do escalão infantis A feminino. »O Guilherme Tavares Soares, o Gonçalo Martim Gomes, ambos do 5º D e o Tiago Manuel Monteiro do 5º E que obtiveram respetivamente o 2º o 3º e o 4º lugar na classificação do escalão infantis A masculino. »A Maria Inês Almeida e a Laura Castro Silva, ambas do 6º B, que obtiveram respetivamente o 4º o 5º lugar na classificação do escalão infantis B feminino. »O Licínio Telinhos, do 7º A2 e o Tomás Lopes Miranda, do 6º C, que obtiveram respetivamente o 4º o 6º lugar na classificação do escalão infantis B masculino. A todos e todas que no dia 26 de janeiro estarão no Parque da Cidade do Porto a representar o nosso Agrupamento, fazemos votos que continuem a usufruir do prazer de praticar desporto. Professora Catarina Cachapuz

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Aurélia de Sousa


As meninas dançam?

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o âmbito do projeto “Formar Públicos de Dança” algumas alunas do Grupo de Dança Criativa do AEAS participaram, no dia 16 de dezembro, em atividades promovidas pelo Teatro Municipal do Porto que tiveram lugar no Teatro do Campo Alegre. Quando chegamos ao Teatro, o foyer estava cheio de gente, pois o público aderiu em massa à iniciativa FOCO FAMÍLIAS. Começamos por participar no Aquecimento Paralelo, uma aula de dança orientada pelas irmãs Mamede, acompanhadas por Sara Moreira. Tivemos oportunidade de conhecer a Maria Mamede, uma ex- aluna da ESAS e do grupo de dança a que agora pertencemos. Findo o Workshop fomos lanchar

e ainda tivemos tempo de visitar e experimentar a instalação interativa HN+RM. Mas aproximavam-se as 19h e com elas o início do espetáculo HORSES de Kabinet k e Hetpaleis, uma companhia Belga, que nos trouxe um espetáculo de dança com uma energia indomável, um encontro entre cinco crianças e cinco adultos, sempre com a música ao vivo de Thomas Devos e Bertel Schollaert. Este fim de tarde, para além da qualidade das atividades em que participamos, também foi uma excelente oportunidade de convívio entre as alunas dos grupos de dança da EBAG e da ESAS. Professora Catarina Cachapuz

Mente Sã, Corpo São

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Lu Jong (yoga terapêutico tibetano) é uma prática ancestral que consiste numa série de movimentos suaves e lentos, combinados com um ritmo respiratório próprio, que exercem efeitos profundos sobre a saúde. Para além dos movimentos, o Lu Jong inclui algumas práticas adicionais tais como alongamentos, técnicas respiratórias, massagem, relaxamento e meditação. Quando comecei a praticar, passei a ter um novo olhar sobre a minha vida, adquiri novos hábitos e paz interior. Como docente, comecei a imaginar como seria benéfico se professores e alunos tivessem a oportunidade de praticar yoga e sentirem em si mesmos esses benefícios que percebi em mim. As posturas de yoga, além de alongarem o corpo, aumentam a força de vontade e ajudam a ter mais vitalidade, ânimo e determinação. As respirações e relaxamentos são ferramentas poderosas para liber-

tar tensões no corpo, acalmar a mente e controlar as emoções. Com a meditação, que nos ajuda a viver no momento presente, a ansiedade e a impulsividade diminuem, a consciência e a capacidade de compreender a vida aumentam e a qualidade das relações interpessoais melhora. Com a ajuda destas práticas, acredito que é possível termos alunos e professores mais felizes e saudáveis e uma escola melhor para todos! Professora Vânia Sousa

“Ser saudável e feliz é a melhor forma de ajudarmos os outros.” Tulku Rinpoche


Momentos de orgulho Cerimónia de entrega dos prémios do Concurso de Presépios da C.M. P.

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o dia doze de janeiro, pelas 17,30 horas, realizou-se a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso de Presépios 2017, no Palacete dos Viscondes de Balsemão. A iniciativa é organizada pela Câmara do Porto, em parceria com a Diocese do Porto. A Escola Básica Augusto Gil obteve o segundo prémio, na categoria I (concorrentes com idade igual ou inferior a 15 anos). Este presépio foi elaborado pelos alunos do 2º e 3ºciclo, nas aulas de Educação Visual e Educação Tecnológica. Estiveram presentes na cerimónia, em representação do Agrupamento, alunos do 6ºD, 8ºA2, 8ºC2, professoras Branca Mesquita, Ana Paula Coutinho, Coordenadora da EBAG, Drª Carla Almeida e a Drª Anabela Martins, professora adjunta da CAP.

Da esquerda para a direita em pé: Diogo Pereira (8ºC2), Sérgio Teixeira (8ºA2), Bárbara Oliveira (6ºD), Lídia Xu (6ºD), professora Branca Mesquita, Sara Ribeiro (6ºD), Drª Maria Augusta Martins, professora Ana Paula Coutinho, Mustafa Jacabi (6ºD). Em baixo: Márcio Navega (8ºA2), Verónica Zouro (8ºA2), Lassine Keita (6ºD).

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Professora Branca Mesquita


Ciência na Escola: 15ª Edição do prémio Fundação Ilídio Pinho

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o dia 16 de janeiro de 2018, representantes do Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa estiveram presentes no Auditório da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia para a entrega de prémios dos projetos do Agrupamento que passaram à segunda fase desta importante iniciativa da Fundação Ilídio Pinho. A Escola Básica Augusto Gil teve a honra de ver apreciados os projetos “Cidades com Futuro” e “Humanizar pela Arte - educação inclusiva e para os valores” dinamizados, respetivamente, pelas professoras Manuela Lopes e Ana Paula Coutinho. Participaram cerca de 1700 projetos nacionais. O prémio atribuído, nesta fase, a cada projeto tem o valor de €500. Este valor servirá de financiamento dos materiais para execução de cada um dos referidos projetos. Professoras Ana Paula Coutinho e Manuela Lopes

Sobre Ilídio Pinho O sentido de utilidade e o combate ao desperdício são pedras basilares do respeito pela criação de riqueza…

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grande empresário Ilídio Pinho cresceu em Vale de Cambra no seio de uma família industrial e comercial, pela parte da mãe, e num berço oficinal, pela parte do pai, tendo recebido uma “herança genética” muito especial que viria a ser potenciada por um contexto educacional único. O pai, que tinha tido a iniciativa de se estabelecer sem quaisquer meios financeiros, iniciava a sua aventura por conta própria numa altura de enorme incerteza devido a tempos de guerra. Privações, racionamento, dificuldades e pobreza eram comuns, à época, na região, e Arlindo Pinho exigia sacrifícios e austeridade aos seus próximos. A educação de Ilídio e dos três primeiros irmãos, Álvaro, Armando e Armindo (António Jorge nasceria mais tarde), sendo que apenas seis anos o separavam do mais velho, era verdadeiramente castrense. Depois da escola, vinha a atividade do pai que não os dispensava do trabalho oficinal de ajudantes ou aprendizes. Tinham tarefas simples mas importantes, em missão de poupança num sem número de atividades que lhes ocupavam utilmente o tempo, como escolher sucata, endireitar pregos ou limpar peças de madeira para voltar a usar. Foi dessa forma que Arlindo cedo incutiu nos filhos o entendimento do valor das coisas, o sentido de utilidade e o combate ao desperdício. Era uma obrigação diária, sete dias por semana, que substituía a brincadeira. Por vezes, assaltava-o o desejo de se divertirem na companhia dos amigos, mas a assunção das responsabilidades precoces que

estavam instituídas no seio familiar não o permitia. Compreende-se, assim, que Ilídio e os irmãos só podiam ser precoces. Aos nove, dez anos, manobravam com destreza os veículos em reparação na oficina. O exame de condução de Ilídio, no Porto, foi realizado com sucesso, tendo apenas uma aula de adaptação ao trânsito da cidade. Com tudo isto, a experimentação, o desenvolvimento de capacidades, a confiança em si próprio, o fortíssimo sentido de utilidade, a eliminação do desperdício e a paixão pela tecnologia criadora de riqueza acabaram por tornar-se verdadeiras obsessões que o haveriam de caraterizar em toda a sua vida empresarial. In José Manuel Mendonça, "Ilídio Pinho – uma vida”


A escrever é que se aprende Nas aulas de Português, as professoras Gabriela Ribeiro e Bebiana Moreira desafiaram os seus alunos de 5º ano a escreverem fábulas, no âmbito do estudo daquela temática. Este trabalho, realizado na própria aula mostrou que , quando querem os nossos alunos sabem ser pequeninos “Esopos” e “La Fontaines”.

Era uma vez um enorme elefante e uma pequena formiga que iam fazer uma viagem para o deserto. Certo dia a formiga, mal ouviu o despertador, começou logo a trabalhar. O elefante, preguiçoso, levanta-se também, passou pela formiga e nem sequer lhe disse bom dia. -Mas olha lá, só por eu ser pequena, não mereço nem bom dia? -perguntou irritada a formiga. -Desculpa! - exclamou o elefante ignorando a companheira. A formiga sentou-se na cama do elefante e disse: -Olha meu amigo, isto assim não pode continuar, eu trabalho, trabalho, trabalho e tu passas o dia inteiro a dormir. Que tal fazermos uma viagem ao deserto? -Tens a mania de inventar, mas é capaz de ser boa ideia! No dia seguinte, lá partiram os dois. A formiga fez as malas e aconselhou o elefante a levar comida sufi-

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ciente e saudável. O elefante não dando ouvidos à formiga encheu a mala só com chocolates e refrigerantes. Quando lá chegaram, sentaram-se na areia a comer alguma coisa Passado nem um minuto, a formiga olhou para a mala do elefante e esta estava vazia. O elefante pediu um pouco de comida à formiga. -O quê vens-me pedir comida? Eu bem te avisei para trazeres alimentos para toda a viagem -relembrou a formiga. Moral da história- Quem te avisa teu amigo é! Vitória Bessa, 5ºB

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Peixe e a Cegonha

Era uma vez um peixe e uma cegonha que costumavam encontrar-se nas margens de um pequeno rio. – Eu gostava de ir viajar para bem longe. Gostava de ir para um local mais perto da praia. Dizem que lá, a água é mais quente, há mais comida e a água é mais límpida. – disse, um dia, o peixe. A cegonha, muito preocupada, avisou: – Tens de ter cuidado porque há muitos pescadores... Mas o peixe não quis saber e, para convencer a cegonha, disse que os pescadores nunca o iriam apanhar, porque ele era muito pequeno e veloz. Então, o peixe partiu. Estava muito contente por ir viajar e conhecer novos amigos. Prometeu que um dia iria voltar. Quando chegou ao mar era tudo muito bonito, como ele imaginava. Conheceu novos amigos e divertiu-se tanto que nem se apercebeu da rede que o rodeava. Foi apanhado nela, mas agarrou-se a um caranguejo que cortou um pouco da rede e, com sorte, conseguiu escapar. Rapidamente decidiu voltar ao seu rio e contar à cegonha a sua aventura que poderia ter sido fatal. Moral da história- Quem te avisa teu amigo é! Helena Gouveia, 5ºC

Burro e a Coruja

Certo dia, estava um Burro a dormir tranquilamente, quando uma pequena Coruja começou a saltar em cima dele. O Burro acordou, pôs-lhe a pata em cima e abriu a boca para a engolir. - Perdoa-me! – gritou a Coruja – Não me faças mal! Prometo ajudar-te se precisares de mim. O Burro riu-se. - Como é que alguém tão pequeno como tu poderá ajudar alguém grande como eu? - De noite, enquanto dormes, poderei vigiar-te e avisar-te de algum perigo. – respondeu a Coruja. Ele ficou pensativo e disse-lhe: - Poderás ter razão! Já que não dormes de noite, podes acordar-me e avisar-me. Combinado! E assim foi. O Burro, que achava que a Coruja, tão pequena, seria inútil, afinal percebeu que não era. Moral da história: Não devemos subestimar os outros.

Mariana Pereira, 5º C

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Elefante e a Formiga


Passatempos Descobre na horizontal e na vertical os nomes de oito países.

Alemanha França Itália Portugal Holanda Suíça Polónia Espanha

ANEDOTAS - Sabem onde é que um elefante se esconde bem? - Atrás de um morango. - Já viste algum elefante atrás de um morango? - Não?! - Estás a ver como ele se esconde.

Estava um menino todo esticado a tentar chegar a uma campainha. Passa um polícia e pergunta-lhe se queria ajuda. - Sim Sr. guarda, será que dava para o senhor tocar à campainha por mim? O polícia assim fez. E berra o garoto: - Agora fuja que eles costumam atirar água ...

Um polícia faz parar um automobilista O pai da Júlia, zangado diz: que acaba de passar um sinal vermelho. - Júlia, não chames idiota ao teu irmão! Apressa-te a pedir-lhe - Então, não viu o sinal vermelho? desculpa e a dizer que lamentas! - Sim, vi! O que não vi foi o senhor - Rui… - diz Júlia baixando os olhos- Desculpa... Eu lamento guarda. que sejas um idiota.

Às avessas será nome, bem fácil de decifrar, às direitas só à noite se poderá contemplar.

Tem coroa, mas não é rei, tem raiz, mas não é planta, o que é?

Soluções das adivinhas: luar e dente

35 A.GIL l fevereiro 2018

ADIVINHAS


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Jornal Escolar da Escola Básica Augusto Gil Fevereiro de 2018

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