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Publicação semestral março 2020 número V


Coordenadoras: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Revisão de textos: Ana Castro Silva Capa: Branca Mesquita Paginação e Maquetagem: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Fotografia: Ana Castro Silva e Branca Mesquita Equipa redatorial: Professores: Alexandra Machado, Ana Castro Silva, Ana Poças, Branca Mesquita, Carla Almeida, Carlos Graciano, Helena Matos, Helena Pereira, Jorge Costa, Manuela Melo, Manuela Lopes, Maria João Silva, Maria José Estrela, Paula Baptista Alunos: Alexandre Pina (6ºD), Ana Beatriz Silva (5ºA), Bernardo Fernandes (8ºA2), Constância Stratan (5ºA), Fábio Botelho (7ºA2), Filipe Soares (9ºA2), Francisca Barbosa (8ºB2), Gabriela Almeida (5ºA), Gonçalo Fernandes (8ºA2), Iara Afonso (5ºA), Isabel Carvalho (5ºB), Lara Costa (6ºD), Leonor Cardoso (5ºA), Léo Fuchs (6ºD), Maria Leitão (5ºC), Maria Silva (5ºB), Matilde Costa (5ºC), Rafael Oliveira (5ºD), Rodrigo Martins (5ºA), Rodrigo Ribeiro (5ºD), Sofia Costa (5ºA), Rui Monteiro (6ºD), Sofia Pinto (6º D), Vítor Quizi (5ºE), alunos do 5ºE Outros colaboradores: Clementina Carvalho (6ºD), Daniel Castelo (5ºB), Edgar Cruz (5ºB), Gustavo Silva (5ºB), Gyovanna Santos (5ºD), Morgana Soares (6ºD), Tomé Cruz (5ºB), Verónica Silva (6ºD), Ana Ribeiro, Flávia Leitão, Hélder Costa, Manuela de Castro, Marta Lima, Sónia Faro

Índice 3. Editorial 4. “PASSE na rua” 5. Compartilharte / Viva a República! 6. Dia do Diploma / É preciso saber comer! 7. O Mundo à mesa / Provérbios com sabores 8 e 9. Autobiografia de Fernão Magalhães 10. Redondo / Fim da rota 11. Fomos ao Carrapatelo / A violência é a arma dos fracos 12. S.M.A.R.T. / Intercâmbio musical 13. Joga e aprende/ BioArte 14. Solstício de Inverno/ Feira do livro - Livros para encantar 15. Ciência e Magia / Concurso Nacional de Leitura 16. Entrevista a Bárbara Sendim 17. A importância da gestão de resíduos urbanos 18 e 19. O Planeta está nas nossas mãos: muda de atitude! 20. Laboratório escolar da paisagem 21. Natal melodioso / 250 anos de Beethoven 22. A origem da árvore de Natal 23. Obrigado! 24 e 25 Curiosidade Arte e Crescimento 26. Educação artística 27. Glamour natural 28 e 29. Um novo olhar, uma nova obra / Cem medos 30. Visita de estudo a Ílhavo e Aveiro 31. Corta Mato - as origens e a competição escolar 32. Mega sprinter / Ténis de mesa - desporto em crescimento qualitativo 33. Diferentes níveis da paisagem 34. Li e gostei 35 Passatempos

Financiamento: Adão oculista /Ótica Brun´s / Restauração Northspirit / Centro de impressão Paula Teixeira / Cabeleireiros Café Locarno / Restauração Ana Margarida / Cabeleireiros Casa Paraíso / Restauração Restaurante Bragança / Restauração Pretty Nail’s / Estética Pizza Mail / Restauração Os textos do A.GIL foram redigidos segundo as normas do acordo ortográfico.

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Ficha Técnica


Editorial

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Desafios para a nova década de 20

ivemos em tempos de grandes mudanças em que os desafios são grandes e as incertezas ainda maiores. O conhecimento científico e tecnológico desenvolve-se de forma intensa, traduzindo-se num crescimento exponencial de informação a uma escala global. O mundo atual impõe novos desafios à educação e à escola. No dia 1 de janeiro deste ano, iniciamos a nova década de 20. É urgente reequacionar as condicionantes do nosso tempo para fazermos boas escolhas. Esta nova década não começou da melhor maneira. A ameaça de guerra entre o Irão e os EUA mostra bem a força do imprevisto e a incerteza na geopolítica. O Reino Unido sai da União Europeia a 31 de janeiro e as consequências do Brexit ainda não são conhecidas. Os desafios para esta nova década são muitos; destaco apenas alguns, como a preservação do planeta e as alterações climáticas, a ciência e a inteligência artificial e a educação e a sustentabilidade. Sabemos hoje que, se continuarmos a explorar a Terra da mesma forma, os recursos naturais irão esgotar-se rapidamente e, para mantermos o nosso estilo de vida, serão necessários três planetas. A atividade antrópica provoca a libertação de poluentes que contaminam a atmosfera. O aumento da emissão de gases com efeito de estufa, como por exemplo, o dióxido de carbono e o metano contribuem para o aumento do efeito de estufa que, por sua vez, leva ao aquecimento global e a alterações climáticas. Uma solução poderá ser o aproveitamento do carbono que libertamos para a atmosfera. Em vez de o extrairmos do solo, extraímo-lo da atmosfera permitindo uma atividade circular. Portugal pretende atingir a neutralidade carbónica, até porque é um dos países mais afetados pelas alterações climáticas. Está previsto o encerramento das centrais de carvão, a eliminação de plástico de uso único, o reforço das energias renováveis, as alternativas de mobilidade, o uso racional da água e a preservação da floresta e dos oceanos. A ciência e a inteligência artificial percorreram já caminhos sem retorno. A manipulação genética de seres vivos e mesmo de embriões de seres humanos poderá alterar os ecossistemas e mesmo a essência do ser humano, o que levanta algumas questões no domínio da bioética. Estamos em plena quarta revolução industrial. Os robots estão cada vez mais a substituir o Homem e o desenvolvimento da inteligência artificial e muitos outros mecanismos de automatização vão absorver um conjunto crescente de tarefas. A esperança de vida aumentou e a pobreza extrema baixou para os 10%, mas existem estudos que evidenciam que os sistemas económicos estão a gerar mais desigualdades. Relativamente à educação em Portugal, sabe-se que os níveis de qualidade ainda não foram atingidos. Temos ainda muitos alunos que não têm sucesso na escola. As causas são complexas, requerendo respostas que em nada são simplistas e que constituem um forte desafio aos pedagogos, governantes, docentes e sociedade civil. A geração Z (geração de pessoas que nasceram entre meados dos anos 90 até ao início de 2010) será a primeira geração a debater-se com as ameaças reais das alterações climáticas. Agir em favor da educação é imprescindível, porque só assim podemos responder aos desafios. A educação é a chave para promover o desenvolvimento sustentável e a prosperidade, para reduzir a pobreza e a desigualdade e potenciar a inclusão social. A educação também dá respostas decisivas para um planeta ameaçado pelas alterações climáticas. Só a educação tem o poder de modificar comportamentos na nossa sociedade de forma a combatermos o aquecimento global. Uma educação que se quer para todos e para cada um e que permita uma formação facilitadora da sua plena inclusão social. Parafraseando Nelson Mandela, A educação é a arma mais poderosa para mudar o mun-

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do. As respostas aos novos desafios exigem inovação. A inovação depende de uma maior qualificação dos recursos humanos e de novos meios tecnológicos. Devemos encarar os desafios como oportunidades para evoluirmos ainda mais. É urgente conciliar o desenvolvimento científico e tecnológico com a preservação do nosso planeta. A educação é o instrumento mais eficaz, a médio e a longo prazo, que permite responder aos desafios, desta década, e fazer face às imprevisibilidades resultantes da evolução do conhecimento e da tecnologia. É neste contexto que a escola tem de se reconfigurar para responder às imposições destes tempos de mudanças aceleradas. Estamos todos convocados para a mudança de comportamentos de forma a vivermos melhor! Este é o nosso compromisso para com as gerações futuras. Maria Helena Matos Coordenadora de Escola


“PASSE na Rua”

o âmbito do Programa de Alimentação Saudável em Saúde Escolar (PASSE) foi organizado o “PASSE na Rua”. A iniciativa, que teve lugar dia 25 de setembro, decorreu na Escola Básica de Fernão Magalhães. Esta atividade destinou-se a crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico e procurou abordar, de uma forma ludo pedagógica, o tema da Alimentação Saudável, promovendo comportamentos saudáveis em ambientes promotores de saúde. Os monitores desta atividade foram os alunos do 9.º Ano, Turma A2. Tudo começou uns dias antes quando a turma teve uma formação, dinamizada pela Equipa de Saúde Escolar do ACe´s Porto Oriental. Durante esta sessão, os alunos aprenderam algumas caraterísticas de como deve ser um monitor, o papel que cada um teria no dia da atividade e como funcionariam os jogos. A turma foi dividida em grupos e cada um ficou responsável por um jogo, analisando a sua respetiva dinâmica.

Professora Carla Almeida

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No dia da atividade, os monitores prepararam e montaram os seis jogos com a ajuda da equipa de saúde. Cada grupo de monitores alertou para algumas regras e cuidados a ter com o material de jogos, explicando aos alunos como funcionava cada jogo. Estes duraram cerca de 20 minutos, no fim dos quais as turmas trocaram para que os jogos passassem por todos. A meio da manhã, monitores e alunos pararam para fazer o seu lanche. De seguida, as turmas retomaram os jogos até à hora do almoço. No fim, os monitores arrumaram os jogos e regressaram à escola, cansados, mas de coração cheio! Sentimentos dos monitores: #interessados, #felizes, #satisfeitos, #divertidos e #cansados. Sentimentos das crianças: #interessadas, #felizes, #participativas.


Compartilharte "Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão, decididamente conduz a melhor saúde mental e à felicidade.“

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Dalai Lama

s alunos da turma D, do 6ºano, foram os vencedores do 2ºciclo, a nível nacional, no ano letivo transato do projeto Compartilharte, da Associação Ajudaris. Este projeto pretende dar asas à criatividade de crianças e jovens, através da ilustração de postais e elaboração de corações em origami. Simboliza e incentiva a partilha de afetos, valores e emoções, Além disso, permite a angariação de fundos para a continuação da missão da Ajudaris. Foram premiados com um computador portátil. A turma, generosamente, decidiu doar o prémio aos alunos do Centro de Apoio à Aprendizagem. A cerimónia formal de entrega decorreu no dia 27 de setembro, na Biblioteca Escolar. Esteve presente a Drª Rosa Mendes, presidente da Ajudaris, a Coordenadora de Escola, professora Helena Matos, assim como as docentes: Branca Mesquita, Diretora de turma do 6ºD, Maria João Silva, representante do C.A.A. e Manuela Melo, Coordenadora da BE. Foi um momento muito emotivo e solidário, no qual os alunos declamaram poemas e apresentaram uma dança. Professora Branca Mesquita

Viva a República!

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âmbito das comemorações da implantação da república em Portugal, a Biblioteca Escolar organizou de 4 a 11 de outubro, uma exposição sobre esta temática. Nela estiveram expostas as fotos e as biografias de todos os presidentes da república, desde Teófilo Braga ao atual, Marcelo Rebelo de Sousa. O objetivo desta exposição foi sensibilizar os alunos para a importância do momento histórico ocorrido em 5 de outubro de 1910 em Portugal e as transformações políticas advindas deste episódio histórico. Professora Ana Castro Silva


Dia do Diploma

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o dia 27 de outubro de 2019 pelas 17h teve lugar na escola Aurélia de Sousa a cerimónia de entrega dos diplomas, referentes aos Quadros de Honra e Excelência, de Valor e Mérito aos alunos do nosso Agrupamento. O evento foi presidido pela Diretora, Dra. Margarida Teixeira que se fez acompanhar pelos restantes elementos da Direção do Agrupamento, assim como, da Presidente do Conselho Geral. A assistir estavam os alunos premiados e diplomados, pais e outros familiares, bem como os seus professores, que tanto contribuíram para este momento de orgulho e, viram assim, recompensado, todo o trabalho desenvolvido na promoção do sucesso dos seus alunos. A todos eles os nossos parabéns! Professora Ana Castro Silva

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Fonte: O Principezinho no século XXI

s domínios de autonomia escolar, constituem uma opção curricular de trabalho interdisciplinar e/ou articulação curricular, cuja planificação deve identificar as disciplinas envolvidas e a forma de organização, tendo por base as Aprendizagens Essenciais, com vista ao desenvolvimento das áreas inscritas no Perfil do Aluno à saída da Escolaridade Obrigatória. Assim, nas diferentes disciplinas exploram-se recursos pedagógico-didáticos, onde se privilegia a parte

prática e experimental, bem como a capacidade de pesquisa, relação e análise. No âmbito do DAC, há na BE, um espaço destinado a esta temática promovendo boas práticas ao nível do ambiente, saúde e alimentação. Uma das abordagens de boas práticas alimentares teve como base a exploração de textos da obra "O Principezinho no século XXI", de autoria de Manuela Lopes, que também dinamizou a sessão, tendo sido feita referência a problemas de saúde decorrentes de maus hábitos alimentares. Com esta atividade pretendeu-se motivar os alunos para a boa prática da dieta mediterrânica. Participaram num aceso debate as turmas do 6ºB e 6ºD, tendo sido identificadas diversas doenças associadas a uma má alimentação e tendo sido discutidas as vantagens da alimentação mediterrânica. Colaboraram na atividade as professoras Helena Pereira, Manuela Lopes e Manuela Melo. Os alunos participantes mostraram-se muito interessados e empenhados em defender a sua saúde com a prática de bons hábitos alimentares. Professoras Manuela Melo e Manuela Lopes

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É preciso saber comer!


O Mundo à mesa

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s alunos do 9º ano elaboraram uma exposição alusiva ao Dia Mundial da Alimentação, em colaboração com os seus docentes de Geografia e Ciências Naturais. A exposição retratou os hábitos alimentares de vários países, de diferentes continentes, e permitiu que os alunos refletissem sobre a necessidade e a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, bem como os contrastes que ainda se verificam, a nível mundial, ao nível da nutrição e do acesso aos alimentos. Assim, foram elaborados cartazes com imagens de famílias e os produtos alimentares que consomem e respetivo custo, por semana. Os alunos foram ainda desafiados a trazer alguns alimentos referentes a uma dieta mediterrânica, expostos numa mesa e que representavam uma possível dieta alimentar de uma família portuguesa. Na sala de aula, analisaram as consequências dos desequilíbrios nutricionais, quer por excesso quer por defeito, no ser humano. Durante a montagem da exposição, os alunos localizaram os países no planisfério e, posteriormente, recolheram informações sobre os seus níveis de desenvolvimento. Em simultâneo foi projetado um vídeo alusivo à importância da dieta mediterrânica! Professora Carla Almeida

Provérbios com sabores

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o Dia da Alimentação, a turma do 6º D realizou, nas aulas de D.A.C. muitas e diferentes atividades, relacionadas com o tema. Uma dessas atividades foi a recolha de provérbios alusivos à alimentação. Após a recolha e seleção dos melhores provérbios, elaborámos cartazes com os mesmos, que estiveram em exposição no 1º piso da escola. Outra atividade, talvez a mais interativa e, na minha opinião, a mais divertida foi a observação de um filme, onde as personagens principais: o anjo e o diabo, tentavam influenciar as pessoas a terem hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis. No final, a nossa turma criou um julgamento, uma espécie de Tribunal, para defender cada uma destas posições. Foi muito engraçado! Rui Monteiro, 6ºD


C

hamo-me Fernão Magalhães. Nasci no Norte de Portugal, na vila de Sabrosa na região de Trás-os-Montes e Alto Douro em 1480. A minha família pertencia à nobreza portuguesa e, ainda criança fui para Lisboa. Fui pajem da corte da rainha D. Leonor onde tive uma educação privilegiaIlustração de Gustavo Silva, 5ºB da, na qual me dediquei principalmente ao estudo da cartografia e navegação. Aos 25 anos viajei nas caravelas e naus portuguesas pelo mundo e, na companhia do primeiro vicerei português do Leste, conheci as regiões da China, Japão, Índia, Arábia e Pérsia. Participei em várias batalhas: em 1506 fui ferido na batalha de Cananor; em 1508 combati na batalha de Diu na Índia onde também fui ferido e na luta contra Azamor em 1513, na conquista de Marrocos, fiquei aleijado numa perna. Antes, em 1510 recebi o título de capitão por me ter voluntariado a ficar em terra quando duas naus carregadas de especiarias encalharam. Um ano mais tarde, em 1511, conheci Enrique de Malaca, que veio a ser meu escravo e me acompanhou o resto da minha vida. Infelizmente perdi grande parte da minha influência junto do rei D. Manuel quando fui acusado de negociar com muçulmanos. O rei acabou por recusar duas vezes os meus planos de chegar às famosas ilhas Molucas de onde vinham as melhores especiarias. Assim, impedido de prestar os meus serviços a Portugal, abandonei o meu país e viajei para Espanha onde ofereci os meus serviços ao rei D. Carlos V. Neste país rival acabei por casar e até mudei o meu nome de Fernão para Fernando Magalhães. Com ajuda do meu grande amigo Rui Faleiro, que também tinha sido exilado, juntei os melhores astrónomos e cartógrafos e planeei chegar às Índias Orientais e às famosas Molucas viajando pelo Ocidente. Mais tarde, apresentei os meus planos ao Rei D. Carlos V em Valladolid. Este aceitou a minha expedição com a condição de proclamar espanholas todas as terras que encontrássemos no curso da navegação pelo ocidente, e como prémio receberíamos 1/5 do ganho obtido, descontadas as despesas.

Para a minha aventura recebi uma armada composta por cinco embarcações: "Vitória", "Santiago", "Conceição", "Santo António" e a nau "Trindad" que eu próprio comandei. A tripulação, com mais de 265 homens, era composta por marinheiros espanhóis, portugueses, italianos, franceses, alemães, gregos, ingleses, africanos e também malaios que serviriam de intérpretes. No dia 20 de setembro de 1519 saímos do porto andaluz de Sanlúcar em direção ao Brasil. A 29 de novembro avistamos o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. No dia 13 de dezembro entramos na baía do Rio de Janeiro para reabastecermos e repararmos os navios. No dia 10 de janeiro chegamos a um rio que batizamos rio da Prata. Mais tarde, a 31 de março chegamos ao golfo de São Matias. Aqui conhecemos os nativos desta região, eram altos e com os pés muito grandes. Acabamos por chama-los carinhosamente de “patagones” e a região de Patagónia. Como estávamos no inverno e a temperatura era cada vez mais baixa, decidi parar até que chegasse a primavera. Como a viagem começou a ser cada vez mais difícil a tripulação começou a questionar a minha autoridade. Tive de castigar alguns tripulantes que tentaram prender-me e assumir o comando da expedição. Cheguei mesmo abandonar Juan de Cartagena, numa praia deserta, juntamente com o Padre Pedro Sanchez de Reina, que também pertencia ao grupo dos revoltosos. A 22 de maio a caravela “Santiago” encalhou e perdeu-se no Atlântico e mais tarde perdi também a “Concepción” que foi queimada junto à ilha de Peñol. Tive de distribuir os 115 tripulantes pela “ Vi c tó ri a ” e p el a “Trinidad”. No dia 24 de agosto decidi seguir viagem com a minha frota, Ilustração de Tomé Cruz, 5ºB no entanto, devido ao mau tempo, fomos obrigados a parar dois meses. A 21 de outubro, encaminhei os quatro navios que restavam por um pequeno canal encontramos logo a seguir a um promontório que batizei de “Cabo das Onze Mil Virgens”.

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Autobiografia de Fernão Magalhães


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Autobiografia de Fernão Magalhães O canal era estreito e perigoso, parecia um grande labirinto, mais tarde deram o meu nome a esta passagem do oceano Atlântico ao oceano Pacífico (Estreito de Magalhães). A viagem por este estreito foi difícil e assustadora, talvez por isso perdi mais uma caravela, a “San António”, que regressou a Espanha com um grupo de marinheiros revoltosos. Pelo caminho vimos muitas fogueiras dos nativos que habitavam aquela terra. Por isso, acabamos por chamá-la Terra do Fogo. A viagem pelo Estreito demorou 27 dias. No início do dia 28 de novembro de 1520 a nossa frota contornou o “Cabo Desejado” e entrou num oceano desconhecido com águas tranquilas. Nesse dia eu chorei, pois tinha encontrado o caminho que me levaria até mares nunca antes navegados. Chamei a este novo mar “oceano Pacífico”. O azar ainda não tinha terminado, durante três meses navegamos no oceano Pacífico e passamos fome e sede, muitos marinheiros morreram, chegamos a comer ratos e o couro dos mastros. Chegamos às ilhas Marianas muito fracos no dia 6 de março. Nestas ilhas, abastecemos as provisões de alimentos e água, e novamente partimos. Dias mais tarde, a 16 de março, encontramos outro arquipélago, ao qual deram o nome de Filipinas em homenagem a Felipe II, rei da Espanha. Foi trágico o dia 27 de abril, pois foi o dia em que a minha vida termina, com pouco mais de 30 homens, cansados e mal alimentados entro num combate desigual na ilha de Mactán e sou atingido mortalmente por uma seta envenenada. Admito que me encontrava desesperado, dias antes tinha percebido que navegávamos já em águas portuguesas e que as famosas ilhas Molucas, segundo o tratado de Tordesilhas, afinal eram território português. Não sabia o que dizer ao rei de Espanha e muito menos ao rei português que me considerava um traidor. Morro assim sem a riqueza que pretendia, mas com a glória de ter sido impulsionador da primeira viagem de circunavegação que provou aquilo que já era sabido, mas nem sempre reconhecido: O nosso planeta era redondo! Mas a viagem não acabou aqui, abalados, os marinheiros continuaram a viagem sob o comando de Juan Sebastián Elcano. Durante a estadia em Mactán muitos homens morreram e, para piorar a situação, depois da minha morte o meu escravo, Enrique de Malaca, talvez por vingança de não lhe darem a liberdade que eu prometera, criou uma emboscada que

matou 24 homens. Embora desconhecido e homem de pouca história, o meu escravo, Enrique de Malaca, foi o primeiro homem a realizar uma viagem de circunavegação, pois dez anos antes tinha embarcado comigo numa das ilhas onde agora tínhamos chegado. No dia 21 de Dezembro a tripulação que restava chegou ao destino que eu sempre quis, as Ilhas Molucas. Ao chegarem a estas ilhas, a tripulação apercebeu-se também que estavam em águas portuguesas e que estes já conviviam com os habitantes destas ilhas há alguns anos. Decidimos compor o que restava da caravela “Trindad” e queimar o “Conception”, pois estava demasiado estragada. Só a nau “Victoria” estava em condições de regressar. E assim foi, os marinheiros que restavam carregaram esta nau de preciosas especiarias e convencidos pelos portugueses seguiram para ocidente por águas portuguesas de regresso a Espanha. Em Cabo Verde, Já perto do fim desta epopeia, foi curioso os marinheiros repararem que estavam um dia adiantados em relação aos seus cálculos. A nau “Victória” chega ao porto de Sanlúcar em setembro de 1522 com dezoito sobreviventes. E assim, o capitão Elcano foi o primeiro europeu a circum-navegar o globo. Matilde Dias Costa, 5.º C (orientação de Hélder Costa)

Ilustração de Edgar Cruz, 5ºB

Ilustração de Daniel Castelo, 5ºB


Redondo

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o dia 21 de outubro fomos com a nossa diretora de turma, à escola Aurélia de Sousa, sede do nosso Agrupamento, participar numa atividade inserida nas “Comemorações do V Centenário da Cir-

cum-Navegação de Fernão Magalhães”.

encenar a divisão do mundo entre a Espanha e Portugal, ocorrida nessa altura com o Tratado de Tordesilhas, lembramos também, a importância das especiarias e as dificuldades sentidas pelo navegador. Esta coreografia teve o nome de “redondo”, porque redonda é a Terra e redondo foi o seu trajeto navegando de ocidente até ao oriente.

Durante algumas semanas treinamos, com a professora Catarina Cachapuz uma dança, baseada na viagem deste corajoso navegador. Assim, tentámos

Ana Beatriz Silva, Constância Stratan, Gabriela Almeida, Iara Afonso, Leonor Cardoso e Sofia Costa – 5º A

Fim da rota

Alunos do 5º A

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nossa turma, o 5º A, recebeu um convite irrecusável: participar no encerramento das atividades da “ Semana de Magalhães” a realizar na nossa antiga escola, a EB de Fernão Magalhães. Claro que nós aceitamos! Assim, no dia 25 de outubro, por volta das 9.30, saímos da escola Augusto Gil, acompanhados pela nossa diretora de turma. O entusiamos era grande, ansiávamos rever a professora Maria José e alguns colegas. E, foi ela que nos recebeu à entrada da escola e nos indicou o lugar que deveríamos ocupar. Aqui, assistimos à receção da garrafa mensageira por um aluno e um professor, acompanhados musicalmente pelos alunos do Conservatório de Música do Porto. De seguida os nossos colegas interpretaram a chegada do navegador às Filipinas. Estavam todos muito bem vestidos e caraterizados representando o mar, as aves marinhas e a bandeiras de Portugal. Foi um espetáculo muito bonito e muito bem organizado! A cerimónia terminou com a entrega da garrafa mensageira a um representante da Missão para as Comemorações do V Centenário da CircumNavegação.


Fomos ao Carrapatelo

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o dia vinte e sete de novembro, as turmas de oitavo ano realizaram uma visita de estudo à Central Hidroelétrica do Carrapatelo, no âmbito da disciplina de Físico-Química. Na central de Aproveitamento Hidroelétrico os alunos visitaram o interior das instalações utilizadas para a produção de energia elétrica. A atividade decorreu com o acompanhamento de um guia da EDP que durante toda a visita fez questão de mostrar as instalações e explicar o seu funcionamento. Foi possível ver os geradores elétricos, transformadores e outros dispositivos que permitem a produção, transformação e o transporte da corrente elétrica até ao consumidor final. Terminaram a visita descendo até ao leito original do rio, o que lhes permitiu perceber a dimensão e complexidade do projeto de engenharia civil associado à construção da barragem do Carrapatelo. Nesta visita de estudo, os alunos mostraram interesse, participaram com entusiasmo e de uma forma ativa puderam compreender a importância das Centrais Hidroelétricas no processo de produção da energia elétrica. Professoras Ana Poças e Paula Baptista

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A violência é a arma dos fracos

violência nas suas diferentes formas (verbal, física, gestual, psicológica…) é efetivamente usada por quem é fraco e incapaz de resolver situações de modo inteligente e civilizado. Os fracos recorrem ainda a técnicas de grupo, numa covardia evidente, procurando impor-se através da força intimidatória do grupo, numa atitude muito pouco racional. E, afinal, porque lutam aqueles que tanto se preocupam em agredir os outros? Se analisarmos bem as situações, concluímos que não existem verdadeiras justificações. Na busca de razões para a violência, tudo serve para o “insultoume”, “falou da minha mãe”, “olhou com segundas intenções”, quando a verdadeira razão para a busca de conflitos está na insatisfação pessoal de cada um, na sua incapacidade de realização pessoal, na procura de uma falsa autoridade que satisfaça inseguranças… Quando as pessoas aprenderem a valorizar-se

mutuamente, sem invejas e sentimentos menores, teremos certamente um mundo mais justo e menos violento. As pessoas passarão a centrar a sua atenção no “construir”, preocupando-se menos com o “destruir” e crescerão na verdade pois, como enuncia um velho ditado, “pessoas pequenas falam de pessoas, pessoas médias falam de coisas, pessoas grandes falam de ideias”. As ideias construtivas poderão certamente estar na base da tão necessária proteção da qualidade ambiental e da biodiversidade, para termos um mundo mais equilibrado, com sustentabilidade. Teremos de parar de agredir a Natureza, com base nas nossas justificações de lucro económico e passar a valorizar o lucro ambiental que conduz a uma melhor qualidade de vida para todos. Que a nossa escola seja o local de lançamento, para a vida, de PESSOAS GRANDES! Professora Manuela Lopes


S.M.A.R.T.

Marta Lima e Sofia Pinto

Intercâmbio musical

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o dia 18 de novembro, todas as turmas do 5º ano, assistiram a um Concerto de violino e piano. Esta atividade inseriu-se num intercâmbio com o Conservatório de Música do Porto e teve, como objetivo dar a conhecer aos alunos instrumentos de música erudita. O violinista era um jovem estudante, mas tocava muitíssimo bem! Ficamos maravilhados a ouvi-lo! Alunos do 5ºE

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o dia 29 de novembro teve lugar na Biblioteca da Escola Básica Augusto Gil uma apresentação feita por Marta Lima, Encarregada de Educação de Sofia Pinto do 6º D, sobre Definição de Objetivos Pessoais. Nessa apresentação, enquadrada na abertura da Feira do Livro que decorreu na Escola, abordou-se não só a importância e necessidade de todos, individualmente, construirmos um conjunto de objetivos de desenvolvimento em todas as áreas da nossa vida (pessoal, financeira, social...), como também metodologias para o fazermos com sucesso. Foi explorada a metodologia SMART (Específicos [Specific], Mensuráveis, Acionáveis/Alcançáveis, Relevantes, Temporizáveis) e foram analisados exemplos de objetivos individuais dados pelos próprios alunos do 6ºD. Outro aspeto abordado foi a forma como os nossos valores e crenças nos influenciam a todos os níveis, nomeadamente no estabelecimento dos nossos próprios objetivos. Também neste ponto foram discutidos diversos pontos de vista dos alunos. Aproveitando a Feira do Livro que então se iniciava, falou-se da importância da

leitura enquanto facilitadora de aprendizagens no desenvolvimento do indivíduo. Em geral, a turma do 6º D considerou que a apresentação feita foi bastante elucidativa pelos exemplos que foram dados e pela discussão ocorrida. Foi unânime a opinião de que a falta de objetivos, com consequente falta de foco em conseguir atingilos, leva a um desgaste de tempo e energia que poderiam ser direcionados para um maior sucesso e eficácia de cada um de nós. Foi uma experiência boa para a turma, que espera poder repeti-la em breve.


Joga e Aprende

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concurso “Joga e Aprende” realizouse, no passado dia 10 de dezembro, na biblioteca da nossa escola, entre as turmas de sexto ano, dinamizado pela professora Alexandra Machado. Este jogo consiste num jogo de tabuleiro no qual é necessário responder a perguntas sobre temas de História. É composto por três fases, realizadas uma em cada período. As vencedoras da primeira fase foram as alunas do 6º C, Alexandra Ferreira, Ana Rodriguez, Lígia Pinto e Mafalda Silva. O prémio atribuído foi um livro diferente para cada elemento da equipa vencedora, que fala sobre personalidades e factos históricos. Consideramos que a organização de concursos na escola é muito interessante, pois achamos a atividade motivadora e entusiasmante, uma vez que envolve trabalho em grupo e conhecimento da matéria dada nas aulas.

Alunos que participaram no Concurso

Professora Alexandra Machado

As vencedoras da primeira sessão

BioArte

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o âmbito das comemorações da Semana da Cultura Científica, esteve patente na Biblioteca da Escola Básica Augusto Gil a exposição de fotografia “BIOARTE”, de Manuela Lopes, tendo esta atividade sido reveladora da beleza inerente a diversos contextos naturais. Fica a mensagem de que o interesse científico põe a descoberto essa fantástica estética

da Natureza que tantas vezes escapa ao nosso olhar pouco atento. Aprender a ver, a descobrir particularidades do mundo em que vivemos, é a ARTE dos que sabem valorizar a vida, em toda a sua complexidade e plenitude. Professora Manuela Lopes


Solstício de Inverno O termo Solstício vem do Latim solstitius que significa “ponto onde a trajetória do Sol não aparenta se deslocar’’, e consiste em sol + sistere que significa parado. Noutras culturas são comemoradas festas durante o solstício, como no paganismo nórdico que comemoravam o Yule ou Jól. Era um festival em honra dos deuses, para garantir fertilidade e boas colheitas durante o rígido inverno que se aproximava.

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Léo Fuchs, 6ºD

Solstício de Inverno é um fenómeno que acontece todos os anos no dia que dá início ao inverno. No hemisfério Norte acontece no dia 21 ou 22 de dezembro. O Solstício de inverno é o dia mais curto do ano e então a noite mais longa, graças à translação, movimento que a Terra faz em torno do Sol, e o eixo de inclinação da Terra que proporciona diferentes quantidades de luz entre os dois hemisférios.

Esta Feira contou com a colaboração da Editora Kalandraka, cujos livros se destacam pela originalidade e ilustrações. A par com esta Editora contamos também com a colaboração da Porto Editora, com livros selecionados para a época Natalícia, entre a restante coleção literária. Integrada nesta Feira do Livro, foi ainda divulgada a última obra da “Associação Ajudaris”, que contou com a participação de 73 estabelecimentos de ensino, com o tema “Desenvolvimento Sustentável”. Os nossos Pequenos Grandes Artistas, do 6ºAno D, estiveram representados com uma história original sobre o Ambiente, dando assim o seu contributo para esta nobre causa. Como era previsível houve grande adesão dos alunos e professores na visita a esta feira, cujos objetivos essenciais foram o incentivo aos hábitos de leitura e a criação de um espaço livre, de aproximação do leitor ao livro. A par com este evento e, aproximando o livro com o seu autor, foram convidados, o escritor Filipe Monteiro e a escultora, artista plástica e cineasta, al como em anos transatos, esteve Bárbara Sendin. Manuela Melo patente a Feira do Livro, na Biblioteca Escolar, de 29 Coordenadora da BE de novembro a 13 de dezembro de 2019.

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Feira do Livro - livros para encantar


Ciência e magia

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o dia 10 de dezembro tivemos entre nós o escritor Filipe Monteiro que apresentou o seu livro, “Mestre Carbono, o Cientista”, um livro que nos fala sobre os problemas ambientais. Alerta para o aquecimento global e refere o aumento elevado da temperatura média da Terra. Esse fenómeno agravouse devido às atividades humanas. A poluição do ar por meio de queimadas, do intenso uso de transportes e do aumento da produção no setor industrial também é associado ao aquecimento global. As principais consequências são o derretimento das calotas polares, o aumento do nível dos oceanos, a diminuição dos recursos hídricos e diversas anomalias climáticas. Filipe Monteiro proporcionou momentos únicos ao transformar ciência em magia, o que levou à curiosidade e admiração dos nossos alunos. Com a presença do escritor, foi feita uma sensibilização e um apelo à consciência cívica e social, de medidas de proteção do ambiente e de que os nossos alunos serão as vias de divulgação e agentes ativos, para que possam usufruir de um ambiente mais saudável no seu futuro. Manuela Melo Coordenadora da BE

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Concurso Nacional de Leitura

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ste concurso visa o desenvolvimento das competências leitoras. Com o propósito de dar a esta celebração da leitura e da escrita um caráter

mais universal e significativo, o PNL2027 articula-se com a Rede de Bibliotecas Escolares; Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas; Camões - Instituto da Cooperação e da Língua; Direção-Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro. Os alunos, Ana Moreira, representante do 3º ciclo e Rodrigo Rio, representante do 2º ciclo, foram os vencedores da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura, que decorreu no mês de janeiro, na EBAG. A 2ª fase municipal decorreu a 12 de fevereiro, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Os nossos alunos representaram o Agrupamento com todo o empenho e dignidade. Ana Moreira, que ao longo de 3 anos tem representado, tão bem, a nossa escola, ficou entre os 5 primeiros classificados, nesta 2ª fase do concurso. Parabéns aos nossos alunos vencedores! Manuela Melo


Entrevista a Bárbara Sendin

BE- Bem-vinda Bárbara. O que a motivou a realizar este filme de animação? Bárbara Sendin- Comecei por escrever o livro em B.D., criando personagens que tenho vindo a desenvolver desde o ano 2000 e, finalmente, os desenhos tornaram-se nas personagens de uma história em B.D.. BE– A Bárbara, criou um cenário original usando materiais reciclados. Qual foi a razão desta escolha? Bárbara Sendin- Tenho trabalhado com plásticos na área de reciclagem, para desenvolver trabalhos de artesanato, inclusive realizo workshops, com alunos de várias escolas, em que tentamos “dar novas formas aos materiais que seriam lixo”. Ao ter os materiais recolhidos a ideia de utilizá-los como cenário do filme surgiu com naturalidade. Para além dos plásticos uso fios elétricos, pasta de modelar, papel e plásticos variados. BE- Na realização do filme quais foram os meios e o tempo utilizados? Bárbara Sendin- Eu e os meus colaboradores demoramos um ano, para desenvolver o filme que consistiu

Manuela Melo Coordenadora da Biblioteca Escolar

na construção de um cenário e personagens. Após essa fase passamos à encenação, com registo fotográfico para cada movimento, o que contou com mais de 5000 registos. Para além deste trabalho há ainda a gravação das vozes e a montagem em computador, num programa técnico específico, “StopMotion”. BE- Bárbara, quais são os projetos futuros? Bárbara Sendim- Produzir o filme “Alice no Espaço”, construir novos cenários e dar continuidade às ideias e técnicas reunidas no 1º filme. BE- Qual a mensagem deste filme? Bárbara Sendin- O filme transmite preocupações ambientais com sugestões de sustentabilidade e boa alimentação. Ideias para aventura em espaços verdes e uma dissertação acerca da Criação Artística e do Universo. BE- Parabéns Bárbara! São estas iniciativas que sensibilizam e alertam os nossos alunos para os problemas ambientais e apontam caminhos para aquisição de atitudes cívicas e adequadas na preservação e cuidados com o Planeta.

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árbara Sendin, uma artista portuense, autora da curta-metragem, “Alice na Ilha Mágica”, esteve entre nós no mês de dezembro, para a sua apresentação. É licenciada em escultura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Autora também de Banda Desenhada, nomeadamente do livro “Alice na Ilha Mágica”, que deu o mote ao filme e que já tem o seguimento num segundo livro que será também o mote da curtametragem seguinte. É com a animação que Bárbara

Sendin gere todos os domínios do seu trabalho, tornando-o mais rico e completo. Dado o interesse, tanto pelos alunos que tiveram oportunidade de assistir à curta-metragem, tanto pelos programas curriculares, entrevistamos a Bárbara que primou pela simpatia e boa vontade em colaborar com as nossas atividades, dando o seu contributo para a divulgação do comportamento cívico na preservação e cuidados do Planeta.


A importância da gestão de resíduos urbanos

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definição de resíduo urbano atualmente em vigor é "resíduo proveniente de habitações ou

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outro resíduo que, pela sua natureza ou composição, seja semelhante ao resíduo proveniente de habitações". Até ao final dos anos 90 a gestão de resíduos sólidos urbanos em Portugal resumia-se à recolha de resíduos e à sua deposição nas mais de 300 lixeiras distribuídas pelo país. Após a aplicação do Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), as lixeiras foram encerradas e construídas novas infraestruturas de tratamento, valorização e deposição final de resíduos. Ao contrário das lixeiras geridas individualmente por um único município, as novas infraestruturas são utilizadas simultaneamente por vários concelhos. Com a constituição dos sistemas de gestão de resíduos urbanos, Portugal passou de uma situação em que existiam 257 entidades gestoras de resíduos para o estado atual em que existem apenas 23 sistemas de gestão de resíduos urbanos em todo o território continental. Os ecopontos, existentes nas vias públicas e destinados à recolha de resíduos de papel/cartão, vidro e embalagens de plástico e metal, são da responsabilidade destes sistemas, consoante as zonas, mas a gestão propriamente dita dos resíduos de embalagens é da responsabilidade da Sociedade Ponto Verde (SPV). No caso particular das pilhas e baterias portáteis parte da sua rede de recolha está conjugada com a rede dos ecopontos e a outra parte a empresas, instituições ou grandes superfícies comerciais. (Fonte: www.naturlink.pt) A educação para a gestão dos resíduos que produzimos é de particular importância, num contexto de cidadania, porque a sustentabilidade ambiental depende da forma como tratamos os nossos lixos. Saber separar o lixo é um grande primeiro passo para evitarmos o excesso de poluição na Natureza, num processo responsável de proteção dos seres vivos e das paisagens de que depende a saúde de todos. Foi nessa linha de ação que a Biblioteca da Escola Básica Augusto Gil dinamizou um desafio aos alunos, numa pequena prova de separação de resíduos sólidos urbanos em que foi testada a sua capacidade de agir em favor da tão necessária qualidade ambiental.

A atividade foi realizada em novembro, no âmbito da Semana da Cultura Científica, e teve como objetivos promover comportamentos de correta separação de resíduos sólidos urbanos e fazer interiorizar aos alunos a responsabilidade de proteger a Natureza. Os participantes compreenderam a importância da separação dos resíduos para a vida na Terra. Professora Manuela Lopes

Ilustração de Clementina Carvalho, 6ºD


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020 é o Ano Internacional da Fitossanidade. “Fitossanidade” é uma palavra que não faz parte do vocabulário corrente, e muitas pessoas se questionarão sobre as razões do reconhecimento internacional da importância da saúde das plantas, neste ano de 2020. A grande preocupação inerente é a saúde vegetal porque, na verdade, a vida na Terra está fortemente dependente das plantas. Desde as árvores das grandes florestas até às gramíneas das pradarias, as plantas são responsáveis pela fixação do solo, pelo consumo de dióxido de carbono e pela produção do oxigénio necessário à respiração aeróbia, pela síntese dos compostos orgânicos que estão na base das cadeias alimentares e por muitas matérias primas, incluindo diversos constituintes com utilização medicinal. Sem plantas a vida animal não seria possível no nosso planeta, na medida em que a vida dos consumidores depende da dos produtores. Nessa perspetiva, não dependerá a nossa saúde da saúde vegetal? E o que fazemos para preservar esta última?

Destruímos florestas, poluímos o solo e a água, desequilibramos a dinâmica de ecossistemas proporcionando condições para a existência de pragas e de doenças, criamos transgénicos sem saber se a Natureza está preparada para os receber, usamos produtos químicos agressivos na agricultura, potenciamos a presença de espécies invasoras… Os ecossistemas vão tentando reagir aos nossos erros, mas até quando conseguirão fazê-lo com sucesso? Teremos forçosamente de abandonar a nossa posição de exploradores da Natureza e de assumir a de verdadeiros defensores da mesma, sem hipocrisias economicistas, sob risco de o feitiço se virar em definitivo contra o feiticeiro. A comemoração do Ano Internacional da Saúde Vegetal surge da justificada preocupação decorrente das alterações ambientais que presenciamos e espera-se que consiga alertar as populações para a responsabilidade que temos e para o consequente dever de valorização e de proteção da saúde das plantas e da qualidade ambiental de que depende a vida de todos. Professora Manuela Lopes

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O Planeta está nas nossas mãos: muda de atitude!


O Planeta está nas nossas mãos: muda de atitude!

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unca como hoje, o futuro do nosso Planeta se discute tanto. Em causa está, em última análise, a sobrevivência da Humanidade, da nossa espécie. Cabe-nos mudar as mentalidades, hábitos, a começar em cada um de nós. No mais simples dos gestos: por exemplo, desligar a luz e todos os equipa-

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o ano em que Lisboa é a Capital Verde Europeia, que tal, todos nós, aproveitarmos a oportunidade, para sermos mais conscientes e ecológicos? A verdade é que há pequenos gestos que podem ser importantes e fazer toda a diferença. Por exemplo: -Andar menos de carro e mais de transportes públicos;

mentos sempre que não sejam necessários, reutilizar, plantar árvores... Não são precisas leis, regras. Basta mudar de atitude! O Planeta é só um! Queremos preservá-lo? Vamos começar por nós…. Professora Carla Almeida

-Desligar as luzes quando não são necessárias; -Deixar de usar palhinhas e saquinhos; -Não deixar a água a correr; -Tomar duches rápidos; -Comer menos carne; -Deixar o descartável e reciclar mais. Se queremos salvar o Planeta, temos todos de ser responsáveis! Professora Helena Pereira


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s Laboratórios da Paisagem têm uma importante função educativa nos países nórdicos, sendo aí mais vulgarmente utilizados no ensino superior. A ideia dos Laboratórios Escolares da Paisagem (LEP) no ensino básico surgiu da necessidade de procurar respostas para o novo contexto educativo que desafia as tradicionais metodologias de ensino e as estratégias de motivação dos alunos para efetivas aprendizagens. Assim sendo, foi feita a proposta um Laboratório Escolar da Paisagem, no Jardim de Nova Sintra, na proximidade da Escola Augusto Gil, no sentido de proporcionar um local de trabalho ao ar livre, apetrechado

para permitir que nele possam ser dinamizadas aulas em espaços verdes, com exploração de todas as potencialidades que oferecem, de forma transversal. Pretende-se que os LEP sejam espaços verdes de observação analítica dos fenómenos naturais e de experimentação com a Natureza, privilegiando a autonomia dos alunos sob orientação de um professor mentor. O trabalho a realizar poderá abranger assuntos das diferentes disciplinas, desde a produção de textos descritivos da paisagem até ao estudo e classificação de diferentes seres vivos, podendo ser proporcionadas aulas de desenho na paisagem ou formas de orientação, por exemplo. Como muitas escolas não possuem espaços verdes adaptáveis à função educativa de um LEP, surgiu a ideia de que espaços verdes públicos pudessem ser utilizados por escolas da proximidade, numa política de cedência de espaço para que a sala de aula possa abrir-se para o mundo exterior. Nessa perspetiva, esses espaços públicos têm de ser apetrechados com alguns instrumentos de trabalho para a perceção e interpretação da paisagem envolvente, de forma a levar os alunos a querer conhecer e valorizar o mundo natural. A proposta de um LEP no Jardim de Nova Sintra, das Águas do Porto, foi feita por mim à Junta de Freguesia do Bonfim que estabeleceu já um protocolo com as Águas do Porto para a utilização do respetivo Jardim e da sala multiusos existente no seio do mesmo. Espera-se que esta filosofia de cedência, às escolas, de jardins com potencialidades de LEP tenha o sucesso esperado e se espalhe por todo o país, favorecendo novas metodologias de ensino favoráveis ao desenvolvimento de competências e valores de cidadania inerentes à economia verde, ao respeito pelos seres vivos e à verdadeira preocupação com a sustentabilidade ambiental. De momento, o LEP de Nova Sintra encontrase ainda em fase de arranque, devendo as inscrições para a requisição de utilização do espaço de LEP ser feitas através da Junta de Freguesia do Bonfim. No âmbito da elaboração de materiais de trabalho e planificação de atividades para serem dinamizadas no LEP de Nova Sintra, o Centro de Formação Guilhermina Suggia está a proporcionar aos professores a frequência de uma Oficina formativa, proporcionando a troca de experiências e o desabrochar de novas ideias para as possíveis salas de aula sem paredes. Professora Manuela Lopes

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Laboratório escolar da paisagem


Natal melodioso

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o dia 12 de dezembro, na sala Museu, as turmas do E e F do 5ºano participaram com muito empenho e entusiasmo no Concerto de Natal, tendo tocado e cantado várias músicas que aprenderam ao longo do 1º período. Os professores e os alunos que assistiram ao concerto fizeram muitos elogios à atuação dos alunos das referidas turmas, o que nos deixou muito envaidecidos. Alunos do 5ºE

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o dia 17 de dezembro, pelas 19h, os alunos das turmas A e D, do 6ºano, do Centro de Apoio à Aprendizagem e do Clube de Canto apresentaram um espetáculo, com canções alusivas ao Natal, assim como, músicas nos estilos tradicionais, Rock e Pop, vocais e instrumentais, dirigidas à comunidade educativa. Professor Carlos Graciano

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250 anos de Beethoven

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eethoven nasceu em 1770, em Bonn (Alemanha) por isso 2020 é o ano de Ludwig van Beethoven. Celebra-se os 250 anos do seu nascimento. Não teve uma vida familiar acolhedora, pois o seu pai era muito rígido, obrigando-o a ser um ótimo músico. Ainda menino, compôs as suas primeiras obras e aos 14 anos, foi nomeado organista na Corte do príncipe de Colónia. Em 1887, foi enviado a Viena

para estudar com Mozart, mas uma doença da sua mãe obrigou-o a regressar à sua cidade natal. A sua experiência como pianista permitiu-lhe relacionar-se com a nobreza vienense, entre a qual adquiriu prestígio. Aos 26 anos, percebeu os primeiros sintomas de surdez, enfermidade que foi aumentando, levandoo, nos últimos anos de vida, a fechar-se em si mesmo e na música. Com a sua música, expressou as profundas vivências que se abrigavam na sua alma atormentada por amores fracassados e tristes experiências marcadas pela dor, pobreza e doença. As suas obras mais importantes são: Sinfonia nº5; Sinfonia nº9; Piano sonata nº29 e Piano concerto nº4. Faleceu em Viena em 26 de Março de 1827, depois de ter pronunciado a famosa frase: “Plaudite, amici, comoedio finita est” (Aplaudi, amigos, é finda a comédia). Rodrigo Ribeiro, 5ºD Ilustração de Gyovanna Santos, 5ºD


Origem da árvore de Natal

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primeira árvore de Natal foi herdada de religiões pagãs da antiguidade. Os primeiros registos da sua adoção pelo cristianismo vêm do Norte da Europa, no começo do séc. XVI. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510. Algumas pessoas também acreditam que esta

tradição começou em 1530 na Alemanha, com Martinho Lutero entre os séculos XVI e XVII. Os pagãos antes da criação da árvore de Natal, nas vésperas do solstício de inverno, cortavam pinheiros, levavam para as suas casas e enfeitavam. A tradição de enfeitar a árvore de Natal já tem mais de 500 anos . Lara Costa, 6ºD

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tradição da árvore de Natal veio para Portugal através do alemão Fernando Augusto de Saxe-Coburg-Gotha, marido de D. Maria II. Vindo de Coburg, na Baviera, o católico D. Fernando trouxe consigo, entre outros costumes, a tradição alemã de se fazer uma árvore de Natal em casa. Ele próprio se vestia com um fato verde e branco, de São Nicolau, com sacos pendurados aos ombros repartindo os brinquedos pelos filhos e pelas

outras crianças do palácio. Os presentes eram, dias antes, colocados por baixo da árvore enfeitada com velas e frutos. Esta velha tradição alemã que D. Fernando trouxe para Portugal, ao casar-se com a nossa soberana D. Maria II, também foi levada para Inglaterra pelo primo direito de Fernando, Alberto, marido da rainha Vitória. D. Fernando II também é considerado o responsável por introduzir em Portugal, o primeiro cartão de Boas Festas, datado de 1839. Lara Costa, 6ºD

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Trabalhos realizados pelos alunos do 5ºB, 5ºD, 5ºE, 6ºB, 6ºD e do Centro de Apoio à Aprendizagem, nas aulas de Educação Visual, Educação Tecnológica e Oficina de Artes, sob a orientação da professora Branca Mesquita.


Obrigado!

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dia 11 de janeiro é considerado o Dia Internacional do Obrigado. Segundo parece, a ideia de quem o criou seria de, pelo menos neste dia, as pessoas pensarem no valor desta pequena palavra de 8 letras. É que, muitas vezes, dizer “obrigado” a alguém pode deixá-la muito feliz! Na nossa escola há muitos alunos de várias nacionalidades, então, surgiu-nos a ideia de perguntarmos a esses nossos colegas, como se diz obrigado

na sua língua. Foi um trabalho divertido, pois algumas palavras são engraçadas e difíceis de pronunciar para nós! Fica aqui, o resultado desta nossa pesquisa. No entanto, se por acaso nos esquecemos de alguma nacionalidade presente na nossa escola, desde já pedimos desculpa. E já agora, obrigada a todos os que participaram! Alunos do 5º A

‫شكرا لك‬ Em árabe Aimrane Bem Said – 5ºF

спасибо тебе Em russo Maksym Boiko -5ºF

धन्यवाद Em Nepalês

谢谢你

Jenika -8º A2

Em chinês Shan Dong – 8ºA2

আপনাকে ধন্যবাদ Em Bangla Mahdi Quayum -5ºD

multumesc Em moldavo Constancia Stratan –5º A

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gracias Em espanhol Juan Mieles - 5º D

Em indiano Henrique Kumar - 5ºD


Curiosidade, arte e crescimento

Flávia Leitão

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oi com um grande prazer que aceitei o convite da professora Branca Mesquita, para fazer uma exposição na biblioteca da Escola Augusto Gil, assim como um workshop com os alunos do 5ªB e os alunos do CAA (Centro de Apoio à Aprendizagem). Poder expor os meus trabalhos num ambiente escolar é sempre uma experiência enriquecedora para mim, enquanto artista, e espero, que também o seja para todos aqueles que a foram ver. Para além de todos os trabalhos expostos, desde pintura, desenhos, e ilustração, a exposição foi pensada com o objetivo de mostrar os processos da execução das pequenas esculturas, desde a ideia inicial capturada em esquiços, até à escultura final, pois essa seria uma das tecnologias que iria ser usada no

workshop. Ver por detrás do produto final (seja ele qual for) sempre foi para mim fascinante. Saber como se faz! Essa curiosidade sempre me acompanhou, e sempre fará parte do meu ser, como uma criança!… A curiosidade é o sentimento mais enriquecedor que temos, pois, nessa abertura para o “novo”, nessa ingenuidade, surge o crescimento! Saber sempre mais! O deslumbramento do saber! Nas aulas que orientei de modelagem, mostrei como se começa… algumas questões técnicas… e depois foi assistir ao desenvolver do trabalho de cada um dos alunos, ver como lidam com as contrariedades, com os reveses, como os aproveitam, vê-los absortos no ato de criar, de inventar, de imaginar! É das experiências mais gratificantes!! Participar no ambiente escolar também foi enriquecedor para perceber o que as escolas dão, os professores, os auxiliares… é um trabalho difícil e extenuante orientar tanto jovem, nem sempre com as melhores condições (como todos sabemos), e isso foi importante… nada como “calçar os sapatos do outro” para sermos mais humildes e mais tolerantes! E esse, no meu ver, é o objetivo máximo de uma escola: alimentar a curiosidade, fomentar a arte e proporcionar o crescimento intelectual e social. Mais uma vez agradeço à Escola, à direção de turma do 5ªB, à professora Branca Mesquita, à professora Manuela Melo, e um especial agradecimento aos alunos do 5ºB e aos alunos fantásticos do CAA.


Curiosidade, arte e crescimento

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lávia Leitão Dias nasceu na Azambuja, em 1975. Atualmente, reside no Porto. É licenciada em Design de Comunicação pela FBAUP. Do seu currículo fazem parte trabalhos em pintura, ilustração, criação de figuras esculpidas e mundos imaginários (art doll). Esteve patente na biblioteca escolar uma pequena exposição das suas obras, nas suas diferentes vertentes. Paralelamente, estiveram expostos os trabalhos que os alunos do 5ºB e do CAA realizaram nos seus workshop’s.

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urante algumas aulas de Educação Tecnológica, realizamos uma atividade com a colaboração da nossa professora Branca Mesquita e da artista plástica Flávia Leitão, que consistia na construção de bonecos com pasta de papel. Inicialmente, moldamos os bonecos em pasta de papel, com o auxílio de teques, palitos e arame. Após a secagem, estivemos a pintar, a colar tecidos, elementos naturais aos nossos bonecos, formando roupas, acessórios e cabelos. Fizemos também cenários, com base de madeira e com os mais variáveis materiais como flores, estrelas, joaninhas, planetas, entre outros. O resultado foi incrível! Por isso, temos de agradecer à nossa professora e à artista plástica Flávia Leitão por toda a ajuda. Maria Silva, 5ºB


Texto elaborado pelos alunos do C.A.A., sob a orientação da professora Maria João Silva

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Educação artística


Glamour natural

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meu nome é Ana Ribeiro e sou fundadora da marca ANNA NEY SOAPS. Este projeto nasceu da vontade de contribuir, para uma vida mais saudável e amiga do ambiente. Acredito que a Natureza tem todas as respostas às nossas necessidades. Formei-me em Saúde Ambiental e especializei -me em Higiene e Segurança no Trabalho. Durante 14 anos fui responsável de Higiene e Segurança no Trabalho em várias empresas. Em 2014 rumei para França onde vivi 4 anos, visitei o país de lés a lés, vilas, castelos , palácios, mercados por toda a parte, e apaixonei-me pela saboaria marselhesa. No regresso a Portugal decidi ir de encontro às pessoas, proporcionando-lhes um pouco do glamour associado ao natural, e tenho tido sucesso. Com este pequeno projeto pretendo colocar na vida diária um pouco do que a natureza realmente pode fazer por nós, com produtos feitos à mão , em

pequenos lotes e com ingredientes de grande qualidade. Produzo sabonetes, velas, ambientadores,…, produtos para a casa e para o corpo, tendo como base ingredientes de origem vegetal. No passado dia 13 de Fevereiro efetuei um workshop para os alunos do 5ºD, na aula de Educação Tecnológica. Deu-me imenso prazer, pois não estava à espera da envolvência extraordinária que toda a turma teve. Eles adoraram e eu também. Fizeram parte do Programa do workshop os seguintes tópicos: - Apresentação da minha marca de cosmética natural e do meu percurso para a criar; - Introdução ao processo do sabonete natural de glicerina e breve abordagem ao processo de saponificação a frio (sabão de azeite); - Propriedades da glicerina e da manteiga de Karité e benefícios da cosmética natural; - Preparação do material e regras de higiene e segurança; - Demonstração e preparação de alguns sabonetes de 15g; - Embalagem dos sabonetes, que cada aluno personalizou. - Elaboração de cerâmicas perfumadas. No final, cada aluno levou para casa um sabonete e uma cerâmica, que fez durante o workshop. Ana Ribeiro


Um novo olhar, uma nova obra

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educação artística, educação pela arte defende a expressão livre e consequentemente a criatividade. Neste caso em particular, foi desenvolvido um trabalho de observação - Biombos Namban - edu-

cando o olhar dos mais pequenos, estimulando-lhes a sensibilidade, quer estética quer crítica. O contacto com a obra de arte, e o consequente trabalho artístico em sala, promove a sensibilidade estética e contribuiu para desbloquear a criatividade. O trabalho passa por “entrar “ na obra, sentindo-a no seu todo: cor - forma - movimento - técnica, e contexto histórico - chegada dos portugueses ao Japão - registada por um conjunto de artistas nipónicos, dando lugar a uma nova obra. A liberdade de criar! A sensibilização artística muito contribui para o entendimento da expressão das crianças, que ao exprimirem-se livremente, adquirem auto- confiança, tornando-se mais responsáveis e cooperantes no relacionamento com os outros. Foi com enorme prazer, que mais uma vez, partilhamos o gosto por observar - ver! Manuela de Castro

No dia 20 de fevereiro fomos ao Museu Nacional Soares dos Reis. Antes de ser um Museu era um Palácio. A primeira sala que vimos foi a sala da música, que antigamente era o quarto da Rainha. De seguida, visitamos a sala que tinha dois biombos, inspirados na chegada dos portugueses ao Japão. Os portugueses usaram a nau para lá chegar. Inspiramo-nos nessas pinturas e criamos com lápis de cera, numa folha A4, a nossa própria nau. A última sala tinha muita louça do século XVIII.

A nossa visita foi, basicamente, ao segundo piso do Museu, tendo em conta que o primeiro está em obras. Estivemos a ver os biombos Namban, que simbolizam a chegada dos portugueses ao Japão. A Drª Manuela foi a nossa guia. Depois de observarmos os biombos, estivemos a desenhar a nau que fez a viagem. Também gostei de ver uma escultura baseada em D. Quixote. Rafael Oliveira, 5ºD

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Isabel Carvalho, 5ºB


Um novo olhar, uma nova obra No Museu começamos por observar o suposto quarto da Rainha e os seus pertences, como três instrumentos musicais: um piano, uma harpa e uma viola. Vimos também vários quadros e espelhos onde a Rainha admirava a sua beleza. De seguida, observamos os dois biombos de Namban. Vítor Quizi, 5ºE

Cem medos Cem medos Ontem tive a certeza, o meu pai já foi criança. Confirmei isso porque vi nele um olhar que só quem já foi criança tem. Um olhar limpo, claro, curioso, arregalado. Não foi para mim que ele olhou mas eu vi nele um menino. Olhou-se e viu-se. Começo até a desconfiar que o meu pai já foi bebé pequeno, muito pequeno. Mas, disso não tenho a certeza. Muito novo, o meu pai ensinou-me que precipitação nem sempre é chuva, ou sinal dela, nem sequer é um bom ou mau sinal. Há precipitação com e sem chuva, e isso é bom. As coisas são o que são. Para mim o meu pai nunca teve medo, mas ele diz-me

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o passado dia 14 de fevereiro partilhamos afetos e boas palavras no 6ºD, e foi uma maravilha. A convite da professora Branca Mesquita fomos à biblioteca para falar de emoções. Sim, na biblioteca também se pode falar e sim, as emoções também podem ser vistas e faladas por todos. Fizemos este exercício de falar de algumas emoções como o medo, a vergonha, a alegria e partilhamos desejos. Lemos em voz alta algumas frases e os alunos pareciam muito curiosos e felizes por ali estarem. Eu também! Partilhei com eles um pequenino texto que escrevi e no final juntos percebemos que é bom falar e por isso passamos a palavra! Sónia Faro

que sim, grandes e pequenos. Eu tenho, muitos, mais de cem, um deles é o de me precipitar, e que isso me faça chover, ali, diante do olhar arregalado do meu pai. Para amanhã prevemos, o meu pai e eu, alguma precipitação, mas da chuva ainda não temos sinal!


Visita de estudo a Ílhavo e a Aveiro

o dia 16 de janeiro, os alunos das três turmas do 8.º ano realizaram uma visita de estudo a Aveiro e Ílhavo, no âmbito dos conteúdos programáticos das disciplinas de Ciências Naturais, FísicoQuímica e Geografia, tendo como um dos objetivos sensibilizar para a preservação do património natural e desenvolver capacidades em contexto exterior à escola. No Museu Marítimo de Ílhavo – um espaço da Câmara Municipal de Ílhavo, que nasceu em 1937, foi renovado e ampliado várias vezes, os alunos foram divididos em 2 grupos e receberam um guião para melhor acompanharem a visita às diferentes salas que incluíam o programa “Todos a Bordo!”. Numa das salas entraram numa réplica de um barco de pesca do Bacalhau, o “Faina Maior”. A visita a este barco permitiu um contacto mais próximo com a profissão muito dura, desde a pesca, solitária em pequenos barcos, os “dóris”, ao tratamento e conserva do bacalhau, passando pelos pormenores da vida no barco, durante meses. Seguiu-se a visita a outras salas... Os alunos gostaram da visita ao museu, principalmente do aquário dos bacalhaus. O almoço, um convívio entre pares, no Parque

Professora Carla Almeida

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da Cidade, foi completado com um passeio pelas ruas da cidade, onde os alunos tiveram a oportunidade de observar os edifícios de estilo “art noveau”, os canais da ria, a “Ponte da Amizade”, também conhecida pela Ponte dos Laços, os barcos típicos e não faltaram os ovos moles e outros doces. A visita de estudo continuou na Fábrica – Centro de Ciência Viva, em Aveiro, e os alunos foram assistir ao “Show da Física”. Um espetáculo que procura fazer a ligação com a Física que nos rodeia no quotidiano. Divididos em três grupos, distribuídos por outras tantas atividades que os iriam acompanhar na visita ao centro de Ciência Viva. “Oficina dos robôs”, “Mãos na Massa” e no laboratório “Pesquisa de seres vivos em sedimentos marinhos”. Na primeira atividade, os alunos montaram pequenos robôs. Durante a segunda atividade, os alunos tiveram a oportunidade de trabalhar com módulos interativos, envolvendo várias áreas da ciência. Na terceira atividade, os alunos pesquisaram, observaram à lupa e identificaram (com a ajuda de uma chave dicotómica) os invertebrados em sedimentos marinhos. Um dia repleto de vivências registadas por fotos e vividas com muita boa disposição!


Corta mato – As origens e a competição escolar

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corrida a corta mato é um desporto de equipa em que os atletas competem numa corrida em terreno aberto ou acidentado. Difere de corrida em estrada ou corrida em pista principalmente no percurso, que poderá incluir relva, lama, mata ou água, e no sistema de classificação. As equipas são compostas de cinco a sete corredores. É um dos desportos mais participativos e tem lugar normalmente no outono/ inverno. O corta-mato é um desporto originariamente inglês criado no início do século XIX. Era, na altura, um desporto completamente diferente do atual, conhecido por caça ao papel. Um grupo de corredores seguia um percurso escolhido aleatoriamente e deixava cair no chão marcas de papel enquanto corria. O

Classificação

grupo rival deveria ir no encalço do primeiro, seguindo os rastos marcados pelos papéis. Era um desporto praticado principalmente por universidades, como as de Cambridge e de Oxford. Com o tempo, contudo, o desporto progrediu tornando-se no que é hoje. Apesar da popularidade internacional do corta-mato, este foi excluído dos Jogos Olímpicos após 1924 dado ser um desporto impróprio para o verão. Em 1960, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), que regulamenta a corrida a corta-mato, permitiu pela primeira vez a participação de mulheres. O nosso agrupamento de escolas realizou a 1.ª fase do corta mato no dia 31 de outubro. Professor Jorge Costa

INF A FEM

INF A MASC

Yara Frazão

5ºE

Nuno Armindo

5ºA

Diana Morais

EB1 Fontinha

Daniel Lara

5ºA

Matilde Costa

5ºC

Vasco Fonseca

5ºA

INF B FEM

INF B MASC

Mª Francisca Rodrigues

7ºC1

Ruben Lopes

7ºC1

Joiceline Lubrano

EB1 Fontinha

Agostinho Cruz

7ºB1

Matilde Vicente

6ºC

Luís Sousa

5ºB

INIC FEM

INIC MASC

Beatriz Hermosa

8ºB1

Bernardo Cruz

9ºB1

Mª Luís Ferreira

8ºA1

Hélder Silva

9ºD2

Mafalda Monteiro

8ºB1

Afonso Barros

8ºC1

JUV MASC

31 A.GIL l março 2020

JUV FEM 1º

Clara Almeida

10ºE

Dauno Medeiros

10ºF

Inês Fernandes

10ºD

Lourenço Dias

11ºB

Mariana Inácio

10ºD

Raúl Botelho

10ºF


Mega Sprinter

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os dias 12 e 13 de fevereiro teve lugar na Escola Básica Augusto Gil a fase de escola do Mega Sprinter, que contou com 65 alunos, representantes das diversas turmas. Esta competição teve como finalidade o apuramento dos alunos para o Mega Sprinter da Coordenação Local de Desporto Escolar do Porto, que se realizará no dia 4 de março de 2020, no Estádio da Lavandeira em Vila Nova de Gaia. Professora Maria José Estrela

Ténis de mesa – desporto em crescimento qualitativo

epois do sucesso alcançado pelo Ténis de mesa masculino português – Campeão Europeu de Equipas em 2014 em Lisboa, agora foi a vez da congénere feminina chegar a uma final europeia - 2019. Desporto com poucos adeptos no nosso país, o Ténis de mesa tem vindo a cativar, aos poucos, o público generalista. Tal facto fica-se a dever aos resultados obtidos recentemente, de forma consistente, a nível europeu e também pelo crescente número de

Professor Jorge Costa

32 A.GIL l março 2020

D

transmissões televisivas dos melhores jogos da liga mundial. Em relação ao número de praticantes federados, nos últimos anos, tem-se mantido mais ou menos estável, no entanto o aspeto qualitativo, leia-se obtenção de resultados desportivos de elevada relevância, tem havido uma clara ascensão e consistência. A nossa escola continua com um grupo de equipa de Ténis mesa de Desporto escolar. Atualmente estamos representados no escalão de Infantis B masculinos (Sub 13) e temos o aluno Kauã Oliveira em primeiro do ranking e o Nuno Bonet em quarto. Aparece às segundas-feiras e junta-te aos nossos campeões.


Diferentes níveis da Paisagem “Com estes olhos que recebemos da Madre Natureza, lestos e sãos, nós podemos apenas distinguir além, através da Avenida, naquela loja, uma vidraça alumiada. Mais nada! Se eu porém aos meus olhos juntar os dois vidros simples de um binóculo de corridas, percebo, por trás da vidraça, presuntos, queijos, boiões de geleia e caixas de ameixa seca. Concluo, portanto, que é uma mercearia. Obtive uma noção; tenho sobre ti, que com os olhos desarmados vês só o luzir da vidraça, uma vantagem positiva. Se agora, em vez de vidros simples, eu usasse os do meu telescópio, de composição mais científica, poderia

avistar além, no planeta Marte, os mares, as neves, os canais, o recorte dos golfos, toda a geografia de um astro que circula a milhares de léguas dos Campos Elísios. É outra noção, a tremenda! Tens aqui pois o olho primitivo, o da Natureza, elevado pela civilização à sua máxima potência de visão. E, desde já, pelo lado do olho portanto, eu, civilizado, sou mais feliz que o incivilizado, porque descubro realidades do Universo que ele não suspeita e de que está privado.” In “A Cidade e as Serras” de Eça de Queirós

S

e usarmos agora o microscópio ótico, como fazemos no Clube dos Cientistas, descobrimos uma outra noção ainda mais além, a do infinitamente pequeno. Uma visão de novas paisagens também elas pertencentes às fantásticas realidades do Universo… Alguns membros do Clube dos Cientistas exprimem a sua opinião sobre observações feitas no referido contexto:

“Conseguimos observar coisas que não se conseguem ver só com o olho humano, mas as imagens estão ao contrário…

“Em observações microscópicas vemos todo o tipo de seres vivos entre os quais Paramecias e Ostracodas. Adoro observar os movimentos deles e fazer registos sobre as suas ações.” Sofia Pinto, 6ºD

“Observamos micróbios, algas e fungos interessantes, fizemos vários relatórios sobre o que vimos, todo o tipo de seres vivos. Adorei tudo o que fizemos.”

33 A.GIL l março 2020

Alexandre Pina, 6ºD

Fotografias tiradas no âmbito de investigações feitas no Clube dos Cientistas

Rui Monteiro,6ºD


Li e gostei “Ler é sonhar pela mão de outrem “

Fernando Pessoa

E

“ A Rapariga que Bebeu a Lua”

ste livro fala sobre um povo, que vive no Reino do Protetorado. Nesse Reino, uma vez por ano acontece o Dia do Sacrifício, no qual um bebé é entregue à Bruxa que vive na floresta para que ela não aterrorize a aldeia. Esta bruxa não é má como todos pensam, apesar de viver com o Monstro do Pântano e um Dragão minúsculo. Na verdade, a Bruxa Xan salva as crianças e entrega-as a outras famílias que as desejam. Enquanto percorrem o caminho até às novas famílias, a Bruxa vai alimentando as crianças com a luz das estrelas. Mas um dia, nada corre como previsto e, por acidente, Xan dá de beber o luar a uma bebé dando-lhe magia. Por tudo isto, a Bruxa Xan decide ficar e criar esta menina a quem dá o nome de Luna. Por volta dos 13 anos, Luna começa a sentir e a usar a magia e as suas perigosas consequências. Na minha opinião, este é um bom livro, porque me faz viajar para um mundo onde a magia da luz das estrelas e da lua pode acontecer. Maria Leitão, 5ºC

Rodrigo Martins, 5ºA

“O Diário de Anne Frank”

34 A.GIL l março 2020

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stou a ler um livro extraordinário chamado “O Diário de Anne FranK” em banda desenhada. Ainda não acabei a sua leitura, mas, como estou a gostar tanto, decidi escrever sobre ele. Trata-se da história de uma menina, contada pela própria em forma de diário. Ela era alemã, de família judia e teve de se esconder com a família num anexo de um prédio, para não ser presa pelos nazis. Ali ficou durante dois anos, até que foi descoberta e levada para um campo de concentração. É precisamente nesta parte do livro que me encontro. A vontade de continuar a sua leitura é grande, mas claro, também tenho de estudar. No entanto recomendo a sua leitura a todos os meus colegas.


Passatempos Descobre na horizontal, na vertical e na oblíqua as palavras apresentadas . P

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Ambiente Verde Planeta Clima Floresta Oceanos Ecologia Natureza

Anedotas Um bêbado estava sentado no jardim quando de repente vê um funeral lá ao fundo da rua e pensou "já agora, vou ver o que é aquilo". Quando chegou ao pé do funeral gritava a viúva: - Ai meu querido, vais para onde não há televisão, vais para onde não há camas, vais para onde não há luz, vais para onde não há feijão nem arroz, vais para onde não há vinho... E tu que gostavas tanto, vais para onde não há nada… Vira-se o bêbado e diz: - Oh, Oh, queres ver que vão levar o homem para a minha casa?

Porque razão são as zebras pretas e brancas? Para passarem no código de barras!

-Alguém me sabe dizer de onde vem a luz elétrica? Pergunta o professor. Responde o João, muito rápido: - Da selva! - Da selva? - Pergunta o professor. -Pois, ainda esta manhã o meu pai disse, quando estava a tomar banho: "Estes macacos cortaram outra vez a luz..."

Adivinhas

Adivinhe quem sou: Quanto mais lavo, mais suja estou.

Soluções das adivinhas: Terra, Água

35 A.GIL l março 2020

Quem é que bebe pelos pés?


ESCOLA BรSICA AUGUSTO GIL Rua da Alegria - 4000-099 Porto Telefone: 225021773 jornalaugustogil@gmail.com

marรงo. 2020 http:// www.issuu.com (pesquisa: a.gil)

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A.GIL 5ªedição, março 2020  

Jornal escolar da Escola Básica Augusto Gil

A.GIL 5ªedição, março 2020  

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