Issuu on Google+

NOW THAT WE CAN DO ANYTHING


A2.’efeito’ KOYAANISQATSI Ana Borges.Diogo Doria.Raquel Silva DC5|FBAUL|2012


“Desenvolvimento

sustentável é o desenvolvimento que

satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas,

agora e no nívelfuturo satisfatório de desenvolvimento social atinjam um e de

,

e económico

realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um

uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.” Relatório Brundtland, 1987


ÍNDICE INTRO4 INTERVENÇÃO//EXPLICAÇÃO9 REFERÊNCIAS13


INTRO

Integrando-se no projecto A2.’efeito’ KOYAANISQATSI*, desenvolvido na disciplina de Design de Comunicação V, pretendia-se a execução de propostas de intervenção gráfica no espaço da FBAUL, constituindo estas leituras criticas a propósito dos acontecimentos/ fenómenos expostos e debatidos em contexto de aula – planeta, economia, sustentabilidade, ecologia, tecnologia, poluição, população, humanidade, sociedade, geração, passado, presente e futuro, mudança, papel do design(er),… Face a estas temáticas, surge no processo de execução a questão: Como consciencializar alguém, que já se habituou, e talvez banalizou, no seu inconsciente este conceito de sustentabilidade? Como despertá-la para uma atitude verdadeiramente sustentável, em toda a amplitude do termo?

*

4

KOYAANISQATSI: Life out of Balance (1982), filme documental realizado por Godfrey Reggio. Na língua Hopi (nação indígena, Uto-Azteca, do nordeste do Arizona, EUA), Koyaanisqatsi significa vida fora de equilíbrio, vida maluca, vida desintegrada, em turbilhão, vida que pede outra forma de se viver.


A maior ameaça para o futuro mente o consumo A maior ameaça maior para oque futura A maior amea dos num oinsustentável frenesim mente consumo maior que mente o consu ameaça para o futuro da huma nados sofisticação, psicologia, velo num insustentável frenesi A maior ameaça para o futur A maior amea dos num insust consumo maior que as necessid visuais destinadas a convencer na sofisticação, psicologia, ve mente o consumo maior que mente o consu meaça para o futuro da human na sofisticação insustentável frenesim, estimula mais coisas do que realmente p visuais destinadas a convence dos num insustentável frenesi dos num insust onsumo maior que as necessida visuais destina cação, psicologia, velocidade, e mais coisas do que realmente aestinadas para o futuro da humanidade na sofisticação, psicologia, ve na sofisticação sustentável frenesim, estimulad mais coisas do a convencerem-nos q A maior ameaça para o futur necessidades. Fomos apanhado visuais destinadas a convence visuais destina ação, psicologia, velocidade, e as do que realmente precisamo maior que as necessidades. F ostinadas rápido avanço na sofisticação, mais coisas do que realmente mais coisas do a convencerem-nos qu timulado pelo rápido avanço ss do visuais destinadas a convence que realmente precisamos das mentiras visuais destina quemais realmente precisamos. coisas do que realment

6


o da humanidade será provave as Fomos ro necessidades. da humanidade será apanha provav açaasestimulado para o futuro humanida m, peloda rápido avanç necessidades. Fomos apanh umo maior que as necessidade anidade será provavelocidade, e alcance das mentira im, estimulado pelo rápido avan ro da humanidade será provav aça para o futuro da humanida tentável frenesim, estimulado p dades. Fomos apanharem-nos que “necessitamos” d elocidade, e alcance das menti as necessidades. Fomos apanh umo maior que as necessidade nidade será provavelo, psicologia, velocidade, e alca ado pelo rápido avanço precisamos. erem-nos que “necessitamos” im, estimulado pelo rápido avan tentável frenesim, estimulado p ades. Fomos apanhaadas a convencerem-nos que “ eelocidade, alcance das mentiras eeo, precisamos. será provavelmente o consum e alcance das menti psicologia, velocidade, e alca do pelo rápido avanço oadas que realmente precisamos. que “necessitamos” de ro da humanidade será provave os num insustentável frenesim erem-nos que “necessitamos” a convencerem-nos que “ alcance das mentiras os. Fomos apanhados num insusten ,o que psicologia, velocidade, e alcan precisamos. oeerem-nos realmente precisamos. ue “necessitamos” de na sofisticação, psicologia, ve que “necessitamos” d s.adas a convencerem-nos que te precisamos.

A maior ameaça para o futuro da humanidade será provavelmente o consumo maior que as necessidades. Fomos apanhados num insustentável frenesim, estimulado pelo rápido avanço na sofisticação, psicologia, velocidade, e alcance das mentiras visuais destinadas a convencerem-nos que “necessitamos” de mais coisas do que realmente precisamos. David Berman


”Now that we can do anything, what will we do?” MASSIVE CHANGE

http://mcnonline. massivechangenetwork.com/

INTERVENÇÃO// explicação

*

Considerando a mítica e instigadora frase de Bruce Mau* como mote para o desenvolvimento da nossa intervenção, e tendo como espaço de eleição o corredor principal do 2º piso da FBAUL, escolhemos utilizar dois nichos de duas janelas e a parede no centro destas, permitindo-nos partir para uma análise critica e expositiva de cariz sensorial, organizada em três instâncias – visual, auditiva e interventiva. Ao caminharmos pelo corredor desperta-nos a atenção uma parede revestida de fotocópias, organizadas de forma aparentemente aleatória. Apercebemo-nos que os papéis são diferentes atribuindo-lhe uma índole compósita. De súbito, somos assolados por frases que surgem projectadas sob estas folhas, prende-nos a atenção, dirigem-nos o olhar, e na paragem/fim de uma ou de outra, reparamos nos textos que compõem a parede, na sua temática e conteúdo.

9


Domina o preto e branco, apenas perturbado pelas imagens que inesperadamente surgem e quebram a monotonia do olhar. Surge a vontade de colorir. Provocatoriamente, colocamos ao dispor dos espectadores marcadores pretos. Este é o espaço de intervenção, onde pretendemos que o visitante escreva, desenhe, opine; enfim, deixe um pouco da sua visita, de si, aos outros. Ladeando esta parede encontramos os dois nichos, isolados por panos pretos opacos. Nestes espaços criámos duas situações inteiramente sensoriais. Num dos nichos, confrontamo-nos com um televisor, colocamos os isoladores de som, e usufruímos de uma experiencia inteiramente visual. Neste caso, visualizamos um vídeo que nos mostra o que estamos a fazer/destruir com as nossas acções “civilizadas” ao meio/ambiente – natural, social e económico – que nos rodeia. Este vídeo surge da junção de vários documentários que nos serviram de referência, e constitui uma síntese audiovisual da visualização, pretendendo com isso transmitir aos visitantes as ideias, imagens e instantes mais significativos, para nós, desses documentários. No outro nicho, defrontamo-nos apenas com uma cadeira, e uns auscultadores, no escuro, desfrutamos de uma experiência inteiramente auditiva. Aqui surgem sons e silêncios, que nos mostram o que estamos a perder, levando-nos numa viagem pelas reminiscências da nossa memória, recordando ambientes e momentos que abdicámos e/ou esquecemos naquilo que é a alienação da vida quotidiana, cosmopolita e consumista.

10


Nesta intervenção, apesar de constituir a nossa análise das temáticas abordadas e de ser complicado manter alguma isenção, tentámos criar um espaço/ momento, interpretativo e critico, que não fosse nem moralista, nem demasiado directivo, pretendíamos a exploração levada a cabo pelos espectadores que, consoante o seu confronto com as várias situações que lhe proporcionávamos, cada um elaborasse a sua própria interpretação no que respeita a estas questões No chão, em stencil, ligamos e relacionamos estas três instâncias, demarcando aquele que é o nosso título, o nosso mote, a nossa questão para todos os que param junto ao nosso trabalho – agora que podemos fazer qualquer coisa, o que faremos?

11


REFERÊNCIAS Bibliografia ARDEN, Paul (2007), It’s not how good you are, it’s how good you want to be. London: Phaidon Press. BERMAN, David (2009), Do Good Design: how designers can change the world?. Berkeley: New Riders. CLARK, Hazel and BRODY, David (Ed.) (2009), Design Studies a Reader. Oxford: Berg. MAU, Bruce et al. (2004), Massive Change. London: Phaidon. KLEIN, Naomi (1999), No Logo: o poder das marcas. Lisboa: Relógio d’água PAPANEK, Victor (1992), Design for the Real World: Human Ecology and Social Change. London: Thames & Hudson. … Design Strategy: John Bielenberg. Graphis magazine. Nova Iorque, 2012, n.º 355, pp. 102. CHOCHINOV, Allan (s/d), 1000 Words: a manifesto for sustainability in Design, através de http://www.core77.com/ reactor/04.07_chochinov.asp, acedido a 23 de Fevereiro de 2012.

Filmografia BARAKA – Ron Fricke (1992) HOME – Yann Arthus-Bertrand (2009) KOYAANISQATSI: life out of balance – Godfrey Reggio (1983) POWAQQATSI: life in transformation – Godfrey Reggio (1988) THE 11TH HOUR – Nadia Conners, Leila Conners Petersen (2007)

13


WHAT WILL WE DO?


WHAT WILL WE DO?