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O que adianta os clientes confiarem em você se não confiam nas peças que você usa? Itens de desgaste* Peça

Nº Volkswagen

Aplicação

R$

AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR AMORTECEDOR CAPA DE PROTEÇÃO MANCAL MANCAL MANCAL MANCAL MANCAL MANCAL DE BORRACHA MANCAL DE BORRACHA MANCAL DE BORRACHA MOLA MOLA MOLA PRATO DO MANCAL PROTEÇÃO PROTEÇÃO ROLAMENTO ROLAMENTO

325-412-503-11 325-513-029-10 331-513-029-8 376-513-029 377-513-029-AA 379-513-029-H 5U0-413-031-A 5U0-513-025-B 5Z0-413-031-B 6Q0-413-031-BD ZBC-513-029-H 305-512-135-2 1J0-412-331-C 305-411-313-1 305-411-327-1 5Z0-412-331-B ZBA-412-351 1J0-407-181 357-407-182 811-407-181-A 5U0-411-105-K 5X3-411-105 ZBC-411-105-A ZBC-412-323 377-412-375 377-413-175 211-401-301-1 311-405-645-1

SANTANA SANTANA SANTANA GOL, SAVEIRO GOL PARATI, GOL, VOYAGE GOL FOX POLO SANTANA GOL, VOYAGE, PARATI GOL, VOYAGE, GOLF, SAVEIRO, NEW BEETLE, BORA, JETTA GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, PARATI, SAVEIRO FOX GOL, PARATI GOL, VOYAGE, FOX, GOLF, SAVEIRO, NEW BEETLE, BORA, JETTA GOL, VOYAGE, SAVEIRO, GOLF, JETTA GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, VOYAGE, SAVEIRO GOL, PARATI SANTANA SANTANA GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO KOMBI GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SANTANA, FUSCA, SAVEIRO, GOLF

167,40 150,38 162,97 122,16 104,34 111,80 174,81 142,36 233,10 222,42 168,45 3,19 24,52 2,09 2,77 53,46 27,26 24,59 20,23 7,28 78,49 53,82 72,72 36,93 2,22 13,04 34,75 33,06

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*Três meses de garantia para peças compradas no balcão.


Itens de colisão* Peça

Nº Volkswagen

Aplicação

BRAÇO CABO DO ACELERADOR CAPÔ DO MOTOR CHAPA TRASEIRA COBERTURA COXIM DIFUSOR DE AR ESPELHO FAROL FAROL FAROL GRADE GRADE LANTERNA LANTERNA LANTERNA LANTERNA LANTERNA PAINEL PAINEL LATERAL EXTERNO PARA-LAMA PORTA PORTA PORTA PORTA PROTETOR PROTETOR QUADRO RESERVATÓRIO

5Z0-955-325-A 377-721-555-N 5Z0-823-031-C 5Z6-813-301-F -CTR 377-857-040-A -U71 5Z0-837-486-A 377-819-702-B -033 5U1-857-522 5U0-941-006 5W0-941-043 6QE-941-030 377-807-715 5U0-853-655- -1NN 5U5-945-096 5U6-945-096 5Z0-945-111 6Q5-945-111 6Q5-945-223-A 379-813-305-B -CTR 5U4-809-605- -CTR 5Z0-821-022-P 5U4-831-056-D -CTR 5U4-833-056-B -CTR 5W4-831-021-C 5W4-833-022-B 377-809-961 6Q0-809-957-A 231-837-405-1 6Q0-955-453-P

SUPORTE

5Z0-805-588-G

TAMPA DO PORTA-MALAS TAMPA DO PORTA-MALAS VIDRO DA PORTA DIANTEIRA VIDRO DA PORTA DIANTEIRA VIDRO TRASEIRO VIDRO TRASEIRO VIGA DO PARA-CHOQUE

5U6-827-025-B -CTR 5Z6-827-025-F -CTR 5U4-845-022 5Z3-845-022-B 5U6-845-051 5Z6-845-051-L 5Z0-807-305-A

FOX, SPACEFOX GOL, PARATI, SAVEIRO FOX, SPACEFOX FOX GOL, PARATI, SAVEIRO FOX, SPACEFOX GOL, PARATI GOL, VOYAGE GOL, SAVEIRO GOL, PARATI, SAVEIRO POLO GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, VOYAGE, SAVEIRO GOL, VOYAGE GOL FOX POLO POLO PARATI, GOL FOX, SPACEFOX GOL, VOYAGE GOL, VOYAGE GOL, PARATI GOL, PARATI GOL, PARATI POLO KOMBI GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, SAVEIRO FOX, SPACEFOX GOL FOX GOL, VOYAGE FOX GOL FOX FOX

R$ 47,05 22,80 533,86 362,63 56,02 12,88 65,47 74,20 291,23 344,07 451,42 17,17 32,77 157,47 186,32 161,37 126,10 125,43 122,83 956,43 224,21 994,36 899,74 1.039,78 961,78 38,06 51,88 99,77 82,31 221,10 888,20 757,28 93,04 171,65 310,17 216,59 223,33

Preço público sugerido (base SP).


>ÍNDICE

06 Capa Admiradores se reunem para comemorar o Dia Nacional do Fusca

Eu e meu Volkswagen

20 Reparação Passo a Passo

31 Tecnologia e Novidades

A Rede a seu Dispor Treinamentos TV Oficina Volkswagen

Dica de Saúde Como evitar lesões musculares durante o trabalho

32

Acelerador eletrônico

34 Meio Ambiente

Cuidando da Oficina Gestão de oficina

36

Carros elétricos

42 Você Sabia?

Artigo Parceria Volkswagen e Bosch

48

Velas resistivas

49

04

Jetta Hybrid

23

Suspenção dianteira do Golf, Beetle e Bora

COLABORADORES: Alex Haverbeck Fatec - Santo André (SP) Jocemar Albuquerque Lucas Martinelli Omar Matsumoto Roberta Tavares

Isto é Volkswagen

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Proprietário do Fusca Série Ouro exibe com orgulho seu carro

JORNALISTA RESPONSÁVEL: Vivian Martins Rodrigues MTB: 55861-SP

Débora Rodrigues, piloto da Fórmula Truck

12 16

>EXPEDIENTE

Entrevista

Agenda Acompanhe a agenda cultural

NOTÍCIAS DA

OFICINA

CONSELHO EDITORIAL: Carla Mubarah Daniel Morroni Décio Martins Fávio Beccária Fernando Humayta Giuliano Mingato João Natal Biasetto Luiz Fernando Tiosso Mauricio Barreto Marco Aurélio Froes

>FALE CONOSCO Pedro Rovarotto Rafael Armelin Renata Sampar Ricardo Casagrande

Ricardo Iwamoto Rodrigo Facini Sidney Jarina Wagner Carrieri

EDITORAÇÃO/ COMERCIALIZAÇÃO: Germinal Editora e Marketing Ltda. Produção: J1 Agência Digital - j1d.com.br IMPRESSÃO: Plural | TIRAGEM: 30 mil exemplares

A revista Notícias da Oficina quer saber mais sobre você. Mantenha sempre atualizada a sua assinatura através do site www.vw.com.br/noticiasdaoficina ou entre em contato pela Central de Relacionamento Notícias da Oficina: (11) 3071-0578


>EDITORIAL

Apaixonados por Fuscas Olá, amigo leitor! Em ritmo de comemoração, iniciamos a primeira edição de 2012 falando de um assunto que é parte da história e inspiração da Volkswagen: o Fusca. A representatividade deste automóvel, que foi o primeiro carro a ser fabricado pela montadora, vai muito além do que podemos definir nestas poucas páginas. Em janeiro, o dia Nacional do Fusca foi reverenciado no encontro que ocorreu em São Bernardo do Campo (SP) e estilos de Fuscas de diversos anos de fabricação e Volksmaníacos de todos os lugares do País estiveram presentes, conforme mostramos na matéria de capa. O Fusca transcendeu o seu tempo de geração em geração, fazendo com que o modelo tivesse diversas adaptações e alterações personalizadas, permitidas graças a facilidade da mecânica que ele apresenta. Foi também o mais vendido no mundo em 1972 e continua sendo cuidado e apreciado

por proprietários de todo o Brasil. Na seção “Eu e meu Volkswagen” contaremos a história de vida de um leitor que possui um precioso modelo de colecionador. Abriremos este ano da Notícias da Oficina em grande estilo e preparamos matérias espetaculares que inclui curiosidades como as que apresentaremos na seção “Últimas Notícias”, entrevista com a piloto do Volkswagen Constellation na Fórmula Truck Débora Rodrigues, revelando a presença feminina neste cenário e lançamentos como o Polo e a Amarok Cabine Simples. Apresentamos também o Jetta Hybrid e uma matéria sobre elétricos tratando de um assunto muito importante: o meio ambiente. Leia novidades sobre a Rede que com ações inéditas, aproxima a concessionária do reparador independente e muito mais! Equipe de Pós Vendas Volkswagen

>PALAVRA DO LEITOR

A cada edição que recebo, percebo a proximidade dos assuntos escritos com o meu dia a dia e gosto muito das matérias que falam sobre lançamentos. Fábio Augusto-SP

Quero pedir para que escrevam sobre a Rede Can, pois tenho algumas dúvidas. João Souza - SP

Mesmo não tendo ganhado a promoção para aparecer na capa (Edição de Dezembro), achei interessante a história do vencedor. Parabéns! Matheus Renato Oliveira, por e-mail

Nós queremos saber a sua opinião. Email: relacionamento@noticiasdaoficina.com.br ou pelo telefone (11) 3071-0578

NOTÍCIAS DA OFICINA

05


>ENTREVISTA

N

este mês a revista Notícias da Oficina presta uma homenagem a todas as mulheres que, de alguma forma, participam com graça (e com graxa) do setor automotivo. Há tempos, as oficinas mecânicas perceberam que o público feminino era uma fatia importante do mercado, e que o poder aquisitivo e a independência das mulheres modernas fez com que tivessem decisão no momento da compra. Pesquisa realizada pela CINAU (Central de Inteligência Automotiva) informa que de Janeiro de 2010 a Setembro de 2011, 35% dos proprietários de automóveis que levaram seus carros para as oficinas eram mulheres. Este dado talvez explique a mudança pela qual as oficinas mecânicas passaram nos últimos anos, já que os pôsteres deram espaço a paredes brancas e o chão sujo de graxa tornou-se limpo. É cada vez mais comum que os clientes que procuram profissionais para repararem seus veículos sejam atendidos por mulheres, que entendem muito bem de reparação automotiva.

06


s e u g i r d o R a r o b Dé

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>ENTREVISTA

M

uitos cargos que eram estritamente ocupados por homens no passado, como gerenciar empresas, dirigir ônibus, táxis, caminhões e consertar carros, hoje fazem parte do universo feminino. Sabendo desta realidade, entrevistamos para esta edição especial a piloto de caminhão da Fórmula Truck Débora Rodrigues. Pelo fato de seu pai ser caminhoneiro, Débora passou boa parte da infância e pré-adolescência na boleia de um caminhão, acompanhando-o em muitas viagens, até tornar-se uma motorista profissional e passar a trabalhar com veículos pesados. Seu primeiro envolvimento com a F-Truck aconteceu em 1998, quando concluiu um curso de pilotagem automobilística e pela primeira vez manifestou o interesse de participar das corridas de caminhão. Para tanto, teve de vencer o preconceito e até entrar na Justiça para garantir a oportunidade de representar o sexo feminino no ambiente da Truck. Correndo pela equipe de seu marido, Renato Martins, Débora Rodrigues conseguiu façanhas como se tornar a primeira mulher da história a subir no pódio da Fórmula Truck, com um quarto lugar. Um prêmio merecido para a piloto que é a única

mulher a guiar um dos 25 caminhões da categoria e que é sem dúvida a mais querida do público que lota os autódromos no Brasil. Débora Rodrigues, que compete com um caminhão MAN-Volkswagen Constellation, enfrenta o preconceito pisando fundo no acelerador: sua presença nas primeiras colocações é constante, chegando já algumas vezes ao pódio, com o 3º lugar no GP de Fortaleza. Para 2012, o sonho maior é alcançar a primeira vitória de uma mulher na Truck. Revista Notícias da Oficina: So­freu preconceito no começo da carreira? Débora Rodrigues: No começo sim, porém atualmente muitas mulheres trabalham na área de reparação automotiva, principalmente mecânica. NO: Quais são suas atividades dentro da oficina? Débora Rodrigues: Na oficina hoje tenho um trabalho mais de coordenação, observando de perto a montagem do caminhão de corrida e sua transformação em “um verdadeiro” Fórmula Truck. NO: Você acompanha os ajustes

em seu caminhão MAN-Volkswagen Constellation da Fórmula Truck? Dá sugestões de melhorias? Débora Rodrigues: Sim, eu faço este acompanhamento e todos os pilotos precisam falar sobre ajustes com os mecânicos e, também no nosso caso, com os engenheiros de fábrica da MAN Latin America, que trabalham com o caminhão original em Resende (RJ). NO: O que você acha do crescimento da participação feminina nesta profissão? Débora Rodrigues: Acho importante e sempre batalhei por isso, desde o começo de minha carreira. NO: Conte um pouco sobre seu projeto do programa Oficina da Mulher. Débora Rodrigues: Por enquanto só posso dizer que é um programa sobre carro direcionado para mulher. Não posso dar mais detalhes, inclusive de emissora, mas em breve teremos novidades! NO: Como os homens de sua equipe reagem tendo uma mulher no comando? Débora Rodrigues: Hoje já encaram com bastante naturalidade, já que estou há mais de dez anos no time. Sinto muito carinho de todos. NO: Há mulheres em sua equipe? Débora Rodrigues: Deveriam ter mais (risos). Algumas trabalham na área de marketing e eventos da Volkswagen, mas no volante só eu mesma... (risos).

Renato Martins, Débora Rodrigues, Felipe Giaffone e André Marques 08


NOTÍCIAS DA OFICINA

09


>ENTREVISTA

“A

liberdade me fascina demais. Não nasci para ficar presa em um só lugar, sempre quis conhecer paisagens e pessoas diferentes. Por isso, amo o caminhão e a vida de caminhoneiro. A bordo da máquina, você é um pássaro sobre rodas. Vivendo dentro da boléia, aprendi a ter os pés no chão em tudo o que faço na vida. E olha que já fiz muito: fui motorista de ônibus, recepcionista, capa da Playboy... Não por acaso, deixei de lado a charmosa vida de apresentadora de TV para voltar a encarar graxa nas unhas, depois de mais de uma década longe das estradas. Sou a única mulher a participar da Fórmula Truck brasileira e não sossego enquanto não for campeã nas pistas. Aos poucos, vou chegando lá. Faço em 2012 a minha décima quarta temporada e estou competindo com mais de 20 feras muito mais experientes que eu nesse esporte! Minha paixão pelo assunto tem explicação. Por pouco não vim ao mundo dentro de uma boléia. Grávida, minha mãe vivia para cima e para baixo no caminhão do meu velho. Meu pai era caminhoneiro de “carga seca” – o chamado pau para toda obra. Eles só resolveram dar uma rápida estacionada em Bela Vista do Paraíso (PR) para eu nascer. Até hoje, suspeito que tenha diesel misturado ao meu sangue. Toda vez que ouço o ronco do motor de um caminhão, meu batimento cardíaco aumenta! A paixão começou ainda na infância. Filha única, cresci ouvindo de meu pai algumas de suas lamúrias machistas: “Ah, se eu tivesse um filho

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homem! Seria um grande caminhoneiro”. Aquilo me magoava, mas também me desafiava. Amava a vida na boléia e queria mostrar que eu era capaz de ser uma exímia caminhoneira. Ele, em compensação, para me fazer desistir da idéia, negava-se a me ensinar a dirigir. Ele dizia que, por ser mulher, não seria boa o suficiente para “engolir uma lua” - passar dias sem dormir ao volante. Mas eu era rebelde. Quando ele viajava, pegava escondido o Corcel GT branco na garagem e dava umas voltas por minha cidade natal. A cada viagem, implorava para o velho me deixar assumir o volante. De tanto insistir, eu o venci pelo cansaço. Não esqueço deste dia: íamos de Cuiabá a Cárceres (MT), quando ele parou o caminhão no acostamento e perguntou: “Você sabe dirigir?” Pensei comigo mesma: se eu perder essa chance, nunca mais dirijo. Tinha 13 anos e era uma daquelas magrelonas compridas. Passando para a carona, ele assumiu um ar de superioridade e com sotaque caipira profetizou: “Tenho o dobro de sua idade dirigindo esse bicho. Vê lá! Se você frear de uma vez, a carga vai toda parar na tua nuca...” Minhas pernas tremiam tanto que não tinha força nem para segurar a embreagem. Não raro, colocava o pé direito no freio. Com uma varetinha de pau, ele batia na minha perna. Fiquei com o joelho inchado, mas aprendi. Sentiame a pessoa mais feliz do mundo. Vivia um sonho. Era como se me incorporasse ao caminhão. “Mudávamos de morada confor-

me o preço do frete. Nessa brincadeira, rodamos o Brasil inteiro. Adorava aquela vida. Ganhávamos o mundo num caminhão verde com uma faixa branca – sim, meu pai é palmeirense fanático. Perdi as contas de quantas vezes dormimos na estrada. O velho na boléia ai já com a minha madrasta, e eu numa rede armada na carroceria. Quando tinha rede era bom, porque já dormi até em cima de melancias! É a coisa mais desconfortável do mundo. Ajudava meu pai em tudo - até a carregar e descarregar o caminhão. Quando o carro ia para oficina, ficava com ele fiscalizando os serviços. Por força do hábito, hoje entendo bastante de mecânica, ofício que, quem diria, também uso hoje em minha outra profissão, a de piloto da Fórmula Truck”.

s e u g i r d o R a Débor


CASTROL. O ÚNICO ÓLEO RECOMENDADO. AGORA COM TECNOLOGIA DE MICROFILTRAGEM PARA A NOVA GERAÇÃO DE MOTORES VOLKSWAGEN.


< capa

Dia Nacional do

FUSCA

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Apaixonados pelo carro mais carismático da história da Volkswagen reúnem-se para festejar o primeiro modelo fabricado pela montadora alemã Dia 20 de Janeiro é oficialmente o Dia Nacional do Fusca e na 23ª Edição do Encontro que comemora a data, todos os admiradores do modelo estavam presentes. O evento não poderia ser em outro local, senão em São Bernardo do Campo, município onde está localizada a fábrica da Volkswagen. No domingo, dia 22 de janeiro, o estacionamento do Shopping Metrópole, que sedia o Encontro há 4 anos estava mais colorido. Os “redondinhos” estavam todos lá: amarelos, azuis, vermelhos, originais, tunados, com janela traseira oval, com lanternas “Fafá”, com as famosas “orelhinhas”, com rádio AM/FM originais, uma variedade espetacular de formas e cores. Em 18 de novembro de 1959, o então presidente da República Juscelino Kubistcheck, desfilou pela fábrica num Fusca conversível. Este exemplo é para ilustrar que a história de vida de muitos brasileiros envolve um Fusca. A popularidade deste modelo talvez se deva ao fato de que o Fusca foi o primeiro carro de muitos jovens da época e a bordo dele, viveram muitas emoções. E, de fato, o fim da produção não apaga as memórias de muitos proprietários que insistem em mantê-lo na garagem, ocupando espaço juntamente com outros modelos “modernos” da marca. Quem não se lembra da música interpretada por Almir Rogério, “fuscão preto”? O fato é que o Fusca consolidou a Volkswagen como a fabricante de automóveis duráveis e confiáveis.

NOTÍCIAS DA OFICINA

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< capa

A paixão está na camiseta, pintada pelo irmão “a mão”. Ele afirma: “paixão não tem nacionalidade”.

A fábrica em 1986 desativou a linha de produção e fez 850 carros, na época, 1 para cada concessionária. O carro deveria ficar alguns anos em exposição e depois poderiam comercializados. O carro de Eduardo Ohara é desta última série (312). A série fica gravada no vidro.

Roney Celso Iannone, presidente do Fusca Clube do Brasil

Fusca Clube do Brasil O Encontro contou ainda com a venda de peças e acessórios e foi uma realização do Fusca Clube do Brasil, que completa 27 anos em 2012. A data oficial, por incentivo do Clube, acabou tornando-se Lei. “O Fusca Clube começou em 1985, partindo da iniciativa de amigos que gostavam do carro e começaram a se reunir para compartilhar ideias. Com o tempo, reuniram outras pessoas e hoje somamos 1.000 sócios”, afirma o engenheiro Roney Celso Iannone, presidente do Fusca Clube do Brasil que atualmente possui 10 Fuscas. Para Eduardo Ohara, administrador de empresas e um dos fundadores do Clube, o objetivo era reunir pessoas que gostavam do modelo, independente de ser original. A intenção era preservar a memória do carro. “Tive um Fuscão preto 1970 que foi meu primeiro automóvel, este carro despertou minha paixão. Já tive 15. Atualmente possuo o carro última série (numerado) 1976 e estou restaurando um modelo 1951 há mais de 7 anos”, ressalta.

Luciano Siqueira

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O carro que virou menina Uma realidade crescente é a quantidade de mulheres apaixonadas por automóveis. É o caso de Bruna Ernandes Nascimento, que possui um modelo 1968. A cor rosa cintilante realmente faz todos pararem para checar de perto. Bruna conta que tem um caso de amor com seu carro e que ele expressa sua personalidade. “Quando adquiri este Fusca, ele era azul e transformei-o em menina. O processo de mudança demorou 6 anos”, brinca. Já Pedro Etchebehere, namorado de Bruna, conta que a cor original era bem bonita, mas diz que gosta do resultado. “No começo achava bem estranho as pessoas olhando, uma vez que dirijo com frequência o carro”. Este não foi o único exemplar ilustre do encontro que chamava atenção dos participantes. O modelo preto com pintura fosca ano 1966 estava cercado de admiradores. O proprietário conta que gastou em torno de R$ 15.000 com o carro. “Amo Volkswagen e amo customização. Rebaixei o teto, alarguei o para-choque e a parte interna foi feita


Elvinho, cover do Rei do Rock

Diego Rosário

com produtos da Califórnia”, diz Luciano Siqueira. Modificações A versatilidade da mecânica do Fusca garantiu o mercado de modificações. Vladimir Marques, dono de uma empresa de restauração e customização, desfilou no evento com o seu modelo 1967 vermelho conversível Hot Rod. As formas do Fusca facilitam a ideia de sua utilização como Hot Rod, pois facilita a retirada dos para-lamas, conceito que deu início aos “hots”. Vladimir conta que prefere carros mais fortes, por isso optou por este modelo. Elvis Presley Álvaro, ou “Elvinho”, como prefere ser chamado ganha a vida com shows cover do rei do rock. Junte isso a um modelo 1.300L original de colecionador. O cover de Elvis Presley uniu suas duas grandes paixões no Dia Nacional do Fusca. Show à parte.

Quem quiser conhecer: www.fuscaclube.com.br

New Beetle O carro refrigerado a ar é bem diferente do refrigerado a água. Com desenho moderno e novas tecnologias, em comum com o modelo antigo, além do desenho, possui as alças para auxílio do embarque dos passageiros no banco de trás. O único Beetle que participou do evento em São Bernardo do Campo foi o modelo 2009 do empresário Diego Rosário. O proprietário, que já teve um Fusca 1966 afirma que o modelo Beetle é totalmente diferente. “O que mais gosto no meu Beetle é a cor, se não me engano, foram fabricados apenas 6 modelos com ela”, conta Diego. Ele também faz questão de dizer que o carro é extremamete confortável para viagens. Este encontro foi sem dúvida, uma viagem no tempo e o que mais chamava a atenção era a quantidade de modelos originais de colecionadores e a preservação com que foram carinhosamente guardados e cuidados. Realmente, um caso de amor entre os proprietários destes carros e a Volkswagen.

Vladimir Marques ao volante

www.elviselvinho.com kulturaKustomBrasil.blogspot.com Bruna Ernandes Nascimento

NOTÍCIAS DA OFICINA

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> ISTO É VOLKSWAGEN

Jetta Hybrid

do Salão de Detroit para o mundo Primeiro modelo híbrido com motor quatro cilindros 1.4 TSI e transmissão DSG com sete marchas

A

Volkswagen apresentou no North American International Auto Show, em Detroit, um dos automóveis mais eficientes do mundo: o Jetta Hybrid. O carro é movido por um motor a gasolina, de alta tecnologia (TSI com 110 kW / 150 cv) e um motor elétrico sem emissões (20 kW). Esta associação oferece um desempenho marcante (0100 km/h em menos de 9 segundos), ao mesmo tempo em que permite ao Jetta Hybrid atingir um índice de con-

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sumo igualmente impressionante, de 19 quilômetros por litro em circuito combinado cidade/estrada. Isto significa que o sedã esportivo consome cerca de 20% menos combustível que um carro com potência equivalente com propulsão tradicional. No trânsito urbano, a vantagem na economia sobe para 30%! Além disso, o novo Jetta Hybrid pode ser utilizado no modo elétrico puro, consequentemente sem emissões, em velocidades de até 70 km/h, por distâncias de até dois quilômetros

(dependendo do terreno e condições de operação). O Jetta Hybrid será lançado em novembro de 2012, começando pela América do Norte. Extremamente silencioso Após o Touareg Hybrid, o Jetta Hybrid é o segundo modelo criado pela fabricante de automóveis de maior sucesso da Europa a contar sob o capô com um módulo de propulsão constituído por um motor a gasolina e um motor elétrico, combinados para atin-


gir os menores índices de consumo possíveis e excelente desempenho em todas as áreas. Um ponto alto é o conforto: o refinado motor TSI, um sistema de escapamento reprojetado, o uso de parabrisa acústico, vidros mais espessos nas janelas dianteiras e várias outras medidas resultaram no carro mais silencioso que a Volkswagen já ofereceu nesta categoria. O sedã, que é tão esportivo como econômico, chegará ao mercado em novembro de 2012, inicialmente nos Estados Unidos e Canadá. TSI - um dos motores a gasolina mais avançados do mundo. Pura eficiência Pela primeira vez na América a Volkswagen está usando um motor a gasolina 1,4 litro turbo no Jetta Hybrid. Os motores TSI da Volkswagen já receberam vários prêmios, inclusive um dos mais prestigiosos nesta área, o “Engine of the Year Award” 2011. Testado na prática nas Autobahn alemãs O quatro cilindros “downsized”, com deslocamento de exatos 1.395 cm3, já vendeu milhões de unidades na Europa. Ele tem torque máximo de 250 Nm, disponível já pouco acima da marcha lenta (a partir de 1.400 rpm) e é extremamente durável, mesmo usando as velocidades das autoestradas alemãs. A potência máxima deste TSI ultrapassa a do motor 2,5 litros com cinco cilindros do Jetta convencional vendido nos Estados Unidos. O mais importante é que este motor pode manter o torque máximo constante até 3.500 rpm. Juntamente com o motor elétrico, o sistema de propulsão mostra as características de desempenho que fazem do novo

Jetta Hybrid um automóvel realmente esportivo. O motor TSI é uma unidade de baixo peso, com apenas 98 kg. Na cidade, o motor fica parado sempre que possível O motor a gasolina é imobilizado assim que o carro para nos semáforos ou no anda-e-para do trânsito, desde que o motorista pise no pedal do freio e a bateria esteja suficientemente carregada. Mesmo assim, os sistemas de aquecimento, ar condicionado, áudio e outros sistemas elétricos continuam em operação. Um ponto interessante nessa situação é que, diferentemente dos sistemas convencionais, no Jetta híbrido não apenas o motor a gasolina é desligado. A embreagem de desacoplamento também desconecta o motor do sistema de propulsão para permitir tração puramente elétrica quando o carro arrancar novamente - desde que carga da bateria seja suficiente. Outro terço do potencial de economia de combustível do Jetta Hybrid acontece pela frequente desativação do motor a gasolina. “Velejando” sem o TSI Assim que o condutor libera o pedal do acelerador em velocidades mais altas (até 135 km/h), o motor a gasolina é desligado e desconectado das rodas pela embreagem de desacoplamento, eliminando as perdas por arrasto que normalmente ocorrem nessa situação. Desta forma, o Jetta Hybrid “desloca” mais que o normal, sem consumir nenhum combustível.

a uma movimentação mais vigorosa do pedal do acelerador com o máximo de força propulsiva. O mesmo se aplica à clássica manobra do “kickdown” (uma rápida pressão do acelerador até o fundo). Nesses casos, a força dos motores elétrico e a gasolina se somam para fornecer um pico de potência temporário de 125 kW / 170 cv, transferido para as rodas dianteiras pela transmissão DSG. No jargão automobilístico, esta combinação dos dois motores é chamada de “boosting”. Graças à potência extra, manobras de ultrapassagem podem ser feitas em tempos menores, um fator importante para a segurança nas estradas. Andando a gasolina Em velocidades altas ou quando a capacidade da bateria estiver baixa, o Jetta Hybrid é movimentado apenas pelo motor TSI. Nessas fases, a calibragem do motor também é alterada para otimizar a eficiência e ele produz mais força do que o necessário apenas para movimentar o carro. Esta força adicional é usada de forma bem específica: dependendo do nível de carga momentâneo da bateria, a força adicional pode ser usada para carregá-la através do motor elétrico que, nesse caso, atua como um gerador. Essas fases, chamadas de carregamento ativo, são intercaladas com as fases de propulsão elétrica para alcançar o máximo possível de economia de combustível.

Força dupla Quando o seletor da transmissão DSG é posicionado em “S”, ou em modo manual, o sistema de propulsão reage Painel indica uso dos motores elétricos e a gasolina 1.4 TSI

NOTÍCIAS DA OFICINA

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EU E MEU VOLKSWAGEN

Na garagem, no trabalho e no lazer, o amor pela Volkswagen Andreas S. M. Wolfsohn faz parte de um seleto grupo de proprietários que possui uma das 1.500 unidades do “Fusca Série Ouro – Última Edição”

“E

m 1961, eu tinha 12 anos, quando meu pai chegou em casa pela primeira vez com um Fusca. Foi quando nasceu minha paixão por este modelo da Volkswagen. Ele trabalhava na empresa e presenciou a inauguração da fábrica pelo então presidente Juscelino Kubitschek, em 18 de novembro de 1959.” (foto). Aos 16 anos, Andreas iniciou sua trajetória profissional como aprendiz mecânico na concessionária VW Marcas Famosas, em Santo Amaro. Em seguida foi para a Alemanha participar de um estágio na Volkswagen em Wolfsburg. Ficou por lá

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pouco mais de um ano e, quando retornou ao Brasil, ingressou na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo – SP, onde trabalhou por quase 34 anos, até sua aposentadoria em 2003. Em 1969, durante o estágio que realizava na VW da Alemanha, comprou seu primeiro Fusca, azul, que tinha inclusive teto solar (sun roof). “Quando fui comprar o Fusca, o motor estava batendo, então consegui um bom desconto no preço. Fiz a troca de óleo, adicionei uma lata de lubrificante especial a base de MoS2 (Bissulfeto de Molibdênio) - especial para trabalhar em temperaturas

extremas”. Andreas conta que em suas férias, pegou este Fusca e fez uma viagem de 10.000 km em 30 dias, partindo da Alemanha e passando por Grécia, Áustria, França, Itália, (extinta) Iugoslávia, Mônaco, e Bélgica. “O barulho do motor em ponto morto era tão alto que parecia uma máquina de costura”, brinca. “Eu mesmo fazia a manutenção dos meus Fuscas e quando vendi este exemplar azul ainda ganhei dinheiro.”, explica o sr. Wolfsohn. Em paralelo ao emprego na VW, este apaixonado por Fuscas comparecia aos eventos relacionados ao modelo acompanhado de seu filho,


que um dia resolveu vender algumas miniaturas de carros Volkswagen, o que fez muito sucesso. Daí surgiu a idéia de, em 2002, abrir a Bug Point, localizada em um shopping de São Bernardo do Campo. A loja conta com centenas de produtos relacionados à marca: miniaturas colecionáveis, brinquedos, camisetas, relógios, pelúcias, objetos decorativos, entre outros itens. “Em minha coleção pessoal, já tive mais de 1.500 miniaturas de modelos VW”, afirma. Atualmente, o carro que faz parte da família de Andreas e que será repassado para as futuras gerações é um Fusca 1996 Série Ouro – Última Edição, cor Vermelho Dakar Metálico, adquirido no dia 02 de julho de 1996, comprovado através da Nota

Fiscal de Venda em nome do sortuNa parte interna super equipou do proprietário (a produção do Fusesteticamente a versão com estoca no Brasil encerrou-se dia 30 do famentos em padrão da linha VW mesmo mês). Atlanta, painel com fundo branco e Para comemoração da sua últivolante diferenciado. ma série de fabricação, foram proEsta foi a série final de gala do duzidas as últimas 1.500 unidades, querido carrinho. “Este exemplar onde os compradores destes Fuscas está exatamente como saiu da fátiveram seus nomes guardados em brica, com pouco mais de 38.000 km um “Livro de Ouro” da Volkswagen. rodados. Acredito que foi o último Um Fusca Série Ouro é facilmenFusca fabricado na cor vermelha e te identificado. Em seu exterior, a está entre os 20 últimos produzidos VW eliminou os frisos adesivos amaantes do encerramento definitivo da relos na lateral do carro e próximo sua produção no Brasil”, orgulha-se. ao para-lama dianteiro aplicou um adesivo exclusivo com o logotipo Para os Volksmaníacos: da série. Faróis de milha no parawww.bugpoint.com.br choque, vidros verdes (75% transparente) com Você também é u desembaçador traseiro Volkswagen? Com apaixonado por nte sua histó completam o pacote.

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>A REDE A SEU DISPOR

Concessionárias buscam ideias inovadoras para se aproximar do reparador Conhecer o cliente e entender seus hábitos de compra são fundamentais para um bom relacionamento

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riblar a concorrência e buscar qualidade de atendimento. Foi pensando assim que algumas concessionárias Volkswagen da Região Nordeste decidiram mapear os hábitos de compra de seus clientes e estabelecer uma política de fidelização que trouxesse resultados efetivos. Este mapeamento estabelece, prin­cipalmente, contatos regulares com as oficinas e compromisso na entrega dos produtos. Localizada em Salvador (BA), a Sanave sempre trabalhou com foco na

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satisfação do cliente e sabia que precisava de alternativas para diminuir a dificuldade dos mecânicos na hora de solicitar um orçamento. A ideia foi simples: escolher 12 clientes da Concessionária e disponibilizar um catálogo eletrônico de peças Volkswagen. Ali ficam gravados os dados da Sanave, o que facilita a vida do mecânico na hora da compra. “Com a iniciativa assumimos o compromisso de entregar rapidamente todas as peças solicitadas. Se não tivermos o produto em estoque, busco em qualquer região do país”, afirma o gerente de

pós-vendas Francisco Pinto Cruz. A ação garantiu um crescimento de 40% nas vendas da concessionária, e o objetivo agora é aumentar para 20 o número de clientes que possuem este catálogo na oficina. Peças originais: concessionária aposta na confiança na marca VW A busca dos proprietários de veí­ culo por uma oficina que comercialize apenas peças originais foi o grande impulso da concessionária Saga, em Fortaleza (CE), para firmar parceria com os reparadores.


Essa certeza começa no muro das oficinas parceiras da concessionária Saga. Isso mesmo, o gerente comercial Francisco Sildácio do Amaral mapeou onde estavam localizados seus principais clientes e pintou o muro de suas oficinas. Já são mais de 100 oficinas que estampam nome e telefone da concessionária. “Essa parceria garante confiança ao proprietário do automóvel, pois ao levar um carro Volkswagen para ser reparado ele sabe que a oficina só compra peça original”, justifica Amaral. A concessionária já organizou campeonato de futebol entre os colaboradores da empresa e seus clientes, e agora se prepara para um campeonato de kart entre os proprietários de oficinas. A Saga conta ainda com ajuda da Rádio Jangadeiro, a segunda mais ouvida na capital cearense, para uma comunicação eficaz dirigida aos reparadores. “Aos sábados, levamos o locutor da rádio até a oficina e eles fazem uma entrevista ao vivo com o reparador. Batizamos a iniciativa de “invasão´”, brinca o gerente, que finaliza: “São ações como essa que demonstram o carinho que temos pelos reparadores, nossos grandes parceiros”.

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>Dica de Saúde

Como evitar lesões musculares durante o trabalho na oficina

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ormalmente, exercendo alguma atividade na oficina mecânica, o profissional não se atenta a postura que adota ao aplicar uma peça e, muitas vezes, precisa carregar peso. Quando isto ocorre com frequência, o corpo demonstra sinais que podem indicar uma L.E.R. (Lesão por Esforços Repetitivos) ou um D.O.R.T. (Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho). D.O.R.T. nada mais é do que uma L.E.R. adquirida enquanto exerce a atividade profissional. Alguns dos principais sintomas do D.O.R.T. são: sensação de peso e fadiga, dores, sensação de enrijecimento muscular, choque, dormência, formigamento, câimbras, falta de firmeza nas mãos, sensação de fraqueza muscular, dificuldade para dormir (em geral pela dor), ansiedade, irritação, raiva de seu estado de incapacidade, entre outros. Para o mecânico Bruno Lima, proprietário da oficina West Motors, o ombro dói por causa do esforço e a coluna, pela má postura. “sinto fadiga e dor que se intensificam quando meu corpo está frio, ou seja, no almoço e à noite, horários em que sinto queimação”. Bruno também sente dor nos pés e gostaria que as botas fossem mais confortáveis. “As vezes preciso tirar as botas e colocar tênis, para o pé parar de doer, o que compromete a minha segurança”, conclui. Para os iniciantes na profissão, o reparador automotivo sugere calma e tranquilidade, principalmente quando os prazos estão apertados. “O ideal é fazer alongamentos e descansar 10 minutos a cada hora trabalhada”, finaliza Bruno.

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Estes exercícios são indicados para prevenção da L.E.R. – D.O.R.T.: - Abra as mãos e encoste as palmas em “posição de rezar”. Com os dedos juntos flexione os punhos e comprima uma mão contra a outra. (frente do peito). - Aperte dedo contra dedo, alongando-os um por um (polegar contra polegar, indicador contra indicador e assim por diante). Pode ser feito com todos os dedos ao mesmo tempo. - Cruze o dedo com dedo (gancho) e puxe alternando-os. Ex. polegar com médio, anular com mínimo. A variedade fica por conta de cada um. - Feche bem as mãos como se estivesse segurando algo com força. Em seguida estique bem os dedos. - Abra os dedos afastando-os o máximo possível. Feche os dedos apertando-os com a mão esticada. - Faça “ondas” com a mão e os dedos. Como se a mão estivesse serpenteando no ar. - Balance as mãos. - Gire os punhos em círculo, com as mãos soltas, no sentido horário e anti-horário.

Errado

Errado

Correto

Errado

Correto

Correto

Errado

Correto


>REPARAÇÃO PASSO A PASSO

Suspensão

dianteira do Golf, Beetle e Bora

Amortecedores estruturais que formam um subconjunto para a suspensão dianteira. Braço triangular fixado num quadro auxiliar que integra o suporte de agregados. Essas são algumas das soluções para o sistema de suspensão dianteira da plataforma mundial A4 da Volkswagen. Vejamos detalhes técnicos do sistema.

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>REPARAÇÃO PASSO A PASSO

A

plataforma é a base tecnológica da construção veicular, sendo definida pelo conjunto motopropulsor (motor e transmissão aplicados), sistemas de suspensão, direção, freios e eletroeletrônicos e ainda, elementos que contribuem para a habilidade do veículo, conforto e conveniência, entre muitos outros. O conceito de plataforma utilizado pela Volkswagen permite compartilhar componentes entre diversos modelos. O desenvolvimento de uma plataforma ou de um sistema de múltiplas aplicações, como é o caso da A4, deve levar em conta a versatilidade técnica que permita adaptá-la à característica desejada ao veículo. Um carro de linhas clássicas como o Bora, por exemplo, deve possuir um interior sóbrio e harmônico, totalmente diferente do desejado para o simpático Beetle. Apesar de utilizarem a mesma plataforma tecnológica, são produtos com apelos mercadológicos distintos. Devido à importância técnica deste assunto, o desenvolvimento de uma plataforma criada para ser utilizada por diferentes produtos, é planejado para que esta seja composta de peças ou agregados comuns, os componentes intercambiáveis que permitem a montagem, sem alteração alguma, nos veículos que utilizam a mesma plataforma, sem que isso influencie no design, estilo e “personalidade” de cada um. O motor EA 113 de 2.0 litros, por exemplo, é considerado um agregado tecnológico que permite utilização, tanto em veículos de linha clássicas como o Bora, quanto em outros de apelo completamente emocional como o Beetle, ou ainda, em modelos tradicionais, de grande volume, como o Golf. As peças de sistema são os componentes que, mesmo tendo aspectos técnicos semelhantes, requerem itens de acabamento visual que permitam adaptação ao design, estilo e outras particularidades desejadas para o produto. O instrumento combinado do Beetle, por exemplo, também dispõe de uma estratégia de trabalho que engloba a função

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Analisando o conjunto mecânico da plataforma A4, podemos identificar os componentes da platafora comum, aqueles que são diferentes quando se compara o Golf e o New Beetle, e outros que foram recalibrados

imobilizador e de gerenciamento dos sistemas de drive control (sistemas de sinalização sonora e visual que permitem monitorar as funções vitais do veículo como temperatura do motor e pressão de óleo) exatamente como acontece na maioria dos Volkswagen da atualidade. No caso do New Beetle, apesar de utilizar a mesma motorização, com os mesmos sensores, o instrumento combinado não possui marcador de temperatura do motor, mantendo-se fiel às características do veículo que inspirou a criação do modelo, o Fusca: possui um grande mostrador redondo para o velocímetro que contorna o indicador de nível de combustível e o tacômetro. Tratase de um sistema tecnológico comum da marca, que foi adequado para garantir o funcionamento previsto no projeto. Essas características técnicas e construtivas também têm reflexos nos trabalhos dos reparadores automotivos, pois, exigem menor investimento no desenvolvimento das técnicas de oficina, o que significa menos gastos em ferramentas e

Para que fosse descartado o marcador de temperatura, mesmo utilizando um motor de arrefecimento a água, no caso do New Beetle, foi desenvolvido uma complexa indicação luminosa e sonora, utilizando os mesmos sensores do motor EA 113 de 2.0 litros


equipamentos, de reparos e ainda, redução da quantidade de itens técnicos (peças) que devam ser mantidos no estoque. Dimensões da plataforma A4 – A plataforma A4 apresenta excelente relação entre as dimensões de entre-eixos e bitolas e as medidas externas do veículo. Isto porque coloca os volumes e as massas do carro o mais internamente possível na área abrangida pelas quatro rodas (distância entre-eixos x bitola média) e tem especial importância para a estabilidade, pois, facilita a localização do centro de gravidade numa área mais favorável do veículo, combinando com seus sistemas de suspensão dianteira e traseira, direção e elementos de rodagem. Com essas características pode-se desenvolver, para a mesma plataforma, exclusividades em diferentes modelos. Comparativo dimensional entre o New Beetle e o Golf

Desta forma, a plataforma A4 apresenta grande distância entre eixos, o que, combinado com seus sistemas de suspensão dianteira e traseira, direção e elementos de rodagem, formam um conjunto seguro, de elevada estabilidade e muito conforto ao dirigir. Suspensão dianteira O sistema de suspensão dianteira da plataforma A4 utiliza o consagrado sistema McPherson, com amortecedores es-

truturais e braço triangular inferior fixado num quadro auxiliar que integra o suporte de agregados. Para estabelecer procedimentos de reparos, podemos separar o eixo dianteiro dessa plataforma em quatro partes: • Conjunto suporte de agregados, braço triangular e barra estabilizadora; • Conjunto manga de eixo e cubo de roda; • Coluna de suspensão englobando amortecedor estrutural e mola; • Semiárvore articulada. Vamos desmembrar cada um destes subsistemas: Conjunto suporte de agregados, braço triangular e barra estabilizadora Neste conjunto estão integrados os componentes que tem ligação direta com a geometria e a estabilidade direcional. Inicialmente, deve-se verificar manualmente a existência de folgas na ponteira de articulação e nos mancais de borracha-metal do braço da suspensão. Essas verificações podem ser feitas utilizando-se as próprias alavancas dos componentes da suspensão. A ponteira de articulação, por exemplo, pode ser testada puxando e empurrando, com as duas mãos, o braço triangular, para cima e para baixo. Durante a verificação não pode ser percebida nenhuma folga ou movimentação axial na ponteira de articulação. Da mesma forma, devem-se verificar as folgas radiais na ponteira de articulação, através da alavanca de trabalho que a banda de rodagem permite. Assim, utilizando como apoio a parte inferior da

1. Fixação do suporte de agregados na carroceria Atenção: a fixação no suporte da carroceria (ligação suporte de agregados com a carroceria), é feita através de uma porca móvel que não pode ser recuperada ou substituída. Em caso de danificação, este apoio deve ser substituído por completo. 2. Porca soldada na longarina da carroceria. Atenção: a fixação é feita por uma porca imóvel que, se apresentar danos, pode ser reparada utilizando-se rosca helicoidal. 3. Mancal de borracha-metal do suporte de agregados. 4. Porca autotravante (substituir a cada desmontagem). 5. Parafuso de fixação do suporte de agregados (apertar com 100 Nm + aperto angular de 90º e substituir a cada desmontagem). 6. Apoio traseiro do braço triangular da suspensão. 7. Parafuso da fixação traseira do braço da suspensão (apertar com 70 Nm + aperto angular de 90º e substituir a cada desmontagem). 8. Chapa com porcas. 9. Porca autotravante de fixação da ponteira de articulação (apertar com 45 Nm e substituir a cada desmontagem). 10. Ponteira de articulação. 11.Parafusos de fixação da ponteira de articulação (apertar com 20 Nm + aperto angular de 90º e substituir a cada desmontagem). 12. Braço triangular da suspensão. 13.Barra de ligação do estabilizador.

14. Parafuso de fixação da barra e ligação do estabilizador (apertar com 45 Nm). 15. Porca autotravante da barra de ligação do estabilizador (apertar com 30 Nm e substituir a cada desmontagem). 16. Barra estabilizadora Atenção: para remover e instalar, deve-se abaixar o suporte de agregado. 17. Parafuso de fixação da barra de ligação do estabilizador (superior). 18. Parafuso de fixação do suporte de agregado (apertar com 100 Nm + aperto angular de 90º e substituir a cada desmontagem). 19. Mancal de borracha-metal dianteiro do braço triangular. 20. Parafuso de fixação do mancal de borracha-metal dianteiro do braço da suspensão (apertar com 70 Nm + aperto angular de 90º e substituir a cada desmontagem). 21. Parafuso de fixação pendular do conjunto motopropulsor (aper­tar com 50 Nm). 22. Parafuso da fixação pendular do conjunto mo­to­pro­pul­sor (apertar com 50 Nm). 23.Apoio pendular. 24. Parafuso da fixação pen­dular do conjunto mo­to­pro­pulsor (apertar com 25 Nm). 25. Apoio da borracha. 26. Braçadeira 27. Parafuso de fixação da braçadeira da barra estabilizadora (apertar com 25 Nm). 28. Suporte de agregados. Atenção: não se deve recuperar a rosca de fixação do mancal de borracha-metal dianteiro.

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>REPARAÇÃO PASSO A PASSO

roda, empurre-a para dentro e para fora, prestando atenção para ver se há alguma folga perceptível. Essa verificação permite também checar o funcionamento dos mancais de borracha-metal do braço triangular. Para isto, enquanto força a parte inferior das rodas no sentido axial, observe o comportamento dos mancais de borrachametal. Nesta condição, os mancais não devem apresentar nenhuma movimentação. Atenção: esse teste também pode ser utilizado para verificar as condições de trabalho do rolamento das rodas, que não devem apresentar folgas perceptíveis. Devido às características construtivas e de funcionamento da ponteira de articulação, braço da suspensão e rolamento da roda, para desmontagens nestes componentes, será necessário remover a porca dodecagonal do cubo de roda. Para isto, com o veículo no elevador, após remover as rodas dianteiras, solte a porca, utilizado os freios para reter o cubo. Atenção: jamais apoie o peso do veículo sobre os rolamentos sem que a porca dodecagonal do cubo de roda esteja apertada com o torque correto. Se o fizer, danificará o rolamento do cubo de roda, exigindo sua substituição. Haven-

do necessidade de deslocar o veículo, reinstale a semiárvore no cubo, apertando a porca dodecagonal com 50 Nm. Após remover a proteção acústica inferior, solte os parafusos da ponteira de articulação. Depois de remover por completo a porca dodecagonal, haverá uma forte retenção entre a ponta da junta homocinética externa e o cubo de roda. Para remoção será necessário utilizar um extrator de cubo. Observe:

Insira a ponteira de articulação no alojamento do suporte do cubo de roda. Lembre-se que as porcas e parafusos autotravantes, quando removidos, devem ser substituídos.

Aperte a porca autotravante nova, fixando o parafuso através de uma chave torx T40. Para este trabalho, utilize uma chave universal de encaixe em torquímetros. Empurre a coluna de suspensão para fora do veículo, apoiando-a com um calço de madeira.

Braço da suspensão: Remover e instalar – Para esta operação, nos veículos com transmissão automática, deve-se soltar o apoio pendular do motor, removendo os parafusos da fixação traseira indicados pelas setas. Utilizando um extrator de ponteiras e terminais, aponte a porca com alguns filetes de rosca na ponteira e remova-a.

Feito isto, solte os parafusos inferiores da ponteira de articulação e retire o suporte do cubo de roda, em conjunto com a ponteira de articulação, ou seja, separe a ponta da junta homocinética

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421 A1). Jamais utilize outros tipos de lubrificantes para facilitar a montagem do mancal.

do cubo do rolamento, utilizando o extrator. Nesta condição, a ponteira fica instalada no suporte do cubo de roda, deslocando-se do braço da suspensão. Solte o parafuso do braço de ligação (3) e desaperte os parafusos sextavados (1 e 2) para remover o braço triangular da suspensão.

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Coluna de suspensão A coluna de suspensão McPherson, utilizada na plataforma A4 (Golf, Beetle e Bora), possui amortecedor estrutural. Isto significa que a coluna e o amortecedor formam um único componente, dispensando a aplicação de suportes adicionais conhecidos como pés de molas. Neste sistema, o apoio da mola é soldado na parte superior do amortecedor, enquanto o suporte do cubo de roda é aparafusado na inferior.

O mancal vertical traseiro possui uma posição de montagem para garantir um efeito direcional. Portanto, observe a seta em relevo no mancal. Esta deve apontar para uma referência do braço da suspensão.

3 A suspensão McPherson com amortecedor estrutural, é muito utilizada atualmente devido à sua construção compacta que garante a posição das rodas, as funções da suspensão e do sistema de direção, ocupando pouco espaço e formando um conjunto de reduzido peso

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Nos veículos com transmissão automática, como soltamos o apoio pendular, com o auxílio de uma alavanca, empurre o conjunto motopropulsor para à frente. Remova o braço da suspensão. Para substituir o mancal de borracha-metal dianteiro, devemos removêlo com um extrator específico, utilizando um mecanismo de parafuso.

Para montar o novo mancal, vamos utilizar um posicionador e lubrificar a peça com um óleo Volkswagen (G 294

Atenção: este cuidado faz com que o ressalto de borracha do mancal fique montado para a dianteira (seta). Para a remoção, utilize a prensa hidráulica, aplicando pinos e copos de pressão específicos, tomando cuidado para não danificar o alojamento no braço da suspensão.

A coluna de suspensão McPherson é um dos sistemas de uso comum. No caso do Golf, New Beetle e Bora, somente a calibração de molas e amortecedores difere de um veículo para o outro. Os demais componentes têm características que permitem aplicações comuns em outros modelos. Para remover uma coluna de suspensão da plataforma A4, devemos lembrar que a operação pode ser executada parcialmente, sem necessidade de desmontagens da parte inferior, mantendo fixas a semiárvore de transmissão e a ponteira de articulação. Para executar o reparo siga estes passos: 1. Solte os parafusos da roda, levante o veículo e remova a roda. 2. Remova a pinça de freio (setas), mantendo-a fixa por um barbante, de forma que o peso desta não tracione ou

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>REPARAÇÃO PASSO A PASSO

danifique o flexível do freio.

Desmembramento da coluna de suspensão dianteira 1.   Porca autotravante - apertar com 60 Nm (*) 2. Apoio 3. Torre de apoio da coluna de suspensão 4. Porca sextavada - apertar com 60 Nm 5. Mancal com rolamento e apoio do amortecedor 6. Rolamento axial 7. Prato superior da mola 8. Mola Atenção: as molas são identificadas por pintas coloridas que definem sua aplicação em função de motorização, tipos de transmissão e acabamento. Nas substituições deve-se aplicar somentes as recomendadas como peças de reposição. 9. Porca autotravante - apertar com 50 Nm, seguido do aperto angular de 90º (*) 10. Suporte do cubo da roda 11. Parafuso sextavado (*) 12. Amortecedor estrutural 13. Mola auxiliar 14. Coifa

3. Desmonte a barra de acoplamento do estabilizador com o braço da suspensão. 4. Remova o fixador do chicote do sensor de ABS do amortecedor.

  (*) Sempre que removidos devem ser substituídos.

Atenção: para desmontar a coluna de suspensão do lado direito, será necessário remover o protetor acústico. 6. Aplique um dispositivo para abrir junções (semelhante a uma potente chave de fenda), na flange de união do suporte do cubo de roda, conforme a indicação da seta, e force a abertura para separar o suporte do amortecedor estrutural. Observação: após a remoção da coluna de suspensão, devemos retirar a respectiva mola. Para executar este trabalho, será necessário vencer a carga da mola com segurança. Para isto existe um tensor de molas com um adaptador que permite o ajuste da mola no próprio dispositivo.

5. Solte e remova o parafuso e a porca de fixação do amortecedor com o suporte do cubo do rolamento. 7. Remova o suporte do cubo de roda do amortecedor, utilizando as mãos, sem bater. Durante a operação, o suporte deve ser removido para baixo, tomando cuidado para que este não se incline, causando travamentos. 8. Remova os braços do limpador do para-brisa e a cobertura da caixa coletora de água. 9. Solte e remova a porca sextavada de fixação do amortecedor.

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10. Para a montagem da mola, instale-a com o próprio tensor, de forma que a ponta da espira desta, fique apoiada no encosto específico.

Atenção: substitua a porca superior pois esta é autotravante. O torque a ser aplicado é de 60 Nm. A porca do prato superior da mola deve ser apertada também com 60 Nm. Semiárvores de transmissão As juntas homocinéticas aplicadas nas semiárvores de transmissão utilizadas nos veículos da plataforma A4 com transmissão automática são de esferas na junta externa e do tipo tripoide na articulação interna. Articulação homocinética de esferas

Articulação tripoide

A vantagem deste sistema de transmissão para as rodas é reduzir a transferência de vibrações e ruídos do conjunto motopropulsor para a carroceria, graças a sua versatilidade em se adaptar aos elevados ângulos de trabalho da suspensão, não permitindo a ocorrência de tensão nas extremidades das articulações.

Isto ocorre porque a articulação tripoide possui um rolamento de agulhas que permite o deslizamento da semiárvore, para dentro e para fora, corrigindo constantemente sua dimensão transversal através dos pivôs, compensando os ângulos de esterçamento que produzem grande movimentação angular na semiárvore. Este sistema, mais conhecido no Brasil como trizeta, tem três pivôs. A articulação tripoide trabalha numa guia cuidadosamente retificada e endurecida, feita com o objetivo de promover o deslizamento para dentro e para fora e, dentro dos pivôs esféricos, permitir a articulação da semiárvore para cima e para baixo. Funcionamento – Como sabemos, as principais funções das semiárvores articuladas são a transmissão de torque para as rodas e a compensação das variações dimensionais que ocorrem nas mais diversas condições de tráfego. O conjunto motopropulsor é montado sobre coxins flexíveis que permitem oscilações que necessitam ser compensadas dimensionalmente nos sistemas de transmissão.

Articulação tripoide

Estes movimentos são compensados pelas articulações tripoides, que permitem o deslizamento transversal dos rolamentos de agulhas nas guias deslizantes, compensando as variações dimensionais. Como a carcaça da articulação tripoide é solidária à transmissão, todos os movimentos do conjunto motopropulsor serão transmitidos para a carcaça de articulação tripoide. Nesta condição, a semiárvore de transmissão se manterá estável na posição transversal, enquanto a carcaça da articulação tripoide é introduzida em relação à transmissão.

Desmontagem – Antes da desmontagem é importante conhecer algumas regras para garantir a qualidade técnica do reparo e a vida útil das juntas homocinéticas e rolamentos: 1. A carga de trabalho do rolamento da roda é garantida pelo torque aplicado à porca dodecagonal. Após soltá-la, não se deve forçar a tração ou deixar o veículo apoiado nas próprias rodas. Caso isto aconteça, a vida útil do rolamento será sensivelmente prejudicada. 2. Se for necessário mover o veículo desmontado, deve-se instalar somente a junta homocinética externa, sem a semiárvore, para garantir a movimentação das rodas, apertando a junta com 50 Nm. Isso assegura a manutenção das condições normais de trabalho do rolamento das rodas dianteiras. 3. Sempre que as semiárvores de transmissão estiverem desmontadas, o veículo deve ser mantido elevado, sem que as rodas sejam submetidas a cargas, mesmo que do próprio peso do carro.

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>REPARAÇÃO PASSO A PASSO

Antes de soltar o torque da porca dodecagonal do cubo de roda, levante parcialmente o veículo para aliviar a carga sobre os rolamentos. Este procedimento manterá a roda imobilizada e permitirá o alívio da carga do rolamento, sem produzir calosidades nas pistas. Em seguida proceda da seguinte maneira: • Remova o protetor sonoro inferior (observe as setas).

Desmembramento do cubo de roda (dianteiro)

• Em seguida, remova a proteção sonora lateral esquerda (observe as setas).

• Desmonte a insonorização à direita. • Agora, solte os parafusos da flange de propulsão homocinética interna com o diferencial.

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1. Amortecedor estrutural 2. Porca autotravante - apertar com 50 Nm seguido de torque angular adicional de 90º (substituir a cada remoção) 3. Suporte do cubo da roda 4. Ponteira da barra de direção 5. Chapa de cobertura 6. Parafuso sextavado - apertar com 10 Nm 7. Porca autotravante - apertar com 45 Nm 8. Disco de freio 9. Parafuso das rodas - apertar com 120 Nm 10. Porca autotravante dodecagonal (observe as orientações de aperto nos procedimentos de desmontagem e montagem) 11. Parafuso-guia 12. Pinça de freio 13. Proteção 14. Parafuso-guia - apertar com 27,5 Nm 15. Cubo de roda 16. Anel-trava 17. Rolamento da roda - todas as vezes que removido deve ser substituído

18. Ponteira de articulação 19. Porca autotravante da ponteira de articulação - apertar com 45 Nm e substituir sempre que removida 20. Parafuso sextavado - substituir sempre que removido 21. Parafuso de fixação do sensor de rotação (ABS) - apertar com 8 Nm 22. Sensor de rotação 23. Junta homocinética externa


• Marque a posição de montagem dos parafusos da ponteira de articulação. • Marque a posição de montagem dos parafusos da ponteira de articulação do braço de suspensão e solte-os.

• Com um extrator, remova a semiárvore do rolamento, cuidando para que haja espaço suficiente para remoção. Atenção: faça a remoção com um extrator, utilizando os parafusos das rodas. Nunca remova a peça a marretadas, procedimento que danificará o rolamento ou a junta homocinética.

Nos veículos com transmissão automática, solte o parafuso do suporte pendular (observe a seta).

• Utilizando uma alavanca, force para a frente o conjunto motopropulsor. Isto possibilitará a desmontagem da semiárvore articulada.

Para montar a semiárvore, lubrifique a superfície fresada da ponta da junta homocinética externa e a introduza, ao máximo, no cubo. Em seguida, lubrifique a porca dodecagonal e, através da rosca, encoste a junta interna no rolamento da roda. Este cuidado garante a pré-montagem do conjunto. Em seguida, realize as seguintes operações: • Fixe a ponteira de articulação, observando as referências de desmontagem anterior. • Aperte os parafusos da ponteira de articulação com 20 Nm, seguido do aperto angular de 90º. Na sequência, aperte os parafusos do suporte pendular com os mesmos valores. Atenção: não esqueça que esses parafusos devem ser substituídos sempre que removidos. • Fixe a junta homocinética interna à flange do diferencial com torque de 40 Nm. Agora, vamos ao aperto da porca dodecagonal do cubo de roda, que tem

um formato específico que permite a utilização de uma chave dodecagonal para garantir o aperto correto. Inicialmente, a porca deve ser usada para ajustar o cubo de roda com o rolamento. Para isto, a porca deve receber um torque inicial de 200 Nm.

Logo após o aperto, a porca deve ser solta meia-volta para aliviar a carga sobre o rolamento. Em seguida, deve receber um novo aperto de 50 Nm. Observe como a porca possui 12 lados. A distância angular entre cada vértice desta corresponde a 30º.

Para finalizar o aperto, deve ser aplicado um torque angular de 60º. Como a distância angular entre os vértices da porca é de 30º, deve-se marcar a posição inicial desta, para promover um giro sobre si mesma de dois vértices que corresponderão a exatos 60º.

Faça sua sugestão para a seção “Reparação Passo a Passo”. Ela pode aparecer aqui. relacionamento@noticiasdaoficina.com.br

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> TECNOLOGIA & NOVIDADES

Acelerador eletrônico VW:

Conforto, segurança e consciência ambiental

O sistema de acelerador eletrônico VW é responsável por proporcionar maior segurança, conforto e redução na emissão de poluentes

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m nosso dia a dia, várias são as situações em que necessitamos conduzir o veículo de formas diferentes. Ultrapassagens, subidas muito íngremes e condução com motor frio, são algumas das condições que o acelerador eletrônico demonstra o seu diferencial. O que podemos notar em comparação ao sistema convencional é a redução de trancos, torque eficiente no momento certo, redução do consumo de combustível e redução na emissão de poluentes. Funcionamento Quando o motorista acelera, não imagina tudo o que envolve essa simples ação. Ao pisar no acelerador, o sistema eletrônico é responsável por detectar o desejo do motorista e assimilado a outras detecções dos sensores captados pela UCE (Unidade de Controle Eletrônico), transformando esses sinais em uma resposta adequada à solicitação do motorista. Ao ser pressionado, a posição do

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pedal é detectada por dois potenciômetros opostos localizados no acelerador. O sinal correspondente a essa aceleração é enviado para a UCE (Unidade de Controle Eletrônico), que interpreta e analisa juntamente com outras informações captadas do veículo, como por exemplo, temperatura do motor, em qual rotação ele se encontra e qual a pressão atmosférica, mandando o sinal para

a borboleta de aceleração se abrir, proporcionando a entrada da mistura ar-combustível necessária para a aceleração desejada pelo motorista. Além da aceleração do veículo, a abertura da borboleta controlada eletronicamente também permite que a marcha lenta se torne mais estável e ainda em uma rotação menor, preservando a vida útil do motor, tornando-o mais eficiente.


Componentes do sistema E GAS Veja abaixo componentes do sistema E GAS que equipam os veículos Volskwagen com tecnologia Bosch

Sistema E GAS 1. Pedal do acelerador; UCE (Unidade de Comando Eletrônico) 3. Afogador eletrônico (Conjunto de borboleta de aceleração)

Vantagens do sistema Podemos citar muitas vantagens em comparação ao sistema convencional. A tecnologia do sistema E GAS da Volkswagen, proporciona: • Consumo de combustível reduzido em comparação ao sistema convencional devido a utilização de apenas a quantidade de combustível necessária para a aceleração solicitada pelo condutor; • Desempenho otimizado por aproveitar melhor todas as variáveis de funcionamento do motor, considerando as informações enviadas pelos outros sensores do sistema que informam a UCE, responsável por comandar as melhores ações para cada instante; • Controle total das acelerações, evitando acelerações brus-

cas utilizando o torque de maneira coerente, eficiente e sem excessos de combustível na mistura; • Marcha lenta mais baixa, otimizando consumo de combustível e vida útil do motor; • Retomada de acelerações mais eficientes, devido ao E GAS “entender” que o motorista precisa de uma maior aceleração naquele momento facilitando ultrapassagens, subidas muito íngremes e outras condições avaliadas; • Sistema eletrônico mais confiável e preciso, pois a borboleta de aceleração é fabricada com sistema blindado, não permitindo interferências externas. Não é recomendado o reparo destes componentes, apenas a troca do item avariado.

1. Módulo do pedal do acelerador 2. Conjunto borboleta de acelaração 3. Unidade de Comando Eletrônico UCE

Módulo pedal do acelerador

Afogador eletrônico (conjunto de borboleta de aceleração)

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>CUIDANDO DA OFICINA

A oficina muito além do que aparenta

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s necessidades para que a oficina mecânica prospere em um mercado tão competitivo englobam uma gama de fatores que o cliente vê na qualidade do serviço e no atendimento. De imediato, quando se pensa em uma oficina mecânica completa, a primeira coisa que passa na cabeça

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é a apresentação. Instalações adequadas e limpas, com ferramental e equipamentos apropriados. Mão de obra qualificada e preparada para realizar todos os tipos de demanda também é algo de extrema relevância nesse contexto da busca por uma oficina de sucesso. Porém, sem uma administração correta, todos os fa-

tores apresentados até aqui não são suficientes para que o negócio cresça e prospere com rentabilidade. Gestão de oficinas Com mais de uma década como palestrante, aplicando treinamentos e produzindo textos sobre gestão de oficinas, o consultor automotivo


Luiz A. Carone apresenta uma visão experiente deste cenário e ressalta o fato de ser proprietário de oficina, uma oportunidade de entrar em contato com os empreendedores e colaboradores do setor da reparação automotiva, pois, de fato, pode falar de igual pra igual. “É obvio que seu eu não acreditasse no ramo e nas técnicas administrativas que tanto prego, não investiria nisso agora. Quero validar todas as teo-

rias e aprender outras na prática”, afirma. Carone conta que num curto espaço de tempo, já pôde concluir e validar algumas ideias que gostaria de compartilhar com os leitores. “Quero, sobretudo, provar a mim mesmo que ética, administração, sustentabilidade e responsabilidade não representam ônus, mas sim, o único caminho para a sobrevivência do negócio nesse mercado tão competitivo”, conclui.

Luiz Carone listou algumas dicas e práticas que considera, na teoria e na prática, relevantes para uma gestão eficiente. • Nada é fácil nem tão rápido quanto podemos imaginar. PERSEVERANÇA é fundamental; • Nada é impossível. Mas temos que querer e elaborar um bom PLANEJAMENTO; • As OPORTUNIDADES cresceram muito nesses últimos anos: o crescimento vertiginoso da frota circulante, a conscientização gradual da importância da manutenção preventiva, a preocupação com a preservação ambiental e os programas de inspeção deram um caráter diferente ao setor, hoje felizmente visto com outros olhos. Devemos aproveitar; • O grande desafio do setor, no momento, está na escassez da mão de obra qualificada. INVESTIMENTO no ser humano é tão importante quanto em instalações, ferramental e equipamentos; • Percebi que um grupo é muito diferente de uma EQUIPE ; • Entendi que QUALIDADE não é diferencial, é a mais primordial obrigação da empresa e de seus colaboradores ; • Constatei também que, sob o ponto de vista do bom cliente, PREÇO não vem em primeiro lugar. Confiança, se-

gurança na transação e a sua segurança pessoal são muito mais importantes; Mito: “ O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO” . Verdade: Nós precisamos dele ; • Surpreendeu-me a força que uma marca pode ter. A construção do VALOR DA MARCA deve ser a grande preocupação do empreendedor. Se representar uma marca já consolidada, respeite-a sempre, acima de tudo. Se não tiver uma marca agregada, construa a sua própria , para ser reconhecido como um “ícone”, naquilo que tem de melhor a oferecer ao mercado; • Todos sabem que um negócio deve ser sustentável, isto é: pagar suas contas, cumprir seus compromissos e ainda trazer lucros. RENTABILIDADE é essencial, mas sempre é consequência do trabalho árduo e consciente; • Talvez o ATENDIMENTO seja hoje o principal fator que pode levar uma empresa ao sucesso ou ao fracasso. Na venda e no pós-venda, na transparência do diagnóstico, na aplicação de peças que tenham confiabilidade e na humildade em reconhecer erros.

Nós somos seres humanos e não podemos esquecer que atrás do volante de um carro tem outro ser humano que, sobretudo, possui sentimentos, valores e percepções que quase sempre desconhecemos, mas que temos que levar em conta, se quisermos “fechar a conta”.

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>Meio Ambiente

Tendência: Carros Elétricos Os efeitos da poluição do ar causada por veículos a combustão interna já era perceptível nos grandes centros urbanos em 1960. Na década de 1970, as crises dispararam os preços do barril do petróleo e, somados à questão da poluição atmosférica, a opção veicular elétrica era tida como alternativa para diminuir o consumo deste combustível de origem fóssil. Contudo, medidas do governo brasileiro de racionalização e substituição do petróleo, como o PROALCOOL, iniciado em 1975, foram eficazes sucedendo-se ao declínio dos preços do petróleo, antes que os carros elétricos pudessem firmar a sua utilização junto ao público. Desde as últimas décadas, é cada vez maior a preocupação das indústrias automotivas em desenvolver veículos e tecnologias de locomoção ecologicamente corretos, com redução ou isenção de emissão de poluentes, movidos através de energias renováveis. Estamos bem próximos de ver veículos elétricos rodando nas ruas. Diversos conceitos de veículos elétricos já foram apresentados anteriormente em Salões do Automóvel, entre eles o VW Nils. Há décadas o Grupo Volkswagen,

Volkswagen Nils sempre preocupado com sustentabilidade e preservação dos recursos naturais do planeta associados a tecnologia de ponta, realiza pesquisas e desenvolvimento na área de veículos elétricos. Desenvolveu a tecnologia Blue-e-Motion, veículos movidos a energia elétrica com emissão zero de poluentes. Apresentou esta tecnologia em seu mais novo lançamento, o E-Bugster, a versão de propulsão elétrica do novo Beetle, que deverá chegar às ruas em poucos anos. Estimativas para 2018

apontam para um participação mundial de carros elétricos entre 3 e 5% do mercado total, o que vem motivando a empresa a entrar nesse mercado e oferecer cada vez mais opções a seus clientes. Apresentação mundial do E-Bugster no Salão de Detroit Para muita gente ele é o carro mais representativo de uma nova era: o Beetle. Sucessor de um ícone automotivo, sua apresentação mundial foi em abril de 2011 em Nova York e o lançamento no mercado em outubro. O Beetle mais esportivo de todos os tempos oferece até 147 kW / 200 cv de potência. Mas

Figura explicativa da tecnologia Blue-e-Motion


todas as versões são acertadas para demonstrar agilidade e, mesmo as que têm menor potência (a partir de 125 kW / 170 cv, nos Estados Unidos, e 77 kW / 105 cv na Europa), são agradáveis para dirigir. No North American International Auto Show, em Detroit, a Volkswagen está mostrando que esta esportividade pode ser transferida para um Beetle com propulsão totalmente elétrica. O E-Bugster foi especialmente criado para isto: um Beetle “speedster” com dois lugares e 85 kW de potência, que vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos sem emissão de poluentes, com linhas mais que empolgantes. Blue-e-Motion para um futuro mais limpo O módulo elétrico central do EBugster tem um design inovador: pesa apenas 80 quilos. A energia para alimentar o motor elétrico é armazenada numa bateria de íons de lítio cujos módulos são alojados atrás dos bancos dianteiros, numa posição estudada para economizar espaço. A capacidade da bateria, de 28,3 kWh, permite uma autonomia de pelo menos 180 quilômetros no trânsito urbano. Mesmo em um país enorme como os Estados Unidos, para a maioria dos motoristas, esta distância é suficiente para deslocar-se até o local de trabalho e voltar para casa. Como o carro da Volkswagen tem uma função de carga rápida, a bateria pode ser “reabastecida” em 35 minutos em estações de recarga especialmente adaptadas. A bateria do E-Bugster também pode ser recarregada em casa, a partir de tomadas domésticas de 120 volts, como as encontradas nos Estados Unidos, ou 230 volts, como na Europa.

A conexão para o cabo de carga está localizada no mesmo local que o bocal do tanque de combustível nas versões tradicionais, próximo à coluna C. Graças aos novos Sistemas de Carga Combinados, desenvolvidos em cooperação com os fabricantes alemães de automóveis Audi, BMW, Daimler, Porsche e Volkswagen, assim como os parceiros americanos Ford e General Motors / Opel, o E-Bugster pode ser “abastecido” por meio de uma conexão que utiliza qualquer das modalidades de carga disponíveis. As possibilidades são: • Carga por corrente alternada com uma fase; • Carga ultra-rápida em postos de recarregamento elétrico.

acelerador e começa a ocorrer desaceleração, ou quando o carro é freado, a energia cinética que normalmente seria dissipada é convertida em eletricidade, que é armazenada na bateria. Isto aumenta a autonomia do E-Bugster. A Volkswagen batizou a unidade de propulsão elétrica completa de Blue-eMotion. Já em 2013, unidades com esta identificação entrarão em produção em veículos, como o Golf, por exemplo. Proporções de carro esporte

Para que isto ocorra, será necessário criar um padrão único da indústria para os plugues de conexão dos futuros veículos elétricos, que será disponibilizado a todos os fabricantes. Esta padronização vai além do plugue: no Sistema de Carga Combinado, o controlador de carga e a arquitetura elétrica precisam ter capacidade de se adaptar a todos os tipos de recarga. Isto reduzirá os custos e simplificará a disseminação da mobilidade elétrica em todo o mundo.

Mede menos de 1.400 mm de altura, ou seja, 90 mm menos que o Beetle com teto rígido. E o modelo de produção aparenta ter muita potência, com suas formas precisamente esculturadas. A largura do E-Bugster, 1.838 mm, aumentou 30 mm, enquanto seu comprimento (4.278 mm) é idêntico ao do carro de série normal. A capota rígida do “Bug” alonga-se em um arco baixo, sobre esta linha cromada. Acompanhando o raio do teto da forma típica de um speedster - está a borda superior das janelas laterais. A altura entre a borda cromada inferior da janela e a linha mais alta do teto é de apenas 400 mm. Como deve ser em um verdadeiro speedster.

Carregando a bateria nas frenagens

Interior avançado

A quantidade de energia solicitada a cada momento ao pisar no acelerador do E-Bugster é indicada em um mostrador. Os instrumentos também incluem um indicador de autonomia e um display que mostra o nível de carga da bateria. Outra inovação do Beetle é um instrumento que mostra a intensidade da regeneração da bateria. O termo regeneração refere-se à recuperação da energia na frenagem: assim que o pé do motorista deixa o pedal do

A combinação de alta tecnologia e comportamento dinâmico reflete-se também no interior do carro. Assentos esportivos e um túnel central contínuo na cor da carroceria reforçam o caráter esportivo do E-Bugster. O uso de alumínio nas maçanetas das portas e guias dos cintos e o estilo leve do volante também criam uma conexão direta entre o exterior e o interior. Tudo começa com um piscar de luz no painel de instrumentos.

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>lançamento

Amarok cabine simples

A Volkswagen amplia a linha de modelos da picape média Amarok, acrescentando às demais versões a Amarok Cabine Simples. A nova opção conta com motor turbo diesel com 122 CV e é oferecida com opções de tração traseira (4x2) ou 4x4 (selecionável)

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Amarok se destaca no segmento, oferecendo a cabine simples mais espaçosa e ergonômica entre as picapes médias no mercado brasileiro. O usuário conta com um espaço exclusivo de 25 centímetros atrás dos bancos, que permite a acomodação de objetos ou ferramentas com segurança no interior da cabine. A redução longitudinal da cabine possibilitou a ampliação do compartimento de

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carga. A área de 3,57 m² e a configuração (2.205 mm x 1.620 mm) da caçamba, com caixas de rodas estreitas, distanciadas em 1.222 mm, permite o transporte de objetos volumosos, como dois paletes padrão europeu. Há seis ganchos para fixar a carga com segurança. A versão 4x2 pode levar até 1.232 kg de carga total e a 4x4 tem capacidade para até 1.142 kg.


Opções de tração A opção 4x2, com tração traseira, é especialmente voltada àqueles que irão utilizar a Amarok cabine simples em ambiente urbano ou para trafegar em rodovias pavimentadas, proporcionando economia no custo de aquisição e menos consumo de combustível. Ao mesmo tempo, a Amarok Cabine Simples com tração 4x4 selecionável mantém todos os atributos off-road já consagrados nas versões lançadas anteriormente, sendo capaz de enfrentar trilhas e caminhos extremamente difíceis com desenvoltura e segurança. Para andar em ruas e estradas normais, o usuário pode desconectar a tração integral e rodar apenas com tração traseira, para maior economia. Alta tecnologia Outros sistemas que tornam a Amarok a picape com maior tecnologia eletrônica embarcada no segmento são o EDL (travamento eletrônico do diferencial), TCS (controle de tração), EBC (controle eletrônico de frenagem), BAS (sistema de assistência à frenagem) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem). Uma exclusividade presente

em todos os modelos da Amarok é o sistema de freios ABS com função off-road, que otimiza as frenagens em terrenos não pavimentados, onde os sistemas antibloqueio tradicionais podem eventualmente ter a eficiência reduzida. Os freios dianteiros utilizam discos ventilados e os traseiros são a tambor. A Amarok conta com um dos motores diesel mais modernos, econômicos e limpos do mundo. O turbodiesel de 122 cv, com 1.968 cm³ e 16 válvulas, tem alimentação tipo common rail e dispõe de 34,7 kgfm de torque. O câmbio manual tem seis marchas. A Amarok cabine simples pode tracionar reboques com até 2.460 kg. Exterior A Amarok Cabine Simples tem parachoque dianteiro pintado na cor da carroceria. O traseiro é preto, em plástico aparente (self-color). As maçanetas e carcaças dos retrovisores externos também são pretas. As rodas de série são de aço com 16 polegadas de diâmetro e pneus 205. Opcionalmente, a versão pode ser equipada com rodas de liga leve modelo Tarumã com pneus 245/70R16. A versão 4x4 é

equipada com para-barros de série. Interior Como todo veículo da Volkswagen, o interior da Amarok Cabine Simples se caracteriza pelo design ergonômico, materiais e qualidade de acabamento. Os amplos assentos possibilitam regulagem de altura e o volante pode ser ajustado na altura e profundidade, possibilitando ao motorista encontrar a posição para dirigir ideal para seu tipo físico. Os bancos são revestidos de tecido “Tear Spacer Cinza” e, para melhor resistência ao uso no trabalho, os tapetes do assoalho são de borracha. Os ocupantes contam com um porta-objetos central, com dois portacopos. O sistema de ar condicionado Climatic é equipamento de série, assim como o desembaçador do vidro traseiro. O limpador do para- brisa tem temporizador variável. A Amarok Cabine Simples vem equipada com rádio CD/MP3 Single DIN com entradas para SD-Card e USB e sistema Bluetooth. A antena é incorporada à carcaça do retrovisor externo esquerdo e há dois alto-falantes e dois tweeters.

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>lançamento

Polo 2012 em versão atualizada

A Volkswagen submeteu a linha Polo a uma atualização no design externo, dando ao Hatch e ao Sedan aparência mais esportiva e moderna, alinhada com as tendências adotadas pela marca

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mbos os modelos passaram por várias mudanças estéticas, mas mantêm inalteradas suas características básicas de conforto, desempenho e dirigibilidade. Com exceção do BlueMotion, por suas características especiais, todas as outras versões do Polo Sedan e do Hatch oferecem, de série, direção hidráulica, ar-condicionado e destravamento interno da tampa traseira. Airbags dianteiros e freios ABS equipam toda a linha Polo, assim como sensores de aproximação na traseira, que facilitam o estacionamento. Realinhamento Para adequação ao mercado, houve

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um realinhamento na oferta do Polo Hatch. A versão 2.0 GT foi substituída pela 2.0 Sportline, e a 1.6 E-Flex deixa de ser ofertada. O sistema de partida a frio do 1.6 E-Flex, que dispensa o tanque auxiliar de gasolina, passa a integrar o 1.6 BlueMotion. A gama do Sedan permanece inalterada. Exterior A dianteira do Polo passa a contar com faróis de maior impacto visual e interior negro. A grade tem acabamento em preto brilhante e o para-choque dianteiro passa a ser totalmente liso, proporcionando uma impressão de maior “limpeza” na face do veículo.


Nas laterais, o friso que corre a meiaaltura das portas é mais fino e elegante. Os espelhos retrovisores externos e o spoiler são maiores em todas as versões. As rodas de liga leve de 15 polegadas trazem um novíssimo desenho. O Polo Sedan pode ser equipado opcionalmente com teto-solar em todas as suas versões. Na traseira, o Sedan ganhou o tom cereja nas lanternas, e o Hatch, lanternas escurecidas. Os para-choques traseiros tanto no hatch quanto no Sedan passam a ter design mais limpo com retro-refletores na parte inferior. O Hatch 2.0 Sportline tem ponteira dupla no escapamento. Interior O Polo Sportline tem interior com teto escurecido, criando uma atmosfera mais acolhedora e, simultaneamente, esportiva. O painel de instrumentos agora vem com iluminação branca, sendo que as versões Sportline e Comfortline contam com instrumentos com efeito 3D. Como em todos os veículos da marca Volkswagen, o interior do Polo Hatch e do Polo Sedan tem alto padrão de acabamento, resultado de uma cuidadosa seleção de materiais agradáveis ao toque e visualmente atraentes, além de um cuidadoso projeto privilegiando a ergonomia, uso intuitivo dos comandos

e silêncio e conforto para os ocupantes. Motor e câmbio O Polo Hatch e o Sedan continuam sendo oferecidos com o motor EA 111 1,6 litro Total Flex, com 104 cv, ou nas versões Hatch Sportline e Sedan Comfortline, com o 2,0 litros Total Flex de 120 cv. Os dois motores são conhecidos pela confiabilidade e eficiência no consumo de combustível. Disponíveis com câmbio manual de cinco velocidades e, com exceção do Polo BlueMotion e das versões equipadas com o motor 2,0 l, podem vir equipadas com a transmissão automatizada I-Motion, que permite trocas totalmente automáticas – modo ideal para o trânsito urbano – ou sequenciais, comandadas pela alavanca no console ou pelas aletas colocadas junto ao volante (shift paddles), opcionais. Polo BlueMotion ganha partida E-Flex O Polo BlueMotion é uma versão do Polo Hatch objetivando a eficiência no consumo e a redução nas emissões de gases poluentes. Para atingir esses objetivos, ele conta com uma série de particularidades para melhorar a eficiência aerodinâmica, como a grade dianteira mais fechada e suspensão 15 mm mais

baixa que a versão normal, reduzindo a área frontal. O câmbio foi modificado, tendo as suas relações alongadas, fazendo o motor trabalhar em regime de rotações mais baixas nas velocidades mais altas. O mapeamento do motor também foi alterado para se adaptar às relações de marcha mais longas. Também conta com sistema de assistência de direção eletro-hidráulico, que reduz a perda de potência. A principal novidade da nova edição do Polo BlueMotion é a adoção do sistema de partida à frio E-Flex, que dispensa o uso do tanque auxiliar de gasolina para ligar o motor. Aquecedores especialmente posicionados junto aos bicos injetores de combustível entram em ação quando a temperatura cai, esquentando o etanol para facilitar sua ignição. A nova edição do Polo BlueMotion utiliza novos pneus “verdes”, fornecidos pela Goodyear e fabricados no Brasil, na medida 175/65 R14. Além de beneficiar-se das características construtivas dos pneus, que têm a carcaça mais rígida, a maior capacidade de rolamento do BlueMotion deve-se também ao uso de maior pressão: 42 psi nos dianteiros e 39 psi nos traseiros (a versão normal do Polo utiliza 29 psi na traseira e na dianteira).

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ARTIGO

Parceria Volksw Kit de reparo da bomba de combustível

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o longo dos últimos anos, a Bosch vem acompanhando a evolução do pós-vendas na Volkswagen e investindo recursos para fortalecer cada vez mais esta parceria. Um dos produtos fornecidos à Rede de Concessionárias Volkswagen é o kit de reparo da bomba de combustível. A Volkswagen disponibilizou 3 kits: um flex e 2 a gasolina. Os kits de reparo foram homologados atendendo aos padrões de qualidade exigidos pela montadora, com excelência e levando mais uma vez a satisfação ao cliente. Vide tabela abaixo:

Kit de reparo da bomba de combustível a gasolina: SPA-998-053-A

Principais aplicações Volkswagen Kit de reposição

Aplicação* Frota VW CrossFox, Fox, Gol, Parati, 5U0-998-053 (flex) Kombi, Polo, Saveiro, 3,2 milhões SpaceFox, Golf e Voyage Gol, Parati, Kombi, Logus, SPA-998-053-A (gasoPointer, Santana, Quantum 2,1 milhões lina) e Saveiro Gol, Logus, Pointer, Parati, SPA-998-053 (gasolina) 600 mil Quantum e Santana *Para mais informações vide tabela de aplicação. Fonte: Fraga 2011

Agora, a manutenção das bombas de combustível ficou mais fácil, pois com os novos kits de reparo não é necessária a substituição do conjunto completo e um mesmo kit pode ser aplicado para diversos modelos, reduzindo o número de itens em estoque. A vantagem da utilização de kits de reparo é ainda maior quando se fala em preço: mais barato que um novo módulo de combustível e preços competitivos quando comparado com o mercado de reposição.

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O kit de reparo reúne a bomba de combustível, pré-filtro interno, tubo corrugado e conexões elétricas. A reposição de todos esses componentes proporciona segurança e maior durabilidade de todo sistema de injeção do veículo. Sabe-se também que o índice de combustíveis adulterados no Brasil é alto, e estes, por sua vez, danificam os componentes do módulo de combustível, causando principalmente, a corrosão, desgaste acelerado da bomba de combustível e saturação do pré-filtro. Para garantir o perfeito funcionamento e durabilidade do produto, evitando a contaminação da bomba e do sistema de injeção do veículo, é imprescindível que o pré-filtro interno seja substituído sempre que a bomba elétrica for trocada. O uso frequente do baixo nível de combustível no tanque, a instalação inadequada ou adaptações das conexões elétricas podem gerar danos como o superaquecimento e falha prematura do produto, influenciando inclusive, na emissão de gases poluentes e no desempenho do veículo. É a confiança do equipamento Original que faz o consumidor preferir os componentes Volkswagen. Consulte a Concessionária mais próxima!


wagen e Bosch: com praticidade e tecnologia de ponta

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>últimas notícias

Sensores de chuva e crepuscular: tecnologia em prol da segurança • Recursos ajudam o motorista na tarefa diária de dirigir • Ambos os sistemas contribuem para melhorar a visibilidade do veículo • Itens estão disponíveis em modelos nacionais e importados

Recursos disponíveis a partir da linha Fox

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Volkswagen vem desenvolvendo vários recursos tecnológicos que, além de ajudar o motorista na tarefa diária de dirigir, aumentam a segurança no trânsito. Dentro do portfólio de veículos da Volkswagen, há recursos tecnológicos que contribuem para garantir uma viagem tranquila. Entre os itens de conforto e con-

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veniência, destacam-se os sensores de chuva e crepuscular, disponíveis para os modelos Polo, Golf e família Fox com sistema coming / leaving home, além da família Jetta e de toda a linha premium (Passat, Passat Variant, Passat CC, Tiguan e Touareg). Esses sensores ficam instalados na parte superior do para-brisa

dianteiro, na base de fixação do retrovisor interno no vidro. Esta é uma posição-chave para os sensores detectarem se há pouca luz ambiente, capaz de acionar o sensor crepuscular, ou se há chuva, que ativa o sensor do limpador de para-brisa. Ambos os sistemas aumentam não só o conforto dos ocupantes mas também a segurança a bordo.


O sensor crepuscular é um sistema óptico que opera com dois receptores de luz. Quanto menor a quantidade de luz sobre o componente, maior é a resistência do material semi-condutor (e menos corrente passará por ele). Quando a iluminância sobre o sensor atinge um valor abaixo de aproximadamente 2.800 lux (local escuro), é enviada uma mensagem para o sistema acionar os faróis e luzes de posição. Quando há um valor acima de cerca de 4.500 lux (local claro), é enviada uma mensagem para desligar os faróis. Para a ativação do sistema, o comando de chave de luzes deve estar na posição “auto”.

Sensor de chuva

Também é possível acionar os faróis remotamente por meio do sistema Coming/Leaving Home. Após destravar o veículo em local escuro, os sensores identificam a baixa luminosidade e acionam os faróis baixo e as luzes de posição, por aproximadamente 30 segundos, iluminando a área ao redor do veículo. Se o local estiver claro, a iluminação externa não será ativada sem necessidade. Melhor visibilidade O sensor crepuscular está integrado ao sensor de chuva. Ele opera na frequência de onda infravermelha e usa, como princípio ativador do sistema, a refração de luz,

que incide sobre o sensor instalado na base do retrovisor interno. O limpador de para-brisa é acionado quando há incidência de água sobre esse sensor. LEDs (diodos emissores de luz) no sensor, projetam feixes infravermelhos para detectar se há reflexão ou refração da luz através das gotículas d’água, acionando os limpadores de para-brisa. O sistema dispõe de quatro níveis de sensibilidade, modulando a frequência e a velocidade com que as palhetas serão acionadas para limpar o vidro. Para sua ativação, é necessário que o comando do limpador do para-brisa esteja em posição de temporizador.

Chave seletora deve estar na posição auto para o acendimento automático dos faróis

Farol com a função Coming/Leaving Home NOTÍCIAS DA OFICINA

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>últimas notícias

Colaboradores da Volkswagen comemoram a produção da unidade 1.500.000 da Kombi

Volkswagen produz a unidade

1.500.000 da Kombi • Utilitário foi o primeiro veículo fabricado pela marca no Brasil • Modelo já acumula mais de 1.400.000 unidades vendidas no País • Kombi está disponível nas versões Standard, Furgão, Escolar e Lotação

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eículo de maior longevidade na história da indústria automotiva mundial, a Volkswagen Kombi chegou à marca de 1.500.000 de unidades produzidas na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Lançada no Brasil em 1957, a Kombi foi o primeiro modelo feito pela Volkswagen no mercado nacional. Sucesso de vendas desde que foi lançado no Brasil, o modelo teve 370 unidades emplacadas no primeiro ano de produção. Com cinco anos de mercado (de 1957 a 1961), a Kombi já acumulava 41.083 unidades comercializadas no País. Cinco anos depois

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(até 1966), esse volume mais do que dobrou, passando para 110.599 unidades acumuladas desde 1957. O marco de 500.000 unidades comercializadas foi alcançado em junho de 1977. Naquele mês, as vendas acumuladas da Kombi desde o seu lançamento eram de 502.752 unidades. Em 1995 foi vendida a unidade de número 1.000.000 da Kombi. Em junho daquele ano, o modelo contabilizou 1.005.250 unidades comercializadas no mercado nacional, desde o seu lançamento. O segredo da carreira bemsucedida é simples: nenhum outro utilitário alia tanta versatilidade no

transporte de cargas e passageiros com baixo custo de manutenção como a Kombi. Ao longo dos seus 54 anos de produção no Brasil, o veículo acumulou 1.404.083 unidades vendidas (data de 1957 a outubro de 2011). Atualmente, responde por 3,3% do segmento de comerciais leves, com 20.917 unidades comercializadas no acumulado entre janeiro e outubro deste ano. A linha de produção da Kombi trabalha em dois turnos e conta com 304 colaboradores na área da pintura, 218 no setor de armação e outros 214 na montagem final. É pelas mãos desses 736 funcionários que são fabricadas


145 unidades diárias do modelo. O consumidor da Kombi possui um perfil bem diferente do dos compradores de carro de passeio. Eles valorizam a relação custo-benefício, durabilidade, facilidade de manutenção, robustez mecânica e economia, atributos que fizeram o veículo conquistar os consumidores e manter-se líder em vendas em seu segmento há mais de cinco décadas. Atualmente, a Kombi está disponível em quatro versões: Standard (9 passageiros), Furgão (2 ou 3 passageiros), Lotação (12 passageiros) e Escolar (15 passageiros). “A Kombi não tem concorrentes diretos no mercado nacional, pois não há maneira mais barata e eficiente de se transportar uma tonelada de carga coberta”, afirma Marcelo Olival, gerente-executivo de Vendas e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil. Uma trajetória de sucesso A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 40, que pretendia incluir o confiável conjunto mecânico do Fusca em um veículo leve de carga. A produção do modelo começou na Alemanha em 1950. O destaque era a carroceria monobloco, a suspensão reforçada e o motor traseiro, refrigerado a ar, de 25 cv. Em 1957 foram fabricadas as primeiras unidades no Brasil. Com um índice de nacionalização de 50%, a Kombi tinha motor de 1.200 cm³ de cilindrada. Menos de quatro anos mais tarde chegou ao mercado o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincro-

nizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surge em 1967, já com motor de 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts. A trajetória internacional da Kombi se inicia com a história das exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 70 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai. No Brasil, em 1975, com uma reestilização, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6L e, três anos mais tarde, o modelo ganha dupla carburação. O motor diesel 1.6, refrigerado a água, surgiu em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e pick-up com cabine dupla. No ano seguinte surge o modelo a álcool e em 1983 a Kombi apresenta painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de seguran-

Primeira Kombi feita no Brasil, em 1957

ça de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros. Ambas deixaram de ser produzidas em 1985. Sete anos depois a Kombi ganhou conversores catalíticos de três vias, sistema servofreio, incluindo discos na frente e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras. Uma versão mais moderna chegou em 1997 com o nome de Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores. No final de 2005, a Kombi passou a ser equipada com o motor 1.4 Total Flex (arrefecido a água), até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor refrigerado a ar. Com o novo motor, a Kombi desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com 100% de gasolina e 80 cv, com 100% a etanol.


>Você Sabia?

Vela resistiva: O que é e qual a sua utilidade

O

s veículos modernos são equipados com diversos equipamentos gerenciados por centrais eletrônicas. Estas centrais possuem processadores que realizam cálculos e determinam como serão realizadas as funções dos equipamentos, sujeitas à interferências, então entra o papel de uma vela resistiva. Entenda agora porque a vela pode provocar interferências e como a vela resistiva reduz esta possibilidade. Para que ocorra a faísca nas velas de ignição é preciso uma alta tensão, que irá saltar do eletrodo central para o aterramento. Quando a corrente também é alta, um campo eletrostático é criado, devido à dificuldade em fluir para o terra. Segundo a Lei de Ohm, a resistência é inversamente proporcional à corrente. Por exemplo, em um circuito de ignição, onde a tensão chega a 10 mil volts, a corrente é de 20 A e a resistên-

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cia total é de 500 Ω. Se for instalada uma vela resistiva que possui 5 mil Ω, a tensão irá se manter em 10 mil V, porém a corrente irá cair para 2A. Então, com a diminuição da corrente, também se reduz o campo eletrostático, que interfere nos sistemas eletroeletrônicos dos veículos, que nos modelos antigos eram bem menos complexos. Mas quando são instalados rádios e equipamentos modernos, estes sofrem interferência e, nesses casos podem ser utilizados velas e cabos resistivos, claro, respeitando o grau térmico, altura e formato do eletrodo. A vela resistiva, embora não apresente diferenças externas em relação às velas comuns, contém um resistor que normalmente é de 3 a 7,5 k (em alguns casos é de 1 a 2 k), inserido no eletrodo central. Este resistor tem como objetivo reduzir os ruídos e interferências eletromagnéticas provocadas pelo sistema de ignição (RFI), e prolonga a vida útil dos eletrodos devido a redução do pico de corrente capacitiva. Esta interferência é extremamente prejudicial, principalmente nos veículos atuais que possuem diversos sistemas eletrônicos, como: • Injeção eletrônica de combustível;

Aplicação: 10 kV = 500 Ω x 20 A => => 10 kV = 5 kΩ x 2 A • Câmbio automático (eletrônico); • Controle eletrônico de tração e estabilidade; • Sistema de air bag; • Rede CAN (abordaremos sobre Rede CAN em nossa próxima edição).


>AGENDA

LITERATURA Boa leitura! Objeto de desejo e fascínio até hoje, o Karmann-Ghia teve uma vida longa e glamourosa, construído sobre o pequeno chassi do Fusca. Lindo, esportivo e acessível, o carro desempenhou um papel importante na democratização do uso do automóvel. Neste livro repleto de imagens, você conhecerá a sensacional história do veículo que conquistou o coração de gerações de brasileiros. Com origens controversas e ainda muito discutidas, o Fusca conquistou milhões de fãs pelo mundo. No Brasil não foi diferente: o carro mais popular da indústria automobilística, durante décadas foi quase um membro da família brasileira. O Fusca começou a ser fabricado no país em 1959 e, embora a produção tenha sido interrompida definitivamente em 1996, ele ainda é um dos automóveis mais usados e vendidos no mercado nacional. Neste livro, o leitor conhecerá toda a história do carro – das origens na Alemanha de Hitler até sua chegada e desenvolvimento no Brasil. Ilustrado com centenas de fotos da época. A Kombi, primeiro minifurgão e utilitário mais famoso do mundo, também foi desenvolvida sobre o chassi do Fusca. Essa solução prática e relativamente simples, foi a fórmula para um grande sucesso. No Brasil, o veículo começou a ser produzido em junho de 1957, e essa opção não foi casual: o país precisava de força de trabalho e a Kombi era o veículo ideal por sua capacidade de transporte e baixo custo. Neste livro, o leitor irá encontrar não só a história do veículo, como também diversas fotos do utilitário que conquistou o Brasil e o mundo.

Editora Alaúde. Preço: (site da Editora Alaude) R$ 19,90. Informações: www.alaude.com.br

GAMES ON-LINE

Bora Autorace Uma corrida cheia de adrenalina com o Volkswagen Bora Stockcar, o carro mais irado do momento. Acesse: http://www.volkswagen.com/br/pt/planeta_ volkswagen/vw_games.html e confira.

Autopolis Afivele seu cinto de segurança e dirija por Autopolis uma cidade sobre um tabuleiro 3D. Autopolis é um jogo envolvente e divertido que faz parte do projeto Jogo da Vida em Trânsito, da Fundação Volkswagen.

NOTÍCIAS DA OFICINA

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Motor e transmissão* Peça

Nº Volkswagen

Aplicação

R$

ALAVANCA DE ENGATE BATENTE BIELA BOMBA DE ÓLEO CARCAÇA CÁRTER CÁRTER CASQUILHO CASQUILHO CHAPA DE COBERTURA CONDUTOR DE AR CONDUTOR DE AR COXIM EIXO FLANGE INTERNA FLANGE DE VEDAÇÃO MANCAL MANCAL MANCAL MANCAL DE BORRACHA MANGUEIRA PC COMPENSADORA DA CORREIA PINHÃO/COROA PISTÃO PISTÃO PISTÃO POLIA POLIA POLIA PROTETOR PROTETOR PROTETOR RADIADOR RADIADOR ROLAMENTO ROLAMENTO SUPORTE SUPORTE SUPORTE TUBO VEDAÇÃO

030-109-411-B 377-199-331-H 030-105-401-AD 026-115-105-F 037-121-013-RA 032-103-601-AA 036-103-601-AL 032-105-561- -001 032-105-591- -001 030-109-145-S 040-119-351-17 377-121-284-Q 377-199-381-E 040-105-231-1 040-117-301-2 026-103-171-D 377-121-273 377-121-275 377-199-339 377-199-415-F 026-121-053-1

GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO, KOMBI GOL, PARATI GOL, VOYAGE, FOX GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, PARATI, POLO, SANTANA, SAVEIRO GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO GOL, VOYAGE, FOX, POLO GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI GOL FUSCA, KOMBI GOL, PARATI GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, FUSCA, KOMBI FUSCA, KOMBI GOL, PARATI, POLO, SANTANA, SAVEIRO, PASSAT GOL, PARATI, SAVEIRO, KOMBI GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO

030-109-423-B

GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, SAVEIRO, KOMBI, GOLF

081-517-141 032-107-065-AB 036-107-099-F SPA-107-065 030-105-255-G 030-105-263-G 049-105-263 030-109-121-G 036-109-121-M 049-109-174-1 5Z0-121-253-C 5Z0-121-253-D 02A-141-165-G 02T-141-170-B 030-145-167-D 5Z0-199-167-C 6Q0-199-555-AD 036-115-251-R 026-103-483-2

KOMBI 554,33 GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO 100,49 GOL, PARATI, POLO 73,64 GOL 104,59 GOL, PARATI, KOMBI 39,78 GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO, KOMBI 25,69 GOL, PARATI, POLO, SANTANA, SAVEIRO 20,74 GOL 24,99 GOL, PARATI, POLO 23,60 GOL, PARATI, SANTANA 16,77 GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, SAVEIRO 224,54 GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, SAVEIRO 218,47 GOL, PARATI, POLO, GOLF 57,03 GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, SAVEIRO, GOLF 124,09 FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF 795,50 FOX, SPACEFOX 260,50 FOX, POLO 155,41 GOL, PARATI, KOMBI 61,43 GOL, PARATI, POLO, SANTANA, SAVEIRO 22,52 Preço público sugerido (base SP).

18,64 33,48 123,13 193,26 109,14 91,77 124,05 5,87 5,87 24,99 80,79 44,44 24,84 86,49 106,31 83,63 13,86 7,92 4,38 18,44 37,94 20,88

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O que adianta os clientes confiarem em você se não confiam nas peças que você usa? Manutenção* Peça

Nº Volkswagen

Aplicação

R$

ALTERNADOR ANEL BATERIA BOMBA DE COMBUSTÍVEL CHAPA CORREIA CORREIA CORREIA DISTRIBUIDOR ELEMENTO DO FILTRO FILTRO DE AR FILTRO DE COMBUSTÍVEL FILTRO DE COMBUSTÍVEL FILTRO DE COMBUSTÍVEL FILTRO DE COMBUSTÍVEL FILTRO DE ÓLEO FILTRO DE ÓLEO FLUIDO DE FREIO INTERRUPTOR LÂMP. INCANDESCENTE LÂMPADA MOTOR DO LIMPADOR MOTOR DE PARTIDA MOTOR DE PARTIDA PALHETA RESERVATÓRIO SENSOR SENSOR VELA VELA VELA VELA VELA VELA

5U0-903-025-D 027-133-669-1 5X0-915-105-F 373-919-051-AA 377-133-085-C 030-109-119-AA 056-109-119-A 5W0-145-933-D 030-133-329-P 6Q0-820-367-B 030-129-607-BT 1J0-201-511-A 5U0-201-524 5X0-201-511 6QE-201-511-C 026-115-561-3 036-115-561 B -000-750-M1 026-919-081-1 N -017-762-2 N -017-753-2 5U0-955-113 5X0-911-023 5Z0-911-023 379-955-425 377-201-801 028-919-501-C 325-957-827-1 030-905-999-2 030-905-999-7 101-905-601-C 101-905-609 101-905-617-A 101-905-623

GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, SAVEIRO, KOMBI GOL, PARATI, POLO, SANTANA, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI GOL, PARATI GOL, PARATI GOL GOL, PARATI, POLO, GOLF, SANTANA GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, KOMBI GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, SAVEIRO GOL GOLF, NEW BEETLE, BORA, JETTA FOX, SPACEFOX, SAVEIRO GOL, PARATI, FOX, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI GOL, VOYAGE, PARATI, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO, KOMBI, JETTA GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, PARATI GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA GOL, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, SANTANA, FUSCA, SAVEIRO, GOLF, JETTA GOL, VOYAGE, PARATI, FOX, SPACEFOX, POLO, SANTANA, SAVEIRO, GOLF GOL, VOYAGE, SAVEIRO GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, VOYAGE, FOX, SPACEFOX, POLO, SAVEIRO, GOLF PARATI GOL, PARATI, FUSCA, SANTANA, KOMBI GOL, PARATI, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO GOL, PARATI, SANTANA GOL, PARATI, SANTANA, SAVEIRO, KOMBI FOX, SPACEFOX, POLO, GOLF GOL, PARATI, FOX, POLO, GOLF, SAVEIRO FOX, SPACEFOX, POLO GOL, PARATI, FOX, SAVEIRO, KOMBI

739,19 6,54 325,31 385,26 102,93 30,75 17,60 55,45 74,23 26,08 178,45 32,02 3,05 15,60 11,82 13,37 17,93 27,21 14,88 20,82 2,03 257,91 720,48 481,23 18,43 72,72 41,18 45,27 15,93 8,53 15,40 11,84 16,71 19,25

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Notícias da Oficina - 242 - Mar/12