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satélites..................... 24 Novas tecnologias impulsionam segmento espacial

mercado....................... 34 Produtora faz o caminho da publicidade ao entretenimento

evento............................. 40 As novidades da Broadcast & Cable 2004

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EXCLUSIVO

Começou a reforma Projeto do MinC para a política audiovisual vem à tona. Confira o que pode mudar. Pág. 14

ano13nº141agosto2004


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editorial Depois de vários anúncios,o governo Lula saiu com uma proposta concreta de reestruturação da política audiovisual brasileira. Falamos do projeto de lei tornado público com exclusividade por nosso noticiário eletrônico Tela Viva News e que, em tese, deve ser enviado ao Congresso Nacional até o final de agosto. A rapidez com que a proposta saiu, após um ano e meio de governo, é um feito, considerando-se que nada, ou quase nada, estava previsto no programa de andrémermelstein governo. Na “Era FHC”, a única idéia concreta (que criou a Ancine) só saiu por andre@telaviva.com.br medida provisória após sete anos de governo, e mesmo assim depois de esforço direto do setor de cinema. O projeto que pretende criar a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav), extinguindo a Ancine, a essa altura já deve estar na mão, na mente e na boca de todos os setores envolvidos, o que é ótimo. Quanto mais debate e discussão, melhor, pois são muitos os pontos polêmicos e muitas as demandas da sociedade. Nada deverá ser feito sem que os impactos sejam medidos e as partes interessadas ouvidas. Principalmente uma proposta como a que foi colocada, que cria taxações em praticamente todos os setores, e aumento de carga tributária é algo que ninguém suporta mais. É preciso, sem dúvida, avançar na legislação audiovisual, pois a evolução tecnológica e o desenvolvimento econômico da indústria criam novos desafios. Desde a década de 60 a evolução dos meios de comunicação vem colocando novos problemas que o arcabouço regulatório brasileiro, disperso e fragmentado, não tem mais condições de responder à altura. Até mesmo as redes de TV, sempre resistentes a mudanças, passaram a pregar ações de regulação sobre a atividade de comunicação social das empresas de telecomunicações. Mas qualquer iniciativa do governo deverá ser pautada pelo verdadeiro interesse público, o que só acontece com debate e vontade política. Esta é a primeira vez que a legislação coloca no mesmo barco todos os meios de distribuição de conteúdo audiovisual, da TV ao celular, sem esquecer que novas modalidades poderão surgir no futuro. Demonstrando estar antenada aos novos tempos, em que os conteúdos audiovisuais serão distribuídos das mais variadas formas e nas mais diferentes mídias, Tela Viva anuncia que a partir do próximo mês circulará com um projeto gráfico e editorial renovado, adequado às transformações tecnológicas e de modelos de negócio da atualidade, e cada vez mais abordando a convergência dos meios.

Diretor e Editor Rubens Glasberg Diretor Editorial André Mermelstein Diretor Editorial Samuel Possebon Diretor Comercial Manoel Fernandez Diretor Financeiro Otavio Jardanovski Gerente de Marketing e Circulação Gislaine Gaspar Administração Vilma Pereira (Gerente), Gilberto Taques (Assistente Financeiro)

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Acompanhe aqui as notícias que foram destaque no último mês no noticiário online Tela Viva News. SBTVD Na opi­nião de espe­cia­lis­tas pre­sen­tes em semi­ná­rio sobre TV digi­tal rea­li­za­do no final de julho, no Rio de Janei­ro, sob a orga­ni­za­ ção do jor­nal O Globo, o esfor­ço dos cien­ tis­tas bra­si­lei­ros na busca por um ­ padrão nacio­nal deve se con­cen­trar no mid­dle­wa­ re. A gran­de dúvi­da é se o País con­se­gui­ rá criar um mid­dle­wa­re 100% bra­si­lei­ro ou desen­vol­ve­rá uma exten­são de algum dos três já exis­ten­tes: Dase (EUA), Arib (Japão) e MHP (Euro­pa). Vale lem­brar que os mid­ dle­wa­res exis­ten­tes vêm con­ver­gin­do e per­mi­tin­do inte­ro­pe­ra­bi­li­da­de para os soft­ wa­res que, na maio­ria dos ca­sos, mesmo desen­vol­vi­dos sobre uma pla­ta­for­ma espe­cí­ fi­ca, podem tra­ba­lhar nas ­outras duas. Para que não fique iso­la­do, e sem a capa­ci­da­de de expor­tar soft­wa­­res e con­teú­dos inte­ra­ti­ vos, o Bra­sil terá de usar um mid­dle­wa­re que tam­bém per­mi­ta essa inte­ro­pe­ra­bi­li­da­ de. O minis­tro das Comu­ni­ca­ções, Euní­cio Oli­vei­ra, des­ta­cou no even­to a impor­tân­cia da mobi­li­da­de como uma carac­te­rís­ti­ca fun­ da­men­tal para o ­padrão bra­si­lei­ro que está sendo cria­do. Para a cria­ção do ­padrão, a Finep inves­ti­ rá R$ 44,82 ­milhões de recur­sos do Funt­tel a fundo per­di­do. Só em midle­wa­re serão inves­ti­dos R$ 17,37 ­milhões.

Asso­cia­ções Em uma carta envia­da pela Abert no iní­cio de julho aos gru­pos Ban­dei­ran­tes, SBT e ­Record, a asso­cia­ção acena com a ban­dei­ra de paz, mas é impro­vá­vel que o racha no setor de radio­di­fu­são se des­fa­ça. Os três gru­pos mani­fes­ta­ram, tam­bém por carta, pro­fun­do des­con­ten­ta­men­to com a asso­cia­ ção dos radio­di­fu­so­res e a inten­ção de não vol­tar a fazer parte da enti­da­de. Dizem que a Abert aten­de aos inte­res­ses da Globo e pedem a mudan­ça nos esta­tu­tos da asso­cia­ ção como con­di­ção para o seu retor­no. Por outro lado, as emis­so­ras de UHF con­ se­gui­ram se unir. Em elei­ção rea­li­za­da no final do mês, Luiz Mauro San­tos da Silva



tela viva agosto de 2004

assu­miu a pre­si­dên­cia da ABTU (Asso­cia­ ção Bra­si­lei­ra de TVs em UHF), que con­ gre­ga as emis­so­ras de UHF e tam­bém as cha­ma­das TVAs, con­ces­sio­ná­rias do Ser­ vi­ço Espe­cial de TV por Assi­na­tu­ra (que trans­mi­tem parte do tempo em sinal aber­ to, parte em sinal codi­fi­ca­do). Silva é dire­ tor de rede da RIT, liga­da à Igre­ja Inter­na­ cio­nal da Graça de Deus, do mis­sio­ná­rio R.R. Soa­res. A entra­da da RIT, que tem cerca de 80 emis­so­ras, e de ­outras redes de TV UHF, leva­ram a um cres­ci­men­to de 200% na asso­cia­ção nos últi­mos três anos e aumen­tou sua repre­sen­ta­ti­vi­da­de e força polí­ti­ca. Para o UHF, a prio­ri­da­de é valo­ri­zar as con­ ces­sões, mos­trar ao gover­no e ao mer­ca­do, espe­cial­men­te o publi­ci­tá­rio, que os ­canais são impor­tan­tes e têm audiên­cia, ao con­trá­ rio do que se pensa.

Pena­li­da­des A Anci­ne publi­cou no final de julho uma ins­tru­ção nor­ma­ti­va regu­la­men­tan­do o pro­ce­di­men­to admi­nis­tra­ti­vo para apli­ca­ ção de pena­li­da­des por infra­ções come­ ti­das nas ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e video­fo­no­grá­fi­cas. A ins­tru­ção esta­be­le­ce os prin­cí­pios sob os quais será rea­li­za­do o pro­ce­di­men­to, os direi­tos dos “admi­nis­ tra­dos”, as obri­ga­ções das auto­ri­da­des e fis­cais, incluin­do os impe­di­men­tos e a forma de orga­ni­zar o pro­ces­so. A Anci­ne pode­rá rea­li­zar ave­ri­gua­ções pre­li­mi­na­res por ini­cia­ti­va pró­pria ou a vista de repre­ sen­ta­ção, e sob sigi­lo. O regu­la­men­to clas­si­fi­ca e tipi­fi­ca as infra­ ções admi­nis­tra­ti­vas; deter­mi­na os valo­res das mul­tas a serem apli­ca­das em cada caso; as con­di­ções ate­nuan­tes e as agra­van­ tes para a pena­li­za­ção. As mul­tas de valo­res mais altos a serem apli­ca­das no caso de infra­ções gra­vís­si­mas, podem che­gar a R$ 2 ­milhões.

R$ 16 ­milhões para o audio­vi­sual O Minis­té­rio da Cul­tu­ra anun­ciou no iní­cio do mês pas­sa­do que inves­ti­rá, atra­vés de oito

edi­tais e seis con­vê­nios, R$ 16,7 ­ milhões para esti­mu­lar a rea­li­za­ção de um total de 193 títu­los audio­vi­suais. O inves­ti­men­to se dará atra­vés de con­cur­sos públi­cos, con­ tem­plan­do todos os seg­men­tos do cine­ma bra­si­lei­ro e pro­mo­ven­do a inte­gra­ção com a tele­vi­são públi­ca. Os edi­tais patro­ci­na­ram, com­ple­ta ou par­ cial­men­te, a pro­du­ção de lon­gas de fic­ção e docu­men­tá­rios, cur­tas-metra­gens, ani­ ma­ções e fil­mes infan­tis; desen­vol­vi­men­to de pro­je­tos; fina­li­za­ção; dis­tri­bui­ção; e for­ ma­ção de mão de obra. O con­vê­nio prin­ci­pal é a ree­di­ção do DOC-TV, que finan­cia a pro­du­ção de docu­men­tá­rios para exi­bi­ção na rede de tele­vi­são públi­ca do País. A ver­são 2004 do DOC-TV, tam­bém em par­ce­ria com a TV Cul­tu­ra, ABE­PEC e ABD, con­ta­rá com R$ 3,4 ­milhões para pro­mo­ver a rea­li­za­ ção de 35 docu­men­tá­rios. O MinC anun­ciou ainda a for­ma­li­za­ção dos con­vê­nios com a ABPI-TV, ­ Sebrae, Minis­té­rio das Rela­ções Exte­rio­res, Minis­ té­rio do Turis­mo e Secom para o pro­gra­ ma de expor­ta­ção de fil­mes e con­teú­dos inde­pen­den­tes de TV bra­si­lei­ros no valor de R$ 1,5 ­milhão.

Mais 31 canais Após a rea­li­za­ção de con­sul­ta públi­ca, con­ for­me deter­mi­na a regu­la­men­ta­ção, a Ana­ tel trans­for­mou o canal 59+, pre­vis­to para ope­rar como retrans­mis­so­ra de tele­vi­são em Cotia, muni­cí­pio da Gran­de São Paulo, em canal gera­dor de tele­vi­são edu­ca­ti­va. No mesmo ato foram incluí­dos no Plano Bási­co de Retrans­mis­so­ras de Tele­vi­são (PBRTV) 31 novos ­canais, sendo nove edu­ ca­ti­vos, ­ alguns em cida­des ­ médias como ­Jequié/BA (canal 4-), Pouso Ale­gre/MG (canal 43+), Apu­ca­ra­na/PR (canal 53+) e Paraí­ba do Sul/RJ (canal 22+) e em uma capi­tal de Esta­do: Porto Velho (canal 58+). Foram tam­bém alte­ra­das as carac­ te­rís­ti­cas téc­ni­cas de 35 ­ canais para retrans­mis­so­ras, sendo oito deles em capi­tais de Esta­dos.

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Pro­du­ção glo­ba­li­za­da

Blow-up

A Can­vas 24p fina­li­zou em julho um DVD para a Embra­co, uma mul­ti­na­cio­nal bra­si­lei­ra atuan­te na pro­du­ção de com­ pres­so­res para refri­ge­ra­ção. A cap­ta­ção de ima­gens foi rea­li­za­da pela equi­pe da pro­du­to­ra no Bra­sil, EUA, Itá­lia, Eslo­vá­quia e China - paí­ses onde a empre­sa tem fábri­cas e escri­tó­rios. Além disso, foram pro­du­zi­das no Bra­sil algu­mas cenas com ato­res, mos­tran­do a uti­li­za­ção final do pro­ du­to. O vídeo pro­du­zi­do já havia rece­bi­do um prê­mio da Aber­je, Asso­cia­ção Bra­si­ lei­ra de Comu­ni­ca­ção Empre­sa­rial, antes de ­ganhar a ver­são em DVD, lan­ça­do em seis idio­mas: por­tu­guês, ­inglês, espa­nhol, ita­lia­no, eslo­va­co, chi­nês e russo. A dire­ção geral e a foto­gra­fia são de ­Wiland Pins­dorf e a pro­du­ção de Simo­ne Esser. A auto­ra­ção do DVD tem a assi­na­ tu­ra de Gus­ta­vo Gon­çal­ves.

A ABD-SP ­ fechou uma par­ ce­ria com o Cine­mark, que vai pre­miar qua­tro ­vídeos com trans­fers para 35mm. O pro­je­to abri­rá ins­cri­ções para ­ vídeos de até 5 minu­tos, que serão jul­ga­dos por uma comis­são indi­ca­da pela ABD-SP. O júri ele­ge­rá dez fil­mes, que serão sub­me­ti­dos à vota­ção popu­lar em um hot­si­te do Cine­mark. Os qua­tro fil­mes mais vota­dos rece­be­rão o trans­fer e inte­ gra­rão um pro­gra­ma espe­cial que vai cir­cu­lar por ­várias uni­ da­des do Cine­mark. O pro­je­to deve ser lan­ça­do ofi­cial­men­te no Fes­ti­val Inter­na­cio­nal de Cur­ tas-metra­gens de São Paulo, que come­ça dia 26 de agos­to.

Cine­ma na esco­la Alu­nos, pro­fes­so­res e mem­bros da comu­ ni­da­de de City Jara­guá - na zona oeste de São Paulo - pro­du­zi­ram o docu­men­tá­rio “Além da esco­la”, para mos­trar as expe­riên­ cias regis­tra­das na Esco­la Muni­ci­pal de Ensi­no Fun­da­men­tal Dr. José Kauff­mann por um grupo que tra­ba­lha aos ­ finais de sema­na no pro­je­to Esco­la Aber­ta. Não é de hoje que a comu­ni­da­de da esco­ la é liga­da em cine­ma: no ano pas­sa­do, a famí­lia Kauff­mann, cujo patriar­ca dá nome à esco­la, doou uma sala de cine­ma com­ple­ ta, com pro­je­ção em 35mm. A comu­ni­da­de fre­qüen­ta o Cine Kauff­ mann para assis­tir espe­cial­men­te fil­mes bra­si­lei­ros recen­tes. Mais de 250 fil­mes já foram exi­bi­dos para 5 mil pes­soas. As pro­ je­ções são fei­tas desde 2001, mas antes eram no refei­tó­rio. Apro­vei­tan­do a estru­tu­ ra da esco­la, alu­nos do curso de cine­ma da FAAP tam­bém estão implan­tan­do no lugar a Esco­la Popu­lar de Cine­ma, que vai tra­ba­lhar em par­ce­ria com o grupo Esco­la Aber­ta.



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Boa mesa ­Estreou no final de julho o mais novo pro­gra­ma de gas­tro­no­mia da tele­vi­são bra­si­lei­ra. Pro­du­zi­ do pela ­RadarTV Mixer, e exi­ bi­do pelo canal pago GNT, o “Mesa pra Dois” é coman­da­do pelos chefs Alex Atala e Flá­via Qua­res­ma e apre­sen­ta sema­ nal­men­te os sabo­res e curio­si­ da­des da culi­ná­ria bra­si­lei­ra. Ape­sar do nome, os dois chefs não inte­ra­gem no pro­gra­ma. Uma equi­pe de pro­du­ção acom­ pa­nha­rá Flá­via Qua­res­ma, que via­ja­rá pelo País fazen­do repor­ ta­gens em visi­tas a res­tau­ran­tes, chefs, qui­tu­tei­ros regio­nais, viní­cu­las etc. Já Alex Atala fica­rá num estú­dio/cozi­nha mon­ta­do pela pro­du­to­ra ensi­nan­do téc­ni­cas para aju­dar o espec­ta­dor a rea­li­zar recei­tas de alto nível. O pro­gra­ma terá, a prin­cí­pio, 13 epi­só­dios. A dire­ção e a pro­du­ção exe­cu­ti­va de ficam por conta de Gil Ribei­ro.

Fotos: Divulgação


Metal espa­nhol

Pro­du­ção inte­res­ta­dual

A Clip Pro­du­to­ra fina­li­zou em julho o video­cli­pe da músi­ca “Bad Memo­ries” para a banda de heavymetal espa­nho­la Steel Bones. O clipe foi feito na cida­de de Elche, na Espa­ nha, com dire­ção e dire­ção de foto­gra­ fia de Leo Sas­sen.

A pro­du­to­ra minei­ra Alte­ro­sa Cine­ví­deo con­ ti­nua pro­du­zin­do ati­va­men­te para o Dis­tri­to Fede­ral. Seu últi­mo filme foi feito para a Com­pa­ nhia Ener­gé­ti­ca de Bra­sí­lia, fil­ma­do no pró­prio estú­dio da pro­du­to­ra, em Belo Hori­zon­te. Cria­do pela D&M, o filme tem dire­ção de André Pel­lens. A tri­lha sono­ra tam­bém cor­reu mundo: veio da Ginga, de Porto Ale­gre.

Prê­mio inter­na­cio­nal O longa-metra­gem bra­si­lei­ro “O Pri­sio­nei­ ro da Grade de Ferro (auto-retra­tos)”, do dire­tor pau­lis­ta Paulo Sacra­men­to, ven­ceu o prê­mio de ­Melhor Docu­men­tá­rio - Opera

Prima no 8º Fes­ti­val Inter­na­cio­nal Lati­noAme­ri­ca­no de Cine­ma de Los Ange­les. Cap­ta­do duran­te sete meses no pre­sí­dio do Caran­di­ru, antes de sua desa­ti­va­ção, o docu­men­tá­rio pro­mo­ve um mer­gu­lho no coti­dia­no daque­le que foi o maior pre­sí­ dio da Amé­ri­ca Lati­na.

Dobra­di­nha na dire­ção e no DVD A ZYD Pro­du­ções lan­çou o DVD da nova mon­ta­gem do longametra­gem “Solu­ços e Solu­ções”, de Edu Felis­to­que e Nereu Cer­ dei­ra. Como extra, o disco duplo ­ganhou o curta-metra­gem “Za­ga­­ ti”, dos mes­mos dire­to­res. O DVD che­gou nas loca­do­ras no dia 06 de agos­to.

Sony na web O site www.sony­pro.com.br é o novo canal de comu­ni­ca­ção desen­vol­ vi­do pela área de broad­cast da Sony para os pro­fis­sio­nais que dese­jam obter infor­ma­ções sobre pro­du­tos, aces­só­rios, reven­das e assis­tên­cias téc­ni­cas auto­ri­za­das. Os cadas­tra­dos no site farão parte do DVCAM Club, ganhan­do aces­so a van­ta­gens como infor­ma­ções exclu­si­vas sobre pro­du­tos, pro­mo­ções, con­vi­tes para semi­ná­rios e demons­tra­ções de pro­du­tos em suas cida­des. O site está no por­tal da fabri­ can­te japo­ne­sa no Bra­sil (www.sony.com.br).

Ani­ver­sá­rio no sul de Minas A pri­mei­ra emis­so­ra da TV Alte­ro­sa fora da capi­tal minei­ra - a TV Alte­ro­sa Sul e Sudoes­te de Minas, de Var­gi­nha - come­mo­ra dez anos em agos­to. Para mar­car a data, foi cria­da uma pro­gra­ma­ção espe­cial, com entra­das de flas­hes na pro­gra­ma­ção geral do Esta­do. A TV Alte­ro­sa Sul e Sudoes­te foi cria­da para ­ampliar os negó­cios da TV Alte­ro­sa, com jor­na­lis­mo e espa­ ços publi­ci­tá­rios ­locais. A loca­li­za­ção da cida­de tam­bém favo­re­ce a trans­mis­são do sinal para 140 cida­des da ­região.

TV infan­til A fabri­can­te de brin­que­dos Baby Brink encon­ trou uma nova estra­té­gia para falar com seu públi­co alvo, as crian­ças. Trata-se da “TV Baby Brink”, um comer­cial em for­ma­to de infor­ma­ti­vo, cria­do pela Café Comu­ni­ca­ção, no esti­lo de um tele­jor­nal. Apre­sen­ta­do por Cami­ la Gio­van­ni ao lado do mas­co­te Zugui, uma boli­nha de pelos desen­vol­vi­da para a cam­pa­nha, o comer­cial dá dicas das mais recen­tes novi­da­des do uni­ver­ so infan­til. A “TV Baby Brink” é vei­cu­la­da no SBT, com inser­ções no perío­do da manhã, com uma edi­ ção espe­cial de 60 segun­dos.


Tento marcar a entrevista, ligo no celular. Sei que meu “figura” deve estar em gravação, mas tento deixar um recado. Não consigo. A mensagem na caixa postal não me engana: sei que liguei para o número certo, porque ouço o Liminha cantar que não pode atender porque “Silvio Santos tá me chamando... Gugu tá me chamando... a Hebe tá me chamando...” e isso continua por muito tempo. Desisto.

LIMINHA

Mais tarde ele aten­de e nem pare­ce a mesma pes­soa que dança, pula, rola no chão, pega um monte de ­bichos nojen­tos e faz a maior palha­ça­da nos audi­tó­rios dos pro­gra­mas do Sil­vio San­tos. Sim­pá­ti­co, mas muito mais “nor­mal”, Limi­nha não sabe defi­nir exa­ta­men­te qual sua fun­ção no SBT. Mas adora o que faz e diz que é feliz com a vida. De segun­da a sexta e aos domin­gos, tra­ba­lha com o Sil­vio San­tos. No sába­do, com o Gugu. Folga? Quand ­ o o Sil­vio folga, eu folgo tam­bém. Com 24 anos de emis­so­ra, Limi­nha come­çou na por­ta­ria. Antes, tinha sido vidra­cei­ro e offi­ ce-boy na Bolsa de Valo­res. Fazia curso de con­ta­bi­li­da­de e pen­sa­va em pres­tar admi­nis­tra­ção, mas quan­do sur­giu a opor­tu­ni­da­de de tra­ba­lhar na TV, não pen­sou duas vezes. No come­ço, ano­ta­va o ponto dos fun­cio­ná­rios. E fica­va empol­ga­do ao encon­trar as estre­las da emis­so­ra na época: Valen­ ti­no Guzzo (a Vovó Mafal­da), os Bozos. Semp ­ re quis tra­ba­lhar na tele­vi­são.Foi trans­fe­ri­do para a pro­du­ção musi­cal como assis­ten­te das orques­tras dos maes­tros Zezi­nho, Osmar Mila­ni e Zé Paulo. Seu tra­ba­lho era virar a par­ti­tu­ra. Foi num con­cur­so de Miss Bra­sil que conhe­ceu de perto seu ídolo, Sil­vio San­tos, e ­ ganhou sua

Marco Fadi­ga dei­xou o grupo Dis­co­ver Stu­dio e, após um acor­ do com os ­sócios, levou con­si­go pro­du­to­ra ­TudoAV, que era o braço de pro­du­ção de vídeo do grupo. Com a saída do estú­dio musi­cal, além da pro­du­ção de DVDs musi­cais, entre eles “Stan­ley Jor­dan ao vivo em ­Búzios”, ainda não lan­ça­do, Fadi­ga vem tra­ba­lhan­do no mer­ca­do de ­vídeos cor­po­ra­ti­vos e ins­ti­tu­cio­nais e já fina­li­zou um DVD para o pro­gra­ ma Fome Zero. Lan­ça­do pela Som Livre, o DVD é um pro­je­to da Uni­ver­ si­da­de Está­cio de Sá e do Gover­no Fede­ral e terá sua renda re­ver­ti­da inte­gral­men­te para o pro­gra­ma. Além disso Fadi­ga vem tra­ba­lhan­do no seu docu­men­tá­rio “Bar­quei­ros da ­Gigóia”, sobre a popu­la­ção de uma das ilhas de lagoa situa­das na Barra da Tiju­ca, no Rio de Janei­ro.

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A pro­du­to­ra e fina­li­za­do­ra Frame a Frame tem uma nova dire­to­ra comer­cial. Trata-se de Isa­be­ la Mene­zes, que vem da Work ­Design e Pro­mo­ções Ltda, onde atuou por 15 anos na área comer­cial.

Fotos: Mário Lund/Divul­ga­ção (Clip Produtora) e divulgação


1 con­fian­ça. Eu tra­ba­lha­va na orques­tra, mas sem­pre pres­tei aten­ção em tudo. Naque­la época não tinha tele­promp­ter e no ­ensaio do Miss Bra­sil às vezes o Sil­vio esque­cia algu­ma coisa, e eu lem­bra­va. Ele can­ ta­va os jin­gles, como o das Casas Buri, e eu segu­ra­va a par­ti­tu­ra. E eu esta­va sem­pre rindo, com o Bira, aque­le que ri no pro­gra­ma do Jô... ­Depois de um ­ensaio, eu já tinha ido embo­ra e aí me liga­ram para eu vol­tar. Era o Leon Abra­va­nel, o sobri­nho do Sil­vio, que disse que eu ia tra­ba­lhar na gra­va­ção do Miss Bra­sil. Nem dormi naque­la noite. O Sil­vio ten­tou me acal­mar, mas eu errei e cha­mei um comer­cial que não tinha. Ele deu um jeito e todo mundo caiu em cima, mas o Sil­vio me defen­deu. Nesse dia tomei o maior porre da minha vida. Ele foi com a minha cara e aí sem­pre se lem­bra­va de mim.

Pouco ­ depois, Limi­nha foi para o “Domin­go no Par­que”, diri­gi­do na época pelo Gugu. Então Sil­vio San­tos resol­veu chamá-lo para tra­ ba­lhar no palco do “Pro­gra­ma Sil­vio San­tos”. Ele me cha­mou no

cama­rim e per­gun­tou por que eu não que­ria tra­ba­lhar com ele, se a gente vivia se cru­zan­do mas eu sem­pre esta­va em outro depar­ta­ men­to. Eu falei que que­ria sim, e ele me cha­mou e aumen­tou meu salá­rio. Além do “Pro­gra­ma Sil­vio San­tos”, Limi­nha ainda dava uma

força no recém-estrea­do “Viva a Noite”, do Gugu. Foi quan­do encar­nou o per­so­na­gem que fez parte da infân­cia de mui­tos cres­ci­di­nhos de hoje: o pas­sa­ri­nho, da Dança do Pas­sa­ri­nho. Eu só dava uma força no “Viva a Noite”, não ganha­va mais pra isso, e me ves­ti­ram de pas­sa­ri­nho. Eu vivia pulan­do e can­tan­do, achei legal. Aí eu via­ja­va com o Gugu e as tele­mo­ças, a Mar­rie­te e a Rose, que hoje é ­mulher do Gugu. A gente fazia shows no inte­rior e eu ven­dia o dis­qui­nho da Dança do Pas­sa­ri­nho.O hit mor­reu, mas Limi­nha con­ti­nuou no Gugu. Tão elé­tri­co que aca­ba­va sem­pre apa­re­cen­do no vídeo, e toman­do bron­ca. Mas o Gugu não liga­va, dizia que eu podia. Aí eles viram o “Cor­ri­da Malu­ca na Espa­nha” e trou­xe­ram pra cá. Foi aí que o Limi­nha virou um per­so­na­ gem mesmo, um artis­ta do SBT.

O obje­ti­vo de seu tra­ba­lho no palco, porém, não é só diver­tir a pla­téia e fazer palha­ça­das. No meio da con­fu­são, ele tem de pas­sar as infor­ma­ções para os apre­sen­ta­do­res. Tenho que estar aten­to o tempo todo, não posso me dis­trair. Às vezes me jogo no chão e pare­ce uma coisa absur­da, mas é que está acon­te­cen­do algu­ma coisa do outro lado. Estou há tanto tempo com o Sil­vio que a gente se enten­de no olhar. É como se eu fosse uma esca­da pra ele. E ele ouve todo mundo, por isso é que é esse gênio.

O dire­tor João ­Daniel Tikho­ mi­roff, da Jodaf, pre­pa­ra para o ano

que vem seu pri­mei­ro longa-metra­ gem. Basea­do no livro “Fei­joa­da no Paraí­so: a Saga de Besou­ro, o Capoei­ ra”, de Marco Car­va­lho, o filme con­ta­rá a his­tó­ria do ídolo da Bahia Besou­ro Man­gan­gá - um dos mais reco­nhe­ci­ dos mes­tres da capoei­ra bra­si­lei­ros. O rotei­ro adap­ta­do será de Bráu­lio Tava­ res.

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Mau­rí­cio Sal­les

(1) e Clau­dio Cinel­ li (2), pro­prie­tá­rio-pro­du­ tor e dire­tor da É Pro­du­ ções, res­pec­ti­va­men­te, ain­da estão come­mo­ran­ do a inclu­são do filme “Feios”, feito para o auto­mó­vel Gol, no short list em Can­nes neste ano. Sal­les diz que “para nós, ­entrar no short list valeu como ­ganhar um Oscar”. Tanta come­mo­ra­ção é com­preen­sí­vel, visto que a pro­du­to­ra inau­gu­rou em feve­rei­ro deste ano e ainda conta com um volu­me peque­no de pro­du­ ções rea­li­za­das. Aliás, fazer pou­cos tra­ba­lhos está na filo­so­fia de Sal­les, que expli­ca que a pro­du­to­ra não deve ter ­vários tra­ba­lhos simul­ta­nea­men­te e nem um estru­tu­ra gran­de. “Somos ­luthiers, que­re­ mos fazer pou­cos e bons tra­ba­lhos, par­ti­ci­pan­do da cria­ção à cópia do filme”, expli­ca. No coman­do da pro­du­to­ra MZ Fil­mes desde o segun­do semes­tre de 2003, o dire­tor José Hen­ri­que Cal­das vem con­quis­ tan­do espa­ço no mer­ca­do de clips musi­cais e publi­ci­tá­ rio, es­pe­cial­men­te os comer­ ciais dedi­ca­dos ao mer­ca­do da moda. Sua pro­du­to­ra foi esco­lhi­da para pro­du­zir os fil­mes de aber­tu­ra do São Paulo Fas­hion Week e, mais recen­te­men­te, do Amni. Fo­ram qua­tro pro­du­ções de apro­xi­ma­da­men­te um minu­ to e vinte cada, fei­tos em par­ce­ria com o dire­tor ­ Richard Luiz. A dupla tam­bém foi res­pon­sá­vel pelo comer­cial do even­to vei­cu­ la­do na MTV e cria­do pela agên­cia Lumi­no­ si­da­de, de Paulo Bor­ges (idea­li­za­dor do Amni Hot Spot e São Paulo Fas­hion Week).

A Clip Pro­du­to­ra de Porto Ale­gre refor­çou a sua equi­pe com novos dire­to­res e com um novo aten­di­men­to. Além do dire­tor Leo Sas­ sen (1), a pro­du­to­ra agora conta com Rodri­go Rocha (2) e Leo­nar­do Sten­zel (3) na dire­ção. O pri­mei­ro fez parte da extin­ta Ani­ma­ho­lics, tra­zen­do em 4 sua baga­gem comer­ciais e vinhe­tas em 3D cria­dos em com­pu­ta­ção grá­fi­ca. Já Leo­nar­ do Sten­zel retor­na do mer­ca­do norte-ame­ ri­ca­no, onde se gra­duou em “Scien­ce in Music and Video Busi­ness” no Art Ins­ti­tu­te of Fort Lau­der­da­le. Além disso, a Clip Pro­du­ 3 1 to­ra agora conta com Lucia­ne Roma­ novs­ki (4) no aten­di­men­to.

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Revolução DV

A Canon apresentou no mês de julho sua nova camcorder Mini DV: a XL2. Trata-se da sucessora da XL1, lançada em 1997, e da XL1S - ambas consa­ gradas por serem modelos compactos, porém com recursos avançados, trabalharem com lentes intercam­ biáveis e ainda contarem com uma série de acessórios disponíveis. Na nova versão, a Canon entra no mer­ cado de câmeras Mini DV 24p e traz uma série de upgrades em relação ao modelo XL1s. Para começar, a camcorder pode trabalhar a 60i, 30p e 24p e tem estabilização óptica de imagem. Além disso, cada um dos três CCDs trabalha com 680 mil pixels, com varredura progressiva e nos aspectos 4:3 e 16:9, com definições de 720x480 e 962x480 pixels respectivamente. No modo 24p a camcorder pode trab­ alhar com pulldown em 2:3 e 2:3:3:2. Ao usar o pulldown 2:3, é possível ter vídeo com um “look” de filme nas produções que serão exibidas em suportes de vídeo. Isso porque, apesar de o material ter sido gravado em 24 quadros por segundo (fps), a câmera dá saída em 30 quadros. Já o pulldown

Seguido os passos da Panasonic, que lançou no último ano a primeira Mini DV a trabalhar em 24p, a Canon apresenta a XL2. A câmera vem recheada de novidades tecnológicas. Canon XL2: primeiro modelo mini DV da fabricante a gravar em 24p.

2:3:3:2 pode ser usado para transferir o material para película, uma vez que permite ao software de edição extrair 24 quadros por segundo. Outra questão importante em relação ao “film look” é que a câmera pode captar usando o disparador com velocidade 1/48 de segundo, como nas câmeras de filme. No centro da câmera estão 11 controles “cine”. O equipamento ainda vem com um software que permite customizar esses controles. Além disso, a cam­ corder permite definir três pré-configurações, para uso posterior e que podem ser transmitidos para outra

O viewfinder permite enquadrar a proporção 16:9

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câmera através da porta IEEE 1394. Entre os controles estão gama, preto, matriz de cor, sharpness, noise reduction, ganho de cor e granula­ ção, sendo que cada característica pode ser ajustada independentemente. A XL2 oferece ainda algumas funções dis­ poníveis normalmente nos modelos broad­ cast mais avançados, como barras de cor SMPTE e tom de referência de 1khz (12dB e -20dB) para configuração de monitores e suítes de edição. Além disso, conta com timecode SMPTE, permitindo identificar qualquer ponto preciso na fita. A camcorder oferece ainda um sistema de estabilização de imagem que, além de usar um sensor baseado num giroscópio para detectar movimentos, como na maioria dos modelos, conta com um software que analisa a imagem logo após ela ser capturada pelo CCD e detecta qualquer vibração que não tenha sido acusada pelo

Fotos: Divul­ga­ção


sensor mecânico. Com isso é possível corrigir qualquer vibração instantaneamente, mesmo para gravações feitas com a câmera na mão.

A nova camcorder Canon vem com controles para os quatro canais independentes de áudio e conectores XLR.

Arquitetura aberta Graças à sua arquitetura aberta e design modular, é possível personalizar e transformar a XL2 na câmera ideal para diversos tipos de uso. Entre os acessórios já disponíveis estão lentes intercambeáveis, viewfinders, apoios para o ombro e microfones, além de acessórios que venham a ser criados por terceiros. Ao contrário das suas predecessoras, a XL2 já vem com um apoio para ombro e conectores de áudio XLR alimentados. A camcorder oferece quatro canais de áudio com controles independentes.

Ainda, o novo modelo da Canon vem com um conector de áudio BNC embutido, usado em aplicações broadcast. A sapata para acessórios da câmera, além de trocar dados com o equipamento conectado, pode alimentá-lo. Entre os acessórios estão equipamentos de iluminação e microfones (o que deixa os conectores XLR livres para outras entradas de áudio).A XL2 conta com montagem de lentes XL, permitindo aos usuários escolher entre uma variedade de modelos de lentes fixos e zoom, de

grande angular a tele-objetiva e com foco automático e manual. Além dos modelos XL, a camcorder pode usar as lentes EF criadas para as câmeras fotográficas da Canon, precisando de um adaptador. A Canon também está lançando para a câmera um novo um monitor LCD de duas polegadas e um viewfinder colorido que permite visualizar a imagem em formato 16:9, proporcionando um enquadramento mais preciso quando usado a proporção de gravação widescreen.


Cartas na mesa Projeto de reforma da legislação do audiovisual elaborado pelo MinC vem à tona. Os impactos atingem da radiodifusão ao celular, passando pelo cinema e pela banda larga. Mas será que tanta ousadia se viabiliza?

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O cami­nho pela fren­te ainda é longo, mas defi­ni­ti­va­men­ tu­ra enten­deu que o pri­mei­ro passo não pode­ria ser te come­çou o que será pro­va­vel­men­te o maior pro­ces­so peque­no. Enten­deu que a ome­le­te teria que ser­vir a de refor­ma na polí­ti­ca audio­vi­sual bra­si­lei­ra de que já mui­tas bocas, donde se deduz que o núme­ro de ovos se teve notí­cia. No final de julho o gover­no bateu o mar­ tem que ser gran­de. Tal­vez por isso o pro­je­to seja tão te­lo no texto de um pro­je­to de lei que, se ainda não é a polê­mi­co. pro­me­ti­da Lei Geral do Audio­vi­sual, cuja inten­ção de Entre os que ­apóiam a ini­cia­ti­va do MinC, a ava­ fazer já foi anun­cia­da pelo minis­tro da Cul­tu­ra, Gil­ber­ lia­ção é sim­ples: havia muita coisa a ser resol­vi­da, to Gil, é um passo muito con­cre­to nesse sen­ti­do. Tela a deman­da por mudan­ças no setor audio­vi­sual é Viva teve aces­so exclu­si­vo ao texto for­mu­la­do no MinC gigan­tes­ca e está repre­sa­da há anos, os inte­res­ses são e que esta­va em dis­cus­são pelos nove minis­té­rios que con­fli­tan­tes em mui­tos casos e, por­tan­to, não dá para com­põem o Con­se­lho Supe­rior de Cine­ma. São 141 arti­ fazer um pro­je­to sem desa­gra­dar ­alguém. Entre os crí­ gos, três ane­xos e ­regras que, caso ti­cos, o comen­tá­rio mais comum se efe­ti­vem, terão influên­cias desde vai no sen­ti­do de que o pro­je­to é o mer­ca­do de exi­bi­ção de cine­ma muito com­ple­xo para ser via­bi­li­za­ até a dis­tri­bui­ção de ­vídeos por tele­ do, soa auto­ri­tá­rio, poten­cial­men­ fo­ne celu­lar, pas­san­do, é claro, pela te res­tri­ti­vo em ­ vários seto­res e radio­di­fu­são, pela TV por assi­na­ cria incer­te­za jus­ta­men­te onde tu­ra, pelos pres­ta­do­res de ser­vi­ços ainda havia algu­ma segu­ran­ça para o mer­ca­do audio­vi­sual, direi­ regu­la­tó­ria, como o setor de cine­ tos auto­rais e mais uma infi­ni­da­de ma, regi­do pela MP 2.228-1 (que de temas. Enquan­to Casa Civil, criou a Anci­ne). Fazen­da, Desen­vol­vi­men­to, Co­mu­ Ambos os lados, apa­ren­te­men­ ni­­ca­ção, Edu­ca­ção, Cul­tu­ra, Rela­ te, têm razão, cada qual com seus ções Exte­rio­res, Secom e Jus­ti­ça argu­men­tos. A ques­tão é: como é ana­li­sa­vam a pro­pos­ta, no iní­cio que o gover­no vai via­bi­li­zar seu de agos­to, uma coisa fica­va clara: o pro­je­to? O texto envia­do aos minis­ pro­je­to era muito mais am­bi­cio­so té­rios fala em pro­je­to de lei. Se do que uma sim­ples con­ver­são da for isso mesmo, a dis­cus­são será Agên­cia Nacio­nal de Cine­ma para tra­va­da no Con­gres­so Nacio­nal. Cer­ Agên­cia Nacio­nal do Cine­ma e do ta­men­te não será apro­va­do nesse Audio­vi­sual. ano, que é um ano elei­to­ral, e É lugar comum dizer que não pos­si­vel­men­te se arras­ta­rá por Mesmo os críticos elogiaram se faz uma ome­le­te sem que­brar 2005. Por ser com­ple­xo e polê­mi­ o arrojo do projeto do MinC, os ovos. Mas a ana­lo­gia serve bem à co, a tra­mi­ta­ção do pro­je­to não de Gilberto Gil. situa­ção colo­ca­da: o Minis­té­rio da Cul­ será fácil. Será cer­ta­men­te menos

Fotos: Lucio Tavora/ BGPress (Gilberto Gil) e Divulgação


samuelpossebon samuca@paytv.com.br

tumul­tua­da caso conte com apoio dos gru­pos de mídia. Mas será impos­sí­vel se não for do inte­res­se das redes de TV. Em qual­quer cir­cuns­tân­cia, o pro­je­to sofre­rá crí­ti­cas no Con­gres­so, por­que mexe com um setor cujo poder de pres­são é sig­ni­fi­ca­ ti­vo: o das tele­co­mu­ni­ca­ções. A aná­li­se fica bem dife­ren­te caso o gover­no deci­da trans­for­mar o pro­je­to em uma medi­da pro­vi­só­ria. A Casa Civil pres­sio­na todos os minis­té­rios para que defi­nam, até agos­to, as maté­rias que pre­ ci­sa­rão ser colo­ca­das por MP, para que esses pro­je­tos não atra­pa­lhem a pauta do Con­gres­so no final do ano. Uma medi­da pro­vi­só­ria, pelas ­regras ­atuais, pre­ci­sa ser vota­da pelo Con­gres­so em 60 dias, pror­ro­ gá­veis por igual perío­do. Só que, uma vez publi­ca­da, a MP entra em vigor e a faca fica no pes­co­ço da Câma­ra e do Sena­do. Se não qui­ser arris­car ver o seu texto tra­

mi­tan­do no ritmo nor­mal do Con­gres­so, o gover­no pode optar por bai­xar tudo por MP. Do ponto de vista polí­ti­co, é des­gas­ tan­te. Do ponto de vista prá­ti­co, é pos­sí­ vel (a MP 2.228-1 é o ­melhor exem­plo). Do ponto de vista de quem será regu­la­do, o impac­to é gigan­tes­co. Lei míni­ma O fato é que o texto pro­pos­to mexe com todos os seto­res que par­ti­ci­pam do mer­ ca­do audio­vi­sual, de comu­ni­ca­ção ­ social e de tele­co­mu­ni­ca­ções. É algo tão amplo que, assim que a repor­ta­gem de Tela Viva teve aces­so ao texto, jul­gou ser a pro­pos­ta de Lei Geral do Audio­vi­sual. Mas pos­te­ rior­men­te, apu­rou-se que ainda não é a lei geral. É uma lei inter­me­diá­ria, pre­ pa­ran­do o ter­re­no para mudan­ças mais pro­fun­das que ­ viriam futu­ra­men­te em uma legis­la­ção ainda mais ampla. Até lá,

é pre­ci­so enten­der a abran­gên­cia dos 141 arti­gos colo­ca­dos. A minu­ta do texto a que Tela Viva teve aces­so esta­va sujei­ta a alte­ra­ções, mas algu­mas coi­sas esta­vam cla­ras: será cria­da uma nova agên­cia, a Agên­ cia Nacio­nal do Cine­ma e do Audio­ vi­sual (Anci­nav) e extin­ta a Agên­cia Nacio­nal de Cine­ma (Anci­ne), assim como a medi­da pro­vi­só­ria que a criou (MP 2.228-1). Essa nova agên­cia, segun­do o texto que saiu do Minis­té­rio da Cul­tu­ra, deve­rá “ado­tar as medi­das neces­sá­rias para o aten­di­men­to do inte­res­se públi­co e para o desen­vol­vi­men­to do cine­ma e do audio­ vi­sual bra­si­lei­ros”. Por exem­plo, regu­lar as ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­ vi­suais, pro­por ao MinC e ao Con­se­lho Supe­rior do Cine­ma e do Audio­vi­sual as medi­das neces­sá­rias à “obser­vân­cia dos prin­cí­pios cons­ti­tu­cio­nais e ­ legais rela­ti­vos à comu­ni­ca­ção ­social” e, ainda, “apre­ciar (...) os com­por­ta­men­tos sus­ce­ tí­veis de con­fi­gu­rar vio­la­ção das nor­mas ­legais apli­cá­veis à explo­ra­ção das ati­vi­ da­des audio­vi­suais, inclu­si­ve a pro­du­ção, a pro­gra­ma­ção, a dis­tri­bui­ção, a exi­bi­ção, a vei­cu­la­ção e a ope­ra­ção de con­teú­dos audio­vi­suais por pres­ta­do­ras de ser­vi­ ços de tele­co­mu­ni­ca­ções...”. Esse é um ponto cen­tral da dis­ cus­são. O gover­no Lula, por ini­cia­ti­ va pró­pria ou em res­pos­ta ao coro dos radio­di­fu­so­res (sobre­tu­do da Globo) tem

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fala­do segui­da­men­te do pro­ble­ma que é a entra­da de empre­sas de tele­co­mu­ ni­ca­ções no setor audio­vi­sual. Hoje, celu­la­res já tra­zem con­teú­do audio­ vi­sual. A banda larga se desen­vol­ve e logo pode­rá ser uma alter­na­ti­va con­cre­ta para a dis­tri­bui­ção de ­ sinais de vídeo. Nada disso é regu­la­do, do ponto de vista de con­teú­do. O pâni­co das empre­sas de comu­ni­ca­ção é que se crie uma situa­ção de com­pe­ti­ção dese­qui­li­bra­da: enquan­to as redes de TV aber­tas são con­tro­la­das por ­regras cons­ti­tu­cio­nais, as teles ­entram na seara da comu­ni­ca­ção ­ social sem as mes­mas limi­ta­ções. Esse foi o tema cen­tral de um docu­men­to entre­gue pela Globo ao pre­si­den­te Lula em julho, por exem­plo. A rela­ção entre pro­gra­ma­do­ras e dis­tri­bui­do­ras de con­teú­do audio­vi­ sual tam­bém será regu­la­da, segun­do a pro­pos­ta do gover­no. A reda­ção da minu­ta dá a enten­der que essa regu­ la­ção se dará não ape­nas no mer­ca­do de TV por assi­na­tu­ra, mas em qual­ quer ponto do mer­ca­do audio­vi­sual. Segun­do o texto, será fun­ção da nova agên­cia pro­por ao Cade a ins­tau­ra­ção de pro­ces­sos por infra­ção à ordem eco­nô­mi­ca e ainda “regu­lar a rela­ção de pro­gra­ma­do­ras e dis­tri­bui­do­ras de con­teú­do audio­vi­sual para pro­mo­ver a com­pe­ti­ção e a diver­si­da­de de fon­ tes de infor­ma­ção, em espe­cial nos casos em que haja con­tro­le dos meios de dis­tri­bui­ção e da pro­gra­ma­ção pela

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mesma pes­soa e suas coli­ga­das, con­tro­la­ das ou con­tro­la­do­ras”. Se a parte refe­ren­te às tele­co­mu­ni­ca­ ções vinha ao encon­tro dos inte­res­ses dos gran­des gru­pos de mídia nacio­nais, esse segun­do ponto da pro­pos­ta de cria­ção da Anci­nav é um pro­ble­ma, prin­ci­pal­men­te para a Globo, que está em todos os pon­tos da ­cadeia eco­nô­mi­ca. A Globo, por seu turno, pre­fe­re enten­der o pro­je­to antes de se pro­ nun­ciar. Mas é fato que a emis­so­ra do Jar­dim Botâ­ni­co do Rio não espe­ra­va uma legis­la­ção tão ampla, tão dura e “tão já”. O texto da minu­ta res­sal­ta que cabe à União, por meio do Con­se­lho Supe­rior do Cine­ ma e do Audio­vi­ sual e da Anci­nav, dis­ci­pli­nar a ati­ vi­da­de cine­ ma­to­grá­fi­ca e audio­vi­sual obser­van­do os arti­gos 5 (inci­sos IV, V, X, XIII e XIV), 220, 221, 222, 223 e 224 da Cons­ti­tui­ção. Acon­te­ ce que a mesma Cons­ti­tui­ção diz que o setor de tele­co­mu­ni­ca­ções é regu­la­do por uma agên­cia espe­cí­fi­ca (a Ana­tel). É aí que surge uma das mais duras crí­ti­cas ao pro­je­to: ele tenta sub­me­ter às ­ regras da comu­ni­ca­ção ­ social coi­sas que não são comu­ni­ca­ção ­social. E como a Cons­ti­tui­ ção só defi­ne como Comu­ni­ca­ção ­ Social a radio­di­fu­são e a impren­sa escri­ta, há quem veja indí­cios de incons­ti­tu­cio­na­li­ da­de nes­sas pre­ten­sões. A idéia do MinC faz sen­ti­do, mas para cor­ri­gir isso, seria pre­ci­so mudar a Carta Magna.

Segun­do o texto em dis­cus­são, cabe ao poder públi­co o for­ta­le­ci­men­to da pro­ du­ção inde­pen­den­te e regio­nal das obras cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais, o com­ ba­te ao abuso de poder eco­nô­mi­co e o zelo pela “inde­pen­dên­cia dos explo­ra­ do­res de ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais”. Pro­du­ção inde­pen­den­te, regio­na­li­za­ção e abuso de poder eco­nô­ mi­co são sem­pre temas explo­si­vos quan­do se fala de comu­ni­ca­ção. É só mais um pouco de nitro­gli­ce­ri­na. “Na dis­ci­pli­na das rela­ções eco­nô­mi­ cas das ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais obser­var-se-ão, em espe­ cial, os prin­cí­pios cons­ti­tu­cio­nais da sobe­ra­nia nacio­nal, da diver­si­da­de e da pre­ser­va­ção do patri­mô­nio cul­tu­ral bra­si­lei­ro, da fun­ ção ­social da pro­prie­da­de, da veda­ção ao mono­pó­ lio e ao oli­go­pó­lio dos meios de comu­ ni­ca­ção ­ social, da liber­da­de de ini­ cia­ti­va, da livre con­cor­rên­cia, da defe­sa do con­su­mi­dor, da redu­ção das desi­gual­da­des regio­nais e ­ sociais e da repres­são ao abuso do poder eco­ nô­mi­co”. É assim que está no pro­je­to do MinC. Con­se­lhão O atual Con­se­lho Supe­rior de Cine­ma pas­ sa­rá a se cha­mar Con­se­lho Supe­rior do Cine­ma e do Audio­vi­sual, e é ele quem pro­põe a polí­ti­ca nacio­nal do cine­ma e do audio­vi­sual, sendo o Minis­té­rio da Cul­tu­ra o órgão res­pon­sá­vel pela exe­ cu­ção e apli­ca­ção dessa polí­ti­ca. Essa é

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N達o disponivel


uma das mudan­ças que esta­va pre­vis­ ta desde o ano pas­sa­do, quan­do o pre­si­ den­te Lula anun­ciou algu­mas mudan­ças na polí­ti­ca de audio­vi­sual. Outra mudan­ça sig­ni­fi­ca­ti­va: a Anci­nav, pela pro­pos­ta do Minis­té­rio da Cul­tu­ra, será sedia­da em Bra­sí­lia e terá cinco dire­to­res com man­da­tos de qua­tro anos, não coin­ci­den­tes. Hoje são qua­tro dire­to­res que com­põem o cole­gia­do da Anci­ne, que está basea­ da no Rio de Janei­ro, “mas pró­xi­ma do mer­ca­do”, segun­do a jus­ti­fi­ca­ti­va mais comum. Assim como já fazem a Ana­tel, a Aneel e ­ outras agên­cias regu­la­do­ras, a Anci­nav pode­rá esta­be­le­cer ­ regras para con­tro­le de coli­ga­ção. Ou seja, pode­rão ser esta­be­le­ci­dos meca­nis­mos de aná­li­se das rela­ções entre as empre­ sas para evi­tar abu­sos de poder eco­nô­ mi­co. É algo que nunca foi visto no mer­ca­do audio­vi­sual. Abran­gên­cia A pro­pos­ta do gover­no defi­ne como ati­vi­da­de cine­ma­to­grá­fi­ca e audio­vi­sual todas as ações e ati­vi­da­des que com­ põem a ofer­ta de obras cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais a usuá­rio ou gru­pos de usuá­rios, deter­mi­ná­vel ou não. Entre essas ações estão a explo­ra­ção comer­cial ou não de qual­quer natu­re­za ou fina­ li­da­de, por quais­quer meios, de obras cine­ma­to­grá­fi­cas e ­ outros con­teú­dos audio­vi­suais e o pro­vi­men­to de bens e ser­vi­ços para a pro­du­ção des­sas obras. É com essa defi­ni­ção que se sub­me­te todos os seto­res, do cine­ma ao celu­lar, à regu­la­ ção da nova agên­cia no que diz res­pei­to ao audio­vi­sual. Todas as pes­soas, gru­pos de pes­soas ou empre­sas que exer­çam dire­ta ou indi­ re­ta­men­te ati­vi­da­de clas­si­fi­ca­da como cine­ma­to­grá­fi­ca ou audio­vi­sual se sujei­ ta­rão à lei que está sendo dis­cu­ti­da pelo gover­no. A pro­pos­ta do Minis­té­rio da Cul­tu­ra é clara: “a explo­ra­ção da ati­vi­ da­de cine­ma­to­grá­fi­ca e audio­vi­sual será regu­la­men­ta­da pela Anci­nav, inclu­si­ve quan­do rea­li­za­da por pres­ta­do­ra de ser­ vi­ço de tele­co­mu­ni­ca­ções”. A segun­da defi­ni­ção cen­tral do pro­ je­to é a de “con­teú­do audio­vi­sual”. Pela pro­pos­ta, esta deve ser enten­di­da como o pro­du­to da fixa­ção ou trans­mis­são de

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ima­gens, com ou sem som, que tenha a fina­li­da­de de criar a impres­são de movi­men­to, inde­pen­den­te do pro­ces­so de cap­ta­ção, da tec­no­lo­gia empre­ga­da, do supor­te uti­li­za­do ini­cial ou pos­te­ rior­men­te para fixá-la ou trans­mi­ti-la ou dos meios uti­li­za­dos para a sua vei­cu­la­ção, repro­du­ção, trans­mis­são ou difu­são. Diz a minu­ta que as “moda­li­ da­des de con­teú­do audio­vi­suais serão defi­ni­das pela Anci­nav em fun­ção de sua nacio­na­li­da­de, natu­re­za, fina­li­da­de, for­ma, âmbi­to de explo­ra­ção, meio de supor­te e de trans­mis­são, tec­no­lo­gia em­pre­ga­da e ­outros atri­ bu­tos”. A idéia da Anci­nav é jogar seto­res que explo­ rem a ati­vi­da­de audio­vi­sual para os limi­tes impos­tos pela Cons­ti­tui­ção nos seus arti­gos que tra­tam de Comu­ni­ca­ ção ­Social. Nes­ses arti­ gos, espe­cial­men­te no 222, a ques­tão da nacio­ na­li­da­de pesa. Por exem­ plo, não mais do que 30%

Pela primeira vez uma lei aborda a questão do conteúdo nas telecomunicações. de uma emis­so­ra de TV pode per­ten­cer a estran­gei­ros. A Anci­nav tra­ba­lha­rá com o con­cei­ to de empre­sa bra­si­lei­ra mais amplo, ou seja, não basta ter sede e admi­nis­tra­ção no País, mas é pre­ci­so que a maio­ria do capi­tal total e votan­te per­ten­ça a bra­ si­lei­ros. Tam­bém é neces­sá­rio que as fun­ções edi­to­riais de sele­ção ou dire­ção da pro­­gra­ma­ção, bem como o poder de dire­ção sobre as ati­vi­da­des ­ sociais e o fun­cio­na­men­to da empre­sa, sejam exer­ ci­dos por bra­si­lei­ros. A Anci­nav enten­de­rá que o fun­cio­ na­men­to da empre­sa com­preen­de o pla­ne­ja­men­to empre­sa­rial, a defi­ni­ção

de polí­ti­cas eco­nô­mi­co-finan­cei­ras, tec­ no­ló­gi­cas, de pro­gra­ma­ção (inclu­si­ve em rela­ção ao seu empa­co­ta­men­to), de dis­tri­bui­ção, de mer­ca­do e de pre­ços e des­con­tos. E mais, a nova agên­cia, pela minu­ ta de pro­je­to de lei a que essa repor­ ta­gem teve aces­so, pode­rá expe­dir regu­la­men­to sobre a apu­ra­ção de trans­fe­rên­cia de con­tro­le dos explo­ra­ do­res de ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais. Outra defi­ni­ção impor­tan­te é o con­ cei­to de pro­du­ção inde­pen­den­te: tratase daque­la rea­li­za­da por pro­du­to­ra que não tenha asso­cia­ção ou vín­cu­lo dire­to ou indi­re­to, com pres­ta­do­ras de ser­vi­ços de radio­di­fu­são ou ­outras pres­ta­do­ras de ser­vi­ços de tele­co­mu­ni­ca­ções explo­ra­do­ras de ati­vi­da­des audio­vi­suais. A inclu­são de empre­sas de tele­ co­mu­ni­ca­ções nesse bolo é a novi­da­de Mas o pro­je­to se arris­ ca em águas muito, muito tur­bu­len­tas. Por exem­plo, radio­di­fu­são, segun­do o texto ela­bo­ra­do pelo MinC, é parte dos ser­vi­ços de tele­co­ mu­ni­ca­ções. A ques­tão é con­tro­ver­sa, mas a Cons­ti­tui­ção sepa­ra as duas coi­sas em seu arti­go 21. Por conta dessa sepa­ra­ ção é que a radio­di­fu­são nunca ficou sub­ me­ti­da ao con­tro­le da Ana­tel, por exem­ plo, e é nessa sepa­ra­ção que os gru­pos de mídia se ­baseiam para ten­tar bar­rar a entra­da das teles em seu mer­ca­do. São as seguin­tes cate­go­rias de ser­vi­ ços de tele­co­mu­ni­ca­ções que a Anci­nav pode­rá regu­lar no que diz res­pei­to à explo­ra­ção de ati­vi­da­de cine­ma­to­grá­fi­ca e audio­vi­suais: “I) ser­vi­ços de tele­co­mu­ ni­ca­ções que ­tenham o con­teú­do audio­ vi­sual como parte ine­ren­te ao ser­vi­ço, incluin­do o ser­vi­ço de radio­di­fu­são de sons e ima­gens e os ser­vi­ços de comu­ni­ ca­ção de massa por assi­na­tu­ra” e; “II) os ­demais ser­vi­ços de tele­co­mu­ni­ca­ções que não ­tenham o con­teú­do audio­vi­sual como parte ine­ren­te ao ser­vi­ço, mas que o trans­mi­tam ou ofe­re­çam ao usuá­rio”. Não cabe­rá à Anci­nav outor­gar nada, mas as agên­cias com poder de con­ces­são deve­rão estar aten­tas ao cum­pri­men­ to das ­ regras impos­tas ao con­teú­do

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audio­vi­sual. As pres­ta­do­ras de ser­vi­ços de tele­co­ mu­ni­ca­ções que explo­rem a ati­vi­da­de cine­ma­to­grá­fi­ca ou audio­vi­sual deve­rão dar pre­fe­rên­cia às fina­li­da­des edu­ca­ti­ vas, artís­ti­cas, cul­tu­rais e infor­ma­ti­vas, deve­rão pro­mo­ver a cul­tu­ra nacio­nal e regio­nal e esti­mu­lar a pro­du­ção inde­ pen­den­te e deve­rão obser­var a regio­na­ li­za­ção da pro­du­ção cul­tu­ral, artís­ti­ca e jor­na­lís­ti­ca “con­for­me per­cen­tuais esta­be­le­ci­dos em lei”. Segun­do o texto da minu­ta, a Anci­nav “visan­do pro­pi­ciar a com­pe­ ti­ção efe­ti­va e a diver­si­da­de de fon­tes de infor­ma­ção (...), pode­rá esta­be­le­ cer res­tri­ções, limi­tes ou con­di­ções à explo­ra­ção de ati­vi­da­de cine­ma­to­grá­ fi­cas ou audio­vi­suais por pres­ta­do­ra de ser­vi­ços de tele­co­mu­ni­ca­ções e suas coli­ga­das, con­tro­la­das ou con­ tro­la­do­ras”. Em rela­ção às empre­sas de radio­di­ fu­são, cabe­rá à Anci­nav regu­lar e fis­ ca­li­zar no que diz res­pei­to à res­pon­sa­ bi­li­da­de edi­to­rial e às ati­vi­da­des de sele­ ção de pro­gra­ma­ção, em arti­cu­la­ção com o Minis­té­rio das Comu­ni­ca­ções, e fazer cum­prir o que está no arti­go 38, alí­neas “d” e “h”, e no arti­go 124 da Lei 4.117/62. São os itens da regu­la­men­ta­ção que dis­põem sobre o per­cen­tual máxi­mo de exi­bi­ção de comer­ciais e o míni­mo de pro­gra­ma­ ção jor­na­lís­ti­ca. O pro­je­to da Anci­nav, con­ tu­do, se sobre­põe a algu­mas atri­ bui­ções da Ana­tel e gera ­alguns ruí­dos na regu­la­men­ta­ção do setor de TV paga. Esses pon­tos pro­ble­má­ti­cos ainda podem ser cor­ri­gi­dos até a ver­são defi­ni­ ti­va do pro­je­to, mas mere­cem aten­ção. Por exem­plo, a minu­ta da lei que cria a Anci­nav dá à nova agên­cia poder de regu­la­men­tar a Lei de TV a Cabo, o que até hoje era fun­ção exclu­si­va da Ana­tel. Eis um ponto de pro­vá­vel con­fli­to: a Lei do Cabo fala­va que essas ati­vi­da­des deve­riam ser exer­ci­das pela União. A Lei Geral de Tele­co­mu­ni­ca­ções disse que essa ati­vi­da­de deve­ria então ser exer­ci­da pela Ana­tel. A pro­pos­ta diz que a regu­la­men­ta­ção e a fis­ca­li­za­ção dos arti­gos 3, 7, 10, 23, 25, 30, 31, 32,

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35 e 38 da Lei do Cabo serão exer­ci­das pela Anci­nav. Fica a pos­si­bi­li­da­de de con­fli­to de com­pe­tên­cias entre as duas agên­cias. Os arti­gos da Lei do Cabo que pode­rão ser regu­la­men­ta­dos pela Anci­ nav tra­tam prin­ci­pal­men­te de pro­gra­ ma­ção, mas que tam­bém res­va­lam, por exem­plo, em aspec­tos de qua­li­da­de do sinal, pira­ta­ria e aces­so às redes.

assi­na­tu­ra, que man­tém fora do Bra­ sil boa parte da estru­tu­ra de pro­du­ção dos ­canais estran­gei­ros. Some-se a isso os valo­res esta­be­le­ci­ dos para a Con­de­ci­ne pela pro­pos­ta de lei que cria­rá a Anci­nav (R$ 600 mil por títu­lo para obras estran­gei­ras com mais de 200 ­ cópias para exi­bi­ção em cine­ma) e a polê­mi­ca está arma­da.

Em por­tu­guês Outro ponto impor­tan­te do pro­je­to da

Cotas com­pli­ca­das A ques­tão sem­pre com­pli­ca­da da cota de tela não pode­ria dei­xar de ­ entrar em uma pro­pos­ta de legis­la­ção quan­do se fala em audio­vi­sual. A cota de tela para as salas de exi­bi­ção está man­ti­da. É cria­da uma cota de tela para fil­mes nacio­nais para a dis­tri­bui­ção de homevideo, o que é uma novi­da­de. E para a TV e empre­sas de tele­co­mu­ni­ca­ções, fala-se em cele­bra­ção de um com­pro­ mis­so públi­co anual de exi­bi­ção de obras nacio­nais e de cará­ter regio­nal e inde­pen­den­te, con­for­me regu­la­men­ta­ ção pos­te­rior. Outro aspec­to inte­res­san­te da legis­ la­ção que será pro­pos­ta é que a titu­la­ri­ da­de das obras pro­du­zi­das com a ajuda de recur­sos públi­cos ou incen­ti­vos será fle­xi­bi­li­za­da após oito anos da pri­mei­ra exi­bi­ção comer­cial, fican­do dis­po­ní­vel para a rede públi­ca e edu­ ca­ti­va de tele­vi­são ou para os ­ canais de aces­so públi­co das empre­sas de TV por assi­na­tu­ra. O Minis­té­rio da Cul­tu­ra tam­ bém pen­sa criar o Cer­ti­fi­ca­do de Pro­du­to Bra­si­lei­ro, que per­mi­ti­rá bene­fí­cios pre­vis­tos na lei e em ­outros ins­tru­men­tos nor­ma­ti­vos. O cer­ti­fi­ca­ do foi uma das pro­pos­tas leva­da pela Globo ao pre­si­den­te Lula ao pedir que ­outros seto­res explo­ra­do­res de ati­vi­da­ des audio­vi­suais, sobre­tu­do as tele­co­ mu­ni­ca­ções, fos­sem regu­la­men­ta­dos. É um dos pon­tos do pro­je­to de lei. Todos os con­tra­tos de co-pro­du­ ção, ces­são de direi­tos, explo­ra­ção comer­cial, exi­bi­ção, vei­cu­la­ção, licen­ cia­men­to, dis­tri­bui­ção, comer­cia­li­za­ ção, impor­ta­ção, expor­ta­ção e obras cine­ma­to­grá­fi­cas deve­rão ser regis­tra­ dos na Anci­nav, co­mo é hoje (em rela­ção à Anci­ne). A dife­ren­ça é que

Relação entre produtoras e distribuidoras de conteúdo também será regulada, o que preocupa as TVs.

Anci­nav diz res­pei­to às ­ regras para ­cópias, dubla­gens e legen­da­gens fei­tas no Bra­sil. De acor­do com a minu­ta, todos os explo­ra­do­res de ati­vi­da­des cine­ma­to­grá­fi­cas e audio­vi­suais deve­ rão estar regis­tra­dos junto à Anci­nav, mas have­rá uma regu­la­men­ta­ção espe­ cial sobre isso. A pro­pos­ta do gover­no diz que os ser­vi­ços de ­ cópias, dubla­gens, legen­ da­gem e repro­du­ção de matri­zes de obras cine­ma­to­grá­fi­cas e video­fo­no­ grá­fi­cas que se des­ti­nem à explo­ra­ção comer­cial no Bra­sil devem ser fei­tas em labo­ra­tó­rios ins­ta­la­dos no país. A medi­da, se for efe­ti­va­da, trará gran­de impac­to para o mer­ca­do de TV por

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isso inclui­rá, agora, os con­tra­tos com empre­sas de tele­co­m. A con­tra­ta­ção de pro­gra­ma­ção ou ­canais de pro­gra­ma­ção inter­na­cio­nal, segun­do o dese­nho do gover­no, deve ser efe­tua­da por inter­mé­dio de empre­ sa bra­si­lei­ra, que se res­pon­sa­bi­li­za­rá pelo con­teú­do da pro­gra­ma­ção, segun­do a minu­ta da Lei Geral do Audio­vi­sual. E mais: as no­vas ­ regras colo­cam que as ope­ra­do­ras de TV por assi­na­tu­ra deve­rão exi­bir ­canais pre­fe­ren­cial­men­te dedi­ca­dos a obras audio­vi­ suais nacio­nais. Outra dor de cabe­ça para as pro­gra­ma­do­ras inter­na­cio­ nais de TV paga é a ques­tão das ­regras da Con­de­ci­ne. Pela pro­pos­ta do gover­no de cria­ção da Anci­nav, as pro­gra­ma­do­ras que hoje reser­vam 3% das remes­sas inter­na­cio­nais pra inves­ti­men­to em co-pro­du­ção (e em troca não pagam a Con­de­ci­ne de 11%) terão que reser­var 6%. Esse é um dos meca­nis­mos que mais tem ren­di­do recur­sos à Con­de­ci­ne e resul­ta­do em pro­je­tos efe­ti­vos de co-pro­du­ção. Não se sabe as con­se­qüên­cias desse aumen­ to de alí­quo­ta, mas as reper­cus­sões já come­ça­ram. Do lado do gover­no, é impor­tan­te engor­dar a Con­de­ci­ne, pois é ela quem sus­ten­ta­rá os dois fun­dos seto­riais ima­ gi­na­dos no pro­je­to de rees­tru­tu­ra­ção do audio­vi­sual: o Fis­ci­nav (Fundo de Fis­ca­ li­za­ção da Ati­vi­da­de Cine­ma­to­grá­fi­ca e

Audio­vi­sual) e para o Fun­ci­nav (Fundo para o Desen­vol­vi­men­ to do Cine­ma e do Audio­vi­sual Bra­si­lei­ros).O Fun­­ci­nav será admi­nis­tra­do pelo BNDES ou pela Finep e terá um con­se­lho ges­tor, que apro­va­rá as nor­ mas de apli­ca­ção dos recur­sos, acom­pa­nha­rá e fis­ca­li­za­rá a exe­ cu­ção do plano de apli­ca­ção sub­ me­ti­do pelo MinC e sub­me­te­rá ao ministério pro­pos­ ta de orça­men­to do fundo. Os recur­sos desse fundo ser­vi­rão para ali­men­ tar o Pro­gra­ma de Apoio ao Desen­vol­vi­men­to do Cine­ma Bra­si­lei­ro (Pro­de­ci­ne), o Pro­gra­ma

Governo quer engordar a Condecine para financiar dois novos fundos. de Apoio ao Desen­vol­vi­men­to do Audio­ vi­sual Bra­si­lei­ro (Pro­dav, que seria cria­do pela Lei Geral do Audio­vi­sual), o Prê­mio Adi­cio­nal de Renda (que é uma espé­cie de com­pen­sa­ção para a exi­bi­ção de obras cine­ma­to­grá­fi­cas nacio­nais de baixa ren­ ta­bi­li­da­de, tam­bém a ser cria­da) e ­outros pro­gra­mas do Minis­té­rio da Cul­tu­ra liga­

dos ao setor de cine­ma e audio­vi­sual. O Prê­mio Adi­cio­nal de Renda, o Pro­de­ci­ne e o Pro­dav serão regu­la­men­ta­dos pos­te­ rior­men­te, segun­do a minu­ta. Por fim, a pro­pos­ta da Anci­nav toca em um ves­pei­ro mons­truo­so: a ques­tão dos direi­tos auto­rais. É fato que emis­so­ras de TV, ope­ra­do­res de TV por assi­na­tu­ra e exi­bi­do­res de cine­ma se revol­tam quan­ do são obri­ga­dos a pagar ao Ecad por direi­tos auto­rais de obras musi­cais que são ape­nas parte da pro­gra­ma­ção. A pro­pos­ta é que a Anci­nav surja simul­ta­ nea­men­te a uma série de alte­ra­ções em dis­po­si­ti­vos ­legais hoje em vigor, como os arti­gos 68, 81, 86 e 99 da Lei 9.610/98, que trata da legis­la­ção de direi­tos auto­ rais. A mudan­ça mais impor­tan­te é que a arre­ca­da­ção de direi­tos auto­rais sobre obras audio­vi­suais será regu­la­men­ta­da pela Anci­nav, não pode­rá exce­der 1% da renda bruta aufe­ri­da pela exi­bi­ção e não fica­rá sujei­ta a um escri­tó­rio cen­tral de arre­ca­da­ção, como é hoje. É exa­ta­men­te o que pedem as emis­so­ras de TV, mas é algo que deve des­per­tar a ira da clas­se musi­cal. A pro­pos­ta do gover­no para regu­la­ men­tar o setor audio­vi­sual é, na prá­ti­ ca, uma cola­gem de deman­das. Espe­cia­ lis­tas que leram o pro­je­to garan­tem: nunca se ousou tanto na regu­la­ção audio­ vi­sual bra­si­lei­ra, com todos os ris­cos e bene­fí­cios que essa ousa­dia pode tra­ zer. Resta saber se o pro­je­to encon­tra­rá apoio polí­ti­co para ­seguir adian­te, mas o pro­je­to da refor­ma está colo­ca­do.

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satélites

Avanço  no espaço

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Novas tecnologias e serviços

impulsionam o uso do satélite A ofer­ta de ser­vi­ços de trans­mis­são de ima­gens via saté­li­te está se tor­nan­do cada vez mais varia­da e com­ nas transmissões de vídeo. pe­ti­ti­va. As empre­sas de tele­co­mu­ni­ca­ções estão inves­ tin­do em equi­pa­men­tos moder­nos, ser­vi­ços de ponta e tec­no­lo­gias ino­va­do­ras, hoje aces­sí­veis às redes de TV e pro­du­to­ras por cus­tos mais em conta. Além disso, novos saté­li­tes estão che­gan­do ao mer­ca­do e apon­tan­do ­Astrium, sobre uma pla­ta­for­ma Euros­tar 3000s, o Ama­ a ten­dên­cia de que a digi­ta­li­za­ção dos ­ canais aber­tos zo­nas conta com um equi­pa­men­to de pro­ces­sa­men­to de tele­vi­são pare­ce ser o cami­nho natu­ral da evo­lu­ção à bordo deno­mi­na­do Sis­te­ma Ame­rhis, que per­mi­te a tec­no­ló­gi­ca. sele­ção dos pro­gra­mas dese­ja­dos numa mesma subi­da. A His­pa­mar, joint-ven­tu­re for­ma­da pela espa­nho­la “O saté­li­te sobe, cap­tu­ra a pro­gra­ma­ção dos ­ canais dos His­pa­sat e pela bra­si­lei­ra Tele­mar, lançou no último dia Esta­dos Uni­dos e Euro­pa, junta todos os pro­gra­mas, faz 4 de agosto o saté­li­te Ama­zo­nas. a sele­ção e dis­tri­bui­ção. Tudo numa mesma Com inves­ti­men­tos de US$ 350 subi­da, sem alte­rar a pro­gra­ma­ção”. ­milhões, a empre­sa colo­ca no mer­ Segun­do Per­ro­ne, o saté­li­te terá solu­ ca­do um equi­pa­men­to que opera ções de enla­ce de subi­da e des­ci­da nesta nas ban­das C e Ku, em dife­ren­ área de cober­tu­ra, pos­si­bi­li­tan­do a dis­tri­ tes fre­qüên­cias e com cober­tu­ra bui­ção de even­tos, cober­tu­ras des­por­ti­vas e sobre todas as Amé­ri­cas e parte da repor­ta­gens ao vivo, incluin­do a faci­li­da­de Euro­pa. “Este novo saté­li­te cobre de edi­ção e play-out. “Isso tudo vai dar toda a ­ região que vai desde o sul com­pe­ti­ti­vi­da­de ao Ama­zo­nas den­tro do do Cana­dá, até a Pata­gô­nia”, diz mer­ca­do de saté­li­tes, cuja uti­li­za­ção pelas Luiz Francisco Per­ro­ne, pre­si­den­ redes de TV vem cres­cen­do cons­tan­te­men­ te do Con­se­lho de Admi­nis­tra­ção te, numa média entre 5% e 7% ao ano”. da empre­sa. Com vida útil pre­vis­ta de 15 anos, o Vol­ta­do para uti­li­za­ção pelas Ama­zo­nas pesa apro­xi­ma­da­men­te 4,5 tone­ redes de TV e pro­du­to­ras na dis­ la­das, conta com cinco ante­nas e foi equi­pa­ tri­bui­ção de con­teú­dos, o saté­li­te do com 63 trans­pon­ders equi­va­len­tes, sendo conta ainda com apli­ca­ções des­ti­ Luiz Francisco Perrone, da 36 em banda Ku e 27 em banda C. Pos­sui no na­das para aces­so à Inter­net uni­ Hispamar: novo satélite Bra­sil um Cen­tro de Con­tro­le, onde foram di­re­cio­nal e bidi­re­cio­nal para ISPs opera em banda C e Ku e empre­ga­dos cerca de US$ 20 ­ milhões, com (pro­ve­do­res de Inter­net), comu­ tem processamento a bordo. pla­ta­for­ma mul­ti­mí­dia e ter­mi­nais. ni­da­des ­ rurais, ­órgãos públi­cos, Per­ro­ne acre­di­ta que os novos avan­ços empre­sas e usuá­rios resi­den­ciais fora do alcan­ce das tec­no­ló­gi­cos tra­zi­dos pelos saté­li­tes e os ser­vi­ços ofe­re­ci­ redes de cabos e ­fibras ópti­cas. dos por eles aumen­ta­rão a quan­ti­da­de de pro­gra­mas exi­ Fabri­ca­do em Tolou­se, na Fran­ça, pela EADSbi­dos em rede. “As novas tec­no­lo­gias estão pro­pi­cian­do

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Fotos: Arquivo


júliazillig

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a pro­li­fe­ra­ção de novas redes de TV, devi­do à ­ melhor efi­ciên­cia dos meios de comu­ni­ca­ção”. O alu­guel dos ser­vi­ços de trans­mis­ são de ima­gens ainda con­ti­nua sendo a estra­té­gia ado­ta­da pelas TVs para este tipo de ati­vi­da­de. No entan­to, bus­cam equi­pa­men­tos que ofe­re­çam ­melhor custo bene­fí­cio. “Para as TVs, a loca­ção deste tipo de ser­vi­ço ainda é o mais viá­vel. No entan­to, hoje elas são mais exi­gen­tes, vis­lum­bram ­ melhor cober­tu­ra, comu­ta­ção a bordo, ­melhor potên­cia, por um preço bem mais aces­ sí­vel. Que­rem uma fer­ra­men­ta mais avan­ça­da, com plu­ra­li­da­de de aces­sos. E a tec­no­lo­gia digi­tal está pro­pi­cian­do isso”. Novas solu­ções em IP Os ser­vi­ços de trans­mis­são de saté­ li­tes estão uti­li­zan­do fer­ra­men­tas e recur­sos avan­ça­dos em tec­no­lo­gia IP. “A uti­li­za­ção de vídeo IP será um gran­ de passo para o uso do saté­li­te em apli­ ca­ções espe­cí­fi­cas em sis­te­mas de trans­ mis­são de TV, devi­do à baixa ocu­pa­ção do seg­men­to espa­cial, per­mi­tin­do uma eco­no­mia con­si­de­rá­vel em ter­mos de cus­tos ­ finais de trans­mis­são”, expli­ca Mar­ce­lo ­Sant’anna, exe­cu­ti­vo da Loral ­Skynet, que lan­çou no come­ço do ano o saté­li­te Estre­la do Sul 1 e apre­sen­ta a solu­ção ­SkyReach, solu­ção IP via saté­li­ te que uti­li­za a pla­ta­for­ma DVB-RCS. Uti­li­za­da para rea­li­zar um bac­kup do link prin­ci­pal via saté­li­te, a nova solu­ção pode ser empre­ga­da para apli­ca­ ções de con­tri­bui­ção de even­tos. “Hoje em dia, mui­tas ­ outras apli­ca­ções são pos­sí­veis na uti­li­za­ção do pro­to­co­lo IP via saté­li­te, como é o caso do cine­ma digi­tal, ensi­no à dis­tân­cia, TV cor­po­ ra­ti­va, TV Ponto de Ven­das, video­ con­fe­rên­cias, entre ­ outras”, res­sal­ta ­Sant’anna. No entan­to, três apli­ca­ções da solu­

ção podem ser comen­ta­das em des­ta­ ni­fi­ca­ti­va da uti­li­za­ção de vídeo IP. que, segun­do ele: a Cen­tral Cas­ting “Devi­do à alta potên­cia dos saté­li­tes Disas­ter Reco­very, IP Satel­li­te News de banda Ku e às moder­nas tec­no­lo­ Gathe­ring (SNG) e moni­to­ra­men­to, gias de com­pres­são como MPEG-4 con­tro­le e recu­pe­ra­ção de desas­tres. e Win­dows Media 9, por exem­plo, O sis­te­ma Cen­tral Cas­ting Disas­ter pode-se dis­po­ni­bi­li­zar de um sis­te­ma Reco­very fun­cio­na em para­le­lo com entre 384 kbps e 1 Mbps de vídeo, que o sis­te­ma de cone­xão entre o estú­dio pode­ria ainda com­par­ti­lhar voz sobre e a trans­mis­so­ra de IP e aces­so à Inter­net TV, atra­vés de uma para uni­da­des remo­ cone­xão em banda tas de peque­no tama­ larga com a rede do nho e com­ple­xi­da­de”. equi­pa­men­to. “Com O exe­cu­ti­vo da Loral isso, con­se­gue-se que ­Skynet enfa­ti­za que, até 2 Mbps de vídeo com o uso de câme­ possa con­ti­nuar a ser ras digi­tais de peque­ dis­tri­buí­do mes­mo no tama­nho, pode-se na falta de cone­xão des­lo­car para longe prin­ci­pal entre o estú­ do veí­cu­lo, gra­var dio e a emis­so­ra de o vídeo, pro­ces­sá-lo TV”. Se­gun­do ele, em um note­book e como o sis­te­ma de trans­mi­ti-lo em pou­ con­­tro­le tam­bém é cos minu­tos para o inter­rom­pi­do no caso estú­dio de TV, sem a de uma falha no link neces­si­da­de de uma prin­ci­pal, pode-se ter O aumento da oferta permigran­de alo­ca­ção de um sis­te­ma bidi­re­cio­ tiu uma redução dos custos, banda de saté­li­te, nal via saté­li­te, o que conta Paulo Henrique de como é feito hoje em ainda per­mi­ti­ria o Castro, da TV Globo. dia com a tec­no­lo­gia canal de con­tro­le de MPEG-2. um sis­te­ma de vídeo Entre os prin­ci­ de até 384 kbps no retor­no para qual­ pais bene­fí­cios apon­ta­dos pelo SNG IP quer tipo de uti­li­za­ção, como moni­to­ra­ estão a redu­ção dos cus­tos de trans­mis­ men­to ­visual e de alar­mes da trans­mis­ são de even­tos jor­na­lís­ti­cos e cober­tu­ so­ra, entre ­outras apli­ca­ções. ras que neces­si­tem de gran­de agi­li­da­de “O mais inte­res­san­te neste caso é de fle­xi­bi­li­da­de. Além disso, pos­si­bi­li­ta que, duran­te a ocio­si­da­de do sis­te­ma, que toda a coor­de­na­ção da repor­ta­gem o mesmo pode­ria ser uti­li­za­do para seja feita atra­vés de VoIP, que per­mi­ uma dis­tri­bui­ção regio­nal ou mesmo te que, mesmo em ­ locais onde não con­tri­bui­ções para luga­res sem prio­ri­da­ há cober­tu­ras de sis­te­mas celu­la­res, o de de aten­di­men­to, estan­do sem­pre o con­tro­le possa ser feito, inde­pen­den­te link prin­ci­pal prio­ri­tá­rio para ope­rar, do retor­no de vídeo para o jor­na­lis­ta, caso seja neces­sá­rio. Isso auxi­lia­ria no bara­tean­do o custo do carro de cober­tu­ com­par­ti­lha­men­to do canal de 2 Mbps ra de even­tos. uti­li­za­do, redu­zin­do os cus­tos ­ finais”, O TV Trans­mit­ter DR and M&C des­ta­ca. é o resul­ta­do da com­bi­na­ção de toda a O SNG IP é outra apli­ca­ção sig­ parte de moni­to­ra­men­to e con­tro­le e

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recu­pe­ra­ção de desas­tres sobre a mesma pla­ta­for­ma IP de vídeo. “Neste caso, em qual­quer parte do enla­ce entre a hub IP da ­ Skynet, a esta­ção de TV ou estú­dio e a trans­mis­so­ra, o sis­te­ma pode­rá ser recu­pe­ra­do em pou­cos segun­dos, além do con­tro­le e moni­to­ra­men­to”. Mer­ca­do em expan­são Nos últi­mos anos, houve um aumen­to da potên­cia dos saté­li­tes e da ofer­ta de capa­ci­da­de de ope­ra­ção em banda Ku. Isso per­mi­tiu um aumen­to de efi­ ciên­cia das redes de dis­tri­bui­ção, que uti­li­zam modu­la­ções como 8 PSK e 16 QAM, aumen­tan­do as taxas de trans­ mis­são sem ele­var os cus­tos. “A banda Ku pode se bene­fi­ciar mais e con­tar com uma maior potên­cia, pois ao con­ trá­rio da banda C, não com­par­ti­lha a faixa de trans­mis­são com os ser­vi­ços ter­res­tres, ou seja, os trans­pon­ders em ban­da C tem uma limi­ta­ção de potên­cia para evi­tar inter­fe­rên­cias em enla­ces ter­res­tres”, expli­ca Paulo Hen­ri­que Cas­

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tro, ge­ren­te do Depar­ta­men­to de Pro­je­ além de faci­li­tar a trans­mis­são de even­tos tos de Trans­mis­são Digi­tal e Divi­são de ao vivo”. Enge­nha­ria de Tele­co­mu­ni­ca­ções da TV A TV Globo con­ta com um sis­te­ma de Globo. dis­tri­bui­ção do sinal pro­fis­sio­nal Ele acre­di­ta para suas afi­lia­das, o que per­mi­ que o aumen­to te que uma nove­la gra­va­da em da ofer­ta per­mi­ for­ma­to digi­tal no Pro­jac ou um tiu uma dimi­nui­ jogo de fute­bol, trans­mi­ti­do por ção dos pre­ços uma uni­da­de móvel de pro­du­ção bra­si­lei­ros, apro­ digi­tal, seja entre­gue nas afi­lia­das xi­man­do-se dos com qua­li­da­de máxi­ma, uma vez valo­res pra­ti­ca­ que todo o fluxo do sinal é digi­ dos in­ter­na­cio­ tal. “Somen­te con­ver­te­mos para nal­men­te. “Os o ana­ló­gi­co no momen­to em que ser­vi­ços de trans­­ colo­ca­mos no trans­mis­sor PAL-M mis­são via sa­té­li­ para entre­gar o sinal aos expec­ te sofre­ram uma ta­do­res. Com isso, con­se­gui­mos gran­de trans­for­ a qua­li­da­de máxi­ma no pro­ces­ ma­ção com a so de pro­du­ção e dis­tri­bui­ção”, “A utilização de vídeo sobre digi­ta­li­za­ção dos diz Paulo. IP será um grande passo ser­vi­ços exis­ten­ Recen­te­men­te, a empre­sa para o uso do satélite”, diz tes que afe­tou inves­tiu na expan­são da rede de Marcelo Sant’anna, da Loral. toda a ­ cadeia de dis­tri­bui­ção de seu canal inter­ pro­du­ção e dis­tri­ na­cio­nal e na digi­ta­li­za­ção de bui­ção de con­teú­do, e per­mi­tiu uma maior sua rede inter­na­cio­nal de con­teú­do via ofer­ta de ­canais de TV digi­tais via saté­li­te, saté­li­te uti­li­zan­do banda C. “A banda

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Ku, embo­ra já muito uti­li­za­da em SNG, ainda não tem sua uti­li­za­ção pela TV Globo em enla­ces de dis­tri­bui­ção pro­fis­ sio­nal, onde a exi­gên­cia de dis­po­ni­bi­li­da­ de é altís­si­ma. Por isso, ape­sar da ele­va­da potên­cia dos novos saté­li­tes, ela ainda é vista com reser­vas. A ate­nua­ção cau­sa­da pela chuva e a con­se­qüen­te dimi­nui­ção da mar­gem do enla­ce são parâ­me­tros de pro­je­to que ainda pre­ci­sam ser melho­res estu­da­dos antes de uma deci­são de inves­ ti­men­to nessa área”. “Quan­do a TV digi­tal ter­res­tre for implan­ta­da, o teles­pec­ta­dor vai se bene­ fi­ciar ainda mais dessa tec­no­lo­gia, pois o cami­nho será digi­tal, desde o estú­dio até a tela de sua TV. Mas vale a pena lem­brar que, com a tec­no­lo­gia digi­tal, os pro­ble­mas de direi­tos auto­rais aflo­ram pois pode-se gerar múl­ti­plas ­ cópias do con­teú­do com manu­ten­ção da qua­li­da­ de, fomen­tan­do a indús­tria da pira­ta­ria, como no caso dos CDs. Por isso exis­te uma preo­cu­pa­ção cres­cen­te com sis­te­ mas de aces­so con­di­cio­nal, para garan­ tir que somen­te recep­to­res auto­ri­za­dos ­tenham aces­so ao con­teú­do trans­mi­ti­do.

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Semi­ná­rio mos­tra ten­dên­cias e novi­da­des A revis­ta TELA VIVA, com suas publi­ca­ ções-irmãs Tele­ti­me e Pay-TV, pro­mo­ve nos dia 1º e 2 de setem­bro o V Semi­ ná­rio “As Solu­ções via Saté­li­te”, que mos­tra, atra­vés de deba­tes, pales­tras e expo­si­ção de cases, a evo­lu­ção da pla­ta­for­ma de saté­li­tes e seus dife­ren­tes usos nas mais varia­das situa­ções. Em

Esse assun­to é chave na dis­cus­são de dis­tri­bui­ção de con­teú­dos via saté­li­te”, res­sal­tou. A Globo foi uma das pri­mei­ras emis­ so­ra a implan­tar a tec­no­lo­gia IP em seus ­ uplinks digi­tais. “Cons­ti­tui uma fer­ra­men­ta para o trá­fe­go de con­teú­do ins­ti­tu­cio­nal e trei­na­men­to à dis­tân­cia apro­vei­tan­do os bits nulos da com­pres­ são MPEG-2 em um de nos­sos ­ uplinks regio­nais”. Segun­do Cas­tro, a gran­de expec­ta­ti­va dos radio­di­fu­so­res é a ofer­ta dos ser­vi­ços bidi­re­cio­nais e o uso da tec­no­lo­gia IP para

des­ta­que, a apre­sen­ta­ção de um estu­do da con­sul­to­ria Pyra­mid ­ Research sobre a ofera de ser­viç­sos, além da par­ti­ci­pa­ ção de repre­sen­tan­tes do gover­no e apre­sen­ta­ção de cases de usuá­rio. Mais infor­ma­ções podem ser obti­das no site www.con­ver­ge even­tos.com.br ou pelo e-mail info@con­ver­gee­ven­tos.com.br.

oti­mi­zar e fle­xi­bi­li­zar ações de vídeo em bai­xas taxas. “A oti­mi­za­ção das fer­ra­men­ tas de com­pres­são de vídeo digi­tais e a minia­tu­ri­za­ção dos sis­te­mas de trans­mis­ são, quan­do asso­cia­das à tec­no­lo­gia IP, per­mi­tem a gera­ção de maté­rias em ­locais remo­tos com cus­tos razoá­veis. Um exem­ plo mar­can­te desta com­bi­na­ção de suces­ so foram as impres­sio­nan­tes ima­gens da Guer­ra do Ira­que, tra­zi­das à públi­co em tempo real, por um custo mui­tas vezes mais baixo do que os das solu­ções con­ven­ cio­nais. Sem esta tec­no­lo­gia, cer­ta­men­te não tería­mos tan­tas infor­ma­ções do front,

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seja por ques­tões de tama­nho de equi­pa­ mos de trans­mis­são de ima­gens. Uti­li­za a men­to, ou seja por ques­tões de cus­tos de comu­ni­ca­ção via saté­li­te, na moda­li­da­de trans­mis­são”. digi­tal, para ­ enviar sua pro­gra­ma­ção a Em rela­ção às ten­dên­cias do futu­ro todas as esta­ções que com­põem sua rede do mer­ca­do de trans­mis­são de ima­gens, o de retrans­mis­são. No entan­to, ainda sem geren­te da TV Globo acre­di­ta na efi­ciên­ pre­vi­são no modo de uti­li­za­ção da comu­ni­ cia con­tí­nua da dis­tri­bui­ção de ima­gens ca­ção via saté­li­te, está ana­li­san­do sem­pre via saté­li­te. No entan­ novas pro­pos­tas. “Embo­ra to, vê a uti­li­za­ção de ainda não haja uma pre­vi­ ­fibras ópti­cas toman­ Apesar do satélite são ime­dia­ta na rea­li­za­ção do força. “A dis­tri­bui­ de alte­ra­ções deste tipo de ção de ima­gens via ser o meio de ser­vi­ço, qual­quer novi­da­de saté­li­te é imba­tí­vel distribuição mais tec­no­ló­gi­ca que pos­si­bi­li­te para um gran­de ter­ri­ eficiente para um agre­gar qua­li­da­de, pra­ti­ci­da­ tó­rio como é o caso de e eco­no­mia aos nos­sos do Bra­sil. Em con­ gran­de território ser­vi­ços, é ana­li­sa­da per­ma­ tra­po­si­ção, o emba­te como o Brasil, as nen­te­men­te”, ex­pli­ca José entre o uso de ­fibras redes de TV estão ­Munhoz, dire­tor téc­ni­co da ópti­cas e saté­li­te está emis­so­ra em São Paulo.A cada vez mais acir­ sempre analisando trans­mis­são digi­tal da rede ra­do nas apli­ca­ções outras propostas, é apli­ca­da tam­bém para ponto-a-ponto entre como a fibra óptica. ­outros ser­vi­ços como recep­ gran­des cen­tros urba­ ção de con­teú­dos uti­li­za­dos nos, in­de­pen­den­te em sua grade de pro­gra­ma­ das dis­tân­cias envol­vi­das”.“Em apli­ca­ ção, tele­con­fe­rên­cias, trans­mis­são da TV ções even­tuais e inte­rur­ba­nas, a rapi­dez Assem­bléia, e a todos os hea­dends de cabo de mon­ta­gem e ati­va­ção de esta­ções ter­ no inte­rior do Esta­do de São Paulo. re­nas pra­ti­ca­men­te sem res­tri­ção é um aspec­to muito atraen­te para o uso do saté­ Está­dios li­te e que con­­ti­nua­rá tendo gran­de uso A Embra­tel tam­bém está bus­can­do refor­çar no futu­ro”, ava­lia Paulo. Em apli­ca­ções e ­ ampliar os seus ser­vi­ços de trans­mis­são per­ma­nen­tes, a TV Globo optou por um de saté­li­tes. Desde o últi­mo mês de abril, mix de rotas ter­res­tres e con­tra­ta­ção de colo­cou em ope­ra­ção o SmartS­port, cen­tros ser­vi­ços de ter­cei­ros em ­ fibras ópti­cas de trans­mis­são ins­ta­la­dos nos prin­ci­pais e saté­li­tes. “Embo­ra ainda longe de ser está­dios do País para faci­li­tar a trans­mis­ uma rea­li­da­de, o gran­de desa­fio das emis­­ são de even­tos espor­ti­vos e musi­cais. Com so­ras será com­bi­nar os diver­sos ti­pos opção de taxas de 8 Mbps e 15 Mbps, ofe­ de trans­por­te de con­teú­do em uma rede re­ce as ­ opções de trans­mis­são mono­ca­nal única, com uma gerên­cia cen­tra­li­za­da”. e mul­ti­ca­nal. Para a trans­mis­são dos Jogos Olím­pi­ Implan­ta­do ini­cial­men­te nos está­dios cos, a Globo inves­tiu em uma arqui­te­tu­ do Mara­ca­nã (Rio de Janei­ro), Minei­rão ra da rede via saté­li­te que une tec­no­lo­gia (Belo Hori­zon­te), Beira-Rio (Porto Ale­gre) de com­pres­são de vídeo e a oti­mi­za­ção e Arena da Bai­xa­da (Curi­ti­ba), o SmartS­ de ­ sinais, para per­mi­tir o trá­fe­go de port deve che­gar a São Paulo ainda no vídeo em diver­sas taxas e com con­fia­bi­ segun­do semes­tre deste ano. Dos está­dios, li­da­de. “No futu­ro breve, acre­di­ta­mos os ­ sinais emi­ti­dos, no for­ma­to MPEG-2/ na expan­são dos ser­vi­ços bidi­re­cio­nais DVB serão inte­gra­dos à pla­ta­for­ma Smart­ via saté­li­te, tanto em apli­ca­ções ponto- Vi­deo nacio­nal e inter­na­cio­nal da Embra­ a-ponto, quan­to em redes. Esta­mos sem­ tel, e pode­rá ser trans­mi­ti­do para qual­quer pre pes­qui­san­do tec­no­lo­gias, pen­san­do loca­li­da­de no Bra­sil ou no exte­rior. em solu­ções ino­va­do­ras e cria­ti­vas para Além dos ­ canais de áudio e vídeo, ­ampliar o leque de ser­vi­ços a ser dis­po­ni­bi­li­ o SmarTS­port tam­bém ofe­re­ce qua­tro za­do para as áreas de jor­na­lis­mo, pro­du­ção ­canais de coor­de­na­ção de voz e a emis­são e exi­bi­ção”, des­ta­cou Cas­tro. do sinal de retor­no, em que o clien­te no A TV Cul­tu­ra tam­bém segue o cami­ está­dio sabe o que está sendo trans­mi­ti­do nho da busca por novas solu­ções em ter­ pela rede de tele­vi­são.

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m ­ aking of Super Black Power Super­glo­be­trot­ters, Capi­tão Caver­na, Urso do Cabe­lo Duro. As refe­rên­cias são ­várias, mas o per­so­na­gem do filme “Cabe­lu­ do” - que mos­tra as van­ta­gens do espa­ço da cabi­ne esten­di­da da cami­nho­ne­te Fiat Stra­da Adven­tu­re - tem per­so­na­li­da­de pró­pria. Assim como nos dese­nhos ani­ma­dos, o per­so­na­gem põe e tira coi­sas do cabe­lão, sem per­der a panca. O filme mos­tra um negro esti­lo­so se arru­man­do num ves­tiá­rio, e para isso ele põe e tira os ape­tre­chos do cabe­lo, como pente,

laquê, seca­dor. Até que chega na gara­gem, tira as cha­ves do cabe­lo e se aco­mo­da no carro, que é espa­ço­so a ponto de aco­ mo­dar seu cabe­lo black power. É quan­do ele tira uma bola de bas­que­te e até um cachor­ri­nho do cabe­lo. O non­sen­se do filme está todo nos obje­tos que ­entram e saem do cabe­lo, mas não na lin­gua­gem. O filme é rea­lis­ta e os efei­tos, sutis. “A inten­ção era usar ao vivo e efei­tos sem que se sou­bes­se o que é real, o que é com­pu­ta­ção”, expli­ca o dire­tor Cláu­dio Bor­rel­li.

Dec u­p a­gem d e t a­l h a­d a A téc­ni­ca uti­li­za­da para criar a ilu­são de que o ator colo­ca­ va e tira­va as coi­sas do cabe­lo foi a mais sim­ples. Segun­do Bibi­nho, res­pon­sá­vel pelos efei­tos espe­ciais, “o ator ­ensaiou mui­tas vezes o movi­men­to de pôr e tirar cada um dos obje­tos do cabe­lo, segu­ran­do o obje­to real. ­Depois, fil­ma­mos o ator fazen­do o movi­men­to mas sem o obje­to. Em com­pu­ta­ção grá­fi­ca, apli­ca­mos os obje­tos usan­do o ­ motion trac­king, até que a mão ficas­se pró­xi­ma o sufi­cien­te do cabe­lo para que o obje­to sumis­se”. A decu­pa­gem do filme foi feita para aten­der às neces­si­da­ des dos efei­tos. Nas cenas mais difí­ceis, foram usa­dos pla­ nos mais aber­tos. Em ­ alguns casos, porém, a apli­ca­ção dos obje­tos não ficou rea­lis­ta, então a pós-pro­du­to­ra optou por ­recriar o obje­to em 3D. Todos os obje­tos foram fil­ma­dos no set, para que man­ti­ves­ sem a ilu­mi­na­ção sem que fosse pre­ci­so repro­du­zi-la em com­ pu­ta­ção. A bola de bas­que­te que sai do cabe­lão foi fil­ma­da den­tro do carro, giran­do presa a um fio. “­Depois apli­ca­mos à mão do ator”, expli­ca Bibi­nho. O cachor­ri­nho tam­bém foi fil­ma­do e apli­ca­do, mas ficou tão imó­vel que pre­ci­sou rece­ber uma inje­ção vir­tual de ânimo. “Quan­do ­ alguém segu­ra um filho­te por cima, ele fica total­men­te para­do. Tive­mos de apli­ car uma lin­güi­nha e mexer os olhos para que não pare­ces­se um bicho de pelú­cia”, com­ple­ta.

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Fotos: Divulgação


lizan­dra­deal­mei­da lizan­dra@tela­vi­va.com.br

Ginga

Para o dire­tor Cláu­dio Bor­rel­li, o prin­ci­pal trun­fo do filme foi o ator, sele­ cio­na­do entre mais de cem can­di­da­tos. “O jeito dele, a ginga, a malan­dra­ gem são exa­ta­men­te o que está­va­mos que­ren­do. Na pri­mei­ra mon­ta­gem que fize­mos, o filme se segu­ra até mesmo sem os efei­tos. O esti­lo dele já é a lin­gua­gem do filme.” O reda­tor Mar­ce­lo Reis tam­bém acre­di­ta que o per­so­na­gem é a cara do carro. “Qui­se­mos fugir um pouco daque­la cone­xão dire­ta que se faz entre um carro uti­li­tá­rio e famí­lia ou carga. Pre­ci­sá­va­mos divul­gar o espa­ço e a capa­ci­da­de de carga, mas tam­bém o ­design e o esti­lo.”

Peru­ ca bl a c k - p o w e r Antes do iní­cio das fil­ma­gens, os tes­tes com o cabe­lo con­su­mi­ram a maior parte do tempo da pré-pro­du­ção. “Quase dei­xa­mos a cabe­lei­rei­ra louca. Pen­ sa­mos em ­várias alter­na­ti­vas, mas aca­ba­mos optan­do por usar uma peru­ca de cabe­lo ver­da­dei­ro. Que­ría­mos saber exa­ta­men­te como e de onde as coi­sas entra­riam e sai­riam, e tam­bém a rea­ção do cabe­lo, o atri­to dos obje­tos. Tam­bém fil­ma­mos chu­ma­ços sepa­ra­dos do cabe­ lo em fundo de recor­te para ter ­opções de mon­ta­ gem”, expli­ca Bor­rel­li.

icha téc­ni­ca fCliente Fiat Automóveis • Produto Fiat Strada Adventure • Agência Leo Burnett • Direção de criação Ruy Lindenberg • Direção de arte Felipe Luchi • Redação Marcelo Reis • Produtora Cia. de Cinema • Direção Cláudio Borrelli • Fotografia Ted Abel • Direção de arte Paulinho Ribeiro • Montagem Marcelo Cavalieri • Trilha Ludwig Van! • Efeitos especiais e pós-produção Tribbo Post


mercado lizandradealmeida lizandra@telaviva.com.br

Entretenimento   sustentado 

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­ epois de ins­ta­lar sedes no sul do Bra­sil e no Rio de D Janei­ro, a pro­du­to­ra pau­lis­ta­na Aca­de­mia de Fil­mes inau­gu­ra ofi­cial­men­te sua Aca­de­mia de Cul­tu­ra, braço de entre­te­ni­men­to da pro­du­to­ra. A Aca­de­mia de Fil­mes já tinha um ­núcleo de pro­du­ções cul­tu­rais, vol­ta­do para a con­cre­ti­za­ção de ­idéias de seus ­sócios, mas agora terá sede exclu­si­va e pro­je­tos mais ambi­cio­sos. A uni­da­de terá sede na Vila Leo­pol­di­na, zona oeste da capi­tal pau­ lis­ta, e abri­ga­rá, além da área de pro­du­ção, um espa­ço para a exi­bi­ção dos pro­je­tos audio­vi­suais e tam­bém expo­ si­ções e ­outras mani­fes­ta­ções artís­ti­cas. Gran­de parte do ­núcleo cen­tral da pro­du­to­ra, entre ­sócios e dire­to­res, veio da tele­vi­são - como Tadeu Jun­ gle, Hugo Prata, Oscar Rodri­gues Alves e Paulo ­Schmidt - por isso a von­ta­de de pro­du­zir ­idéias pró­prias e pro­du­ tos cul­tu­rais sem­pre foi laten­te. “No prin­cí­pio, a idéia era só via­bi­li­zar os pro­je­tos cul­tu­rais dos ­sócios e criar ­outras obras audio­vi­suais, com a expe­ri­men­ta­ção que a publi­ci­da­de não per­mi­te. Isso con­tri­bui com a ino­va­ção e a rea­li­za­ção pes­soal, e tam­bém oxi­ge­na a pro­du­to­ra

Zélia Ducan figura entre os DVDs musicais da produtora, que tem também Djavan e Ivan Lins.

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Com quase 10 anos de fun­cio­na­men­to na

área de publi­ci­da­de, a Aca­de­mia de Fil­mes, de São Paulo, inau­gu­ra agora sua Aca­de­mia de Cul­tu­ra, com pro­je­tos audio­vi­suais para todas as ­mídias.

como um todo. Mas agora esta­mos entran­do em uma nova fase, como uma opção de busi­ness. Perto da publi­ ci­da­de, a área de entre­te­ni­men­to ainda é inci­pien­te, mas enxer­ga­mos isso como um menu do nosso negó­cio”, expli­ca Paulo ­Schmidt. Com os dois pés no chão, ­ Schmidt reco­nhe­ce as limi­ta­ções da área cul­tu­ral. “Cul­tu­ra não sobre­vi­ve sem recur­sos. Nossa inten­ção é tor­nar esse negó­cio viá­vel. Atual­men­te, o braço de entre­te­ni­men­to chega a 5% do fatu­ra­men­to da empre­sa. A publi­ci­da­de ainda é o que gera recur­sos. Mas acre­di­ta­mos que o cine­ma e a pro­du­ção de con­teú­do para todos os tipos de mídia são uma opor­tu­ni­da­de. Por isso esta­mos nos pre­pa­ran­do”, con­ti­nua. O sócio Tadeu Jun­gle tam­bém reco­nhe­ce as difi­cul­ da­des da área: “Já sabe­mos que essa área não se paga. Quem tra­ba­lha em cul­tu­ra é sem­pre luta­dor, por­que os ricos no Bra­sil pre­fe­rem a cor­rup­ção e a apli­ca­ção de recur­sos no exte­rior. Nin­guém inves­te em cul­tu­ra. E as leis de incen­ti­vo aca­bam sendo mais um pro­ble­ma do que uma solu­ção, pois blo­queiam a auto­ria, já que a obra é ven­di­da para o mar­ke­ting da empre­sa”. Todas as ­mídias e supor­tes Mesmo dian­te des­sas difi­cul­da­des, o grupo acre­di­ta que a área é pro­mis­so­ra e que exis­tem mui­tos mer­ca­dos a serem explo­ra­dos. Nem só de pro­je­tos pró­prios vive­rá a Aca­de­ mia de Cul­tu­ra. Den­tro da idéia da pro­du­ção de con­teú­do inde­pen­den­te, tam­bém serão pro­du­zi­dos pro­je­tos por enco­men­da. Segun­do Tadeu Jun­gle, a Aca­de­mia de Cul­tu­

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ra pode­rá for­ma­tar pro­je­tos para empre­ sas ou ­ outros clien­tes, de acor­do com suas pró­prias neces­si­da­des. Algu­mas ­idéias já estão no ar. “Recen­te­men­te fomos pro­cu­ra­dos pela Luana Pio­va­ni, que quer pro­du­zir uma série de DVDs com seus espe­tá­cu­los tea­trais”, conta Fabio Zava­la, da Aca­de­mia de Cul­tu­ra. Ao lado de Cris­ti­na Fan­ta­to, Fabio faz a for­ma­ta­ção dos pro­je­tos para as leis de incen­ti­vo e desen­vol­ve estra­té­gias

Documentário mostrará os 23 anos de carreira dos Titãs.

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de via­bi­li­da­de. ­ Outros 18 pro­je­tos estão nessa fase, entre eles um pro­je­to pes­soal de Tadeu Jun­gle. Um dos for­tes da pro­du­to­ra tem sido a auto­ra­ção de DVDs de shows musi­cais, já que a empre­sa tam­bém fez car­rei­ra no video­cli­pe. Entre os títu­los, estão artis­tas como Dja­van, Pedro Camar­go Maria­no, Zélia Dun­can e Ivan Lins. Outro pro­je­to recen­te de des­ta­que foi a docu­men­ta­ção da obra de Zé Celso Mar­ti­nez Cor­rea e do Tea­tro Ofi­ci­na em DVD, ainda na fase em que a Aca­de­mia de Cul­tu­ra fun­cio­na­va na sede de Moema, zona sul de São Paulo. “Sem­pre tam­bém temos a preo­cu­pa­ção de que os pro­je­tos ­ tenham um alcan­ce ­social, de difun­dir a cul­tu­ra. Esses espe­tá­cu­los foram pro­du­zi­dos e apre­sen­ta­dos a pre­ços popu­la­res”, diz Fabio Zava­la. Além dos DVDs, o cine­ma tam­bém está nos pla­nos da Aca­de­mia de Cul­tu­ra. Estão em pro­du­ção dois lon­gas-metra­ gens, atual­men­te em fase de cap­ta­ção de recur­sos e pré-pro­du­ção. Um deles é um docu­men­tá­rio sobre os 23 anos de car­rei­ra dos Titãs, que tam­bém conta um pouco da his­tó­ria de seus inte­gran­tes.

Segundo Tadeu Jungle (à direita), a produtora poderá formatar projetos para empresas ou outros clientes.

Com rotei­ro do titã Bran­co Mello e do dire­tor Oscar Rodri­gues Alves, “Titãs, o filme” reu­ni­rá ima­gens fei­tas pelos pró­ prios inte­gran­tes da banda. Bran­co Mello com­prou uma câme­ra em 1984 e desde então regis­trou os prin­ci­pais momen­tos da banda. O filme já tem dis­tri­bui­ção garan­ti­da pela Lumié­re e ver­sões em DVD e ­outras ­mídias. O outro longa será a ­estréia na dire­ção de lon­gas-metra­gens de Hugo Prata. Fic­ ção, o filme conta a his­tó­ria de um pugi­ lis­ta e tem rotei­ro de Fer­nan­do Bonas­si e

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Vitor Navas. Outro gran­de pro­je­to, em expe­riên­cia do médi­co Drau­zio Varel­la, docu­men­tar a tri­lo­gia “Os Ser­tões”, de fase de cap­ta­ção de recur­sos, é “Bra­sil que há anos per­cor­re a ­região pes­qui­san­ Mar­ti­nez Cor­rea, e o tra­ba­lho do coreó­ do Céu”, de Tadeu Jun­gle. O pro­je­to do plan­tas e ervas medi­ci­nais. Lucia gra­fo Ival­do Ber­taz­zo, rea­li­za­do na Fave­ reúne artes plás­ti­cas e cine­ma, a par­tir ­Novaes assi­na o pro­je­to “Lygia Clark e la da Maré, no Rio de Janei­ro. Ambos de uma via­gem docu­men­tal serão rea­li­za­dos para DVD. Dois por todo o Bra­sil em um cur­tas-metra­gens e ­ outros pro­je­tos heli­cóp­te­ro. A via­gem será de artes inte­gra­das tam­bém estão em regis­tra­da em filme, foto e fase de cap­ta­ção de recur­sos. vídeo digi­tal, e o resul­ta­do Assim que os orça­men­tos come­ será tra­ba­lha­do em forma ça­rem a ser fecha­dos, a Aca­de­mia de cine-docu­men­tá­rio, artes de Cul­tu­ra deve ­ ampliar sua equi­ plás­ti­cas, artes grá­fi­cas, pe, com a che­ga­da de um pro­du­tor músi­ca, foto­gra­fia e poe­sia. exe­cu­ti­vo. Mas tudo será feito com A exem­plo de ­ outros tra­ba­ cau­te­la, pau­la­ti­na­men­te. “Não sou lhos de Jun­gle, inclu­si­ve de céti­co, mas acho que temos de con­ti­ uma expo­si­ção atual­men­te nuar cres­cen­do com esta­bi­li­da­de, um em car­taz na Gale­ria Valu passo de cada vez. Cerca de 80% do Oria, em São Paulo, o supor­ que é pro­du­zi­do no cine­ma não tem te não é a maior preo­cu­pa­ DVD documenta a obra de Zé Celso Martinez Correa e via­bi­li­da­de comer­cial. É pre­ci­so ter ção. ­ Outros docu­men­tá­rios do Teatro Oficina. essa cons­ciên­cia para fazer tra­ba­lhos fazem parte da car­tei­ra de bons, mas que sejam viá­veis. Nossa pro­je­tos da pro­du­to­ra, incluin­do um o Vazio”, docu­men­tá­rio sobre a artis­ta inten­ção não é só pro­du­zir tra­ba­lhos filme de Lucia­no Cury sobre os per­ plás­ti­ca bra­si­lei­ra, uma das mais reco­nhe­ auto­rais. É claro que esses tra­ba­lhos so­na­gens que vivem às mar­gens do ci­das inter­na­cio­nal­men­te. agre­gam em ima­gem, na troca de expe­ Rio Negro, na Ama­zô­nia, a par­tir da Na estei­ra do tra­ba­lho já desen­vol­vi­ riên­cias e na expe­ri­men­ta­ção, mas a do com o Tea­tro Ofi­ci­na, Tadeu Jun­gle rea­li­da­de do negó­cio é impor­tan­te”, acre­ tam­bém tem um pro­je­to que pre­ten­de di­ta Paulo ­Schmidt. mercado

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Encontro  tecnológico

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Acon­te­ce entre os dias 25 e 27 de agos­to, no Cen­tro de Con­ven­ções Imi­gran­tes, em São Paulo, a feira de ser­vi­ ços e equi­pa­men­tos para tele­vi­são Broad­cast & Cable. Como sem­pre, acom­pa­nha­da do con­gres­so da SET, pro­ mo­vi­do já há 16 anos pela socie­da­de dos enge­nhei­ros de tele­vi­são. O con­gres­so terá pai­néis e tuto­riais sobre as mais novas tec­no­lo­gias, deba­te­rá novos mode­los de negó­cios e até mesmo o futu­ro da pro­fis­são para os enge­ nhei­ros de TV, e, claro, TV digi­tal. Por um lado, o even­to terá um pai­nel com algu­mas das ins­ti­tui­ções envol­vi­das na pes­qui­sa e desen­vol­vi­men­ to do SBTVD (Sis­te­ma Bra­si­lei­ro de TV Digi­tal), onde será apre­sen­ta­do o pro­ces­so de implan­ta­ção da TV digi­ tal no País, as pro­pos­tas de pes­qui­sa e desen­vol­vi­men­to, as ações imple­men­ta­das, o está­gio de desen­vol­vi­men­to, a ênfa­se ado­ta­da na pes­qui­sa e os resul­ta­dos posi­ti­vos e nega­ti­vos. Por outro lado, o con­gres­so mos­tra que a enti­ da­de con­ti­nua defen­den­do a ado­ção do japo­nês ISDB, visto que é o único que terá um pai­nel dedi­ca­do. No even­to serão mos­tra­das as pes­qui­sas nas áreas de tec­no­ lo­gias de pro­du­ção de con­teú­dos, futu­ro das tec­no­lo­gias fun­da­men­tais e de ser­vi­ços de radio­di­fu­são e no ­padrão ISDB avan­ça­do. Além do desen­vol­vi­men­to tec­no­ló­gi­co, os enge­nhei­ros de tele­vi­são deba­te­rão o impac­to que as novas tec­no­lo­gias e a con­ver­gên­cia cau­sa­rão no mer­ca­do. A pos­si­bi­li­da­ de de con­ver­gir vídeo, dados e voz no cabo da TV por assi­na­tu­ra, as pos­si­ bi­li­da­des que a tec­no­lo­gia traz para os negó­cios de vídeo e a evo­lu­ção dos set-top boxes levan­tam ques­tões sobre como as ope­ra­do­ras de multi-ser­vi­ço com­pe­ti­ rão no fecha­do clube de tele­fo­nia. E para dis­cu­tir o assun­to, par­ti­ci­pa­rão empre­ sas de tele­co­mu­ni­ca­ções, TV

A Broadcast & Cable reúne em São Paulo engenheiros, fornecedores e fabricantes de equipamentos e prestadores de serviços do universo audiovisual para discutir tecnologias e o futuro da televisão no Brasil.

aber­ta,TV por assi­na­tu­ra, Inter­net, fabri­can­tes de equi­pa­ men­tos e repre­sen­tan­tes do gover­no. Ainda no con­gres­so, os enge­nhei­ros mos­tram-se preo­ cu­pa­dos com o futu­ro da pro­fis­são. No pai­nel “O Futu­ro: Enge­nhei­ros ou Com­mo­di­ties?”, a clas­se deba­te seu papel na era digi­tal e como a apro­xi­ma­ção da infor­má­ti­ca com o vídeo pode afe­tar seu tra­ba­lho. Feira de equi­pa­men­tos A Broad­cast & Cable será mais uma vez a vitri­ne dos equi­pa­men­tos lan­ça­dos no últi­mo ano. Com mais de qua­ren­ta expo­si­to­res, entre fabri­can­tes e for­ne­ce­do­res de equi­pa­men­tos e pres­ta­do­res de ser­vi­ços para a indús­ tria de pro­du­ção de TV e vídeo, o even­to reu­ni­rá ­alguns dos pro­du­tos já demons­tra­dos no exte­rior em even­tos como a NAB. Em câme­ras e cam­cor­ders, serão apre­sen­ta­das algu­ mas novi­da­des. Para a área broad­cast, a Pana­so­nic apre­sen­ta no even­to a sua série ­DVCPRO P2, com gra­va­ção basea­da em memó­ria em esta­do sóli­do. A série de cam­cor­ders usa car­ tões PC card para gra­var mate­ rial em for­ma­tos ­DVCPRO50, ­DVCPRO e DV. A tec­no­lo­gia desen­vol­vi­da para a Pana­so­nic A Panasonic demonstra sua tecnologia P2, baseada em memória em estado sólido. Fotos: Divulgação


fernandolauterjung fernando@telaviva.com.br

A Phase apresenta a câmera HL-60W, da Ikegami.

traz mais dinâ­mi­ca ao pro­ces­so de pro­du­ ção, uma vez que é muito mais rápi­da a trans­fe­rên­cia de vídeo de um car­tão para não tem par­tes ­ móveis e não é afe­ta­da por vibra­ções. O pro­ble­ma ainda é o alto preço da mídia. Já a Phase leva a câme­ra HL-60W, da Ike­ga­mi. O equi­pa­men­to usa CCDs AIT (Advan­ced Inter­li­ne Trans­fer), que ofe­re­ cem alta sen­si­bi­li­da­de e baixo ruído, tra­ba­ lhan­do em alta defi­ni­ção, com 750 ­linhas. A câme­ra traz ainda um cor­re­tor de cores que dá ao ope­ra­dor liber­da­de de per­so­na­ li­zar hue e satu­ra­ção dos seis veto­res de cores. Há ainda a pos­si­bi­li­da­de de esco­lher duas cores para que a câme­ra faça uma “auto-con­fi­gu­ra­ção” basea­da nelas. A Thom­son esta­rá pre­sen­te na B&C 2004 seguin­do a linha já apre­sen­ta­da na NAB: novas tec­no­lo­gias soma­das ao baixo custo. No que se refe­re às câme­ras, a fabri­ can­te fran­ce­sa mos­tra no Bra­sil desde a HDTV LDK 6000, que tra­ba­lha em qual­quer for­ma­to HD e SD (1080i, 1080p 720P, 480, etc) até o mode­lo para estú­dio de baixo-custo LDK 1707. A Sony não havia res­pon­di­do às per­ gun­tas até o fecha­men­to desta edi­ção, mas espe­ra-se que a fabri­can­te leve ao even­to sua tec­no­lo­gia blu-ray, de gra­va­ção em dis­ cos atra­vés de laser azul. Mas nem só de câme­ras ali­men­ta-se a pro­du­ção, por­tan­to a Thom­son leva ao even­to seu swit­cher de pro­du­ção Kayak. Tra­ba­lhan­do em defi­ni­ção Stan­dard, o equi­pa­men­to conta com memó­ria de até 32 segun­dos para gra­va­ção de vídeo. A empre­sa tam­bém leva de con­ ver­so­res e dis­tri­bui­do­res de áudio e vídeo modu­la­res, além do tam­bém modu­ lar enco­der MPEG-2 Vibe. Na linha de fil­mes, a Thom­son mos­tra­rá o Sot­wa­re Shout, para res­tau­ra­ção de fil­mes.

ser Adre­na­li­ne e Xpress­PRO Stu­dio e um sis­te­ma inte­gra­do de broad­cast em ambien­ te cola­bo­ra­ti­vo. A Flo­ri­pa lança na feira A 4S mos­tra sua solu­ção de edi­ção de equi­pa­men­tos sua nova não-­linear para jor­na­lis­mo desen­vol­vi­da mesa de con­tro­le mes­tre em con­jun­to com a ­ Dayang. A solu­ção digi­tal, a Lum­yon. Trata-se pode con­tar com ilhas lap­top ou des­ktop de um sis­te­ma com­pos­to inte­gra­dos por uma rede NAS. A empre­sa por uma cen­tral modu­lar e um pai­nel de leva ainda o slow ­motion VS-X, que agora con­tro­le remo­to con­ten­do todos os fra­ conta com memó­ria para 250 even­tos de mes, pla­cas e fon­tes. Conta com swit­cher exi­bi­ção e para 250 edi­ções. inter­no de áudio e vídeo que não ­requer A ­Magics Vídeo apre­sen­ta com des­ta­ ­matriz exter­na e é capaz arma­ze­nar logos, que a ilha Stu­dio P4 HT Cano­pus, capaz tran­si­ções pro­gra­má­veis e entra­da de gen­ de tra­ba­lhar com fil­tros ili­mi­ta­dos, títu­los lock para refe­rên­cia. A mesa tem 16 entra­ e grá­fi­cos simul­tâ­neos em tempo real. das prin­ci­pais de áudio e vídeo ­ padrão A ilha pos­si­bi­li­ta o aumen­to da quan­ti­ SDI SD com equa­li­za­ção auto­má­ti­ca, seis da­de de cama­das em tempo real ape­nas entra­das para ­ keying e efei­tos, pro­ces­ subs­ti­tuin­do o pro­ces­sa­dor. O ­DVStorm2 sa­men­to de ­ sinais de 525 e 625 ­ linhas, incor­po­ra ainda um enco­der MPEG-1/ e comu­ta­ção de ­ sinais SDI con­for­me as MPEG-2 para publi­ca­ção pro­fis­sio­nal de nor­mas SMPTE 291M e ITU-R BT.1394. DVD. A empresa leva ainda para o even­ A empre­sa cata­ri­nen­se apre­sen­ta ainda o to o ­ Magics Sto­ra­ge RAID, um sis­te­ma sis­te­ma para edi­ção e exi­bi­ção Spot­Wa­re de arma­ze­na­men­to que pro­por­cio­na pro­ DV e E-News Lite DV e as ilhas de edi­ção te­ção a dados e conta com capa­ci­da­de de Velox ­Liquid Edi­tion DV. Outra novi­da­ até 2 TB. de é o sis­te­ma turn­key para broad­cast em A Phase leva o MVP da Everz, um tempo real usan­do cená­rios vir­tuais 3D multi-vie­wer com saída UXGA, com capa­ Vir­tual Sets. ci­da­de de até 72 ­canais de vídeo por uni­ A AD Line Pro & Broad­cast Solu­tions da­de de dis­play, capa­ci­da­de de expan­são apre­sen­ta no even­to um ambien­te de tra­ba­ ili­mi­ta­da, com total moni­to­ra­ção de parâ­ lho para pós pro­du­ção basea­do em Apple, me­tros de vídeo e áudio em um sis­te­ma incluin­do Power Macs, Xserv Raid e Xsan de alar­mes. Além disso, a empre­sa mos­tra para com­par­ti­lha­men­to da mesma midia as famí­lias de matri­zes Pro-bel, inclu­si­ve a em todo o sis­te­ma. Além disso, a empre­sa ­Sirius, que per­mi­te que entra­das e saí­das leva­rá os equi­pa­men­tos Avid Media­Com­po­ ana­ló­gi­cas e SDI sejam comu­ta­das sem dis­tin­ção, atra­vés de blo­cos inter­nos de con­ver­so­res ADC e DAC. A Tac­net demons­tra no even­to equi­ pa­men­tos da Snell & Wil­cox, como o Ukon, uma pla­ta­for­ma uni­ver­sal de con­ver­são de for­ma­tos dese­nha­da para uti­li­za­ção de pro­du­ção em TV, e pós pro­du­ção onde as ima­gens pre­ci­sam ser con­ver­ti­das em qual­quer dire­ção entre ambien­tes de SD e HD. Ainda, vão ser mos­tra­dos o Archan­gel, fer­ra­men­ta para res­tau­ra­ção de ­ sinais de vídeo, A Magics leva ao evento a ilha Canopus, tele­ci­na­dos ou não, que per­mi­te cor­ que pode aumentar o número de ri­gir e tempo real ruído, sujei­ra, ris­ camadas substituindo o processador. cos, ins­ta­bi­li­da­de, drop out e flic­ker.

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AGOSTO (Direitos e deveres) A Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Apro­som) promoverá duas palestras em agosto, para seus associados. A pri­meira será sobre custos, em parceria com o Sebrae. E a segunda, a ser mi­nistrada por um advogado, será so­bre direito autoral, di­reito de imagem, direito da co­mu­ nicação e defesa do consumidor. As pa­ lestras acontecem dia 26 de agosto, e as inscrições vão até dia 15. Mais in­formações na Aprosom: (11) 30315660.

(Curta em Sampa) O Festival Internacional de Curtasmetragens de São Paulo comemora 15 anos este ano e acontece de 26 de agosto a 4 de setembro. O foco do Festival é dedicado este ano às me­ gacidades, com a exibição de um pai­ nel de curtas que retratam as pe­cu­lia­ri­

da­des da rotina das me­ga­ló­po­les. Mais in­for­mações sobre a pro­gra­mação e os locais de exibição no site www.kinoforum.org.

SETEMBRO (Co-produção luso-brasileira) A Ancine recebe até o dia 27 de setembro as inscrições de concurso para apoio a projetos de longa- me­tragem em co-produção com Portugal. O concurso concederá apoio financeiro para projetos cinema­to­grá­ficos de longa-metragem, no gênero ficção. Mais informações no site www.ancine.gov.br. 10 a 14 - IBC 2004 - International Broadcasting Convention. Amsterdam RAI, Amsterdã, Holanda. Fone: (44-20) 7611-7500. Fax: (44-20) 7611-7530. E-mail: show@ibc.org.

Internet: www.ibc.org. 29 e 30 - II Tela Viva Móvel. ITM Expo, São Paulo, SP. O evento discute as novas possibilidades para produtores de conteúdo no mercado telefonia móvel. Mais informações pelo telefone (11) 3120-2351, pelo fax (11) 3120-5485, ou ainda na Internet pelo e-mail info@convergeeventos.com.br ou no site www.convergeeventos.com.br.

OUTUBRO 4 a 8 - MipCom 2004. Palais dês Festivals, Cannes, França. Fone: (33-1) 4190-4567. Fax: (33-1) 41904558. E-mail: karine.safarti@reedmidem.com. Internet: www.mipcom.com.


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Revista Tela Viva 141 - Agosto 2004  
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