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J E W E L L E R Y M A G D E Z E M B R O

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10 PORTUGUESE JEWELLERY

MINTY SQUARE Endereço Digital da Nova Joalharia Portuguesa

11 PORTUGUESE JEWELLERY

EL CORTE INGLÉS

06 E N T R E V I S TA

ANA TERESA LEHMANN Secretária de Estado da Indústria

Espaço Dedicado às Joias Nacionais


S I LV E R Romeu Bettencourt “A linguagem de Romeu Bettencourt é geométrica e minimalista, mas sedutoramente feminina. A construção remete para os princípios da arquitetura e da engenharia, com linhas dinâmicas e formas mecânicas, que dão a ilusão de um movimento permanente.”


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T O R I A L

Ana Freitas, Presidente da AORP

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Hoje, mais do que nunca, o setor da joalharia afirma-se pela força do coletivo, encontrando nas sinergias novas oportunidades de crescimento e projeção. A AORP pretende ser um motor destas novas dinâmicas, atuando como agente impulsionador e aglutinador de plataformas coletivas de promoção da joalharia portuguesa. Nesta edição mostramos dois projetos coletivos pioneiros promovidos pela AORP, com impacto direto no consumidor final, materializando no ponto de venda todo o esforço de notoriedade e posicionamento setorial que a AORP tem vindo a fomentar. Por um lado, a criação de um espaço exclusivo de joalharia portuguesa no El Corte Inglés de Lisboa, um ponto de venda muito ambicionado pelas marcas, não só pelo prestígio, mas também pela projeção internacional que proporciona.

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Por outro, unimo-nos a uma das mais empolgantes plataformas online de moda, a portuguesa Minty Square, para criar uma área exclusiva de novos criadores nacionais, sob a chancela Portuguese Jewellery Newborn, abrindo-lhes uma janela para o mundo. ´ E enaltecemos as iniciativas despoletadas pelo setor, como é o caso do projeto “Joias que nos Unem”, uma iniciativa solidária que juntou cinco jovens criadores. Termino por destacar ainda o novo serviço da AORP, Matchmaking, em que pretendemos incentivar a partilha de contactos e de sinergias, dando a conhecer os serviços especializados do setor e as empresas que se destacam em cada área.

Bons negócios!

C ONC E Ç ÃO GR Á F I CA

A R T W OR K CA P A

E D I T O RI A L

I M PRE S S ÃO

P ROP RIEDA DE

G a b i n e t e d e C o mu nic a ça o e I mage m AO RP s i l vi a. s i l va ao r p .p t ma f a l d a . mo r ai s a o r p .p t

Ga bine te de Co mu nicaç ao e Ima ge m AO RP

AORP geral aorp.pt

t E CNIFOR MA w w w .t ecn iforma.pt

A ORP w w w . a o r p. pt


04 TENDÊNCIAS

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E l Cor te I n gles X Por tu gu es e Je w el le r y

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A AORP e o El Corte Inglés aliaram-se para a criação de um espaço exclusivo de joalharia portuguesa, com uma seleção de dez marcas nacionais: Carlton Jewellery, Filipe Fonseca, Iglezia, Joana Mota Capitão, Mimata, Portugal Jewels, Razza Joias, Rosarinho Cruz, Sara Sousa Pinto e Sopro Jewellery.

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Inaugurado a 22 de novembro, para antecipar a época natalícia, o espaço “Portuguese Jewellery – Shaped with Love” mantém-se até 31 de agosto no piso O dos prestigiados armazéns em Lisboa.

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07 0 1 C o l a r, C a r l t o n J e w e l l e r y 0 2 A n e l , M i m a t a ;

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03 Brincos, Rosarinho Cruz; 04 Anel, Filipe Fonseca; 0 5 C o l a r, I g l e z i a ; 0 6 A n e l , J o a n a M o t a C a p i t ã o ; 07 Brincos, Sopro Jewellery; 08 Brincos, Portugal Jewels; 09 Anel, Razza Joias; 10 Brincos, Sara Sousa Pinto

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05 TENDÊNCIAS

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C O R T E

I N G L É S

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M I N T Y

S Q U A R E

M int y S qua r e X Por tu gu es e Je w el le r y

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A iniciativa Portuguese Jewellery Newborn, criada pela AORP para promover os novos talentos da joalharia portuguesa, tem agora um endereço digital, onde é possível conhecer e comprar o trabalho dos novos criadores nacionais. Em parceria com a AORP, a plataforma portuguesa de moda Minty Square lançou uma área dedicada ao sangue novo da joalharia nacional, com a presença de 14 marcas: Ana João, As 3 Joias, Carla Faro Barros, Dalila Gomes, Inês Rio, Joana Mota Capitão, Kathia Bucho, Manuale Jewelry, Mater Jewellery Tales, Mel Jewel, MMUTT, NUUK, Romeu Bettencourt e Sopro Jewellery.

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06 07 0 1 C o l a r, Ka t h i a B u c h o ; 0 2 C o l a r, M a t e r J e w e l l e r y ; 03 Brincos, Manuale Jewellery; 04 Anel, Inês Rio; 05 Anel, Carla Faro Barros; 06 Anel, As 3 Joias; 07 Anel, Mmutt; 08 Anel, Dalila Gomes; 09 Anel Romeu Bettencourt; 10 Bomboneira, Ana João Jewelry; 11 Brincos, Sopro Jewellery;

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12 Brincos, Mel Jewel; 13 Anel, NUUK; 14 Anel, Joana Mota Capitão

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06 ENTREVISTA

ANA TERESA LEHMANN Secretária de Estado da Indústria

Foi nomeada Secretária de Estado da Indústria em julho de 2017, depois de ter sido diretora da InvestPorto e vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Ana Teresa Lehmann quer tornar a indústria “sexy” para as novas gerações e aponta a joalharia portuguesa como caso de sucesso.

Assumiu a pasta da Indústria há cerca de 5 meses e desde então tem acompanhado os vários setores de perto. Qual o retrato que faz da indústria nacional? Portugal está a atravessar um bom momento ao nível do crescimento económico, expresso no aumento das exportações e redução do desemprego, com a indústria a ter um papel essencial nesta criação de valor. A indústria portuguesa é diversificada e tem inúmeros focos de excelência, nos mais variados setores. Mas inegavelmente está cada vez mais forte, inovadora e competitiva, o que se exprime no aumento de encomendas e na penetração crescente nos mercados externos. Para reforçar este impulso vamos dar continuidade e executar as medidas para a indústria 4.0 e prosseguir com a estratégia para o empreendedorismo e com a política de clusters, aprofundando e escalando estas dinâmicas e introduzindo algumas abordagens complementares, como o fomento das ligações entre grandes empresas e empresas de menor dimensão. Claro que ainda existem desafios e o que os muitos empresários, associações e clusters com quem tenho dialogado mais referem é a falta de recursos humanos qualificados para a indústria e a necessidade de que a qualificação acompanhe a inovação. É crítico apostar em iniciativas de formação virada para a indústria e para as necessidades concretas das empresas. E atrair os jovens para a indústria, que oferece carreiras de longo prazo, qualificadas e prestigiantes.

E mais especificamente sobre o setor da joalharia? O que eu mais a surpreendeu? O setor da joalharia tem sido muito dinâmico a nível criativo e de design. A chegada de novos empreendedores e joalheiros ao mercado, com profissionais muito criativos, contribui positivamente para o crescimento da atividade. Aliados ao saber fazer e à grande qualidade de empresas e profissionais mais estabelecidos. A indústria da joalharia é um excelente exemplo de inovação na tradição. A tradição joalheira alia-se à inovação nos métodos de produção, no design, na criação de uma imagem própria e de uma marca e a técnicas de gestão que permitem o crescimento sustentado das empresas. De referir também que o próprio consumidor, mais exigente, procura produtos que apostam na diferenciação e na personalização e os criadores portugueses de jóias têm sabido responder a esse desafio. Quero referir também a campanha de promoção internacional “Portuguese Jewellery – Shaped With Love” também permitiu o reforço da notoriedade e do posicionamento da marca nos mercados internacionais. Queria vincar aqui, também, o papel fundamental que a AORP tem desempenhado na projeção do setor tanto a nível nacional como internacional, com uma visão inovadora, cosmopolita e muito contemporânea, e com um trabalho consistente e muito profissional que representa e comunica a grande qualidade do setor.


07 ENTREVISTA

Quais considera serem os principais eixos de competitividade do setor? A aposta no design, na diferenciação e personalização de produtos e a criação de uma marca distintiva suscetível de reconhecimento internacional. A forte aposta nas exportações também tem sido um fator diferenciador da joalharia portuguesa. De destacar que, no âmbito do COMPETE2020, foram lançados vários avisos de apoio à internacionalização e à inovação a que o setor também pode recorrer, e tem recorrido, dando resposta às legítimas necessidades das empresas às ambições do setor. E quais os principais desafios? Vivemos num contexto de alguma incerteza a nível internacional, que também se estende ao acesso, por exemplo, ao financiamento nos mercados internacionais. Ainda assim, as condições de acesso têm vindo a evoluir muito favoravelmente e as empresas dispõem atualmente de vários instrumentos de financiamento que têm como objetivo apoiar o processo de internacionalização. Verifica-se também uma atomização do nosso tecido empresarial. Muitas das nossas empresas, pela sua reduzida dimensão, não conseguem de forma isolada aceder aos mercados internacionais e às cadeias de valor globais. Importa estimular a criação de plataformas colaborativas e a digitalização das empresas para que tenham plataformas de comércio eletrónico que sejam montras eficazes para compradores internacionais. O tema da formação, no caso do vosso setor está felizmente bem resolvido, com o CINDOR e com a capacidade que têm tido para atrair jovens profissionais. Que medidas estão previstas pelo Governo que possam ajudar as empresas a superar esses desafios? O Governo tem apoiado a criação de vários instrumentos para ajudar as empresas a ultrapassar eventuais dificuldades de crescimento. Começo por referir os apoios públicos disponibilizados às empresas que querem internacionalizar-se, seja pela exportação ou através de outros modos de entrada, e que têm um papel fundamental no sucesso destes processos. No âmbito do programa Interface foi relançada a política de clusters para a competitividade, fundamental para o Governo. O objetivo é incentivar a mobilização e interação dos diversos atores para

“Queria vincar aqui, também, o papel fundamental que a AORP tem desempenhado na projeção do setor tanto a nível nacional como internacional, com uma visão inovadora, cosmopolita e muito contemporânea, e com um trabalho consistente e muito profissional que representa e comunica a grande qualidade do setor.” aprofundar a partilha de conhecimentos e apoiar linhas de inovação e de promoção da competitividade que incrementem a internacionalização das nossas empresas. É disponibilizado às empresas um conjunto de apoios e sistemas de incentivo à internacionalização, nomeadamente através de um conjunto de ações coletivas que permite às empresas participar em certames internacionais, através dos clusters existentes, e de outros instrumentos, ao nível do sistema de incentivos, que ajudam as empresas a preparar-se para a internacionalização. E estas são políticas que continuaremos a implementar. Tem sido uma defensora do talento nacional como fator de competitividade da nossa indústria. Como considera que esse talento deve ser integrado e incentivado? O talento nacional é crítico para a nossa competitividade enquanto país. Desde logo, Portugal é cada vez mais um destino de atração de investimento devido à qualidade dos recursos humanos, uma componente que queremos continuar a reforçar, para melhorar a competitividade das empresas portuguesas, atrair investimento e reter talento. Devemos continuar a incentivar a retenção de talento mas também apostar na qualificação dos recursos humanos para as novas exigências da indústria do futuro. Desenhámos várias medidas para reforçar esta componente, com o objetivo de dar formação em tecnologias de informação a mais de 20 mil pessoas, até 2020, através do InCode2030, em colaboração com o setor privado. Está ainda prevista a criação de Learning Factories, fábricas reais com equipamentos que recriem ambientes de Indústria 4.0. No reforço da ligação com as universidades está prevista uma revisão dos currículos dos cursos profissionais técnicos para haver uma adaptação ao que procuram as empresas. É fundamental a articulação entre o tecido empresarial, as associações e os centros de formação a fim de que a oferta formativa reflita as necessidades concretas dos setores. E há que comunicar o prestígio da indústria e as oportunidades que oferece, para continuar a atrair novos profissionais.


09 ENTREVISTA

O setor da joalharia tem registado um crescimento acentuado das exportações. Que conselhos daria aos nossos empresários nas suas investidas internacionais? O sucesso passa muito pelos recursos humanos qualificados, pelo investimento em inovação nos produtos e processos, por uma forte componente de design, pela inovação organizacional e pela aposta nas exportações e internacionalização. O processo de internacionalização é muito exigente. Tem de ser muito bem preparado. É fundamental estudar bem os mercados, a concorrência externa, ter estratégias e posicionamento consistentes em diversas vertentes. Há que referir também a importância da qualificação dos colaboradores envolvidos no processo de internacionalização. Adicionalmente, é crucial aproveitar as oportunidades e os instrumentos de financiamento disponíveis para apoiar os empresários na aposta na internacionalização, nomeadamente em sistemas de incentivos no âmbito do COMPETE2020. Até janeiro, por exemplo, estão abertos dois avisos de vertente internacionalização, cujos apoios ultrapassam os 10 milhões de euros. Por outro lado, assistimos, à semelhança de outros setores, a um crescimento do investimento direto estrangeiro, com a instalação de centros de produção em Portugal. Em que medida o Governo poderá incentivar essa tendência? Portugal tem todas as condições para captar investimento direto estrangeiro relevante e sofisticado e temos conseguido, com notável sucesso, captar investimento do exterior em diversos setores, das joias à metalomecânica, passando pela aeronáutica e tantos outros domínios. Não é difícil perceber que Portugal é um destino muito atrativo aos olhos de investidores internacionais porque tem uma proposta de valor ganhadora face a outras geografias. Temos talento e recursos humanos de elevada qualidade, custos competitivos, instituições de produção de conhecimento de nível internacional, qualidade de vida, boas condições para expatriados, entre diversos outros fatores.

“Neste contexto de inovação e digitalização, a tecnologia não pode ser dissociada dos setores considerados de base mais tradicional e a nossa tradição deve-nos orgulhar.” O Governo tem incentivado essa tendência de múltiplas formas, criando condições para reforçar os fatores de competitividade que referi, e transmitindo, nomeadamente através das entidades que interagem com investidores, como a AICEP, as vantagens de investir em Portugal. Inequivocamente, os “fundamentais” para a decisão existem, e têm sido bem comunicados e negociados, desde logo pelas instituições públicas pertinentes. E o setor privado tem apoiado e muito, este sucesso. Os três setores da moda – têxtil, calçado e joalharia têm desenvolvido ações conjuntas de promoção internacional. Como vê este tema das sinergias entre indústrias, nas quais se podem incluir outras, como a tecnologia, por exemplo? Neste contexto de inovação e digitalização, a tecnologia não pode ser dissociada dos setores considerados de base mais tradicional e a nossa tradição deve-nos orgulhar. Veja-se o exemplo dos três setores que refere: no têxtil temos empresas de excelência a trabalhar têxteis técnicos com técnicas avançadas de indústria 4.0. No calçado, a digitalização e plataformas como o e-commerce têm permitido a personalização dos produtos, indo ao encontro das preferências dos clientes. E nas jóias existem já processos baseados em impressão 3D, novas tecnologias de corte e soldadura e, transversal aos três setores, uma forte componente de design. Vejo como muito positivo, e até determinante, esta criação de sinergias, permitindo alavancar a imagem da moda nacional com maior escala e massa crítica, assim tendo maior impacto e maior capacidade competitiva num mundo cada vez mais exigente e global.


10 MINTY SQUARE

MINTY SQUARE PORTUGUESE JEWELLERY O E N D E R E Ç O D I G I TA L DA N OVA J OA L H A R I A P O R T U G U E S A

AORP alia-se à plataforma portuguesa de moda Minty Square para a criação de uma área exclusiva dedicada aos novos criadores nacionais de joalharia. A plataforma Portuguese Jewellery Newborn ganha agora um novo endereço digital em mintysquare.com/ aorp e, com isso, uma janela para o mundo. A iniciativa abrange 14 marcas de autor: Ana João, As 3 Joias, Carla Faro Barros, Dalila Gomes, Inês Rio, Joana Mota Capitão, Kathia Bucho, Manuale Jewelry, Mater Jewellery Tales, Mel Jewel, MMUTT, NUUK, Romeu Bettencourt, Sopro Jewellery. Para Ana Freitas, Presidente da AORP, “A iniciativa Portuguese Jewellery Newborn pretende ser uma rampa de lançamento para novos criadores. Acreditamos que a

Minty Square abrirá uma importante janela para o mundo, não só para a promoção destes jovens criadores, como da joalharia portuguesa em geral. O potencial das plataformas digitais na evolução do negócio da joalharia é imenso”. De acordo com João Figueiredo, Co-fundador e CEO da Minty Square, “A parceria com a AORP está alinhada com os valores da Minty Square. A nossa missão é sensibilizar e educar o consumidor a valorizar peças nacionais de assinatura tanto em Portugal como pelo mundo. Através deste canal digital, estamos não só a criar novas oportunidades a estes talentos da joalharia nacional, como também a potenciá-los além-fronteiras”.

“O POTENCIAL DAS PLATAFORMAS DIGITAIS NA EVOLUÇÃO DO NEGÓCIO DA JOALHARIA É IMENSO.”


11 EL CORTE INGLÉS

EL CORTE INGLÉS PORTUGUESE JEWELLERY

E S PAÇO D E D I C A D O ÀS J O I AS N AC I O N A I S

Em parceria com a AORP, os prestigiados armazéns de Lisboa criaram um espaço exclusivo de joalharia portuguesa, com uma seleção de dez marcas nacionais. Este é o primeiro ponto de venda com a chancela “Portuguese Jewellery – Shaped With Love”, criada pela AORP para promoção internacional da joalharia portuguesa. Entre as marcas selecionadas estão Carlton Jewellery, Filipe Fonseca, Iglezia, Joana Mota Capitão, Mimata, Portugal Jewels, Razza Joias, Rosarinho Cruz, Sara Sousa Pinto e Sopro Jewellery. As dez marcas juntam-se às já presentes no El Corte Inglés Coquine, Eleutério, Eugénio Campos, Inês Barbosa e Ouropa. Para Fátima Santos, Secretária-Geral da AORP, “a joalharia portuguesa está na moda. Desde sempre reconhecida pela exímia qualidade, acrescenta agora uma nova vertente criativa e de design de autor que a

projeta para o futuro. Esta parceria com o El Corte Inglés é um marco importante nesta mudança, não só porque mostra como os pontos de venda estão atentos a esta tendência, como a materializa no mercado, criando a ponte com o consumidor”. Para o El Corte Inglés, esta aposta simboliza o seu permanente empenho na exibição de novas marcas, sobretudo nacionais, que reforcem a qualidade, originalidade e excelência da sua oferta. Neste sentido, o El Corte Inglés orgulha-se de ser o primeiro ponto de venda da nova chancela Portuguese Jewellery, colaborando, deste modo, na divulgação e comercialização dos produtos portugueses de excelência, como é o caso da joalharia, junto dos seus clientes, tanto nacionais como estrangeiros.

O ESPAÇO “PORTUGUESE JEWELLERY – SHAPED WITH LOVE” LOCALIZA-SE NO PISO 0, NA ÁREA DEDICADA À JOALHARIA E ESTARÁ EM VIGOR ATÉ 31 DE AGOSTO.


12 FEIRAS INTERNACIONAIS

BIJORHCA, INHORGENTA, HONG KONG, MADRID, VICENZA E TOKYO Depois de um ano de muitas e importantes investidas internacionais, o calendário de feiras para 2018 será marcado pela aposta em novos mercados, mas sobretudo por uma participação mais forte e consistente nos mercados identificados como estratégicos para a joalharia portuguesa. Outra das novidades é a parceria com a Rota da Filigrana de Gondomar, através da qual serão promovidas demonstrações ao vivo, valorizando a qualidade da técnica e a arte da manufatura portuguesa. O roteiro internacional das joias portuguesas arranca em Paris, um mercado consolidado, líder do ranking das exportações nacionais. De 19 a 22 de janeiro, a capital francesa acolhe mais uma edição da Bijorhca Paris, com a presença de dez marcas nacionais: Astorga, Bruno da Rocha, Coquine Jewellery, Elza Pereira, Innamorata, Inês Telles, Joana Mota Capitão, Sara Sousa Pinto, Tânia Gil e Wings of Feeling. Quase em simultâneo decorre em Itália a VicenzaOro, entre 19 e 24 de janeiro, onde participam Galeiras, Styliano Jewellery e A. J. Amorim.

“OUTRA DAS NOVIDADES É A PARCERIA COM A ROTA DA FILIGRANA DE GONDOMAR, ATRAVÉS DA QUAL SERÃO PROMOVIDAS DEMONSTRAÇÕES AO VIVO...”

Segue-se uma estreia há muito ansiada: Tóquio. Sendo a terceira maior economia do mundo, o Japão representa um enorme potencial de expansão para as joias nacionais. Com o apoio da AORP, três marcas irão participar, pela primeira vez, na International Jewellery Tokyo, de 24 a 27 de janeiro de 2018: Galeiras, Góris e Inês Barbosa. E porque este é um mercado especialmente atraído pela produção artesanal, será também a estreia das demonstrações de filigrana ao vivo. Da Ásia oriental regressamos à Europa, para estreitar relações com o país vizinho em mais uma participação na Madrijoya, que acontece de 31 de janeiro a 4 de fevereiro. Espanha continua a ser o segundo principal mercado para as exportações portuguesas e por isso é a aposta de Elza Pereira, Our Sins, Ourobrilho e De Alma e Coração. Continuamos em território europeu, com destino a Munique, na Alemanha, um mercado com forte apetência pelo design e criatividade. A Inhorgenta, principal evento de joalharia do mercado alemão, acontece de 16 a 19 de fevereiro e contará com a participação de doze marcas nacionais, com enfoque na joalharia de autor. No espaço “Portuguese Jewellery – Shaped with Love”, promovido pela AORP, estarão presentes seis jovens criadores nacionais: Ana Bragança, Ana João, Barbara Goyri, Diogo Dalloz, Inês Rio e Mater Jewellery Tales. Este será também


13 NOTÍCIAS AORP

NO

VA PE N IMA R S OV GE A PE S M , TI VA S

palco de demonstrações de filigrana ao vivo. A comitiva portuguesa completa-se com a Astorga Jewels, Galeiras, Inês Telles, Liliana Guerreiro, Nevacril e Sara Sousa Pinto. De salientar que Liliana Guerreiro regressa à Inhorgenta depois de, no ano passado, ter sido distinguida com o prémio de “Melhor Peça de Joalharia” do certame. O primeiro trimestre termina com mais uma viagem a Oriente, desta vez para um mercado onde a joalharia portuguesa começa a afirmar-se: Hong Kong. Sendo o terceiro maior importador de joias do mundo, é também uma atrativa porta de entrada no mercado asiático. O Hong Kong International Jewellery Show decorre de 1 a 5 de março e estão já confirmadas as presenças de J. Soares Joalheiros, Galeiras e De Alma de Coração, sendo que ainda há vagas disponíveis. Também aqui será apresentado o projeto Rota da Filigrana de Gondomar. Acompanhe o itinerário internacional das joias portuguesas através das redes sociais da AORP e em www.portuguesejewellery.pt.

A AORP renovou a sua imagem corporativa com um novo conceito criativo, que reflete a sua visão para o futuro. O novo grafismo desenha um efeito caleidoscópico inspirado nas formas e nos prismas das pedras preciosas, representando a infinidade de oportunidades e perspetivas que se abrem à joalharia portuguesa.

As cores vibrantes, em degradê, remetem para o otimismo contagiante que atravessa o setor, materializado no desenvolvimento e expansão internacional das marcas nacionais. Um crescimento que a AORP quer continuar a estimular e apoiar, contribuindo para a afirmação das joias portuguesas no mundo.


14 MERCADOS

INDUSTRIA 4.0

Coisas) está muito avançado. O denominador comum para o sucesso resume-se a dois elementos, uma visão clara e um motor na liderança.

Os conceitos de Indústria 4.0 e de transformação digital são quotidianos em 2017, embora o seu sentido não seja plenamente entendido. No início deste ano arrancámos com uma reflexão de fundo sobre as suas implicações e adaptação à ourivesaria de Portugal, muito necessária. Os trabalhos iniciais levaram à elaboração de um projeto de capacitação em fase de avaliação e à certeza da importância da sensibilização de todos os patamares empresariais presentes na Portuguese Jewellery para a temática.

Como se pode verificar, não existe uma definição comum visto existirem muitas particularidades. Contudo, de forma muito genérica observa-se que a Indústria 4.0 tem o foco no processo de produção dentro de uma “fábrica inteligente”, enquanto que a “Internet of Things” se concentra na fase de utilização de dispositivos e produtos digitalizados e conectados. A Indústria 4.0 inclui sistemas ciberfísicos, a “Internet of Things” a computação na nuvem (Cloud). O termo “Indústria 4.0” concentra-se mais nas denominadas fábricas inteligentes.

O termo Indústria 4.0 tem origem na Alemanha, e fortes raízes europeias. Este processo é o resultado da atual tendência de automação e do fluxo de dados nas tecnologias de fabricação que, pouco a pouco, têm deixado de limitar-se apenas ao setor industrial. Genericamente é considerado como o despoletar de uma quarta revolução para a indústria através da aposta forte nas chamadas indústrias ou fábricas inteligentes.

Pode-se também descrever os processos mais extensos integrados no termo transformação digital, entendido como as mudanças resultantes da digitalização das cadeias de valor e os efeitos relacionados com as pequenas e médias empresas (PME) industriais mas também não industriais.

Para além do termo alemão, expandido em Portugal, outras denominações com especificidades geográficas e empresariais, e diferentes características, têm vindo a surgir: a “IIC – Industrial Internet Consorcium”, nos Estados Unidos; a “IVI - Industrial Value-Chain Initiative”, no Japão; uma iniciativa similar da Indústria 4.0 no plano quinquenal 2015, na China; a iniciativa “Smart Factories”, na Coreia do Sul, ou ainda o termo “Industries du Future”, em França… Também se destacam pelo nível de digitalização países como Israel, e ainda, pela rápida expansão, a Coreia do Sul ou o México… onde o termo “Internet of Things” (Internet das

Na sua transposição aos negócios da ourivesaria foram examinadas, nomeadamente os conceitos da Indústria 4.0 e da transformação digital na sua acepção mais alargada, adoptando-se o termo de Disrupção Digital (“Digital Disruption”). Esta é enten“O TERMO INDÚSTRIA 4.0 TEM ORIGEM NA ALEMANHA, E FORTES RAÍZES EUROPEIAS. ESTE PROCESSO É O RESULTADO DA ATUAL TENDÊNCIA DE AUTOMAÇÃO E DO FLUXO DE DADOS NAS TECNOLOGIAS DE FABRICAÇÃO QUE POUCO A POUCO TÊM DEIXADO DE LIMITAR-SE APENAS AO SETOR INDUSTRIAL.”


15 MERCADOS

aa ion afet t p u r is D l muda “A Digita saria) e e iv r u s (o moda e m p re s a s a o m o c io e a fo r m a u negóc e s o m e ger e s” o p e ra çõ

“O objetiv o n a e ra digital é assegu ra r u m a p r e s e n ça omnicana l completa .“ “O acesso digital aos websites das marcas de luxo é o dobro do número de visitas a

“ Es t a rá Os pa o antigo m o ís contin es com ba delo de so u muda uam a dom ixo custo d rcing mor nça e to e mão in a r de ob ? matiz m direção a produçã r a o ação à , mas está a digitaliza ção e uma altera à r o pa radig autom a”

dida como a mudança que ocorre quando as novas tecnologias digitais e os modelos de negócio afetam a proposta de valor de bens e serviços existentes, neste caso os negócios e práticas da ourivesaria de Portugal. Nesta interpretação os processos não se restringem à compra ou uso de tecnologias avançadas, mas ao uso alargado e adaptado das plataformas, da tecnologia e do digital. Para a visão transformativa é fundamental, em primeiro lugar, compreender como a tecnologia e o digital estão a transformar a nossa indústria. O processo está a materializar-se num projeto candidatado ao SIAC Qualificação de PME (“Disruption in Jewellery”), em fase de avaliação, que incide na aplicação do tempo 4.0, como adaptar a situação tecnológica, digital e conceptual da Indústria 4.0 (ou da transformação digital) às caraterísticas distintivas da indústria da ourivesaria para entender o que é que se pode fazer com a história, tradição e evolução que a carateriza. A Portuguese Jewellery é especial porque tem conseguido manter o toque humano, a qualidade do manual e da proximidade nas suas criações, o que já não existe noutros mercados. Precisamos pois de manter esta genuinidade sem hipotecar o futuro e garantindo que a ourivesaria de Portugal não se perde na imensidão do digital.

e s” princ lit n a erch nova rea s “m o d a uma da tecno “A er minho a ça é tão ca e ra n abre nde a lid ply chain n” o ig up d a d e o b re o s m o o d e s s o c l o g i a r t a nt e impo

Na difícil equação apresentada onde a tecnologia disponível cresce exponencialmente e os clientes e os consumidores se adaptam muito mais depressa às novas tecnologias do que as próprias empresas, o facto de não ter o conhecimento suficiente, a capacidade digital, uma estratégia adequada, ou equipamentos tecnológicos, deixa as organizações sem controlo sobre o futuro do seu negócio e sobre a própria marca. No entanto, ao mesmo tempo, também representa uma excelente oportunidade para destacar, influenciar e ter sucesso no altamente competitivo mercado global. Confrontadas com o tempo do 4.0 as empresas são obrigadas a repensar as velhas fórmulas e forçadas a encontrar formas mais eficientes de se conectar com os clientes, consumidores e audiências. Devem preparar-se para as oportunidades de negócio previstas da Indústria 4.0. O caminho passa por propiciar os processos de transferência tecnológica e aumentar a inovação, de forma a introduzir melhorias na cadeia de valor internacional. Este é o caminho para 2018!

fontes: Business of fashion, The Wired, Mackinsey&Company

essas lojas (retalho físico)”


16 CAMPANHA INTERNACIONAL

CAMPANHA INTERNACIONAL COM MILLA JOVOVICH

A campanha “Portuguese Jewellery – Shaped with Love” foi o primeiro grande investimento em promoção internacional promovido pela AORP. Os objetivos foram claros: projetar a joalharia portuguesa a nível global e, com isso, alavancar a estratégia de internacionalização do setor. Sendo um dos setores de maior tradição em Portugal, a joalharia portuguesa atravessa agora uma fase de renovação, crescimento e afirmação no contexto internacional. A campanha surge como forma de potenciar esse desenvolvimento e expansão, apoiando as empresas nacionais nas suas investidas nos mercados externos. A ambição do objetivo teve reflexo na mais mediática campanha alguma vez desenvolvida pela AORP, protagonizada pela mundialmente reconhecida modelo e atriz Milla Jovovich. A sua notoriedade e prestígio internacional permitiu que a campanha tivesse impacto em todo o mundo. Apresentada em setembro de 2016, a campanha atravessou as ações de promoção internacional da AORP ao longo de um ano. Para assinalar o seu lançamento, a AORP promoveu um evento no Museu de Eletricidade, em Lisboa, no qual marcaram presença representantes institucionais, empresas do setor, media, influenciadores, figuras públicas e parceiros.

A campanha teve eco em meios nacionais e internacionais de prestígio, alcançando um total de 515 notícias, que se convertem num retorno de investimento de cerca de 800.000 euros. Uma projeção sem precedentes para as joias nacionais. Os primeiros resultados económicos já são mensuráveis. Em 2016, as exportações totalizaram 71 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,2% face ao ano anterior. Em 2017, o impacto prevê-se ainda mais significativo, em resultado da participação em mais de 20 ações internacionais em 10 mercados identificados como estratégicos para a exportação das joias portuguesas. Outra métrica importante de avaliação é o impacto digital da campanha, sobretudo nas redes sociais. Face ao período homólogo, as páginas geridas pela AORP para promoção da joalharia portuguesa tiveram um acréscimo de 75% (Instagram) e 30% (Facebook). O website www.portuguesejewellery.pt alcançou um dinamismo record, registando cerca de 500.000 visitas.

“A CAMPANHA TEVE ECO EM MEIOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE PRESTÍGIO, ALCANÇANDO UM TOTAL DE 515 NOTÍCIAS, QUE SE CONVERTEM NUM RETORNO DE INVESTIMENTO DE CERCA DE 800.000 EUROS. UMA PROJEÇÃO SEM PRECEDENTES PARA AS JOIAS NACIONAIS.“


17 JOIAS QUE NOS UNEM

JOIAS QUE NOS UNEM Jovens criadores desenham coleção solidária a favor de portadores de Tr i s s o m i a 2 1 Mater Jewellery Cinco jovens designers portugueses uniram-se para criar uma coleção de joias moldada em colaboração com jovens e adultos portadores de Trissomia 21 e alunos do ensino secundário, em que 50% do valor das vendas reverte a favor da Associação de Viseu de Portadores de Trissomia 21 (AVISPT21). Filipe Fonseca, Joana Santos, Marta Pinto Ribeiro, Sara Coutinho e Susana Teixeira assinam a coleção “Joias que nos unem”, que foi apresentada, pela primeira vez, na Portojóia, em setembro. A iniciativa resulta de uma parceria entre a AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21), a Associação de Viseu de Portadores de Trissomia 21 (AVISPT21) e a Pereirinha Ourivesarias.

Susana Teixeira

Os cinco designers integram a plataforma “Portuguese Jewellery Newborn”, criada pela AORP. Para Ana Freitas, Presidente da Associação, “esta plataforma foi criada como rampa de lançamento de novos criadores no mercado, mas também incentiva a colaboração e partilha de experiências entre eles, como este projeto é exemplo.”

Filipe Fonseca

Marta Pinto Ribeiro

A coleção está à venda na Pereirinha Ourivesarias em Mangualde (Largo do Rossio, nº 139) e através da loja online www.pereirinha.com. Joana Santos


18 DESTAQUES

COMITIVA SUL-AMERICANA VISITA PORTUGAL Após uma passagem por Vicenza, em Itália, onde reuniram cerca de 500 empresárias, o grupo “Mujeres Brillantes”, liderado por Ali Pastorini, veio a Portugal para conhecer a realidade da joalharia portuguesa e partilhar informação relevante sobre o mercado sul-americano e as oportunidades que oferece às marcas nacionais. A comitiva visitou as fábricas da Alcino e Topázio, duas oficinas centenárias que preservam as técnicas tradicionais e a minúcia do trabalho artesanal. Além disso, conheceram a Rota da Filigrana de Gondomar. Ali Pastorini também liderou um workshop sobre “América Latina, oportunidades no setor da ourivesaria”, na Portojoia. Além de sócia da linha internacional de joias Del Lima, Ali Pastorini é atualmente Vice-Presidente do World Jewelry Hub no Panamá, primeira e única bolsa de diamantes na América Latina. A COMITIVA VISITOU AS FÁBRICAS DA ALCINO E TOPÁZIO, DUAS OFICINAS CENTENÁRIAS QUE PRESERVAM AS TÉCNICAS TRADICIONAIS E A MINÚCIA DO TRABALHO ARTESANAL.

Para Fátima Santos, Secretária-Geral da AORP: “O mercado sul-americano oferece um grande potencial para a joalharia portuguesa, no entanto, rege-se por normas protecionistas que dificultam o acesso das marcas nacionais. Este encontro foi importante para perceber as dinâmicas de mercado e oportunidades que oferece.” A rede “Mujeres Brillantes” foi formada a 23 de junho de 2016 com a missão de contribuir para o desenvolvimento e avanço da mulher no setor da joalharia através da educação, informação e networking internacional. Embora tenha nascido na América do Sul, o grupo tem atualmente uma abrangência internacional, integrando cerca de 700 mulheres de vários países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Perú, Espanha, Inglaterra, Itália, Israel, Turquia e Portugal, entre outros.


19 DESTAQUES

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DOS PROJETOS CONJUNTOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS

A convite do AICEP, a AORP marcou presença na sessão de Apresentação Pública dos Projetos Conjuntos de Internacionalização das Associações Empresariais, em Coimbra, que visa divulgar os apoios financeiros concedidos no âmbito do Portugal 2020.

M AT C H M A K I N G : P R O M O V E R NEGÓCIOS E PARCERIAS

Matchmaking é o novo serviço da AORP dedicado a apresentar os principais serviços e técnicas do setor e quais as empresas que se destacam em cada área. Se está à procura de um serviço especializado, consulte o nosso Diretório de Associados no nosso site em aorp.pt/members e descubra o parceiro certo para o seu negócio. Se gostaria de ver o seu negócio no diretório ou atualizar a informação disponível, contacte-nos para o e-mail geral@aorp.pt. Bons negócios!

O evento contou com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias e o Presidente da AICEP, Luís Castro Henriques. O responsável máximo da agência de investimento destacou os mais de 50 milhões de euros de incentivos atribuídos a projetos de 38 Associações para promover a internacionalização da economia e que vão beneficiar 16500 empresas em 71 mercados de ação. Os Projetos Conjuntos de Internacionalização têm sido determinantes para a dinâmica competitiva do setor da ourivesaria portuguesa, permitindo potenciar a capacidade exportadora das PME e o seu reconhecimento internacional, através da implementação de ações de promoção e marketing, da sua presença em certames internacionais e do conhecimento e acesso a novos mercados.


20 CONTRASTARIA

NOVO RJOC P R I N C I P A I S A LT E R A Ç Õ E S

Após intensas negociações com o Governo, a AORP e restantes associações do setor vêm grande parte das suas revindicações refletidas no novo Decreto-Lei n.º 120/2017, do qual foram para já aprovadas duas portarias: Para Ana Freitas, Presidente da AORP, “a grande diferença para o anterior RJOC, publicado em 2015, é o facto do Governo ter ouvido as associações que representam o setor e ter entendido as suas reais necessidades. As novas medidas têm como objetivo simplificar os processos e, dentro das limitações de um setor altamente regulamentado, aproximá-lo das dinâmicas modernas do mercado de consumo.” Principais alterações: - SIMPLIFICAÇÃO DO ACESSO À ATIVIDADE: os operadores económicos passam a poder iniciar a sua atividade após a realização de uma mera comunicação prévia no Balcão do Empreendedor, acompanhado do pagamento das taxas respetiva; - Alargamento das situações de marcação e ensaio facultativo, como sejam alguns artigos de artista, bem como matérias-primas destinadas ao fabrico de objetos (nomeadamente barras, chapas, folhas, lâminas, fios, bandas, tubos), exceto quando sejam diretamente comercializados ao público, bem como artefactos de ourivesaria de interesse especial e para os artigos com metal precioso usados, desde que tenham comprovadamente mais de 50 anos; - Simplificação e a uma generalizada liberação na forma de disponibilização dos artigos com metal precioso para venda, tendo-se igualmente uniformizado o limite máximo de pagamento em numerário em todas as transações comerciais. Permite-se ainda, substituir

a informação ao consumidor em papel, pela disponibilização da mesma em formato eletrónico. - Eliminação da obrigação de existência de um avaliador por cada estabelecimento, sendo substituído pela disponibilização ao consumidor de uma lista de avaliadores para sua livre escolha. - Permissão de exposição de artigos com metal precioso de forma ocasional e esporádica com regras simplificadas, exigindo-se apenas uma simples comunicação que permita a fiscalização, designadamente em feiras, leilões, galerias e outros eventos; - Reforço da fiscalização com a presença da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A., nessa tarefa, diminuindo-se o montante das coimas de forma a uniformizar com regimes semelhantes; - Eliminação da taxa mínima por lote, bem como o regime bonificado associado. A AORP continua em negociações com o Governo sobre a portaria relativa aos emolumentos, que será publicada em breve. Assim que aprovada, a AORP irá promover uma sessão de esclarecimento sobre o novo quadro de legislação setorial dirigida aos seus associados. A INCM - Imprensa Nacional-Casa da Moeda disponibiliza no seu site um conjunto de perguntas e respostas frequentes, bem como um e-mail de contacto para pedidos de esclarecimento: esclarecimentos. rjoc@incm.pt ou geral@aorp.pt


21 CONTRASTARIA

UTILIZAÇÃO DE MEIO DE PAGA-

CIBJO CONGRESS 2017

MENTO ESPECÍFICO

RUI GALOPIM NOMEADO VICE-PRESIDENTE DO SETOR A

T R A N SAÇÕ E S D E VA LO R S U P E R I O R A €3000

Entrou em vigor no dia 23 de agosto a Lei n.º 92/2017, de 22.8, que obriga à utilização de meio de pagamento específico em transacções que envolvam montantes iguais ou superiores a €3.000, alterando a Lei Geral Tributária (aditando o artigo 63º-F e revogando o artigo 63º-C) e o Regime Geral das Infrações Tributárias (alterando o artigo 129º).

A CIBJO, The World Jewellery Confederation, nomeou Rui Galopim, gemólogo português, para os cargos de Vice-presidente do Setor A e Vice-presidente da Comissão do Coral. Esta é a primeira vez que um representante português assume cargos de responsabilidade nesta confederação.

Assim, de acordo com o Artigo 63º-E, é proibido pagar ou receber em numerário em transações de qualquer natureza que envolvam montantes iguais ou superiores a €3.000, ou o seu equivalente em moeda estrangeira.

A nomeação aconteceu no âmbito CIBJO CONGRESS 2017, na Tailândia, onde estiveram reunidos 300 participantes de diversos países, tais como Alemanha, Áustria, França, Itália, Suíça, Suécia, Grã-Bretanha, Bélgica, Dubai, Bahrein, Itália, Holanda, Israel, Austrália, Fiji, Filipinas, México, Gronelândia, Canadá, África do Sul, EUA, Rússia, Reino Unido, Tailândia, Taiwan, Japão, Vietname e Myanmar.

Os pagamentos realizados pelos sujeitos passivos de IRC ou de IRS que disponham de contabilidade obrigatória respeitantes a faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a €1.000, ou o seu equivalente em moeda estrangeira, devem ser efectuados através de meio de pagamento que permita a identificação do respetivo destinatário, designadamente transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto. O limite atrás mencionado é elevado para €10.000, sempre que o pagamento seja realizado por pessoas singulares não residentes em território português e desde que não atuem na qualidade de empresários ou comerciantes. Refira-se que, para efeitos dos limites acima mencionados, são considerados de forma agregada todos os pagamentos associados à venda de bens ou prestação de serviços, ainda que não excedam aquele limite se considerados de forma fracionada. No que respeita a pagamento de impostos, passa a ser proibido o seu pagamento em numerário se o montante exceder €500. Encontram-se excecionadas das proibições referidas, as operações com entidades financeiras cujo objeto legal compreenda a receção de depósitos, a prestação de serviços de pagamento, a emissão de moeda eletrónica ou a realização de operações de câmbio manual, nos pagamentos decorrentes de decisões ou ordens judiciais e em situações excecionadas em lei especial. O não cumprimento do acima exposto é punido, nos termos do artigo 129º do RGIT (na redação agora atribuída pela Lei nº 99/2017), ou seja, a realização de transações em numerário que excedam os limites legalmente previstos é punível com coima de €180 a €4500. De sublinhar que as alterações efectuadas pela Lei nº 92/2017 à LGT e ai RGIT produzem efeitos relativamente aos pagamentos realizados após 23 de agosto, ainda que as transações que lhe deram origem sejam anteriores.

Com mais de 20 anos de experiência, Rui Galopim é um dos maiores especialistas nacionais em gemas e tem percorrido o mundo a divulgar o uso das pedras preciosas, em particular na joalharia portuguesa dos séc. XVI ao XIX. É também o mentor da escola de formação Portugal Gemas Academy. A CIBJO, The World Jewellery Confederation, representa os interesses de todos os indivíduos, organizações e empresas que operam no setor das joias, pedras preciosas e metais preciosos, cobrindo toda a indústria desde as minas até ao mercado, nos vários centros de produção, manufatura, comércio e retalho. A atividade da CIBJO está dividida em três Setores (A, B e C) estando o Setor A vocacionado para abordar as questões de regulamentação e normas dos materiais gemológicos e laboratórios gemológicos, supervisionando os trabalhos das várias comissões específicas, designadamente as comissões do diamante, pedras de cor, pérolas, corais e gemologia (laboratórios). Os Setores B e C discutem as matérias da distribuição de joalharia e metais preciosos, tecnologia e manufactura de joalharia, respetivamente. “COM MAIS DE 20 ANOS DE EXPERIÊNCIA, RUI GALOPIM É UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS NACIONAIS EM GEMAS E TEM PERCORRIDO O MUNDO A DIVULGAR O USO DAS PEDRAS PRECIOSAS, EM PARTICULAR NA JOALHARIA PORTUGUESA DOS SÉC. XVI AO XIX.”


23 AGENDA INSTITUCIONAL

2 0 1 7

AGENDA I N S T I T U C I O N A L

S

E

T

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M

B

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O

O

U

T

U

B

R

O

06 de Set

04 de Out

27 de Out

Reunião com a nova Secretária de

Programa Formação PME

Reunião Plenária na Assembleia da

Estado da Indústria - Ana Teresa Lehamn

Reunião com Consultores no âmbito do Progra-

República

Apresentação institucional do setor da ourivesaria em Portugal e do seu plano estratégico de ação.

ma Formação PME, para início das intervenções nas empresas participantes neste projeto.

Apreciação da Petição n.º 157/XIII/1ª, onde a AORP, enquanto primeiro peticionária e as demais associações do setor, solicitam a revisão da Lei n.º 98/2015, de 18 de Agosto, e da

Reunião com a Condé Nast Internacional

Portaria n.º 403-B/2015, de 13 de novembro

Apresentação da International Luxury Conference - “Language of Luxury”, que se realizará em Portugal, em Abril de 2018.

05 de Out

(estabelece o novo RJOC-Regime Jurídico da Ourivesaria e das Contrastarias).

Festa de lançamento da nova revista VOGUE N

15 a 18 de Set Feira Jewellery & Gem Fair, Hong Kong

09 de Out Apresentação Pública dos Projetos Conjuntos de Internacionalização

22 a de Set Feira VicenzaOro, Vicenza

O

V

E

M

B

R

O

09 A 12 de Nov Feira Sieraad, Amesterdão

das Associações Empresariais no âmbito do Portugal 2020 Convento de São Francisco - Coimbra

09 A 12 de Nov Lançamento do Projeto “Portu-

27 a 29 de Set Visita Institucional da Vice Presidente da

25 de Out

El Corte Inglés, Lisboa

SIC Mulher - “Faz Sentido” Participação no programa para apresentação

Bolsa de Diamantes do Panamá

do projeto de solidariedade social “Joias que

e também presidente do Movimento “Mujeres Bril-

nos Unem”

lantes” - Ali Pastorini, a Portugal.

guese Jewellery X El Corte Inglés”

23 de Nov Lançamento do Projeto “Portuguese Jewellery Newborn X Minty Square” Plataforma digital de vendas online


24 ASSOCIADOS

FRAGA

Urbana e disruptiva, a Fraga Jewellery contraria os princípios da joalharia clássica, devolvendo às peças o aspeto bruto das matérias-primas, em formas e texturas rudes, imperfeitas, autênticas. Natural do Pico, nos Açores, Hugo Fraga parece transportar as paisagens vulcânicas da ilha para as suas peças. Uma representação que encontra eco na paisagem urbana. Joias no seu estado puro, sem preconceitos, para pessoas reais e momentos reais. www.fragajewellery.com

GIARTE

Fundada em 1988, a Giarte é uma empresa especializada em banhos de ouro, prata e ródio para o segmento de ourivesaria, bijuteria e relojoaria. Aliando as competências técnicas e a força empreendedora dos seus fundadores, a Giarte dedica-se à criação, comercialização, reparação e personalização de artigos de ourivesaria e joalharia, bem como à comercialização de ferramentas e acessórios de apoio à indústria e escolas de ourivesaria. A empresa tem-se distinguido na área das medalhas e objetos de arte em metais nobres, criando coleções e peças de edição limitada, em colaboração com reputados pintores e escultores nacionais e estrangeiros. www.giarte.pt


25 ASSOCIADOS

PEREIRINHA OURIVESARIAS

A Pereirinha Ourivesarias teve início em 1937, numa bicicleta de venda ambulante que percorria as localidades do distrito de Viseu. Hoje em dia é uma referência na região, detendo seis pontos de venda distribuídos pelas cidades de Viseu, Mangualde, Tondela e Penalva do Castelo. Especialista em joias e relógios, a empresa foi pioneira na criação de uma loja online, que lhes permitiu uma maior projeção não só nacional como internacional. A sua visão inovadora teve reflexo no recente projeto coletivo – Joias que nos unem – em que convidou cinco jovens criadores para desenvolverem uma coleção solidária, moldada em colaboração com jovens e adultos portadores de Trissomia 21 e alunos do ensino secundário.

RAZZA JOIAS

Colar, Joana Santos, Joias que nos unem.

www.pereirinha.com

Razza Joias é fruto do impulso criativo de Pilar Correia, da convicção de poder oferecer no setor da joalharia, uma proposta com personalidade e estilo próprio. Apostando na inovação e na modernidade, trabalha com matérias primas nobres, tais como: o ouro, a prata, as pedras e as peles naturais. É uma das marcas presentes no espaço “Portuguese Jewellery – Shaped With Love”, no Piso 0 do El Corte Inglés de Lisboa. www.razzajoias.pt


26 SUGESTÕES

1 Museu Nacional Soares dos Reis

2 Alfândega do Por to

José de Almada Negreiros: desenho em movimento até 18.03.2018

3 Museu do Caramulo

“The World of Steve McCurry”

Até 31.12.2017

O multipremiado fotógrafo norteO Museu Nacional Soares dos Reis, em

-americano, reconhecido pelo retrato da

colaboração com a Fundação Calouste

menina afegã de olhos verdes que foi

Gulbenkian, acolhe a exposição “José de

capa da “National Geographic”, apresen-

Almada Negreiros: desenho em movimen-

ta a sua exposição “The World of Steve

to”. Com curadoria de Mariana Pinto dos

McCurry”, na Alfândega do Porto até 31

Santos, a mostra reúne 90 trabalhos

de dezembro.

que dão conta da importância da lingua-

Com curadoria de Biba Giacchetti e ceno-

gem cinematográfica na obra plástica desta figura considerada ímpar do modernismo português. Em grande parte do trabalho de Almada Negreiros é bem visível a sua vontade de contar histórias com imagens, muitas das quais com apontamentos de humor, tanto em séries de desenhos, como em obras integradas em edifícios e mesmo em tapeçarias.

“The power of the Force”

grafia do arquiteto italiano Peter Botazzi, a exposição com mais de 200 fotografias reúne alguns dos trabalhos mais reconhe-

08.12.2017 a 27.05.2018

cidos do fotógrafo, mas também vários não publicados. A lente de McCurry captou cenários de guerra e violência, como a queda das torres do World Trade Center a 11 de setembro, fotografada a partir do seu escritório em Nova Iorque, a Guerra do Golfo, o conflito do Afeganistão, o período pós-tsunami no Japão ou o drama das crianças-soldado.

O Museu do Caramulo acolhe exposição que pretende assinalar os 40 anos sobre a estreia da maior saga de ficção científica do cinema, a Guerra das Estrelas. “The Power of the Force” trará de uma galáxia distante até ao público uma extensa coleção de brinquedos e cartazes originais, produzidos entre 1977 e 1985, e referentes aos três primeiros filmes do universo criado por George Lucas nos anos 70, que mudaram o mundo do cinema e da indústria dos brinquedos. A exposição é baseada naquela que é considerada uma das melhores e mais completas coleções do mundo dedicada ao universo da Guerra das Estrelas vintage.


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Jewellery Mag - Dezembro 2017  
Jewellery Mag - Dezembro 2017  
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