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Nツコ 7 - Maio / 2010

UM ESTILO DE VIDA

COMISSテグ NACIONAL JOHVEM Rua Morgado de Mateus, 77 Vila Mariana - Sテ」o Paulo - SP www.johvem.com.br

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Editorial

sta revista é uma edição especial produzida pela Comissão Nacional Johvem – CNJ – sobre a Conferência Johvem 2010. Nela, você poderá saber um pouco mais do histórico da CNJ e suas atividades. A CNJ foi instituída em 2001 com o objetivo de conduzir jovens messiânicos a um processo de qualificação e formação, com base nos Ensinamentos de Meishu-Sama. Um grande desafio! Para tal, foi definida uma estrutura organizacional cuja liderança seria constituída por mais de três mil líderes entre coordenadores, assistentes, auxiliares de programas de formação, responsáveis de jovens e monitores. Atualmente, podemos notar a atuação desses jovens nas diversas atividades da IMMB bem como na coordenação das atividades, como Marcha de Johrei, Reunião de Johrei no Lar, Encontros Regionais, Caravanas ao Solo Sagrado do Japão e Programas de Formação Johvem 3, Johvem 2, Johvem 1, Criançarte e Tweens e Pré-Seminário, que são realizadas em âmbito nacional. Como a Conferência Johvem, realizada anualmente no mês de março, é o evento em que a liderança dos jovens do Brasil recebe orientação e direcionamento, decidimos editar esta revista. Reunimos, pois, informações preciosas para todos aqueles que contribuem nessas atividades ou que venham a se identificar com nossa missão. Neste ano, realizamos a sexta edição da Conferência Johvem no Centro de Convenções do Hotel Transamérica em São Paulo, no último dia 6 de março. Mais uma vez, o ponto alto da conferência foi a orientação do presidente da Igreja Messiânica Mundial, Revmo. Tetsuo Watanabe. Foi igualmente nesta ocasião que o Rev. Francisco Jésus Fernandes, então presidente da CNJ, fez sua última palestra para a liderança jovem brasileira e também de outros países, antes de partir, no dia 14 de abril, para o Mundo Espiritual. Além de prestarmos nossa singela homenagem nesta edição, aproveitamos para eternizar aqui nosso sentimento sincero de profunda gratidão.

Johvem UM ESTILO DE VIDA

Nº 7 - Maio de 2010 Publicação da Igreja Messiânica Mundial do Brasil - Comissão Nacional Johvem Rua Morgado de Mateus, 77 - 6º andar - Vila Mariana - São Paulo - SP - Tel.: 11 5087-5162 www.johvem.com.br secretaria@johvem.com.br Elaboração: Divisão Editorial da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Jornalista responsável: Lúcia Martuscelli de Freitas - MTB 22.511 Edição de arte: Kioshi Hashimoto Redação: Marcelo Falsarella Revisão: Ivna Fuchigami Colaboradores: Ricardo Fuchigami, Rodrigo Cardoso, Tony Tajima e Celina Watanabe (fotos); Gilmar Dall’Stella e Cristina S. Dall’Stella (redação)

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Índice Editorial ................................................................. 3 Homenagem ao reverendo Francisco ............. 5 Conferência Johvem 2010 ................................. 6

Palestra do Revmo. Tetsuo Watanabe ........... 12

Experiências de fé - Tiago Martins Colen .............................. 20 - Min. Jussara de Almeida Costa .......... 22 - Diego Del Valhe ..................................... 24 Encontro de Coordenadores e Assistentes Jovens ....... 28

Comissão Nacional Johvem lança novo site ................ 34

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HOMENAGEM

Homenagem ao reverendo Francisco

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everendo Francisco: um grande mestre que contribuiu para a mudança e a transformação da vida de milhares de jovens. Um mestre que semeou e amplificou o amor, a gratidão e a fé, rompendo os limites geográficos, de credos, de línguas e de ideais. Onde quer que ele estivesse, era sempre compreendido, pois falava com o coração. Seu único e verdadeiro objetivo foi direcionar as pessoas para o caminho da felicidade. E isso, ele fez muito bem. “Chiquinho Pastor”: era como seus amigos do círculo do futebol o chamavam. “Chiquinho, Chiquinho, Chiquinho” — com este coro, os jovens o recebiam, sempre de pé, pois o amavam e respeitavam. Durante o período em que esteve à frente da Comissão Nacional Johvem como seu presidente, o reverendo Francisco Jésus Fernandes fez com que os jovens messiânicos brasileiros sintonizassem seus sonhos com os objetivos do Messias MeishuSama e transformassem simples histórias em experiências de vida. Seu sonen contagiou os jovens de todo o Brasil, resgatando e garantindo, assim, um futuro promissor para a Obra Divina no mundo inteiro. Como mencionado na música que ele tanto admirava, era realmente um grande “amigo de fé” e, sem dúvida alguma, sua dedicação foi e sempre será uma referência, um exemplo de convicção que permanecerá vivo dentro de cada um de nós. Gratidão eterna: este é o sentimento que nutrimos pelo reverendo Francisco e seus familiares. E é com grande emoção que a expressamos neste momento. COMISSÃO NACIONAL JOHVEM

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CONFERÊNCIA JOHVEM

Cerca de 1.500 pesso à Conferência Johvem Cerca de 1.500 pessoas participaram, em 6 de março, no Hotel Transamérica, em São Paulo, da edição de 2010 da Conferência Johvem. Entre elas, havia reverendos, ministros, coordenadores de jovens, assistentes de coordenadores, responsáveis de jovens, auxiliares dos programas de formação, além de 141 caravanistas de 14 países.

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as comparecem

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evento teve início com a execução do Hino Nacional pela Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do primeiro-sargento Marcos Nunes. Em seguida, o público assistiu a um vídeo com imagens da Conferência Nacional Johvem de 2009, dos encontros regionais, dos programas de formação Criançarte, Tweens, Johvem 1, Johvem 2, Johvem 3, Pré-Seminário, entre outras.

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O secretário executivo da Comissão Nacional Johvem (CNJ), ministro Edson Matsui, saudou os participantes e apresentou os caravanistas estrangeiros e os coordenadores de jovens de todo o Brasil. Em sua saudação, o presidente da IMMB, reverendo Hidenari Hayashi, afirmou estar confiante no cumprimento do compromisso firmado pelos messiânicos com Kyoshu-Sama quanto à continuidade até 2016 da prática das pequenas ações altruístas.

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Revmo. Tetsuo Watanabe.

Rev. Francisco Jésus Fernandes.

Após as breves palavras do presidente da CNJ, reverendo Francisco Jésus Fernandes, o presidente mundial da IMM, Revmo. Tetsuo Watanabe, respondeu a três perguntas formuladas pelos jovens. Entre outros itens, o presidente mundial narrou algumas experiências vivenciadas por ele enquanto dedicava na difusão pioneira no Rio de Janeiro. À tarde, o ministro Gilmar Dall’Stella expôs as mudanças de tecnologia, de design e de arquitetura de informação do novo site Johvem (http:/

Rev. Hidenari Hayashi.

Min. Edson Matsui.

www.johvem.com.br), disponível a partir do dia do evento. Na sequência, o reverendo Francisco transmitiu mais detalhes sobre a missão passada aos messiânicos pelo presidente mundial da IMM. De acordo com ela, cada pessoa, por meio da prática das pequenas ações altruístas, pode tornar-se um “segundo Watanabe”. A orientação do reverendo Francisco foi completada com o depoimento da médica e ministra

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Min. Ernestina Olinda dos Prazeres Coimbra Junior.

Diego Del Valhe.

Tiago Martins Colen.

de Angola, Ernestina Olinda dos Prazeres Coimbra Junior. Ao ministrar Johrei a centenas de doentes em hospitais de seu país, ela presenciou diversos milagres. Como resultado, ganhou a convicção de que o Johrei é a medicina do século 21. A conferência contou ainda com o relato de experiências de fé dos jovens Tiago Martins Colen, do Johrei Center São Bernardo do Campo (SP); Jus-

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Min. Jussara de Almeida Costa.

sara de Almeida Costa, ministra responsável do Johrei Center Cajazeiras, de Salvador (BA); e Diego Del Valhe, do Johrei Center Ermelino Matarazzo, de São Paulo. As atividades musicais também receberam um grande destaque. Na parte da manhã, Rogério Zaghi e Milena Miotto emocionaram a todos com a apresentação, em piano e flauta, de obras do com-

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positor alemão Robert Schumann e outras do brasileiro Osvaldo Lacerda. Depois do almoço, com muita animação, os participantes levantaram-se das cadeiras e dançaram bastante durante o show de Helder Moreira, cover do cantor Elvis Presley. No final do evento, com a exibição de integrantes da escola de samba Vai-Vai, a plateia divertiu-se ainda mais.

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Quero que cada um d “segundo Watanabe” Íntegra da palestra do Revmo. Tetsuo Watanabe Conferência Johvem 2010 - 6 de março de 2010

Revmo. Tetsuo Watanabe.

1ª. pergunta: Reverendíssimo, como nasceu a prática da pequena ação altruísta, que está dando resultados maravilhosos no mundo inteiro? Quando visito os países onde há difusão da nossa Igreja, os ministros sempre comentam comigo: “Reverendíssimo, queremos expandir mais a Obra Divina, formar milhares de novos membros, mas é muito difícil”. Mesmo em Angola, país africano que conta com a maior difusão da nossa igreja, os resultados esperados não são alcançados. O reverendo Francisco, em 2009, pediu 50 mil Ohikari para a outorga de

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novos membros. Porém, quando fui a Angola, perguntei: “Foram formados 50 mil novos membros?” A resposta foi: “Não, só 20 mil.” Comentei: “Não eram 50 mil? Ainda faltam 30 mil.” Isso acontece em todo lugar. Eu dizia: “Sabe por que não são formados novos membros? Porque Meishu-Sama está controlando. Ele não deixa formar muitos membros.” A pessoa pergunta: “Por quê? Por que Meishu-Sama não deixa? Ele não quer aumentar o número de membros para salvar a humanidade?” Pergunto: “Em seu país, na sua igreja, todos os membros foram salvos? Todos estão felizes, vivendo com orgulho de serem mes-

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e vocês se torne um siânicos? Estão fazendo o próximo feliz?” A pessoa responde: “Ah, não são todos os membros.” Questiono novamente: “Dos membros, quantos por cento estão dedicando ativamente, participando de fato da Obra Divina de corpo e alma? Quantos? Você nem sabe, não é?” A pessoa diz: “Mais ou menos 30%.” Pergunto: “Outros 30% dedicam de vez em quando?” E a resposta: “É isso mesmo. Como o senhor sabe?” Torno a indagar: “É que, em todo lugar, é a mesma coisa; 40% deles são inativos, não são?” E a resposta é: “Sim.” Meishu-Sama nos entregou muitos membros para serem salvos, para eles se tornarem felizes. Contudo, não estamos conseguindo salvar todos aqueles que foram enviados por Deus. Se pedirmos a Meishu-Sama enviar mais pessoas, ele vai dizer: “Primeiro, salvem todas as pessoas que en-

caminhei. Depois, peçam mais.” Muitos ministros e missionários falam: “Reverendíssimo, realmente é difícil salvar esses 40%”. Respondo: “É lógico que é difícil. Por quê? Você está dando grandes tarefas para eles cumprirem, não é? Cada um deles tem que ministrar 10 Johrei por dia, encaminhar dez pessoas por mês, fazer 10% de donativo. Se a pessoa cumprir essa tarefa grande, será feliz e se tornará útil a Deus. É lógico! Porém, como não consegue fazer isso, afasta-se da Igreja; fica até com medo de ir à igreja. Se for, será cobrada. A situação é essa. Está aumentando cada vez mais o número de membros, mas não como queríamos. No máximo, 30 mil por ano, não é?” E continuei: “Não pense em encaminhar mais pessoas. Salve as que já foram entregues por Deus.” Diante dessa situação, lancei a prática das pe-

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quenas ações altruístas. No Rio de Janeiro, adquiri experiência ao fazer a difusão pioneira. Comecei com uma pessoa. Dentro de uns três anos, a igreja começou a ser construída. Em quatro, ela foi inaugurada, sempre com o aumento do número de membros. Na Santa Luiza¹, formavam-se filas enormes. Chegavam de madrugada 400 pessoas. À meia-noite, quando eu saía, já havia fila. As pessoas esperavam no local para receber uma ficha para, no dia seguinte, receberem Johrei. Por quê? Como havia muitos milagres, todos queriam a salvação. Muitos ministros de São Paulo viajavam ao Rio de Janeiro para estudar o que eu fazia. Eles queriam saber por que havia filas enormes. Perguntavam se eu estava fazendo alguma coisa diferente. Mas não. Todo mundo viu que eu só ministrava Johrei: de manhã até a madrugada. Sempre procurei conversar com os frequentadores. Eu dizia a eles: “Olhe, você está sofrendo, mas quer a salvação, não é? Quer que eu salve você? Infelizmente, não tenho nenhum poder para salvá-lo e nem consigo protegê-lo porque não convivo com você. Quem salva, quem protege, é Deus e MeishuSama. Por isso, você precisa tornar-se um homem capaz de ser protegido pelo Alto.” Então, o frequentador perguntava: “O que preciso fazer para receber essa proteção?” Eu respondia: “Basta você tornar-se útil a Deus. Se for útil a Deus, Ele o protegerá.” O frequentador questionava: “O que preciso fazer para ser útil a Deus?” A resposta era: “Tornarse útil a seu semelhante, fazendo-o feliz. MeishuSama sempre ensinou que, quem quer ser feliz, em primeiro lugar, precisa fazer os outros felizes. Esta que é a chave da felicidade.” Ele, então, perguntava: “Como é que faço, então, para ser útil a al-

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guém?” Eu respondia: “Pode fazer qualquer coisa. Mesmo que você esteja doente, pobre, sofrendo e não consegue fazer nada, eu digo que você consegue, sim. Por exemplo, em um dia, basta você receber um ‘obrigado’ de alguém. Faça uma pequena ação, fique atento. Pergunte a si mesmo o que pode fazer. Se uma pessoa estiver carregando uma coisa pesada, ajude-a um pouquinho. Levantese do banco do ônibus e deixe uma senhora idosa sentar-se. Aí, ela poderá dizer ‘muito obrigada’, não é? Você acabou de ganhar um ‘obrigado’ de alguém. Você pode ajudar a esposa em alguma coisa, e ela não vai dizer ‘obrigado’?” A pessoa perguntava: “Ah, é isso? Isso é fácil. Só com isso eu já consigo ser útil a Deus?” Eu respondia: “Sim, consegue! Se você se preocupar em ser útil a alguém, já é meio caminho andado. Se conseguir ganhar um ‘obrigado’, será útil a Deus. Faça isso, mas não pode ser um dia só, não. Durante trinta dias seguidos, você precisa ganhar um ‘obrigado’.” “Sim, senhor, está bem. Vou fazer tudo isso. Receber um ‘obrigado’? Está bem.” Falei: “Depois de um mês, vou ministrar Johrei em você”. Naquela época, era muito difícil receber Johrei de mim. Continuei: “Então, daqui um mês, você receberá Johrei. Terá de receber um ‘obrigado’ por dia”. Depois de um mês, a pessoa aparecia. Eu perguntava: “Como é que foi? Conseguiu ganhar um ‘obrigado’ por dia?” “Ah, professor, no início, recebi um ‘obrigado’ por dia. Depois de uma semana, comecei a receber três ‘obrigado’. Outro dia, cinco. Agora, são dez ‘obrigado’.” “Ah, é? Em apenas um mês, sua fisionomia é outra. Você está mais animado e mais alegre. Os olhos estão brilhando. Puxa, meus parabéns, meus parabéns!” Aí, eu lhe ministrava Johrei. Ela perguntava: “E, agora, professor, qual é a tarefa?” “Continue a cumprir essa tarefa, recebendo ‘obrigado’ dez vezes por dia.” Ela comentava: “Isso é fácil demais para mim”. Eu respondia: “A Santa Luiza está suja, já que muita gente vem aqui. Você pode, então, fazer limpeza de 30 minutos por dia nesse local.” “Só trinta minutos? Puxa, eu quero limpar mais.” “Então, limpe todo o banheiro”. “Pode deixar!” Ela começou a fazer a limpeza. No outro mês, essa pessoa estava muito mais forte, já pedia outras tarefas. Falei: “Já é o terceiro mês, hein?” Ela chegou à conclusão que, ao fazer

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várias coisas úteis, ouvia muitas vezes a palavra “obrigado”. Ela comentava: “Acho que a melhor forma para ser mais útil a Deus e a Meishu-Sama é tornar-me membro para ministrar Johrei”. Meishu-Sama nos outorgou o poder de representá-lo para transmitir a outras pessoas o amor e a luz de Deus, purificando seu espírito, deixando brilhar sua alma e sua partícula divina. O auge da prática de altruísmo é o Johrei. Eu perguntava: “Você quer receber o Ohikari?” “Sim.” Eu dizia: “Ainda é cedo. Você tem que ser mais útil a Deus. Senão, Meishu-Sama não vai permitir”. A pessoa, então, dedicava e esperava a oportunidade. Uns cinco meses depois, eu a chamava e dizia:“Agora, você pode.” Ela pulava de alegria. Ao receber o Ohikari, ela chorava. Como esperava ansiosamente esse dia, no dia seguinte, de manhã cedo, já estava na porta da igreja para ministrar Johrei. Assim, formei membros pioneiros no Rio de Janeiro. O reverendo Manabe é testemunha. Naquela época, depois do recebimento do Ohikari, todos os membros reclamavam das purificações. Eu passava, então, a eles uma missão ou uma tarefa. No cartão, eu escrevia: “Dez Johrei diários”. Eles perguntavam: “Tenho que ministrar dez Johrei por dia?” Eu respondia: “Sim”. Para outras pessoas, eram cinco Johrei diários. Elas perguntavam: “Cinco Johrei por dia?”. “Sim”. Para outros membros, eram trinta. Alguns perguntavam: “Por que tenho que ministrar 30 por dia? Os outros precisam ministrar cinco, oito, dez Johrei. Por que só comigo são trinta?” Eu não queria dizer que ele era muito maculado... Eu respondia: “Você consegue ministrar 30. Os outros não conseguem. Você será mais útil rapidamente. Meishu-Sama está exigindo isso. Tente!” “Então, sou superior ao outro?” Respondi: “Se ministrar Johrei, aí se tornará superior”. Orientei os messiânicos sobre a prática das pequenas ações altruístas para torná-los úteis a Deus. Quando a pessoa não consegue cumprir uma tarefa grande, conseguirá cumprir uma pequena. Dessa forma, ela poderá ser útil a Deus e receberá a proteção do Alto. Ao seguir essa prática e ao receber Joh rei,

os resultados positivos multiplicam-se. A pessoa receberá bastante luz. Em muitas casas de membros e de ministros, as famílias não são felizes. Apesar de serem messiânicas há vinte, trinta anos, ainda não alcançaram a felicidade. Isso acontece porque muitas pessoas trabalham fora e dedicam na igreja. Quando chegam a casa, estão cansadas porque dedicaram bastante. Porém, elas não sabem que, no lar, há membros esperando-as para dedicar. Além disso, exigir que a esposa faça exatamente como o marido quer, vai deixá-la zangada. Por pequenas razões, cria-se desarmonia no lar. Por isso, sugeri a prática das pequenas ações altruístas também no lar, e não só no Johrei Center e na sociedade. É necessário tornar o lar feliz. Isso é muito importante. Sempre digo que quem faz alguém infeliz, não sente felicidade, a não ser que seja o diabo. O diabo é assim: gosta de ver pessoas sofrendo. O homem verdadeiro só é feliz quando torna seu próximo feliz. Quando ele vive entre pessoas infelizes, não se sente bem. Por isso, até Meishu-Sama, quando acordava, preocupava-se com o estado de ânimo dos familiares e servidores. Ele lhes dava atenção, era o campeão das pequenas ações altruístas. Como eu queria que todos os messiânicos se tornassem grandes instrumentos de Meishu-Sama, lancei essa prática. Será que respondi à pergunta? A plateia responde: “Sim!” O Revmo. pergunta: “Deu para entender?” A plateia: “Sim!”

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2ª. pergunta: O senhor comenta frequentemente que tem recebido muitas experiências de fé sobre a prática da pequena ação altruísta. Qual foi o ponto que mais lhe chamou a atenção nessas experiências? Todas as experiências de fé marcadas pela prática das pequenas ações altruístas me emocionam e até choro quando as leio. Vou contar uma coisa que achei interessante. Antes de vir para o Brasil, um ministro relatou uma experiência do ministro Yakita, de Kyushu, no Japão. Assim como vocês, ele lera minha mensagem de Ano-Novo. Nela, estava escrito que, em Tóquio, eu presenciara uma cena com um estrangeiro que, ao subir uma escada, viu uma velhinha carregando uma mala grande. Ele levou a mala até o patamar e a entregou à senhora. Ao ver que era um estrangeiro, ela não soube como agradecer. Ficou espantada, mas disse: “Tchau, tchau.” Ele foi embora muito alegre. Realmente, sua partícula divina estava muito feliz assim como Deus estava muito feliz com ele. O ministro Yakita, ao ler esse trecho, ficou pensando: “Será que, se algum dia, eu estiver nessa situação, teria coragem de carregar a mala? Vou ter coragem, sim.” O ministro ficou com isso na cabeça. Todos os dias, ao acordar, ele dizia: “Hoje, Meishu-Sama, quero que o senhor me utilize como

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seu instrumento. Quero que o senhor concretize sua vontade dentro de mim.” Ao andar pela estação, o ministro viu uma velhinha carregando um pacote grande. Pensou: “Ah, chegou minha vez. Meishu-Sama, por favor, me utilize.” Disse para ela: “Senhora, deixe-me carregar o pacote”. Embora fosse embarcar no primeiro vagão, o ministro levou o pacote até o décimo vagão, onde a senhora entraria. Ela disse: “Muito obrigada!” Ele respondeu: “De nada! Boa viagem!” Ele se dirigiu, então, ao primeiro vagão. De repente, um senhor curvou a cabeça em 90 graus para ele. O ministro estranhou: “Será que ele é membro da igreja? Nunca um membro abaixou a cabeça assim”. Ele olhou e perguntou: “O senhor me conhece?” “Não, não”, foi a resposta. Como ele estava com pressa, disse: “Tchau, tchau”. Outra pessoa abaixou também a cabeça. Pensou ele: “Ué, ela abaixou a cabeça para mim? Será que não está fazendo isso para outra pessoa?” Depois, uma senhora também abaixou a cabeça. Ele se perguntou: “O que será?” e continuou a andar. Antes de ele chegar ao primeiro vagão, uma moça de vinte e tantos anos também abaixou a cabeça. Confuso, ele entrou no vagão e pensou: “O que será que aconteceu? Por quê? Por que quatro pessoas abaixaram a cabeça dessa maneira? Por que será?” Aí, surgiu uma luz na cabeça do ministro. Pensou ele: “Ah, agora, entendi. Acho que Meishu-Sama estava querendo me ensinar, me transmitir, me despertar. Quando realmente temos o sonen forte de ser um instrumento na prática do amor altruísta, ele atua em nós. Eles não curvaram a cabeça para mim. Acho que viram Meishu-Sama comigo e abaixaram a cabeça para ele. Viram tanta luz, que resolveram abaixar a cabeça.” O ministro me disse: “Puxa, reverendíssimo, a partir desse dia, o núcleo de Johrei (sua casa é utilizada como núcleo de Johrei) é frequentado por muitas pessoas.” Ele limpou bem a casa e colocou, na frente e no interior dela, vinte vasos de flores, todas colhidas na montanha. A casa ficou cheia de flores e asseada. Com esse sonen, os membros afastados começaram a voltar e muitos frequentadores apareceram para receber Johrei. Realmente, a difusão com o homem é diferente da difusão com Meishu-Sama. Quando realmente se recebe proteção, quando realmente Meishu-Sama atua, há sequência da salvação. Achei essa experiência interessante.

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Em outra experiência, uma senhoraa de 75 anos ano os conta que queria dedicar. Ela recebeu a missão de de encaminhar uma pessoa ao Johrei Center. enter. Contu-do, durante cinco anos, não conseguiu encaminharr ninguém. Ela começou, então, a fazer a prática d daa pequena ação altruísta. Pensou ela: “A frente de mimi-nha casa está sempre suja com pontass de cigarro. cigarrro.. Vou aproveitar e também limpar a frente te da casa dee meu vizinho.” Lá, como havia um gato apao de rua, ap pa-recia muito cocô. Então, ela começou a praticar essaa pequena ação todos os dias, limpando tudo. Porém, Porém m, fazia com raiva. Ela dizia: “Puxa! Por que se jogam m pontas de cigarro só nesta região? Não se jogam m pontas nos outros lugares, só aqui. Por que será?” Ela pensou bem e concluiu que a estação de de trem ficava perto de sua casa. Portanto, nto, quando quand do os fumantes descem da estação, jogam m as pontas pontaas de cigarro bem em frente da casa dela. a. Então, ela elaa colocou uma lata com água e um cartaz, taz, pedindo pedind do que fossem jogadas nela as pontas de cigarro. PoPo orém, continuaram jogando as pontas no chão. Com m raiva, essa senhora disse: “Puxa vida! Não gosto d dee fumante. O governo tem que proibir o fumo.” Além disso, o gato sempre fazia cocô. Ela foi atrás do animal com uma vassoura, mas não o atingiu. “Esse gato não tem jeito”, disse ela. Irritada, continuava a limpar o local, mas a situação não mudava. Um dia, um membro falou-lhe sobre a importância de agradecer em qualquer circunstância e de pedir para que fosse concretizada a vontade de Deus e de Meishu-Sama dentro de si, fazendo a oração: “Meishu-Sama, por favor, seja concretizada sua vontade dentro de mim e no meu lar.” Ao olhar o local cheio de pontas de cigarro e de cocô de gato, ela pensou: “Acho que isso é vontade de Deus e de Meishu-Sama. Se for a vontade de Meishu-Sama, por que isso acontece? Para eu aprender, aprimorar, crescer. Talvez eu precise ter sentimento de gratidão”. Ela passou, então, a procurar algo para agradecer. Depois de três meses, começou a retirar as pontas, dizendo: “Muito obrigado àqueles que jogaram essas pontas de cigarro. Vocês estão pagando mais impostos do que eu para ajudar o país. Muito obrigada, jogadores de pontas de cigarro, muito obrigada.” Ao limpar o cocô, ela afirmava: “Muito obrigada, gatinho, porque acho que você suja aqui, mas deve consolar muita gente, como seu dono. Muito obrigada, gatinho!” Os agradecimentos continuaram por umas duas semanas.

Os vizinhos começaram a ajudá-la na limpeza. Ela passou a ficar conhecida como “a velha da limpeza da rua”. Muitas pessoas passaram a conversar com ela: “Tudo bem!? Muito obrigado! A senhora está sempre limpando”. Ela começou a fazer amigos. Como, anteriormente, nunca conversava com os vizinhos, não encaminhava ninguém à Igreja Messiânica. Agora, tinha muitas amizades. Ela conseguiu levar sete pessoas ao Johrei Center. Quatro receberam o Ohikari. Imaginem: antes, em cinco anos, não encaminhara ninguém! Depois de encaminhar esses membros, de repente (parece até mentira...) ninguém jogou mais pontas de cigarro na calçada. O gatinho não faz mais sujeira. Por quê? Como ela passou a limpar com amor e com gratidão, Meishu-Sama atuou. Agora, ninguém tem coragem de jogar pontas de cigarro. Nem o gato tem coragem de fazer sujeira. Como o local está limpo, o gato procurou outro lugar sujo para fazer cocô. Tudo ficou limpinho. Por meio da prática das pequenas ações altruístas, ela conseguiu encaminhar muitas pessoas, tornando-as felizes. Ela também ficou feliz. Será que respondi à sua pergunta? Resposta da plateia: “Sim.”

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3ª. pergunta: Meishu-Sama ensina que quem é útil a Deus, será protegido por Ele. O senhor poderia nos esclarecer mais sobre esse ponto? Quando a pessoa se torna útil a Deus, aumenta a proteção? Acho que expliquei isso agora, né? Não entenderam!? Um dos participantes diz: “Mais um pouquinho.” O Revmo. afirma: Mais um pouquinho. Obrigado por me deixar praticar essa pequena ação altruísta. Quem se torna útil a Deus, será protegido por Ele e por Meishu-Sama. O ponto mais marcante, em minha vida missionária, foi em Itabaiana, no Rio de Janeiro. Havia uma senhora chamada Diva. Quando eu tinha 29 ou 30 anos, ela já tinha cerca de 67. Ela sofria de câncer no útero e recebia Johrei todos os dias. Seu estado foi piorando cada vez mais. Na fase terminal, diariamente saíam secreções de seu corpo. Um dia, o filho dela foi à minha casa para fazer o seguinte pedido: “O senhor sabe que minha mãe está na fase terminal? Eu e minha irmã falamos para mamãe operar, mas ela não quer de jeito nenhum. Acho que, se o senhor mandar, ela vai operar. Hoje, vim aqui pedir ao senhor que diga à minha mãe para ela se operar.” Perguntei: “O médico disse que ela vai melhorar, vai se curar, se for operada?” O filho disse: “Não, não é bem assim. A cirurgia só vai prolongar sua vida talvez em mais três meses.” Respondi: “Ah, é? Se eu fosse filho dela, não queria que ela fosse operada; eu a deixaria morrer porque ela sabe que vai morrer feliz. Eu não iria contrariála.” Disse ele: “Por favor...” Falei: “Você não é bom filho. Está só está que-

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rendo fugir da responsabilidade. Não está amando sua mãe, não está pensando nela. Amo sua mãe mais do que você. Mas tudo bem! Pelo menos, vou conversar com ela.” Ele foi embora. Chamei a mãe: “Seu filho veio aqui, pediu para eu falar para a senhora operar.” Ela ficou brava: “O quê? Meu filho veio? Puxa! Estou sofrendo muito! Está saindo tanta secreção que meus filhos nem querem usar o mesmo banheiro que eu. Eles foram embora, deixando-me sozinha. Como ele tem o direito de dizer isso? Não vou operar de jeito nenhum, vou morrer recebendo Johrei.” Comentei: “Está bem. Está decidida? A senhora sabe que vai morrer em breve? “Sim, eu sei.” “Então, a senhora tem que morrer bem. Tem que morrer feliz.” “Morrer bem, morrer feliz?” “Sim, existe um caminho para se morrer bem: é preparar-se para morrer.” “O que preciso fazer?” “Para morrer feliz, precisa ser útil a Deus. Assim, mesmo que a senhora faleça, sempre será protegida pelo Alto e receberá o amor abundante de Deus e de MeishuSama. Não quer fazer isso!?” “O que preciso fazer para ser útil?” “A partir de amanhã, virá à igreja com fraldas, sentar-se e ministrar Johrei.” “O dia inteiro?” Respondi: “O dia inteiro. Fará o máximo possível.” “E o almoço?” “Traga marmita.” Então, no dia seguinte, ela trouxe marmita e começou a ministrar Johrei para ser útil a Deus, para ganhar a proteção eterna e para morrer feliz. Eu a via ministrando Johrei. Ela estava sempre lá. Passados três meses, continuava viva. Chamei-a para conversar: “Dona Diva, a senhora ainda não morreu, hein!?” “Ah, estou firme aqui. Ontem, consegui ministrar 25 Johrei. Hoje, vou chegar a 28.” “Meus parabéns! Meus parabéns!” Contudo, pensei: “Acho que haverá alguma purificação forte com a dona Diva. Vivendo sozinha, quem poderá prestar assistência a ela?” Chegou, então, a ministra Yoshiko Baba, que fez difusão pioneira na Grécia. Ela veio me procurar em minha casa. Perguntei a ela: “O que aconteceu?” “Eu não podia ficar mais em Minas Gerais. Eu queria trabalhar aqui, no Rio de Janeiro.” Perguntei: “Você trouxe dinheiro?” “Não.” “Também não tenho dinheiro. Muito bem!” Falei para ela: “Olhe! Acho que você também veio para cá para servir, para ser útil a Deus!”. “Sim, senhor.

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Pode me utilizar como quiser.” “Está bem. Tem uma senhora que está purificando. Ela mora sozinha. O quarto da filha está desocupado. Você vai até lá, dorme, faz comida para vocês duas. Terá lugar para dormir, além de comida. Como dedicação, cuidará dela.” “Ah, muito obrigada!” Comuniquei a dona Diva: “Pedi para a Yoshiko dar assistência à senhora. Deixe-a dormir e comer em sua casa”. Ambas ficaram contentes. Com a chegada de Yoshiko, dona Diva começou a purificar. A febre era altíssima, com 39, 40 graus de temperatura. A febre durava três, quatro, cinco dias, e dona Diva quase morreu. Yoshiko dava-lhe assistência, ministrando Johrei a noite inteira. Dona Diva recuperava-se, voltava à Igreja e ministrava 30 Johrei por dia. Ficava, então, com febre de novo. Isso aconteceu várias vezes. Depois de cerca de seis meses, ela apareceu à minha frente sorrindo. Ainda hoje, me lembro desse dia. Ela contou: “Hoje, posso dar uma grande notícia ao senhor.” “O que é?” “Purifiquei tanto, que não está saindo mais secreção. Estou comendo bem, sintome bem. Então, fui ao médico para fazer novamente o exame. Ao ver o resultado, o médico disse que era um milagre. Não tenho mais nenhuma célula cancerosa. Na biópsia, não apareceu nada. Sabe o que o médico me disse? Que posso casar de novo.” Ela ficou muito feliz. Depois de muitos anos, continuou ministrando Johrei, dedicando, sempre querendo ser útil a Deus. Naquela época, eu tinha sonen forte, grande e constante. Eu falava sobre como salvar o Brasil e o mundo. Eu dizia: “Olhe, Meishu-Sama nos ensinou o caminho da Agricultura Natural. A gente vai ensinar essa agricultura para criar alimento puro para todos os brasileiros. Esse dia vai chegar. Também será aberta a Academia Sanguetsu”. Eu continuava: “Vai abrir o Sanguetsu. Haverá salvação por meio do Belo. Vamos construir o Solo Sagrado.” Não havia a igreja do Grajaú, mas eu afirmava que íamos construir o Solo Sagrado e a Cidade da Nova Era. Queria também construir a Faculdade Messiânica para formarmos verdadeiros discípulos de Meishu-Sama. Aí, o pessoal que estava ouvindo acreditava. Hoje, temos o Sanguetsu, a Agricultura Natural. A expansão chegou a mais de 50 países. Temos o Solo Sagrado. Agora, haverá a segunda etapa de construção do Solo. A área total será de 3,8 milhões m². Isso eu só ia falar amanhã (no cul-

to do Solo Sagrado), é segredo, viu!? Conseguimos adquirir um terreno atrás do altar, com uma área de mais de 1,2 milhão m². Ainda tenho esse sonen grande e constante. Contudo, já estou velhinho, assim como todos meus colegas pioneiros que estão aqui. Mesmo que o sonen seja grande, forte e constante, quase está acabando, não é? O que nós fizemos, junto com os membros pioneiros, ainda é pequeno, muito pouco perante a vontade de Meishu-Sama. O sonho de Meishu-Sama é a salvação da humanidade. Porém, graças aos ministros e aos membros pioneiros, conseguimos criar alicerces. Quem vai concretizar a grande vontade de Meishu-Sama serão vocês. Quando, aos 24 anos de idade, comecei a fazer a difusão na Rua Santa Luiza, eu não sabia falar português. Não tinha fé inabalável, não tinha convicção, pois era um garoto. Não era inteligente, como não sou até hoje. Mesmo assim, como representante de Meishu-Sama, sempre quis fazer outras pessoas felizes. Foi desse modo que a Obra Divina se expandiu. Vocês, que são mais inteligentes e têm mais fé do que eu, caso se tornem verdadeiros instrumentos de Meishu-Sama, uma grandiosa obra será realizada. Quero que cada um de vocês se torne um “segundo Watanabe”, meu sucessor. Pode ser!? Vocês tentarão ser meus sucessores? Levante a mão quem quer ser. Graças a Deus e a Meishu-Sama! Meishu-Sama, está vendo? Agora, o Brasil e o mundo serão salvos. Muito obrigado e boa missão a todos!

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Eu precisava apr e

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eu nome é Tiago Martins Colen, tenho 25 anos de idade e sou membro da Igreja há seis anos. Em agosto de 2009, assumi uma nova missão dentro do Johrei Center. Como presente de Meishu-Sama, ganhei a permissão de cuidar de um setor com um pouco mais de cinquenta membros e de dedicar na expansão da unidade. Na época, teve início a preparação para a visita de Kyoshu-Sama – para mim, é como

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se o trem do paraíso estivesse vindo e quem não se entregasse de corpo e alma àessa preparação, não teria outra oportunidade para embarcar. O Revmo. Tetsuo Watanabe nos orientou sobre qual presente gostaríamos de oferecer a KyoshuSama. Como eu tinha acabado de assumir uma nova missão, senti um profundo desejo de apresentar novas vidas a Meishu-Sama e de me esforçar para encaminhar futuros membros. Contudo, no meu coração, sentia que devia mudar para conseguir tais objetivos. E precisava mudar tanto, que nem sabia por onde começar. O ministro da unidade disse para eu abrir meu coração. Então, eu falei tudo que estava sentindo. Após me ouvir por quase três horas, ele falou sobre pontos muito importantes, mas o que mais tocou meu coração foi que “eu precisava aprender a ser filho”, a aceitar e a amar minha família. À medida que eu vinha crescendo dentro da minha vida missionária, estava perdendo minha humildade perante meus pais, querendo inverter os papéis, achando que sabia mais sobre a vida do que eles. Ao invés de pedir orientações, queria orientar e, quando não era ouvido, ficava revoltado. Eu já não era mais o mesmo filho, aquele que sempre procurou dar bons exemplos dentro do lar. Voltei para casa decidido a mudar minha conduta com meus pais e irmãs, a resgatar e a aprimorar meus sentimentos. Quando cheguei, minha primeira atitude foi ministrar Johrei a todos e lhes dizer que os amava. Acho que eles pensaram: “O que será que esse menino comeu?” Via o ar de espanto deles, mas também senti alegria em seus corações. Desse dia em diante, comecei a ministrar-lhes Johrei diariamente, praticando as pequenas ações altruístas, orientadas pelo Revmo. Tetsuo Watanabe, com o sonen de fazê-los felizes, criando, assim, um lar paradisíaco. No final de semana seguinte, fui ao Solo Sagrado para o aprimoramento do Johvem 3. Como estava vivendo intensamente as pequenas ações altruístas, fui com o espírito de servir meus colegas de curso. Nesse dia, dediquei mais que o normal, ficando atento a qualquer oportunidade para ser útil a eles.

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ender a ser filho No sábado, acordei com sinusite. À noite, a purificação se intensificou e tive febre de 40 graus, mas não me preocupei. Até pensei que era uma grande permissão purificar no Solo Sagrado! Para minha surpresa, recebi assistência de Johrei dos meus colegas desde o momento em que me deitei até a hora em que acordei no dia seguinte. Lembro que, num momento, havia seis jovens, ao mesmo tempo, ministrando-me Johrei. Quando cheguei em casa no domingo à tarde, disse a meus pais que estava com febre. Recebi assistência de Johrei da minha família e fiquei bastante impressionado, pois não foi necessário solicitar. Em outras situações, teria que pedir, o que me fez sentir a grande mudança ocorrida. A febre durou mais dois dias, durante os quais fiquei em casa, sentindo-me amado e tratado por minha família. Percebi que minha mudança de pensamento e de atitude foi fundamental para isso. Hoje, busco mais diálogo com todos, disponhome a fazer coisas no lar que antes não fazia. Sinto mais felicidade dentro de mim e na minha família, mas tenho consciência de que preciso mudar muito ainda, embora um grande passo tenha sido dado. Como relatei no início, meu desejo inicial era apresentar novas vidas a Meishu-Sama, como presente para a vinda de Kyoshu-Sama. Assim, comecei a criar um sonen para isso. A resposta do mundo espiritual foi rápida: uma jovem, que também dedica na expansão, conheceu um rapaz e pediu para eu acompanhá-lo. Fiquei feliz e agradecido. Esse jovem, um brasileiro que mora há doze anos na Europa, ficaria menos de trinta dias no Brasil. No Johrei Center, atendi-o apenas três vezes, mas percebi que tínhamos muito mais coisas em comum do que eu pensava e entendi por que eu deveria cuidar dele: esse jovem sofria com os conflitos que tinha com o pai, por não aceitar suas orientações. Como eu tinha mudado meu sentimento por meus pais nesse sentido, percebi que podia fazê-lo enxergar o quanto seu pai o amava e apenas queria protegê-lo. Um ponto importante de sua transformação foi que ele teve a oportunidade de conhecer diversos jovens messiânicos e passar bons momen-

tos com eles. Com isso, notou que praticamos aquilo que falamos. Uma frase dita por ele me marcou muito: “O que eu construí em vinte dias aqui no Brasil, não construí em doze anos na Europa”. Assim, ele tomou a decisão de receber o Ohikari e, um dia antes do seu embarque, foi outorgado, com o sentimento de criar um modelo de paraíso no lar. Após esse processo, tive a permissão de acompanhar inúmeros frequentadores e pude oferecer cinco novos membros no mês de outubro. Estou colocando a cada dia “um tijolo” nessa nova missão, construindo um lar paradisíaco, com bases extremamente sólidas – as do Messias Meishu-Sama –, praticando as pequenas ações altruístas em todos os lugares aonde vou e obtendo experiências enriquecedoras. Aprendi que as pequenas ações se transformam em grandes ações. Com o espírito determinado a praticar o altruísmo, pode-se mudar o rumo da nossa vida e, principalmente, de quem nos cerca. Cada dia que passa, torna-se mais saboroso colocar em prática essa orientação. Agradeço ao Messias por conceder a mim e aos meus antepassados a permissão de nos esforçarmos em prol da construção do Paraíso. Muito obrigado.

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Aprendi que é gratifica

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oa-tarde a todos. Meu nome é Jussara de Almeida Costa, tenho 30 anos e sou da cidade de Salvador. Conheci a Igreja Messiânica Mundial aos 21 anos de idade. Naquela época, eu me considerava bastante materialista, pois não tinha hábito de frequentar nenhuma igreja e muito menos de seguir alguma religião. Passei a ter contato com a visão espiritualista de Meishu-Sama após o ingresso de minha mãe na fé. Todavia, por falta de entendimento, eu questionava bastante as dedicações de minha mãe, que passava o dia inteiro no Johrei Center e que, em determinados momentos, chegou a pedir parte do meu salário para materializar a gratidão. Nós estávamos purificando financeiramente e isso me enlouquecia! Nasceu em mim, então, um sentimento de rejeição à Igreja e às suas práticas que perdurou por três anos. Cansada dos conflitos entre nós devido à minha forte oposição, minha mãe foi ao Solo Sagrado do Brasil em julho de 2003 e se comprometeu com Meishu-Sama a cuidar de outras pessoas, entregando-me em suas mãos para que ele tomasse conta de mim. Um mês após, minha mãe hospedou cinco pessoas do Grupo Jovem que foram a Salvador para participar do “Encontro Nacional de Jovens” e me incumbiu de recepcioná-las. Esse contato me deixou um pouco constrangida, pois elas me faziam perguntas sobre a Igreja que eu não sabia responder. Apesar da situação, consegui acompanhá-las até o fim. Em dezembro desse mesmo ano, senti o desejo sincero de testar Meishu-Sama e decidi realizar as práticas básicas, diariamente: estudo dos Ensinamentos, recebimento de Johrei, dedicações no Johrei Center, assistência aos cultos e donativo de gratidão. Estudando os Ensinamentos, sofri um abalo ao descobrir, no meu primeiro aprendizado, que a causa de tudo o que nos acontece está dentro de nós. Na minha visão materialista, que me fazia questionar muito, isso era totalmente inadmissí-

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Min. Jussara de Almeida Costa - responsável do Johrei Center Cajazeiras - Salvador - BA.

vel. Todavia, quanto mais me aprofundava nos estudos, mais entendia como verdade incontestável tudo o que Meishu-Sama escrevia. Assim, com espírito de obediência, não mais o questionei e, aos poucos, passei a pôr em prática o que estudava. Aprendi também que eu e meus antepassados, que estão vivos dentro de mim, podemos purificar e servir juntos; que o fortalecimento da minha fé e a elevação espiritual deles seriam consequências de tudo o que eu conseguisse praticar. Com esse novo sentimento fortaleceu-se em mim a importância do servir e a conscientização espiritual, que me permitiram ser outorgada em julho de 2004. Passei a enxergar a dedicação como oportunidade e permissão concedidas por Meishu-Sama, porque compreendi que existem duas formas de purificação: por meio da eliminação das máculas e toxinas ou pelo acúmulo de méritos. Com o passar do tempo, crescia a vontade de servir à Obra Divina, e o que antes era rejeição transformou-se em amor e gratidão. Eu não conseguia mais me enxergar fora dessa Obra e da oportunidade de fazer outras pessoas felizes. Percebi o quanto eu havia mudado! Com este sentimento, assumi a missão de assistente de ministro. Sempre empenhada nas minhas dedicações, em

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nte servir à Obra Divina dezembro de 2005, fui indicada pelo ministro do Johrei Center a participar do processo de seleção do Programa de Formação Johvem 3. Fiz a prova e a entrevista, tendo sido aprovada. Iniciei o curso em março de 2006. A princípio, não tinha noção da grandiosidade do conhecimento que iria adquirir com o programa de formação e da transformação que ele acrescentaria à minha vida. A cada mês de aula, o conteúdo que este abrangia aprofundava minha fé e me fazia refletir sobre o poder de MeishuSama e dos seus Ensinamentos. O programa acrescentou valor à minha formação como ser humano não Min. Jussara de Almeida Costa e seu marido Min. Cláudio José da Silva Costa. só na Igreja como também no acompanhamento de pessoas na sociedade No ano de 2007, fui ao Japão assistir ao Culto individualmente todos os membros e frequentado Paraíso, numa caravana especial de jovens. Lá, dores, debruçando-me nos seus problemas. Com tivemos a permissão de ser cumprimentados por toda essa dedicação, pude sentir o grande amor de Kyoshu-Sama, o que fez aumentar minha gratidão Meishu-Sama, pois a unidade crescia a cada mês, a Deus e a emoção de poder vivenciar todas as os membros se tornavam mais felizes e eu fortalemaravilhas que me foi permitido desfrutar, junta- cia minha fé. Posso relatar dois casos que acompanhei que mente com os meus antepassados. Após minha formatura no Johvem 3, em dezem- marcaram minha dedicação nesse período: O primeiro foi de uma frequentadora que sofria há bro de 2007, assumi o Núcleo de Johrei Cajazeiras, situado num bairro muito populoso de Salvador, mais de dez anos com o alcoolismo do marido, o que trazia muitos conflitos para com mais de 600 mil hao seu lar. Em quatro dias, bitantes. Por estar situado ela realizou a prática de mil numa área distante, eu preencaminhamentos dos antecisava me deslocar cerca passados que se manifestade 45 km diariamente e me vam no esposo por meio da dividir entre trabalho, debebida. No quinto dia, ela dicação e família, inclusive voltou ao Johrei Center. Muiabdicando do meu lazer, to emocionada, relatou-me a para desenvolver a Obra Digraça obtida num período vina e ser instrumento de tão curto, uma vez que ela Meishu-Sama. já havia tentado de diversas Com o objetivo de tornáformas resolver o problema, lo Johrei Center, passei a sem obter bons resultados. me empenhar em visitar os Fomos ao Altar para agradelares, em resgatar os memcer e materializar a gratidão. bros afastados, em atender

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Outra experiência foi a de uma membro que tinha na sua família uma pessoa envolvida com drogas e isso causava muito sofrimento para todos. Pedi que ela se desafiasse nas práticas básicas e empenhasse todo o seu amor para cuidar de um grupo de famílias. Para tal, ela deveria visitar esses lares, praticando as pequenas ações altruístas em favor daquelas pessoas. Solicitei-lhe também que mudasse seu sentimento em relação à purificação, transformando-o em gratidão e fazendo uma prática altruísta por dia. Hoje, posso afirmar que, após ter conseguido realizar essas práticas, a harmonia está instalada em seu lar. Com as diversas experiências vividas e com o empenho nas dedicações junto a membros e frequentadores, no dia 21 de abril de 2009, com muita emoção, tivemos a permissão de elevar nosso núcleo de Johrei a Johrei Center, entronizando a Imagem da Luz Divina com a permissão e a proteção de Meishu-Sama. Na minha caminhada missionária dedicada à expansão, foram formados 52 novos membros até a presente data. Com este resultado obtido, fui indicada a prestar o Exame de Qualificação Sacerdotal para ministro assistente, tendo sido aprovada. Posso afirmar que, nesses dois anos de dedicação, eu fui a maior beneficiada: em 10 de janeiro de 2010, tive a permissão de concretizar meu sonho de casar, e meu esposo, que também fez o curso Johvem 3, foi aprovado no exame para ministro assistente. E ele está aqui hoje! Inclusive, eu gostaria de mencionar a concretização de outro sonho, que é ser mãe, uma vez que estamos esperando a chegada da nossa filha. Aprendi que é gratificante servir à Obra Divina e que devemos seguir Meishu-Sama como modelo, levando sua Luz por meio do Johrei e dos seus Ensinamentos a todos que possamos ajudar. Em retribuição a todas as graças e à transformação ocorrida em minha vida, quero servir à Obra Divina, empenhando-me em oferecer o meu melhor, a cada dia. Assumo o compromisso de cumprir minha missão como instrumento de Meishu-Sama, colocando minha vida em segundo plano em prol da felicidade dos meus semelhantes, com muito amor e gratidão. Muito obrigada.

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A prátic Revmo. Wat a

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eu nome é Diego Del Valhe, tenho 25 anos e sou membro há dez. Hoje, gostaria de compartilhar com os senhores minha experiência como responsável de jovens do Johrei Center Ermelino Matarazzo, em São Paulo. Em março de 2008, assumi a missão de formar uma equipe de jovens no Johrei Center. Naquela época, não tínhamos qualquer estrutura para tal, pois grande parte deles estava afastada da unidade. Contávamos, apenas, com quatro jovens, incluindo-me entre eles. Além disso, a fase que eu estava atravessando em minha vida agravava a situação. Trabalhava de segunda a sábado e estudava à noite na faculdade em São Bernardo do Campo, que fica 30 km distante de Ermelino Matarazzo, num trajeto que leva aproximadamente três horas em transporte público. Por conseguinte, residia, durante a semana, em São Bernardo, e voltava para casa, em Ermelino Matarazzo, aos sábados e domingos. Usava, pois, a falta de tempo como justificativa para a estagnação das atividades de jovens, pois acreditava que não poderia mudar a situação. Graças ao apoio do responsável do Johrei Center, do assistente do coordenador de jovens e de seu auxiliar do Centro de Aprimoramento, consegui realizar nossa primeira Marcha de Johrei em agosto de 2008, movimentando muitas pessoas do Johrei Center. Esse dia foi muito especial para todos nós, pois conseguimos 10 jovens ativos na unidade. Em janeiro de 2009, aproveitando as férias universitárias, agendei entrevistas individuais com cada jovem da unidade, com o intuito de conquistar uma equipe com 10 monitores. Ministrei Johrei a cada um, perguntei como estava a vida deles e compartilhei meu sonen de salvação da comunidade do bairro, levando a Luz do Messias Meishu-Sama. Todos ficaram entusiasmados e, de imediato, aceitaram a dedicação como monitores. Assim, no primeiro relatório de 2009, pude mensurar os 10 monitores. Em fevereiro do mesmo ano, fui convidado para

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c a das orientações do t anabe mudou minha vida

participar da Conferência Nacional Johvem 2009 e logo aceitei a convocação, embora soubesse que o evento seria em um sábado e que eu deveria trabalhar. Sentia a necessidade de participar e receber a orientação do reverendíssimo Watanabe e acreditava que aquele dia poderia ser um marco na minha mudança pessoal. Quando o reverendíssimo entrou para começar a palestra, não pude conter a emoção de estar ali representando todos os jovens de Ermelino Matarazzo. O reverendíssimo, em sua orientação, respondeu a algumas perguntas. Especialmente uma delas tocou meu coração: a dificuldade de crescimento de alguns Johrei Centers e o que deveria ser feito para mudar a situação. Em suas respostas, ele relatou sua experiência da época da difusão no Rio de Janeiro e contou uma experiência vivida recentemente por um jovem ministro no Japão. Esse ministro tinha dificuldade em visitar as pessoas e conquistar o amor dos membros. Para isso, ele sempre encontrava uma justificativa. Então, o reverendíssimo deu-lhe a tarefa de ministrar 10 Johrei em visitas às casas dos membros do seu Johrei Center. Ele deveria fazê-lo, mesmo que cansado, independentemente da distância e do frio.

Visitaria cada membro como representante do reverendíssimo, levando a luz do Johrei para desejar a felicidade deles e agradecer a existência de cada um. Com esta prática, ele resgatou o sabor da fé e alcançou a gratidão dos membros, conquistando o amor e a confianças deles. Fiquei paralisado e pude me ver naquela situação: dando uma justificativa ou desculpa para tudo! Após o relato, recebemos essa mesma tarefa do reverendíssimo Watanabe: os responsáveis de jovens deveriam visitar os lares dos monitores para ministrar Johrei como representantes dele e dar o abraço que ele gostaria de dar a cada um. Naquele momento, relembrei alguns fatos da minha vida. Há cinco anos, conseguia encaminhar pessoas e estava evoluindo espiritualmente. Porém, fui esfriando até que me acomodei de vez na situação que estava vivendo. Com aquela orientação, decidi mudar e saí da conferência determinado a cumprir a tarefa recebida. Conversando com o assistente do coordenador de jovens sobre minha decisão, recebi a tarefa de ampliar meu sonen para que, junto com os monitores, pudéssemos oferecer a Meishu-Sama 100 jovens úteis à Obra Divina. Para isso, bastaria

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va desempregado há conquistar seus coquase três anos e que rações para que eles isso o deixava muito tivessem o sonen de deprimido. Passei-lhe somar mais 10 joalgumas tarefas com vens. Também, deo objetivo de ajudá-lo veria me empenhar a mudar aquela situpara formar um dos ação e o incentivei a monitores, cuidandedicar em período do dele para ser meu integral no Johrei “braço direito”. Center, auxiliando a Uma semana após ministra no que ela a conferência, realizaprecisasse e acompamos no Johrei Center nhando um frequenum encontro com os tador. jovens para estudarUm sábado à noimos as orientações e te, fui visitá-lo para as tarefas recebidas. Diego Del Valhe - Johrei Center Ermelino Matarazzo, São Paulo - SP. ministrar o “Johrei Comecei as visitas primeiramente na casa da monitora que me tem do reverendíssimo”. Já era notável sua mudança, apoiado desde o início e sempre esteve presente pois antes ele tinha um aspecto de tristeza e desânas dedicações. Além do “Johrei do reverendís- nimo e, naquele dia, estava muito positivo e consimo”, pude demonstrar-lhe minha gratidão pelo fiante em relação aos seus planos de vida. Na semana seguinte, a responsável do Johrei apoio nesse tempo. Após a visita, ela começou a purificar intensamente com gastrite a ponto de ir Center me ligou muito feliz, dizendo que Tiago tiao hospital. Foi interessante a maneira como ela nha acabado de chegar ao Johrei Center, para coenfrentou a purificação: praticamente não tomou municar que havia participado de uma entrevista medicamentos e sempre me ligava para comunicar e que no dia seguinte iria começar a trabalhar! No mês de abril, conseguimos outorgar o prio que estava acontecendo. meiro membro jovem, graças às visitas no lar. Em Em seguida, visitei o jovem Renato, o monitor que escolhi para cuidar como meu braço direito e maio, concluí as visitas aos lares dos 10 monitores que já me havia substituído na Liturgia. Ele esta- e iniciamos a preparação para a Grande Marcha de va muito feliz pelas graças recebidas recentemente, Johrei, que seria realizada no Centro de Aprimorae seu ingresso na faculdade foi uma delas. Porém, mento Tatuapé. Decidimos que representaríamos estava preocupado com o pagamento das mensali- nosso bairro com, pelo menos, um ônibus de pardades, pois, com o salário que recebia, ficaria numa ticipantes. Para isso, cada monitor se empenharia situação financeira bastante apertada. Ministrei- em ligar ao Messias Meishu-Sama todos os jovens lhe o “Johrei do reverendíssimo” e pedi que tivesse de sua afinidade, levando o “Johrei do reverendíscalma, pois tudo seria resolvido. Na mesma sema- simo” em visita aos seus lares durante a qual fana, ele me ligou muito emocionado e me relatou que riam o convite para participação da Grande Marseu chefe, percebendo sua mudança e empenho, de- cha de Johrei. Com esta determinação, cada um de cidiu ajudá-lo com o pagamento de metade da men- nós conseguiu trazer seus convidados e, no dia da salidade da faculdade como forma de incentivá-lo. atividade, levamos 47 jovens de Ermelino MataraFiquei muito emocionado, pois sempre incentivava zzo: eram 10 jovens frequentadores, 6 de primeira a ele e a todos os monitores a levarem o “Johrei do vez, 8 crianças e 23 jovens membros ativos. Com esta experiência e aprendizado, determinareverendíssimo” a outros 10 jovens. Devido à minha visita, Renato decidiu visitar mos um desafio maior! Oferecer, por meio da prática outro jovem, Tiago, que estava afastado da Igreja há do amor altruísta, como preparação para a vinda de mais de um ano. Ele ficou feliz com a visita ines- Kyoshu-Sama, o empenho em alcançar uma equipe de 100 jovens ativos para servir em Ermelino Mataperada e logo voltou a dedicar e se tornou monitor. Conversando, esse jovem me contou que esta- razzo, apoiando a responsável do Johrei Center.

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Como parte da minha preparação pessoal, tomei a decisão de dormir diariamente em minha casa para ministrar Johrei à minha mãe, com o objetivo de ultrapassar o conflito existente entre nós. Ela estava afastada da Igreja há três anos, pois não aceitava nem apoiava minha missão, por não compreender a visão messiânica sobre as purificações. Eu mantinha essa mágoa de minha mãe e por mais que me esforçasse, não conseguia eliminá-la. Após essa decisão, ofereci Johrei a ela, que aceitou imediatamente. Ao ministrar-lhe Johrei, começou a desabafar. Naquele momento, senti que aquilo que estava acontecendo era o desejo de todos meus antepassados que estavam ali se manifestando por intermédio dela. Daquele dia em diante, rompi meu contrato na pensão onde morava em São Bernardo e passei a retornar para casa todos os dias, apesar das dificuldades com deslocamento que ainda estava vivendo. No mês de agosto, logo após a Grande Marcha de Johrei, agendamos um encontro entre os frequentadores que participaram da atividade e a responsável do Johrei Center. Desejávamos apoiar nossa ministra no cumprimento da tarefa dada pelo responsável da área, que consistia na formação de 10 novos membros em Ermelino Matarazzo, no mês de agosto. Juntos com ela, começamos a transformar a atmosfera da unidade, contagiando membros e frequentadores para que trouxessem seus convidados para serem acompanhados. Três monitores iniciaram o acompanhamento de pessoas dentre aquelas que participaram dos encontros. Com esse empenho, nosso Johrei Center formou 10 novos membros em agosto, sendo que quatro foram acompanhados e formados pela equipe de jovens. Isto foi um acontecimento muito especial, pois nossa unidade nunca havia formado 10 novos membros em um mesmo mês. De setembro a dezembro, mais cinco Jovens receberam o Ohikari. No dia 27 de fevereiro deste ano, mais dois foram outorgados, como resultado do encaminhamento e acompanhamento dado pela nossa equipe de jovens. Atualmente, posso dizer que a prática das orientações do reverendíssimo Watanabe mudou minha própria vida. Minha mãe reconsagrou o Ohikari, voltou a dedicar ativamente no Johrei Center e nosso lar voltou a ter muita harmonia.

Recebi uma nova missão na Obra Divina e agora auxilio e apoio o assistente do coordenador de jovens no acompanhamento de outros três responsáveis de jovens. Profissionalmente, fui promovido para o cargo de supervisor de logística, recebendo um aumento de 50% no meu salário. Pude comprar um carro, o que vai facilitar ainda mais minha dedicação. Fui transferido para outra filial: agora, trabalho a cinco minutos de casa e do Johrei Center. O jovem Renato, meu braço direito, conquistou a confiança da responsável do Johrei Center e assumiu a missão de responsável de jovens do Johrei Center. Hoje, o Johrei Center tem um grupo de 36 jovens ativos. Para 100, só faltam 64! Para completar, ganhei a permissão de participar do Programa de Formação Johvem 3, integrando a Turma 6, que iniciará neste mês. Estou também me preparando para compor o grupo de jovens que vai peregrinar aos Solos Sagrados do Japão neste ano. Agradeço ao Messias Meishu-Sama mais esta oportunidade de poder ser útil, juntamente com meus antepassados. Ao reverendíssimo Watanabe, por ter concedido a preciosa orientação que mudou minha vida e a de muitos jovens em Ermelino Matarazzo; à responsável do Johrei Center com seu apoio incondicional e ao assistente de coordenador de jovens e à sua equipe pelas orientações, que trouxeram de volta a minha fé! Muito obrigado a todos.

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ENCONTRO DE COORDENADORES E ASSISTENTES JOVENS

Coordenadores e assist e de encontro no Solo Sa A Comissão Nacional Johvem realizou, em março, no Solo Sagrado de Guarapiranga, por três dias consecutivos, o Encontro de Coordenadores e Assistentes Jovens, com a presença de 70 jovens brasileiros e 140 vindos do exterior. O objetivo do evento foi reiterar o trabalho jovem na Obra Divina e direcioná-lo para 2010.

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o primeiro dia do encontro, em 7 de março, após o Culto Mensal de Agradecimento, os jovens se reuniram no Centro Cultural e participaram de um aprimoramento com o ministro Edson Matsui, secretário executivo da Comissão Nacional Johvem. Houve debates e um espaço para perguntas e respostas, apresentações dos trabalhos realizados pelos jovens brasileiros e relatos de algumas experiências de fé.

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Enquanto isso, os participantes estrangeiros, que estavam divididos em grupos e acompanhados pelos seminaristas, visitaram o Solo Sagrado e conheceram, em detalhes, sua infraestrutura. No final do dia, com espírito de união, todos participaram de um jantar de confraternização, no Grêmio da Chácara Santa Cecília. No jantar, que foi à moda gaúcha, houve música ambiente e uma apresentação de dança típica pelos jovens da América Latina.

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ENCONTRO DE COORDENADORES E ASSISTENTES JOVENS

t entes jovens participam a grado de Guarapiranga

Jovens da América Latina.

Jovens do Japão.

Jovens de Angola e Portugal.

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Segundo dia No dia 8, as atividades iniciaram logo cedo com a oração matinal. Os jovens brasileiros se reuniram na sala de vídeo do Centro Cultural e participaram da palestra “Estratégia e resultados”, com o ministro Gláucio Santos, da Comissão de Planejamento da Sede Central. Foram apresentados os resultados gerais das atividades dos jovens no Brasil e o planejamento estratégico para os próximos anos. Depois, o ministro Gilmar Dall’Stella falou sobre o esquema de comunicação por meio do novo site Johvem.

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Dando continuidade ao aprimoramento, os jovens debateram, em grupos, os trabalhos que estão desenvolvendo em suas regiões. Paralelamente, os estrangeiros realizaram dedicação de manutenção no Solo Sagrado e fizeram mesas-redondas para discutir e trocar ideias sobre as atividades que estão sendo realizadas no mundo. À tarde, todos os presentes se uniram e foram visitar o novo terreno adquirido pela Igreja Messiânica. À noite, os participantes saborearam uma Paella (prato da culinária espanhola) no Grêmio da Chácara Santa Cecília.

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ENCONTRO DE COORDENADORES E ASSISTENTES JOVENS

Terceiro dia No último dia do encontro, somente os jovens estrangeiros estiveram presentes. Após o culto matinal, foi apresentado ao grupo, pelos ministros Edson Matsui e Gláucio Santos, um resumo dos resultados e o programa de formação jovem que é desenvolvido no Brasil, além do novo site Johvem.

Houve também depoimentos de experiência de fé de quatros jovens japoneses e dois da América Latina. Para encerrar as atividades, ocorreu um debate em grupo, com mesas- redondas. Os estrangeiros deram continuidade ao aprimoramento em algumas regiões e áreas do Brasil.

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INTEGRAÇÃO Ç ENTRE JOVENS DO BRASIL E DO EXTERIOR

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INTEGRAÇÃO Ç ENTRE JOVENS DO BRASIL E DO EXTERIOR

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SITE JOHVEM

Comissão Nacional Johvem lança novo site

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Divisão de Expansão da IMMB, por meio da Comissão Nacional Johvem, fez o lançamento do seu novo site www.johvem.com.br. Com uma proposta inovadora, o canal de comunicação traz detalhes sobre todas as atividades realizadas pelos jovens messiânicos no Brasil, inclusive os trabalhos desenvolvidos junto à comunidade. O novo site, que entrou no ar no dia 6 de março, conta com uma nova estrutura e visual e mostra, de maneira clara e objetiva, como a Comissão Nacional Johvem vem promovendo seus trabalhos rumo à construção de um mundo melhor. Foi utilizada uma tecnologia de gerenciamento de conteúdo, que torna possível alimentar o site com notícias atualizadas das atividades que estão

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sendo realizadas em diversas regiões do Brasil, por meio de dedicantes nas áreas. O site tem a proposta de divulgar o estilo de vida do jovem messiânico, contribuindo para a transmissão de mensagens de amor ao próximo, gratidão, respeito e tudo aquilo que é fundamental para a formação de um ser humano íntegro e útil à sociedade. Nele também podem ser vistos artigos sobre ciência e espiritualidade, meio ambiente, arte, comportamento, economia, educação e saúde, além de relatos de experiências de fé e informações do programa de formação de jovens. O site pode ser visitado no endereço www.johvem.com.br. Não deixe de conhecer e indicá-lo a seus amigos e familiares. Não se esqueça também de enviar sugestões.

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UM ESTILO DE VIDA

COMISSテグ NACIONAL JOHVEM Rua Morgado de Mateus, 77 Vila Mariana - Sテ」o Paulo - SP www.johvem.com.br

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