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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

IZUNOME

Felicidade é encontrar-se com

Meishu-Sama e o Johrei


IZUNOME


ÍNDICE Editorial Felicidade é encontrar-se com Meishu-Sama e o Johrei

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Ensinamento do mês Sermão, Johrei e Felicidade

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Culto Mensal de Agradecimento Felicidade é encontrar-se com Meishu-Sama e o Johrei

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Experiências na prática da fé - Depois de 18 anos, saí sozinha de casa! Que milagre de Meishu-Sama! - Práticas simples de altruísmo resultaram em uma grande mudança dentro de mim

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Fundação Mokiti Okada A Arte do Cinema

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Fundação Mokiti Okada Projeto Planeta Azul expande atividades em escolas do Brasil

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Korin Karateca do JC Méier (RJ) é patrocinada pela Korin

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Foto F Fot otto da da ccapa: aapa ap p a: Rodrigo Cardoso JULHO / 2010 –

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IZUNOME

EDITORIAL

Felicidade é encontrar-se com

Meishu-Sama e o Johrei Em todos os tempos o ser humano aspirou à felicidade, primeiro e último objetivo do homem e meta de todo preparo, esforço e aperfeiçoamento.” Assim Meishu-Sama explicou, em poucas palavras, o quanto a felicidade é importante na vida das pessoas. No Culto Mensal de Agradecimento do mês de julho, realizado no Solo Sagrado de Guarapiranga, o presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, reverendo Hidenari Hayashi, declarou que sua maior felicidade foi ter se encontrado com o Messias Meishu-Sama e o Johrei, como foi o caso da senhora Maria José Almeida Vanderlei, que relatou sua experiência de fé no Altar do Solo Sagrado. Tanto a palestra do presidente Hayashi como a experiência de fé relatada no Culto podem ser lidas na íntegra, neste número da revista Izunome, que também traz importantes informações. Além de outra experiência de fé de uma jovem que mudou sua vida com práticas simples de altruísmo, há muitas matérias sobre as atividades da Fundação Mokiti Okada nas áreas da arte, meio ambiente, educação, assistência social e alimentação natural. Por fim, mais uma boa notícia sobre a relação da Korin com o esporte. Depois de patrocinar um campeonato de tênis em Natal-RN, a Korin apoiou uma karateca do Rio de Janeiro, que participou de um campeonato realizado em Cubatão-SP. Boa leitura!

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Publicação mensal da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Ano II - nº 31 - ISSN 2177-7462 Elaboração: Divisão Editorial da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Diretor da Divisão: Rev. Mikio Takase Produção: Fundação Mokiti Okada - M.O.A. Redação e Administração: Rua Morgado de Mateus, 77 – 1º andar – CEP 04015-050 – Vila Mariana – São Paulo – SP – Tel. 11 5087-5145 Jornalista responsável: Antonio Ramos de Queiroz Filho (MTb 21898) E-mail: ascom@messianica.org.br Edição de Arte: Kioshi Hashimoto Redação: Marcelo Falsarella e Lúcia Martuscelli de Freitas Revisão: Ivna Fuchigami Fotografia: Ricardo Fuchigami Colaboradores: Rosana Cavalcanti, Kelly Mello,

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Fernanda Silvestre (redação); Rodrigo Cardoso, Paulo Schlick, Tony Tajima, Helcio Renato, Daniela da Silva e Celina Watanabe (fotografia) Tiragem: 77.000 exemplares Impressão: Editora Abril

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SEKAI KYUSEI KYO IZUNOME

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IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL

IZUNOME

ENSINAMENTO DO M¯S

Sermão, Johrei e Felicidade (...) A finalidade da Religiã gião é eliminar erros e incentiv tivar a prática das virtudes. Co Contudo, essa prática só é re realmente possível quando aas máculas espirituais são eeliminadas. Uma vez que o espírito esteja purificado, cessarão os atos condenáveis e a pessoa se tornará honrada, útil ao seu meio social e a toda a humanidade. Os sermões são processos purificadores qu que agem através do sentido da audição. Os livros sagrados, como a Bíblia, a sutra budista e os ensinamentos de várias religiões, agem mediante o sentido da visão e o espírito das palavras. A Igreja Messiânica Mundial também se utiliza desses meios, mas possui ainda o processo purificador denominado Johrei. O Johrei não visa curar doenças; é, antes, um método de criar felicidade. (...)

Costumo ensinar que a doença, a pobreza e o conflito são processos purificadores. A doença é o principal, porque afeta a própria base da vida. Quando conseguirmos vencê-la, também solucionaremos o problema da pobreza e do conflito. Portanto, a base da felicidade é a eliminação das máculas espirituais. O Johrei é o método mais simples e infalível para erradicá-las. (...) Por isso, devemos esforçar-nos para elevar o nosso nível espiritual, o que significa reduzir os nossos sofrimentos e, proporcionalmente, aumentar a nossa felicidade. Assim, não mais serão necessários os sofrimentos purificadores. É inútil apelar para a inteligência e envidar esforços enquanto o espírito estiver no Plano Inferior, porque esta é a Lei de Deus. E a Lei do Espírito Precede a Matéria também é inviolável. Concluímos, portanto que, para ser feliz, é necessário crer em Deus Absoluto, adorá-Lo, compreender e praticar a Sua Vontade, somar méritos e purificar o espírito de modo que o seu habitat espiritual se eleve ao Céu. Não há outro processo para alcançarmos a felicidade, e nisso reside o profundo significado do Johrei. Meishu-Sama em 25 de março de 1952 Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol. 1 (trechos)

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IZUNOME IZ ZUN U OM OME

CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO

Felicidade é encontrar-se com

MeishuSaudação do Rev. Hidenari Hayashi, presidente da IMMB Solo Sagrado de Guarapiranga 4 de julho de 2010

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om-dia a todos! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos a incansável dedicação ao desenvolvimento da Obra Divina em todo Brasil. Acabamos de sair do outono e, aqui em São Paulo, algumas vezes, enfrentamos baixas temperaturas e um clima muito seco. Contudo, na Região Nordeste, o final dessa estação foi marcado por muitas chuvas e também pela tragédia das inundações. A Fundação Mokiti Okada, em parceria com os messiânicos de todos os Johrei Centers do Nordeste, há dias vem arrecadando, principalmente, alimentos não perecíveis, para entregar à Defesa Civil na próxima semana. Mais informações podem ser acessadas no site da Fundação Mokiti Okada. No último dia 1º de julho, 76 caravanistas brasileiros participaram do Culto aos Antepassados, realizado no Solo Sagrado de Atami, Japão, e lá ouviram a palestra de Kyoshu-Sama. No mês passado, outros 40 caravanistas viajaram ao Japão e participaram do Culto do Paraíso Terrestre também realizado no Solo Sagrado de Atami, representando todos os messiânicos brasileiros. Agora há pouco, ouvimos a experiência de fé da senhora Maria José Almeida Vanderlei, que, com apenas cinco minutos de Johrei, saiu de uma vida infernal que durava 18 anos. Aquele encontro com Meishu-Sama mudou sua vida. Em curto espaço de tempo, ela deixou para trás uma existência de sofrimento, livrou-se da síndrome do pânico e do medo do nódulo no útero, e já está encaminhando outras pessoas para receber Johrei e, como ela, encontrar o caminho da felicidade. Pensando bem, ao longo da História da humanidade, todo mundo buscou a felicidade. Por essa razão, em todos os setores da sociedade, essa busca provocou muita pesquisa e estudos, e gerou o progresso da


CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO

sociedade atual. E isso contiFoi graças ao Messias nua até os dias de hoje... Meishu-Sama que aprendeEntretanto, a felicidade, mos a acreditar no invisível, para muitos, está ligada soa acreditar que o ser humano mente à parte material: as veio ao mundo para evoluir, pessoas ficam satisfeitas com melhorar, crescer. Conhecebens materiais e vivem em mos as práticas diárias de busca de soluções que satisvalorizar as dádivas recebifaçam geralmente ao seu ego, das de Deus, procurando ser como melhores empregos, úteis, de alguma forma, às melhores salários, maior pooutras pessoas. sição social, um corpo mais Acho que, quem não bonito, carro do ano... consegue entender o que Não quero dizer que nada sabemos hoje e desconhece disso seja importante. Cona Vontade Divina, não contudo, eu pergunto: e a outra segue alcançar a felicidade parte? E o estado de espírito, completa. Reverendo Hidenari Hayashi. a parte invisível das coisas? Dias atrás, realizamos o Será que valerá a pena ter Culto do Paraíso Terrestre, muito dinheiro ou bens materiais, se a vida já não faz que marca a chegada da Era do Dia a este mundo, mais sentido na sua essência? não foi? Meishu-Sama foi o primeiro que a anunciou. Pode ser que, às vezes, as pessoas se sintam fe- Ou seja, podemos dizer que nós, messiânicos, somos lizes com a vitória do time do coração, com a festa os primeiros a ver a Luz do Dia, a saber a Verdade. É de aniversário, com o dia do casamento... Mas será como se estivéssemos no topo da maior montanha e que são felizes de verdade? Essa alegria perdura por víssemos o alvorecer do Sol, antes de qualquer um... quanto tempo? Isso é emocionante! Mas não adianta só estar em “Ser” e “estar” são situações bem diferentes. Cer- cima da montanha: tem que acordar cedo também, tamente, quanto mais tempo “estivermos” felizes, senão não verá a chegada do Sol, não é? Isso significa mais perto estaremos de “sermos” felizes. que precisamos despertar o mais rápido possível! Quantas pessoas conhecemos que, antes, eram No culto do mês passado, eu disse que feliz é infelizes, mas depois de se encontrar com Meishu- aquele que vive com gratidão por estar sendo útil, Sama e com o Johrei, sua vida mudou e elas declaram de alguma forma, à sua família, ao seu semelhante, que são felizes? à sua comunidade, a Deus e à humanidade. Feliz é Minha maior felicidade, assim como a senhora Ma- também quem vive sem rancor, sem queixas ou reria José, foi ter me encontrado com o Messias Meishu- clamações. Vive com alegria e esperança, aceitando, Sama e conhecido a força do Johrei e os ensinamentos sempre, 100% do amor de Deus. da Verdade. Com eles, descobri a missão do homem, a Assim, vamos fazer jus à permissão de estar no Verdade sobre a alma, a nossa relação com Deus e com topo da montanha, fazendo a prática do sonen de alos antepassados. Aprendi que a Luz Divina é que salva truísmo, junto com o Johrei e com os ensinamentos, as pessoas e as leva ao estado de felicidade. Creio que sentindo orgulho de sermos messiânicos! muitos dos senhores também devem pensar assim. Muito obrigado e boa missão a todos!

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Sama e o Johrei


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EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

Depois de 18 anos, saí sozinha de casa!

Que milagre de

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om-dia a todicamentos específicos, mas dos! sem qualquer resultado. Meu nome No final de fevereiro desé Maria José te ano, quando estava andanAlmeida Vando com meu marido, uma derlei, do Johrei Center São senhora na porta do Johrei Miguel Paulista, São Paulo, Center me ofereceu uma oraCapital. ção, afirmando que esta faria Sou casada e tenho dois muito bem para os problefilhos. Após o nascimento do mas de doença, pobreza e meu primeiro filho, 18 anos conflito. Ela me convidou a atrás, tive depressão pósentrar, dizendo que seriam parto, que evoluiu para sínsó cinco minutos. drome do pânico, persistinResolvi aceitar seu condo na minha vida até o início vite, mas fiquei preocupada deste ano. com meu esposo, que é de Durante esse período, outra religião e me esperaria ocorreram vários episódios na rua. Foi minha primeide agravamento das crises, ra experiência com o Johrei. como batimentos acelerados Após recebê-lo, percebi algo do coração, zumbido no oununca antes experimentado. vido, sensação de que ia morVeio uma sensação de paz, rer, suor frio e falta de ar. como se todo aquele sofriOs sintomas eram inexmento de 18 anos tivesse deMaria José Almeida Vanderlei, plicáveis, mas eu tinha sensaparecido! Como foi tudo Johrei Center São Miguel Paulista, São Paulo, Capital. sações horríveis de vazio que repentino, fiquei apreensiva pioravam quando as pessoas e questionava: ”Será que algo ao meu redor não acreditavam no que eu sentia, fa- tão rápido pode ter o poder de operar tamanha muzendo comentários irônicos sobre minha situação. dança interior?”. Voltei para casa e fui logo pesquisar Ficava desesperada, corria pela rua a esmo, achava na internet a respeito desse Johrei que mexeu tanto que estava ficando maluca. Depois, vinha a crise de comigo. choro intenso. Nessa noite, consegui dormir muito bem e, surEm razão disso, não saía de casa nem mesmo para preendentemente, na manhã seguinte, acordei muirealizar aquilo que é normal nas pessoas em geral, to feliz. Logo elevei meu pensamento para aqueles como ir ao supermercado ou ao shopping. Era como cinco minutos que vivenciara e que me fizeram bem. se vivesse encarcerada em minha própria casa. Nasceu, portanto, dentro de mim uma coragem inexPela minha cabeça, só fluíam plicável. Resolvi, então, ir ao ginecoisas ruins e não conseguia acomcologista sozinha, para uma conpanhar os estudos de meus filhos sulta de rotina, pois há um ano e e muito menos comparecer às reumeio fora diagnosticado um nóduniões de pais e mestres na escola. lo no útero por meio do ultrassom. Não sabia definir o que se passava Imaginem: depois de 18 anos, saí comigo. Ademais, já estava ficando sozinha de casa! Que milagre de hipocondríaca. Meishu-Sama! Quando tinha consultas marCheguei sem problemas ao cadas com o médico, eu sempre hospital. No final da consulta, o giprecisava do apoio do meu marido necologista solicitou uma nova ulpara me levar e me acompanhar trassonografia, que ficou marcada em tudo. Preciso dizer aqui que, para o dia 15 de março. durante esse período, procurei traNa volta, passei no Johrei Centamento psiquiátrico e tomei meter e, sem pressa, recebi mais uma

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EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

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Meishu-Sama! “oração” e pude relatar à missionária a felicidade que estava sentindo. Imediatamente, ela me convidou para conhecer melhor quem era o senhor da foto e o que significavam as letras da Imagem no Altar. Continuei frequentando o Johrei Center, recebendo Johrei até o dia da ultrassonografia. No dia do exame, estava meio nervosa. Contudo, fui ao hospital sozinha, sempre me lembrando da imagem do altar e da foto de Meishu-Sama. Hoje, consigo pronunciar “Meishu-Sama”; na época, eu só o chamava de “japonês da foto”. Durante o trajeto até o hospital, fui pedindo a Deus para interceder junto a Meishu-Sama para que eu pudesse me livrar daquele nódulo no útero. Durante a ultrassonografia, eu estava muito nervosa, pensando: o que será que o médico vai dizer? Foi então que ele me informou: “Seu útero está normal!” Na hora, eu não consegui acreditar e insisti: “Mas, doutor, no último exame, constava um nódulo!” O médico observou novamente e concluiu: “Não estou vendo nada!” Foi aí que me lembrei das preces que fizera a caminho do hospital e tive a confirmação de que era mais um milagre de Meishu-Sama. Imediatamente me dirigi ao Johrei Center para relatar o ocorrido e fui apresentada ao responsável, que esclareceu tudo o que aconteceu comigo. Durante essa conversa, lembrei que minha mãe também tivera a síndrome do pânico e depressão, e falecera sem se curar. Meu pai já sofreu muito disso e minha irmã padece da mesma doença. Nesse momento, perguntei ao responsável do Johrei Center: “O que eu preciso fazer para transmitir essa oração às pessoas?” Ele então me pediu para participar das aulas de iniciação, a fim de me preparar para servir a Deus na salvação do maior número de pessoas. Porém, inicialmente, minha primeira tarefa foi observar o que meus familiares achavam de uma pessoa que, depois de passar 18 anos sem sair de casa, de repente, foi ao médico, sozinha, e passou a tarde inteira fora de casa. Retornando ao lar, encontrei meus familiares preocupados comigo, pois eu havia demorado para voltar. Dei um forte abraço em meu esposo e disse que estava muito feliz. Meus parentes, percebendo que eu mudara, ficaram curiosos e pediram para encaminhá-los ao Johrei Center. Assim, tive a permissão de levar duas irmãs e dois cunhados para receber Johrei. Consciente da missão, esforcei-me e tive a permissão de receber o Ohikari no dia 28 de março deste ano, para ser mais útil a Deus. Quero agradecer a todas as pessoas do Johrei

Reverendo Hidenari Hayashi, ladeado pelo sr. Adelino Almeida Filho, responsável pelo JC São Miguel Paulista, e Maria José Almeida Vanderlei.

Center que, nesses poucos dias, me acolheram e me ensinaram o caminho da felicidade. Hoje, estou muito feliz e emocionada por ter a grande permissão de, diante deste sagrado altar, relatar minha experiência a todos os senhores e, junto com Deus, Meishu-Sama e meus antepassados, assumir o compromisso de fazer muitas pessoas felizes e úteis, contribuindo para a construção de um mundo melhor. Muito obrigada.

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EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

Práticas simples de

altruísm

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eu nome é Larissa Maschio, tenho dezenove anos e sou membro do JC Votuporanga-SP há três. Em meados de 2009, teve início uma série de conflitos em minha vida que me levaram a uma profunda reflexão sobre minha relação com o Messias Meishu-Sama e meus antepassados. Minha irmã e eu moramos com minha avó, desde que minha mãe partiu para o mundo espiritual e meu pai se casou novamente. Nós vivíamos num ambiente infernal, pois minha irmã se desentendia constantemente com minha avó, o que gerava verdadeiros conflitos. Eu também acabava me envolvendo e ficava mal comigo mesma. Em outubro de 2009, após relatar à missionária meus sofrimentos, pude observar o quanto estava distante de Meishu-Sama e da minha missão. Concluí que, no ano anterior, em que meu empenho nas dedicações e na peregrinação ao Solo Sagrado havia sido maior, obtive melhores resultados em tudo o que empreendera. Foi então que resolvi mudar meu sentimento e buscar respostas de acordo com os ensinamentos de Meishu-Sama sobre as purificações pelas quais passava. Um pouco antes do Culto aos Antepassados de 2009, busquei orientação com a ministra responsável pela unidade, pois uma sensação de urgência foi nascendo dentro de mim, como se estivesse perdendo um tempo precioso e precisasse “correr” para fazer algo pelos meus antepassados. Ela me orientou a fazer a prática do sonen de gratidão, todos os dias, agradecendo por tudo o que tenho, pelos meus familiares e até pelas minhas purificações. Ela disse ainda que, ao materializar minha gratidão, não o fizesse apenas monetariamente: deveria praticar uma pequena ação altruísta para minha avó, preparandolhe, diariamente, os alimentos de que ela gostava,

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pedindo aos antepassados que eles aceitassem essa dedicação como meu desejo de que fossem felizes. Minha avó já estava bastante debilitada fisicamente necessitando de muitos cuidados e, talvez por isso, fosse um pouco teimosa. Às vezes, ela me magoava, mas eu encaminhava esses sentimentos a Meishu-Sama e, com o coração limpo, servia-lhe pratos bonitos, com carinho e amor. Entretanto, como minha irmã não pensava como eu, os conflitos persistiam dentro de casa. Eu continuei firme com a prática das ações altruístas, e coisas maravilhosas começaram a acontecer: para minha surpresa, quando chegou o Culto aos Antepassados, minha avó materializou um donativo especial de gratidão, sendo que há meses não oferecia nem o donativo mensal. Além disso, me presenteou com a passagem ao Solo Sagrado, para representar nossos familiares no encontro com Kyoshu-Sama. Porém, não suportando mais a convivência com minha avó, minha irmã resolveu se mudar e eu acabei indo junto com ela. Com a nossa saída, eu pensava que criaríamos mais um conflito, mas minha


EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

resultaram em uma grande mudança

avó aceitou bem nossa decisão, o que para mim já foi uma grande graça. Continuei cuidando dela, diariamente. Passava em sua casa e procurava atender às suas necessidades. Minha avó era proprietária de um imóvel localizado no centro da cidade que estava à venda, mas não encontrávamos ninguém interessado em adquiri-lo. Eu acredito que minha dedicação tenha gerado Luz para a negociação porque, após muitos anos de espera, apareceu um comprador interessado e ela pôde, finalmente, realizar seu desejo de vendê-lo e ir morar na casa da irmã. Como ela se mudou para Minas Gerais, acabamos ficando sem comunicação. No mês de maio de 2010, peregrinei ao Solo Sagrado e participei do culto mensal e do culto de elevação espiritual aos antepassados. Perante o altar, agradeci a Deus e a Meishu-Sama a permissão de estar ali representando minha família. Eu confesso que, naquele momento, senti uma mudança em meu sentimento que há anos vinha buscando. Diante do altar, agradeci por minha mãe ter partido para o Mundo Espiritual, algo que nunca havia aceitado e que se manifestava de forma negativa em minha vida, causando-me grande sofrimento e dor. Agradeci também por todas as coisas que me aconteceram nesse período de purificações. Voltei para casa com o coração cheio de gratidão e, no dia seguinte, fui ao Johrei Center realizar minhas dedicações. Diante do altar, novamente orei com o mesmo sentimento do dia anterior no Solo Sagrado. Ao chegar a casa, o telefone tocou. Era minha avó, chorando, dizendo que estava morrendo de saudades dos netos, já que desde que se mudara, ainda não havia entrado em contato conosco. Não consigo expressar em palavras minha gratidão a Meishu-Sama e, diante de tantas graças, passei a me empenhar ainda mais na minha missão como messiânica. Contudo, logo depois tive que enfrentar um novo desafio: a inesperada perda do emprego. Apesar de obrigações como aluguel e outras contas, diferentemente das outras vezes, eu não me desesperei. Ia,

diariamente, ao Johrei Center para orar e agradecer antes de entregar meu currículo. Passados alguns dias, recebi uma ligação de uma agência bancária convidando-me para uma entrevista de emprego para preencher uma vaga que eu pretendia há um ano. Fui contratada como estagiária para trabalhar quatro horas por dia, com um salário acima do que recebia no emprego anterior. Como trabalho o dia todo e estudo à noite, decidi que iria peregrinar, mensalmente, ao Solo Sagrado. Assumi a dedicação de oficiar o culto matinal todos os domingos no Johrei Center e ganhei a permissão de dedicar como oficiante nos cultos mensais. Também iniciei o Programa de Formação Jovem II com o desejo de melhor servir a Meishu-Sama, para me tornar um instrumento útil à Obra Divina. Como gratidão, materializei um donativo especial no Culto do Paraíso Terrestre. Aprendi que devemos, em primeiro lugar, seguir obedientemente as orientações recebidas, acreditando que é Meishu-Sama quem está nos orientando e não nos deixar envolver pelas preocupações e apego. Observei, ainda, a importância de colocar o espírito antes da matéria, pois é a partir disso que tudo se concretiza. Desde então, minha vida teve uma mudança de 180 graus. Posso dizer que, com apenas dezenove anos de idade, jamais imaginei viver, em tão pouco tempo e de maneira tão rápida, graças tão maravilhosas. E tudo por meio da simples prática de agradecer todas as manhãs por tudo o que tenho e de oferecer meu servir à minha avó, com obediência, paciência e gratidão. Práticas simples de altruísmo que resultaram em uma grande mudança dentro de mim. No meu dia a dia, procuro estar ligada a Meishu-Sama, cada vez mais convicta de que ele é o Messias, que tudo o que acontece em minha vida é bom e que Deus está no comando de tudo. Agradeço a Deus, a Meishu-Sama, aos meus antepassados e aos meus superiores todo o carinho e atenção que recebi. Muito obrigada!

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IZUNOME

o dentro de mim


IZUNOME IZ ZUN UNOM OME

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

A Arte

do Cinema

Grupo de Estudo do Setor de Pesquisa e Produção Cultural

“Ainda hoje, lembro-me nitidamente “Ain de u um filme de produção especial da empresa Universal, intitulado ‘Blue Bird’ (O pássaro azul), que ‘B merece uma menção especial. Até m então, o cinema era simples, de en interesse sensacionalista e cheio i de d ostentação. No entanto, ‘Blue Bird’ era um filme totalmente destituído de ostentação e, sendo a própria realidade, algo ficava gravado no coração”. Meishu-Sama

O italiano Rodolfo Valentino (18951926), além de ser um dos atores mais populares dos anos 20 e do cinema mudo, também foi considerado o homem mais bonito do cinema, um galã, como dizia Meishu-Sama.

“Também não consigo esquecer-me do galã do século, Rodolfo Valentino, que teve fama mundial não pela sua atuação e sim pela sua fisionomia formosa.(...) O Céu concedeu-lhe a beleza, mas infelizmente, não lhe concedeu a vida. “Blood and sand” (Sangue e areia), uma adaptação de ‘Carmen’, foi o último filme seu a que assisti.”

“Nos dias ímpares, após o jantar, havia a exibição de filmes para recreação dos servidores, na Sede provisória em Sakimi, à qual Meishu-Sama também comparecia acompanhado de Nidai-Sama. Ele gostava muito de filmes e dizia: ‘Quando assistimos a filmes, ficamos mais inteligentes’. Se algum servidor não comparecia devido aos afazeres, Meishu-Sama chegava até mesmo a repreendê-lo: ‘Teria sido melhor que você tivesse deixado a arrumação da cozinha para depois e ido assistir ao filme. Não devia ter perdido uma fita tão boa como aquela!’“. Nidai-Sama

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ficialmente, o cinema começou no século XVII com um jesuíta alemão que construiu o que se chamou lanterna mágica, definida como “uma pequena máquina de óptica que permitia ver na obscuridade, sobre uma parede branca, imagens variadas”. Começava ali todo um trabalho que foi sendo aprimorado para chegar ao que hoje conhecemos como cinema, a Sétima Arte. Os irmãos Auguste Marie e Louis Jean Lumière foram dois grandes precursores na produção de filmes da história. Em 1895, eles patentearam o “cinematógrafo”, aparelho misto de câmera e projetor, que transportava o filme, criando movimento das imagens. O primeiro filme a ser produzido com o cinematógrafo foi gravado em 19 de março de 1895 e retratava os funcionários da fábrica Lumière deixando o trabalho. Os filmes são feitos a partir de uma série de imagens individuais chamadas fotogramas. Com a projeção de 24 fotogramas por segundo, portanto de forma rápida e sucessiva, tem-se a ilusão de que está ocorrendo movimento. Hoje, diretores de cinema recriam a realidade com imaginação e belas imagens. Utilizam suas habilidades para realçar o espírito das palavras, o colorido das personagens e o encantamento da música. São diversas as temáticas abordadas pelo cinema, porém, apesar da extensa gama de filmes disponíveis, cabe ao espectador selecionar aqueles

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que lhe acrescentem conhecimento, aprimorem a sensibilidade e ampliem a visão. Partindo desse pensamento, contatamos o escritor e roteirista de cinema, Marçal Aquino, que compartilhou sua opinião sobre o panorama atual da arte do cinema: “Atualmente, impera a ideia de que cinema deve servir, acima de tudo, ao entretenimento. Nada contra. Essa é uma das delícias proporcionadas pelos filmes. Mas é pena que predomine um modelo de cinema que busca apenas a diversão. E os outros temas? Aqueles mais caros aos homens? Hoje em dia, filmes que exijam um comprometimento mental e emocional maior do público estão sendo deixados de lado pelo espectador. Hollywood estabeleceu, nas últimas décadas, todo um modelo de fazer e de ver cinema. É preciso bater-se contra isso. Contra esse modo meio escapista de usar o cinema”. Buscar filmes que levem à reflexão sobre o mundo exterior e também sobre o mundo interior de cada um é uma forma de apreciar a arte do cinema no que ela tem de melhor. Informe-se nas Prefeituras sobre eventuais mostras de cinema, procure espaços alternativos de cinema em sua cidade ou em São Paulo: Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, CineSesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes, MIS, dentre outros. Outra opção é criar sessões de cinema em casa, com familiares e amigos. Uma ideia que custa pouco e faz muita diferença no cotidiano, modificando o pensamento e elevando o espírito. Bom divertimento!


FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

Congressos de Direito Ambiental

A

edição deste ano do Congresso Internacional de Direito Ambiental e seus eventos correlatos, que ocorrem simultaneamente, reuniram cerca de 600 pessoas entre promotores de Justiça, procuradores, advogados, professores e estudantes de Direito de várias partes do Brasil e de outros países, de 22 a 26 de maio na sede da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, em São Paulo. Organizada pelo Instituto “O Direito por um Planeta Verde”, a atividade há nove anos conta com o apoio da Igreja Messiânica Leonardo Boff e esposa recebem homenagem durante o Congresso. Mundial do Brasil – IMMB e da Fundação Mokiti Okada – FMO. Uma inovação neste ano foi a transmissão on-line de em prática a ética nas relações. Para tanto, citou quatro todos os Congressos pelo site do Planeta Verde. princípios fundamentais: resgate da razão cordial; o No dia 24, estiveram presentes à cerimônia de cuidado com o ser humano; a cooperação dando um abertura do 14º Congresso Internacional de Direito salto da animalidade para a humanidade e a responsaAmbiental, do 5º Congresso de Direito Ambiental bilidade dando conta das consequências dos seus atos, dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola e do que poderão gerar consequências irreversíveis. 15º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, o Para Boff, a civilização que está nascendo necespresidente da FMO, reverendo Rogério Hetmanek; sita de quatro virtudes: hospitalidade, convivência a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; o mi- alegre com as diferenças, respeito ao próximo e conistro do Superior Tribunal de Justiça, Antônio Her- mensalidade (o direito ao acesso à comida). mann Benjamin; o presidente do Instituto “O Direito A cada ano, uma personalidade da área ambienpor um Planeta Verde”, Carlos Teodoro Irigaray; o tal tem participado dos Congressos. Neste ano, entre diretor da Escola Nacional da Magistratura, Eládio os convidados ilustres, a ministra do Meio AmbienLecey, e a procuradora de Justiça, Silvia Cappelli. te, Isabella Teixeira, enfatizou a necessidade de uma Em sua saudação, Hetmanek declarou que “todos política estratégica que exija uma nova estrutura de buscam um ordenamento jurídico para regular e har- governo. Ela também declarou que o Brasil é o primonizar a natureza, sem considerar a hipótese da na- meiro país a ter um fundo climático. No ano passatureza já ter o seu próprio ordenamento jurídico, ou do, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, seja, uma verdade que deve servir de modelo para a foi homenageada. formação educacional do ser humano, conforme nos Nos dias 22 e 23 de maio, foi realizado o 5º Conensina Mokiti Okada.” gresso de Estudantes de Direito Ambiental (GraduaO homenageado do Congresso Internacional de ção e Pós-Graduação), também na sede central. DuDireito Ambiental deste ano foi o professor e escritor rante o encerramento do encontro, o vice-presidente Leonardo Boff, em razão da grande contribuição que da Fundação Mokiti Okada, Agner Bastoni, esteve seus escritos vêm dando ao Direito Ambiental brasi- presente à premiação das melhores teses apresentaleiro. Ele enfatizou a necessidade da sociedade colocar das pelos alunos com relação ao Direito Ambiental. JULHO / 2010 –

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IZUNOME

FMO e IMMB, parceiras em


IZUNOME

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

Projeto

Planeta Azul

expande atividades em escolas do Brasil

Alunos do curso fundamental de Guaraqueçaba vivenciam novos paradigmas com o Planeta Azul.

O

Projeto Planeta Azul, da Fundação Mokiti Okada, começou o ano de 2010 com a expansão de suas atividades em novas escolas, sendo quatro em Salvador-BA e uma na cidade de Guaraqueçaba-PR, contabilizando 1.275 novas crianças participantes. Em fevereiro, a Campanha do Obrigado, iniciativa que consiste em estimular a prática de boas ações, foi realizada pelo coordenador do projeto, ministro Miguel Angelo Lopes, na Escola Municipal Antonio Barbosa Pinto, em Guaraqueçaba. A campanha foi imediatamente inserida no planejamento pedagógico das salas. A professora que compõe o grupo pedagógico da escola, Marinez Lopes da Silva, falou sobre o desenvolvimento da atividade em sala de aula: “A Campanha tem gerado grandes resultados junto aos alunos, que estão empolgados com a soma dos obrigados diariamente recebidos. Quando outras professoras entram na sala, eles fazem questão de ressaltar a existência das palavras de agradecimento e de solicitação, além de conseguirem valorizar os outros colegas”. No dia 18 de março, o ministro Miguel Lopes, acompanhado pelo representante da FMO em Curtiba-PR, ministro Gustavo Roberto de Sá Pereira, esteve novamente na instituição para a implantação do Projeto 2010 nas turmas de ensino fundamental. As experiências do coordenador na escola e a recepção dos alunos envolvidos com a Campanha do Obrigado geraram o primeiro roteiro para a revista Planeta Azul, que, no formato de histórias em quadrinhos, incentiva a leitura infantil e instiga os participantes a

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Miguel Lopes reúne-se com equipe de professores em Salvador.

refletirem sobre a importância do bem-estar das pessoas ao seu redor por meio das ações altruístas. Salvador Salvador é considerada a cidade com o segundo maior índice de densidade demográfica do país, e a Prefeitura selecionou algumas escolas da região para implantação do projeto Planeta Azul. A supervisora do setor pedagógico e coordenadora da FENAP – Livro Didático da Secretaria Municipal da Educação, Cultura e Lazer, Consuelo Almeida Matos, esteve reunida com o coordenador do projeto, em março último, para definir as instituições que seriam contempladas. O critério de avaliação foi determinado estrategicamente para atender os bairros periféricos onde as ações do projeto possam acrescentar à formação dos alunos. O Planeta Azul está atendendo 1.066 crianças que comportam as escolas municipais de ensino fundamental: Vila Vicentina, Cajazeiras XI, Cônsul Schindler e Zumira Torres. O encontro de formação dos professores e a implantação do Projeto de 2010 nas instituições foram realizados na primeira quinzena do mês de abril. A coordenadora pedagógica da Escola Municipal Vila Vicentina, Ana Paula Ribeiro Cerqueira, disse que os professores estão realizando diversas atividades junto aos alunos, e grande parte delas é retirada do site do Planeta Azul. “Após a implantação, já é possível notar o comportamento diferenciado nas crianças. Elas estão cientes que as histórias em quadrinhos são reais e estão buscando participar cada vez mais”, comenta.


FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

uma ação altruísta de apoio à sociedade

O

foco principal do curso “Assistência ultrarreligiosa: uma nova abordagem de difusão”, que ocorreu no dia 15 de maio pela Faculdade Messiânica, na sede da Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB), em São Paulo, foi evidenciar o papel da Capelania como uma ação altruísta, sem catequese ou doutrinação voltada exclusivamente a prestar apoio espiritual e emocional em locais fora do âmbito das igrejas. A atividade reuniu cerca de 220 pessoas de 28 cidades da capital e do interior de São Paulo, além dos estados do Rio de Janeiro e da Bahia. A novidade do encontro foi a veiculação do curso por videoconferência para Campo Grande (MS) e Rio de Janeiro (RJ). Esta foi a primeira transmissão simultânea de uma atividade da faculdade. O evento foi aberto pelo diretor da faculdade, Rogério Hetmanek, que destacou a importância da implantação da cultura de 3/3, que aproxima os mundos divino, espiritual e material e liga o homem a Deus, priorizando a alma. O professor de Teologia da Faculdade e pós-doutor em História e Religião da PUC-São Paulo, Elton Nunes de Oliveira, mostrou um amplo panorama da Capelania, suas áreas de atuação, seu amparo legal na Constituição Federal e a importância da formação teológica para atuar como capelão. Em seguida, a responsável do setor de saúde da Fundação Mokiti Okada, no Rio de Janeiro, Vera Lúcia da Silva, descreveu a experiência da Capelania messiânica no Rio de Janeiro, no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Vera Lúcia explicou as etapas de formação do grupo de Capelania nos dois locais, a triagem dos interessados em atuarem como voluntários dentro e fora da IMMB e o relacionamento da instituição com as demais organizações religiosas que igualmente prestam o serviço de Capelania e o tipo de postura ultrarreligiosa necessária a esse tipo de trabalho. “Breve histórico do trabalho de assistência religiosa no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medici-

Participantes de várias regiões do país estiveram presentes ao evento.

na da Universidade de São Paulo – HCFMUSP” foi o tema do professor da Faculdade Messiânica e mestre em Ciências da Religião, da PUC-SP, Roberto Pereira Miguel. “Não basta cuidar apenas do corpo do paciente (papel da Ciência), mas dar ênfase à parte espiritual. Pacientes, familiares e equipe do hospital têm manifestado uma grande aceitação à assistência religiosa”, conta. O professor também enfatiza a importância de se ouvir as necessidades do paciente para que o trabalho de Capelania possa ser eficiente e eficaz. A coordenadora do setor de Saúde/Alimentação Natural da Fundação Mokiti Okada, Eny Ruggerini, expôs o projeto “Promovendo Saúde com Arte e Cultura”, desenvolvido no Ambulatório de Nutrição Clínica da disciplina Nutrologia do Departamento de Pediatria da UNIFESP, em São Paulo, e realizado pelo seu setor em parceria com a Academia Sanguetsu. O ambulatório acompanha e orienta crianças com distúrbios nutricionais. Enquanto elas esperam o momento de serem atendidas, fazem vivência de ikebana junto com as mães e, além de proporcionar uma integração do paciente com a energia da flor, a atividade favorece uma conscientização sobre os cuidados com a própria saúde. A coordenadora do curso de Teologia da Faculdade Messiânica, Andréa Tomita, relatou as atividades, os projetos e as iniciativas atuais da Faculdade bem como os que estão programados ainda para este ano. “Fiquei feliz e motivado para organizar grupos para disseminar a Capelania aqui em Campo Grande”, conta o membro da IMMB na cidade, Manoel Dantes Nunes, que assistiu ao curso por meio da videoconferência. JULHO / 2010 –

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IZUNOME

Capelania:


IZUNOME

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

A importância de resgatar um

pal

Luis Fernando Buck e Maria Tereza Casulli

N

o documentário americano de 2004, “Super size-me”, que em português tem o subtítulo “A dieta do palhaço”, o diretor Morgan Spurlock submete-se a uma dieta exclusiva de alimentos que uma determinada rede de fastfood oferece. No final de trinta dias, ele obteve um ganho 11,1 kg, experimentou mudanças de humor, disfunção sexual e dano ao fígado, e necessitou de 14 meses para perder o peso adquirido. Aqui, queremos comentar um trecho deste documentário em que ele nos apresenta uma visão da dependência química que o alimento cria. A comida dá uma sensação prazerosa e imediata de satisfação, criando uma dependência bioquímica e, como em toda dependência, o corpo reage com sintomas severos em caso de abstinência. Para a adoção de novos hábitos alimentares saudáveis, temos que aprender a lidar com este tipo de dependência. Nos tempos atuais, criamos muitas falsas necessidades. Vejamos. A síndrome do restaurante oriental: quando, aproximadamente duas horas após se alimentar com comida chinesa ou japonesa, a pessoa sente dor de cabeça e outros sintomas. É o realçador de sabor utilizado no preparo dos pratos que causa este malestar. Falando de uma maneira geral, todos nós temos um certo “torpor” do paladar, em maior ou menor grau, que nos dificulta identificar o real sabor natural dos alimentos. É muito interessante resgatar nosso equilíbrio e ter o paladar purificado para que assim, neste estado ideal, nosso organismo possa “pedir” o que ele está precisando, na quantidade exata e no momento certo. Adotar algumas práticas, que sugerimos nos nossos cursos de alimentação natural, auxiliará a detoxificação do corpo e o resgate do paladar. Quando unirmos o sabor dos alimentos puros ao paladar saudável, a saúde será promovida naturalmente. Reflita sobre isto.

Mandioca (Maior disponibilidade: de maio a agosto) Nome científico: Manihot esculenta Nomes populares: aipim, macaxeira, maniva Origem: América do Sul

A

mandioca constitui um dos principais alimentos energéticos utilizados no Brasil, pois pode ser cultivada até mesmo em nível doméstico, sem necessitar de recursos tecnológicos. Ela se deteriora muito mais rapidamente do que as outras hortaliças de raiz. Se a colheita for atrasada, o diâmetro e o comprimento destas raízes aumentam sem causar substancial prejuízo à qualidade alimentar, mas seu valor comercial é prejudicado. Durante o armazenamento, a mandioca escurece rapidamente, deixando a polpa com listras escurecidas. A rapidez de escurecimento pode ser reduzida se as raízes forem mantidas em lugares bastante úmidos. A desidratação limita a vida útil da mandioca fresca em cerca de uma semana. A melhor alternativa para o armazenamento doméstico e para a comercialização tem sido o congelamento da raiz descascada ou conservada por alguns dias, imersa em água. Outros indicadores de boa qualidade são a polpa úmida e a casca, que se solta com facilidade.

Farinha de tapioca Análise química em g/100g Energia (kcal)

Proteína (g)

Lipídeo (g)

Carboidrato (g)

Fibra (g)

382

0,00

1,10

93,10

0,4

Fonte: INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia.

Consultoria da psicóloga Celina Alves Pereira Santos CRP 33104-9 Análise química em g/100g Energia (kcal)

Ptn (g)

Lip (g)

Carb (g)

Fibra (g)

Cálcio (mg)

Fósforo (mg)

Ferro (mg)

Retinol (mcg)

VitB1 (mg)

VitB2 (mg)

Niacina (mg)

VitC (mg)

149

0,80

0,30

36,00

1,00

35,00

46,00

1,10

2,00

0,06

0,04

0,70

39,00

Fonte: ENDERF – Tabela de composição de alimentos. 2ª edição. 1981.

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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

IZUNOME NOME

adar saudável SUGESTÕES SUGESTÕE S ES S SAUD SAUDÁVEIS DÁVEIS

Tapioca Tap pioc p ca Rendimento: Rendime ento o: 10 unidades un nidades

Polvilho ho doce Sal marinho inho Água potável tável

1 pacote 500 g 1 colher de café 300 ml

Colocar o polvilho e o sal em uma vasilha e, aos poucos, acrescentar a água. Misturar com as mãos. O resultado deve ser uma massa úmida, que não se esfarela quando se forma um bolinho. Passar a massa por uma peneira. Se não adquirir consistência de farinha, mas formar pelotas úmidas, adicionar polvilho e passar novamente pela peneira. Peneirar o polvilho umedecido em porções pequenas e levar a uma frigideira aquecida em fogo baixo. Fazer uma massa como se fosse panqueca. Deixar por alguns minutos, até que se solte da frigideira, e virar do outro lado. Rechear a gosto. Sugestão: fazer uma mistura com 125 ml de leite de coco com 125 ml de água potável e molhar a tapioca depois de pronta e dobrar.

Comida de festa Em agosto, temos: • N. Srª Achiropita (bairro do Bexiga / São Paulo) • Quarup (Xingu) • Festival da Pinga (Paraty) Você tem alguma sugestão de receita relacionada a alguma dessas comemorações? Aguardamos sua resposta pelo e-mail alimentacaonatural@fmo.org.br.

Inverno (21 de junho a 22 de setembro)

Sazonalidade dos produtos: maior oferta em agosto Frutas: Abiu, atemoia, banana, banana-nanica, caju, carambola, kiwi nacional, laranja, laranjalima, laranja-pera, lima-da-pérsia, maçã nacional, mamão Formosa, mexerica, morango, quincan, tangerina murcote e tangerina poncã. Legumes: Abóbora, abóbora japonesa, abobrinha italiana, cará, ervilha comum, ervilha torta, fava, inhame, mandioca, mandioquinha e pimentão vermelho. Verduras: Agrião, alho-poró, brócolis, cenoura com folhas, chicória, coentro, couve, couve-flor, erva-doce, escarola, espinafre, mostarda, nabo, rabanete e rúcula. Diversos: Alho nacional e cebola nacional. Peixes: Anequim, atum, batata, cação, cara, castanha, cherne, chiova, chora-chora, conglio, corvina, dourada, espada, galo, garoupa, jundiá, lambari, mandi, mangona, mexilhão, namorado, olhete, ostra, palombeta, pampo, peroa, piau, piranha, porco, sardinha Lages, savelha, serra, tilápia, traíra, trilha, tucunaré, xaréu e xixarro. (Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. www.ceagesp.gov.br) JULHO / 2010 –

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IZUNOME

KORIN

Karateca do JC Méier (RJ) é patrocinada

pela Korin

I

ncentivar a prática de esportes e apoiar o desenvolvimento de atletas são importantes conquistas da Korin que servem para promover a qualidade de vida por meio da alimentação saudável associada à prática esportiva. Nos dias 15 e 16 de maio, a Korin patrocinou a karateca Beatriz Ferreira, de 16 anos, que participou do 1º Campeonato Zona Sul – Sudeste, realizado em Cubatão (SP) e promovido pela Confederação Esportiva e Educacional Brasileira de Karatê (CEEBK). O campeonato teve a participação de cerca de 300 atletas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A equipe do Rio de Janeiro, à qual pertence a atleta da Korin, conquistou 44 medalhas, entre as quais duas de ouro. Beatriz conquistou uma medalha de bronze na categoria kata, por equipe Juvenil (faixas verde e roxa), e uma medalha de prata na categoria kumite, individual (faixas verde e preta). A atleta Beatriz Ferreira é membro da Igreja Messiânica e está ligada ao Johrei Center Méier, no Rio de Janeiro. O contato com a Korin foi realizado pelo ministro Tadeu Marcus Ferreira, responsável da Área Vila da Penha, que já tinha conhecimento de que anteriormente a Korin apoiara atletas de tênis de mesa. Beatriz, durante uma aula para jovens, conversou com o ministro, que lhe perguntou qual era a sua ocupação e ela declarou ser karateca. Ao ouvir que Beatriz participaria de um campeonato, o ministro lembrou-se que a Korin, por apoiar a prática esportiva, poderia se interessar em patrocinar a atleta messiânica. Então, ele entrou em contato com a empresa, que avaliou como positiva a proposta. De acordo com o ministro, o apoio foi fundamental para a karateca demonstrar seu potencial no campeonato e destacou o sonen da jovem nessa conquista. “Orientei Beatriz sobre a importância de levar a coluna da Agricultura Natural à sociedade por meio do karatê, já que ela levaria a marca Korin no quimono e traria uma associação de alimentação saudável e esporte”, conta. Atleta desde 2005, Beatriz Ferreira é um orgulho para a técnica Maria Carolina Torres. “Ao contrário do que mostra a aparência frágil, Beatriz é um exemplo de força, dedicação e determinação”, descreve. “Muito querida por todos, ela está sempre disposta a ajudar os novatos com paciência, sem se esquecer de mostrar humildade e respeito por todos, buscando seu conhecimento da arte do Karatê. Suas medalhas não são meros resultados, mas reflexo de anos de treinamento. Fico feliz pelo desempenho dela neste campeonato e pela sua participação graças ao incentivo da Korin.”

18 – JULHO / 2010

A karateca Beatriz Ferreira (centro) com a equipe do Rio de Janeiro.

Para o gerente comercial da Korin, ministro Edson Shiguemoto, associar a alimentação natural ao esporte é muito importante e é a grande razão da Korin incentivar a prática esportiva como vem fazendo intensamente nos últimos tempos. “A Korin incentiva atletas de tênis de mesa, de tênis e, agora, a karateca Beatriz Ferreira, o que é um orgulho para nossa marca”, revela. “Esperamos ter condições de aumentar ainda mais este tipo de ação”, conclui. O próximo desafio da jovem será o 1º Campeonato Brasileiro de Karatê, organizado pela Confederação de Karatê Brasileira (CKB), entre os dias 13 e 17 de outubro, em Campina Grande, na Paraíba.


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2010/07  

Meishu-Sama e o Johrei

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