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ÍNDICE

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Culto do Paraíso Terrestre A transição dentro de cada um de nós

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Editorial O paradigma da Era do Dia

Ciência Cientistas concluem: felicidade é 50% genética Religião “Somos a união de um número infinito de antepassados”

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Experiência na prática da fé Práticas básicas da fé e Sonen de Gratidão geram milagres

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Alimentação Um, dois, feijão com arroz

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Bokashi Adeus aos agrotóxicos

O Núcleo Arte da Fundação Mokiti Okada está abrindo inscrições para seleção de artistas para futuras exposições. LINGUAGENS: ✔ Pintura ✔ Gravura ✔ Desenho ✔ Fotografia ✔ Escultura ✔ Cerâmica Serão aceitas as inscrições que chegarem à Sede da FMO até 30 de setembro. Não serão aceitas inscrições via e-mail. Regulamento e ficha de inscrição no site www.fmo.org.br nucleoarte@fmo.org.br - Telefone: 11 5087-5086

Capa: marco comemorativo, no topo do monte Nokoguiri. A inscrição “Ten Kei Seiseki” significa “Monumento Sagrado da Revelação Divina”.

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ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

EDITORIAL

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O paradigma da Era do Dia s membros mais antigos conhecem bem o significado do Culto do Paraíso Terrestre e sua ligação com a revelação divina recebida por Meishu-Sama, em 15 de junho de 1931. Os mais novos, talvez não. Por isso, essa edição aborda o assunto em vários momentos. No Culto realizado no Solo Sagrado de Guarapiranga exatamente no dia 15 - desde 2003 isso não acontecia - o presidente da nossa Igreja no Brasil, reverendo Hidenari Hayashi, destacou que a transição da Era da Noite para a Era do Dia não deve ser encarada como um fato que acontece apenas no mundo espiritual. Segundo ele, precisamos promover essa mudança dentro de cada um de nós, colocando em prática o novo paradigma da Era do Dia. Ao longo de sua orientação, o Rev. Hayashi relacionou, com base nas orientações de Kyoshu-Sama e do Revmo. Tetsuo Watanabe, sete pontos que nos ajudam a entender qual é esse paradigma e a aplicá-los na nossa vida diária. Na palestra que proferiu em maio de 1951, no Hibiya Public Hall, em Tóquio, MeishuSama falou sobre o “Juízo Final”, esclarecendo seu significado e enfatizando a influência que as mudanças cíclicas, que já estavam se processando no mundo espiritual exerceriam na vida do ser humano. O trecho que foi selecionado como o Ensinamento do mês de junho está nesta edição, na página 5. Mais um pouco de história. Na página 10 o leitor vai encontrar um relato resumido, extraído da biografia de Mokiti Okada (Luz do Oriente, Vol. 1), sobre os acontecimentos relacionados com o dia 15 de junho de 1931, em que Ele, acompanhado por vinte e oito discípulos, subiu ao topo do monte Nokoguiri e recebeu a revelação sobre a transição da Era da Noite para a Era do Dia. Só existem duas fotos tiradas naquela ocasião. Uma delas ilustra o texto que publicamos. Meishu-Sama também está presente através de alguns poemas no estilo “waka”, que Ele compôs. Trata-se de um estilo poético que o Mestre muito apreciava e ao qual atribuia um poder misterioso. Alimentação saudável, cidadania, eventos que aconteceram no Solo Sagrado, milagre alcançado através das práticas básicas da fé e do Sonen de Gratidão e um espaço para ciência e religião também fazem parte dessa edição. Que ela possa se constituir num bom material de estudo e aprimoramento para os leitores, é o nosso maior desejo.

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Ensinamento do Culto do Paraíso Terrestre - 2008 Trecho da palestra proferida por Meishu-Sama no Hibiya Public Hall, em Tóquio (Japão), em 22 de maio de 1951

A REVISTA IZUNOME é produzida pela Fundação Mokiti Okada - M.O.A. Seu conteúdo é elaborado pelo Departamento Editorial da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Responsável pelo Dept°: Rev. Carlos Roberto Sendas Ribeiro Redação e Administração: Rua Morgado de Matheus, 77 – 1º andar – CEP 04015-050 –Vila Mariana - São Paulo - SP – Tel. (0xx11) 5087-5078 Jornalista responsável: Antonio Ramos de Queiroz Filho (MTb 21898) – E-mail: revistaizunome@messianica.org.br Edição de Arte: Kioshi Hashimoto Redação: Marcelo Falsarella Fotografia: Ricardo Fuchigami – E-mail: fotografiaizunome@messianica.org.br Tiragem para o Brasil: 100 mil exemplares Impressão: Editora Abril Edição Internacional especial para Japão, Europa e Estados Unidos Coordenação de impressão e distribuição: Departamento Internacional da Sede Geral da IMM, Atami, Japão Tiragem: 3 mil exemplares

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(...)Outro ponto que eu gostaria de abordar é o “Juízo Final”, do cristianismo, e o “Fim do Budismo”, profetizado por Sakyamuni. Apesar de muitos líderes e fundadores de religiões terem feito profecias semelhantes, vou tratar, aqui, apenas destas duas. Que vem a ser o “Juízo Final”? Os homens estão imaginando que virá um deus para fazer o julgamento neste mundo, mas isso não corresponde à verdade. É um ponto de difícil entendimento para os não-fiéis, mas o mundo espiritual é uma realidade. O mundo em que vemos e sentimos a matéria é o mundo material; além deste, há o mundo espiritual e, no meio dos dois, o mundo atmosférico. Este último já é conhecido, mas ainda não se conhece o mundo espiritual. É como a ordem em que se dispõem a era do barbarismo, a era da cultura e a era da civilização. Da mesma forma, o Universo obedece a uma constituição tripla: mundo material, mundo atmosférico e mundo espiritual. Há, ainda, os ciclos do mundo: assim como existe transição entre o claro e o escuro, entre o dia e a noite no espaço de um dia, há a mesma transição no espaço de um ano. O claro e o escuro em um ano podem ser comparados ao verão e ao inverno, respectivamente. Os raios solares são mais fortes no verão e mais fracos no inverno, ocasionando o contraste entre o claro e o escuro. E existem períodos idênticos no espaço de dez e de cem anos. A História registra épocas de paz e de guerra, que correspondem ao claro e ao escuro. Refiro-me, portanto, a esse ritmo. Igual período existe também no espaço de mil e de dez mil anos.

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Estávamos até agora na escuridão, no período das trevas; vamos passar para o período da claridade. Passando-se para o período da claridade, tudo que existia no período das trevas sofrerá uma seleção. Esses ciclos do mundo, nós os designamos com as expressões “ Mundo da Noite”, “Mundo do Dia”, “Cultura da Noite”, “Cultura do Dia”. Assim, desaparecerão uma série de coisas que não serão mais necessárias. Durante o dia, por exemplo, não é preciso lâmpadas. Tudo aquilo que pertence à Era da Noite e se tornar desnecessário será eliminado. O Juízo Final representa a separação do que é do Dia e do que é da Noite. O que for inútil ficará inativo ou será destruído. A partir de agora, as coisas do Dia irão sendo construídas gradativamente. O que acontecerá quando o mundo espiritual se tornar claro? Vejamos o homem. Nele, entre a matéria e o espírito existe a água, que corresponde ao ar. Ela existe em grande quantidade no corpo humano. Assim, o homem apresenta uma constituição tripla; dela, faz parte o espírito a que também se poderia chamar alma. O espírito está subordinado ao mundo espiritual. Tornando-se claro esse mundo, aqueles cujo espírito não corresponder a essa claridade terão de ter as suas máculas removidas. Não significa que elas serão arrancadas, mas ocorrerá naturalmente a purificação, para limpar o que está sujo. À medida que o mundo espiritual vai clareando, as pessoas possuidoras de máculas no espírito passam por uma limpeza, que é o sofrimento. O princípio da doença obedece a essa explicação. Através dela, pode-se compreender perfeitamente o que é a doença”. JUNHO / 2008 –

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CULTO DO PARAÍSO TERRESTRE

CULTO DO PARAÍSO TERRESTRE

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inhas congratulações a todos pela participação nesse maravilhoso Culto do Paraíso Terrestre. Há exatamente 77 anos, na madrugada do dia 15 de junho de 1931, Meishu-Sama, no alto do monte Nokoguiri, recebeu a revelação de que estava se iniciando, no mundo espiritual, uma nova Era de Luz. Ele deu a esse fenômeno o nome de “Transição da Era da Noite para a Era do Dia”. Ou seja, desde aquele dia, o mundo vem mudando constantemente, a cada momento. Quer queira, quer não, todas as pessoas que vivem nele, têm de mudar também. Porque a Natureza está evoluindo assim. Por isso, Kyoshu-Sama nos alertou que receber de Meishu-Sama a revelação da transição não significa apenas tomar conhecimento da mudança que ocorre no mundo espiritual... Significa, também, que devemos promover essa mudança dentro de cada um de nós. Essa transição interior começa com a renovação da nossa atual consciência das coisas, ou seja, conhecer, acreditar e colocar em prática o novo paradigma da Era do Dia, que está relacionado com todos os campos da atuação humana. Pode ser que alguém pergunte: “Mas, qual é esse paradigma?” A resposta está em todas as orientações de Kyoshu-Sama e nas explicações do revmo. Watanabe. Vou citar alguns pontos:

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Sobre nossa relação com os antepassados: Nós somos a soma de milhares de antepassados. Eles vivem dentro de nós, através do elo espiritual e da informação genética; Sobre a purificação A purificação é uma forma de servir à humanidade; Sobre os acontecimentos desfavoráveis (sofrimentos) Do ponto de vista do ser humano, existem coisas que são favoráveis e outras que são desfavoráveis. Do ponto de vista de Deus, não existe nada desfavorável. Tudo é útil para o crescimento, elevação e felicidade do ser humano; Sobre nossa relação com o Messias O Messias, Meishu-Sama, está dentro de nós; Sobre a noção de Paraíso O novo Paraíso já está pronto, dentro de nós. Só precisamos manifestá-lo, através de nossas ações;

para encontrar o verdadeiro caminho da felicidade. Assim, aquela transição que precisamos fazer dentro nós começa por conhecer, estudar, compreender, acreditar e pôr em prática essas Verdades que compõem o novo paradigma. Porém, mesmo sabendo, compreendendo e acreditando, nem sempre conseguimos colocar em prática essa Verdade. Foi por isso que nasceram a “Prática do Sonen”, a “Prática do Encaminhamento”, a “Prática do Sonen de Gratidão” e o “Mecanismo da Salvação”. É fácil aplicá-las no nosso cotidiano, independentemente do local e sem comprometer tempo e recursos. Basta ter essa consciência e a vontade de querer fazer, pois são práticas feitas dentro do próprio Sonen. Quando Meishu-Sama sinaliza que tudo depende do nosso Sonen Ele quer dizer que, muitas vezes, fazemos as coisas sem dar o devido valor ao SONEN com que as fazemos. Ou seja, até sabemos como fazer, mas fazemos sem aplicar o que sabemos. Por exemplo: todos sabem que caminhada ou algum tipo de exercício faz bem à saúde mas, na prática, parece que se esquecem disso e, quando saem de casa, mesmo para ir à padaria, vão de carro. Mesmo quando sobem ou descem um ou dois andares de um prédio, pegam o elevador, e não usa a escada.

Outro exemplo: muitas pessoas sabem que, quando se faz a respiração profunda, exercitando o diafragma, elas ficam mais calmas, tranqüilas. Mas, quem será que faz esse tipo de respiração? Parece que o homem moderno não tem tempo nem para respirar direito... Esses são exemplos práticos que mostram como nós podemos fazer melhor, se treinarmos o nosso Sonen e corrigilo, se for preciso. Um tema que o nosso presidente nos deixou foi sobre a felicidade. Meishu-Sama ensinou que a felicidade baseia-se na eliminação de três fatores principais: doença, pobreza e conflito. Ele explicou também que a doença, a pobreza e o conflito são formas de purificação das nuvens que existem em nosso espírito. Por conseguinte, se eliminarmos essas nuvens espirituais, não haverá necessidade de existirem as formas de purificação e, assim, obtermos a base da felicidade. Contudo, isso ainda não é a felicidade completa. Meishu-Sama explica esse ponto no seguinte Ensinamento: “Mesmo com a eliminação do sofrimento, não podemos afirmar que o mal foi cortado pela raiz. Isso porque se a alma não foi elevada, é impossível estar-se verdadeiramente tranqüilo e seguro. A elevação da alma só poderá ser obtida se a pessoa apreender a correta fé e praticá-la. Esse aprimoramento constitui a prática messiânica”. E concluiu assim: “Para ser feliz é necessário crer em Deus Absoluto, adorá-Lo, compreender e praticar a Sua Vontade, somar

méritos e purificar o espírito de modo que o seu habitat espiritual se eleve ao Céu”. Resumindo: o caminho da felicidade é a eliminação das nuvens espirituais, purificando e recebendo Johrei, somando méritos, servindo à Obra Divina e promovendo a felicidade do próximo. É nesse sentido que o ser humano da Era do Dia deve desenvolver o seu Sonen.

FOTO: TONY TAJIMA

Sobre a felicidade A felicidade não vem de fora para dentro. Ela nasce dentro de cada um.

Esses são alguns dos muitos pontos revelados por MeishuSama, em Seus Ensinamentos, que compõem o paradigma da Era do Dia, que é baseado na lei “ O espírito precede a matéria” e que reconhece que Deus está no comando de tudo. Para poder assimilar e colocar em prática esses pontos, precisamos estar preparados, principalmente no sentido de estar com a mente relaxada, sem preconceitos, sem medo de abrir mão daquilo que nos foi ensinado até hoje pela educação materialista, para deixar a orientação da Era do Dia fluir dentro de cada um de nós. Por isso, o treino de eliminação do gá é muito importante. Todos os senhores já devem ter tido alguma experiência no sentido de, no início, ter resistência com relação a algum Ensinamento. Com o tempo, porém, tentando praticar, entender, deixando de lado aquilo em que até então acreditavam, por fim sentiram a felicidade de confirmar que aquele Ensinamento expressava uma Verdade que ainda não conheciam. Deve ter sido assim com o Johrei, com o conhecimento sobre os antepassados e o mundo espiritual e com muitos outros pontos relacionados à filosofia de Mokiti Okada. Essa Verdade, ensinada por Meishu-Sama, é o novo paradigma que as pessoas precisam adotar,

Coralistas do Rio e de São Paulo abrilhantaram o Culto.

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Para concluir, neste dia tão especial em que comemoramos a grande revelação recebida por Meishu-Sama, quero renovar o nosso compromisso de dar continuidade à “Prática do Sonen” e de cultivar a fé que liga ao Messias, Meishu-Sama, para sermos mais úteis à Obra Divina. Muito obrigado. Boa missão a todos!

FOTO: HÉLCIO RENATO

Sobre nossa relação com Deus Todos os seres humanos têm, dentro de si, a partícula divina;

CULTO DO PARAÍSO TERRESTRE

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CULTO DO PARAÍSO TERRESTRE

Mostra anual do Instituto de Cerâmica FMO.

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CIÊNCIA E RELIGIÃO

HISTÓRIA - IMM

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felicidade é 50% genética s genes condicionam em 50% a capacidade das pessoas de serem felizes, uma vez que determinam, também, sua personalidade – o que os cientistas chamam de “arquitetura genética da personalidade”. Os outros 50% dependem de fatores externos, como relacionamento social, carreira profissional, saúde, estilo de vida. Mais que outros fatores externos, os genes possuem papel de destaque no modo como as pessoas encaram a vida. Alguns deles podem inclusive atuar como uma barreira de proteção diante de alguns momentos difíceis, ajudando o indivíduo a superar problemas. Essas conclusões surgiram a partir de uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e do Instituto para Pesquisa Médica de Queensland, na Austrália. Publicado na revista Psychological Science, o estudo envolveu 900 pares de gêmeos idênticos (geneticamente iguais) e gêmeos fraternos (que possuem

O Meishu-Sama com seus discípulos, no Templo Nihon-Ji.

O alvorecer da Era do Dia Cf: Biografia de Mokiti Okada (Luz do Oriente Vol. 1) partir do dia 4 de fevereiro de 1928, o Fundador, que, através da revelação de 1926, se conscientizara da sua importante missão de salvar o mundo, solidificou a decisão de dedicar-se de corpo e alma à Obra Divina. Três anos mais tarde, em meados de maio de 1931, ele recebeu a seguinte ordem de Deus: “No dia 15 de junho, vá ao Templo Nihon-ji, no monte Nokoguiri, situado em Boshu, no Estado de Tiba”. Imediatamente, Ele iniciou os preparativos para seguir a Vontade do Altíssimo.

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No Templo Nihon-Ji A programação de dois dias consistia em hospedagem no Templo na noite do dia 14 de junho; na manhã seguinte, apreciação do nascer do Sol no topo do monte Nokoguiri; após o desjejum, no regresso da escalada, a realização de uma sessão de poesia. Os aspirantes a acompanharem o Fundador eram vinte homens, entre os quais dois fotógrafos, e oito mulheres, perfazendo um total de vinte e oito pessoas. Na época, seus seguidores não chegavam a quarenta, de modo que os participantes da peregrinação perfaziam mais da metade deles. No dia 14 de junho, apesar de ser época de chuva, felizmente fez bom tempo desde a manhã. O Fundador, acompanhado de Yoshi, sua esposa, encontrouse com a comitiva na Estação Ryogoku. Partiram no trem das dezesseis horas, conforme estava programado. Quando chegaram ao Templo Nihon-Ji, localizado na encosta do monte Nokoguiri, já eram mais ou menos dez e meia da noite. Já era tarde quando, depois de banhar-se numa sala de banho bem simples, o Fundador jantou com toda a comitiva. Em seguida, tiveram uns momentos de conversa com o responsável pelo Templo, indo dormir por volta de meianoite. Às três horas da manhã do dia 15, como não con-

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seguia dormir tranqüilamente, o Fundador levantou-se. Logo em seguida toda a comitiva, de lanterna na mão, partiu pelo escuro caminho, úmido do orvalho da noite, rumo ao topo da montanha. Levaram cerca de uma hora para subir a escadaria de pedra. No momento em que estavam chegando ao topo da montanha, na linha do longínquo horizonte, junto ao mar, o céu começava a clarear. Em direção ao Sol que se levantava, rompendo o alvorecer, a comitiva, liderada pelo Fundador, entoou em voz alta a oração “Amatsu-Norito”. Não há adjetivos que possam qualificar a sensação sublime e misteriosa experimentada naquele momento, e todos, emocionados, entoaram a oração com profundo respeito. Naquele instante, o Fundador teve uma misteriosa sensação espiritual e sussurrou para si mesmo: “Algo misterioso ocorreu”. Ele parecia ocultar alguma coisa no fundo de seu coração. Deixando o topo da montanha, a comitiva empreendeu a descida, retornando ao Templo Nihon-Ji. Dando continuidade à programação, foi realizada uma sessão de poesia. Todos se sentaram na grama, em grupos de três a cinco pessoas, e puseram-se a escrever poemas, apreciando a maravilhosa paisagem. Motokiti Inoue, um dos acompanhantes do Fundador, assim registrou suas impressões: “Nós não tínhamos condições de penetrar na parte mais profunda daquele acontecimento divino, mas foram dois dias paradisíacos, repletos de extasiante emoção, de alegria inigualável”. Essa viagem, envolvida numa atmosfera solene e artística, deixou uma lembrança inesquecível no coração dos participantes. Através dos fatos misteriosos ocorridos no alvorecer do dia 15 e dos diversos fenômenos estranhos que vinham acontecendo ao seu redor, o Fundador conscientizouse ainda mais de que sua missão era divulgar amplamente a chegada do Mundo do Dia e construir uma nova civilização.

diferenças entre si), todos eles com diferentes hábitos de vida. Com isso, foi possível comparar os dois grupos e calcular como determinada parte da personalidade pode ser influenciada de forma genética. Conforme os pesquisadores, os genes definem traços da personalidade que predispõem uma pessoa, por exemplo, a não se preocupar demais e a ser sociável. Na realidade, há uma mescla de genes que determinam a personalidade, trazendo tendência maior ou menor à felicidade. Filhos, portanto, não herdam dos pais só a cor dos cabelos, dos olhos ou da pele. Herdam um código genético que tem influência importante no rumo que suas vidas vão tomar. Essa interessante pesquisa caminha no sentido de confirmar as palavras de Kyoshu-Sama, quando diz que “somos a união de um incontável número de antepassados, que começaram a existir desde a criação do Céu e da Terra”, conforme destacamos no texto abaixo.

“Somos a união de um número infinito

de antepassados” Trecho da orientação proferida por Kyoshu-Sama em agosto de 2005 (JM 352) or que será que a verdadeira felicidade não brota em nosso coração? Eu tenho sentido algo com relação a isto. Nós vivemos até hoje com uma consciência egoísta, acreditando que o sentimento é uma coisa nossa, acreditando que fomos nós que o cultivamos, desde que nascemos até o dia de hoje. Porém, Meishu-Sama nos ensina: “Nós somos a união de um número infinito de antepassados. E o elo espiritual desse incrível número de antepassados está ligado ao nosso espírito”. E, assim como é explicado na transmissão do código genético, não somos fruto de algumas poucas gerações. Na verdade, somos a união de um incontável número de antepassados, que começaram a existir desde a criação do Céu e da Terra. Não podemos esquecer que a consciência egoísta que eles - e todas as criaturas que passaram pelos vários processos de evolução - criaram está ligada, no presente, à consciência egoísta de cada um de nós por um elo espiritual que ultrapassa a barreira do tempo e do espaço. Dentre esses antepassados, existem muitos que devem ter conseguido sentir alegria e gratidão por terem tido contato com Deus Supremo. Entretanto, muitos não sentiram essa alegria e partiram deste mundo sem terem alcançado a verdadeira tranqüilidade de espírito. A consciência egoísta desses antepassados se sedimentou, como que em camadas, e hoje se liga às nossas células e à nossa consciência egoísta, fazendo com que se criem nuvens em nosso pensamento.

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Este fato, por sua vez, não permite que o sentimento de gratidão e a verdadeira felicidade brotem em nossos corações. Essa situação nos faz ver que a nossa vida atual é a extremidade final, em que somos responsáveis por carregar, em nós mesmos, o egoísmo destes milhares de antepassados. Entretanto, analisando pelo aspecto de podermos voltar ao seio de Deus, ao qual estamos ligados através do elo espiritual, podemos dizer que cada um de nós está no caminho de retorno, e que essa é a conscientização que hoje nos é solicitada. É por isso que devemos, juntamente com os antepassados ligados a nós, e às milhares de pessoas com quem Meishu-Sama permitiu que tenhamos afinidade, nos religar a Ele e assumir a responsabilidade de retornar à verdadeira origem da vida, que é a terra natal de nossa alma. É neste ponto que encontraremos o contínuo desenvolvimento rumo à formação individual, ou seja, o aprimoramento para nos tornarmos seres perfeitos. É por isso que, mesmo que o sentimento de gratidão e felicidade floresça em nossos corações, não podemos esquecer o grande número de antepassados que estão ligados à nossa consciência egoísta e que viveram de forma triste, dominados pelas emoções. Devemos, portanto, nunca esquecer que somos os intermediários para pedir a Meishu-Sama que eles sejam recebidos, purificados e verdadeiramente salvos pela Luz de nosso Mestre. JUNHO / 2008 –

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Cientistas concluem:


EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

Práticas básicas da fé e Sonen de Gratidão

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EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

geram milagres Relato de Vera Lúcia Brito da Silva Johrei Center Pituba - Salvador (BA) ou membro da Igreja Messiânica há cinco anos. Em 2006, após fazer meus exames de rotina em 10 de janeiro1, os médicos me surpreenderam ao solicitar alguns exames complementares, através dos quais foi detectado um quadro de mioma uterino. Dando continuidade aos exames, na mamografia feita em 14 de fevereiro,1 foi identificada a imagem de um nódulo na mama esquerda, medindo aproximadamente 0,6 cm de diâmetro. Foi indicada uma cirurgia imediata, pois, devido ao diagnóstico apresentado na mamografia, havia suspeita de malignidade e a cirurgia deveria ser feita com urgência. Os médicos solicitaram que eu fizesse todos os exames pré-operatórios e que me preparasse para uma intervenção dentro de um curto espaço de tempo. No dia em que recebi essa notícia, saí do consultório médico e me dirigi imediatamente ao Johrei Center. Conversei com o ministro responsável, que atenciosamente me orientou a intensificar as práticas básicas: ministrar e receber Johrei mais assiduamente, empenhar-me para encaminhar novos membros e materializar minha gratidão a Deus e a MeishuSama pela purificação que estava recebendo. Além dessas práticas, ele me disse que procurasse fazer a “Prática do Sonen”, encaminhando todos os

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meus antepassados para Meishu-Sama purificar e salvar. Ele ponderou também que, entre eles, poderia haver alguma vida que, inconscientemente, eu poderia ter evitado. Mesmo consciente de nunca de ter praticado tal ato, procurei seguir a orientação que me era dada com tanto amor. Além dessa prática, fui orientada a fazer uma dieta especial, retirando alguns alimentos prejudiciais ao meu estado. No mesmo período, deveria ministrar 3 Johrei diários, receber Johrei assiduamente e evitar esforços. Não foi fácil manter a fé, mas abracei Meishu-Sama de todo coração e pedi a Ele que me ajudasse a continuar minhas dedicações e a cumprir obedientemente as orientações. Minha família estranhou minha mudança nos hábitos alimentares e minha intensificação na freqüência ao Johrei Center. Assim, vim praticando a orientação e, em menos de três meses, recebi uma nova tarefa: procurar encaminhar duas pessoas para se tornarem membros, participando da Grande Outorga. Dediquei-me a essa tarefa com grande fervor, dei assistência religiosa a várias pessoas e ministrava Johrei aonde quer que eu fosse. Apesar de encontrar vários obstáculos, movida pela proteção de Meishu-Sama e de meus antepassados, não desisti. Com práticas simples como evitar comentar, até mesmo com

familiares, sobre a minha purificação, confiando plenamente na orientação que Meishu-Sama me mandou através do ministro, fazer um cafezinho com maior sentimento e arrumar a casa com mais amor, acabei encontrando uma das pessoas para encaminhar dentro de meu próprio lar: meu esposo se tornou membro da Igreja Messiânica, para minha felicidade. Todo esse processo durou aproximadamente um ano. Foi quando comecei a sentir muita vontade de conferir novamente como estava meu estado de saúde. Retornei à ginecologista, que logo marcou todos os exames novamente. Em 2 de janeiro de 2007, recebi os resultados. Primeiramente, o mioma não foi detectado; para minha surpresa, meu útero estava em perfeito estado. Note-se que, segundo a medicina, nesse período de tempo, um mioma nas mesmas condições poderia até triplicar de tamanho. A mamografia foi repetida em 27 de dezembro de 20071 e indicava que, apesar do exame anterior apresentar um nódulo, a atual não identificava nenhum sinal de cisto, nódulo ou calcificação. Em agradecimento por esses milagres recebidos através das práticas básicas da fé messiânica e do Sonen de gratidão, aumentei meu donativo mensal e estou me empenhando para oferecer um donativo especial. Continuo fazendo a Prática do Sonen diariamente e buscando pessoas para que também possam encontrar Meishu-Sama e ser felizes como sou hoje. Já consegui encaminhar mais duas amigas para se tornarem membros da Igreja. Hoje sinto uma felicidade imensa; nosso lar é um paraíso e minha fé se renovou graças ao Messias, Meishu-Sama. Sou muito grata a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados pelas graças alcançadas. Renovo aqui meu compromisso de ser cada vez mais útil à Obra Divina. (1) Todos os exames laboratoriais encontram-se arquivados no Departamento de Expansão da IMMB – Sede Central.

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MEIO AMBIENTE

Em discussão a importância da

Fundação Mokiti Okada sedia

Congresso de Meio Ambiente

alimentação saudável

TEXTO: ROSANA CAVALCANTI TEXTO: ROSANA CAVALCANTI

s setores de Saúde e de Alimentação Natural da Fundação Mokiti Okada realizaram o III Encontro Nacional de Saúde “Alimentação Saudável”, que reuniu 110 profissionais da área nos dias 7 e 8 de junho, no Solo Sagrado de Guarapiranga - SP. O vice-presidente da FMO, Agner Bastoni, abriu o encontro, agradecendo a presença de todos e fazendo uma breve apresentação das atividades da entidade. Em seguida, o coordenador geral do setor de Alimentação Natural, Luis Fernando Buck, falou sobre a importância da alimentação natural para a salvação do ser humano, por não poluir o sangue, ter força, ser saborosa, possuir vitalidade e ter a capacidade de purificar e eliminar toxinas. “Ao desenvolvermos diversas atividades – curso de alimentação natural, programa ‘Menos Peso Mais Saúde’, oficinas culinárias – e ao publicarmos o livro de receitas Energia Vital Vai à Mesa, queremos criar um movimento pela felicidade através da alimentação”, contou ele. A palestra “A Divindade de Meishu-Sama” foi proferida pelo assistente de Coordenação Acadêmica do Projeto Faculdade Messiânica, Alexandre Guedes dos Santos, que explicou a origem da denominação “Messias” e o significado do termo para algumas religiões, até chegar ao sentido com que Meishu-Sama utilizou a expressão. Alexandre também explicou a relação do termo “Messias” com a missão de MeishuSama de salvar a humanidade e construir o Paraíso Terrestre. Por fim, relacionou esses conceitos com as orientações de Kyoshu-Sama (Quarto Líder Espiritual da IMM) e a “Prática do Sonen”. Após o almoço o educador físico, João Batista Gil, realizou uma dinâmica de grupo e enfatizou a importância da prática de exercícios físicos. A nutricionista, especialista em Gastroenterologia, Gastronomia e Marketing de Alimentos, Andréa Esquivel, em sua palestra “Gastronomia Nutritiva – Ciência & Saúde”, abordou a importância da gastronomia e da nutrição caminharem juntas. “A gastronomia tem de entender o aparelho digestivo e respeitar o processo básico da alimentação: comer, absorver e alimentar. O bom alimento é aquele que nutre, alimenta, restaura e prolonga a existência”, declarou. Andréa aproveitou para dar algumas dicas

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Participantes do III Encontro Nacional de Saúde “Alimentação Saudável”, realizado no Solo Sagrado de Guarapiranga.

de tempo de cozimento de alguns produtos e referiu-se ao comportamento atual da população, que está se alimentando cada vez pior, consumindo mais produtos industrializados e menos frutas, verduras e legumes. “Dietas da moda, alimentos diet, light e integrais: mitos e verdades” foi o tema apresentado pela nutricionista especialista em nutrição maternoinfantil, Vera Regina Mello Dishchekenian, que alertou sobre o cuidado no consumo destes produtos. Segundo ela, por uma questão de estética, as mulheres se preocupam em reduzir o peso e são mais suscetíveis às dietas da moda. “A maneira mais adequada de se manter a forma e a saúde é ter uma alimentação correta desde a infância, valorizar os horários de refeição, em locais adequados, com tempo e mastigação correta, e praticar uma atividade física consciente”, orienta. A coordenadora geral do setor de Saúde, dra. Eny Márcia Ruggerini, abordou a “Alimentação Saudável – Teoria de Mokiti Okada”, em que comparou os fatos ocorridos na sociedade e as constatações de entidades de saúde com os Ensinamentos de Mokiti Okada. “Dialética da Verdade na Saúde” foi a palestra de encerramento, ministrada pelo presidente da Fundação Mokiti Okada, Rogério Hetmanek. De acordo com suas palavras, a medicina atual estuda a anatomia e a fisiologia, mas a medicina ideal precisaria acrescentar a missiologia, para estudar a missão do ser humano, o sentido ou razão de sua existência, a fim de cuidar dos homens na sua totalidade. “Precisamos ter em mente que o conceito de saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde, é harmonizar o organismo humano na sua plena constituição, ou seja, buscar a sua saúde física, mental, social e espiritual”, declarou.

Participantes do evento: proposta da inclusão da disciplina Direito Ambiental em todas as faculdades.

O presidente da Fundação Mokiti Okada, Rogério Hetmanek, deu as boas vindas aos participantes do Congresso.

Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Uso Sustentável” foi o tema do 12º Congresso Internacional de Direito Ambiental, do 13º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, do 3º Congresso de Direito Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola e do 3º Congresso de Estudantes de Direito Ambiental, promovido pelo Instituto “O Direito por um Planeta Verde”, nos dias 1 a 5 de junho, na Sede Central da IMMB. O evento reuniu 730 profissionais de diversos países e homenageou o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Paulo Sepúlveda Pertence, devido a sua atuação no STF em favor da proteção das florestas, da fauna e da biodiversidade brasileira. Durante os quatro dias, os presentes sugeriram a implantação da disciplina Direito Ambiental em todas as faculdades, a retomada do conceito de sustentabilidade, a criação de leis próprias para o meio ambiente, entre outros tópicos. Na abertura do encontro, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio Herman Benjamin, ressaltou o carinho com que a Fundação Mokiti Okada recebe e abriga os participantes do Congresso. O presidente da FMO, Rogério Hetmanek, agradeceu a presença de todos, pontuou o prazer em ceder as dependências da instituição para o evento e encerrou solicitando aos participantes uma reflexão sobre os assuntos abordados durante os quatro dias. A FMO, além de colaborar com a organização do Encontro, participou de duas mesas-redondas. Na primeira, que discutiu sobre “Mudanças Climáticas, Protocolo de Kyoto e MDL”, o coordenador do Centro

de Pesquisa Mokiti Okada, Fernando Augusto de Souza, apresentou em sua palestra “Agricultura Natural/ Orgânica como instrumento de fixação biológica e manutenção do nitrogênio no solo. Um modelo sustentável de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo)”, a questão do nitrogênio, um elemento essencial para as plantas produzido pela natureza, mas que passou a ser fabricado sinteticamente. Segundo o coordenador, o nitrogênio que não é absorvido transforma-se em nitrato de amônia e nitrito, que são poluentes. “Falamos do gás carbônico como um dos vilões do efeito estufa, mas não sabemos o que o excesso do nitrogênio pode causar na natureza”, reforçou. Ele também citou que, em muitos países, a população passa fome por não haver nitrogênio suficiente para nutrir as lavouras. Ainda de acordo com Souza, o desafio, no futuro, será encontrar um equilíbrio, e a agricultura natural seria o método apropriado para isso. Na segunda mesa-redonda, “Atividade Empresarial: Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Uso Sustentável da Energia”, o consultor do Centro de Pesquisa Mokiti Okada, Hasime Tokeshi, discorreu sobre “Modelo de agricultura sustentável suprimindo a necessidade de adubação nitrogenada”. Segundo Tokeshi, a mudança de atitude mental, industrial, empresarial, agrícola e governamental é indispensável para a substituição da agricultura convencional pela sustentável. Uma vez que esta não utiliza agrotóxicos e fertilizantes, ela não destrói o solo, absorve o nitrogênio biológico produzido a custo zero pelos microrganismos e não polui o meio ambiente.

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SAÚDE - FMO


FMO - ALIMENTAÇÃO

Um, dois, feijão com arroz

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FMO - ALIMENTAÇÃO

LUIS FERNANDO BUCK E MARIA TEREZA CASULLI (CRN3 1967)

arroz integral é um alimento-chave para a saúde e recuperação intestinal. Em especial, aquele produzido pela Agricultura Natural. Veja o que Mokiti Okada diz em um artigo de 1951, intitulado “O arroz isento de fertilizantes cria uma personalidade pacífica”. “Ao comer arroz sem fertilizantes, as toxinas não penetram no ser humano. Assim, as máculas diminuem e, por conseguinte, o sangue intoxicado também, e as doenças passam a incidir com menor freqüência. Isso de nada adiantará se tomarmos remédio. Com o arroz sem fertilizantes, o ser humano fica extremamente pacífico”. (“Alimentação com energia vital”, página 51) Pode parecer estranha a nossa intenção de recomendar que o arroz e o feijão sejam a base diária das nossas refeições mas, infelizmente, o consumo do feijão caiu em 31% e o do arroz, em 23% (ver tabela). Em contrapartida, temos o aumento do consumo de refrigerantes, biscoitos e embutidos, em números expressivos. Essa mudança radical no hábito alimentar do brasileiro pode ser a causa do aumento das doenças crônico-degenerativas, como a obesidade, a hipertensão, a diabetes etc. Procure ter sempre arroz integral e o feijão da Agricultura Natural/Orgânica em seu prato, pois eles são a base da nossa alimentação. Faça dos legumes e verduras da safra um complemento que dê colorido e enriqueça sua alimentação e sua vida. Utilize gengibre, shoyu, pimenta, pimentões e azeite de oliva extra virgem, como uma maneira de aquecer as saladas no período de frio. Melhor ainda será refogar ou cozinhar os vegetais, na elaboração dos diversos pratos.

SUGESTÃO DE RECEITA

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ARROZ INTEGRAL COM FILÉ DE PEIXE, COM PESTO DE HORTELÃ E GERGELIM Rendimento: 500g Arroz integral orgânico Filé de pescadinha Cardamomo (*) Ervas frescas picadas Gengibre Azeite Abacaxi doce picado em cubos Hortelã Gergelim Suco de limão Sal

ESTATÍSTICAS SOBRE O CONSUMO ALIMENTAR NO BRASIL, PERÍODO 1974/2003 IBGE-POF Consumo de refrigerantes: Consumo de biscoitos: Consumo de embutidos: Consumo de carnes: Consumo de refeições prontas: Consumo de queijos:

aumento de 400% aumento de 400% aumento de 300% aumento de 50% aumento de 82% no VET aumento de 100% no VET

Consumo de feijão: redução de 31% Consumo de arroz: redução de 23% Consumo de batata: redução de 41% Consumo de peixes: redução de 50% Consumo de ovos: redução de 84% Consumo de legumes, verduras e frutas: estamos consumindo 1/3 do total necessário (400 grs/dia)

1 porção (150g) 2 unidades (240g) 5g a gosto 15g 100ml 60g 30g 1 pitada 1 unidade 1 pitada

Para preparar o arroz: Peixe: temperar os filés de pescadinha com suco de limão, ervas frescas, um fio de azeite e uma pitada de sal. Embrulhar os filés em papel-manteiga e assar em forno quente. Reservar. Pesto: bater no liquidificador a hortelã com o restante do azeite e uma pitada de sal. Reservar. Azeite com gengibre: descascar e cortar o gengibre em pedaços. Bater no liquidificador 50ml de azeite com o gengibre, as sementes de cardamomo e uma pitada de sal. Passar a mistura em uma peneira. Reservar. Montagem do prato: misturar o arroz quente com o azeite de gengibre e acrescentar, em seguida, o abacaxi em cubos. Colocar o pesto de hortelã por cima do peixe e polvilhar gergelim tostado. Guarnecer com os legumes. O outono está terminando. Agora é época de evitar os gelados e fazer exercícios respiratórios pela manhã. Uma boa caminhada é uma opção excelente. (*) Erva originária da Ásia. Suas sementes, ovóides e picantes, são muito apreciadas como condimento.

JUNHO Produtos da época Abóbora, acelga, alface, alho estrangeiro, batata, batata-doce, brócolis, cará, chuchu, inhame, mandioca, rúcula, salsa, tomate, abacate, banana, banana-maçã, banana-prata, jaca, laranja-pêra, limão, mamão, maracujá azedo, melancia, coco, tangerina cravo, tangerina murcote, tangerina-poncã e maçã nacional.

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FMO - PROJETO PLANETA AZUL

FMO - PROJETO PLANETA AZUL

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SOLANGE GUIMARÃES E MIGUEL A. LOPES

ser humano é social por natureza. Não vivemos isolados no mundo. A construção da identidade humana é feita nas relações sociais. Exatamente por isso, temos direitos a serem respeitados e, também, deveres a serem cumpridos, de modo que essa convivência não se torne insuportável. Atualmente vivemos uma época de grandes conflitos, apesar de a tecnologia da comunicação ter alcançado um alto grau de desenvolvimento. Meishu Sama nos diz: “É consenso geral que estamos vivendo um momento em que a civilização atingiu um nível nunca antes alcançado. Se compararmos a época atual com a selvageria e o subdesenvolvimento da era primitiva, veremos que houve de fato um grande progresso. Entretanto, foi um progresso apenas no sentido material pois, espiritualmente,

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Cascudão

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Alunos do Centro de Educação Messiânica (CEMES-RJ) usam a revista Planeta Azul.

permanecemos no estado de semi-selvageria. Desde tempos remotos, continuamente, os povos vêm desperdiçando a maior parte de suas energias com a guerra, a maior de todas as violências. Eles em nada diferem dos animais ferozes, que lutam mostrando suas presas e garras. É verdade, também, que existem os pacifistas, os quais não medem esforços para evitar a guerra. Podemos dizer que os primeiros são seres animalescos, e os pacifistas são seres humanos realmente (...)” Analisando o Ensinamento acima, relacionando-o com a convivência do dia-a-dia, podemos dizer que ser cidadão, na sociedade em que vivemos, é, entre outras coisas, respeitar e participar das decisões, objetivando uma convivência harmoniosa, ou seja, é priorizar o bem-estar coletivo. A cidadania tem a ver com a direção que damos às nossas atitudes e sentimentos

em relação aos problemas do coletivo. Por exemplo: se estivéssemos sempre pensando no bem-estar do outro não desperdiçaríamos água, energia, nem jogaríamos lixo nas calçadas da cidade... Na família, os pais cumpririam o seu dever de cidadãos, ensinando aos filhos que eles não devem sujar nem quebrar os bens públicos, tornando-se, eles mesmos, referências de conduta exemplar. E os filhos aprenderiam que, se assim procedessem, teriam garantidos os seus direitos de ter ruas limpas e serviço público perfeito, já que todos estariam fazendo a sua parte para que o bem-estar coletivo se tornasse uma realidade. Projeto Planeta Azul uma lição de cidadania O Projeto Planeta Azul teve sua

tivar o aluno à reflexão da importância do bem-estar do seu grupo social, a partir das suas ações. Ao transformar individualismo em altruísmo, visando ao bem-estar comum, o aluno constrói uma visão da sua responsabilidade como cidadão. As histórias publicadas na revista são verídicas, construídas a partir de experiências das crianças. Atualmente, as revistas são distribuídas para os alunos das escolas participantes do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries). Contamos, também, com patrocinadores na implantação do projeto em várias instituições de ensino. A Fundação Mokiti Okada, através de sua Divisão Educacional, viabiliza a distribuição e o acompanhamento pedagógico do projeto, orientando os professores sobre o modo como utilizar a publicação nas cidades de Americana/SP, Rio de Janeiro, Limeira/SP, Santa Bárbaro do Oeste/SP, Toledo/PR, Osasco/SP, São Paulo e Blumenau/SC, totalizando 3000 crianças assistidas.

Dourado

Abelhuda

pais, e ensinar às crianças a importância de agradecer e de receber a gratidão das pessoas, através da realização de pequenas práticas com a família, na escola, na rua, ou em qualquer lugar. Tarefas como arrumar a cama, apagar a luz, ajudar os pais e outras pessoas, cuidar do irmão, são algumas ações que podem ser realizadas pela criança e que geram gratidão, fazem bem a quem agradece e alimentam o coração de quem recebe o agradecimento. Acreditamos que este acúmulo de práticas altruístas faz da criança um cidadão virtuoso. Mais informações sobre o Projeto Planeta Azul: Site: www.fmo.org.br Tel: (011) 5087-5098 E-mail: contato@planetaazul.com.br.

Crianças da Chácara da Coruja também estão utilizando as revistas do Projeto Planeta Azul.

Campanha do Obrigado Exercício de cidadania A “Campanha do Obrigado” foi o tema da primeira revistinha do Projeto Planeta Azul. O objetivo é trabalhar o conceito de gratidão, juntamente com os educadores e

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Uma “escola” de cidadania

origem em 1987, através de um estudo feito diretamente com cerca de 20 crianças, durante três anos, com o objetivo de encontrar um caminho para a verdadeira formação do ser humano. A principal preocupação não era apenas a formação intelectual mas, também, a moral, baseada nos princípios da filosofia de Mokiti Okada. Ao longo de três anos de acompanhamento, foram diagnosticadas grandes mudanças no relacionamento das crianças com a família e amigos, além de um aproveitamento significativo na escola. Com os temas discutidos neste período foram elaboradas várias histórias que, posteriormente, formaram a revista, com o título de “GIRASSOL”. Esta foi a primeira semente do Projeto Planeta Azul. Em meados de 1993, a Fundação, baseada neste estudo inicial, passou a desenvolver o trabalho com os alunos da Escola Estadual Cacilda Becker, em São Paulo, lançando então a Revista Planeta Azul com personagens criados por Mauro Vieira. Desde então, mais de 150 mil crianças foram beneficiadas em sua formação com o Projeto Planeta Azul, em todo o Brasil. O projeto Planeta Azul foi idealizado a partir das concepções filosóficas de Mokiti Okada, que enfatiza a importância da formação de homens espiritualistas e altruístas. Dentro dessa proposta, o Projeto possui uma dinâmica pedagógica que utiliza a Revista Planeta Azul, no formato de histórias em quadrinhos (HQ), a fim de mo-


SALMOS DE MEISHU-SAMA

ACONTECEU NO SOLO SAGRADO

IZUNOME FOTO: RICARDO OZAWA

conhecem futuros projetos do Solo Sagrado

Rev. Walter Grazzi (centro): explicações para os visitantes sobre os projetos para o Solo Sagrado.

Com o intuito de mostrar os projetos a serem desenvolvidos nos terrenos da Chácara Santa Cecília, Sol Nascente e Satsuke, e também apresentar o compromisso da Igreja Messiânica com relação à preservação do meio ambiente, o reverendo Walter Grazzi, responsável pela Construtora Novo Mundo, e o ministro Fernando Augusto de Souza, responsável pelo Centro de Pesquisa da Fundação Mokiti Okada, levaram ao Solo Sagrado, no dia 28 de março, representantes dos governos estadual e municipal de São Paulo. Participaram do encontro o secretário adjunto da Secretaria Estadual do Verde e Meio Ambiente, dr. Pedro Ubiratan; o vereador Aurélio Nomura; o ouvidor da Secretaria Estadual do Verde e Meio Ambiente, Marcelo Chaves e a supervisora técnica da equipe do Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais – DEPRN, Caroline Hannicked Stock. FOTO: RICARDO OZAWA

Escoteiros de São Francisco de Assis

FOTO: DANIELA DA SILVA

Em 19 de abril, André Piacitelli, responsável pelo Grupo de Escoteiro São Francisco de Assis, da cidade de São Caetano do Sul (SP), levou 28 jovens com idades entre sete e 21 anos ao Solo Sagrado a fim de aproximá-los da Natureza, fazendo-os conhecer novos lugares, ajudar no plantio de mudas e trabalhar a conscientização da importância da preservação do meio ambiente. Na parte da manhã o grupo foi conduzido por um roteiro ambiental, colhendo informações sobre os aspectos do Solo Sagrado e suas atividades direcionadas à diminuição dos impactos causados na Mata Atlântica. À tarde, o grupo participou do plantio de cinco mudas de árvores nativas: guarantã, cabriúva, pitanga, ingá e café-de-bugre. Posteriormente, o grupo se subdividiu em cinco. Cada sub-grupo relatou, então, sobre o aprendizado adquirido em Guarapiranga. O movimento escoteiro é considerado uma atividade extracurricular que desenvolve trabalhos com jovens, tendo como objetivo melhorar suas qualidades e aptidões, tais como caráter, responsabilidade, respeito mútuo, alegria, felicidade e espiritualidade.

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Jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia O professor Paulo Alexandre Lion, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de Pinheiros, São Paulo, levou ao Solo Sagrado, em 19 de abril, 26 jovens entre 14 e 18 anos com o objetivo de mostrar outra cultura religiosa e, ao mesmo tempo, estudar a Bíblia em um ambiente diferente. Os jovens foram encaminhados à Praça do Amor, para estudos religiosos, e colocaram em prática o que aprenderam sobre o respeito à religião do próximo. Eles também passearam e receberam informações sobre os propósitos do Solo Sagrado. “Como professor desses jovens, meu objetivo é mostrar um Criador cheio de amor pela Sua criatura. Ensinar a importância de se ter um bom caráter, de respeitar a todos ao seu redor e de seguir os dez preceitos escritos pela mão do Criador, no nosso entendimento, é o segredo da felicidade. Escolhi o Solo Sagrado para mostrar a impressão boa de estar em um local e ser bem recebido”. – JUNHO / 2008

A poesia

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Representantes do governo

do Mestre Quando as atividades religiosas passaram a ser desenvolvidas oficialmente, com a Instituição da Igreja Kannon do Japão, o Fundador publicou a “Coletânea de Salmos”, editada em julho de 1948. Nela estão contidos os poemas entoados nos cultos, em forma de salmos. No prefácio, Ele comenta: “A poesia ‘waka’ tem um poder misterioso. Consegue-se expressar em apenas trinta e uma sílabas o que não se consegue dizer com milhares de palavras. E o seu poder de mover as pessoas, então, é inimaginável. O presente livro reúne poemas que eu próprio escolhi e que, entre outros temas, cantam o sentimento, a moral e a virtude, expressando aquilo que eu sentia na ocasião em que os escrevi. Como não sou poeta, compus a maioria sem pensar muito, exprimindo-me com naturalidade. Meu único cuidado foi torná-los de fácil compreensão, mantendo a elegância e a beleza do espírito das palavras” . Podemos observar, portanto, que o Fundador não só compôs “waka”, como também desenvolveu um valioso conceito sobre esse tipo de poema.

Textos extraídos do livro O Pão Nosso de Cada Dia

O PLANO DIVINO “Desde o início da Criação Deus traçou Seu Plano para o estabelecimento do Reino dos Céus na Terra”. “Até quando permanecerão confinados nas trevas o Céu e a Terra criados por Deus?”. “Quando todos os homens abrirem as portas dos seus corações, desaparecerão as trevas que envolvem este mundo”.

“Através de sua visão limitada, o homem não pode perceber o plano traçado por Deus para corrigir os erros do Céu e da Terra”. “Depois de uma espera de milhares de anos o Plano de Deus está, agora, no limiar de sua realização”. “Até mesmo o grandioso Plano de Deus teve início através de um pequeno modelo”.

O TEMPO “Está se aproximando o grande nó da História. Abram os olhos e vejam a situação do mundo atual”.

“O Deus da Salvação, há tanto tempo esperado pela humanidade, já se manifestou”.

“Aqueles que conseguem vislumbrar o Alvorecer revelam possuir a verdadeira visão”. JUNHO / 2008 –

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KORIN AGROPECUÁRIA LTDA.

Os resultados alcançados por Yassu Fujiwara com o uso dos produtos da linha Bokashi despertaram o interesse de produtores vizinhos.

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KORIN AGROPECUÁRIA LTDA.

TEXTO: CAROLLINA TEIXEIRA

Bokashi

Yassu Fujiwara.

Adeus aos agrotóxicos utilização de produtos da linha Bokashi vem trazendo benefícios a produtores de diversas regiões do Brasil, proporcionando cada vez mais aos seus clientes um solo saudável e um produto com qualidade. Na região de Pilar do Sul (SP), o uso de insumos da linha Bokashi resultou em boa produção de leguminosas. O cliente da Korin, Yassu Fugiwara, começou a utilizar o Nutri Bokashi e o Fert Bokashi na cultura do tomate-salada em fevereiro de 2008. A partir de resultados muito satisfatórios, estendeu a utilização do insumo para outros produtos, como o pimentão e o pepino japonês. Apesar de ainda produzir alimentos pelo método convencional, Fugiwara afirma que a utilização da linha Bokashi proporcionou uma redução significativa no uso de fertilizantes químicos e defensivos agrícolas, atingindo uma porcentagem de 50% do total recomendado. Além disso, houve um aumento no período de colheita dos

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frutos, que passou de 40/50 dias para 80/90 dias. Os bons resultados apresentados despertaram a admiração e o interesse de produtores vizinhos, que já começaram a experimentar os produtos da linha. Em Juazeiro (BA), o produtor José Augusto também está obtendo bons resultados com a utilização do Nutri Bokashi na cultura do chuchu. Segundo relatos do representante comercial da Korin na região, Joás Alves Lins, a produção do José Augusto apresentava grande infestação por insetos, principalmente pela mosca branca, que é uma das mais importantes pragas da atualidade. Ao longo dos anos, a mosca branca desenvolveu um processo dinâmico de sobrevivência e reprodução. Com isso, seu hábito alimentar, associado às condições climáticas favoráveis, tem proporcionado um crescimento espantoso de sua população e, conseqüentemente, dos prejuízos causados à agricultura (Fonte: www.ihara. com.br). Com a utilização dos insumos da

linha Bokashi, a presença do inseto na plantação foi reduzida drasticamente, chegando praticamente à sua erradicação. Resultados positivos como esses acarretaram um aumento de aproximadamente 100% nas vendas do Bokashi em relação ao ano de 2006, tanto em volume físico (toneladas) como em volume financeiro (faturamento). Em 2007, foram comercializadas 550 toneladas do produto. Segundo Luís Carlos Demattê, gerente de produção industrial do pólo de Agricultura Natural de Ipeúna (SP), o crescimento do setor foi atingido graças a um trabalho de campo mais ostensivo, realizado pela equipe. “É muito bom poder contribuir para tornar a vida das pessoas mais feliz através de uma alimentação mais saudável”, afirma Eduardo Prochnou, engenheiro agrônomo responsável pela linha Bokashi. “Resultados positivos como esse nos incentivam a continuar a oferecer o método da Agricultura Natural a produtores convencionais”. JUNHO / 2008 –

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