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IZUNOME

KYOSHU-SAMA

As bênçãos de Deus se estendem a todos


IZUNOME


ÍNDICE

Ensinamento do mês A virtude oculta comunica-se com Deus

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Culto Mensal de Agradecimento Uma pequena atitude pode mudar toda uma vida

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Experiência na prática da fé Da tristeza à grande alegria de ser útil

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Trono de Kyoshu As bênçãos de Deus se estendem a todos

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Presidência mundial Desfrutar a vida ao estilo de Meishu-Sama

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Agricultura Natural Venham juntar-se a nós

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Fundação Mokiti Okada Canto para todas as idades

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Fundação Mokiti Okada Programa implanta horta em escolas

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Korin Franquia das lojas Korin chega à Bahia

IIZUNOME IZ ZUN UNOM OME

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Foto da capa: Tony Tajima. FEVEREIRO / 2013 –

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IZUNOME

EDITORIAL

Só boas-novas

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s ocidentais têm curiosidade em relação às coisas que vêm do Oriente. Dentre todas, o calendário chinês, a cada ano regido por uma entidade ou representado por um animal inexistente no plano real, é alvo de grande interesse. No dia 10 de fevereiro, teve início o ano da serpente. Estudiosos afirmam que essa regência é típica de um período duro, rigoroso, marcado por extremos mas que, também, sob o signo da serpente, todas as coisas tendem a ser colocadas nos seus devidos lugares. No Brasil, 2013 começou sem a marca das grandes enchentes que foram manchete nos anos anteriores. Em contrapartida, o País entrou em choque com o incêndio de uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que provocou a morte de mais de 200 jovens e continua fazendo vítimas, dentre aqueles que ainda estão hospitalizados por terem inalado fumaça tóxica. Para nós, messiânicos, 2013 promete ser um ano de grande e proveitosa colheita dos frutos positivos que, juntos, conseguimos semear em 2012. Com a cerimônia da “Primeira Flor do Ano” (Hatsuike), realizada no dia 9, a Fundação Mokiti Okada e a Ikebana Sanguetsu abriram seu calendário de atividades. A Divisão de Expansão acena com a construção de novas unidades e amplas reformas em vários imóveis, visando ampliar o círculo de difusão da fé e oferecer um melhor atendimento às pessoas que forem encaminhadas à Obra Divina. Para permitir ainda maior amplitude da difusão dos ensinamentos de Meishu-Sama, foram aprovados, no final do ano passado, 54 novos ministros adjuntos, que receberão seus certificados no Culto Mensal de Agradecimento de março, no Solo Sagrado de Guara-

piranga. Para junho, está previsto o exame de seleção para uma nova turma de ministros assistentes. A divisão de Expansão traz, ainda, uma grande novidade. Este ano terá início a 1ª turma do Seminário de Formação de Sacerdotes da Agricultura Natural, um sonho antigo que começa a se tornar realidade. A Fundação Mokiti Okada também acena com um calendário de eventos que envolvem a pesquisa e a produção cultural, em continuirade aos estudos sobre a visão de Mokiti Okada sobre o Belo e a arte, a Campanha Solidária, que beneficia anualmente centenas de entidades em todo o País, além dos projetos de implantação das hortas caseiras em escolas da rede pública paulista e das atividades do Centro de Pesquisa da Agricultura Natural, sediado em Ipeúna (SP). Este ano, também, todo o staff da Sede Central irá se integrar à Campanha Solidária, adotando uma instituição beneficente do bairro da Vila Mariana, para a qual serão encaminhadas mensalmente doações de produtos alimentícios, de limpeza e higiene, além de levar a luz do Johrei às pessoas por ela assistidas. A Korin Empreendimentos continua expandindo a rede de franquias dos produtos Korin e consolidando-se no mercado como uma empresa de excelência nos cuidados com a saúde e o meio ambiente. E a KMA - Korin Meio Ambiente vê suas pesquisas e atuação no tratamento de resíduos orgânicos e recursos hídricos conquistar o respeito de instituições e da sociedade em geral. 2013 vai ser um ano de grande colheita porque semeamos o Bem. Vamos continuar assim. O resultado vai ser cada vez melhor. Boa leitura, bom aprimoramento.

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Publicação mensal da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Ano V - nº 62 - ISSN 2177-7462 Elaboração: Divisão de Comunicação da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Diretor da Divisão: Rev. Mitsuaki Manabe Jornalista responsável: Antonio Ramos de Queiroz Filho (MTb 21898) E-mail: ascom@messianica.org.br Edição de Arte: Kioshi Hashimoto Revisão: Ivna Fuchigami Fotografia: Ricardo Fuchigami Colaboradores: Lúcia Martuscelli, Rosana Cavalcanti, Kelly Mello, Fernanda Silvestre (redação); Melissa Binder e Tony Tajima (fotografia) Produção: Fundação Mokiti Okada - M.O.A. Redação e Administração: Rua Morgado de Mateus, 77 – 1º andar – CEP 04015-050 Vila Mariana – São Paulo – SP – Tel. 11 5087-5078

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SEKAI KYUSEI KYO IZUNOME

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IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL

IZUNOME

ENSINAMENTO DO MÊS

A virtude oculta comunica-se com Deus

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raticar ações úteis ao próximo e ao mundo torna-se virtude. Somar virtude significa praticar inúmeras vezes essas ações. A melhor maneira de somar virtude é ministrar Johrei e conduzir pessoas à Fé Messiânica. Dar esmolas e fazer caridade é temporário, não é duradouro. Por isso, não há forma melhor de somar virtude do que ingressar na Fé que salva o próximo para sempre. Aquele que soma virtudes receberá a gratidão de um grande número de pessoas. A luz proveniente da gratidão, tornando-se um nutriente, fortalece-lhe o espírito. Numa oração xintoísta se diz: “Multiplicai a felicidade da alma” (...). Se o espírito se fortalece, sua luz aumenta e, consequentemente, ele sobe de nível nas camadas do Mundo Espiritual; a felicidade e as boas coisas também aumentam. A virtude oculta é a prática de boas ações sem o conhecimento de outras pessoas. (...) Quando o fato é do conhecimento das pessoas, o benfeitor já receberá a recompensa merecida, mas quando não é, Deus é quem concede a recompensa. Assim, tratando-se de virtude, a oculta é bem melhor. (...) Devemos praticar boas ações fazendo o possível para que elas não sejam do conhecimento das outras pessoas. Se procedermos assim, Deus nos devolverá o bem multiplicado várias vezes. A soma de virtude oculta é algo surpreendente. (...) Meishu-Sama em 30 de julho de 1949. Extraído do livro: O pão nosso de cada dia pag. 324 (trechos)

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IZUNOME

CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO

Uma pequena atitude pode mudar

toda uma vida Saudação do Rev. Mitsuaki Manabe vice-presidente da IMMB Solo Sagrado de Guarapiranga 3 de fevereiro de 2013

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om dia a todos! Estão todos passando bem? Hoje, o nosso presidente, Rev. Hidenari Hayashi, está no Japão e, por isso, me incumbiu de realizar este culto e transmitir sua orientação. Vou lê-la para os senhores. “Meus parabéns pelo culto de hoje. Agradeço a dedicação incansável de todos os senhores à Obra Divina de Meishu-Sama. Estou no Solo Sagrado de Atami, preparando-me para participar do Culto do Início da Primavera. Por essa razão, pedi ao reverendo Manabe que realizasse o culto de Guarapiranga em meu lugar. Soube da terrível tragédia ocorrida na semana passada, quando mais de 200 jovens morreram num incêndio em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Fiquei muito comovido com tamanha fatalidade envolvendo tantos jovens. Meus sinceros sentimentos de solidariedade às famílias das vítimas. Bem, o tempo passou rápido e já estamos no mês de fevereiro. Tenho certeza de que todos estão seguindo as orientações do nosso presidente mundial, Revmo. Watanabe, dada no início deste ano. Ele nos orientou a respeito das práticas que ampliam a salvação integral, que abrange o corpo, a mente e a alma. São elas: o Johrei, a horta caseira e o belo, através da apreciação das artes de alto nível, e o belo do cotidiano, tornando-nos pessoas simpáticas, corteses e altruístas, fazendo jus ao que Meishu-Sama define o ser humano: a maior obra-prima do Criador. E também, expressando a nossa gratidão, reconhecendo as dádivas da natureza como manifestação do amor de Deus e de Meishu-Sama. Isto é, viver o nosso dia a dia com gratidão. Eu acredito que essas práticas são caminhos eficazes para nos tornarmos pioneiros da salvação, o número um na felicidade de outras pessoas. Os senhores devem ter ouvido, agora há pouco, a maravilhosa experiência de fé da senhora Adriana, que eu já havia lido e apreciado muito, antes de vir ao Japão. Realmente, ela está de parabéns pelo seu empenho em se tornar a número um na felicidade de dezenas de pessoas, ensinando-as a se tornar pioneiras da salvação. Entretanto, um ponto que não podemos esquecer, foi o papel importante da amiga que lhe ministrou o primeiro Johrei. Essa amiga messiânica foi fundamental no processo de transformar a vida de Adriana, fazendo-a passar do lado de quem precisa de ajuda, para o lado de quem vai ajudar

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Reverendo Mitsuaki Manabe.

outras pessoas. Não seria esse o papel mais importante de quem se torna a número um na felicidade de alguém? Vejam bem: uma pequena atitude de amor altruísta mudou a vida de uma pessoa! E essa amiga não fez nada de especial. Ela fez o que todos os messiânicos podem fazer. É só querer ajudar alguém que está precisando e oferecer o Johrei, ensinar a horta caseira, ou demonstrar gentileza e cortesia em seus atos, para mudar a vida de outra pessoa. No fim, não é só quem é ajudado que é agraciado. Quem ministrou o primeiro Johrei, quem foi o pioneiro da salvação, também recebe os méritos divinos, tornando-se mais feliz. Se envolvermos mais messiânicos nesse movimento de salvação de pessoas por meio dessas práticas, vamos criar uma corrente de salvação numa sequência infinita. Acho que a experiência da Adriana deixou isso bem claro. Graças àquele primeiro Johrei que recebeu da amiga, Adriana pôde ser a pioneira da salvação de outras 40 pessoas. E, dentre essas, muitas já estão ministrando Johrei aos seus amigos. Encerro minhas palavras, desejando que todos os messiânicos possam tornar-se novos pioneiros de salvação, reconhecendo que Meishu-Sama é o “sol espiritual” que brilha dentro de cada um, conforme Kyoshu-Sama nos ensinou em sua saudação de ano-novo. Boa missão a todos!” Essa foi a orientação que o nosso presidente, reverendo Hayashi, solicitou que eu transmitisse aos senhores. Assim, seguindo essas palavras, vamos nos empenhar cada vez mais nas três colunas de salvação por meio do Johrei, da horta caseira, das atividades artísticas e do empenho em nos tornamos pessoas simpáticas, corteses e altruístas. Este é um mês de muita alegria para o povo brasileiro. No final desta semana, começam as festividades do carnaval. Desejo um bom feriado a todos os senhores. Muito obrigado!


EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

de ser útil

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om dia a todos. Meu nome é Adriana Fernandes Pires, sou messiânica há um ano. Pertenço ao Johrei Center Bragança Paulista, Região SP Interior. Gostaria de relatar aos senhores como estou merecendo tornar-me uma pioneira da salvação na vida de muitas pessoas. Sempre fui alegre, rodeada pela família e amigos. Porém, no final de 2008, comecei a sentir um desânimo que não sabia de onde vinha. Era uma dor no peito inexplicável; sentia meu coração apertado e uma tristeza tão profunda, que parecia não ter fim. Muitas vezes, não tinha forças sequer para me levantar da cama, o que fez com que me isolasse de todos. Minha família empenhou-se em buscar ajuda médica e o diagnóstico foi depressão. Durante seis meses, tive acompanhamento psiquiátrico e tomei medicamentos controlados que me ajudaram naquele momento. No entanto, o vazio e a tristeza permaneciam dentro de mim. Busquei todo tipo de ajuda, inclusive espiritual, mas tudo que encontrava servia somente de paliativo, pois a tristeza e o aperto no peito sempre voltavam. Em novembro de 2011, durante mais uma crise de depressão, recebi um telefonema de uma amiga que, percebendo na minha voz muita angústia, logo se ofereceu para ir até minha casa ministrar-me Johrei. Aceitei imediatamente, e ela, com muito amor e paciência, ministrou-me aproximadamente uma hora de Johrei. Neste momento, senti um conforto muito grande e um alívio na minha tristeza. Realmente, não imaginava que, a partir dali, iria se iniciar uma grande mudança em minha vida. Logo em seguida, ela me orientou a procurar o Johrei Center para fazer um acompanhamento. No dia seguinte, um pouco mais confiante por me sentir melhor, fui ao Johrei Center, onde fui recebida por uma missionária que, com muita simpatia e carinho, me orientou a receber Johrei por trinta dias e assistir ao culto matinal diariamente. Passei a ser acompanhada, semanalmente, por um missionário, que me orientava e tirava minhas dúvidas; a amiga que me encaminhou me dava forças para continuar e ministravame Johrei nos finais de semana. Depois de uns 15 dias, já estava melhor e muito confiante. Ao término dos trinta dias, já sentia uma imensa vontade de viver. Nos cultos diários, através dos ensinamentos lidos, comecei a me identificar muito com MeishuSama, e um sentimento de extrema felicidade despertou em mim: enfim, estava voltando à vida! Com tudo isso, senti o desejo de expandir essa felicidade e, com esse propósito, participei das aulas de princípios messiânicos. No dia 30 de janeiro de 2012, tive

Adriana Fernandes Pires.

a permissão de me tornar messiânica, recebendo o Ohikari (Luz Divina). Assumi, diante de Deus e Meishu-Sama, o compromisso de me tornar um instrumento na felicidade e salvação de muitas pessoas. Comecei a dedicar às quartas-feiras, mas, como minha vontade de compartilhar essa felicidade e bem-estar era muito grande, passei a ir ao Johrei Center todos os dias para ministrar Johrei. Minha felicidade era visível e, por onde eu ia, contava a experiência da mudança de minha vida e tudo o que estava vivenciando na Igreja Messiânica. Assim, tive a permissão de, no ano de 2012, encaminhar 40 pessoas. Além disso, dentre as que acompanhei, 12 já despertaram para servir e tiveram a permissão de ingressar na fé. Percebi que, graças ao Johrei e aos ensinamentos de Meishu-Sama, meu coração, que antes se encontrava na escuridão, realmente se transformara em claridade, em plena felicidade. Não tomo mais medicamentos e estou curada da depressão. Após um ano, minha vida se transformou; MeishuSama me deu uma vida completa. Por intermédio da postura de minha amiga, que, ao ver meu estado, logo se preocupou e veio me oferecer Johrei, consegui encontrar um caminho maravilhoso para seguir. Ela se tornou a número um na minha felicidade e, até hoje, me acompanha em todos os momentos, inclusive nas dedicações. Venho seguindo a orientação do presidente mundial, proferida no culto de novembro de 2012, buscando receber a todos com muita simpatia e com sentimento de me tornar a número um em suas vidas. Hoje, estar neste sagrado altar, relatando aos senhores a minha experiência é uma emoção que não tem tamanho. Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados essa grande permissão. Muito obrigada! FEVEREIRO / 2013 –

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IZUNOME

Da tristeza à grande alegria


IZUNOME IIZ ZU UN NOM O E

TRONO DE KYOSHU

Culto do Natalício de Meishu-Sama Saudação de Kyoshu-Sama 22 e 23 de dezembro de 2012 Solo Sagrado de Atami

Yoichi Okada, Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial (Kyoshu-Sama).

As bênçãos de Deus se estendem a todos

P

arabéns a todos pelo Culto do Natalício de MeishuSama! Com imenso e profundo respeito, digo-lhes que o ar que inspiramos e expiramos é a respiração do Supremo Deus. Com Seu sopro, Ele colocou em nós Sua vida, Sua consciência e Sua alma. Além disso, o sopro Divino não existe somente dentro de nós, mas em toda a Criação. Como, originalmente, nós nos encontrávamos junto a Deus – que é a fonte de toda a vida –, o Paraí-

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so existe, ainda hoje, no centro da nossa consciência. Assim, continuamos herdando, juntamente com Meishu-Sama e com todos os seres, o sopro da Divina vida eterna. Deus nos concedeu o próprio ar porque deseja, profundamente, estabelecer sobre a Terra Seu reino – o Paraíso –, morar conosco. É por esta razão que estamos sendo criados e educados pelo sopro Divino, para que possamos servir, verdadeiramente, a Deus e renascer como filhos dignos de viver com Ele. Deus preparou Meishu-Sama

para ser nosso modelo e nos uniu a ele. Sendo assim, nossa respiração é também o ar inspirado e expirado pelo Messias Meishu-Sama. No culto de hoje, gostaria de agradecer a Deus e louvá-Lo de coração por, juntamente com toda a humanidade, com nossos pais, ancestrais e antepassados, estarmos sendo preparados para renascer, unidos pela respiração de Meishu-Sama, que continua vivo. Sinto-me profundamente agradecido pelo fato de os senhores, messiânicos, estarem despertando para a prática da horta caseira


TRONO DE KYOSHU

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e praticando, com todo afinco, o amor altruísta, desejosos de se tornarem pioneiros da salvação de alguém. Os senhores buscam a vontade de Meishu-Sama e a força que atua no centro do Johrei, da Agricultura e Alimentação Naturais e do Belo: a horta caseira e a vivência do amor altruísta fazem parte deste ciclo de aprendizado e de sua aplicação. Por meio dessas práticas, aprendemos que a fonte do amor e da salvação está em Deus. Sendo assim, não podemos pensar que nossas ações e seus resultados são frutos da nossa capacidade e virtude: eles fazem parte da glória de Deus, são obras Suas. MeishuSama ficaria imensamente feliz se conseguíssemos reconhecer isto. Todos os anos, fiéis com essas características – conscientes da glória divina –, percorrem um longo caminho e vêm de toda parte do mundo visitar os Solos Sagrados do Japão. Quando penso na grande quantidade de pessoas que compartilham o amor de Meishu-Sama em todos os cantos do planeta, percebo que, independentemente do país no qual estejamos, somos utilizados por ele juntamente com os fiéis do mundo inteiro. Ter consciência plena deste fato possui um grande significado. Uma vez que estamos tendo a permissão de servir dessa maneira, ao vivenciarmos uma experiência ou ao nos conscientizarmos de algo, precisamos admitir que isso não pertence somente a nós, mas a todos. Portanto, quando nos recuperamos de uma grave doença ou solucionamos um problema difícil, é muito importante reconhecer que fomos agraciados com um milagre de Meishu-Sama e, com o sentimento de agradecer juntamente com todas as pessoas, manifestar nossa gratidão a Deus. E essa postura não se limita à ocorrência desse tipo de milagre. Cada um de nós, sem exceção, está recebendo um maravilhoso milagre: a graça de poder dirigir o sentimento e o pensamento a Deus e a Meishu-Sama e oferecer nossa gratidão.

Kyoshu-Sama com caravanistas do exterior no Solo Sagrado de Atami, Japão.

Deus providenciou o significado das palavras “fé” e “gratidão” para que nos déssemos conta da realidade e, por meio destas, mantém conosco uma relação de reciprocidade, um intercâmbio. É por este motivo que, quando me refiro a Deus, tenho que fazê-lo com imenso e profundo respeito. Bem, Meishu-Sama se referiu repetidas vezes à importância do sonen, da atitude mental. Conforme ele ensinou, Deus realiza Sua obra, utilizando, o tempo todo, o nosso sonen. Ele criou e governa o Universo e tudo o que nele existe. E como é este Deus que está utilizando o nosso sonen, a abrangência deste ultrapassa o tempo e o espaço, a tudo podendo se estender. Na raiz da atuação do sonen, existe nossa consciência. E bem no centro desta, há um ponto em cujo cerne se encontra a consciência de Deus. E por que é assim? Porque somos filhos nascidos d’Ele. Meishu-Sama nos deixou um grande número de imagens da divindade Kannon desenhadas por ele. No centro de sua testa, há sempre um pequeno círculo, simbolizando o “terceiro olho”. Além disso, ele adquiriu diversas estátuas budistas, e a maioria delas tem um sinal semelhante. MeishuSama explicou-nos, ainda, que essa região é o local mais importante

Purificação é uma bênção divina. Eu entendo que purificar significa estar sendo iluminado pela Luz de Deus. E esta Luz não atua somente em nÓs. Ela perdoa, purifica e salva todas as pessoas.

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TRONO DE KYOSHU

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Sendo a doença uma ação para purificar o corpo e o espírito, ela é a maior bênção de Deus.

O Líder Espiritual da IMM cumprimenta participantes do Culto no Templo Messiânico.

Creio que Deus, Pai de toda a vida, deseja ardentemente estabelecer o Paraíso Terrestre, no qual habitará com Seus filhos — que somos nÓs, seres humanos —, e está nos convocando a retornar à Luz, ao Paraíso

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do ser humano, porque é a partir dela que o espírito de Deus se comunica. Meishu-Sama caligrafou a letra su ( ), colocando um ponto no centro de uma circunferência. Creio que, por meio desta representação, ele está nos apontando que, no centro mais profundo da nossa consciência, existe o ponto mais importante. Neste, encontra-se a consciência do Supremo Deus e nós precisamos reconhecer este fato. Agindo assim, ficaremos aptos a receber a formação necessária para renascermos como verdadeiros filhos de Deus: o que significa que, como seres humanos, deixaremos de ser uma existência finita, limitada, para nos tornarmos unos com a consciência Divina e vivermos por toda a eternidade. Deus é o criador de tudo e, por esta razão, Suas bênçãos se estendem a todos. Contudo, temos uma imensa dificuldade de perceber isto, principalmente quando nos encontramos em meio a doenças, sofrimentos, aflições, preocupações, insegurança, tristeza e ira. Diante deste fato, Meishu-Sama utilizou o conceito de purificação para nos orientar e nos encorajar. Como podemos constatar no poema abaixo, ele nos ensinou que a doença é uma bênção divina, pois ela ocorre para nos purificar.

Por conseguinte, é possível dizer que o fato de recebermos a permissão de purificar ocorre porque Deus, com Seu imenso amor, está perdoando a nós, seres imperfeitos. Nós éramos escravos do pensamento superficial e viciado segundo o qual todo e qualquer sofrimento, a começar pela doença, é, pura e simplesmente, ruim. Meishu-Sama, porém, nos libertou desse pensamento e, ensinando-nos a respeito das bênçãos de Deus chamadas “purificações”, salvou-nos. Reconhecer este fato significa dar uma guinada de 180 graus, conforme tantas vezes nos orientou Meishu-Sama. É justamente dessa maneira que conseguiremos colocar um ponto final no Mundo da Noite. Purificação é uma bênção divina. Eu entendo que purificar significa estar sendo iluminado pela Luz de Deus. E esta Luz não atua somente em nós. Ela perdoa, purifica e salva todas as pessoas. Na verdade, ela se encontra dentro de cada um. Brilhante e eterna, ela nos foi concedida quando ainda nos encontrávamos no Paraíso, unidos a Meishu-Sama e juntos de Deus Criador, Pai de toda a vida. No ensinamento “Características da salvação pela Igreja Messiânica Mundial”, Meishu-Sama ensina que: “Para que o homem seja conduzido ao Céu, é necessário que ele próprio se eleve, tornando-se um ente celestial, a fim de que, por sua vez, possa salvar o seu semelhante.” E continua: “Compete a cada homem tornarse um ente celestial; aliás, chegou o tempo em que isso é possível.” Com estas palavras, ele está nos fazendo recordar que, em nossa origem, somos seres celestiais que pertencem ao Paraíso pleno de Luz e nos chama a retornar a este. Da nossa parte, parece-me que estamos convencidos de que pertencemos somente ao plano terrestre e que, por sabermos dos nossos pontos fracos, das nossas imperfeições, não conseguimos


TRONO DE KYOSHU

1. Relicário em forma de medalha que os ministrantes de Johrei trazem ao peito, pendurado no pescoço.

Acredito também que o fato de levantarmos nossa mão para ministrar Johrei a alguém, significa que Deus está salvando, elevando ao Paraíso de Luz resplandecente todas as pessoas, sem Lhe escapar nenhuma. Não será isso que Meishu-Sama está nos ensinando? Por essa razão, no nosso dia a dia, quando estivermos realizando qualquer coisa com base no amor altruísta, que o façamos com esse mesmo sentimento que temos para com o Johrei. Que tenhamos sempre a convicção de que estamos juntos de Meishu-Sama; de que, conforme ele nos ensinou, estamos desenvolvendo uma obra em união com Deus e com todos os seres humanos. Que no trato com as pessoas (tanto aquelas com as quais estamos nos encontrando quanto aquelas nas quais pensamos), desejemos sempre: “Que todas elas possam ser acolhidas dentro da Luz que brilha no fundo do meu ser!” Acredito que, se conseguirmos repetir isto

em nosso coração, Meishu-Sama há de ficar muito feliz. É também para o núcleo da nossa consciência – em que brilha esse ponto de Luz, ao qual me venho referindo – que devemos encaminhar e entregar nossos sentimentos e pensamentos. Meishu-Sama escreveu um poema que diz o seguinte: Companheiros da Luz! Sejam a chama que ilumina o caminho daqueles que vagam pela escuridão da noite. Acreditando nesta chama que foi preparada dentro de nós, gostaria que conseguíssemos corresponder ao sentimento de MeishuSama, que nos incentiva, nos anima, chamando-nos de “companheiros da Luz”. Ele está sempre nos ensinando a agradecer as bênçãos de Deus e a louvá-Lo. Entretanto, não podemos esquecer que agradecer e louvar significam perdão e bênçãos divinos. Não seria este o fundamento do terceiro poema de Meishu-Sama entoado no culto de hoje? Senhor! No culto de hoje, oro rogando permissão para louvar Vossas infinitas bênçãos. Ou seja, em sua oração, Meishu-Sama está pedindo a Deus permissão para manifestar sua gratidão e louvor a Ele. Nós também, antes de mais nada, não deveríamos orar assim? Para concluir, gostaria que, ao final do ano que se encerra, merecêssemos ser recebidos alegremente por Deus, na condição de bons frutos cultivados por Meishu-Sama. Oro para que a alegria Divina seja compartilhada com todas as criaturas e que 2013 seja repleto de esperança e paz. Que este ano possa marcar uma nova partida! Muito obrigado. FEVEREIRO / 2013 –

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sequer imaginar a possibilidade de nos tornarmos, por exemplo, pessoas paradisíacas. Entretanto, Meishu-Sama nos alertou: “Chegou o tempo em que isso é possível.” Ao realizar a “Transição da Noite para o Dia”, Deus nos considera como pessoas já perdoadas. Por este motivo, precisamos acreditar sinceramente no perdão Divino e aceitá-lo, juntamente com todos os seres, pois, assim, brotará em nós a verdadeira consciência do ser paradisíaco. A Luz existente no centro da nossa consciência se tornará capaz de iluminar a nós e a todos. Pensando desta forma, sinto que existe um grande significado no fato de trazermos em nosso peito o Ohikari1, no qual está contida a palavra Luz, caligrafada por Meishu-Sama. Acredito que uma das razões de ele existir é para que possamos gravar em nossos corações e jamais esquecer que nossa vida é a eterna vida de Deus e que, no núcleo do nosso ser, foi-nos outorgada a Sua Luz, que brilha por toda a eternidade. Não teria sido por este motivo, por sermos seres assim, que Meishu-Sama nos permitiu transmitir o Johrei (Johrei, que é obra divina e não humana) do mesmo modo como ele o fazia? Não é por isso que ele compartilha conosco o sabor e a alegria de poder servir a esta Obra? Creio que Deus, Pai de toda a vida, deseja ardentemente estabelecer o Paraíso Terrestre, no qual habitará com Seus filhos – que somos nós, seres humanos –, e está nos convocando a retornar à Luz, ao Paraíso. É por esse motivo que, com Seu amor incondicional, Ele está estendendo a mão da grande salvação a todas as pessoas do mundo e, por intermédio de Meishu-Sama, está nos convidando à Sua morada.


IZUNOME IIZ ZU UN NO OM ME

SÉRIE “PARA NOS TORNARMOS PIONEIROS DA SALVAÇÃO” - 3ª PARTE

Revmo. Tetsuo Watanabe, presidente da Igreja Messiânica Mundial.

De terno, à direita de Meishu-Sama, Isoya Yoshida (arquiteto condecorado com a Ordem da Cultura). Entre ambos, um pouco atrás, Kosaburo Yoshizumi, mestre de nagauta, gênero musical japonês, nomeado patrimônio cultural vivo.

Desfrutar a vida ao estilo de

Meishu-Sama Por que nascemos? Meishu-Sama nos explica a razão pela qual Deus nos concede a vida da seguinte forma: “Em primeiro lugar, é preciso entender a finalidade do nascimento do homem. Deus criou o homem para construir o mundo ideal, que é o objetivo do Seu governo na

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Terra, concedendo-lhe missões específicas e utilizando-o conforme Sua vontade.” (do ensinamento “A existência do mundo espiritual”). E nos ensina ainda o caminho a ser trilhado para construirmos o mundo ideal: “Compete a cada homem tornar-se um ente celestial; aliás, chegou o tempo em que isso é possível. Naturalmente, seu lar será paradisíaco, e todos os


SÉRIE “PARA NOS TORNARMOS PIONEIROS DA SALVAÇÃO - 3ª PARTE

A vida que queremos saborear Será que nascemos para desfrutar a vida? Será que nascemos para sofrer? Quando ouço o riso alegre das crianças que brincam, quase não consigo conter a vontade de juntar-me a elas...

Cada coisa tem seu sabor. A matéria, o homem, a vida cotidiana com suas mÚltiplas facetas, tudo, enfim, tem um sabor peculiar. Se excluirmos da vida o sabor, ela perderá sua atração e o homem não terá mais vontade de viver.

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componentes da família virão a ter uma vida celestial. Somente assim poderão ser salvas as pessoas que sofrem no ‘inferno’. Daí a razão por que aconselho os fiéis a criar uma vida sem sofrimentos, que é a Vontade do Altíssimo.” (“Características da salvação pela Igreja Messiânica Mundial”). As expressões usadas por Meishu-Sama nos referidos ensinamentos, tais como “é preciso entender”, “compete a cada homem”, “aconselho os fiéis”, podem ter um certo tom de sermão, mas, em palavras mais comuns, poderíamos afirmar que Meishu-Sama está nos dizendo o seguinte: “Vocês nasceram para serem felizes, sabiam?”

logo sejam aplicados os recursos humanos para a sua solução.” Esta é uma passagem do ensinamento “Sabor da fé” de Meishu-Sama. Há outro ensinamento intitulado “Abstinência”, que é um texto que não nos recomenda a abstenção, muito pelo contrário: ensina-nos que a natureza e tudo o que nela existe foram criados por Deus para o prazer do ser humano. Sendo assim, é importante aceitar tal dádiva e desfrutá-la com prazer e alegria.

Esta estrofe faz parte de um poema japonês, imayō, bastante popular entre meados do período Heian (794-1185) e o início do período Kamakura (11851333), presente na antologia Ryojin Hisho (Canções para dançar sobre a poeira), compilada pelo imperaAlegrem-se que virão coisas alegres dor Go-Shirakawa (1127-1192). Eu acredito sinceramente que, se as pessoas vivesTempos atrás, um jovem casal bastante dedicasem a vida alegremente e cheias de vitalidade, como uma criança que se entrega totalmente a uma brinca- do à fé ainda não recebera a permissão de ter filhos, deira, seriam imensamente felizes. A Igreja Messiâni- apesar de estar casado há alguns anos. Diante disso, decidiu procurar a orientação de um ministro. ca Mundial nos ajuda nesse sentido. O ministro, que via a rotina deste casal tão ocu“Cada coisa tem seu sabor. A matéria, o homem, a vida cotidiana com suas múltiplas facetas, tudo, en- pada, sempre entregue à dedicação ou ao trabalho, fim, tem um sabor peculiar. Se excluirmos da vida o aconselhou: “Por que vocês não vão viajar por alsabor, ela perderá sua atração e o homem não terá guns dias?”, ao que o casal respondeu: “Não sei... os mais vontade de viver. (...) O objetivo da fé é alegrar membros do Johrei Center estão sempre dedicando a vida, dar-lhe tranquilidade e permitir que se des- – como podemos sair para nos divertir?” O ministro respondeu: “Eles também estão se difrute do sabor de viver. Então as coisas da natureza se transfiguram: as flores, o vento, a lua, o cântico dos vertindo, não se preocupem. Abram o mapa do Japão pássaros, a beleza das águas e das montanhas pas- e comecem a ir riscando cada província que forem visam a ser vistos como dádivas de Deus para alegria sitando. Vocês vão ver como é divertido!” Com estas das criaturas. E passamos a agradecer os alimentos, palavras, despediu-se desejando boa viagem. O tempo passou. Um o vestuário e a casa em dia, o ministro recebeu um que vivemos, considetelefonema do casal, muirando-os como bênçãos, to alegre: “Vamos ter um e a simpatizar com todos bebê!” Ele me contou que os seres, mesmo os irraconseguia até ver o grande cionais e os inanimados. sorriso dos dois do outro Sentimos que até o pelado do telefone. Eles conquenino verme da terra taram que haviam comese acha próximo de nós... çado a viajar e a riscar no É o estado de êxtase. A mapa os locais visitados. religião deve levar o hoA notícia da gravidez chemem à despreocupação, gou quando eles visitavam que é o estado ideal. Se a quarta província. ele enfrenta um probleBebês nascem mesmo ma, que aprenda a deixáTrilhar o caminho da fé de mãos dadas com nossos familiares. sob condições difíceis, é lo nas mãos de Deus, tão FEVEREIRO / 2013 –

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aliviar o estresse. claro. Mas acredito Ao longo de sua vida, que seu desejo é nascer Meishu-Sama se deleitou em circunstâncias alecom inúmeras atividades. gres. Ao ouvir tal relato, Enumerarei algumas pensei: “Quando este conforme for me lembrancasal decidiu viajar trando. Meishu-Sama praticaquilo, relaxado, viu belas va o montanhismo e fazia paisagens e deixou que a caminhadas para apreciar alegria tomasse conta de a natureza. Já durante os seus corações. Por este últimos anos de sua vida, motivo, talvez, tenha gagostava de ver filmes, asnhado a permissão de gesistindo, no mínimo, a 15 rar uma nova vida.” por mês, chegando a 200 Não há nada que nos por ano. Cinéfilo, convifaça sentir mais vivos do O sentimento da pessoa que anseia pela construção do Paraíso Terrestre é sempre alegre. dava até mesmo cineastas que a alegria que leva para acompanhá-lo nas nosso coração a bater forte. Essa alegria, descrita muito bem por Meishu- seções e discutia com eles entusiasticamente sobre o Sama conforme o ensinamento da religião Oomoto tema. Ele ingressou na Escola de Belas-Artes de Tóna frase “Alegrem-se que virão coisas alegres”, é o quio (atual Universidade de Artes de Tóquio), aspirando tornar-se um artista, o que acabou fazendo com que atrai mais alegria ainda. O que alegra, sobretudo, a Deus, Pai da nossa que as atividades relacionadas à Arte se transformasvida, e os antepassados, que nos legaram o corpo sem em um “hobby” para toda a vida. Além disso, Meishu-Sama não se limitava carnal, é que manifestemos nossa gratidão pelas bênçãos e graças recebidas e celebremos a vida com toda à apreciação: ele mesmo criava acessórios e intensidade. Não há no mundo nenhum pai ou mãe que bijuterias, vivificava flores, deleitava-se com a arte do chá, escrevia poemas e caligrafias e desenhava. Chenão fique contente ao ver a alegria dos filhos. gou mesmo a projetar os Solos Sagrados, protótipos do Paraíso Terrestre. Enfim, entretinha- se como artisOs prazeres da vida apreciados por ta e criador. Meishu-Sama escreveu o seguinte poema: Meishu-Sama Contudo, quando observamos o mundo ao nosso redor, vemos que, surpreendentemente, há muito mais gente que não sabe desfrutar a vida, que não tem lazer nem cultiva “hobbies”. Ou seja, muitas pessoas dão as costas às bênçãos, às dádivas divinas, o que é realmente uma pena. Existem muitas maneiras de se divertir. Para Meishu-Sama, divertimentos como mahjong1 e pachinko2 se enquadram na categoria dos “não-produtivos” e, com muito humor, caçoava as pessoas do seu convívio que os praticavam3. Acredito que ele incentivava o lazer que serve como alimento espiritual, que é de alto nível, e não aquele divertimento momentâneo, que só serve para matar o tempo ou 1. Mahjong: jogo de mesa de origem chinesa, composto de 144 peças (pedras), muito semelhante à Canastra (Buraco), que se joga com baralho. 2. Pachinko: é um passatempo e também um jogo de azar praticado em máquinas que se assemelham à combinação de um caça-níqueis com um fliperama. 3. Ver o artigo “O lema de MeishuSama era ser feliz”, da profª. Miyako Yoshioka, revista Izunome nº 36, dezembro de 2010.

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Deleitando-se com a arte, o homem purifica seu corpo e sua alma. É realmente uma dádiva divina. Nesta composição, ele nos ensina que o prazer de apreciar e criar o belo, de forma semelhante ao Johrei, é um fator muito importante para a felicidade das pessoas. Aqueles que, da mesma forma que Meishu-Sama, têm vários passatempos e celebram a vida envoltos pela alegria, parecem ter um brilho especial. A luz que emanam transmite uma sensação agradável e, como que atraídas, as pessoas se aproximam deles e os escutam com atenção. Para conseguirmos dedicar como “pioneiros da salvação”, devemos nos transformar em “pessoas que sabem desfrutar a vida”. O que é uma verdadeira diversão?

Um sorriso gera outro sorriso e, assim, o círculo de luz vai se ampliando paulatinamente.

“Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a ponto de isso se tornar quase um ‘hobby’


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Meishu-Sama nos ensina que somente aquele que consegue amar o próximo verdadeiramente, do fundo do coração, consegue amar a Deus. Ele ainda nos ensina: “Meu propósito é orientar o homem da atualidade sobre a apreciação das virtudes. Concretamente, virtude significa não frequentar locais suspeitos, investir fundos em prol da comunidade, ajudar os pobres, servir às boas causas e professar a fé. Também significa divertir-se na companhia dos familiares, assistindo a sadios espetáculos cinematográficos 4. Revista Meikō, 30 de setembro de 1926.

Aqueles que sentem prazer em alegrar o prÓximo, conseguem alegrar a Deus. Alegrar e ser amado pelo prÓximo significa ser amado por Deus

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e teatrais e participando para mim.” (“Minha nade excursões e viagens. tureza”). Como podeTal modo de vida une os mos observar, isso era membros da família: a eso que mais interessava posa respeita o marido e a Meishu-Sama dentre lhe agradece os cuidados; as inúmeras atividades os filhos são resguardaprazerosas que praticava. dos do mau caminho; a Ou seja, alegrar o próxipreocupação financeimo e acompanhar como ra diminui; preserva-se as pessoas iam se tornana higiene e estimula-se do felizes era sua grande a saúde. São estas coidiversão. sas que asseguram vida A propósito, a palalonga, dias alegres e boa vra “hobby” ou passadisposição de espírito.” tempo, em japonês, é “Envolvido pela aura de Deus, sinto-me (“Apreciação das virtuescrita com dois ideograprofundamente feliz. É como se eu estivesse me divertindo no campo durante a primavera.” (Meishu-Sama) des”). mas: o de “caminho” ( 道) e o de “prazer”, “diO trabalho missionário que se compraz versão” (楽), e sua leitura é dōraku (道楽). Contudo, com a alegria do próximo no budismo, a leitura destes dois mesmos ideogramas é dōgyō. Neste caso, a palavra “passatempo” é Enfim, a Obra Divina, missão que nos foi conceinterpretada como algo mais que o puro prazer de entregar-se de corpo e alma a um “hobby” – in- dida por Meishu-Sama, consiste em nada mais nada terpretação mais comum – e passa a significar a menos que praticar o bem e comprazer-se em conduentrega total à filosofia do budismo, o que leva zir o próximo à felicidade. Eu vim experimentando à verdadeira compreensão e, consequentemente, tal prazer durante toda a minha vida missionária. Por exemplo, em 1962, quando cheguei ao Brasil ao arrebatamento do espírito, ao êxtase. Creio que Meishu-Sama se refere ao passatempo em um senti- e comecei a fazer difusão em São Paulo, nos momentos livres, costumava brincar com os filhos dos do mais próximo ao do budismo. Durante nossa vida, devemos aprender com Deus membros que vinham à igreja. Eu ensinava-lhes al– que, com tanto esmero e amor, nos concedeu as mais gumas brincadeiras do Japão, juntos arrancávamos diversas formas de prazer – e com Meishu-Sama, que as ervas daninhas do terreno e aí organizávamos as assimilou como “hobby”. Ou seja, empenhar-se uma pequena gincana, em que eu ensinava a imporem fazer o próximo feliz significa exatamente “com- tância do respeito às regras e do espírito de coopepreender os ensinamentos da salvação e alcançar a ração. Para essas crianças, eu devia ser um tio meio felicidade”, uma verdadeira “diversão”, conforme o esquisito que tinha vindo de outro país. Para mim, elas eram ótimas professoras de português. estilo de Meishu-Sama. Certo dia, eu estava meio triste porque não conAqueles que sentem prazer em alegrar o próximo, conseguem alegrar a Deus. Alegrar e ser amado pelo seguia encaminhar ninguém. As crianças vieram me próximo significa ser amado por Deus. Quem conse- perguntar: “Ricardo (assim me chamavam nessa épogue ter gratidão pelas pessoas, consegue agradecer ca), o que aconteceu? Você tá triste?”, olhando bem no a Deus. Meishu-Sama também escreveu o seguinte meu rosto. Eu respondi: “É que prometi a um grande mestre chamado Meishu-Sama que encaminharia, dupoema: rante este mês, 50 pessoas para ingressarem em sua Obra. Só que até agora só consegui três...” Somente amando o próximo Ao ouvirem isso, disseram: “O quê?! Você é ou com verdadeiro amor, consegue-se amar não é nosso amigo? Você tinha que ter falado com verdadeiramente a Deus4.


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a gente logo!” Essas crianças grandioso acontecimento. Os começaram a pedir aos pais: inúmeros fiéis que apoiaram a “Pai, mãe, o Ricardo está com difusão tanto na linha de frente um problema: será que vocês como nos bastidores e que, ainnão podem ajudar?” Os pais, da hoje, continuam nos dando ao ouvirem o pedido dos filhos, forças. Os ministros que, junto pensaram: “Bom, vamos ter comigo, vêm dedicando sua que resolver o problema do Rivida à Obra Divina. Três amacardo, o herói da criançada...” E dos filhos que, ainda pequenos, começaram a trazer parentes e retornaram ao mundo espirituamigos à igreja, aconselhandoal enquanto eu me dedicava à os a receber o Ohikari. A meniconcretização da Obra Divina. nada fez difusão em meu lugar. E muitas outras pessoas. E mais: os pais e as mães Senti e sinto gratidão por começaram a cuidar daqueles aqueles com quem me enconque eles tinham encaminhado, trei. Cada um deles – cada hoe os que foram encaminhados, mem, mulher, criança –, todos começaram a encaminhar ouforam, das mais diversas fortras pessoas – fazendo surgir mas, pilares para a construção um novo ritmo na difusão. do mundo ideal desejado por Graças à colaboração de todos, Meishu-Sama. E não é só isso: em menos de um mês, consecom eles, eu consegui vislumguimos outorgar mais de 50 brar e aprender que, mesmo Revmo. Testsuo Watanabe ministrando pessoas. que a vida seja, ao mesmo temJohrei à menina Lucinha Desta forma, eu comecei a po, efêmera como o orvalho da (Revista O Cruzeiro, 2 de junho de 1966). conhecer mais e mais pessoas, manhã e conturbada e confusa, a ministrar mais Johrei e tive cheia de alegrias e de tristezas, a permissão de vivenciar um milagre após o outro. ao nos conscientizarmos de que nossa existência é viCom isso, dois anos depois, quando parti para fazer vificada por Deus, temos a permissão de encontrar a difusão pioneira no Rio de Janeiro, já havia obtido a felicidade multiplicada milhões de vezes. permissão de outorgar 700 pessoas. Reflitam comigo: há muitos romances e filmes Não acham incrível? O fato de ser amado pelas comoventes em que os personagens conseguem ficrianças gerou uma força espetacular. Fiquei profun- nalmente conquistar a felicidade após superarem damente emocionado com a atuação divina, que está tristezas e sofrimentos. Contudo, a vida real tem hismuito além da sabedoria humana. tórias muito mais arrebatadoras, das quais podemos Nessa época, minha maior alegria era ver muitas participar e também compartilhar as emoções dos das pessoas que foram encaminhadas, ter a permis- personagens principais. Há alguma chance de expesão de conhecer Deus através do milagre do Johrei e rimentar algo mais maravilhoso que isso? descobrir a alegria de amar o próximo. Estes encontros que me foram concedidos por Deus trouxeram-me uma profunda sensação de pleniFazer amigos: tude, bem como sabedoria e força para viver melhor. este é o primeiro passo para um pioneiro da Naturalmente, a ministração diária do Johrei transforsalvação mou-se em um de meus prazeres. Se ministrarmos Durante o período em com o sentimento “seja que fiz difusão pioneira feita a Vontade de Deus”, no Rio de Janeiro, tive a encaminhando tudo a Ele, permissão de encontrar o faremos pensando consvárias pessoas. A metantemente: “O que será nina desenganada, que que Deus vai me mosme ensinou muito com trar?”, “Como será que sua morte. A mãe dessa Meishu-Sama vai se majovem, que cuspiu em nifestar aqui?”, “Por meio mim e me excomungou. desta purificação, como Maurílio, o marinheiro Ele vai nos conduzir?” Se que teve a vida salva pelo tivermos sempre essa exJohrei. A menina Lucipectativa, conseguiremos nha, diagnosticada com ministrar Johrei com praCom o aumento do número de membros, a sede da Igreja leucemia e que se torzer e alegria. Messiânica Mundial no Grajaú (Rio de Janeiro) tornou-se pequena. (Revista Fatos & Fotos, 11 de fevereiro de 1974) nou a peça central de um Eu acredito que fazer

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Existe um novo mundo que precisa de você A alegria de viver encontros como os descritos acima estão entre os prazeres da vida. E não se prendem somente àqueles que ocorrem entre duas pessoas. O encontro com Deus, através das paisagens da natureza, de um filme, de uma pintura, de uma música, de uma leitura – e a emoção surgida por meio de tais encontros transformam-se em força para que sigamos vivendo e podem até mesmo mudar nossas vidas. Conheço inúmeras pessoas que, ao conhecerem Meishu-Sama, viram suas vidas darem uma guinada de 180 graus e encontraram a felicidade. Eu mesmo sou uma delas e, por sentir gratidão por isso, é a minha vez de mostrar esse caminho a outras pessoas, desejando encaminhá-las à felicidade. Acredito que os senhores também já viveram várias vezes a experiência de alguém lhes dizer: “Hoje, sou feliz graças a você!” Quando ouço isto, sinto-me tomado de alegria! Tais palavras ecoam em meus ouvidos como uma recompensa ao amor que sinto e encontro nelas minha razão de viver: fico muito feliz! É uma alegria semelhante à de um pai ou de uma mãe que escutam o filho dizer: “Como eu sou feliz por ter nascido seu filho, por ter nascido na nossa família!” Se tivermos a permissão de ter encontros maravilhosos e de viver com alegria, não será nada difícil encaminhar as pessoas a este caminho e transmitir nossa fé a nossos filhos. Neste mundo, há muitas pessoas que Deus preparou para nos formar. Por exemplo, mesmo que você

₍...₎ Minha maior alegria era ver muitas das pessoas que foram encaminhadas ter a permissão de conhecer Deus através do milagre do Johrei e descobrir a alegria de amar o prÓximo.

não esteja sentindo necessidade de encontrar ninguém, há, agora mesmo, ou talvez no futuro, pessoas que precisam encontrar-se com Deus ou até mesmo que estão esperando o momento em que se encontrarão com você. Tenho certeza de que há um mundo que precisa de você. Por isso, continue desejando tornar-se um “pioneiro da salvação” para que essas pessoas possam ser felizes! Dê o primeiro passo rumo a um novo encontro.

Revista Izunome do Japão Edição nº 94 - Outono de 2012 IMM - Atami - Japão.

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amigos é o primeiro passo para nos tornarmos “pioneiros da salvação”. Compartilhando as alegrias e os aprendizados durante esse processo, nós mesmos vamos nos transformando em pessoas imprescindíveis na vida deles. E, ao nos tornarmos verdadeiros amigos, a Luz de Meishu-Sama é naturalmente derramada sobre eles por nosso intermédio, até chegar o dia em que desejarão receber o Ohikari.


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AGRICULTURA NATURAL

Venham juntar-se a nós!

Hiroshi Ota (esq), aos oito anos, com colegas de dedicação na fazenda Kofuku Noen, criada pelo Revmo. Katsuiti Watanabe (no detalhe) para formar elementos para difundir a Agricultura Natural preconizada por Meishu-Sama.

Hiroshi Ota jamais imaginou que, um dia, a difusão do método de cultivo preconizado por Meishu-Sama se transformaria, para ele, num sacerdócio. Há 20 anos no Brasil, ele conta como tudo começou e fala com entusiasmo de um novo projeto que começa a se tornar realidade em nosso País. Izunome: Quando você começou a desenvolver sua missão no Brasil? Min. Ota: Em 1991. Eu tinha 25 anos. Qual foi seu primeiro contato com a Igreja? Meus pais são ministros pioneiros. Hoje, eles estão aposentados. Na nossa casa funcionava uma unidade religiosa, da qual minha mãe era responsável. Então, cresci num ambiente em que se praticava a fé. Graças a isso, ainda criança, recebi uma grande graça por intermédio do Johrei. O que aconteceu? Nasci com uma deficiência visual que foi se agravando até que, com seis ou sete anos, só me restavam 70 por cento da visão. Os médicos diziam que, se o problema não fosse tratado, eu iria ficar cego e sugeriram uma cirurgia. Pedi aos meus pais que me deixassem ficar só recebendo Johrei e eles concordaram. Lembro que três pessoas que sofriam do mesmo problema fizeram a cirurgia e ficaram completamente cegas. Graças ao Johrei, eu enxergo bem. Foi esse fato que fez você se interessar pelas dedicações? Sim. Eu fiquei muito agradecido pela convicção que os

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meus pais tinham no poder do Johrei. Na verdade, eu sempre observava a postura deles, especialmente a de minha mãe que, na época, dedicava na casa do Revmo. Katsuiti Watanabe. Ali eram atendidas centenas de pessoas. Ver como os dedicantes se sentiam felizes fez com que eu também quisesse participar. A primeira dedicação que fiz foi de limpeza. Foi por isso que você quis se tornar membro? Isso mesmo. Eu já tinha 11 anos. Pedi para receber o Ohikari porque queria ministrar Johrei às pessoas. Com o tempo, foi despertando em mim o desejo de me tornar uma pessoa cada vez mais útil, seguindo o exemplo do Revmo. Katsuiti. Aos 15 anos, comecei a ler um livro sobre a vida dele e tomei a decisão de também dedicar minha vida à Obra Divina. Fale um pouco sobre esse livro O sensei1 contava coisas que aconteceram desde que era criança até abandonar a vida de comerciante bem-sucedido para se entregar à vida missionária. Um ponto que me chamou a atenção foi o seu caráter honesto e sincero, e a alegria que ele sentia ao ver as pessoas satisfeitas e felizes com os produtos que oferecia. Também me impressionou a coragem com que ele renunciou ao grande sucesso que tinha alcançado como homem de negócios para dedicar-se integralmente à obra de salvação de Meishu-Sama. Acredito que se tornou tão próspero porque estava sempre pensando na felicidade dos outros. Então, aos 18 anos, quando terminei os estudos, pedi a ele permissão para ficar em sua casa para aprimorar e encontrar o caminho que eu deveria seguir. Como foi sua vida, a partir daí? Desde pequeno, eu sempre comia produtos naturais, mas jamais havia imaginado seguir o caminho da Agricultura Natural como um sacerdócio, apesar de saber o quanto isso era importante. Logo que cheguei à casa dele, pensava que iria ficar lá pelo menos uns três meses mas, no dia seguinte, ele me enviou para a Kofuku-Noen2. O desejo dele era, por meio dessa fazenda, preparar elemento humano para difundir o pensamento de Meishu-Sama no século 21, desenvolvendo a Agricultura Natural. Quando ele me comunicou essa decisão, fiquei preocupado. Porém, como havia me predisposto a ser seu discípulo, jamais poderia me negar a cumprir essa tarefa. Quando cheguei à fazenda, lá já havia dois jovens. O que você fazia lá? Busquei seguir, sem muita convicção, as orientações que recebia. Além de aprender a plantar e a cuidar da fazenda, eu precisava vender os produtos que cultivava. Batia nas casas das pessoas e explicava a importância de N. R.: 1. “professor, mestre”. 2. Fazenda do Cultivo da Felicidade.


AGRICULTURA NATURAL

orientou para continuar a dedicar sob a orientação do reverendíssimo Katsuiti, participando de aprimoramentos e estudando mais, e esperar que ele me chamasse para vir. O que você fez, até ser chamado para vir para o Brasil? Naquele mesmo ano, a Igreja abriu o Centro de Capacitação de Elemento Humano pela Agricultura Natural (Kofuku Juku) na fazenda Kofuku Noen. Nos três anos seguintes, fiz novos cursos de aperfeiçoamento e capacitação, tanto no Centro de Pesquisa da Agricultura Natural Messiânica em Matsumoto, província de Nagano, como em Okinawa e no próprio Kofuku Juku. Fiz também estágio com pioneiros. Depois, consegui permissão para vir para o Brasil. Que trabalho você tem desenvolvido aqui? Iniciei minhas atividades no Centro de Pesquisa Mokiti Okada, em Ipeúna. Passei a difundir esse método de cultivo entre os agricultores e produtores do Brasil inteiro e, de alguns anos para cá, esse trabalho foi expandido também para a América Latina e para a África. Atualmente, atuo como secretário da Agricultura Natural e coordenador do Projeto Horta Caseira, que está sendo desenvolvido pelos membros em vários países. E, agora, tenho um novo sonho para concretizar. Que sonho é esse? Quero ser útil na formação de jovens sacerdotes da agricultura natural. Esse é um dos grandes sonhos do nosso presidente mundial, Revmo. Tetsuo Watanabe. E a direção da Igreja do Brasil já deu o primeiro passo: já estão abertas as inscrições para o primeiro Seminário de Formação de Sacerdotes da Agricultura Natural. Podem se inscrever pessoas que tenham formação técnica ou superior em áreas relacionadas à agricultura, como Agronomia, Biologia, Meio Ambiente etc. Os interessados devem procurar o assistente de Formação Jovem da sua região ou os coordenadores de jovens de suas áreas para receberem todas as informações necessárias. Estou orando para que muitos se juntem a nós para transformar esse sonho em realidade, capacitando-se plenamente para salvar as pessoas e o planeta por intermédio da prática da agricultura natural.

Em 1993, durante a construção do Solo Sagrado de Guarapiranga, min. Hiroshi Ota fez estudo do solo para o plantio de grama. FEVEREIRO / 2013 –

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consumir produtos puros e o trabalho que estava fazendo, baseado na filosofia de Meishu-Sama. Pouco a pouco, fui conquistando pessoas que se tornaram freguesas regulares. Algum fato especial aconteceu nessa época? Havia uma loja que sempre comprava os nossos produtos. Um dia, quando fui fazer uma entrega, o dono me pediu para esperar porque uma senhora, cliente antiga dele, queria me conhecer pessoalmente. Ele me contou que, quando ia à loja, ela perguntava quem havia plantado os legumes e verduras e sempre dava prioridade ao que tinha sido cultivado por mim. Só comprava outro tipo de alface, por exemplo, se não houvesse alface da nossa fazenda. Por que ela queria conhecer você? Ela queria manifestar seu sentimento de gratidão. Quando chegou, o dono da loja me apresentou: “Olhe, este é o Ota, é ele que traz esses produtos naturais de que a senhora tanto gosta”. Ela então pegou minha mão, abaixou a cabeça e disse: “Muito obrigada. É graças a esses alimentos que eu ainda estou viva! Muito obrigada.” A partir daquele dia, o sentimento de trabalhar para fazer as pessoas felizes através da agricultura natural foi se tornando cada vez mais forte em mim. Aquele encontro foi uma confirmação de que era aquele o caminho que eu deveria seguir. Você tinha outras atividades na fazenda? Também comecei a acompanhar jovens que estavam sofrendo com doenças como depressão, diabetes, esquizofrenia, alergia etc. Busquei encontrar-me com agricultores pioneiros, lia e aprendia com eles. Também solicitava sempre orientação ao Revmo. Katsuiti Watanabe. Fui fazendo cursos de aperfeiçoamento e capacitação em Okinawa, onde vivenciei grandes mudanças que me fizeram entender a força dessa coluna da salvação na transformação daqueles jovens, principalmente por meio da alimentação natural e do trabalho com a terra. Lá, eu ministrava Johrei e procurava servir a todos, principalmente cozinhando os produtos que plantava. Viveu alguma experiência marcante nessa fase? Havia um jovem que sofria de depressão. Ele ficava o tempo todo dentro de casa e não fazia nada. Minha missão era conquistá-lo para que se envolvesse nas dedicações na agricultura. Como não conseguia um bom resultado, pedi orientação ao sensei, pensando que ele iria me dar uma “receita” mágica para recuperar aquele jovem. Todavia, tudo o que ele me disse foi para orar buscando entender o que eu precisava fazer pelo rapaz. A que conclusão chegou? Orei um mês inteiro e refleti que, na verdade, era eu que não estava enxergando seus pontos positivos. Lembreime do sentimento de sempre ajudar o próximo que havia me encantado no livro do reverendíssimo, e compreendi que eu é que precisava mudar. Então, quando consegui me colocar no lugar daquele jovem, motivando-o e ressaltando seus aspectos positivos, ele começou a dedicar, integrou-se às atividades diárias e se recuperou da depressão. Como o Brasil entrou na sua vida? Aos 21 anos, depois das muitas experiências que vivi, ganhei convicção de que esse era o meu caminho. Em 1988, o Revmo. Tetsuo Watanabe estava no Japão, na casa do pai, e ouviu dele que eu tinha desejo de fazer difusão mundial através da agricultura natural. Ele me perguntou se eu queria vir para o Brasil e eu disse que sim. Então, ele me


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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

Canto para todas

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as idades

á 47 anos, surgia o primeiro movimento do canto coral da Fundação Mokiti Okada (FMO), com o maestro Wolf Schaia. Desde então, formaramse diversos corais em todo o território nacional. Nos dias de hoje, por meio do setor Musical da FMO, são oferecidas aulas de canto nas categorias adulta, melhor idade, infanto-juvenil e infantil. O coral “Vozes de Ouro”, voltado ao público da melhor idade, completou dois anos em agosto de 2012. Foi criado em parceria com a Faculdade MessiCoral Infantil: formando artistas e cidadãos úteis à sociedade por meio da música. ânica como uma atividade de inclusão do público da terceira idade na sociedade. tração em que as crianças aprendem a ter disciplina, A professora do coral, Simone Martins Rosa, con- respeito pela arte, concentração e amadurecimento. ta que a atividade é parte importante na rotina dos Quando começaram a cantar, percebi que elas ficaalunos “O envelhecimento é uma etapa difícil da ram muito mais obedientes e tranquilas.” vida, em que muitas vezes ocorre um distanciamento Há cinco anos, Marco Antônio Braz leva 17 criansocial e um sentimento de inutilidade. Surge assim ças dos Johrei Center Embu, Taboão da Serra e Ala importância do coral, que proporciona inúmeros vorada para as aulas de canto. “Elas aprendem a se benefícios.” expressar, tanto individualmente como em grupo. Segundo Simone, a prática constante de cantar fa- As crianças que eram introvertidas se descobrem vorece a integração do idoso na sociedade, oportuni- cantando, melhoram a postura, adquirem disciplina, za a criatividade, aumenta a concentração, percepção além de se comportarem como verdadeiras artistas. e equilíbrio. Além de melhorar a autoestima e fazer Elas têm a noção de que precisam do grupo e que o com que o indivíduo se sinta útil e motivado. grupo precisa delas; por esse motivo, criam responPara Lourdes Teshima, participante do coral Vo- sabilidade”. zes de Ouro desde a sua criação, a oportunidade é Às vezes, a influência não vem necessariamente única. A aluna elogia a forma de ensino e a paciência da família, como é o caso de Ana Luiza Menezes, de da professora, além de ressaltar que não consegue 13 anos: “Eu sempre amei a música e, desde pequenem pensar em se afastar do grupo: “Presto muito na, já gostava de cantar. Foi assim que uma amiga da mais atenção às músicas que escuto e percebo cada minha mãe me convidou para participar. Gosto de instrumento. Aqui, eu encontrei a paz, sinto minha todas as músicas, fico muito feliz cantando”, conta alma mais leve. Participar do coral é emocionante ela, participante do coral há quatro anos. porque todo mundo é muito próximo”, comenta. Para ter mais informações sobre os cursos proO coral infantil completou cinco anos e contem- movidos pelo setor Musical, entre em contato pelo pla crianças de 6 a 14 anos em seus ensaios. telefone: (11) 2539-8002 ou pelo e-mail: musical@fmo. Maura Vavassori, que tem duas filhas no coral, org.br uma de 8 e outra de 9 anos, relata que a mudança Para conhecer outras atividades da FMO, o endeé muito significativa: “É uma oportunidade de dis- reço é www.fmo.orog.br

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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

escolas Crianças da E.E. Paulino Nunes Esposo - SP

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bjetivando sensibilizar educadores, professores, merendeiras, alunos, pais e a comunidade a respeito da sustentabilidade, bem como despertá-los os e mobilizá-los para a consciência ama biental e de valores humanos, o Programa grama a a Educando para a Sustentabilidade tem como eixo principal a prática da horta cultivada pelo método da Agricultura Natural de Mokiti Okada. Ele visa promover a sustentabilidade ambiental, econômica e social para os envolvidos na atividade. A idealização é de responsabilidade do setor de Programas Socioambientais da Fundação Mokiti Okada e, atualmente, é desenvolvido em nove instituições localizadas em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Penápolis (SP), Leme (SP) e Campo Grande (MS). A iniciativa estabelece o espaço da horta como ferramenta para que os alunos entendam os tipos de alimentos e sua importância para uma vida saudável. Ela igualmente permite aos professores das escolas envolvidas despertá-los para o cultivo de hortas, estimulando todos à sua volta a conhecer como a natureza sustenta a vida. O Programa Educando para a Sustentabilidade ocorreu em três escolas do estado de São Paulo. Ele levou 9.155 integrantes do projeto à horta; realizou 338 aulas no local e atendeu os professores que participaram das atividades. Das 97 colheitas realizadas nas três escolas, foram servidas 57.000 refeições, com salada dos produtos advindos da horta. Além desses resultados, a ação trouxe aos alunos melhoria da qualidade de vida e do processo de aprendizagem, introdução de novos hábitos alimentares, educação ambiental e senso de trabalho coletivo.

Atividade na E.E. Chácara das Corujas - SP. A

O coordenador-geral do Programa Educando para a Sustentabilidade, Fernando Augusto de Souza, comentou as mudanças positivas da iniciativa na vida de p to todos os envolvidos: “As crianças des d desenvolvem o carinho pela natureaprendem que ela funciona em rede za, ap e que ue re respeitá-la é um caminho para que a própria vida seja melhor. Elas também percebem que podem ser protagonistas dessa mudança. Os professores, as merendeiras e os funcionários das escolas são igualmente tocados com o espírito da consciência frente ao respeito, colaboração e cidadania para incentivar ainda mais as crianças.” Um exemplo de sucesso do programa é a Escola Estadual Paulino Nunes Esposo, na capital paulista, que se manteve acima da média das escolas públicas de São Paulo, quando avaliada pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP) e pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo nos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011. A instituição também recebeu um bom conceito no quesito crescimento do Índice de Desenvolvimento de Ensino da Educação do Estado de São Paulo (IDESP). O voluntário Daniel de Lima, que atua na Escola Municipal de Ensino Fundamental Elza Nadai Silvino (foto central), em Penápolis (SP), relata a importância da iniciativa: “Nas primeiras reuniões, o projeto foi encarado pelos docentes como ‘mais uma tarefa’. Porém, logo após o início, foram mudando de ideia e agora participam e até dão sugestões. Houve uma mudança na atmosfera espiritual da escola e no comportamento das pessoas.” Mais detalhes sobre o Programa Educando para a Sustentabilidade, através do e-mail: stella@cpmo. org.br FEVEREIRO / 2013 –

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IZUNOME

Programa implanta horta em


IZUNOME

KORIN

Franquia das lojas Korin chega

à Bahia Colaboração: Daniele Casais

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Nordeste ganhou, no dia 19 de janeiro, mais uma franquia Korin com o mix de produtos naturais e orgânicos de parceiros e de marca própria. A Korin Villas, localizada na cidade de Lauro de Freitas, na Bahia, possui 50m² e pertence aos empresários Julio Vellame e Maria Helena Vellame, que são membros da IMMB. Os proprietários da mais nova loja da marca souberam da abertura da Korin Administração de Franquia através de um anúncio publicado na revista Izunome, em maio de 2011. A partir de então, demonstraram grande interesse em abrir uma loja da empresa em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. “Vi o anúncio que dizia: ‘Abra sua franquia Korin’. Então, entrei em contato com os responsáveis do setor em São Paulo e iniciamos o processo de abertura”, explica Julio Vellame. “A agricultura natural é uma coluna de salvação desenvolvida pela Igreja e é importante começarmos a interiorizar isso. Com este novo empreendimento, tornou-se possível desfrutar os alimentos da Korin aqui em nosso estado, com maior facilidade”, completou. O processo de abertura da loja foi rápido, uma vez que os empresários localizaram um bom ponto para o funcionamento do comércio em tempo recorde. Após todos os trâmites burocráticos terem sido cumpridos e com o apoio do gerente de franquia, ministro Jair Alves, em três meses tudo o que era necessário foi finalizado e, em janeiro, a nova loja entrou em funcionamento. “Tivemos uma demanda de candidatos muito grande, o que demonstra que o povo baiano está interessado em consumir nossos produtos. O que estamos fazendo agora é fornecer os caminhos de acesso a esses consumidores, iniciando com Lauro de Feitas e com o objetivo de expandir para Salvador e demais regiões”, aponta ministro Jair. O coquetel de inauguração, promovido no dia 19 de janeiro, contou com a presença dos ministros locais, que representaram o responsável pela Região Nordeste, reverendo Marco Antonio Franco da Rocha, e convidados. O ministro Alexandre Broglio, da área Salvador, que realizou uma oração de purificação no local antes da montagem, exaltou a chegada da Korin à Bahia. “Esta loja é uma conquista para nós, pois fortalecerá a coluna da salvação da Agricultura Natural aqui no Nordeste. É uma forma de levarmos essa consciência à sociedade”, disse. O ministro Antonio Carlos da Fonseca, da Fundação Mokiti Okada, que também esteve presente à inauguração, explicou o significado do evento. “É um momento

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Acima, Edson Shiguemoto (esq), Maria Helena Vellame, Julio Vellame e Jair Alves. A nova franquia Korin fica na cidade de Lauro de Freitas, na Bahia.

de expansão para a família messiânica e uma grande oportunidade para obtermos produtos saudáveis e de qualidade. Esta loja irá abrir as portas para um maior consumo de alimentos puros e para a prática efetiva da agricultura natural. Os caminhos estão se abrindo, neste sentido, para o povo nordestino”, disse. Korin Villas é a terceira loja Korin. A primeira está localizada em São Paulo, na Vila Mariana, e a segunda em Natal (RN). “Essa franquia representa para nós o início de uma nova fase. Queremos chegar a todos os estados do País. Gostaria de parabenizar o povo baiano e agradecer sua colaboração na concretização desse sonho”, enfatizou o diretor comercial da Korin, ministro Edson Shiguemoto. A Korin Villas está localizada à avenida Praia de Itapoan, 626, Lauro de Freitas – BA.


IZUNOME


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2013/02  

As bençãos de Deus se estendem a todos

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