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JORNAL MESSIÂNICO IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL - MATERIAL DE ESTUDO PARA MISSIONÁRIOS - ANO 34 AGOSTO 2005 Nº 352


GABINETE DA PRESIDÊNCIA

2 AGO 2005

Saúde, em espírito e corpo, é o que interessa

N

a “Escolinha do professor Raimundo”, famoso programa humorístico, havia um personagem que, bem antes do culto à saúde virar moda, já pregava: “Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa”. Ele próprio exibia um físico invejável e todo o seu texto era voltado para a exortação aos cuidados com o corpo. Hoje, aquele mote profético se ampliou. Nós nos preocupamos com a saúde do corpo, do espírito, da mente, do meio ambiente, do planeta, enfim. É por isso que esta edição do JM é especial, temática. Saúde e alimentação são o tema básico. Essas duas palavras vão se repetir em cada matéria, exaustivamente, de uma forma propositada. Sem nenhuma preocupação com uma análise jornalística mais criteriosa, que poderia apontar falta de criatividade para a elaboração de títulos, legendas e texto. Nós queremos mesmo ser repetitivos.

Para a montagem desta edição, contamos com a colaboração de muita gente que está, todo dia, o dia todo, preocupada com a nossa saúde, com a saúde do solo, do consumidor, do agricultor, com a saúde do planeta. Na verdade, foram essas pessoas que formataram essa edição do JM. Todas elas falam com propriedade sobre saúde, e é por isso que essa palavra se repete tanto, nessas 12 páginas. Todas as instituições coligadas à IMMB - e ela, inclusive - estão empenhadas nesse trabalho. Mas também vamos falar de esforços individuais, de gente que, através da mudança do hábito alimentar alcançou graças e, hoje, se tornou um elemento multiplicador dessa consciência, na comunidade em que vive. A cada dia, mais e mais pessoas integram a Agricultura Natural e a prática do Belo ao seu cotidiano, praticando uma fé que abarca as três

colunas de salvação preconizadas por nosso Mestre. E, justamente neste momento, nosso presidente nos conclama a, mais uma vez, expandir um sonho. Vai começar a segunda etapa da construção do nosso Solo Sagrado! Kyoshu-Sama, afirma, na orientação que publicamos nas páginas 4 e 5, que estamos vivendo neste mundo porque recebemos uma partícula divina, porque Deus Supremo habita em nós. E que a verdadeira postura que devemos adotar é a de deixar a nossa própria felicidade e satisfação em segundo plano e procurar, primeiro, alegrar a Deus e MeishuSama. E o que poderia dar mais alegria a nosso Mestre do que nos esforçarmos para divulgar Suas palavras e buscar sermos verdadeiramente saudáveis, em espírito e corpo, de modo a podermos ser instrumentos realmente úteis à Sua Obra de salvação da humanidade?

Muitas graças e novo caminho Suspeita de câncer, obesidade mórbida, diabetes. A vida, para Sandra Marisa Rafael de Souza, era um amontoado de problemas. Um dia, um convite informal a levou a conhecer a feirinha de produtos naturais do Johrei Center Mooca, onde ela descobriu não apenas um método para recuperar a saúde. Sandra Marisa encontrou um novo caminho de fé.

H

á oito anos, quando ainda não era membro da Igreja Messiânica, tive sérios problemas de saúde decorrentes da obesidade mórbida que me acometia. Pesava 150 quilos e, no trabalho, constantemente passava mal. Decidi procurar um médico que, quando me examinou, disse: “Nossa! Que pescoço feio. Aí tem problema”. Fui encaminhada ao Hospital das Clínicas (SP) e, através dos exames, pude constatar que estava com câncer na tireóide. Passei por alguns tratamentos, inclusive num centro espírita e, posteriormente, quando novos exames foram solicitados, os resultados revelaram que eu já não sofria mais do câncer. Fiquei muito feliz mas também descobri, através desses novos exames, que estava com diabetes e que só não tinha entrado em coma porque o Pai, lá em cima, era muito misericordioso. Além disso, desde que nasci possuo uma deficiência estrutural. Somente através das análises médicas é que me deparei com o problema. Segundo o ortopedista, essa deficiência faz com que meus ossos afinem, ao longo dos anos. De repente, tudo mudou. Passei a me isolar. Sentia muito medo, pois não podia pensar em pegar uma gripe ou ficar doente. Tinha filhos pequenos para criar. E se alguma coisa me acontecesse? Entrava em parafuso só de pensar. Precisei de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Ingeria muitos remédios. Comecei a enfrentar problemas com a alimentação. Tudo que comia me fazia mal. Precisei fazer dieta. No entanto, tudo que a nutricionista recomendava não parava em meu estômago, somente líquidos. Essa situação durou três meses. Como morava em frente ao Johrei Center Mooca, sempre via a feirinha da Korin ser montada.

JORNAL MESSIÂNICO Produzido pela Fundação Mokiti Okada - M.O.A. Redação e Administração: Rua Morgado de Matheus, 77 - 1º andar CEP 04015-050 - Vila Mariana - São Paulo - SP Tel. (0xx11) 5087-5078 Diretor responsável: Antonio Ramos de Queiroz Filho (MTb 21898) Editor de Arte: Kioshi Hashimoto Assistente de Arte: João Paulo Otsuka Fotografia: Ricardo Fuchigami Colaboração: Vivian Palmeira Tiragem: 80 mil exemplares E-mail: jm@fmo.org.br Impressão:

Sandra Marisa: incentivando toda a família a adotar uma alimentação mais natural, e trilhando um novo caminho de fé.

Nunca me interessei em conhecer. Em um sábado a Dirce, que é membro pioneiro e não sabia nada do que eu estava passando, atravessou a rua e me disse: “Ao invés de ir à feira comprar produtos com veneno, porque não compra ali?” Respondi que não. “Agora eu vou comprar com veneno, na volta vou lá para conhecer”, retruquei. No retorno, comprei algumas coisas para experimentar e provei uma salada de alface com tomate. Não me senti mal. A partir daquele dia passei a consumir os produtos da Agricultura Natural. Fui novamente à nutricionista. Eu já estava consumindo os produtos da Korin, me sentia bem e comuniquei isso a ela. Minha dieta foi remontada e se baseava no que era vendido na feirinha. Eu ficava ansiosa para que o sábado chegasse e eu pudesse comprar mais coisas. Sentia a necessidade de diversificar o cardápio e a feirinha não dispunha de muitas coisas. Passei a procurar por produtos naturais em outros lugares e descobri que, próximo da minha casa, duas barracas também vendiam produtos orgânicos, durante a feira semanal. Também consegui achar produtos

assim em alguns supermercados. Aos poucos minha alimentação foi melhorando, e senti uma grande diferença. Com tudo que me aconteceu, quis aprender mais sobre os produtos que me faziam tão bem e me ajudavam a recuperar a saúde. Queria passar esse conhecimento para outras pessoas. Então, me tornei membro da Igreja. Ainda tenho a diabetes, mas a controlo somente com insulina. O resto do tratamento foi substituído pela alimentação natural. Não tomo mais remédios. Com isso, até o problema com os ossos foi retardado. Hoje não existe mais a feirinha, na unidade da Mooca. A cada 15 dias vou ao Centro de Aprimoramento Tatuapé para fazer compras. Gasto bastante mas compensa, porque toda a minha família consome produtos naturais. Até meu filho ficou curado de uma gastrite com o suco de uva da Korin. Algumas vezes me torno até repetitiva e chata, falando da Agricultura Natural. Mas aprendi o quanto ela é importante e que, através dela, a gente pode melhorar nossa qualidade de vida.


MATERIAL DE ESTUDO PARA MISSIONÁRIOS

Caminho de volta

Em artigo publicado no jornal “O Estado de Minas” o presidente da IMMB, reverendo Tetsuo Watanabe, afirma que, com base na filosofia de Mokiti Okada, estamos desenvolvendo atividades de vanguarda na proteção do equilíbrio do planeta e da saúde da humanidade. O texto é de Rosa Maria Miguel Fontes.

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xiste atualmente um grande interesse pelo consumo de alimentos naturais e livres da toxicidade adquirida pelas práticas da moderna agricultura, que se valem intensivamente de produtos químicos em todo o ciclo de cultivo e produção. A União Européia está decidida a barrar o ingresso desse tipo de alimento e vem regulamentando a entrada de uma série de produtos nos 25 países signatários. Os agricultores, especialmente os de médio e pequeno portes, se sentem num beco sem saída e procuram por alternativas, uma vez que também sofrem as conseqüências da manipulação de agrotóxicos. Adoecem gravemente por causa da convivência com a química e ainda sentem a pressão de uma parte do mercado consumidor, mais consciente, que exige os alimentos puros. Esse cenário é recente e não foi por causa dele que a Fundação Mokiti Okada abraçou a causa da agricultura natural. Nossas razões não são meramente de ordem mercadológica. Vão além delas. Nosso objetivo é defender a vida do planeta e de seus habitantes, incentivar sua evolução espiritual e consciente e ajudar a humanidade a viver de acordo com a verdade contida nas leis universais. A produção e a alimentação constituem uma coluna fundamental para a sobrevivência do homem e, por isso, formalizamos um método de agricultura natural. Esse método foi desenvolvido e divulgado por Mokiti Okada em 1935. Através da Fundação, nos esforçamos para torná-lo disponível para os agricultores brasileiros sem pedir nada em troca, nem cobrar nada deles. Nosso desejo sempre foi o de beneficiá-los com a orientação do nosso patrono, e induzir à produção de alimentos puros e saudáveis, por acreditar que é verdadeira e se consistirá na tábua de salvação da humanidade. Foi isso que Mokiti Okada vislumbrou, ainda no início do século passado, devido à sua capacidade de se antecipar aos fatos, uma condição típica dos homens sábios e bem inspirados. Sua coragem para contestar a agricultura moderna acabou originando muitas outras correntes, que também pregam contra o uso de adubos químicos e agrotóxicos. Muitas, inclusive, também são adotadas no Brasil. Mas, a agricultura

Acima, o laboratório de Química do Centro de Pesquisa. No detalhe, espectômetro de absorção atômica. Ao lado, o laboratório de microbiologia.

natural é exclusiva de Mokiti Okada e, como o próprio nome diz, ensina que o correto caminho está em obedecer às leis da natureza, em observar a força natural do solo e agir de acordo com o ciclo de vida. É dele o poema: “Quando apanho uma folha seca caída no chão, sinto nela a indiscutível lei do ciclo da vida”. O terceiro milênio está exigindo uma reforma do pensamento do homem e uma mudança radical nos seus hábitos, para que ele possa superar as doenças e catástrofes naturais. A agricultura, aos poucos, precisa retomar seu valor. Não vai tão longe assim o tempo em que, no Japão, as classes sociais mais importantes e respeitadas estavam nessa ordem: samurai, agricultor, artesão e comerciante. E hoje? Que imagem a opinião pública tem dos agricultores? O que se espera deles? Que prosperidade têm alcançado com seu trabalho? Qual é a importância dada aos alimentos? Será que conhecemos o verdadeiro sabor das frutas, das hortaliças, dos legumes? Como são balanceados

para fornecer os nutrientes necessários para a saúde e vitalidade do organismo? Quem ainda acredita que uma boa alimentação é capaz de curar ou até mesmo evitar uma série de doenças, inclusive as degenerativas? Ao responder a essas perguntas, qualquer um vai perceber a missão espiritual contida na agricultura, o que não invalida o fato de o agricultor trabalhar para obter lucros e ser bem-sucedido. Se a mesma obedecer às leis da natureza, vai manter acesos os valores verdadeiros que, por ora, o materialismo está esmagando. Para quem busca resultados imediatos, o raciocínio e conduta materialistas podem ser solução mas, a longo prazo, conduzem a uma encruzilhada, como essa de agora: é mudar ou morrer. Felizmente, grande parte da humanidade anseia por mudanças e não está motivada apenas por razões ideológicas; age pelo próprio instinto de sobrevivência. Por esse motivo a Fundação Mokiti Okada, através de seu Centro de Pesquisas e da Korin Agropecuária, tem se dedicado à agricultura natural e está pronta para auxiliar todos que se identificarem com nosso método.

Estufa para produção de tomates, no pólo de ANM de Ipeúna (SP) e alimentos cultivados sem o uso de agrotóxicos, pela Agricultura Natural. Garantia de saúde para agricultores e consumidores.

3 AGO 2005


TRONO DE KYOSHU

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MATERIAL DE ESTUDO PARA MISSIONÁRIOS

“Deus está vivo dentro de nós”

AGO 2005

Na orientação que dirigiu aos participantes do Culto do Paraíso Terrestre, em Atami, o Quarto Líder Espiritual (Kyoshu-Sama) enfatizou a importância de nos conscientizarmos de que somos uma existência divina e destacou a íntima relação que temos com nossos antepassados.

É

com profundo respeito que, com sentimento de gratidão a Meishu-Sama, podemos comemorar o dia de hoje, em que Deus Supremo outorgou sua personalidade divina a nosso Mestre. Um ano antes de ascender ao mundo divino, Meishu-Sama nos falou sobre a vinda do Messias e proclamou que Ele próprio tinha se tornado o Messias, tornandose um só corpo com Deus Supremo, tendo, assim, a visão do passado, do presente e do futuro em todas as dimensões da Obra Divina. Todos os senhores estão se empenhando para fazer parte desta grandiosa Obra Divina e, ao mesmo tempo, se dedicando de corpo e alma às suas práticas diárias. Fico muito feliz com isso. Também fiquei profundamente emocionado com o empenho de todos os senhores, que entenderam perfeitamente o sentimento da Terceira Líder Espiritual, participando de aprimoramentos e dedicando de todo o coração para a construção do Solo Sagrado do Heiankyo. Participei, juntamente com a Terceira Líder Espiritual, do Culto comemorativo do término da primeira etapa de construção dos jardins do Solo Sagrado de Kyoto, no dia 8 de abril. Com muita gratidão a Meishu-Sama, expressei o meu desejo de que um número cada vez maior de pessoas possa ter contato com esse mundo de tranqüilidade impregnado no Heiankyo, e que possamos nos conscientizar de que este sagrado local de tranqüilidade é o paraíso existente dentro de cada um de nós. Desejo também que passemos a viver com a certeza dessa essência em nosso dia-a-dia. Neste ano, comemoramos 70 anos da fundação da Igreja Messiânica Mundial e 50 anos da ascensão de Meishu-Sama. Realmente, é um ano de profundo significado. Desde a fundação da Igreja até sua ascensão, Meishu-Sama desenvolveu a Obra Divina de salvação da humanidade e da construção do Paraíso na Terra através da sua Força Absoluta, procurando colocar tudo dentro das determinações estabelecidas pelo Deus Supremo. Além disso, assim como afirmou antes de sua ascensão, Ele está emanando essa força espiritual com uma intensidade cada vez maior. Nesse momento que vivemos, depois de Sua ascensão, gostaria de, juntamente com todos os senhores, nos tornarmos verdadeiros instrumentos de nosso Mestre, pessoas habilitadas a transmitir, de forma adequada, essa Força Absoluta. Para isso temos de aceitar, de corpo e alma, Seu sentimento impregnado no seguinte poema: “Saibam que a origem da força ilimitada está dentro da alma, que nos liga ao Deus Supremo” Não podemos nos esquecer, em nenhum momento, que o nosso corpo nos foi confiado por Deus e que, dentro dele, existe uma partícula divina. Se não fosse por isso, a Obra Divina de construção do Paraíso Terrestre e da salvação da humanidade seria como a circunferência da palavra “SU”, mas sem o ponto

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no meio, ou seja, algo sem espírito, sem alma. O Johrei, a Agricultura Natural e as atividades culturais e artísticas, que são o centro de todo o trabalho na Obra Divina, não são obras humanas, mas sim, algo realizado por Deus, manifestações da força divina. Por isso, desejo do fundo do coração que sua expansão seja cada vez mais fortalecida. Vejamos então de que maneira Meishu-Sama compreendia e sentia que, dentro da sua própria vida, existia a presença de Deus Supremo, criador de todas as coisas e fonte da Força Ilimitada. Ele escreveu os seguintes poemas: “Deus está vivo e nos outorgou a vida para sermos felizes”; “Saibam que não somos nós que colocamos vida na alma. Isso é feito pelas mãos de Deus”; “Deus é o doador da vida, não há como crescer voltando as costas para ele”. Como podemos ver nesses poemas, primeiramente Deus Supremo nos deu a vida e nos ensina que a importância desta vida está presente em todas as coisas. Durante muito tempo eu vivi sem compreender a importância dessas palavras, rezando, ministrando Johrei e achando que estava sendo utilizado diariamente na Obra Divina. Acredito que a minha postura estava completamente afastada de Meishu-Sama, já no ponto de partida do meu pensamento. Sinto que achava que vivia por minha própria conta, e que todas as coisas ao meu redor estavam acontecendo graças à minha força. Não posso deixar de pensar que Deus Supremo é a minha própria vida. A respiração e a expiração que fazem com que eu me sinta vivo foram concebidas por Deus. Sem essa consciência, como eu poderia ser verdadeiramente utilizado por Meishu-Sama, que manifesta a Força Divina? Ele nos ensinou que essa vida é uma vida espiritual e eterna, que transcende o sentido apenas material de vida e morte, como nós pensamos. A respeito disso, escreveu os seguintes poemas: “Quando entendermos que possuímos a vida eterna, passaremos a ser verdadeiros seres humanos”; “Salvar pessoas é ensinar o caminho da vida eterna”. E além disso, em 1952, Meishu-Sama afirmou: “Como eu sempre digo, existe uma bola de luz em meu ventre. Ela é a alma do Supremo Deus e todas as minhas ações são comandadas por Ele. Ou seja, não existe diferença entre a atuação de Deus e do homem, e este é o verdadeiro estado de união com Deus”. Ele também escreveu isso no poema: “Sou homem mas não sou homem, sou Deus mas não Sou Deus quando penso sobre mim mesmo”. É assim que Meishu-Sama tinha entendido claramente que Deus não era apenas uma existência ideológica, mas que existia dentro de sua própria vida. Não seria exatamente por isso que Ele captou o desejo de Deus Supremo de estender a mão da salvação para a humanidade, que, pela própria ignorância, vem menosprezando a existência de Deus e, por isso, vem se extinguindo? O que eu sinto através da postura de nosso Mestre, dos Seus textos, palavras, poemas e cali-

grafias, enfim, todas as práticas dentro da Sua vida, é que Ele queria nos mostrar que Deus Supremo está ciente de tudo, que sempre esteve vivo no passado, no presente e continuará eternamente vivo no futuro. Não posso deixar de pensar que Meishu-Sama está nos guiando para podermos entender isso e saborear a alegria de sermos instrumentos de Deus Supremo. Um ano antes de ascender ao mundo divino, em 5 de junho de 1954, Meishu-Sama reuniu os ministros e reverendos da época no Solar na Nuvem Esmeralda. Contou a todos a misteriosa mudança que estava acontecendo em seu corpo e também falou sobre a vinda do Messias - que isso não significava nascer de novo, mas sim, renascer nessa vida. Poucos dias depois, Ele oficiou o Culto Provisório da Vinda do Messias. Reconheço que Meishu-Sama tenha atingido o estado de poder renascer nessa vida como o Messias, ou seja, como o verdadeiro filho que herdou a Obra do Deus Supremo. Não existem palavras para expressar a importância deste fato. Sinto que Meishu-Sama teve a indubitável percepção de que, de fato, Deus permanece eternamente vivo. Eu também, em consonância com esse sentimento de Meishu-Sama, e ultrapassando as barreiras físicas da vida e da morte, preciso me aprimorar para adquirir a consciência da existência desta vida eterna. Creio que é para adquirir esta formação que preciso passar pelos vários tipos de purificação e, ao mesmo tempo, preciso me purificar de corpo e alma, através da prática do Johrei. O motivo que me leva a falar dessa maneira é que, até hoje, eu vinha apreendendo a existência do que chamamos Deus apenas em palavras. Eu o compreendia como uma existência que eu não podia ver nem ouvir. Para mim, Deus era uma existência vazia e sem emoções. Apenas quando via a manifestação da força do Johrei ou quando acontecia algo extraordinário, eu sentia que era atuação de Deus. Sequer procurava entender de que maneira eu estava aceitando o fato de Deus existir dentro de mim, ou o que poderia fazer para ter contato com essa consciência de vida. Eu só conseguia compreender a existência de Deus como um ser a quem devo pedir ajuda em momentos de dificuldade, ou como um Deus que realiza coisas do meu agrado, ou que atua conforme a minha vontade ou para me satisfazer. Realmente não era o espírito precedendo a matéria mas, pelo contrário, a matéria precedendo o espírito. Se eu não conseguir aceitar que Deus é o Pai que me deu a coisa mais importante, que é a vida, será muito difícil me relacionar com ele. Penso que preciso despertar desse longo período de egoísmo, renovar meu sentimento e admitir, de forma obediente, que Deus não é apenas como nós determinamos em nosso pensamento. Devo me voltar para Deus aceitando que Ele está vivo dentro de mim, no ar que nós respiramos e dentro do pensamento que preenche minha cabeça. Se não pensarmos desta maneira, como nós conse-

guiremos saborear a verdadeira felicidade? Se eu não proceder dessa maneira, como conseguirei saborear a verdadeira felicidade? Nós nos sentimos felizes quando melhoramos de saúde, quando acontece algo de bom no nosso cotidiano, ou quando vemos resultados positivos em nossas dedicações na Obra Divina. Certamente isso é uma alegria muito grande. Porém, a verdadeira alegria de ter recebido a vida é um sentimento completamente diferente. A alegria que sentimos geralmente é relacionada a algo mensurável. Com o passar do tempo, e conforme a mudança da situação, essa alegria se reduz e vai se apagando. Entretanto, nós estamos aqui hoje por possuirmos uma partícula divina outorgada por Deus Supremo. Devemos ter consciência de que ela é o próprio Deus Supremo e que, através dela, nós recebemos a força da vida. O simples fato de nós existirmos agora, neste exato momento, significa que Deus também está vivo e está vertendo em nós, juntamente com Seu profundo e incalculável amor, a essência da vida. Deus, que nos ama profundamente, com certeza não deixaria de mostrar isto para nós. Por isso, já que conseguimos nos alegrar com as coisas que acontecem nesse mundo visível aos nossos olhos, não teríamos como deixar de sentir felicidade, alegria, tranqüilidade e gratidão por estarmos vivos, por estarmos repletos de algo que é o mais puro e eterno amor. Não teríamos como deixar de sentir felicidade por poder compartilhar este pensamento de amor com as várias pessoas e coisas que existem ao nosso redor. Antes de dar preferência à própria felicidade e satisfação, eu acredito que sentiremos a própria felicidade procurando alegrar a Meishu-Sama, ou seja, fazer com que o Deus Supremo se alegre. Não seria essa a nossa verdadeira postura? Não obstante, será que não estaríamos nos resignando, achando que a nossa postura deva ser a de buscar a felicidade apenas no mundo visível, uma vez que não conseguimos enxergar a felicidade verdadeira? Por que será que a verdadeira felicidade não brota em nosso coração? Eu tenho sentido algo com relação a isto. Nós vivemos até hoje com uma consciência egoísta, acreditando que o sentimento é uma coisa nossa, acreditando que fomos nós que o cultivamos, desde que nascemos até o dia de hoje. Porém, Meishu-Sama nos ensina: “Nós somos a união de um número infinito de antepassados. E o elo espiritual desse incrível número de antepassados está ligado ao nosso espírito”. E, assim como é explicado na transmissão do código genético, não somos fruto de algumas poucas gerações. Na verdade, somos a união de um incontável número de antepassados que começaram a existir desde a criação do Céu e da Terra. Não podemos esquecer que a consciência egoísta que eles - e todas as criaturas que passaram pelos vários processos de evolução - criaram está ligada, no presente, à consciência egoísta de cada um de nós por um elo espiritual que ultrapassa a barreira do tempo e do espaço. Dentre esses antepassados, existem muitos que devem ter conseguido sentir alegria e gratidão por terem tido contato com Deus Supremo. Entretanto, muitos não sentiram essa alegria e partiram deste mundo sem terem alcançado a verdadeira tranqüilidade de espírito. A consciência egoísta desses antepassados se sedimentou, como que em camadas, e hoje se liga às nossas células e à nossa consciência egoísta, fazendo com que se criem nuvens em nosso pensamento. Este fato, por sua vez, não permite que o sentimento de gratidão e a verdadeira felicidade brotem em nossos corações. Essa situação nos faz ver que a nossa vida atual é a extremidade final, em que somos responsáveis por carregar, em nós mesmos, o egoísmo destes milhares de antepassados. Entretanto, analisando pelo aspecto de podermos voltar ao seio de Deus, ao qual estamos ligados através do elo espiritual, podemos dizer que cada um de nós está no caminho de retorno, e que essa é a conscientização que hoje nos é solicitada. É por isso que devemos, juntamente com os antepassados ligados a nós, e às milhares de pessoas com quem Meishu-Sama permitiu que tenhamos afinidade, nos religar a Ele, e assumir a responsabilidade de retornar à verdadeira origem da vida, que é a terra natal de nossa alma. É neste o ponto que encontraremos o contínuo desenvolvimento rumo à formação individual, ou seja, o aprimoramento para nos tornarmos seres perfeitos. É por isso que, mesmo que o sentimento de gratidão e felicidade floresça em nosso coração,

11/8/2005, 14:40

não podemos esquecer o grande número de antepassados que estão ligados à nossa consciência egoísta, e que viveram de forma triste, dominados pelas emoções. Devemos, portanto, nunca esquecer que somos os intermediários para pedir a Meishu-Sama que eles sejam recebidos, purificados e verdadeiramente salvos pela Luz de nosso Mestre. Quando nós percebemos alguém com algum problema de ordem física ou que carrega um sentimento egoísta, sombrio e obstinado, ou quando nos defrontamos com pessoas cujo comportamento, postura ou hábitos chegam a nos atormentar, devemos nos lembrar que os nossos pensamentos estão sendo interligados por Meishu-Sama. E devemos, ainda, ver que Ele está nos mostrando esse sentimento imperfeito que a humanidade veio formando, inconscientemente. Muitas vezes olhamos para quem nos atormenta com desprezo, julgamos tanto o próximo como a nós mesmos. Acredito que esse nosso pensamento e atitude acabam influenciando tanto as coisas da Natureza como o nosso físico e o nosso emocional. Para que Meishu-Sama se manifeste, precisamos nos conscientizar de que somos imperfeitos e aceitar que essas situações que nos incomodam foram criadas para sermos purificados. E pedir que, juntamente com os nossos antepassados e os das pessoas com quem estamos envolvidos, possamos ser purificados e salvos por Meishu-Sama, para assim retornarmos ao espírito do Deus Supremo. Sem sobra de dúvida, até hoje vim julgando as coisas que via, ouvia e sentia por minhas próprias medidas. Também procurava entender os Ensinamentos de Meishu-Sama com esse mesmo sentimento. Vim usando os sentidos da audição e da visão, que não são meus, como se me pertencessem. Porém, uma vez que milhares de antepassados meus, que não entenderam a Verdade eterna e o ilimitado amor de Deus, estão ligados a mim, a minha sensibilidade e as medidas em que ela se baseia só podem ser defeituosas, vistas pelos olhos do Supremo Deus.

O Quarto Líder Espiritual da IMM (Revmo. Yoiti Okada) e Sandai Kyoshu Sama (Terceira Líder Espiritual).

Eu digo a Meishu-Sama que gostaria de ser utilizado por inteiro. Na verdade, primeiro deveria “devolver” a minha consciência egoísta, formada através da visão e da audição que eu vinha utilizando por conta própria e, então, pedir para que eles fossem utilizados como os olhos e ouvidos de Meishu-Sama. Acredito que, assim, Ele fará com que meus olhos e ouvidos se tornem capazes de captar a essência do mundo invisível, adequará a minha forma estreita de ver as coisas, a minha maneira deseguilibrada de utilizar o sentimento e o meu entendimento sobre os Ensinamentos, formando-os de maneira que possa corresponder ao seu espírito. Precisamos ter sempre em nosso coração o poema de MeishuSama: “Mesmo quando as coisas que parecem boas aos olhos do homem, nem sempre elas correspondem à Vontade Divina”. Hoje, comemoramos o Culto do Paraíso Terrestre. Em 15 de junho de 1931 Meishu-Sama escalou o Monte Nokoguiri, na província de Chiba, onde recebeu a revelação divina da Transição da Era da Noite para a Era do Dia, no mundo espiritual. Quatro anos depois, fundou a nossa Igreja. Meishu-Sama escreveu o poema: “Mesmo não sendo vista pelos olhos do homem, a Obra Divina já se faz presente em nós e no mundo espiritual” e explicou, através dele, que estava chegando o momento de, no mundo espiritual, ou, em outras palavras, no mundo divino, se concretizar essa transição que, ultrapassando as

barreiras do tempo e do espaço, iria se projetar, se refletir neste mundo material, transformando o mundo de escuridão num mundo de Luz. A civilização provisória daria lugar à verdadeira civilização, e a cultura “a matéria precede o espírito” iria ser substituída pela cultura “o espírito precede a matéria”. Nós também somos existências projetadas do mundo divino, no qual nos foi outorgada uma partícula divina antes de encarnarmos neste mundo. Também recebemos o corpo que a contém e o nosso sentimento, na forma da nossa consciência egoísta. Podemos dizer então que temos, dentro de cada um de nós, todas as dimensões existentes entre o mundo divino e o mundo material. E é assim que nós, portadores destas várias dimensões, por estamos ligados a Meishu-Sama, conseguiremos ser capazes de voltar nossos corações para um mundo de Luz, um mundo onde o espírito precede a matéria, saindo deste mundo de trevas dominado apenas por coisas visíveis. Por isso, neste dia tão especial que é o Culto do Paraíso, devemos nos conscientizar de que estamos concretizando uma transição da Era da Noite para a Era do Dia dentro de cada um de nós. Devemos comunicar isso a MeishuSama, com o coração repleto de gratidão. E, purificando nosso antigo “eu”, sem voltar a usar nosso sentimento como usávamos no mundo da noite, nos voltando para MeishuSama, esquecendo nosso falso comportamento, devemos assumir a nossa verdadeira postura e, com essa determinação, firmar nosso compromisso de sermos utilizados nessa nova fase, nos moldes “espírito precede a matéria”. Assim, estaremos nos tornando a força motriz para a construção do Paraíso Terrestre. O tempo que vivemos neste mundo é muito curto. Durante toda a nossa vida, certamente acontecem coisas boas e ruins, e até coisas que parecem ser obra humana. Tudo isso está dentro dos objetivos de Deus Supremo, e eu acredito que Meishu-Sama está nos ensinando que estamos sendo utilizados por Ele. Da mesma maneira que, se um de nossos antepassados não tivesse existido, não haveria como estarmos aqui hoje, acredito que se uma parte do nosso passado não tivesse existido, não seríamos o que somos hoje. Todo o meu passado está ligado ao “eu” do momento presente. Todo o futuro também se encontra dentro de nós. E esse futuro pode estar próximo como pode estar distante, mas quem tem esperanças ou está desejando alguma coisa é o nosso “eu” do presente. Por isso, temos de cuidar muito do “sonnen” do “eu” do presente. Meishu-Sama nos fala, em Seus Ensinamentos: “O nosso sonnen, que é invisível, pode chegar não somente aos limites do mundo, como se expandir ilimitadamente em apenas um piscar de olhos”. Em um de Seus poemas, ele declara: “As forças visíveis são limitadas, mas as invisíveis são ilimitadas”. O pensamento, por ser invisível, consegue ultrapassar as barreiras do tempo e do espaço e, através do incalculável número de elos espirituais, alcança os seres humanos, vivos, como também aos antepassados e todas as outras coisas. Essa força, longe de ser fraca, é muito potente. Transmitimos e recebemos constantemente isso a que chamamos pensamento, mas a alma alojada dentro de cada um está ligada a Deus Supremo, permitindo uma comunicação contínua, que nos traz constantemente Luz através do elo espiritual. Se nos conscientizarmos plenamente que Deus Supremo, possuidor de uma maravilhosa força e inteligência, está vivo dentro do “eu” do presente, com toda a vivacidade por toda a eternidade, seja qual for a situação que tivermos de enfrentar, nunca perderemos a noção de estarmos sendo utilizados para deixar Meishu-Sama se fazer presente. Assim, com toda a certeza estará se abrindo um brilhante futuro, repleto de esperanças. Gostaria de encerrar minhas palavras orando para que Deus Supremo, criador de todas as coisas, permita que todos possam receber a grandiosa Luz e a infinita força de Meishu-Sama, e possam saborear a verdadeira felicidade de trilhar a estrada da vida eterna. E que, juntos, possamos ser utilizados por nosso Mestre como elementos ligados a Ele por uma forte e duradoura afinidade espiritual. Muito obrigado a todos.

5 AGO 2005


MATERIAL DE ESTUDO PARA MISSIONÁRIOS

MATERIAL DE ESTUDO PARA MISSIONÁRIOS

Começa a segunda etapa da construção

6 AGO 2005

FOTO: TONY TAJIMA

FOTO: TONY TAJIMA

O Culto foi oficiado pelo presidente da IMMB, reverendo Tetsuo Watanabe.

Coral infantil: tradição no Culto mensal de agosto, no Solo Sagrado de Guarapiranga.

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m primeiro lugar, gostaria de parabenizar todos os senhores pelo empenho constante na expansão da Obra Divina no Brasil. Neste mês, o Culto Mensal de Agradecimento foi dedicado à Agricultura Natural, uma das colunas de salvação. No Centro Cultural, está sendo realizada uma maravilhosa exposição. Tenho certeza de que MeishuSama está muito feliz, por ver seus ideais plantados nos corações de milhares de pessoas, aqui no Brasil. Parabéns a todos os praticantes da Agricultura Natural! Hoje, tenho uma grande notícia para dar aos senhores. Como todos sabem, no próximo mês de novembro estarão se completando dez anos de inauguração deste Templo. Parece que foi ontem... Após a inauguração, a Luz do Solo Sagrado impulsionou grandemente a difusão no Brasil. E, atualmente, nosso Solo Sagrado recebe, por mês, milhares de visitantes de toda a sociedade. Mas eu acho que o Solo Sagrado, como protótipo do Paraíso Terrestre, ainda não está completo. Na verdade, concluímos apenas a primeira etapa, com a inauguração só do Templo, e não do Solo Sagrado inteiro. Para que o Solo Sagrado seja considerado um verdadeiro protótipo do Paraíso, é preciso que ele se torne um modelo da Cidade da Nova Era. Nesses dez anos, viemos nos preparando para essa nova etapa. Adquirimos novos terrenos, vizinhos a este, e conseguimos também tornar oficial a avenida Matilde de Lutis Barbosa (ver box nesta página), que separa o Sítio Casa Grande da Chácara Santa Cecília. Com isso, agora podemos realizar obras nos dois locais. Hoje, já possuímos mais de dois milhões e meio de metros quadrados. Será que dá para imaginar o que isso significa? É mais de sete vezes o tamanho deste Solo Sagrado! Tudo isso foi possível graças à contribuição e à dedicação incansável de todos os messiânicos. Os senhores estão de parabéns! A grande notícia que quero dar hoje é que, finalmente, podemos iniciar a segunda etapa da construção do Solo Sagrado, para transformá-lo no verdadeiro protótipo do Paraíso Terrestre! Antes de voltar ao Brasil, eu tive um encontro com Kyoshu-Sama e relatei que, neste mês de agosto, gostaria de anunciar a todos os messiânicos o início dessa nova fase de construção. E também, pedi suas orações para essa realização. Então, Kyoshu-Sama disse: “Eu quero orar sempre para que esse sonho

Cerca de 16.500 pessoas participaram da cerimônia, na qual o Rev. Tetsuo Watanabe anunciou o início da segunda fase de construção do Solo Sagrado de Guarapiranga.

seja concretizado de acordo com a vontade de Meishu-Sama”. Senti que nosso Líder Espiritual ficou muito feliz com essa notícia. Eu imagino que esse modelo da Cidade da Nova Era será um local que servirá de exemplo para todas as cidades, do Brasil e do mundo. E não será só pela sua beleza, mas também porque dará soluções para os vários problemas que a sociedade enfrenta hoje, na área do meio ambiente, saúde, educação, alimentação, e muitas outras. Os senhores gostariam de saber como imagino esse modelo? Então, me acompanhem nesse meu sonho. Como o terreno é bem grande, não dá para percorrer tudo a pé. Precisamos usar um trenzinho, o trenzinho do Solo Sagrado. Em meu sonho, vejo o protótipo com muitos dedicantes, de várias idades, inclusive crianças, recepcionando os visitantes, dedicando na limpeza, regando as plantas, sempre servindo com muita alegria e amor. Só de encontrar com esses dedicantes, o visitante sente que está num lugar bem diferente, fora do comum. As construções estão no meio de jardins. Riachos percorrem o terreno, formando pequenas quedas d’agua, que caem em lagos cheios de peixes. Entre os vários tipos de jardim, há um que chama muito a atenção das pessoas: ele é composto de imensas áreas, cada uma com um só tipo de flor. Por exemplo: o Jardim das Hortências tem milhares de pés de hortências. O Jardim dos Girassóis tem milhares de pés dessa flor. O Jardim das Rosas tem milhares de rosas, de várias cores... Quem entra nesse grande jardim sente uma fragrância muito gostosa, melhor do que qualquer perfume. Eu sinto que quando todas essas flores desabrocharem, muitas pessoas virão para apreciá-las, e outros, para pintar a sua beleza. Na área da mata atlântica imagino uma trilha ecológica, onde as pessoas possam respirar ar puro, sentir a energia da Natureza, ouvir o canto dos pássaros e apreciar várias espécies de orquídeas, durante sua cami-

Cerca de 16.500 pessoas participaram do Culto Mensal de agosto, acumulado com o Culto de Gratidão pela Colheita. Destas, 76 vieram do exterior, representando 11 países. Exposição e degustação de produtos naturais, exame preventivo do diabetes, Cerimônia do Chá e Coral infantil foram algumas das atividades preparadas para o evento. Em palestra o presidente da IMMB, Rev. Tetsuo Watanabe, lançou a campanha da segunda fase da construção do Solo Sagrado de Guarapiranga. Ele sonha o nosso sonho. Vamos, mais uma vez, transformar esse sonho em realidade. nhada. Vejo, também, um amplo e colorido Espaço de Arte, onde acontecem exposições, vivências de Ikebana e oficinas de cerâmica. Bem no centro do protótipo, vejo um grande monumento. É um imponente arco feito de pedra bruta, que está bem no meio da praça central. Esse arco tem um profundo significado. As grandes pedras, juntas, representam a união de todos os povos, como um símbolo da paz mundial. Como esse arco é um ponto marcante, os visitantes, além de ficarem apreciando e refletindo sobre o seu significado, acabam tirando fotos junto dele, para levar como uma lembrança do Solo Sagrado. Imagino também um Centro de Convenções com hotel, onde os membros vão fazer aprimoramentos. Outras entidades da sociedade também poderão realizar ali seus congressos e seminários. Na área da Saúde vejo um SPA messiânico, para ensinar como alcançar a verdadeira saúde, focando a beleza interior do ser humano. Ali as pessoas vão receber Johrei, alimentação correta e orientações dos ministros, aprendendo um novo estilo de vida baseado nos Ensinamentos de Meishu-Sama.

Na área da Educação imagino uma escola-modelo, onde as crianças da região receberão educação espiritualista e altruísta. Também vejo uma faculdade de teologia, onde muitos alunos aprendem como se tornar verdadeiros líderes da Nova Era. Na área da Agricultura Natural teremos um campo experimental, para mostrar aos visitantes como cultivar produtos sem agrotóxicos ou outros produtos químicos. Além disso, todos poderão assistir aulas de culinária e, também, adquirir os produtos naturais para levar para casa. Todas as construções do protótipo serão ecológicas, utillizando energia solar, a força do vento e a água da chuva. Até a água ali utilizada será reciclada. No meu sonho, em todos os cantos do protótipo ecoam as vozes alegres de corais, que se apresentam no teatro de arena ao ar livre. Entre um jardim e outro, imagino também áreas de lazer, como quiosques para pic-nic e playground para as crianças, além de lanchonetes, restaurantes e praças de esportes. Bem, agora chegamos ao local principal do protótipo: o Memorial de Meishu-Sama. Há muitos

anos venho pensando sobre isso. Meu desejo é trazer, para o Brasil, uma réplica da casa em que Meishu-Sama iniciou a sua Obra de salvação, e que hoje está no jardim do Solo Sagrado de Hakone. Nela pretendo expor ao público todos os objetos que pertenceram ao nosso Mestre, e que já possuímos. Ao seu lado haverá um anexo, com painéis cheios de fotos e explicações sobre a vida e o ideal de Meishu-Sama. Assim, todos os visitantes aprenderão qual é a origem deste nosso protótipo do Paraíso. Até aqui os senhores conseguiram visualizar o meu sonho? Na verdade, isso é apenas uma parte... Como vai haver grandes jardins, eles representam um papel muito importante no protótipo do Paraíso Terrestre. É por isso que vamos precisar de um projeto paisagístico de alto nível. Assim, convidei para retornar ao Brasil o paisagista responsável pela primeira etapa da construção dos jardins deste Solo Sagrado, o professor Tsutomu Kasai. Ele é um dos diretores da Associação de Paisagismo do Japão, e

também é responsável pela execução dos jardins do Solo Sagrado de Kyoto. Desta vez, ele vai estudar conosco o projeto de paisagismo, para iniciar a construção pelos jardins. Quando todo o projeto ficar pronto, quero apresentar, em primeiro lugar, para todos os senhores. Esse protótipo, uma vez construído, será motivo de muito orgulho para todos os messiânicos. E os descendentes daqueles que dedicaram aqui um dia que vão dizer: “Meus avós, quando jovens, participaram dessa construção! Esta árvore, meu avô disse que foi ele que plantou. E hoje está dando grande sombra para muita gente descansar. Eu sempre faço pic-nic debaixo dela, lembrando dos meus avós...” Assim, várias gerações de descendentes sentirão orgulho de seus antepassados. Isso que é a verdadeira herança espiritual que podemos deixar, eternamente. Qualquer pessoa que pisar nesse protótipo do Paraíso, seja idoso, jovem ou criança, messiânico ou não, vai ganhar Luz e energia, seu espírito será purificado, pois sua alma será iluminada na própria fonte. E quando voltar para casa, verá que sua vida vai mudar, pois aqui ela aprendeu como deve viver o verdadeiro homem paradisíaco. Por isso, a construção do protótipo do Paraíso é a construção do homem paradisíaco. Essa é a nossa missão. Vamos construir o protótipo do Paraíso? Vamos concretizar o sonho de Meishu-Sama? Muito obrigado, boa missão a todos!

Agora que a avenida já existe oficialmente, a IMMB poderá receber aprovação para os projetos de edificações que pretender implantar no Sítio Casa Grande e na Chácara Santa Cecília.

A avenida oficializada

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Sítio Casa Grande fica do lado esquerdo da foto. Santa Cecília, à direita. Essa avenida que separa os dois terrenos é bastante comprida e termina na represa de Guarapiranga, lá do outro lado. Antes disso ela passa por um condomínio denominado Alviverde. Só naquela área, e mesmo assim informalmente, ela recebeu o nome “Matilde de Lutis Barbosa”. Na verdade ela “não existia”, porque essa denominação não era oficial. Isso impossibilitava a IMMB de fazer construções nos dois terrenos de sua propriedade. Essa situação foi resolvida recentemente. O ângulo que você vê é o da estrada Jaceguai, que você usa para ir ao Solo Sagrado.

Exposição de produtos da Agricultura Natural.

Membros residentes no exterior participaram do Culto.

Demonstração da Cerimônia do Chá, no Centro Cultural.

Exame preventivo do diabetes: Setor de Saúde da FMOem ação.

7 AGO 2005


KORIN AGROPECUÁRIA

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Lançada a linha Wellness food

AGO 2005

Evento no Barra Shopping (RJ) marca o empenho da Korin na conscientização do que é verdadeira saúde.

O que é o conceito

Wellness

Fernando Augusto de Souza, gerente geral da Korin Agropecuária

Visitantes se deliciam com o “brunch” preparado com alimentos naturais pelos dedicantes do JC Barra da Tijuca.

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Korin Agricultura Natural promoveu, no último dia 15 de junho, no auditório do Centro de Convenções do Centro Médico da Barra (CMB), no Barra Shopping, RJ, o lançamento da linha Wellness Food, um conceito de bem-estar através de uma alimentação saudável, envolvendo aspectos físicos, mentais, espirituais e sociais do ser humano. Organizado com o apoio do site Planeta Orgânico e do Johrei Center Barra da Tijuca, o evento contou com a presença dos palestrantes Luiz Carlos Demattê Filho, médico veterinário e gerente de produção animal da Korin, que além de lançar a nova linha da empresa, falou sobre o tema “Da terra à mesa – segurança dos alimentos”, e da diretora do portal Planeta Orgânico, Rosina Villemor Cordeiro Guerra, que explanou sobre os orgânicos no Brasil e divulgou a terceira edição da maior feira de orgânicos do mundo, a Biofach, que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no pavilhão RioCentro, no Rio de Janeiro.

Além do lançamento da linha Wellness, o encontro teve como objetivo esclarecer as diferenças e as vantagens do consumo de alimentos naturais, isentos de agroquímicos, aproximar os consumidores finais dos revendedores e aumentar a fidelidade e o conhecimento da marca Korin junto aos consumidores conscientes do Rio de Janeiro. Um grupo de dedicantes do Johrei Center Barra da Tijuca, liderado pelo ministro Antônio Carlos Lazary, deu o suporte necessário para o sucesso do encontro. Seus integrantes recepcionaram os convidados e prepararam o “brunch” orgânico, que constou de saladas, frutas, sucos e teve como destaque um salpicão de frango. Assim, após as palestras, os participantes puderam saborear as delícias de uma alimentação natural. Os dedicantes do JC Barra da Tijuca também distribuíram mini-arranjos de Ikebana e convidaram os visitantes a conhecerem a unidade e se inteirarem melhor sobre toda a filosofia de Mokiti Okada e o Johrei.

“O conceito Wellness surgiu como contraponto à tendência ‘fitness’ que, por muito tempo, gerou uma corrida desenfreada às academias de ginástica. Ser saudável passou a significar fazer exercícios físicos, sempre benéficos, mas também gerou o hábito da ingestão de suplementos alimentares (vitaminas e outros tipos de energéticos). Isso porque, para muitas pessoas, o termo ‘saúde’ ainda significa simplesmente a aparente ausência de doença. A verdadeira saúde deve contemplar o espírito e a matéria, a mente e o corpo, conforme ensina Meishu-Sama. Para tanto, é preciso manter um estilo de vida que combine hábitos saudáveis e positivos, e isso significa adotar a prática de atividades físicas prazerosas, o controle do peso, diminuição do consumo de gordura, alimentação adequada e natural, rica em frutas e vegetais, lazer, diminuição do consumo de medicamentos, de álcool e abandono de drogas, etc. Tudo isso leva à redução do stress, à melhora do sistema cardiovascular, da auto-estima e, principalmente, da compreensão de si mesmo como um ser de natureza divina. Ser saudável requer um compromisso continuo com este estilo de vida, uma grande vontade de mudar em busca da melhor qualidade de vida e da longevidade”.

Novidades despertam interesse e parcerias na Fispal Estande da Korin esteve movimentado durante os três dias de participação na Feira Internacional de Produtos e Serviços para Alimentação, realizada em junho na capital paulista.

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Korin Agricultura Natural participou da maior feira de produtos para alimentação da América Latina. Na 21ª edição da Fispal, que ocorreu de 7 a 10 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (SP), mais de mil pessoas visitaram o estande da Korin, durante os três dias do evento. Este ano, foram apresentadas algumas novidades. Palmito de açaí, mel, sal marinho orgânico e doce de banana sem aditivos químicos figuraram entre frutas, hortaliças e grãos. É a sexta vez que a Korin participa da Feira. A Fispal, que nasceu em meados dos anos 80, tem por objetivo expandir as relações comerciais do setor de alimentação. Através do evento, que ocorre anualmente, a Korin já fechou algumas parcerias e despertou o interesse de investidores. “Além das vendas, diversas empresas estiveram no estande e mostraram interesse pelo nosso potencial de produção dos alimentos orgânicos”, afirma o gerente comercial da Korin, Reginaldo Morikawa. Profissionais ligados ao setor de serviços e produtos para alimentação buscaram parcerias e demonstraram interesse pelo potencial de produção da Korin.


CENTRO DE PESQUISA MOKITI OKADA

Em busca da verdadeira saúde O primeiro encontro para aprimoramento de instrutores do curso “Alimentação Natural – um novo estilo de vida”, em 2005, aconteceu na Sede Central no início de julho. Masahito Ono, vice-presidente da Fundação Mokiti Okada, orientou os participantes. Em entrevista ao JM ele conta, resumidamente, os planos e objetivos do Centro de Pesquisa, do qual é diretor. Então, estamos pesquisando, criando receitas com versões naturais para kibes, coxinhas, bolos salgados e doces, por exemplo. Com a ajuda de muitas pessoas, estamos promovendo degustações em várias unidades, para que as pessoas avaliem a possibilidade de essas novas opções serem implantadas nas cantinas. E quanto às hortas caseiras? É um projeto arrojado. Arrojado, mas não inviável. Não importa se o espaço que você tem é pequeno. Experimente, porque é possível cultivar, em seu próprio lar, alimentos saudáveis. Imagine todos os messiânicos plantando alguma coisa, em um cantinho, em seu quintal, varanda, jardim... consumindo esses produtos e até oferecendo para seus vizinhos, incentivando-os a fazer o mesmo! Não seria uma grande felicidade para todos? Mas esse projeto não se limita a essa questão. Ele vai muito além.

Masahito Ono, em palestra para os participantes do curso “Alimentação Natural - um novo estilo de vida”

JM: Como estão os trabalhos relacionados com o curso? M. Ono: As cerca de 80 pessoas que participaram do encontro comigo, em julho, já vêm se reunindo desde setembro do ano passado. Desta vez, também reunimos cerca de 50 famílias, ou seus representantes, para darmos início ao projeto “Horta caseira”. Como o senhor está vivenciando a experiência de coordenar o Centro de Pesquisa Científica da Fundação? Para mim está sendo muito enriquecedor. Estou duvidando, estudando, pesquisando mais sobre muitas coisas. Por exemplo: quais são as características de Meishu-Sama? A alegria, o sorriso. Em termos de Sua Obra, as características são salvação e construção. Então, qualquer atividade ligada a esses últimos dois pontos e que gere os dois primeiros é Obra Divina. Considero essa a nossa missão. O senhor falou em questionamentos pessoais. Poderia citar algum? Meishu-Sama estabeleceu, como colunas da salvação da humanidade, o Johrei, a Agricultura Natural e o Belo. Então, para nos tornarmos seus verdadeiros discípulos, precisamos estudar e transpor para a prática, cada um dentro do seu limite, a essência de cada uma dessas colunas. Assim nasce a força que irá conscientizar as pessoas sobre a Verdade da Lei da Natureza, da existência do espírito e da importância do altruísmo e da busca pela elevação da espiritualidade de cada ser humano. E isso inclui a conquista da verdadeira saúde. Dentro desse contexto, a saúde física é um dos pontos que vêm merecendo mais cuidados... Exatamente. Eu, por exemplo, sempre tive confiança na minha saúde mas, de repente, descobri que estava com diabetes. Minha pressão chegou a 19,5 x 11. Também estava muito acima do peso ideal. Como recebeu esse diagnóstico? Como se fosse uma bronca e um alerta de Meishu-Sama. Então, comecei a seguir as orientações que recebi. Eliminei sal, shoyu, açúcar... Como foi uma mudança radical, meu paladar não estava acostumado. A comida ficou sem gosto e, como passei a comer pouco, emagreci cinco quilos. Mas o processo saudável não é simplesmente comer pouco... É claro que não. Mas essa fase de adaptação do paladar existe. Como estou determinado a

recuperar a saúde, estou enfrentando. Saúde é fundamental, é a base da felicidade. E a base da saúde está numa alimentação correta, balanceada, natural. Que tipo de pesquisa o senhor está fazendo para desenvolver seu trabalho? Tenho lido bastante. No Japão, por exemplo, o governo está criando um grupo de estudos para adotar, nas escolas, uma política de educação alimentar. A Educação se alicerça na moral, que, por sua vez, se liga com o intelecto e com a constituição física. E os três têm íntima relação com a

Até onde vai a abrangência da proposta? A prática da horta caseira tem relação íntima com a educação espiritualista. Através dela podemos ensinar nossos filhos a terem gratidão por todos os seres vivos, aos produtos que nos servem de alimento, aos agricultores e até pela pessoa que preparou a nossa refeição. Ela propicia, dentro do ambiente do lar, um contado direto com a Natureza e suas leis, e isso nos aproxima de Deus. Ela traz harmonia e, por tudo isso, nos ensina a viver, construindo um mundo de felicidade. Trata-se, então, de mais do que simplesmente “plantar cebolinha em casa”, não é? Exatamente. Além do mais, nossos filhos também podem aprender que, tendo um hábito alimentar o mais natural possível, eles irão

Integrantes do curso sobre Agricultura Natural e pessoas interessadas na prática da horta caseira participaram do encontro.

qualidade da alimentação. A mãe, cozinhando para os filhos, educa-os dentro de seu próprio padrão de qualidade alimentar. Eles comem o que ela prepara. Se ela é consciente e opta por usar apenas produtos naturais, toda a família terá saúde. Caso contrário, essa saúde será apenas aparente. Por isso a conscientização dos pais – e principalmente da mãe – é muito importante. Quem cozinha com amor não erra na educação dos filhos. E se, como dizem aqui no Brasil, a moça quer conquistar o marido pelo estômago, que seja oferecendo a ele coisas gostosas, preparadas com matéria prima o mais natural possível. Um dos projetos-piloto do Centro de Pesquisa envolve os responsáveis pelas cantinas dos Johrei Centers. Por que? Esse é um ponto muito importante. Nós ensinamos a importância de uma alimentação saudável mas, na maioria dos casos, o que vem sendo disponibilizado para os membros, nas unidades, não corresponde a essa teoria. Essa é a realidade.

legar, para seus descendentes, não apenas um sentimento elevado, a fé, mas também um sangue saudável. E esta é a maior e melhor herança que os pais podem legar a seus filhos. O Centro de Pesquisa está promovendo uma série de cursos, além dos que abordamos aqui. Como as pessoas podem se informar sobre eles? Quem está à frente da implantação, coordenação e desenvolvimento dos nossos cursos é Luis Fernando Buck. Ele está habilitado a dar todas as informações. O telefone é (011)50875004. Inclusive ele está preparando nossa estrutura para formar multiplicadores dos cursos, em outras áreas da IMMB, caso haja interesse. Se você ainda acha que a horta caseira é inviável, dê uma olhada na matéria da página 12 desta edição.

9 AGO 2005


FORMAÇÃO SACERDOTAL

Rumo à missão pastoral

10 AGO 2005

Acontece em setembro a seleção dos jovens pré-seminaristas que receberão indicação para prestar exames visando o ingresso no Seminário. Comheça o programa diversificado de atividades, nesta matéria preparada pela Secretaria de Jovens da Sede Central da IMMB.

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Seminário de Formação Sacerdotal, criado em 1970 pelo reverendo Tetsuo Watanabe, tem a finalidade de selecionar e preparar jovens através de formação religiosa integral e específica, com vistas à carreira sacerdotal. Nesses 35 anos, 389 pessoas foram aprovadas nos exames de ingresso. Onze tornaram-se ministros dirigentes (reverendos), 83 ministros adjuntos, 105 ministros assistentes, 44 estagiários e 30 seminaristas ainda em conclusão. Atualmente o programa conta com uma equipe de ministros, professores e profissionais que aplicam e avaliam as diversas matérias do curso. Dispõe de um sistema pedagógico pragmático, que atinge áreas essenciais como a espiritualidade, a doutrina, o aprendizado de idiomas e a cultura em geral. O Seminário representa a “casa de formação” dos sacerdotes religiosos e é o local que favorece e inspira o processo formativo e de acompanhamento. É também “escola de fé”, que através das práticas básicas e das etapas de formação, oferece treinamento aos seminaristas, capacitando-os cada vez mais como futuros líderes e elementos úteis. A proposta educativa, feita em etapas, favorece, de modo gradual, a continuidade da formação religiosa, humana e cultural, que conduzirá o jovem seminarista a empreender o caminho sacerdotal com uma base adequada e sólida. Ao mesmo tempo, o Seminário desenvolve os princípios de responsabilidade e organização e dá especial atenção ao cultivo da compreensão da missão do homem, da dignidade, da ordem e da disciplina, da experiência da convivência em grupo, do espírito de servir ao próximo, da sinceridade e do comprometimento com os valores da Obra Divina.

Experiências com o Johrei: prática básica da fé e suporte indispensável na formação da convicção pastoral.

Etapas do Programa I) Etapa Básica - Compreende dois anos no Brasil e mais um ano e seis meses no Solo Sagrado do Japão. É um tempo específico para qualificar o perfil vocacional e as aptidões pessoais. Esses primeiros anos contribuem para o amadurecimento religioso e pessoal, com estudo básico da filosofia, vida e Ensinamentos de MeishuSama; cultura em geral e estudo de idiomas; saúde e alimentação; discernimento litúrgico e a oportunidade de receber diretamente orientação com os dirigentes. A) Formação religiosa - Procura vivificar e delinear a vida do seminarista como instrumento na concretização do ideal de Meishu-Sama. a.1)A prática do Johrei, os estudos e a compreensão dos Ensinamentos através de aulas de doutrina messiânica, a vida e Reminiscências de Meishu-Sama, aula de História das Religiões, a prática de oração, a liturgia, a vida pastoral com o servir integral e a dedicação ao próximo determinam o caminho para se alcançar tal formação. O cotidiano dos seminaristas é pautado pelas seguintes atividades: • prática diária de Johrei e oração. • estudo individual dos Ensinamentos. • prática diária do Servir

ocupa um lugar de destaque na formação dos futuros integrantes. É próprio desse processo ajudar a descobrir as raízes da cultura contemporânea e, ainda, ajudar a discernir seus valores e ambigüidades, com as aulas de História das Religiões, História da Arte, Gastronomia, etc. b.1) Aula de idioma japonês. b.2) Aula de Ikebana Sanguetsu e Aikido. b.3) Aulas teórica e práticas de Agricultura Natural; aulas sobre Alimentação e Saúde, com o objetivo de ensinar a importância da alimentação sadia; aulas de Anatomia, Fisiologia e Patologia, com o objetivo de ensinar a importância do funcionamento do corpo humano, bem como a causa das doenças, com base nos Ensinamentos de Meishu-Sama, etc. C) Formação no Japão - Dando continuidade à etapa de formação iniciada no Brasil, esta fase, em que interagem turmas de seminaristas de outros países como Angola, Coréia, Sri Lanka, Tailândia, etc., realiza-se no Japão. Tem como objetivo proporcionar ao seminarista o contato “in loco” com a vida e a Obra inicial de Meishu-Sama, a dedicação nos três Solos Sagrados, visitsa ao Museu de Arte MOA e outros, o contato, nos

vivenciar na prática atividades básicas, como: prática diária do Johrei e dos Ensinamentos de Meishu-Sama; o convívio e o treinamento do servir aos membros e freqüentadores; o treinamento para o crescimento pessoal; a convivência e o aprendizado com o superior e o aprendizado pastoral propriamente dito. O estagiário será acompanhado por um superior, buscando a inserção do candidato na vida missionária. Ele conhecerá gradualmente o diaa-dia das diversas unidades religiosas, viverá as primeiras experiências através do acompanhamento de casos com a prática do Johrei, e aprenderá a importância da comunicação das atividades aos superiores, através de relatório oral ou escrito, para o fiel cumprimento das tarefas recebidas. Aperfeiçoamento: Também nesta etapa os estagiários, juntamente com ministros assistentes recém-outorgados, participam semestralmente de aprimoramentos com duração de uma semana, na Sede Central e no Solo Sagrado de Guarapiranga, visando a atualização, o acompanhamento e a orientação para o trabalho de expansão.

Aulas práticas de Agricultura Natural, Aikido e estudo dos Ensinamentos de Meishu-Sama são algumas das atividades que integram o programa do Seminário de Formação Sacerdotal.

a.2) Orientações com reverendos - aulas em que supervisores e coordenadores de áreas de Expansão relatam suas experiências quando do ingresso no Seminário e durante a carreira sacerdotal visam motivar e esclarecer possíveis dúvidas ou anseios dos candidatos. a.3) Encontros com pioneiros - reverendos e ministros pioneiros transmitem suas experiências na prática de fé ao longo dos anos, visando passar aos candidatos o fervor na fé e o espírito de abnegação que deve permear a vida de um sacerdote. B) Formação cultural - A dimensão cultural

Johrei Centers, com membros e reverendos pioneiros, o aperfeiçoamento da língua japonesa, estudo da tradição e história da cultura oriental, bem como os costumes do povo japonês. A duração dessa etapa é de dezoito meses, sendo dez meses de estudos e oito de práticas distribuídas estrategicamente. A coordenação das atividades é centralizada na cidade de Kyoto. II) Etapa Pastoral - Este período (estágio), com duração de no mínimo dois anos, acontece após o término da etapa introdutória e ocorre no Johrei Center. O estudo, nesta fase, está direcionado a

Exame de Admissão O exame de admissão ao Seminário de Formação Sacerdotal é realizado anualmente, no mês de janeiro. As inscrições se encerram no dia 30 de outubro do ano anterior à realização do mesmo. Anualmente também, no mês de setembro, é realizada, nas Áreas de expansão, a seleção dos candidatos que estão participando do curso de préseminário, para a indicação ao exame de ingresso no Seminário de Formação Sacerdotal. Maiores informações com os assessores de jovens, nas Áreas de Expansão.


ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Se não tiver saúde, como dedicar? Para Adriana Michele, ter saúde é ser mais feliz. Com a mudança do hábito alimentar, ela perdeu 25 quilos e ganhou alegria. Hoje, é com novo ânimo que ela dedica para que outras pessoas adotem um hábito alimentar mais saudável.

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Adriana Michele, antes (à direita) e depois (acima). A mudança no peso (25 quilos a menos) e no figurino foram apenas detalhes físicos. As mudanças de sentimento e de postura a tornaram uma jovem plenamente consciente de sua missão na Obra Divina.

eu nome é Adriana Michele Tavolaro. Sou membro da Igreja Messiânica há 6 anos e pertenço ao Johrei Center Vila Ema. Em fevereiro de 2002, comecei a purificar espiritualmente. Deus e Meishu-Sama nunca me desampararam e colocaram as pessoas certas em meu caminho. A responsável pelo Johrei Center, Fátima Ozório, vendo que meu caso não era simples, se dedicou a cuidar de mim com muito carinho e paciência. No decorrer da purificação, ela me ensinou e incentivou a praticar as três colunas da salvação desenvolvidas pelo Mestre: Johrei, Agricultura Natural e o Belo. Com a prática diária destes alicerces, aos poucos fui melhorando. A gratidão pelas pessoas que me ajudaram foi tanta que passei a refletir sobre o quanto é importante ser um instrumento útil de Deus e Meishu-Sama. Observando e estudando pontos em que eu poderia me aprimorar para melhorar meu servir à Obra de MeishuSama, me interessei, em especial, pela Agricultura Natural. Eu era uma pessoa com hábitos alimentares nada saudáveis. Diariamente ingeria 500 ml de refrigerante, comia duas trufas, lanches altamente gordurosos, e muitas guloseimas. Os únicos nutrientes que eu assimilava vinham do feijão e do arroz que minha mãe me obrigava a comer. Comecei a notar que não estava bem de saúde, pois era gordinha, me cansava facilmente, meu intestino funcionava apenas duas vezes na semana, era irritada, sentia dores nos rins e fígado, cansaço mental e preguiça. Iniciei estudos que incluíam assuntos como reeducação alimentar, saúde do organismo, alimentação natural, ações purificadoras e equilíbrio de emoções. Quanto mais estudava, mais meu fascínio e vontade de aprender aumentavam. Aos poucos fui substituindo hábitos sedentários por outros, mais saudáveis. Primeiro, diminui o consumo de carnes. Para meu espanto, na primeira semana perdi três quilos e meu intestino passou a funcionar uma vez por dia. Comecei então a consumir de 30% a 50% de alimentos orgânicos. Ao longo de um ano e meio perdi 25 quilos – saí de 80 para 55 quilos. Meu manequim era 46, 48 e, atualmente, é 38, 40. Tornei-me uma pessoa mais calma, ativa, meu raciocínio melhorou e meu intestino funciona três vezes por dia. Hoje sou mais saudável, reflexiva

e feliz. Minha espiritualidade se desenvolveu e fui convidada a dedicar no grupo “Amigos da Saúde”, no Johrei Center Vila Ema. Também dedico no grupo “Alimentação e Saúde”, na Sede Central, o que me proporciona muito aprendizado e uma enorme felicidade e satisfação, por estar ajudando muitas pessoas.

Adriana, dedicando na degustação de receitas naturais no C.A. Vila Mariana, na zona sul da capital paulista.

A alimentação forma a personalidade do ser humano, o homem é o que ingere. Se adotar uma alimentação saudável, irá se tornar um ser que goza de muita saúde, em todos os aspectos. Do contrário vai estar sempre doente e, muitas vezes, vai perder chances de dedicar e de ganhar méritos espirituais por causa deste problema. A mudança dos hábitos alimentares depende unicamente da vontade de aprender e do espírito de busca de cada indivíduo. Espero, do fundo do coração, que todas as pessoas que lerem o meu testemunho desenvolvam o firme objetivo de disciplinar o hábito alimentar, tornando-o cada vez mais saudável, para se tornarem instrumentos ainda mais perfeitos do Criador. Agradeço, com toda a sinceridade do meu amor, a Deus, Meishu-Sama, meus antepassados e às pessoas que estiveram comigo nesta trajetória que me enobrece a cada dia.

Coxinha assada, para você ganhar saúde Ingredientes: • 1 xícara (chá) de caldo de frango (utilize do cozimento do peito) • 2 xícaras (chá) de leite de soja • 1 cebola • sal a gosto • 2 xícaras (chá) de proteína texturizada de soja miúda • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo integral

Recheio: • 1 peito de frango cozido e desfiado • 2 xícaras de legumes cozidos e picados • temperos a gosto Cobertura: farinha de rosca

Preparo: Liquidificar a cebola, o leite, a proteína texturizada de soja hidratada e espremida e o caldo de frango. Despejar em uma panela grande e deixar ferver. Acrescentar de uma vez a farinha de trigo, mexer com o auxílio de uma colher de pau, até ficar uma massa cozida e desgrudando da panela. Se necessário, acrescentar mais farinha de trigo. Deixar amornar. Sovar a massa e deixar esfriar. Moldar as coxinhas com o recheio frio. Passar as coxinhas pela farinha de rosca. Colocar numa forma untada com óleo, deixando espaço entre as coxinhas, mantendo-as em pé para que dourem uniformemente. Levar para assar em forno a 180° C pré-aquecido, até dourar. Recheio: misturar tudo e utilizar.

11 AGO 2005


AGRICULTURA NATURAL - FRANÇA

12 AGO 2005

O agricultor biológico abre suas portas Em Soisy-sur-Ecole, cidade situada a cerca de 70 km de Paris, a Korin francesa, sob responsabilidade do engenheiro agrônomo brasileiro Paulo Oyama, já detém, desde 2000, a cobiçada marca “AB” (Agricultura Biológica). Matéria de capa no caderno agrícola de conceituado jornal de circulação nacional na França, a Korin dá visibilidade à importância da migração progressiva para métodos de cultivo que preservem o meio ambiente e a saúde de agricultores e consumidores.

Capa do caderno “Essonne Matin”, do jornal Le Parisien - Paris, em 11 de junho. A Korin francesa é notícia de destaque, no dia da Porteira Aberta.

N

a França, bem como em outros países da Europa, está surgindo um novo tipo de turismo ecológico. É cada vez maior o número de famílias que, nos finais de semana, deixam os grandes centros para visitar fazendas interioranas, onde possam ter um contato mais direto com a Natureza. Para que se tenha uma idéia de como a coisa funciona, vamos traçar um paralelo com uma realidade brasileira, que é o “pesque-pague”. Nesses locais, você paga pelo peixe que conseguiu pescar. Na França, você paga para entrar numa fazenda que produza alimentos por um método natural, biológico ou orgânico, colhe o que quiser e, na saída, paga pelo que quer levar. O “Dia da porteira aberta” é justamente isso. Uma data oficial, nacional, em que esse tipo de turismo é incentivado e praticado por muitos franceses. Nos dias 11 e 12 de junho a imprensa noticiou, através do jornal “Le Parisien”, no caderno “Essonne Matin”, a visita de muitos franceses ao pólo de agricultura natural da Korin na província de Soisy-Sur-Ecole, a cerca de 70 quilômetros de Paris. O responsável local é o engenheiro agrônomo brasileiro Paulo Oyama, radicado naquele país desde o início da década de 90. A seguir, trecho da matéria do jornal francês. “A imagem que as pessoas têm sobre as fazendas ‘bio’ como sendo ultrapassadas é totalmente preconceituosa. Em Soisy-sur-Ecole, a Korin (círculo de luz, em japonês) está em primeira linha. À frente da empresa, Paulo Oyama, 56 anos. Brasileiro com ascendência japonesa, o homem com o olhar brilhante é engenheiro agrônomo. ‘Após uma formação no Brasil e no Japão, eu pesquisei os mecanismos de despoluição. Em meados dos anos noventa decidi instalar-me na França e, em 1997, descobri este lugar ainda protegido, longe

Estufa de cultivo na Fazenda Korin, em Soisy-sur-Ecole. No detalhe, visitação e degustação, no dia da “Porteira Aberta”.

de toda a indústria’, lembra-se Paulo Oyama. Três anos depois a Korin obteve a famosa marca ‘AB’ (Agricultura Biológica). O sítio da Korin tem cinco hectares. Cerca de 1,2 hectares são ocupados com estufas, onde são produzidos vários tipos de verduras, espinafre, cenoura, tomates e ervas aromáticas como o tomilho, a cebolinha etc. Uma produção garantida, sem pesticidas. “Eu uso microrganismos, em

particular bactérias do ácido láctico, leveduras e bactérias fotossintéticas para fermentar e enriquecer o solo”, explica Paulo. “As estufas não são aquecidas, o que tem como resultado a não utilização do derivado de petróleo. Forçosamente, tudo isso leva mais tempo. (...) Por conseguinte, a qualidade tem um preço. O produto bio é vendido cerca de 30 por cento mais caro que o obtido pelos métodos convencionais”.

Horta caseira é viável! Salvador Lopes de Souza pratica horta caseira em seu apartamento, na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ). Se está dando certo lá, você também pode fazer. Leia o depoimento.

I

Flor cultivada na horta caseira de Salvador.

Acima, mudinhas no JC Ipanema. À direita, produtos da horta caseira, nas varandas do apartamento de Salvador.

niciei a experiência de minha horta caseira nas janelas do meu apartamento, após conscientizar-me da necessidade de abraçar a causa da alimentação sadia, sem agrotóxicos. Sendo médico, entendi a mensagem de Mokiti Okada sobre a Natureza e a necessidade que o homem moderno tem de respeitá-la, além de cuidar melhor do seu corpo material. Observei que é muito simples cultivar, em qualquer espaço da casa, uma planta pura, saudável e de alto valor nutritivo. Iniciei com algumas sementes de salsinha e cebolinha, e fui tomando gosto. Hoje as minhas janelas são os meus canteiros e produzo, além da salsa e da cebolinha, gengibre, manjericão, manjerona, hortelã, tomate cereja e morangos, além de algumas ervas medicinais. No final do ano passado, fiz o curso “Alimentação Natural – um novo estilo de vida”, e resolvi difundir a idéia em meu Johrei Center. Lá, por não haver espaço, recebi autorização para plantar em uma pequena varanda. Temos colhido muito tomate-cereja, salsinha, cebolinha, etc. Nos dias de Culto Mensal, colocamos à venda vasinhos com mudas dos produtos que estamos cultivando. Os membros e freqüentadores nos têm prestigiado, sendo o resultado da venda oferecido como donativo. Também desenvolvi uma produção de brotos e graminhas , o que igualmente tem sido bem recebido por todos.


2005/08