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Maio de 2014

Contra a inflação e o endividamento

Aumento geral de salários e congelamento de preços já! Está cada vez mais caro fazer compras no supermercado ou na padaria. A inflação voltou pra valer e atinge principalmente os alimentos. Justamente o item que mais pesa no bolso dos trabalhadores. Nos últimos doze meses, os preços em geral subiram 6,15%. Mas os alimentos subiram muito mais. O pão francês, por exemplo, aumentou 14%. O dobro da inflação! Nós não podemos aceitar essa situação. Em todo o país, os trabalhadores estão

indo à luta. Os garis do Rio de Janeiro mostraram que é possível lutar e vencer. Em pleno Carnaval, cruzaram os braços e conquistaram mais de 30% de reajuste. Outras categorias também estão se mobilizando. São operários da construção civil e das refinarias da Petrobras, rodoviários, professores e trabalhadores de várias fábricas. A presidente Dilma não pode fechar os olhos para a inflação, que penaliza a vida

dos trabalhadores. O governo pode determinar o aumento geral dos salários. Poderia também congelar os preços das tarifas públicas, como luz, gasolina e transportes, e até impedir

o aumento do preço dos alimentos. É hora de ir à luta! Só assim vamos conseguir derrotar a inflação e repor o poder de compra dos nossos salários!

AUMENTO DE PREÇOS Tomate 32% Batata 35% Pão 14% Macarrão 12%

Presidente Nacional do PSTU

“É preciso construir uma alternativa socialista para mudar o país!” Ninguém aguenta mais o caos na saúde e na educação, o transporte ruim e caro, a inflação aumentando e os salários não sendo suficientes para pagar as dívidas, enquanto o dinheiro público vai pra Copa, Fifa e grandes

empresas. Os trabalhadores e a juventude querem mudanças no Brasil. Foi isso que as manifestações com milhões de pessoas mostraram em junho do ano passado. Os bancos estão batendo recordes de lucros. As multinacionais recebem dinheiro

do governo e enviam os lucros para fora do país. Os escândalos de corrupção do PSDB e do PT mostram que o roubo do dinheiro público continua. Precisamos de um governo que esteja a serviço dos interesses dos trabalhadores. Para isso, é preciso acabar com os privilégios dos ban-

queiros e grandes empresários. Só a mobilização dos trabalhadores poderá construir um governo socialista. Um governo diferente do atual, que tenha o objetivo e a coragem de governar para a maioria da população, enfrentar os patrões e acabar com as injustiças neste país.


“Caos na saúde só terá solução com luta por mais investimentos”

Fala Toninho

As cidades do Vale vivem um surto de dengue. Em seis municípios, a situação é de epidemia. As campanhas de esclarecimento dos governos focam

apenas no papel da população. São campanhas educativas corretas que devem continuar. Mas, o que essas campanhas não falam é que os governos não fazem sua parte no combate e na prevenção. Os investimentos públicos em saúde e saneamento básico são cada vez mais escassos. É por isso que vemos a saúde pública cada vez pior. Longas filas de espera, faltam médicos, equipamentos,

remédios. O atendimento é precário, desumano. As mulheres como sempre são mais afetadas. Este mês, uma jovem denunciou o Hospital Antoninho da Rocha Marmo por violência obstétrica. Depois de ficar 12 horas sem atendimento adequado na sala de pré-parto, a criança acabou nascendo com problemas e morreu dois dias depois. Os convênios particulares não são solução, pois também

estão cada vez mais caros e ruins, sem garantir bom atendimento. O fato é que os governos preferem gastar com a Copa e pagar juros da Dívida aos banqueiros, do que resolver os problemas da saúde pública. Precisamos lutar para mudar essa situação. Os governos precisam investir, pelo menos, 10% do orçamento e garantir uma saúde pública, gratuita e de qualidade para todos(as)!

Chega de dinheiro às montadoras

Dilma, garanta estabilidade no emprego já! Em todo o país, as montadoras de veículos iniciaram um processo de demissão e afastamentos temporários. Já são 3 mil demitidos, 6 mil afastados (lay-off) e 16 mil em férias coletivas. As empresas fazem drama com a queda de 2,1% nas vendas. Contudo, o setor registra resultados positivos há 10 anos. Em 2013, a produção cresceu 9,9%. Em vendas, foi o segundo melhor ano da história. Tudo isso sem contar a generosa ajuda do governo. Por meio de isenções de impostos, como o IPI, o governo abriu mão de R$ 27 bilhões. É dinheiro público que deixou de ser investido em saúde, educação, etc. Enquanto isso, o lucro obtido foi enviado para o exterior (veja ao lado). Está provado que dar dinheiro às empresas não garante emprego. Ainda assim, o governo e as cen-

trais sindicais pelegas, como a CUT, CTB e Força Sindical, novamente já falam em socorrer as empresas sem exigir estabilidade no emprego. A presidente Dilma precisa é impedir as demissões e proteger os trabalhadores, com medidas como:

PMedida Provisória que garanta estabilidade no emprego!

Como o governo poderia impedir as demissões

R$ 30 bilhões foi o lucro que as montadoras enviaram ao exterior nos últimos quatro anos

PRedução da jornada de

trabalho sem redução de salários!

PFim do envio de lucros ao

exterior! Ganhos obtidos no Brasil devem ser investidos no país!

PNacionalização de empresas que demitem em massa!

25 mil empregos Durante 12 anos, com um salário de R$ 4.500. É o que as montadoras poderiam manter no Brasil, caso o lucro obtido aqui fosse investido no país.

PProdução de um carro nacional!

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Boletim PSTU SJCampos - maio 2014  
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