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5ª Edição

Outubro de 2013


Editorial Dia das crianças, dia do professor, dia do li-

- Entrevista Jacob Pétry: “Estamos entrando numa nova era: a era da singularidade” >>>>>>>>>> p. 36

vro...enfim, mês de outubro é um mês bastante comemorativo. Nesse mês é comemorado também o outubro rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de mama.

E para combinar com nossa edição, o gineco-

- Diferente e fascinante, assim é Ella Dree >>>> p. 22

logista e obstetra, Dr Antônio Carlos Teixeira Oliveira preparou um artigo excepcional para nossas leitoras, sobre o auto exame das mamas. Leitura imperdível!

- Moderninha: Especial dia das crianças >>>>>> p. 24

Nessa quinta edição, teremos uma entrevista exclusiva com o filósofo Jacob Pétry, autor do livro Singular - O Poder de Ser Diferente, em parceria com Valdir Bundchen. E para finali-

- Caminhos do Magistério, palavras de um professor >>>>>>>>>>>>>>>> p. 8

zar as comemorações, a Revista Moderna traz uma novidade nessa edição, o caderno especial Moderninha, feito para homenagear toda criançada, porque brincar é muito bom e ser criança é o máximo!

- Outubro Rosa: Você está acostumada a examinar suas mamas? >>>>>> p. 10

Mandem suas dicas e sugestões em nossa página no Facebook: - www.facebook.com/EloComunica Ou pelo nosso e-mail: - elocomunica@yahoo.com.br

Até a próxima edição!

EXPEDIENTE - Jornalistas responsáveis: Brunna Bravo e Monique Nunes - Designer gráfico e Produção: Elo Comunicação e Eventos - Capa: Amanda Michelotto - Contato: (22) 8137-5912 (Brunna)/ 981*32666 (Monique)

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Com ‘M’ maiúsculo. Porque quanto mais Moderna, melhor!

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Matização para cabelos loiros: xô amarelado!

Para início de conversa matizar os cabelos significa intensificar, destacar, neutralizar ou acrescentar alguma cor nos cabelos loiros, com luzes ou coloridos. É o processo de finalização de uma coloração. Sabe aquele louro amarelão ou alaranjado que a maioria da mulherada não se identifica? Então, o processo de matização trabalha em cima dele, neutralizando esses tons, tornando os cabelos loiros mais bonitos. Vale a pena ressaltar que a matização utiliza recursos mais suave para aplicação da nuance.

Algumas dicas de matização:

Para neutralizar vestígios de cor alaranjado, deve-se usar nuance de loiro acinzentado. Para matizar luzes douradas ou platinadas, faça uso da nuance que contenha reflexo dourado. Para matizar a raíz dos cabelos para corrigir falhas você tem a opção de utilizar tintura ou tonalizante de tom mais escuro.

Cabelo louro, cuidado redobrado. Sol, piscina, água salgada são grandes ameaças para as madeixas loiras. O certo é hidratar o cabelo semanalmente ou quinzenalmente para não perder o brilho, a maciez e a cor. Não faça esse processo de matização em casa, hein? Procure sempre um salão apto para atender as necessidades do seu cabelo. Com beleza não se brinca!

A Slim Medicina e Estética está com uma promoção incrível de matização: Tratamento matizador + hidratação com óleo de Argan + escova, de R$ 150,00 por R$89,90!

Aproveite nossa promoção! (22) 2643-1565

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Amamentar, a melhor dor Ouvi falar que o colostro é uma vacina natural, e é verdade. Ouvi falar que teria que amamentar até os seis meses ou mais para fortalecer a imunidade da criança, e é verdade. Ouvi falar muita coisa. Assisti a muitos anúncios na TV, vi cartazes, li folders no consultório do obstetra...

Antes da maternidade, não imaginava que a amamentação era mais do que uma necessidade e direito da criança. Não era só o que eu já tinha ouvido falar. Não imaginava que ver meus seios inchando naturalmente durante a gestação, era só uma amostra do que eu enfrentaria do nascimento em diante. Isso ninguém, por mais experiente que seja, nos conta!

Deus nos fez incrivelmente perfeitas em tudo e na arte da maternidade, em especial, no tocante a amamentação, é impressionante o que o corpo faz para nos alertar de que chegou a hora de alimentar o bebê.

Amamentar a cada duas horas durante 24 horas por tempo indeterminado, não é fácil! Apesar de ver seu corpo se esticar durante 9 meses e de se sentir a mulher mais feliz do mundo por saber que todo aquele processo vai gerar um ser que mudará a sua vida para sempre, e é isso mesmo que você quer, ver seus seios inchados, muitas vezes até rachar, empedrar é horrível e logicamente ninguém deseja isso! E pior ainda é a sensação de incapacidade diante da necessidade do bebê!

Amamentar dói! E dói muito nos primeiros dias e por causa dessa dor, muitas mulheres desistem de amamentar. Isso é uma pena... Isso, poucas mães que superaram e suportaram, nos conta.

Como eu disse acima, o corpo se prepara de várias formas. Transforma a mulher num relógio biônico. Na hora de cada mamada a surpresa é estranhamente agradável e é algo que só se sente nesse momento da vida. Os seios ficam mais duros, maiores, quentes, algumas vezes dormentes e se ainda nada disso acontecer, tenha certeza de que ficará com a blusa ensopada de leite.

O corpo avisa: “VAI DAR DE MAMÁ!” Mas o melhor desse momento está por vir. O momento da amamentação é um tempo de intimidade muito profundo. Um momento de perceber os detalhes, o tato, o cheiro, o som, a calma, a segurança, a paz, o amor, tanto o bebê quanto a mãe.

É incrível como uma coisa tão simples e tão difícil muitas vezes é também algo tão sublime. Digo isso por experiência própria.

Minha filha já tem 11 meses e ainda mama no peito... e mama muito! E por conta desse aleitamento, meu corpo voltou ao peso anterior em um mês após o nascimento. Isso toda mulher deseja, apesar da dor aflita e das olheiras...

Agora, o processo é inverso apesar de necessário. Desmamar. Isso também dói.

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CAMINHOS DO MAGISTÉRIO Por Prof. Dr. Fábio André Cardoso Coelho

e percalços da vida; elas, as “pedras”, também poderiam representar as pistas que me levariam ao caminho feliz da

Falar do magistério é falar com a alma. Toda vez que me

Língua Portuguesa, ou seja, das descobertas linguísticas e

pego em diálogos sobre minha profissão, as palavras

dos encontros mais prazerosos com a expressividade dos

saltam com a fluidez das águas dos rios. Ser professor

vocábulos.

está “para além” do nosso entendimento, no que diz respeito à vocação. Grandes mistérios envolvem essa

É assim que percebo minha convivência com a palavra, com

profissão magistral. Tal como a passagem bíblica: “Mui-

os textos e tento disseminar essa ideia para os meus alunos.

tos são chamados; poucos, escolhidos”. E aí vai minha

Estar em sala de aula, para mim, é um momento de celebra-

crítica: nem todos são “escolhidos”! É preciso que o

ção, de contemplação daquilo que nos faz seres únicos: a

professor esteja atento às suas ações em sala de aula e

capacidade de dizer o que se pensa, da forma mais simples

reavalie, a todo instante, seu papel na vida acadêmica e

até a mais complexa. Talvez, seja essa a minha maior admi-

pessoal do aluno. É preciso valer a pena!

ração pela Língua. Constatar que podemos ser homens e mulheres melhores, a partir do uso expressivo e consciente

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A escolha pela profissão Professor, na verdade, nunca

das palavras. Se tivermos um pouco mais de cautela, o mun-

senti como algo que tivesse que selecionar, optar. Desde

do será bem melhor! Às vezes, tudo se perde, porque não

o ensino médio, a clareza e a certeza de que a sala de

conseguimos dizer aquilo que queremos, pelo simples fato

aula era o meu lugar sempre me deram a convicção de

de não atentarmos para o poder da nossa produção verbal.

que percorreria o caminho certo. A família não gostou!

Mais do que ensinar, entendo que a tarefa do Professor seja

O cenário docente no país era (e ainda é) de descrédito,

oportunizar o conhecimento, permitindo que o aluno per-

de pouca valorização profissional. Já vivemos tempos

ceba o mundo linguístico que está a sua volta. Assim como

em que o Professor era tratado com total reverência.

Barthes, “Eu me interesso pela linguagem porque ela me

Hoje, muito disso se perdeu. Acredito que a grande

fere ou me seduz”. Não necessariamente, a “ferida” aqui

meta dos docentes, na atualidade, seja resgatar esse

deve ser entendida como algo que machuca, mas a percebo

espaço de singularidade e de credibilidade. Por conta

como algo que marca, que registra, que imprime nossa per-

dessas constatações, não obtive o apoio familiar, mas,

sonalidade, e que seduz, envolve e encanta os partícipes nos

mesmo assim, decidi que seguiria em frente!

atos comunicativos.

Muito do que aprendi com meus professores, desde o

Quando celebramos a data do Professor, tenho em mim a

antigo primário até o Doutorado, serve-me como “es-

sensação da palavra “regente”, como também somos no-

pelhos”. E é preciso que tenhamos “modelos” a seguir,

meados. De todos os significados dicionarizados, escolho

caminhos a trilhar. Professores são como águias que lan-

“guiar, encaminhar”. Parece-me o mais apropriado para a

çam seus olhares no mais longínquo horizonte e voam...

tarefa que executamos nos espaços escolares. Cumpre-nos,

Lembro-me, com muito carinho, de alguns grandes pro-

assim, a responsabilidade de conduzirmos nossos “pupilos”

fessores de Língua Portuguesa com quem tive a honra

(palavra que me faz lembrar de um dos grandes mestres

de aprender e conviver nessa minha trajetória profissio-

que conheci na graduação em Letras, na Ferlagos) ao saber

nal. Algumas palavras, alguns textos ficam na memória

linguístico, às produções comunicativas e ao exercício pleno

e servem como registros do quanto se valeu a pena ter

da palavra. Para o Professor, digo que em muitos momen-

seguido as pedras do caminho das Letras. Sim, porque

tos, é preciso respirar fundo. Mas que ele continue correndo

acredito também que as “pedras” de Drummond, nem

riscos, porque como diz o provérbio popular “quem não

sempre sejam construções metaforizadas de obstáculos

arrisca, não petisca”. Sejamos felizes!


“

Ler ĂŠ conhecer lugares e pessoas novas sem precisar tirar o pijama. (Ilana Kaplan)

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VOCÊ ESTÁ ACOSTUMADA A EXAMINAR SUAS MAMAS? O objetivo do médico da mulher deve ser restaurar a sua forma física e psíquica, assim como estimular essa paciente a conhecer o próprio corpo e seu funcionamento, ajudando-a a produzir significado, profundidade e saúde aos seus relacionamentos e a restabelecer seus ciclos de sexualidade.

A mulher é o seu corpo. Ela não estabelece distância entre o órgão sexual e o restante se seu organismo, pois desde menina cuida com sutileza de toda a área corporal, construindo um vasto território erógeno e as mamas são apenas um dos pontos dessa larga superfície. Essa mulher necessita recuperar esse corpo, aprendendo a gostar dele e ser encorajada a se tocar durante o banho e, assim, redescobrir lugares sensíveis ao toque. Em nossa cultura as glândulas mamárias da mulher – os seios – são muito valorizados, desempenhando o atributo físico feminino mais considerado pelas mulheres, visto que exprimem ou são o símbolo da feminilidade. É incontestável que a palpação se constitui no exame mais valioso para detecção precoce de um tumor e outras afecções mamárias. A descoberta de um nódulo no seio provoca na mulher uma enorme reação emocional. A ideia de que “aquilo” pode ser câncer, representando, portanto, ameaça de perda da mama, faz com que muitas mulheres neguem a existência do nódulo ou adiem a consulta ao médico por muito tempo e a confirmação do diagnóstico faz com que fiquem aterrorizadas ou em pânico com a indicação da mastectomia (retirada da mama). Outras vezes a notícia de que se trata de câncer é seguida de angústia, insônia, desespero e, algumas vezes, agitação psicomotora, variando de paciente para paciente. Contudo a sensação de perda é menor se a doença recai mais tarde na vida, depois que essa mulher constitui sua feminilidade com marido e filhos. Já quando ocorre em jovens, ainda em idade fértil, a reação é intensa.

Agora certas mulheres com instabilidade emocional sentem-se verdadeiramente apavoradas quando têm de examinar as próprias mamas, podendo ser solicitada a avaliação periódica pelo seu médico, que através de uma minuciosa palpação com as pontas dos dedos, como se estivesse tocando piano, suavemente, pesquisam-se tumor, retração de pele e variação de temperatura. O ginecologista ou o mastologista deve ter o bom senso de entender que tais características palpatórias são relativas, pois do contrário, estará correndo o risco de cometer sérios equívocos. Assim é que processos benignos podem exibir formas e limites precisos, enquanto que certas variedades de carcinoma (tumor maligno) podem se apresentar muito bem circunscritos. Na maioria das mulheres o autoexame pode levar à descoberta de nódulos que possuam mais de um centímetro de diâmetro, embora as mamas volumosas ou naqueles casos em que o nódulo ocupa posição profunda, a detecção torna-se mais difícil.

Daí o estudo radiológico das glândulas ou mamografia ser hoje a arma diagnóstica de valor indiscutível por ser o único método que nos permite detectar o tumor da mama antes do aparecimento de sintomas ou sinais. Ele deve ser realizado após os 40 anos de idade ou em casos de mulheres jovens com uma forte história familiar para câncer. A mamografia junto com a ultrassonografia também pode servir como um adjuvante na avaliação de um tumor palpável, sendo usadas para guiar o cirurgião para uma biópsia excisional.

Em linhas gerais, procure seu médico quando ocorrer a percepção de um nódulo ou uma lesão suspeita e faça seu exame ginecológico regularmente.

Dr. Antonio Carlos Teixeira Oliveira Ginecologista e Obstetra

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Atores da região dos lagos se unem para criar a minissérie Vidas Circulantes Eles fazem câmera, maquiagem, continuidade e produ-

de setembro. As locações se dividiram por Arraial do

ção. O objetivo foi criar uma websérie onde fosse possível

Cabo, Cabo Frio, Saquarema e São Pedro da Aldeia. A

mostrar o trabalho de atores, roteiristas e diretores apai-

minissérie foi dividida em 12 Capítulos. O lançamento

xonados por cinema e televisão, assim surgiu o projeto da

oficial ocorreu no dia 12 de setembro às 19 horas no

minissérie Vidas Circulantes, lançada no dia 13 de setem-

Cinema de Arraial do Cabo e dia 13 foi disponibilizada

bro pelo canal do You Tube.

no Arvia, Canal do Youtube.

A Minissérie Vidas Circulantes é um projeto cooperado da

Vidas Circulantes:

Cia. Baiana de Risos, do produtor Juliano Andrade e artis-

Escrita por: Alberto Damit

tas da região dos lagos. A série narra a saga de um grupo

Colaboradores: Arnaldo Moura, Alessandra Lorena e Marco

de teatro que viaja pelo Brasil com seus espetáculos. Em

Antonio Lucas.

meio aos ensaios, apresentações e turnês, diversos con-

Diretores adjuntos: Ives Passarelli, Arnaldo Moura e Lucas

flitos, que envolvem o universo dos grupos teatrais, vão

Fialho

acontecendo. A trama principal terá como pano de fundo

Direção Geral: Alberto Damit

a morte misteriosa da atriz mais querida da Cia. A partir

Elenco: Danillo Lima, Mayra Fialho, Andrea Tinoco, Marco

daí, serão costurados os demais conflitos da saga.

Antonio Lucas, Arnaldo Moura, Marcos Magno, Lucas Fialho, Rodolfo Viana, Bruno Calhau, Cleber Motta, Alessandra

Os principais atores são profissionais e terão um núcleo

Teixeira, Max Magalhaes, Brian Uchoa, Arlinda de Baio, Tula

fixo que será composto pelos atores da Cia. Baiana de Ri-

Uchoa, Vander Mattos, Ana Magalhães, Luana Mendonça,

sos. Contarão também com a participação de artistas das

Ives Passarelli, Alberto Damit, Junior Vilas Boas, Rodrigo

cidades de Araruama, São Pedro, Saquarema, Cabo Frio

Lamoure, André Neves, Bruno TX, Izabela Marvila, Jandir

e Arraial do Cabo, e de alunos do projeto Pescando Ta-

Vitoriano, Olga Fialho, Ana Clara Magalhães. Participação

lento de Arraial do Cabo. O objetivo é dar, assim, voz e

dos alunos do Núcleo de Formação de Atores de Arraial do

oportunidades a diversos artistas que não tem chances

cabo.

de mostrar seus trabalhos nesta linha de dramaturgia que apesar de popular ainda é restrito para muitos. As grava-

Contatos:(22) 9942-5147 – Alberto Damit / (22) 8177-2611

ções começaram no dia 12 de agosto e foram até o final

– Arnaldo MouraEmail: produtosdeteatro@yahoo.com.br

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Suave aos nossos ouvidos Músico com mais de 10 anos de carreira, o trompetista Ander-

Estado de São Paulo, além do Circuito Sesc. Ainda em seu cur-

son Delavéquia, 29, é integrante titular da “Big Band” Metal-

rículo, possui participações na gravação de CD e DVD do Com-

mera (dirigida por Chico Oliveira, trompetista do sexteto do Jô

bo Bandarehy (grupo instrumental de música brasileira) o qual

Soares) e já se apresentou em inúmeras cidades de São Paulo,

teve a oportunidade de dividir os palcos com grandes nomes

inclusive com participações no programa do Jô, da Rede Glo-

da música instrumental como o pianista Paulo Braga, baterista

bo, TV SESC Instrumental e TV Univap. O músico possui uma

Nenê, os saxofonistas Marcelo Martins, Vinicius Dorin e Nival-

sólida carreira no Vale do Paraíba, apresentando-se com regu-

do Ornelas, o trompetista Jessé Sadoc dentre outros, e os can-

laridade com as bandas: Gostoso Veneno, Orfheu, Questão de

tores e instrumentistas Ed Motta, Gerson King Combo, Carlos

Estilo, Banda Palace, EX-CB, Gestalt, Cesar Pope, Priscila Couto,

da fé, Junior Meirelles.

16 Toneladas, Pedra de Nego, Marcelo Naves e Os Maquinistas

Como freelancer, atuou na Banda Jazz Sinfônica de Diadema

do Blues, entre outras.

sobre a regência do maestro e trombonista americano Todd Murphy, também tocou com uma das grandes bandas do

Aos 13 anos conheceu o trompete, através de seu primo, Ro-

Movimento Elefantes de SP, a então famosa Banda Jazzco,

berto Delavechia, que já tocava bombardino e trombone na

onde teve oportunidade de dividir o palco com outros grandes

Banda Marcial da cidade, dirigida pelo Maestro Mauro Messias

nomes da música instrumental brasileira como o saxofonista

Bueno. Aos 14 anos, Delavéquia já estava tocando na noite

Vitor Alcantara, baixista e band lead Amador Bueno, o bateris-

com bandas de pop- rock da região. “Ser trompetista não era

ta da famosa Big Band Mantiqueira o então Lello. Em outros

meu sonho! Sonhava em ser jogador de futebol ou piloto de

trabalhos, teve a oportunidade de tocar com o trompetista

avião, como a maioria das crianças comuns (risos), só depois

Walmir Gil, trombonista Bocato e com outros grandes nomes

passou a ser um sonho e até hoje é! E hoje sonho em tocar

como o pianista Aloizio Pontes (Gege), o guitarrista Benoit

o trompete muito bem, gravar disco autoral e ganhar a vida

Dearchaneux e com a Banda Reverendo Franklin, Bira, Tomate,

fazendo música boa”!

Osmar ( sexteto do Jô ), trombonista Jorginho Neto, a trompetista do programa alta horas Guta Menezes. Foi músico inte-

Para quem não sabe, o trompete é um instrumento de sopro,

grante das gravações de CD e DVD para as bandas Vida Reluz e

da família dos metais e é o mais agudo. Possui três válvulas ou

Comunidade Recado, ambas do gênero gospel.

pistos, bocal, e seu som é controlado pela pressão dos lábios, posicionamento da língua e velocidade do ar. Bastante usado em Orquestras e bandas de Jazz pelo volume de som e rico timbre repleto de harmônicos. Atualmente, além de sua atuação na banda militar do 6º BIL (Batalhão de Infantaria Leve) de Caçapava, o músico também conduz um projeto instrumental chamado Ciclo das Quintas Instrumental, que já se apresentou em diversos eventos, públicos e privados, acompanha a cantora Ludmila Mazzucati e a Banda de carreira internacional Banda Black Rio, é trompetista integrante de um dos grupos instrumentais mais atuantes atualmente no Vale do Paraíba, o combo “Social JAZZ Club Brazil”.

Delavéquia participou da Banda Brasileira de Blues, na qual acompanhou o guitarrista de Blues Lancaster em agenda de apresentações que incluiu diversas casas de shows por todo

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Na corda bamba O balconista Luís Carlos Silva Constantino, 22 anos, mora em Arraial do Cabo, cidade da Região dos Lagos conhecida por suas famosas praias e pela prática de mergulho, mas apesar de praticar o surf, além de outros esportes como, skate, corrida, musculação e jiujitsu, é o slackline, que chama a atenção do balconista e técnico em meio ambiente.

Esse esporte que está ganhando adeptos por toda parte é também conhecido como corda bamba, que significa “linha folgada” e pode ser comparado ao cabo de aço usado por artistas circenses, porém sua flexibilidade permite criar saltos e manobras inusitadas. Iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, Estados Unidos. Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para se equilibrar e caminhar.

Existem várias modalidades de slackline. O TRICKLINE (slackline somente para fazer manobras), LONGLINE (slackline de distância longa, normalmente acima de 40 metros), WATERLINE (slackline sobre água), HIGHLINE (slackline em grandes alturas, como por exemplo montanhas e pontes) etc.

A modalidade do Luís Carlos é a TRICKLINE que é praticada no baixo com objetivo de buscar o equilíbrio e executar diversas manobras, feitas em uma altura aproximadamente de um metro e distância de 12M a 15M, com uma fita de espessura de 5cm e uma catraca. “O slackline para mim foi uma grande novidade. Fiquei apaixonado desde o primeiro contato com a fita, quando um amigo que foi trabalhar no Rio de Janeiro conheceu o esporte lá e trouxe para nossa cidade. Começamos a praticar no meio da praça principal da cidade, com três dias subindo na fita e caindo, tentando se equilibrar... por fim, comecei a achar meu ponto de equilíbrio e assim comecei a dominar o meu corpo sobre uma fita de 12 metros de distância e 5cm”. Além disso, o slackline proporcionou diversos benefícios para a saúde do Luís Carlos. Ele é um esporte que trabalha principalmente a parte aeróbica, requer bastante resistência nas pernas como se fosse uma ginástica localizada, ou podemos dizer até que é um treinamento funcional que trabalha todos os músculos do corpo.

Para a prática desse esporte não é necessário só o uso do corpo, mas sim o conjunto mente e corpo, achar seu ponto de equilíbrio, concentração, raciocínio. “Praticando o slackline meu corpo ganhou um equilíbrio que eu não possuía antes da prática do esporte. Através do slackline, melhorei a minha base na hora de surfar, me ajudando hora de dropar”.

Para aprender a andar de slackline não precisa ser surfista e nem skatista, qualquer pessoa pode praticar o esporte desde criança de 8 anos ao senhor de 80 anos. O slackline atende a todos que estejam interessados em se aventurar sobre uma corda bamba. Obviamente, quem surfa ou anda de skate já possui uma base, seja ela pé esquerdo ou direto na frente, na hora de aprender a andar na fita é mais fácil de saber com qual pé começar, isso vai ajudar. Além do equilíbrio, a pessoa precisa ser insistente, se quiser evoluir no esporte.

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Monique Barcellos lança livro no centenário de Vinicius de Moraes Sábado, 19, foi a vez da Casa de Cultura Walmir Ayala, em Saquarema, receber o lançamento do livro Instintiva - Em Prosa & Verso, primeira obra publicada da jornalista, poeta, escritora e artista plástica Monique Barcellos. O lançamento oficial foi realizado no mês de setembro, na Lapa, pela Editora Multifoco. A data escolhida por Monique Barcellos para receber os convidados para sessão de fotos e noite de autógrafos é a mesma em que se comemora o centenário do eterno compositor e “poetinha” Vinicius de Moraes, autor de grandes clássicos da música popular brasileira, como “Garota de Ipanema” e “Eu sei que vou te amar”. Vinicius de Moraes foi também um dos fundadores do movimento da Bossa Nova.

A versão e-book de Instintiva – Em Prosa & Verso está disponível pelos sites www.amazon.com.br (Brasil), www.amazon.com (Other Countries). Vendas no site da editora Multifoco: www. multifoco.com.br.

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Batendo um bolão com Juninho Oliveira

Ser jogador de futebol era um sonho de criança que Juninho

uma escolinha para aprimorar o seu talento, foi aí que entrou

Oliveira estava determinado a realizar. Hoje aos 26 anos, resi-

o apoio do Marquinhos, que, resolveu meio que adotar Juni-

dindo em São José do Rio Preto, casado, atleta profissional e

nho, auxiliando nas despesas do garoto, como alimentação

defendendo atualmente a camisa do Tupi Futebol Clube, time

e preparação física, pois um profissional de futebol tem no

da cidade de Crissiumal, Rio Grande do Sul, onde o goleiro Taffarel iniciou sua carreira. Juninho começou a jogar futebol profissionalmente com 13 anos, onde foi federado pela primeira vez pelo time Campo Grande Atlético Clube. “Era uma experiência incrível para mim que até então nunca tinha deixado minha cidade (Saquarema-RJ), depois disso dei uma rodadinha pelos times Cabofriense, CAEC, e mais alguns até me tornar profissional aos 19 anos”.

O menino que um dia sonhou e realizou passou também pelos times do Bangu (RJ), Mirassol (SP), América (SP), Guanabara (RJ), Brasil de Pelotas (RS), Rio Grande (RS), Ferroviário (CE), Bagé (RS). Hoje, com uma vida estável no meio do futebol, Juninho aproveita para agradecer aqueles que o incentivaram nessa longa batalha: “Dei meus primeiros passos na escolinha do Roy, tenho que agradecer muito a ele e ao Ratinho, meu professor na época. E não poderia deixar de citar o Marquinhos, Farmácia Local, que investiu e viu em mim uma possibilidade de um futuro dentro do futebol”.

Como um bom brasileiro apaixonado por futebol e vindo de uma família humilde, seus pais não tinham condições de pagar

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corpo seu instrumento de trabalho. Aos 17 anos, Juninho teve a oportunidade de jogar fora do Brasil, em Portugal. Por questões burocráticas acabou ficando apenas seis meses e tendo que retornar ao Brasil. Ao longo do tempo, surgiram convites para o jogador mostrar seu futebol fora do país, esses convites não se concretizaram, restando ao jogador o desejo de voltar um dia a jogar em um time europeu.

Alguns sonhos da vida do atleta foram proporcionados com o dinheiro do futebol, como conseguir dar uma boa vida para os pais e a tão sonhada festa de casamento. Juninho espera agora a realização da compra de seu apartamento, que, dependendo do talento do rapaz, não vai demorar muito a conquistar.

“Em tudo eu agradeço a DEUS por ter me privilegiado com a oportunidade de conhecer vários lugares e pessoas do Brasil e do mundo, porque sem o futebol seria impossível viver tudo que vivi até hoje. E em um desses lugares que passei, tive a felicidade de conhecer minha esposa, Elisiane Oliveira, casamos, e vivemos felizes até hoje”!

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Ella Dree: diferente e fascinante Adriane Barcellos começou na música com 15 anos, quando ganhou seu primeiro violão de presente de natal, de seus pais. Este que já desejava ter desde pequena. Escrevia poemas nessa época, então para compor músicas com ele foi uma questão de tempo. Aos 18 anos tinha músicas autorais em português, mas sempre se identificou com o inglês, quando em 2010 compôs uma música chamada “Damn Gone”. Ela foi o pontapé inicial para surgir o convite de participar do E.Motion, grupo de pop/dance. Lançou o primeiro single com eles chamado “No Reason To Love You” e desde então participou de algumas faixas, cantando e compondo. Adriane sempre teve uma mente fértil.

Moderna: Como era sua vida antes de se tornar Ella Dree? Ella Dree: Aos 21 anos saí do Rio de Janeiro e vivi dois anos em Goiânia, onde tive referências musicais bem diferentes, desde música regional até o Rock e o eletrônico, de lá e de Brasília também, berço do bom Rock Nacional. Fiz amigos de vertentes musicais variadas e isso ampliou bastante meu olhar sobre o que é realmente fazer música. Quando voltei pro Rio de Janeiro, onde morei mais dois anos, em 2007, eu iniciei um curso de DJ, para aprimorar minha visão musical e também quebrar o gelo, me aproximar das pessoas, pela música. O que me deixou em contato com um outro universo de músicos e novas possibilidades.

Moderna: O que você almeja como cantora? Ella Dree: Todo artista busca o reconhecimento e elevar seu espírito com sua arte, bem como deixar sua marca no mundo. Eu não Moderna: Como estão os shows? Quantos cds gravados? imponho limites à minha arte. Eu espero que ela seja sentida e re- Ella Dree: Como agora estou me dedicando para a finalização deste conhecida por muitas pessoas e que eu possa fazer a diferença na EP solo, os shows estão em segundo plano. Assim que estiver finavida de cada uma delas, positivamente. Claro que eu também busco lizado espero voltar para os palcos. Este é o meu primeiro trabalho um dia poder viver do que eu amo, que é a música, mas isso seria autoral gravado. E é totalmente independente. Tomara que ele seja apenas uma consequência desse trabalho. O importante é que as uma porta de entrada para gravar um primeiro album. A maioria pessoas ouçam o que eu tenho a dizer e se vejam representadas, de dos artistas independentes hoje trabalha dessa forma, até porque certa forma.

com a pirataria, gravar um CD não é sinônimo de retorno imediato. O mais importante é ter boas músicas, uma estrada para correr e

Moderna: Como é o incentivo da família e dos amigos na sua car- ir galgando seu espaço. Um album é um registro disso, mas não reira?

define tudo.

Ella Dree: Meus amigos sempre vão aos shows, torcem por mim, divulgam meu trabalho. Minha mãe e irmã sempre me dão apoio e Gostaria de agradecer o espaço concedido pela Revista Moderna e incentivam que eu continue a lutar pelo que desejo. Quanto a isso dizer que para mim é uma honra muito grande! Sucesso para todos eu não posso reclamar. E se tem algo que me dá combustível para da equipe! E deixo aqui meu forte abraço pra todos que acompacontinuar é saber que elas e meus amigos próximos sempre estão nham nessa jornada de paixão e dedicação na música. Que eu posdo meu lado, me impulsionando a querer sempre mais.

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sa retribuir sempre, à altura, todo carinho e apreço!


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No passinho dos Leleks Ah, Lelek Lek Lek está na ponta da língua da criançada e esteve nos pés da Beyoncé na apresentação da diva pop no Rock in Rio 2013. É assim que Os Leleks viraram febre nacional e bateram Record de aparição em programas de televisão, muitos voltados para o público infantil. E o reconhecimento do trabalho não para por aí. Quem lembra quando o jogador de futebol Neymar comemorou um gol feito por ele pelo Santos FC com a coreografia da música “Passinho do volante”? A música passou a ser conhecida e bateu Record de acessos na internet (mais de 25 milhões). O videoclip oficial do hit produzido pela equipe do Pânico na Band contou com a participação da japa Sabrina Sato, além disso, a música foi usada na campanha publicitária do novo modelo Classe A, da marca alemã de automóveis Mercedes Benz, no Brasil.

No carnaval de 2013, o “Passinho do volante” foi a sensação nos blocos de rua e trios elétricos espalhados pelos quatro cantos do Brasil. O interessante é que na letra da música não tem nenhuma palavra ligada a pornografia. Talvez esse seja o motivo de agradar tanto a criançada. E para falar a verdade, quem nunca se pegou cantando: Aaaaaaaaah lelek lek lek lek lek lek lek lek lek lek?!

A atual formação dos Leleks foi montada em março de 2013, em Niterói – RJ, e conta com os vocalistas Renan e Vitor, além dos dançarinos Jean e Raphael. Os novos integrantes são remanescentes de outros grupos e foram chamados por seus empresários para integrarem Os Leleks, como ficaram conhecidos após estourar o sucesso “Passinho do Volante (ahhhh leleklek).

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A paixão precoce pelo futebol

Com apenas 13 anos, João Elias Cruz Galvão de Vasconcelos, se espelha nos seus ídolos Paulo Vinicíus Coelho (comentarista da ESPN Brasil), Mauro Beting (Comentarista do Sistema Bandeirantes de Comunicação e colunista do jornal paulista Lance!) e Galvão Bueno(narrador da TV Globo) para ser o comentarista mais novo atuante.

Nascido em Recife-PE, e hoje residindo em Olinda-PE, pretende seguir “profissionalmente” na carreira de comentarista esportivo, e o garoto já exerce essa profissão de uma forma diferente em tem- suntos do esporte. Claro que eu adquiro muitas experiências em pos atuais. Com um trabalho mais “precoce”, tem a característica encontros com jornalistas que admiro, e além disso, faço novas de aprofundar cada vez mais nos temas futebolísticos, como os as- amizades e aprendo como é bela a arte de ser jornalista. Uma das pectos estratégicos e as nuances técnicas dos jogadores e equipes.

pessoas com quem eu aprendi isso foi Rodrigo Viana, repórter do SBT, que veio cobrir a seleção espanhola aqui em Pernambuco”.

Iniciei a carreira aos 9 anos de idade e o primeiro programa que participei foi na TV Nova Nordeste, com o ex-jogador e treinador O que João Elias mais gosta é a liberdade para expressar opiniões, de futebol Zé do Carmo. Porém, somente aos 13 anos, minha idade transmitir informações e aprofundar conhecimento naquilo que atual, foi que eu busquei realmente APERFEIÇOAR as análises de gosta de fazer. Mesmo que venham críticas e mal entendimento questões estratégicas do futebol, identificando esquemas de forma

por parte do público, por exemplo, o jornalista tem que ter humil-

mais profunda, encaixes de marcação das equipes, velocidade das dade e capacidade para lidar com isto. Aos pouquinhos João Elias transições, movimentos com e sem a bola, altura dos blocos na fase

vai construindo o seu caminho e realizando os seus sonhos. Futu-

defensiva, etc.

ramente, o comentarista João Elias anseia trabalhar em uma grande emissora, ser feliz e realizado na vida e na profissão que escolheu.

E não parou por aí não! Aos 10 anos, o comentarista precoce teve sua primeira aparição nacional, no programa Bom Dia África, da Aproveitando que a Revista Moderna está com um caderno espeSporTV. Aos 11 anos, foi entrevistado pelo programa RedeTV Espor- cial em homenagem ao dia das crianças, João Elias deixa uma mente, da Rede TV. Aos 12 anos, seus esforços e sua luta diária, em todos

sagem para toda a criançada se espelhar e acompanhar o trabalho

os sentidos, começaram a ser recompensados. Após participações

do comentarista:

no Redação SporTV e no Programa do Jô este ano, foi entrevistado pela ESPN Brasil e pelo SBT. Também teve o prazer de conhecer “Desejo que todas as pessoas possam ter um lado “criança”, é semgrandes jornalistas, como Rodrigo Viana e Luciano do Valle.

pre muito bom. Mas para as crianças, é sempre bacana curtir a fase da infância, mas se você tem um talento, tem um potencial, fale

“Penso que a idade não define conhecimento, nem capacidade de com seus pais, peça ajuda, corra atrás dos seus sonhos, mas claro, se expressar, abordar temas e mergulhar nos mais profundos as- sem pular as etapas da vida”.

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A magia da dança: Ana Botafogo encanta na 1ª Mostra de Dança de Araruama A Praça Antônio Raposo, no Centro de Araruama, se transformou em um grande palco para receber com toda suavidade e elegância, em uma única apresentação, a bailarina Ana Botafogo, que dividiu o palco com a dançarina Carmen Del Rio, representando a dança flamenca, de origem espanhola e do Duo pianístico Sônia Vieira e Maria Helena de Andrade, de reconhecimento nacional e internacional.

Ana Botafogo é o principal nome do ballet clássico brasileiro, e conhecida mundialmente. Frequentou as academias de ballet mais importantes da Europa e dançou profissionalmente no Ballet de Marseille.O currículo é extenso, são mais de cem repertórios dançados, entre eles os clássicos “A bela Adormecida”, “O Quebra-Nozes” e o “Lago dos Cisnes”.

Premiada no Brasil e no exterior pelo conjunto de sua obra, Ana Botafogo foi condecorada pelo público araruamense no dia 11 de outubro para abrir o evento 1ª Mostra de Dança de Araruama. A escolha não poderia ter sido outra, por tudo que a bailarina representa para a dança brasileira.

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Corpo Nu: Os vícios da sociedade contemporânea Pedro Paulo Bravo

A Roupa é uma comunicação não-verbal entre as pessoas, diz o que somos, o que sentimos, o que pensamos e como queremos ser tratados. Sob outro aspecto, o vestir-se é uma atividade dualista, uma oportunidade para manipular o próprio corpo e a própria imagem. Ao relacionarmos com o traje, asseguramos uma sensação de onipotência, acreditando dominar a visão física e subjetiva que os outros não têm de nós. Assim são os vícios que, ora nos deixam invencíveis como deuses, ora descrentes como ateus. Vício é vestir um hábito que nos aprisiona a alma, que deforma o corpo nu.

Na trama, oito jovens mergulham no mundo das principais obsessões que devastam a sociedade contemporânea. Podem adquirir e usufruir de vestuários, acessórios e adereços diversificados que, em cena, tornam-se vícios, ao serem incorporados compulsivamente. Experimentam o sabor dos jogos, o consumismo que arrasta o que vê pela frente, o trabalho exagerado, a vaidade sempre em busca da perfeição e os devaneios do álcool e das drogas. Procuram então, a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de morrer o teu corpo, que somente despido e livre de valores degenerativos será dono de sí.

Com cadeiras lotadas, o Teatro Mário Lago, em Saquarema, recebeu o espetáculo Corpo Nu, da Faces Cia de dança nos dias 19 e 20 de outubro. No elenco, os bailarinos: Alexandra Azevedo, Christal Bravo, Ludmila Antunes, Simone Brito, Pedro Paulo Bravo, Leonardo Brito, Rajã Arlota e Isabela Pires.

Direção e coreografia: Pedro Paulo Bravo Fotos: Felipe Bahiense

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Sargento Alves: O Herói da vida real Sargento Alves, 41, é um carioca nascido em Nova Iguaçu, atual- gra dos Reis e quando encontrei o carro, eis que tinham 4 adultos e mente mora em Campo Grande – RJ, com sua esposa, Aparecida Ca- 2 crianças. Após a revista no interior do carro encontrei as armas e a valcante, e seus dois filhos, um menino com 14 anos e uma menina

rés furtiva, encaminhamos todos para a D.P. e depois a pergunta: O

com 06 anos.

que fazer com as crianças? Consegui falar com a avó de uma delas e ela falou que levaria umas 4 ou 5 horas para chegar no local. Fiquei

Profissionalmente, começou sua carreira militar servindo a Aeronáu- muito preocupado com as crianças, então fui até um supermercado tica, na Base Aérea de Santa Cruz em 1990 e em agosto de 1992 e expliquei ao gerente o que aconteceu, pedi uma caixa de iogurte, ingressou na PMERJ. Hoje é 1º Sargento com 21 anos de profissão e

biscoito e leite e alimentei as crianças. Sentia vontade de chorar

há 17 anos trabalhando no Batalhão de Polícia Rodoviária, para onde mas me contive, e veio essa tragédia da escola que marcou minha foi após concluir o curso de Patrulheiro Rodoviário em 1996. “In- vida, crianças na idade do meu filho sendo massacradas por um felizmente minha turma foi muito prejudicada para poder subir na maluco, foi algo que jamais imaginei de acontecer por aqui. Fatos carreira, visto que só fizemos a 1ª prova para Sargento com 12 para

que envolvem crianças mexem muito com nosso sentimento, prin-

13 anos de corporação e isso nos atrasou muito profissionalmente”.

cipalmente quando temos filhos”.

Para quem não conhece sua história, Sargento Alves foi o herói do Essas são as palavras de um super pai que procura fazer tudo de Massacre de Realengo, assassinato em massa ocorrido em 7 de abril melhor para seus filhos. O sargento é uma pessoa reservada, de de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, quando Wellington poucas palavras, mas que procura sempre ajudar ao próximo, denMenezes de Oliveira, ex aluno da escola, invadiu armado com dois

tro de suas possibilidades. Além disso, leva uma vida normal e sau-

revólveres disparando contra os alunos, matando 12 deles. O Sar- dável ao lado da família. Gosto de ir à praia, curte viajar para Rio das gento da Polícia Militar, Márcio Alexandre Alves (Sargento Alves) de- Ostras e Arraial do Cabo, até bate um bolão com os amigos. teve o assassino, impedindo que ele fizesse outras vítimas. Vida que segue “Deixo bem claro que o fato que ocorreu em Realengo ficará para

Sargento Alves recebeu várias homenagens por todo o País. Quanto

sempre na minha memória, pois foi muito marcante e triste para à política, nunca teve pretensão. Recebeu o convite de vários partitodo o Brasil” O policial já teve outras ocorrências envolvendo crian- dos e o incentivo de vários amigos, aceitou e acabou sendo traído ças, tipo acidentes de trânsito, crianças perdidas. Antes dessa tra- por quem lhe prometeu apoio. Recebeu convite para as próximas gédia na escola, outra ocorrência marcou a vida do Sargento, foi eleições, mas não sabe se vai aceitar. “A experiência não foi muito quando ele prendeu dois casais de assaltantes e junto estavam os boa. Vamos ver, temos tempo ainda”. filhos que deveriam ter 3 ou 4 anos: “Me passaram a placa de um carro que havia cometido um assalto a 2 postos de gasolina em An- Até hoje tem contato com as crianças da Escola Municipal Tasso da

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Silveira. Elas o convida para seus aniversários, festas, etc. “A Luiza foi a menina que pediu para me dar um beijo quando entrei na sala de aula e vi o que tinha realmente acontecido pela primeira vez. Ela é tímida, não gosta de falar sobre o assunto. Quando me convidou para a festa de 15 anos dela, eu cheguei lá, ela veio me receber e eu olhei para ela e perguntei: Posso te dar um beijo? Ela respondeu somente balançando a cabeça, sem falar nada e não percebeu que eu fiz a mesma pergunta que ela me fez no dia da tragédia”.

Antes do fato acontecer, o policial tinha um projeto para crianças onde ensinava JIU-JITSU gratuitamente. Lesionou o joelho e não deu para continuar, mas um amigo não deixou o projeto morrer e continua até hoje. “Eu apoio até hoje, conseguindo material, uniforme, etc. Hoje faço palestras nas escolas sobre Drogas e Bulling, as crianças sempre gostam”. O Sargento tinha projetos políticos voltados para a segurança nas escolas, para incentivar a prática de esportes e tirar as crianças da rua. “A lição que tive foi a de ver que podemos sempre ajudar as pessoas fazendo nosso trabalho, sem pensar em recompensa”.

Nosso entrevistado aproveita para deixar uma mensagem de carinho aos pais: Gostaria de deixar um recado para os leitores da revista Moderna: olhem por seus filhos, não deixem que as drogas os tirem de casa. Uma família é tudo que queremos ter, mesmo com toda a dificuldade que o mundo coloca em nosso caminho. Acompanhem eles na escola, nas atividades esportivas, entendam o que eles estão precisando para se desenvolverem. Não entreguem seus filhos para as drogas. “FAMÍLIA, UMA IDÉIA GENIAL DE DEUS”. Um forte abraço a todos do Sargento Alves.

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Super Champions Fight em Cabo Frio A Associação Atlética Cabofriense sediou no dia 26 de outubro, às 20h, o primeiro campeonato Super Champions Fight – Muay-Thai e MMA – que contou com a participação de equipes de toda a região dos lagos, Friburgo e Rio de Janeiro. Estavam em jogo dois cinturões de cada modalidade - muay thai e mma -, os dois cinturões ficaram com atletas locais, sendo eles Carlos Victor, 17 anos, categoria de 80 a 85 kg, Muay-Thay, 11 lutas e 11 vitorias, da Equipe Giba Thai e Eder Formigão, 23 anos, categoria de 60 a 65 kg, MMA, 6 lutas, 2 derrotas e 4 vitorias, atleta da Equipe Giba Thai. O evento contou com uma super estrutura e a presença de grandes nomes do Muay Thai e do MMA, como o mestre Anderson França, treinador dos lutadores do UFC Edson Barboza Junior e Frankie Edgar, do lutador do WSOF Marlon Moraes, do tricampeão Brasileiro de Muay Thai Pablo Barros, do tricampeão Brasileiro de Muay Thai Mauricio Bibito Macedo dentre outros. Dos mesmos organizadores do 1º NANUQUE FIGHT, da equipe pioneira em trazer octógono para região, o Super Champions Fight foi realizado pelo novo coordenador de artes marciais de Cabo Frio, Gibran Cardoso, proprietário da academia Giba Thai, e contou com total apoio da prefeitura e de empresários locais.

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ENTREVISTA com JACOB PÉTRY “Estamos entrando numa nova era: a era da singularidade”, afirma autor.

Embora ainda pouco conhecido, Jacob Pétry já é um dos autores mais controversos do Brasil. Quem lê um de seus livros quer ler todos. Sua forma de pensar e de questionar o mundo não só é fascinante como também é transformadora. Desde 2010, quando lançou O Óbvio que Ignoramos (Leya, 228 páginas, R$ 34,90), Pétry vem conquistando um público que é fiel a seu modo de pensar. São empresários, advogados, psicólogos, palestrantes e pessoas comuns que se sentem seduzidas pelo seu jeito de contar histórias e, através delas, mostrar que poucas coisas são assim como pensamos. Nessa entrevista, concedida dos Estados Unidos, onde reside, ele fala sobre sua carreira, pensamentos e sobre seu novo livro Singular – O Poder de Ser Diferente (Leya, 288 páginas, R$ 39,90). O livro, lançado em agosto no Brasil, foi escrito com o sociólogo Valdir R. Bündchen, pai da übermodel Gisele Bündchen. além de ignorar e atrofiar a habilidade do aluno, a escola também Moderna - Você tem sido um crítico contumaz do sistema de en- mata o encanto do aluno pela busca do conhecimento. sino. No livro O Óbvio que Ignoramos, por exemplo, você diz que a escola é uma das causas que impedem muitas pessoas de desen- Moderna – Esse conhecimento geral não é importante para a vida, volver seu talento natural. Essa crítica tem algo a ver com a questão principalmente para a construção de uma carreira bem-sucedida? anterior?

Jacob Pétry: Olhe para o contexto. Será que podemos dizer que a

Jacob Pétry: A educação formal é focada num conjunto de ciências. maioria das pessoas se realiza em seu trabalho? Elas sentem prazer Pouco importa quem é o aluno, quais suas virtudes, seus pontos naquilo que fazem? A atividade em que atuam lhes dá a oportunifortes ou fracos, ele é submetido à obrigatoriedade desse tipo de dade de explorar o melhor que existe nelas? É triste olhar para uma aprendizagem. O papel do professor é transmitir esse conjunto de empresa e ver pessoas lá, todo dia, durante oito horas, num lugar ciências ao aluno e, o bom aluno, é aquele que assimila melhor es- onde elas não gostariam de estar, fazendo o mínimo possível, tensas ciências. Isso tem certo grau de importância na vida, mas tem tando se desviar de qualquer atividade extra, esperando, ansiosas, o um grau de contribuição ainda maior no processo de mediocriza- final do mês para receber o salário com o qual mal conseguem viver, ção das pessoas.

e durante a vida inteira, não fazem nada para mudar essa situação.

Moderna – Como? A escola produz a mediocrização dos alunos?

Moderna – No seu ponto de vista, esse é um problema da educa-

Jacob Pétry: O nosso sistema educacional está às avessas. Pensa no ção? Como ela poderia resolver isso? que acontece na sala de aula: se um aluno é bom em matemática Jacob Pétry: Cada indivíduo é único, com talentos e sensibilidades e tem dificuldade com gramática, ele é estimulado a se dedicar à singulares e inatas. A base da educação deveria estar centralizada gramática, sua deficiência, e com isso, deixa de lado o aprimora- nesses talentos e sensibilidades individuais, e não num conjunto de mento da matemática, que é sua habilidade. E o que acontece? O ciências genéricas. O papel do professor, como pretendia Sócrates, aluno melhora um pouco sua deficiência, mas deixa de evoluir na deveria ser o de ajudar o aluno a descobrir-se e a revelar sua indiviárea onde está seu talento. No final, no máximo, se torna um aluno dualidade, e não suprimi-la, como faz ao submeter todos ao mesmo equilibrado na média geral. Isso está errado. Ao forçar o aluno a conjunto de regras. Mas a educação formal nunca fez isso. Parece estudar aquilo que ele não tem paixão, entusiasmo ou curiosidade, que essa não é a função dela. Não entendo isso.

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Moderna – O que você não entende?

Jacob Pétry: Eu disse que todos nós somos 100% responsáveis pela

Jacob Pétry: Não entendo qual é a verdadeira intenção do siste-

nossa vida. Isso inclui tudo o que você citou. É preciso entender

ma de ensino. Sempre pensei que a escola, ao invés de medir a

que a nossa responsabilidade diante da vida não é uma escolha,

inteligência dos alunos e classificá-los de acordo, deveria auxiliá-

mas uma lei universal, da qual nós não conseguimos fugir. Se você

-lo a identificar suas habilidades, encorajá-lo e encaminhá-lo para

acredita, por exemplo, que sua vida depende da vontade de Deus,

que ele possa desenvolver plenamente essa habilidade. Deveríamos

tudo bem. Mas você continua responsável por essa crença e pelas

gastar menos tempo classificando as crianças e mais tempo identi-

consequências que ela produz. Não há outra saída. Você não pode

ficando seu potencial. Ajudando-os a se descobrir, para descobrir o

entregar sua vida para outra pessoa, ente ou situação, e responsa-

que querem e ajudá-los a encontrá-lo.

bilizá-la por sua situação. Afinal, entregar sua vida foi uma escolha sua, e a responsabilidade por essa escolha, continuará sendo sua.

Moderna – O livro Singular – O Poder de Ser Diferente, escrito em parceria com Valdir Bündchen, vai nesse sentido? Ou seja: estimular

Moderna – Você é filosofo e escreve livros de autoajuda. É possível

o leitor a descobrir sua singularidade?

conciliar?

Jacob Pétry: Sim, o tema do livro parte desse princípio. Mas ele vai

Jacob Pétry: Desde sua origem na Grécia até os dias atuais, o ob-

além. Desenvolver nossa singularidade já não é mais uma opção,

jetivo da filosofia é responder uma questão fundamental: o que é

esse é o bilhete que nos permite entrar em jogo. Nós estamos vi-

uma vida bem-sucedida e como podemos atingi-la? Os gregos a

vendo uma nova era: a era da singularidade.

chamavam de “a vida boa”. Essa é a questão primária da filosofia. Todas as outras, são secundárias e não passam de uma tentativa de

Moderna – Era da Singularidade? O que isso quer dizer?

contribuir na construção da resposta a essa questão central. O pro-

Jacob Pétry: Houve uma era em que o poder vinha da força. De-

pósito dos meus livros é ajudar as pessoas, através da compreensão

pois, da família. Em seguida, do capital. Depois do conhecimento

de si próprias, a superar suas limitações, vencer seus medos e se

e bem pouco tempo atrás, do domínio tecnológico. Hoje, e cada

libertar da angústia que as imobilizam e as fecham sobre si mesmas.

vez mais no futuro, o poder de uma pessoa ou de uma empresa

Acredito que isso as leve para mais perto da vida bem-sucedida.

depende da sua singularidade, da capacidade de desenvolver e de

Enfim, penso que meu objetivo é o mesmo que o da filosofia. Um

valorizar seu diferencial.

pouco mais prático, talvez.

Moderna – A sociedade está preparada para isso?

Moderna – Existe uma fórmula para a vida boa?

Jacob Pétry: Eu não acredito em sociedade. Acredito em indivíduos.

Jacob Pétry: Acho que sim. Nossa identidade pessoal não nos é

Se você pensa como sociedade, tende a se excluir como indivíduo.

dada. Não viemos ao mundo com respostas prontas para questões

Quando isso acontece, e algo não vai bem, logo queremos mudar

como: quem sou eu? O que eu quero ser? Qual o sentido da vida?

ou responsabilizar a sociedade por isso ou por àquilo. A sociedade

A resposta a essas questões precisam ser construídas por cada um.

é abstrata, intangível. Ela não é um ente próprio e por isso, não

Nascemos com um conjunto de ferramentas como talento, inteli-

pode ser responsabilizada por nada e nem tampouco, pode ser mu-

gência, criatividade, imaginação e outros fatores. Essas ferramentas

dada da forma como muitas vezes pensamos. Precisamos entender

formam nosso potencial, que devemos levar em conta e usar para a

que o contexto social em que vivemos não foi definido por Deus,

construção dessas respostas. A fórmula para a vida boa é construir

pelo capitalismo ou pelo destino, mas que ele é os indivíduos que o

uma identidade baseada sobre o seu potencial individual. Ou seja:

compõem. Somente depois de compreender isso é possível agir, e

construir sua vida de tal forma que você possa utilizar ao máximo

a ação precisa acontecer no nível do indivíduo, e não da sociedade.

suas ferramentas pessoais.

Moderna – Dentro desse seu conceito, protestos sociais para mu-

Moderna – Pode-se dizer que existe um propósito específico que

dar a sociedade são inúteis?

dá sentido a vida?

Jacob Pétry: Não disse isso. Acredito que a sociedade em que vive-

Jacob Pétry: Sim. Penso que o propósito da vida é entender quem

mos pode ser diferente, mas essa diferença não depende da inten-

você é, para poder descobrir o que você quer, para buscar aquilo

sidade dos protestos ou do engajamento social, mas daquilo que

que lhe dá paz interior apesar de toda turbulência do mundo a sua

cada individuo fará de si mesmo, da ação que terá sobre si. Gandhi

volta. O sentido está nessa busca, na construção da sua identidade

expressou isso perfeitamente ao dizer que precisamos ser a mudan-

própria, nesse constante aflorar de si mesmo. Por isso, ele precisa

ça que queremos no mundo.

ser construído a todo o momento, e essa construção acontece através da realização do nosso verdadeiro propósito de vida. Gosto de

Moderna – Como indivíduos, apesar de toda nossa singularidade

Sócrates quando ele diz: uma vida não examinada não vale a pena

e do nosso potencial, não somos dependentes da nossa herança

ser vivida.

genética, do contexto cultural em que vivemos ou mesmo de Deus?

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Mil faces de uma atriz Aos quatro anos de idade, quando seus pais optaram por mo-

fissional. Uma vez um apresentador fez um comentário brin-

rar em Cabo Frio, Nathália Vidal resolveu que passaria a cha-

cando com ela, dizendo que: “Agora você é uma atriz mirim e

mar Nay, ou melhor, Nay Junqueira. De personalidade forte, a

futuramente será uma atriz adulta.” A Nay retrucou dizendo, e

pequenina resolveu adotar o nome artístico que também faz corrigindo-o: “Não, eu serei uma atriz profissional”! parte de seu sobrenome para ficar conhecida como atriz, já que com esta mesma idade ela idealizava ser uma pop star.

De acordo com Juçara Junqueira, mãe de Nay, a menina sempre quis ser atriz e nunca mencionou outra profissão. “Ela dizia que

O nome dela completo é Nathália Vidal Junqueira da Silva Pe-

uma atriz poderia ser médica, professora, astronauta, enfim,

reira, ela tem apenas 11 anos, nasceu no Rio de Janeiro, Capital. qualquer coisa. Ela também sempre gostou muito de cantar. Mora em Cabo Frio, cursa o quinto ano na Escola Sagrado Cora-

A Nay vive cantando”. A atriz é Incentivada pela família e por

ção de Jesus. Nay está sempre acompanhada pela família, tem muitos amigos na profissão que escolheu. Além disso, Nay é uma irmã mais velha que adora esportes. Além dos cursos de

uma excelente aluna, muito participativa nas aulas, uma criança

teatro e TV, ela faz escolinha de Surf, gosta de cinema, adora ler, alegre, feliz, extrovertida e falante. chega a pedir livros de presente em aniversário, dia das crianças e natal. Se o livro faz parte de coleção, faz questão de ler Em Cabo Frio, no ano de 2009, a atriz começou um curso com todos. Com isso já leu quase todos do Bat Pat, faltando apenas

um professor vindo de São Paulo. Esse curso não foi adiante,

dois, que ainda não foram publicados. Agora está começando

mas nele ela aprendeu a lidar com a câmera. Como ela mostrava

a coleção do Diário de um Banana. Gosta também de jogos no

muita vontade, seus pais resolveram que seria justo investir um

computador, online ou não.

pouco mais na profissão, com isso, a matricularam no curso de Teatro da Escola Rosane Gofman, no Rio de Janeiro. “Todos os

O grande sonho de Nay Junqueira é tornar-se uma atriz pro-

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sábados, durante seis meses, acompanhamos a Nay na Tijuca. A


Nay nunca reclamou desse deslocamento, das aulas ou de qual-

para o colégio. A criatividade dela nesses trabalhos é sempre

quer coisa ligado ao curso no RJ”. Diz orgulhosa dona Juçara.

elogiada.

Ao final desse módulo, foi encenada, como uma formatura,

Como toda criança, Nay adora ganhar presentes. Perguntamos

uma peça chamada “A HISTÓRIA DE BRANCA”, onde a Nay in-

a atriz o que ela gostaria de ganhar no dia das crianças, e logo

terpretou o papel principal, a personagem BRANCA. Essa peça

respondeu: “Para variar, peço um livro nessa data, porque acho

aconteceu no Teatro Ziembinski, na Tijuca, no Rio de Janeiro.

muito importante ler, e quanto mais cedo, melhor. Ler é abrir

Atualmente ela faz o Ensina Encena, que começou em Junho horizontes, é trabalhar a imaginação. Não esqueçam também de 2012, e o Curso de Teatro e TV do Marcelo Pires, ambos em

que o esporte é muito importante. Eu faço surf, pois adoro es-

Cabo Frio. Além da personagem Branca, Nay fez dois comer-

tar em contato com o mar. Isso me desperta o cuidado com a

ciais, um para uma peça chamada “A Caixa Mágica”, em 2009 e natureza. Devemos cuidar do planeta. Pode parecer uma coisa o da Terceira Feira do Livro Infantil e Juvenil, aqui em Cabo Frio,

que todos dizem, mas acredite no que você sonha. Corra atrás.

agora em 2013. Nesse Festival ela participou realizando leitu-

Beijos, Nay Junqueira”.

ras dramatizadas, visando despertar em outras crianças a vontade de ler. Ainda participou do Primeiro Festival de Contos do Rio de Janeiro também fazendo leituras dramatizadas. Nessa ocasião ganhou o título de “Atriz Mirim”da Izabelle Valladares.

A atriz está engatinhando na profissão com garra e determinação. Parece precoce afirmar, mas ela tem um objetivo e, o mais importante, quer chegar lá. Além da carreira de atriz, Nay vai traçando o perfil de escritora, por puro prazer, a menina tem se animado a escrever. Por enquanto, não tem nada publicado. Em seu computador podemos encontrar textos sobre a vida de sua pet “SE A MINHA JABUTI FALASSE”, que ela escreve como se fosse um filme. Nay faz trabalhos de produção textual somente

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Surfe: uma grande família 12 de outubro, dia das crianças, e a nova geração do surf

Além disso, acompanho nas competições que são viáveis.

de Saquarema se prepara para abrir os presentes e cair na

Mesmo com pouco apoio, conseguimos nos destacar esse

água gelada da praia de Itaúna. Foi assim no domingo (13)

ano no sub 14 e no niteroiense.” Palavras do instrutor Aelson,

animado e ensolarado que o futuro do surf chegou cedinho

formado pela ISA (International Surfing Association).

para treinar e participar da entrevista do caderno especial “Moderninha”, da revista digital Moderna. Essas ferinhas es-

O objetivo de Aelson Silva não é só formar atletas e sim uma

tão sobressaindo cada vez mais e seguindo os passos das

grande família no surf. Como exemplo disso tem as famílias

feras que a cidade conhecida como maracanã do surf lança

Templar, Bonelli, Aigner e Marinho dominando as competi-

para o mundo.

ções, famílias estas que sofrem, vibram e agitam os campeonatos de surf, seja nas praias de Itaúna ou em qualquer parte

A verdade é que as crianças não encontram apenas o “surf”

do Brasil.

na praia de Itaúna. Elas encontram também carinho, respeito e amizade proporcionados pelos professores da escoli-

“Como em toda profissão, sabemos as dificuldades enfrenta-

nha de surf ESI, Aelson Silva e Sol Angel. O bacana é que o

das pelo surf, e esperamos que assim como o empresário Au-

instrutor Aelson está na escolinha há quatro anos, começou

gusto Muller, da PROLITE (patrocinador) outros possam acre-

como aluno do experiente Sol Angel, lá aprendeu todas as

ditar no meu trabalho”. Comenta Aelson feliz com o resultado

técnicas do mundo do surf e hoje divide com Sol a dedica-

dos alunos patrocinados pela PROLITE.

ção e atenção com os alunos. Principais atletas e patrocinadores:

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“Meu projeto é descobrir talentos até 16 anos. Na ESI sur-

Diego Templar: Cyclone , Ricardo Martins e Prolite;

gem muitos talentos, mas por falta de apoios e falta de pa-

Carol Bonelli: Súbito Creative, Joca Secco , Vila Beach Surfing

trocínios não conseguimos levar adiante. Mesmo contando

e Prolite;

com a ajuda dos pais vimos que não era possível. Meu papel

Gustavo Aigner: Hennek , Prolite;

é instruir nos treinamentos dentro e fora d’água, passan-

Kauai Marinho: Sérgio Filho, Fuwax, 27 de Setembro, Pranchas

do segurança, técnica e regras de surf para as competições.

Usadas, Prolite.


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Maria Luisa: menina prodígio do Jiu-Jitsu Como diz o ditado: “filha de peixe, peixinho é”! _ E assim, Maria Luisa Bravo, de apenas sete anos, considerada a promessa do jiu-jitsu de Saquarema vem conquistando suas vitórias, seguindo os passos do pai e incentivador, Saulo Bravo, faixa preta de jiu-jitsu.

A menina, graduada na faixa amarela de jiu-jitsu, iniciou no esporte em abril de 2011, e desde então não para de conquistar vitórias e medalhas, o último foi domingo, dia 27, na 3ª Copa Saqua Figth de jiu-Jitsu, onde Maria Luisa, que é da categoria mirim, leve (até 27 quilos), lutou com uma adversária de 9 anos, médio (até 35 quilos), consagrando-se bicampeã da competição.

“Eu lutei com uma menina de nove anos, com trinta e quatro quilos, consegui passar e montar, “absolutinho”. Estou muito feliz. Parabéns a todos da equipe que lutaram, especialmente meu irmão Saulinho que ganhou sua segunda medalhinha em campeonatos. Obrigada aos meus Mestres professores, ao meu papai, o apoio especial e torcida da minha família e amigos, e os meus patrocinadores Brazil Combat e a Prefeitura de Saquarema”. Tão pequenina, mas com garra de gente grande, Maria Luisa é atleta da academia Gracie Saquarema, onde treina semanalmente comandada pelos mestres Luiz Fernando (Vento Sul) e Deborah Henrich Cocchiarale. Maria Luisa é cadastrada pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Rio de Janeiro, Confede-

são papais do vitorioso Saulinho, um menino muito fofo que adora se

ração Brasileira de Jiu-Jitsu Olímpico e pela Federação de

exibir para as câmeras. Saulinho também participou da Copa Saqua

Jiu-Jitsu Desportivo do Rio de Janeiro.

Figth, e apesar da pouca idade, já conseguiu sua segunda medalha em campeonatos. Em breve, a família Bravo vai receber mais um cam-

Uma menina linda, meiga e carismática, Maria Luisa é o or-

peão. Mamãe Mayara está com 8 meses e meio, à espera de Bento,

gulho do papai Saulo e da mamãe Mayara, que também

que se depender da família, será mais um fã do jiu-jitsu.

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Por Dra. Cristiane Seródio

QUEM DEVE SER CONSIDERADO IDOSO NOS DIAS ATUAIS Quem pode ser considerando idoso nos dias atuais? Sabemos que

lidação das Leis do Trabalho (1943), Leis Previdenciárias, editadas

em virtude da melhor qualidade de vida, as pessoas chegam à ter- na década de 70, a Lei 8.842/94 e outras tantas, já traziam em seus ceira idade em condições excepcionais psicofísicas do que no pas- corpos dispositivos de proteção ao idoso, ou seja, o celebrado Estasado.

tuto do Idoso, ao contrário do que foi apregoado, não trouxe tantas inovações”.

No Brasil, considera-se idoso quem tiver atingido os 60 ou mais anos de idade, homem ou mulher, nacional ou estrangeiro, urbano

Nossa legislação, no entanto, limita o exercício de direitos dos ido-

ou rural, trabalhador da iniciativa privada, de serviço público, livre

sos, deixando de serem sujeitos de direitos, para apenas objetos de

ou recluso, exercendo atividades ou aposentado, incluindo o pen- proteção, porquanto manietados de muitos dos seus direitos funsionista e qualquer que seja a sua condição social (Martinez, 2005, damentais. Vejamos: o art. 1.641 do nosso Código Civil Brasileiro pg. 20).

impõe o regime de separação obrigatória de bens aos maiores de 60 (sessenta) anos e o art. 977 do mesmo Código, veda aos casados

A preocupação com os idosos se alastra pelo mundo inteiro, até sob este regime de bens a contratação de sociedade entre si ou porque em vários países a taxa demográfica caiu vertiginosamente terceiros. A professora Fernanda Paula Diniz é enfática: “notório o com a política de redução da natalidade, tendo surgido uma ver- desrespeito aos direitos de liberdade de escolha e associação, além dadeira gerontocracia em várias nações, daí o desenvolvimento de da dignidade da pessoa humana”. políticas públicas para garantir a proteção à velhice com dignidade. Também criticamos a falta de fiscalização das determinações do EsFernanda Paula Diniz, mestra e doutoranda em Direito Privado pela tatuto do Idoso seja por parte da sociedade, dos órgãos envolvidos PUC/Minas Gerais diz: “No Brasil, especificamente, são criados inú- na sua persecução ou do próprio Estado. Observemos o que aconmeras leis com o intuito de defender esta classe de indivíduos. To- tece entre o idoso e o Sistema Único de Saúde– SUS que, não cumdavia, os brasileiros em sua maioria não têm conhecimento de to- pre à risca as obrigações advindas de sua área de atuação. Neste dos os instrumentos de proteção, o que acaba por torná-lo grande contexto, o idoso teria atendimento preferencial à distribuição dos parte das vezes, obsoleto. Vejam, por exemplo, o alvoroço criado medicamentos, principalmente de uso continuado (hipertensão, pela edição do Estatuto do Idoso em 2003.

diabetes, alzheimer, etc.) assim como de próteses e órteses, mas notamos que o poder público claudica, através de seus agentes na

Ora, o antigo Código Civil (1916), o Código Penal (1940), a Conso- prestação desses serviços.

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Os planos de saúde particulares, como sabemos, são terminante- do a sua dignidade e bem estar e garantindo-lhes o direito à vida”. mente proibidos de reajustar as mensalidades de acordo com o cri- Tem-se como comprovado estatisticamente que apenas um em tério da idade. O idoso internado ou em observação em qualquer cada sete idosos tem a coragem de espontaneamente declarar ter unidade de saúde tem direito a acompanhante por tempo determi- sofrido alguma violência, por sua condição de pessoa idosa, após o nado pelo profissional que o atende.

estímulo de diferentes formas de maus tratos ou desrespeito, mais de 1/3 dos idosos informam já terem sofrido alguma violência por

Há de se ressaltar que as empresas de plano de saúde, no afã de conta da idade. O Diário do Nordeste, em sua coluna “Opinião” é tentar ver declarada a inaplicabilidade de tal norma aos contratos enfático ao dizer: anteriormente firmados, vem alegando que os contratos seriam atos jurídicos perfeitos, não havendo como se admitir a retroati- “Um dos casos mais comuns de descumprimento do Estatuto do vidade da lei. No governo Lula foi instituído a execrável contribui- Idoso, entre os enviados ao MPE, é a apropriação indébita, quase ção previdenciária sobre os proventos dos aposentados, corroendo sempre por parte dos próprios familiares, de suas aposentadorias, sobremaneira as condições materiais depois que deram tudo de si pensões e outros tipos de rendimentos. para o desenvolvimento do país, esvaziando-lhe o bolso em benefício de ações às vezes nada republicanas, porquanto os nossos Em várias oportunidades, seus cartões bancários e outros docuimpostos nem sempre são aplicados em benefício da população.

mentos são retidos com a finalidade de garantirem recebimento de dívidas, muitas vezes contraídas sob coação em proveito de ter-

Parabenizamos a iniciativa do deputado federal Paes Landim pela ceiros. São incontáveis os registros de assinaturas de procurações PEC de sua autoria, que prevê a extinção desta malévola contribui- concebidas a pessoas mal-intencionadas, cujo propósito é dilapidar ção.

os bens daqueles que representam”. Vamos ter cuidado com nossos idosos que já foram jovens e deram tudo de si para o bem-estar de

A professora Cláudia Lima Marques diz: “Contudo, há de se destacar suas famílias, para o progresso do seu Estado e para grandeza de que o Estatuto do Idoso é formado de normas cogentes, de caráter sua pátria. público, não havendo escusa para sua não aplicação imediata”. A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 230 caput é taxativa: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas

Luiz G. Brandão de Carvalho

idosas assegurando a sua participação na comunidade, defenden- http://idososeseusdireitos.blogspot.com.br/

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Revista Moderna - 5ª Edição