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Proposta regulamenta uso de triciclos e quadriciclos especiais para pessoas com deficiência

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Sorocaba/SP

Agosto de 2012

Ano 2 - no 17

Nick Scott: Cadeirante que virou fisiculturista após acidente

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Câmera para cegos tira fotos 3D e grava áudio Pág. 04

ESPORTE

C&C Casa e Construção apoia a inclusão de pessoas com deficiência no varejo da construção

Nascida sem parte do braço, mesatenista perde e diz ser exemplo Pág. 09

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TURISMO ACESSÍVEL

SAÚDE

Fernando de Noronha tem trilha para cadeirantes Pág. 06

Centro de pesquisa de tecnologia assistiva é inaugurado em Campinas Pág. 05

POLÍTICAS PÚBLICAS Governo promove a entrada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho Pág. 10

POLÍTICAS PÚBLICAS Sorocaba aprova política municipal para atendimento do autismo Pág. 11

ECONOMIA E NEGóCIOS Banco Central lança novas cédulas de R$10 e R$20 Pág. 13


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EDITORIAL

CRÔNICA

Autistando

Por Dra Dariene Rodrigues - Fisioterapeuta

Q

uando me recuso a ter um autista em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente à mudança de rotina. Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo. Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feita por mim, estou a usando como ferramenta. Quando, numa conversa, me desligo, “viajo”, estou tendo audição seletiva. Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo. Quando fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo com o dedo, mordendo a caneta, estou tendo movimentos estereotipados. Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isola-

das e distantes. Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro algo, estou sendo agressivo e destrutivo. Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, enfrento ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais. Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas, estou tendo comportamento indiferente. Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados. Somos todos autistas. Uns mais, outros menos. O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.

CONTATO.INCLUSAOBRASIL@GMAIL.COM

EXPEDIENTE

Editora: Dra. Dariene Rodrigues Jornalista: Daliani Ribeiro - MTB 57360 Diagramação: Comunika Propaganda e Marketing Comunicação Visual: Jéssica Nascimento Furquim Assessora de Comunicação: Luciana Suemi Matumoto e Gilmara Fleury Colaboradores: Dep. Mara Gabrilli, Kica de Castro, Vera Garcia, Edna Rodrigues e Ricardo Shimosakai.

VERSÃO ÁUDIO Gravado nos estúdios da UNISO

Apresentação: Fernando Negrão Duarte. Participação: Ana Diniz, Christian Rafael, Raphael Nogueira e Lívia Granato. Técnica de gravação: Christian Rafael.

LOCAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Prefeitura, Câmara, Secretarias, ONG´s, Hospitais, Casa do Cidadãp, Instituto Brasileiro do Sono, Profissionais Liberais, Empresas Participantes, Distrito Industrial, Padaria Real, Padaria Santa Rosália, Padaria Sabina, Shopping Granja Olga, Revistaria Recreio, Banca Esplanada, Book Ville Campolim, Banca Nova York, Banca Fórum Velho, Banca 9 de Julho, Banca Largo do Divino, Banca Wanel Ville, Costelaria Berlim, Habib´s, Banca Avenida, Banca Valle, Banca Ticão, Banca América, Banca Amizade, Banca Rosa de Saron e Corredores Comerciais.

MAIORES INFORMAÇÕES: Cel.: (15) 8142-8580 E-mail: contato.inclusaobrasil@gmail.com

Site: www.inclusaobrasil.com

Por Daliani ribeiro - Jornalista

Transformando um problema em oportunidade

E

m conversa com a deputada Mara Gabrilli, mais uma vez tive a constatação de que as melhores histórias de sucesso e superação, vêm de pessoas que conseguem visualizar oportunidades em situações, para a grande maioria, caóticas. Antes de iniciarmos nosso papo, expliquei à deputada que gostaria de conversar com a Mara “mulher”, deficiente e que tem uma vida pessoal muito além da pública que temos como referencial na mídia política, embora no caso dela, seja difícil isentar este vínculo, pois foi a deficiência que lhe deu o olhar e ativismo em prol da inclusão. Como acontece em raros casos, a Mara não precisou passar por um processo difícil e comum para chegar à superação; intimamente ela já soube, quase que automaticamente, que a nova vida que uma tetraplegia lhe implicara, era uma oportunidade para si mesma. Nada de questionamentos, medos ou revolta. Aceitação e garra, seriam as palavras certas para o que a governava desde então. O olhar que temos para um fato é que determina seu peso em nossas vidas. Perder um ente querido, ter um grave problema de saúde, se encontrar num momento difícil, seja ele qual for, só pode servir como impulso para algo maior e melhor, se compreendermos que somos preparados para isso e que tudo tem um propósito de aprendizado para nossa evolução. Não seja vítima de sua própria vida, seja dono dela, tome suas rédeas e aprenda a transformar problemas em grandes oportunidades!

DALIANI.RIBEIRO@GMAIL.COM


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História de Superação

Nick Scott: Cadeirante que virou fisiculturista após acidente Tendo a opção de desistir ou viver, Scott sabiamente escolheu a segunda opção.

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ick Scott tinha uma vida normal até sofrer um acidente de automóvel em 1998, o acidente o deixou paraplégico. Mas a vontade de viver e fazer a diferença não parou com o acidente, Scott iniciou uma rotina pesada na academia e transformou seu físico até chegar a ter um corpo de fisiculturista e reconhecimento mundial. Refletindo sobre o dia em que o médico disse que ele ficaria paraplégico Nick diz: “Uma parte de mim morreu, mas outra parte de mim nasceu.” Tendo a opção de desistir ou viver, Scott sabiamente escolheu a segunda opção. Em 2005, Scott começou com a musculação, e logo se tornou um profissional no esporte entrando e posando para competições de campeonatos. Desde então ele alcançou títulos prestigiados. Ele é consultor e instrutor de fitness e, muitas vezes um orador convidado em eventos especiais.

Fonte: Site oficial com a história do Nick Scott www.nickfitness.com

NOTA DA REDAÇÃO: Se você tiver sugestões, informações ou conhecer pessoas que sejam Histórias de Superação, por favor, entre em contato com a redação do jornal pelo celular 15 8142.8580 ou nos envie um email com fotos para: contato.inclusaobrasil@gmail.com


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Ciência e Tecnologia

EyeMusic ajuda cegos ao transformar padrões visuais em música

Câmera para cegos tira fotos 3D e grava áudio

Dispositivo escaneia imagens de objetos e os reinterpreta em sons e instrumentos diferentes.

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m grupo de pesquisadores da Universidade de Jerusalém, em parceria com acadêmicos do Instituto do Cérebro de Natal, criou um dispositivo que pode ajudar pessoas com deficiência visual a voltar a “ver” usando a música. O óculos não-invasivo desenvolvido pelos cientistas se chama EyeMusic e cria padrões musicais que ajudam o cego a perceber com mais exatidão o ambiente à sua volta.O EyeMusic escaneia uma imagem da esquerda para a direita e reinterpreta as cores do objeto em notas graves e agudas, representando os tons com instrumentos musicais diferentes. A cor azul, por exemplo, é sinalizada pelo estompido de um trompete, enquanto

O a vermelha é caracterizada pelo som dos órgãos usados nas músicas de reggae. Quando mais brilhante é objeto, mais alta é a música. “Demonstramos que o EyeMusic pode ser usado, depois de pequenos períodos de treinamento, para guiar os movimentos de pessoas

cegas”, explicam os pesquisadores Shelly Levy-Tzedek e Amir Amedi. Os resultados do estudo foram publicado em uma edição do jornal acadêmico Restorative Neurology and Neuroscience (Neurologia Restaurativa e Neurociência). Fonte: Olhar Digital

conceito pode soar estranho, mas o designer chinês Chueh Lee levou o desafio adiante e criou uma câmera fotográfica para deficientes visuais.

biente em conjunto com a foto, ajudando a lembrar o momento do registro. As fotos podem ser compartilhadas com outros aparelhos ou armazenadas nele mesmo.

A Touch Sight é um dispositivo que possibilita que deficientes visuais registrem momentos e se recordem deles através de um “monitor” em braile capaz de gerar imagens 3D dos objetos fotografados, de modo que o usuário possa sentir a foto.

Segundo o site Yanko Design, Chueh concluiu que a melhor forma de usar a Touch Sight é segurando-a à altura e contra a testa, proporcionando assim um bom ângulo de captura da imagem.

Chueh Lee, da Samsung China, diz que a câmera tem capacidade de armazenar 3 segundos de áudio do am-

Ainda não há estimativas de lançamento ou preço para o mercado consumidor. Fonte: Terra


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Saúde e Qualidade de Vida

Centro de pesquisa de tecnologia assistiva é inaugurado em Campinas O CNTRA será o articulador de uma rede nacional de 25 núcleos de tecnologia assistiva voltados à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

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governo federal inaugurou no dia 20 de julho, em Campinas/ SP, o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA). A criação do CNTRA faz parte das ações do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em novembro de 2011. A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da

República (SDH/PR), e o ministro Marco Antonio Raupp, da Ciência Tecnologia e Inovação, participaram da cerimônia de inauguração. Também estiveram presentes o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH, Antonio José Ferreira, e o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCTI, Eliezer Moreira Pacheco, entre outras autoridades. Localizado dentro do Centro

de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) , O CNTRA será o articulador de uma rede nacional de 25 núcleos de tecnologia assistiva (laboratórios e unidades de pesquisa) voltados à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. O secretário nacional, Antonio José Ferreira, reforça a importância desta ação na busca pela qualidade de vida para mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no

Brasil. “Estamos em festa por tirar do papel mais uma ação do Plano Viver sem Limite. É a primeira vez que será lançado no Brasil um centro voltado ao desenvolvimento e inovação de tecnologia assistiva, com a estratégia de núcleos pelo país. O MCTI tem sido um forte parceiro nesta luta pela visibilidade das pessoas com deficiência”, afirma Antonio José.

federais e às unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As instituições de ensino estabelecidas para compor a rede de Núcleos de Tecnologia Assistiva no CTI Renato Archer foi publicado no dia 3 de julho, por meio da Portaria nº 39.

Os núcleos, em 18 estados e no Distrito Federal, estarão vinculados às universidades

Endereço: Rodovia D. Pedro I (SP – 65), KM 143,6 Bairro Amarais – Campinas/SP

Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA)


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Mercado de Trabalho

Acessibilidade nas residências

C&C Casa e Construção A apoia a inclusão de pessoas com deficiência no varejo da construção

s casas adaptadas para deficientes físicos, especialmente para cadeirantes, devem respeitar algumas normas.

Circulação Um dos pontos mais importantes para adequação de uma casa para deficientes físicos é o espaço livre para locomoção. Garantir espaços de circulação amplos, que permitam manobra, circulação, aproximação e alcance dos componentes por usuários de cadeira de rodas é fundamental. Isso inclui portas de pelo menos 80 cm de vão, corredores que permitam manobra de 90° para o acesso aos ambientes, eliminação de gabinetes embaixo de tampos e de mobiliário que possam impossibilitar a livre circulação. Altura dos objetos Com relação à altura dos objetos temos a norma ABNT NBR 9050:2004, responsável pelas alturas e medidas para a acessibilidade. Os interruptores, por exemplo, devem ser posicionados entre 0,60 m e 1,00 m de altura. Outras dicas: o espelho tem que ser inclinado ou deve estar em uma altura adequada. Na cozinha, os armários têm que ser mais baixos e o micro-ondas precisa ficar ao alcance. É interessante ter um interruptor ao lado da cama ou a opção da luz automática, que acende quando a pessoa entra num ambiente, pode ser mais prática, além de ser ecologicamente correta. Sanitários O banheiro é a área mais importante da casa em termos de adaptações.

Esquerda para a direita: Henrique Borrielo (Gerente Geral C&C), Júlio César Pinto (Colaborador C&C) e Nilza Helena dos Santos Brito (Gerente Administrativo C&C).

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&C Casa e Construção apoia a inclusão de pessoas com deficiência no varejo da construção Uma das principais redes de construção e decoração do país, e pioneira no conceito de unir construção e decoração, a C&C, também investe com força nos trabalhos de inclusão de profissionais com deficiência em toda sua rede de 44 lojas desde o ano de 2005. A loja Sorocaba-Raposo, por exemplo, conta atualmente com 76 funcionários, sendo 04 colaboradores com deficiência, atuando nas diversas áreas, com o acompanhamento interno e externo, em parceria com órgãos competentes, sindicatos e a associação, para a inclusão e inserção do pro-

fissional com deficiência no ambiente de trabalho, além de ser uma das parceiras da iniciativa pioneira de inaugurar um centro educacional para as áreas do varejo. A rede, que faz parte do Acordo Tripartite, irá junto com parceiros, a AVAPE (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) e Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) inaugurar um novo centro profissionalizante, para jovens e adultos com deficiência, para atuação nas áreas do varejo, que oferecerá capacitação e oportunidade para esses profissionais. “A C&C procura demonstrar mais uma vez sua integridade e compromisso na construção de um

futuro melhor para todos. Para a inauguração da nossa nova loja, Sorocaba Raposo, não poderia ser diferente. Com o apoio de órgãos do governo e o Jornal Inclusão Brasil conseguimos admitir profissionais com deficiência. Um desses profissionais, Júlio César Pinto, deficiente intelectual, já está dando um show no atendimento, muito bem integrado à equipe, desempenhando suas funções com responsabilidade e qualidade”, explica a coordenadora do Programa Pessoa Com Deficiência, Ana Priscila de Almeida. Os profissionais interessados em participar do processo seletivo da C&C, devem procurar a loja mais próxima ou acessar o site www.cec.com.br

A porta deve permitir o acesso por pessoas em cadeira de rodas ou de banho, deve-se prever instalação de barras de apoio para facilitar a transferência da cadeira para o vaso sanitário e para banco no box. O ambiente deve ter espaço para giro de pelo menos 180°, para que o cadeirante possa entrar e sair de frente do ambiente. Desníveis na entrada do box devem ser eliminados. As torneiras e lavatórios que sejam acionados por alavanca, sensor eletrônico ou dispositivo monocomando.


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Cultura, Lazer e Turismo Acessível

Fernando de Noronha tem trilha para cadeirantes A plataforma de madeira na trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída.

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gora as pessoas com deficiência física já podem conhecer um dos pontos turísticos mais importantes do País. A inauguração de uma trilha, que permite que os cadeirantes tenham acesso aos mirantes das praias de Fernando de Noronha, em Pernambuco, é a novidade do destino. Com 943 metros de extensão, a trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída, que liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Além de acesso às cadeiras de roda, o espaço, que está quase pronto, terá toda uma estrutura antes inexistente. Para proporcionar ao turista maior qualidade, o PIC contará com estacionamento,

TURISMO ADAPTADO Ricardo Shimosakai

Acessibilidade também é uma questão de segurança

A

acessibilidade é um tema muito amplo, pois sua função não é permitir o acesso somente de pessoas com deficiência, e também tem uma abrangência muito ampla, como por exemplo no campo da segurança. A segurança deve ser oferecida incondicionalmente, e isso também deve ser pensado de modo acessível. Alarme de emergência, para pedir socorro, devem estar instalados nos quarto de hotéis, ou outros locais onde a pessoa com deficiência possa se encontrar isolada. Os alarmes que servem para alertar, devem possuir recurso sonoros com intensidade de no mínimo 15 decibéis acima do ruído de fundo e recursos visuais com sinais vermelhos intermitentes, para conseguir avisar pessoas com deficiência visual e auditiva.

sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja. Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o

impacto ambiental. Dentre os materiais, está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material. Fonte: Vida Mais Livre

Embarque e desembarque em aeronaves devem ser feitos através de fingers (passarelas de conexão) ou por ambulifts (carros elevadores). Sinais sonoros em cruzamentos, também avisam pessoas com deficiência visual, do momento apropriado para a travessia.Nas atividades de aventura, a segurança é ítem obrigatório. Então todas as atividades, devem ser feitas de modo adequado a oferecer segurança às pessoas com deficiência, respeitando suas limitações e valorizando suas habilidades. Não se pode deixar que uma viagem, que em muitas casos é a realização de um sonho, se transforme em um pesadelo, ocasionado pela falta de segurança.

RICARDO@TURISMOADAPTADO.COM.BR


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Espaço Social

APAE Sorocaba lança disputa pelo Selo Empresa Amiga 2012

Dica de filme

Conquista o selo apenas a empresa que atingir pontuação mínima adquirida através de ações de responsabilidade social realizadas pela APAE Sorocaba e, também, pela comunidade. Título Original: Na Ponta dos Pés (Tiptoes) Lançamento: 2003 Direção: Matthew Bright Gênero: Drama Duração: 90 minutos

C

om a missão de incentivar meios que promovam a responsabilidade social, a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Sorocaba, localizada na Vila Gabriel, lança a disputa pelo “Selo Empresa Amiga da APAE Sorocaba 2012“, projeto que terá início a partir do segundo semestre deste ano. A entidade vai avaliar as ações sociais realizadas por empresas e disponibilizar um certificado apenas para aquelas que, além de auxiliarem a APAE Sorocaba, também promovam a responsabilidade social junto aos seus colaboradores e melhorias na comunidade onde atuam. O intuito de certificar empresas que colaboram, de maneira integral, com a sociedade, é fazer com que outras instituições também participem do projeto, por conta da credibilidade que o selo pode trazer às empresas, construindo uma “corrente para o bem” entre o Terceiro Setor e a iniciativa privada. O programa contempla duas partes: na primeira delas, as empresas auxiliarão a própria APAE Sorocaba, com recursos, mão-de-obra e doações; na segunda, elas serão avaliadas quanto às ações que promovem junto ao entorno, como, por exemplo: se promovem a acessibilidade em sua infraestrutura e capacitações técnicas e eventos para seus funcionários. Além disso, projetos que envolvam a comunidade em que ela está localizada também serão importantes para que, finalmente, a empresa acumule um total mínimo de 800 pontos e conquiste o selo “Empresa Amiga da APAE Sorocaba 2012”.Alex Nogueira, orador da APAE Sorocaba, conta que, além da contribuição social, outro benefício que o selo pode trazer é a valorização das ações de capital das empre-

Sinopse: Carol e Steven formam um casal bonito e apaixonado. Feliz da vida, ela descobre que está grávida. A notícia é recebida com muita preocupação por Steven, que sempre escondeu um segredo. Com 1,84 metro de altura, ele é filho de anões e tem um irmão gêmeo, Rolfe, também pequenino, que acaba de chegar na cidade para um congresso. Steven tem enorme chance de ser pai de um filho anão. Agora ele terá que tomar uma decisão. Certamente a mais difícil de sua vida. Rolfe e Carol se tornam grande amigos. O sofrimento da garota e a condição física do rapaz unem duas pessoas diferentes. Na Ponta dos Pés registra elogiadas interpretações do elenco de estrelas como Gary Oldman, Matthew McConaughey, Kate Beckinsale e Patrícia Arquette.

Dica de Audiolivro sas que investem na Bolsa de Valores. “Através deste selo, a empresa vai passar mais confiança e, consequentemente, ter reconhecimento da comunidade em que ela está inserida”, analisa. Conceito do “Selo Empresa Amiga da APAE Sorocaba 2012”O conceito criativo do “Selo Empresa Amiga da APAE Sorocaba 2012” partiu das necessidades que a entidade apresenta atualmente, representadas por elementos básicos que foram um coração. Os recursos financeiros são indicados por uma moeda; um balde de tintas sugere a doação de materiais; enquanto a mão com pincel traz o significado da disponibilização de mão-de-obra e as rodas remetem à inclusão social. Alex explica que, enquanto a doação de recursos financeiros é necessária para custear o funcionamento da entidade, a doação de materiais é de extrema importância para a manutenção

e reforma do espaço físico, assim como o trabalho voluntário para a execução das atividades. “A partir do momento em que conseguimos a doação dos materiais, precisamos de voluntários que se disponibilizem em atuar como colaboradores. Quanto mais ações a empresa desenvolver, quanto mais envolvimento, mais pontos ela acumulará, conseguindo a obtenção do selo”, pontua Alex. A premiação das empresas que conquistarem o “Selo Empresa Amiga da APAE Sorocaba 2012” será realizada durante a festa “Camarão Solidário”, em novembro de 2012. A APAE Sorocaba atende, em tempo integral, deficientes intelectuais de 0 a 50 anos de idade, assim como orienta suas famílias. Os usuários dividem o tempo em seções terapêuticas, escola e oficinas profissionalizantes em parceria com o SENAI Soroca-

Título: O que Podemos Aprender com os Gansos Editora: Original Autor: Alexandre Rangel Narração: Alexandre Rangel Formato: MP3 Duração: 4 Horas

ba. Outro ponto a ser destacado é o acompanhamento de uma equipe de médicos voluntários e outros profissionais especializados, tais como: fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas, equipe de enfermagem, professores e instrutores.

Descrição: As três coisas mais importantes para melhorar a qualidade e a produtividade em uma empresa são: em primeiro lugar a comunicação. Em segundo lugar a comunicação e em terceiro lugar a comunicação. Best seller da revista Você S/A e com mais de 200 mil exemplares vendidos, O que podemos aprender com os gansos traz incríveis histórias com significados que nos levam a reavaliar nossos atos, oferecendo novos caminhos para diversas situações no campo profissional e pessoal. Confira neste audiobook 135 parábolas motivacionais, narradas pelo próprio autor, Alexandre Rangel, consultor organizacional nas áreas de gestão de pessoas e planejamento estratégico.


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Educação Especial / Esporte Adaptado

Nascida sem parte do braço, mesa-tenista perde e diz ser exemplo Ela é uma das duas atletas que, neste ano, vai competir não só na Olimpíada, mas também na Paraolimpíada.

Por outro lado, ela disse também acreditar que terá vantagem na Paraolimpíada, já que, diferentemente de suas adversárias, pôde conhecer o ExCel, local em que disputará a competição. Na Paraolimpíada, são usadas as mesmas instalações da Olimpíada.

Autopiedade: fuja dessa armadilha! autopiedade é um sentimento que pode tomar conta de qualquer pessoa. Não importa a idade, o sexo, a raça ou se possui ou não alguma deficiência. É um sentimento destrutivo, que chega bem devagarzinho, toma conta de sua mente e faz de você um prisioneiro, se isso você desejar.

A

“Estou desapontada. Passei muito perto da vitória”, disse Partyka, que venceu a holandesa nos dois primeiros sets, mas depois levou a virada.

Por Vera Garcia Pedagoga e responsável pelo Blog Deficiente Ciente

A

polonesa Natalia Partyka foi eliminada do torneio olímpico de tênis de mesa simples feminino, após ser derrotada por Jie Li, da Holanda, por 4 sets a 2 (parciais de 13/11, 11/6, 14/16, 7/11, 10/12 e 7/11). Partyka, que completou 23 anos na data da abertura dos Jogos Olímpicos, nasceu sem o antebraço e a mão direita. Ela é uma das duas atletas que, neste ano, vai competir não só na Olimpíada, mas também na Paraolimpíada (o outro é o corredor Oscar Pistorious, da África do Sul). Ela já havia competido nos dois eventos em 2008, quando levou o ouro na Paraolimpíada de Pequim e já era detentora do título paraolímpico de Atenas.

DEFICIENTE CIENTE

Quem possui o sentimento de autopiedade nada ganha, pelo contrário, perde e muito. Você pode perder o carinho e o amor das pessoas queridas, devido ao fato dessas pessoas se assustarem diante do seu sofrimento e revolta. Pode perder também, grandes oportunidades de ser tornar vitorioso, além de perder projetos de vida que poderiam ser realizados. É pagar um preço muito caro em nome de um sentimento tão destituído de amor,não acha?

Questionada sobre estar cansada de perguntas sobre sua deficiência, ela admite que é um assunto um pouco entediante. Negando ter qualquer desvantagem no tênis de mesa por não possuir parte do braço direito, ela declarou querer servir de modelo para outras pessoas com algum tipo de deficiência. “Talvez alguém me veja e perceba que sua própria deficiência não é o fim do mundo. Talvez alguém me veja e pense que pode atingir algo maior do que jamais

pensou. Se sou uma inspiração, não posso reclamar.” A derrota para Jie Li ocorreu no segundo jogo eliminatório de Partyka nesta Olimpíada. No sábado, dia 28/07, ela havia estreado com vitória sobre Mie Skov, da Dinamarca, por 4 sets a 3. Na ocasião, ela conquistou a simpatia do público do ExCel, que a apoiou quando perdia e obteve o triunfo de virada. Fonte: Folha de S. Paulo

Imagino a autopiedade como se fosse uma caverna escura, onde a pessoa que ali entra, revive histórias do passado, lamenta de tudo e de todos e necessita constantemente da aprovação de outras pessoas para poder se sentir melhor. Essa pessoa que ali vive, alimenta-se da dor e do sofrimento o tempo todo. Será que vale a pena viver dentro dessa caverna? Porque na verdade você não vive dentro dessa caverna, é ela que vive em você. Essa caverna nada mais é do que a sua mente. Nela, você cria as emoções e o personagem que deseja ser. Se você quiser ser um coitadinho e infeliz, você será. Se quiser ser vitorioso e feliz, você será. Afinal quem comanda sua mente, é você! Marco Aurélio, imperador romano, escreveu com muita sabedoria quando disse que: “A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizeram dela.”. Procure afastar qualquer pensamento que o leve ao desânimo e a tristeza. Dificuldades?? Quem não as tem? Todo ser humano que possui ou não alguma deficiência, passa por dificuldades e também passa por situações desfavoráveis. Não vale a pena queixar-se da vida que poderia ter tido ou dos sonhos e objetivos que não foram realizados. Não caia nessa armadilha!

DEFICIENTECIENTE@YAHOO.COM.BR


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Leis, Jurisprudência e Políticas Públicas

Governo promove a entrada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

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Distrito Federal e os municípios brasileiros terão de identificar a partir de agora pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre 16 e 45 anos, para participar do Programa BPC Trabalho, que tem como objetivo oferecer acesso a trabalho, programas de aprendizagem e qualificação profissional aos beneficiários. O BPC Trabalho intermediará a oferta e a demanda de mão de obra de pessoas com deficiência, considerando as habilidades e os interesses dos trabalhadores e incentivando autônomos, empreendedores e cooperativas por meio do acesso a microcrédito. Os programas de qualificação serão oferecidos pela rede federal de educação profissional e em entidades nacionais de aprendizagem,

tais como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O programa foi lançado por meio de portaria publicada na última sexta-feira (3/08) no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com os ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, e com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH). O BPC Trabalho integra o Plano Nacional dos Direitos da Pessoal com Deficiência — Viver sem Limite, de novembro de 2011. De acordo com a portaria, o DF e os municípios serão os responsáveis por executar o programa. Deverão buscar e orientar beneficiários potencialmente interessados em participar, designar servidores, fazer o registro de enca-

minhamentos no âmbito do programa e garantir o acesso às pessoas com deficiência a serviços e benefícios. Os recursos do programa serão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) . Têm acesso ao BPC, para receber um salário mínimo (R$622), pessoas comprovadamente incapacitadas para a vida independente e o trabalho — mediante avaliação do serviço social e de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — cuja renda mensal familiar per capita seja inferior a um quarto de salário mínimo (cerca de R$ 155). Esse benefício é pago pela Previdência por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas), e suspenso caso a pessoa passe a ter renda maior. Para a coordenadora da área de

direitos da pessoa com deficiência do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Priscilla Selares, apesar de a expectativa em relação ao programa ser positiva, a portaria é genérica e contraditória, pois menciona que para participar do programa a pessoa deve ter deficiência que incapacite para a vida independente e o trabalho. De acordo com a Lei 8.742/93, que regulamenta o BPC, receberão o benefício aqueles que têm “impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”. “A contradição está em uma medida que visa a fomentar

a oferta de trabalho, mas estabelece como pré-requisito a não condição de trabalhar e de ter uma vida independente”, disse Priscilla. Segundo ela, o Programa não contempla dificuldades importantes que pessoas com deficiência enfrentam para entrar no mercado de trabalho, como a própria suspensão do BPC caso haja aumento de renda derivada do trabalho. “Hoje, independentemente da política, o que é mais importante é ter regulamentado de forma clara a questão da suspensão. Não adianta ter a política se a pessoa não se sente segura para abrir mão do benefício. Esse aspecto faltou ser abordado de forma mais clara. A grande preocupação é essa”, explicou a coordenadora do IBDD. Fonte: R7


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Leis, Jurisprudência e Políticas Públicas

Câmara dos Vereadores de Sorocaba aprova política municipal para atendimento do autismo Entre as diretrizes da política municipal estão o reconhecimento do autismo como uma síndrome de natureza específica.

O

s vereadores de Sorocaba aprovaram em definitivo na sessão ordinária do dia 7/08, o projeto de autoria do presidente do Legislativo, vereador José Francisco Martinez (PSDB), que cria uma política municipal de atendimento às pessoas com autismo. O projeto que segue para o Executivo para sanção ou veto tem o objetivo de possibilitar a identificação precoce da doença, oferecer tratamento adequado, garantir os diretos constitucionais às pessoas com au-

tismo e amparar as famílias. Entre as diretrizes da política municipal estão o reconhecimento do autismo como uma síndrome de natureza específica, com perfil psicoeducacional diferenciado, garantindo atenção adequada às pessoas que têm esse tipo de deficiência; vagas em instituições públicas de saúde especializadas para todas as crianças que necessitarem; utilização de métodos pedagógicos adequados; apoios às instituições e realização de campanhas educativas.

O projeto também prevê o recenseamento das crianças autistas do município e a criação de uma central de informações (eletrônica ou telefônica) para orientação e encaminhamento; além do incentivo a formação de um núcleo de atendimento no Centro de Referência em Educação para que as crianças sejam atendidas dentro das escolas, oferecendo inclusive formação específica aos profissionais envolvidos no processo de inclusão.

Em nome do Centro de Excelência em Autismo (AMDE), o presidente da associação, José Osvaldo Gonçalves, utilizou a tribuna popular ao final da sessão para agradecer a aprovação da proposta que, frisou, atende aos anseios da instituição. Com 42 crianças e respectivas famílias atendidas, a AMDE zerou no último mês a lista de espera. O presidente anunciou ampliação no atendimento para o próximo ano, além da intenção de construção da sede própria. Gonçalves também agrade-

ceu o apoio dos vereadores à entidade através de emendas parlamentares. Da mesma forma foi aprovado em definitivo o projeto de Izídio de Brito (PT) que institui o “Dia da Trabalhadora e Trabalhador Terapeuta Ocupacional” a ser comemorado anualmente em 13 de outubro, com a realização de homenagem no plenário da Casa. Fonte: Câmara dos Vereadores de Sorocaba


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Inclusão, Moda e Estilo

Retratos da Inclusão

POLÍTICAS PÚBLICAS Por Mara Gabrilli- Deputada Federal (PSDB)

A Lei de Cotas e seus 21 anos

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o último dia 24, a Lei de Cotas comemorou seus 21 anos. Mas, infelizmente, não tivemos muito a comemorar. Hoje, mais de 40% das empresas não cumprem as cotas para funcionários com deficiência. Segundo o Ministério do Trabalho a média de execução da lei é 21%. Em dez vagas que o país deveria destinar a pessoas com deficiência, apenas duas são preenchidas. São Paulo é o Estado com maior índice. E, mesmo assim, a taxa de ocupação não chega a metade: fica em torno de 40%. Como mulher, Deputada Federal, tetraplégica e defensora da inclusão da pessoa com deficiência tento, sim, dar o exemplo às empresas, contratando pessoas com deficiência. Mas, muito além de ser um espelho, tenho estes funcionários na minha equipe porque, simplesmente, são pessoas competentes e merecem estar ativas no mercado de trabalho. Mas, infelizmente, muitas companhias ainda não compartilham deste ideal. É contraditório que a falta de qualificação do trabalhador com deficiência seja apontada como um dos principais argumentos dos contratantes, quando a maioria dos programas de trainee e estágio do país não conta com aprendizes com deficiência. Como exigir qualificações de alguém barrado onde deveria estar ganhando sua primeira oportunidade? Chegamos aos 21 anos, mas ainda caminhamos prematuramente na inclusão profissional.

“Na moda é preciso ousadia, sem dúvidas a melhor ferramenta para quebrar as barreiras do preconceito”. - Kica de Castro KICADECASTRO@GMAIL.COM

Se as companhias não investirem em candidatos com deficiência, essas pessoas, dificilmente, conseguirão competir em pé de igualdade com aqueles que tiveram mais acesso à educação – responsável por preparar e qualificar qualquer ser humano para a vida profissional. Pare e pense nas dificuldades que um jovem com deficiência teve de enfrentar durante sua vida para chegar à escola. Para encarar o transporte, as calçadas esburacadas, olhares que muitas vezes são piores que qualquer um destes obstáculos físicos... A Lei de Cotas, infelizmente, tem brechas que atrapalham sua aplicação nas empresas. Mas isso não pode justificar seu não cumprimento. O dever do empresariado não pode ser apenas com a legislação, tem de ser com a sociedade. Não investir no ser humano é não acreditar no próprio potencial da empresa em atingir diversos públicos e mercados distintos. Pessoas com deficiência remuneradas por seu trabalho movimentam a economia como qualquer outra parcela da população. Mas, muito, além disso, tem um resultado mais importante: não se contabiliza gente, mas é possível aprender com as diferenças e crescer como ser humano.

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Economia e Negócios

Banco Central lança novas cédulas de R$10 e R$20

Modernização das cédulas, com a adoção de recursos gráficos mais sofisticados, além de promover a acessibilidade às pessoas com deficiência visual.

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anco Central colocou em circulação, a partir de 23/07, as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20, pertencentes à segunda família do Real. As novas notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais, dos caixas automáticos e da rede de comércio. A substituição das cédulas da primeira família será feita aos poucos, à medida que as cédulas atualmente em circulação forem sendo retiradas em decorrência do desgaste natural. Dessa forma, não há necessidade de trocar as cédulas atuais pelas novas na rede bancária, pois as duas famílias conviverão em circulação até a completa substituição das atuais. Em 2013, chegarão as novas cédulas de R$5 e R$2. O projeto da segunda família do Real vem

sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil (CMB) , responsável pela produção do dinheiro brasileiro. O objetivo é a modernização das cédulas, com a adoção de recursos gráficos mais sofisticados, capazes de impor obstáculos mais sólidos às tentativas de falsificação, além de promover a acessibilidade às pessoas com deficiência visual, oferecendo mais recursos para o reconhecimento das cédulas por essa parcela da população. De acordo com o BC, a temática da primeira família – efígie da República nos anversos e animais da fauna brasileira nos reversos – foi mantida, porém os elementos gráficos foram redesenhados, de forma a agregar

segurança e facilitar a verificação da autenticidade pela população. A segunda família também mantém a diferenciação por cores predominantes, aspecto que facilita a rápida identificação dos valores nas transações cotidianas, inclusive por pessoas com visão subnormal. As novas cédulas do Real também atendem a uma demanda legítima de parte dos deficientes visuais, que até então enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas. Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a segunda família de cédulas vai facilitar a vida dessa importante parcela da população. Fonte: www.guilhermebarros. istoedinheiro.com.br


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Conscientização

Engenheiro cria equipamento para monitorar vagas exclusivas Sistema reconhece carros de deficientes físicos e emite mensagens. Para inventor, passar vergonha educa mais do que multas de trânsito.

Quando um carro chega na vaga, um dispositivo, que fica em um pequeno poste, reconhece o veículo e dá as boas-vindas. Se o automóvel não tiver autorização para estacionar no local, o motorista é advertido. A men-

sagem emitida pelo equipamento avisa que ele parou em uma vaga exclusiva e pede para que o condutor não estacione novamente na vaga. Yamawaki diz que a tecnologia é barata e o equipamento é fácil de instalar. Cada poste pode controlar mais de dez vagas nas ruas ou dentro de estacionamentos. A punição, na avaliação do engenheiro, é o constrangimento. “Na hora, ele resolve o problema, simplesmente, fazendo a pessoa pagar um mico, passar vergonha. Então, uma pessoa pode até

não ligar em pagar uma multa, mas ninguém gosta de passar vergonha em público”, argumenta. A iniciativa foi aprovada Mirella Prosdócimo, que é cadeirante e idealizadora da campanha “Essa vaga não é sua nem por um minuto”. A ideia é instituir uma “multa moral”, que não pesa no bolso, mas na consciência. “Iniciativas como esta do Sérgio, eu acho que é um passo gigantesco, enorme, para benefício da gente, né?”, disse Prosdócimo. Fonte: www.g1.globo.com/parana/

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engenheiro mecânico Sérgio Yamawaki criou um equipamento que monitora, por meio de um sensor instalado no asfalto, as vagas exclusivas para deficientes físicos e idosos nas ruas e estacionamentos das cidades. O protótipo foi apresentado em uma feira de tecnologia, em São Paulo.


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Transporte, Adaptação e Veículos

Proposta regulamenta uso de triciclos e quadriciclos especiais para pessoas com deficiência Se a nova regra for aprovada, todos os Detrans deverão oferecer curso de formação de condutores desse tipo de veículo.

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Câmara analisa proposta que obriga os condutores de triciclos e quadriciclos especiais para pessoas com deficiência a seguirem as regras gerais de circulação contidas no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). A medida está prevista no Projeto de Lei 3709/12, que também estabelece que os departamentos estaduais de trânsito (Detran) deverão oferecer aulas práticas de direção para formação desses condutores. Pela proposta, os motoristas de triciclos e quadriciclos especiais deverão portar carteira de habilitação do tipo A, que já é exigida dos

motociclistas. Além disso, eles deverão usar capacete e dirigir pela direita da pista de rolamento. O autor da proposta, deputado Junji Abe (PSD-SP), explicou que esses veículos, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), podem ser registrados e licenciados normalmente. Segundo ele, porém, a fiscalização de trânsito de alguns estados não admite sua circulação em vias públicas. A proposta regulamenta a situação dos triciclos e quadriciclos e impede esse tipo de diferenciação. Além disso, de acordo com o deputado, apenas alguns departamentos estaduais

de trânsito possuem curso de formação de condutores desse tipo de veículo. “Em outros estados, a pessoa com deficiência precisa recorrer a centros privados de formação de condutores, os

quais, pelas particularidades do processo, cobram preços proibitivos”, alertou. Se a nova regra for aprovada, todos os Detrans deverão oferecer esse tipo de formação. A proposta, que tramita de

forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Câmara dos Deputados

17ª Edição do Jornal Inclusão  

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