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Saúde Sorri e o mundo sorrirá para ti Um sorriso saudável abre as portas da vida. Por esta e outras razões a defesa da saúde dos nossos dentes e boca deve ser uma prioridade. Todos sabemos que as doenças orais como a cárie dentária, a gengivite e outras doenças periodontais, são um problema sério de saúde pública. Afectam grande parte da população influenciando negativamente os seus níveis de saúde e de qualidade de vida. Mas, felizmente, são vulneráveis a estratégias de intervenção eficientes. Partindo deste pressuposto o Serviço Nacional de Saúde desenhou um conjunto de intervenções visando a defesa da saúde oral dos portugueses. Nos anos oitenta foi reforçada a vertente de educação para a saúde oral, visando sensibilizar as crianças e famílias para a importância da higiene oral e da alimentação saudável. Ao mesmo tempo iniciou-se a admi­ nistração de flúor às crianças, quer na forma de comprimidos quer como bochecho de solução fluoretada. Nos anos noventa, com a colocação de Higienistas Orais nos Centros de Saúde, foi possível juntar ou­ tras intervenções preventivas importantíssimas, nomeadamente a destartarização e a aplicação de selantes. Já no início do século XXI foi agregada a este conjunto de medidas preventivas a intervenção curativa de Médicos Dentistas contratados especificamente para este fim. É este conjunto de intervenções que constitui o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, dirigido às crianças até aos 15 anos, às grávidas, aos portadores de HIV e aos idosos. Com este trabalho tem sido possível melhorar significativamente os níveis de saúde oral dos portugueses. Os estudos desenvolvidos regularmente permitem medir estes avanços que, em alguns pontos, já ultrapassam as metas previstas pela Organização Mundial de Saúde. Este é o resultado de um bom trabalho que articula as famílias, as crianças e jovens, os professores e os técnicos de saúde. Mas ainda há coisas a melhorar. Uma delas é conseguirmos uma melhor utilização do chamado “cheque dentista” que permite a observação e tratamento, de forma gratuita, da dentição das grávidas, dos portadores de HIV, dos idosos e das crianças. Se nos três primeiros grupos a utilização deste recurso tem sido muito boa, verificamos que nas crianças do nosso Concelho apenas 40% dos cheques emitidos são utilizados. Isto é, em cada cem crianças com direito a este serviço apenas quarenta o utilizam! Estamos a deitar dinheiro pela janela e a prejudicar a saúde das nossas crianças!

Por isso aqui deixo a sugestão: - Informem-se sobre este Programa de Saúde Oral. Perguntem no Centro de Saúde, perguntem ao vosso Médico de Família ou consultem a informação disponível em: www.saudeoral.min-saude.pt/pnpso/public/index.jsp ou em: www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/ informacoes+uteis/saude+oral/ Como disse alguém, não há curva mais bonita no nosso corpo do que a curva dum sorriso.

Dr. Augusto Brito - Delegado de Saúde

*Este artigo não utiliza as normas do novo acordo ortográfico

Obrigado à Câmara Municipal por nos abrir esta porta para o diálogo. Falem, Telefonem, Escrevam! A Saúde não é uma coisa que os enfermeiros ou os médicos deem às pessoas. Também não se compra na farmácia ou no hospital. A Saúde é sim o resultado de um trabalho continuado que tem que nos envolver a todos.

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Boletim Municipal de Viana do Alentejo Setembro 2013  

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