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A Apanha da Azeitona Mais um Outono passou e com ele o frio, o cair das folhas das årvores, cÊu cinzento, chuva miudinha. Foi altura de se prepararem as varas de castanho (que se compraram na Feira de S. João ou na dos Santos); as cirandas feitas habilmente com varinhas de oliveira no fundo e de silva em círculos concêntricos e unidos com preguinhos; e os panos (que eram resultantes da junção de sacas de adubo feitas de juta e que presentemente são de plåstico quer de rede verde quer de sacas de adubo) material este que irå servir para a apanha da azeitona. (QWUHWDQWRM¢VHo]HUDPRVWHUUHLURVRXVHMDROLPSDUGDV ervas existentes na årea da projecção da copa das oliveiras e em cujo espaço cairão as primeiras azeitonas que se desprenderam acidentalmente e serão varridas com vasculhos feitos dos pÊs de burro das próprias årvores. É pois tempo da apanha da azeitona feita por contrato com casais de trabalhadores ou com um rancho de mulheres e alguns homens. Os homens varejavam a copa das oliveiras com as ditas varas cujo comprimento varia conforme a altura do homem e, por consequência, o tamanho do seu braço. (VWHYDUHMDPHQWRŠIHLWRGHGHQWURSDUDIRUDDoPGHVH evitar que os ramos se quebrem com facilidade; mas por vezes a azeitona estå agarrada o que obriga a que se dêem tambÊm pancadas de lado. A maioria da azeitona cai nos panos que foram colocados previamente sobre o terreiro, jå limpo, as mulheres irão levantar os panos e encaminhar a azeitona e folhas para um montículo de onde irão para as cirandas e aí serão elevadas no ar alguns palmos de maneira que o vento incidindo lateralmente afaste as folhas caindo no seu interior somente a azeitona limpa. Como tambÊm hå bastante azeitona que cai fora dos panos, tem de ser apanhada pelas mulheres com as mãos e atirada para o interior dos panos. Hå locais em que Ê utilizada uma måquina que tem no

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seu interior uma ventoinha cujo ar irĂĄ separar as folhas das azeitonas. Depois da apanha a azeitona ĂŠ colocada em sacos e ĂŠ em função do seu peso que ĂŠ pago o trabalho, sendo o seu valor percebido pelo manajeiro ou seja o responsĂĄvel pelo grupo ou rancho, que depois o dividirĂĄ quer pelos casais quer pelos trabalhadores individualizados. Recentemente foram instalados nos lagares receptores da azeitona, mĂĄquinas separadoras das impurezas de cujo peso serĂĄ feito o desconto pois o lagareiro sĂł pagarĂĄ SURGXWRDD]HLWRQDTXHGDU¢RSURGXWRoQDORD]HLWH A apanha da azeitona ĂŠ uma tarefa dura de realizar pois apesar de ser feita numa ĂŠpoca fora dos calores prĂłprios do paĂ­s, ĂŠ feita sob os frios que enregelam os dedos como TXHHQFRUWL¨DQGRRVGLoFXOWDQGRRWDWRQRDSDQKDUGRV frutos que sĂŁo de dimensĂľes reduzidas e tambĂŠm sĂŁo esFRUUHJDGLRV GHYLGR ÂŁ FKXYD VHQGR HVWD GLoFXOWDWLYD GD movimentação das pessoas que estĂŁo vestidas com coberturas de plĂĄstico e tĂŞm de trabalhar agachadas. HĂĄ uns anos atrĂĄs em algumas terras do Alentejo havia o uso de se autorizar, por meio de aviso feito pelo pregoeiro, a apanha de azeitona por qualquer pessoa em oliYDLVSULYDGRV HUDRUHVWHOR GHSRLVGHoQDOL]DGDDDSDQKD pelos ranchos. Presentemente, a par da falta de trabalhadores para a apanha da azeitona (colmatada pelo aparecimento esporĂĄdico de ciganos) sĂŁo utilizados vibradores de tronco acoplados a tractores que obrigam a que a azeitona caia sobre os panos com a referida vibração feita no espaço de um a dois minutos em cada ĂĄrvore (a qual nĂŁo pode ser nem muito nova nem secular com tronco largo e Ă´co). Por Gonçalo J. Cabral Engenheiro e investigador local ÎŽĆ?ƚĞÄ‚ĆŒĆ&#x;Ĺ?Ĺ˝ŜĆŽĆľĆ&#x;ĹŻĹ?njĂÄ‚Ć?ĹśĹ˝ĆŒĹľÄ‚Ć?ĚŽŜŽǀŽÄ‚Ä?Ĺ˝ĆŒÄšĹ˝Ĺ˝ĆŒĆšĹ˝Ĺ?ĆŒÄ„ÄŽÄ?Ĺ˝

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Boletim julho 2014  

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