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Saúde

Aquecimento Global É frequente lermos notícias sobre mortes causadas por violentas tempestades que acontecem um pouco por todo o mundo. Também começa a ser frequente vermos na televisão o espectáculo terrível de comunidades em movimento, desalojadas do seu território por fenómenos meteorológicos. Se nos interessarmos por estas coisas, encontraremos relatórios credíveis a dar conta do aumento das temperaturas, da perda de gelo glaciar e polar, da acumulação atmosférica de gases com efeito de estufa, da subida do nível do mar. Até parece que a Terra está como os cães, no calor do verão, a sacudir as pulgas… Realmente a Terra está a aquecer muito mais do que seria previsível se só estivessem em acção os mecanismos habituais de regulação térmica. O problema reside no facto de a estes mecanismos normais se ter juntado o chamado “efeito estufa” causado pelos gases emitidos pela actividade humana. Não é por acaso que este ano as papoilas e os lírios do campo chegaram com quase um mês de avanço. E que gases são estes? São gases perfeitamente normais – dióxido de carbono, óxido nitroso, metano e gases fluorados. Os três primeiros fazem parte da maioria dos processos biológicos e sem eles não existiria vida como a conhecemos.

A comunidade internacional produziu recentemente o chamado “Acordo de Paris” que propõe a redução da emissão de gases de estufa e outras medidas tendentes a diminuir o impacto do aquecimento global. Mas, de acordo com a opinião dos cientistas internacionais que estudam este fenómeno, o proposto peca por “ser pouco e já tarde”… Que podemos nós fazer? Mantermo-nos informados é essencial. Depois, cabenos cumprir o papel de cidadãos conscientes e evitar contribuir para o agravamento do problema (poupança e­ nergética, reciclagem, solidariedade). E, cada vez mais importante, pedir contas a quem detém o poder e exigir respostas. Alguns de nós, pela idade, não viveremos tempo suficiente para sentir na pele o que, por sorte geográfica, nos tem sido evitado. Mas os nossos filhos e netos vão certamente ser confrontados com grandes dificuldades e vãonos apontar o dedo, se não fizermos nada.

Dr. Augusto Brito - Delegado de Saúde

O problema reside na quantidade… Desde o século XIX a actividade humana lançou na atmosfera uma tal quantidade de gases que os mecanismos normais de absorção e neutralização já não têm capacidade de resposta. Como resultado o planeta está a aquecer, os ecossistemas estão a entrar em desequilíbrio e as comunidades estão a sofrer os efeitos negativos destas mudanças.

*Este artigo não utiliza as normas do novo acordo ortográfico

Obrigado à Câmara Municipal por nos abrir esta porta para o diálogo. Falem, Telefonem, Escrevam!

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A Saúde não é uma coisa que os enfermeiros ou os médicos deem às pessoas. Também não se compra na farmácia ou no hospital. A Saúde é sim o resultado de um trabalho continuado que tem que nos envolver a todos.

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Boletim abril 2017  

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