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Associativismo

Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas

Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas A cantar com o coração há 12 anos Há 12 anos a levar aquém e além-fronteiras as nossas raízes e tradições através do cante alentejano está o Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas. Com o seu traje domingueiro, 11 mulheres procuram “cantar com o coração” modas antigas retiradas do cancioneiro alentejano. Mas outras há que, depois de adaptadas, fazem referência a vivências atuais, como a crise que o país atravessa. Custódia Serafim, porta-voz do grupo e desde 2007 tesoureira, fala da ausência de jovens no cante alentejano, que atribui a um sem número de atividades que, hoje em dia, têm à sua disposição. Já sobre o que tem de tão especial o cante alentejano considera “que não se explica, sente-se”. E quanto ao futuro do grupo é de opinião que “a Deus pertence”. Boletim Municipal - O Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas celebrou este ano o seu 12º aniversário. Fale-nos um pouco da história e percurso do grupo. Custódia Serafim – Antes da formação do grupo a 31 de maio de 2001, um grupo de mulheres tinha o hábito de se juntar para cantar. Esse grupo acabou por se juntar à Associação Estrela Dourada, mas por motivos admi­ nistrativos acabaram por sair e formar, dois anos depois, em 2003, a Associação Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas. Durante estes 12 anos, o grupo já percorreu o país com o cante alentejano e as nossas tradições. B.M. – O cante alentejano é sobretudo cantado por grupos corais envelhecidos. Na sua opinião o que é preciso para trazer os mais jovens para os grupos? C.S. – Já tivemos três adolescentes no nosso grupo, mas para se manterem é preciso mesmo gostar do cante alentejano, porque como tudo na vida, existem entraves que é preciso ultrapassar. Para superar os problemas que por vezes surgem como os ensaios e as várias sensibilidades, é preciso gostar mesmo do cante alentejano. E aquelas jovens que continuam no cante têm ou tiveram familiares nos grupos. Para além disso, hoje em dia os jovens têm muitas atividades extracurriculares e é preciso fazer opções.

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B.M. - O que é que tem de tão especial o cante alentejano? C.S. - É uma coisa que não se explica, sente-se. Por outro lado, é importante dar a conhecer e levar as nossas raízes e as nossas tradições além-fronteiras. Onde quer que vamos temos sido bem recebidos. B.M. – Algumas pessoas ligadas ao cante coral defendem que é preciso renovar e melhorar a qualidade dos grupos. Partilha desta opinião? C.S. - Penso que é necessário renovar e dar mais qualidade ao cante. Já tivemos a oportunidade de trabalhar com o Pedro Mestre, mestre da viola campaniça e professor, que trabalha as especificidades de cada grupo e faz sobressair o que de melhor cada um tem, porque a mesma moda cantada quer em Évora, quer em Beja, quer em Portalegre é diferente. Até mesmo a pronúncia é diferente e a forma de acabar as modas. É preciso cantar com o coração. B.M. – Neste momento quantos elementos tem o Grupo Coral Feminino Cantares de Alcáçovas e quantas vezes ensaiam por semana? C.S. – Neste momento somos apenas 11 elementos, mas já fomos 19. Temos 3 ou 4 elementos que, por motivos pessoais, não vão aos ensaios e às saídas. Normalmente o grupo ensaia à sexta-feira, tudo depende do número de atuações.

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Boletim Municipal Viana do Alentejo Junho 2013  

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