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ID: 39197826

19-12-2011 | Emprego & Universidades

Tiragem: 17920

Pág: 4

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Semanal

Área: 26,79 x 37,86 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

1500

Cerca de 1500 euros é quanto custa esta formação do Ipam por colaborador da empresa

Paulo Alexandre Coelho

EXEMPLOS

UNIVERSIDADES

1 Jaba

Ferreira Cascão, director de ‘Corporate Education’ do IPAM.

IPAM desenha formação à medida para grandes empresas A componente muito prática, com estudo de casos aplicados à própria empresa, é a razão principal para mais de 40 médias e grandes empresas terem procurado os cursos desta escola de marketing.

P

ortugal Telecom, Axa, Jaba, Adidas, hotéis Tivoli. O que têm em comum empresas de sectores tão díspares que vão das telecomunicações à hotelaria? A resposta é que todas elas enviaram, recentemente, os seus colaboradores paraformaçãonoInstitutoPortuguêsdeAdministração de Marketing (IPAM). A componente muito prática, com estudo de casos aplicados à própria empresa, parece ser a razão principal para mais de 40 médias e grandes companhias terem procurado os cursos desta escola, que facturou, só o ano passado, cerca deummilhãodeeuroscomestaformaçãoàmedida. “Procurámos este curso do IPAM porque nos dá a garantia que a componente teórica é contextualizada. O corpo académico é composto por docentes que, além da carreira académica, estão ou estiveram ligados às empresas. Os alunos não estão apenas a teorizar modelos, saem com uma aplicabilidade prática”, afirma Isabel Heitor, directora de recursos humanos do Grupo Accor, que gere em Portugal uma rede hoteleiraqueincluioTivoli. Ferreira Cascão, director de Corporate Education do IPAM, garante que “as pessoas saem destes cursos com um plano de negócio na mão ou um caso prático para implementar no dia a seguir, se quiserem, na sua própria empresa”. E foi o que fizeram os colaboradores da Jaba. Aplicaram, com sucesso, três casos práticos: um de responsabilidade social, um de internacionalizaçãoeumterceirodegestãodeproduto. A farmacêutica fez um diagnóstico interno, há cerca de dois anos, e chegou à conclusão que os seus colaboradores precisavam de desenvolver competências, depois da empresa portuguesa se ter juntado à multinacional mantendo grande par-

Portugal Telecom, Axa, Jaba, Adidas e hotéis Tivoli são exemplos de empresas que enviaram, recentemente, os seus colaboradores para formação no IPAM.

te dos quadros. A empresa já tinha desenhado um programa de desenvolvimento interno de carreiras e o que fez foi melhorá-lo com o Executive Master do IPAM. “Foi uma mistura do plano que tínhamos com as sugestões do IPAM muito adaptadas à nossa empresa. Melhorámos o nosso plano. Misturámos competências de gestão de marketing e de gestão financeira, com exemplos de produtos da empresa, ou seja, adaptadas à realidade farmacêutica e não ao mercado em geral”, diz Nelson Pires, director-geral da Jaba. Os professores do IPAM passaram muito tempo noshotéisenasedecomasdirecçõeseosoperacionais para perceber a organização e o negócio, confirma Isabel Heitor. E depois o que os colaboradores aprenderamnocursoforam“coisasmuitoespecíficasdonegóciodahotelariadeumamultinacional”.Oresultadofoi que “boa parte dessas pessoas foram promovidas. Muitos assistentes de direcção passaram a director de hotel. O curso, sem dúvida, acelerou o percurso profissionaldessaspessoas”,sublinhaamesmaresponsável. Ferreira Cascão faz questão de salientar, no entanto, que o IPAM procura aliar a componente prática com o rigor académico. “O curso dá direito a créditos (ECT), o que é um factor de motivação para quem querprosseguirosestudos”,sublinha. Apesar da crise, Ferreira Cascão espera aumentar em 20% a 30%, em 2012, o volume de facturação destescursos‘in-company’,porqueacreditaqueháainda um potencial para desenvolver no negócio. No total da facturação da escola, estes cursos têm já um peso de cerca de 20%. O responsável do IPAM salienta aindaqueospreçossãocompetitivos.Estaformaçãocusta à empresa cerca de 1.500 euros, no máximo, por colaborador. ■ CarlaCastro

Quando a farmacêutica Jaba foi comprada pela multinacional Recordati, há quatro anos, manteve grande parte dos quadros. Dois anos depois, após um diagnóstico interno, chegou à conclusão que “as pessoas precisavam de desenvolver competências”, conta Nelson Pires, director-geral da empresa. Foi então que decidiu criar um programa de desenvolvimento interno de carreiras. Entretanto, a Jaba teve conhecimento do curso ‘in-company’ do IPAM e o que fez foi um ‘mix’ do programa já desenhado com as sugestões da escola. “Juntamente com o IPAM, melhorámos o nosso programa”, diz Nelson Pires. A farmacêutica deu formação a 16 pessoas, desde directores a quadros médios, com uma média de nove anos na companhia e 40 anos de idade. O que a Jaba mais ganhou com a formação? “Facilitou o processo de decisão”, responde, prontamente, Nelson Pires. Recentemente, 5% dos quadros da empresa foram promovidos.

2 Grupo Accor Isabel Heitor começa por dizer que escolheu o IPAM para dar formação aos colaboradores do Grupo Accor porque é uma instituição que, em sua opinião, tem capacidade para contextualizar a componente teórica. “Os alunos saem de lá com conhecimentos para aplicabilidade prática. Não estão só a teorizar modelos,” sublinha a directora de recursos humanos da multinacional, que gere uma cadeia de hotéis, entre os quais o Tivoli. “Os módulos do curso foram desenhados em conjunto. Os professores passaram muito tempo com as direcções dos hotéis e com os operacionais para perceber a organização e o negócio. Captaram a nossa linguagem e a nomenclatura da hotelaria e conseguiram chegar às pessoas”, conta Isabel Heitor. O IPAM deu formação a 15 pessoas, durante um ano, num curso de um ano. Resultado: “Grande parte dessas pessoas foram promovidas. Posso dizer que o curso acelerou o seu percurso profissional . Alguns assistentes de direcção passaram a directores”, acrescenta a responsável. Entre o mais importante que aprenderam nesta formação, Isabel Heitor destaca a parte comportamental e as ‘skills’ de liderança.


IPAM desenha formação àmedida para grandes empresas