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Autorização nº DE06452007 SNC/GSCCN

JORNAL

o Zurara Ano IV • nº 61 • Abril de 2008 • Preço • 0,75 • Director Interino: José Pais Martins Redacção e Administração: Avenida General Humberto Delgado, 13 - R/C Esq. - 3530-115 MANGUALDE, Telefone: 232 617 405 - geral@jornalozurara.info

Porreiro pá... é mesmo desta ! “ Lamento que em matéria de agricultura as Beiras nem sempre tenham sido bem tratadas. “

Maria de Jesus, moradora na Cunha Alta festejou 100 anos de vida No dia 16 de Março de 2008, o salão da Junta de Freguesia da Cunha Alta foi palco de uma cerimónia especial: a celebração dos 100 anos de vida de Maria de Jesus, habitante da dita aldeia. (pág. 12)

Socialistas de Mangualde acusam o executivo autárquico de incompetência Estão em causa cerca de 170 mil euros que a Câmara de Mangualde pode não receber devido à incapacidade de intervenção atempada. (pág. 3)

Esgotos correm pelas ruas a céu aberto

Primeiro ministro, José Sócrates concessiona a substituição do IP3 e a construção do lanço do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde com perfil de auto-estrada. As obras estarão totalmente construídas em 2011. (pág. 20)

Entrevista

Rua Azurara da Beira

Os moradores da Aldeia de Santa Luzia, Freguesia do Concelho de Mangualde fazem parte dos muitos munícipes que neste concelho e em pleno século XXI, não têm as suas casas ligadas à rede de esgotos. Não porque não queiram, mas porque a autarquia ainda não resolveu tão grave problema. (pág. 14)

! a d a c a r u b s e o v o n e d Associação de ex-combatentes Beirões deseja solução para Alterações e atraso na conclusão das obras provoca troca o monumento que lhes foi prometido pela autarquia azeda de palavras entre vereador do PSD e o CDS-PP (pág. 10 e 11)

(pág. 3 e 7)

A Câmara Municipal de Mangualde deve mais de oito mil euros à Associação de Futebol de Viseu. Até à data, a autarquia nada fez para saldar esta dívida contraída aquando da realização de alguns jogos do Europeu Sub-17. (pág. 8)


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Mangualde José Pais Martins

Abril 2008

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o Zurara

Editorial

Sentir Abril O tempo passa e cá estamos no número de Abril de 2008. E não se pode escrever em Abril sem falar “EM ABRIL” – sem falar no “ 25 de Abril de 1974”, sem falar na festa da liberdade. Comemorar Abril hoje continua a fazer sentido. Não é por acaso que Abril não é normalmente comemorado em Mangualde. É que Abril ainda não chegou totalmente a estas bandas. Comemorar Abril não é apenas falar nas conquistas de Abril, comemorar Abril não é recordar apenas os gloriosos e loucos tempos do PREC, comemorar Abril não é defender regimes totalitários que tentaram em Portugal substituir a ditadura salazarista por regimes estalinistas, trotskistas, maoístas e outros “istas”. Sim, porque eles andam aí. Disfarçados de jovens burgueses bloquistas, eles andam aí. É preciso comemorar Abril como símbolo, como dia da liberdade, como “o dia em que o

povo saiu à rua”. Mas comemorar Abril é também recordar o passado. É recordar o 24 de Abril que tantas saudades parece ter deixado por estas bandas. Comemorar Abril em 2008 é explicar aos jovens os tempos em que não existiam telemóveis, nem televisão, nem computadores; em que não existiam direitos, em que a fome existia, em que coisas hoje tão banais e normais seriam, na altura, actos condenáveis. Em que estudar era um privilégio de alguns, poucos, e logo bem aproveitado. Mas comemorar Abril é também ser responsável. Comemorar Abril é não confundir liberdade com libertinagem e marginalidade. Comemorar Abril é também assumir os erros cometidos, comemorar Abril é também recordar os compatriotas que foram obrigados a abandonar as antigas colónias. Recordar Abril é também lembrar os ex-combatentes, é lembrar a sua vida e a sua luta. Os soldados apenas estavam a lutar por algo que pensavam ser a sua Pátria. Não defendiam o regime salazarista. Defendiam Portugal. Nem todos podiam ou queriam fugir. O seu sacrifício, o seu combate, a sua capacidade de sofrimento deve ser fonte de orgulho para os Portugueses. Comemorar Abril é também recordar

Salgueiro Maia, é recordar Otelo, apesar de todos os erros, é recordar Mário Soares e a sua luta incansável contra Salazar e contra o PCP. É recordar as canções de intervenção, as baladas, as canções do Zeca, do Sérgio, do Adriano. E é talvez recordar a canção mais simples sobre Abril. A mais simples, mas também de certa forma a verdadeira canção de Abril: “Somos livres -. Somos Livres de voar”. Quando surgiu foi criticada por ser demasiadamente suave e pouco revolucionária. Mas na sua simplicidade, na sua ingenuidade é, mais do que outra, a canção de Abril. Em Abril sonhámos todos que estávamos a criar um Portugal melhor. E estamos melhor! Com todos os problemas que ainda se enfrentam, apesar de todas as dificuldades, hoje Portugal está MELHOR. Em Abril a liberdade entrou avassaladora no nosso mundo. Mas não é fácil saber viver em liberdade. Daí os erros, os excessos, o exagero de algumas posições. Foi o preço pela aprendizagem da liberdade. Porque o vírus da ditadura continua bem vivo por aí. Continua vivo aqui em Mangualde. Continua vivo nos caciques locais que dominam a seu belo prazer algumas freguesias, continua vivo na dependência de muitos

Mangualdenses perante o poder político local, continua vivo nas promessas de emprego, continua vivo no endeusamento de líderes políticos. Continua vivo na prepotência com que algumas decisões são tomadas. Responsabilidade é por exemplo acabar com a vergonha de ver as televisões a passar impunemente o célebre vídeo do telemóvel na sala de aula. Ofendendo diariamente a professora e a aluna. Responsabilidade é perceber que o nosso sistema educativo ao longo destas décadas evoluiu para um sistema sem regras, sem responsabilidade e sem exigência. Não se aprende a brincar, melhor não se aprende sempre a brincar. A pedagogia dos afectos e do folclore pedagógico que invade as nossas salas de aulas cria jovens que abandonam as escolas sem os conhecimentos básicos. Cria jovens indisciplinados e irresponsáveis. É necessário assumir de uma vez por todas que aprender “custa”, e que o sistema herdado e mantido por teóricos do “eduquês” e pelos sindicalistas que dominavam o Ministério da Educação está velho e revelho e não se enquadra nas novas necessidades da sociedade. A solução não é regressar ao passado. Não é

o regresso a uma escola elitista, a uma escola de ricos. A solução é definir regras, é definir com clareza hierarquias, é integrar os pais na escola para os responsabilizar, é perceber que os alunos não são todos iguais e devem ter percursos diferenciados. Mas perceber isso é também perceber que na escola deve existir uma gestão forte, líderes com poder. O gestor escolar não deve ser um entre iguais, não deve ser um “par entre os pares”. Exigir disciplina e respeito é também perceber que se os alunos são diferentes os professores também o são. Exigir dos alunos responsabilidade e disciplina implica que os professores sejam responsáveis e respeitem as hierarquias. Assumir responsabilidades não é culpabilizar os professores por tudo o que acontece nas escolas mas é também exigir da sua parte profissionalismo. É perceber que a comunidade deve ter um papel importante na decisão das grandes linhas de desenvolvimento da escola. Comemorar Abril é criar riqueza que possa ser distribuída, comemorar Abril é ter uma postura profissional em todas as actividades. Comemorar Abril é ser um cidadão – assumindo os seus direitos mas sem esquecer os seus deveres.

Ontem apenas fomos a voz sufocada dum povo a dizer não quero; fomos os bobos-do-rei mastigando desespero. Ontem apenas fomos o povo a chorar na sarjeta dos que, à força, ultrajaram e venderam esta terra, hoje nossa, esta terra, hoje nossa Uma gaivota voava, voava, asas de vento, coração de mar. Como ela, somos livres, somos livres de voar. Uma papoila crescia, crescia, grito vermelho num campo qualquer. Como ela somos livres, somos livres de crescer, Uma criança dizia, dizia “quando for grande não vou combater”. Como ela, somos livres, somos livres de dizer.

Imagens de Abril

Somos um povo que cerra fileiras, parte à conquista do pão e da paz. Somos livres, somos livres, não voltaremos atrás. Somos Livres- Letra e Música Ermelinda Duarte

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Mangualde

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o Zurara

eves B rev es

Tinha acabado de ser requalificada

Rua Azurara da Beira destruída novamente António Ferreira

Alguns comerciantes da rua Azurara da Beira, Mangualde, criticaram a demora «excessiva» na conclusão das obras de requalificação iniciadas há mais de quatro meses. O CDS/PP já criticou igualmente esta situação e o Vereador responsável disse ter ficado assustado ao ler o comunicado

Os trabalhos de requalificação da rua Azurara da Beira começaram em Dezembro de 2007 e, mais de

quatro meses depois, a rua ficou concluída. No final do mês de Março a mesma foi completamente destruída. “É inacreditável o que estão a fazer nesta rua. Primeiro a demora excessiva na conclusão das obras agora que tudo estava pronto rebentam novamente com o paralelo”, afirmou um comerciante. Os proprietários alegam ter “menos clientes desde que nos fecharam a rua”. “Disseram que as obras iam demorar pouco tempo e já passaram tantos meses. Agora que estava tudo resolvido vieram rebentar novamente com a rua”, salientou uma funcionária de uma loja comercial. O Vereador responsável pelo pelouro da Requalificação Urbana da Câmara de Mangualde, o social democrata Agnelo Figueiredo, já veio publicar, na sua página pessoal da Internet, que “ De facto, o planeamento da empresa apontava para instalação das condutas no próximo mês de Setembro e foi sob intensa pressão que a Beiragás acedeu a antecipar a intervenção, fa-

Rua Azurara da Beira .... De novo em obras zendo-a coincidir, excepto no primeiro troço da rua, com a do Município.” Contudo o Partido Popular de Mangualde, já veio a público demonstrar, em comunicado, o seu desagrado pelo atraso das obras de requalificação ao trânsito em Mangualde. Afirmando que “Mangualde exige e merece respeito. Os Mangualdenses estão fartos de aventureirísmo e de falta de coerência e de rigor” (Ver página 7). Agnelo Figueiredo já respondeu

dizendo-se “assustado”, depois de ler o comunicado do CDS. Diz ser um comunicado muito agressivo e com “ uma linguagem de onde transparece uma animosidade à flor da pele e uma agressividade reprimida, quase incontida.” No texto, o Vereador diz ainda que nunca utiliza tão rancorosas palavras “Eu nunca o faço. Nunca mesmo! A não ser quando me refiro aos filhos-da-puta dos anónimos que aqui me vêm caluniar.”, escreve Agnelo Figueiredo.

Com o Zurara “da Noite se fez Dia”

Fez-se luz na Rua Papa João Paulo II Depois da publicação na nossa edição de Março de um artigo que referia a falta de iluminação pública nesta rua, apesar de existirem postes com luminares colocadas pelo loteador daquela zona, a autarquia procurou resolver o problema. A solução não foi difícil de encontrar, mas sem o alerta dado pelo nosso jornal, acreditamos que ainda hoje aquela rua estaria às escuras. Como sabem a iluminação pública só entra em funcionamento quando o dia começa a escurecer. Para o efeito, são colocadas umas células de detecção de luminosidade, que agem como interruptor, provocando a ligação no final

Rua Papa João Paulo II iluminada e alguns postes a necessitar de lâmpadas

do dia e no início da manhã a mesma cessa de funcionar. Ora, neste caso, a célula que se encontrava colocada num posto de transformação situado no cabo da rua, estava virada e iluminada por um candeeiro da Rua Cidade de São Francisco. Deste modo, a mesma célula que estava sempre iluminada, de dia pelo sol e de noite pelo candeeiro, não conseguia distinguir “o dia da noite”. Congratulamo-nos com o facto que este nosso artigo tenha permitido uma rápida resolução deste problema, dando mais segurança e conforto a este novo bairro que agora beneficia da iluminação pública.

Câmara pode não receber 170 mil euros

Vereadores socialistas acusam o executivo autárquico de incompetência Estão em causa cerca de 170 mil euros que a Câmara de Mangualde pode não receber devido à incapacidade de intervenção atempada.

Segundo declarações de João Azevedo, o concelho está a ser prejudicado, pois a Câmara Municipal “não cumpriu a parte que lhe era devida em contratos-programa aprovados pelo Governo no segundo semestre de 2004”. São cerca de 170 mil euros que a Câmara de Mangualde iria receber com a aprovação dos contratos programa para a renovação da rede viária. “Mas como o município não assumiu a parte devida,

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agora não vai receber a verba, estando assim a perder dinheiros que são dados pelo governo “. Soares Marques diz que a Câmara não teve culpa do sucedido, pois a empresa que estava a executar os trabalhos faliu, o que veio atrasar todo o processo. Soares Marques disse ainda que fez uma exposição à Direcção Geral das Autarquias Locais a dar conta do sucedido esperando que o montante seja afectado novamente ao

contrato programa. Para João Azevedo quando a autarquia soube da falência da empresa, deveria reformular o contrato programa para que não se perdessem as verbas concedidas, estranhando que “só passados quatro anos é que o executivo deu conta do atraso”. Afirma ainda que “Este caso é um de muitos exemplos em que o município é inope-rante e mostra falta de agilidade”.

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Mangualde Online

Roubaram os fiosterra na Estação de Caminhos de F err o Ferr erro de Mangualde Na estação ferroviária de Mangualde, os larápios, terão levantado as tampas que dão acesso aos fios-terra, colocados no subsolo e que têm como função proteger as pessoas de possíveis descargas eléctricas, e simplesmente cortaram os cabos. As tampas foram depois encontradas em cima dos carris, mas, por sorte não circularam comboios durante as várias horas que passaram entre o roubo e a detecção do mesmo.

No C anedo Viv enda Canedo Vivenda geminada assaltada em plena luz do dia Foi durante a manhã do dia 6 de Fevereiro, entre as 9.30 e as 13h que os larápios visitaram uma vivenda na entrada da Aldeia do Canedo do Chão. Os assaltantes conseguiram entrar pela janela da cozinha e tiveram acesso ao interior da habitação.”Remexeram a casa toda, viraram-na do avesso à procura de alguns valores, e encontraram. Levaram-nos ouro, objectos pessoais” disse José Santos, proprietário da casa que apresentou queixa na GNR de Mangualde.

Centro Cultural de Santo André assaltado As instalações do Centro da Associação Cultural de Santo André, no concelho de Mangualde, foram assaltadas. O presidente da instituição, Carlos Rodrigues, explicou que o prejuízo resultante dos danos provocados pelos ladrões foi superior ao valor dos artigos furtados. O dirigente adiantou que os criminosos forçaram umas portadas em madeira para conseguirem entrar no edifício. No interior, percorreram todos os compartimentos e roubaram algum dinheiro e cinco projectores de luz, além de diversas embalagens de pastilha elástica e de chocolates. Segundo Carlos Rodrigues, as instalações da associação situam-se um pouco afastadas da população, numa zona isolada, tornando-as por isso mais “apetecíveis” aos ladrões. “Nós nunca deixamos nada de muito valor, pois sabemos que por vezes temos visitas inesperadas”, acrescentou.


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Opinião

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JORNAL

o Zurara

João Lopes

O Observatório

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os últimos anos temos assistido a uma série de intervenções

do Banco Central Europeu usando as taxas de juro como instrumento para travar a inflação ou de estímulo à economia, ora subindo, ora descendo as taxas directoras. Recentemente, porém, todas as mexidas têm sido no sentido ascendente como medida de controlo da inflação. Esta, grosso modo, não é mais do que o encontro entre a procura e a oferta, entre produtores e consumidores determinando a pressão de preços no consumidor, para cima ou para baixo. Nada mais simples. Significa isto, então, que com o aumento do preço do dinheiro o

BCE quer impedir um aumento de preços no consumidor por via da diminuição do ímpeto consumista. Por um lado torna o dinheiro mais caro e, consequentemente, menos acessível, por outro porque as taxas de juro também sobem no aforro, estimulando a poupança. De facto no passado as coisas funcionavam assim com as elevadas taxas de juro que se praticavam no mercado. Hoje as coisas estão diferentes. A economia deve crescer, sobretudo, por via do investimento privado. O estado assume, cada vez menos, o papel de agente propul-

sor de uma economia global à escala planetária. É, por isso, a pressão dos milhões de consumidores em todo o mundo que faz movimentar os cifrões da economia mundial, ora crescendo, ora caindo. É neste sentido que muitos economistas hoje defendem que é errado continuar a usar as taxas de juro como instrumento regulador da inflação porque o seu desenfreado controlo pode atirar uma economia em crescimento para a estagnação ou, pior, para uma recessão económica. O BCE deveria, então, hoje usar

este mecanismo para fortalecer a economia europeia, defendendo a sua moeda e incrementando as transacções comerciais para dentro e, sobretudo, para fora das suas linhas de fronteira. A América há muito que pratica essa política. Não é por acaso que é, hoje, a maior economia mundial tendo há muito ultrapassado uma Europa velha na idade e nos procedimentos. Claro que um economista ou especialista explicariam isto bem melhor do que eu. Mas, muitas vezes, a economia é bem mais simples do que a mostram.

Isabel Martins

Linhas Vestidas de Palavras - Luís de Camões

É

realmente espantosa a intemporalidade e universalidade deste poema de Camões: – O mundo às avessas, ao contrário. Queixa-se o emissor de que os bons são castigados e os maus, para espanto seu, são recompensados.

Confessa que para ser também ele recompensado foi “mau” mas foi, por isso, castigado. Conclui, então, que só para ele é que o mundo anda “certo” e que para os outros anda o mundo “às avessas”. O normal seria que os bons fossem recompensados e os maus castigados. Não é assim no mundo do emissor: daí o seu espanto e descontentamento. Mas se reflectirmos um pouco concluiremos que, passados 5 séculos, verificamos que também no nosso mundo, por vezes, é um pouco assim. Uma pessoa “mata-se a trabalhar” durante uma vida inteira, poupa com muito sacrifício algum di-

nheiro (para uma infelicidade) e chega ao fim da vida com um pequena pensão que, muitas vezes mal dá para pagar a conta da farmácia; enquanto isso há aqueles que, pouco ou nada fazem e têm dinheiro “a potes”, fazem viagens, compram barcos de luxo, frequentam os melhores hotéis… Um pobre que se vê a contas com o sistema judicial…anda a penar até ver o seu caso resolvido; por sua vez quem tem posses quase nem põe os pés no banco dos réus. Tem bons advogados, tem… conhecimentos. Na área da saúde já nem me alongo. Ou nos sujeitamos anos a fio à espera de uma consulta ou de uma

intervenção cirúrgica…ou então – tendo dinheiro – recorremos ao sistema de saúde privado. Mas isso é para quem pode. As injustiças estão presentes no nosso mundo: guerras, fome, recém-nascidos encontrados mortos em contentores do lixo, enquanto há casais que tudo fariam para ter um filho; tortura, exploração do trabalho infantil… enfim, verdadeiros atropelos à Declaração Universal dos Direitos do Homem. Há dias, por correio electrónico, recebi a seguinte mensagem: “Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra. E quem não erra é promovido.”

Cada qual retire as suas conclusões. E ainda dizem que o “sol quando nasce é para todos”! Pois sim…

ultrapassadas, a minha alma liberta-se, o meu corpo segue a alma, sinto-me livre… A pintura funciona como algo que, estando dentro de mim, sai para gritar aos 4 ventos que estou vivo, que respiro, que gosto dos meus amigos, da minha família (que sempre me apoiou). Pois, foi assim que o Vítor conversou comigo, disponibilizou algum do seu tempo. Foi desta forma que o Vítor extravasou a sua alegria, mostrou o seu sorriso cativante, a sua singela, sincera e verdadeira maneira de ser. Foi desta forma que o Vítor, en-

vergonhado e a duvidar um pouco das minhas intenções, julgando-se não ser digno de ser entrevistado, se me deu a conhecer e me fez também a mim mais feliz. O Vítor, tem em mim um admirador incondicional, como pessoa e como artista; vi as suas obras, as suas telas e pura e simplesmente o que o Vítor assina é arte, arte pura, despretensiosa. O Vítor Lopes faz parte duma geração de pintores de Mangualde que mais cedo ou mais tarde verá o seu nome escrito na constelação do grémio de artistas do nosso concelho.

Ao desconcerto do Mundo Os bons vi sempre passar No Mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só para mim, Anda o Mundo concertado. Luís de Camões

António Tavares

Património em Reflexão

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abe nesta coluna, sem sombra de dúvida, exaltar o património que os artistas vivos (e não só) de Mangualde vão produzindo. Sim, porque por património, como anteriormente já referi, não cabe apenas o grandioso, o monumental, o colossal no sentido clássico do termo, ou a minha opinião sobre esses assuntos. Não, desengane-se quem assim pensa; por património entenda-se as obras de arte que Vítor Lopes pinta e expõe nos diversos espaços culturais da cidade e fora dela.Vítor Lopes, carinhosamente chamado por Vitó, por quem priva e privou com ele, é um jovem artista plástico da nossa terra. Tem apenas 22 anos. O artista já expôs na Biblioteca Dr. Alexandre Alves, na Biblioteca Lobo Antunes, de Nelas, nos espaços polivalentes das Piscinas Municipais, na Feira

de Arte de Cunha Alta, etc. O seu palmarés é, como bem se vê, já vasto para quem começou a pintar de uma forma mais intensa e semi-profissional há relativamente pouco tempo. Foi numa conversa informal, comum e pomposamente denominada de entrevista, que me foi e vos vai ser possível conhecer melhor mais um talento das Terras de Azurara e de Tavares. Vítor, quando foi que sentiu vontade de pintar? Bem…não consigo precisar, contudo desde que me conheço que sempre senti dentro de mim algo de diferente que me impelia para aquilo que mais tarde vim a saber que era a arte, a pintura. É fundamentalmente um autodidacta ou teve aulas de pintura? Frequentou algum curso? Uma coisa e outra, se assim posso dizer. Por um lado o “jeito”, o “dom natural” de transpor para a tela aquilo que vejo e me seduz fez, cedo, de mim um pintor autodidacta. Mas, mais tarde, no ano 2000 frequentei o curso de pintura na Escola Gomes Eanes de Azurara. Mas, a “vida” fez de mim aquilo que sou hoje: depois de Mangualde tive que rumar para a Escola Profissional Dona Mariana Seixas, em Viseu, com o objectivo de cursar Informática e

Gestão, que concluí. Este curso não me afastou da arte, da pintura, antes pelo contrário, permitiu mais facilmente que possa estar a trabalhar na Biblioteca Dr. Alexandre Alves, o que me permite estar em contacto íntimo com as obras, com as pinturas, com a escultura que por aqui vai sendo exposta. Como já referi, eu próprio já tive o privilégio de ver as minhas pinturas aqui expostas. Vítor, como classifica a sua pintura? Não sei…sinceramente…eu pinto aquilo que me vai na alma, pinto a natureza, as flores, as árvores, a paisagem, locais onde já fui, locais onde nunca fui, locais que a minha alma, o meu espírito gostariam de conhecer…fisicamente. Penso, contudo, que tecnicamente a minha arte se insere num naturalismo, mas longe se ser fotográfico. Vejo a realidade com a poesia dos meus olhos… Vítor, que sensações experimenta quando está frente a uma tela e do pincel começam a surgir as figuras, as naturezas-mortas, as flores? Poderia dizer que esqueço os problemas, mas eu não tenho problemas, eu sou eu próprio, posso sim dizer que certas limitações são


Opinião

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o Zurara

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Margarida Messias

Somos Livres

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sto faz-me lembrar uma canção que tantas vezes cantarolei em criança e que ainda hoje me provoca um turbilhão de pensamentos, de emoções e principalmente muita saudade. Até nas festas de aniversário, esta era uma canção que todos cantavam vezes sem conta. Éramos crianças de 6 e 7 anos que nem sequer percebíamos o poema que cantávamos, não tínhamos sequer a noção do significado profundo daqueles versos tão simples… Mas já passaram tantos anos e é fantástico como ainda ecoa na maioria das nossas memórias alguns desses versos. Tendo como base esses versos, resolvi dar voz aos meus pensamentos, porque nem sempre tenho a certeza se somos livres… “Uma gaivota voava, voava… Como ela somos livres, somos livres de voar”. Realmente eu enten-

do que podemos (aliás, devemos) deixar o nosso pensamento “voar”, continuar a sonhar e fazer com que esses sonhos sejam cada vez mais ambiciosos e possíveis de concretizar. É importante acreditar que somos capazes de transformar os sonhos em projectos, definir metas e objectivos, atingindo os resultados que todos precisamos porque “sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança.” “Uma papoila crescia, crescia… Como ela somos livres, somos livres de crescer.” E naquele tempo crescíamos a correr pelos campos ao sabor do vento, atrás das borboletas e brincando à agarrada com os colegas da escola. Mas hoje, tudo é diferente, não há tempo para brincar, não há colegas para brincar, não há pais para brincar… O tempo, o relógio que insiste em lembrar as horas que passam e não chegam para todas as solicitações que surgem no dia-a-dia, são factores condicionantes do exercício da nossa liberdade. Somos cada vez mais escravos do tempo, nunca temos tempo para nada, mas também utilizamos indiscriminadamente a desculpa da falta de tempo. As crianças não têm tempo para serem crianças, frequentam desde muito cedo actividades que ajudam a preencher o horário

até que os pais tenham disponibilidade para os ir buscar. Andam no ballet, na música, na natação, no inglês, enfim nem sequer conseguem estimular a sua criatividade, porque não precisam de inventar brincadeiras. “Uma criança dizia, dizia… Como ela, somos livres, somos livres de dizer.” Mas nem sempre dizemos o que sentimos. O que será que nos impede de dizer o que pensamos e sentimos? Por vezes preferimos o silêncio às palavras, deixando coisas essenciais por dizer. Muitas vezes guardamos para nós os verdadeiros sentimentos com receio de expressar o que pensamos em relação aos outros e, se há quem o faça por timidez, por medo de se expor ou por cair no rídiculo, também há os que sentem prazer na dissimulação. Estas situações acontecem com muita frequência, principalmente nas relações de trabalho, geralmente porque as pessoas não querem sentir-se demasiado envolvidas. Falar com verdade deixa-nos mais vulneráveis, expõe os nossos sentimentos mais profundos, daí a facilidade com que mentimos, omitimos ou disfarçamos. Desta forma, acabamos por nos proteger uns dos outros e até de nós próprios. Quer seja entre

família, amigos, no trabalho ou na rua, o mais importante é fazer coincidir o mais possível a verdade do que dizemos com aquilo que sentimos e pensamos. A nossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros, o que é difícil é estabelecer onde fica essa fronteira. Ao fazer esta reflexão, não quis falar concretamente da Liberdade que o Povo Português conquistou após o 25 de Abril, pois não o poderia fazer com conhecimento de causa, entre o que foi viver antes e depois desse acontecimento histórico.

Para mim, essa época representou o abandono do país onde nasci, o confronto com uma guerra que eu não percebia porque tinha surgido. Ainda hoje tenho Angola no Coração, recordações bem guardadas que teimam em ressurgir e que provocam sensações que nem sei bem definir. Acho que a liberdade passa também pelos nossos pensamentos, o que somos, o que queremos, o que somos capazes de fazer, pelo papel que cada um desempenha na sociedade onde se insere, por isso aqui deixo o meu contributo.

Paulo Martins

Dá-me Música - Música de intervenção

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m síntese, e parafraseando por aproximação Salgueiro Maia, pode dizer-se que o 25 de Abril se deu por causa das coisas do Estado e do estado das coisas. Por coisas do Estado refiro-me basicamente à falta de Liberdade e à guerra colonial. Por estado das coisas quero dizer a miséria que atravessava a sociedade da época. Desde a falta de acesso aos cuidados básicos de saúde, até à elevada taxa de analfabetismo, passando pelo “incentivo” à emigração clandestina, digamos que restava um país cheio de desigualdades e injustiças sociais. Ora, para manter um sistema assim – assente em tamanhas assimetrias onde poucos tinham muito, sobre os muitos que tinham pouco ou nada – nada melhor do que enalte-cer, elogiar e engrandecer as virtudes da humildade, da obediência e do sacrifí-

cio. Algo que ajudasse os mais desfavorecidos a conformarem-se com o que o desafortunado destino lhes tinha reservado. Algo que os ajudasse a interiorizar essa bendita “sorte” de serem pobres. É precisamente aqui que entra a música. Isto porque a música é o veículo que leva mais longe e faz penetrar mais profundamente o poder da palavra. Assim, não é difícil encontrarem-se exemplos onde, de forma mais ou menos deliberada, se transmitem esses valores através das canções da época. Basta pensarmos que, afinal, numa “casa portuguesa” não era preciso mais do que o simples, “pão e vinho sobre a mesa”. Até porque – continua a música – “basta pouco, pouco-chinho para alegrar uma existência singela” que rima com o “caldo verde verdinho a fumegar na tigela”. Mais à frente, ainda, assegura-se que “no conforto pobrezinho do [seu] lar, há fartura de carinho”. Ora “fartura de carinho” não era propriamente a característica mais conhecida desta sociedade rural. Uma outra música dizia-nos que “na minha aldeia não há ódios mas estimas. Tem-se amor pela vida alheia, todos são primos e primas! Sem ambições, cada qual

seu pão granjeia e à noite há serões à luz da candeia”. Verdadeiramente notável, porém, é a versão original da música “Minha Casinha”, cantada por Milú em 1943 no filme “Costa do Castelo”. Destaca-se, principalmente, a parte que não entrou no upgrade feito pelos Xutos e que nos garante que “tudo podem ter os nobres ou os ricos de algum dia, mas quase sempre o lar dos pobres tem mais alegria”! No entanto, como diria José Mário Branco, a cantiga foi também uma arma ao serviço daqueles que não se conformavam com a situação. Foi com a música que ouvimos que “não há machado que corte a raiz ao pensamento”. Foi com a música que soubemos “que o sonho comanda a vida”. Foi ainda com a música que vimos a “menina dos olhos tristes” chorar porque o seu “soldadinho não volta do outro lado do mar”. E foi com a música que nos disseram que “mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste… há sempre alguém que diz não”. Foram eles – Manuel Freire, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, Fausto, Vitorino, Ary dos Santos, entre outros – que, com a música, souberam dizer o que muitos queriam

ouvir. Foi ele, Zeca Afonso, que, para além da obra particularmente irreverente, acabaria por se tornar um símbolo ao emprestar a sua voz à senha que marcou o início do 25 de Abril. E foi assim que ao entrar para a História acabaria por levar também a referência biográfica da sua passagem por Mangualde no ano de 1956/57 como professor de

História e Filosofia. Ora, foi este período relativamente conturbado da nossa História recente que nos deu um património poético e musical particularmente rico. Algo que vale bem a pena revisitar, pelo menos de vez em quando, já que muitas destas obras continuam a ter uma actualidade perturbadora.

Zeca Afonso com alunos no largo da Misericórdia


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Mangualde

Abril 2008

JORNAL

o Zurara

Por Terras de Lobelhe do Mato

Rui Conceição

…Páscoa em Lobelhe do Mato… No seguimento do repto deixado no último artigo, o contexto é semelhante, pois terá uma relação com a Igreja, mas desta feita com a instituição e uma das celebrações mais pertinentes do ano: a Páscoa. Por estes tempos, sentiram-se os acontecimentos nesta terra, desde a chegada de Jesus a Jerusalém até à ressurreição de Cristo. No entanto, o dia de Páscoa foi apenas o culminar de uma semana cheia de tradições. No domingo anterior, Domingo de Ramos, a população rumou em

massa ao cruzeiro, acompanhada dos seus ramos, afim de serem benzidos pelo Sr. Padre Nuno Azevedo. Seguidamente, as pessoas dirigiram-se para a Igreja, com o intuito de se celebrar a missa. Na quinta-feira santa, celebrouse na Igreja, a Ceia do Senhor. Contou-se com uma boa participação da população local, sobretudo tendo em conta que foi dia de semana. Anota-se o facto da missa ter sido formosa contando com o já tradicional “lavar dos pés”, a relembrar obviamente um episódio a preceder a Ceia de Cristo. No dia seguinte, por volta das 15h, houve a Paixão de Senhor, momento em que se criou uma procissão, relembrando a morte de Jesus. Mais uma vez, houve uma afluência interessante das pessoas, sendo visível (aliás destacado pelo próprio pároco) um grande silêncio ao longo da mesma, sentindo-se com um grandioso respeito a morte

Lendo o Zurara Dos assuntos publicados no jornal O Zurara de Março, gostava de salientar alguns assuntos que considero relevantes comentar. Destaca-se ao longo de todo o jornal a homenagem à Mulher, aproveitando a comemoração do respectivo dia internacional. Sobre este assunto refira-se a entrevista a Teresa Cruz e a Maria de Fátima Albuquerque, a primeira singrando no meio académico e a segunda numa profissão habitualmente conotada com o sexo masculino, camionista. É bem patente a diferença ocorrida nos últimos 40 anos, especialmente após o 25 de Abril de 1974, com as alterações legislativas que vieram igualar ambos os sexos, no papel, e com as alterações de comportamento das mulheres e dos homens. No caso destas duas mulheres, o 25 de Abril trouxe a liberdade de se manifestarem, de emitirem opiniões, de participarem na vida activa da comunidade e também de escolherem a profissão de que se gosta. Ser camionista inter-

Caros Mangualdenses, todos conhecemos o problema de vitalidade que o nosso concelho possui. No decorrer da maior parte do ano há falta de divertimento, de lazer, de alegria, o que nos transporta, inevitavelmente para o aconchego do lar, ou então nos leva a procurar outros destinos em busca de tudo aquilo que por cá não existe. Este êxodo de cariz cultural, é deveras preocupante por diversas razões. De ano para ano, Mangualde é cada vez mais um concelho onde se habita cada vez mais por razões económicas, e é cada vez menos um local onde se vive por referências sociais, culturais ou mesmo comerciais. Segundo dados do Institu-

Foi com muita satisfação que verifiquei uma participação tão numerosa e empenhada da população local ao longo destes dias. Esta povoação deu um exemplo sentido e vivido ao longo dos mesmos, de-

vel da condição feminina não está, no entanto, a ser acompanhada pela generalidade dos homens, e algumas mulheres, que tendem a preservar os modos de pensar herdados dos pais e a passá-los aos filhos. Os homens têm dificuldade em adaptar-se ao novo papel da mulher e algumas destas transmitem aos filhos, homens, estereótipos que não se adequam a uma sociedade de plena igualdade entre homens e mulheres. Mas lá chegaremos, esperamos. Esteve em Mangualde o Ministro da Agricultura, que discursou para centenas de pessoas, a avaliar pela foto publicada na última página do jornal. Pergunto-me é para quantos daqueles agricultores terá o Ministro falado, efectivamente. Esta minha dúvida prende-se com o facto das políticas agrícolas não parecerem ser endereçadas aos nossos pequenos agricultores. Arrisco-me a dizer que a generalidade dos presentes não possui qualquer propriedade com mais de 1 hectare e mesmo, somadas todas as propri-

edade, devem contar-se pelos dedos os que têm 5 hectares de terras de cultivo ou de floresta. Serão as directivas emanadas do Ministério da Agricultura endereçadas para estes nossos agricultores? O próprio Ministro diz: “lamento que em matéria de agricultura as Beiras nem sempre tenham sido bem tratadas”. Falou o Ministro dos incentivos do novo Quadro de Referência Estratégica Nacional, do desenvolvimento de fileiras estratégicas como a fruta, o olival e a floresta, que possibilitem a modernização da agricultura e a criação de emprego no interior do país, mas não disse quais as medidas implementadas ou a implementar para que ocorra o emparcelamento rural e parece que também não referiu que os incentivos à floresta iriam ser alterados para abarcar a muito pequena dimensão das nossas matas, que, arrisco-me a afirmar, em mais de 90% dos casos não cumpre com o requisito de 5 mil m 2 para poder candidatar-se às ajudas.Sem emparcelamento que permita au-

mentar a dimensão média das propriedades e a consequente melhoria da produtividade e dos rendimentos dos agricultores, não me parece que o futuro da agricultura nesta zona do país seja promissor. Se os nossos agricultores, ou melhor, se os nossos reformados, que trabalham na terra, não tiverem a possibilidade de aumentar a dimensão das suas propriedades, não é possível que os seus netos venham a querer ser agricultores (os netos, porque os filhos, esses, já estão noutra ...). Mais um livro foi publicado em Mangualde, feito que deve ser devidamente assinalado. Trata-se da publicação, pelo Dr. António Tavares, de mais um livro, “Sepulturas Escavadas na Rocha”, versando a temática arqueológica que nos vem apresentando no seu blogue e nos artigos que vem publicando nos jornais de Mangualde. Os parabéns e os votos para que continue o trabalho de investigação e divulgação que tem vindo a realizar. Ficamos à espera de mais.

inexistência de um cartaz cultural de carácter anual? Como será possível desenvolver uma política cultural sem a existência de infra-estruturas dignas para a cultura? Se Mangualde não possui, nem teatro, nem cinema, nem museu, qual a razão de tamanha verba destinada à cultura? Muitas seriam as páginas que poderia escrever relativamente a estas questões, mas ficar-me-ei por uma explicação sucinta. Considero que a opção da autarquia tem sido a de, centrar quase todo o investimento cultural em duas ou três fases do ano, sendo elas as Festas da Cidade (Feira Medieval), a Feira dos Santos e as festas de Sra. do Castelo, atribuindo a

restante fatia do orçamento da cultura a associações recreativas e culturais. O problema é que as efemérides locais não duram no seu conjunto, mais do que duas semanas ao ano, e todo o trabalho desenvolvido pelas associações recreativas e culturais está demasiado centrado na cultura de outros tempos. Tenho a convicção que existem associações muito úteis, mas não hesito em afirmar que algumas destas poderiam ter um contributo mais voltado para o desenvolvimento da cultura contemporânea. Dito isto, considero ser muito relevante uma mudança de estratégia nas políticas culturais locais,

onde a linha condutora deverá ser uma maior distribuição das verbas existentes para a cultura ao longo do ano. Preservar as actuais políticas só faz sentido, quando a iniciativa privada tem condições para desempenhar um papel cultural de substituição ao poder político local. Como esta situação não ocorre em Mangualde, talvez seja o momento de criar um cartaz cultural anual (fado, teatro, dança, música, etc.), capaz de satisfazer, criar e estimular necessidades culturais que muito poderiam dinamizar a vida concelhia. Vamos tirar as pessoas de casa e transformar Mangualde numa cidade dinâmica!

Procissão em Lobelhe do Mato

Jorge Almeida Abrantes

nacional seria impensável antes do 25 de Abril, pois Maria de Fátima Albuquerque precisaria da autorização do marido para cruzar a fronteira ... Mas a evolução da condição feminina aqui por estes lados, não onde a religião impera, nomeadamente nos países muçulmanos, deve-se também e muito à evolução dos homens, não só por terem sido eles a fazer as alterações legislativas, mas, sobretudo, porque alteraram os seus comportamentos e aceitaram as justas pretensões das mulheres. A geração dos que têm agora 50/60 anos, a da Dra. Teresa Cruz, foi a primeira a aceitar a não virgindade das mulheres no casamento. Parece pouco, mas é muito, pelo que tráz associado. A igualdade sexual está associada à liberdade da mulher enquanto ser actuante na nossa sociedade, actuação que irá com certeza aprofundar-se à medida que a mulher for consolidando a sua posição na nossa sociedade, resultado do seu cada vez maior nível educacional. A evolução verificada ao ní-

Política Cultural

monstrando que esta festividade vai muito para além de simples coelhos de chocolate e amêndoas, como infelizmente, é relembrada em muitas cidades e grandes meios. Parabéns Lobelhe do Mato!

de Cristo. Na véspera do grande dia, Sábado Santo portanto, celebrou-se a Vigília Pascal. Uma missa que foi sem dúvida muito bela, a recordar que a boa nova estava prestes a suceder-se. No Domingo de Páscoa, Lobelhe do Mato acordou cedo, tendo-se agrupado com pompa e circunstância a Banda Filarmónica Lobelhense, a Irmandade do Santíssimo Sacramento, assim como muitos Lobelhenses à frente da Igreja para a procissão. Seguidamente, algumas pessoas dividiram-se em três grupos (cada um com uma parte da povoação), levando a cruz a beijar a praticamente todas as casas da aldeia. É com bastante contentamento que registo neste artigo o agrado, a alegria e a felicidade com que as pessoas recebem a cruz no seu lar, provando claramente que sem este acontecimento, a Páscoa não teria o mesmo sentido.

Lúcio Balula Jr.

to Nacional de Estatística, não há no concelho de Mangualde falta de investimento em actividades culturais, já que em Mangualde são dispendidos cerca de 97, 1 euros por habitante ano em cultura (cerca de 2milhões de euros no total), enquanto a média nacional se situa nos 86,6 euros por habitante. Em Viseu, por exemplo, estas despesas apenas chegam aos 42,7 euros por habitante, ou seja, menos de metade daquilo que a nossa autarquia despende. Estes dados permitemnos desde logo alcançar inúmeras interrogações! Se as verbas para a cultura existem de forma significativa, qual a razão de tanta falta de vitalidade no concelho? Porquê a


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Morreu o general «sem papas na língua» O general Galvão de Melo, ex-membro da Junta de Salvação Nacional resultante do 25 de Abril, foi encontrado morto, na garagem da casa onde vivia. O seu corpo foi enterrado no jazigo familiar em Mangualde

Nascido em Buarcos, Figueira da Foz, a 4 de Agosto de 1921, Galvão de Melo passou parte da sua infância na aldeia de Oliveira, Mangualde, de onde a sua família era natural. Fez o ensino secundário no Liceu Camões, em Lisboa, e frequentou a Academia Militar, onde terminou o curso de Aeronáutica Militar em 1943, tendo mais tarde concluído o curso de Estado-Maior com distinção. Em 1960, Galvão de Melo foi destacado para chefiar uma missão em Moçambique e um ano depois foi colocado em Angola, de onde foi destituído por ter denunciado negócios marginais que se faziam em aviões militares a coberto das altas patentes. Até 1966 criou e dirigiu o curso de Estado-Maior da Força Aérea, a funcionar no Instituto de Altos Estudos. Nessa altura decidiu terminar o serviço activo nas Forças Armadas, alegando que o seu afastamento

ocorreu «por razões graves» relacionadas com o modo como a ditadura vigente se servia da Força Aérea Portuguesa e até ao 25 de Abril trabalhou como civil na agricultura, no petróleo, no comércio e na indústria. Alguns anos mais tarde aderiu ao movimento do 25 de Abril e tornou-se membro da Junta de Salvação Nacional, de onde saiu em Outubro de 1975. Pediu posteriormente a passagem à reserva para se candidatar como deputado independente do CDS à Assembleia Constituinte, eleita a 25 de Abril de 1975. Recandidatou-se de seguida, também como independente e pelo CDS, à primeira Assembleia Legislativa, onde protagonizou intervenções polémicas, nomeadamente na defesa dos portugueses detidos nos ex-territórios ultramarinos. Em 1980 candidatou-se à Presidência da República como independente, mas perdeu a eleição para o general Ramalho Eanes.

Conhecido como o general «sem papas na língua», característica que lhe valeu alguns dias de prisão durante a sua vida, Galvão de Melo defendeu que a participação de Portugal no Iraque, após o 11 de Setembro, deveria ter-se centrado na cedência de facilidades na base aérea dos Açores. Depois de afirmar que Xanana Gusmão (actual primeiro-ministro timorense) é um «criminoso de guerra», Galvão de Melo defendeu que «todos os genocídios que aqui em Portugal se quiseram atribuir aos indonésios foram praticados pela Fretilin comunista», a quem os portugueses deram as armas.

Galvão de Melo era um bom profissional e um democrata, desde a juventude. Nos idos de 1946, estava então na Granja do Marquês, como oficial da Força Aérea, no início de carreira, teve a coragem de ajudar Palma Inácio, quando este, na preparação de uma intentona anti-regime, sabotou os aviões da base... Com o andar do tempo fomos estreitando relações. Visitámo-nos nas respectivas casas. Comemos várias vezes juntos, com amigos comuns. Galvão de Melo não era um político. Mas era um homem de convicções. Nunca foi oportunista ou alguém que se quisesse servir da política. Pelo contrário. Quis sempre servir, desinteressadamente, Portugal. Pertenceu, na última eleição presidencial, à minha Comissão de Honra. O meu testemunho pessoal é que, com a sua morte, se perdeu um general que foi um profissional honesto, um cidadão digno, coerente com as suas ideias, corajoso e um grande homem de bem. Mário Soares

Comunicado OBRAS NA RUAAZURARA DA BEIRA

- Tem de haver limites para a falta de vergonha (e a incapacidade de gestão) -

Respondendo à Rádio Voz de Mangualde, a propósito da Nota de Imprensa do passado dia 11, desta Comissão Política, decidiu o senhor Presidente da Câmara Municipal de Mangualde apelar ao seu manifesto desespero político, optando pela desvalorização estéril e grotesca de um trabalho que entendemos ser um contributo sério e honesto para a vivência futura na nossa cidade, conforme foi reconhecido por imensos mangualdenses, de variados quadrantes políticos, incluindo o do senhor Presidente da CMM. Decidiu-se pelo achincalhar fácil e despudorado, afirmando na altura, como se isso fosse decisivo para a qualidade da proposta que seriamente apresentámos, que “o

CDS-PP é um partido sem expressão”. Isso é o que estaremos para ver, senhor Presidente. O que desde já lhe garantimos é que... seremos bastante expressivos. Também lhe garantimos, com a mesma lealdade, o mesmo rigor, e a mesma honestidade que sempre colocámos na nossa acção política, mesmo quando fomos parceiros de coligação, que continuaremos a trabalhar e a lutar por Mangualde e por um futuro promissor para os seus cidadãos. PORQUE NÃO QUEREMOS HIPOTECAR E MALBARATAR O FUTURO DESTA TERRA. Se restassem dúvidas a alguém acerca da razão que nos assistia quando, no passado dia 11, na referida Nota de Imprensa, de forma exaustiva, abordámos o tema do TRÂNSITO NA CIDADE DE MANGUALDE, aí estão os factos, evidentes, para bem demonstrar o que então afirmámos: “É neste contexto que aparecem as alterações ao trânsito na cidade, operação

profusamente anunciada em painéis estrategicamente colocados, mas que, uma vez mais, peca por ser feita por quem pensa saber de tudo e que, como tal, se permite agir, de forma leviana e sem qualquer coerência ou planeamento, muito menos num estudo feito de uma forma aberta, isenta de pressões pessoais, por técnicos independentes, de reconhecida competência e experiência na matéria”. De facto, caberá na cabeça de alguém que, mais de três meses passados sobre o início das obras (para os mais esquecidos, importa relembrar que as obras se iniciaram na última semana de Dezembro), depois de milhares de horas de trabalho ali aplicadas (houve momentos em que na obra se encontravam mais de uma dúzia de operários e equipamentos significativos), depois do “faz – desfaz - volta a fazer – corrige - põe lancil - levanta lancil – remata – esventra – pinta - …” , depois de, na última quinzena, (após correcção exigida pelos Técnicos que elaboraram o desenho, …), se ter, finalmente, avançado para a

redefinição dos passeios e pavimentação de estacionamentos e arruamento, alguém se lembre, tarde e a más horas, de dar tanto trabalho e tanto gasto por perdido, permitindo que se desfaça o que está feito e se aceite a intervenção ( já agora seria curioso que se soubesse se a obra em causa está licenciada e foram pagas as taxas devidas…) de privados, com quem não houve o cuidado, mais que exigível, de coordenar trabalhos? Agora é o gás… amanhã será outra coisa qualquer… E que dizer dos enormes inconvenientes para os Mangualdenses no geral (haverá alguém que, face à deficiente sinalização e aos avanços e recuos das obras, não tenha sido obrigado a andar às voltas para sair do labirinto em que nos meteram?) e dos significativos prejuízos a que têm sido sujeitos os comerciantes desta rua? Não haverá bom senso? Não existirá uma pinga de vergonha e de sensibilidade para estes problemas que poderiam/deveriam ter sido, se não evitados, pelo menos

minorados? Ao mesmo tempo que manifesta a sua solidariedade activa a todos quantos têm sido atingidos por esta inconsciência de quem nos governa, seja a partir dos altos gabinetes municipais, seja na gestão directa da obra, o CDS-PP e a Comissão Política Concelhia de Mangualde não podem deixar de chamar a atenção dos Mangualdenses para a óbvia necessidade de, num futuro, felizmente próximo, ser chegado o momento de “mandar para o descanso” quem desta forma desregrada trata os assuntos que interessam ao nosso viver colectivo. Mangualde exige e merece respeito. Os Mangualdenses estão fartos de aventureirismo e de falta de coerência e de rigor. O tempo de mudança é já amanhã… Mangualde, 30 de Março de 2008 Comissão Política Concelhia de Mangualde do CDS-PP José Carlos Almeida Ribeiro (Presidente da Comissão Política)

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Nos termos do artigo 7º. Nº. 2 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação de Ex-Combatentes Beirões, para reunir no dia 27 de Abril de 2008, pelas 9 Horas, na sede da Associação, sita na Travessa da União nº 2, em Mangualde, com a seguinte: ORDEM DE TRABALHOS 1º. Aprovação das Contas de Gerência de 2007 2º. Ratificação do Orçamento e Plano de Actividades para 2008 3º. Aprovação de proposta da Direcção para atribuição da qualidade de sócio honorário ao Sr. Jorge Ricardo Almeida da Costa Albuquerque 4º. Outros assuntos de interesse para a Associação. Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios, a Assembleia reunirá meia hora mais tarde, com qualquer número de presentes. Mangualde, 17 de Março de 2008 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Jaime Manuel Marques Pires da Silva

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Selecção de futebol não vem a Mangualde

Dívida da autarquia à Associação de Futebol de Viseu, pode ter inviabilizado vinda da Selecção de Portugal a esta cidade A Câmara Municipal de Mangualde deve mais de oito mil euros à Associação de Futebol de Viseu. Até à data, a autarquia nada fez para saldar esta dívida e a dois meses do estágio da Selecção Nacional de Futebol, que decorrerá em Viseu, a cidade de Mangualde não recebe aquele que será o grande acontecimento desportivo do ano. Já Tondela, vê as suas influências e boas relações com a AFV contempladas com um treino, a 27 de Maio, a realizar no Estádio João Cardoso. Este assunto já tinha sido levado à reunião de câmara, a 21 de Março de 2007 pelo Vereador do Partido Socialista, João Azevedo, que na altura revelou a sua preocupação por saber que “ a Associação de Futebol de Viseu tem reclamado uma dívida à Câmara Municipal de Mangualde relacionada com o Europeu de Futebol – Sub 17, pelo que perguntou porque é que esta comparticipação ainda não tinha sido paga.” Soares Marques respondeu di-

zendo: “Na altura em que foi abordada esta questão com o senhor Presidente da Associação de Futebol de Viseu, não me recordo do montante efectivamente acordado, sendo que a Câmara Municipal não deixará de assumir os seus compromissos após a reactivação deste processo, o que me foi solicitado por um elemento dos órgãos directivos da Associação e não pelo seu Presidente”. João Azevedo disse ainda que “o Município de Mangualde é o

único que não pagou a sua parte”. Passado um ano, este montante ainda não foi regularizado. Contactada a direcção da Associação de Futebol de Viseu (AFV), foinos dito que “ ainda não foi regularizada a situação”. Esta Associação, adiantou ainda que, além da dívida de 7.750 euros relacionada com o Europeu de Futebol – Sub 17, existe mais uma dívida a esta associação no valor de 500 euros relacionada com os árbitros que a AFV destacou para arbitrarem os Jogos

Desportivos, no ano de 2005. Esta Direcção disse que “ foram inclusive emitidos os recibos neste valor, um de 350 euros e outro de 150 euros e o mais estranho é que foi a própria Câmara de Mangualde a pedir a emissão dos mesmos e até hoje ainda não foram saldados”. A AFV refere que não deixa de estar disponível para continuar a colaborar e ser parceiro com a autarquia de Mangualde, desde que esta solicite a sua participação.

Selecção de sub-17

Tradição secular do ““Amentar Amentar das Almas ” rrecuperada ecuperada em M angualde Almas” Mangualde António Ferreira

Mangualde cumpriu no passado dia 15 de Março, a tradição secular do “amentar das almas”, orações cantadas pela rua em louvor dos que já morreram

A iniciativa, também conhecida por “encomendação das almas”, foi promovida pelo GCR de Santo Amaro de Azurara e pelo Centro Cultural Distrital de Viseu, que pretenderam assim preservar uma tradição ancestral da época da Quaresma. A representação dos grupos participantes, começou às 21 horas e 15 minutos, no Largo da Misericórdia, em Mangualde. Os participantes relembraram as almas, percorrendo um pequeno espaço do

largo, parando em frente da porta principal da Igreja da Misericórdia. Uma das notas positivas foi a grande quantidade de público que se associou a esta iniciativa. Espalhados pelo largo, estiveram em total silêncio e plena reflexão. O momento foi igualmente vivido por todos os participantes dos grupos, que referiram ao nosso jornal “ o gosto enorme de vir a Mangualde, e representar com toda a devoção o Amentar das Almas, contando com tão vasta assistência que vivia igualmente em pleno silêncio e devoção este momento” revelou um elemento de um grupo participante. Participaram nesta primeira realização na cidade de Mangualde, os cantares de Santo Amaro de Azurara - Mangualde; cantares de Alcofra Vouzela; cantares de Abravezes e cantares de Loumão – Orgens – Viseu. Colaboraram nesta iniciativa, a Câmara Municipal de Mangualde, Junta de Freguesia de Mangualde, INATEL, Paróquia de Mangualde e Sta. Casa da M. de Mangualde.

Cónego Jorge Alberto Seixas elogia a realização do “Amentar das Almas”

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Entrevista

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Manuel Vaz Presidente da Direcção

Associação de ex-combatentes Beirões

“Se nós fomos heróis...há outros heróis por detrás...” A Associação de ex-combatentes Beirões existe oficialmente há 4 anos. No entanto, os almoços de ex-combatentes realizam-se há 14 anos. O Zurara foi ouvir o presidente da associação Manuel António Madeira Vaz e o presidente da Assembleia Jaime Silva O Zurara - Como combatente que regimento serviu e em que localidades? Manuel Vaz - Estive em Angola, como furriel, num pelotão independente, na fronteira com a República do Zaire, numa localidade pequena chamada Nóqui, junto à cidade de Matadi. Era a terceira maior cidade da República Democrática do Zaire, o antigo Congo Belga. Era um pelotão independente, perfeitamente autónomo, que tinha por missão a defesa da localidade de Nóqui onde estava um batalhão. Nós ficávamos isolados, a 4 quilómetros mesmo na fronteira, no cimo do monte e dividíamos o pessoal. Um grupo de combate tinha 23 homens e nós tínhamos 47, por isso dividíamos sempre o pelotão em dois, fazendo um grupo de combate e fazendo a guarnição, sempre em alternância. Os graduados raramente rodavam e andavam sempre no mato ou nas escoltas de colunas que eram feitas até São Salvador do Congo, o que representava dois dias e duas noites de picada. Em que datas esteve no conflito? Cheguei a Angola nos princípios de 1971 e regressei em Novembro de 1973. Foram 26 meses aproximadamente, mas o total de tropa foi quase 53 meses. No vosso pelotão perderam homens em combate? Tivemos problemas em colunas. Posso contar uma história que se passou comigo. Havia uma coluna de abastecimento onde íamos bus-

car mantimentos e havia uma mina na estrada. Normalmente as colunas eram compostas por um carro preparado como rebenta minas. Era uma Berliet grande, reforçada com umas chapas de aço, rebentou uma mina e rebentou o pneu por debaixo do condutor mas não houve qualquer tipo de problema. Como não se verificou um ataque, como seria de esperar, acabámos por retirar a Berliet da picada e seguimos sem rebenta minas. Eu ia no primeiro Unimog, um carro mais ou menos ligeiro, à frente, passei por cima de uma mina que não rebentou, porém rebentou no Unimog que vinha aproximadamente 10 metros atrás de mim. Rebentou por debaixo do banco do condutor. Recordo-me perfeitamente como se fosse agora: ele ficou só com um “ossito” pequenito na perna, não dava para fazer um garrote. Larguei tudo e fui direito ao condutor porque vi-o ir pelo ar, deitei-me no chão, agarrei-o pelo pescoço e dizia-me ele “furriel eu parti a perna não a consigo levantar”. Mas só tinha um osso de mais ou menos 10 cm a partir da anca. Meteram-me uma agulha num braço, pedi para lhe começarem a dar sangue do meu, sem saber de que tipo era, nem me interessava. Pediu-se um helicóptero que demorou cerca de 12 minutos mas ele durou pouco mais de 5. Acabou por morrer mesmo por debaixo do meu braço. Penso que ele não se apercebeu que não tinha a perna, a preocupação dele era ter a perna partida e não a conseguir

levantar. Tem conhecimento de ex-combatentes que sofrem de “stress póstraumático”? Os ex-combatentes tiveram muitos problemas. Depois do regresso, verificou-se que os ex-combatentes tornaram-se bons empregados, porque precisavam de esquecer as situações de guerra e toda aquela força era canalizada para o trabalho. Assim, durante um período de 30 a 35 anos conseguimos equilibrar as nossas vidas pela dedicação ao trabalho. Quer mentalmente, quer fisicamente, tínhamos uma necessidade absoluta de estarmos ocupados. Hoje muitos excombatentes sofrem de problemas de coração precisamente por causa dessa azáfama. Agora, que estamos a chegar à reforma, começamos outra vez a dormir mal. Eu falo por mim e penso que pelos outros; hoje não durmo mais do que 3 horas e meia por noite, porque a cabeça vai buscar coisas que já não quero recordar. No cérebro as coisas não se apagam, arquivam-se e o problema é que agora o arquivo começa a abrir-se outra vez. Essas pessoas têm que ir a consultas especializadas. Estamos em vias de fazer um protocolo com o Hospital de Viseu, mas esse é um processo muito complexo e demasiado burocrático.A solução passa por, nas pequenas cidades, fazermos o rastreio dos casos urgentes, com a criação de uma equipa de diagnóstico, composta por uma assistente social, um psiquiatra e um psicólo-

go. O Ministério da Defesa está sensível a isso porque celebrou 3 protocolos com 3 associações para este efeito, pagando às suas custas as despesas com estes médicos. A Associação de ex-combatentes Beirões vai realizar o almoço anual. Qual o objectivo principal desse almoço? O almoço este ano terá três vertentes: queremos aproveitar o maior número de sócios para fazer uma assembleia-geral, para aprovarmos as contas, o plano e o orçamento, porque há sempre dificuldade em fazer a assembleia-geral; em seguida vamos mostrar a sede, ainda com as obras em curso e seguidamente iremos ao canhão e à eucaristia. No altar estarão o estandarte da associação e a bandeira nacional seguras por um ex-combatente. Iremos ainda à rotunda e depois realizamos o nosso almoço. Quantos sócios constituem actualmente a associação? Quando falo de sócios refiro-me aqueles que pagam cotas, porque para além desses somos bastantes mais. Aliás, estamos a fazer o levantamento nas povoações todas para tentar saber quantos são no total. Somos neste momento 107 sócios. Existem três qualidades de sócios: os sócios de pleno direito, que são os ex-combatentes e pode ainda ser sócio da associação qualquer militar que em missão de paz ou de guerra, seja enviado para qualquer teatro de guerra, - já temos casos desses. Depois temos sócios familiares e temos sócios simpatizantes. Vamos ainda passar a ter dois sócios honorários, a partir do dia 27, pelo que fizeram para ajudar a associação. Um deles apoia-nos desde o dia da fundação da associação e estava muito sensibilizado para esta

temática porque o seu pai foi excombatente e outro que nos ajudou recentemente. Que tipo de apoios têm recebido? Quer da Câmara Municipal, quer da Junta de Freguesia, recebemos o apoio que pedimos. A verdade é que nós ainda não pedimos muito, porque ainda não temos condições para ter muito. Entretanto, já fizemos saber à autarquia que estamos dispostos a assumir-nos como parceiros sociais. O único apoio para além dos orgãos autárquicos foi de um particular de Mangualde, o Sr. Jorge Albuquerque, que gratuitamente e de uma forma altamente altruísta, nos cedeu um espaço para localizarmos a nossa sede. É um favor que ele nos faz e que sinceramente esperamos reconhece-lo de forma condigna, o que faremos no dia 27, no nosso almoço. Já houve uma aprovação, por

parte da câmara, da realização de um monumento? Espero bem que tenham a coragem de desaprovar o que foi aprovado, porque acho que a câmara não está em condições e não deve gastar dinheiro que pode fazer falta para outras coisas. Com pouco dinheiro pode fazer-se uma coisa que vai agradar a toda a gente. Aliás, se dependesse de mim, vou ser sincero, também não era aquela rotunda que serviria para esse monumento, seria uma rotunda mais central. Aquela é uma rotunda de trânsito, na qual as pessoas passam sem poder parar. Isto é uma opinião pessoal que não foi discutida em nenhuma assem-bleia. Temos aí tanta rotunda sem nome, espero que a câmara fique sensível a esta questão. Primeiro terá de ser discutido internamente, porque isto é uma opinião pessoal que quero levar a uma assembleia-geral para tentar alterar esta situação. Queríamos que no futuro monumento a colocar na rotunda que nos está destinada existisse uma lápide onde os nomes deles fossem inscritos para serem recordados. Penso por exemplo numa pedra ao meio com o nome dos que faleceram e em toda a volta o nome de todos os que foram mobilizados, seria mais do que suficiente. Porquê o nome de todos os mobilizados, porque nós também não ficamos cá, vamos morrer e seria engraçado no futuro os nossos descendentes poderem dizer que ali está o nome de um pai ou um avô que também foi ex-combatente. Qual o contributo do nosso concelho no número de ex-combatentes presentes no Ultramar? O Concelho de Mangualde foi um dos concelhos, que em termos de dimensão, mais combatentes deu para as guerras do ultramar. Existem várias centenas ainda vivos e morreram alguns em combate. Acha que a população no seu geral está preocupada com os vossos problemas ou está, de uma certa forma, desatenta a essa situação? Temos um leque de pessoas que viveram esse tempo das guerras do ultramar e não falo só dos ex-combatentes, mas sim das mães e dos pais para quem não foi fácil. Se nós fomos heróis e acho que todos os ex-combatentes se devem assumir como tal, independentemente das medalhas que tenham ou não recebido, há outros heróis por detrás deles que são os pais, as mães, as mulheres, as namoradas, as madrinhas de guerra que sofreram com eles. Só quem lá esteve é que pode perceber a alegria, a avidez e o carinho com que eram recebidas as cartas. A minha mulher, enquanto lá estive sem ela, porque depois acabou por lá ir ter, escrevia-me uma carta por dia. Como só tínhamos correio de 4 em 4 dias, tinha de as pôr por ordem para depois as ler. Essas cartas eram lidas várias vezes porque sabia bem, era o ponto de contacto. Por isso penso que, para além dos ex-combatentes, todos aqueles que viveram de perto as consequências da guerra, estão atentos e preocupados com este problema.


Entrevista

JORNAL

o Zurara

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“... dignificar a qualidade do ex-combatente.”

Jaime Silva Presidente da Mesa da Assembleia O Zurara - Em que unidade serviu? Jaime Silva - Comando de Agrupamento 2973 Em que período? Assentei praça em 1969 e fui mobilizado para Angola em 1970 cumpri a minha comissão de serviço durante 2 anos. Há quanto tempo é Presidente da Mesa da Assembleia-geral da Associação? Há um ano, os órgãos foram eleitos em finais de 2006, por dois anos, já cumprimos um ano e vamos agora para o segundo. Pode contar-nos a história do famoso canhão, como foi obtido e como acabou por ser colocado no Largo Pedro Álvares Cabral? Sei que foi uma oferta do Ministério da Defesa Nacional. Na altura exercia as funções de Presidente da Junta de Freguesia de Mangualde. Já nessa época, esta Associação pediu-me ajuda, aquando dessa dádiva do Ministério aos ex-combatentes. Eles entenderam que lhes tinha sido atribuída uma rotunda, conhecida como rotunda dos combatentes, onde pretendiam perpetuar o nome daqueles que tombaram ao serviço da Pátria. Como não tinham capacidade financeira, recorreram ao Ministério e obtiveram o dito canhão, com a intenção de co-

locar essa peça de artilharia na rotunda como sendo o monumento dos combatentes. Não é muito comum o Estado ceder este tipo de peças a Associações? Pois não será, mas como a vertente desta associação é agrupar antigos combatentes acho que se insere perfeitamente uma antiga peça de artilharia, que já não tem uso e que é belíssima na minha opinião e é de um valor bastante elevado, a ideia foi colocá-la exactamente na rotunda. Os ex-combatentes, aquando das cerimónias que realizam, reúnem-se primeiro junto ao canhão e depois seguem até à rotunda. Considera que aqui deveria existir um monumento? O monumento era o canhão. Na altura, a associação pediu-me que junto da Câmara Municipal equacionássemos a forma de colocar essa peça de artilharia como sendo o monumento dos ex-combatentes. Quando a peça veio para Mangualde gerou alguma polémica. Pedimos então uma audiência ao Sr. Presidente da Câmara. Acompanhei alguns desses combatentes e fomos dizer ao Sr. Presidente da Câmara que tínhamos a promessa de nos ser cedida uma peça de artilharia, com um grande valor simbó-

lico para os combatentes e que quereríamos ver essa peça colocada num monumento a erigir na rotunda dos combatentes. O Sr. Presidente da Câmara concordou inteiramente connosco, acedeu de imediato, disse que achava muito bem, que se enquadraria ali muito bem, pelo que de imediato chamou ao seu gabinete o Sr. Eng.º Mendes Ferreira, a quem encarregou de elaborar esse dito projecto, por forma a enquadrar aquela peça nesse monumento que ele iria realizar. Falou-se da iluminação e avançou-se para o projecto. Ridicularizou-se um bocadinho a situação. Eu hoje pergunto, ela está apontada para onde? Oliveira do Hospital, Seia? Para onde é que é? Isto para dizer que, na altura, o executivo municipal utilizou este artifício para não colocar essa peça na rotunda e veio desautorizar o Sr. Presidente da Câmara que já tinha concordado com tudo. Depois foi nomeada uma comissão, um grupo de trabalho de vereadores, que foram ao Largo Pedro Álvares Cabral e a outros locais ver onde melhor se poderia inserir aquela peça para aí ser colocada. Isto já foi feito um pouco à revelia da Associação dos ex-combatentes. Essa decisão já foi de cariz político e os excombatentes não foram nem tidos nem achados. Estamos calados mas

“Espero bem que tenham a coragem de desaprovar o que foi aprovado, porque acho que a câmara não está em condições e não deve gastar dinheiro que pode fazer falta para outras coisas. Com pouco dinheiro pode fazerse uma coisa que vai agradar a toda a gente” - Manuel Vaz

não estamos conformados e a seu tempo, eu estou convicto que aquela peça de artilharia irá acabar os seus dias na dita rotunda dos combatentes, integrada num monumento simbólico ou num memorial; onde efectivamente se possa dar a conhecer às gerações vindouras aquilo que foram as guerras coloniais, assim como a esta geração que, por vezes, desconhece o que foram essas guerras, honrando a memória dos muitos que tombaram. Quais os objectivos desta Associação? Pretendemos atingir alguns objectivos dos quais destacamos: - Reivindicar alguns direitos legítimos, que se prendem com o facto de ser obrigação do Estado reconhecer e realizar o direito que os ex-combatentes têm de serem ressarcidos, pelos males que as guerras do ultramar lhes causaram, quer sejam sequelas de natureza física ou psicológica; - Promover a reinserção daqueles ex-combatentes que ficaram afectados; - Honrar os mortos. Nos concelhos vizinhos, Tondela por exemplo, há sempre algo que perpetua e honra a memória daqueles que morreram nas guerras do ultramar; - Tomar todas as iniciativas que dignifiquem a qualidade do ex-combatente. - Regulamentar a Lei 9/2002 e a Lei 21/2004 que se prendem com a defesa dos direitos dos combatentes, mas que carecem de legislação subsequente, por exemplo, para a contagem do tempo de serviço para efeitos de reforma. Essa medida foi temporizada, foi dado um prazo para que os ex-combatentes pudessem pedir essa contagem. E os que não estavam cá, que estavam no estrangeiro, ou não tiveram conhecimento? Desta forma, a lei deve ser alterada para que ainda possa ser pedida a contagem do tempo de serviço para quem não beneficiou dela; - Atribuição do malfadado subsídio ao ex-combatente, que só é de 30 • anuais. A lei prevê um complemento de pensão e não um mísero subsídio que mais parece uma esmola. Também queríamos uma sede para a Associação. Fomos bater à porta da Câmara mas não teve nada para nos oferecer por isso, recorremos à benevolência de um particu-

lar, que foi extraordinário; uma pessoa com uma grande abertura que desde a primeira hora nos cedeu um espaço, sem conhecer muito bem a Associação. Queremos estabelecer protocolos com o Ministério da Defesa, porque há muitas associações em todo o país a receber subsídios, alguns deles até vultuosos, que ajudam a colmatar parte das lacunas existentes. Foi criada recentemente uma federação das Associações de excombatentes, qual é a sua finalidade? A nossa associação é recente, temos mais de uma centena de associados que pagam uma quota de 1 • por mês. Não temos por isso fundos nenhuns, mas temos vários objectivos como enumerei e foram esses objectivos, que nos levaram a federar-nos. Não podemos isoladamente ir reivindicar grandes coisas, porque somos 100 pessoas. Para isso é necessário que efectivamente haja peso, todos juntos conseguiremos reivindicar aquilo que enumerei anteriormente, daí a formação de uma Federação. Como fundadores da Federação estiveram 5 associações, fomos a primeira a aderir, eles ficaram muito satisfeitos e nós também por juntarmos as nossas vozes às restantes para reivindicar aquilo que pensamos ter direito. De Tondela ANCU (Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar), que já veio transferida do Norte e tem um número significativo de associados, a APVG (Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra), a APECM (Associação Portuguesa de ex-combatentes Militares), a ASCVECU (Associação Social e Cultural dos Vilacondenses Ex-combatentes do Ultramar), APOIAR (Associação Portuguesa das Vítimas do Stress de Guerra), tem sede em Lisboa e apoia os combatentes vítimas do stress de guerra e stress pós traumático. Esta vai ser uma das vertentes, que o Ministério da Defesa e o Estado pensa impulsionar ao nível das associações, neste momento há uma grande preocupação com estes problemas. Na altura da guerra não seria possível adivinhar que iriam surgir todos estes casos, só agora estão a ser detectados.

“O Sr. Presidente fez essa promessa, para compensar o facto da peça não ser colocada na rotunda, de erigir um monumento mais condigno, segundo ele. Mas decorridos dez anos esse monumento ainda não existe. Existe uma pedra com uma lápide que simboliza a primeira pedra do dito monumento.”- Jaime Silva


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Mangualde

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Memórias de um ex - Combatente

Nome: Vírgilio Almeida Residência: Cubos Idade: 57 anos Profissão: Mecânico de automóveis

Prestação de serviço militar no Centro Territorial (Piche), Guiné-Bissau, no período de 19 de Março de 1972 a 20 de Junho de 1974. Regimento: Batalhão de Caçadores 3883 Cargo: Soldado Operacional Mecânico Auto

JORNAL

o Zurara O que mais me marcou durante o período em que prestei serviço na Guiné foi o facto de assistir ao sofrimento provocado pelos ferimentos e algumas das vezes à própria morte dos meus camaradas, que ao fim ao cabo foram a minha família enquanto lá estive. Custoume particularmente, decorridos já doze meses de campanha, o caso de um camarada que depois de chegar vindo da metrópole, após um período de férias, acabámos por passar a noite a conversar sobre a situação que lá se verificava e este contou-me sobre os projectos que entretanto tinha feito para depois da campanha. No dia seguinte, numa coluna onde seguíamos para o seu quartel, sofremos uma emboscada, ele foi atingido e acabou por falecer perto de mim. Foram momentos muito difíceis e que tive-

ram consequências psicológicas graves nalguns camaradas, chegando, alguns deles, ao ponto do suicídio. Outros momentos complicados eram aqueles em que víamos os

nossos camaradas regressar à metrópole no cais de embarque. Eram alturas em que tomávamos consciência da realidade e recordávamos com grande saudade a família e a terra natal.

Maria de Jesus festejou 100 anos de vida Hoje faz 100 anos a senhora Maria Tem cá os filhinhos todos Netos, bisnetos E está cheia de Alegria.

No dia 16 de Março de 2008, o salão da Junta de Freguesia da Cunha Alta foi palco de uma cerimónia especial: a celebração dos 100 anos de vida de Maria de Jesus, habitante da dita aldeia.

Maria de Jesus, nasceu a 16 de Março de 1908, teve 7 filhos, tem 7 netos e 8 bisnetos. Nascida e criada na Cunha Alta, foi com muitas dificuldades que conseguiu criar uma família unida, nunca lhes faltando com amor e carinho. Maria de Jesus, mantémse ainda muito lúcida, vive sozinha e cuida das lidas da casa. A Junta de Freguesia da Cunha Alta, não quis deixar passar em falso esta data e organizou uma festa para a cele-

A Cunha Alta está em festa A senhora Maria está contente Ela está linda e lúcida A sorrir para toda a gente. Foi aqui na Cunha Alta Que a senhora Maria nasceu Ela nunca daqui saiu Ela sempre aqui viveu. Trabalhou sempre no campo Com muita dificuldade Criou seus 7 filhinhos Deu-lhe tudo o que podia Deu-lhe amor e carinho. Cantando os Parabéns à aniversariante Maria de Jesus bração deste centésimo aniversário, na qual juntou alguns familiares e amigos da aniversariante. Vítor Tenreiro, Presidente da Junta de Freguesia, proferiu um discurso de homenagem a Maria de Jesus, referindo que “foi com um enorme orgulho que se organizou

esta festa, pois a D. Maria de Jesus é um exemplo de vida, uma mulher que apesar de ter ficado viúva no inicio da década de oitenta, sempre lutou, nunca se deixou ir abaixo”. Ainda durante a cerimónia foram entregues algumas prendas à aniversariante e a D. Maria de Fátima

Tenreiro leu um poema da sua autoria, que aqui divulgamos e que retrata bem a vida da aniversariante. Maria de Jesus embora emocionada, manifestou grande alegria ao ver a família e amigos juntos a cantarem os parabéns aos seus 100 anos de vida.

Com esta bonita idade Sente-se um pouco cansada Mas ainda vive sozinha E cuida da lida da casa. Vamos fazer como a senhora Maria Para chegarmos a este bonita idade É ser humilde e alegre E vivermos sem vaidade.

Braga viu Mangualde por um ... dois Cavalos Organizado durante o período da Páscoa, a Bicavalaria do Minho, clube 2 CV de Braga passou por Mangualde no decurso do seu passeio. No sábado, dia 22 de Março, alguns amantes do CV oriundos da região minhota que integram o clube denominado Bicavalaria do Minho, fizeram escala em Mangualde para uma curta visita e jantar, antes de seguirem para Viseu onde pernoitaram. A viagem iniciou-se em Braga, na quinta-feira dia 20, com destino a Bragança. Na sexta-feira foram até Salamanca e Zamora, onde passaram a noite. No sábado, almoçaram na Guarda e seguiram para Mangualde. A meio da tarde, os 14 carros que formavam o cortejo dirijiram-se para Chãs de Tavares

Concentração na Senhora de Cervães

para uma visita ao Monte da Sr.ª do Bom Sucesso. Infelizmente as condições meteorológicas não permitiram que os participantes desfrutassem da paisagem. Seguiram até Santiago de Cassurrães onde visitaram a Capela da Sr.ª de Cervães que encantou toda a gente. De seguida, vieram para o Monte da Sr.ª do Castelo para apreciar as vistas sobre a cidade de Mangualde e arredores, beneficiando de um espectacular pôr-dosol. Para finalizar e antes do jantar, passaram em frente à Citroën para a tradicional fotografia, junto ao portão da fábrica de onde saiu o último 2 CV produzido no mundo,

em 27 de Julho de 1990. Ao jantar, partilharam histórias de viagens e passeios anteriores, marcaram futuros encontros e trocaram-se experiências em termos de restauro destes carros, que movimentam um número considerável de apaixonados por todo o país. Os visitantes seguiram para Viseu para dormirem, no domingo foram almoçar a Oliveira do Bairro e jantar em Leiria. Na segunda-feira estava marcado o regresso a Braga, com a certeza de terem vivido uma viagem fantástica, cheia de experiências novas e repleta de paisagens tão diversificadas encantadoras.


Educação

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o Zurara

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Ministério da Educação transfere competências para os municípios

Pessoal não docente das escolas básicas passa a ser gerido pelas autarquias O Governo vai proceder a uma efectiva descentralização de competências para os municípios em matéria de educação, com o objectivo de obter avanços claros e sustentados na organização e na gestão dos recursos educativos, na qualidade das aprendizagens e na oferta de oportunidades de melhoria dos níveis de formação dos cidadãos A partir do ano lectivo de 2008/ 2009, as competências a transferir para os municípios em matéria de educação, abrangem as seguintes áreas: -Gestão do pessoal não docente: o pessoal não docente das escolas básicas vai ser transferido para os municípios, que vão passar a exercer competências em matéria de recrutamento, afectação e colocação de pessoal, gestão de carreiras e remunerações, bem como poder disciplinar, sem prejuízo do poder hierárquico da direcção das escolas. -Acção social escolar: são

transferidas para os municípios as atribuições ao nível da implementação de medidas de apoio socio-educativo, gestão de refeitórios, fornecimento de refeições escolares, seguros escolares e leite escolar ao alunos do ensino préescolar e dos 2.º e 3.º ciclos. -Construção, manutenção e apetrechamento de estabelecimentos de ensino: as atribuições de construção, manutenção e apetrechamento das escolas básicas são transferidas para os municípios. -Transportes escolares: as atribuições em matéria de organização e de funcionamento dos transportes escolares do 3.º ciclo são transferidas para os municípios. -Educação pré-escolar da rede pública: as atribuições em matéria de educação pré-escolar da rede pública transferidas para os municípios abrangem a gestão do pessoal não docente, a componente de apoio à família, nomeadamente o fornecimento de refeições e o apoio ao prolongamento de horário, a aquisição de material didáctico e pedagógico. -Actividades de enriquecimento curricular: as atribuições em matéria de actividades de enriquecimento curricular do 1.º ciclo, designadamente as actividades de apoio ao estudo, o ensino do in-

Câmara Municipal de Mangualde glês, o ensino de outras línguas estrangeiras, a actividade física e desportiva, o ensino da música e outras expressões artísticas e actividades organizadas neste âmbito são transferidas para os municípios. A tutela pedagógica, orientações programáticas e definição do perfil de formação e habilitações dos professores continuam a ser da competência do Ministério da Educação.

As condições de transferências das atribuições referidas são definidas em contratos de execução a celebrar entre o Ministério da Educação e os Municípios.Esta transferência das competências é acompanhada da transferência das verbas adequadas, tendo em conta o disposto na Lei do Orçamento de Estado para 2008, de acordo com a qual o Governo ficou autorizado a transferir para os municípios as

dotações inscritas no orçamento relativas às competências a descentralizar. Segundo a Associação Nacional de Municípios Portugueses, com a inclusão dos funcionários não docentes, há 116 municípios com um acréscimo de trabalhadores superior a 30 por cento e 58 câmaras terão um acréscimo superior a 50 por cento.

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Mangualde

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o Zurara

A dois quilómetros da cidade de Mangualde

Moradores em Santa Luzia ainda convivem com os esgotos a céu aberto Os moradores da Aldeia de Santa Luzia, Freguesia do Concelho de Mangualde fazem parte dos muitos munícipes que neste concelho e em pleno século XXI, não têm as suas casas ligadas à rede de esgotos. Não porque não queiram, mas porque a autarquia Mangualdense ainda não resolveu tão grave problema. António Ferreira

Uma moradora desta aldeia, que não quis que a identificassem, diz que “é um problema gravíssimo este que vivemos diariamente aqui em santa Luzia. Não sei porque é que a autoridade sanitária não vem ver esta situação, é a saúde pública que está em risco” adiantou ainda “é junto a esta rua que as nossas crianças brincam, está mesmo aqui o parque infantil, agora até já retiraram os objectos de diversão, porque estavam em mau estado e poderiam magoar gravemente as crianças, mas isto que nos vai matando aos poucos, ninguém liga”. É com tristeza no olhar, que esta moradora desabafa “É em cima desta água e porcaria que corre nestas ruas, que nos obrigam a viver dia após dia”. Os moradores nesta aldeia, bem às portas da cidade de Mangualde,

Esgotos a céu aberto sofrem diariamente com a falta de saneamento. Pelas ruas são bem visíveis os regos e poças de esgoto. O cheiro é nauseabundo e

em dias de calor, dizia quem passava no momento, “é insuportável, só quem vive cá é que sabe”. A autarquia de Mangualde não

prevê para breve a resolução desta situação que está a afectar gravemente a saúde dos munícipes que moram nesta povoação.

E enquanto isso, os esgotos lá vão continuando a escorrer para o ribeiro que atravessa a aldeia.

Carta Educativa de Mangualde ainda não foi homologada

Fundos comunitários podem estar em risco Está em risco a candidatura de Mangualde aos fundos comunitários, uma vez que a carta educativa inclui edifícios que não pertencem à câmara municipal

Crónica de Guerra

A Direcção Regional de Educação do Centro comunicou à autarquia de Mangualde a não homologação da carta educativa. De facto, esta contempla obras de requalificação do Centro Escolar n.º 1 de Mangualde, que resulta da ampliação/requalificação da EB1 n.º 2 de Mangualde (antigo Colégio). Acontece que este Colégio é propriedade da Direcção Geral de Património não podendo ser envolvida a transferência da sua titularidade para o Município de Mangualde, no processo de homologação da Carta Educativa. Desta forma a homologação da Carta Educativa também não pode garan-

por Victor Cardoso

O último combatente da França na I Guerra Mundial, Lazare Ponticelli, morreu no dia 12 de Março aos 110 anos. A morte de Ponticelli ocorre dois meses depois de falecer um outro sobrevivente dos veteranos da I Grande Guerra (1914-1918), Louis de Cazenave, também aos 110 anos. Ainda existem oito sobreviventes da I Guerra Mundial três britânicos, dois italia-

tir a transferência para a autarquia dos meios financeiros necessários à aquisição de veículos e despesas de manutenção do sistema de transportes escolares. A direcção regional solícita que sejam providenciadas as alterações à Carta Educativa que permitam levar a bom termo a sua homologação. Na prática tal impede a formalização de candidaturas ao QREN, (Quadro de Referência Estratégico Nacional) agravando-se a situação pelo facto de algumas candidaturas terminarem no mês de Abril. O autarca Agnelo Figueiredo

responsável pela área da educação afirmou, em reunião de câmara, que se considerou que era possível, que o edifício do antigo colégio passasse para a propriedade da Câmara Municipal, no âmbito do processo de negociação da Carta Educativa. As negociações com a Direcção-Geral de Património têmse arrastado no tempo sem que se tenha conseguido desbloquear a questão. Foi aprovado em reunião da autarquia, por unanimidade, retirar do actual texto da Carta Educativa de Mangualde os dois pontos controversos e submeter a nova redacção deste documento à

aprovação da Assembleia Municipal, devendo para o efeito ser solicitada ao seu Presidente a convocação de uma sessão extraordinária, dada a urgência e relevância deste assunto. Não deixa de ser estranha a inclusão na carta educativa de edifícios não pertencentes à câmara municipal pelo simples facto de se esperar, (sem qualquer fundamentação), que a questão fosse resolvida até lá arriscando-se, desta forma a possibilidade de obtenção de verbas comunitárias. Isto, quando outras autarquias já iniciaram e algumas mesmo inauguraram os novos centros locais de educação.

Morreu o último “peludo” Francês nos, um norte-americano, um austro-húngaro e um turco que na época combateram nas forças do Império Otomano. Portugal, cujo seu último militar, José Maria Hermano Batista, – segundo a Liga dos Combatentes – faleceu a 14 de Dezembro de 2002, com 107 anos, combateu ao lado dos Aliados num esforço de guerra em que chegaram a estar mobiliza-

dos quase 200 mil homens e em que as baixas atingiram quase 10 mil. Na homenagem a Ponticelli, Sarkozy lembrou o “menino italiano chegado a Paris (aos nove anos) para ganhar a vida e que escolheu ser francês”, primeiro “em Agosto de 1914, quando mentiu sobre a sua verdadeira idade e se juntou à Legião Estrangeira para defender a pátria de adopção” e, pela segunda

vez, em 1921, “quando decidiu instalar-se definitivamente” em França. “Expresso hoje a profunda emoção e infinita tristeza da nação” face ao desaparecimento de Ponticelli, “o último sobrevivente dos combatentes franceses”. No primeiro grande conflito da era contemporânea, participaram 19 nações, causou perto de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.


Mangualde

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o Zurara

Blogosfera Percorrendo os blogues da região de Mangualde visitamos hoje o Terras de Tavares Zurara - Como surgiu a ideia de fazer um blogue pessoal? (Terras de Tavares) João Oliveira - Tenho muito orgulho em ser filho de Chãs de Tavares, antiga cabeça do antigo concelho de Tavares, que juntamente com o antigo concelho de Azurara formaram o actual concelho de Mangualde. Como interessado que sou por esta maravilhosa zona do concelho, de onde sou, possuo alguns documentos históricos sobre a mesma, bem como do município

já extinto. Resolvi juntar o útil ao agradável e nasceu este espaço na Internet a que achei por bem dar o nome de terras de Tavares. Quais são os objectivos fundamentais deste blogue? Como tenho escrito no cabeçalho do blogue, defender, promover, divulgar e dar a conhecer esta zona do concelho de Mangualde. Este blogue não tem, nem nunca terá nenhuma motivação política. Tem sido fácil manter actualizado o blogue? Cada semana que passa escrevo uma mensagem nova, sinal que há temas de interesse por estas terras. Se bem que este espaço é apenas parte do que é o alto concelho. Por isso mesmo tem sido bastante fácil de actualizar e manter. Tem ideia de quem são os principais leitores do seu blogue? (emigrantes, Mangualdenses, jovens) Penso que é abrangente, pois tenho conversado pessoalmente com algumas pessoas de várias idades que têm conhecimento da sua

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http://terrasdetavares.blogspot.com

existência. Sei que nesta zona do concelho é bastante conhecido; em Mangualde penso que muitas pessoas também o conhecem, bem como no estrangeiro, pois apercebo-me de alguns comentários de emigrantes, principalmente de Terras de Tavares, a quem aproveito para enviar um abraço caloroso. Qual a importância que atribui aos comentários? Os comentários construtivos são sempre bem vindos, o que eu agradeço. Através de bons comentários pode-se travar uma boa discussão de ideias, que resultará em algo de positivo. O blogue tem por vezes manifestado a defesa da criação de um concelho das Terras de Tavares. Considera essa criação eventual, positiva para as gentes de Tavares , ou o seu interesse é apenas de estudo e intelectual? Sou um entusiasta de tudo o que diz respeito ao alto concelho, ou Terras de Tavares, como gosto mais de lhe chamar. O concelho de

Mangualde só tem a beneficiar com o seu desenvolvimento, pois esta parte do concelho é a que mais impostos paga e são muitos os comerciantes oriundos daqui, estabelecidos na sede concelhia. Possui também algumas boas infra-estruturas, bem como enormes poten-cialidades a vários níveis. Questões políticas à parte, o poder municipal podia estar mais atento a estas freguesias, temos uma forma de estar muito parecida, independentemente da freguesia de Terras de Tavares a que pertençamos. Eu sou de Chãs de Tavares, concelho de Mangualde. Já fomos concelho, actualmente será difícil voltarmos a ser. Mas todos juntos, alto e baixo concelho podemos trabalhar em conjunto e todos seremos beneficiados com o resultado desse esforço. Em meu nome pessoal e não só convido as pessoas que não o conhecem a visitar e os que já conhecem o alto concelho que repi-

tam a visita, pois também somos acolhedores e hospitaleiros. Por fim não o queria deixar passar esta oportunidade para apelar aos empresários para que invistam nestas maravilhosas terras do alto concelho, ou terras de Tavares. Que importância atribui a este fenómeno que atravessa a internet: a blogosfera? É um fenómeno recente e espero que continue para as pessoas assim poderem expor as suas ideias. É mais uma forma de comunicação que ao ser bem utilizada podemos transmitir mais facilmente os nossos pontos de vista, a nossa forma de ser, de estar e sobretudo de pensar. Não é por acaso que alguns blogues são referências neste ou naquele sector. Agradeço mais uma vez esta possibilidade de poder levar através do “jornal o Zurara” o bomnome de Terras de Tavares por esse mundo fora, pois os jornais quanto a mim serão insubstituíveis.

apontar ou reparos a fazer” (Dr. Abílio Maia); “O Torneio correu bem e estivemos perante uma boa organização” (Ricardo Costa). A Casa do Povo de Mangualde contou ainda com o precioso patrocínio da Câmara Municipal de Mangualde e com dois simbólicos brindes da Junta de freguesia local. Em suma, os próprios respon-

sáveis da Casa do Povo local fizeram um positivo balanço deste torneio e confessaram-nos pretenderem repetir outras iniciativas nesta modalidade, eventualmente noutros moldes, e sempre com o propósito de tentarem fazer melhor, e, se possível, com mais perfeição e rigor, autêntica imagem de marca desta Instituição.

Casa do Povo de Mangualde

Primeiro Torneio de Bilhar Casa do Povo de Mangualde

Em finais de 2007 deliberou a Direcção da Casa do Povo organizar um Torneio de Bilhar, na modalidade de Snooker e na variante de Pool Português, vulgarmente designado por Bola Oito. Contratou uma conhecida empresa de Bilhares que efectuou trabalhos de substituição do pano existente e nivelamento global da mesa de bilhar, para além do fornecimento de alguns consumíveis, nomeadamente um jogo de bolas novas, giz, coberta própria para a mesa, escova e tacos. Durante o mês de Janeiro efectuaram-se alguns contactos pessoais a potenciais jogadores e, sem que se fizesse qualquer publicidade, surgiram logo 30 inscritos, superando até o número inicial pretendido pelos organizadores. O torneio arrancou no dia 11 de Fevereiro, com uma 1ª fase a ser disputada em 6 grupos de 5 jogadores cada, jogando todos contra todos em cada grupo.

A Casa do Povo elaborou um Regulamento com base nos Torneios do género realizados nas redondezas, com algumas alterações/correcções extraídas do Regulamento Geral da Federação Portuguesa de Bilhar. Seguiu-se uma 2ª fase de 2 grupos compostos pelos 2 primeiros classificados de cada grupo da primeira fase, e a final ocorreu no dia 21 de Março. No dia 22 de Março houve lugar a um jantar convívio e cerimónia de entrega de prémios no restaurante Luís de Camões em Mangualde, cujo gerente (Manuel Esteves), para além de participar como jogador, foi ainda o principal promotor e entusiasta deste Torneio. A vitória coube a António Cardoso Fernandes (1º), seguido de Nuno Amaro (2º), Ricardo Costa (3º), Abílio Maia (4º), António Cruz (5º), António Kamala (6º), Nuno Loureiro (7º), José A. Rodrigues (8º), Adelino Ferreira (9º), Manuel Esteves (10º), Paulo

Cunha (11º) e Dino (12º). Classificaram-se ainda mais 18 jogadores. A organização fez questão de acentuar o elevado desportivismo de todos os participantes, como o comprovam as resumidas opiniões dos 4 primeiros classificados sobre a forma como decorreu este 1º Torneio: “O Torneio decorreu dentro da normalidade, devendo-se respeitar o Regulamento, nomeadamente no que respeita a adiamento de jogos” (António C. Fernandes); “ A organização foi positiva, o local de jogo não sendo o ideal mesmo assim deu para jogar em condições razoáveis, havendo condições para continuar a organizar, se possível tentando abrir a outras pessoas inscritas e pensando até noutro espaço de jogo” (Nuno Amaro); “Em termos globais o Torneio teve um desenrolar normal, tendo a organização facilitado a modalidade/adiamento de jogos, não havendo casos a

Imagem do Torneio de Bilhar

José Miguel Marques Advogado Rua 1º de Maio n.º 12 - 1.º Dt.º 3530 - 139 Mangualde Tel.: 232 611 251 Fax: 232 105 107 Tlm.: 966 762 816 E-mail: jmiguelmarques-4881c@adv.oa.pt


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Diversos

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JORNAL

o Zurara

JOGOS E PASSATEMPOS Palavras Cruzadas - Nº 61 Horizontais: 3 Pessoa grosseira (fig.) 6 Porção de tabaco que se masca (bras.) 10 Grande extensão de água cercada de terra 11 Jovem 13 Composição musical executada por dois instrumentos ou por duas vozes 15 Ave palmípede da família dos macrópteros 16 Estado atmosférico 18 Estimular (fig.) 20 Símbolo do lúmen (unidade de fluxo luminoso) 21 Símbolo da prata (quím.) 24 Distraído (fig.) 25 Prep. indicativa de limite 26 Aglomeração de pessoas

Sopa de Letras - Nº 61

Verticais: 1 Igreja episcopal ou patriarcal 2 Presencia 4 Prolongamento de um telhado para além da prumada das paredes 5 Grande macaco antropomorfo 7 Fatigar (fig.) 8 Deixe passar através de 9 Abrev. de Sua Santidade (o Papa) 10 Mulher de mau génio (fig.) 12 Forma rudimentar (fig.) 14 Nome vulgar extensivo a umas plantas da fam. das Ericáceas, espontâneas e frequentes em Portugal 16 Primeira nota da escala musical natural 17 Talófita com clorofila, por vezes microscópica, que vive nas águas ou nos sítios húmidos 19 Sarcófago 22 O poder soberano (fig.) 23 Indivíduo do povo. 26 Designativo da pessoa com quem se fala

O Zurara

SudoKu - Nº 61 Passatempo Nº 60 Em cima-Esq.º para a Direita Bento, Alfredo, José Luís, Allan, Alberto Bastos Lopes, Mário, Néné, Costa, António Bastos Lopes, Luís Filipe, Reinaldo Em baixo - Esq.º para a Direita Frederico, Claudino, Chalana, Hermínio, Shéu, Quim (Gaio), Veloso, Renato, João Alves, João Carvalho, Artur (Gaio).

Zoilomania.com

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

O cantinho dos Zoilos - As notícias Falsas que parecem Verdadeiras e as Verdadeiras que até parecem falsas

X-Files em Mangualde. O telefone no “zoilomania.com” tocava insistentemente. De novo alguém avisava o PardalZoilo que tinha avistado luzes estranhas para os lados do alto concelho. O mistério continuava. PardalZoilo repetidamente visitava o local, procedia a recolha de indícios, nomeadamente amostras do solo, que iria posteriormente ser alvo de análise laboratorial. Para isso munia-se de luvas, máscara e óculos de protecção e selava minuciosamente as provas para que não houvesse contaminação. Ouvia os testemunhos dos habitantes que garantiam ver repetidamente enigmáticas luzes no céu. Segundo o Joaquim da Horta “era assim uma espécie de zingarelho” com luzes cor de laranja. Ficava parado e de repente desaparecia em grande velocidade na direcção das Chãs de Tavares, com um zunido que até metia medo. O jovem Francisco Vista Alegre, com o seu ar intelectual, garantia que eram manobras da CIA. O governo português, aliado dos americanos, devia estar a preparar algum golpe secreto contra o Iraque. Estes americanos imperialistas são capazes de tudo-garantia- enquanto fumava um charrozito. Era um mistério. Noites e noites mal dormidas pelo PardalZoilo e nada. O único vestígio vísivel a olho nu eram aqueles estranhos cortes das árvores na Freixiosa. As árvores tinham sido cortadas seguindo uma sequência que demonstrava profundos conhecimentos da física e da matemática. O seu alinhamento perfeito estava em conjugação com o mapa astral. Seriam sinais visíveis no espaço? Seriam pontos

de marcação para facilitar os mapas astrais? Seriam pontos de energia subliminar? A verdade é que alguns habitantes garantiam ter visto um homem de verde junto às árvores a comandar os trabalhos. Seria um marciano? Um habitante de um planeta distante? Um “allien” monstruoso, cujas intenções permaneciam um enigma? Por sua vez, o tio Eufrásio, pastor, garantia que lhe tinham nascido uns borregos com 5 pernas que só podia ser obra do demónio. E que portanto as luzes eram obra do demo. Esta teoria era em parte confirmada pelo Abade que na missa já tinha alertado para os “sinais dos tempos”, para a presença de Belzebu e para a aproximação do dia do Juízo final. A tia Esolinda da Purificação tinha umas cabras que estavam prenhas e garantia que ali nenhum chibo tinha entrado. Só podia ser obra lá dos tipos de verde. Bem, a verdade é que o zoilo não acreditou muito na história ao ver o bode do vizinho de perna cruzada a fumar um cigarrinho. Mas eis que um dia o PaldalZoilo recebeu um aviso anónimo. O seu informador secreto comunicava: “De cobra1 para zoilo2” - Mistério descoberto. O presidente Sousa Marcos vai criar uma parceria público privada para a instalação de uma fábrica secreta de submarinos amarelos em Mangualde. As operações aéreas no alto concelho destinavam-se a extrair material de forma secreta das pedreira das Chãs e que era utilizado para o combustível dos submarinos. O verdadeiro segredo estava nas profundezas da barra-

gem de Fagilde. Tudo não passava assim de manobras de diversão para se esconderem os verdadeiros intentos dos governantes.” Seria esta a verdadeira origem do mistério das árvores cortadas? O PardalZoilo temia que o seu informador tivesse sido descoberto e que estas fossem falsas informações. Não ... tinha de continuar a investigar…. O MISTÉRIO não tinha terminado

Corte de árvores em Freixiosa


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o Zurara

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CARTÓRIO NOTARIAL Rua dos Olivais nº 4 - VISEU Notária - Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho

Telefones úteis Centro de Saúde de Mangualde Tel. 232 619 480 Fax 232 619 489 Bombeiros Voluntários de Mangualde Tel. 232 619 610 Secção de Abrunhosa-à-Velha Tel. 232 651 651 G.N.R. de Mangualde Tel. 232 622 258 Câmara Municipal de Mangualde Tel. 232 619 880 Junta de Freguesia de Mangualde Tel. 232 622 889 Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves Tel. 232 613 050 Complexo Paroquial de Mangualde Tel. 232 619 440

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Santa Casa da Misericórdia de Mangualde Tel. 232 622 577 Repartição de Finanças de Mangualde Tel. 232 611 938 Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara Tel. 232 619 900 Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório Tel. 232 619 750 Escola Secundária Felismina Alcântara Tel. 232 620 110 Linha de Protecção à Floresta Ligue 117 Centro de Emergência Nacional Ligue 112

Centro de Informação AntiVe n e n o s Tel. 808250143 Saúde 24 Tel. 808 24 24 24 SOS Sida Tel. 800 20 10 40 Linha de Apoio aos Jovens Tel. 800 208 020 Gabinete de Apoio à Vítima Tel. 707 20 00 77 SOS Grávida Tel. 808 201 139 SOS Criança Tel. 21 793 16 17 SOS Droga Ligue 14 14

Mangualde AUGUSTO MANUEL FRANCISCO Faleceu depois de longo período de doença, no passado dia 15 de Março, no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, aos 53 anos de idade. O seu corpo esteve em câmara ardente, na Capela de Santo António em Almeidinha, realizando-se o seu funeral no cemitério de Mangualde. Agradece-se a todos quantos acompanharam as cerinómias fúnebres.

Farmácias de Serviço De 1 a 6 de Abril Farmácia Feliz De 7 a 13 de Abril Farmácia Espinho Petrucci De 14 a 20 de Abril Farmácia Albuquerque De 21 a 27 de Abril Farmácia Feliz De 28 a 30 de Abril Farmácia Espinho Petrucci Em disponibilidade Chãs de Tavares Farmácia Beirão Santiago de Cassurrães Farmácia Nogueira

Licença nº5778 A.M.I. válida até 16/10/2009 QUINTAS, CASAS EM GRANITO E MORADIAS EM TODAS AS LOCALIDADES DO CONCELHO DE MANGUALDE E CONCELHOS LIMÍTROFES.

- ARRENDAMENTOS E TRESPASSES Venda de Moradias em Banda M4+1 Ref.1108 •165.000,00, pré-instalação aquecimento central (centro da cidade)

EXTRACTO Filipa Alexandra de Brito Pinto Mendes, colaboradora da Notária, Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho, por ela autorizada para este acto, nos termos do artigo 8º do Estatuto do notariado, certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que no Cartório Notarial de Viseu, sito na Rua dos Olivais, nº 4, no livro de notas nº 89 a folhas 15, foi lavrada uma escritura de Justificação, pela qual VÍTOR DE AMARAL TENREIRO, casado, natural da freguesia de Cunha Alta, concelho de Mangualde, onde reside na Rua das Flores, nº 6, lugar de Cunha Alta, outorgado como procurador de MÁRIO MARQUES e mulher BRANCA CABRAL MARQUES, casados em comunhão geral, ele natural da referida freguesia de Cunha Alta e ela natural do Brasil, de nacionalidade brasileira, residentes na Rua Clóvis Bevilacqua, nº 117, apartamento 101, Tijuca - Rio de Janeiro, Brasil, declarou que os seus representados são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos imóveis a seguir referidos sitos no concelho de Mangualde, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Mangualde: 1 - Prédio rústico, sito à Cerca ou Gestal, freguesia de Cunha Alta, constituído por um terreno de pinhal e mato, com oito mil e cinquenta metros quadrados, a confinar do norte com um caminho, do nascente com Ernesto Cunha Rodrigues, do sul com herdeiros de António Martins e do poente com Manuel Henriques de Matos e outros, inscrito na matriz pelo artigo 385; 2 - Prédio rústico, sito à Portela, freguesia de Cunha Alta, constituído por um pinhal, com quinhentos metros quadrados, a confinar do norte e nascente com José Marques de Almeida, do sul com Maria Graciosa Costa Marques e do poente com um caminho, inscrito na matriz pelo artigo 592; 3 - Prédio rústico, sito ao Monte Castelo, freguesia de Quintela de Azurara, constituído por um terreno de pinhal e mato, com dois mil e quinhentos metros quadrados, a confinar do norte com António Marques, do nascente com António Macedo e do sul e poente com Leonídio Henriques, inscrito na matriz pelo artigo 966.-------Que os citados imóveis vieram à posse dos justificantes por doação que lhes foi feita, sob forma meramente verbal, em 1960, por Francisco Marques e mulher, Maria Palmira, então residentes no lugar e freguesia de Cunha Alta, concelho de Mangualde. Que, dado o modo de aquisição, não tem os justificantes possibilidades de comprovar pelos meios normais o seu direito de propriedade perfeita, mas a verdade é que são eles os titulares desse direito, pois tem usufruído tais imóveis, cortando matos e lenhas e vendendo resinas, há mais de vinte anos, ininterruptamente, com o conhecimento de toda a gente e sem a menor oposição de quem quer que seja, sendo por isso uma posse contínua, pública e pacífica, pelo que adquiriram tais bens por usucapião.-----------ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial, Rua dos Olivais nº 4 – 05/03/2008 A colaboradora, Filipa Alexandra Brito Pinto Mendes (Filipa Alexandra de Brito Pinto Mendes) Conta registada sob o nº 766 (Jornal O Zurara Nº 61 de Abril)

A C B Convívio

Associação de Ex-Combatentes Beirões Largo do Rossio, nº 83 – 1º Mangualde

DIA 27 DE ABRIL 2008 PROGRAMA

Ref.7608 Quinta Cassurrães c/ 9440m2, 250m2 c/ projecto aprovado •90.000,00

Ref.4106 apartamento T2 , c/ lareira cozinha mobilada /equipada •75.000,00

- Apartamento T3 Novo c/ garagem, •85.000,00 (ref.220) - Apartamento T3 c/ 148 m2, 2 wc , aq. Central e lug.garagem•105.000,00 (ref.239) - Apartamento T3 c/ 135 m2, aquecimento, lareira, garagem •107.500,00 (ref.2008) - Moradia Nova M4 c/432m2, c/aquecimento, lareira •145.000,00 (ref.21907) - Moradia M3+2 Mosterinho-Alcafache,garagem, coz.mob.• 115.000,00 (ref.24907) -Quinta c/27100m2, nos arredores da cidade •160.000,00(ref.0060) - Lotes de Terreno c/ área 622m2 a partir •30.000,00(ref.9006) - Quinta - Quinta da Moita c/ 8950m2 •25.000,00 (Ref.26107) VISITE-NOS : www.azurimob.com Telef.: 232 183435 Telem.: 96 2870728 www.azurimob.com e-mail: azurimob@hotmail.com Sede: Rua 1º Maio nº 3 A, 1º esq., 3530-139 Mangualde Filial: Rua 1º de Dezembro, nº 103 - 1º, 3550-135 Penalva do Castelo

09,00 horas - Concentração na Sede - Travessa da União (junto papelaria Adrião)

09,30 horas - Assembleia Geral (Aprovação Contas 2007; Plano e Orçamento 2008) 10,00 horas - Visita ao canhão (Largo Pedro Alvares Cabral)

11,00 horas - Eucaristia (Igreja Paroquial)

12,00 horas - Romagem à Rotunda dos Combatentes (homenagem aos mortos)

13,00 horas - Almoço no “Restaurante Moderno”

Ementa do Almoço Entradas várias Chouriça, morcela, farinheira, feijocas, etc Sopa Legumes Prato de Carne Vitela assada Sobremesas diversas Fruta e doce Bebidas Vinho tinto e branco Dão Café e digestivo

Inscrições para o convívio nos locais habituais. Em todas as povoações e em Mangualde. As inscrições serão recolhidas dia 19 de Abril. Preço – 15 combatentes Inclui brinde e participação em sorteio


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Escolas

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A verdade na Educação Física na Ana de Castro Osório. “HÁ UM MUNDO A SER DESCOBERTO DENTRO DE CADA CRIANÇA E DE CADA JOVEM. SÓ NÃO CONSEGUE DESCOBRI-LO QUEM ESTÁ ENCARCERADO DENTRO DO SEU PRÓPRIO MUNDO” (In Pais Brilhantes Professores Fascinantes) Não vamos, nem queremos fazer aqui, uma decomposição/análise desta afirmação. Apenas podemos dizer que perfilhamos da ideia e objectivos intrínsecos na mesma. A Escola é, e sempre será, o elemento base e aglutinador de vontades: de aprendizagem, de criação, de inovação, de intervenção… Cabe no seu seio tudo e todos, e tudo e todos é pouco para promover e lhe dar o que ela merece. A Escola são os jovens que a frequen-

tam, e é nossa responsabilidade abrir portas que lhes permitam o seu cabal desenvolvimento, assumindo desafios e desafiando, por vezes chocantes, mas que devidamente orientados enriquecem quem neles participam. É este o pensamento primordial do Departamento de Educação Física e Desporto Escolar do Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório, não apenas na transmissão dos conhecimentos apostados no curriculum, mas assumindo uma pedagogia activa, visando a autonomia e a responsabilidade dos jovens, acentuando as suas capacidades, e potenciando as especificidades que as actividades desportivas escolares encerram, no sentido de corresponder às necessidades de formação, educação, desenvolvimento da personalidade,

configuração da identidade e autoestima dos adolescentes, mas também pelo abraçar um conjunto de laborações que proporcionam a cooperação, visando a obtenção de objectivos colectivos (grupo, turma, escola…); a rejeitarem a violência e os comportamentos destrutivos e desviantes, vivendo e decidindo sobre situações de honestidade e justiça; a respeitarem as diferenças, aceitando as particularidades de cada um; a serem tolerantes, adquirindo atitudes de integração e convivialidade. A educação para os valores é algo que se constrói ao longo da vida, e no que a nós diz respeito assumimos, inequivocamente, que somos um agente educativo relevante. Por outro lado, temos também plena consciência de que a prática

Actividades desenvolvidas no âmbito do Desporto Escolas: Grupos/Equipas com actividade externa: - Andebol – Infantis/Masculinos – 32 alunos inscritos - Andebol – Iniciados/femininos – 22 alunos inscritos - Badminton – Vários/Misto – 20 alunos inscritos - Ténis – Vários/Misto – 33 alunos inscritos - Futsal – Juvenis/Masculinos – 24 alunos inscritos - Esgrima – Vários/Misto – 28 alunos inscritos Total de alunos inscritos 159. Actividade Interna Dia 31-10-2007 – Mega Sprint (fase escola) – 112 alunos Dia 07-11-2007 – Basquetebol 3 x 3 (fase escola) – 88 alunos Dia 28 -11-2007 – Clínica de Basquetebol – 264 alunos Dia 12-12-2007 – Corta-mato (fase escola) – 173 alunos Dia 27-02-2008 – Mega Salto e Mega Km – 135 alunos Dia 14-03-2008 – Andebol (interturmas) – 270 alunos Total de alunos participantes 1 052. Actividade Externa

Participação nos quadros competitivos escolares – Desporto Escolar, nas modalidades nas quais está inscrita, Regionais de Esgrima, realizados na cidade de Espinho, Taça Coca-Cola. Outras actividades: - 17/11 – “Igualdade na diferença” – Futsal - 12/12 –Barman’s sem fronteiras – alunos dos cursos CEF - De 7/02 a 6/03 – Exposição: “Ténis e Traje” - 1/03 – Taça Coca-Cola – Futsal No primeiro período, efectuaram-se ainda as formações de árbitros, nas modalidades de Andebol, Futsal, Esgrima, Ténis de Campo e Badminton. Actividades calendarizadas para o terceiro período: - Triatlo de Atletismo - Torneio inter-turmas de Futsal - Dia da saúde – 7 de Abril - Ténis – torneio interno - Torneio interno/ranking escola – Esgrima - Esgrima – Torneio INCORPUS a realizar em Viseu numa parceria com o Ginásio INCORPUS HEALTH CLUB - Esgrima – Acção de Formação Iniciação/Treinadores, em colaboração

com a Federação Portuguesa de Esgrima - Final Nacional de Esgrima/ Benjamins e Infantis Alguns resultados obtidos pelos jovens inscritos nas diversas actividades Esgrima – Campeões Regionais – masculinos e femininos; Corta-mato Distrital – 3º Lugar individual e 2º por equipas no escalão de infantis. Taça Coca-Cola – vencedores da fase Distrital e apurados para a fase Nacional a realizar no Porto (Estádio do F.C.P.); Badminton – vencedores da fase Regional e apurados para a fase Distrital; Ténis Campo – Vencedores e apurados para a fase Regional; Futsal – Vencedores da série do Campeonato das Equipas de Apoio às Escolas de Viseu e Mangualde; Andebol masculino – vencedor da Série B, do Campeonato das Equipas de Apoio às Escolas de Viseu e Mangualde. Andebol feminino – encontra-se, neste momento, em 1º lugar com 8 pontos, o 2º tem 4 faltam disputar três jogos.

Dia 23 de Abril no Monte da Senhora do Castelo

Encontro Distrital dos Clubes da Floresta Elizabett Branco

Coube ao Clube da Floresta da Escola Gomes Eanes de Azurara, organizar este ano, o encontro distrital no âmbito do PROSEPE. O Projecto de Sensibilização e Educação Florestal da População Escolar, (PROSEPE), teve início no ano lectivo de 1993/94. Este projecto procura dar continuidade a um conjunto de acções, que vinham a ser realizadas pela Universidade de Coimbra e pela Comissão Nacional Especializada de Fogos Florestais (CNEFF). Reunidas num único projecto (PROSEPE), procuram dar formação, sensibilizar, educar e mobili-

zar os mais jovens. Pelo número de professores e alunos envolvidos, o PROSEPE é o maior e mais longo projecto de Educação Florestal existente em Portugal. O encontro que se realizará em Mangualde tem como objectivo a sensibilização para a importância da protecção da floresta, pretendendo levar os jovens a assumir um papel interventivo e a divulgar o projecto junto dos adultos. Durante o dia 23 de Abril, quem se dirigir ao Monte da Senhora do Castelo, poderá usufruir de um animado convívio, assistir a demonstrações de técnicas de

fogo controlado, técnicas de combate de incêndios, técnicas de investigação de incêndios, entre outras. A cargo dos Bombeiros Voluntários de Mangualde e da GNR de Mangualde fica a demonstração de algumas destas técnicas. Estarão presentes doze escolas do distrito de Viseu e como convidadas a Escola EB 2,3 Ana de Castro Osório e a Escola Secundária Felismina Alcântara. Confirmada, está já a presença do Governador Civil de Viseu, Acácio Pinto e do Coordenador Nacional do PROSEPE, Luciano Lourenço.

desportiva promove a saúde e bemestar, e que os seus efeitos positivos são incontestáveis. A prática desportiva mantém a boa forma e ajuda a suportar e superar as condicionantes do nosso dia a dia. Mas o sucesso, em todas as vertentes, deve-se principalmente à grande maturidade dos alunos e às suas excelentes atitudes. Foram

Equipa de Futsal

Equipa de ténis

Equipa de andebol

brilhantes e valentes, souberam receber e aceitar a motivação incutida pelos professores responsáveis, evidenciando acima de tudo a descoberta das suas próprias motivações. Mas como comprovar que tudo o que atrás se afirma? A aposta nos jovens deu, dá e dará resultados… (Prof. Francisco Barata)


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Desfile realizado no dia 12 de Março na Gomes Eanes de Azurara.

“Chapéus Há Muitos” Integrado nas comemorações do Dia Mundial da Floresta, ocorreu na EB 2,3 Gomes Eanes de Azurara, um desfile de chapéus, numa organização do Departamento de Expressões – Educação Visual e Tecnológica. Com uma ideia original, lançou o desafio à comunidade educativa, no sentido de a sensibilizar para a preservação do meio ambiente. Na realização dos chapéus existiu a preocupação da reutilização e reaproveitamento de materiais, tendo em conta o desenvolvimento da criatividade e da sensibilidade estética, dos alunos. Corresponderam ao desafio dez turmas, dois Jardins de Infância, Chãs de Tavares e Conde D. Henrique e as oito turmas que constituem do 6º ano. Cada turma, disponha de 5 minutos para desfilar os seus trabalhos, perante um júri formado por: 1 elemento do Conselho Executivo, 1 representante da Associação de Estudantes, 1 representante do Pessoal Não Docente, 1 professor do Departamento de Expressões, 1 representante da Associação de Pais/Encarregados de Educação. O 6ºA com o tema “Chapéus

há muitos” – “E desperdícios também,” e o 6ºF, “Chapéus há muitos” – “Com o fogo a agir, a floresta não vai sorrir”, obtiveram a melhor classificação do desfile. As turmas contaram com a cola-

boração da disciplina de Educação Física, para a coreografia do desfile, da disciplina de Educação Musical, para a selecção das músicas que acompanharam cada turma.

Futebol na Ana de Castro Osório

Corta Mato Nacional do Desporto Escolar

Equipa vai à final nacional da Taça Coca-Cola

Equipa Feminina da EB 2,3 Gomes Eanes de Azurara classifica-se em 3º lugar.

Equipa do Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório vai à final nacional da Taça Coca-Cola 2007/2008, no Estádio do Dragão, nos dias 24 e 25 de Maio.A formação da EB 2,3 Ana de Castro Osório venceu de forma brilhante um torneio com mais de 60 equipas de clubes da região, na sua maioria federados. Trata-se de um torneio de promoção do futebol até aos 16 anos, patrocinado pelo maior sponsor mundial, a Coca-Cola, contando ainda com a colaboração do Instituto do Desporto de Portugal e do Instituto das Drogas e da Toxicodependência. Pela primeira vez, a Escola Ana de Castro Osório, participou neste torneio, que vai já na sua 6ª edição, promovida pelo jogador do Futebol Clube do Porto, Ricardo Quaresma. No dia 1 de Março, no Estádio do Fontelo em Viseu, disputou-se a final da fase distrital entre a equipa do Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório e a equipa do Grupo Desportivo de Mangualde. Os jovens atletas da Ana de Castro Osório venceram o Grupo Desportivo de Mangualde por 3-2 em grandes penalidades, após o jogo terminar com um empate a uma bola. A equipa de futebol de onze da escola conseguiu ainda o prémio de melhor guarda-redes do torneio, já que, Carlos Couto, em mais de uma dezena de jogos disputados, sofreu apenas um golo. No Fontelo, para além dos jogos de futebol, o evento disponibilizou um vasto conjunto de actividades de recreação e lazer e alguns testes como a medição da potência de remate ou a velocidade de reacção ao remate, matraquilhos humanos, entre outras. No Estádio do Dragão vai ser disputada a fase final da Taça Coca-Cola, nos dias 24 e 25 de Maio e a equipa Mangualdense promete voltar a estar ao mais alto nível. Paulo Marcolino

Realizou-se no passado dia 15 de Fevereiro, no Campo do Fontelo em Viseu, o Corta Mato Distrital do Desporto Escolar, com a presença de todas as escolas do distrito. A classificação neste tipo de provas é feita por equipas, contando os primeiros quatro melhores tempos para a classificação geral. A EB 2,3 Gomes Eanes de Azurara participou mais uma vez com vários jovens, que de forma brilhante representaram a sua escola e o concelho de Mangualde. O seu desempenho honra e dá continuidade à tradição nesta modalidade.

No escalão de Iniciados Femininos/Masculinos, as duas equipas que representaram a Escola Gomes Eanes de Azurara sagraram-se Campeãs Distritais. A equipa de Infantis A Femininos tornou-se Vice Campeã Distrital. No Corta Mato Distrital os primeiros classificados colectivamente de cada escalão, passaram à fase seguinte - o Corta Mato Nacional. Em Santa Iria da Azóia – Loures, decorreu nos dias 7 e 8 de Março, o Corta Mato Nacional do Desporto Escolar. Cerca de 1300 alunos participaram nesta prova que decorreu no Parque Urbano daquela cidade,

em representação do continente e das regiões autónomas. A equipa de Iniciados Femininos: Patrícia Machado, Tânia Marques, Margarete Mendes, Tânia Cabral, Ana Tomás, Marta Marques, classificaram-se no 3º lugar da classificação colectiva nacional. Também em Iniciados, mas Masculinos: Gonçalo Sousa, Rafael Pinheiro, Rafael Almeida, Sérgio Francisco, António Duarte, Bruno Cabral, obtiveram o 9º lugar a nível nacional. Uma equipa jovem que para o ano poderá alcançar resultados promissores. Parabéns! Elisabett Branco


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JORNAL

o Zurara

Abril 2008

740 milhões de euros na construção de 184 quilómetros

Lançamento do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou em Mortágua que o investimento do Estado de 740 milhões de euros na construção de 184 quilómetros de auto-estrada no Centro “não é apenas solidariedade nacional, mas confiança na economia da região”. Sócrates referiu que “É um investimento importantíssimo para todo o país, por isso é lançado por concurso público ligado ao Estado. No mesmo concurso público, o Estado concessiona a substituição do IP3 e a construção de troços do IC2 e do IC12, ligando através de vias com perfil de auto-estrada as capitais dos distritos de Coimbra, Viseu e Aveiro. Segundo o Ministro Mário Lino, as obras “estarão totalmente construídas em 2011”. As obras previstas são a substituição do IP3 pela nova auto-estrada, numa extensão de 68 quilómetros, servindo os concelhos da Mealhada, Coimbra, Mortágua,

Santa Comba Dão, Tondela e Viseu. No caso do IC12, o objectivo é ligar o actual IP3 à A25, numa extensão de 47 quilómetros, passando por Mortágua, Carregal do Sal, Nelas e Mangualde. O actual IP3 entre Coimbra em Viseu vai contar com 68 km com perfil de auto-estrada, numa intervenção que visa “reduzir a sinistralidade e o tempo de percurso”. Neste momento já foi concluído o estudo que recebeu luz verde ambiental. Vai também ser construído um novo IC2 entre Coimbra e Oliveira de Azeméis, com um troço comum ao IP3 entre Trouxemil e Mealhada. Com a construção dos lanços do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde e entre Santa Comba Dão e Mortágua fica completo o eixo de ligação entre o IP3, junto a Mortágua, e a A25 em Mangualde, para melhorar as ligações da região do Centro Interior ao litoral e a Espanha. Este lanço, com 14 km em perfil de auto-estrada, irá proporcionar uma nova ligação transversal entre Aveiro e ou-

José Sócrates fez questão de cumprimentar os populares que o receberam tros eixos principais (A17, A1 e IC2). Este investimento significa, segundo José Sócrates, três coisas: “Melhoria da qualidade de vida das populações, um forte impulso à

competitividade da economia da região e, naquele que no fundo é o primeiro objectivo, salvar vidas”, disse o primeiro-ministro numa alusão ao elevado índice de sinistralidade no IP3, com 99 mor-

tos na última década. José Sócrates adiantou que a adjudicação da concessão hoje lançada ocorrerá ainda em 2008, de modo a que os 184 quilómetros de auto estada possam entrar em funcionamento em 2011.

Atletas mangualdenses confirmam bom momento de forma

O ano de 2008 tem sido muito gratificante para Bruno Albuquerque e para o seu treinador João Amaral. O atleta da Casa do Povo de Mangualde já conseguiu obter três títulos de Campeão Nacional, em pista coberta (3000 metros), no corta mato longo (8000 metros) e no corta mato universitário.No primeiro fim-desemana de Março, os atletas da Casa do Povo deslocaram-se ao Parque da Cidade no Porto. Bruno Albuquerque sagrou-se Campeão Nacional de Corta Mato Longo na categoria de Juniores Masculinos, conseguindo assim o apuramento para se deslocar à Escócia. O atleta Mangualdense, motivado e fisicamente bem preparado, assumiu o comando da prova desde o seu início, sem ter que forçar muito o seu ritmo foi gerindo a corrida até ao final. Completou a corrida de cerca de 8 quilómetros no tempo de 25 minutos 33 segundos, com 14 se-

gundos de vantagem em relação ao segundo classificado, Jorge Santa Cruz do Futebol Clube do Porto. Já António Silva, participou numa corrida onde seniores e sub23 correram juntos, fez uma corrida nos primeiros 8 quilómetros muito boa, posicionando-se em 3º lugar na classificação da sua categoria, sub-23. Comprova-se o grande momento de forma que o António atravessa.Quanto à participação de Bruno Albuquerque na sua deslocação a Edimburgo e apesar de não ser um especialista em Crosse, João Amaral confessou-nos que um resultado entre os trinta e cinco ou quarenta primeiros será sempre bom. Poderá alcançar ainda melhor, dependendo do número de participantes e da gestão que fizer da prova e ele é inteligente na maneira de gerir as corridas. Bruno Albuquerque Campeão Universitário Nacional 2007/2008 O apuramento para o segundo mundial onde Bruno Albuquerque vai participar realizou-se no sábado 8 de Março em Santa Iria de Azóia, no concelho de Loures. No Parque Urbano daquela cidade, o atleta Mangualdense percorreu os 7000 metros em 23.30.71, alcançando o primeiro lugar do Podiun Individual Masculino tornando-se Campeão Universitário Nacional 2007/2008. Miguel Faísca, como é mais conhecido entre nós, participa numa semana em dois Campeonatos do Mundo, defendendo as cores de Portugal na Escócia nos Campeonatos do Mundo de Crosse, em França nos Mundiais Universitários de Corta Mato.

Por sua António Silva sagrou-se Vice-Campeão de Sub23, em Porto de Mós. Porto de Mós recebeu no passado dia 15 de Março de 2008 com início às 14.30, o Campeonato Nacional de Corta Mato Curto e de Juvenis, integrando a edição de 2008 do Campeonato Nacional de Corta Mato de Veteranos e o Corta Mato Jovem de Porto Mós. Nada mais nada menos, do que 1225 inscritos para aquela que é a última prova de corta mato, do calendário competitivo Português esta época. Recorde de inscrições tanto em termos de atletas, como em termos de clubes segundo a Federação Portuguesa de Atletismo. Os atletas de Mangualde voltaram a estar em evidência, António Silva é o Vice-Campeão Nacional em sub-23 de Corta Mato Curto, tendo estado muito perto de conseguir alcançar o título. Bruno Albuquerque ficou em primeiro no seu escalão, em seniores alcançou a oitava posição. Denise Ferreira apesar da sua inexperiência competitiva obteve o sexto lugar em juniores e ficou na 34ª posição em seniores. Paulo Nunes, Luís Paiva, Daniel Esteves e Ruben Gouveia, constituíram a equipa que alcançou o nono lugar da classificação colectiva em juvenis. Num traçado difícil, com areia de praia pelo meio, a jovem equipa de atletas, soube ultrapassar as dificuldades prometendo um futuro brilhante e cheio de vitórias.

Comunicado O PS Mangualde, congratula-se com o lançamento da concepção do IC12, anunciado hoje, em Mortágua, pelo Exmo. Senhor Primeiro-ministro, Eng. José Sócrates. Numa altura em que este governo coloca as contas públicas em ordem com medidas de rigor e transparência, valorizamos assim, decisões de investimento público que tanto beneficia as populações e todo o tecido económico e social desta região. Reafirmamos a nossa satisfação com um agradecimento a individualidades que tiveram um papel preponderante para que esta obra fosse uma realidade, nomeadamente, ao Dr. João Azevedo, aos Deputados da Assembleia da Republica, Dr. José Junqueiro e Dr. Miguel Ginestal e ao Senhor Governador Civil de Viseu, Dr. Acácio Pinto. Tudo isto demonstra que este governo decide e cumpre, enquanto outros que se deveriam congratular também por tão notável obra, se alheiam e se escondem para disfarçar a irresponsabilidade tida enquanto os seus governos governavam. As regiões são mais ou menos competitivas consoante possam gerar maiores fluxos de bens, pessoas e capitais. Uma região que não disponha de acessibilidades com qualidade, muito dificilmente terá condições de competitividade, daí que, sendo esta região possuidora de recursos e produtos de grande qualidade passará naturalmente a dispor de condições para os valorizar e, com isso, aportar riqueza e emprego à região. Mangualde está de Parabéns. O Presidente da Comissão Politica Rui Costa

Jornal o Zurara Abril 2008  

Edição de Abril 2008

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