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R$ 3,00

Há 100 anos o empreendedorismo do cearense Delmiro Augusto da Cruz Gouveia implantou um projeto de aproveitamento das águas do rio São Francisco, na Cachoeira de Paulo Afonso para gerar energia elétrica e dar uma nova vida ao Nordeste. Políticos da época impediram que seu sonho fosse mais longe e ele se limitou a levar energia elétrica e água encanada para a localidade Pedra onde construiu um fábrica de linhas de cozer, da marca Estrela que cresceu tanto que incomodou sua concorrente inglesa. Mataram Delmiro quando ele estava em pleno vigor dos seus anos e pensando longe, porque já deixara várias marcas do seu pio-

Foto: Divulgação

Luiz de Deus na Câmara Federal

Luiz de Deus tomou posse na Câmara Federal onde concluirá os dois anos do mandato de ACM Neto. Prefeito de Paulo Afonso, Deputado Estadual quatro vezes, agora chega à Câmara Federal.

Paulo Afonso – Bahia • Edição de Janeiro • 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • Número 107 O jornal da região do São Francisco • www.folhasertaneja.com.br

FUNDADOR: ANTÔNIO GALDINO

neirismo na região. Tão importante foi sua iniciativa em 1913 que a Chesf foi criada em 1948 e aproveitou a sua idéia para dar uma nova vida à região Nordeste que escreve a sua história em dois capítulos bem distintos: o de antes e o de depois da Chesf. E tudo começou com Delmiro Gouveia e a pequena Usina Hidrelétrica de Angiquinho, que teve as comemorações do seu centenário no dia 26 de janeiro de 2013 com o relançamento de livros que contam a história do pioneiro Delmiro Gouveia. (Leia mais em www.folhasertaneja.com.br, em Regional e na Seção Especiais) Página 10

Janeiro: sorrisos e lágrimas O mês de Janeiro se apresentou trazendo alegrias e tristezas para os pauloafonsinos. Se, por outro lado, Ana Dulce reapareceu por aqui, depois de 40 anos ausente e alegrou a muitos, quatro pessoas, três deles pioneiros chesfianos, encerraram a sua caminhada por estas terras sertanejas. Valdemar

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Folha Sertaneja entrevista prefeito de Santa Brígida, Gordo de Raimundo Página 4

Valdemar Júlio, presbítero emérito da 1ª IPPA, nos deixou aos 79 anos. Turpim Nóbrega, músico a vida toda, a ponto de escrever um livro sobre suas vivências nessa área, deixou mudo o seu saxofone e se foi, aos 82 anos. E todos ficamos ainda mais tristes sem a alegria de Campelo, o faz tudo, Turpim

que partiu aos 86 anos. Outro, que passou rapidamente por aqui mas deixou sua marca na defesa do rio São Francisco, foi o fotógrafo João Zinclar, morto em uma acidente no ônibus em que viajava. Editorial, Páginas 5, 6 e 8 Campelo

João Zinclar


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Paulo Afonso, 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • FS 107

EDITORIAL

A história está morrendo... Desbancatológicas

A história e a memória dos pioneiros de Paulo Afonso estão morrendo a cada dia, mas ninguém parece se dar conta da importância disso. Os que falam em dias melhores no futuro têm esquecido, ou isso não lhes foi ensinado nas universidades, que não se pode planejar o futuro sem ter um olhar no passado. E o passado de Paulo Afonso tem pouca memória registrada. A Chesf iniciou um projeto chamado Chá da Memória e não deu a ele a continuidade anunciada na época. Poucas ações de alguns abnegados, num verdadeiro esforço pessoal, resultaram em algumas publicações onde pioneiros e instituições são destacados para que as novas gerações conheçam um pouco destas raízes pauloafonsinas. Foi o que fez Luiz Fernando Motta Nascimento que escreveu o livro Paulo Afonso, Luz e Força Movendo o Nordeste. Euclides Batista escreveu Paulo Afonso, nós fizemos essa história. Turpim Nóbrega registrou fatos pitorescos em relação à música e os músicos com quem conviveu durante décadas e, estimulado pela Galcom Comunicações e apoiado pela família publicou A Música e Eu. Escrevi, em parceria com Sávio Mascarenhas, o livro Paulo Afonso – de pouso de boiadas a redenção do Nordeste, ainda em 1995. É a história

dos poderes Executivo e Legislativo deste município que mereceu indicação de livro paradidático do Ciepa, hoje Cetepi e, 18 anos depois, ainda grita por um patrocínio da segunda edição revista e atualizada. Um projeto chamado Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros, de minha autoria, que busca resgatar a memória de gente como Otaviano Leandro de Morais, Abel Barbosa, Adauto Pereira e outros prefeitos pioneiros de Paulo Afonso e outros pioneiros como D. Neide, diretora do Colepa, D. Etelinda, Enoch Pimentel Tourino e muitos outros que fizeram a história da educação no município, vereadores como Diogo Andrade, Manoel Pereira Neto e tantos outros e instituições como o Ginásio e Colégio Paulo Afonso, dentre outras e empresas como a própria Chesf. Tem sido vã, até agora, essa luta. Tenho encontrado outras prioridades e outros interesses imediatos nas portas aonde bato. Não tem havido eco ao nosso grito. E muitos daqueles que viveram a emoção de mudar a história do Nordeste e ajudaram a transformar a Forquilha, a Vila Poty no município de Paulo Afonso, hoje com mais de 110 mil habitantes e até reconhecido pelo Ministério do Turismo como um dos 115 destinos turísticos do Brasil, já partiram e levaram consigo todo esse baú de memórias.

Só em janeiro de 2013 três desses pioneiros de Paulo Afonso nos deixaram. Turpim, que teve a música no sangue em sua caminhada, Valdemar Júlio, presbítero emérito da1ª Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso, construtor de igrejas, que mereceu um espaço, ainda pequeno para a sua grandeza, no livro que publiquei em Agosto de 2011 sobre a história desta Igreja pioneira de Paulo Afonso e agora, Campelo, um homem de muitas artes, cuja história mereceu páginas do livro de Luiz Fernando Motta (págs. 319 a 324) e uma página do jornal Folha Sertaneja, Nº 50, de 29/04/2008. Com um esforço enorme e a persistência de uns poucos, entre os quais me incluo, e a tenacidade e determinação da Administradora da Chesf Diana Suassuna, construiu-se o Memorial Chesf que precisa de uma repaginação ignorada pela hidrelétrica. O município de Paulo Afonso chega aos 55 anos sem um espaço onde se poderia contar a sua história, dos seus pioneiros, através de imagens e paisagens históricas associando-se o passado histórico à tecnologia futurista. Enquanto pouco se valoriza estas raízes, a história e a memória estão morrendo...

Foto: Inho Ribeiro

Depois do sucesso de Okimassa, ITV Regional lança “Na Pauta”.

(Da esq: Wallace, Luiza, Galdino, Cristiane e Zenek, na sede da Folha Sertaneja)

No dia 20 de dezembro, estreou em Paulo Afonso mais um projeto de uma TV online com o objetivo de produzir uma grade de programação do interesse de toda a região. É a ITV Regional, que começou com o programa de entretenimento “Okimassa”, que tem como proposta divulgar a cultura e as belezas naturais da nossa região.

O programa já está na sua sétima edição e vem apresentando índices de audiência animadores, o que motivou a direção da TV a estrear o seu novo programa, chamado “Na Pauta”. Este é um noticiário semanal, que abordará temas de interesse da nossa comunidade, além de trazer um resumo das notícias que marcaram a semana, tudo com a participação de especialistas e convidados. A produção da ITV Regional decidiu abrir o programa com uma série de reportagens focando a comunicação em Paulo Afonso, de suas várias formas, começando pela mídia impressa e escolheu o Professor Antônio Galdino, diretor do jornal Folha Sertaneja para falar sobre esse tema.

A gravação dos depoimentos do prof. Galdino, que lembrou do JOPA, o primeiro jornal de Paulo Afonso e de outras publicações, algumas de sua própria iniciativa, como o Jornal Paulo Afonso e o Jornal Evangélico, ambos de curta duração até as publicações mais recentes e das dificuldades para se manter um jornal impresso em Paulo Afonso, aconteceu no dia 30 de Janeiro, na Galcom Comunicações/Folha Sertaneja e o programa está previsto para ir ao ar na segunda-feira de carnaval, dia 11 de Fevereiro, pelo site www.itvregional.com. Todos da equipe da ITV Regional, Werlla e Inho Ribeiro e Zenek Kowalki e ainda os apresentadores de Na Pauta, Wallace Ribeiro, Cristiane Guimarães e Maria Luíza Farias estão empolgados com esse novo projeto de comunicação em Paulo Afonso.

As cidades, ao atingirem um determinado ápice de espalhamento, com raríssimas exceções, sem ver nem que, se tornam lugares mórbidos, soturnos e lúgubres. Exagerei? Ler história tiraria do Leitor a impressão de que estou exagerando. Onde é que existe a cidade ideal de siviver, aquela que não é mórbida (é positiva), não é soturna (é alegre), não é lúgubre (é promissora)? Pode até existir, mas não pode crescer acima da categoria de cinqüenta / setenta mil habitantes. Assim mesmo, ouvimos e vemos que as maledicências e ausência de paz já invadiram os mais variados recantos outrora refúgios de lavagem do estresse. Por quê? O Leitor com a palavra. Desde a antiguidade - bota antiguidade nisso! – passando pelos primórdios da cessação da ruralidade dos povos, viajando pela Idade Média, Era da Industrialização Século XIX e XX até nossos dias, cidades aumentadas são zonas de produção de doenças físicas e de comportamento doentio do ser humano, além da deterioração dos espaços onde há vivente. Um dado sobressai como provocador: o confinamento e o amontoado de proximidades desgastantes nas relações. Criou-se um eufemismo sobre isso que também foi deteriorado: o homem é um animal político (da polis: cidade em grego). Se assim é por que as cidades estão tão estranhamente problemáticas? Ou são os atos de seus habitantes que as tornaram estranhas e perturbadas? O Leitor com a palavra e o pensamento reflexivo de lambuja. Desbanca o aconchego aprazível, cata o grotesco e a deformidade, ao tempo que enaltece a paz, a qualidade de vida.

Ache o denominador comum desta contradição tão dispare e surgirá algum discernimento, alguma lógica, Leitor. O problema não é só possuir beleza arquitetônica e infraestrutura de soluções. Por entre tais ambivalências podemos vislumbrar que o comportamento derrotista e de azucrinação faz interface com a assombração do ter que assim mesmo viver num conformismo doentio. Perfazer encantos e sossegos enlaçados no viver e não em morrer vitimado por atos aberrantes, é quase impossível para um habitante de megalópoles. Cidade hoje não é termo equivalente ao vilarejo de ontem: amontada de casas, lugarzinho, povoado; pois o que vemos são metrópoles com megalomanias terrificantes e intratáveis, não mais conceituadas como cidades. Monstros de sombras escusas: se árvores aterrorizam; se edifícios apunhalam; se ruas enfartam; se praças tonteiam e em sons, cores, luzes e cheiros fantasmagóricos aniquilam os seres de ver e respirar. O que é isto? A lógica de catar e desbancar o desejável do viver, não mais expressam o morar num espaço com nome conceitual para comportamentos perceptíveis; é uma leitura que se pode fazer da multidão que se move confinada em ondas sem controle nas megalópoles aterrorizantes. Que saudade das florestas e dos medos que elas nos inspiravam com sonhos de desbravadores embasbacados! As cidades quando crescem ficam irreconhecíveis.

Gravatá-PE

Outubro de 2009 Visão do Pátio da AABB

Folha Sertaneja errou: - O número da edição da Folha Sertaneja do mês de Dezembro de 2012 é 106 e não 105; - Na mesma edição, na matéria “CDL premia lojistas do Centro e do BTN (pág 12), o nome do presidente da CDL foi digitado errado. O correto é Francisco Rodrigues Neto.

EXPEDIENTE Diretor Antônio Galdino Secretária de Redação Zenaide Salgado

Rua da Concórdia, 555-B - Gal. Dutra - Chesf Tel/fax: (75) 3282.0046 - CEP: 48607-240 Paulo Afonso - Bahia E-mail: folhasertaneja@yahoo.com.br

Os textos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo da responsabilidade dos seus autores. Acesse nosso site: www.folhasertaneja.com.br

Colaboradores desta edição Ivus Leal Diagramação Admilson Gomes Fotos Antônio Galdino e Inho Ribeiro Impressão Editora Fonte Viva


Paulo Afonso, 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • FS 107

Luiz de Deus assume como deputado federal e propõe mais rigor na lei da “ficha limpa” Mais rigor à Lei da Ficha Limpa e redução do tempo entre a eleição e posse, como disse à Folha Sertaneja em Outubro/2012, são projetos de Luiz de Deus na Câmara Federal Fotos: Divulgação

dor no último pleito. Com experiência de mais de 20 anos na vida política, o deputado já pensa sobre os futuros projetos que pretende encaminhar, entre eles o que visa estender os efeitos da lei da “ficha limpa” aos parentes de primeiro grau do político condenado. A cerimônia de posse aconteceu hoje, dia 03, às 15hs, em Brasília, com a presença do prefeito reeleito do município de Paulo Afonso, Anilton Bastos. Apesar de recém-empossado, o deputado já defende alguns dos seus futuros projetos. Um deles propõe estender os efeitos da lei da “ficha limpa” aos parentes de primeiro

Luiz de Deus é o mais novo integrante da bancada baiana na Câmara Federal, ao tomar posse como suplente de ACM Neto, eleito prefeito de Salva-

grau do político considerado “ficha suja”. Ele explica dizendo que hoje “o sujeito que não pode mais se candidatar, elege o pai, a esposa ou um filho e vai ser, por exemplo, secretário de finanças”. Outro projeto prevê reduzir o intervalo de três meses entre o resultado de uma eleição do executivo e a posse do candidato eleito. Para o deputado, esse tempo é prejudicial aos municípios, estados e federação, por isso deve ser reduzido para 15 dias, como acontece em outros países. Natural de Serrão, interior de Sergipe, foi na Bahia que Luiz de Deus formou-se em

medicina e iniciou a sua carreira política. Ele foi prefeito de Paulo Afonso de 1989 a 1992, dando prioridade às áreas de saúde e educação. Como resultado de uma gestão com ampla aprovação popular, ele foi eleito deputado estadual quatro vezes consecutivas, representando Paulo Afonso e região na Assembleia Legislativa da Bahia, de 1995 a 2011. Em 2010, ele se lançou candidato a deputado federal e obteve 53.351 votos, sendo o sétimo mais votado do partido Democratas, ficando como suplente por apenas 269 votos. (Fonte: Assessoria de Comunicação do deputado federal Luiz de Deus)

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Deputado Luiz de Deus homenageia município de Glória O recém empossado deputado federal Luiz de Deus (DEM) prestou a sua homenagem ao município baiano de Glória, que comemora 126 anos de emancipação política, comemorado no dia 07 deste mês. Através de um requerimento, ele irá registrar na Câmara Federal a passagem do aniversário da cidade, situada no Vale do São Francisco, a 446 quilômetros da capital. Glória fica no norte do estado, na divisa com Pernambuco e Alagoas, e tem como principal atividade econômica a agricultura. Com pouco mais de 15 mil habitantes, o município reserva atrativos como praias fluviais com dunas de areia branca, serras cobertas com a vegetação própria da caatinga, além de trilhas ecológicas e agrovilas,

onde é possível visitar projetos agrícolas irrigados com as águas do Rio São Francisco. O município também é conhecido por seus festejos populares e religiosos, como a Via Sacra, que acontece na Serra do Retiro, no domingo de Ramos, uma semana antes da Páscoa, além das festas de Santo Rei, São Pedro e Santo Antônio, o padroeiro da cidade. “Glória é um município repleto de encantos naturais, habitado por pessoas trabalhadoras e hospitaleiras, e com grande potencial de desenvolvimento”, disse o deputado Luiz de Deus, que conhece a fundo aquela região da Bahia, ao parabenizar a população e a cidade. (Assessoria de Comunicação do deputado federal Luiz de Deus)

Prefeitos da Associação de Prefeitos do Sertão Baiano – APSB – estiveram reunidos no Auditório Edson Teixeira, em Paulo Afonso, na tarde desta segunda-feira, 21, para elegerem a nova diretora desta Associação para os próximos dois anos - 2013/2014. Estavam presentes os prefeitos Vanderley Santana, de Antas, vice-prefeito Florisval Nunes que representou o prefeito José Idelfonso Borges, do município de Fátima, Anilton Bastos, de Paulo Afonso, Ricardo Maia, de Ribeira de Pombal, Rita Campos, de Chorrochó, Emanuel Rodrigues, de Rodelas, Patrícia Nascimento, de Banzaê, Humbento Gomes, ex-prefeito de Chorrochó, Ena Vilma, de Glória e Idelfonso Andrade, de Heliópolis, que formaram a mesa diretora dos trabalhos que foram coordenados pelo Secretário da APSB, Erivelto Benzota.

Foto: Antônio Galdino

Emanuel Rodrigues, prefeito de Rodelas, é o novo presidente da APSB

O ex-prefeito de Chorrochó, Humberto Gomes, atual presidente desta associação de prefeitos dirigiu a reunião e anunciou que foi apresentada apenas uma chapa para a nova diretoria da APSB que foi eleita por unanimidade e ficou assim constituída:

Presidente – Emanuel Rodrigues – prefeito de Rodelas; Vice-presidente –Ena Vilma Negromonte, - prefeita de Glória; 1ª Secretária – Rita Campos – prefeita de Chorrochó; 2º Secretário – Ricardo Maia – prefeito de Ribeira do Pombal; Tesoureiro – José Idelfonso B. dos Santos (Nego de Pedrinho) – prefeito de Fátima. Em seu pronunciamento o ex-presidente da APSB, Humberto Gomes, também ex-prefeito de Chorrochó, falou de algumas conquistas desta Associação, “como a criação da Polícia da Caatinga que ocorreu logo depois da criação da APSB, quando era seu presidente o ex-prefeito de Paulo Afonso, Paulo de Deus”. Humberto disse que “um dos projetos que devem unir todos os prefeitos da APSB é a conclusão da BA-210, que está

deixando o município de Paulo Afonso isolado do restante da região norte do Estado”. Esse também foi assunto abordado pela prefeita Rita Campos, sucessora de Humberto ao dizer “não é mais admissível que para se chegar a Paulo Afonso, vindo de Chorrochó, tenhamos que trafegar grande trecho do Estado de Pernambuco, outro trecho do Estado de Alagoas , cruzar o rio São Francisco duas vezes, para chegar de novo na Bahia, na mesma margem do rio São Francisco, porque pelo nosso estado não se tem como viajar pela BA-210”. Emanuel Rodrigues também falou das dificuldades de tráfego da BA-210 “cujo estado muito precário começou à cerca de 15 anos” Disse ainda Emanuel: “ontem o Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma grande reportagem mostrando o atraso das obras

A APSB – Associação dos Prefeitos do Sertão Baiano – foi criada em 22 de Março de 2001 e teve como primeiro presidente o então prefeito de Paulo Afonso, Paulo Barbosa de Deus. Em Fevereiro de 2004 a APSB era formada por 23 municípios, dentre eles o município de Uauá que não faz mais parte dessa Associação. Atualmente são 22 municípios mas, com o retorno de Nova Triunfo e Sítio do Quinto e a chegada de Nova Soure e Itapicuru, o prefeito Emanuel Rodrigues vai administrar uma associação com 24 municípios onde vivem 555.105 habitantes, segundo dados do IBGE (estimativa de população para 2012), dos quais cerca de 340 mil são eleitores. A área de abrangência da APSB é de cerca de 80 mil

Foto: Antônio Galdino

A APSB e os seus municípios membros

Prefeitos e prefeitas do Sertão Baiano (APSB)

quilômetros quadrados e cerca de 58% de sua população vive na zona rural dos municípios, devastada pela longa estiagem. A taxa de desenvolvimento humano – IDH-M – da região é de cerca de 0,600. São estes os municípios membros da APSB: Abaré, Adustina, Antas, Banzaê,

Chorrochó, Cícero Dantas, Cipó, Coronel João Sá, Fátima, Glória, Heliópolis, Itapicuru, Jeremoabo, Macururé, Nova Soure, Novo Triunfo, Paripiranga, Paulo Afonso, Pedro Alexandre, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Rodelas, Santa Brígida e Sítio do Quinto.

de transposição do rio São Francisco e a situação de penúria, a tristeza dos sertanejos perdendo tudo com a estiagem prolongada que continua muito forte nesse ano de 2013. Têm acontecido algumas chuvas em uns lugares, em outros, nada e aquela paisagem, os animais morrendo por falta de alimentação e água, que certamente chocou o Brasil, é paisagem comum a nós prefeitos do semiárido brasileiro”. O novo presidente da APSB falou das prioridades de sua gestão. “A BA-210, a convivência com a seca, a luta para melhorar a condição de vida dos moradores destes municípios vão ser prioridades da nossa gestão, mas estaremos vendo também com os colegas prefeitos dos outros municípios quais são também as suas prioridades e vamos buscar a união de todos para que a nossa Associação seja

forte e encontre solução para os nossos problemas”. O prefeito Emanuel comunicou que na quarta-feira, dia 23, estará acontecendo em Salvador a eleição da nova diretoria da UPB, União dos Prefeitos da Bahia e “ali estarei como representante da APSB concorrendo a um dos cargos na chapa encabeçada pela Prefeita Quitéria, assegurando um lugar para esta Associação neste importante fórum dos municípios baianos. Também foram oradores o prefeito Anilton Bastos, de Paulo Afonso, Ena Vilma, de Glória. Ricardo Maia, de Ribeira do Pombal e Vanderley Santana, de Antas todos solidários ao novo presidente na luta para o fortalecimento da APSB. Ao final da reunião foi aprovada por todos a data de 1º de Março para a posse da nova diretoria, que acontecerá na cidade de Rodelas.

Pauloafonsino Emanuel Rodrigues é prefeito de Rodelas, presidente da APSB e membro da diretoria da UPB Emanuel Rodrigues Ferreira, nasceu no dia 31 de agosto de 1966 em Paulo Afonso, Bahia. É filho de Altamirando Moura Ferreira, natural de Rodelas e Maria Estela Rodrigues Ferreira, natural de Abaré. Morou em Glória, Rodelas, Abaré e em Salvador, onde concluiu o Ensino Médio. Trabalhou desde os 14 até os 21 anos como Contínuo em uma Rede Bancária em Salvador. Fez Curso de Agronomia na Universidade Federal da Bahia, em Cruz das Almas. Participou do Diretó-

rio Acadêmico na Escola de Agronomia, onde surgiu seu interesse pela Política. Trabalhou 14 anos fazendo Projetos de Irrigação para a CODEVASF. Foi um dos fundadores do PT em Abaré. Em 2008 foi eleito Prefeito de Rodelas pela coligação PC do B/PT. Candidatou-se à reeleição, sendo reeleito Prefeito de Rodelas em outubro de 2012. No dia 21 de janeiro de 2013 foi eleito Presidente da APSB – Associação dos Prefeitos do Sertão Baiano, biênio 2013/14. E em 23 de ja-

neiro de 2013 foi eleito como um dos Membros Titulares da nova Diretoria da UPB – União dos Municípios da Bahia, biênio 2013/2014. Nestes dois órgãos promete lutar para reformar a BA-210, melhorar a segurança nas estradas, conseguir obras para convivência com a seca, através de parcerias com o Governo Estadual, o Governo Federal e empresas privadas e a construção de um Hospital Regional para melhor atender a população de nossa Região, são alguns dos seus objetivos.


Paulo Afonso, 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • FS 107

Fotos: Antônio Galdino

Drª. Socorro Rolim toma posse como presidente da OAB/Paulo Afonso

Dra. Socorro Rolim

O auditório do Memorial Chesf em Paulo Afonso recebeu grande público, no dia 30 de Janeiro de 2013, na solenidade de posse da Dra. Maria do Socorro Leite Rolim e dos demais diretores da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Paulo Afonso, eleitos em 22 de Novembro de 2012 para o triênio 01/01/2013 a 31/12/2015 Foi numa solenidade leve, com muitas músicas e em um clima de bom humor e descontração que ali estavam os juízes Gualtenberg Luna Bastos, Diretor do Fórum Adauto Pereira de Souza, Rosalino Dantas Almeida, da Vara Cível e Cláudio dos Santos Pantoja, da Vara Crime da Comarca de Paulo Afonso, os promotores Leonardo Bitencourt e Milane Tavares. De Salvador, veio Dra. Ilana Campos, Secretária Geral da Seccional da OAB da Bahia, representando o presidente estadual, Dr. Luiz Viana, para empossar a nova diretoria de Paulo Afonso. Dezenas de advogados e advogadas de Paulo Afonso e de municípios da jurisdição da OAB/Paulo Afonso, além

de serventuários da justiça e familiares dos eleitos também comparecem. O Hino Nacional Brasileiro foi cantado por Carmem Rejane, acompanhada ao violão pelo músico, cantor e compositor Ropiário Júnior que interpretaram várias músicas, de temática cristã ou popular brasileira, intercaladas entre os discursos. Ainda na abertura, o Advogado e Pastor Numeriano Gilson apresentou uma pequena reflexão. Dra. Ilana Campos, ao dar posse aos novos diretores da OAB/Paulo Afonso agradeceu a expressiva votação que os advogados de Paulo Afonso deram ao Dr. Luiz Viana, na OAB Estadual “o que certamente contribuiu bastante para a sua eleição no Estado”.

Dra. Ilana Campos

Dra. Ilana deu posse a Dra. Socorro Rolim na presidência da OAB de Paulo Afonso assim como aos demais diretores: Dra. Eça Catherine, vice-presidente, Dr. Jadson Oliveira, Secretário Geral, Dr. Aldemir Marinho, Secretário Adjunto e Dra. Ediane Araújo, Tesoureira e colocou a OAB da Bahia

à disposição desta instituição regional. Dr. Gualtemberg pediu licença a todos para se dirigir à nova presidente da OAB/PA como “minha querida irmã na fé, Dra. Socorro Rolim, a quem formulo os mais amplos votos de pleno sucesso na sua gestão e nos colocamos à disposição da prezada colega, operadora do direito, nesta sua caminhada”. Ambos são evangélicos atuantes em Paulo Afonso. Tanto o Dr. Leonardo, como a Dra. Milena, promotores públicos, ressaltaram as qualidades da nova presidente e a sua experiência de muitos anos à frente do Juizado Especial, chamado antes de Pequenas Causas. Dra. Eça Catherine, eleita vice-presidente com a Dra. Socorro, usou da palavra para dizer aos advogados “que esta diretoria não é da chapa da Dra. Socorro Rolim. É da OAB de Paulo Afonso, de todos nós e a disputa se encerrou quando o pleito foi concluído. Sabemos que teremos muito o que fazer e vamos precisar de cada um e de todos para que logremos êxitos nos nossos planos e projetos. Estamos felizes porque sabemos que poderemos contar com cada colega, membro desta Subseção da OAB sediada em Paulo Afonso”. Quem também arrancou demorados aplausos foi o Dr. Antônio Martins, de oratória fluente e eloquente, lembrando muito o seu cunhado Adauto Pereira de Souza, ex-prefeito de Paulo Afonso que dá nome ao Fórum da cidade.

Antônio Martins também ressaltou as qualidades da nova presidente da OAB e dos seus diretores e pediu à representante do Dr. Luiz Viana “que leve a ele, por favor, o recado de todos os advogados desta OAB do sertão, que não só ficamos muito felizes com a sua eleição para esta instituição no Estado como estamos todos ansiosos por uma visita deste grande advogado e político da Bahia e são poucos os que a ele podem ser comparados”. Dra. Socorro Rolim, em seu discurso disse que “o que tenho que dizer agora, são palavras de agradecimento, a cada um membro desta chapa vitoriosa, pelo empenho e dedicação e a tantos outros que, embora não concorressem como membros da chapa tomaram sob seus ombros o trabalho intenso que nos permitiu chegar até aqui.” E continuou a nova presidente da OAB/Paulo Afonso. Não posso deixar de agradecer a cada um da minha família e das famílias dos meus colegas eleitos e aos muitos, gente quase anônima que me procurava com uma palavra de incentivo

e de confiança dizendo: “Doutora, estamos orando pela sua eleição”. “Tenho uma palavra para cada colega advogado desta Subseção. Aos que votaram em nossa chapa e aos que fizeram oposição a ela. Agora, meus amigos, encerrou-se a disputa. Cumpriu-se tudo o que a legislação orienta e determina para o exercício democrático da escolha. E, como disse a Dra. Eça, somos agora um só corpo, uma só unidade e precisamos ter consciência de que é esta unidade que nos fará mais fortes e prontos para vencer as muitas lutas que teremos pela frente. Deposito a minha fé no meu Deus e a confiança de que teremos, eu e cada um destes diretores, a compreensão, o apoio, de cada um, não para esta diretoria, mas para esta instituição, a Subseção da OAB de Paulo Afonso. É nessa confiança, nesta expectativa que agradeço a cada um pelo apoio todo o tempo e pela presença maciça neste auditório o que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”.

Drs. Jadson, Ediane, Socorro Rolim, Eça Catherine e Aldemir. Ao centro, de vermelho, Dra. Ilana Campos

Manoel Carreira saiu na frente Foto: Antônio Galdino

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A primeira sessão da Câmara de Vereadores de Paulo Afonso só será realizada no dia 18 de Fevereiro e é uma sessão solene. Somente na sessão seguinte serão votados os requerimentos e outros documentos produzidos pelos vereadores. Mas o vereador Manoel Messias, conhecido como Manoel Carreira decidiu levar a sério o apelido que ganhou pela sua agilidade quando era jogador de futebol e vem correndo na frente para atender aos moradores dos bairros Centenário, Senhor do Bonfim I e II e Sal Torrado. Seus assessores Gilmar e Bergson estiveram na Folha Sertaneja mostrando que Manoel Carreira já preparou 9 requerimentos ao Prefeito Anilton Bastos, que é do seu partido, o PDT e um ofício ao Secretário de Serviços Públicos Zorobabel Paiva, que já está sendo atendido, pedindo algumas ações no Bairro Centenário. Entre os requerimentos que serão encaminhados para a aprovação do plenário da Câmara estão a Construção de uma Praça, a volta do policiamento, a instalação de equipamentos para exercício (Academia ao ar livre), melhoria dos alambrados e colocação de refletores na quadra, a conclusão da obra de drenagem e pavimentação das ruas Da Paz, Manaus e Noé Pereira e uma extensão da Escola de Solda Elétrica, no Bairro Centenário. Nesse ritmo, Carreira vai longe...

Novo prefeito de Santa Brígida, Gordo de Raimundo, fala à Folha Sertaneja No final de Dezembro, quando concluía o trabalho de transição e se preparava para assumir a prefeitura de Santa Brígida, o prefeito Carlos Clériston, conhecido como Gordo de Raimundo, esteve na Folha Sertaneja onde concedeu entrevista ao diretor do jornal, Prof. Antônio Galdino. No início de Janeiro, o prefeito completou a entrevista com a informação dos nomes dos seus secretários que não estavam ainda definidos. Mestre em Desenvolvimento. Em 2001, retornei a Santa Brígida onde fui Secretário de Agricultura e depois fui Secretário de Administração na primeira Gestão de Padre Teles. Concursado pelo Estado, voltei para Aracaju, mas nunca perdi o interesse de administrar a minha cidade, pois sempre acreditei que tenho muito a contribuir para o seu desenvolvimento.

Ser prefeito de Santa Brígida é um desejo antigo? Gordo de Raimundo - Meu pai, Raimundo, foi prefeito na década de 70 e a minha casa era frequentada por muitos políticos que lutavam pela redemocratização do Brasil. Meu pai apoiou o PMDB liderado por Ulisses Guimarães e Valdir Pires. Quando meu pai essa faleceu senti que precisava me preparar porque também queria ajudar no desenvolvimento de Santa Brígid. Fui estudar em Aracaju, onde me formei em Engenheiro Agrônomo e

Como vê a administração de Santa Brígida nos últimos anos? Gordo de Raimundo - Eu fiz parte da primeira gestão do Padre Teles e me afastei da prefeitura em julho de 2006, ou seja, acompanhei o primeiro governo de Padre Teles mas não fiz parte da última administração municipal. Acredito que o Padre Teles deu a contribuição dele a Santa Brígida. Hoje, o município está diferente, a cidade cresceu, se desenvolveu, mas, claro que ninguém consegue resolver todos os problemas e essa também não será minha pretensão. Acho que teve falhas nas áreas de saúde e ação social e por

isso que eu entrei na política pois quando estamos de fora a visão é de tentar consertar. Não sei quais os motivos que levaram o prefeito Teles a sair da prefeitura de Santa Brígida e não tenho contato com ele para saber disso, mais acredito que a contribuição que ele deu, as pessoas não reconhecem e sabem mais apontar os erros. Que projetos tem para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de Santa Brígida em sua gestão? Gordo de Raimundo - Estou correndo atrás de recursos para o município, para fazer uma administração que possa alavancar o desenvolvimento, e sabendo disso fui atrás dos deputados que contribuíram para a minha vitória na campanha, em Salvador e Brasília. Já consegui com o deputado Josias Gomes R$ 1 milhão de reais em emendas, mas como a prefeitura está inadimplente, não poderemos receber todo esse recurso. Vamos avaliar os números da atual gestão e, ao assumir em Janeiro, direcionar ações para que os moradores sejam

os beneficiários do nosso trabalho em Santa Brígida. O que pretende fazer para melhorar o abastecimento de água no município? Gordo de Raimundo – Essa é uma questão muito séria que tem me preocupado bastante, o problema da seca, da prolongada estiagem porque os poços artesianos produzem uma água bastante salobra. A adutora que abastece Santa Brígida, hoje já não dá conta de levar água para a cidade, então, esse é um problema grave que nós vamos ter que enfrentar. Em curto prazo precisamos reativar os poços que estão desativados, e vamos continuar o abastecimento com carro pipa, até porque a seca está ai e vai continuar e as previsões não são animadoras. Há ainda um grande projeto, que não é meu, e depende de recursos, que é uma nova adutora saindo de Paulo Afonso até o entroncamento do povoado Riacho, seguindo pela BR-110 até o Km 40 e de lá para Santa Brígida. E na área da saúde? Gordo de Raimundo – Ali,

faltou gestão e recursos. Santa Brígida possui 5 PSF. Queremos manter o que já existe e ampliar para aumentar a nossa cobertura. Estamos trabalhando para colocar médicos de plantão nos finais de semana, obviamente tudo isso vai depender da quantidade de recursos que nós iremos ter. Queremos aumentar a verba da saúde, de 16% para 17%, o que já assegura mais recursos e vamos atender melhor a população. Estaremos investindo nas equipes dos PSF, para que estes postos não se transformem em ambulatórios, até porque a finalidade é outra. E estamos trabalhando também na possibilidade de reativar o laboratório que fica no Posto de Saúde para que os exames solicitados sejam feitos e os resultados sejam imediatos. Eu quero acabar com essa história de tudo se resolver em Paulo Afonso. Como fica sua equipe de governo? Mantém as mesmas secretarias? Gordo de Raimundo – Hoje nós temos seis Secretarias em Santa Brígida Eu estou crian-

do mais duas, que são: de Planejamento e outra de Cultura e Turismo. Essa Secretária de Turismo servirá para alavancar o nosso potencial turístico da cidade, até porque eu vou investir no Turismo Religioso e na Cultura. Já a outra pasta, de Planejamento, servirá para acompanhar a gestão e planejar a cidade, além de acompanhar o orçamento. A minha equipe de governo está assim formada: Vice-prefeito: Cirineu Teixeira de Souza, Chefe de Gabinete: Marivônia Marques da Silva Alves, Procurador Jurídico: Thiago Morais Duarte Miranda, Controlador Geral: Maria do Carmo de Lima, Sec. de Administração e Finanças: Nilson Pereira da Silva, Sec. de Saúde: Nívia Fabiana da Silva, Sec. de Educação: Alcivandes Santos Santana, Sec. de Cultura e Turismo: Edson Manoel de Araújo, Sec. de Desenvolvimento Social: Sônia Maria de Sá, Sec. de Infraestrutura: Isaque Cordeiro Costa, Sec. de Agricultura: Eleuzina Oliveira Silva.


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Morre o Presbítero Emérito da Igreja Presbiteriana, Valdemar Júlio dos Santos

Deus levou para o seu aprisco o Presbítero Emérito Valdemar Júlio dos Santos, da 1ª Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso, onde foi mestre de obras todo o tempo nesta Igreja, desde os eus tempos de Congregação, sendo um dos seus pilares. Pernambucano de Buíque, ele chegou a Paulo Afonso no início das obras da Chesf onde trabalhou por uns anos mas decidiu ir para Minas Gerais. Ali, trabalhou em Ipatinga

até outubro de1964, quando retornou a Paulo Afonso e foi novamente trabalhar na hidrelétrica. Mestre na área de hidráulica, entendia tudo de encanamentos e sempre foi muito respeitado pela qualidade profissional dos seus serviços que sempre colocou à disposição das obras da igreja em todos os momentos em que se fez necessária uma construção, uma ampliação, uma reforma. Valdemar Júlio foi, literalmente, um construtor de Igrejas e um pregador nato do Evangelho. No dia 9 de maio de 1965, foi batizado na Congregação Presbiteriana pelo Pastor Hercílio Araújo. Em fevereiro de 1968, já na gestão do Pastor Marcelo Tito foi por este pastor indicado para fazer parte da Junta Administrativa da Congregação Presbiteriana de Paulo Afonso, ao lado de Elias Florenti-

no, Severino Araújo e Athayde José dos Santos. Participou da construção do templo da 1ª IPPA, na Rua Duque de Caxias, desde a escavação dos seus alicerces, assim como os prédios anexos, as ampliações, a construção da Igreja de Itaparica e mais recentemente, as construções no Acampamento Besteda. “Falou em construção, chama o irmão Valdemar!” Na organização da Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso, em 13 de abril de 1974, Valdemar Júlio foi eleito e ordenado presbítero, ao lado dos também pioneiros Elias, Athayde e Severino Araújo, os primeiros da história da Igreja. Quando a Chesf iniciou a Barragem e a Usina de Itaparica, hoje Luiz Gonzaga, em Petrolândia Valdemar Júlio foi transferido para ali e à noite, nas folgas do trabalho, domingos e feriados participou da construção da Igreja Presbiteriana de Itaparica, inaugurada no dia 13 de setembro de 1986.

Terminada a obra de Itaparica, o Presbítero Valdemar retornou a Paulo Afonso e continuou muito atuante recebendo o título de Presbítero Emérito pelos muitos serviços prestados à Igreja. Exerceu todos os cargos da Igreja. Foi presidente da União Presbiteriana de Homens – UPH, conselheiro de vários departamentos, atuou na Escola Bíblica Dominical, foi represente do Conselho da Igreja junto ao presbitério a quem a 1ª IPPA está ligada. Vida intensa a serviço do Evangelho. Os pastores jovens, formados com o apoio da Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso como Antônio Lisboa, Fábio Bernardo, Edvam Gomes, sempre tiveram o presbítero Valdemar como um pai, tal o seu cuidado com estes jovens que saíram da União de Mocidade da Igreja para os seminários e hoje pastoreiam grandes igrejas no Nordeste. Assim também o considerava o genro Silas Júnior que disse: “eu entrei para esta família maravilhosa como um enxerto em uma planta. Ali

encontrei a o alimento espiritual que me levou a fazer o seminário para ser também um pastor presbiteriano. Para ele, eu não era um genro mas um verdadeiro filho”. Sobre ele assim falou o também presbítero José Batista: “trabalhamos juntos e ele sempre me evangelizava até que aceitei o Senhor Jesus como meu Senhor e Salvador e, após a minha conversão, ele ia duas, três vezes por semana, me visitar, adubar a semente”. O pastor Cornélio Gonzaga, que foi pastor da 1ª IPPA disse “na minha gestão à frente desta Igreja por

6 anos, de Janeiro de 1994 a Dezembro de 1999, encontrei no irmão Valdemar todo o apoio de que precisei para administrar esta Igreja. Ele foi o exemplo de vida para os pastores e todos os membros desta Igreja Presbiteriana, assim como a 2ª IPPA, a IP de Itaparica, as congregações e departamentos”. Aos 79 anos, idade que não aparentava, no dia 16 de Janeiro de 2013, o coração decidiu interromper a caminhada do Presbítero Emérito Valdemar Júlio dos Santos e “ele foi descansar junto ao Senhor Jesus”.

Acidente mata João Zinclar, o fotógrafo defensor do São Francisco (G1) “Morreu na madrugada deste sábado (19), após acidente entre um ônibus e caminhão na BR-101, em Campos dos Goytacazes (RJ), o fotógrafo João Zinclar Lima Silva. Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 3h30 e o coletivo transportava 20 passageiros do Espírito Santo para o Rio de Janeiro”. A notícia da morte de João Zinclar, trouxe à memória de muitos da região como Valda, da Agendha, professor Juracy Marques, da Uneb, Alzeni Tomaz do LAPEC/NECTAS e muitos outros que conviveram com ele, o seu trabalho documentando e defendendo o rio São Francisco. Como repórter fotográfico, contou histórias de gente e de paisagens com riqueza de detalhes digna de grandes artistas mas com a coerência da crítica, da chamada à reflexão, de uma forma de luta diferente, sob a ótica de suas lentes fotográficas, denunciando os desmandos que o homem tem feito na agressão ao rio que tudo dá para o desenvol-

vimento de toda a região do Vale do São Francisco - energia elétrica, culturas irrigadas, turismo-. Sempre com a firmeza e a humildade dos simples, na sua genialidade. Não bastasse a força das suas fotos, retrato vivo de uma nação ribeirinha do São Francisco, o livro O Rio São Francisco e as Águas do Sertão, ainda contou com textos vigorosos de mais de vinte defensores instransigentes deste rio, o único totalmente brasileiro, como Alder Júlio, João Abner Guimarães, Frei D. Luiz Cáppio, Luciana Khoury.

A agressão ao rio São Francisco e a sua transposição à força, tema da dissertação de mestrado da minha equipe na ADESG, não saem da mídia nacional, como registrou o Fantástico, da Rede Globo, no domingo, dia 20 de Janeiro. Zinclar registra, em seu livro documentário, vários protestos e atos religiosos contra a transposição do rio São Francisco. Lançado em Paulo Afonso, no dia 15 de Dezembro de 2010, na Praça das Mangueiras, em frente à Sala dos Visitantes da Chesf onde acontecia um evento - A Bodega - promovido pela Agendha. ali estavam o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, o Secretario de Turismo e Cultura da época, Jânio Soares, Valda Aroucha, Maurício, mulheres e homens catingueiros do projeto Bodega – Produtos da Sociobiodiversidade, Alzeni Tomaz, coordenadora da LAPEC/NECTAS, um programa da UNEB e jovens que fizeram encenação com fotos do livro e nele baseados. Ali também estavam os escri-

tores Antônio Galdino, João de Souza Lima, Roberto Ricardo, da Academia de Letras de Paulo Afonso. Teve música com a Banda Musical da Prefeitura e a cantora Lorena Lima. Foi uma noite cultural, e um convite à reflexão, a do lançamento do livro de João Zinclar. O livro é um documento riquíssimo que impressiona desde a sua apresentação gráfica. São mais de 320 páginas no formato álbum, com 31cm X 21cm. Em papel couchê 240, tem mais de 300 fotos e excelentes textos de vários autores. A tiragem foi de apenas 1.000 exemplares, o que a torna uma obra rara, certamente já esgotada. E, se impressiona pela apresentação gráfica, maior ainda é o impacto das mensagens e das centenas de fotos internas. Realmente, uma preciosidade, uma obra de arte, enriquecida pelo conteúdo e mensagem temática que aborda, que é a de amor intenso ao rio São Francisco. Para compor esta obra ele percorreu “mais de 10

mil quilômetros em oito estados (MG, BA, PE, AL, SE, PB, RN e CE) de 2005 a 2010, sozinho ou acompanhado de profissionais jornalistas”. Veja o relato do fotógrafo ao clicar cenários de Paulo Afonso, no Nordeste da Bahia: “Em Paulo Afonso a tentativa de controlar a força da natureza fez erguer um complexo hidrelétrico que provocou intensas mudanças no ecossistema, o ambiente foi profundamente afetado. As antigas e belas quedas d`águas foram alteradas e vertem apenas de modo controlado. Mesmo assim, os paredões do Cânion do Velho Chico, que se estendem até Piranhas – AL e Canindé do São Francisco – SE, constituem um cenário de rara beleza.” Na sua dedicatória ao Prof. Galdino, a simplicidade que só se encontra nos gênios e nos humildes: “Ao compa-

nheiro de comunicação e de imagem, receba esse ensaio fotográfico em defesa do Velho Chico. Galdino, um grande abraço. 15-12/2010 - João Zinclar”. O rio São Francisco perdeu um guerreiro. Os que amam o rio estão chorando.

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A Música parou. O sax emudeceu. Morreu Turpim.

Turpim Nóbrega, paraibano de Livramento, onde nasceu em 6 de abril e 1930, corria, na hiperatividade que movia sua vida, para comemorar 83 anos neste 2013. Faltando tão pouco, o coração impediu o restante da caminhada... Em 1953 ele começou a trabalhar na Chesf. Desde a sua infância, na sua pequena Livramento e durante toda a sua vida algumas paixões lhe deram alento para avançar nos anos, ganhar a vida, conquistar amigos e viver feliz: música, que o encantou primeiro, a família muito presente e muito amada e o Vasco da Gama, o time do coração. Turpim descobriu o cami-

nho da Galcom Comunicações e falou que, ao longo da vida, tinha juntado anotações, causos, curiosidades sobre a música e sobre músicos que tocaram com ele por dezenas de anos. Na época, 2007, eu começava a alimentar o sonho de resgatar a história e a memória de Paulo Afonso, seus pioneiros, suas instituições, projeto que continua vivo, buscando apoio para levar ao conhecimento desta e de futuras gerações a história daqueles que marcam o começo de tudo, desde 1948, e até bem antes, ainda em terras de Glória, ou de Forquilha para que todos entendam que não se pode planejar o futuro sem conhecer o passado. A provocação de Turpim foi o que faltava para começar esse projeto. Levantamos custos e nos propusemos, com o apoio da família, de produzir o primeiro livro desse projeto, chamado A Música e Eu, assinado por Turpim Nóbrega. A produção do livro foi feita na Galcom Comunicações, assim como a produção das muitas fotos para a escolha da capa, pelo fotógrafo Fernando Feitosa, Toitinho, levou um bom tempo clicando Turpim e seu inseparável saxofone. No livro, Euclides Batista,

outro pioneiro de Paulo Afonso, num resumido e precioso prefácio sugere esse título para o livro e diz: “Turpim, meu velho amigo, aprendi a gostar de você em 1959, quando eu, ainda menino, cheguei no Almoxarifado da Chesf e você lá estava deslizando sua cadeira de rodinhas sobre o assoalho de madeira, controlando aqueles materiais tão importantes para a construção da nossa Paulo Afonso e do Nordeste”.

Ao apresentar o livro de Turpim eu começava dizendo que ali o leitor iria encontrar “alegres e musicais memórias de um pioneiro”. Porque não en-

contrei melhores palavras que Paróquia de São Francisco, o uma das muitas lembranças do representassem Turpim como Pastor Daniel, da Igreja Evan- convívio com Turpim. Daí o grande impacto que “alegre” e “musical”. Ele foi gélica Assembléia de Deus (da movido a música e alegria toda Praça Libaneza), e muitos mú- trouxe a notícia de sua morte, a vida. Não perdia o bom hu- sicos, desde pioneiros como no dia 25 de janeiro de 2013, mor nunca. Nem quando o seu Periperi a outros mais novos às 11 e meia da noite. Vasco perdia. Estava sempre estiveram abraçando seus faInevitável mas sempre imesperança a revanche, uma go- miliares, trazendo uma pala- pactante porque nunca queleada no próximo jogo. vra de conforto, deixando suas remos perder aqueles a quem O seu sax, companheiro lágrimas. amamos, a morte levou Turdos conjuntos musicais como Quando completei 60 anos, pim Nóbrega deixando um inTurpim e Seus Elétricos, da realizamos um culto em ação tenso silêncio no ar onde antes orquestras de carnaval, em- de graças em minha casa. Ali as notas musicais extraídas do balava os casais apaixonados estavam os meus irmãos da 1ª seu sax bailavam nos mais vaou animados foliões nos car- Igreja Presbiteriana de Paulo riados ritmos. A música parou. navais do COPA, do CPA e da Afonso e muitos outros ami- O sax emudeceu. Ficamos sem região por dezenas de anos, gos, dentre eles Turpim Nó- a convivência alegre de Turda Banda da Chesf, sempre brega. Coube a ele tocar o pim Nóbrega. Nesse dia 27 de janeiro, esperada na abertura dos des- “Parabéns pra você” mas foi files cívicos, nas aberturas dos quando executou no seu sax o familiares, alguns amigos, campeonatos de futebol e em hino “Grandioso és Tu” que se músicos de longa data estisolenidades do munícipio... sentiu a emoção fluir abundan- veram no Cemitério Pe. LoMas ele também se recolhia temente, em lágrimas e demo- renço Tori, em Paulo Afonso, num som mais intimista, ele rados aplausos. E esta é apenas para dizer adeus a este pioneiro de Paulo Afonso, e seu sax, executando mais um, que nos deixa músicas sacras em missas, encontros religioentristecidos. sos, igrejas evangélicas A minha homenagem e encontros outros onde a este homem especial e o som do seu sax levava a minha palavra pessoal à reflexão sobre as bênde oração pelo conforto çãos e maravilhas de da família, nesse sentimento de perda. Todos da Deus na nossa vida. Galcom Comunicações, Por isso que o Bispo da Galvídeo, da Folha Dom Guido Zendron, Sertaneja, nos associada Diocese de Paulo mos à dor dos familiares Afonso, o Padre CelMascarenhas, Turpim, Antônio Galdino so da Anunciação, da Da esq.: Pinto, Sávio e dos muitos amigos. e Toinho dos Dissonantes

Morreu Campelo, o “faz tudo” Na edição Nº 50 do jornal Folha Sertaneja, de 28 de Abril de 2008, em um espaço chamado Histórias e Memórias de Pioneiros, uma merecida homenagem a Horácio Gouveia Campelo, um dos pioneiros chesfianos, igualmente homenageado pelo ex-diretor de Suprimento da Chesf, Luiz Fernando Motta Nascimento em seis paginas (319 a 324) do seu livro Paulo Afonso – Luz e Força Movendo o Nordeste, publicado em 1998. Ali ele diz que “os suíços certa vez inventaram um canivete que fazia tudo. Uma empresa de limpeza lançou um produto que diziam tinha mil utilidades. Paulo Afonso tem um personagem, pioneiro da Chesf que era mesmo um faz tudo e, diferente do que se espera de gente assim, tudo que ele fazia era de excelente qualidade. O seu nome é Horácio Gouveia Campelo”. Na quinta-feira, quando muitos se preparavam para assistir a Missa do 7º dia de Turpim Nóbrega, estava sendo sepultado no Cemitério Padre Lourenço Tori, o corpo deste outro pioneiro, Horácio Campelo que morreu aos 86 anos. Em sua homenagem, decidi reproduzir aquele texto da Folha Sertaneja, ao tempo em que abraçamos a todos os familiares e amigos. (Antônio Galdino)

Campelo nasceu em Belo Jardim (PE), em 30 de outubro de 1926, mas foi criado em Pesqueira (PE). Logo após a segunda Guerra Mundial, foi servir nas Forças Armadas,

na base aérea do Recife onde estavam sediadas tropas dos Estados Unidos da América. Com eles Campelo aprendeu muita coisa na área médica. Assim, aprendeu a trabalhar em laboratório clínico, aparelhos de raio-X, banco de sangue, aparelhos de imobilização, embalsamento e outras atividades da área. Era também um bom taquígrafo e excelente caricaturista. Quando ia dar baixa no serviço militar, foi levado por um oficial para um teste no jornal do Comércio do Recife. Tirou de letra

no teste para repórter, pela sua habilidade em taquigrafia. Antes de assumir a nova função de repórter onde ganharia o dobro do que ganhava na base aérea, Campelo pediu um tempo, uns dez dias, para ir a Pesqueira, rever familiares. Dali, resolveu dar uma esticadinha para conhecer a Cachoeira de Paulo Afonso e as obras da Chesf que começavam. E Campelo acabou assumindo a vaga de um apontador que não tinha escapado da malária. O taquigrafo fez o serviço andar ligeiro e recebeu logo o convite para ficar na Chesf. Aceitou na hora. (E, diríamos nós, o JC perdeu um repórter). Sua experiência na área da medicina o levaram para trabalhar no pequeno hospital construído pela Chesf. E logo comandou o laboratório, de-

pois fundou o banco de sangue, operou os aparelhos de raios-X. Campelo, conhecido como Doquinha, sempre foi uma pessoa que se dedicava de corpo e alma a tudo que fazia. Uma pessoa com a alma e a sensibilidade dos grandes artistas. Foi secretário do engenheiro Hermínio Kerr, responsável pela operação em Paulo Afonso. Foi gerente do Clube Paulo Afonso e depois do Clube Operário. Ali, pôde mostrar suas aptidões artísticas. Há muitos casos de peças que Campelo pregou em muitos chesfianos e casos em que ele próprio é o maior personagem. Quando estavam filmando “Os três cabras de Lampião” na região de Paulo Afonso, Campelo, que tinha experiên-

José Ivaldo com Campelo e familiares

Campelo recebe Título de Cidadão Pauloafonsino de Dernival Oliveira

cia pelas suas atuações em teatro, foi convidado para fazer o papel de marido da atriz principal Gracinda Freire. Nunca recebeu o dinheiro prometido para esse trabalho. No teatro, em Paulo Afonso, foi ator e diretor e uma das peças que dirigiu e atuou foi “A cigana me enganou” que teve uma turnê histórica por cidades do Nordeste, chegando até Recife. Foi decorador dos salões do CPA e do COPA para os grandes carnavais que ali se realizavam todos os anos. Com a encenação de peças de teatro arrecadou dinheiro para terminar a construção da Igreja de São Francisco. Foi ele o criador do primeiro bloco de travestidos a sair nas ruas de Paulo Afonso nos carnavais dos anos 50. O nome do bloco era “Verdureiras de bigode”. Outra criação impagável de Campelo era o jornalzinho mimeografado chamado “A Tocha” que tinha a seguinte chamada: “o que outro jornal

não traz, A Tocha traz. Este é o único jornal mensal que circula diariamente uma vez por ano”. Coisas de Campelo que, como um “faz tudo”, fez história. Para Campelo, que sempre estava bem humorado por onde andava e que nos deixa órfãos da sua alegria e criatividade, depois de completar 86 anos, esta homenagem, a partir dos textos de Luiz Fernando e com informações fornecidas pelo próprio Campelo quando na realização do Chá de Memória, promovido pela Chesf em dezembro de 2007 e que tivemos a felicidade de produzir, pela Galvídeo. A Câmara Municipal de Paulo Afonso, por iniciativa do vereador Dernival Oliveira, concedeu muito merecidamente a Horácio Gouveia Campelo o título de Cidadão de Paulo Afonso. Pena que o espaço seja pequeno para quem merece todo um livro de histórias e memórias.


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Vânia Freire comemora 22 anos de Domingo Alegre na Rádio Delmiro AM nossa cultura musical nordestina, dando sempre um especial destaque ao inesquecível Luiz Gonzaga, o Rei do Baião”. No programa do dia 20 de Janeiro, “o programa contou com a presença do cantor, compositor e o idealizador desse programa, Deca do Acordeon, o primeiro sanfoneiro que se apresentou no

programa há 22 anos, no antigo Cine Coliseu, em Paulo Afonso, no programa de auditório Coliseu Show, apresentado por Antônio Galdino e Nilson Brandão e, nesse dia, com transmissão ao vivo pela RBN”, disse Vânia. “No programa dos 22 anos do Domingo Alegre também participaram do programa, no Estúdio da Del

AM-760 os músicos Zé do Leite, Fernandinho da Serra de Água Branca, o compositor, cantor e apresentador do Programa Coração do Nordeste, da Delmiro AM, Cícero Livino, além de Luiz Mendes, sanfoneiro de Delmiro Gouveia, dentre outros músicos e grande participação de ouvintes”, conclui a radialista Vânia Freire.

Fotos: Divulgação

Quem esteve em festa em Janeiro foi a radialista Vânia Freire da Rádio Delmiro AM760 comemorando os 22 anos do programa Domingo Alegre que valoriza a música nordestina, todos os domingos a partir do meio-dia. Segundo Vânia “o programa Domingo Alegre tem como objetivo principal o fomento e a difusão da

Vânia Freire

Fernandinho da Serra Água Branca e Deca do Acordeon

Deca do Acordeon e Zé do Leite

Balaio é um sucesso nas tardes de Sábado na Rádio Delmiro

O Programa ‘Balaio’ da Delmiro FM estreou no sábado, 12 de Janeiro, tem grande participação de artistas pauloafonsinos e, pelo eu formato, bem variado em suas atrações e pelo alto nível de sua equipe de apresentadores como Jorge Papapá. Juliano Ribeiro e Luiz Anhanguera. Por ali já passaram, dentre outros, Amilton Leonardo, Johnny Sutac, Jotalunas já tem cadeira cativa, o bom repórter Antônio Carlos Zuca também e a interação de Papapá com os artistas e bandas de Salvador tem elevado muito a audiência do programa. O trio de apresentadores, claro, contribui muito para a aceitação do programa nesse formato onde se

tem a conversa informal, a brincadeira, sorteio de brindes, essa participação de artistas renomados e bem conhecidos do público e, claro, a música preferida dos ouvintes e dos apresentadores. Ainda no primeiro programa houve a participação de Tuca Fernandes e Ninha, grandes nomes da música baiana, além da entrada ao vivo, por telefone, do cantor Magary Lord, que deu voz à música de abertura do Balaio, composta por Jorge Papapá e Edu Casanova. A participação do público é intensa e, nem sempre se consegue uma linha livre. A equipe da Galvídeo tentou por mais de uma hora, no sábado, 26, sem sucesso.

Grupos da melhor idade revivem antigos carnavais Fotos: ASCOM/PMPA

Nas ondas da Del

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Jorge Papapá, Luiz Anhanguera e Giuliano Ribeiro

A tradição dos antigos carnavais, das marchinhas, do frevo e do maracatu foi revivida nesta quarta-feira, 30, no Chá Dançante dos Idosos, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES) com a participação dos grupos apoiados pelos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) II, III, Barroca, Centenário, Centro Social Urbano, Prainha, Bairro Rodoviário e Malhada Grande. O animadíssimo bloco carnavalesco puxado pela Orquestra do maestro Genival, saiu da Praça da Matriz, na Avenida Getúlio Vargas em direção ao Parque das Mangueiras, onde os foliões foram recebidos pela equipe da SEDES, recarregaram as energias com refrigerante, salada de frutas, água mineral e depois de um pequeno descanso voltaram a cair na folia, desta vez ao som de Jorge Brandão, que conduziu a festa até as 21h. Para a Dona Inaura Calheiros, 71 anos, partici-

pante do Grupo Reviver, a convivência com os novos amigos lhe proporcionou a oportunidade de viver a infância que ela nunca tinha vivido, se divertindo de verdade e se sentindo uma pessoa realmente feliz. “Sou alagoana, mas moro em Paulo Afonso desde 1958 e me sinto muito feliz porque foi aqui que eu realizei meus sonhos, encontrei muitos amigos, amo a todos e sou amada por eles, estou no Grupo Reviver onde participo de várias atividades e posso dizer que essa é a família que eu não tive antes; são os amigos certos das horas incertas”, declarou Dona Inaura. (ASCOM/PMPA)

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Quinta na Praça agitou Paulo Afonso em Janeiro Na quinta-feira, 10, muita gente foi curtir o samba gostoso de Daise Novaes, que abriu a programação. “Abrir Quinta na Praça, essa programação da TV São Francisco na Praça das Mangueiras, em Paulo Afonso, para mim foi o reconhecimento do meu trabalho e da minha banda. Eu me senti lisonjeada. Foi muito bom”, disse Daise Novaes. Quem também brilhou foi Igor Gnomo e os Eternos Amigos, que sequenciaram a programação noite a dentro. No dia 17 o show na Praça das Mangueiras ficou por conta de Gean Ramos, índio Pankararu, vindo do municí-

pio de Jatobá, que apresentou ainda que apresentou as músicas do seu primeiro DVD. Geam Ramos vem se firmando como grande cantor e compositor e já leva grande público que interage com ele cantando suas músicas em grande coral. O jovens do grupo de comédia Stand UP de Paulo Afonso, Chuck e João Victor confirmaram a grande interação com o público que se esbaldou em largos sorrisos e permaneceu na Praça para ver e cantar junto com Ferreirinha e Rosana que encerraram a programação daquela noite. No dia 24, a TV São Francisco investiu na criatividade

do projeto Percussiclando com sua percussão em tubos, que foi a grande atração da noite, merecendo comentários elogiosos da jornalista Denise e de Jorge Papapá que também apresentava a programação da Quina na Praça nessa noite. “Meu irmão, fiquei aqui arrepiado. Carlinhos Brown precisa conhecer vocês e esse trabalho maravilhoso”, disse o compositor baiano que agora mora em Paulo Afonso e tem agitado programa Balaio, nos sábados à tarde na Rádio Delmiro FM. A noite teve ainda o humor de João Bosco, e a grande promessa da música regional que é Fábbio Emanuel um

sanfoneiro que está integrado a grande projeto na Espanha sem perder as raízes sertanejas e que também agitou o grande público com sua apresentação na Praça das Mangueiras. A Banda Nathy Blue fechou a programação da noite. O encerramento do Quinta na Praça aconteceu no dia 31 de janeiro com a presença de Duda Rodrigues, Gecildo Queiroz e Jhonny Sutac. Esta última noite foi mesmo a apoteose do evento. Muita gente foi aplaudir Duda Rodrigues, e sua performance black que esteve, como sempre, muito bem. Gecildo Queiroz na Comédia Stand Up arran-

cou boas gargalhadas e Jhonny Sutac agitou o público com o Largadinho e o embalos do carnaval 2013. A banda não tem parado. Tocou há dias na inauguração do Balneário de Glória, e já tem agenda para Piranhas e Delmiro Gouveia nos próximos dias. O sucesso do Quinta na Praça empolgou toda a equipe da TV São Francisco, desde o seu primeiro dia, Márlio, Jermison, Felipe, Adna, Elba, Rosi, Zé Carlos e Hilquias fizeram do evento um marco no calendário do município. O evento tem o apoio da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso e de empresários da cidade.

Fotos: Antônio Galdino

Durante todo o mês de Janeiro, todas as quintas-feiras, a Praça das Mangueiras recebeu grande público prestigiando o evento musical promovido pela TV São Francisco, com o apoio da Prefeitura de Paulo Afonso, o que já acontece há três anos. Equipes da TV São Francisco vieram de Juazeiro para coordenar cada uma das semanas e aqui contaram com o apoio do cinegrafista José Carlos Ferreira. O evento já é esperado todos os alunos e é uma grande vitrine para cantores, bandas e humoristas de Paulo Afonso que têm o seu trabalho divulgado em toda a região.

Equipe da TV São Francisco (com Duda Rodrigues) e algumas atrações: Gean Ramos, Gecildo Queiroz, Humor Ereto e Johnny Sutac.

Fotos: Antônio Galdino

Seresta com Ana Dulce no CPA promove reencontro de amigos

Beto Narchi e Ana Dulce

Todas as sextas-feiras o Clube Paulo Afonso realiza um noite de seresta, quase sempre com bandas locais, reunindo grande número de associados do clube, especialmente aqueles mais idosos que se deleitam ao som de antigos boleros, marchas-rancho e outros gêneros musicais que os remetem aos anos 60, 70, 80. Na sexta-feira, 18 de janeiro, a tradicional Seresta do CPA, ganhou ares de encontro especial, de reencontros de velhos amigos pauloafonsinos, a começar pela atração da noite, a cantora Ana Dulce ou Anna Dulcy, filha do Sr. Menezes, hoje morando e cantando em São Paulo. Foi uma noite realmente especial! Ana Dulce começou cantando em Paulo Afonso no Conjunto Turpim e seus elétricos, no Clube Operário de Paulo Afonso, COPA, nos idos de 1960. Depois, cantou no Conjunto Galáxia (naquele tempo não se chamava Banda, era Conjunto), dirigido pelo músico Gilberto Andrade.

E não escondia a satisfação Nesses conjuntos, para o que estará se formando cantou ao lado de Carlos uma comissão organizadora, de ter contribuído para a vinda Daniel, de José Gomes com a possibilidade desse en- de Ana Dulce ao CPA. “Ana e de Elói e imortalizou contro acontecer até o mês de Dulce iniciou sua carreira arcanções que embalaram Julho, no CPA. As conversas tística no COPA, na época eu namorados pelas gera- vão envolver outras pessoas e cantava no conjunto Turpim e ções seguintes. tomarão corpo a partir do fi- seus Elétricos e eu necessitaNesse reencontro no nal de Janeiro quando muitos va de uma pessoa que fizesse dupla comigo, que me ajuCPA, ali estavam Car- retornam de férias. los Daniel e Elói, pura Feliz com a empolgação e a dasse, e Ana foi a escolhida e emoção, dividindo o boa presença de público e pela passamos uma boa temporada palco com Anna Dulcy excelente qualidade da banda cantando juntos. Tempos dee levando o grande pú- Feitiço Tropical, Sávio não pois, ela partiu para S. Paulo, blico a explodir em demora- descarta a possibilidade de e nunca mais apareceu”. Daniel também fala do redos aplausos. trazer outras vezes esse mesMais que uma seresta nor- mo grupo musical para outras encontro com Ana Dulce em mal das sextas-feiras, o CPA, noites animadas do CPA. “A São Paulo. “Casualmente fui através de seu diretor Social, Banda é muito boa, o cantor fazer um curso em S. Paulo Sávio Mascarenhas e do seu Beto Narchi, irmão mais novo e lá encontrei uma turma de presidente Ubirany, Cristovam de Ana Dulce é também muito amigos que lá trabalhavam, e outros diretores, promoveu bom, versátil, muda de um gê- e me falaram que a Ana esum grande reencontro de ami- nero musical para outro com tava cantando em uma boate gos e acolheu gente que veio enorme facilidade e agradou e lá fomos para assisti-la. desde Salvador para esse en- em cheio. Este é um bom mo- Havia um belo cartaz com foto e anúncio mas, como a contro especial, como Miriam e mento do CPA”. Ivone que estavam com a irmã Carlos Daniel viveu um boate era reservada, não foi Gedalva, como do Ceará, como momento de grande alegria possível entrar de primeira. Tânia Quental que mora em nesse reencontro. Cantou va- Aí, falamos com o porteiBarbalha-CE mas declarou ani- rias músicas com Ana Dulce ro para chamá-la. Quando madíssima “não ia perder um e circulava entre as mesas na ela nos viu , foi muita emomomento desses por nada. Amo maior alegria, lembrando da- ção! Entramos com ela e foi Paulo Afonso e sempre dou um queles momentos marcantes aquele auê. Ela me convidou jeitinho de manter contato com em que cantava com ela no prá cantar e foi um verdadeiro sucesso.” as pessoas e aparecer por aqui conjunto de Turpim. Diz ainda Carlos Dade vez em quando”. Tânia encontrou-se niel: “No ano passado o Ari me passou o telefocom o Professor Galne dela e nós conversadino, que prepara um livro sobre a história mos bastante. Vendo a possibilidade dela apado COLEPA e com Dr. José Fernandes e recer em Paulo Afonso para um show, converali se estabeleceu um sei com Sávio, diretor começo de conversa Social do CPA e eles para a realização do II entraram em acordo grande encontro de exDa. esq: Diniz, José Fernandes, Edênia, Carlos Daniel, Ana Dulce e Sávio Mascarenhas quanto ao contrato.” -do GPA e COLEPA,

Outro que fez questão de falar foi Turpim e, mais que isso, documentar em um livro chamado A Música e Eu, onde registra a sua história musical. “Em 1964, Carlos Daniel, Elói e Ana Dulce mais ou menos, o presidente do Clube livro, Eu e a Música que você Operário, Sr. Nicolson Cha- ajudou a fazer, Galdino e mais ves, adquiriu equipamentos umas fotos e o vídeo do lanelétricos para o conjunto do çamento desse livro, onde eu Clube. Na época, foi a maior falo de Ana Dulce cantando novidade. Houve até festa de no meu conjunto musical, no inauguração dos equipamen- COPA”, dizia empolgado o tos e também a entrada de grande saxofonista. Elói, mais discreto, também novos músicos para o grupo como Fernando do Trombo- encantou a todos, cantando ne, Enaldo Rocha, guitarris- junto com parceira de décadas ta, Ana Dulce, cantora, Paulo passadas. A própria Ana Dulce, Souza, cantor e guitarrista, circulava entre as mesas, receRizomar Almeida, cantor. O bendo o carinho de todos, os nosso conjunto ficou muito abraços, posando para fotos. O presidente do CPA, Ubiforte e ficamos conhecidos em rany concorda com o seu diretoda a região”(página 61). Como havia prometido, tor social Sávio Mascarenhas Turpim beirando os 83 anos que “este foi um dos encon(ele nasceu em Livramento, tros mais marcantes do CPA, na Paraíba em 06/04/1930), nas serestas das sextas-feiras também se disse muito alegre e o clube deve promover ouem poder rever Ana Dulce “e tros momentos como este”. Foi um bom momento já preparei uma lembrancinha para dar para ela”, disse o ve- desta dinâmica diretoria do lho maestro, vascaíno doente, Clube Paulo Afonso que “no como Iratan e ainda tão jovem dia 08 de Fevereiro, abrindo de espírito, também apareceu o carnaval, o CPA vai realino CPA para dar um abraço zar o Baile de Fantasia, com em Ana Dulce “que começou a orquestra Nostalgia, outro a cantar no meu conjunto, no evento que deverá trazer um COPA, no início dos anos de bom público a este Clube”, 1960. Vim aqui lhe dar um diz o diretor social Sávio abraço e deixar com ela esse Mascarenhas.


Paulo Afonso, 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • FS 107

Fotos: Antônio Galdino

O Balneário Canto das Águas, em Glória-BA, sempre recebeu grande número de visitantes, principalmente nos finais de semana e nos feriados prolongados. Além da área de banho nas margens da Barragem de Moxotó, todos apreciam o peixe assado e outras iguarias dos quisques como o do Edézio e do Restaurante da Eliomar, dentre outros que também recebem um bom público. A primeira etapa da revitalização deste balneário contou com investimentos recebidos de emendas parlamentares do Deputado Federal Mário Negromonte e recursos do Ministério do Turismo num montante superior a um milhão e duzentos mil reais (R$ 1.231.695,03), sendo alocados inicialmente R$989.637,14 e, depois, para “complementação da revitalização do Balneário Canto das Águas realizada entre 26/06 e 22/12/2012”, mais R$241.957,89.

A revitalização de toda a orla incluiu a reconstrução de boa parte dos boxes ali existentes, a melhoria em outros, criação de calçadão, fossas, rampas de acesso à praia e toda o recapeamento da área de banho que foi aumentada com a colocação de centenas de carradas de areia. Um grande calçadão com bancos, canteiros e um moderno terminal de ônibus foram também disponibilizados para os visitantes, num trabalho da arquiteta Késsia Matos, muito elogiado por todos que viram o empreendimento concluído.

A inauguração dessa primeira etapa do projeto foi feita pela prefeita reeleita Ena Vilma Negromonte, na tarde do domingo, 6 de janeiro, estando presentes o Deputado Federal Mário Negromonte, seu esposo e o filho Mário Júnior, Deputado Estadual, todos do PP da Bahia. Também presente o presidente da Câmara Municipal de Glória, Nido de Doutor, outros vereadores daquele município e de Paulo Afonso, o superintendente da CAR, Dernival Oliveira, secretários municipais, dentre eles Francisco Araújo, o engenheiro chefe da Secretaria de Obras de Glória, responsável pelo acompanhamento do projeto e grande número de populares que, desde as primeiras horas Ao centro: Nido de Dotor, Pres. Câmara de Glória e à da tarde entraram dir. Francisco Araújo Sec. de Obras

no clima da festa com as bandas que se apresentaram na orla. A festa se estendeu pela noite com a presença de outras bandas no palco principal, no estacionamento do balneário. O município de Glória é um dos que fazem a Região Turísticas dos Lagos e Cânions do São Francisco, criada pela Bahiatursa em 2009 e do qual fazem parte também os municípios de Paulo Afonso, Rodelas, Abaré e Santa Brígida. A sede do Conselho Regional de Turismo desta Zona Turística fica em Paulo Afonso e sua diretoria, eleita em Dezembro de 2010 é pelo Coordenador Geral, Antônio Galdino da Silva, representante da prefeitura de Paulo Afonso, Coordenadora Adjunta, Rosângela Menezes, representante da Chesf Paulo Afonso e Secretário Executivo, Mardo David da ONG AGENDHA. A eleição da sua nova diretoria do CRTUR vai acontecer no dia 19 de Fevereiro, com a Assembleia Geral marcada para ser realizada às 14 horas, no auditório da Associação Comercial de Paulo Afonso.

A Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, dá início à construção de 24 Unidades Habitacionais na Zona Rural do Município por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). As obras estão em andamento em ritmo acelerado. Em visita local para acompanhamento, a Assistente Social Fabricia Lidiane observou o contentamento das famílias. “Os beneficiários fazem questão de acompanhar sol a sol cada material que chega e que dá forma a casa, isso demonstra que a função social do Programa esta sendo cumprida”. Os cadastramentos para adquirir a casa, começaram a ser realizados no mês de julho de 2012 pela Secretaria de Desenvolvimento Social. O projeto

estrutural da habitação conta com: sala, três quartos, cozinha, banheiro com teto forrado e cerâmica nas paredes e no piso, com área coberta de 58,89 metros quadrados. O valor de cada unidade será de 25 mil reais financiados pela Caixa Econômica Federal através do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). A contrapartida simbólica dos beneficiários será de quatro parcelas anuais de 250 reais, pagas diretamente na Caixa, sendo que a primeira parcela só será paga um ano depois da assinatura do contrato. O PNHR tem como objetivo incentivar a permanência dos agricultores em suas terras, dando-lhes condição de moradia digna. A gestão municipal segue com o compromisso de proporcionar qualidade de vida a todos os habitantes.

Fotos: ASCOM/PMPA

Começam obras do Programa Nacional de Habitação Rural em Paulo Afonso

Unidade Habitacional Povoado Baixa Verde

Marcação da UH no Povoado Macambira

Secretário de Turismo de Paulo Afonso reúne-se com o trade. Turismo de Aventura na pauta Desde o final do ano de 2010 que Paulo Afonso recebeu um diagnóstico feito pela Fundação Getúlio Vargas, a serviço do Ministério do Turismo, que pontuou a situação do turismo no município. Por conta desse diagnóstico o Conselho Municipal de Turismo foi fortalecido, a nível de Ministério do Turismo com a criação de programa de treinamento para o Grupo Gestor de Turismo, grupo formado por profissionais do trade e técnicos do turismo da Prefeitura e que funciona como uma câmara técnica de apoio ao Conselho Municipal de Turismo. Vários módulos desse treinamento já foram realizados em Paulo Afonso por técnico pagos pelo MTur. Também por conta desse diagnóstico, o Ministério do Turismo colocou o município de Paulo Afonso entre os 115 destinos turísticos do Brasil. O município de Paulo Afonso é um dos poucos do interior do Brasil que sedia um Conselho Regional de Turismo, um Conselho Municipal de Turismo e um Grupo Gestor de Turismo. Nos últimos anos, especialmente em 2011 e 2012, foram treinadas mais de 1.100 pessoas através de convênios firmados entre a Prefeitura e o Senac, na área da gastronomia e cursos voltados para a rede hoteleira, como recepcionista de meios de hospedagem e camareira. Outros cursos, consolidados em parcerias com a Uneb e Sebrae, treinaram muitos nas áreas de turismo de aventura e turismo náutico. Muito oportuna assim a iniciativa do novo secretário de turismo de apoiar a retomada imediata dos projetos para turismo de aventura em Paulo Afonso, valorizando a experiência da equipe da Rota Vertical que apresentou sua estrutura e projetos para aplicação do turismo de aventura em escala comercial, ao turista. Ao encontro compareceram os guias da Agturb, agentes de viagem da Trilha Turismo, Cabraltur, Paulo Afonso Turismo, hotéis San Marino, Porthal da Ilha, Executive, Restaurante da Carioca e Spartacus, Conselho Regional e Conselho Municipal de Turismo, Sebrae, equipe da Rota Vertical, dentre outros segmentos do turismo em Paulo Afonso. Foto: ASCOM/PMPA

Glória inaugura primeira etapa da revitalização do Balneário Canto das Águas

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Jacques Fernandes

Dia 24 de janeiro, o Secretário de Turismo, Jacques Fernandes reuniu grande parte dos representantes do Trade Paulo Afonso para lançar a proposta do novo Núcleo de Atendimento ao Turista (NAT). Foi explicado sobre a busca regulamentação da ação dos Guias no atendimento ao Turista. “Recebemos denúncias dos participantes do Trade que os Guias estavam agenciando dentro do ambiente do NAT, e isso não é permitido, pois caracteriza concorrência ilegal com as agências de Turismo. Cada um tem que cumprir seu papel corretamente. A circular foi uma medida sanativa para estancar o eixo de irregularidades nesta prática. Com isso, lançaremos o Plano de Normatização do Trade que irá contemplar o papel de cada um: agências, guias, aparelhos, empresários e poder público. Estamos aqui para organizar e atuar, e não para permitir que continue a bagunça” afirmou Jacques, que obteve o apoio de todos do Trade. Agora, o novo Núcleo de Atendimento, passa a ser gerenciado pela Secretaria de Turismo, que encaminhará os Turistas para roteirização junto aos guias. O secretário ressalta: “sabemos que toda mudança gera impacto, por isso tanta repercussão, porém, mudança para legalizar e normatizar, não é mudança ruim e Paulo Afonso anseia a tempos por isso”. Com a nova proposta, todos os empresários do Trade poderão participar do Núcleo de Atendimento, mostrando seus serviços e obedecendo a caracterização de cada um. Um dos pontos destacado pelo secretário Jaques Fernandes foi o apoio e a interação da Secretaria de Turismo com os Conselhos e instituições que atuam com o turismo em Paulo Afonso.


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Paulo Afonso, 31 de Janeiro de 2013 • Ano IX • FS 107

Angiquinho, primeira usina do Nordeste, comemora centenário

Da esq. Voldi, Augusto Cézar, José Ferreira, Jugurta, Carlos Aguiar e Cacau

No dia 26 de janeiro, a Usina Hidrelétrica de Angiquinho, a primeira do Nordeste, comemora o seu centenário. O local, situado no município de Delmiro Gouveia, é um dos principais cartões postais da cidade e representa o pioneirismo e a ousadia do industrial Delmiro Augusto da Cruz Gouveia. Cravada nos paredões rochosos, a usina fornecia energia elétrica para a Vila da Pedra, lugarejo que originou a cidade de Delmiro Gouveia. Para celebrar a data, a Fundação Delmiro Gouveia (Fundeg), que é responsável pela preservação do local, preparou uma programação especial iniciada no dia 21 de Janeiro com a antropóloga alagoana Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros e o professor Elcio de Gusmão Verçosa participan-

do da aula inaugural na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Campus Sertão que tem como tema “Desenvolvimento do sertão do Nordeste: Industrialização e Educação”. A antropóloga ministra a aula também no campus de Santana do Ipanema. No dia 26 aconteceu a solenidade oficial, às 10h, no sítio histórico, com o lançamento da Coleção Pensar Alagoas, organizada pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, contendo os livros “O Pioneiro de Paulo Afonso”, de Tadeu Rocha, e “O Ninho da Águia”, de Adalberon Cavalcante Lins. O evento reuniu chesfianos como Carlos Aguiar representante da diretoria da Chesf, que assegurou que “mesmo a Chesf tendo um ano atípico

em 2013, o apoio da empresa para o tombamento nacional de Angiquinho vai continuar, talvez num ritmo mais lento”. Augusto Cézar, Administrador da Chesf em Paulo Afonso e assessores da APA e João Paulo Aguiar, aposentado chesfiano, pioneiro da região de Xingó, ali estavam, assim como a antropóloga Luitgarde Oliveira, que, na autoridade de Pós doutorado sobre a cultura regional, fez esclarecedora palestra sobre esta riqueza do sertão nordestino. Outros que trouxeram suas contribuições ao eventos foram Luis Estáquio Toledo é Conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas e neto do Engenheiro Luigi Borella,o representante do IPHAN de Alagoas e do Reitor da UNEAL, Jairo Campos. Também presentes os filhos dos escritores Tadeu Rocha, e de Adalberon Cavalcante Lins, que autorizaram a reedição das suas obras de seus pais pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, de Alagoas, cujo presidente, Moisés Aguiar, falou da importância desse momento para o Estado de Alagoas e para o Brasil, ao apresentar as duas obras que falam da vida e da obra de Delmiro Gouveia. Do município de Paulo Afonso estava o vice-prefeito Jugurta Nepomuceno e assessores.

O encontro reuniu também muitos pesquisadores e escritores sobre a região como Davi Bandeira, Luiz Rubem, Antônio Galdino, Voldi Ribeiro. O evento foi conduzido pelo presidente da Fundação Delmiro Gouveia, Presidente da FUNDEG José Ferreira dos Santos.

Moisés Aguiar

Para o historiador Edvaldo Nascimento, um dos pesquisadores do legado de Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, “o centenário da Usina de Angiquinho é um marco para a história e a cultura não só de Alagoas, mas do país. A Usina de Angiquinho representa a concretização do legado de Delmiro Gouveia, um homem a frente do seu tempo que conseguiu proporcionar uma revolução ao gerar energia elétrica nesta região. Angiquinho representou uma nova

fase da história econômica e social da região do semi-árido nordestino, bem como é a expressão da capacidade do povo sertanejo”, ressalta. A trajetória de sucesso conferiu ao sítio uma carga cultural e histórica que lhe rendeu o tombamento pelo Governo do Estado de Alagoas no ano de 2006. Agora o local está em processo de tombamento nacional. Edvaldo ressalta que encontra-se em andamento na Superintendência do Iphan Alagoas o processo solicitando o tombamento nacional do local. “Queremos este reconhecimento pelo seu valor histórico, ambiental e por representar um imenso potencial turístico para a região”, falou o pesquisador. Edvaldo explica que o reconhecimento nacional será um grande marco na história de Delmiro Gouveia. “O tombamento nacional será

um grande marco porque Angiquinho passará a ser patrimônio turístico e cultural não só de Alagoas, nem da Bahia, mas do Brasil, o que nos causa imensa satisfação e orgulho”, frisa. O centenário de Angiquinho está sendo realizado numa parceria entre a Fundeg, Chesf, Iphan, UFAL, Prefeitura de Delmiro Gouveia, Prefeitura de Paulo Afonso e Governo do Estado de Alagoas. O evento, no qual todos os oradores ressaltaram a importância de Delmiro Gouveia para a região, de cuja ideia nasceu a Chesf, 35 anos depois de Angiquinho, o que fez com a história da região Nordeste seja contada em duas partes bem distintas: a de antes e depois da Chesf. O evento foi encerrado com o descerramento da placa que marca o início das comemorações dos 100 anos da Usina Angiquinho.

Prof. Edvaldo, Moisés Aguiar e José Ferreira

Jornal Folha Sertaneja Ed n 107  

Jornal Folha Sertaneja Ed n 107

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