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ENTREVISTA – RICARDO MARANHÃO

Foco na gestão de tecnologias em saúde O engenheiro eletricista Ricardo Maranhão, especialista em Engenharia Clínica pela Unicamp e mestre em Gestão de Tecnologia da Saúde pela Fiocruz, destaca a atuação do engenheiro clínico na gestão da tecnologia em saúde nos estabelecimentos hospitalares. Nesta entrevista, ele também esclarece pontos importantes que devem ser observados na manutenção dos equipamentos, incluindo o ciclo de vida e o planejamento para a aquisição e instalação dos aparelhos nas unidades de saúde.

Como atua o engenheiro clínico nos hospitais e demais estabelecimentos da área de saúde? Hoje, o engenheiro clínico faz muito mais do que simplesmente a manutenção dos equipamentos. Ele trabalha na gestão de tecnologia em saúde, que inclui, sobretudo, o planejamento para a seleção dos equipamentos mais adequados para a unidade hospitalar. É uma atuação que vai desde a aquisição do equipamento, o recebimento, a definição e adequação do local para a instalação, o treinamento do usuário que irá operar esse equipamento até à intervenção técnica quando for necessária, incluindo as manutenções corretivas e as preventivas. Além disso, o engenheiro clínico acompanha a desinstalação da tecnologia que já estiver em desuso e providencia o seu descarte correto. Atualmente, os hospitais estão percebendo que para chegar a um nível de excelência na qualidade e segurança oferecida aos pacientes é preciso ter gestão de tecnologia em saúde. Com isso, o trabalho do engenheiro clínico tem sido um grande suporte às equipes multiprofissionais, elevando o nível dos serviços oferecidos nas instituições hospitalares. De que forma o engenheiro clínico pode ajudar a otimizar a instalação de novas tecnologias em hospitais cuja estrutura física já es-

teja pronta? Com a aquisição de uma nova tecnologia, o engenheiro clínico pode atuar nos estabelecimentos de saúde planejando a instalação dos equipamentos, levantando os requisitos de instalação, adequação do espaço físico, incluindo a infraestrutura elétrica, hidráulica, de climatização, entre outras, para que o equipamento seja instalado de forma correta. É preciso fazer essas intervenções com o máximo de cuidado, para gerar o menor impacto possível na rotina da unidade de saúde. Alguns estudos comprovam que quando é feito um planejamento adequado da aquisição, levando em consideração a instalação do equipamento, é possível gerar uma economia de 20% a 30% do custo de obra do hospital. Isso evita que equipamentos sejam comprados e fiquem por muito tempo parados esperando a adequação física, por isso o planejamento feito por um engenheiro clínico é tão

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Jornal do Sindhoesg 8  

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