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REVISTA DO PARKSHOPPING ANO VI - Nº 23

ANO VI . Nº 23 . DISTRIBUIÇÃO GRATUITA . VENDA PROIBIDA

ESPECIAL CLARO PARKFASHION EVENTO REÚNE TOPS NAS PASSARELAS MAIS DE 70 MARCAS MOSTRAM OS HITS DO FRIO EM MIL LOOKS

EFEITO

GLAMOUR VALE SE FOR CHIQUE: ALFAIATARIA, SILHUETAS MARCADAS, GOLAS ESTRUTURADAS E XADREZ AQUECEM A MODA INVERNO

D DUNAS, FOCAS, DESERTO: VASTAS EMOÇÕES NA NAMÍBIA D ESTILO SOBRE A RELVA: ARSENAL PARA PIQUENIQUE

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CARTADOEDITOR COLABORADORES

Welison Calandria: pé na estrada e foco na moda

QUE VIAGEM! Anabelle Mota: bom gosto e delicadeza na bagagem

Rita Wainer: um passeio lúdico e criativo pela arte

No século passado (aquele que acabou outro dia), a palavra viagem ganhou um sentido mais amplo do que arrumar as malas e pôr o pé na estrada (no trem ou no avião). Uma pessoa, de lá para cá, viaja em uma ideia e dela tira grandes lições. Ou pequenas, vá lá. Pode também viajar na maionese e transformar um fato burocrático em um furacão inovador. Nesta edição, o que não faltou foi viagem. Das mais tradicionais às revolucionárias. Nos desfiles do Claro ParkFashion, foi proibido ficar com os pés no chão. Todo mundo voou feliz e em conjunto. A coordenação do espetáculo no shopping – com Marcelo Martins na superintendência, Cilene Vieira na gerência de marketing e sua brava equipe – deu o visto libertador no passaporte de mais de 700 convidados que compareceram para ver a excursão sideral da trupe da produção: Jackson Araujo (curadoria), Reginaldo Fonseca (direção executiva), Daniel Ueda (styling), André Veloso (beleza), Roberto Camacho (cenografia) e Nelson Moraes (iluminação e som). Juntos, eles transformaram uma tenda em uma espaçonave, que fez a plateia delirar em mais de mil looks de outono-inverno 2009. Da revista, o fotógrafo Welison Calandria, com o olhar treinado de Ueda, mandou bem na foto de capa da modelo Renata Klem. A produtora Anabelle Mota cuidou também com Calandria das fotos do piquenique e da moda infantil – esta, aliás, teve o auxílio luxuoso das ilustrações da artista plástica e estilista Rita Wainer. E na redação, para cobrir e desenhar toda essa reportagem, tivemos uma equipe acostumada a voar e também a recolher e organizar ideias voadoras. A editora Rosane Aubin reuniu todas as pontas deste balão de talentos para trazê-lo a uma coerência editorial terrena. Eu, enfim, também viajei – para a Namíbia, um país lindo que evoca nossos elos perdidos ao preservar a vida em vastos espaços sem limites. Esta foto aí de cima sou eu na versão Namíbia. Agora, só falta você – boa viagem nesta edição.

Mariella Lazaretti blog: http://mariellalazaretti.zip.net

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B R A S Í L I A

EXPEDIENTE

é uma publicação do ParkShopping Superintendente – Marcelo Martins Gerente de Marketing – Cilene Alves Vieira Multiplan – Gestão de Shopping Centers Diretor-superintendente – Eduardo Novaes

PELOSCORREDORES

Diretora Responsável – Mariella Lazaretti Rua Andrade Fernandes, 283 CEP 05449-050 – São Paulo-SP Tel/fax (11) 3023-5509 E-mail: parkshopping@4capas.com.br Projeto Editorial – 4 Capas Editora

R E DA Ç Ã O Direção de Arte – Fábio Santos e Nina Franco Assistente de Arte – Eduardo Galdieri Editora – Rosane Aubin Repórter – Ana Paula Kuntz Colaboraram nesta edição: Texto – Dalila Góes, Mariza de Macedo-Soares e Sergio Crusco Fotos – Eduardo Rezende, FotoForum, Ricardo D´Angelo e Welison Calandria Revisão – Gil Nunes Produção de Moda e Produtos Anabelle Motta e Drica Cruz PUBLICIDADE Diretor Comercial – Georges Schnyder Brasília: Solução Publicidade e Marketing Ltda., com Beth Araújo. SRTV Sul, Quadra 701, Bloco K, Edifício Embassy Tower, 6o andar – sala 623 Tel. (61) 3226-2218 – 3223-1326 solucao.consultoria@uol.com.br São Paulo: Auxi Araújo Jornalista Responsável – Mariella Lazaretti (MTb 15.457) IMPRESSÃO Plural Editora Gráfica Av. Marco Penteado Ulhôa Rodrigues, 700 – CEP 06500-000 Tamboré – Santana do Parnaíba, SP / Tel. (11) 4152-9446 A Revista do ParkShopping é uma publicação distribuída exclusivamente pelo ParkShopping. Dúvidas, críticas e sugestões pelo e-mail marketing@parkshopping.com.br A revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas não listadas no expediente não estão autorizadas a falar em nome da revista ou a retirar qualquer tipo de material sem prévia autorização emitida pela redação ou pelo departamento de marketing do ParkShopping. Os preços citados nesta edição estão sujeitos a alterações sem aviso prévio, bem como os estoques dos produtos são limitados.

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UM INVERNO PROMISSOR

O entusiasmo com que encerramos 2008 prometia um 2009 de boas-novas. E, no primeiro trimestre do ano, já pudemos comprovar que os negócios no ParkShopping estão mesmo a todo vapor – ainda que estejamos preparando nossas vitrines para a mais fria das estações. A realização do Claro ParkFashion – que nesta quinta edição apareceu ampliado, com mais um dia de desfile – foi novamente um enorme sucesso, com a presença de 15 mil visitantes, a exibição de cerca de mil looks de outono-inverno apresentados por mais de 70 marcas e a participação de modelos de renome internacional, como Renata Klem, Mariana Weickert, Marcelle Bittar, Daniela Sarahyba, Sebastian Raurell e Alexandre Verga. Evidenciando ainda mais o prestígio do ParkShopping no circuito fashion, o evento teve, ainda, palestra de Gloria Kalil, oficina com Karlla Girotto e exposição da estilista e artista plástica Rita Wainer. O lançamento de uma ala completamente nova, que contou com a chegada de marcas inéditas na cidade, e as reformas realizadas no ano passado terão continuidade com a inauguração de mais de 80 lojas. Tudo está sendo preparado para que no segundo semestre os nossos clientes tenham à disposição um shopping ainda melhor, com a inauguração da segunda etapa da expansão do ParkShopping, que faz valer cada vez mais a escolha do tema de sua campanha institucional deste ano. O de ser um shopping “Completo pra você”. Marcelo Martins Superintendente do ParkShopping

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sumário

REVISTA DO PARKSHOPPING

FOTO DE CAPA

Foto: Welison Calandria Styling: Daniel Ueda Blusa, saia e acessório Cori

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PARAGENS

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Obras-primas russas, hotel de cores exuberantes e saltos poderosos Surpresas por água, ar e terra na Namíbia

PERSONA

A trajetória da elegante Gloria Kalil

COMPRAS

Diversão e estilo sobre a relva

PESSOAL E INTRANSFERÍVEL

Humor do G7 conquista o eixo Rio-São Paulo

* ANO VI * NÚMERO 23

56 PRAZER À MESA

Terroir chileno produz vinhos finos

58 CLARO PARKFASHION

Tops internacionais, celebridades, anônimos e muitos convidados especiais prestigiam evento de moda

84 CADERNO PARKSHOPPING

Reformas nas lojas e ex-aeromoça que virou gerente

90 BEM PENSADO

Amores, ironias e ousadias de Chanel inspiram filme e livro

96 PARKPRESS

Bastidores e musas do Claro ParkFashion

98 POST-SCRIPTUM

A reproclamação da República

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24 Moda xadrez

> Xeque-mate em eleg창ncia

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46 Moda hits de inverno > Os looks que v찾o elevar a temperatura

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arte

Desembarque russo exposiçÃO traz a mais completa e significativa mostra já realizada no Brasil com obras da vanguarda da rússia

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Na outra página, Promenade, de Marc Chagall; aqui, Cabeça de Camponês, de Maliévitch; acima, Barbeiro, de Larionov; e, à direita, Inverno, de Goncharova

nquanto em Paris os surrealistas subvertiam as artes e o comportamento, na Rússia um movimento de semelhante teor abalava as estruturas tradicionais do país dos czares. Era a chamada vanguarda russa, que deu o pontapé inicial da arte abstrata, com obras de Vassily Kandinski, e instituiu o rigor geométrico nas artes. Uma exposição em cartaz até dia 7 de junho nas salas 1 e 2 do Centro Cultural Banco do Brasil traz 123 obras desse movimento cultural, ocorrido entre as décadas de 1890 e 1930. Obras raras como Promenade, de Marc Chagall, e três pinturas de Maliévitch que representam uma cruz, um quadrado e um círculo negros sobre fundo branco estão entre as mais importantes. “Pela primeira vez essas obras poderão ser vistas juntas no Brasil”, diz Rodolfo de Athayde, produtor da exposição.

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COMPUTADORES

Sony Vaio: preto brilhante de apenas 620 gramas

Compactos e espertos UMA NOVA GERAÇÃO DE COMPUTADORES ULTRALEVES E PEQUENOS PERMITE QUE O USUÁRIO REALIZE TAREFAS ONDE QUER QUE ESTEJA

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HP: vermelho fashion e preto em 1,13 quilo 12

Adamo, de 1,81 quilo: disponível em preto e cinza

amanho não é documento, mas é um bom argumento quando se trata da portabilidade de produtos eletrônicos. No universo dos computadores, pequeninas novidades estão chegando ao mercado neste ano. Uma delas é o Adamo, notebook, da Dell, que detém o título de mais fino do mundo, com um corpinho de apenas 1,65 centímetro de espessura e tela de 13,4 polegadas. Na família dos netbooks – que são minilaptops, desenvolvidos para ter um bom desempenho nas tarefas mais simples –, um dos mais importantes lançamentos é o Vaio P530, da Sony. Campeão da categoria peso pena, com 620 gramas, ele tem 2 centímetros de espessura e sua tela mede 8 polegadas. A HP também criou novos integrantes na sua família de nanicos. Sucessor do modelo 2311, o HP Mini 1000 chega cheio de estilo. Tanto a versão pretinho básico quanto a vermelha fashion, desenhada pela estilista chinesa Vivianne Tam, possuem 2,5 centímetros de espessura e têm tela de 9 polegadas, mas são um pouco mais pesados, com 1,13 quilo. Apesar do tamanho reduzido, todos são equipados com alguns recursos e sistemas de conexão, como câmeras e microfones integrados, redes Bluetooth e Wi-Fi, e portas USB e HDMI, e já vêm com pelo menos 2 GB de memória. Não foi por acaso que, para valorizar os contornos esbeltos dos equipamentos, os três fabricantes apostaram em campanhas charmosas estreladas por mulheres de silhueta slim.

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DESIGN

Duelo de criatividade JOGOS DE XADREZ INUSITADOS TRAZEM HITLER NO LUGAR DO REI E EMBATE ENTRE ADOLESCENTES NEGROS E BRANCOS

TECNOLOGIA

Pequeno e tagarela APPLE LANÇA MENOR TOCADOR DE MÚSICA DO MUNDO

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Apple acaba de lançar o menor tocador de música do mundo. Com quase a metade do tamanho do modelo anterior, a terceira geração do iPod shuffle, de 4 GB, tem capacidade para armazenar até mil músicas e é menor que uma pilha AA. E o aparelhinho também fala com o dono: a tecnologia VoiceOver permite que este pequeno notável diga o nome das músicas e dos artistas e passe informações como o tempo restante da bateria. O português, com sotaque ibérico, é apenas um dos 14 idiomas do iPod poliglota. Outras novidades são a possibilidade de montar listas de reprodução (que os outros aparelhos tipo shuffle, de reprodução aleatória, não permitiam) e a disposição dos controles no fio do fone de ouvido, além do clipe de aço acoplado que pode ser usado para prender o iPod na roupa.

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ominar o jogo de xadrez é uma arte. E não apenas em nível intelectual. Conceber tabuleiros com estilo e criatividade é um desafio que vem seduzindo artistas renomados como o inglês Damien Hirst, cujas obras estão entre as mais bem cotadas do mercado atualmente. São tantas versões inusitadas que o museu islandês Artmuseum reuniu 15 exemplares para lá de ousados na mostra The Art of Chess. O de Hirst, por exemplo, faz uma crítica à indústria farmacêutica usando potes de remédio no lugar das peças – de um lado, são de vidro; do outro, de prata. Seus conterrâneos Jake e Dinos Chapman visualizaram a batalha sendo disputada por adolescentes pós-apocalípticos – brancos de cabelo rastafári contra negros de black power – que duelam sobre um tabuleiro estampado com crânios. Na interpretação do italiano Maurizio Cattelan, a briga é do bem contra o mal. De um lado, Adolf Hitler, no papel de rei, faz par com Cruela Cruel. Vale notar que a estilista Donatella Versace está entre seus peões. Os combatentes bonzinhos são personificados por Martin Luther King, Madre Teresa e Super-Homem, entre outros. Intitulado Orgânico Amórfico, o trabalho do inglês Alastair Mackie foi influenciado pela coleção de âmbar do Departamento de Paleontologia do Museu de História Natural de Londres, com insetos encapsulados. A oposição é travada entre animais rasteiros, sob o reinado do escorpião, e animais alados, liderados por uma vespa exótica.

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Os saltos através do tempo O salto Luís XV, usado na corte francesa e largo na base, era sinônimo de elegância. É usado até hoje

MODA

Os modelos franceses proporcionavam apoio, mas a frente do sapato, virada para cima, deixava o andar feminino para lá de desajeitado

De um salto... OS SAPATOS SUBIRAM DE NÍVEL EM ALTURA, FORMATO E MATERIAL. NESTE INVERNO, ESCALE O SEU

Tortura inglesa: o Cromwell, com 13 cm de altura, fazia a mulher cambalear e usar bengala. Como não tinha a praticidade necessária para ser usado pelas classes operárias, virou símbolo de privilégio

O sapato Bally, com salto de baquelita salpicada de pedras de imitação, evidencia uma época de muito enfeite e luxo

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temporada de inverno no Hemisfério Norte já havia antecipado – as elegantes todas desfilaram encarapitadas em saltos estratosféricos – e as coleções das marcas nacionais e importadas vendidas no Brasil comprovam: a estação mais fria do ano será uma festa para as baixinhas. A sandália em formato de bota que a Colcci desfilou na São Paulo Fashion Week é a mais perfeita tradução dessa tendência, must entre as frequentadoras das semanas de moda em Paris, Milão e Nova York e registradas nos cliques do blog The Sartorialist (http://thesartorialist.blogspot.com). Conheça um pouco a história dessa verdadeira arma de sedução feminina...

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O salto stiletto, criação que Salvatore Ferragamo (autor deste modelo), Albanese de Roma e Dal Có disputam, é um marco da moda

“Se chegar mais perto, eu salto”, dizia uma personagem de HQ nos anos 70, empoleirada em suas plataformas. A década popularizou o modelo

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No restaurante, a difícil arte de combinar um verdadeiro carnaval de cores e estilos; abaixo, o spa, o Grand Salon, a fachada e a sala de chá pink

viagem

Design de ouro

destacado na gold list da reconhecida condé nast traveller, o hotel g combina cores fortes, luxo e sensualidade

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istado entre os três melhores hotéis do mundo em design, em 2009, pela Condé Nast Traveller, uma das mais importantes publicações de turismo do mundo, o Hotel G é praticamente uma obra de arte em cada detalhe. Localizado na vibrante e charmosa Galway, na Irlanda, o spa-hotel tem design de Philip Treacy, aquele mesmo que cria os chapéus malucos usados pela stylist inglesa Isabella Blow. Pois o artista conseguiu criar ambientes que aliam a sua delirante criatividade ao luxo e ao conforto, tendo como referências o glamour hollywoodiano e a

atmosfera da exótica costa irlandesa. Uma sala de chá com predominância de tons pink, um grande salão que lembra as conchas do mar e a recepção em preto são a verdadeira prova de que a tradição e as ousadias contemporâneas podem resultar em ambientes inovadores e culturalmente ricos. O restaurante, comandado pelo premiado chef Stefan Matz, é uma explosão de cores, com cadeiras de vários tons e banquetas de veludo roxo. Isso sem falar nas suítes: com decoração diferenciada, cada uma delas reserva surpresas aos visitantes. par k s h o p p i n g

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NAMÍBIA

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Paisagem vista da subida da duna 45, em Sossusvlei PAR K S H O P P I N G

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namíbia

Namíbia é um país com 2 milhões de pessoas e 1 milhão de focas. Sim, focas. Na África. E isso é só o começo das surpresas desta viagem. Espere até eu chegar ao mahangu. Quer encarar um? Quem falou em mahangu foi nosso guia, Siyepo Dias, um fanfarrão que, ao ser questionado sobre o que viria a ser o dito-cujo, me encarou por trás dos óculos quadrados e respondeu com a síntese que lógicas ululantes exigem: – Mahangu é mahangu. Ora! Embora tenha sido apresentada ao mahangu apenas no penúltimo dia de viagem executada em tempo recorde por terra, ar e rio, lutei como pude para obter de Siyepo Dias algo menos lacônico. Mahangu tem olhos? É verde? Respira, tem raízes? E ele, nascido em uma tribo na região de Rundu, fronteira com Angola, e capaz de arranjos semânticos da língua portuguesa que dispunham sempre de verbos, às vezes de adjetivos, mas jamais de preposições, respondia: – Mahangu tem muito. Lá. Nós pega. Assim. Põe lá. E com essa enormidade de informações me despedi de Siyepo em terra (para reencontrá-lo no fim da jornada) e embarquei no avião bimotor que cuidaria de nos propiciar uma viagem inesquecível de 2.000 quilômetros pelos recantos mais surpreendentes daquele país e de nosso planeta. De modo que não custará muito a você, leitor, enfrentar algumas linhas para descobrir o que significa efetivamente “encarar um mahangu”. Antes, vamos por partes. Até chegar a Windhoek, a capital da Namíbia, eu mal sabia para onde ia de verdade. Minha bagagem tinha de No alto, mulher e criança himbas. Ao lado, a paisagem impressionante de Deadvalley 18

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tudo, inclusive um pavor ancestral de carrapato-estrela e malária. Assim, na linha do vexame de Lula, que na mesma Windhoek afirmou que “ali nem parecia África”, eu, com o cuidado de não dizer isso num microfone, me surpreendi com ruas limpíssimas, pouquíssimos insetos, banheiros impecáveis e a informação segura de que toda a água da Namíbia é tratada. O.k., estamos falando de um país composto de 70% de deserto – o maior, mais impressionante e mais seco do planeta – e 2 milhões de habitantes, mas, sem dúvida, trata-se de uma joia da África. O maior trunfo da Namíbia cabe ao fato de a natureza ali não ter mudado muito desde a entrada na Idade do Fogo, quando bambis saltitavam, negras nuas acendiam gravetos e besouros se enterravam na areia em busca de clima ameno. Boa parte de quase tudo está intacta. Ou quase. A capital tem 600 mil habitantes que praticamente se conhecem pelos apelidos de infância. E olha que nome difícil não falta – a colonização foi alemã, o idioma oficial é o inglês, o popular é o africânder e cada tribo mantém sua língua oriunda da idade da pedra. Até 1990 a África do Sul dominava o país, tendo estendido para lá o pavoroso regime apartheid. Hoje, o governo é negro e democrático. As paisagens da Namíbia são fascinantes e fazem você crer, ao longo de um dia de voos e caminhadas, que alguém colocou algum tipo de ácido

No alto, rinoceronte atravessa a pista, mãe zebra e filhote passeiam na savana. Acima à esquerda, as tendas do Kulala Lodge. No centro, o acampamento Kundum; e acima o rancho de refeições

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namíbia

No alto, foto aérea do Deserto da Namíbia. Acima, a namibense Cindel e os três idiomas para a palavra loja. Ao lado, a planta Welwistchia; e as mulheres da tribo herero

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no seu café da manhã. Afora isso, as inúmeras tribos – os bushmen, os hereros com chapéu de peixe-martelo, os himbas, cujas mulheres andam nuas e se pintam de tinta vermelha com muitos adornos – ainda vivem em ocas. Embora sejam obrigados a enviar crianças para as escolas (quando há, no meio do nada), a vida da maioria segue sob as próprias regras de seu povo. Elas convivem com os animais, que convivem com os humanos, que lutam igualmente para sobreviver na savana e no deserto. As distâncias na Namíbia são enormes e algumas só podem ser alcançadas de avião. Um fly safári possibilita conhecer tribos afastadas de tudo e paisagens impossíveis de ser vistas em sua plenitude se não do alto. O ideal, no entanto, é fazer algo misto – parte em terra, parte pelo ar. Ver um rinoceronte atravessar a pis-

ta a sua frente ou sentir a lufada de uma disparada de zebras é algo que cala no fundo de nosso código genético de Lucy. Por isso, do aeroporto de Windhoek seguimos de carro por três horas para o sul, até a região de Kalahari. É uma área de elefantes e onde vive a maior parte dos 35 mil indivíduos da tribo san ou bushman – aquele povo retratado no filme Os Deuses Devem Estar Loucos, que ainda vivem da caça e pesca . Nosso objetivo era chegar a Sossusvlei – o cartão-postal da Namíbia –, e em seguida tomar os aviões para partir para as vastas paisagens. Na estrada, antílopes, impalas e girafas nos encaravam com curiosidade. Embora o costume local por gerações tenha sido comer animais que saltavam na frigideira sem que os nativos se esforçassem demais (em números gerais, há mais animais que gente) , a Namíbia tem um comprometimento de preservação ambiental previsto em sua constituição. Os animais não têm medo dos homens. Hoje os bichos que eram parte da cadeia alimentar são designados genericamente de meat game (carne de caça) e criados para abate. Toda vez que vinha um prato de meat game, tentávamos descobrir o que estávamos comendo, porque nem eles sabem ao certo. Na segunda noite, chegamos à região de Khomas, um tapetão árido de cascalho marrom, com vales sombreados ao fundo. Dormimos no Kulala Lodge, muito charmoso e confortável, com quartos de lona, mas banheiros de cimento e água encanada. E ali, às portas do Deserto da Namíbia, começou o show de surpresas, luzes e sombras. Com 50.000 quilômetros quadrados, a faixa de deserto estende-se por 1.600 quilômetros ao longo do Oceano Atlântico, até o sul de Angola. A porta da entrada do deserto é um assentamento chamado

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Sossusvlei (pronuncia-se sóssusf), onde estão as mais altas dunas do mundo, com até 325 metros de altura). As areias oxidadas têm tom alaranjado. Para vê-las como convém, levantamos muito cedo. A luz matinal incidindo nas sinuosas dunas produz cores e movimentos. Com o silêncio permanente do lugar, a sensação é de se estar conhecendo um mundo recém-feito. Adiante da duna 45 – as dunas têm números, sendo a número 7 a mais alta do planeta –, há o Deadvalley, um lago petrificado há centenas de anos e do qual árvores mortas levantam como mãos retorcidas. Muito impressionante. Depois desse programa, seguimos para um campo aberto, em que Andre e Jan, os pilotos, nos receberam. Andre Schoeman, cujos ascendentes alemães aportaram por lá em cerca de 1700, mantém com três irmãos o foto camila anauate

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negócio de safári aéreo aberto pelo pai na década de 70 – o Skeleton Coast Safaris. São quatro aviões, quatro acampamentos, apoios de jipes para passeios nas dunas e montanhas – e uma simpatia, disposição e empenho pessoal irreparáveis. Jan Friede, dono do Profile Safaris, que faz roteiros sob medida em toda a África, se apresentou também como fotógrafo. Seu inglês perfeito (segundo ele, aprendido nas escolas de Zimbabwe, seja lá o que isso signifique) mantinha-o firme em qualquer combate – fossem meus gritos no banco de trás do avião depois de um semilooping ou porque eu devia ter fotografado o casco do navio afundado em vez de olhar as milhares de focas em Cape Cross. Na verdade, eram coisas demais para administrar no primeiro voo sobre o Skeleton Coast Park, a costa selvagem na faixa do mar, que guarda tubarões, focas, navios afundados, deserto, dunas, portos e outros animais. Eu me esforçava para manter meu labirinto focado e não chorar de emoção com aquela paisagem toda. Ao longo dos três dias de voos, o país ganhou sua dimensão real – ou irreal! O céu amplificado levantando-se por todos os lados, o sol solidificando cores no deserto de areias alaranjadas, vales sombreados por nuvens estáticas, antílopes correndo sob nós num planeta bege e fofo; as negras e escarpadas formações Ugab, montanhas impressionantes de 700 milhões de anos; as margens voluptuosas dos rios Huab e Kunene e braços de mar salpicados de flamingos. Os voos incluíam várias paradas para piqueniques e lanchinhos no meio do nada. Do avião, às vezes avistávamos algum movimento humano lá embaixo, um porto e um punhado de casinhas germânicas coloridas – era a cidade de Swakopmund, onde 6% da população loira de olhos azuis passam o verão.

Acima, muita emoção e areia nas descidas abissais das dunas de Terrace Bay

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No alto, um prato de mahangu com larvas mopane. Acima, a cidade de veraneio com casinhas germânicas. Ao lado, o entardecer no Ogawa Lodge

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Nos “camps”, o contato total com a natureza nos remete a nossa porção bushman De modo geral, porém, éramos nós e a brisa. No teto do jipão descemos crateras profundas e sonoras de dunas de areia em Terrace Bay e conhecemos uma das formas vegetais mais antigas do globo, a Welwitschia. Visitamos uma tribo himba, onde as mulheres são lindas e passam no corpo tinta vermelha feita à base de uma semente e gordura animal. Fomos até a fronteira de Angola descendo uma ribanceira de 40 graus e vimos jacarés nos baixios do Rio Kunene cruzando de lancha a correnteza voluntariosa. E tivemos, ainda, a vivência nos acampamentos, o que merece uma descrição à parte. Ficamos no Kuidas Camp, no Purros Camp e no Camp Kunene River. Foi um contato absoluto com a natureza e com nossa própria ancestralidade (entenda como quiser). Na Namíbia há lodges cinco-estrelas, há lodges com serviço de hotel e quartos de lona, e há os “camps”, como os dos irmãos Schoeman, onde ficamos. Para mim, que não acampo desde o Carnaval de 1983, foi inicialmente um choque – designação que utilizo para qualquer lugar sem banheiro azulejado. No entanto, as coisas ali eram tão bem pensadas que não geravam sofrimento, mas prazer, estimulando nosso lado bushman. Eram cabanas de lona rodeadas por uma cerca de bambu, que garantia privacidade. O chuveiro era um boxe externo, também de gravetos compridos. Do alto pendia um saco de lona cheio de água colocada de antemão, com uma rosca furada na ponta servindo de ducha. Você podia se secar ao ar live, com vento por todos os lados diante da vista extraordinária. O interior da cabana era arrumado com régua e compasso. Duas camas ladeavam uma mesinha que mantinha uma lanterna de bateria, um repelente, um

espelho, caixinha de lenços, uma garrafa de água, um rolo de papel. O vaso sanitário clássico, com encanamento, ficava lá fora (para minha alegria) em cabanas de bambu – mas sem porta ( barrabás!) – , apenas com uma parede em “L” que escondia o cubículo do vaso. Uma cordinha com uma bandeirinha pendurada na porta indicava a situação: se estivesse estendida, tinha gente; se estivesse solta, livre. As refeições eram feitas em um rancho. De dia, o almoço era lanche com salada, frios defumados de meat game, pastramis e queijos. À noite, após um banho redentor, sentávamos em volta do fogo ou diante de um rio, sob a brisa morna e um mar de estrelas, enquanto as cozinheiras serviam uma versão diferente de ensopado regado a bons vinhos sul-africanos. Quando nos despedimos de Andre, de sua filha Cindel, que nos acompa-

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nhou, e de Yan, seguimos para dois lodges luxuosos à beira do Etosha Park, um dos maiores santuários de animais do planeta. E foi lá que vimos bichos em seu habitat, compramos artesanatos, reencontramos nosso querido Siyepo Dias e, enfim, fomos apresentados ao mahangu, a comida de subsistência da Namíbia. Trata-se de um cereal com o qual se faz farinha e, com ela, uma espécie de angu. Seu acompanhamento pode ser um guisado de galinha ou de espinafre, mas o mais comum é... lagartas fritas (!) chamadas de mopane. Foi com uma porção generosa delas, apanhadas nas folhagens baldias, que a chef Erika nos preparou um mahangu. Nos incentivou a comê-lo fazendo bolinhos do angu, com uma lagarta gorducha de cobertura. Foi quando achei que o contato com minha ancestralidade já tinha ido longe demais. Preferi deixar essa experiência para uma segunda visita à Namíbia. Disse adeus a Erika e Dias e fui fotografar elefantes a caminho do aeroporto, com a certeza de que havia sido apresentada ao planeta na semana de sua gloriosa inauguração.

O quê, onde, como, quanto...

O QUE VOCÊ PRECISA SABER • A moeda na Namíbia é o dólar namibiano. O dólar sul-africano ou rand também vale para toda a África. 1 dólar americano = 10 dólares namibianos • Não é necessário tirar visto, mas é preciso tomar a vacina contra malária e carregar o Certificado Internacional, que pode ser obtido no Ambulatório dos Viajantes, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e nos aeroportos internacionais. • Em todos os hotéis e camps há repelentes, mas na dúvida leve um Extreme Exposis 10 Horas. À venda nas lojas Alergoshop – www.alergoshop.com.br. Afasta também o carrapato-estrela. • Na primavera e no verão (de setembro a março), as temperaturas chegam a 40 graus e chove (pouco). Para quem quer ver cores nas paisagens é o momento adequado (há animais também, mas espalhados). No inverno, entre abril e julho, quando a seca concentra os pontos de água, é mais fácil ver animais. No entanto, o sol não afasta o frio e à noite as temperaturas caem bastante. Em agosto venta muito. > Como chegar A SAA – South African Airways tem voos diários para Johannesburgo/Windhoek. A partir de US$ 999,00 + taxas por pessoa, ida e volta p/ baixa temporada (28 fev a 17 jun e 2 ago a 2 dez). Na alta temporada (18 jun a 1 ago e 3 dez a 27 fev), a partir de US$ 1.050,00 + taxas por pessoa. www.flysaa.com. Tel.: (55 -11)3065-5115

ANGOLA omusati

Tribo Himba Purros Campsite

Outjo

Terrace Bay

Otjiwarongo

omaheke

As focas em Cape Cross Swakopmund

Windhoek

Walvis Bay Duineveld Sandwich Harbor

Mariental

Sossusvlei

Moltahöhe

hardap karas

Onde ficar

Em Johannesburgo, o Hotel Michelangelo é uma boa: fica dentro de um shopping Center, com saída para a praça Mandela, com vários bares e restaurantes animados à noite. US$ 170,00 pessoa/dia sem café da manhã. Na Namíbia, as grandes redes tipo Wilderness Safaris (www.wilderness-safaris.com) ou o Leading Lodges of Africa (www.leadinglodges.com) oferecem estada mais excursões, em lodges e camps em vários pontos do país > Epacha Game Lodge & Spa – quartos enormes e luxuosíssimos, próximo ao Etosha Park, comida média. www.epacha.com Tel.: +264 (0) 697047. US$ 193,00 pessoa/dia. Refeições incluídas. > Ongava Lodge – também próximo ao Etosha Park, elegante, sofisticado e confortável, comida boa. O restaurante fica sobre palafitas sobre a savana, onde à noite os animais vêm beber água. www.wilderness-safaris.com . US$ 253,00 pessoa/ dia, refeições incluídas > Le Mirage – Próximo a Sossusvley, exótico, boa comida, oferece balonismo e triciclos para o deserto. lemirage@lemiragelodges.com Tel.: +264 (0) 63683020 > Kulala Desert Lodge - Também na área de Sossusvley, com Land Rover e guia à disposição, é rústico e ao mesmo tempo muito confortável. Boa comida. www. kulalalodge.com. US$395,00 pessoa/dia com refeições, passeios e drinks.

Safári aéreo

> Skeleton Coast Safaris – Dos irmãos Schoeman, oferece quatro pacotes diferentes incluindo toda alimentação, passeios de Land Rover e estada em seus camps. Uma aventura que não tem preço, mas que custa em torno de US$ 5 mil por pessoa, variando conforme o número de integrantes e dos pacotes. www. skeletoncoastsafaris.com Tel.: +264-61-224248 > Profile Safaris – Jan é o guia que conduz o turista no espírito Indiana Jones. Preços em média de US$ 5 mil por pessoa. Trajetos por toda África, de avião ou carro, sob medida. www.proflesafaris.com Tel.: Tel.:+ 264-61-222357 PAR K S H O P P I N G

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hits de inverno

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aqueça neste

inverno Conheça oito looks que resumem as principais tendências da estação e escolha o seu!

Fotos: Eduardo Rezende / Abá Mgt • Styling: Drica Cruz / Abá Mgt • Beleza: Walmes Rangel / Abá Mgt • Modelo: Joice Büttenbender • Assistentes de fotografia: Felipe Barbosa e Dyogo Amorim

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Jaqueta One Up T-shirt Mara Mac Saia Colcci Colares Morana e Fabrizio Giannone Designer Braceletes Guerreiro e Morana

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hits de inverno

Vestido e bota Animale Braceletes Fabrizio Giannone Designer Pulseiras Francesca Romana Diana Colar Morana 26

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Bolero Maria Garcia para Huis Clos Tric么 Cori Saia Osklen Bota Le Lis Blanc Deux Pulseiras Francesca Romana Diana e Morana Brinco Morana

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Vestido Alcaçuz Casaco Maria Garcia para Huis Clos Broche Morana Carteira Elisa Atheniense Anéis Fabrizio Giannone Designer Sapato Lenny e Cia 28

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Blazer e calça Shoulder T-shirt Bob Store Boina Shoulder Sapato Lenny e Cia Anéis Francesca Romana Diana

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hits茅tnico de inverno

Colete e saia TVZ Camisa Mob Cinto Forum Bota Calvin Klein Bolsa Elisa Atheniense Rel贸gio Euro para Arte Design Pulseira Francesca Romana Diana

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Cachecol e tric么 M. Officer Saia Le Lis Blanc Deux Casaco Mob

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GLORIA KALIL

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Gloria Kalil, a mais famosa consultora de etiqueta e moda do país, fala de delicadeza, compras e civilidade

>por

onversar com Gloria Kalil é agradabilíssimo. Escrever sobre Gloria Kalil é tarefa hercúlea, ingrata – a “Chic entre as chiques” dispensa apresentações, é senhora de simplicidade tocante, natural, o que confirma ser a elegância um legado de família, uma bagagem de valores transmitidos em casa, um precioso (e agradável) fardo que se carrega para sempre, sem data de vencimento, atributos que um olhar mais atento facilmente percebe e um simples bate-papo valida. Uma conversa que revela a singularidade de sua trajetória desde os 13 anos, quando leu um livro que mudaria a sua vida: Memórias de uma Moça Bem-Comportada, uma das autobiografias de Simone de Beauvoir, a existencialista que marcou a história da emancipação da mulher na Paris do século passado. E também a sua capacidade de se indignar, quando revela que quase tudo a tira do sério. Filha de pais elegantes e formada em sociologia e política, Gloria entrou em contato com o mundo da moda nos idos de 1970, ao receber e aceitar convite para formar o Departamento de Moda da Editora Abril. À época, a Abril atendia aos pedidos de produção de moda de outras revistas e a Gloria coube a (importante) tarefa de orquestrar as produções em seu primeiro emprego, vale dizer. Íntima da moda, quis saber tudo sobre tecidos – foi atrás de trabalho na Scala D’Or, tecelagem e estamparia de seu primeiro marido, José (Zé) Kalil. Nos anos 80, no Brasil não se importava nada, e os Kalil montaram em território nacional uma fábrica da Fiorucci, a convite da matriz italiana, of course, a marca “coqueluche’’ dos modernos de então. Eram, Gloria e Zé, a Fiorucci no Brasil com 13 lojas próprias, 17 franquias e 120 pontos de venda, um feito e tanto que, somado a outro – o foto

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adelaide ivanova

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/divulgação

mariza de macedo-soares

upgrade do jeans que deixou de ser roupa para fim de semana e foi parar em badalos outros, mais sofisticados –, estabelece um marco, uma mudança de estilo marcante, talvez a mais significativa até hoje. Em 1993, com a abertura das importações no país, a Fiorucci brasileira deu adeus ao mercado tupiniquim, e Gloria foi emprestar sua vivência e conhecimento às agências de publicidade, empresas e indústrias. O Senac foi o primeiro a chamá-la para prestar consultoria aos cursos oferecidos pela instituição. Profissional cuidadosa, dedicada, preparou para o Senac, em vídeo, um projeto de estilo que se transformou em livro ao ser apresentado. Era 1997 e surgia o primeiro Chic, um manual de estilo com foco na roupa, dirigido às mulheres. Pouco tempo depois, 1998, chegava às livrarias o segundo Chic, como o primeiro, um manual de estilo com o mesmo foco, a roupa, só que a serviço dos homens. Novidadeira, em 2000, Gloria Kalil foi parar na internet, com o site Chic

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GLORIA KALIL

Faço um esforço altamente civilizado para me manter calma

Três momentos : elegância clean em 1969, cores contrastantes em 1970 e em ação numa festa em 1990

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à Disposição de Todos, para consultorias e abastecimento diário de informações sobre comportamento, moda e estilo. Em 2003, o mercado editorial recebia o Chic(érrimo), um importante e esclarecedor “manual de moda e etiqueta pensado para o novo século”, em que a escritora analisa as (inevitáveis) mudanças de comportamento geradas pelos tempos modernos, prova que é possível ser chique em tempos modernos e reforça, com muita categoria e discrição, como é de seu estilo, o conceito de que sem a boa educação, sem a civilidade transmitida pelos pais, em casa, é difícil ser notado como pessoa de atitudes elegantes. Após a publicação de Chic(érrimo), a autora estreou um programa de rádio (Eldorado), um quadro de moda e outro de etiqueta urbana em programas de televisão (Mais Você e Fantástico, respectivamente), além de palestrar pelo Brasil afora, incessantemente. Em 2007, em meio a palestras e apresentações, escreveu seu quarto livro de moda, comportamento e etiqueta contemporânea, o Alô, Chics!, sucesso absoluto de vendas, como os anteriores. Injusto seria não comentar que, de tão importante, o Chic(érrimo), por exigência da autora e merecimento dos leitores, ganhou reedição atualizada e voltou às livrarias de cara nova e conteúdo repleto de dicas e informações importantes, como se espera de uma obra assinada por Gloria Kalil. By the way, é impossível não “registrar” o que escreve e diz a “Chic das chiques” – recentemente, ela esteve palestrando em Brasília, durante o Claro ParkFashion. Discorreu sobre o tema Chic É Ter Estilo. Com firme suavidade, linguajar eficiente e simples, deixou claro que “moda e etiqueta são ligadas à civilidade”, explicou que “as etiquetas são uma solução para os problemas que a sociedade cria”, se fez entender quando disse que “moda é assunto ligado a comportamento e, por isso, interessante”, e não deixou dúvidas nem causou espécie ao divulgar que “a travessa de batatas fritas é o maior teste de civilidade que existe”. No Chic(érrimo), tais conceitos são explicados por Gloria Kalil com a mesma eficiência e simplicidade usadas nas palestras. Daí o sucesso da publicação. Daí a merecida reedição. lu rodrigues

(pb)

e zé antonio

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de preto

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ISTO ÉÉ OTSI GLORIAAIROLG KALILLILAK Você diz que uma travessa de batatas fritas é o maior teste de civilidade que existe. Qual foi a maior travessa de fritas que enfrentou na vida? São várias. Recentemente, cedi entradas de um concerto a que queria muito assistir para uma amiga de fora, porque ela era mais fã do artista do que eu. É uma delicadeza, um sacrifício em nome da civilidade e de um belo convívio com os outros.

usar esporte, ou vice-versa. Ignorar o dress code é um erro, o maior pecado. Mas é diferente, por exemplo, de transgredir, quando a pessoa sabe qual é o traje, mas usa outro estilo de propósito.

Desde Freud, com o Mal-Estar na Cultura, sabemos que a civilidade implica frustrações e sublimações que colocam as pessoas no impasse entre realizar um desejo e desagradar ao outro... De fato, a civilidade exige que a gente deixe de fazer, comer, entrar em primeiro lugar num espaço... É um pouco como obedecer às leis de trânsito. Muitas vezes, seria mais fácil entrar à direita, na contramão, e chegar logo em casa, mas é preciso dar a volta no quarteirão pelo bom funcionamento da comunidade.

O que admira nos homens? Admiro homens inteligentes, cultos e educados, me ligo muito mais nisso do que na aparência.

Qual é o livro da sua vida? E a sua música predileta? Não tem um livro apenas, mas a minha primeira lembrança é Memórias de uma Moça Bem-Comportada (Editora Nova Fronteira), de Simone de Beauvoir, que li aos 13 anos. Percebi que podia tomar conta da minha vida, foi o primeiro livro realmente marcante que li, me deu um rumo, passei a ser outra pessoa. Quanto à música, ouço de tudo, de clássicos a vários outros ritmos. O único gênero que eu não consigo compreender é o funk, o resto vai tudo. Qual é o maior pecado que uma mulher pode cometer ao se vestir para uma festa? Ir com a roupa errada: se é black tie,

Qual é a cor e predominante em seu guarda-roupa? De maneira geral, sem especificar a estação, gosto muito de preto e de listras.

A sua forma delicada de expor ideias e conceitos é reconhecida. O que a tira do sério? Quase tudo! Faço um esforço altamente civilizado para me manter calma. Faz parte da civilidade agir com controle, é uma tremenda falta de educação perder a cabeça. Qual foi a maior gafe que já cometeu? É difícil cometer uma gafe monumental, tipo pisar no pé da rainha da Inglaterra. O pior são as pequenas gafes que cometemos no cotidiano, lapsos que fazemos frequentemente, sem querer. Detalhes como mandar um e-mail ou carta com o nome errado da pessoa ou mesmo passar a noite chamando alguém por outro nome. Qual é sua grife predileta? O que faz com que compre uma peça de roupa ou acessório? São várias. No começo das estações, sempre tenho vontade de refrescar o guarda-roupa com novas peças. Como trabalho com moda, é sempre automático ter algo para renovar.

O que já comprou para a próxima estação? Um paletó curto Huis Clos e uma camiseta cinza. Em breve, vou dar um rolê nas lojas para ver o que vou pôr para misturar com as minhas coisas antigas. Chanel dizia que disfarçar-se é encantador; parecer disfarçada é triste. O que acha disso? Concordo plenamente. Sou pela sprezzatura (ideal do Renascimento que pregava que o homem deveria dominar várias artes e ciências sem esforço). É você fazer o esforço sem parecer que faz. O símbolo máximo é a bailarina, porque não se percebem o sofrimento, a dor, o tombo, as horas de treino e a força física. Tudo parece natural e fácil. Com a moda é a mesma coisa: usar algo que parece fazer parte da pessoa é a melhor forma de ser elegante. Quem é seu ícone de elegância? São várias pessoas. É uma questão de informação, de olho, de observação. Qual é seu ponto forte? Conhecer meus limites: físicos, orçamentários e conhecer bem as comunidades e os lugares onde circulo. Qual é sua fórmula para fugir de momentos constrangedores? E quem escapa? O humor ajuda, mas tem horas em que não cabe. Ajuda em grande parte dos casos, mas é impossível fugir de tudo. PAR K S H O P P I N G

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Cesta de palha L’Occitane

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Toalha de banho Brisa Lojas Americanas

Cesta de pão Spicy Sombrinha Arte Design Caixa para vinho Papel Craft

Flores artificiais Imaginarium

Chapéu de palha Arte Design Garrafas de vidro azul e rosa Spicy

Caixa de taças para espumante Spicy

Lenços florais Samvara

Anel Celebration Antonio Bernardo

Câmera digital Cyber Shot Rosa Sony Style

Toalha de mesa Blanc redonda Trousseau Caixa de bombons Sonho de Valsa Lojas Americanas

Cangas de algodão floridas azul e rosa Blue Man

Jogo americano matelassado Giverny Xícara de café, Trousseau pires e prato para sobremesa Giverny Trousseau

Amanditas Lojas Americanas

Taças decoradas para espumante Spicy Xícara de chá, pires e prato raso Giverny Trousseau

Espumante Chandon Restaurante Dom Francisco Sandálias Havaianas azul e verde Lojas Americanas

A vida é um piquenique

PRODUÇÃOANABELLE MOTA

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FOTOSWELISON CALANDRIA

Como transformar um domingo no parque em exercício de estilo. Passeie à vontade

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Lenço indiano rosa Samvara

Lenço indiano roxo Samvara

Castiçal Flor de Lótus Imaginarium

Incensos variados L’Occitane Sapatilhas indianas Arte Design

Buda cofre Imaginarium

Caixa para vinho Indian azul e roxa Papel Craft

Pulseiras indianas Samvara

Caixa de bombons Ferrero Rocher Lojas Americanas

Sandálias Havaianas High Light Jogo Lojas Americanas americano indiano Paola Da Vinci

Chaleira de ferro Chanoyu azul Spicy

Chapéu de crochê Blue Man

Flores artificiais Imaginarium

Bolsa de palha com fita Lojas Americanas

Cesta com Coleção nº 09 Tânia Bulhões Perfumes

Toalha de rosto oriental MMartan

Buda Imaginarium

Conjunto de três porta-joias indianos Arte Design

Colar turquesa Samvara

Incensos variados L’Occitane

Óculos femininos Be Hold

Capa de almofada de seda Malacca amarela Trousseau

Honey & Lemon Foaming Jelly – Espuma gelatinosa L’Occitane

Guardanapo e portaguardanapo indiano Paola Da Vinci

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Manta de seda Malacca amarela Trousseau Lenço indiano laranja Samvara

Sombrinha Le Postiche

Canga lilás Blue Man

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Jogo Vira e Mexe Madagascar Lojas Americanas

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Cestinha de palha Lojas Americanas

Baldes com blocos de montar Lojas Americanas Bloqueador Solar L’Occitane

Óculos infantil roxo Chilli Beans

Óculos infantil azul-claro Chilli Beans Toalha de praia vermelha e laranja MMartan Bloqueador solar Nivea Sun Lojas Americanas

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Boina azul claro Lacoste

Óculos feminino amarelo Chilli Beans

Boné azul-claro Lacoste

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Bolsa rosa para criança Lacoste e prendedores rosa para cabelo Lojas Americanas

Flores artificiais Imaginarium

Bolas para vôlei e futebol Adidas Ruban D’Orange Marmalade Body Scrub L’Occitane

Toalha de mesa florida Karsten Lojas Americanas Óculos feminino verde e rosa Be Hold Cintos infantis rosa e vermelho Lacoste

Garrafa térmica vermelha Lojas Americanas

Copos de resina coloridos Spicy

Toalha Lounge branca listrada de vermelho Trousseau

Cesta de palha grande L’Occitane

Jarra para café alaranjada Spicy

Jarra de acrílico verde Lojas Americanas

Quebracabeça Pucca Lojas Americanas

Óculos esportivo masculino Be Hold Tigela branca listrada de vermelho Cestinha de palha Lojas Spicy Americanas

Conjunto de xícaras Spicy

Óculos feminino preto Chilli Beans

Boné azul infantil Lacoste

Sandálias Havaianas Top laranja e rosa Lojas Americanas

Minimesa de totó Papel Craft

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O Bolsa Míni retrô Reebok Le Postiche Cerveja Heineken Pizza Tonka

Bombay Pimentas Spicy

Kit de mesa com toalha e guardanapos MMartan

Caneco Club da Cerveja Imaginarium

Champanheira transparente Spicy

Bloqueador solar Nivea Sun Spray Lojas Americanas

Baldinhos coloridos Papel Craft

Copos de acrílico verde Spicy

Boné bordô com brasão masculino Lacoste

Jarra de acrílico Joy Spicy

Boné azulmarinho masculino Lacoste Bola de futebol Adidas

Boina branca masculina Lacoste Canga estampada Blue Man

Óculos esportivo preto Chilli Beans

Sanduíche com fritas Restaurante Dom Francisco

Sandálias Havaianas Top Lojas Americanas

Raquetes Unis e bolinha de tênis azul Blue Man

Sacarolhas vermelho Rabbit Spicy

MP4 vermelho Sony Style

Rádio de acrílico vermelho Papel Craft

Óculos para natação Adidas

Lenço palestino Arte Design

Jogo americano de plástico trançado Lojas Americanas

Garrafa de água Sport fumê Adidas Toalhas de banho Royal Noble Santista (preta, amarela e azul) Lojas Americanas

Bolsa de palha L’Occitane

Óculos esportivo cinza Be Hold

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PESSOALeintransferĂ­vel humor

Anarquistas do planalto >Ana Paula Kuntz

Grupo G7 contabiliza 500 mil espectadores com escracho das bizarrices do cotidiano brasileiro em linguagem que desafia a caretice

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elipe conhecia Rodolfo, que conheceu Frederico, que conheceria Benetti. Os dois primeiros são amigos de infância, os do meio se conheceram durante o ensino médio e o último entrou para o time porque viu talento nos demais. Ele, a propósito, é o único graduado em artes cênicas – os outros são formados, respectivamente, em jornalismo, Direito e ciência política. Reunidos, esses quatro brasilienses formam o G7, grupo teatral de comédia que vem expandindo seu poder de fazer rir para além do Planalto Central, cujo nome não se explica em lógica alguma. A trupe, que estreou em 2001 no Espaço Cultural Anatel, em Brasília, com a peça Baseado em Fatos Reais, passou temporada de um ano no Rio de Janeiro com Como Passar em Concurso Público e desde o início deste ano está em cartaz em São Paulo, no Teatro Gazeta, com o mesmo espetáculo. A comédia mostra a via-crúcis do personagem Zé Brasil na busca por uma vaga no funcionalismo público. Sem muita experiência no ramo teatral, o quarteto, movido pelo impulso passional e uma notável capacidade burlesca, teve um árduo início de carreira: a produção era caseira, os figurinos eram resgatados dos próprios guardaroupas – ou dos armários das irmãs, o que rendia alguns atritos familiares – e os ensaios eram de fundo de quintal. “Foram cinco anos de ralação em Brasília até conseguirmos decolar”, diz Felipe Gracindo. “A capital não é um lugar fácil para se lançar como ator, pelo número reduzido de teatros e pelos hábitos do brasiliense, que ainda prefere ir ao cinema. Mas há uma população bem instruída, que deseja consumir cultura e, por isso, logo que emplacamos uma boa produção fomos recompensados com plateias lotadas.”

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PESSOALeintransferível humor

Ao satirizar o nível de absurdo, mostramos ao espectador também a nossa indignação

Escolhida pelo grupo para mostrar a que vieram em palcos fora de Brasília, a peça Como Passar em Concurso Público satiriza a saga dos concurseiros e a cobrança de pai, mãe e tia, que apostam no sucesso de Zé Brasil como funcionário público

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Os meninos também tiveram a felicidade de participar de um momento de transformação cultural da cidade. “Brasília está se convertendo em um polo das artes cênicas. Foi-se a época do rock, agora é a do teatro”, completa Benetti Mendes. Um dos marcos desta nova era é a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. Antecessora do G7 no gênero, a companhia, criada em 1997, ficou conhecida pela especialidade em satirizar os fatos do cotidiano e as manchetes do noticiário. A comparação, inevitável, não aborrece os quatro do G7, que reconhecem o outro grupo como um exemplo e uma motivação. Mas o estilo único e debochado, quase anárquico, faz do G7 um grupo autêntico. O fato de cada um vir de uma área acadêmica é um ingrediente importante de sua fórmula. Com bagagens intelectuais diversificadas, fica mais fácil explorar assuntos diferentes. Na mão deles, tudo vira piada, seja a notícia de um assalto, seja o consumo infantil de drogas, seja a influência da televisão na sociedade ou a agonia de prestar uma prova de concurso público. E até mesmo uma reflexão filosófica sobre o tempo, numa peça com o título O Servo Nu e a Desconstrução do Tempo Psicológico, improvável para uma comédia. Essa abrangência rendeu ao G7 a montagem de mais de 500

esquetes – umas que nem foram encenadas e outras que receberam prêmios. Um dos mais importantes, aliás, foi o primeiro lugar do projeto Criação Teatral Volkswagen, disputado entre 488 grupos, conquistado em 2004 com a peça “Otelo para todos os brasileiros”. Além da grande concorrência, participar da final deu ao G7 a primeira oportunidade de se apresentar no emblemático e quase centenário Teatro Municipal de São Paulo. “Essa molecada do G7 de Brasília é sensacional. Os caras tinham de fazer uma cena de 15 minutos a partir de um texto chato demais. Achei

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que não tinha jeito de fazer nada bom com aquilo, mas eles me mostraram que eu estava errado”, afirmou o dramaturgo Mário Bortolotto, que assistiu à encenação. “Os moleques passaram por cima dos dogmas teatrais e, com as referências mais díspares, misturam tudo e usam o palco de cobaia de seus desvarios experimentais.” Além de cumprir a missão de provocar risos, o G7 procura explorar a crítica social, sempre com humor, para fazer as pessoas refletir sobre a própria realidade. Em “Como passar em concurso público”, por exemplo, eles constroem toda uma cena que mostra a morosidade e ineficiência de uma repartição pública para usar a frase “nesse país é preciso morrer para conseguir um relatório!”. “Queremos com isso passar uma ideia de que as coisas podem ser melhores. Ao ridicularizar uma situação como essa, ao satirizar o nível de absurdo, mostramos ao espectador também a nossa indignação”, diz Frederico Braga. Nesse quesito, a política e a sociedade brasileira, e não só Brasília, são um prato cheio para os comediantes. As absurdas situações por que passam os concorrentes a um cargo público – coisas que, como se mostra também na peça, até Deus duvida! – são as mesmas de norte a sul do país. E foi por isso, inclusive, que a peça foi a escolhida para ser a primeira encenada em palcos fora de Brasília. Apesar de verem graça em tudo, eles não acham que o Brasil é o país da piada pronta. “O que acontece é que existem muitos bons comediantes, gente de talento que sabe explorar o humor em temas de todas as naturezas”,

diz Rodolfo Cordón. “No nosso caso, não achamos que uma repartição pública ineficiente seja ‘engraçada’, mas tiramos sarro e fazemos as pessoas rir com o intuito de levar o público a uma reflexão também. Queremos fazer da experiência teatral cada vez mais uma catarse.” Mesmo com a peça em cartaz em São Paulo, o G7 já prepara o próximo espetáculo, que estreará no segundo semestre, em Brasília. De acordo com o produtor André Deca, a capital foi escolhida para a estreia para prestigiar o público da cidade natal dos atores. “Brasília é a nossa casa, e os brasilienses estão esperando ansiosamente pelo nosso retorno ao lar.”

No alto à esquerda, Benetti, de amarelo, seguido por Felipe, Frederico e Rodolfo: os quatro do G7 prontos para entrar em cena . Acima, as perucas que compõem os personagens. Ao lado, um dos quadros que mais arrancam gargalhadas da plateia, com o cantor brega, o pastor charlatão e a hilária tradudora Glenda

Como Passar em Concurso Público, em 10 lições esdrúxulas 1. Estude 2. Comece desde cedo 3. Na dúvida, marque a alternativa correta 4. Concentre toda sua energia sexual nos estudos 5. Pratique exercícios físicos 6. Aprenda a conviver com a pressão familiar 7. Seja brasileiro e não desista nunca! 8. Amarre a boca de um sapo em uma encruzilhada e antes de dormir deixe um biscoito para os duendes 9. Nas horas de lazer estude as matérias de que mais gosta 10. Tenha fé par k s h o p p i n g

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Vestido Planet Girls Camiseta Planet Girls Acess贸rios acervo pessoal Meia Lupo Bota Arezzo

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CADA

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seu

Qua dra

do

Nem country nem grunge, mais sofisticado e misturado a outras estampas, o xadrez é o rei do outono Fotos: Welison Calandria • Assistente de Fotografia: Tiago Baccarin • Modelo: Renata Klem • Stylist: Daniel Ueda • Assistentes de Stylist: Joana Wood e Paulo Caffé • Beauty: André Veloso (Schwarzkopf) par k s h o p p i n g Assistente de Beauty: Fábio Moreira

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Blusa, vestido e casaco TVZ Meia Lupo Bota Arezzo

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Vestido, trench coat, cachecol, colar de pedras e flor Gregory Meia Lupo Bota Arezzo

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Vestidos sobrepostos, lenço e cinto Opção Meia Lupo Bota Arezzo Luva acervo pessoal

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Vestido, blusa, lenรงos e casaco รrea KB Meia Lupo Bota Arezzo

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Vestido de manga longa, camisa e colete Luigi Bertolli Meia Lupo Bota Arezzo

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Por Ricardo Castilho, de Santa Cruz, Chile *

Terroirchileno

Excelência em todo o processo: terreno de grande qualidade, cepas primorosas e vinificação cuidadosa

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vinhos

A vinícola Viu Manent faz um grande Malbec, com a cara do Chile e bem diferente dos argentinos

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az dez anos que os vinhos da chilena Viu Manent são importados para o Brasil com regularidade e, coisa rara, sem trocar de importadora. Trazidos pela Hannover, tradicional empresa de Porto Alegre, os vinhos conquistaram nosso mercado pela elegância que mostram nas taças, mas também pela constância de qualidade que apresentam em todas as safras. “Buscamos sempre reunir o melhor do terroir chileno”, diz José Miguel Viu Bottini, descendente de don Miguel Viu Garcia, que em 1935 fundou a Bodegas Viu. Situada no Vale de Colchagua, uma das melhores regiões produtoras no Chile, a Viu Manent elabora vinhos finos e elegantes, tanto os brancos como

os tintos. O seu produto top nasce das melhores uvas encontradas nos 250 hectares próprios da empresa. Nesse caso, o diferencial é a idade das cepas, que chegam a 90 anos. O resultado é o Viu 1, elaborado com cerca de 90% de Malbec – outra aposta de Bottini, que sempre acreditou no potencial da uva no país – e 10% ou menos de outras uvas – já entraram a Cabernet Sauvignon e a Carmenère e, no da safra de 2006 (que em breve estará no mercado), serão 4% de Petit Verdot. Em geral, esse Malbec oferece um delicioso nariz, com notas de frutas do bosque, e especiarias. Na boca, é amplo, musculoso, com taninos que ainda vão terminar de amadurecer com alguns meses na garrafa. Mas até chegar ao Viu 1, a empresa foi ao longo dos anos escrevendo parte da história do vinho chileno. O primeiro capítulo começou com a aquisição do vinhedo Hacienda San Carlos de Cunaco, localizado no Vale de Colchagua, próximo à cidade de Santa Cruz. Além da grande qualidade do terreno, numa altitude de 200 metros acima do nível do mar, conta com videiras que fo-

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ram trazidas da França antes do ataque da Phylloxera, o inseto que destruiu os vinhedos europeus no fim do século XIX. Depois foram adquiridos os vinhedos de La Capilla e El Olivar, este com mais de 300 hectares. Cada pedaço de terra é minuciosamente estudado e pensado para receber a variedade certa para seu desenvolvimento. As bem cuidadas uvas que resultam são trabalhadas depois na cantina pela competente equipe do enólogo Juan Pablo Lecaros, que conta entre outros com o jovem Grant Phelps, especialista em moldar vinhos com a Sauvignon Blanc e Chardonnay, mas que também tem testado com sabedoria a Viognier. A nova aposta da empresa é um interessante Pinot Noir, da safra de 2008, elaborado com uvas do Vale de Casablanca. Depois de colhidas manualmente e vinificadas calmamente, resultaram em um vinho elegante, complexo e com as melhores características da Pinot Noir. Para quem conhece a trajetória da empresa, não se esperava outro resultado.

> O Vinho Mais Caro da História, de Benjamin Wallace (Jorge Zahar, 280 páginas)

Os vinhos da Viu Manent refletem o cuidado do cultivo, em que cada pedaço de terra é estudado minuciosamente

* RICARDO CASTILHO É DIRETOR DA REVISTA PRAZERES DA MESA

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Quando ninguém esperava, o mundo dos vinhos antigos foi atingido de maneira fatal pela suspeita de falsificações. Tudo começou em 1985, num disputado leilão promovido pela Christie’s, de Londres, tradicional casa de leilões, onde uma garrafa de Château Lafite de 1787, um dos Bordeaux ícones da enologia mundial, foi arrematada num lance de 156 mil dólares por um membro da família Forbes. Segundo constava do catálogo do leilão, a garrafa provinha de um esconderijo e supostamente pertencera a Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos e um dos primeiros americanos a conhecer o fascinante mundo dos grandes vinhos. O responsável pelo achado era Hardy Rodenstock, um alemão que, depois de fazer certo sucesso como empresário de bandas de música pop, se transformou em um dos principais colecionadores e organizadores de degustações especiais do mundo, quando o assunto são os grandes vinhos. Seus achados raros, porém, começaram a despertar rumores e desconfianças, já que Rodenstock se recusava a revelar onde encontrava suas garrafas. Com jeito de romance e com o melhor do jornalismo, o autor prende o leitor e faz uma viagem fascinante pelo mundo dos brancos e tintos. Uma leitura cuidadosa mostra quem são as pessoas sérias desse universo. Imperdível.

> Mordidas Sonoras, Uma Turnê Gastronômica com Franz Ferdinand, Alex Kapranos, Conrad Editora do Brasil, 2007. Quem gosta muito de rock, diga-se, do bom rock, deve estranhar a princípio qual a relação de Alex Kapranos, compositor e líder da banda Franz Ferdinand, com gastronomia. Explica-se: antes de fundar a banda – que lembra o pós-punk inglês da década de 80, e em que as guitarras são presença mais que fundamental –, Kapranos trabalhou em restaurantes na GrãBretanha e depois assinou uma coluna de gastronomia no jornal The Guardian, um dos mais respeitados da Inglaterra. Quando começou a viajar com a banda, passou também a buscar restaurantes e pratos típicos por onde passava. Como anotava tudo o que comia e os lugares em que ia, foi fácil dar o passo seguinte e publicar. É um livro despretensioso e, por isso mesmo, delicioso.

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E S F I L D E S

A É TER ESTILO A QUINTA EDIÇÃO DO CLARO PARKFASHION TRAZ O CONCEITO MODA REAL: MAIS DO QUE NUNCA, O IMPORTANTE É CRIAR A PRÓPRIA MANEIRA DE SE VESTIR >

POR DALILA GÓES. FOTOS: FOTOFORUM

oram cinco dias de Claro ParkFashion e mais de 15 mil visitantes em uma programação interativa com palestra, oficina de fantasias, workshop de tendências e desfiles de mais de 70 marcas. Profissionais tarimbados, público atento e o time bem selecionado de celebridades discutiram e vivenciaram o conceito Moda Real, inspirado na ideia de que a moda é expressão e atitude, portanto, cada um tem a sua. A quinta edição, realizada entre os dias 16 e 20 de março, teve maior duração e número recorde de marcas, colocando de vez o evento entre os principais do país e firmando-o como o maior do Centro-Oeste. As duas passarelas, com 20 metros de comprimento e capacidade para 750 convidados cada uma, foram montadas dentro da tenda de 3.5 00 metros quadrados, que incluía várias outras atrações. Foram mais de mil looks, 26 marcas em desfiles exclusivos e 46 em três desfiles coletivos. Cinco tops internacionais – Renata Klem, Mariana Weickert, Marcelle Bittar, Daniela Sarahyba e Alexandre Verga –, 46 modelos, além de 20 celebridades como Dalton Vigh e Caco Ciocler, revezaram-se nos desfiles com as principais tendências do outono-inverno 2009. À boca das passarelas, dois painéis de LED com 23,6 metros quadrados trouxeram o brilho da tecnologia. Nos bastidores, grandes nomes da moda comandaram o espetáculo. Jackson Araújo fez a curadoria, Reginaldo Fonseca cuidou da direção executiva, Daniel Ueda do styling, André Veloso da beleza, Roberto Camacho da cenografia e Nelson Moraes da iluminação e do som. Nos eventos paralelos, destacaram-se a palestra de Gloria Kalil, uma oficina com Karlla Girotto e a exposição da dublê de estilista e artista plástica Rita Wainer. Como nas outras edições, o Claro ParkFashion abriu espaço para novos talentos. Um dos desfiles reuniu as alunas Maria Paula Azevedo e Ana Paula Alcântara, do curso de moda do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). O outro mostrou o trabalho dos novos estilistas Márcio Santos, Fernanda Ferrugem, Efigênia Costa, Fabíola Alves e Andrea Monteiro. Confira os principais momentos do evento nas páginas a seguir.

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Carlos Miele

Iran Malfitano para VR

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E S F I L D E S

Emanuel BBB para UW

Elisa Atheniense

Barbara Piquet e a filha Helena para Paola Da Vinci Adidas

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Regina Krillow para Mandi & Co

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Dalton Vigh para Renner

Tania Kalil para Riachuelo

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E S F I L D E S

Eriberto Le達o para TNG

Forum Tufi Duek

Francesca Romana Diana

Larissa Maciel para Mara Mac

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Caroline Bittencourt para Carmen Steffens

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E S F I L D E S

Mariana Weickert para Cori

Tessuti

Anuska Prado para Patachou

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Carla Lamarca para Calvin Klein Renata Klem para Avec Nuance

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Fabíola Alves • Talentos de Brasília Efigênia Costa • Talentos de Brasília

Andrea Monteiro • Talentos de Brasília

Caco Ciocler para Márcio Santos • Talentos de Brasília

Fernanda Ferrugem • Talentos de Brasília

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E S F I L D E S

Rodrigo Hilbert para estilista Maria Paula, do Iesb

Sebastian para C&A

Desfile estilista Ana Paula, do Iesb

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Marcelle Bittar para Avanzzo

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Alexandre Herchcovitch

Daniela Sarahyba para Alcaรงuz

Fiorella Matheis para Mob

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I A L S O C

As irmãs Natalie e Juliana Mazaro com Isadora Campos

Moema Leão e Roberta Vairolatti

Guilherme Siqueira com Cleucy Oliveira

Marcelo Martins, Governador José Roberto Arruda, Cilene Vieira, Vice-governador Paulo Octávio e Ana Cristina Kubitschek

Primeira classe

A sociedade brasiliense, os políticos e profissionais do mercado fizeram questão de prestigiar os desfiles do Claro ParkFashion e marcar presença na primeira fila. Mais uma vez, o ParkShopping convidou o promoter Guilherme Siqueira para cuidar do estrelado mailing list

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A embaixatriz Lúcia Flecha de Lima faz um mimo na pequena Maria Luiza

Os gerentes de marketing: Patrícia Gonçalves (BarraShoppingSul), Cleiton Martins (RibeirãoShopping) e Débora Cruz (ParkShoppingBariugüi)

Bruno Melo, Ana Paula Gonçalves, Paula Raposo e Liliane Roriz

Marco Antonio Vieira e Lutero Leme

Carla Amorim

Isabela Lima, Julia Piquet e Nicole Nars

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O N S H I T F A E E S T R

R$AMANDA 5 mil por um clique ABREU, DE 17 ANOS, VENCE CONCURSO

STREETFASHION COM FOTO EM QUE REGISTROU O ESTILO INCONFUNDÍVEL DA CABELEIREIRA LÁISA MANOELA oram centenas de cliques e pelo menos dez estilosos desconhecidos até Amanda Abreu, 17 anos, topar com a cabeleireira Láisa no meio da rua. Na verdade, Amanda bem que sabia onde Láisa trabalhava, mas quem disse que o horário das duas era compatível? Quando Amanda podia, Láisa estava cortando, lavando ou escovando. Quando Láisa estava livre, a garota estudava. O bom é que as duas se ajudaram, e a dois dias do encerramento das inscrições do concurso StreetFashion: Tudo É uma Questão de Estilo, Láisa saiu mais cedo do salão e Amanda aproveitou para dois cliques espontâneos antes de o sol ir embora. “Minha aflição é que não podia ficar escuro de jeito nenhum”, diz. “Eu conhecia o blog e tinha visto que as melhores fotos eram sempre de dia”, garante. O blog a que Amanda se refere é o The Sartorialist (http://thesartorialist.blogspot.com), que registra o estilo de anônimos em ruas do mundo inteiro e inspirou o concurso de fotografias deste ano do Claro ParkFashion. A câmera que fez a foto vencedora é da própria Amanda, talvez igualzinha à que você tem em casa, bem simples, sem muitas firulas, mas com 8 megapixels. Não

A foto vencedora, de Amanda (abaixo): visual ousado mistura estampas com bom gosto e harmonia

que a estudante acreditasse que tanta resolução fosse dar a ela o superprêmio de R$ 5 mil em compras no ParkShopping. Apesar da fé na foto e na personagem, a estudante jura que levou um susto quando anunciaram Amanda Abreu como a vencedora do StreetFashion. “É que eu olhava os outros retratos e pensava: ‘Nossa, esse é bem melhor. Olha só que lindo!’’’, conta. Na lista de coisas a fazer com o prêmio, a prioridade é uma câmera melhor. Amanda sonha com carreira em publicidade e, também, fotografia. Depois da máquina, vêm os livros e alguns presentes para a mãe e a irmã. Ah, e claro, para Láisa.

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c e s k f a r a p

Um trio entre 300 Vencedores do ParkFaces ganham viagem,

computadores e a chance de brilhar na carreira

rocura-se uma nova Gisele (ela dispensa sobrenome) ou um futuro Giselo (pois é, o equivalente da über model brasileira ainda não existe). Serão eles Ana Oliveira, 15 anos, Amanda Araújo e Jefferson Perotto, 16? Se depender da persistência e respon-

sabilidade, além, óbvio, da beleza e carisma do trio, sim! Eles foram selecionados entre mais de 300 candidatos inscritos e 16 finalistas como os ParkFaces de 2009. O concurso existe desde 2005 dentro da programação do Claro ParkFashion e procura novos rostos para o mundo da moda. Pedro Albuquerque, por exemplo, vencedor de 2006, hoje está nas passarelas e editoriais produzidos em Milão, na Itália. Ana, o primeiro lugar deste ano, ganhou uma viagem com direito a acompanhante para um destino nacional, além da chance de participar de editorial de moda na revista ParkShopping e campanha publicitária, e mais um laptop Sony Vaio de última

ANA OLIVEIRA – 1º lugar

AMANDA ARAÚJO – 2º lugar

geração. Amanda e Jefferson, segundo e terceiro lugares respectivamente, também levaram o computador portátil para casa. Sobre o concurso e as muitas chances que aparecerão, Ana é pé no chão e põe a humildade em primeiro lugar. “É um dos segredos para domar a ansiedade. Sei que ainda tenho muito o que aprender e estou aqui de coração aberto”, anima-se. Amanda e Jefferson, que há pouco mais de um mês nem sequer sonhavam em ser modelos profissionais, enxergam na oportunidade só o primeiro passo de uma corrida cheia de responsabilidades. “Não é só glamour e gente bonita. É um trabalho sério, e estamos prontos para começá-lo”, diz Jefferson.

JEFFERSON PEROTTO – 3º lugar

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S N T O E V E

L O S A L E R A P

Além da vitrine

ARTE, BRINCADEIRA EDUCATIVA PARA CRIANÇAS E REFLEXÕES SOBRE TENDÊNCIAS E ESTILO ENRIQUECEM EVENTO

oda não é só desfile, turma bem arrumada, modelos que correm nos bastidores e gente louca para saber o que será deixado de lado no guarda-roupa nos próximos meses. De verdade, moda é um mix de informações que reúne no mesmo liquidificador música, interatividade e principalmente informação. Mais uma vez, a programação do Claro ParkFashion deixou claro que os flashes estão por todo o shopping. Logo na abertura, a exposição Os Lugares Onde nunca Estive e as Pessoas Que não Conheço trouxe a sensível criatividade da estilista Rita Wainer expressa em obras repletas de cores e bordados, prática quase esquecida. A mostra, que já esteve em cartaz em São Paulo, 72

chegou a Brasília em oito quadros, sendo quatro inéditos, produzidos especialmente para o evento. O trabalho de Rita ficou em exposição na ala nova do ParkShopping até o dia 31 de março. Além da mostra, Rita Wainer aproveitou a oportunidade para desenvolver uma oficina de fantasias com crianças entre 5 e 10 anos. Durante três dias, a estilista e artista plástica ajudou 15 crianças cheias de imaginação a transformar heróis e princesas encantadas em personagens reais. A partir de uma história elaborada pela turminha, duas costureiras e dois assistentes deram formas a panos cheios de brilho, cola, cartolinas e tudo o que criança adora. Rita nem sabe medir o tamanho da felicidade com o resultado do traba-

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Karlla Girotto orientou workshop de tendências: de textos filosóficos à interpretação de fotos

Ao lado, obras de Rita Wainer em exposição no ParkShopping; Acima, a estilista em oficina com crianças

lho. Vale destacar que a oficina foi desenvolvida especialmente para o Claro ParkFashion e que foi só o pontapé inicial para muitas outras iguais ou diferentes. Outro trabalho concorridíssimo foi o workshop de tendências de Karlla Girotto. Com lista de espera e dirigido a estudantes, fashionistas e todo e qualquer curioso sobre moda. No dever de casa dos participantes, textos que iam da filosofia à simples interpretação de uma foto. E tudo isso para quê? Para lembrar que a cópia é o fim de qualquer carreira, que pode existir sim uma pesquisa criativa, novas ideias e conceitos com enfoque no que o mundo já nos apresenta como material investigativo. A palestra Chic É Ter Estilo, da consultora de moda foto com as crianças

:

pedro pinho

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Gloria Kalil, também apimentou o Claro ParkFashion com dicas valiosas para o visual e também a boa convivência. Por quase duas horas, Glorinha lembrou que educação e moda andam de mãos dadas. Outra: nem sempre o que está ali na passarela ou nas páginas das revistas está de acordo com a sua estrutura física. Se os ditadores de tendências gritam “use calça de cintura alta” e você é baixinha e com muito quadril, por que o sacrifício de usar uma roupa que não lhe cai bem? Uma das profissionais mais respeitadas quando o assunto é moda ensina que o espelho é sim o seu melhor amigo e que, antes de sair de casa, por favor, veja-se de frente e, não se esqueça, de costas.

Gloria Kalil mostrou sua maneira refinada e culta de lidar com os temas moda e etiqueta

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O S E N T M O M

Gritos, suspiros e ação social CELEBRIDADES AUMENTAM A TEMPERATURA NAS PLATEIAS E PRIMEIRA-DAMA LANÇA INSTITUTO

A primeira-dama Flávia Arruda e sua filha: moda e filantropia

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ue tal aproveitar a semana do Claro PakFashion para aprender sobre moda, descobrir tendências e – por que não? –, ver o seu ídolo de pertinho? Em quatro dias de desfiles, quatro celebridades acordaram o si maior que existe no grito de cada fã. Cauã Reymond, Ricardo Pereira, recém-saído da novela Negócio da China, o galã Marcello Antony ea garota Pânico Sabrina Sato subiram às passarelas com aparelhos de última tecnologia da Claro, fizeram muitas fotos do público e ainda foram ao lounge da tenda de desfiles para um tête-à-tête com os fãs. Além dos bonitões, muitos outros famosos como Caco Ciocler, Larissa Maciel e Rodrigo Hilbert, participaram dos desfiles exclusivos. Antes, logo no primeiro dia, a primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Arruda, escolheu o Claro ParkFashion para o lançamento do Instituto Fraterna, entidade sem fins lucrativos que chega para fortalecer a rede de instituições sociais já existentes no DF. O lançamento aconteceu ali mesmo na passarela, logo após o desfile da grife infantil Paola Da Vinci. Nos desfiles coletivos, formados por mix de lojas do shopping, os destaques ficaram por conta de Maryeva Oliveira, Nathália Dill e Guilherme Arruda.

Ricardo Pereira no Desfile Coletivo – Dia 18

Sabrina Sato para Claro – Dia 19

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Nathália Dill no Desfile Coletivo – Dia 19

Cauã Re ymond para Cla ro – Dia

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Guilherme Arruda no Desfile Coletivo – Dia 20

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Maryeva Oliveira no Desfile Coletivo – Dia 18

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L H A T R I

O R A S O N

O som da hora

DEPOIS DE MUITAS HORAS NA INTERNET GARIMPANDO NOVOS SONS DE BRASÍLIA, O CURADOR JACKSON ARAUJO CHEGOU ÀS TRÊS NOVAS BANDAS QUE EMBALARAM OS DESFILES COLETIVOS. CONHEÇA UM POUCO DE LUCY AND THE POPSONICS, CLUB SILÊNCIO E THE RANDOM, OS GRUPOS QUE ANIMARAM MODELOS E PLATEIAS

LUCY AND THE POPSONICS

THE RANDOM

CLUB SILÊNCIO

Uma garota, um garoto e um MP3. Talvez o Lucy and the Popsonics seja a primeira banda a desafiar as leis da matemática e criar uma dupla com três integrantes. Além de Fernanda, completam o grupo o guitarrista Pil Popsonic e a bateria eletrônica Lucy, todos brasilienses, bonitos e bem vestidos. Os sons digitais dão a base da música: um pop deliciosamente despretensioso e fofo, que não deixa de lado certa, e importante, acidez. O repertório do primeiro álbum, A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas, gruda como chiclete e vem recheado de referências de cultura de massa, como Sharon Stone, Coldplay e brinquedos eletrônicos japoneses. Com dois anos de formação, Lucy and the Popsonics se prepara para o lançamento europeu pela gravadora francesa Nacopajaz e já está escalado para os festivais Les Femmes s’en Mêlent e Printemps des Bourges. Para ouvir: www.myspace.com/lucyandthepopsonics

Tony Roballo e Rogi d’Or são DJs e produtores, trabalham juntos desde 2007 e fazem música para balançar o esqueleto. A dupla toca em dois formatos: cada um em suas picapes, sintonizados musicalmente em grooves típicos da discomusic dos anos 70 e riffs de guitarras bem roqueiros. O nome dessa mistura: disco-punk. Já o live set, o formato dois, é um verdadeiro show, tudo ao vivo. Roballo e Rogi são famosos em Brasília: têm fã-clube que os segue em festas exclusivas e espera um bocado para vêlos tocar. Vontade e convites de lançar um álbum não faltam. Mas o tempo é curto, outros projetos são prioridade. Enquanto o CD não vem, o melhor é se conectar à internet e ouvir e dançar bastante com os dois. Para ouvir: www.myspace.com/therandomlive

Pode não parecer, mas a Club Silêncio é uma banda tímida. Fora o pacotão de músicas que lançaram em novembro de 2007, e chamado de Laissez-Faire (em uma tradução livre, algo como “deixa rolar”), eles juram que tudo o que você precisa saber sobre a banda é que estão juntos desde 2006 e que Luis Fernando e Fábio Pop tocam guitarra, Daniel Spot, baixo e Jéferson Barbosa, bateria. Ah, e todos se revezam na programação e nos sintetizadores. E gostam de rock. E de elementos eletrônicos. E adoram samplear o trabalho alheio. Pronto. E se você achou estranho a foto de divulgação ter uma menina e três rapazes – o Jefferson não está na foto –, eles explicam que é tudo marketing, estratégia, um novo jeito de trabalhar. O resto só se descobre escutando as músicas. Para ouvir: www.myspace.com/clubsilenciomusic

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T O S P H O

A estilista e artista plástica Rita Wainer

Jackson Araujo

Suprassumo fashion EXPOSIÇÃO DE RITA WAINER MARCOU A ABERTURA DO CLARO PARKFASHION 2009. EXPERTS, PARCEIROS, JORNALISTAS E FÃS PRESTIGIARAM O COQUETEL DE INAUGURAÇÃO A estilista

Karlla Girotto

Soraia Tupinambá e Marcelo Martins

Andrea Monteiro e Fernanda Ferrugem

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Daniel Ueda

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DJ Hopper

André Veloso e Reginaldo Fonseca

Antônio Jotta e Luryan Savi

Carina Azevedo e André Luis de Camargos (Claro)

Adriana de Macedo-Soares, Max Fivelinha e Mariza de Macedo-Soares

Cilene Vieira e Rita Wainer

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Vestido e sapatos Paola da Vinci Arco Green by Missako

Garotada-prodígio

A MODA INVERNO ESBANJA ESTILO EM VESTIDINHOS ELEGANTES PARA AS MENINAS E UMA MISTURA EQUILIBRADA DE ALFAIATARIA E ESPORTE PARA OS MENINOS >

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PRODUÇÃO: ANABELLE MOTA. FOTOS: WELISON CALANDRIA. ILUSTRAÇÕES: RITA WAINER

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Vestido e sapato Paola da Vinci Bichinho Green by Missako

Blusa, saia e chapĂŠu Green by Missako Sapato Paola da Vinci Bichinho Green by Missako

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Casaco, calça e sapato Paola da Vinci Cachecol e chapéu Green by Missako

Camisa, calça, casaco e tênis Paola da Vinci Bicho de pelúcia Green by Missako

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Camisa, casaco e calça Paola da Vinci Tênis e touca Green by Missako

Vestido, tênis e calcinha Paola da Vinci Arco Green by Missako

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Park Shopping l o j a s r e f o r m a d a s l o j a s r e f o r m a d a s l o j a s r e f o r m a d a s l o j a s r e f o r m a d a s l o j a s

PLANET GIRLS O tradicional cor-de-rosa da marca deu lugar a outras cores na loja do ParkShopping. O azul ganhou destaque, assim como o branco, usado nos provadores. As vitrines agora têm um fundo espelhado, e o chão foi decorado com um charmoso tapete no centro do ambiente, deixando a loja mais aconchegante. 1º Piso – próxima à Entrada A

TIM A retirada dos painéis luminosos e a colocação de vitrines de vidro deram mais amplitude, e a nova “mesa de degustação” deixou a loja mais convidativa. Ali, ficam à disposição dos clientes mais de 30 aparelhos em funcionamento, o que permite experimentar toda a tecnologia que a telefonia celular oferece. 2º Piso, próxima aos Cinemas

TAIPAN GOURMET CHINESE FOOD O restaurante está com mais personalidade agora que o branco das paredes deu lugar ao revestimento amadeirado que compõe um visual xadrez. Durante a reforma, o teto recebeu nova pintura. O toque final foi dado com a colocação de dois grandes dragões junto ao letreiro, além de outros quatro menores perto da mesa de réchaud. As mudanças deram mais destaque à comida, que ficou mais atraente aos olhos dos clientes. 2º Piso – Praça de Alimentação 84

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g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t e n o v a g e n t

O ParkShopping acaba de ganhar uma Livraria Saraiva, que, além de livros nacionais e importados, oferece amplo portfólio de CDs e DVDs. A loja chega para substituir a Siciliano, seguindo o padrão das recentes inaugurações e renovações da rede. Fundado em 1929, o grupo detém quase uma centena de lojas distribuídas em 13 Estados do país, e também no Distrito Federal, e ocupa a liderança entre as empresas do mercado livreiro. Os clientes do shopping poderão conhecer o programa de fidelidade Saraiva Plus, que reverte pontos em descontos para futuras compras; o cartão de crédito Saraiva, que permite financiamento em até dez vezes; a Encomenda Garantida, que busca os produtos não disponíveis para o cliente; e o Cartão Presente Saraiva.

2º Piso - próxima à Praça Central . Telefone: (61) 3323-6789

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Park Shopping t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l e n t o t a l

Paixão pelo desafio

A gerente Frida Ferreira, ex-modelo e ex-comissáriA de bordo, inaugura a primeira loja Tânia Bulhões fora de São Paulo

Frida na loja de perfumes: muita responsabilidade e prazer de fazer parte de um universo glamoroso 86

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bela e simpática Frida Ferreira já foi modelo e comissária de bordo. Nascida em Goiânia e formada em Direito, ela viveu 25 anos no Rio de Janeiro durante o período em que trabalhou fazendo desfiles e posando para fotos e também enquanto não estava cruzando fronteiras em algum avião. Hoje, Frida está onde queria: com os pés bem no chão, na cidade onde criou suas raízes, e com uma rica experiência de vida na bagagem. “Fui muito feliz na época em que vivi no Rio, mas tinha vontade de regressar a Brasília. Na primeira oportunidade que apareceu, em 1996, com um emprego no ParkShopping, voltei”, diz. No comando da recém-inaugurada Tânia Bulhões Perfumes, que abriu em novembro do ano passado sua primeira loja fora de São Paulo, a gerente já passou por outras lojas do varejo, em setores bem distintos. Primeiro, foi a moda feminina; depois, os cristais; e agora os perfumes. Em comum, todos eles têm o glamour. “Sempre atuei em empresas que prezam por um estilo de vida sofisticado. Inclusive na época em que trabalhava em companhia aérea, que mantinha como lema ‘a elegância de voar’, vivenciei experiências culturalmente enriquecedoras dentro desse universo glamoroso.” Para chegar à gerência da loja Tânia Bulhões Perfumes do ParkShopping, Frida contou principalmente com seu entusiasmo. Ao saber que a marca inauguraria uma loja ali, ela se candidatou por iniciativa própria. Para conquistar o cargo, foi preciso passar por um longo processo de triagem, que durou cerca de três meses. “Fiquei muito ansiosa, mas ao mesmo tempo aproveitei muito essa fase. Gosto de participar de seleções como essa, pois é uma excelente chance de refletir sobre o que se quer da vida e fazer um trabalho de autoavaliação”, afirma. Quando se trata de encarar desafios, nem o céu é o limite para Frida. Apesar da vasta experiência no varejo, ela admite que participar da inauguração de uma marca nova na cidade traz bastante responsabilidade. “Montar a equipe, estudar as melhores formas de divulgação e desenvolver o trabalho a partir da estaca zero não é fácil, e talvez por isso mesmo seja tão empolgante. Fiquei muito motivada em fazer parte desta equipe, que está trazendo uma marca nova para o mercado brasiliense.” Para Frida, a maior gratificação é a confiança e a fidelidade que ela inspirou em seus antigos clientes, e que pode ser percebida na expressão de surpresa deles quando a veem na nova loja. “Fico muito feliz quando ouço meus clientes dizerem que, ‘se a Frida está lá, é porque a loja deve ser muito boa’. Formar esse elo é maravilhoso.” foto

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Park Shopping o n d e e n c o n t r a r o n d e e n c o n t r a r o n d e e n c o n t r a r o n d e e n c o n t r a r o n d e e n c o n t r a r o Acessórios BE HOLD • 3233.3779 - Superior Chilli Beans • 3234.2446 - Térreo CHILLI BEANS (Quiosque)• 3362.0667 - Superior CONFRARIA • 3361.0374 - Superior ELISA ATHENIENSE • 3245.2433 - Térreo KIPLING • 3363.2869 - Superior LE POSTICHE • 3234.5626 - Superior Monica Sanches • 3361.9668 - Superior SWATCH (Quiosque)• 3233.8707 – Térreo TRITON ÓCULOS (Quiosque)• 3234.0761 - Superior Artigos Esportivos ADIDAS • 3234.1025 - Térreo BY TENNIS • 3363.3830 - Superior CENTAURO ESPORTES • 3363.2523 - Superior Deny Sports • 3233.1105 - Superior WORLD TENNIS • 3234.3025 - Superior ALIMENTAÇÃO/Restaurantes BAKED POTATO (Quiosque)• 3361.2679 - Superior BISTROT GOURMET • 3245.8382 – Térreo Bon grillê • 3361.1519 - Superior Café Cassis • 3234.2968 – Térreo CAFÉ CASSIS EXPRESS • 3361.2910 - Superior CONFRARIA DO CAMARÃO • 3361.9786 - Superior DIVINO FOGÃO • 3233-5782 - Superior DOM FRANCISCO • 3363.3079 - Superior GRANDE MURALHA SUSHI • 3234.2090 - Superior LA BOCCA • 8408.0022 - Superior MARIETTA • 3233.5460 - Superior O ÁRABE DO BRASIL • 3361.8283 - Superior Outback Steak house • 3234.7958 -Térreo PASTTINE • 3361.3826 - Superior PIZZA TONKA • 3233.1413 - Superior QUANTO PRIMA • 3361.0477 - Superior ROSSO PASTA & GRILL • 3233.1073 - Superior SALAD CREATIONS • 3233.8995 - Superior SPOLETO • 3233.6106 - Superior SUBWAY • Superior TAIPAN Gourmet Chinese Food • 3234.4858 - Superior Fast-food Bob’s • 3361.2676 - Superior BRAHMA (Quiosque) • 9303-8763 – Térreo GIRAFFAS • 3361.3734 - Superior McDONALD’S • 3234.8208/3233.5369 - Superior ORIGINAL COOKIES (Quiosque)• 8122.6614 - Superior Sorveteria/Confeitaria AMOR AOS PEDAÇOS • 3361.0388 - Superior GULA GELADA • 3361.8427 - Superior HÄAGEN-DAZS • Térreo Café/Doceria CAFÉ DO PONTO • 7811.2605 - Superior CAFÉ INNAMORATO (Quiosque)• 3233.8440 - Térreo CASA DO PÃO DE QUEIJO • 3234.1882 - Superior FRAN’S CAFÉ • 2105-2019 - Térreo Bombonière KOPENHAGEN • 3361.0837 - Superior BANCOS 24 HORAS • (Caixa Eletrônico) - Superior ABN AMRO REAL • (Caixa Eletrônico) - Superior BANCO DO BRASIL • 3361.4775 - Térreo BANCO DO BRASIL • (Caixa Eletrônico) - Superior BRADESCO • (Caixa Eletrônico) - Superior BRB • 3412.8282 – Térreo CAIXA ECONÔMICA FEDERAL • (Auto Atendimento) – Térreo CAIXA ECONÔMICA FEDERAL • (Caixa Eletrônico) - Superior 88

ITAÚ • (Caixa Eletrônico) - Superior UNIBANCO • (Caixa Eletrônico) – Superior BIJUTERIAS ARTE DESIGN • 3233.8616 - Térreo ESTASI • 3233.8377 - Superior FABRIZIO GIANNONE DESIGNER • 3233.4958 – Térreo FRANCESCA ROMANA diana • 3361.3946 - Superior Morana • 3361.9151 - Térreo SAMVARA • 3234.0339 - Superior BRINQUEDOS HAPPY TOWN (Quiosque) • Superior PBKIDS • 3234.8007 - Térreo RI HAPPY • 3233.9607 - Térreo CALÇADOS ALEATTO • 3233.6622 - Superior AREZZO • 3234.1432 - Superior AS BRASILEIRÍSSIMAS • 9286.7401 - Superior ÁVIDA • 3361.2125 – Superior BIRELLO • 3361.3295 - Superior CAPODARTE • 3234.2333 - Superior CARMEN STEFFENS • 3234.0129 - Superior CITY SHOES • 3361.0028 - Superior CNS • 3362.8747 - Térreo DATELLI • 3233.5225 - Térreo DUMOND • 3363.1292 - Térreo FASCAR • 3233.8513 - Superior LENNY E CIA • 3362.7018 - Superior MR. CAT • 3361.8156 - Superior MR. FOOT • 3233.3399 - Superior NEW ORDER • 3361.0412 - Térreo SIDE WALK • 3362.9758 - Superior VIA UNO • 3462.1584 - Térreo CAMA, MESA E BANHO BANHO DE ESPUMA • 3363.3739 - Superior MMARTAN • 3362.0680 - Superior TROUSSEAU • 3245.1108 - Térreo COSMÉTICOS COSMÉTICA PERFUMARIA • 3361.7567 - Superior EMPÓRIO BODY STORE • 3233.8891 - Superior LADY • 3233.9478 - Superior L’OCCITANE • 3234.5212 - Térreo LORD • 3234.2761 - Superior O BOTICÁRIO • 3233.2703 - Superior TANIA BULHÕES PERFUMES • 3362.0089/3362.0199 - Térreo UNIVERSO PERFUMARIA • 3233.1488 - Superior DECORAÇÃO/ARTIGOS DO LAR IMAGINARIUM • 3234.0272 - Térreo Spicy • 3361.0715 - Térreo DROGARIA DROGASIL • 3233.3023 - Superior ELETRODOMÉSTICOS NOVO MUNDO • 3905.2852 - Térreo PONTO FRIO • 3363.1415 - Superior INFORMÁTICA TERRA DO NOTEBOOK • 3462.1112 – Superior JOALHERIAS ANTONIO BERNARDO • 3233.0403 -Térreo Guerreiro • 3233.1571 - Superior H.STERN • 3234.5600 - Térreo MONTBLANC • 3361.3051 - Térreo NATAN • 3233.9070 - Térreo PEDRART EXCLUSIVE • 3233.2520 - Superior ROMARIO VERAS • 3361.8898 - Superior SF JÓIAS • 3363.4008 - Térreo

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SWAROVSKI • 3363.5111 - Térreo VIVARA • 3233.3854 - Superior LAZER cine PARKPLEX • 3223.1617 - Superior HOT ZONE • 3362.7439 - Superior PARK BOWLING • 3361.6677 - 3º piso LIVRARIA SARAIVA • 3362.8823 - Superior LOJAS DE DEPARTAMENTOS C&A • 3233.4455/3233-4076 -Térreo Fnac • 2105.2020 - Térreo LOJAS AMERICANAS • 3361.0002 - Superior RENNER • 2101.3000 - Superior RIACHUELO • 2102.3100 - Térreo PAPELARIA PAPEL CRAFT • 3233.5461 -Térreo SERVIÇOS BABY FROTA (Quiosque)• 9555.1565 - Superior GOLDEN SERVICES • 3233.5186 – Superior IMPERIAL COSTURA E AVIAMENTOS • 3361.6374 - 3º piso PARKCLUB • 3234.9446 - Superior PARK SERVIÇOS (Quiosque)• 3361.5142/9258-3717 - Térreo PARKSORTE (Lotérica) • 3234.7888 - 3º piso PARK TÁXI • 3234.5588 - Térreo/Superior – nas portarias VALET PARK (Manobrista) • 3362.1352 Terr./Sup. - Entrada C1, D e E SOM/CINE/FOTO/ÓTICA FUJIOKA • 3905-2295 - Superior SONY STYLE • 3361.0171 - Térreo TELEFONIA BrasilTelecom (Quiosque)•Térreo BrasilTelecom • Superior CLARO • Superior CLARO (Quiosque)• Superior PONTO TIM (Quiosque)• 3361.6119 - Superior TIM • Superior VIVO (Quiosque)• 3361.6428 - Superior VIVO (Quiosque)• 3234.1357 - Térreo VIVO • Superior VESTUÁRIO FEMININO ALCAÇUZ • 3362.0046 - Térreo ANIMALE • 3234.3965 - Térreo ÁREA KB • 3361.7319 - Superior AVANZZO • 3361.0331 - Superior AVEC NUANCE • 3361.0166 -Térreo BARRED’S • 3234.1801 - Térreo BOB STORE • 3361.8187 - Superior CARLOS MIELE • 3462.1390 - Térreo CHARMING • 3234.2396 - Térreo CORI • 9909-0226 - Superior ENJOY • 3233.0513 -Térreo FORUM TUFI DUEK • 3346.7055 - Térreo GREGORY • 3233.7049 - Térreo huis clos • 3361.2681 -Térreo ISABELLA GIOBBI • 3363.7033 - Térreo LE LIS BLANC DEUX • 3361.7579 – Superior MADAME MS • 3361.5258 - Superior MARA MAC • 3234.8157 -Térreo MARIA BONITA • 3234.5464 -Térreo MARIA FILÓ • 3361.0959 - Térreo MARIE CLAIRE • 3234.0147 - Térreo MARY ZAIDE • 3362.7462 - Térreo MERCEARIA • 3233.5515 - Superior MOB • 3361.0043 – Térreo NAKISSKA • 3363.4444 – Superior OH,BOY! • 3233.6100 - Superior One up • 3234.8764 - Superior PATACHOU • 3361.0200 - Superior

Planet Girls • 3361.1855 - Térreo QUESSADA • 3361.0962 - Superior SACADA • 3233.2100 - Térreo SHOULDER • 3361.6062 - Superior TESSUTI • 3361.0031 - Térreo TVZ • 3361.1293 - Térreo VESTUÁRIO Masculino ARAMIS • 3233.5503/3233.8007 – Térreo BROOKSFIELD • 3363.3176 -Térreo Buckman • 3361.5621 -Térreo crawford • 3234.9733 - Superior HARRY’S • 3361.2666 - Superior HUGO BOSS • 3233.2273 – Térreo TESTO • 3234.1588 - Térreo VIA VENETO • 3233.2945 - Superior VILA ROMANA • 3234.2077 - Térreo VR • 3361.9823 - Térreo VESTUÁRIO Infantil BROOKSFIELD JUNIOR • 3234.3788 - Térreo CHEEKY• 3234.0850 - Térreo CHICCO • 3361.1216 - Térreo GREEN • 3362.7091 - Superior LILICA & TIGOR • 3234.1747 - Superior MERCADO INFANTIL • 3234.6335 - Térreo PAOLA DA VINCI • 3361.1767 - Térreo Precoce • 3234.0049 - Superior VESTUÁRIO Unissex ALEXANDRE HERCHCOVITCH • 3362.9169 - Superior BAD BOY • 3233.9599 - Superior CALVIN KLEIN • 3462.1723 - Térreo COLCCI • 3233.5507 - Térreo DRILL • 3234.5029 - Superior ECKZEM • 3361-5006 – Superior ELLE ET LUI • 3234.1991 - Superior Ellus • 3361.4177 - Térreo FORUM • 3233.4959 - Térreo HERING STORE • 3234.6833 - Superior LACOSTE • 3234.9145 - Superior Levi’s • 3233.3924 - Térreo Luigi Bertolli - Térreo MANDI & CO. • 3233.1527 - Térreo M. OFFICER • 3252.7049 - Superior Opção • 3362.9406 - Térreo OSKLEN • 3361.2124 - Térreo Puma • 3221.7862 - Térreo SIBERIAN • 3361.9137 - Térreo TIMBERLAND • 3233.9192 - Térreo TNG • 3233.9467 - Térreo Tommy Hilfiger • 9909.0453 - Térreo WÖLLNER OUTDOOR • 3362.8881 - Superior ZARA • 3361.4408 - Superior IMOBILIÁRIA MGARZON • Térreo Íntimo/Lingerie ANY ANY • 3361.2127 - Superior CASA DAS CUECAS U|W • 3233.6466 - Superior JOGÊ • 3234.3890 - Térreo LUPO • 3361.1899 - Superior puket • 3362.7054 - Superior Praia BLUE MAN • 3233.1138 -Térreo BODY FOR SURE • 3362.9690 - Superior SUMMERSHOP • 3361.6396 - Superior Track&Field • 3234.5238 - Térreo turismo VIAGENS CVC • 3234.0446 - Térreo UTILIDADES COLCHÕES ORTOBOM • 33234.3121 - Superior par k s h o p p i n g

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por

sergio crusco

cinema

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Gabrielle Chanel com uma de suas invenções, o maiô, e em seu ateliê parisiense; na foto maior, Audrey com os figurinos masculinos que a estilista introduziu no guarda-roupa feminino; nas imagens coloridas, cenas do filme

As alfinetadas de mademoiselle LIVRO E FILME REVELAMObstinada e tirânica, mas dona de um charme e de um A PERSONALIDADEestilo fabulosos, Gabrielle Coco Chanel submetia suas FORTE, IRÔNICA Emodelos a intermináveis sessões de provas de roupas – OUSADA DE GABRIELLEque podiam durar uma noite inteira – e munida de COCO CHANEL

alfinetes eliminava cada ruga ou imperfeição do tecido. No dia a dia, era dona de língua afiada e ferina, e cunhava frases irônicas e cheias de personalidade. A vida dessa mulher, nascida no fim do século XIX em uma família pobre, abandonada num orfanato na infância, cortesã na idade adulta e rainha da moda desde muito cedo, é um prato cheio para romancistas, cineastas, poetas ou qualquer um que goste de uma história bem contada. Bem contada, é bom frisar, porque a trajetória da literatura mostra que figuras interessantes podem render tanto grandes romances quanto narrativas pífias. Um livro já à venda e um filme a ser lançado em junho no Brasil tentam vencer esse desafio. O primeiro, intitulado A Era Chanel (Editora Cosac Naify, 384 páginas), é um delicioso e bem ilustrado – tem mais de 400 imagens – relato de sua vida. O segundo, Coco Avant Chanel, promete dar conta do recado com a mesma qualidade: a atriz Audrey Tautou, de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, interpreta a estilista. E vai usar figurinos especialmente desenhados pelo atual responsável pelas roupas da grife Chanel, Karl Lagerfeld . Imagine a elegância... O livro, escrito pela romancista francesa Edmonde Charles-Roux, mescla um viés literário, quando fala da vida da protagonista, à linguagem histórica, quando situa o cenário sociopolítico de seu entorno, o que deixa a narrativa interessante e rica. Coco não se curvava a nada e a ninguém, e foi com essa valentia que ela mudou drasticamente a maneira de as mulheres se vestirem e viveu grandes amores com vários homens, um verdadeiro escândalo para a época. (ROSANE AUBIN) PAR K S H O P P I N G

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coleção

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Luxo cafona O.k., você prefere Ella Fiztgerald, Antônio Carlos Jobim, Edith Piaf ou Miles Davis. Mas atire a primeira pedra quem nunca explodiu de alegria numa pista de dança ao ouvir Queen”. Ou, bem cá entre nós, não “Dancing Queen curtiu uma dor de cotovelo daquelas ao All”. Aproveite: som de “The Winner Takes It All a maior e melhor banda cafona de todos os tempos tem sua história passada a limpo com uma caixa de CDs definitiva, contendo seus oito álbuns e mais um disco de raridades. A embalagem bacaninha (que reproduz as capas originais dos LPs) traz todos os hits que queremos ouvir: “Chiquitita”, “Mamma Mia”, “Fernando”, “Chiquitita “Waterloo”, “Voulez-Vous”, “Super “Waterloo Trouper”, Trouper “The Name of the Game”... Luxo!

O dia a dia de uma família de operários, numa cidade praiana da Itália nos anos 60, é esmiuçado em Meu Irmão É Filho Único, de Daniele Luchetti. Accio (Elio Germano) sente-se inferiorizado pelos pais e pelo irmão mais velho, Manrico (Ricardo Scamarcio). O jovem faz camaradagem com um militante fascista, alinha-se ao movimento de direita e com isso procura ir à forra (Manrico é comunista). Une-os, no entanto, o amor pela mesma mulher: a estudante aristocrata Francesca. O roteiro descortina, de maneira íntima, um período turbulento da história italiana e mundial e nos brinda com o talento dos jovens protagonistas – sobretudo Germano, brilhante como o tempestuoso Accio.

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Animação para adultos

A iraniana Marjane Satrapi ficou conhecida pela série autobiográfica de histórias em quadrinhos Persepolis.. O sucesso das HQs resultou neste singelo longametragem de animação (candidato ao Oscar em 2008), dirigido pela própria Marjane. Nascida em uma família de esquerda, ela sofre desde criança com a intolerância do regime instaurado em seu país após a Revolução Islâmica. Adolescente, no auge da guerra do Irã contra o Iraque, é mandada pelos pais a Viena, onde vive delícias e decepções. Sua trajetória revela – de maneira irônica e desprovida de autopiedade – os percalços femininos em uma ditadura fundamentalista. Uma boa forma de entender a cultura e o cotidiano islâmicos.

livros Memórias manauaras

A diva e o presidente

Trama macabra

Milton Hatoum é um dos maiores romancistas brasileiros contemporâneos. A sua prosa única revela os mistérios de uma região, condição que ele mesmo admite, distante do país: a Amazônia. Filho de libaneses, arquiteto e professor de literatura, foi premiado com obras como Cinzas do Norte e Dois Irmãos. A Cidade Ilhada é seu primeiro volume de contos, escritos em diferentes períodos. São fragmentos de memórias da infância e da juventude, desde a umidade do Norte ao frio europeu: a primeira visita a um bordel, à beira de um igarapé, a primeira paixão, os encontros com a língua e com as letras no Brasil e alhures, o drama dos exilados nos idos do regime militar.

Um dos casos extraconjugais mais picantes da história americana é dissecado por François Forestier, cujo trabalho incansável em recolher vasta documentação e fazer entrevistas com testemunhas oculares do romance Monroe-Kennedy desaguou neste best-seller. Alguns mistérios da relação do presidente americano, assassinado em 1963, com a atriz de Hollywood mais desejada na época são esclarecidos, garante o autor. A hipótese de que a morte de Marilyn tenha sido arquitetada pela própria família Kennedy, por exemplo, é afastada. Quer saber mais? Aventure-se pelo texto que extrapola a narrativa jornalística, ganhando contornos literários e clima de filme de suspense.

A americana Patricia Cornwell começou a vida profissional como jornalista, no Charlotte Observer, da Carolina do Norte, cobrindo notícias policiais. Ganhou prêmios por algumas reportagens audaciosas e revelou sua veia literária no começo dos anos 90, ao lançar a série de histórias protagonizadas pela médica-legista Kay Scarpetta. Em Predador, a doutora Scarpetta investiga eventos sem aparente ligação entre si: uma ocorrência em uma loja de produtos natalinos, o sumiço de duas crianças e um suicídio. Aos poucos, vai decifrando a trama macabra que une esses acontecimentos. Para quem cresceu lendo Agatha Christie e Georges Simenon, Patricia Cornwell é a pedida da hora.

A Cidade Ilhada Milton Hatoum 128 págs., R$ 31 Companhia das Letras

Marilyn e JFK François Forestier 216 págs., R$ 33,90 Editora Objetiva

Predador Patricia Cornwell 424 págs., R$ 49 Companhia das Letras PAR K S H O P P I N G

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livros A bela do Nilo

Emergentes Érico Hiller 288 págs, R$ 96 Editora Érico Hiller

Vida emergente Resultado da realização de um sonho do fotógrafo mineiro Érico Hiller, o livro Emergentes é um documentário fotográfico que retrata o cotidiano dos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), além de Argentina e México. O objetivo é mostrar como é viver em um país emergente. A obra traz 250 imagens coloridas captadas durante três anos de viagens e pesquisas, organizadas em 288 páginas, com textos em português e inglês. “Queria registrar os extremos, mostrando o que há de fascinante e de frustrante no cotidiano dos cidadãos emergentes”, diz o autor. “Constatei que há muito desespero e desigualdade no atual modelo de emergência. E o meio ambiente está sendo exaurido de forma irreversível. Estes países crescem em ritmos acelerados, mas as desigualdades sociais se agravam e a natureza pena de uma forma mais intensa e rápida.” Em seu blog (http:// pelomundo2008.blogspot. com), Érico relata mais algumas impressões.

Mais do que Cleópatra – personificada por Elizabeth Taylor no épico hollywoodiano da 20th Century Fox –, Nefertiti é a soberana egípcia misteriosa por excelência. Seu busto, de rara beleza, até hoje intriga os visitantes do Altes Museum, em Berlim. A californiana Michelle Moran é uma dessas apaixonadas pela rainha da oitava dinastia do Egito (anos 1300 a.C.). Vasculhou tratados históricos e criou um romance fácil e rápido de ler. Se Nefertiti, o livro, não é um tratado sério sobre a relação da nobre com o faraó Akhenaton (que unificaram o antigo Egito, criando uma nação monoteísta), pode muito bem servir de porta de entrada para leituras mais profundas.

Nefertiti Michelle Moran 416 págs., R$ 44,90 Suma de Letras

Lições aprendidas Histórias de sucesso de nomes públicos costumam ser inspiradoras. No entanto, raramente conseguimos avaliar a extensão de sua influência. No livro Aprendi com Meu Chefe, o jornalista e escritor Ricardo Galuppo faz o caminho inverso e convida o “influenciado” a falar de seu influenciador. Galuppo entrevista 14 personagens e os convoca a falar dos chefes que marcaram sua carreira e conduta. Assim, Alcides Tápias cita a simplicidade obstinada do banqueiro Amador Aguiar, o executivo Paulo Pompilio pontua a disciplina de Abilio Diniz e Washington Olivetto lembra a simplificação aprendida com Sergio Graciotti. Às vezes, uma frase do chefe é o que basta. Aécio Neves, por exemplo, cita uma frase do avô, o ex-presidente da República Tancredo Neves, que o ajudaria a tomar atitudes impopulares, mas necessárias, ao assumir o governo de Minas Gerais.

Aprendi com Meu Chefe Ricardo Galuppo Editoras Versar e Saraiva

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cd's U2 aos quase 30 O U2 nunca lança um disco igual ao outro. Bono e sua turma ora são pop, ora partem para o rock-and-roll nu e cru, ora flertam com a música eletrônica. Line on the Horizon, o novo álbum, tem sabor experimental, o que se deve em grande parte à produção de Brian Eno e Daniel Lanois, antigos colaboradores da banda, que também atuam como músicos no CD. Músicas como “I´ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” e “Magnificent” (forte candidata a grande hit do disco) lembram o som da banda nos meados dos anos 80. Os fãs da antiga (o U2 completa 29 anos de estrada!) não têm do que reclamar e os que dizem não à pirataria serão brindados com um belo trabalho gráfico.

Vozes da Motown Os 50 anos da gravadora americana Motown estão sendo comemorados luxuosamente, com reedições caprichadas de discos históricos e coletâneas de sucessos de primeira linha. Da mais nova fornada, a pérola fina é o CD triplo Marvin 50, contendo o melhor da produção de Marvin Gaye, de 1961 a 1978. Obras fundamentais da música pop como “What’s Going On”, “Let’s Get It On” e “Trouble Man” estão aqui. Mas, se você prefere variedade de vozes, vai se encantar com o também triplo Motown 50. Além de Marvin, brilham outras estrelas da gravadora black: Stevie Wonder, Jackson 5, Diana Ross & The Supremes, Smokey Robinson, The Temptations, The Isley Brothers e mais uma porção de bambas.

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Mariza de Macedo-Soares *

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Filas na área de lounges do Claro ParkFashion para garantir o melhor lugar na sala de desfiles

Acontecimentos

O ParkShopping viveu, em março, dias de moda, glamour e gente em profusão bordejando pelos corredores do mall e se atropelando, umas às outras, nas necessárias filas de acesso às salas de desfile. Tudo normal – isso faz parte de eventos importantes de moda, nacionais e internacionais, e o Claro ParkFashion se enquadra nessa categoria. Para a próxima edição, com certeza, tais filas estarão de volta e uma vez mais exigirão pulso firme e traquejo dos seguranças, dos assessores de imprensa, dos organizadores, de quem trabalha no evento, enfim. Dentro das salas de desfile, outra fila gera problemas: a primeira, a fatídica e atraente fila A, que existe em função de privilegiar o público que trabalha (jornalistas, compradores), “acarinhar’’ convidados especiais (clientela de fidelidade inquestionável, altas autoridades, celebridades)

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e assentar os parentes mais diretos dos estilistas e donos das marcas. Como já foi observado, isso tudo confirma o que se comenta sobre ParkFashion – é o terceiro maior evento de moda do país e o mais importante do Centro-Oeste. A respeito de primeira fila/convidados especiais/ celebridades, duas famosas merecem aplausos: Bruna Lombardi e Larissa Maciel. O motivo? A atitude low profile, aquela de quem encara com naturalidade a fama, sabe que ela é o resultado de um trabalho e pode ser passageira. Bruna Lombardi esteve na primeira fila do fashion show de Elisa Atheniense – entrou na sala de desfiles com as luzes já apagadas (culpa de um atraso no voo Bahia-DF). Viu toda a coleção da designer – sua amiga e anfitriã. Aplaudiu, saiu da sala e caminhou com tranquilidade pela ala nova do shopping até chegar à loja de Elisa Atheniense para

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Larissa Maciel (à esquerda); os modelos Sebastian Raurell e Carla Macarini (ao lado)

drinques e bocaditos elegantes pós-desfile. Larissa Maciel, a Maysa da minissérie da Globo, por sua vez, convidada da Mara Mac, pretendia apenas conferir, sentadinha na fila A, of course, os looks de outono-inverno da marca. Reginaldo Fonseca, diretorexecutivo do ParkFashion, um sedutor que entende tudo de celebridades (a neomusa é tímida), convenceu Larissa a encerrar a apresentação da Mara Mac. Não sem antes deixar que a bonitona conferisse como será a temporada fria da marca, como (bem) prova a foto. Nesta edição do Claro ParkFashion, inúmeras grifes abriram as portas de suas lojas para brindar convidados e coleções, à medida que rolavam as apresentações nas passarelas. Uma coisa rápida, digamos assim, cada um

na sua, cada marca com seus convivas. Agora, como comemorar quando três marcas de um mesmo grupo se apresentam em seguidinha, uma atrás da outra, com modelos badalados e famosos na passarela, além de vips na plateia? É fácil – basta juntar todos os convidados em algum point da cidade e deixar a festa correr solta. Quem fez isso? Calvin Klein, VR Menswear e Mandi & Co. As três marcas, pertencentes a um mesmo grupo, recepcionaram em grande estilo seus famosos da plateia e as celebridades que atuaram na passarela e no backstage. Após a apresentação, todos reuniram-se no Hill Music Bar, casa de shows, bar e bistrô da QI 09 do Lago Sul. Com Moët & Chandon, Johnnie Walker Black Label e música de qualidade.

Leonardo Carvalho, superintendente das marcas VR Menswear, Calvin Klein Jeans e Mandi em Brasília; Emanuel Milchevski, BBB; Pedro Calmon Filho, proprietário do HIll Music Bar; e Iran Malfitano, ator; à esquerda, a elegância de Bruna Lombardi

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postscriptum

TT Catalão *

Repúblicamulticolorida

Se a roupa é segunda pele, a casa um segundo corpo, a cidade é a segunda alma, ampliada, com coisas, prédios, carros e instituições. Brasília é um manifesto de arte contemporânea ao ar livre, que instiga como cenário aos espetáculos públicos fora das quatro paredes. Sem falar nessa bolha azul de céu que nos transpassa em luz e visão horizontal, dos muitos cortejos, desfiles ou passeatas que a cidade permite. Aconteceu no último 15 de novembro, data da Proclamação da República, um cortejo com a cultura popular que percorreu em cores, imagens, dança, canto e som a “séria” Esplanada dos Ministérios (da rodoviária ao Palácio do Planalto). A ideia era encerrar a III Teia (o encontro nacional de pontos de cultura) com uma celebração do ideal republicano (liberdade, igualdade e fraternidade) pela linha comum de afeto, beleza e justiça da arte popular, mestiça e plural de tantos Brasis. Privilégio de uma capital que reúne a magnífica diversidade cultural do Brasil. Um cortejo em que o desfile ocupa as ruas para dizer que nossa segunda pele, nosso segundo corpo, precisa comungar com a nossa segunda alma ampliada na cidade.

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Revista ParkShopping  

Revista de moda e comportamento para o ParkShopping Brasília

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