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Ano XXI

nº 73 Novembro/Dezembro 2008/2009

Escola Cooperativa Vale S. Cosme Didáxis

Na inauguração da Centro Novas Oportunidades da Escola Cooperativa de Vale de S. Cosme, Valter Lemos considera a Didáxis uma escola completa Mensagem de Natal do Director Pedagógico

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“Pedalar pela inclusão”

PAG. 02 Semana da Saúde e do Movimento PAG. 03

Halloween

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Semana Francesa

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Luis Silva, campeão nacional de xadrez, em entrevista

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Planeta curioso

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Olimpíadas da Matemática

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O realizar de um sonho...

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O representante do Estado, presente na inauguração do novo CNO, estava visivelmente satisfeito com este passo dado em frente para a aprendizagem, referindo que “é preciso ter projectos totais centrados nos seus alunos e nos resultados dos mesmos.” Valter Lemos fez uma avaliação positiva do projecto da Didáxis, realçando que “esta escola tem um pro-

jecto de trabalho do qual se pode orgulhar, tendo razões objectivas para ter esse orgulho.” Para o Secretário de Estado da Educação “este Programa das Novas Oportunidades não é mais do que uma tentativa de alargar a todos a ideia que ninguém pode ficar para trás, mesmo aqueles que deixaram a sua aprendizagem, já há largos anos.

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Boas Festas

Ler na biblioteca é um prazer

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Opinião: O meu sonho

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S. Martinho festejado na Escola PAG. 20


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Notícias/Actividades

A palavra que mais tem sido ouvida, um pouco por toda a parte, é a palavra CRISE. Crise que se verifica em todos os sectores da vida comunitária, mas sobretudo crise de valores. Hoje parece todos terem consciência de vivermos uma época em que os valores estão em crise. Um olhar atento sobre a sociedade civil demonstra que assim é: as instituições que até há bem pouco tempo eram tidas como repositórios de valores e imunes às mudanças circunstanciais, manifestam de forma bem visível o estado de deterioração a que chegaram. Tome-se como exemplo entre nós, o sistema judicial, cada vez mais enredado num labirinto de normas, onde a punição dos criminosos se torna cada vez mais difícil e onde a justiça se esbate na barreira das nulidades formais, criadas por via legislativa, ao sabor, sabe-se lá, de quais interesses individuais e egoísticos do momento. Ponhase os olhos nos processos mediáticos dos últimos anos para se perceber a dramática realidade que deixam transparecer. Esbateram-se os critérios para a distinção do bem e do mal, do justo e do injusto. A crise na instituição familiar, nas suas estruturas e no próprio modelo de família, com visibilidade na respectiva desagregação familiar, tem-se arrastado, inevitavelmente, à Escola, impedindo-a mesmo de alcançar todos os seus objectivos e dando origem a uma

grande insta- bilidade q u e s e está a generalizar a toda a sociedade. Reflecte, também, esse estado de crise de valores, o mundo dos media que, desapiedadamente, nos atira, porta adentro, o seu pacote particular sobre o que seja a moralidade e a decência, incentivando a sua aceitação, em nome de uma qualquer “tolerância social”.

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Numa organização da Didáxis

1º Passeio de BTT “Pedalar pela inclusão”

Tem-se apontado como principais causas para a crise de valores, entre outras, o relativismo, que se baseia na relatividade do conhecimento, e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. O grande debate do nosso tempo, como afirma Roberto de Mattei, (in “A Ditadura do Relativismo), não é de natureza política nem económica, mas de carácter cultural, moral e, em última análise, religioso. E porque somos Escola e os valores fazem parte da nossa vivência, aqui vos deixo, em jeito de reflexão partilhada, estes pensamentos que a todos nós preocupam e para os quais não temos certezas de uma resolução absoluta. Acredito, no entanto, na vontade das mulheres e homens do meu país. Acredito que, em conjunto, conseguiremos delinear um novo rumo para todos nós. Estes são, sem dúvida, os meus votos para o NOVO ANO que se aproxima. UM BOM NATAL PARA TODOS!

Fátima Andrade

A sobredotação na Didáxis de S. Cosme A Escola Didáxis de Vale S. Cosme, deu o primeiro passo para se criar um grupo de professores que vai, ao longo deste ano, trabalhar na expectativa de se lidar da melhor maneira com alunos acima da média. Depois de uma palestra realizada por Leandro S. Almeida, Vice reitor da Universidade do Minho, em que foi invocado os problemas e os sinais a que os professores devem estar atentos em relação a alunos, que de uma maneira ou outra conseguem estar acima do nível normal da maior parte da comunidade esco-

lar, o objectivo foi concretizado. A sinergia entre os directores de turma e os restantes professores da Didáxis de S. Cosme, vai iniciar-se já este ano, numa espécie de ano zero, para no próximo ano lectivo, realizarem uma série de medidas e encontros possibilitando a estes alunos um acompanhamento mais cuidado Tradicionalmente confinou-se a sobredotação às habilidades cognitivas (QI), recorrendo-se geralmente aos testes de inteligência para a sua identificação. Nos dias de hoje, apesar de não existir consenso, a maioria dos autores aceita uma definição mais alargada que inclui múltiplas áreas de capacidade e actividade humana. Assim sendo acredita-se que estas áreas estão divididas na aptidão intelectual, incluindo capacidades de percepção e memória, raciocínio e resolução de problemas, aptidão académi-

Jornal O Vale Foram perto de uma centena de betetistas que participaram na passada manhã de Sábado, 29 de Novembro no 1º Passeio de BTT – “Pedalar pela inclusão”, numa organização da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme Didáxis. Dadas as condições atmosféricas que tiveram que enfrentar, chuva durante todo o percurso, uma temperatura a rondar o quatro graus e com granizo a fazer a sua visita durante o trajecto, os verdadeiros heróis conseguiram enfrentar um trajecto de 35 km de dificuldade média, tendo um posto de reabastecimento sensivelmente a meio da prova. Este primeiro passeio de BTT serviu para angariar receitas para as actividades extra curriculares dos alunos com necessidades especiais tendo a Didáxis de S. Cosme recolhido 170 inscrições, demonstrando o sucesso da iniciativa. De realçar a participação de diversas associações, de actuais e ex alunos da escola e do vereador do desporto, Jorge Paulo Oliveira, que conseguiu resistir, assim como praticamente todos os participantes a uma manhã de Inverno rigoroso. Os betetistas foram recebidos no final do percurso pelo director pedagógico da Escola José Fernandes. Depois de um banho quente seguido de um almoço para recuperar forças, os participantes ainda tiveram oportunidade de serem presenteados com

ca, reportando-se à facilidade nas aprendizagens, mormente curriculares, nível aprofundado de conhecimentos ou ritmo acelerado de apropriação das matérias escolares num ou mais domínios curriculares, à aptidão artística, que traduz as habilidades superiores numa ou várias áreas de expressão, tais como a pintura, escultura, desenho, música, literatura ou teatro, aptidão social que se refere às habilidades de comunicação e de relacionamento interpessoal, compreensão dos sentimentos dos outros (ajuda) ou organização e liderança de situações de grupo (liderança), aptidão motora, incluindo a excelência a nível de coordenação e expressão motoras, nomeadamente ao nível das actividades físicas e desportivas em geral e a aptidão mecânica que se reporta às habilidades de compreensão e resolução de problemas técnico-práticos, envolvendo geralmente manuseio de esquemas, de conceitos e de equipamentos de índole mecânica, electrónica ou computacional.

SOBREDOTAÇÃO - UM TEMA EM ESTUDO NA ESCOLA COOPERATIVA DE VALE DE S.COSME – ENTREVISTA características, também, por vezes, à semelhança dos alunos com dificuldades, se alheiam e se sentem desmotivados na escola tradicional. Devem, pois, usufruir de um espaço próprio onde possam ampliar e diversificar as aprendizagens, promovendo, sempre que possível, o pensamento divergente, um maior enriquecimento temático e explorando, sistematicamente, novas áreas de interesse. O VALE – Como se está a processar este processo, quer junto de professores, quer junto dos alunos?

O Dr Paulo Lago é o coordenador do grupo de trabalho que se vai debruçar sobre as questões das chamadas crianças sobredotadas e também o promotor da ideia que tem vindo a tomar corpo na Escola, da qual apresentou o respectivo projecto -”JOVENS TALENTOS”. O Vale, consciente da importância que este tema possa suscitar junto da população, em geral, que se pretende informada, entrevistou aquele professor. O VALE- Dr Paulo Lago - Como surgiu esta ideia de identificar os possíveis sobredotados, da nossa Escola? P.L.- Antes de mais, gostaria de esclarecer

que o objectivo principal do projecto”NOVOS TALENTOS” é tornar possível não só o acompanhamento de alunos que revelem aptidões/habilidades excepcionais, em que pelo menos uma área da actividade humana (alunos sobredotados, mas também de jovens que ,não sendo sobredotados, se revelam pelo seu esforço, empenho, curiosidade e perseverança, alunos acima da média.Com efeito, é um projecto mais abrangente que visa atingir todos os alunos que se destaque, quer pelo aproveitamento global, quer pelo seu alto desenvolvimento em áreas específicas. Surge para colmatar uma lacuna que, de um modo geral, quase todas as escolas padecem - apoiar alunos que pelas suas

P.L.- Considerando que a área da sobredotação tem sido pouco explorada e orientada na generalidade das nossas escolas, bem como o acompanhamento /apoio prestado aos alunos acima da média, e para que as expectativas neles criadas não saiam defraudadas, optamos por solicitar a colaboração do Prof. Doutor Leandro de Almeida, Vice-Reitor da Universidade do Minho, que pelos estudos /experiências na área da sobredotação, constitui uma mais-valia e a certeza de que este projecto terá fortes alicerces para se enraizar na nossa escola. Numa primeira fase, a equipa formada por 16 professores, número muito animador, se pensarmos que são todos voluntários, efectuará reuniões periódicas para definir objectivos e tarefas, começando, obviamente, pela sinalização de todos os alunos que revelem as características já citadas. O VALE – Há mesmo alunos sobredotados na Escola de Vale? P.L. – Acredito que haja alunos dotados, ou seja, alunos que expressam de espontânea habilidades para determinada área. Depois, acredito que estes alunos, com a ajuda da escola, transformem essas habilidades inatas em competências que, sistematicamente, treinadas e desenvolvidas, podem, com maior probabilidade, determi-

nar a excelência ou o talento. Contudo, se este projecto conseguir que estes alunos sintam mais entusiasmo e afinidade com a Escola, tornando-a assim, mais inclusiva, terá, na minha opinião, atingido o seu principal objectivo.

No final da conferência, “O VALE” colocou algumas questões ao prof. Doutor Leandro de Almeida: Vale – Professor, o que é ser sobredotado? L.A.- É alguém com características que as pessoas ditas normais, não possuem. É uma realização de excelência a todos os níveis, para vos responder de forma sintética. Vale- Como poderemos detectar essas características num aluno? L.A.- Não são características que se evidenciem facilmente, mas se o professor estiver devidamente atento, irá, sem dúvida, reconhecer o tal sobredotado. Vale – O que o leva a querer implementar um projecto desta natureza, na nossa escola? L.A. – A vossa escola , que eu já conheço há bastante tempo e da qual tenho acompanhado o trabalho que tem vindo a desenvolver, procura criar um bom ambiente entre os alunos e professores. Este é um dos pressupostos que me levam a querer trabalhar aqui o projecto. Numa escola pública, um projecto destes torna-se de mais difícil implementação, uma vez que na maior parte das escolas públicas não se encontra esta espécie de união que aqui se adivinha.. C.M. Patricia e Ana Rita (11.1)


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Nos dia 23, 24 e 25 de Outubro de 2008 o Departamento de Educação Física e Desporto Escolar, com a colaboração do Núcleo de Saúde Escolar, organizou e realizou, para todos os alunos da Escola Cooperativa Vale S. Cosme, a “Semana da Saúde e Movimento” que está inserida no plano de actividades do ano lectivo 2008/2009. Na quinta-feira e sexta-feira, estiveram presentes alguns ginásios de V. N. Famalicão e o Indor Karting, também desta cidade, estiveram também nas manhãs de quinta-feira e sexta-feira, presentes a Faculdade de Nutrição do Porto e a CESPU com diversos rastreios e experiências que vieram enriquecer o programa da “Semana da

Saúde e Movimento”. No sábado de manhã recebemos o Ginásio Clube de Santo Tirso, que apresentou alguns esquemas de Ginástica Rítmica, que antecederam o Corta – Mato escolar e que permitiu o Departamento de Educação Física concentrar todos os alunos no pavilhão para posteriormente distribuir os dorsais para a prova que se iria seguir. De salientar o sucesso enorme da actividade, que pode ser quantificado tanto pela adesão dos alunos, como pela adesão dos pais que es-

Notícias/Actividades

tiveram a acompanhar os seus educandos num sábado de manhã na nossa escola. Quero ainda referir a participação de alguns elementos do corpo docente no acompanhamento da actividade, que apesar de não ser inédita, não deixa de ser interessante a sua disponibilidade para acompanhar uma prova que se realizou ao fim de semana. Tenho de realçar o facto de pela primeira vez o nosso Corta-Mato escolar ter contado com a presença de alunos do 1º ciclo do nosso agrupamento. A actividade não suscitou interesse só nos nossos alunos, pois no decorrer da “Semana da Saúde e Movimento” esteve na nossa escola a fazer uma reportagem sobre a

actividade a televisão de V. N. de Famalicão. Desta actividade resultaram dois convites, um para a realização de dois Workshops de Hip Hop a realizar nos dias 21 e 28 de Novembro de 2008 e outro para realização de uma prova de karting para 24 alunos escolhidos pelo Departamento de Educação Física no dia 17 de Dezembro de 2008. A opinião do Departamento de Educação Física e Desporto Escolar é que esta actividade deve continuar no próximo ano lectivo, devido não só ao facto do número de participantes nesta actividade ter sido de cerca de 1000 alunos, mas também porque é uma for-

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ma de proporcionar aos nossos alunos um grande enriquecimento sócio-desportivo. Saudações Desportivas

Nuno Moinhos


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No dia 7 de Novembro de 2008, a turma 9/7 levou à cena a dramatização “CASA DOS HORRORES”, no âmbito da disciplina de Oficina de Teatro, coordenada pelo Professor Carlos Silva, com a colaboração do Director de Turma, Vítor Fernandes.

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Esta iniciativa está inserida na Área Projecto e teve como objectivo fazer vivenciar novas formas de aprendizagem através do teatro e mostrar algumas das tradições e mitos relembrados, nesta época com a comemoração do Halloween.

Alguns dos elementos do Clube Multimédia andaram pela escola no passado dia 31 de Outubro a fazer entrevistas aos alunos sobre a opinião deles em relação ao Halloween.

C.M: O que é que achas do Halloween? João: É fixe, divirto-me muito principalmente a fazer as abóboras. C.M: O que é que fazes no Halloween? João: Tento assustar as pessoas. C.M: De que forma? João: Escondo-me num local perto da minha casa durante a noite e tento assustar as pessoas com ruídos assustadores. C.M: Costumas mascarar-te? João: Muito poucas vezes. C.M: Qual é o teu disfarce favorito? João: Feiticeiro. C.M: Andas pelas casas das pessoas a pedir doces? João: Não C.M: Os teus pais não deixam? João: simplesmente nunca tive vontade de o fazer, por isso nunca perguntei aos meus pais se me autorizavam a fazê-lo. C.M: Se ,eventualmente, o fizesses com quem irias? João: Com o meu irmão. João Costa 5/3

C.M: O que é para ti o Hallowen? Renato: É uma festa. C.M: Gosta desta festa? Renato: Sim, porque assim consigo brincar.

C.M: O que costumas fazer para comemorar o Hallowen? Renato: Costumo mascarar-me e assusto as pessoas. C.M:Qual é o teu disfarce favourito? Renato:Vampiro ,pois assim consigo assustar as pessoas com mais facilidade. C.M: Costumas andar na noite de Hallowen, pelas casas a atirar farinha, papel e ovos? Renato: Sim. C.M: E gostas de ver as casas neste estado? Renato: Claro, menos a minha. C.M: Alguma vez foste apanhado a atirar esse tipo de coisas, pelos donos dessas casas? Renato: Sim, uma vez, quando o proprietário da casa me apanhou eu fugi pelo meio dos campos. C.M: Gostas mais de assustar ou ser assustado? Renato: Como é óbvio gosto mais de assustar. C.M: Com quem costumas passar o dia de Hallowen? Renato: Com os meus primos. Renato Passos 5/3

C.M: Gostas do Hallowen?

Tiago: gosto porque é um dia de festa. C.M: Porque que achas que é um dia de festa? Tiago: Porque as pessoas brincam umas com as outras. C.M: Costumas fazer brincadeiras de Hallowen? Tiago: Costumo. C.M: E com quem as fazes? Tiago: Com os meus pais e primos. C.M: E que brincadeiras fazes? Tiago:Faço abóboras e coloco-as a porta de minha casa e peço doces pelas casas dos meus vizinhos. C.M: Quando as pessoas não te dão doces o que é que fazes? Tiago: Assusto-as com a máscara e atirolhes ovos e papel higiénico. C.M: De que é que te mascaras? Tiago: Vampiro e lobisomem. C.M: Os teus pais deixam-te ir sem levantar problemas? Tiago: Sim. C.M: O que significa para ti este dia? Tiago: É um dia de festa e de pregar partidas as pessoas. C.M: Já foste apanhado pelas pessoas, enquanto fazias as partidas? Tiago: Uma vez. Mas consegui fugir. C.M: Nunca foste descoberto pelas pessoas, no dia seguinte? Tiago: Sim ,e depois foram dizer aos meus

pais, mas eles sabiam que era uma brincadeira.

Tiago Tinoco 5/3

C.M: O que é que achas do Hallowen? Diogo: É fixe… C.M: O que é que fazes no hallowen? Diogo: Vou a casas das pessoas e pesolhes doces ou faço partidas a quem não mos der. Diogo Castro 5/3

C.M: O que é que pensas do hallowen? Pedro: Não gosto. C.M: Porquê? Pedro: Penso que não tem graça. C.M: O que é que fazes nesse dia? Pedro: Toco a campainha das pessoas e fujo. C.M: Mascaras-te? Pedro: Não, pois não é Carnaval. C.M: Normalmente com quem vais? Pedro: Com familiares e amigos. C.M: Onde fazes isso? Pedro: Por S.Cosme e Lamela. Pedro Marinho 6/5 Trabalho realizado por: Carina Araújo, Adriana Araújo, Diana Matos, Fátima Sousa e Kevin Rodrigues 9/3


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Porque uma das funções do ensino é apoiar e estimular a criatividade e inovação dos alunos, o evento terminou com a apresentação do projecto de um aluno do 12º ano. A partir de uma ideia retirada de uma pesquisa na Internet, o aluno João Oliveira encontra-se neste momento a terminar uma das fases de um volante destinado a jogos de computador. O aluno em causa aproveitou a ocasião para falar sobre a sua experiência no estágio realizado no ano passado e quais as suas expectativas de futuro. O evento terminou com a entrega de lembranças aos intervenientes, gentilmente cedidas pelo Departamento de Expressões Artísticas, e com um lanche servido pelos alunos do 2º ano do Curso de Educação e Formação de Serviço de Mesa.

Eng.º Mário Correia, Dr.ª Carla Araújo e o aluno João Oliveira. Decorreu no passado dia 12, quarta-feira, a segunda edição do evento Information Technology II, na Sala de Eventos da Didáxis – Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, organizado pelo Núcleo de Estágio de Informática e pelo Departamento de Informática e Electrónica. Apesar da tarde de quarta-feira estar reservada no horário para reuniões de docentes e consequentemente encontrando-se livre para os alunos, estes compareceram em grande número ao evento que iniciou pelas 14:30 com a sala perto da sua lotação máxima de 150 pessoas. A palestra contou com a participação do Eng.º Mário Correia, representante nacional da Archibus, Inc.; da Dr.ª Carla Araújo, sócia gerente da MVF Software e do aluno do 12º ano do Curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, João Oliveira. Com um discurso pouco formal e destinado aos alunos dos cursos profissionais leccionados neste estabelecimento de ensino, os palestrantes primaram pela criatividade e inovação dos

produtos apresentados. A palestra foi iniciada pela apresentação do Eng.º Mário Correia representante de uma multinacional cuja distribuição se encontra no momento em mais de 100 países e que conta com mais de 1600 revendedores e técnicos especializados. O orador apresentou aos alunos um software destinado a ambientes corporativos e de grande envergadura, cuja aplicação foi demonstrada com recurso a exemplos facilmente identificados pela audiência. Seguiu-se a apresentação da Dr.ª Carla Araújo, sócia-gerente da MVF Software. Esta empresa, com cerca de sete anos de existência, tem como objectivo principal a criação de soluções e ideias próximas da realidade de integração dos seus clientes. Tendo em conta esses pressupostos, a palestrante apresentou a forma de criação e organização da empresa que representa, evidenciando as tecnologias de ponta que imprimem nos seus produtos, um cunho de profissionalismo e inovação.

O aluno João Oliveira durante a apresentação do seu trabalho

“Call4All” foi o mote que impulsionou um grupo de professores de Inglês da nossa escola a participar na Acção de Formação subordinada ao tema “Elaboração de Materiais para as Aulas de Inglês”, sob a orientação das formadoras Margarida Cruz e Carmo Rodrigues. Esta formação da APPI (Associação Portuguesa de Professores de Inglês) decorreu na Didáxis de Riba d’Ave, nos dias 4, 11, 24 e 25 de Outubro, com a presença de vários professores de Inglês, não só da Didáxis como de outras escolas do norte do país. Este encontro “4All” pautou-se, essencialmente, por uma grande partilha de saberes, motivações, conhecimentos e ânsias no que ao ensino de uma língua estrangeira e às metodologias implementadas concer-

ne. Deste modo, procedeu-se à elaboração de diversificados materiais, criados e desenvolvidos em pequenos grupos, e que, traduzindo o empenho, a dedicação e a entrega de todos, resultou num produto final extremamente profícuo e admirável. A troca de experiências é, efec-

“Este encontro “4All” pautou-se, essencialmente, por uma grande partilha de saberes” tivamente, uma mais-valia na construção e no cimentar de sapiências, pois a aprendizagem não é um fim, só um caminho… Helena Pereira


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Festival dos anos 70’s e 80’s na Didáxis No mês de Novembro, teve lugar na Didáxis, Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, um Festival de dança, música e teatro dedicado ao tema: “anos 70’s e 80’s”. Este evento, totalmente organizado pela turma 11.3, tinha como principais objectivos trazer os pais e amigos à escola para assim se fortalecerem laços de cooperação e amizade entre todos. Serviu ainda como uma forma de angariação de fundos para a viagem de finalista da mesma turma. O espectáculo contou com interpretações de temas de artistas conhe-

cidos das décadas de 70 e 80, como foi o caso dos ABBA, Carlos Paião, António Variações, Wham, entre muitos outros. Para a realização deste espectáculo é importante agradecer a participação e empenho de todos os alunos da turma, dos professores e funcionários que se mostraram sempre disponíveis a ajudar em tudo o que foi necessário. Desde já, fica a promessa de que este tipo de actividades é para repetir, visto que fazem com que se crie uma escola mais aberta e dinâmica.

Entre os dias 13 e 17 de Outubro comemorou-se a Semana Missionária. Para este evento foram convidados os Missionários da Comunidade Cristo de Betânia. De uma forma alegre, transmitiram aos alunos o que é realmente ser Missionário. E ser Missionário é levar Cristo a todos, através de vários modos: pelo canto, pela dança, ensinando o bem e é também ser solidário; fazer o bem e não pedir nada em troca. A meio da sessão pedia-se que cada aluno desse a sua opinião sobre a tarefa dos missionários e eis que surge uma definição sobre o que é um missionário: ser missionário é aquele que transmite Deus por ‘correio’. Isto significa que os Missionários são os veículos entre Deus e as pessoas. Eles são pessoas humildes e boas de coração.

A professora de Ed. Moral e R. católica Zita Mourão

Num dia ainda quente de Setembro, como habitualmente, lá fui ao meu webmail e, embora enviado com uns dias de atraso, relativamente às outras escolas, por motivo de erro no endereço electrónico, tinha um convite endereçado à nossa escola, nomeadamente ao Departamento de Línguas Estrangeiras, grupo de Francês, para participarmos num concurso de Karaoke de música francesa, a ter lugar no dia 22 de Outubro, pelas 15 horas, no Grande Auditório da Casa das Artes, inserido na Semana Cultural Francesa que decorria de 16 a 25 de Outubro, organizada pelo Município de Vila Nova de Famalicão, com a orientação do Dr Marco Marlier, responsável pela Coordenação das Actividades da Casa da Cultura. Após divulgação da actividade junto dos alunos dos vários níveis de ensino da língua francesa, alguns mostraram-se interessados em participar no concurso e os alunos João Pereira e Bernardo Sousa demonstraram interesse em participarem na abertu-

Visita de Estudo ao Tribunal de V.N. de Famalicão No passado dia 13 de Novembro de 2008 a turma 11.3, juntamente com a Prof. Maria Beatriz Maciel Magalhães, deslocou-se ao Tribunal para assistir a um julgamento no âmbito da temática sobre a Argumentação (assunto abordado na disciplina de Filosofia). O local escolhido prende-se com o facto de ser o ideal para observar a capacidade argumentativa dos vários intervenientes nesse processo, uma vez que a base do mesmo é a discussão de ideias/teses opostas. Em primeiro lugar, fomos confrontados com a realidade diária de um estabelecimento de ordem judicial. Pudemos observar a chamada dos arguidos, advogados e testemunhas dos casos a serem julgados nesse dia.

Entrámos na sala número um e assistimos a três audiências. Assim, alcançámos os objectivos pretendidos: • Observação da capacidade argumentativa; • A defesa do arguido em confronto com a acusação. Na nossa perspectiva, esta visita levou-nos a visionar o que é, qual a importância e a verdadeira função de uma boa argumentação! O Procurador salientou ainda que todo o envolvimento judicial que presenciamos é uma procura da verdade única para se fazer justiça! Turma 11.3

ra do concurso, com uma canção de Wiliam Baldé “Un Rayon de Soleil”, interpretada à capela. Os títulos das canções relacionadas para o concurso foram enviados para a escola, mas as letras e as músicas não, pelo que os professores de Francês tiveram a ajuda imprescindível do professor Hélder Rodrigues para a pesquisa das letras na Net e do professor Helder Soares para a pesquisa das canções (aos quais agradecemos desde já a preciosa ajuda que nos deram). Após as pesquisas feitas, foram fotocopiadas as letras e gravadas as canções para que os alunos ensaiassem. Chegado o dia, 22 de Outubro, as professoras Virgínia Pinto e Carina Soares acompanharam os alunos à Casa das Artes para que dessem o seu melhor. As professoras de Francês agradecem aos alunos: Bernardo Sousa, João Pereira, Catarina Fernandes, Paulo Monteiro, Paulo Almeida e Ricardo Azevedo. Odília Machado (Coordenadora da disciplina de francês)


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AMAS campeão NXVSC-Didáxis obtém um surpreendente 2º lugar

O Núcleo de Xadrez de Vale S. Cosme (N.X.V.S.C.) organizou, pelo segundo ano consecutivo, o Campeonato Distrital Absoluto de Xadrez por Equipas na vertente Semi-Rápidas (15 minutos para cada jogador terminar a partida), em parceria com a Associação de Xadrez do Distrito de Braga. Esta competição realizou-se no passado

Decorreu no Museu Alberto Sampaio (Guimarães) durante o mês de Novembro o Torneio de Outono de 2008 com uma excelente organização do A.M.A.S. e arbitragem a cargo de Vitorino Ferreira. Esta competição contou com 28 participantes provenientes dos Distritos de Braga e Porto. O N.X.V.S.C.-Didáxis fez-se representar por duas jovens promessas: Ivo Dias (Sub-12) e Inês Machado Oliveira (Sub14). Ivo Dias (5 pontos em 7 possíveis, 4º lugar) foi o grande destaque deste Torneio, pois chegou a lutar pelo 1º lugar a uma jornada do fim! No entanto o empate na ultima sessão com Ana Meireles, actual campeã nacional Sub-14, e a vitória de Orphe Bolhari perante

dia 25 de Outubro, Sábado, na Escola Cooperativa Vale S. Cosme – Didáxis, adoptandose o Sistema Suíço de 7 sessões, onde cada ronda era disputada por 4 tabuleiros de cada clube. A prova contou com a participação de 70 jogadores, distribuídos por 16 equipas do Distrito de Braga, 7 das quais pertenciam ao N.X.V.S.C.-Didáxis o que constituiu um recorde em termos de participação numa prova distrital por equipas. A equipa vimaranense A.M.A.S. A era a primeira cabeça de série, e não defraudou as expectativas, classificando em 1º lugar com um total de 26 pontos em 28 possíveis. A equipa A do N.X.V.S.C.-Didáxis foi a grande surpresa da prova, chegando mesmo a liderar o Torneio até à 4ª sessão. No entanto a derrota por 1-3, na 5ª ronda, perante a equipa A.M.A.S. A fez com que apenas fosse possível assegurar

Luis Vasconcelos fez com que a vitória final sorri-se ao jogador iraniano do A.MA.S. . Com esta derrota, Luis Vasconcelos, que liderou a prova desde a 1ª sessão, quedou-se pelo 2º lugar e Ana Meireles e Ivo Dias partilharam o último lugar do pódio com melhor coeficiente de desempate para a jovem promessa vimaranense.

o 2º lugar com vitórias confortáveis por 3-1 face às formações A.M.A.S. B (3º lugar) e N.X.V.S.C.-Didáxis E (5º lugar) nas duas últimas jornadas. A classificação final ficou assim ordenada: 1 AMAS A 2 NXVSC A 3 AMAS B 4 A.URGESES A 5 NXVSC E 6 NXVSC C 7 OPERÁRIO F C 8 A.URGESES C 9 AMAS C 10 NXVSC B 11 NXVSC D 12 NXVSC F 13 A.URGESES B 14 CCC BARCELOS A 15 NXVSC G 16 CCC BARCELOS B A 2ª posição obtida surpreendeu as expectativas inicialmente traçadas para esta competição sénior (absoluta), mostrando que estes jovens famalicenses podem sonhar cada vez mais alto. A equipa A do N.X.V.S.C.-Didáxis fezse representar por Yarolslav Minakov (1º tabuleiro, 5 pontos em 7 jogos), Bruno Gomes (2º Tabuleiro, 6 pontos em 7 jogos), Rui Pedro Gomes (3º tabuleiro, 5,5 pontos em 7 jogos) e Mário Oliveira (4º tabuleiro e capitão, 6 pontos em 7 jogos).

N.X.V.S.C. - Didáxis VICE-CAMPEÃO DISTRITAL DE RÁPIDAS

Inês Machado Oliveira fez uma boa prova (4 pontos, 9º lugar) e apenas a derrota na última sessão perante Alexandre Belsley a arredou de um lugar do pódio. Estes promissores resultados confirmam as boas indicações que estes jovens atletas famalicenses têm vindo a dar desde o ínicio desta época.

O Campeonato Distrital Absoluto de Xadrez na vertente Rápidas realizou-se no passado dia 22 de Novembro, Sábado, nas instalações do Operário Futebol Clube, com arbitragem de Avelino Ribeiro, adoptando-se o Sistema de Todos contra Todos, cada partida tinha duração de 10 minutos (5 minutos para cada jogador finalizar a partida). Da parte da manhã, realizou-se o Torneio por Equipas onde cada sessão era disputada por 4 tabuleiros de cada clube.Depois do 2º lugar obtido recentemente pela equipa A do N.X.V.S.C.-Didáxis no Campeonato Distrital Absoluto de Xadrez na vertente Semi-Rápidas (15 minutos para cada jogador finalizar a partida), desta vez a 2ª posição, obtida em 10 equipas, constituiu mais um feito notável por parte dos jovens famalicenses. A equipa A do N.X.V.S.C.-Didáxis fez representar-se por Yarolslav Minakov, Bruno Gomes, Rui Pedro Gomes e Luís Miguel Neves da Silva.Desta forma, as jovens promessas começam a afirmar-se no panorama escaquístico distrital.

Ivo Dias em destaque! (3º classificado ex-aqueo)

Esta prova teve como equipa vencedora os Amigui-

nhos do Museu Alberto Sampaio A e a Equipa B dos Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio classificouse em 3º lugar com os mesmos pontos e melhor desempate que a equipa famalicense Operário F.C. Da parte da tarde, decorreu o Torneio Individual contando a participação de 64 atletas federados.O grande vencedor foi Francisco Castro (AMAS) seguido do iraniano Orphe Bolhari (AMAS) e o último lugar do pódio foi partilhado por Fernando Castro (AMAS) e Luis Miguel Neves da Silva (NXVSC-Didáxis) que na passada semana se sagrou Campeão Distrital Sub-14 em Semi-Rápidas. De destacar os 5º e 6º lugares obtidos por atletas do N.X.V.S.C.Didáxis: Yarolslav Minakov e Bruno Gomes, respectivamente.. O N.X.V.S.C.-Didáxis, como já vai sendo habitual, contou com o maior número de participantes tanto a nível de equipas (4) como a nível individual (30) dando mais uma prova do empenho e dedicação por parte dos seus atletas na promoção e sedimentação do Xadrez no concelho de Vila Nova de Famalicão.


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Jornal O Vale

Decorreu no passado dia 16 de Novembro, em Peniche, no Pavilhão da Escola EB 2,3 D. Luís de Ataíde, o Campeonato Nacional Jovem de Xadrez federado, na vertente Semi-Rápidas (20 minutos para cada jogador acabar a partida). Este campeonato contou com cerca de duas centenas e meia de participantes distribuídos pelos escalões Sub-08, Sub-10,Sub-12, Sub-14, Sub-16, Sub-18 e Sub-20. O N.X.V.S.C. - Didáxis foi representado por 7 alunos que alcançaram resultados individuais bastante satisfatórios. O grande destaque desta delegação foi a prestação de Luís Miguel Neves da Silva no escalão sub-14 que se sagrou campeão nacional obtendo 5 vitórias e 2 empates, classificando-se em 1º lugar isolado. Esta vitória resulta do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na formação de novos valores na aprendizagem deste mui nobre desporto – ciência na Escola Cooperativa Vale S. Cosme - Didáxis. Nos Sub-12, Ivo Dias, actual top-10 nacional, não deixou os seus créditos por mãos alheias, lutando pelo título até à última jornada, quedando-se no 6º lugar. O grande vencedor foi Henrique Aguiar (Clube dos Galitos - Aveiro) e o título feminino foi obtido por Ana Saltão (C.X. Montemoro-Velho). Nos Sub-14, Inês Machado Oliveira, actual Bicampeã Nacional Feminina Sub-12, lutou pelo título feminino até à última jornada, mas quedou-se pelo 4º lugar feminino, 16º na geral, obtendo 4,5 pontos, menos um ponto que Susana Pereira (Santoantoniense – Setúbal) que se sagrou campeã nacional. João Guerra cumpriu o objectivo mínimo, 3,5 pontos em 7 possíveis, posicionando-se em 23º lugar. O grande vencedor absoluto foi, como já se sabe, Luís Miguel Neves da Silva (N.X.V.S.C.-Didáxis - Braga). Nos Sub-16, Rui Pedro Gomes obteve mais uma excelente classificação posicionando-se em 10º lugar, bem como, o estreante Nuno Miguel Marques da Silva (3,5 pontos, 23º lugar). Nelson Torres classificou-se em 34º lugar obtendo apenas 2 pontos em 7 possíveis. Jorge João Ferreira (G. D. Dias Ferreira - Matosinhos) sagrou-se novamente Campeão Nacional e Ana Meireles (A.M.A.S. Guimarães) obteve o título feminino.

Conta-nos como aconteceu a descoberta do Xadrez. Quem te despertou o interesse para o mundo mágico das 64 casas? R: Tudo começou na escola a observar uns rapazes a jogar. A partir daí comecei a aprender a mexer as peças com eles, bem como as regras. Depois um amigo meu levou me ao Núcleo de Xadrez de Vale S.Cosme, no qual permaneço desde essa data. Depois desta fase inicial, como foram os teus primeiros passos no sentido de melhorares o teu xadrez? R: A partir daí comecei a jogar em torneios, a participar nas actividades do Nú-

N.X.V.S.C. DIDÁXIS

Nos Sub-08, Tomás Martins e Cristina Martins (C.A. de Mirandela) obtiveram respectivamente os títulos absolutos e femininos. Nos Sub-10, Hugo Ferreira (G.D. Ferroviários – Setúbal) e Ana Bastos (Clube dos Galitos - Aveiro) foram os campeões Nacionais na vertente absoluta e feminina, respectivamente. Nos Sub-18, André Pinto (A.A. Amadora) e Agna Gabriel (C.A. de Mirandela), não deram hipóteses à concorrência, conquistando os títulos absolutos e femininos com grande vantagem. Finalmente, no escalão Sub-20, Rafael Teixeira (Santoantoniense – Setúbal) foi coroado com o mais alto Título

cleo, e a jogar com os amigos, discutindo posições que apareciam nos nossos jogos e aprendendo conceitos novos, fazendo consequentemente que o nosso xadrez evoluísse. Qual a sensação de seres Campeão Nacional? R: Sinto - me feliz. Ser campeão é o recompensar de todo o trabalho árduo que me deixou muito motivado e com grandes expectativas para encarar o futuro. Como manténs o teu nível técnico? R: Recentemente (cerca de dois meses) comecei a ter aulas com o treinador António Caramez Pereira. Paralelamente

09

Nacional Jovem e Rita Gordo (G.D.R. Cavaquinhas) venceu a competição feminina. De sublinhar que os resultados obtidos neste torneio foram o corolário de uma aposta contínua no Xadrez Jovem que tem vindo a ser feita desde que o N.X.V.S.C. – Didáxis foi criado, permitindo sonhar com um clube cada vez mais forte, consolidando-se no panorama escaquístico nacional. Estão de parabéns todos os Jogadores do N.X.V.S.C.Didáxis, Encarregados de Educação, Professores responsáveis e Direcção Pedagógica da Escola Cooperativa Vale S. Cosme - Didáxis.

às aulas, tenho trabalhos de casa semanais, também leio livros e estudo partidas recomendadas por ele mesmo, jogo torneios e faço partidas na Internet. Qual o livro que consideras fundamental para um bom jogador de xadrez? R: Considero fundamental o “My System” de Aaron Nimzowitch. Depois, mais tarde, recomendado pelo meu treinador “How to Reassess your Chess” de Jeremy Silman. Penso que seja um livro indispensável. De que maneira definirias o teu estilo de jogo? R: Essa é uma pergunta difícil… Depende muito do meu estado de espírito, mas tenho uma grande admiração pelo jogo posicional. Quais os objectivos no xadrez para este ano, depois desta grande vitória?...E projectos a longo prazo? R: Esta época, espero conseguir alcançar os objectivos delineados pelo meu treinador que passam por tentar a vitória no campeonato distrital de sub-14 e classificação num dos lugares cimeiros do Nacional de Ritmo Lento de sub-14. Quem são os teus jogadores preferidos? No passado e no presente... R: O meu jogador preferido no passado foi sem dúvida o Nimzowitch, foi ele que revolucionou o xadrez, aprofundando muitíssimo o jogo de posição com as suas novíssimas e ainda mais criticadas teorias. No presente tenho admiração por Magnus

Carlsen. O xadrez tem beneficiado o teu percurso escolar? R: Sim. Principalmente na disciplina de Matemática. Fez com que eu resolvesse problemas mais facilmente e tivesse um nível de cálculo maior. A nível geral, beneficiou a minha concentração e capacidade lógica. Gostarias de tecer algumas considerações finais? R: Gostaria de agradecer ao professor Mário Oliveira pelo seu esforço e dedicação à formação de jogadores jovens e por toda a confiança que depositou em mim e também gostaria de agradecer e dedicar a vitória ao meu treinador António Caramez Pereira, que me ajudou, me deu animo e me ensinou esta arte que se chama Xadez.


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Notícias/Actividades

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O Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, inaugurou o Centro Novas Oportunidades (CNO) da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis, no passado dia 20 de Novembro. Um momento de festa para toda a comunidade escolar que começa a dispor de um novo Centro que pode ajudar a que ninguém fique para trás na sua aprendizagem. O representante do Estado, presente na inauguração do novo CNO, estava visivelmente satisfeito com este passo dado em frente para a aprendizagem, referindo que “é preciso ter projectos totais centrados nos seus alunos e nos resultados dos mesmos.” Valter Lemos fez uma avaliação positiva do projecto da Didáxis, realçando que “esta escola tem um projecto de trabalho do qual se pode orgulhar, tendo razões objectivas para ter esse orgulho.” Para o Secretário de Estado da Educação “este Programa das Novas Oportunidades não é mais do que uma tentativa de alargar a todos a ideia que ninguém pode ficar para trás, mesmo aqueles que deixaram a sua aprendizagem, já há largos anos. O director Pedagógico da Didáxis de S. Cosme, José Fernades, na sua intervenção, disse que “esta era a peça que faltava no nosso puzzle de oferta educativa e formativa para ser uma escola total”, salientando a importância desta nova valência para a escola. Aliás a Escola de São Cosme inovou neste ano lectivo ao suprimir os toques de entrada e de saída e passando o livro deponto para formato digital, numa clara

responsabilização de alunos e professores.

“esta escola tem um projecto de trabalho do qual se pode orgulhar...”

Por sua vez, José Cerqueira, o líder da Cooperativa de Ensino Didáxis, que junta a escola de S. Cosme e de Riba d’ Ave, referiu “as apostas que a Cooperativa faz na formação qualificante de jovens e adultos sendo o resultado de uma opção estratégica devidamente delineada com os nossos parceiros privilegiados”, os encarrregados de educação, os empresários e as autarquias. “O objectivo geral é aceder a patamares de desenvolvimento social sustentado” mencionou ainda José Cerqueira que acabou a sua intervenção com uma palavra para as escolas do concelho e para a Câmara Municipal de Famalicão, com quem espera continuar a agir de forma concertada.

Valter Lemos à conversa com Armindo Costa

Também o presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, que no final do ano lectivo atribuiu à escola do Vale um galardão de mérito, no seu 20º aniversário e que também esteve presente nesta cerimónia, mostrouse visivelmente agradado com a abertura do sétimo centro de Novas Oportunidades no concelho. O edil acrescentou que “com este programa os famalicenses possuem uma nova oportunidade para relançar a sua vida profissional e projectar o futuro”, num concelho onde já se iniciaram 3 mil processos e cerca de 800 alunos já o concluíram. A Didáxis de S. Cosme do Vale vê, com a inauguração do Centro Novas Oportunidades, criada mais uma valência para toda a comunidade escolar, sendo esta a peça que faltava para uma ESCOLA COMPLETA.

AGRADECIMENTOS À TURMA DO 2ºANO DE COMÉRCIO No passado dia 20 de Outubro, o Secretário de Estado da Educação, Dr. Valter Lemos, honrou a nossa Escola com a sua presença com o propósito de inaugurar as instalações do Espaço Novas Oportunidades. No acolhimento e acompanhamento a S. Exª e aos ilustres convidados, estiveram os alunos e alunas da Turma do 2º Ano de Técnico de

José Fernandes e Valter Lemos numa leitura atenta do jornal “O Vale”.

Comércio. Assim, o Departamento de Ciências Económicas e Empresariais, congratula o elogiado desempenho destes alunos que assim, prestigiaram o Curso que representam. Os nossos sinceros agradecimentos a: Cláudia, Catarina, Cristiana, Daniela, Dulce, Eva, Joana, Márcia, Rita, Rafael, Vânia,Vera Pinheiro, Vera Marques, Vera Ferreira Catarina


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Entrevista

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O realizar de um sonho... Querer é poder

De corpo franzino, olhos brilhantes, que faziam antever uma grande força de vontade, carregando ao colo a Mariana de dois anos, assim se apresentou a nossa entrevistada que partilhou connosco expectativas, anseios, vivências passadas na Escola, onde concluiu o 12º ano do Ensino Recorrente Nocturno, distinguindo-se como a melhor aluna do curso 2007/2008. conta a sua vida privada tão atarefada? Maria da Conceição – Eu não me sinto

melhor que os outros. Eu acho que fiz a

“…Eu não quis ser a melhor aluna…” minha obrigação, mas claro que me esforcei bastante. Não estive aqui a competir, mas sim a fazer o meu trabalho o melhor que podia. Eu não quis ser a melhor aluna, apenas tentei desempenhar o meu cargo o melhor que pude! Eu estudei para ter mais conhecimento e devo-o muito à minha família, porque também eles tiveram que se habituar ao novo rumo da minha vida.

JV – Como é que organizava o seu estudo?

Nome: Maria da Conceição Araújo Morais Idade: 38 anos

Filhos: 3 filhos (o Diogo e o Duarte, que são

alunos da escola 10º e 6º, respectivamente e a Mariana, de 2 anos). Profissão: (ou situação profissional): Desempregada, mas trabalha como doméstica, mãe, jardineira, agricultora e está a tirar uma formação na Didáxis no CNO (Centro das Novas Oportunidades).

JV – O que levou a inscrever-se no Ensino Recorrente Nocturno? Maria da Conceição – Fui incentivada

quando me tentei candidatar a um lugar numa empresa e verifiquei que eram poucas as minhas habilitações literárias. Aí, decidi fazer uma uma pequena formação, mas senti-me um pouco receosa, pois tinha uma vida muito agitada. Essa decisão estudo obrigou-me a abdicar da minha família, mas sabia que, no futuro esse esforço seria recompensado.

JV – Como correu esse tempo de regresso às aulas, à escola? Maria da Conceição – Esqueci a idade, e senti que tinha de fazer a minha obrigação. Quando comecei há 3 anos o estudo, encarei-o como um desafio! Respeitei sempre todos os meus colegas e sempre que possível, ajudei-os. Sou muito exigente para comigo própria… JV – Já tirou frutos dessa aprendizagem? Maria da Conceição – Sim, no fundo, tirei, porque quando os meus filhos ou alguém

têm dúvidas, eu consigo ajudá-los. Também tive novamente vontade de ler cada

Maria da Conceição –Tentava tirar o maior número de apontamentos, durante as aulas, depois organizava o meu estudo em função desses apontamentos. Percebi que

“ Eu queria chegar à meta, não queria que fosse em 1º, mas apenas chegar á meta…” vez mais e, futuramente, espero vir a ter mais sucesso, a nível profissional.

JV – Foi a melhor aluna no ano 2007/2008. Como se consegue ser a melhor, tendo em

os apontamentos que se levam da escola são o melhor suporte para o estudo. Acon-

selho todos os alunos a tirarem apontamentos, a escreverem – nos para, depois, estudarem e poderem, mais facilmente, aplicar esses apontamentos . Assim, fui adquirindo muitos conhecimentos que ia transmitindo à minha família e à minha vida, pois também dou catequese. Sempre que podia, tentava ajudar os colegas. Nunca usei cábulas, pois não tinha necessidade disso.

JV- O que gostaria de fazer a nível profissional? Maria da Conceição – Queria ter uma profissão ligada à segurança social, trabalhar com pessoas, ajudá-las. Adoro lidar com pessoas. Assim também poderei contribuir para o futuro do nosso país. JV – Já pensou em seguir relações públicas? Maria da Conceição – Sim, mas nós temos

que ser flexíveis, e eu acho que consigo adaptar-me bem em qualquer situação. Eu não me acomodei, pois estava aqui para aprender mais e engrandecer-me. Parte de cada um de nós ter vontade de aprender, por isso só depende de nós.

Trabalho realizado por: Dânia Menezes, Fátima Sousa, Kevin Rodrigues, Nuno Ribeiro e Rodrigo 9/3

“Eu faço parte do Centro Social e Paroquial de S.Cosme do Vale, para assim poder ajudar os outros!”


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Departamento

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No dia 17 de Outubro esteve na nossa Escola o Planeta Curioso – Pedagogia em Movimento. Decorreram quatro sessões destinadas aos alunos do 7º ano de escolaridade, que foram apresentadas pelo monitor Carlos Novo, usando um sistema de projecção esférica em vídeo (projector portátil 360°), as sessões foram um espectáculo “interactivo”. Foram abordados vários assuntos que estão a ser estudados nas aulas de Ciências Físico-Químicas: do nascimento das estrelas; da nossa galáxia – Via Láctea; do Sol e da sua localização na nossa galáxia; dos oito planetas principais que integram o Novo Modelo do Sistema Solar; da localização da Estrela Polar no céu nocturno; e da identificação das constelações mais importantes. As opiniões dos alunos foram as seguintes: na segunda – feira. Participar foi giro e interessante como já tinha anunciado. Adorei!!!...

Os planetas fui visitar; Gostei muito de os avistar; Foi muito divertido! Espero lá voltar…

Ana Gabriela Silva 7.3

Vânia Mansilhas 7.3

Eu gostei muito, mas ao entrar no insuflável era muito frio. Gostei muito de ver as estrelas e as constelações. Pedro Piairo 7.3

Gostei bastante: foi muito chamativo para os alunos do 7º ano, que estão a estudar os planetas. Foi uma forma de aprender e estudar para o teste que tinha

Gostei muito, principalmente ao ver como o Universo é constituído…- e a entrada era muito fixe. Marta Correia 7.3

Achei bastante interessante e gostei pois consegui perceber muitas coisas. Liliana Ferreira 7.3

A visita ao planetário foi muito interes-

sante. Gostei muito, aprendi muitas coisas novas sobre os planetas, todo o Universo. Gostaria de o tornar a ver mais tarde. Filipa Leal Mariz 7.5

Eu gostei muito de visitar o planetário, porque aprendi mais coisas sobre os planetas e as estrelas. Tatiana Costa 7.5

Gostei bastante da visita de estudo ao planetário, gostaria de visitá-lo mais uma vez se fosse possível.

Visita de estudo à Universidade do Minho

No passado dia 28 de Novembro, os alunos do curso de Ciências e Tecnologias, sob a organização do professor Paulo Oliveira, participaram numa visita de estudo à Universidade do Minho (U.M.) no âmbito de conhecer alguns dos cursos lá existentes, assim como as instalações da universidade. A saída deu-se por volta das 9.00h sendo que, na chegada a Guimarães fomos recebidos por alunos da U.M., que esclarecedoramente nos guiaram através de várias salas de diversas áreas de estudo da faculdade. Assim tivemos acesso a uma enorme quantidade de ideias e propostas de possíveis cursos superiores a seguir no futuro, por exemplo (polímeros e têxteis). Mais tarde reunimo-nos no auditório da faculdade onde dois alunos da Didáxis, o Nuno e a Helena Leitão participaram num jogo de conhecimento geral acerca da U.M. contra os participantes de

mais três escolas. Depois de passada a manhã, almoçamos na cantina da faculdade o que nos proporcionou uma aproximação ao estilo de vida académico. Da parte da tarde visitamos o núcleo de robótica, núcleo este que suscitou grande curiosidade e interesse a todos os alunos, onde visualizamos um dos famosos robots do futebol em actividade, e uma cadeira de rodas com funções inovadoras que já foi patenteada. Estes dois objectos eléctricos foram projectados e desenvolvidos na mesma faculdade. Acabada a visita, retiramo-nos por volta das 16.15h regressando à escola. A actividade ocorreu sem qualquer problema sendo agradável para todos os alunos que participaram, ficando aqui um agradecimento à óptima organização do professor Paulo Oliveira.

“Escola-Electrão” sensibiliza para o tratamento de Resíduos A Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (Amb3E), lançou uma acção de sensibilização ambiental Escola Electrão destinada aos alunos do Ensino Básico e Secundário. Esta iniciativa visa que as escolas aderentes se comprometam a divulgar a informação relacionada com esta temática à população da respectiva escola, através de materiais

Ana Braga – 12.1

O alerta chega da Comissão Europeia: ouvir leitores de música pessoais com o volume elevado durante períodos prolongados pode provocar "lesões auditivas permanentes", nomeadamente a perda d e audição. Um parecer emitido pelo "Comité Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados" revela que 05 a 10 por cento dos utilizadores de aparelhos chamados MP3 poderão perder a audição se o fizerem durante mais de uma hora por dia, todas as semanas, com o volume elevado, durante pelo menos cinco anos. Os cientistas que elaboraram o parecer confirmam que "há motivo de preocupação" e Bruxelas vai agora "analisar" com os Estados-membros e as partes interessadas as medidas que podem ser adoptadas para melhor proteger as crianças e os adoles-

Acho que todos nós aprendemos alguma coisa, mas também nos divertimos!!!

Jéssica Alves 7.5

Já tinha visto um planetário mas gostei de ir outra vez, pois revi as coisas que me esqueci. Pedro Sá 7.5

Gostei muito da visita ao planetário. Aprendi muitas coisas novas sobre os planetas. Gostaria de voltar a repeti-la porque foi uma experiência interessanPedro Pereira 7.5 te.

centes da exposição ao ruído dos leitores de música pessoais e de outros aparelhos semelhantes. "As descobertas científicas indicam um risco claro e temos de reagir rapidamente. Mais importante ainda, precisamos de sensibilizar os consumidores e tornar esta informação do domínio público", sublinhou a Comissária Europeia responsável pela Defesa do Consumidor, Meglena Kuneva. O executivo comunitário aconselha os utilizadores de leitores de música pessoais a tomar, desde já, "certas precauções muito práticas", como sejam verificar se é possível fixar no seu aparelho um limite máximo para o volume, a fim de manter o volume mais baixo, ou baixar manualmente o volume, devendo ter o cuidado de não utilizar o leitor de música pessoal durante períodos prolongados, para protegerem a sua audição.

Humor Químico

hihihi haha...

Pergunta: Por que é que um urso branco se dissolve na água? Resposta: Ambos são polares! Pergunta: Quantos Físico-Químicos são necessários para trocar uma lâmpada?

Resposta: Apenas 1, mas ele irá trocar pelo menos 3 vezes, de modo a minimizar o erro cometido.

disponibilizados pela Amb3E para esse efeito. Inclui também uma acção de recolha de equipamentos em fim de vida pela qual as Escolas Aderentes se candidatam à obtenção de prémios, atribuídos consoante a quantidade de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) reunidos. Todos os resíduos serão depositados no Ponto Electrão excepto as lâmpadas e os de grande dimensão (ex.: frigoríficos, máquinas de lavar, etc). A Escola terá um Ponto Electrão durante um determinado período de tempo igual para todas as escolas aderentes e em data a definir. Para informação mais detalhada, nomeadamente os pré-

mios previstos, podes consultar o endereço www.escolaelectrao.pt e falar com o teu Director de Turma.

O Coordenador do Projecto Paulo Oliveira


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Núcleo de Estágio de Matemática

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Olá! Cá estou eu de novo! Trago notícias fresquinhas! Não sei se repararam mas no dia 12 de Novembro houve mentes a fervilhar! Os nossos alunos participaram, e muito bem, na 1º eliminatória das Olimpíadas de Matemática. Eu e o meu Grupo de Estágio também lá estávamos e registamos alguns momentos.

Parabéns a todos! Demonstraram vontade

de aprender coisas novas, iniciativa, coragem e todos ganharam porque, o tempo que estiveram a pensar, a “ginasticar” o cérebro irá concerteza dar frutos. Acreditem em mim!

Estrelinhas de Natal

Por baixo de cada estrelinha de Natal está um número escondido. Em cada lado da árvore de Natal está a soma dos números secretos dos extremos (Exemplo: A+C=11). Quais são os números escondido?

Também fui espreitar, é claro, com a Ana, Filipa e Neide à Palestra sobre “Jogos Tradicionais” e achei uma delícia. Os alunos do 10º3 foram connosco e o Dr. José Fernandes tirou-nos uma fotografia. Obrigado! Ainda me lembro de passar longas tardes a jogar com o meu tio Pimático, não há muito tempo… há um sé-

culo mais ou menos! E agora? Agora é Natal e o Grupo preparou uns exercícios com cheirinho a esta época tão especial. Vejam:

As renas do Pai Natal

Estava o Pai Natal a preparar as entregas dos presentes quando verificou; Se contasse as suas renas de duas em duas sobrava uma; Se as contasse de três em três sobravam duas; Se as contasse de quatro em quatro sobravam três; E se as contasse de cinco em cinco sobravam duas. Quantas renas tem no mínimo o Pai Natal? Nota: descobre o menor número inteiro que satisfaz as quatro condições.

Bem, está na hora de ir ajudar o meu amigo São Nicolau. Este ano estamos a fazer jogos matemáticos em madeira (o Hex, o semáforo, o Konane, entre outros) para oferecer. Nem imaginam a quantidade de meninos que os pedem nas cartas que nos escrevem! Até qualquer dia! Decifrem esta mensagem. É da minha parte e do Grupo de Estágio de Matemática.

SOLUÇÕES

10 14 7 20 5 12 12 20 9 19 14 5 6 5 11 9 23 13 1 19 1 11

(Decifrem esta mensagem fazendo corresponder a cada número a correspondente letra do alfabeto português)


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Departamento

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Z

LISTA DE PARTICIPANTES

Olímpiadas de Matemática (Pré-Olimpíadas) Nome

%

Ano 7º

Turma 2

Resultado 13 pontos

33%

Luís Costa

2

23 pontos

58%

Rui Costa

2

18 pontos

45%

Carlos Assis

2

13 pontos

33%

Diogo Tomás

2

13 pontos

33%

João Luís Costa

2

8 pontos

20%

Typhanie Macedo

4

19 pontos

48%

Tiago Pereira Mónica Costa

7º 7º

4 4

24 pontos 14

60% 35%

João Pedro Pires

Nº Total: 9

Olímpiadas de Matemática (Categoria A: 8º e 9º)

%

Bárbara Araújo

2

Resultado 6

15%

Rafael Eiras Luis Carvalho Luis Silva Joana Antunes Mónica Silva Marvin Tortas Juliana Silva João Melo Miguel Marques

8º 8º 8º 8º 8º 8º 8º 8º 8º

3 3 3 4 4 4 4 4 4

19 3 10 12 16 10 13 18 0

48% 8% 25% 30% 40% 25% 33% 45% 0%

Pedro Ferreira João Forte Dias Vera Silva Nuno Silva Rita Guimarães Andreia Cerqueira Sara Alves Eduardo Costa

8º 8º 8º 9º 9º 9º 9º 9º

4 4 4 4 4 4 4 5

22 14 11 14 4 0 13 5

55% 35% 28% 35% 10% 0% 33% 13%

João Guerra Rui Marinho

9º 9º

7 7

32 12

80% 30%

Resultado 10 6 10

25% 15% 25%

Nº Total: 20

Olímpiadas de Matemática (Categoria B: 10º a 12º)

A concentração foi total... Decorreu no passado dia 12 de Novembro a 1.ª eliminatória das Olimpíadas Portuguesas da Matemática, tendo participado alunos de 15 turmas do 7.º ao 12.º ano, num total de 57 alunos distribuídos pelas categorias Pré-Olimpíadas (7º ano), A (8º e 9º anos) e B (10º, 11 e 12º anos). Este evento faz parte do Plano Anual de Actividades da Escola Cooperativa Vale S. Cosme – Didáxis e foi promovido pelo Departamento de Matemática em colaboração com o Grupo de Estágio de Matemática. Observando a tabela de resultados é de destacar as clas-

sificações dos três melhores alunos por Categoria: Pré-Olimpíadas: 1º Tiago Pereira (7.4); 2º Luis Costa (7.2); 3º Typhanie Macedo (7.4) Categoria A: 1º João Guerra (9.7); 2º Pedro Ferreira (8.4); 3º Rafael Eiras (8.3) Categoria B: 1º José Agostinho Carvalho (10.3); 2º Yaroslav Minakov (12.1); 3º Filipa Fernandes (11.1) As resoluções das provas podem ser consultadas em: http://www.spm.pt/static.php?orgId=807

ESCOLA COOPERATIVA VALE S. COSME (DIDÁXIS) Ranking do Ensino Secundário Concelhio

Disciplina: Matemática (635) Ordem 1º 2º 3º 4º 5º 6º

Escola Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Didáxis) Escola Sec. Padre Benjamim Salgado (Joane) Escola Sec. Camilo Castelo Branco Escola Sec. D. Sancho I Externato Delfim Ferreira - Delfinopolis Cooperativa de Ensino Didáxis (Riba d'Ave)

Média 14,9 14,6 14,2 13,1 12,8 12,6

Diferença da Nota Interna e Exame

-1,27 -1,95 -0,85 0,11 0,56 -0,04

Nota

Nota

máxima

miníma

19,6 19,9 20 19,6 19,6 19,9

7,5 3,7 3,2 4,6 4,6 3,6

Ranking do Ensino Secundário Distrital

Disciplina: Matemática (635)

Diferença da

Ordem 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º

Escola Escola Sec. Carlos Amarante (Braga) Colégio D. Diogo de Sousa (Braga) Cooperativa de Ensino Didalvi -Alvito (Barcelos) Escola Sec. Dona Maria II (Braga) Escola Cooperativa Vale S. Cosme -Didáxis (VNF) Escola Sec. Martins Sarmento (Guimarães) Escola Sec. Padre Benjamim Salgado -Joane (VNF) Escola Sec. Caldas das Taipas (Guimarães) Escola Sec. de Barcelos (Barcelos) Escola Sec. Acaides de Faria -Arcozelo (Barcelos) Escola Sec. Camilo Castelo Branco (VNF) Escola Sec. Alberto Sampaio (Braga) Escola Sec. da Póvoa de Lanhoso (P. de Lanhoso) Escola Sec. Caldas de Vizela (Vizela) Escola Sec. Barcelinhos (Barcelos) Escola Sec. Vieira de Araújo (Vieira do Minho) Escola Sec. Infias (Vizela) Escola Sec. Henrique Medina (Esposende) Instituto de Sezim - Colégio De Guimarães Externato Infante D. Henrique - Ruílhe (Braga) Colégio La Salle (Barcelos) Externato Carvalho Araújo (Braga) Escola Sec. D. Sancho I (VNF) Escola Sec. Celorico de Basto Escola Sec. Francisco de Holanda (Guimarães) Escola Sec. Sá de Miranda (Braga) Escola Sec. Maximinos (Braga) Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian (Braga) Externato Delfim Ferreira - Delfinopolis (VNF) Cooperativa de Ensino Didáxis - Riba d'Ave (VNF) Escola Sec. Fafe (Fafe) Escola Sec. Vila Verde (Vila Verde) Escola Sec. Rio Caldo (Terras de Bouro)

Média 16,1 15,8 15,3 15,3 14,9 14,7 14,6 14,6 14,5 14,5 14,2 14,2 14,1 14,1 13,9 13,6 13,6 13,6 13,5 13,4 13,2 13,2 13,1 13,1 13,1 13,1 13 12,9 12,8 12,6 12,4 12,4 12,2

João Ribeiro Diana Correia Nelson Torres

Nota

Nota

máxima

miníma

Nota Interna e Exame

-2,08 -1,19 -3,43 -1,68 -1,27 -1,87 -1,95 -1,69 -0,9 -1,41 -0,85 -0,66 -0,9 -0,67 -0,3 -1,43 0,78 -0,64 0,61 -0,98 0,28 0,1 0,11 -1,21 -0,31 -0,35 -0,42 1,22 0,56 -0,04 0,45 -0,07 1,04

20 20 18,5 19,8 19,6 20 19,9 19,8 19,9 20 20 20 19,8 19,7 20 19,7 18,6 19,7 20 19,6 19,5 20 19,6 19,7 19,9 19,7 18,8 -19,6 19,9 19,9 19,5 19,1

4,6 5,1 7,7 4,3 7,5 6,5 3,7 2,8 4,5 3,1 3,2 1,5 6,3 2,8 6 6 3,2 4,5 5,2 3,9 3,9 1,9 4,6 4,5 2,5 1 4,6 -4,6 3,6 1,5 3,3 4,9

10º 10º 10º

1 2 2

%

Para todos os interessados em continuar a treinar para a próxima edição ou para a seguinte eliminatória visitem: http://www.spm.pt/olimpiadas/ Um agradecimento a todos os intervenientes neste evento, pela participação e colaboração nas várias actividades desenvolvidas e que tornaram possível o grande êxito verificado. Mário Oliveira

LIDERA RANKING CONCELHIO E TOP-5 DISTRITAL Pela análise das tabelas verifica-se que a nossa Escola está de parabéns no que concerne ao desempenho dos seus alunos, no ano lectivo 2007/2008, no Exame Nacional de Matemática de Matemática, 12º ano (Código 635). Estes resultados são um reflexo do trabalho que se realiza a nível do Departamento em

Jogos matemáticos em acção de formação Com o objectivo de incrementar o gosto pela disciplinia o núcleo de Matemática da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis, promoveu uma acção de formação sobre os Jogos Matemáticos. A iniciativa envolveu toda a comunidade educativa, desde alunos, pais, professores e encarregados de educação, contando com a presença de Paulo Morais, professor de Matemática e mestre em jogos educativos e de Sabina Maruqes, professora de Matemática e dinamizadora de Jogos de Matemática no âmbito do projecto Profit. Esta acção de formação serviu para sublinhar a importância dos jogos no desenvolvimento das competências ao nível da Matemática, mas de uma forma lúdica e divertida. “ Com este tipo de iniciativas é possível aprender a brincar”, referiu Paulo Morais que acrescentou a dimensão pedagógica dos Jogos Matemáticos “sendo possível criar num jogo uma transversalidade de competências que procuram ser transportadas para a pedagogia. Este tipo de jogos permite atrair à atenção os alunos recorrendo à animação.” Paulo Morais referiu ainda o facto de ter sido criado um núcleo de Xadrez na Escola “abrindo caminho para tudo o resto, pois verifica-se um cultura de jogo nos alunos, onde o pensamento matemático se torna essencial para todas as dimensões”.

que os alunos são familiarizados desde o 2º Ciclo com problemas saídos em Exames Nacionais (Provas de Aferição, Exames Nacionais, Testes Intermédios e Banco de Itens disponibilizados em www.gave.pt e sob a forma de Sebentas). Mário Oliveira

Já para Sabina Marques, “o incentivo associado ao jogo atrai o interesse dos alunos sem que estes se apercebam que criam estratégias e métodos de aprendizagem. Esta é uma forma de assistirmos à introdução do gosto da Matemática, fazendo com que o mito da disciplina, como bicho papão, caia por terra”, defendeu a dinamizadora do projecto Profit que acrescentou a importância da competição em torno dos jogos como um factor de maior interesse para os alunos. Também o professor Mário Oliveira, responsável pela realização da acção de formação, evidenciou a crescente motivação em torno dos jogos um facto importante para a realização desta acção pioneira, salientando ainda a necessidade de explicar a toda a comunidade educativa os objectivos e benefícios daí decorrentes.


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nº 73

Nov/Dez 2008

Jornal O Vale

Poesia no Vale

O amor

JOSTEIN GAARDER, O Mundo de Sofia «Quem és tu?» Ontem ouvi dizer que esta é a primeira pergunta que devíamos fazer a alguém que acabamos de conhecer. A conversa terminaria naquele momento, quase de certeza. Ou a pessoa pensaria que éramos malucos e viraria as costas, ou ficaria tão perturbada por não saber o que responder que preferiria ir-se embora. Talvez, com uma probabilidade muito pequena, encontraríamos alguém que estivesse disposto a falar. Talvez se risse face à dificuldade da questão, mas diria «aí está uma boa pergunta» e tentaria perceber connosco por que razão é tão difícil responder a uma pergunta assim. Se achas que pertences a este último grupo de pessoas, então tens uma forte possibilidade de ser um verdadeiro filósofo. Porque a Filosofia não é mais do que fazer perguntas, sobretudo as mais difíceis, e sobretudo aquelas para as quais as respostas não são óbvias mas exigem que pensemos. Porque Filosofia não é mais do que pensar o eu, a vida, o mundo, deus e todas as estrelas do universo. Porque Filosofia não é mais do que pensar se é possível acreditar, ao mesmo tempo, em deus e na liberdade do homem, ou em deus e na ciência (Adão e Eva ou os macacos?). Porque Filosofia é não querer ser igual a ninguém, mas é querer saber quem somos. Publicado em 1991, O Mundo de Sofia é um manual para aprendizes de Filosofia. A personagem principal, Sofia (ou Hilde?) recebe misteriosas cartas que a iniciam num curso de Filosofia; em breve descobre mais de vinte séculos de pensamento filosófico e aprende a duvidar de tudo o que sempre deu como garantido. «A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos.» (p. 21) E sabermos perguntar «Quem sou eu?»

Uma dedicatória muito especial para as minhas alunas que, sem a disciplina de Filosofia nos Cursos Profissionais, se deixam apaixonar pelas questões filosóficas comigo às sextas à tarde.

Jostein GAARDER, O Mundo de Sofia, Editorial Presença, 453 pp., disponível na nossa Biblioteca

UM TEXTO PARA REFLECTIR Nota (Isto é só ficção. Nada disto é real) No início dos tempos, um só Deus, com os seus milhões de braços, criou o tempo e o espaço e criou dois deuses para manter essa ordem. Um deles era o Dialga, o Deus temporal que controla o tempo, vive na Torre Temporal, que reside na Terra escondida. O outro Deus chama-se Palkia, o Deus Espacial, que controla o espaço, reside na Abertura Espacial, que existe em qualquer lugar no espaço. Esses três deuses criaram diversos planetas, incluindo o planeta Terra, onde criaram dois deuses para controlar o planeta. Um deles era o Groundon, que criou a terra e moldou os continentes com o seu poder imenso

A vida A vida Redemoinhos amorosos Ventos de esperança Como homens amados. A vida é sofrimento É o amor, é a felicidade, É a alegria de amar. A vida é gritar até não poder mais É gritar pelo que perdemos É gritar pelo que não temos.

O amor, Tudo faz parte do amor O amor não é só paixão É também desilusão. O amor é paixão É ser amado É ser tocado É ser amante É ser acompanhante.

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Artes&Letras Esperamos!

Hoje é um dia que fica lembrado, Partiste na sombra de um Adeus, Viajaste para além do Lá... Há distâncias que nunca se apagam, Há lembranças que esmorecem a fala, Há semelhanças que nunca se vislumbrarão... Amanhã será mais outro dia, Todavia, a tua falta permanecerá, Nós que ficamos com o teu Amor: esperamos!

A vida é lutar desalmadamente, Pelo amor que nunca pode ser amado. A vida é luta A vida é o amor A vida é a paz da alma A vida é um sentimento? A vida é uma conspiração?

O amor é desilusão É chorar É murchar É ser traído É ser ignorado. O amor não é só feito de coisas boas Nem de coisas más É feito de tudo É murchar e chorar É ser traído e ignorado Mas quando um novo amor for encontrado É ser amado e tocado É amante e acompanhante É o amor. C.M. Adriana Araújo 9.3

Tudo faz parte da vida Todos os sentimentos Desde o amor ao ódio. Viver é passar por alegrias É passar por desilusões É passar por amores sofridos É passar por tristezas amargas Viver a vida é passar por todas as etapas Sem nunca deixar de perder A vontade de continuar, A vida…. C.M. Carina Araújo 9.3

Mário Frei. 2008/12/25

Dá-me um sorriso E não me desapareças Parece o paraíso Na minha cabeça Meu amor és tu E mais ninguém Mais bonita do que tu Também A minha paixão Não se mede É como o coração Que pede. QUADRAS DO ANDRÉ FARIA 5.3 PARA ÂNGELA MENDES

A Galinha dos ovos de ouro “A noção do correcto não é, modernamente, a que os gramáticos tradicionais defendiam. Hoje, mais do que nunca essa noção situa-se, num campo falaz e controverso”. (Edite Estrela, linguista). É, exactamente essa controvérsia constante, no diz-se, deve dizer-se, escreve-se, deve escrever-se, que nos levou a iniciar, no jornal “O VALE”, uma nova rubrica, com o único objectivo de ajudarmos a esclarecer algumas das dúvidas que nos são colocadas, a nós professores de português, quer em contexto de sala de aula quer fora dela. Para que o objectivo possa ser cumprido integralmente, convidamos todos os que o desejarem, a colocar as suas dúvidas, junto do nosso jornal, na certeza que tudo faremos para as esclarecer.

e, o outro deus era o Kiogre, que criou a água e criou os oceanos. No caso de estes dois deuses confrontarem-se, criaram um deus para pará-los, o Deus do céu, Rayquaza. Ele criou o oxigénio para os seres vivos respirarem. Também criaram outros deuses para controlar certas coisas como o Deus Heatran, para controlar os vulcões da Terra. No entanto, para além do primeiro Deus, o que criou o tempo e o espaço, também havia outro deus, Giratina, o Deus da morte. Ele reside em Júpiter, num sítio chamado A Grande Cratera, e engole energia com buracos negros. Só daqui a muito tempo, ele sairá desse sítio e reinará tudo! Mas isso só acontecerá daqui a muito tempo… Assustaram-se?... Não era essa a intenção…mas já agora… reflictam… E imaginem o resto da história…. DE: RODRIGO JOSÉ PINTO E CASTRO Nº 6488 Tª 9.3

Vamos, então, à primeira: Quando é que se emprega “porque”, “por que”,« porquê » e «porque» ? «Porque» pode ser uma conjunção causal (Não posso ir ao cinema, porque tenho de estudar para o teste.) , uma conjunção final (tudo farás porque fiques com o emprego.) ou um advérbio interrogativo (« Porque o olhar-me tanto me encareces?»).

«Por que» vem associado a palavras como motivo e razão, ainda que não expressas. (Por que não me pediste ajuda?); ( «Por que razão o ensino há-de ser o sorvedouro interminável de deslocados a leccionar a contragosto?») Quê e porquê são formas tónicas de que e porque, usadas antes de pausa ou isoladamente: «O quê?», «Diz-me porquê».

R.A.P. – Ritmo, Amor & Poesia: O que terá Camões em comum com Sam the Kid?

O Núcleo de Estágio de Português convida-te a um momento de pura entrega à música, à poesia e ao ritmo frenético do RAP! Se te sentes a explodir de amor e pensas que a música RAP é o estilo ideal para te exprimires, então este concurso é para ti: escreve um poema, pensa num ritmo que dure aproximadamente três minutos e entrega a tua candidatura ao teu professor de Português. O poeta-rapper mais romanticamente original sairá vencedor e apresentará ao vivo o seu hit no Sarau da Escola, que se realizará a 26 de Março de 2009. Mote: o amor

Prazo de entrega das letras: até ao dia 31 de Janeiro

Há muito tempo havia em Reguengos, aldeia pobre e isolada, um casal, sem filhos, de meia-idade. Sebastião e Umblina Carvoeiros de profissão, Avarentos por opção. Tinham ouro escondido nas paredes E dinheiro enterrado no chão. Do muito que tinham achavam pouco E poupavam até mais não. Na capoeira apareceu uma galinha Que tinha uma particularidade nova. Era normal a comer, Muito especial na desova. Comia bicharocos e louro. Punha ovos amarelos de ouro. “- Grande coisa tenho eu.” Assim pensava o avaro. “- Todos os ovos que põe, Hei- de vende-los bem caro.” E assim juntou, juntou Todo ouro que ela deu. Deste nenhum comeu, Todo acumulou e guardou. “ – Um ovo por dia é pouco. Hei-de pô-la a render mais.” Assim pensou o louco, Porque era avaro de mais. Quis enriquecer mais depressa Quis os ovos todos de uma vez. Meteu a galinha na travessa Em vez de um ovo queria dez. Bem se enganou Sebastião, Um de cada vez dava a bicha. Ele queria grande porção Disse: “- Como a gente se lixa.” Daqui se aprende a lição E para todos nós ela serve Não esquecer pois então Quem tudo quer tudo perde.

Joana Pinto 8.1


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Artes&Letras

Escola visita MC DONALD´S A Turma 1 de Comércio da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis, deslocouse no dia 2 de Dezembro às instalações do Mcdonald’s de Vila Nova de Famalicão. Esta visita decorreu no âmbito do curso de técnico de comércio com a intenção de se ob-

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servar o trabalho para além do que é mostrado aos consumidores e também conhecerem por dentro o “mundo dos negócios”, numa das empresas mais conhecidas em todo o Mundo. Numa primeira parte da visita, os alunos começaram por conhecer a parte onde os alimentos estão conservados, fazendo uma viagem do armazém até à confecção dos alimentos e à sua entrega ao consumidor. Nesta parte da visita tiveram também oportunidade de exprimentar a preparação de hamburgers. Estes alunos também tiveram oportunidade de conhecer por dentro os procedimentos de higiene e o convívio dos funcionários, numa segunda parte importante para o garante da funcionalidade da empresa. Esta visita foi encarada como uma boa oportunidade da turma entender como é a empresa Mcdonald’s gerida por dentro e um factor de motivação para todos os intervenientes para, quem sabe um dia, poderem a ser grandes empresários.

Dia do Não Fumador... TODOS OS DIAS! Os dados da OMS que indicam que em cada cinco jovens que experimentam fumar, três tornam-se fumadores regulares, assim como o facto de o tabagismo se encontrar entre as principais causas de morte evitáveis, sendo igualmente responsável por considerável diminuição da qualidade de vida dos fumadores activos e passivos, levou a Didáxis a assumir um papel activo na prevenção desta dependência. A capacitação dos nossos jovens para a adopção de comportamentos saudáveis face a este consumo tem tido por base a implementação do PELT – Projecto Escolas Livres de Tabaco e do programa “Entre Todos”.

Independentemente do investimento feito com estes programas ao nível das áreas curriculares não disciplinares, a comemoração do Dia do Não Fumador (17 de Novembro) não passou em branco. O Departamento de Ciências Físico Naturais dinamizou um concurso de slogans para os alunos do 7º ano e uma exposição de cartazes elaborados pelos alunos do 8º ano. Aos alunos do 9º ano foi proporcionado um momento de reflexão, debate e esclarecimento de dúvidas com a Drª Cristiana Fonseca – Coordenadora do Departamento de Educação para a Saúde da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que esteve presente na nossa escola no passado dia 26 de Novembro.

Maria João Drumond – Prof. Coord. da Educação para a Saúde

Curso Operador de Informática Na vida temos que fazer o que nós gostamos, foi isso que eu fiz! Sempre me interessei pelo curso de informática, pois gostava de descobrir o que realmente existe dentro dos computadores. Foi, então, que decidi fazer o 9ºano, este ano, no curso de Operador de Informática. Este curso não tem nada a ver com o ensino regular, gosto muito das aulas, pois estou a aprender conteúdos que nem conhecia e coisas que também não sabia fazer. Este curso está a ensinar-me muita coisa, o que me está a orientar para saber o que quero para o meu futuro. E a ajuda dos formadores também está a ser fundamental. Por tudo isto e, por muito mais, considero que nunca devemos desistir das coisas que gostamos de fazer e que queremos aprender. Helena Bastos Turma: OI

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Jornal O Vale

A rapariguinha e os fósforos Fazia tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um comboio. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar. Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: – Quem compra fósforos bons e baratos? – Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava. Sentou-se no chão e enrolouse ao canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão. Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transpa-

rente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria. E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz. «Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.» Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade! – Avó! – gritou a menina – leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda. Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços, e soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus. Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… morta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. – Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! – exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo. Núcleo de estágio de Português

Propriedade: Escola Cooperativa de Vale S. Cosme (DIDÁXIS), Avenida de Tibães, nº 1199, Vale S. Cosme – 4770 568 - V.N. de Famalicão, telf. 252910100 / Fax 252910109 Direcção: Prof. Fátima Andrade Paginação e arranjo gráfico: Prof. José Azevedo Fotografia: Nuno Marinho e Paulo Silva e alunos do Clube Multimédia Redacção: Clube Multimédia Co-responsável pela redacção: Helena Dias Pereira Assessor de imprensa para o exterior: Pedro Reis Sá Impressão: Empresa do Diário do Minho

Colaboração: Professores:Lurdes Alves, Mário Oliveira, Patrícia Fernandes, Núcleo de Estágio de Português (Cristiana Pereira, Diogo Martins e Teresa Alves) e Núcleo de Estágio de Matemática (Ana, Filipa e Neide). Dr. José Fernandes, Depar-

tamento de Ciências Económicas e Empresariais, Directores dos Cursos Profissionais de Contabilidade, Vendas e Comercio, Paulo Oliveira, Graça Felix, Fátima Passos, Prof. Maria João Drumond, Otilia Loureiro, Núcleo de estágio de informática, Nuno Moinhos, Odilia SIlva, Carina Soares, Virginia Pinto, Zita Mourão, Beatriz Magalhães, Andreia Silva, Paulo Lago, Miguel Cerqueira, Joana Sampaio. Alunos: C.M. Patrícia, Ana Rita 11.1, Dânia, Kevin, Andreia, Fátima, Liliana, Joana, Samuel, Rui, Carla, Nuno Ribeiro, Carina e Rodrigo (9.3); Luis Silva 8.3, Joana Pinto 8.1, Turma 6.6, Anabela Rodrigues e Silvia Marlene 9.7, TCOM 1, 11.3. Colaboração Especial: D. Conceição Morais, Ana Isabel Costa e Teresa Silva.


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ENTREVISTA À RESPONSÁVEL PELA BIBLIOTECA, GRAÇA FÉLIX O VALE- Prof. Graça- Como está a correr o

Projecto “LER POR PRAZER”, agora integrado no Plano Nacional de Leitura?

G.F.-O Projecto “LER POR PRAZER” começou na Biblioteca no ano lectivo de 2005/2006. A ideia surgiu de uma formação que fiz e apliquei-a à nossa realidade. Começou a funcionar no 2º ciclo e 7º ano. O projecto funcionou muito bem, foi abraçado por todos os colegas que leccionavam Língua Portuguesa, também colaboraram os Directores de Turma e outros professores. O projecto era muito simples; o mesmo livro era lido em voz alta pelo professor ou pelos alunos, comentavam o que liam com os colegas ou mesmo com os professores… No final do ano lectivo houve turmas que leram 6 livros, outras 4. Neste momento o “Ler por Prazer” é um projecto da escola. Todos damos o nosso melhor.

Ler é criar um tesouro pessoal de emoções e recordações, tesouro esse que podemos partilhar com outras pessoas. A leitura faz-me descobrir, sonhar, divagar… Viajar por sons, cheiros, aromas, texturas, palavras. É uma fonte de prazer, informação, fantasia, conhecimento… Ler dá-me liberdade… Cada livro tem uma nota única, por mais modesta que a sua história seja, há sempre qualquer coisa que nos toca. Através dos livros posso rir, chorar, confortar-me e até modificar as minhas atitudes. Posso também, descobrir ou redescobrir outros tempos e outros lugares. Dentro de cada livro há outro livro, o que fica na mente de cada leitor… Vou deixar aqui alguns títulos dos muitos livros que já li O principezinho O mundo em que vivi O velho e o mar O penúltimo sonho O velho que lia romances de amor História de uma gaivota e o velho que a ensinou a voar Mulherzinhas A casa dos espíritos…

Carla Morais

Implementação do P.N.L Muitas pessoas consideram ler, um prazer, ao contrário de uma grande parte dos portugueses. Portugal encontra-se num nível de literacia muito baixo; podíamos apontar uma enorme variedade de razões para que isto aconteça: falta de prazer em ler, pouco contacto com livros, insuficiente autonomia na leitura… Como indicam vários estudos verificouse que a maior parte da população adulta portuguesa (maiores de 15 anos)

Sessão de autógrafos de jovem escritora na Sala de Eventos da Escola de Vale Mais uma iniciativa incluída nas actividades da Feira do livro de Língua Portuguesa. UM EXEMPLO A SEGUIR. O Vale foi convidado a estar presente na sessão de autógrafos que ocorreu no penúltimo dia da Feira do Livro de Língua Portuguesa, que se estendeu de 4 a 12 de Dezembro. Estivemos perante uma jovem de 13 anos, de lindos olhos castanhos, voz suave, irradiando simpatia e muita simplicidade. A Teresa Silva, assim se chama a nóvel escritora de histórias, falou connosco, Do seu gosto, desde tenra idade, para a leitura, não de livros infantis ou juvenis, como a própria nos assegurou, mas livros “mais avançados, onde aprendesse outras realidades, outras vivências…”. O VALE – O que é para ti ser escritora? T – Penso que é ter um livro editado. Quando comecei a escrever, nem me passou pela cabeça que, hoje, estaria aqui, rodeada destas

Temos entre mãos o Projecto “Ler em Família” – Leitura de fim-de-semana’É um projecto que consta no PNL e que está a ser aplicado a todas as turmas de 5º Ano. À sexta-feira, vou a todas as turmas entregar as mochilas, que levam um livro, um caderno, lápis de cor, esferográfica e borracha. O alunos lêem o livro com a família, fazem uma das actividades propostas no caderno e na segunda-feira de manhã entregam as respectivas mochilas na Biblioteca. Durante o mês de Outubro convidei todos os pais dos alunos do 5º Ano a virem à Biblioteca, eu e a D. Carla apresentamos o Projecto conversámos com eles e aproveitámos para os convidar a requisitarem e lerem livros da nossa Biblioteca. Para já está tudo a correr tudo muito bem e os pais estão a colaborar. Também promovemos a “Hora do Conto” que se realiza semanalmente. É mais dirigida aos alunos do 3º Ciclo, pois é aqui que perdemos leitores. Na “Hora do Con-

pessoas que me vêem como escritora .Só Mais tarde, aconselhada pelos meus primos e incentivada pelos meus pais, que ao lerem o livro, acharam que eu o devia publicar é que dei esse passo. Também o Dr Barroso da Fonte me deu muita força e me impeliu a publicar “Magia Louca”. O VALE – “Magia Louca, porquê? T - Esse título foi o primeiro que me surgiu e ficou. To da a história fala de uma certa magia louca. A protagonista, a Sofia, usa a magia, o desconhecido de uma forma completamente louca. O VALE – Frequentas o 8º ano de escolaridade. És boa aluna a língua Portuguesa? T- Mais ou menos. O que posso dizer é que quer a minha professora da Primária, quer a actual professora de Português, não ficaram nada surpreendidas com a publicação deste meu livro.

atingiu níveis de literacia bastante reduzidos: 10,3% não conseguiu usar leitura nem escrita, cerca de 70% só conseguiu usar estas competências para resolver tarefas simples e apenas 7,9% dos inquiridos demonstrou um domínio completo da leitura e da escrita. Dez por cento dos alunos portugueses aos 15 anos têm dificuldades em perceber o que lêem. Para resolver muitos destes problemas foi criado o Plano Nacional de Leitura (PNL). O Plano Nacional de Leitura constitui uma resposta institucional aos níveis de iliteracia da população em ge-

O VALE – Como jovem que és, que sugestões darias aos jovens da tua idade’ T- Que leiam muito, que não deixem de ler, e se quando começarem a ler um livro de que não gostem que o ponham de lado e escolham, de imediato outro. Por mim, devo dizer

to” os professores que colaboram com a biblioteca, Prof. Carlos Silva, Prof. Isabel Rebelo, Prof. Helena Vilela, vão às salas para lhes ler um conto.

J.V.- Quantos alunos visitam, por dia, a Biblioteca? Quais os livros mais procurados pelos alunos?

G.F. Em média visitam a nossa biblioteca entre os 35 e os 50 alunos por dia, em dias normais, em altura de teste ou realização de trabalhos o nº de visitantes é superior a 65. mas, ao longo do dia, vão passando alunos para fazerem levantamento de livros ao domicilio ou mesmo só para nos cumprimentarem. Em relação aos livros mais procurados depende de vários factores, por exemplo, os alunos do 2º ciclo preferem aventuras, no 3º ciclo ficção e no secundário, no caso das raparigas, romances e os rapazes policiais, ficção…

ral e, particularmente, dos jovens. A partir do momento em que as pessoas, fundamentalmente os jovens, passarem a gostar de ler, tal como gostamos de ver televisão ou navegar na internet, parte dos problemas serão resolvidos. Para mim a leitura é mais do que um dever ou obrigação, é algo que me permite viajar por todos os lugares ou situações descritas numa obra. Aconselho-vos a ler pois é através da leitura que recebemos uma grande parte da nossa cultura geral. Anabela Carvalho Rodrigues t: 9.7

que a leitura me tem ajudado muito na escola e na vida. Tem-me proporcionado bons momentos, boas aprendizagens… O VALE – Então, segue em frente. Nós cá estaremos para acompanhar o teu percurso de escritora.


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O Departamento de Ciências Económicas e Empresariais e os Directores dos Cursos Profissionais de Contabilidade, Vendas e Comércio da Didáxis – Escola Cooperativa de Vale S. Cosme desejam um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO a todas as Empresas que nos agraciam com a sua tão prestigiada colaboração na formação em contexto de trabalho (estágio) dos seus alunos, nomeadamente: ERA Famalicão, Tomorrow – Mediação Imobiliária, Lda Euroviagens – Agência de Viagens e Turismo, Lda Famaliper – Sociedade de Distribuição, S.A. Famicasa – Empreendimentos Imobiliários Medium, Mediação Imobiliária, Lda Irmãos Maio (Móveis Asil) Jumbo – Companhia Portuguesa de Hipermercados, S.A. Mónica Soares, Sociedade Unipessoal, Lda Pingo Doce, Distribuição Alimentar, S.A. Pomaros – Comércio e Reparação de Automóveis, S.A. Rádio Popular, Electodomésticos, S.A. Remax Business Sarrabisco II – Publicidade Sistemas de Água Jarro, LDA Supermercado Bandeirinha – Moreira e Mesquita, Lda Halcon Viagens A.Azevedo & Silva, Lda Agência Moreira – Serv. Adminis. e Contabilidades, Lda Allvalue - Consultadoria Unipessoal, Lda Ana & Rosa, Contabilidades Lda Ângelo Baptista - Contabilidade, Auditoria e Consultoria, Lda Birdac Contabilidades, Lda C.E.E. - Contabilidade e Estudos Económicos, Lda Carlos Silva - Serv. Administ. e Contabilidade , Lda. E.C.F. - Empresa de Contabilidade de Famalicão, Lda Elisabete Teixeira Contabilidades Soc. Unip. Lda Famafiscal- Contabilidade e Fiscalidade, Lda Ferreira & Seara, Lda Gateco – Gabinete Técnico de Contabilidade, Lda

IR - Bico Contabilidades e Serviços, Lda J.M. Alves - Contabilidade e Gestão, Lda Joaquim Faria - Contabilidade e Auditoria, Lda. José da Silva Araújo, Contabilidades Unipessoal, Lda Las Casas & Pereira – Contabilidade e Serviços, Lda Mário Virgílio Veloso Antunes Oficina de Impostos Assessoria Contabilística, Lda Paula Cristina Moreira de Sousa Azevedo Paula Mendes & Costa, Lda Plenos Poderes - Contabilidade Unipessoal, Lda Safartextil- Empresa Têxtil, SA Transcrita Gabinete de Estudos Económicos e Contabilidade Ldª Vinoconta - Contabilidades, Lda Anabela Marques Moreira de Sousa Alberto Lareva - Maria José da Silva Matos Benetton - Comertex, SA. Biju - Brilhos e Berloques, Unipessoal, Lda. Estribo, Malas e Carteiras, Lda. Fontenova - Livraria e Papelaria, Lda. José Costa Rocha Oriental Import - Teixeira & Rafael, Lda. Tifosi - Cofemel, Sociedade de Vestuário, SA. Urca - J.S. Carvalho & C.ª, Lda. Wise - Martins & Vilas, Lda

O Departamento de Ciências Económicas e Empresariais deseja a todos os docentes e não docentes da Didáxis um FELIZ E SANTO NATAL.

Disfarcem o vosso sonho

O meu sonho são as letras, as frases, os textos… poder escrever e impressionar, escrever e ser lida, ser lida e aplaudida. O meu sonho passa pelas palavras e pela comunicação. Mas será que hoje se pode concretizar sonhos? Será que podemos colocar o nosso futuro nas mãos de um sonho? Claro que sim. Podemos com certeza, só não podemos é fazê-lo pelo caminho mais fácil, nem da forma mais comum. De certeza que muitos de vós, principalmente aqueles que se encontram perto da altura de decidirem que continuidade dar aos estudos, compreendem aquilo de que falo. É a vós que me dirijo nesta minha pequena intervenção. É certo que grande parte de vocês não sabe o que quer ver-se fazer o resto da vida, mas também há, com certeza, aqueles que têm ideias bem definidas acerca disso. O grande problema é que, hoje em dia, saber o que se quer fazer não é suficiente. Vocês, tal como eu e muitos outros, deparam-se com um grande obstáculo chamado “saída profissional”. Com certeza que ouvem constantemente frases do tipo: “Esquece esse curso, não tem saída” ou então, “Esta é a área que garante maior taxa de saída profissional, apostem nela!”. Como estas, certamente muitas outras coisas vos são ditas. E aqui surge o grande dilema, escolher entre o que realmente se quer ou o que garante empregabilidade? Seguir um sonho ou optar por adequar as nossas escolhas ao que o Mundo real nos permite? Hoje em dia, as escolhas não são simples como foram no passado. Bem longe vai o tempo em que não havia risco em querer-se ser professor, enfermeiro, advogado, psicólogo, jorna-

lista, e tanto mais. Bastava saber a área que agradava, estudar para ter uma boa média, fazer o curso e dar as boas vindas ao mundo do trabalho. Raramente se ouvia a expressão ”estás a estudar para o desemprego”. Hoje em dia é o mais comum de se ouvir. Desmotivador, pensam vocês. E têm toda a razão. Que nos resta fazer então? Quem devemos ouvir, que conselhos devemos levar em conta? O pouco que posso fazer por vocês é contar-vos como tudo aconteceu comigo, como consegui tomar uma decisão e o que me levou a optar pelo caminho em que estou neste momento. Como vos disse, o meu sonho passa pelas letras. Sempre me dei muito bem com áreas disciplinares que me fizessem ler, interpretar e escrever. Principalmente escrever… à entrada no secundário, deparei-me com a indecisão “optar pela área das humanidades ou das ciências?”, identificava-me mais com a primeira, mas a segunda abriame muitas mais portas, muitas mais oportunidades, muitas mais saídas profissionais. Optei pelas ciências. Sabia que, caso quisesse uma área mais ligada às humanidades quando fosse para ingressar no ensino superior, o exame nacional de português muito provavelmente mo iria permitir. Apesar de ser aluna da área das ciências, nunca deixei as letras para trás. Sempre que tinha oportunidade escrevia para o jornal da escola (todo o meu percurso escolar foi na Didáxis, Riba D´Ave), sempre dei muita importância ao português e esforçava-me para tirar boas notas a essa disciplina porque era isso que mais me orgulhava. Por isto mesmo, o curso que mais gozo me daria completar é o de ciências da comunicação e ingressar na área do jornalismo. Pois, mas nesta área as perspectivas de emprego e de sucesso são muito desmotivadoras. Não chega saber escrever, ter jeito para a comunicação e gostar de o fazer. O mercado de trabalho é muito competitivo e o factor C dita muita sorte. Foi por isso que me abstraí

um pouco desta ideia e procurei outra área que me pudesse interessar. Pouco surgia…. O tempo ia passando e como não tinha nenhuma decisão definitiva fui tentando tirar sempre as melhores notas possíveis para que, quando a altura da decisão chegasse, não houvesse cursos fora de hipótese por falta de nota. E assim foi. Mantive sempre uma boa média e, por isso, surgiu a hipótese de optar por Medicina. Não era uma ideia totalmente descabida. Gosto imenso de lidar com pessoas, de fazer alguma coisa útil por elas e, portanto, não pus essa hipótese de parte, tanto que, quando chegou a hora da verdade, foi por medicina que optei. Concorri no primeiro ano e não consegui ter média para entrar. Decidi, então, ficar mais um ano a preparar-me novamente para os exames nacionais e cá estou. Sou aluna de medicina, do 1º ano, na Universidade do Minho, em Braga. Pois é… e as letras? E o jornalismo? E a comunicação? Não, não pensem que desisti. E reparem que, no inicio deste meu testemunho, disse “claro que sim”, “podemos com certeza” concretizar sonhos. É certo que estou na área das ciências, é certo que estou em Medicina, é igualmente certo que estou feliz e orgulhosa do tanto que consegui até aqui e que anseio pelo momento em que farei parte do conjunto de pessoas que têm uma das mais bonitas profissões do mundo. “Optei por salvar vidas”, como ouvi um colega meu dizer…. Mas não esqueci o meu sonho. Tenho intenções de, quando terminar o curso, me associar a algum jornal ou revista e fazer jornalismo ligado à área da medicina. Enquanto isso, vou aproveitando pequenas oportunidades, como esta de estar a participar no vosso jornal, para não deixar que o meu sonho perca força. O meu muito obrigado à professora Fátima e ao professor Pedro por este voto de confiança. Que me resta dizer-vos? Pouco… Não desistam dos vossos sonhos, mesmo que tenham de chegar até eles por caminhos disfarçados. Boa sorte! Ana Costa (ex- aluna da Didáxis) ( Estudante do 1º Ano do curso de medicina na U.M.)

Registo da nossa visita à Didáxis No dia 29 de Outubro fomos fazer uma visita à Escola da Didáxis em S.Cosme do Vale. Nesta escola existe uma pequena quinta que nós visitamos. Ficamos encantados com os animais que nos proporcionaram observar como: os patos, um pavão, pombas, galinhas da Índia, e galinhas que existem na Europa. Uma destas galinhas estava a chocar ovos no ninho. Vimos um lago de peixes que

era atravessado por uma ponte por onde nós passamos. Com a ajuda e, colaboração da professora Esmeralda as crianças ajudaram a dar a “ comida “ aos animais. Em seguida, a professora Esmeralda mostrou-nos a sala onde se faz reciclagem de papel. Por último, fomos ao bar tomar um sumo. As crianças divertiram-se, e fizeram aprendizagens significativas. Agradecemos a toda a equipa desta escola, a amabilidade com que nos recebeu, como também pelo transporte assegurado. As crianças do Jardim-de-infância de Mouquim.


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Pequenos e graúdos comemoram o dia de São Martinho Ensino Nocturno em Jantar Convívio

A animação foi uma constante neste convívio cheio de calor humano

nizadores. Planear um acontecimento festivo não é fácil, mas estamos certos que o fizemos da melhor forma. Felizmente todos o apreciaram, e nós agradecemos os comentários feitos após o referido Jantar, e nos dias seguintes, a congratularem-nos pela forma como tudo foi conduzido Tudo estava perfeito a começar pela decoração, pensada pela professora Fátima Passos (coordenadora das turmas organizadoras), passando pelo delicioso jantar que as senhoras funcionárias da cantina nos proporcionaram, pela música ambiente e pela organização do espaço e do Jantar em si. O culminar do Jantar deu-se com o já tradicional Karaoke em que participaram professores, alunos e funcionários. Foi um momento de enorme boa disposição em que assistimos ao desabrochar de autênticos tenores, sopranos e também alguns outros que mais pareciam autênticas canas rachadas. Agora a sério, foi um momento memorável, como não poderia deixar de o ser, mas como tudo o que é bom acaba rápido, a festa logo acabou e o pessoal dispersou. Só restaram as muito estimadas funcionárias da escola que fizeram serão a limpar todo o salão. Desde já, o nosso muito obrigado a todos os funcionários, que todos os dias nos recebem da melhor forma. Queremos agradecer também ao Dr. José Fernandes que nos presenteou com a sua presença e a todos os professores que tornaram o jantar uma noite memorável com a sua boa disposição, amabilidade e disponibilidade. Queremos também agradecer às professoras Beatriz Magalhães, Marisa Cadeia e Marina Fernandes, Joana Sampaio e Ana,que muito gentilmente nos deram uma ajuda essencial na organização do jantar.

Boa música e boa disposição são ingredientes indispensáveis a qualquer festa ou Convívio e que, como não poderia deixar de ser, estiveram bem presentes no Jantar de Magusto do Ensino Recorrente, organizado pela minha turma, os finalistas dos Cursos Tecnológicos de Informática e Administração. Lá fora o clima equiparava-se a uma noite no Pólo Norte, mas no salão Convívio sentia-se o calor humano que nos

aqueceu durante a noite. Nada podia faltar naquele que foi o último Jantar organizado pelas turmas acima mencionadas! Afinal, já não somos novatos nestas andanças e queríamos dar as boas vindas da melhor forma a todos os novos colegas de todos os cursos que este ano abriram. Que melhor maneira de o fazer, senão com um Jantar Convívio?! Como sempre, os dias que antecedem qualquer festa são sempre muito inquietantes para os orga-

A tradição foi seguida à risca...todos se enfarruscaram uns aos outros...

Quentinhas e boas elas aí estavam: as castanhas, raínhas da festa.!

A manutenção da fogueira para as castanhas ficou a cargo do Miguel

uma fogueira à maneira com caruma, paus e pinhas. Enquanto as castanhas assavam e aproveitamos para nos divertirmos um pouco treinamos uns “toques” futebolísticos com direito a fintas e tudo! Como as castanhas tardavam…decidimos “atacar” um delicioso bolo de chocolate, que partilhamos com os me-

ninos do curso de jardinagem! Não sobrou nem um bocadinho! Para manter a tradição…pintamos a cara com cinzas da fogueira! Todos “bonitinhos” tiramos uma foto…para mais tarde recordar este fantástico dia!

Um magusto inesquecível !

No passado dia 12 de Novembro, a turma 6º6 realizou o seu magusto em clima de festa! Munidos de todo o material necessário, “assentámos arraiais” na eira, junto ao pombal da escola… Preparamos

Nos tempos que correm muito se tem falado da Escola. Nem sempre pelas melhores razões! De qualquer maneira, é bom que se fale da Escola. Que se pense a Escola. Que se debata a ideia de Escola, a todos os níveis e nos mais variados areópagos sociais e políticos. Com efeito, a Escola não é uma organização qualquer. Que possa funcionar de qualquer maneira. Em que os principais interessados, pais e cidadãos, desconhe-

çam o que lá se faz ou projecta fazer. Que ignorem os conteúdos programáticos, as linhas de acção, as metodologias, as estratégias e os objectivos educativos. E os valores, princípios éticos vitais, que estruturam, de forma límpida e vernácula, a “alma” da Escola. E as regras, indispensáveis à regulação das inter-acções de todos os agentes. É preciso uma tomada de consciência social da escola-que-existe e da escola-que-queremos. Que tem de estar bem acima de meros interesses pessoais, partidários, profissionais ou doutrinais. Porque o que está em causa é verdadeira uma questão essencial à vida em sociedade. È a formação de crianças e jovens, os verdadeiros arautos e protagonistas da sociedade de amanhã. Queremos, com certeza, construir uma sociedade mais desenvolvida, mais solidária, mais sustentável. Que o enorme investimento, em termos de PIB e em termos humanos, que o Estado e a socie-

Bom trabalho! Sejam felizes!

Paulo Monteiro (Aluno do 12º ano do curso Tecnológico de Informática)

Turma 6º 6

dade fazem na Escola provoque o esperado retorno para os jovens, para os pais e para todos os cidadãos. Então, temos de construir uma Escola a partir da comunidade, das pessoas que lhe estão próximas, dos pais, das autarquias, das associações culturais, das empresas… Que lhe reconheçam mérito social. Que com ela se identifiquem e se vinculem… enfim uma Escola que seja numa entidade comunitária sentida e querida como uma mais-valia para todos.

Vale a pena tentar!... Coisa para pensar neste tempo natalício de meditação, de ideais humanitários e de realizações generosas. Um bom Natal para todos!

José Fernandes ( Director Pedagógico)

MovimentoOpinião:OmeusonhoS.MartinhofestejadonaEscolaLernabibliotecaéumprazerOrealizardeumsonho...  

Semana da Saúde e do Movimento Opinião: O meu sonho S. Martinho festejado na Escola Ler na biblioteca é um prazer O realizar de um sonho......

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