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Ano XXI

nº 72 Setembro/Outubro 2008/2009

Escola Cooperativa Vale S. Cosme Didáxis

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DIA DO DIPLOMA

ENTIDADES OFICIAIS VÊM À ESCOLA DO VALE PARA ASSINALAR O DIA E RECONHECER O MÉRITO AOS MELHORES DE 2007/2008

ALUNOS DE EXCELÊNCIA

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RECEPÇÃO AOS DELEGADOS E SUBDELEGADOS

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VIAGEM AOS AÇORES

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ESCOLA DE VALE RECEBE GALARDÃO DE MÉRITO DA CÃMARA MUNICIPAL DE V.N. FAMALICÃO

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OPINIÃO: A ESCOLA DO FACILITISMO?

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DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS

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DIA DO PROFESSOR

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(PROF.MARIA EMILIA CARDOSO)

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Comemoração da “Implantação da República” Reportando-se a uma época muito anterior (à implantação da República em 1910) vários factos históricos foram relembrados, realçando a importância que os mesmos tiveram na constituição do país que hoje somos.

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Notícias/Actividades

Aqui está mais um ano lectivo e com ele muitas expectativas e muita vontade de dar o melhor, de continuar nesta busca incessante de conhecimento e inovação, sempre com um objectivo presente: ministrar da melhor forma os conteúdos programáticos e os valores inerentes a uma formação-base que sirva de rampa de acesso ao tão famigerado sucesso educativo. O ano de 2007/2008 foi um ano marcante para a Escola Cooperativa de Vale: o 20º aniversário da sua constituição foi de reconhecimento por parte das mais variadas entidades locais e nacionais que, nos mais diferentes momentos, não deixaram de, com a sua presença, prestigiar e relevar o papel crucial que esta escola tem tido no desenvolvimento do concelho de Famalicão, na formação de mentalidades, de cidadãos capazes e responsáveis nos distintos sectores da vida social e profissional. Salientemos, aqui, a presença do Sr. Vereador, Leonel Rocha, na festa de encerramento do ano lectivo transacto com o já habitual sarau cultural e respectiva entrega dos diplomas aos alunos finalistas do 3º ciclo que, uma vez mais, fazendo jus à disponibilidade com que sempre nos distinguiu, protagonizou um dos momentos altos das comemorações do aniversário da Escola de Vale. Tomando a palavra, o Vereador da Educação da Câmara de Famalicão, comunicou estar ali, nesse dia, em nome do Sr Presidente da Câmara para proceder à entrega de um galardão de mérito à Escola de Vale, pelos serviços prestados ao longo dos últimos 20 anos, nos vários domínios da educação. Não poderíamos ficar indiferentes a esta distinção. Para toda a comunidade educativa,

para todos aqueles que têm vivido a escola, professores, alunos e funcionários, esta é a melhor avaliação que se pode receber da parte de quem tem acompanhado a construção da nossa escola. Em nome de todos, o nosso obrigado, Sr presidente. Este será mais um incentivo ao nosso trabalho e à nossa dedicação.

E chegámos a Setembro.

A nota dominante repete-se a cada início de ano lectivo: o colorido das mochilas dos mais novos repletas de livros e cadernos com cheiro a novo, o corre-corre pelas escadarias que dão acesso às salas de aulas, o primeiro contacto com os directores de turma, os novos colegas, “a máquina que dá os bilhetes do almoço”, nas palavras do Fernando, aluno do 5º ano, marcam, definitivamente, um novo percurso na vida destes pré-adolescentes. – Já conhecias esta escola? Por que razão vieste para cá? – São duas das perguntas a que um grupo de entre os mais pequenos não se inibiu de responder. As respostas coincidiram em muitos deles. “Sim, já conhecia esta escola. O meu pai, a minha mãe estudaram aqui. Eles puseram-me cá porque esta escola é uma escola segura!”. São eles, os mais novos, que nos dão as respostas. Para além de escola inclusiva, inovadora, de reconhecido mérito, esta é, também, a escola daqueles que procuram uma maior qualificação, a escola das novas oportunidades, do empreendedorismo e, no dizer daqueles que a procuram frequentar, uma escola segura. Sejam, então, bem-vindos à escola que escolheram, pois aqui estamos todos para vos ajudar na prossecução dos vossos objectivos.

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Jornal O Vale

A escola Cooperativa Didáxis de Vale S. Cosme, através do seu núcleo columbófilo “Mensageiros de S. Cosme”, classificou-se, com o pombo nº 8512720/08, na terceira posição ex-aequo, no Campeonato do Mundo de Jovens, realizado na Alemanha. O Pombo famalicense entrou no pombal com o mesmo tempo de um outro também do nosso País, da Escola Gonçalo Sampaio,da Povoa de Lanhoso tendo ficada a apenas 25 segundos do segundo classificado e a 31segundos do primeiro pombo. Este Campeonato do Mundo de Jovens realizou-se em Ziemendorf, na Alemanha no dia 7 de Setembro tendo este Campeonato surgido no âmbito da 31ª Olimpíada de Columbófilia que se realiza no mesmo país entre os dias 15 e 18 de Janeiro de

2009. Os pombos participantes tiveram treinos, com distancias de 10, 20, 30, 50 e 75km, para além de quatro outros treinos com uma distância maior como Gotha 211km ou Nordhausen 151km.A solta final era de uma distância de 250km. A Selecção Nacional para este Campeonato do Mundo foi constituída exclusivamente por pombos oriundos das escolas de todo o País que possuem núcleos columbófilos tendo conseguido através da escola famalicense o melhor resultado de sempre em nome de Portugal. O núcleo da Cooperativa Didáxis de S. Cosme tem o seguinte endereço http://www.mensageiros.loftgest. com/, no qual podem consultar diversas informações sobre o mesmo.

Higiene e Segurança no Trabalho

No passado dia 15 de Setembro procedeu-se à Sessão Inaugural do Curso Técnico de Segurança, higiene e Saúde do Trabalho (Nível II), coordenado por Andrea Barbosa, Dália Liberato e André Barbosa, e com orientação Pedagógica e Científico-tecnológica, de Isabel Barbosa ( Docente do Politécnico de Viana do Castelo) e de Sérgio Gonçalves ( Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho, no Hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo). A sessão teve o seu início às 19 horas, na sala de eventos, e contou com a presença do Director Pedagógico da Didáxis - S. Cosme, Dr. José Fernandes, do Presidente da Direcção Pedagógica, Dr. José Cerqueira, do Coordenador Nacional Executivo

da Promoção da Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho, Dr. Luís Lopes, do Director Regional do Norte da Autoridade para as Condições do Trabalho, Dr. Luís Loureiro. Na Sessão inaugural o Director Pedagógico salientou a importância do Curso ser ministrado nesta Escola, e do estabelecimento de um Protocolo com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), que se deseja profícuo para ambas as partes, sendo certo que a aposta neste Curso será para continuar em edições futuras. Essa aposta foi reforçada com a alocução do Dr Luís Lopes que “desafiou” a Didáxis a apresentar , no imediato, mais uma candidatura a outro Curso de SHST – Nível III, visto que

C.M.

estamos numa zona geográfica onde há poucos técnicos com formação nesta área , cada vez mais emergente nas empresas. Finda a sessão, seguiu-se um jantar servido pelos alunos do Curso de Hotelaria e Restauração, e orientado pelo Director de Curso José Paulo. Agradecemos a disponibilidade demonstrada por todos os presentes na Sessão, entre os quais destacamos a Dr.ª Isabel Matos, Dr.ª Emília Cardoso, Dr.ª Fátima Andrade e Dr. Pedro Reis Sá, estes últimos colaborando, também, na cobertura jornalística da Sessão Inaugural. André Barbosa (Director do Curso Técnico de Segurança, higiene e Saúde do Trabalho).

Fátima Andrade

Delegados e Sub delegados reunidos

Tal como no ano transacto, a Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis, juntou os delegados e sub delegados de cada turma, numa reunião conjunta com os seus Directores de turma e demais colegas de outros anos e turmas. Esta é a forma encontrada pela escola para responsabilizar os alunos eleitos pelos seus colegas e lhes transmitir a sua função. Ser delegado e sub delegado de turma é ser porta voz dos colegas e o principal dinamizador de espírito de grupo na turma , interagir e auxiliar os professores nas suas tare-

fas e ter uma responsabilidade perante os representantes de pais. A eleição dos delegados e sub delegados foram realizadas democraticamente em cada turma pelos seus alunos. Esta homenagem da Direcção da Escola, o director pedagógico da escola começou por dar os parabéns por estarem a representar cada turma explicando-lhes de seguida a importância do cargo. A sessão terminou com um lanche para todos os presentes realizado pelo curso técnico de Restauração do segundo

ano e que ajudou para que o convivio ainda fosse mais de salutar. A direcção Pedagógica, em colaboração com o Departamento de Ciências Sociais e Humanas da escola, pretendeu com esta recepção/homenagem, envolver os alunos eleitos no desenvolvimento do seu projecto educativo , tendo como metas alcançar a formação de cidadãos responsáveis , organizados, autónomos e intervenientes.


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Notícias/Actividades

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Didáxis entregou diplomas e prémios de mérito a alunos do Ensino Secundário No dia 12 de Setembro, a Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, Didáxis, entregou os diplomas e prémios de mérito aos alunos do Secundário. Instituído pelo Ministério da Educação como o Dia do Diploma, esta foi uma festa de reconhecimento ao esforço dos jovens que terminaram o Ensino Secundário. Como tem sido hábito, a Didáxis não só distinguiu os melhores alunos como toda a comunidade escolar que chega ao fim de mais este ciclo. Presentes nesta cerimónia, para além de José Fernandes, director pedagógico da escola, estiveram também Fernando Moniz, Governador Civil de Braga e António Leite, Director Regional Adjunto da Direcção de Educação do Norte. A cerimónia iniciou-se com um momento cultural por parte do aluno Hélder Ribeiro, com a declamação do poema “Cântico Negro”, de José Régio, seguindo-se os habituais discursos por parte das entidades presentes. Por parte da Didáxis, José Fernandes deu especial importância ao final de mais este ciclo tão importante para o futuro dos jovens alunos, revelando que, para além do prémio instituído pelo Governo, também a Didáxis tem por hábito premiar os melhores alunos. Numa clara referência ao futuro, José Fernandes evidenciou ainda a importância desta escolaridade, que deveria ser obrigatória (12º ano), desejando os melhores sucessos para os educandos. Já por parte do Director Regional Adjunto da Direcção Regional do Norte, António Leite, deixou alguns elogios, apelidando a Didáxis de uma referência de ensino a nível nacional, António Leite revelou o prazer que tem em estar uma vez mais numa actividade da Cooperativa. Consciente da importância da entrega dos diplomas e do “prémio” monetário dado pelo Governo, e apelidando-o de um incentivo para todos os alunos, o director adjunto da DREN referiu ainda que este é o

final de um ciclo importante, que poderá futuramente ser a escolaridade mínima. Também Fernando Moniz, Governador Civil de Braga, elogiou o trabalho efectuado pela Cooperativa de Ensino referindo que o facto da Didáxis ser uma referência no concelho, distrital e até mesmo nacional prestigia Famalicão e o distrito de Braga. Para Fernando Moniz, este Dia do Diploma e a ajuda monetária servem para motivar ainda mais a comunidade escolar a conseguir atingir voos mais altos ao nível estudantil. Para além da entrega dos Prémios de Mérito do Ministério

da Educação aos melhores alunos de cada curso, no caso Elsa Costa, do Curso de Ciências e Tecnologias, e Sérgio Cruz, do Curso Tecnológico de Administração, a Didáxis de São Cosme também premiou os alunos que conseguiram melhores classificações no Ensino Secundário. A finalizar, o Núcleo de Teatro brindou os presentes com mais um momento cultural, desta feita uma dramatização do excerto de “Felizmente Há Luar”, de Luís de Sttau Monteiro

C.M.

JÚLIO OLIVEIRA, FUNCIONÁRIO DA ESCOLA, RESPONSÁVEL PELOS LABORATÓRIOS E SALA DE EVENTOS, FOI ALVO DE UMA HOMENAGEM SURPRESA Departamentos de Ciências Naturais e de FísicoQuímica surpreendem Júlio Oliveira, após conhecimento do ingresso deste no Ensino Superior.

Elsa Costa e Sérgio Cruz com as entidades presentes

Comemoração da “Implantação da República” No dia 3 de Outubro, na nossa escola, comemorou-se a Implantação de República, pelo facto de o dia 5 de Outubro ser num Domingo. Para comemorar este dia, a turma 9.3 juntamente com a colaboração do professor Carlos Silva, levou à cena uma peça de teatro intitulada: “ 5 de Outubro – O filme dos acontecimentos”. Reportando-se a uma época muito anterior (à implantação da República em 1910) vários factos históricos foram relembrados, realçando a importância que os mesmos tiveram na constituição do país que hoje somos. Pelas vozes dos actores do 9.3, várias figuras históricas foram relembradas, tais como: Eusébio Leão (Carlos Costa);

Almirante Cândido dos Reis (Ricardo Araújo); José de Almeida (Rui Oliveira); Afonso Costa (Pedro Costa) e outros conjurados republicanos (Kevin Rodrigues, Nuno Ribeiro e Samuel Costa). Durante a representação foi anunciado o Governo, que governou o país provisoriamente naquela época. Entre todos os Ministros que ficaram a governar Portugal, fazia parte o Dr. Bernardino Machado que foi um dos primeiros Presidentes da República portuguesa e que teve grande importância para o nosso concelho. Foi uma actividade que podemos considerar de grande importância histórica para toda a comunidade educativa da Escola Cooperativa de V. S. Cosme, presente na assistência. C.M.

No dia 13 de Outubro, vários professores (do 2º ciclo ao Secundário) juntaram-se na sala de Eventos para aí apresentarem felicitações ao Sr. Júlio pelo seu ingresso num novo ciclo de estudos – Ensino Superior, no curso de Biotecnologia. Funcionário estimado por todos, pela sua postura e dedicação ao trabalho e à causa educativa, foi com grande emoção que sentiu o gesto dos professores, que com ele têm contado mais proximamente e que, desta forma, lhe reconhecem a força de vontade que o levou a vencer esta etapa da sua vida. Numa singela homenagem, onde nem o tradicional bolo faltou, viveram-se momentos de sã camaradagem entre professores e um dos seus colaboradores.

Parabéns Sr. Júlio!


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Notícias/Actividades

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Técnicos de Restauração na feira do Associativismo A Escola Cooperativa Vale S. Cosme esteve, mais uma vez, representada na Feira do Associativismo de V.N. Famalicão, nos dias 19, 20 e 21 de Setembro, pelo curso Técnico de Restauração. Os futuros cozinheiros e empregados de mesa, orientados pelo Dr. Paulo Barbosa, revelaram, mais uma vez, que os conhecimentos teóricos e técnicos apreendidos nas aulas têm sido úteis. Para demonstrar a sua perícia, prepararam panquecas com recheio de chocolate, pêssego e/ou morango (consoante o gosto de cada um) e cocktails sem álcool para os visitantes do stand. Quem provou deliciou-se com as aptidões dos formandos. E foram muitos os que não resistiram à tentação de repetir. Os formandos presentes na feira já tinham frequentado os cursos de Educação e Formação de Cozinha e Serviço de Mesa, nível 2, equivalentes ao 9º ano, na mesma escola. Agora preparam-se para obter o certificado de nível 3, correspondente ao 12º ano, e dar o exemplo aos colegas mais novos.

Formandos em acção

No passado dia 24 de Setembro a turma de Serviço de Mesa, 2ºano, recebeu os pais e os professores da turma no restaurante pedagógico, da nossa escola, para um English Tea. Os convivas puderam saborear um delicioso chá, cultivado pelos formandos do curso de Jardinagem, e tartes, confeccionadas pelos formandos do curso Técnico de Restauração. Os Encarregados de Educação tiveram a oportunidade de conhecer quer os professores, quer os colegas de turma dos seus educandos, antes da reunião. Esta actividade foi realizada com a cooperação das turmas de Jardinagem e de Técnico de Restauração. Aos formandos e formadores envolvidos neste trabalho a turma de Serviço de Mesa deixa aqui os seus agradecimentos. Ana Cardoso

Vereador Jorge Paulo, Leonel Rocha visitam o nosso stand

Mais uma vez o curso de hotelaria confeccionou e serviu um Roastdinner na nossa escola. No âmbito da comemoração do Dia Europeu das Línguas, o Departamento de Línguas Estrangeiras desenvolveu no passado dia 26 de Setembro diversas actividades e, para o encerramento, pediu a colaboração do curso de Hotelaria para a organização de um almoço tipicamente Inglês. Assim, o nosso cozinheiro chefe, Prof.

Filipe Martins, orientou os formandos do curso Técnico de Restauração - Cozinha/ Pastelaria (11ºano) na confecção de deliciosos pratos, tais como uma deliciosa entrada de salada e mexilhões, e, como prato principal, um roastbeef acompanhado de puré, ananás e laranja. Para sobremesa os formandos Paulo, Fábio, Carlos, e a Cátia, do 10ºano de Cozinha/Pastelaria, prepararam brownie’s com gelado. Estes mesmos formandos foram responsáveis pelo empratamento durante a refeição.

A parte da mise en place ficou a cargo da Samanta, da Marina, da Diana, da Tânia e da Paula, do curso Técnico de Restauração - Mesa/Bar (11ºano) e do Fábio, de curso de Educação e Formação de Serviço de Mesa, 2ºano, sob a orientação do Prof. Paulo Barbosa. O Inglês foi a língua utilizada pelos nossos empregados de mesa. Os convidados para este Roastdinner foram os membros da Direcção Pedagógica, entre eles a Dra. Isabel Matos, VicePresidente e Coordenadora dos Cursos de

Educação e Formação e Profissionais, e professores do Departamento de Línguas Estrangeiras. A actividade correu bastante bem e a animação entre os convidados esteve presente durante toda a refeição. Temos, no entanto, que reconhecer que o mérito foi todo dos nossos formandos e dos professores Filipe e Paulo, que, mais uma vez, mostraram que o curso de Hotelaria veio para ficar! Parabéns e obrigada pelo vosso profissionalismo! Ana Cardoso


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Restauração

A PRIMEIRA REUNIÃO COM OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

Refeição para 4 pessoas Tempo de preparação: 20 minutos INGREDIENTES 12 ovos 0,16 kg de peito de pato 0,4 kg de espinafres 0,08 kg de tomate 0,04 kg de pepino 0,12 kg de alface Azeite q.b. Pimenta q.b. Orégãos q.b. Alho q.b. Sal q.b. FASES 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13.

DA CONFECÇÃO: Cortar o peito de pato em tiras finas; Laminar o alho e cortar o tomate e o pepino em rodelas; Cortar a alface em juliana; Levar o sauté ao lume; Adicionar azeite e alho picado; Deixar puxar; Acrescentar o pato; Juntar os espinafres cozidos; Temperar com sal e pimenta; Regar com um pouco de caldo de carne; Refogar; Preparar omeleta simples; Empratar.

No dia 24 de Setembro, pelas 18h30, realizou-se a primeira reunião de Encarregados de Educação com a nossa Directora de Turma, Ana Patrícia Fernandes, e Director de Curso, José Paulo Barbosa. Nós, alunos, tivemos a responsabilidade de preparar um programa adequado ao curso, acompanhado de um coffee-break, também preparado por nós, que teve como objectivo agradar os pais e restantes encarregados de educação. O programa da reunião tinha como finalidade dar a co-

SUGESTÃO DE LEITURA

APRESENTAÇÃO: - Dispor a omeleta no prato de serviço e dar golpe ao meio; - Introduzir o recheio; - Guarnecer com bouquet de salada temperada com fio de azeite, vinagre e orégãos. ATENÇÃO: Antes da elaboração de qualquer molho ou prato confeccionado com ovos, é preciso conhecer o seu estado de conservação para que não provoque qualquer doença!

José Rodrigues dos Santos, O Sétimo Selo DICA: Para sabermos se o ovo é fresco e pode ser consumido, deve introduzir-se num recipiente um litro de água com sal, colocando nele os ovos, um por um. Se o ovo permanecer no fundo em posição horizontal está fresco. Se ficar na posição vertical significa que já tem alguns dias, mas ainda pode ser consumido. Se ficar a meio do recipiente ou emergir à superfície já não deve ser consumido. Tiago Neves e Fábio Silva

O livro fala da viagem de alguns cientistas ao pólo sul por causa da ruptura de um bloco de gelo. Em causa está o que a Humanidade mais teme: o Apocalipse. A acção da história desenrola-se em diversos países, nomeadamente na Arábia Saudita, Rússia, Austrália e Portugal. A personagem principal acompanha a morte de três cientistas, crime que parece estar relacionado com acontecimentos bíblicos, pois as vítimas são encontradas com a marca 666 (o símbolo da besta). Mas a história leva-o a conhecer os problemas ener-

nhecer não só o curso e as suas normas, mas também os colegas da turma, os professores e as novas disciplinas. A actividade iniciou-se com a leitura de um poema de Alberto Caeiro pela colega Ana Marques; de seguida apresentamos os nossos colegas e os professores. Demos ainda a conhecer aos nossos pais e familiares que tipo de fardamento utilizamos nas actividades práticas do nosso curso, quer nos serviços de Restaurante-Bar, quer nos serviços de Cozinha-Pastelaria. Esclarecemos ainda os Encarregados de Educação das principais diferenças de funcionamento dos Cursos Profissionais, sobretudo a avaliação, e entregámos um calendário provisório das datas dos testes. Entre as apresentações, a Delegada da Turma, Liliana Machado, leu mais um poema, este da autoria da nossa nova colega na escola, Cátia Cardoso. A reunião terminou com um momento musical, protagonizado pela colega Maria João Ferreira, que interpretou o tema «Longe do Mundo», da Sara Tavares. Na nossa opinião, esta reunião foi importante para dar a conhecer a dinâmica do curso aos encarregados de educação e aos alunos que pela primeira vez estão na nossa escola. Consideramos, ainda, que foi uma forma interessante e inovadora de realizar uma reunião com os Encarregados de Educação pois nunca o tínhamos feito com uma apresentação da nossa responsabilidade. Já estamos a preparar ideias para a próxima!

géticos do planeta terra e diversas noções sobre o aquecimento global. Percebe-se que os crimes estão relacionados com a construção de uma máquina que produzia um combustível inovador, a partir da separação do hidrogénio do oxigénio. Este livro dá-nos muitas informações sobre o aquecimento global e outros assuntos actuais. Por isso, recomendo que o leiam e se mantenham pessoas informadas sobre o grande problema do presente e do futuro, o nosso futuro.

Tiago Costa

Turma 1.TR

Daniela Araújo e Sara Carvalho 1. TR

Demónios interiores Uma estrela que abriga o céu Uma estrela que abriga o que é seu! Uma vida crua Um corpo em guerra Um planeta com pouca terra… Demónios que só vão pela aparência E que o amor para eles É uma pura inexistência. Para eles este dia Só foi mais um para poderem estragar Tudo aquilo que me apetecia Tudo o que o meu coração queria! Para eles, o calor que sentimos na alma Quando amamos verdadeiramente alguém É como o calor do Inverno É como a chama que os aquece no Inferno! Eles fazem supostamente parte da nobreza Porque a mim, tiraram-me toda a riqueza! Pelo dia em que a justiça reine Eu ainda espero!... Mas com estes demónios na minha vida Todos os dias desespero! Têm o mal sempre activo! Magoam as pessoas mesmo sem motivo… Pela mágoa eles vão chamando Pelo sofrimento eles vão cantando… E é pelo meu corpo É pelo meu pensamento Que eles vão voando! Chegam em qualquer altura! Sem pedir licença, roubam-nos a ternura! O que eles fazem é inexplicável O que eles fazem é imperdoável Pois pode ser tudo menos amável! É com a falta de juízo Que me conseguem tirar o sorriso E que me aumentam os problemas Que só os consigo desabafar nos meus poemas! O meu coração não pode continuar aberto Pois sei que eles estão por perto. Cátia Cardoso Turma: 1/TR


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A escola do facilitismo? O Manuel tem 18 anos. É um belo rapagão, sempre rodeado de raparigas, um verdadeiro sucesso no que se refere a competências sociais. Mas nem sempre foi assim pois houve tempos em que se sentiu muito complexado e inseguro. Foi quando entrou para a escola e se apercebeu que enquanto os outros meninos aprenderam a ler e a escrever com relativa facilidade, para ele foi um calvário conseguir identificar todos os caracteres que compõem o nosso alfabeto e então para os começar a juntar e a transformá-los em palavras e depois em frases e textos, nem é bom recordar o que teve de sofrer. Começou aí a sua autoestima a sofrer danos consideráveis e de menino engraçadinho e de quem toda a família e amigos gostavam, começou a tornar-se num problema, num menino cheio de dificuldades. No 2º ano, o Manuel ficou retido. Que desilusão! Que tristeza e que vergonha! Adeus amigo, adeus turma, era a hora da separação dolorosa, logo agora que o Manuel já se estava a integrar naquele grupo e havia uma colega que o ajudava muito. Tinha de começar tudo de novo! Tinha de aguentar novamente com a troça dos novos colegas, quando eles descobrissem as suas dificuldades. A difícil caminhada do Manuel lá continuou até que conseguiu terminar o 1º Ciclo. Aos 11 anos, chegou à sua nova escola para iniciar os 2º e 3º ciclos do ensino básico, para tentar alcançar o tão desejado 9º ano, pois sem ele, o Manuel «nunca seria ninguém», como lhe estavam constantemente a repetir. O problema é que o Manuel continuava a não conseguir acompanhar os seus colegas e a sua leitura continuava lenta e silabada e com os números também não se entendia melhor. No 5º ano, as coisas pioraram drasticamente pois tinha de estudar várias disciplinas, tinha de se adaptar a vários professores e como não conseguia, começou a desmotivar cada vez mais e começaram a surgir episódios de indisciplina, com os respectivos castigos. Quando chegou ao 8ºano, voltou a ficar retido! Ficou muito revoltado e começou a procurar a companhia de outros colegas igualmen-

te inadaptados e que pareciam não encaixar no «sistema». A adolescência estava aí e o Manuel estava prestes a engrossar a fileira de jovens desmotivados, com baixa auto-estima, sem qualquer confiança nas suas capacidades e sobretudo, sem qualquer perspectiva de futuro, pelo menos de um futuro risonho! Era preciso fazer qualquer coisa pelo Manuel! Propôs-se a frequência de um Curso de Educação e Formação. Inicialmente, os pais do Manuel não aceitaram bem a ideia pois só tinham aquele filho e sonhavam que ele fosse «um grande doutor ou engenheiro», como diziam. Finalmente, e depois de lhes ser explicado que a frequência de um CEF não era um desprestígio para o seu filho, que era simplesmente outro percurso diferente do ensino regular, mas isso não significava que fosse menos capaz que os outros, sendo apenas necessário encontrar uma alternativa de formação que se encaixasse no seu perfil e capacidades; lá aceitaram que o filho frequentasse um CEF de Restauração e Serviço de Mesa. A partir desse dia, o Manuel começou a encaixar no complicado «puzzle» da sua vida e tudo se tornou mais claro e simples para ele e para quem tinha de lidar com ele. A partir desse dia, o Manuel deixou de se sentir incapaz e, lentamente, a sua auto-estima começou a aumentar e ele percebeu que havia muitas áreas do saber em que ele era francamente bom e que, se calhar, até podia ser um adulto de sucesso. Percebeu, por exemplo, que nunca iria saber os nomes de todos os reis de Portugal nem os seus feitos, percebeu que nunca resolveria

Depois de um ano lectivo a preparar a viagem de final de ciclo, finalmente chegou o tão ansiado dia da visita aos Açores. À hora marcada, lá chegaram todos os alunos e os professores que os iam acompanhar, mostrando o grupo, logo aí, que era responsável no cumprimento dos horários.Os pais despediram-se dos seus filhos com alguma inquietação, pois para muitos esta viagem era a primeira separação da família.No Aeroporto, vivemos a nossa primeira aventura, quando, no final do «check- in», as funcionárias da SATA nos informam que quatro alunos nossos não tinham lugar no nosso avião e nós nos mantivemos irredutíveis: ou íamos todos ou não ia ninguém. Passados quarenta e cinco minutos de espera do avião e depois de termos ameaçado que o noticiário daquele dia ia abrir com a notícia referente ao nosso grupo e à falta de respeito manifestado pela companhia, lá se resolveu a situação, colocando duas crianças ao colo dos pais, um aluno na zona da preparação das refeições e outro aluno no «cockpit» do avião, junto ao piloto. A visita à ilha de S. Miguel foi para este grupo uma experiência a todos os níveis inesquecível, pois ninguém estava preparado para a beleza avassaladora da ilha. Acompanhar um grupo de cerca de cento e quarenta alunos não é tarefa fácil e os nossos receios eram muitos, mas também depositávamos muita confiança nos nossos jovens e esperávamos que a preparação cuidada da visita desse os seus frutos, como de facto veio a acontecer. Muitas vezes os professores queixam-se que preparam com tanto empenho as visitas de estudo e depois os alunos não correspondem, não se interessam por nada, só querem socializar entre eles e por vezes da forma menos correcta, mas este grupo superou as nossas expectativas, pois, embora também tenham cometido os disparates próprios da sua idade, mostraram ser um grupo responsável, cumpridor e verdadeiramente interessado em desfrutar da oportunidade única que lhes foi proporcionada pela escola e pela sua família. É claro que a beleza dos Açores não deixa ninguém indiferente e foi maravilhoso poder observar o olhar de deslumbramento dos nossos alunos perante as paisagens

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Opinião

operações matemáticas complicadas e abstractas, que nunca entenderia muito bem os fenómenos físicos e químicos e que nunca teria paciência para ler grandes obras literárias, pois a sua leitura ainda era um pouco lenta e por vezes perdia-se a meio das frases, sendo difícil apreender o sentido global das mensagens. Mas ao mesmo tempo, neste novo curso, percebeu que era muito responsável e cumpridor das regras que os professores lhe impunham, percebeu que era muito cuidadoso com as normas de higiene e segurança, que tinha um carácter afável e educado e que as pessoas gostavam dele e confiavam ao ponto de lhe atribuírem cargos de responsabilidade. Nos estágios que fez em restaurantes da região, deixava sempre uma boa impressão do seu trabalho e muitos donos já o pretendiam, mal ele completasse o 9º ano. O Manuel, aos 18 anos, era um jovem feliz, seguro de si e perspectivava com confiança o seu futuro. De acordo com os parâmetros de exigência de muitos entendidos do nosso país, o Manuel ainda não devia de ter saído do 2º ciclo ou então, já devia de ter abandonado a escola há muito, pois não conseguia cumprir os exigentes programas nacionais. O que essas pessoas esquecem é que no tempo em que elas frequentaram a escola, só meia dúzia de colegas deles conseguiram terminar o actual 9º ano, muitos menos completaram o Secundário e praticamente nenhum obteve um diploma do ensino superior. No tempo em que eles frequentaram a escola só aqueles que hoje conseguem classificações de nível 4 e 5 ou acima de 15 valores é que prosseguiam os seus estudos para o Secundário e para o Superior, ou seja, só uma elite, fosse ela económica ou intelectual, é que tinha acesso a patamares mais

únicas das Lagoas do Fogo, das Sete Cidades e das Furnas, do Parque Terra Nostra, enfim… perante toda a ilha e a sua organização, a sua limpeza, as flores, o mar sem fim! Estão de parabéns todos os alunos do 9º ano 07-08 e as suas famílias, que colaboraram com o projecto desde a primeira hora. Estão de parabéns as Directoras de Turma pelo empenho e interesse em acompanhar os seus alunos, estão de parabéns os professores acompanhantes, que colaboraram entre si de uma forma concertada e unida, está de parabéns a professora Yolanda Sanz, a coordenadora principal do projecto, pela sua persistência e capacidade de organização e, por último, uma palavra de agradecimento à HALCON PINHEIRO MANSO e ao

altos de instrução. E os outros? Os outros jovens, a grande maioria, abandonavam a escola e ingressavam no mundo do trabalho muito precocemente ou então perdiam-se pelos caminhos tortuosos da vida. A escola hoje é de todos e para todos, é dos inteligentes e dos menos inteligentes, é dos ricos e dos menos ricos, é dos que têm muita facilidade para a leitura e a escrita, mas é também dos que sofrem de problemas de dislexia. É a escola universal e dentro do seu funcionamento deve encontrar respostas para os percursos de vida destes jovens tão diferentes entre si, mas todos com a mesma aspiração de alcançar a felicidade e um lugar digno no mundo. Uma boa escola não é aquela que estigmatiza e cria constrangimentos nos seus alunos, mas aquela que promove o seu desenvolvimento pessoal e intelectual, atendendo às características pessoais de cada um. É essa a escola do facilitismo? Não, a isso chama-se humanismo e crença que todos são capazes de realizar maravilhas e de encontrar o seu lugar no mundo. É claro que dá muito mais trabalho, é claro que exige muito mais de todos os agentes educativos pois é necessário construir percursos escolares alternativos e individualizados, para que seja possível que todos os alunos consigam dar o melhor de si. Quanto aos bons alunos, continua tudo na mesma, eles aprendem muitas coisas (muitas mais do que aquelas que os ditos iluminados aprenderam no seu tempo) e tiram os seus cursos superiores. A grande diferença é que agora, os outros, os que eram menos inteligentes do que eles, também conseguem um curso e os outros, aqueles que só lá iam a muito custo e com muita «porrada», agora conseguem tirar cursos de operador de informática, de cozinheiro, de serralheiro mecânico, de jardineiro, de esteticista, de animador social, de mecânico… alguns deles até conseguem sonhar com um curso secundário, algo completamente impensável no tempo destes doutores de cátedra. Esta não é a escola do facilitismo, é a escola onde é possível todos encaixarem e onde não há um só caminho formativo, mas tantos quantas forem as dificuldades e particularidades de cada um, na certeza de não somos todos iguais e, por isso, não aprendemos todos da mesma maneira.

seu responsável, José Costa, pelo seu acompanhamento excepcional ao longo de todo o processo. O arquitecto e vocalista do grupo Delfins, Miguel Ângelo, defendeu que uma visita aos Açores devia ser obrigatória para todos os alunos das escolas portuguesas. Não posso estar mais de acordo pois nos Açores encontramos um Portugal de excelência e é importante que os nossos alunos tenham contacto com outras formas de ser português, com outras formas de intervenção nas paisagens naturais, sem o caos imobiliário, sem lixo, sem degradação, numa combinação interessante entre a tradição e a modernidade e com flores em vez de muros a separar as propriedades! Maria Emília Cardoso – Directora do 3º Ciclo

Açores-Uma viagem obrigatória


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No passado dia 22 de Setembro, as turmas do terceiro ano do Cursos Profissionais (Técnicos de Contabilidade, Vendas e Informática) prestaram o seu contributo para a realização de uma exposição de fotografia intitulada “Um Olhar sobre Mundos”, no âmbito da disciplina de Área de Integração. Tal disciplina, contempla uma abordagem generalizante de temas, entre os quais a Estética, sobretudo, para a vivência de uma experiência estética nos mais diversos campos de manifestações artísticas. Deste modo, o campo escolhido no mundo imenso das manifestações 1.ª Questão: Fale um pouco da sua existência (biografia, adolescência, profissão, o gosto pela fotografia, família, etc.) Nascido em Gondomar, perto do Porto, passada a adolescência nas aulas do Liceu de Alexandre Herculano, veio depois a Faculdade e o curso, e um serviço militar de quase quatro anos ligado à condução auto e ao seu ensino, tudo passado no território do Continente. Veio depois a entrada na vida de docente. O casamento, a seguir o nascimento de duas filhas. A passagem durante trinta anos pela Escola Secundária de Tomaz Pelayo, em Santo Tirso, até à aposentação e, ainda, pelas Escolas da Cooperativa de Ensino Didáxis. 2.ª Questão: Há quanto tempo faz fotografia? A fotografia, descobri-a na minha adolescência. Os meus pais acederam dar-me uma máquina fotográfica marca Halina, muito básica, mas foi com ela que comecei a fazer os primeiros rolos a preto e branco, que passei eu próprio a revelar e a imprimir. Depois vieram as máquinas mais complexas, até às da era do digital, com as quais ainda partilho as máquinas analógicas. 3.ª Questão: Por que é que escolheu a fotografia? Esta questão coloca-me uma reflexão: por que não a pintura, a escultura, a literatura, a música, o cinema, o teatro. A fotografia vem-me do gosto pelo belo e a sua representação e da falta de engenho para a criação através da tela e do pincel, para a composição de tons líricos ou para a sua

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culturais e artísticas foi o da fotografia e, neste sentido, saltou logo de imediato nome do Professor Almeida cujo mérito e gosto, nesta área, é por todos sobejamente conhecido. Pelo exposto, tornou-se necessário a realização de uma conversa com o Professor Almeida para partilha do seu magno saber, uma vez que detém um sentido estético muito apurado e cuja sensibilidade permite alcançar percepções da realidade que ultrapassam a trivialidade da perspectiva quotidiana. Os alunos das referidas turmas e o docente da disciplina agradecem a disponibilidade que lhes possibilitou esta vivência estética, num clima de assertividade pedagógica.

expressão nas cordas de um violino ou, ainda, para o canto da beleza através das palavras. Com a fotografia disponho de uma ferramenta, que aprendi a usar, e se posiciona entre mim e o objecto - fonte de beleza artística. 4.ª Questão: Que tipo de paisagem gosta mais de fotografar? Citando Gustave Flaubert: “Para que uma coisa seja interessante, bastará que a olhemos durante bastante tempo". Quererá isto dizer que qualquer motivo, seja ou não paisagem, poderá ser objecto da sua representação em fotografia Torna-se no objecto de beleza que o fotógrafo foi capaz de nele entrever, dissociando-o da natureza utilizando os instrumentos da técnica fotográfica. É da capacidade de manusear estes instrumentos e da de ver para além do imediato do nosso olhar que nasce uma obra e que poderá levar à sua perenidade. Só o belo perdura. A paisagem deverá ter elementos que levem o fotógrafo a poder considerá-la passível de perenidade. O belo pode vir de um manto de nevoeiro, das cores do Outono, do movimento que se deixa registar e, acima de tudo, da luz. A luz é a essência da fotografia. E também o é a composição dos seus elementos, mesmo na sua depuração, até a um estado minimalista do quase nada que preenche a plenitude daquela imagem.

5.ª Questão: Fotografar inspira-o? Porquê? Pelo dito atrás, não entendo a fotografia se não como um meio de registar e dar perenidade à beleza. É poder dar a um instante

No dia 26 de Setembro celebrou-se mais uma vez, na Escola Cooperativa Vale S. Cosme, o Dia Europeu das Línguas, organizado e dinamizado pelo Departamento de Línguas Estrangeiras, tendo contado com o apoio do Departamento de Expressões Artísticas no que concerne à decoração do espaço Univa. As actividades desenvolvidas incluíram o concurso “ Eurolínguas”, no qual vários alunos, de diversos níveis de ensino, testaram os seus conhecimentos gerais quanto ao domínio de várias línguas: Inglês, Francês, Espanhol (…)

de beleza uma vida futura, é poder partilhála com os outros, é também documentar um momento feliz com as pessoas ou um deslumbramento do património. 6.ª Questão: O rio Douro inspira-o? Porquê? O rio Douro sempre foi fonte de inspiração para artistas das mais variadas artes. Poderia citar a poesia em Eugénio de Andrade, Vasco da Graça Moura e Miguel Torga; a pintura em Júlio de Resende com, entre outras, a “Ribeira Negra”, painel transformado em mural de azulejos junto à Ponte de D. Luís I: a música em Rui Veloso; a fotografia em Alfredo Cunha, José Soares e Óscar Saraiva. O rio Douro tem tido, além disso, uma aura de utilitarismo para a actividade económica associada à produção do Vinho do Porto, que era transportado em barcos rabelos desde as terras escarpadas do Douro onde

O resultado foi bastante satisfatório. Foi possível, assistir, ainda, à prestação do Professor Carlos Silva na apresentação de um conto em Inglês, “ The Big Pancake” (Well Loved Tales). Há a enfatizar a importância do conhecimento da língua Inglesa por todos, mesmo aqueles que não a leccionam. Ouviu-se música em Inglês cantada pelos alunos: Marta Costa e Pedro Campos da turma 3.Tv; declamação de poemas em Inglês e Francês e, ainda, podemos assistir ao verdadeiro “ English Tea” dinamizado pelos alunos da

é produzido (hoje Património da Humanidade). E também uma aura de beleza, com as suas névoas, as suas águas, umas vezes mansas, outras rápidas e vorazes: umas vezes claras e outras, em dias de abundante chuva, turvas da cor da terra. É também o rio Douro que liga duas cidades nem sempre unidas por sentimentos de amizade, mas que não recusam a sua ligação umbilical através das pontes que cruzam o rio, construídas em ferro ou em betão, fruto da beleza e da argúcia, do saber e da arte em engenharia e arquitectura. Aquando da realização da exposição foram, também, solicitados trabalhos de fotografia para expor à ex-aluna Maria Beatriz e ao Pai da aluna Olga Sofia Vidal Oliveira do terceiro ano do Curso de Vendas. Desde já os alunos e o docente agradecem pela disponibilidade e fica a promessa da realização de novos eventos para divulgação deste campo artístico. (entrevista realizada pelos alunos dos cursos profissionais)

turma 9.3. Os Scnnes, os Muffins, assim como, o chá estavam deliciosos. É sempre agradável relembrar os sabores dos típicos Scones e Muffins. Concluiu-se mais uma celebração do dia Europeu das Línguas que teve uma grande adesão por parte da comunidade escolar. Em jeito de conclusão, refere-se que no mundo global onde vivemos aqueles que não sabem Inglês não sobrevirão. A coordenadora do Departamento de Línguas Estrangeiras Lurdes Alves


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Inês Machado Oliveira classifica-se em 5º lugar feminino (24ºlugar ex-aqueo) Decorreram de 5 a 14 de Agosto, em Mureck, na Áustria, os Campeonatos de Xadrez da União Europeia de Jovens 2008 nos escalões Sub-8, 10, 12 e 14. Inês Machado Oliveira, atleta famalicense do N.X.V.S.C.-Didáxis conseguiu o 5º lugar feminino em sub-12 (4 pontos, 24º lugar absoluto ex-aqueo) em 40 participantes. Pela primeira vez um atleta deste clube representou Portugal numa competição internacional. Esta participação deveu-se ao vice-título feminino no escalão sub-12 obtido pela jovem atleta famalicense no Campeonato Nacional

de Jovens que se realizou na Figueira da Foz no passado mês de Março. O N.X.V.S.C.-Didáxis gostaria de endereçar um sincero agradecimento à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e Escola Cooperativa Vale S. Cosme - Didáxis pelo apoio prestado à atleta famalicense. A campeã da União Europeia de sub12 acabou por ser, como esperado, a Mestre F.I.D.E. feminina romena DariaIoana Visanescu, que se classificou no 7º lugar absoluto, com 6 pontos. A austríaca Laura Hiebler foi Vice-Campeã, com 5 pontos no 20º lugar, enquanto que a húngara Varga Fruzsina Szente foi 3ª, com 4,5 pontos no 23º lugar. A delegação portuguesa foi liderada pelos Mestres Internacionais António Fróis e Sérgio Rocha tendo-se destacado como melhor português em prova o sub-14 Pedro Neves, que conseguiu um óptimo 5º lugar, obtendo 6 pontos, no escalão Sub-14. Os restantes atletas que integraram a comitiva foram Gonçalo Silva (10º lugar ex-aqueo, Sub-10), André Dionizio (31º lugar exaqueo, Sub-10), David Martins (12º lugar ex-aqueo, Sub-12) e João Valente (24º lugar ex-aqueo, Sub-12). A França foi assim o país que mais títulos conseguiu neste evento, vencendo 4 dos 8 em disputa (2 absolutos e 2 femininos). A Roménia também venceu mais do que um título, conseguindo um feminino e um absoluto. Mário Oliveira

Núcleo de Xadrez de Vale S. Cosme - Didáxis (N.X.V.S.C. - Didáxis) voltou a entrar em competição no início deste ano lectivo, participando no Campeonato Distrital Absoluto de Xadrez – vertente Semi-Rápidas (20 minutos de reflexão para cada jogador acabar a partida). Este Torneio, organizado e arbitrado pela Associação de Xadrez do Distrito de Braga, decorreu no Parque da Cidade de Barcelos, contando com o apoio do Clube de Caravanismo e Campismo de Barcelos (CCCB), no passado dia 27 de Setembro. Dos 69 participantes, 25 atletas pertenciam ao N.X.V.S.C. - Didáxis, constituindo o maior número de participação a nível de clubes, neste Torneio. O vimaranense Carlos Novais (A.M.A.S.

O V Torneio Internacional de Guimarães decorreu entre os dias 2 e 7 de Setembro no Museu Alberto Sampaio com a organização dos Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio e apoios do Museu Alberto Sampaio, da Associação de Xadrez do Distrito de Braga, Câmara Municipal de Guimarães, Instituto Português da Juventude, Junta de Freguesia de Oliveira do Castelo, José Júlio Jordão SA, Costa Guerreiro Lda, Vimasol Lda e Cruz Verde. Com a participação de 102 jogadores esta competição repetiu o êxito assinalável das edições anteriores. Esta prova, sob a égide da Federação Internacional de Xadrez (F.I.D.E.), permitiu que vários jogadores obtivessem blocos F.I.D.E., permitindo-lhes obter ranking internacional denominado por elo. O grande vencedor foi, pela terceira vez consecutiva, Henrique Castro (A.M.A.S. - Guimarães) obtendo 6,5 pontos em 7 jogos. Completaram o pódio Anatoly Khodorov (C.X. Bracara Augusta) e José Padeiro (A.X. Gaia), 6

- Guimarães) venceu isolado, com 7 vitórias e uma derrota. Depois de Henrique Castro (época 2006) esta é a segunda vez na história do Xadrez Distrital que um atleta vence os Campeonatos Absolutos nas vertentes rápidas, semi-rápidas e lentas na mesma época: uma autêntica tripla! O pódio foi completo por Yaroslav Minakov (N.X.V.S.C. - Didáxis) e pelo iraniano Orfeh Bolhari (A.M.A.S. - Guimarães) que se classificaram em 2º e 3º lugares, respectivamente. A par deste torneio a cerimónia de encerramento contou com a presença do presidente da AXDB, Fernando Costa, na entrega dos prémios individuais/equipas relativos à época 2007/2008 Mário Oliveira

PROBLEMAS

SOLUÇÕES

pontos, em 2º e 3º lugares, respectivamente. Por equipas, os 4 jogadores melhores classificados, o A.M.A.S.-Guimarães foi um justo vencedor com um total de 21 pontos. O N.X.V.S.C.-Didáxis classificou-se em 4º lugar, em 8 equipas. De destacar a perfomance individual de cinco atletas do N.X.V.S.C. – Didáxis que obtiveram prémios individuais: Elo 1000-1400: Yaroslav Minakov, 1º Filiado Sub-20 A.X.D.B.: Bruno Gomes, 1º Filiado Sub-12 A.X.D.B.: Inês Machado Oliveira, 1º Filiado Sub-10 A.X.D.B.: Ivo Dias, 1ª Feminina filiada A.X.D.B.: Alice Marinho. O N.X.V.S.C.-Didáxis fez representar-se por 15 atletas cuja classificação ordenada foi: 18º Yaroslav Minakov, 32º Bruno Gomes, 40º Ivo Dias, 42º Inês Machado Oliveira, 44º João Cruz, 54º Rui Pedro Gomes, 62º Luís Miguel Silva, 72º Alice Marinho, 77º Nuno Miguel Silva, 79º Hélio Silva, 87º Carlos Marco Pereira, Mário Oliveira


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Regresso às aulas

O dia 10 de Setembro foi o dia escolhido para a recepção dos alunos do 5º ano. Os departamentos de língua portuguesa e de línguas estrangeiras reuniram esforços para que este dia fosse diferente e sobretudo marcante na nova vida escolar destes alunos. Pelas 10horas, os novos alunos foram recebidos pelos colegas e professores, ouvindo o hino

da escola de Vale de S. Cosme, interpretado pelo núcleo de música. Em seguida, os colegas das turmas 7.4 e 7.5 proporcionaram a uma assistência atenta, uma bonita coreografia em inglês com o título apelativo de “A dança das cores”. A o professor Carlos Silva, sempre presente nestas iniciativas, coube a leitura do conto “O

Como foi o teu primeiro dia de aulas? O que achas da escola agora que está diferente? Foi bom, apesar de não estar habituada. Acho que a escola tem boas condições, os docentes são muito eficientes, só não gostei da ideia de não ter toques. Paula Marques 12.3

Foi bom, apesar das alterações, principalmente o toque que nos faz confusão, nós apesar de tudo

a forma das pessoas ter mais responsabilidades. Sem duvida que a escola tem boas condições. Joana Costa e João Silva 12.3 Foi bom, gostei da escola apesar de ser muito grande. Gosto da escola, é muito bonita e no primeiro dia foi um dia de muita confusão. João Costa 5.3

Foi bom, gostei muito. É grande,

bonita, tem muito espaço para brincar. Diogo Castro 5.3

Foi bom. Acho a escola gira e grande e gosto dos meus professores.

Joana Costa 6.1

Foi fixe. Gostei do ambiente, está melhor e é uma boa escola. André Rocha 6.5 Foi um dia normal. Acho que está melhor que o ano passado. Nuno Silva 12.3 Está diferente, gostei da mudança pois não andava nesta escola. O dia de aulas foi normal como os

outros dias.

macaco de rabo cortado”. Os mais pequenos ainda tiveram direito a um baptismo de “recrutas”, patrocinado pelos padrinhos ( alunos da 11.3) a quem aqueles poderão recorrer sempre que se “sintam em apuros”. No final da recepção, procedeu-se à entrega de um autocolante alusivo a esta data. C.M.

Estefânia Silva 12.3

Foi fixe, a escola tem muito espaço e tem muitos alunos. Tiago Cardoso 5.6 Correu bem o meu primeiro dia de aulas, gosto da escola, os meus professores são muito simpáticos e acho que a escola tem possibilidades de suportar muitos alunos. João Machado 5.6 Foi fixe, a escola tem sítios maravilhosos, no bar tem muitas coisas boas para comer e etc… Max Campos 6.5 Foi divertido, gostei do ambiente novo a directora de turma é muito simpática. Ana Rita Brasão 6.1 Foi divertido, bué fixe! Gosto muito de tudo cá na escola. Renato Passos 5.3 Foi muito louco. Gosto muito de dar trambolhões na escola. João Sousa 5.8 Foi divertido. Luís Moreira e André Moreira 8.3 Foi normal. Gosto de ter amigos. João Costa e Rita Guerreiro 9.6

Foi cool! Adoro 9.3!!!!!!!!!!!!!!!!!

tar

com

a

Barbara Passos 6.1

Foi fixe! Na escola eu gosto de brincar com os meus amigos. Carla Couto 6.1 Gostei, foi normal, foi bom!!!! Ângela Luísa 7.6 Gostei, conheci novas pessoas. Diogo 6.4 Foi fixe.

Victor 6.5

Foi fixe! Gosto de andar cá. Gosto de tudo. Adriana Ferreira 5.3 Foi fixe, foi divertido. Conheci novas pessoas. Gosto de tudo. Rafael Couto 5.3 Foi bué louco. Raparigas bonitas!!!!! Tiago Barbosa 5.3 Muito mau, gosto de andar na escola porque gosto. Francisca Machado 6.1 Foi divertido! Conheci pessoas novas. Gosto de estar com os amigos.

Liliana Fernandes 6.1

Foi altamente, ver gajas boas. Rui e Miguel 7.6


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Chegou a hora de dizer: “Até já!”…

Aliado a esses atributos, evidenciaram uma capacidade criativa altamente desenvolvida, reflectindo uma autoconfiança, sensibilidade, respeito de ideias e opiniões de outras pessoas, capacidade iniciativa e tomada de decisão. O relacionamento com os seus pares e professores foi sempre excelente, demonstrando paciência e espírito de colaboração junto de colegas que apresentavam dificuldades em entender determinados conceitos.

Tentamos ao longo destes três anos lectivos que a disciplina de Matemática não fosse “uma auto-estrada asfaltada” de programas, mas antes uma disciplina que multiplicasse as potencialidades dos nossos alunos. Tentamos, no fundo, mostrar a cada aluno a arte de actuar com a sua inteligência no processo de ensino-aprendizagem. Estes alunos foram estudantes extremamente capazes e acima da média. O seu desempenho académico e a sua participação nas actividades lectivas e extra-curriculares revelaram, desde sempre, capacidade de raciocínio lógico, curiosidade intelectual, seriedade e espírito crítico.

Escrevermos estas palavras constitui uma honra e um grande prazer para nós. Para não nos alongarmos mais, correndo o risco de decalcar o que já foi dito nas entrelinhas, gostariamos de citar o heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis:

Notícias/Actividades Entrei confiante e segura das minhas capacidades, embora o coração estivesse acelerado. À medida que fui fazendo os exercícios, fuime acalmando, apesar de algumas vezes o coração saltar do peito quando o raciocínio não era imediato ou a dúvida assombrava, principalmente no que toca às probabilidades. No entanto, duas horas e meia depois de começar o Exame de Matemática, saí satisfeita com o que tinha feito e expectante num bom resultado que se confirmou, embora a minha consciência se sentisse perturbada por ter errado pormenores que me custaram as quatro décimas. Pode até não parecer, mas quando se está perto do 20 e não o atingimos é duro, pois sabemos que somos capazes. É um pouco como a mágoa que nós, portugueses, sentimos em relação ao Euro 2004, pois fomos vice-campeões, é uma óptima classificação, mas perdemos

“Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.”

Os professores: Mário Oliveira e Paula Valente

Testemunhos Testemunhos Testemunhos Oito anos passados na Cooperativa de Vale S. Cosme... Grande parte da minha educação como pessoa e como estudante decorreu nesta escola. A preparação para a minha carreira passou-se aqui! Momentos bons e maus, pouco ou muito lectivos, alguns mais sentimentais que outros… Fica-me na memoria a evolução e crescimento da escola, não só a nível de construção e instalações como também de qualidade de ensino. Creio que será uma evolução crescente e proveitosa para os sucessivos alunos e, cada vez mais, se qualificarão bons alunos. Lembro também as muitas pessoas que conheci na escola que, pela positiva ou negativa, me fizeram crescer e definir a minha personalidade. Consegui ultrapassar a maioria dos obstáculos com que me deparei e fui construindo assim a minha linha de vida. Aprendi errando… E olhando aos erros dos outros, aprendendo com eles também. Desde criança que alimento um sonho, assim como todas as crianças… Mas cada um tem o seu tempo para definir os seus objectivos de vida. Eu fui definindo os meus ao longo da adolescência/juventude e, com muita força de vontade e trabalho, atingi-o. Sempre geri muito bem o meu tempo, contudo, cada um tem o seu ritmo, o seu método, é algo que se vai criando. Não é difícil atingir um objectivo quando se tem certezas e muito apoio de quem nos quer bem. Trabalhei para aquilo que tenho, nunca pondo de parte as horas de descanso e lazer, tudo isso me era essencial. Eu acreditei em mim… e consegui! Agora tenho uma nova luta pela frente, com novos obstáculos, uma nova etapa da minha vida começa… Não esquecerei estes anos, as pessoas que mais me ajudaram e, de alguma forma, contribuíram para aquilo que hoje sou e tenho. Obrigada :) Fátima Azevedo

Fui aluna da Didáxis de S. Cosme nestes três últimos anos (2005-2008), e confesso que nunca esquecerei esta fase da minha vida, não só pelos colegas e amigos de turma que conheci, como também pelos professores com quem trabalhei e aprendi. Um dos momentos que também ficará na minha memória, denota-se sobre o instante em que tomei conhecimento da minha nota no exame nacional de Matemática. Apesar de ter sempre a esperança de tirar uma boa classificação, o obter um 19,5 no exame, foi deveras gratificante. Foi, no fundo, um reconhecimento de um trabalho de 12 anos no total. Desde a minha infância que sempre gostei dos números e de tudo que com eles se consegue fazer. Sempre tive curiosidade de saber trabalhar, brincar e descobrir tudo o que eles representam, mas ao longo destes três anos descobri que Matemática é muito além de algarismos, muito além de caracteres ou letras… Matemática é uma linguagem universal, sendo compreendida por todos e por todo o mundo. Ao longo da minha evolução como aluna desta disciplina, passei por professores que me fizeram duvidar das minhas capacidades nesta área. Contudo, isso não aconteceu na Didáxis, e se tirei uma boa nota a Matemática, o mérito não é só meu, mas também da professora que nos acompanhou durante estes três anos… e portanto, desde já agradeço por tudo, à professora Paula Valente, que acreditou nas nossas capacidades, que nos mostrou que a Matemática, não é de todo “a dor de cabeça” dos alunos e que nos auxiliou em tudo o que precisamos. Muito obrigada “stôra”! Para finalizar só quero acrescentar mais um pormenor que já devem ter percebido… “Eu adoro a Matemática”. Carla Ferreira 12º1 (2007/2008)

No 5º ano, a transição ensino primário - ensino básico deixou-me assustado, quer pela inocência que tinha, quer pela falta de conhecimentos sobre aquilo que me esperava. Imediatamente depois veio o hábito e o conforto porque, afinal, tudo era estranhamente parecido e a dificuldade e exigência também, e assim foi até ao 8º ano. Nessa altura, a Matemática começa a exigir um pouco mais de nós, uma vez que são necessárias boas bases para o secundário mas, ainda assim, continuei com boas notas e o meu método de “ir fazendo os trabalhos de casa” e estudar no dia anterior ao teste funcionava e funcionou perfeitamente até ao fim do básico. Chegado o 10º ano, tive que optar entre diferentes áreas e Ciências e Tecnologias era o que me interessava. No entanto, diziam-me na altura que era a área mais exigente de todas. O aumento de disciplinas e

É com muito gosto e também com uma ponta de orgulho que vos quero falar sobre o tempo que passei na “mui” nobre Didáxis Vale S. Cosme, mas não posso deixar de confessar que dado agora o momento da retroespectiva, vem aquela nostalgia e também (porque não?) medo, pois foi um ciclo que se fechou na minha vida, o secundário, tendo agora que lidar com algo mais sério a FACULDADE! Os três anos que passei nesta escola, foram de grande enriquecimento a nível intelectual, ou seja, enquanto aluna, mas também, a nível pessoal pois nesse pe-

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o primeiro lugar para a Grécia, com a qual já havíamos perdido uma vez. Logo, faltou “um bocadinho assim” para lá chegar… Hoje parece que já foi há muito tempo que queimei as minhas pestanas a estudar, que não dormia com a ansiedade causada pelos exames, avaliações, apresentação de Área de Projecto, candidatura à universidade… Ultrapassei tudo isto, porque a minha determinação assim o exige. No entanto, sei que também fui bem preparada, pois desde o 5º ano tive professores que me souberam cativar, isto sem mencionar as condições que a escola oferece e que às quais, confesso, não atribuía o verdadeiro valor, embora agora o reconheça. Devo também referir a relação estabelecida entre professores e alunos, que se baseia não só numa troca de informação, mas também na amizade gerada pela convivência e pelo apoio que me foi prestado. É por isto e por muito mais que agradeço à escola e, sobretudo, a todos aqueles que foram meus professores durante estes sete anos, com especial carinho, Cláudia Cardoso, Lurdes Alves, Mário Oliveira, Anabela Nogueira, Nuno Moinhos, Paulo Oliveira e Andrea Barbosa no Secundário e nos Segundo e Terceiro Ciclos Rodrigo Carvalho, Joaquim Ferreira e Carla Sá. Elsa Costa 12º2 (2007/2008)

a maior dificuldade das ciências (Matemática e Físico-Química) faziam deste ano uma transição inesperadamente atribulada. A Matemática, em particular, exigia um estudo mais continuado e foram criados mini-testes que tinham bastante peso na avaliação final, para além dos habituais testes e assiduidade. Isto continuou no 11º ano, porém foi nesta altura que comecei a ganhar interesse em Matemática, talvez pela dedicação a que fui sujeito. O mesmo aconteceu com FQ, com o exame à porta no final do ano. No 12º e último ano, três exames esperam-nos e, apesar de termos menos disciplinas, cada uma delas são rigorosas na preparação dos alunos. O método é o mesmo: estudo continuado e, no caso da Matemática, uma constante aplicação de conhecimentos, isto é, resolução de exercícios. Se, nos outros anos, estudar teoremas e problemas-base era suficiente para chegar ao teste e tirar mais que 16 valores, no 12º ano a aplicação é fundamental. A matéria é dada “a correr” porque há um programa extenso para cumprir até ao fim do ano, onde se aborda as Funções, a Trignometria e as novas Probabilidades. Acabei o ano com 18 valores a Matemática, fui a exame com 17 e ia plenamente confiante para o exame que acabou por ser bastante simples, mas contou sobretudo a preparação e o assimilar de bases para uma nova transição – o ensino superior. Ricardo Ribeiro 12.3 2007/2008

ríodo conheci pessoas muito marcantes, tanto amigos como professores. Não foi tarefa fácil conseguir bons resultados e para isso foi necessário muito trabalho e dedicação, mas grande parte destes valores são-nos incutidos pelos professores desde o momento em que pisamos a sala de aula, diria até que fazem parte do “material” obrigatório para todas as disciplinas! Gostaria de deixar uma palavra de apoio a todos os alunos que estão este ano no derradeiro ano, o 12º! Muito trabalho, empenho e com as cabeças sempre focadas nos exames nacionais pois são eles que irão decidir o vosso futuro, assim como o ano lectivo passado decidiram o meu e de muitos meus colegas! Continuem a salvaguardar os bons resultados que a Didáxis tem conseguido obter, pois se para vocês é motivo de orgulho para a escola é ainda muito mais. Boa sorte para todos! Ana Margarida Silva 12.2 (2007/2008)


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me ajudaram a abrir, pelo conhecimento transmitido, e pela amizade disponibilizada.

O tempo passa tão depressa! Parece que ainda ontem estive nesta escola pela primeira vez! A alegria, o entusiasmo, mas também o receio de uma nova realidade, uma nova rotina, um meio aparentemente desconhecido! Caras estranhas, toques ensurdecedores, naquela que se tornou a minha segunda casa, a minha segunda família. Na verdade, entrei criança e saí adulta! Cliché ou não, oito anos tiveram um papel preponderante na minha formação a todos os níveis. Passei aqui, momentos cruciais da minha existência, crescimento e aprendizagem, onde aprendi não só a matéria didáctica, como também a matéria da qual a única professora é a vida. Os amigos que fiz, os momentos que vivi, os choros, os risos, as conquistas, as derrotas, as alegrias e as tristezas, todos eles estão bem vivos, bem presentes na minha memória e indubitavelmente reflectem muito do que sou hoje em dia. Foram momentos que me fizeram crescer a nível profissional, mas essencialmente a nível individual, como pessoa. E a todos o devo, desde alunos a professores, sem esquecer os funcionários! A partir do 10º ano, soube exactamente aquilo que queria, e decidi então, tentar obter as melhores notas possíveis para que estas não fossem um factor limitativo. Não fui de todo, uma aluna metódica, organizada, nem tão pouco fazia um estudo diário (erradamente), e ao contrário dos estereótipos colocados a muitos alunos com relativo sucesso escolar, não era “marrona”! E nem assim tem de ser. Tinha os meus momentos de descanso, para sair com os amigos, me divertir, para ver televisão, etc., pois o estudo intensivo não é, de modo algum, sinónimo de sucesso. O 12º ano, implica trabalho, é verdade, mas não é nenhum bicho-de-sete-cabeças como algumas pessoas tentam transmitir. Pensa, se os outros o conseguiram, e com bastante sucesso, então tu também é capaz! O estudo em cima dos joelhos, não é, sem margens para dúvidas, a melhor opção, mas penso, que definir prioridades é o segredo. Pode não ser o que mais nos agrada, no momento, mas a recompensa acaba por chegar! É importante referir que a relação professor-aluno é fundamental para o sucesso, porque é em grande parte, o professor o responsável por nos incutir o gosto pela disciplina, o gosto pelo estudo, isto é, são eles os grandes promotores da motivação. Sim, todos nós sabemos, que infelizmente, nem todos os professores se comportam de modo profissional, imparcial e exemplar, mas a sua grande maioria acaba por nos deixar boas recordações, e é a estes, que sabem quem são, que deixo o meu muito obrigado. O meu muito obrigado, a estes, que relembro com nostalgia, pelas portas que

No meu caso, não consegui entrar em medicina à dita “primeira vez”, entrei em Aveiro, em Bioquímica. Ficar parada, a lamentar o sucedido e cruzar os braços, não foi nunca perspectiva pela qual encarei a realidade. Fui para Aveiro, adquiri novos conhecimentos, novas rotinas, novas e maiores exigências. Entretanto, na altura de estudar para os exames nacionais, defini aquilo que referi acima, as minhas “prioridades”. Com bastante tristeza, deixei a família que lá criei, e vim embora, para me dedicar de corpo e alma aos exames. Não desanimar, determinação, garra e lutar foram as palavras de ordem. Fiz os exames nacionais, subi bastante a nota de Matemática e de Biologia e Geologia. Consegui! Sim, porque se pensam que para saúde só interessa a Biologia e a Química, estão muito enganados. Cada vez mais, a Matemática tem um papel fundamental em todas as áreas, e portanto, é necessário ter umas boas bases, e conhecimentos para o acesso ao ensino superior. A matemática está em todo lado. Quanto à polémica do exame ser excessivamente fácil, sou totalmente discordante. Se calhar, agora é que os Exames Nacionais de Matemática estão ajustados ao conhecimento dos alunos. Os alunos sempre estudaram. Os alunos sempre perceberam de matemática e a má média nacional reflectia o desajuste dos exames, que não eram, por vezes, apropriados às aprendizagens adquiridas. E o Exame não era de todo fácil. Podemos chamar-lhe “acessível” no sentido em que, com bastante estudo, se tornou possível tirar positiva, com mais facilidade. Agora, não se tornou fácil no sentido de qualquer aluno tirar um 20, ou um aluno do 9º ano o conseguir fazer, como alguns meios de comunicação social, sem fundo de conhecimento, o tentaram transmitir. E se pensam que vão poder fazer o exame nacional sem estudar, desenganem-se e não criem falsas ilusões. Houve sim, uma subida da média nacional que foi resultado do estudo e empenho por parte dos alunos complementado com um exame ajustado. Posto isto, no dia treze de Setembro, lá vi o “saltitão” azul e à frente “colocada na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra”. Chorei, ri, e pensei “valeu a pena todo o trabalho e esforço”. Acho que teve um sabor diferente e um devido valor que não saberia ter dado se tivesse sido colocada no ano passado. Digo com orgulho, que fui aluna da Didáxis e só espero que um dia, o façam da mesma forma, pois não se esqueçam, que foi essa Escola, a que muitas vezes não dão o devido valor, a responsável em grande parte daquilo que serão futuramente a nível profissional e individual! Continuem a contribuir para a construção de uma escola melhor, não só para os outros como para vocês próprios. E preparem-se para entrar naquela que será uma nova etapa, uma emancipação mas uma época de acrescida responsabilidade e trabalho. Mas garanto-vos, é a melhor fase da vossa vida, em que vão honrar, respeitar e ter um orgulho profundo da vossa academia.

Cláudia Ferreira 12º1 (2006/2007)

No ano lectivo 2006/2007, iniciei o meu percurso na Didáxis como aluna de Ciências e Tecnologias. Dei entrada no 11º ano, sem qualquer tipo de motivação escolar, pois o meu objectivo máximo era ter mais tempo para jogar pelo Núcleo de Xadrez de Vale S. Cosme (N.X.V.S.C.), dado que já praticava nele, mesmo não pertencendo à escola. Estou grata por pertencer a este clube, já que, entre tantas outras coisas, foi o meu bilhete de ingresso na Didáxis. Inicialmente, fui ingrata com o meu curso. Preenchia os requisitos mínimos, estudava com a regularidade suficiente, a turma que eu frequentava era só mais uma entre tantas outras. Com o tempo, comecei a dar valor à postura e ao espírito que se vivia entre alunos e professores. Creio que essa é, indubitavelmente, a chave do sucesso desta escola. É uma verdade absoluta que em termos de infra-estruturas está muito à frente de tantas outras (e falo por experiência própria porque estudei em várias), mas, não é esse o aspecto que me permite dizer: “Foi por isto que eu entrei na Universidade”. A base do êxito é a exigência dourada pelo apoio fornecido pelos nossos professores. No final do meu 11º ano, despertei para a necessidade de fazer pela vida. Com o meu primeiro exame à porta, julguei que não ia ser nada fácil superar essa barreira. Primeira paragem para agradeciPenso que o meu percurso escolar não deve ser muito diferente relativamente a todos os alunos, é claro que existem sempre algumas variantes, contudo penso que qualquer aluno sente a diferença ao transitar do Ensino Básico para o 2º Ciclo. A rotina antiga torna-se completamente diferente, no entanto é uma fase que se caracteriza pela nossa ainda muito presente infantilidade e talvez foi a fase em que menos prestei atenção aos estudos, sendo que aquela vista de olhos antes dos testes chegava. Com o tempo fui criando amizades, sempre muito importantes, inclusive para os trabalhos de grupo. Talvez foi no 8º ano que senti uma nova mudança, algo no ensino que exigia mais de mim, comecei a estudar mais, a prestar mais atenção a dedicar-me mais e em particular a Matemática, sim porque penso que é daquelas disciplinas que se aprende fazendo. É sempre bom aprender a teoria mas mais importante que isso era saber aplicar tudo na prática, saber interpretar e a matemática sempre exigiu isso. Entrei para o Núcleo de Xadrez e fui das primeiras pessoas a fazer parte dele, éramos 8 na altura, 2 equipas, hoje em dia esse número já cresceu bastante e ainda bem porque o Xadrez, por estranho que pareça, estimula o raciocínio, a concentração, a memória e ajuda principalmente na matemática, uma vez que esta também é uma disciplina que requer muito raciocínio e concentração. Mesmo assim não considero que foi uma fase em que estudei muito, inclusive para muitas disciplinas continuava a estudar no dia anterior. Na minha opinião a maior mudança deu-se na passagem para o secundário pois é nessa altura que deixam de nos exigir tudo e passamos a ser nós

Jornal O Vale mentos: obrigada à Professora Cláudia Cardoso pelo banho que me deu de Biologia e Geologia. Graças a ela, consegui tirar tanto no exame como no meu melhor teste da disciplina. Com a entrada no 12º ano, fui forçada a trabalhar bastante mais. As disciplinas de choque eram as que eu, como aluna de ciências, gostava mais: Matemática e Física- Química A. Foi tão mau o arranque, que o meu treinador de Xadrez/professor de Matemática um dia chamou-me à realidade e obrigou-me a ter bom senso, isto porque desci 6 valores. A F.Q. o panorama não ia muito melhor. Nada estava perdido e ainda tinha muito a ganhar e foi isso que fiz. Mais atenção, mais estudo, mais concentração, comecei a jogar menos Xadrez. Nos exames compensou e só tenho que lhes agradecer. Por isso… Obrigada. Obrigada também aos meus professores de Português, Filosofia/Psicologia, E.F. e Inglês já que me demonstraram as vantagens de se ter disciplinas de várias áreas no mesmo curso e foram sempre impecáveis comigo. Como desfecho, gostava de salientar a importância que teve o N.X.V.S.C. na minha formação como aluna. Foi nele que aprendi a ser mais humilde, ter mais concentração, ganhei sentido de responsabilidade, de união e espírito de grupo, espírito crítico, de avaliação, auto-controlo e, acima de tudo, divertime muito. Uma das semanas mais espectaculares calha sempre na Páscoa… Vá-se lá saber porquê: Nacional de Jovens de Xadrez! Graças ao Professor Mário e ao Professor José ganhei novas percepções sobre os modos ideais de se estar, apoiaram-me incondicionalmente e deram-me orientação nos momentos mais difíceis, principalmente o Professor Mário, dado que também frequentava as aulas dele. Aquelas lavagens cerebrais sempre tão úteis mas tão difíceis de ouvir. Por tudo isto, queria deixar um agradecimento especial a ambos, porque foram os mais marcantes em períodos extra-curriculares, tendo a certeza que não falo apenas por mim, mas por todos os que envergam a camisola do clube. Todos nós estamos muito orgulhosos por termos um acompanhamento destes. Muito obrigada. N.X.V.S.C. para sempre. Nós temos que ser duros! Catarina Cunha 12.2 2007/2008

próprios que temos de impor objectivos e metas a cumprir, porque é no secundário que começamos a traçar o nosso futuro, que nos começamos a preparar para aquilo que vai ser a nossa profissão. Foram sem dúvida os 3 anos do Secundário, os mais difíceis de todo o meu percurso na Didáxis porque o método que sempre usei, aquele de estudar antes dos testes, tinha resultado sempre até aqui mas o problema é que não me deu bases suficientes, as matérias não me ficaram na memória e então vi-me obrigado a estudar o dobro no secundário para conseguir acompanhar o ritmo e talvez seja essa a principal razão pela qual a minha média do 10º ano foi mais baixa em relação à do 11º e do 12º anos. Para muitos alunos a Matemática é o enigmático quebra cabeças e a verdade é que é uma disciplina difícil quando não se pratica, quando não se tem bases, quando não interligamos a matéria toda, quando não fazemos um esforço por compreender, mas por outro lado penso que quando nos dedicamos os resultados aparecem e foi precisamente o que aconteceu, não foi só por ser uma das minhas disciplinas favoritas, foi por todo o tempo que dediquei ao estudo que tive a nota que tive a Matemática. Se me pedissem um conselho para Matemática e talvez mais abrangente ainda, para todas as disciplinas, eu não diria que é preciso estudo pois isso acho que já um dado adquirido, eu diria que provavelmente o segredo é compreensão. Compreender a matéria, compreender os enunciados das questões, compreender as respostas que damos, tudo isto dános muito mais segurança e permite-nos assimilar melhor a matéria, o resto é só praticar e esperar pelos exames. Nunca descartei a importância dos amigos e passava muito tempo com eles mas sempre consegui ser equilibrado o suficiente para saber quando era para estudar e quando era para sair. Sempre fui uma pessoa muito desleixada a típica pessoa do “deixa andar” ou então do “depois vê-se”, a verdade é que tive que me tornar mais responsável, mais autónomo e a preguiça foi gradualmente desaparecendo dando lugar ao estudo. Foi assim que cheguei aos exames e foi assim que os fiz. Hélder Ribeiro 12.2 (2007/2008)


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Fui aluna na Didáxis durante três anos, concluí o 12º ano no ano lectivo 2007-2008 na turma 12.1 e obtive 18.7 valores no exame nacional de matemática. Ao longo destes três anos conheci muitas pessoas e muitas de grande valor, tanto professores como colegas. Professores que se disponibilizam inteiramente para ajudar os alunos a obterem bons resultados. O meu resultado no exame não se deve exclusivamente ao meu esforço mas também ao profissionalismo da professora Paula Valente que, não só a mim como a outros alunos, acompanhou no Secundário e se esforçou para que déssemos valor à Matemática, tirássemos partido dela, mas que essencialmente obtivéssemos bons

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resultados. Fez connosco este percurso de três anos e por isso também tem em parte este mérito. É imprescindível para bons resultados uma boa preparação, e esta deve-se ao professor que nos acompanha. Acreditem que a Matemática é viciante e tem muita utilidade, não contribuam para que a Matemática continue a ser considerada uma disciplina com tão maus resultados, digo isto porque adoro a matemática, não por ser só uma disciplina “prática” mas porque me dá imenso prazer resolver o que à primeira vista parece um verdadeiro quebra-cabeças, talvez por cada exercício ser um desafio é que é divertido fazerlhe frente. E como a professora Paula dizia: “ olhem para o exercício… Ele não fala convosco?”. A verdade é que todos têm solução, o segredo é não deixar o exercício vencer. “ A matemática não é um livro fechado” O mérito não está só nos alunos, por isso, o meu obrigada à professora Paula Valente por todo este esforço num percurso de três anos e por ter conseguido com que eu ultrapassa-se o “Abc da Matemática” e tivesse longas conversas com os exercícios!!! OBRIGADA ! Marlene Ferreira 12.1 2007/2008

O meu percurso académico até ao 12º ano demonstrou o meu valor enquanto estudante e as boas notas que alcancei em exame devemse em grande parte ao esforço e dedicação que demonstrei durante as aulas e durante os tempos de estudo em casa. Mas nem sempre foi assim: no início as dificuldades pareciam-me muitas e a vontade de ultrapassá-las era pouca. No meu primeiro ano na escola, senti grandes dificuldades em me ambientar ao novo ambiente, mas o facto de ver que todos os alunos do 5º ano também partilhavam os meus sentimentos confortava-me um pouco. A ideia de um professor por disciplina e testes que nos avaliavam verdadeiramente e que nos classificava enquanto bons ou maus alunos aterrorizava-me e foi necessária bastante persistência para encontrar o meu caminho e a melhor forma de contornar aquele problema, que naquela altura parecia-me assombroso. À medida que os anos iam passando, apercebi-me que a escola era bastante fácil de compreender e que as disciplinas não eram aquele monstro de sete cabeças e quando finalmente me adaptei, encontrei lugar para as novas amizades e para actividades extra-curriculares. Quando o 2º ciclo terminou, já eu era considerado um dos melhores alunos da escola e esse incentivo e reconhecimento demonstrado pela escola, apenas contribuía para o aumentar do

Escola Cooperativa Vale S. Cosme-Didáxis Ano lectivo:2007/2008 Nome Elsa Regina Gomes Costa Hélder Carlos Azevedo Ribeiro Fátima Alexandra da Costa Azevedo Carla Filipa Gonçalves Ferreira Cláudia Marisa Oliveira Ferreira José Ricardo Faria Ribeiro

Mais um ano lectivo de Olimpíadas Portuguesas de Matemática As Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM), organizadas anualmente pela Sociedade Portuguesa de Matemática, são um concurso de problemas de Matemática, dirigido aos estudantes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e também aos que frequentam o ensino secundário, que visa incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática. Os problemas propostos neste concurso fazem sobretudo apelo à qualidade do raciocínio, à criatividade e à imaginação dos estudantes. São factores importantes na determinação das classificações o rigor lógico, a clareza da exposição e a elegância da resolução. As OPM não têm como objectivo fundamental testar a quantidade de conhecimentos acumulados. No entanto, o desenvolvimento mental inerente à idade dos participantes e a própria maturidade matemática que decorre do aprofundamento das matérias escolares faz com que seja necessária a separação dos participantes em dois níveis, designados por categoria A e por categoria B. A categoria A destina-se a alunos que frequentam os 8º ou 9º anos de escolaridade, enquanto que a categoria B se destina a alunos que frequentam os 10º, 11º ou 12º anos de escolaridade. As OPM decorrem em três fases: • uma primeira eliminatória, que se vai realizar, na Escola Cooperativa Vale S. Cosme – Didáxis, no dia 12 de

Notícias/Actividades

Pontos 196 196 195 195 192 189

Novembro, Quarta-feira, das 15h1517h30. • uma segunda eliminatória, que funciona como uma final regional, que decorrerá no dia 14 de Janeiro, em algumas escolas do país, e para a qual são seleccionados alguns alunos, de acordo com o regulamento das OPM; • uma Final Nacional, que decorrerá de 26 a 29 de Março na Escola EB 2, 3 Dr. João de Barros - Figueira da Foz, envolvendo a participação de 30 alunos de cada uma das categorias, seleccionados de acordo com o regulamento das OPM. Para além das categorias A e B, existe uma outra, designada por Pré-Olimpíada, destinada a alunos que frequentam o 7º ano de escolaridade, sendo aberta a participação a estudantes dos 5º ou 6º anos de escolaridade, caso as respectivas escolas assim o entendam. Esta categoria tem apenas uma fase, que decorre em simultâneo com a primeira eliminatória das categorias A e B, e tem como objectivo despertar o interesse dos alunos para este tipo de concursos. Tal como é expresso no regulamento das OPM um dos objectivos do concurso é a detecção precoce de vocações científicas e, em particular, para a Matemática. É com agrado que se verifica que muitos dos vencedores de edições anteriores das OPM têm iniciado carreiras científicas que auguram bastante sucesso. De que é que estás à espera? Fala com o teu professor de Matemática e inscreve-te!

meu empenho e dedicação pelos estudos. O início de um novo ciclo, acarreta algumas mudanças, como eu pude concluir ao longo da minha vida. O 3º ciclo afigurava-se um quebra-cabeças, um muro intransponível (como diziam alguns dos meus colegas) e aquele receio do 5º ano voltou a atacar. Contudo, a diferença não se mostrou muito grande, apenas um ligeiro aumento das expectativas que os professores tinham para cada aluno. Era necessário construir o futuro e aquela era uma fase decisiva. Com o chegar do 9º ano, veio também a temática que mais preocupa qualquer aluno: os exames nacionais, que influenciavam bastante a nota final e que poderiam determinar a conclusão daquele ciclo ou não. No final de contas, um exame é só mais um teste, só que com regras especiais e mais solenidade. Concluído o terceiro ciclo, chega a vez do Secundário, a plataforma de acesso à Universidade e a um futuro promissor. O aumento das exigências do 9º para o 10º ano é evidente, mas não é nada que não se possa ultrapassar. Com a chegada de um novo ciclo, afiguram-se maiores responsabilidades para o estudante e com o passar dos anos, exige-se uma maior maturidade e personalidade. No meu caso particular, o ano que achei mais difícil, contudo o mais interessante foi o 11º ano, pois foi o ano em que terminaram algumas disciplinas (Inglês e Filosofia) e porque a nossa maturidade e desenvolvimento intelectual já nos permite abordar os problemas das disciplinas com maior interesse e dedicação e começam a

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mostrar o que nos espera na faculdade: o tipo de problemas, a complexidade dos raciocínios e a postura necessária para concluir as tarefas. No final do 12º ano chegaram os exames para admissão à faculdade. Devo admitir que a pressão que é exercida sobre nós, muitas vezes levanos a perder o controlo da situação e a demonstrar algo que não é verdadeiro ou totalmente real. A necessidade de gerir tarefas e horários por vezes pode ser cansativa, mas se forem bem elaboradas compensam o esforço. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é difícil obter uma grande nota em exame, ou ser um grande aluno. Basta apenas manter a atenção na aula e a consolidar os conhecimentos em casa, ou seja, fazer os exercícios necessários para perceber a matéria. Como um antigo professor me disse: “tanto vale fazerem um exercício como cem, se no final ainda não perceberam o que estão a fazer”. As disciplinas em que obtive melhores classificações em exame foram Matemática e Geometria Descritiva. Em ambas usei o método acima descrito e em ambas consegui boas notas. Assim, o meu conselho a quem quiser fazer parte dos melhores da escola e quem sabe do país, deve encontrar o seu método de estudo, aplicar-se de uma forma sincera e no final, conseguirá perceber que todo o trabalho que teve, não foi uma perda de tempo, mas a construção das bases do conhecimento que necessitará para a Faculdade. Tiago Cunha 12.3 2007/2008

Melhores classificações no Exame Nacional de Matemática Nome Ana Margarida Santos da Silva Marlene Sofia Peixoto Ferreira Catarina Amaral da Costa Brás da Cunha Tiago Daniel Sá Cunha Carla Sofia Gomes da Costa Adriana Filipa Neves Sousa

No dia 11 de Outubro realizou-se na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a apresentação do projecto SigMatemática, a qual contou com a presença de sete alunos das turmas 11.1 e 11.3 da Escola Cooperativa Vale S. Cosme - Didáxis.Este projecto desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), é um projecto de excelência para alunos de Matemática do 11º ano, e que permite aos alunos terem contacto com áreas matemáticas pouco estudadas ao longo do ensino secundário, alargando assim as suas competências matemáticas e a abordagem da mesma. Este projecto estará aberto a vinte alunos do 11º ano que terão de ser seleccionados entre um vasto número de concorrentes. Da nossa Escola concorreram sete alunos: Nídia Marques e Hugo Dinis da 11.1

Pontos 187 187 186 186 185 180

e Ana Miranda, Ângela Mendes, José Fernandes, Maria Barroso e Sara Sá da 11.3, os quais se deslocaram à apresentação do projecto acompanhados pelo professor de Matemática Mário Oliveira.Na apresentação do projecto, estes alunos puderam compreender melhor os temas que serão abordados ao longo das 16 sessões que constituem o curso que será ministrado na FCUP, por docentes de Matemática desta Faculdade, aos Sábados. Os alunos seleccionados para frequentar os cursos do programa receberão um subsídio para cobrir, total ou parcialmente, as despesas relacionadas com as deslocações a efectuar. Permanece apenas a dúvida se serão seleccionados para fazerem parte dos vinte escolhidos para esta oportunidade única!


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Núcleo de Estágio de Matemática

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Olá! Eu sou o Mat e vou estar convosco ao longo deste ano lectivo. Quem me trouxe cá foi o Grupo de Estágio de Matemática: a Ana, a Filipa e a Neide. As professoras Estagiárias ensinaram-me a ser curioso, criativo e principalmente (imaginem!?) a gostar de Matemática! Já percorri muitos mundos, desde as Letras, Artes até às outras Ciências, mas desta vez estou convencido que é à terra da Matemática que eu pertenço. Agora perguntam: “O que é que tu fazes aqui?”. Pois bem, vou mostrar-vos o meu mundo cheio de números e letras, de curiosidades, de desafios, opiniões e muito mais… Quem me vai ajudar são as minhas amigas Ana, Filipa e Neide.

Quando quiserem falar comigo, contactem o Grupo. No final do ano digo-vos onde eu moro, mas para já só elas sabem…

No passado dia 3 de Outubro, o meu amigo e Professor mático fez uma pequena surpresa aos nossos professores. Trouxe com ele a opinião de vários alunos da nossa escola, sobre o que é, para eles, ser professor. Desde já vos digo que foi uma surpresa muito agradável. Os professores ficaram entusiasmados com o que

leram e sentiram o seu trabalho recompensado. Mais tarde, foi a vez do Dr. José Fernandes nos visitar e passar algum tempo connosco. Para terem uma ideia do que se passou neste dia, mostro-vos alguns dos momentos que captei…

Anedotas Matemáticas Neto: Ó avó, não te importas de me ajudar a achar o m.m.c.? Avó: Que horror! Ainda não o encontraram? Já no meu tempo de escola andavam à procura dele!!! ___________________ Um estudante reprova no exame de Matemática e envia ao pai o seguinte telegrama: “ Exame magnífico, professores entusiasmados, querem que repita.” _________________ Um homem no paraíso diz a Deus: - Senhor, para vós quantos são 1000 anos? - 1 minuto. - E 1000 euros? - 1 cêntimo. - Então dê-me 1 cêntimo! - Está bem, mas espera 1 minuto!

As contas de um caixeiro-viajante Já pensaste no que queres ser quando fores grande? Médico, astronauta? Ou, quem sabe, caixeiro-viajante?! Se escolheres a última hipótese vais ter de resolver problemas matemáticos todos os dias. Não acreditas? Então repara: um caixeiro-viajante tem de visitar diversas cidades para se encontrar com os seus clientes. Por isso, antes de sair de casa, convém fazer contas para descobrir qual o caminho mais curto. Não fazia muito sentido ir ao Porto, depois ao Algarve, a Coimbra e só no fim a Lisboa, pois não? O percurso do caixeiro-viajante começa e termina sempre no mesmo local, e não pode passar em nenhuma das cidades mais do que uma vez. Como vês, ser caixeiroviajante exige mesmo cálculos matemáticos! De certeza que já tiveste de resolver um problema como o do caixeiro-viajante. Só não sabias que se chamava assim. Por exemplo, imagina que a tua mãe te pede

E agora falemos de Matemática… para ires ao supermercado, mas tu já tinhas prometido a um amigo que ias à casa dele levar um livro, e ainda tens de ir aos correios e regressar a casa antes de anoitecer. Que caminho farias? Se fores primeiro aos correios, depois ao supermercado, depois à casa do teu amigo e regressares a casa, percorrerás 35 km. Mas, se optares por ir primeiro à casa do teu

amigo, depois aos correios, depois ao supermercado e regressares a casa, já serão 41 km. No entanto, se tiveres de ia a muitos lugares, fazer a combinação de todos os percursos demoraria muito tempo. Nesses casos, o melhor é fazer alguns cálculos e optar pelo melhor deles, sem esgotar todas as combinações.


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A Ética de Kant (1724-1804) Desde cedo que o homem reconhece ser um ser social, que necessita de estabelecer uma relação com o ‘outro’ e com as instituições. Para que essa relação seja bem sucedida, são criadas normas morais (conjunto de regras, hábitos, que seguimos no nosso dia-a-dia, para tomarmos uma decisão). Surge assim a Ética, o conhecido campo da Filosofia que tem como objectivo reflectir sobre as normas de cada um e obter uma resposta sobre o que é o mais correcto fazer. Kant desenvolveu uma Ética deontológica. Qualquer ética deontológica preocupa-se com o dever. Kant, não fugindo à regra, diz que a única maneira de agir moralmente é agindo por dever. A teoria de Kant é uma teoria não consequencialista pois para Kant o que determina se uma acção é moralmente correcta é a sua intenção, a máxima que esteve na base dessa acção e não as consequências que dela resultaram. Para agirmos por dever, são necessárias duas coisas: 1- Agir de acordo com o dever, ou seja, segundo uma máxima (regra subjectiva da acção, que nos indica como devemos agir); 2- Agir de acordo com uma máxima que passe o teste do Imperativo Categórico. Assim, a acção moral é aquela que é reflectida por cada um de nós, tendo em conta estes dois parâmetros. Mas o que é o Imperativo Categórico? O Imperativo Categórico é um Imperativo (ordem), que decide se o que fazemos é ou não moralmente correcto. Assim, para uma acção ser

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Opinião

correcta, terá de ser “aprovada” pelo Imperativo Categórico que Kant apresentou com várias formulações, sendo estas duas as que analisamos: 1- Nunca tomarás uma pessoa como um meio para o teu fim, mas como um fim em si mesma; 2- Agirás segundo uma máxima tal que aches possível ser universalizada. Para melhor compreensão destas ideias, numa acção onde um ser humano se envolve com alguém superior, apenas para subir hierarquicamente, seria moralmente incorrecta, pois estaríamos a usar alguém como um meio para um nosso fim, e certamente seria impossível todos agirmos assim, já que o conceito de amizade perderia todo o seu valor e qualquer relação passaria a ser falsa. Temos também o exemplo de um rapaz que ajuda uma velhinha a atravessar a rua. Se olharmos apenas para as consequências desta acção, podemos erradamente dizer que esta acção foi moralmente correcta. Mas podemos estar enganados, pois o rapaz pode ter agido com base na máxima: “Ajudarei a velhinha a atravessar a rua para depois obter uma recompensa”. Esta máxima não passa o teste do imperativo categórico, já que é negada por ambas as formulações acima referidas. Logo, esta acção é imoral. Concluindo, a ética deontológica de Kant procura fazer com que o ser humano aja da forma mais correcta, altruísta e humanamente possível. João Gonçalves; José Fernandes; Maria João Gonçalves

A minha experiência no estágio

Quando entrei para este curso, não fazia a menor ideia que teria de ter uma experiência a nível profissional, mas depois explicaram-nos que para concluir este ano teríamos que realizar um estágio no mudo de trabalho. Depois de ter tirado todas as dúvidas em relação ao estágio fiquei bastante angustiada, pois era uma coisa totalmente nova, uma vez que era sair de um meio e entrar noutro completamente diferente, era ingressar num mundo com mais responsabilidade, não era a “boa vida da escola”. Agora com o estágio concluído é que me apercebo do porquê de as pessoas dizerem que a vida de estudante é que é boa. Passando ao estagio! Em relação à minha experiência durante um mês e meio na Graphite o que posso dizer? Foi uma experiência que nunca vou

esquecer, desde o que aprendi e o que fiz, foi pouca coisa, mas já deu para aprender a funcionar com certas máquinas que nunca tinha trabalhado, e, também, deu para dar valor a certas pessoas que lidam com impressoras todos os dias, pois tirar fotocópias tem muito o que se lhe diga, não é só colocar a folha e carregar no botão, tem muitos mais segredos que são fantásticos. Muitas das coisas que aprendi deve-se a uma senhora e futura mamã fantástica que me orientou durante esse percurso e que teve uma grande paciência para me ensinar coisas novas todos os dias, que para mim talvez, neste momento, possam ser insignificativas, mas que talvez um dia mais tarde possam ser muito úteis na minha carreira. Durante esse período de trabalho tive momentos de pura alegria, mas também momentos em que me apeteceu…sei lá desaparecer da loja, devido ao que eu fazia e que saia mal, mas nessas alturas estava lá a Sra. Margarida com palavras de incentivo ou frases que nunca vou esquecer, entre elas: “- Quem procura acha.”; “- Ai mulher!!!!!!!!”; “ “- O saber não ocupa espaço”. Este período no mundo de trabalho, deu para me dar conta de certas coisas, que ainda não me tinha dado conta, pois só passando pela experiência é que damos

valor ao que temos e é isso que faz com que nos tornemos mais maduros e com mais responsabilidade, quer a nível de horário no nosso local de trabalho , quer com a sociedade, com a qual lidamos no nosso dia-a-dia. Com isto quero dizer que quando os nossos pais e ou professores nos dizem para estudarmos, não o dizem por mal, pois o mundo está muito complicado e eles ao darem-nos estes concelhos só o estão a fazer para o nosso bem, pois já conhecem o que custa trabalhar para sustentar uma família. Para concluir só tenho a dizer que foi um ano em cheio, com uma turma razoável, foi é pena só sermos 4 raparigas, mas de resto tivemos uns óptimos professores, com uma paciência inesgotável e com um “feitio bom de aturar” Tenho a salientar que a carga horária era muito excessiva e isso fez com que nos sentíssemos um pouco cansados. Em relação à Sra. Margarida não tenho mais nada a dizer, excepto que é uma Sra.***** e com uma experiência de vida muito boa e, com essa experiência, transmitiu-me uma lição de vida muito gratificante da qual tão cedo não me vou esquecer. Só tenho a dizer que o menino que bem a caminho vai ter uma mãe espectacular e com uma experiência da vida muito boa. Ricarda, TGEI

Nas aulas de filosofia da turma 10.3, durante o 3º período realizou-se um debate, em que as teorias de Immanuel Kant e Stuart Mill estavam a ser confrontadas. John Stuart Mill nasceu em Londres, sendo o primeiro filho do filósofo escocês radicado na Inglaterra, de nome James Mill, este foi educado pelo seu pai. Desde cedo, que a educação de Mill, dada por seu pai, era rigorosa e implacável, sendo que aos três anos foi-lhe ensinado, o alfabeto grego e longas listas de palavras gregas com os seus equivalentes em inglês. Aos doze anos John iniciou um estudo intenso de lógica, lendo os tratados de lógica de Aristóteles no original. Nos anos seguintes foi introduzido na economia política e estudou vários filósofos com seu pai, tendo acabado por completar algumas dessas importantes teorias. Nós ser humanos, como seres sociais e sensoriais o que pretendemos é alcançar uma boa vida, e para isso é indispensável a felicidade (que implica saúde, bem-estar…) e tentar diminuir ao máximo qualquer dor ou perturbação. Este é o principal objectivo da teoria de Stuart Mill, isto é, maior felicidade para o maior número de pessoas. Esta filosófica teoria relaciona-se com o hedonismo, sendo

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esta também uma perspectiva que pretende alcançar máximo prazer, diminuindo assim qualquer dor ou sofrimento. Só assim, deste modo estando todos os Homens com a máximo prazer e felicidade, é possível vivermos em sociedade. Todavia, a teoria milleana, não é uma teoria que desvaloriza os direitos colectivos, antes pelo contrário, deste modo, os prazeres encontram-se divididos, existindo os superiores e os inferiores, sendo os primeiros de foro intelectual ou racional, e os segundos de origem física, como por exemplo comer. Esta teoria é também denominada de teoria consequencialista, isto é, o importante numa acção são as consequências da mesma, sendo que, se a finalidade ou consequência forem boas a acção é boa, não importa deste modo, como devemos agir, mas sim se a nossa acção é boa ou má, de acordo com a finalidade da mesma. Esta teoria, apresenta algumas oposições, apresentadas especialmente por teorias deontológicas, como por exemplo a de Immanuel Kant, mas mesmo assim, esta teoria é usada actualmente na nossa sociedade, sem muitas vezes nos darmos conta disso, como por exemplo nas políticas democráticas. Texto realizadopor:AnaMiranda,Rita Fernandes,João Costa10.3

As minhas férias... Para começarn nas minhas férias, fui uma semana para a praia das Caxinas, que se situa em Vila do Conde. A água estava gelada, mas diverti-me na mesma: jogando futebol, voleibol e ténis com o meu pai. Quando voltei para casa, fui dar um passeio com a minha mãe de barco, onde subi o rio Douro de Gaia até à Régua e depois voltei de comboio. Em seguida, fui até casa do meu primo: jogamos psp, Xbox, estivemos na piscina e fomos ao cinema com a minha mãe. Eu já estava farto de estar em casa, então o meu pai decidiu darmos um passeio por algumas cidades de Portugal. Foi bem di-

vertido. Fui a Fafe: não tinha nada de especial; fomos a Viana do Castelo: vi um barco hospitaleiro. Gostei muito de Figueira da foz: as praias com um areal enorme, onde fazem os mundialitos de futebol de praia, entre outros eventos. Por fim, fui à Guarda, onde tinha um parque enorme e muito divertido. Depois fui à festa do meu amigo João, onde fomos ao lasergame com outros amigos nossos da primária. E, para acabar as férias em beleza, fui até ao parque aquático de Amarante. Não se esqueçam de ir, vale a pena a viagem. Cuidado com as descidas!

As férias começaram. Já tinha o meu plano concluído. Logo nas primeiras semanas, a minha irmã Filipa fez o último exame da universidade. Como ela tinha lá muitas coisas, eu, os meus pais e os meus tios fomos buscá-la. Ao fim do dia viemos de novo para casa. Quando começou o mês de Agosto, fomos para a Póvoa porque temos lá um apartamento. Quando chegámos, tinham-nos roubado a mangueira que levava o gás para a cozinha. No outro dia, quan-

do nos aproximámos do areal avistamos a bandeira vermelha. Perguntámos ao nadador salvador e ele disse que era por causa das salmonelas. No dia quinze foi-nos dada a informação que o mar já estava limpo. Mas os contratempos ainda não acabaram por aqui. Quase no fim das férias tivemos convidados para almoçar. Na noite anterior deitamo-nos tarde e só acordamos à uma hora da tarde. Os convidados estavam à porta. Foram boas, mas acabaram!

Eduardo 6.3

Catarina Torres 6.3


Núcleo de Estágio de Português

Nós somos três amigos do curso de Estudos Portugueses da Universidade do Minho que, após uma demorada e ansiosa espera de quatro anos de estudo, começaram a integrar um ritual de iniciação que nos levaria a pôr à prova o nosso fulgor e as nossas competências perante um grupo de alunos: um ritual chamado estágio pedagógico. É o culminar de anos de trabalho, partilhas, risos, lágrimas e jantares ébrios – de sonhos, quimeras e planos mais ou menos utópicos!... É o nosso passo cósmico para o mundo da vida adulta e profissional, um passo tímido sobre um território povoado de céus enevoados, águas pouco límpidas, fermentado com surpresas, boas e más, mas férteis na aventura do nosso crescimento individual. Um mundo educacional que é sinónimo de uma praxis desafiada por incertezas. Um mundo misterioso, sim, mas que estamos ávidos de conhecer. Inseridos nesta comunidade escolar, muito bem recebidos

Falemos Camões No que toca à escrita em Português, infelizmente, é caso para dizer que “cada tiro, cada melro”! A cada conversa telefónica, a cada sms enviada para mil e um destinos, a cada gargalhada entre amigos à mesa do café – e pior do que tudo – a cada exame de Língua Portuguesa, vemos, horrorizados, o modo como deliberadamente cravamos nas costas de Camões tantas facas e navalhas!... Já não lhe bastava ter perdido o olho em Ceuta devido à fúria rara / de Marte (in “Canção X”), tem agora o desgraçado poeta que ficar surdo de tanta agonia linguística! Para dissipar de uma vez por todas estas notas dissonantes que arranham a nossa querida língua, vejamos então como se fala e como se escreve em bom Português algumas das mais típicas nódoas negras: 1. Combate entre houve versus houveram: o verbo haver, quando aplicado com o valor semântico de existir, é sempre impessoal! Isto significa que, como não tem um sujeito ou um agente que realiza determinada acção, é sempre aplicado na terceira pessoa do singular: “Hoje há cada cromo a falar mal Português!”, “Houve muitos erros ortográficos nesta turma!”. As formas plurais deste verbo apenas ocorrem quando exprimem o sentido de ter ou estão munidas de preposição e conectadas a um verbo no infinito (a denominada conjugação perifrástica): “Os alunos houveram de repetir o mesmo exercício para colmatar as suas lacunas gramaticais” (valor modal de necessidade ou obrigação) ou “Eles hão-de aprender a ser ami-

e mimados com muito trabalho, teremos um ano pela frente cheio de tremores, ansiedades, cafeína, mas igualmente coragem, perseverança, curiosidade e espírito de grupo. Se o efeito pigmaleão estiver certo, então o nosso empenho e optimismo trarão resultados promissores. Queremos ensinar e aprender ensinando, desejamos dar o nosso melhor dentro da sala de aula e também fora dela – e já está agendada a nossa participação em actividades como a Feira do Livro, a Feira do Livro Usado, o Dia de S. Valentim, o Sarau Cultural, o Fórum de Poesia, etc. Teremos também pela frente o Projecto Litteratus, que surge inserido numa tentativa de diminuir as lacunas existentes ao nível da iliteracia no ensino básico e secundário. Será este o nosso Graal ao longo do nosso trabalho nesta escola! Núcleo de Estágio de Português Cristiana Pereira, Diogo Martins, Teresa Alves

gos da sua língua!” (valor modal de intenção). 2. Combate entre chegamos versus chegámos: aquilo que distingue estas duas formas é o acento grave na segunda sílaba do segundo exemplo. Ambas são formas correctas do mesmo verbo no modo Indicativo, mas enquanto a primeira se refere à primeira pessoa do plural do Presente, a segunda é a forma da mesma pessoa e do mesmo número no Pretérito Perfeito. O nosso discurso oral acabou por homogeneizar o modo como pronunciamos a mesma vogal tónica nestes dois tempos distintos – e daí resulta a ambiguidade escrita. Então, para dissipar todas as dúvidas, que fique bem claro: “Hoje chegamos a tempo às aulas” é diferente de “Ontem chegámos a tempo às aulas”! 3. Combate entre à versus há: a palavra à é a contracção da preposição a com o determinante artigo definido feminino no singular e antecede sempre – e Camões, Eça e Pessoa estão neste momento, rabugentos e de indicador erguido, a berrar “Sempre!” – um substantivo feminino no singular (e no plural basta acrescentar o morfema –s): “Vou à aula todo contente!”, “Hoje vamos às rosas!”. Por sua vez, com a forma verbal há isso não acontece: as palavras que ocorrem pospostas ao verbo tanto podem ser femininas ou masculinas como singulares ou plurais: “Há bolo hoje” e “Há bolinhos hoje” ou “Há flores às dúzias no jardim” e “Há flores à dúzia no jardim”. 4. Combate entre fui versus foi: falamos agora (e não “falámos agora”!) de uma rasteira que, qual doença contagiosa, acabou por se infiltrar no sistema imunitário da nossa escrita. Fui e foi são duas formas do

Ano XXI

nº 72

Ilse Losa, sem nunca se poder considerar uma escritora de intervenção, é uma escritora que foca na sua lírica textual múltiplas temáticas cruciais para a compreensão do fenómeno político e social de um país em desagregação. Não precisa, para tal, de se apoiar em quaisquer artifícios de ordem linguística, nem em clichés mais ou menos óbvios. Ilse Losa foi uma verdadeira artista da palavra enquanto forma de expressão sentimental, sendo que para tal se fazia socorrer amiúde por factos históricos vistos através da sensibilidade e da percepção de uma criança ou adolescente. “O Mundo em que Vivi” é, por este prisma, a sua mais relevante conquista. É, pois, uma obra que reflecte a alma humana em todo o seu esplendor, o que não significa que nela venham imbuídos unicamente valores positivos ou somente aquilo que de bom o ser humano é capaz. É uma história contada seguindo um rumo temporal no qual as vivências quotidianas da personagem principal assumem um carácter de descoberta e de inocência, perante o qual o mal e a discriminação nada valem. Daqui sobressai todo o simbolismo e importância desta obra destinada ao público mais jovem, obra cimeira e incontornável no panorama literário infanto-juvenil em língua portuguesa, e á qual em circunstância alguma o Plano Nacional de Leitura poderia ignorar. Destaque-se em primeiro lugar um aspecto fundamental, que interliga de forma inegável esta obra ao PNL, e que é nada mais, nada menos do que o seu elevado valor moral, ético, e histórico. O livro relata a vida de uma jovem na Alemanha do período entre a Primeira Guerra Mundial e a ascensão de Hitler ao poder, cuja vida quotidiana é permanentemente ensombrada pelo facto de professar a religião judaica. Rose, assim se chama a jovem, dá-se conta progressivamente do mundo que a rodeia, da sua complexidade e das suas maldades, descobertas que vão contrastando com a perspectiva pura que numa fase mais inicial detinha singular no Pretérito Perfeito do Indicativo quer do verbo ser quer do verbo ir, mas fui pertence à primeira pessoa – “Eu fui um grande aluno de Português” – e foi pertence à terceira – “Ele foi o maior poeta português do nosso século!”. No entanto, apesar de não vandalizar com frequência o nosso discurso oral, a troca da primeira com a terceira pessoas verifica-se a torto e a direito na escrita de muito boa gente, acima de tudo quando se refere ao verbo ser: uma concordância incorrecta transformada em “Eu foi”. Se tem por hábito dizer “Eu foi” e deseja pedir desculpa, faça-o sem vergonha (Camões perdoa-o de certeza, porque a idade o tornou mais tolerante!): “Eu fui o maior serial-killer da Língua Portuguesa, mas agora, quando não sei como isto ou aquilo se escreve, pergunto sempre primeiro!”. A Língua Portuguesa começa a ser a infeliz testemunha de ver o seu léxico a ficar sincopado, espezinhado, abalroado por tantos atropelos. É evidente que, como qualquer organismo, as línguas também nascem, crescem, amadurecem, casam-se com palavras estrangeiras, enrugam ao chegar à terceira idade e depois sucumbem, nascendo outras no seu lugar. Mas enquanto a língua é viva e é falada por todos nós, não devemos cortar o cordão umbilical que nos mantém unidos a este património cultural. Para nos entendermos e para assegurar o nosso sucesso seja em que profissão for, falar a língua de Camões sem feridas crónicas é uma condição fundamental vivamente recomendável! Para isso, basta reconhecer os nossos pontos fracos e desejar aprender a remendá-los. Camões agradece. Núcleo de Estágio de Português 2008-09-26

Set/Out 2008

Jornal O Vale

sobre o que a rodeava. Mas o que é realmente de destacar nesta narrativa, é o modo como Rose desmistifica acontecimentos e atitudes individuais protagonizados, entre outros, contra elementos de sua família ou do seu círculo de amigos mais próximo. Ao desmistificá-los, reduzindo-os a uma risível e extraordinária insignificância, Rose encoraja o leitor a rir-se na cara da adversidade, personificada neste caso pela ascensão do nacional-socialismo como modelo ideológico dominante na Alemanha. É claro que nem Rose nem ninguém é capaz de fazer esquecer o

pano de fundo da história, ou seja, um período de discriminação racial que atingiu níveis inaceitáveis, na qual os judeus foram os mais atingidos. Daqui se depreende com relativa facilidade da primordial importância que uma obra desta dimensão possa ter na mente de um adolescente em idade de exploração, tal como Rose, do mundo á sua volta. Neste sentido, “O mundo em que Vivi” deixa transparecer uma multiplicidade de valores morais e éticos, considerados por todas as escolas pedagógicas como sendo indispensáveis à formação de indivíduos com cultura democrática e respeitadores do direito à diferença. Chamar a atenção dos alunos para os erros que a Humanidade cometeu num passado ainda tão recente é, e mesmo que não se considere a dimensão pedagógica, um dever intocável de quem ensina. Para tal, a tarefa do professor como

pedagogo moral não deve ficar pela análise da narrativa do livro. Essa tarefa só estará completa quando o professor se servir de outro tipo de suportes visuais, muitas vezes mais atractivos para os alunos, pois permitem fugir um pouco à rotina das tarefas escolares. A título de exemplo, creio que o visionamento de um filme associado àquele período da História e que foque as perseguições movidas pelo ódio racial a algumas minorias éticas e religiosas seria uma excelente ideia. A obra cinematográfica poderia ser acompanhada (ou substituída) pelo visionamento de um documentário de elevado valor histórico sobre os mesmos acontecimentos. Refira-se, no entanto, que qualquer uma destas tarefas teria forçosamente de ser acompanhada por uma reflexão oral e escrita sobre a(s) obra(s) visionada(s), no qual fossem avaliadas as capacidades dos alunos em termos de análise crítica e comparativa. Uma boa estratégia seria procurar fazer os alunos reflectir sobre alguns aspectos comuns entre a realidade social expressa no livro, e a realidade social contemporânea, salientando nomeadamente as situações de xenofobia e racismo patentes ainda hoje em muitos contextos sociais um pouco por todo o país. Apelar ao recordar de situações vividas pelos alunos nas suas vidas pessoais pode ser um bom começo, bem como o de utilizar suportes visuais como recortes de jornais ou fotografias. É, pois, com base nestes suportes que as reflexões devem ser levadas a cabo, constituindo desta forma um excelente contributo para melhorar as capacidades dos alunos em termos de escrita reflexiva, a qual contrasta com o automatismo de muitos exercícios prétreinados e repetitivos. Creio, pois, que este livro se torna assim uma leitura pertinente para o 8º ano de escolaridade, porquanto predispõe o aluno à descoberta de outro tipo de realidades, que até aí lhe eram praticamente estranhas.

Passatempos Descubre as dez diferenças

Agora, com a ajuda dos teus Encarregados de Educação, imagina uma história passada no Oriente. Soluções: Folha no meio do vestido; cor da flor na manga esquerda; cor da letra no leque; janela na casa da direita; pedra no canto inferior esquerdo; árvore no canto superior esquerdo; planta junto ao passeio; nuvem por trás da casa esquerda; fita no leque; brinco na orelha esquerda.

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Palavras Cruzadas

Horizontal 1. Qual o outro nome dado à poluição do ar? Poluição… 3. Qual é a fonte de poluição natural, que além de muito fumo, emite também lava? 5. Qual o nome do local próprio para a deposição de resíduos sólidos que substitui as lixeiras? Chama-se aterro… 7. O ruído que pode causar danos nos nossos ouvidos é a poluição… 9. Qual a fonte de poluição mais comum nas cidades? Vou-te dar uma pista, usamo-los quando precisamos de nos deslocar. Vertical 2. Qual o nome do processo a que se podem submeter muitos produtos quando já não se podem usar, para que sejam novamente úteis? 4. Como se chama ao tipo de fontes de poluição que estão espalhadas e são mais difíceis de quantificar? 6. De que cor é a bandeira que deves ter sempre presente nas praias onde vais tomar banho? 8. Qual o nome da doença respiratória comum, especialmente nas crianças?


Ano XXI

nº 72

Set/Out 2008

Neste início de século é simplesmente natural que ao lançar-se um olhar sobre as correntes estético-literárias que ocorreram em Portugal nos últimos cem anos, com a intenção de observar o que foi feito e o que está ainda por fazer, se use os instrumentos histórico-literários e teórico-críticos que temos à nossa disposição . Para isso, servindo-me de exem¬plos comparativos de outras literaturas,direi que o século XX foi dividido por uma Se¬gunda Guerra Mundial, e que esta divisão introduziu no panorama literário ocidental dois períodos, o Modernismo e o Pós-Modernismo, e os seus cor¬respondentes conceitos. Sendo que o Modernismo ainda poderá e deverá ser repartido num primeiro momento, coincidente com o primeiro quartel do século XX e com a primeira geração, dita pro¬priamente Modernista, e num segundo momento que se desenvolverá ao longo do segundo quartel do século. O Pós-Modernismo, e para se falar apenas no caso português, surge na sua primeira fase, com a geração de Jorge de Sena, sobre¬tudo pelo facto de se dar como eclosão e proliferação de várias estéticas, podendo-se detectar o início de uma segunda fase, mais ou menos pela data da sua morte, não pelo aparecimento real e efectivo de obras ou de livros ou de atitudes conscientemente Pós-Modernistas, mas mais pela necessidade que os autores, e os próprios críticos, sentem de se actualizarem apropriando-se, embora levemente, de uma designação tornada subitamente famosa. Penso que não será necessário insistir sobre o que já se sabe dos dois modernis-mos, o de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e de Almada Negreiros (da geração do Orfeu), e o da geração da Presença, José Régio e Miguel Torga. A história tem sido feita, um consenso parece estar estabelecido e o cânone adveniente também. Em termos muito genéricos poder-se-á repetir que a estética do primeiro Modernismo, em Portugal como noutros países, consiste essen¬cialmente na presença de três traços que em certas áreas se complicam e se sobrepõem: o impessoalismo, que em Pessoa adquire a forma típica da des¬personalização, a atitude anistórica do poema auto-referencial, dito também autotélico, que em Álvaro de Campos se desmente, e a forma espacial ou espacialização do tempo que explica, em Pessoa, a origem da sua heteronímia. Quanto ao segundo modernismo, forçoso seremos de concluir que se trata de um regresso, compreendido este regresso ou retrocesso no seu devido contexto histórico, à estética simbolista ou pós-simbolista, com aprendizagens adquiridas entretanto com a experiência modernista da primeira geração que moldou, via Fernando Pessoa( ortó¬nimo) e Álvaro de Campos, o poema português do século XX. Logo, trata-se, desde já, de um retardamento, que não é nem será excepção na cultura literária portuguesa, já que facilmente esquecemos que contempo¬râneos do Orfeu ainda subsistiam (e só para tratar do fenómeno poético…) o Simbolismo de Camilo Pessanha e o, finalmente em Portugal, Romantismo de Teixeira de Pascoais, retar¬dado um século na proposta que então fazia das invenções românticas inglesas havidas no começo do século XIX. Com a terceira geração acontece finalmente, muito pós-modernamente, aliás, ou o pluralismo não fosse um dos traços mais marcantes desta corrente ainda vigente, a de¬safiar posteriormente qualquer ideia ou possibilidade de canonização em termos sim-plesmente de obra,

Jornal O Vale a explosão de várias estéticas que durante anos se vão guerrear para alcançarem o mercado leitor. Entre esses movimentos temos o Neo-realismo, que entretanto tentava destronar a Presença infligindo-lhe o rótulo de um «esteticismo» finissecular, vindo no seguimento do que se tinha passado nas literaturas inglesa e americana dos anos trinta, com a introdução do problema social. Da profusão de poetas neo-realistas que tão conhecidos foram por ra¬zões, hoje sabese, meramente políticas e de propaganda, tentase ainda salvar, neste final do século, Carlos de Oliveira e a sua obra. Pouco depois surge o Surrealismo, iniciado em Portugal em 1947, isto é, vinte e três anos depois do primeiro manifesto surrealista de Breton, quando internacionalmente o fe¬nómeno apresentava visíveis estados de catatonia acelerada, demonstrando assim uma inexplicável e completa indiferença ao que ocorrera na Europa: uma guerra sem prece¬dentes que punha em questão toda uma ideia ocidental de civilização e que minara, com a sua rea¬lidade inexcedível, a veleidade de um qualquer mundo surreal ou surrealizante, como tão bem compreendera Jorge de Sena na altura. Desta ideologia estética resta ainda em desola¬dora preeminência pública a figura e a obra de Herberto Helder, saído dos anos 60, como um facto cultural genuinamente português. Com os Cadernos de Poesia, um outro movimento surge: tenta-se uma liga¬ção feroz ao primeiro Modernismo português via língua inglesa, a primeira e última de Pessoa, daí que, a maior parte deste grupo de poetas, com ex-

cepção de Jorge de Sena, que ousará a ruptura como mais ninguém teve a coragem de o fazer com os pressupostos estéticos de Pessoa, visando uma superação dialéctica, será retardadamente modernista, e por isso, para quem não teme neologismos, ultramodernista, que é a sorte de muita poesia ainda hoje escrita pelas novas gerações. Quer dizer, hoje, em Portugal, com a morte de Sena, vive-se debaixo de uma ideo¬logia estética que denominarei de Ul¬tra-modernista. Ou, no melhor dos casos, e é uma hipótese, numa mistura ou contiguidade de dados decorrentes do moder¬nismo com a justaposição de noções pós-modernistas importadas, sem nenhuma relação com a experi-ência de Pessoa e de Sena como possíveis iniciadores de uma tradição poé¬tica ou, mais pro¬priamente, escritural. Já que pós-modernismo quer dizer, fundamentalmente três coisas, e em oposição ao modernismo: pessoalismo (traduzido pelo aspecto biográfico da obra-vida em questão, mas sobretudo, e isto como um traço civilizacional inaudito que vem pôr fim a vinte e cinco séculos de tradição ocidental, com a extinção da figura do poeta in¬troduzida pelos gregos), historicidade (os textos deixam de ser autotélicos e autoreferenci¬ais, deixam de ser objec¬tos estéticos como foram legados pelo simbolismo, para darem conta do mundo da referên¬cia e da história) e temporalidade (que, segundo Heidegger, é essencialmente discurso - e agora compreende-se todo o terror que o «dis¬cursivismo» cau¬sava nas mentalidades críticas portuguesas dos anos sessenta e setenta, pois o anti-discur¬sivismo não era mais que uma tentativa de se negar o tempo, por outras palavras, e para quem não precisa da poesia como consolação, a morte). Isto é, uma estética pós-modernista, e não sou eu que estou a inventar, pois o que se segue faz parte da cultura geral reproduzida pelos livros, repetindo-se em milhares de textos que

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Artes&Letras parecem não ter ingresso nas diminutas fronteiras portuguesas, «põe em pri¬meiro plano a alienação da língua em relação à realidade, assim como a alienação do ho¬mem em relação à natureza, desenvolve uma sistemática questionação da língua como meio de percepção e de comuni¬cação, faz a experiência do acaso como categoria pri¬mordial da temporalidade, escolhe como analogia estrutural a música, descobre como órgão dos sentidos privilegiado o ou¬vido, desenvolve a forma aberta e inconclusiva». De tudo o que ficou exposto é fácil compreender, para os que têm uma mínima ideia do que foram e são as obras dos poetas das várias épocas, que na poesia portu-guesa do sé¬culo XX só Jorge de Sena se enquadra de uma maneira distinta nos pressupostos da estética pósmo¬dernista, porque foi o único que percebeu o «problema Pessoa».. Sena teve pois a intuição do risco que corria a poesia portuguesa nesse momento. Um pouco como acontecera no século XVI com Camões, o risco afigu¬rava-se-lhe seme¬lhante. Permanecermos dois ou três séculos à sombra de um grande poeta, mediocre¬mente aplaudindo poetas menores. E preveniu. Mas foi compreendido? Não. Só ele per¬cebeu, e teve essa ambição, que para poder escrever poesia capaz de continuar a de Pes¬soa, pela mesma fasquia, que era altíssima, teria que superá-lo, isto é, sair crítica e poeti¬camente do jogo instaurado por este poeta, criando para isso toda uma nova estética. Assim, nos anos sessenta, equacionado finalmente o problema, vai contrapor a uma esté¬tica do fingimento uma estética do testemunho. Assim, e simplificando excessivamente a complexidade do fenómeno, vai privilegiar na sua prá¬tica poética justamente os pontos menosprezados pelo seu antecessor. Esse é o grande du-elo, no dizer de um dos seus mais recentes críticos, que pouca ou nenhuma gente, e falo da crítica portu¬guesa em geral e no seu tempo, presenciou, por nem suspeitar que pudesse estar a aconte¬cer. A tarefa foi, é preciso dizêlo, incomensu¬rável e de uma solidão total. Foi pois num panorama cultural desolador que Sena teve que trabalhar. Ora conti¬nuando Pessoa nas suas recentes aquisições filosófico-estéticas, como, por exemplo, na dissolução da centrali¬dade do sujeito poético romântico, agora não mais pelo artifício retó¬rico-existencial da heteronímia horizon¬tal ou espacial, mas antes pelo irromper da tempora¬lidade como expressão de uma heteronímia vertical. Ora esboçando mesmo (e é sem dúvida o contributo essencial de Sena como testemunha de uma outra época a des¬velar-se, desta¬candose assim definitivamente de Pessoa) um outro conceito de poesia: a de praxis. Ao explicar a génese produtiva dos seus poemas, ao falar da espontaneidade on-to¬lógica dos seus textos Sena está a ser pós-moderno como poucos o foram: está a evidenciar uma característica que não é puramente uma mudança ou uma mutação geracional, embora possa ser nele um traço idiossincrático: está a mostrar que o pós-modernismo é um corte não só com a geração an¬terior mas sobretudo com toda uma tradição ocidental, logo¬cêntrica, a do artista, que durava, e ainda dura, há mais de vinte e cinco séculos. O problema, para a possível compreensão da posição que Sena tem ou deveria ter no contexto da poesia portuguesa do século XX, é que o país ainda não digeriu Pessoa. Ou parte do país, aquela que vive justamente do orgulho de ter tido um grande poeta neste sé¬culo e quer aproveitar o máximo da sua re¬cente fama. A outra, uma minúscula parte, a dos produtores de obras de arte como ainda hoje se diz, digeriu-o sem ver¬dadei¬ramente o com¬preender, sem se dar ao trabalho de dialogar com ele em pé de igual¬dade. Sena, que o fez, está a passar por isso mesmo um mau bocado. Não é por acaso que o Sena mais co¬nhecido é o dos dois livros, «Metamorfoses» e «Arte da Música», que mais o aproximam da estética modernista, em certo sentido mesmo da matriz romântica que persiste a todo o custo como uma ferida na contemporaneidade. É o Sena da intenciona¬lidade, do «artista» que acha ainda que é sua missão a de dar um sentido ao mundo que não o tem, do homem da cultura que procura através dos factos e feitos passadamente humanos criar um humanismo capaz de substituir a metafísica Prof. Ana Maria Costa

Difícil de explicar, impossível de definir, palavras a esboçar a amostra do sentir. Por tudo que é verdadeiro no fundo do coração. Estremece o mundo inteiro, cega toda a razão. Pelo sangue que nos une porque, nada nos separa. Existe um anjo que nos ampara. Como quem declama resume. Maior realeza não há, nem melhor retórica, do que ter uma irmã de seu nome Verónica.

Apenas um Sonho Como cheguei ate aqui Não sei, não lembro So sei que caminhando vim Caminhando pelas incertezas da vida Vivendo um dia a cada instante Um instante a cada dia… Em algum lugar do passado me perdi Em meio a muitos amores Paixões, encanto e ternura Mas o rosto da minha amada Ainda não esqueci… Por muitos lugares andei Vivendo outras paixões Mas de nada adiantou Dormindo em outros abraços Procurando em outros braços A paz que perdi… Não encontro em lugar algum Sempre tudo me parece tão comum Acho que não tenho mais forças Aqui vou quedar e dormir Sonhar com tudo o que tive E esquecer tudo o que pedi… Longe de tudo De todos, no meio deste deserto Sem flores ou alegria, cansado e A ela buscando Mas é apenas uma miragem Um sonho Apenas um sonho De amor… Carina Araújo9.3

Now that I don’t hear your voice When you left I lost a part of me I can’t sleep at night! I don’t wanna go another day It’s complicated but understand me… When you go Would you ever turn to say “I don’t love you Like I did yesterday”? I would never be without your love Never imagined I’d be sitting Now that I don’t hear your voice It’s breaking my heart I’m falling apart! Now that I can’t get over you And I don’t want a substitute ‘Cause everything I see is you! Nobody has ever made me feel this way Nobody’s gonna take the higher… I must stick with you. I wanna call, but then I stall ‘Cause after all, I just couldn’t take it If your play was to push me away You know that day, my heart you’d break it! Baby, come back to me In my heart I still believe We were meant to be… Cátia Filipa Costa Cardoso 1.TR


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Artes&Letras

Ano XXI

O prazer de ler

No início de um novo ano lectivo, sugerimos uma viagem pelas palavras de um autor, que, falecido em 1998, expressa nas suas obras o peso da história de uma geração. Dez anos volvidos sobre a sua morte, esta crónica pretende ser uma homenagem a José Cardoso Pires, mas também a uma geração que em Portugal viveu a transição de um regime opressivo para uma democracia, que apesar de defeituosa, continua a ser o melhor de todos os sistemas políticos que o homem conheceu (parafraseando W. Churchill). Lavagante, um texto inédito de Cardoso Pires, é editado por ocasião do décimo aniversário da sua morte. Trata-se, pois, de uma edição póstuma, preparada a partir de um manuscrito inacabado do autor. Não deixa de ser uma história de amor. Um amor vivido entre a censura, a opressão e a repressão da ditadura salazarista. Vivido entre lavagantes, «animal de tenebrosa memória, paciente e obstinado, e terrível nos seus desígnios». (p. 16). Vivido entre o desejo de liberdade: «Sei o que joguei, meu amor. Mas eu não podia suportar por mais tempo a ideia de estares fechado numa prisão, tu que tanto gostas de viver…» (p. 86) Não deixa de ser uma história de amor. Inacabada, como todas as grandes histórias de amor; assim nas palavras de Cecília: «Se em qualquer altura venceres o teu orgulho ferido com outro ainda maior, escusado será dizer que vou ter contigo quando e onde quiseres. Escreve-me, telefona-me, não te importes… Seja para onde for e a que horas for. Eu largo tudo e prometo obedecer sem condições.» (pp. 86-87). José Cardoso Pires, Lavagante. Encontro desabitado, Lisboa, Edições Nelson de Matos, 2008 (pp. 88) (disponível na nossa Biblioteca)

A leitura é o meu passatempo preferido. Sou capaz de trocar a televisão, o computador e a Internet ( passatempos de que também gosto ) por um livro. Os livros, para além de me darem conhecimentos sobre todo o tipo de assuntos,fazem com que eu viaje no

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espaço e no tempo sem limitações. É através deles que fico a conhecer várias personagens de todo o universo, estejam elas no passado, presente ou futuro. Os livros ajudam-me a manter as minhas capacidades intelectuais activas. Ao ler estou também a aprender a escrever correctamente. Muitas vezes, é através da leitura que fico a conhecer outros países, outras Religiões e até outras maneiras de viver. Por todas estas razões acho que toda gente devia ler frequentemente. Para quem vai começar ou retomar os hábitos de leitura, aqui deixo

Eu e a música

alguns títulos de que eu gostei particularmente: - Capitães da areia – Jorge Amado - As pupilas do senhor reitor – Júlio Diniz - Os filhos da droga – Cristianne F. - Alienação – Robin Cook - Equador – Miguel Sousa Tavares Boas leituras Carlos Marques. ( Funcionário da escola cooperativa de Vale)

A música para mim é como a caneta para o poeta. Nasci com a música. Aos 3 anos eu já tocava bombo, a partir daí surgiu o meu gosto pela música. Com 5 anos eu já tocava clarim, num instrumento que o meu pai me ofereceu. Com 7 anos entrei para a escola da Banda de Famalicão (onde ainda tenho aulas) e comecei a tocar trompete com o professor Ruben. Daqui para a frente já lidei com muitos trompetistas, mas claro, o que mais me marcou foi o Ruben. Com 10 anos entrei para uma escola

Professional (CCM) onde trabalhei e trabalho com grandes professores. Com isto tenho grandes datas que nunca as esqueço como por exemplo 03/04/04 que foi a minha primeira audição a tocar sozinho em público (Casa das Artes). Também foi uma grande data em 21/10/07 porque eu fui tocar com a Banda de Famalicão à Casa da Música no Porto. Para mim o que há de melhor na música é o convívio entre os músicos. A própria música alivia-me de tudo (stress, nervos, etc.) Luís Barroso Turma 9. 3

para apresentar,. Adriana: Já pensaste em formar uma banda ou um grupo de dança com as tuas amigas?

Entrevistámos a aluna Carina Araújo, que frequenta a nossa escola, integrada na turma 9.3. Quisemos saber a origem do seu gosto pela música e dança.

Carina: Adorava fazêlo, e em tempos já tive uma banda, mas como mudei de turma, as coisas estão muito paradas.

Adriana: Olá Carina! Como é que desenvolveste o gosto pela dança e pela música? Carina: A paixão pela música surgiu quando eu andava na préprimària, com as músicas que as educadoras nos ensinavam. A paixão pela dança nasceu no terceiro ano de escolaridade, quando tivemos de preparar um espectáculo para apresentar no Natal, em que resolvemos preparar uma coreografia. Adriana: Gostavas de seguir alguma profissão relacionada com uma destas actividades? Carina: Sinceramente gostava, mas é muito complicado. De qualquer maneira, seguindo ou não seguindo uma profissão relacionada com actividades vou continuar a dançar e a cantar. Adriana: O que sentes quando ouves música? Carina: A música seduz-me! Logo quando oiço música, sintome atraída por ela, sem me dar conta começo a dançar e a cantar. É inexplicável! Adriana: Quando danças tens tendência para criar uma coreografia com a intenção de apresentar em público? Carina: Não, porque a música seduz-me naturalmente e a dança também. Mas penso que a coreografia é demasiado simples

Adriana: Conta-nos essa experiência? Carina: Foi uma experiência curta, mas muito agradável! Apesar do medo que tenho do palco e de me apresentar para um público, gostei muito e diverti-me a valer nas apresentações que fizemos. Adriana: E onde actuaram vocês? Carina: No sarau cultural do ano lectivo 2006/2007, em Vila do Conde num infantário, no dia da Europa, no 20º aniversário da nossa escola. Adriana; Qual foi a experiência que mais te marcou? Porquê? Carina: Foi no 20º aniversário da escola, porque era uma grande responsabilidade. Adriana: Obrigado pela colaboração. Resta-nos aguardar pelo teu regresso! Ficamos à espera! Adriana Araújo 9.3

Propriedade: Escola Cooperativa de Vale S. Cosme (DIDÁXIS), Avenida de Tibães, nº 1199, Vale S. Cosme – 4770 568 - V.N. de Famalicão, telf. 252910100 / Fax 252910109 Direcção: Prof. Fátima Andrade Paginação e arranjo gráfico: Prof. José Azevedo Fotografia: Nuno Marinho e Paulo Silva e alunos do Clube Multimédia Redacção: Clube Multimédia Co-responsável pela redacção: Helena Dias Pereira Assessor de imprensa para o exterior: Pedro Reis Sá Impressão: Empresa do Diário do Minho

Colaboração: Professores: Prof. Maria Emília Cardoso, Prof. Lurdes Alves, Prof. Paula Valente, Prof. Mário Oliveira, Prof. Ana Maria Costa, Prof. Patrícia Fernandes, Prof. João Paulo Carvalho, Prof. Manuel Almeida, Prof. Ana Cardoso, Núcleo de Estágio de Português (Cristiana Pereira, Diogo Martins e Teresa Alves) e Núcleo de Estágio de Matemática (Ana, Filipa e Neide)

Alunos: Daniela Araújo, Sara Carvalho, Cátia Cardoso, Tiago Costa e Marlene Ferreira (1.TR), Carla Ferreira e Cláudia Ferreira (12.1), Elsa Costa, Ana Margarida Silva, Catarina Cunha, Hélder Ribeiro e Tiago Cunha (12.2), Ricardo

Ribeiro (12.3), Ana Miranda, Rita Fernandes e João Costa (10.3), Ricarda (TGEI), Eduardo e Catarina Torres (6.3), Carina Araújo e Adriana Araújo (9.3), e CM: Patrícia Guimarães e Rita Ferreira (11.1), Fátima, Liliana, Joana, Nuno Ribeiro, Luís Barroso, Dânia, Andreia, Kevin, Ana Rita, Carla Sofia, Samuel Pedro e Rodrigo (9.3)

Colaboração Especial: Carlos Marques (funcionário)


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Escola Cooperativa de Vale recebe Galardão de Mérito da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão O dia 11 de Julho marcou o fim do ano lectivo para os alunos do 9º ano, com um Sarau Cultural e entrega de prémios aos melhores alunos do 3º ciclo, tendo como cenário os jardins verdejantes que envolvem a escola, contribuindo para que este momento fosse, ainda mais, significativo para toda a comunidade educativa. Vestidos a rigor, alunos e professores chegaram à escola pelas dezanove horas, tendo sido contemplados com um jantar “buffet”. Chegados os pais, uma hora depois, deu-se início a um magnífico Sarau Cultural, no qual os alunos finalistas

CM: Sr. Vereador, a nossa Escola merece mesmo esta distinção da parte da Câmara Municipal de Famalicão? Vereador: Não tenho quaisquer dúvidas! Esta é uma escola que, agora, comemora o 20º aniversário, e da qual posso testemunhar o crescimento em qualidade de ensino e em estruturas. A Câmara tem acompanhado esse crescimento ao longo dos anos e podemos dizer que esta é, hoje, uma instituição que tem um grande peso no contexto educativo do concelho, quer pelas ofertas educativas de que dispõe, quer pela qualidade com que essas ofertas são, aqui, asseguradas, situando-se na primeira linha do contexto educacional deste concelho, e, até, a nível nacional. Olhamos, hoje, para a grande escola que nasceu do grande empenho de muita gente envolvida, que soube, sempre, levar a bom porto a árdua tarefa de ensinar, mas ensinar com a qualidade que hoje lhe é reconhecida. Por tudo isto, é com muita satisfação que, hoje, particularmente, estou aqui, em nome do Sr. Presidente da Câmara, que delegou em mim uma mensagem de parabéns à Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, pelo seu 20º aniversário, e me pediu que entregasse este Galardão

revelaram os seus dotes artísticos, presenteando toda a plateia com o espectáculo. Em seguida, procedeu-se à entrega dos Diplomas de final de 3º ciclo aos alunos finalistas, tendo-se, ainda, entregue os prémios aos melhores alunos. Esta cerimónia foi assinalada com um momento muito especial, na medida em que consagrou a entrega do Galardão de Mérito da Câmara Municipal de Famalicão à nossa Escola, como reconhecimento do serviço educativo prestado por esta instituição de ensino, ao longo dos últimos 20 anos.

Este momento foi protagonizado pelo vereador da Cultura e da Educação da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Dr. Leonel Rocha, que, em representação do Presidente da Câmara, entregou o Galardão ao Presidente da Cooperativa, Dr. José Fernandes. O Clube Multimédia, presente neste evento, que culminou em festa, registou as palavras do Dr. Leonel Rocha, em representação do Presidente da Câmara de Famalicão, bem como as do Presidente e do Dr. José Fernandes.

como evidência do mérito e do prestígio que a Câmara reconhece a esta instituição de ensino. Não poderia, pois, a Câmara deixar de assinalar um momento como este. Parabéns, pois, a todos os que têm trabalhado, e bem, em todos os domínio da educação.

medalha de mérito por parte da Câmara Municipal, e agora cabe à Escola de Vale de S. Cosme ser, também ela, contemplada com um galardão que nos enche de orgulho e satisfação, atendendo a que estamos a comemorar o 20º aniversário. Considero, também, que tudo temos feito para o merecer, uma vez que, ao longo dos últimos anos, e desde que foi construída a escola, temos tentado fazer o melhor, e penso que o conseguimos.

CM: Dr. José Fernandes, o que significa para a Escola a atribuição deste galardão por parte da Câmara Municipal? Dr. José Fernandes: Para a escola significa muito receber um galardão deste calibre. Foi uma grande honra ter o Vereador da Câmara Municipal aqui na escola numa noite que foi especial, uma vez que teve lugar o Sarau e a entrega dos diplomas aos alunos do 9ºano, onde, também, os pais e outros elementos da comunidade educativa quiseram partilhar este momento tão significativo connosco. C.M.: Já é a segunda vez que a Didáxis é contemplada com uma distinção de mérito… Dr. José Fernandes: É verdade! A Didáxis recebeu já a

CM: Muitos anos se passaram, muita evolução e também muito empenho… Dr. José Fernandes: Sim… Esta é uma escola que agora tem óptimas instalações, onde os professores e auxiliares de educação têm feito o seu melhor para o objectivo que é comum a nós todos: o sucesso a nível educacional que temos vindo a alcançar. O meu desejo é que todos continuem a contribuir com o seu trabalho, a sua dedicação e a sua iniciativa para, cada vez mais, construirmos uma escola de excelência, voltada para o futuro e que corresponda às necessidades da sociedade em que estamos inseridos. Patrícia Guimarães e Rita Ferreira 11.1


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