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E é neste caldeirão de expressões, unindo o hip hop ao Samba, grafiteiros a artistas circenses, B boyz com dançarinos de funk, que o MOF vem se tornando o maior evento da América Latina. Na última edição, o evento contou com um reforço por parte dos cantores de rap, isto por que ocorreram sessões improvisadas de rap, as populares “Batalha do Real”, onde com a ajuda dos idealizadores da Brutal Crew, realizaram além da batalha, apresentações com dos MCs Xará; Funkero; Mc Loco; Tony Mariano; Pira-Pura, Victor Bhing I; DJ LP; Tudo apresentado pelo MC Coé. Alem da Orquestra Voadora, Nascida da união de músicos que se conheceram tocando nos mais diversos blocos de marchinhas do carnaval de rua do Rio de Janeiro. “Tocar aqui foi sensacional. Esse tipo de evento, com a integração das artes e das pessoas é dos que eu mais gosto de participar e, para mim, é uma honra estar aqui com a Voadora”, disse Juliano Pires, o Juba, integrante da Orquestra Voadora”. Vejamos outro depoimento de um dos músicos: “O que mais gostei durante a nossa apresentação foi a interação dos B-boys fazendo um diálogo com a gente na base do improviso. Também foi legal quando acompanhamos a galera do hip hop, fazendo as rimas na hora. As pinturas são incríveis. A cultura se constrói na rua, que é um espaço público, e ocupá-la é um direito nosso”. Esta ação que o evento proporciona, traz a possibilidade de formação de futuros artistas e/ou profissionais do ramo. Isto se dá, porque os jovens da comunidade, tendo acesso a este apanhado de informações, muita das vezes se sente motivado a buscar conhecimento para sua capacitação, trazendo a possibilidade de formação profissional, a geração de renda e a redução na exclusão social. Mais um depoimento, desta vez com o grafiteiro Moska: “Participei do MOF pela primeira vez no ano de 2009. Foi uma experiência muito loca, até então não tinha participado de um mutirão de graffiti tão grande assim, e pude ver a importância de um evento desses para a comunidade e para nós artistas. Diálogo direto com a comunidade, troca de informações, fusão de conhecimentos vindos de vários estados com uma só intenção, proporcionarem um domingo ma-ra-vi-lho-so, com muita criatividade e disposição. Poder ver a satisfação dos moradores com o resultado dos trabalhos, dar várias risadas, fazer bons amigos e reencontrar os antigos, passar aquele domingão classe cercado de pessoas de boas intenções... É por essas e por outras que eu digo que o MOF É FOOOOOODA! Um salve em nome de toda a galera aqui do Espírito Santo, e que se tudo correr nos conformes colaremos em peso mais uma vez.” E o que será que a próxima edição nos reserva? Bom, isto é que todos nós estamos ansiosos para saber...

It is in this cauldron of expressions, combining hip hop with samba, graffiti artists with circus, B boyz with dancers of funk, the MOF has become the largest Latin American event. In the last edition, the event was enhanced with the participation of rappers, that occurred improvised rap sessions, the popular “Battle of Royal”, where with the help of the creators of Brutal Crew, performed beyond the battle, presentations with the MCs Xara; Funkero; Mark Loco, Tony Mariano, Pira-Pura, Victor Bhing I; DJ LP, All presented by the MC Coé. Besides the Flying Orchestra, born of the union of musicians who met playing in various blocks of the marching street carnival in Rio de Janeiro. Playing here was phenomenal. This type of event with the integration of the arts and the people is what I most like to participate and to me is an honor to be here with “Voadora”, said Juliano Pires, the “Juba”, member of the Orchestra “Voadora”. Another testimonial from one of the musicians:” What I liked more during our presentation was the interaction of B-boys doing a dialogue with us on the improvisation. It was also nice when we followed the crowd of hip hop, making the rhymes on the spot. The paintings are amazing. The culture is built on the street, which is a public space, and occupy it is our right. “ This action that the event provides brings the possibility of formation of future artists and / or industry professionals. This happens because the community’s youth, having access to this information, very often feel motivated to seek knowledge for their training, bringing the possibility of vocational training, the generation of income and reducing social exclusion. Another testimonial, this time with the a graffiti artist Moska: “I attended the first MOF in 2009. It was very crazy, which until then had not participated in a campaign for graffiti that big, and I could see the importance of such an event for the community and for us artists. Direct dialogue with the community, exchange of information, fusion of knowledge from various states with one intention, provide a wonderfull Sunday , with great creativity and willingness. Seeing the satisfaction of residents with the results of the work, give several laughs, make good friends and rediscover old ones, spend that great Sunday surrounded by people with good intentions ... It is for this and other reasons that I say that MOF is AWESOOOME! A big up on behalf of all the guys here in Espírito Santo, and that if everything goes in accordance we´ll be there again. “ And what can we expect for the next edition? Well, this is what we’re all anxious to know ...

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400ml - 8°ed  

8# Edição / issue 400ML Graffiti Mag

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