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OBJECTOS URBANOS PESSOAS


COMUNICAÇÃO, FOTOGRAFIA E MULTIMÉDIA | 2010.2011

Nome do grupo: 3 Professor: Pedro Leão Neto Monitor: Frederico Campos Aluna: Marta Brochado Teixeira

FACULDADE DE ARQUITETURA DA UNIVERSIDADE DO PORTO


O Objecto Urbano

Espaço público “O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...” Fernando Pessoa em poemas de Alberto Caeiro

Segundo o tema um “outro olhar” sobre o Espaço Público, e partindo da narrativa de grupo, cujo objectivo se baseia no sentido de percurso; Na narrativa individual foquei o meu olhar na parte urbana do trajecto. A ideia do estudo pretende olhar e focar os objectos urbanos que caracterizam o espaço público, neste caso os da Rua do Campo Alegre. No entanto, o sentido não é objectualizar estes elementos, mas sim perceber o sentido que eles assumem no espaço público, a relação que têm ou não com as pessoas, animais que por eles passam. Para esta percepção foi importante abordar diferentes escalas de aproximação ao objecto urbano e assim perceber o seu uso, função, relação espacial com o lugar e com as pessoas.

Ao longo do discurso das narrativas, sendo maioritariamente as composições feitas em trípticos, as imagens têm essencialmente três temas, o da contextualização geral, isto é, a relação do objecto urbano com a envolvente urbana e com as pessoas, a aproximação ao objecto, objectualizando-o, revelando a sua unidade e identidade e a terceira escala é a mais aproximada, quase abstracta e pretende demonstrar a função especifica do objecto em causa, a parte mais significativa deste elemento. A narrativa individual tem dois autores de referência. O primeiro Constantine Manos, que é também o autor de referência do grupo. Decidimos que este autor, seria elemento unificador das narrativas individuais. E desta forma, podemos garantir uma unidade de estilo em todo o trabalho ao nível da expressão plástica das imagens. Puxando tal como o autor, pelas cores, luz, intensidade e valorizando o caso em estudo. A referência individual é uma autora belga Liesbet Bussche, pois retrata objectos urbanos, pelo resultado das imagens e essêncialmente pelos enquadramentos, pois ela faz uma contextualização geral do objecto, vai focando a objectiva, aproximando o objecto até á sua abstracção total. Porém, o interesse da autora é o facto de muitas vezes os objectos urbanos, mobiliário urbano por terem formas simples e reconhecíveis se assemelham a verdadeiras jóias. Assim, com pequenas intervenções, bolas de betão tornamse delicados brincos de pérola. Correntes de trânsito recebem pingentes de coração. Placas de sinalização transformam-se em botões. Assim, apesar da autora ter uma intenção diferente da que eu pretendia estudar, a forma como abordou os objectos urbanos, revelando a sua importância no espaço público, a forma como os enquadrou e objectivou foi importante para o desenvolvimento da minha narrativa e modo de olhar estes elementos urbanos que tantas vezes vemos mas não os olha-mos. Espero mostrar que há objectos que parecem obstáculos na cidade, no espaço público mas que são elementos simbólicos da cidade, revelam urbanidade e sentido de civilização. Orientam, organizão, servem as pessoas e a cidade. Os objectos urbanos, podem parecer invisíveis, serem-nos indiferentes mas eles estão lá e cumprem o seu desígnio, por vezes mais do que isso, animam o espaço público.


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MARTA Objectos urbanos